You are on page 1of 34

CURSINHO MAGISTRATURA DO TRABALHO – FMB DIREITO PENAL – PARTE GERAL MÓDULO I

Artigo 1º - Anterioridade da Lei “Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal”. Estado: único detentor do direito de punir autor de fato tido como crime. Direito do autor do regular processo legal. Artigo 5º, LIV da CF: cláusula pétrea – devido processo legal. Fundando no Estado democrático de direito. Princípios 1) Legalidade: não há crime sem lei: sentido amplo; 2) Reserva da lei: somente a lei que observou o regular processo legislativo pode prever crime. Deve ser interpretado em sentido estrito. Ex: medida provisória não pode prever conduta criminosa. 3) Princípio da Taxatividade: a lei não deve apresentar lacuna para que não haja insegurança jurídica. 4) Anterioridade: lei penal deve ser anterior ao ato praticado. 5) Irretroatividade penal: lei penal deve regular situações futuras.

Artigo 2º Lei Penal no Tempo “Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória”. Extra atividade penal. Abolicio criminis: fato descriminalizado. Ex: adultério. Parágrafo único – “A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado”. Novatio lex in melius. Súmula 611 do STF. Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao Juízo das execuções a aplicação de lei mais branda

Artigo 3º - Lei Excepcional ou Temporária “A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.” Temporária: criada para regular ações em período delimitado.

Excepcional: criada para regular situações excepcionais: guerra, calamidade, etc. Características comuns: a) Autorrevogáveis; b) Ultra-ativas: fato julgado além do limite temporal.

Artigo 4º - Tempo do Crime “Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado”. Teoria da Atividade. Atenção para fins de prescrição. Artigo 5º - Territorialidade “Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional. § 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. § 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil”.

Artigo 6º - Lugar do Crime “Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado”. Teoria da Ubiquidade: teoria da atividade + resultado. Nos crimes permanente ou continuados será verificado como lugar competente aquele que ocorrer um dos fatos unitários.

Artigo 7º - Extraterritorialidade Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: Princípio da defesa ou real: se leva em consideração a lei do país da vítima da infração. É o que ocorrer nos seguintes casos. I - os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República;

b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público; c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; Princípio da personalidade ativa ou personalidade: leva-se em consideração a nacionalidade do autor. Como ocorre no seguinte caso: d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; § 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.

Princípio da Justiça Universal: a aplicação da lei interessa a vários estados. Artigo 7º II, “a”. II - os crimes: a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; Princípio da personalidade ativa ou personalidade: leva-se consideração a nacionalidade do autor. Como ocorre no seguinte caso: b) praticados por brasileiro; em

Princípio da Representação / Pavilhão / Bandeira: aplicação da lei brasileira de forma subsidiária, para que não haja impunidade. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. § 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional; b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. § 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição; b) houve requisição do Ministro da Justiça. A Extraterritorialidade pode ser: 1) Incondicionada: lei brasileira é aplicada independentemente de outra disposição: artigo 7º, I;

de pedido da parte interessada. na falta de tratado. Artigo 9º . Ato discricionário: conveniência e oportunidade. a restituições e a outros efeitos civis. 3) Deportação: exclusão do estrangeiro que ingressou irregularmente no país. . II .obrigar o condenado à reparação do dano. de requisição do Ministro da Justiça. o tempo de prisão provisória. 5) Asilo: somente em infrações políticas. 102. A pessoa poderá volta ao país desde que observe os atos necessários. Afastar bis in idem. 4) Intraterritorialidade: aplicação da lei estrangeira no Brasil. Caso da imunidade diplomática. 42 . quando diversas.Computam-se. Ferramentas para aplicação da lei penal: 1) Extradição: instrumento jurídico por meio do qual um Estado entrega as autoridades competentes de outro Estado. Artigo 8º . “i”.2) Condicionada: depende de condições: artigo 7º. Julgado pelo STF: art.Eficácia da lei estrangeira A sentença estrangeira. ou nela é computada. ou.Pena cumprida do Estrangeiro “A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença. I. 2) Expulsão: afastamento de estrangeiro do território. no qual sua permanência não interessa. I. Detração – artigo 42.A homologação depende a) para os efeitos previstos no inciso I. b) para os outros efeitos. quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências. quando idênticas”. Parágrafo único . Pedido de extradição é ato vinculado (legalidade). Competência para homologação: STJ – artigo 105. Art. o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo anterior. da CF. da CF. no Brasil ou no estrangeiro. “g”. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. pode ser homologada no Brasil para: I . Não tem caráter punitivo. uma pessoa para que ali ela seja julgada. Julgamento final cabe ao presidente da república. II.sujeitá-lo a medida de segurança.

nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos. na pena de multa. A ação penal das contravenções é publica condicionada – artigo 17 da Lei de Contravenções.Crime = sanção mais grave = reclusão.Artigo 10 – Contagem de Prazo O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. serviços ou interesse da União ou de suas entidades. detenção e multa . Artigo 11 – Frações não Computáveis da Pena Desprezam-se. Artigo 12 – Legislação Especial Art. Conceito de Crime 1) Conceito formal: legislador. Exceção: a) Crimes eleitorais: em que só há pena de multa. os meses e os anos pelo calendário comum.Contravenção penal Infração penal = gênero Gera diferença na aplicação da pena: .Contravenção = prisão simples + multa ou só multa. 2) Conceito material: crime é todo fato humano que usa ou expõe a perigo bem jurídico considerado essencial por toda coletividade. Tentativa de contravenção penal não é punível. o processo por contravenção penal. MÓDULO 02 – DISCO 03 Teoria Geral do Crime BR adota critério bipartido. A contravenção é jugada pelo JECRIM. se esta não dispuser de modo diverso. antijurídico e culpável. Espécies: . Súmula 38 do STJ. ** OBS: Justiça Federal não julga contravenção penal. as frações de cruzeiro. ainda que praticada em detrimento de bens. . 3) Conceito analítico: traçado pela doutrina. na vigência da Constituição de 1988. b) Doutrina clássica: fato típico. as frações de dia. e.Delito ou crime . b) Artigo 28 da Lei de Drogas: medida educativa. Contam-se os dias. a qual se classifica em: a) Doutrina finalista: fato típico e antijurídico. Compete à Justiça Estadual Comum.As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial. A lei de contravenções penais prestigia a territorialidade brasileira – artigo 5º do CP. 12 .

Fato Típico: Elementos 1) Conduta: toda ação ou omissão humana dirigida a uma finalidade. Causa absolutamente independente: rompe nexo causal. somente é imputável a quem lhe deu causa. c) Supervenientes.Superveniência de causa independente § 1º . Exclui responsabilidade pelo resultado final. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. §1º .” Conditio sinequanon Teoria da equivalência dos antecedentes causais: tudo que concorreu para o resultado seria sua causa. 3) Culpabilidade: REPROVABILIDADE que recai sobre fato típico e antijurídico.O resultado. sob a gente imputável. 2) Resultado: modificação do mundo exterior tendo em vista pratica de conduta 3) Nexo causal 4) Tipicidade: enquadramento da conduta à previsão legal Artigo 13 – Relação de Causalidade “Art. O autor só irá responder pelos atos que cometeu e não pelo resultado que foi alcançado. Ex: . 4) Punibilidade: possibilidade jurídica de ser imposta um penal ao autor do crime. Concausa relativamente independente: o agente em regra responde pelo resultado. entretanto.A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. de que depende a existência do crime. os fatos anteriores.Elementos do Crime: 1) Tipicidade: ADEQUAÇÃO da conduta humana a um tipo legal previsto no ordenamento. 13 . por si só. Não distingue o que seria causa ou concausa. produziu o resultado. imputam-se a quem os praticou. Exceção: artigo 13. b) Concomitantes. Tipicidade conglobante = deve ser olhada sob o aspecto de todos os ramos do direito e não apenas penal. Podem ser: a) Pré-existentes. 2) Antijuridicidade e Ilicitude: CONTRARIEDADE existente entre a conduta típica e o ordenamento jurídico. Teoria da causalidade adequada: só fatos idôneos ligados a conduta irão produzir o resultado. §1º: Artigo 13.

Ex: A atire em B. criou o risco da ocorrência do resultado. b) de outra forma.A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. será considerada conduta atípica. Há responsabilidade do autor. A responde somente pela tentativa de homicídio. Ex: A atira em B. b) Concomitante: há responsabilidade. quanto ocorrer nas situações estabelecidas. que sofre acidente e B morre. Conceito do caput = elemento naturalístico Conceito do §2º = elemento normativo. desempenhando seu papel social. STF = omissão seria jurídica e não fática. c) Omissão de Conduta Mista: 1ª fase = ação. . §1º do CP. Artigo 13. mas o tipo prevê uma ação. c) com seu comportamento anterior. Crimes Omissivos.Relevância da Omissão § 2º . Esse agente não será considerado causador de resultado proibido. Omissão que adquire relevância. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado. proteção ou vigilância. se dividem em: a) Próprios ou puros: omissão é descrita na lei. b) Impróprios ou Comissivos por omissão: autor atua por meio de uma omissão. e este último adquire infecção hospitalar. A responsabilidade deve ser imputada a aquele que de fato quis causar o dano. mas o delito de consuma por meio de uma omissão. Ex: vendedor de loja que vende arma documentada. Consequência do desdobramento do Há rompimento do nexo causal. ato posterior que por si só não produziu o resultado. Causa absolutamente independentes Causa relativamente independente Situação não possui qualquer relação. Não se confunde com crime comissivo por omissão (há uma conduta). Toda vez que o agente praticar comportamento socialmente adequado e esperado. Teoria da Imputação Objetiva: criada para combater os excessos da conditio sinequanon. o qual é socorrido por ambulância. assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. c) Superveniente: que por si só produziu o resultado: há rompimento do nexo causal: artigo 13. §2º . Ex: mãe que mata o filho de fome.a) homicídio de pessoa hemofílica – pré-existente: há responsabilidade. ele estará gerando risco que é permitido. Na omissão de conduta mista há duas condutas. pois não houve rompimento do nexo causal.

iniciada a execução. 4) Culposos. Ex: direção perigosa. 3) Início da execução está intimamente ligado a tentativa. Fases: 1) Cogitação: ideia de praticar o delito – sem sanção. 2) Não ocorrência do resultado por circunstâncias alheias agente.Salvo disposição em contrário. I – Crime consumando I . Ex: injúria. quando. 2) Omissivos próprios. quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal. Artigo 14. Tipicidade encerrada. 2) Atos preparatórios: Autor começa de alguma forma exteriorizar sua vontade delitiva através de atos concretos. Pena de tentativa Parágrafo único . Circunstância judicial = consequência do delito. apenas quanto à fixação da penal: circunstância judicial de fixação de pena (1ª fase). Ex: lesão corporal seguida de morte. Crime exaurido: além do tipo penal. 5) Preterdoloso: dolo no momento antecedente e culpa no resultado. 291 e 286. . Excepcionalmente haverá sanção – somente quando expressamente previsto em lei. Iter crminis = fases pelas quais o autor deve percorrer para se chegar a consumação do delito.MÓDULO 3 – DISCO 01 Artigo 14. 6) Contravenções penais. Elementos: 1) Início da execução do crime. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Não há diferença entre ambos. vontade do Impossível a tentativa nos seguintes casos: 1) Unisubsistentes: aqueles que se exaurem em uma única conduta. II – Tentativa II .tentado. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. 3) Perigo abstrato. ou seja. diminuída de um a dois terços Diminuição de 1/3 a 2/3 da pena – deve ser aplicada inversamente ao iter criminis.consumado. artigo 33 da Lei de Drogas. ao trajeto do crime (fases do delito). 4) Consumação. todos do CP. 3) ** Dolo (SEMPRE): não existe tentativa sem dolo. Ex: artigos 288.

até o recebimento da denúncia ou da queixa. reparado o dano ou restituída a coisa. Causa obrigatória de diminuição de pena: 1/3 a 2/3. por não estarem contidas no rol do artigo 107 do CP. Arrependimento eficaz = ato positivo para impedir resultado mais grave ou diminuir seus efeitos. Desistência voluntária = Não se consuma por ato voluntário do autor. a reparação realizada por um agente irá de comunicar a todos. desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza. do CP. voluntariamente. Formas de tentativa: 1) Perfeita ou acabada: agente esgota o que está ao seu alcance. Artigo 65. Abstenção (ato negativo) da ação. 2ª corrente (majoritária): causa de exclusão da tipicidade. ou ter. OBS: Arrependimento posterior é circunstância objetiva do delito. Artigo 15 – Desistência Voluntária e Arrependimento Eficaz “O agente que. 9) Atentado ou empreendimento – artigo 352 do CP: sanção idêntica. 8) Continuados. Ato positivo da ação. assim. Na diminuição da pena o juiz poderá fixar pena aquém do mínimo legal previsto para a pena. pois de toda forma haverá sancionamento. 5) Abandonada: agente abandona o prosseguimento: tem por consequência o artigo 15. São circunstâncias que sempre atenuam a pena: III – ter o agente: b)procurado. reparado o dano. diversamente do que ocorre na atenuante. Artigo 16 – Arrependimento Posterior “Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. a pena será reduzida de um a dois terços”. “b”. Se houver reparação após recebimento não irá se tratar de arrependimento posterior (diminuição de pena). 2) Imperfeita ou inacabada: apesar de haver os meios para prosseguir o agente não consegue. no entanto. III. o enquadramento irá ganhar rotulagem diversa da prevista inicialmente. 4) Vermelha: atinge bem jurídico. só responde pelos atos já praticados”. antes do julgamento. mas hipótese de atenuante prevista no artigo 65. evitarlhe ou minorar-lhe as consequências. .7) Habituais: agente faz da vida criminosa o seu meio de sobrevivência. Doutrina – natureza jurídica de ambos: 1ª corrente (minoritária): causa extralegal de extinção de punibilidade. Não se exige que seja espontânea. por ato voluntário do agente. por sua espontânea vontade e com eficiência. logo após o crime. 3) Branca: agente consegue atingir o bem jurídico que queria ofender.

§ 2o É extinta a punibilidade se o agente. espontaneamente. seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social. III .Exceções ao artigo 16: 1) Artigo 169-A do CP – Apropriação indébita previdenciária – causa de extinção da punibilidade. e multa § 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: I . Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório. trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços. mediante as seguintes condutas: I .recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços. na forma definida em lei ou regulamento. declara. confessa e efetua o pagamento das contribuições. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes. empresário.reclusão. antes do início da . § 3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes. remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena .omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado. 337-A. contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados.não faz diferença a reparação Art. desde que: I . III . declara e confessa as contribuições.deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços. a terceiros ou arrecadada do público II . ou II . na forma definida em lei ou regulamento. no prazo legal. Art.reclusão. após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia.tenha promovido. importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social.recolher. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. e multa. 2) Artigo 337-A = Sonegação previdenciária: crime formal . total ou parcialmente. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social.omitir.o valor das contribuições devidas. como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. II . antes do início da ação fiscal. o pagamento da contribuição social previdenciária. § 1o É extinta a punibilidade se o agente. no prazo e forma legal ou convencional: Pena . administrativamente. inclusive acessórios. quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social. receitas ou lucros auferidos. inclusive acessórios. 168-A.pagar benefício devido a segurado. espontaneamente.

STF. Ex: revolver sem gatilho para prática de homicídio. § 4o O valor a que se refere o parágrafo anterior será reajustado nas mesmas datas e nos mesmos índices do reajuste dos benefícios da previdência social.Peculato culposo Peculato culposo § 2º . Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação.No caso do parágrafo anterior. O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundo. não há como se consumas homicídio. ** Se houverem características relativas haverá o crime tentado. Objeto = objeto juridicamente tutelado: caráter absoluto. A composição dos danos civis será reduzida a escrito e. retira a justa causa para prosseguimento da ação. terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente.510. quinhentos e dez reais).ação fiscal. Ex: se não há vida. . 5) No juizado implica na renúncia do direito de representação a reparação do dano. após do recebimento da denúncia. homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível. 4) Emissão de cheque sem fundo pago antes da ação penal. Sumula 554. pois não há forma do agente chegar a concretização do delito. de três meses a um ano. a reparação do dano. 74. desde que: I . o juiz poderá reduzir a pena de um terço até a metade ou aplicar apenas a de multa. reduz de metade a pena imposta. Artigo 17 – Crime Impossível / Tentativa Inadequada / Tentativa inidônea “Não se pune a tentativa quando. § 3º . extingue a punibilidade. § 2o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes. Parágrafo único.Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena . se lhe é posterior.o valor das contribuições devidas. é impossível consumar-se o crime”.00 (um mil. por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto. Art.detenção. seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social. inclusive acessórios. administrativamente. como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. não obsta ao prosseguimento da ação penal. Meio = ineficácia absoluta.(VETADO) II . o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. 3) Artigo 312. § 3o Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa R$ 1. se precede à sentença irrecorrível. Não se pune sequer a tentativa. §3º .

o qual com a devida cautela ou previsão poderia ser evitado. Conduta positiva. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo”. pois geraria responsabilidade objetiva. 5) Previsibilidade objetiva da conduta. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. Vontade consciente de produzir um resultado.Salvo os casos expressos em lei. 3) Resultado danoso involuntário. Sendo que este por ser alternativo. . Teorias acerca do dolo: 1) Teoria da vontade: agente quer resultado típico – dolo direto. 3) Eventual: assume o risco de produzi-lo. . com algumas características: a) Imprudência: não visa resultado criminoso. 6) Tipicidade – artigo 18. Sem cautela. 2) Falta de dever objetivo de cuidado: prudência do homem médio. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. mas infringe norma de conduta. Parágrafo único . . Culpa: conduta voluntária que produz um resultado não querido pelo agente. ou seja. Ex: lesionar ou matar. negligência ou imperícia. mas o aceita dolo eventual. c) Imperícia: falta de aptidão técnica para prática de determinada manobra. mas previsível. Artigo 18. pois poderá caracterizar crime de vilipêndio de cadáver.Teoria clássica: início da culpabilidade. 4) Nexo causal entre a conduta e o resultado.culposo. II – Crime culposo II . 3) Teoria da representação: basta a previsão do resultado não aceita pelo CP. Elementos: 1) Comportamento voluntário. 2) Teoria do consentimento ou assentimento: agente não quer propriamente o resultado. senão quando o pratica dolosamente. não há observância dos deveres.Teoria finalista: há deslocamento do dolo ou da culpa para o fato típico. b) Negligência: conduta negativa. Deverá haver dolo de matar. Espécies: 1) Direito ou de 1º grau 2) Indeterminado: vontade do agente não se fixa em um determinado ponto. Ex: trânsito: racha ou embriaguez. Artigo 18 – Crime Doloso I – “doloso. parágrafo único.OBS: No caso de homicídio é necessário que o agente desconheça que a vítima esteja morta.

mas atira no amigo. mas é assumido (= aceitando) o risco desde resultado. irá responder. O agente acredita que sua capacidade é superior. Não há devida cautela . porém este não é admitido. o qual é mais grave e inesperado. Exclusão da responsabilidade culposa: 1) Caso fortuito ou força maior. evitável ou inescusável. inevitável ou escusável. mas permite a punição por crime culposo. Casos das discriminantes putativas. Erro vencível. Crime preterdoloso: dolo antecedente + culpa no resultado. MÓDULO 04 – CD 01 Artigo 20 – Erro sobre elementos de tipo O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. Erro de Tipo (Erro de fato): erro de cenário.OBS: É irrelevante para o direito penal o grau de culpa. 3) Princípio da confiança: ex: passagem em farol verde. Erra com relação aos dados da realidade Erro do agente for invencível. Culpa Imprópria: culpa antecedente + dolo no resultado.Previsão da Teoria Finalista. Ex: lesão corporal seguida de morte. restando isento de pena – não é regra. Definição de crime preterdoloso. desde que haja previsão a título de culpa. irá responde por lesão ou homicídio culposo. Dolo Eventual Não se quer o resultado. entretanto. Da mesma forma não há compensação de culpa ou concorrência de culpa. exclui o dolo e a culpa. Artigo 19 – Agravação pelo Resultado Pelo resultado que agrava especialmente a pena. Há exclusão do dolo. Culpa Consciente Também pode ser previsto o resultado. só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente. se previsto em lei. OBS: Culpa levíssima para fins de aplicação de pena é aplicada a caso fortuito. . Ex: inimigo está com a mão no bolso e agente acreditando estar em legítima defesa atira contra seu desafeto. Ex: Caçador que acredita estar atirando em um arbusto para testar a arma. 2) Erro profissional.

Erro sobre a pessoa O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. 3) Exigibilidade conduta conforme o direito.Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato. Irá isentar de pena. Ex: pensa que inimigo vai atacar. mas este trás uma carta para pedir perdão. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. Parágrafo único . e eu desfiro um tiro contra o desafeto. Artigo 21 – Erro sobre a ilicitude do fato – Erro de proibição – Erro de direito O desconhecimento da lei é inescusável. Agente se equivoca com relação a situação que está vivenciando. nas circunstâncias. O agente erra sobre três enfoques: 1) Com relação aos pressupostos fáticos. 3) Crença de que exista uma causa que licite o comportamento.Erro determinado por terceiro Responde pelo crime o terceiro que determina o erro.É isento de pena quem.Descriminantes Putativas § 1º . Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo Há exclusão de culpabilidade. supõe situação de fato que. Ex: Terceiro que determina ao agente que atire contra vítima. subsiste a situação apenas se houver previsão a título de culpa. Não se consideram. 2) Potencial consciência da ilicitude. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. ter ou atingir essa consciência. diz respeito a culpabilidade. Agente acredita que a lei o autoriza. Ex: legítima defesa da honra que não existe juridicamente. neste caso.§1º . se existisse. quando lhe era possível. 2) Erro quanto aos limites de uma causa de justificação. se evitável. . quando em verdade era uma brincadeira. Ex: estou sendo agredido e reajo. alegando estarem em legítima defesa. Erro do agente o isenta de pena. e não sobre uma relação fática. §3º . §2º . OBS: A culpabilidade é formada por um tripé: 1) Imputabilidade. quando a lei o proíbe. se inevitável. O erro sobre a ilicitude do fato. as condições ou qualidades da vítima. Erro se passa na mente do agente. tornaria a ação legítima. tenho legítima defesa para tudo. Acredita que por ter levado um tapa. pegando um machado e desferindo golpes. isenta de pena.

3) Se esta coação for resistível. conhecer este fato. pois o constrangimento moral é tamanho. III. dependendo da situação pode servir como atenuante prevista no artigo 65.** Neste sentido. Erro invencível. não manifestamente ilegal. e este pratica furto em sua agência. no erro de proibição o agente age em potencial consciência da ilicitude. todavia será diminuída sua pena.a. Ex: pessoa que mora em lugar remoto e há arma sem registro em seu poder. acreditando ser sua atitude lícita. conhecendo o problema mental de mulher. O coagido ou coacto tem a seu favor uma causa de exclusão da culpabilidade. que não poderá ser esperado outro comportamento do agente. só é punível o autor da coação ou da ordem. c) vítima (utilizada como instrumento para prática da coação). no entanto. no entanto. Quando muito este desconhecimento da lei. II. não há existência dos requisitos da culpabilidade Requisitos: 1) Irresistibilidade da coação: não pode ser superada pelo coagido ou coacto. o agente não estará isento de pena. “c” (de coação). Neste caso. sem. o agente ir responder. mais poderá ser lhe diminuída a pena de uma ser a um terço. e aguarda sua maioridade para praticar com ela atos sexuais. sem conhecer sua ilegalidade. Erro da lei é inescusável = erro de vigência. 2) Existência de três figuras: a) acto ou coagido (sobre o qual incide a coação). b) coator (criminoso que irá exigir determinada conduta). Ex: agente vai para o Motel com mulher com problemas mentais. 3) Exigibilidade conduta conforme o direito – não é possível se exigir do agente Na exclusão da culpabilidade há todos os elementos do tipo. prevista no artigo 65. Situação diversa reside no fato do agente. uma vez que houve a verificação de sua maioridade civil. 2) Potencial consciência da ilicitude. tendo em vista existência de atenuante genérica. erro inevitável ou escusável. de superior hierárquico. . OBS: A culpabilidade é formada por um tripé: 1) Imputabilidade. do CP. Ex: gerente de banco que tem sua família sequestrada. Artigo 22 – Coação Irresistível e obediência hierárquica Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem.

responderá pelo excesso doloso ou culposo. em qualquer das hipóteses deste artigo. do agente responder pelo excesso cometido. cujo sacrifício. senão. Causas supralegais de excludente de ilicitude: POSSÍVEL. se tornarão lícitas em virtude da ocorrência dessas situações. Excludentes de ilicitude estão previstas nos artigos 23 a 25 do CP.Obediência hierárquica: Requisitos: 1) Subordinação hierárquica fundada no direito administrativo. irá responder.em legítima defesa. excludentes dos crimes contra a honra.em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. 3) Deve haver estrita observância aos limites da ordem.. Artigo 24 . Ex: ação socialmente adequada – manicure que tira cutícula que inflama (lesão corporal). sob pena. § 1º . a pena poderá ser reduzida de um a dois terços. Não é possível ao legislador prever todas as situações em que há excludente de ilicitude. que não provocou por sua vontade. Artigo 23 – Excludente de ilicitude Não há crime quando o agente pratica o fato: I . Parágrafo único – Excesso punível O agente. nas circunstâncias. II . bem como quem deu a ordem. § 2º .Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado. previsto no artigo128.Estado de necessidade Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual. tatuador. bem como em outros dispositivos. nem podia de outro modo evitar. Ex: do capitão para o soldado. que no entanto. .em estado de necessidade. etc. Ilicitude: contrariedade entre a conduta humana e exigência do ordenamento jurídico. princípio da insignificância. por ex: o aborto legal. juiz para escrevente. direito próprio ou alheio. No direito privado não cabe obediência hierárquica. consentimento do ofendido em relação a crimes patrimoniais (não registro de ocorrência). 2) A ordem deve ser não manifestamente ilegal. Necessidade irá decorrer de perigo não criado pelo agente.Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. Artigos 138 a 144.. não era razoável exigir-se. Excludentes: situação es reconhecidas pelo ordenamento jurídico que embora constitua fato típico. III .

De valor superior ou igual. Requisitos: 1) Agressão injusta atual ou iminente. a direito seu ou de outrem. 4) Perigo não provocada voluntariamente pelo agente. quando o bem jurídico sacrificado for inferior àquele que é salvo. 5) Proporcionalidade do bem jurídico a ser sacrificado. caso em que não haverá excludente de ilicitude. 2) Defesa a direito próprio ou alheio. Esta definição não é pacífica. Classificação 1) Agressivo: quando agente se voltar a bem diverso daquele que provém o perigo. Requisitos: 1) Depende da existência de perigo atual (somente). usando moderadamente dos meios necessários.Entende-se em legítima defesa quem.Legítima defesa Art. 5) Provocação da agressão: provocador pode se defender da legítima defesa pratica em excesso. 3) Reação através dos meios necessários. 2) Exculpante: quando bem jurídico sacrificado. 4) Uso moderado dos meios necessários. 3) Inevitável: não há outra forma de se salvar o bem. possui valor igual àquele que é salvo. Repele injusta AGRESSÃO. 2) Defensivo 3) Real 4) Putativo 5) Defesa de direito próprio 6) Defesa de direito de terceiro OBS: somente o estado de necessidade pode ser recíproco. §1º. . atual ou iminente. O Código prevê no §2º do artigo 24 situação em que o agente salva bem de menor valor em detrimento do sacrificado que possui maior valor. 6) Inexistência de dever legal de enfrentar o perigo – artigo 24. repele injusta agressão. Não há a palavra agressão. Ex: Na ocorrência de um incêndio. toda via sua sanção será diminuída de 1/3 a 2/3. a qual deve ser ATUAL ou IMINENTE. Diverso da legítima defesa é perigo atual e iminente.O estado de necessidade pode ser 1) Justificante. 2) Ameaça a direito próprio ou alheio. Artigo 25 . própria da legítima defesa. Ex: disputa por colete salva-vidas. 25 . há o arrombamento de porta do vizinho. a não ser o sacrifício de outro bem. tendo em vista que haverá responsabilização pelos excessos.

por haver aqueles (corrente minoritária) que entendem ser instrumentos da legítima defesa. em um segundo momento estará em legítima defesa. a divergência jurisprudencial quanto ao seu enquadramento. III – Exercício Regular do Direito Fato de o agente agir autorizado pelo ordenamento jurídico. pela inviolabilidade de suas palavras. Ex: proprietário quando tem sua posse esbulhada que investe contra o esbulhador. Lesões do esporte. . Excesso da legítima defesa por ser 1) Doloso. no entanto. Resposta irá se prolongar pelo tempo. ofensáculos. Classificação 1) Real 2) Putativa 3) Defesa de direito próprio 4) Defesa de direito de terceiro OBS: Legítima defesa não pode ser recíproca. desde que dentro das regras. 5) Exculpante: quando a reação decorre de ato involuntário. como no caso na legítima defesa putativa. o tido por provocador. Ex: susto. para configuração desta última falta a ela o requisito “agressão atual ou iminente”. 4) Extensivo: vários golpes. Diversamente da briga que ocorrer dentro do campo. Neste casos. Neste tópico. Artigo 23. tendo em vista que seu fundamento é a prática de uma agressão. nos casos em que houver excesso. mas poderá ser sucessiva. sendo assim. em que poderá haver legítima defesa recíproca. comporta exceção. Ofendículos. Dono da propriedade responde pelos excessos cometidos. Exercício regular do direito de propriedade. Ex: arames farpados. situações parlamentares em que deputado profere palavras em desalinho com o decoro. cercas elétricas. em havendo agressão é impossível que haja ao mesmo tempo uma defesa. Intervenções cirúrgicas (cirurgia plástica). sendo esta uma das atribuições da atividade parlamentar. como o carrinho que quebra a perna de outro jogador. 3) Intensivo: através de um único golpe.A legítima defesa também é uma causa excludente da ilicitude = natureza jurídica. 2) Culposo. No entanto.

e não mais o duplobinário. a medida de segurança é aplicada de forma proporcional a pena que seria aplicada em abstrato. “caput”: Ausência do requisito da culpabilidade: imputabilidade. Esta sentença que absolverá o inimputável e lhe imputará medida de segurança é denominada de sentença absolutória imprópria. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. ao tempo da ação ou da omissão.São diversos do que está disposto no CP em seu artigo 26: 1) Imputabilidade = CAPACIDADE: a condição pessol de maturidade e sanidade mental que ao tempo da conduta atribui ao agente capacidade. Critério adotado pelo CC a partir de 84. MÓDULO 05 – DISCO 01 Culpabilidade Não definida na lei. em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. se o agente. Em regra. Autor irá responder pelos excessos cometidos. Teoria adota pelos finalistas (grande maioria). Elementos . é o sistema vicariante. Será aplicada a medida de segurança: internação ou tratamento psicológico. mas é medida curativa. vinculando o dolo ou a culpa ao fato típico (tipicidade). . por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado. 2) Potencial consciência da ilicitude 3) Exigibilidade de conduta diversa (da fixada em lei) Artigo 26 – Inimputabilidade É isento de pena o agente que. III – Estrito Cumprimento do Dever Legal Ex: desocupação de imóvel invadido. era. pois não é pena. não é doença. através da qual o agente tem consciência da ilicitude do ato e de se reger de acordo com este entendimento. Não há teoria certa ou errada. Teoria 1) ** Teoria normativa pura: desvincula da culpabilidade do aspecto psicológico do agente. 2) Psicológico-normativa: adicionou a reprovabilidade e fatores psicológicos como fatores da culpabilidade. Parágrafo único: Semi-imputável: perturbação das faculdades. Redução de pena Parágrafo único . A medida de segurança não tem prazo. Critério adotada para a imputabilidade é o critério biopsicológico.Artigo 23.A pena pode ser reduzida de um a dois terços.

Os menores estão sujeitos a aplicação do ECA Lei 8. Menor não comete crime. “l”. voluntária ou culposa. o mesmo raciocínio do artigo 26. d) Embriaguez acidental: oriunda de caso fortuito ou força maior: Se a embriagues for completa e total: É INIMPUTÁVEL. 28 . c) Embriaguez Pré-ordenada: a pessoa bebe com a finalidade cometer um delito: é imputável.ter o agente cometido o crime: l) em estado de embriaguez preordenada. se o juiz optar pela aplicar da pena. que irá variar de 1/3 a 2/3. e também terá contra si uma agravante genérica. Espécies: a) Embriaguez Voluntária: irá responder. mas terá a seu favor uma causa de diminuição de pena.Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis. esta deverá ser reduzida de 1/3 a 2/3. ou seja inimputável. e) Embriaguez patológica: a qual é tratada como doença mental. . b) Embriaguez Culposa: a pessoa excede o seu limite. lhe aplicava a pena e. Art.069/90. Embriaguez: (não exclui a imputabilidade) II . mas ato infracional. pelo álcool ou substância de efeitos análogos.a emoção ou a paixão.São circunstâncias que sempre agravam a pena. se a embriaguez acidental não for completa.Não excluem a imputabilidade penal: I . na fixação da pena pelo juiz artigo 61. 27 . Contudo. aplicada ao autor da infração. e não está sujeito a pena. mas a medida sócio-educacional. 61 . Menores de dezoito anos Art. posteriormente. aplica uma medida de segurança Pelo critério vicariante o juiz deve optar entre a pena e a medida de segurança. De breve duração.Antigo sistema: o juiz constatando a semi-imputabilidade. ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. II. Emoção e paixão Art. por algum erro: é imputável.a embriaguez. Critério biológico. com aplicação de medida de segurança. Todavia. quando não constituem ou qualificam o crime: II . o agente irá responder pelo crime.

Partícipe: não participa do núcleo do tipo. Terá a seu favor uma excludente de ilicitude. Exceção ao caput: § 1º . ao tempo da ação ou da omissão. formação de quadrilha ou bando. Teoria Monista ou Unitária: em que todos responderão por crime único. quando em verdade proíbe. culposa e pré-ordenada este são imputáveis em decorrência da Teoria axio-libera in causa (resquício da responsabilidade objetiva no direito penal). inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Cada um responde na medida de sua culpabilidade. Erro de proibição: Artigo 21 – atua sem o potencial conhecimento ou consciência da ilicitude. Lado inverso é o artigo 22... se o agente.. 3) Relevância causal de cada conduta. § 2º . não possuía. a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Teoria que cuida da situação da autoria é a Teoria do Domínio do Fato: autor é aquele que possui o domínio final da ação. 2) Unidade de conduta ou infração penal.). o legislador retroage ao momento anterior em que a pessoa passou a beber para responsabiliza-la. por embriaguez completa. apenas fornece meios para tanto.. ou fundamental (rixa. DO CONCURSO DE PESSOAS Um só fato criminoso é praticado por uma pluralidade de agentes. O concurso de pessoas pode ser eventual (furto. por embriaguez. proveniente de caso fortuito ou força maior. Segundo Elemento da Culpabilidade: Potencial consciência da ilicitude: Desconhecimento pelo agente de que o fato por ele praticado é típico. era.). Terceiro: exigibilidade de conduta diversa (da conduta criminosa): deverá haver a possibilidade da opção pela conduta licita ou ilícita.A pena pode ser reduzida de um a dois terços. Poder haver ânimo convergente (bigamia) ou divergente (rixa).OBS: Em relação aos agentes que se encontram em embriaguez voluntária. ao tempo da ação ou da omissão. Acredita que a norma permite.É isento de pena o agente que. 4) Liame ou nexo subjetivo entre os agentes. Requisitos: 1) Pluralidade de agente.. roubo.. proveniente de caso fortuito ou força maior. .

de qualquer modo. Fundamento: Estado prefere absolver um culpado. 7) Participação: artigo 29. salvo quando elementares do crime. pois planificou/organizou a conduta. a condenar um inocente. Agem em convergência de finalidade.Se a participação for de menor importância. Não existe participação culposa. Sendo assim. Circunstâncias incomunicáveis Art. Ex: médico que faça para enfermeiro. 29 . concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. A participação é uma causa obrigatória de diminuição de pena de 1/6 a 1/3.A autoria possui as seguintes espécies: 1) Autor executor: aquele que realiza materialmente a conduta prevista no tipo penal. que achando que é remédio. vinculo subjetivo entre essas pessoas. 3) Autor mediato: o autor que queria realizar o ato. Artigo 29. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. b) Instigação: a pessoa tem a ideia e irá reforçar a ideia criminosa para que a pessoa pratique o delito. 4) Coautoria: realização conjunta de um único delito. essa pena será aumentada até metade. serve-se de outra pessoa. responderá o médico – autor mediato. §1º: aquele que de alguma forma colabora com a conduta do autor ou coautor. contudo não há liame. §2º: desvio subjetivo ou a cooperação dolosamente distinta. que sem a consciência do que está fazendo. na medida de sua culpabilidade. 2) Autor intelectual: aquele que sem realizar materialmente a conduta. 6) Autoria incerta: não há como se precisar quem é o autor do fato. Ex: duas pessoas atiram ao mesmo tempo em um desafeto comum. Finalidade é a mesma. 5) Autoria colateral: uma pessoa ignora que está auxiliando na conduta de uma outra pessoa. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. ele tem mesmo assim o seu domínio. § 1º .Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. Também ocorre nos casos de hipnose.Quem. 30 . serlhe-á aplicada a pena deste. Formas: a) Induzimento: criar a ideia criminosa na mente do autor do fato. . sem liame. mas não realiza o núcleo do tipo. Ex: briga de torcida. quando em verdade se trata de veneno. c) Ajuste d) Auxílio ou partícipe material ou cumplice: a pessoas fornece os meios materiais para o autor do crime. realiza o ato para este autor mediato. embora o crime tenha se efetivado.Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave. Haverá a responsabilização apenas de crime tentando. § 2º . Regras comuns às penas privativas de liberdade Art.

. industrial ou estabelecimento similar. todos do CPC. a vinculação subjetiva se estenderá ao coautor. a determinação ou instigação e o auxílio. não são puníveis. Com base nisso.de multa. se o crime não chega. é a teoria mista. salvo disposição expressa em contrário.privativas de liberdade. – artigo 122. MÓDULO 06 – CD 01 DAS PENAS Sanção penal: é a medida com que o Estado reage a uma conduta realizada pelo agente criminoso. As penas do Código ligadas aos crimes estão no artigo 33: Art. Questões objetivas sempre são comunicáveis. 228.O ajuste. consistindo na permanência do sentenciado em um estabelecimento prisional. Caráter de reprimenda e também preventivo. semiaberto ou aberto. pelo menos. III . salvo necessidade de transferência a regime fechado. Ex: crime de peculato. A de detenção. Não se pune os atos meramente preparatórios. ou aberto. § 1º . 227. Art. acerca da sanção penal a teoria adotada pelo CP. São restrições ao direito de ir e vir. b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia agrícola.A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. 248.restritivas de direitos.Em regra não se aplica as circunstâncias e condições de caráter pessoal. salvo houver previsão em sentido contrário. Pena privativa de liberdade: se subdivide em: reclusão. detenção e prisão simples. a ser tentado. em que a pena de caráter repressivo e preventivo. a não ser que esta elementar integre o tipo penal.Considera-se: a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média.As penas são: I . em regime semi-aberto. Casos de impunibilidade Art. As penas de reclusão e detenção são apenadas aos crimes e a pena de prisão simples é aplicada tendo em conta a prática de uma contravenção penal. 32 . II . pois se retira uma pessoa do seio da sociedade para que se previna delito futuro que pudesse vir a cometer. 33 . 31 .

comprovado pelo diretor do estabelecimento.210. desde o início. semi-aberto e aberto. Execução das medidas – segundo a legislação não só do código. a ser determinada pelo juiz. indulto e comutação de penas. Já para as contravenções se encontram no artigo 5º da lei das contravenções penais. 59 deste Código. cumpri-la em regime semi-aberto. ou à devolução do produto do ilícito praticado. quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário. c) o condenado não reincidente. deverá ter satisfatório cumprimento dentro do estabelecimento carcerário. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso.A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. § 3º . O Código prevê que ele tem que ter estágio de 1/6 em cada regime para que tenha a progressão.210) – a cada passo que o reeducando vai dando no cumprimento da medida. § 1o A decisão será sempre motivada e precedida de manifestação do Ministério Público e do defensor. se já está em curso de alguma medida. observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumprila em regime fechado. b) o condenado não reincidente. poderá. segundo o mérito do condenado. detenção e prisão simples) o legislador preconizou também os regimes para tanto. desde o princípio. cumpri-la em regime aberto. poderá. Art. respeitados os prazos previstos nas normas vigentes. 112. Para cumprir essas medidas (reclusão. § 2o Idêntico procedimento será adotado na concessão de livramento condicional. Reclusão: Regimes fechado. que de acordo com a situação poderá iniciar em regime fechado. . § 2º . com os acréscimos legais. cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito). cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos. mas também da lei de execuções penais (Lei nº 7. Detenção e para as contravenções penais: o regime inicial é o semiaberto ou aberto. Logicamente. Lei nº 7.c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado.As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva. Além disso. respeitadas as normas que vedam a progressão. irá ter sua situação melhor. § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou.

Há discussão jurisprudência de que a progressão é possível quando não há vaga no sistema penitenciário. torne incabível o regime (artigo 111). por crime anterior. já para o reincidente a progressão de regime será em 3/5 (60%). mas ela foi alterada no ano de 2007. A progressão não pode ser realizada por saltos (regime fechado direto para o regime aberto). cuja pena. outra corrente doutrinária e jurisprudencial. § 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo anterior.praticar fato definido como crime doloso ou falta grave. no regime pelo qual o reeducando deveria estar pertencendo.210. § 2º O preso impossibilitado de prosseguir no trabalho. para o primário a progressão de regime será em 2/5 (40% da medida). em que o preso trabalhar e que está no regime fechado ou semi-aberto. Art. Já a regressão pode ser feita por saltos (regime aberto para o regime fechado). além das hipóteses referidas nos incisos anteriores. ouvido o Ministério Público. com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos.Antigamente. frustrar os fins da execução ou não pagar. Lei nº 7210. § 1° O condenado será transferido do regime aberto se. Este trabalho tem duração mínima de 6h e máxima de 8h. deverá ser ouvido previamente o condenado. 118. O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido. diz respeito que a transmutação (mudança dos estagio do regime fechado para o aberto) daria aos olhos do cidadão de bem a presunção de um estado legal de impunidade. podendo. prevendo a progressão. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva. parte do tempo de execução da pena. Art. com percentuais distintos. 127. § 1º A contagem do tempo para o fim deste artigo será feita à razão de 1 (um) dia de pena por 3 (três) de trabalho. 126. a cada três dias. A remição não se confunde com a detração penal (artigo 42). Remição: desconto. pelo trabalho. a multa cumulativamente imposta. A regra é a colocação no regime fechado. de um dia na sua sanção. Art. continuará a beneficiar-se com a remição. somada ao restante da pena em execução. a lei de crimes hediondos não previa a progressão. .sofrer condenação. por acidente. II . quando o condenado: I . Hoje a corrente majoritária aceita que as horas de estudo servem para efeito de remição. começando o novo período a partir da data da infração disciplinar. § 3º A remição será declarada pelo Juiz da execução. Lei 7. Em contrapartida. que é a retirada dos dias de prisão provisória na pena definitiva. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir.

CP. 2) Substitutividade – substitui pena privativa de liverdade. Critérios para aplicação são aqueles do artigo 44 do CP. o juiz poderá aplicar a substituição. Artigos 43 48 do CP. Art. se o crime for culposo. o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo anterior. Sanção penal imposta em substituição a pena privativa de liberdade. Art. 44. Art. se superior a um ano.O condenado a quem sobrevém doença mental deve ser recolhido a hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. desde que. a outro estabelecimento adequado. quando: I . 2) Perda de bens e valores. Pena restritiva de direitos. Características da pena restritiva de direitos: 1) Autonomia – pode ser aplicada independentemente de qualquer coisa. terá tempo pré-determinado. § 1o (VETADO) § 2o Na condenação igual ou inferior a um ano. tendo em vista que já houve a plena aplica in concreto. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. ocorrendo o incidente na execução. ele será encaminhado para o hospital de custódia ou algum tratamento psiquiátrico. II . 42 . no Brasil ou no estrangeiro.099/95. a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos § 3o Se o condenado for reincidente. os antecedentes. a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. No . pelo tempo restante da medida. Essas restritivas de direitos ganharam muita força com a Lei 9. Superveniência de doença penal CP.a culpabilidade. 5) Limitação de finais de semana. à falta. a conduta social e a personalidade do condenado. qualquer que seja a pena aplicada. 4) Interdição temporária de direitos.Computam-se.aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou. § 4o A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. São divididas em categorias (artigo 43 do CP): 1) Prestação pecuniária.o réu não for reincidente em crime doloso. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. III . a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos. 41 . ATENÇÃO!! Único caso em que medida curativa. 3) Prestação de serviços à comunidade. Forma de ressocialização. o tempo de prisão provisória. Se no curso do cumprimento de pena sobrevier doença penal que impeça que o reeducando cumpra a medida a que ele está sujeito. em face de condenação anterior.

§ 5o Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade. 3) Crime culposo. b) Proibição do exercício de profissão. Requisitos objetivos: 1) Aplicação de uma pena privativa de liberdade. ou seus familiares. o juiz da execução penal decidirá sobre a conversão. A prestação pecuniária é como se fosse uma indenização à vítima. 2) Perda de bens ou valores: recairá sobre patrimônio lícito do autor da infração.de 1 até 360 salários mínimos. ele poderá ter contra si a imposição de uma nova conversão da pena em restritiva de liberdade. Não se confunde com o confisco. Serve para satisfação civil. 3) Prestação de serviços à comunidade ou entidades privadas 4) Limitação de finais de semana 5) Interdição de direitos Subdivisão: a) Proibição do exercício de cargo ou função pública. Ex: furto. 2) Pena inferior a 4 anos. atividade ou ofício que depende de habilitação. Contudo. por outro crime. podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena substitutiva anterior. a qual é recolhida ao fundo penitenciário nacional.cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos. advogado. bem como mandato eletivo. prevista na esfera penal . Se o condenado descumprir de forma injustificada qualquer destas penas restritivas de direito. 2) Culpabilidade 3) Antecedentes 4) Conduta Social 5) Personalidade 6) E outros motivos que indicam que é suficiente a substituição. que recai sobre patrimônio ilícito que o autor do crime possui. respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. em crime doloso cometido sem violência. o juiz da execução pode adotar alguns outros requisitos que não apenas aqueles previstos no artigo 44 do CP. licença especial ou autorização do Poder Público: médico. Tempo mínimo de pena privativa de liberdade = 30 dias. Requisitos subjetivos: 1) Não ser reincidente em crime doloso. Espécies de restritiva de direitos: 1) Prestação pecuniária Não pode se confundir com multa. qualquer que seja a pena aplicada. Este tempo que cumpriu na pena restritiva de direitos será descontado do tempo da pena privativa de liberdade. .

Critério apara aplicação da pena de multa é o chamado Critério Bifásico: 1ª fase: O juiz fixa a quantidade de dias multa.c) Suspensão de autorização ou habilitação para dirigir veículo.implemento ao Fundo Penitenciário Nacional – prevista na sanção penal. Posição majoritária que por ser execução de dívida de valor caberá a Fazenda do Estado e não do MP.O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato. entende que multa é pena. sendo assim a execução caberia a Fazenda do Estado. quando da execução. I. está inscrita como sendo dívida de valor. A pena de multa é aplicada de forma cumulativa ou substitutiva a uma pena privativa de liberdade. porque a multa prevista no artigo 51 do CP. no mínimo. aplicando-se-lhes as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública. pelos índices de correção monetária. Todavia. Este quantum varia de 1/30 até 5 vezes o valor do salário mínimos. será de 2 anos – artigo 114. § 1º . Obrigação imposta ao condenado de pagar ao Estado determinada soma em dinheiro. nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. 49 . De outro lado. preveem como regra a aplicação da multa como pena. a multa será considerada dívida de valor. Art. mais uma multa. do CP. Pena de multa – Artigos 49 a 52 do CP . as contravenções penais.A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa. 51 . d) Proibição de frequentar determinados lugares. inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. Com relação à prescrição há mesmo raciocínio: Se a multa for encarada como pena a prescrição é menor. Com relação a execução da pena de multa há uma divisão doutrinária. de 10 (dez) e. mas cria uma obrigação para que haja este implemento.Transitada em julgado a sentença condenatória. no máximo. Nos delitos contra o patrimônio a regra é ter uma medida privativa de liberdade. como ocorre nos crimes eleitorais. 2ª fase: Nesta fase deverá incluir ainda quanto cada dia irá custar ao condenado. § 2º . Art. Há delitos em que há apenas a aplicação de multa. Será. de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. isto não é pacífico porque o Ministério Público.O valor da multa será atualizado. Pena de multa não é mera condenação em dinheiro. CP. . varia no percentual de 10 dias a 360 dias-multa. e ao MP compete o acompanhamento da execução da pena de multa.

a prescrição será de 5 anos. Aplicação primeiro das circunstâncias judiciais (artigo 59). por se tratar de pena e ser mais benéfica ao réu. a prática de crimes políticos.Todavia. Atenuante e agravante não tem o condão de ultrapassar os limites mínimo e máximo da pena. Não possui muita funcionalidade prática. 3) Prática de inúmeros crimes. mas deve haver uma condenação com trânsito em julgado anterior. È orientado a ser ter posição híbrida. defender a competência da Fazenda. 2) Cometimento de nova infração após o transito em julgado. Aplicação das Penas: Segue critério trifásico previsto no artigo 68 do CP. Rol de agravante do artigo 61 é numerus clausus – rol taxativo. a prática de crimes militares próprios. Há divisão doutrinária em relação a reincidência genérica e a reincidência específica. e por fim a terceira fase. Personalidade do agente. . Artigo 59 – Juiz fixa pena base – consequências do crime – comportamento da vítima – causas e motivos do delito.. Genérica – delitos que não possuem a mesma natureza. com a aplicação da prescrição de 2 anos. Inúmeros inquéritos = maus antecedentes. atenuante Se houver concurso de um atenuante. Reincidência. Agravante – reincidência – artigo 63 – agravante subjetiva que consiste na pratica de uma nova infração penal após o autor deste crime ter contra si uma condenação com transito em julgado. Requisitos: 1) Condenação anterior definitiva.. Artigo 66 – . contados a partir do cumprimento da pena ou da sua extinção. ou seja. que são 1º as causas de diminuição de pena e 2º as causas de aumento de pena. Adotar posicionamento de acordo com a banca. se for encarada como dívida de valor. Motivos determinantes do crime. Específica – delitos da mesma espécie.. tendo em vista que reincidência irá prescrever após 5 anos da condenação. Várias condenações sem trânsito em julgado = tecnicamente primário. De outra parte não gera reincidência a transação penal. em segundo plano as circunstâncias legais (1º atenuante do artigo 65 e 2º as agravante do artigo 61). frente a uma agravante – critério para desempate – prepondera sobre todas as demais é a menoridade que equivale de 18 até 21 anos. porém. sentença condenatória depois do período de 5 anos.

. Fixação da pena: critério da exasperação – pega a pena maior. o autor atira na vítima e a mesma bala vem a atingir outra pessoa. ex: autor quer matar uma pessoas. ou seja. e a mesma bala mata ambos.Causas de aumento e diminuição de pena estão previstas tanto na parte geral. se exasperar a pena do homicídio ficará muito pior a situação do autor. sem dolos independentes. Autor comete os delito (s) por meio de apenas uma ação. Mais de uma causa de diminuição ou aumento de pensa. próprio ou perfeito. . Concurso Formal – Artigo 70. sem desígnios autônomos. com penas incompatíveis. desde que haja compatibilidade entre elas.. neste caso é utilizado o acumulo material benéfico. é melhor para o autor que sejam somadas as penas. §§1º e 2º do artigo 69. sem desígnios autônomos. homicídio e lesão leve. Os meios pode ser na forma plural ou singular. Limite de até 30 anos – artigo 75. MÓDULO 07 Concursos de crime: mais de um crime por meio de várias ou uma única ação. A pena restritiva de direitos pode ser aplicada. em face de causa de diminuição de pena. Poder ser: a) Homogêneo: crimes da mesma espécie. b) Imperfeito ou impróprio: quando autor agem com dolos independentes / desígnios autônomos. Pode ser: a) Próprio ou perfeito: quando o autor mediante uma só ação comete dois ou mais delitos. o juiz poderá optar pela que mais diminua ou pela que mais aumente. como na parte especial. desprezando a outra que seja a menor. no entanto. em posse de uma arma potente. Se houver mais delitos é que o juiz vai aumentando este percentual. Aplicação da pena: serão somadas. b) Heterogêneo: crimes de espécies distintas. Haverá soma das penas. Delitos é que são várias. se acordo com cada crime. Ex: autor quer matar em A e B. Poderá ser inferior a pena mínima legal na dosimetria da pena aplicada. Se os crimes forem muitos desconformes. Prescrição é observada de forma separada. Concursos Material . ou seja.Artigo 69. ou seja. em regra estão previstas em percentuais. acrescida de 1/6 até a metade. OBS: Concurso formal: regra é o primeiro ex. com por ex.

para que a sanção que lhe foi aplicada seja suspensa. ele tendo condições. Concurso de infrações – artigo 76 Sursi – Suspensão da execução da pena artigos 77 a 85 Desde que o autor preenche os requisitos previstos na lei. 2ª corrente: está ancorada na sumula 715 do STF em que o limite de 30 anos é para o cumprimento de pena. Em princípio. atinge bem de origem distinta do que é visado. Parágrafo único: aumento até o triplo. o juiz declara o réu condenado e em seguida suspende a sua execução.Crime continuado – artigo 71 – é por fixação um crime único Fixação da pena: critério da exasperação: aumento de 1/6 a 2/3. Multa no Concurso de Crimes – Artigo 72 Critério do acumulo material: penas somadas Erro na execução: artigo 73 “aberratio ictus” Pessoa tem plena consciência do que está fazendo. Alguns autores entendem que a sursi é um direito público subjetivo do réu. Se o autor cumprir as medidas que foram impostas suas pena restará extinta. Se há dolo eventual as penas são somadas. Só haveria progressão neste sentido. Resultado diverso do pretendido – artigo 74 Aberratio criminis ou aberratio delicti Aqui também não há falsa interpretação. 1ª corrente: unificou em 30 anos o limite para a aplicação dos benefícios enfrenta este limite. se assim for previsto. o juiz estaria vinculado a conceder. Possui quatro espécies: . Limite das penas – artigo 75 Limite 30 anos Unificação das penas Forma de cumprir além do limite – nova unificação decorrente de novo crime §2º Há grande discussão no que diz respeito aos benefícios (progreção de regime. Se acertar pessoa visada e estranho = concurso formal = pena é exasperada. ou seja. ele não vai cumprir a medida. a sua concessão não estaria ao arbítrio do juiz da execução. ou seja. deve ser cumprido 1/6 de 30 anos. o erro é tão somente na execução. sursi. no entanto. Haverá responsabilização de rime culposo. há erro. mas para todos os benefícios deve ser considerada a pena in concreto fixada. Sendo assim. etc)..

... Requisito de ordem subjetiva: . Quando o réu possuir grave problema de saúde e a sua sanção seja igual ou inferior a 04 anos. os requisitos podem ser ordem subjetivo: .Que a culpabilidade.1) Sursi simples: quando o réu podia ou ele não repara o dano mesmo tendo condições.Descumpre algumas das condições do §1º do artigo 78 do CP O sursi pode ser sucessivo quando encerrado um sursi e sobrem um outro. podendo fazê-lo.Que o autor não seja reincidente em crime doloso.no sursi simples ou especial o período de prova varia de 02 a 04 anos. . vítima = 60 anos Requisitos O juiz primeiro faz audiência de advertência = audiência admonitória. ou seja pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. . Período de Prova.Que não seja indicada ou cabível a substituição de pena cabível no artigo 44 do CP. . 3) Sursi humanitário: será colocado em favor do autor da infração. o réu frustra a pena multa ou não efetua sem justo motivo a reparação do dano. porque a pena é menor . . os antecedente..no sursi etário e humanitário o período de prova varia de 04 a 06 anos. a conduta social. ele podia e não o faz. quando ele não reunir as condições de cumprir a medida coercitiva. _. que fazem parte da primeira fase na fixação da pena lhe forem favoráveis.Pena ou inferior a 04 anos para o sursi etário e para o sursi humanitário. explicando as medidas a serem cumpridas. Medidas mais rigorosas nesta espécie.O réu for condenado em sentença irrecorrível por crime doloso. para o simples e para o especial.Embora tenha capacidade monetária.Pena igual ou inferior a 02 anos. O sursi será revogado (obrigatória) quando ocorrer o seguinte: . ou seja período em que a sanção fica sobrestada e ele vai cumprir este sursi: . OBS: réu = 70 anos. Com relação as contravenções penais também se admite o sursi sendo que o período de prova varia de 1 a 3 anos. desde que a medida aplicada seja igual ou inferior a 04 anos. 2) Sursi especial: réu repara o dano ou é concedido ou será concedido quando as regras do artigo 59. por ser mais benéfico. Além disso. os motivos e as circunstâncias do delito autorizem esta forma de concessão – artigo 59 do CP. 4) Sursi etário: aplicado aos condenados com idade igual ou superior a 70 anos.

Já no sursi o réu não ingressa no estabelecimento carcerário. quando o beneficiário estiver cumprindo mais de um benefício O sursi não se confunde com livramento condicional. Livramento Condicional – artigos 83/90 Requisitos – artigo 83. II.artigo 90: sentença de natureza declaratória Efeitos da condenação – artigos 91 e 92 – NÃO DEU Reabilitação – artigos 94 a 95 Reintegração do condenado a comunidade. No livramento ele está cumprindo. feita diretamente ao juiz onde tramitou o seu processo. . no sursi ele não chega a cumprir. adquire um estágio e é colocado em liberdade A regra para isso é que ele tenha cumprido 1/3 da pena imposta se o livramento for especial. Requisitos objetivos: artigo 94. Período de prova: restante da pena a ser cumprido. III A reabilitação é feita pelo condenado. entretanto. I. que diz respeito à supremacia do interesse público sobre o privado. onde teve a sentença condenatória. I. III Revogação obrigatória – artigo 86 Revogação facultativa – artigo 87 Extinção – . Através da reabilitação irá garantir o sigilo frente aos seus registros . sempre irá aparecer os registros – questão de ordem de direito administrativo. o réu cumpriu parte da pena.Pode ser simultâneo. o réu deve cumprir 2/3 da pena que lhe foi imposta para que haja o livramento condicional. “caput” Requisitos subjetivos: artigo 94. Requisitos objetivos: artigo 33. para efeitos públicos.artigo 89: . IV e V Requisitos Subjetivos: artigo 33. II. o qual também é um incidente redução. com relação aos crimes que ele praticou. Destaca-se que nos crimes hediondos não houve alteração. Todavia. A reabilitação na verdade produz efeito na seara particular. através de advogado.

O juiz da condenação.Não é feita frente ao juízo da execução. mas a regra tem sido a sua aplicação. cabe recurso para o Tribunal. Um dos raros casos de reexame necessário na esfera criminal. Há juízes que entendem que esta questão está superada. irá decidir a medida. após ouvir o MP. Artigo 77 . o juiz de oficio tem que recorrer para o tribunal. por ser inconstitucional. Se julgar procedente. Se ele julgar improcedente ao pedido.