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COOPERATIVAS DE CRÉDITO DO BRASIL: CLASSIFICAÇÃO EM NÍVEIS DE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA elleismann@gmail.

com Apresentação Oral-Economia e Gestão no Agronegócio EDISON LUIZ LEISMANN1; CHARLES ULISES DE MONTREUIL CARMONA2. 1.UNIOESTE, MARECHAL CANDIDO RONDON - PR - BRASIL; 2.UFPE, RECIFE - PE - BRASIL.

COOPERATIVAS DE CRÉDITO DO BRASIL: CLASSIFICAÇÃO EM NÍVEIS DE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA Grupo de Pesquisa: Economia e Gestão no Agronegócio. Resumo Esta pesquisa tem por objetivo classificar, a partir das demonstrações financeiras, as Cooperativas de Crédito Singulares do Brasil em níveis de sustentabilidade financeira. Diante disso foi realizada uma análise Intra-setorial a partir dos dados de 31/12/2007 disponibilizados pelo Banco Central do Brasil. Esta análise se deu a partir de indicadores das estruturas financeiras, dos ativos e dos demonstrativos de resultados de 1439 instituições. No desenvolvimento da classificação, também se utilizou de 31 demonstrativos do ano anterior de liquidação de cooperativas de crédito liquidadas pelo Banco Central entre 2003 e 2007. Foi desenvolvido um índice, denominado de Índice de Sustentabilidade Intra-setorial Financeira das Cooperativas de Crédito (ISIF-Créd.), com cinco escalas de classificação: 1-Sustentabilidade Precária; 2-Baixa Sustentabilidade; 3Média Sustentabilidade; 4-Alta Sustentabilidade e 5-Excelente Sustentabilidade. Foram levados em consideração para classificação cinco indicadores, a saber: a-Tamanho; bIndependência Financeira; c-Imobilização do Patrimônio Líquido; d-Sobras/Patrimônio Líquido e; e-Autosustentabilidade no Período, considerando 6 níveis, sendo um acima do ponto médio e os outros 5 em escalas percentis abaixo do ponto médio intra-setorial. Utilizou-se do software SPSS 15.0 for windows com análises de estatística descritiva e crosstabs. Os resultados relacionam 54 cooperativas de crédito como não sustentáveis e 150 como sendo de baixa sustentabilidade, dentre as que estavam em operação em 31/12/2007, correspondendo a 3,8% e 10,4% respectivamente das 1439 cooperativas singulares em atividade. Dentre as 31 liquidadas, 74,2% foram classificadas em baixa sustentabilidade e 19,4% em média sustentabilidade. A metodologia permite segregar dentre uma grande população as cooperativas de crédito que devem ser objeto de análise detalhada pelos órgãos reguladores, tanto o Banco Central do Brasil como as centrais das próprias cooperativas de crédito. Palavras-chaves: Sustentabilidade Financeira – Risco de Crédito Crédito. - Cooperativas de
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Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural

also it was used 31 demonstratives of the previous year of liquidation of cooperatives of credit eliminated by the Central banking between 2003 and 2007. Amongst the 31 eliminated.COOPERATIVES OF CREDIT OF BRAZIL: CLASSIFICATION IN LEVELS OF FINANCIAL SUSTAINABILITY. e. being one above of the average point and the others 5 in scales percentiles below of the sector average point.2% had been classified in low sustainability and 19.0 he will be windows with analyses of descriptive statistics e crosstabs. Sociedade Brasileira de Economia.Financial Independence. 26 a 30 de julho de 2009. from the financial statements Brazilian Cooperatives of Credit in levels of financial sustainability. considering 6 levels. The methodology allows to segregate amongst a great population the credit cooperatives that must be object of analysis detailed by the regulating agencies. corresponding 3. 74.Self sustainability in the Period. Administração e Sociologia Rural . This analysis if gave from pointers of the financial structures. Key Words: Financial Sustainability .4% respectively of the 1439 singular cooperatives in activity. 3-Average sustainable. In the development of the classification.Credit Cooperatives. called of Index of Financial Intrasectorial sustainability of the Cooperatives of Credit was developed (ISIF-Créd. cImmobilization of the Equity.). The results relate 54 not sustainable cooperatives of credit as e 150 as being of low sustainability.8% and 10. 2 Porto Alegre. Five pointers had been taken in consideration for classification. as much the Brazilian Central Bank and central offices of the proper cooperatives of credit. 2-Low sustainable. namely: a-Size. It was used of software SPSS 15.Credit Risk . d-Leftovers/Equity and. 4-High sustainable and 5-Excellent sustainable. Group: Economy and Management in the Agribusiness. amongst that they were in operation in 31/12/2007. b. Abstract This research has for objective to classify. with five scales of classification: 1-Sustainability compromised.4% on average sustainability. An index. the assets and the demonstratives of results of 1439 institutions. Analysis of the industry from the data of 31/12/2007 was analysed from Brazilian Central Bank database.

0% Total (37 países) 70. é necessário fazer fluir os recursos que sobram de agentes econômicos que não pretendem investir para aqueles que têm projetos viáveis e que vislumbram oportunidades e não têm recursos financeiros suficientes. O crédito tem demonstrado ser.dbd. na maioria dos países. 42).br/pergamum/tesesabertas/0512362_07_cap_03.5% 124.6% G2 19 países Intermediário 100.0% 79. o sistema financeiro aproxima os agentes econômicos com situação orçamentária superavitária dos agentes com situação orçamentária deficitária. enquanto que os agentes com situação superavitária precisam de alternativas para aplicarem seus excedentes de recursos.2% 99. (www2. 0512362/CB. Numa economia desenvolvida.1-INTRODUÇÃO Analisar os indicadores financeiros das cooperativas de crédito e similares brasileiras1 sob o aspecto da sustentabilidade financeira permite avaliar a situação atual desse importante segmento do setor financeiro brasileiro. 26 a 30 de julho de 2009. Utiliza-se genericamente o termo cooperativas de crédito por representarem mais de 90% da população analisada. O Sistema Financeiro Nacional consiste de um conjunto de instrumentos e instituições que funcionam como meio para a realização da intermediação financeira. 3 1 Porto Alegre. Acesso em 15/03/2008 O aumento da oferta de crédito no Brasil é uma condição necessária para que uma economia tenha maior desenvolvimento. apresentam relação Crédito Total/PIB elevados. Quadro 1 – Médias de Crédito Privado/PIB por Estágio de Desenvolvimento Financeiro Desenvolvimento Financeiro Crédito Crédito NãoCrédito Bancário/PIB Bancário/PIB Total/PIB G1 12 países Incipiente 23.8% 25. embora sejam incluídas também nesta análise categorias como as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor.1% -0.pdf). Administração e Sociologia Rural . p. como demonstra o Quadro 1. Os agentes com situação deficitária precisam de recursos para atender as suas necessidades de consumo e investimento. com uma amostra de 37 países. dentre outras.9% G3 6 países Avançado 71.puc-rio.8% 9. um instrumento que alavanca o desenvolvimento. Os países com desenvolvimento financeiro intermediário ou avançado. Sociedade Brasileira de Economia. 1997. Os instrumentos e as instituições do Sistema Financeiro Nacional propiciam condições para que os dois tipos de agentes econômicos (superavitários e deficitários) tenham suas necessidades atendidas. PUC-Rio – Certificação Digital Nr. (SILVA.8% 1. ao mesmo tempo em que estimulam a elevação das taxas de consumo e investimentos.7% Fonte: Desenvolvimento Financeiro e o Mecanismo de Transmissão da Política Monetária. Desse modo.5% 52. num ambiente em que o crédito torna-se condição necessária para o crescimento econômico.

Visando diminuir esse custo e ao mesmo tempo manter os retornos das operações.0 0 1 0 . como mostra o Gráfico 1.gov. implicavam em riscos de crédito.0 0 0 .0 0 0 .0 0 0 . G r á f i c o 1 . repassados para o custo das operações de crédito ampliam o valor a ser pago pelo cliente e desestimulam. causada por inflação na economia. 0 0 0 . desestimulava a oferta de crédito.000. e é visto pelos fornecedores de crédito como de menor risco.0 0 ) 3 5 . 0 0 0 . em que destaca a importância do crédito ao consumo.0 0 0 . na medida em que mais agentes financeiros passaram a utilizá-lo. 0 0 0 .” A relação crédito/PIB demonstrada tomando-se como referência a economia como um todo. Administração e Sociologia Rural m m se se ju ju ja ja ja ja ju n/ 08 4 6 7 . Entretanto. 0 0 0 . 26 a 30 de julho de 2009. em apresentação na Associação Comercial de São Paulo.0 0 0 . esconde um fator relevante que é a maior dificuldade que pequenos empreendedores têm em acessar o sistema financeiro formal.bcb.0 0 5 .0 0 1 5 . As altas taxas de juros praticadas no Brasil.0 0 4 04 06 05 04 05 07 07 v/ no ja 5 6 4 5 5 6 7 7 4 5 6 7 06 /0 /0 /0 /0 /0 t/0 /0 /0 /0 t/0 v/ n/ n/ v/ v/ n/ t/0 t/0 l/ 0 l/ 0 l/ 0 l/ 0 ai ai n/ ai ar ar se ju se ar ar ai no no no m m m m m m P e r ío d o ( J a n e i r o /2 0 0 4 a j a n e i r o /2 0 0 8 ) Fonte: desenvolvido com dados do Banco Central do Brasil (Instituições Financeiras que prestam informações para a Circular 3. 0 0 0 . 0 0 0 .S a ld o d a s A p l i c a ç õ e s e m C r é d i t o C o n s i g n a d o n o B r a s il ( J a n e ir o /2 0 0 4 a F e v e r e i r o /2 0 0 8 ) S a ld o A p lic a ç õ e s 4 0 . de 2004). numa perspectiva internacional.00) 2 5 . 4 Porto Alegre.0 0 0 . o volume de crédito como proporção do nível do produto ainda é muito baixo no país. 0 0 0 . desenvolveu-se no Brasil o crédito consignado. Conforme mostra Meireles (2006). “o volume de crédito no Brasil mostrou expressivo aumento nos últimos anos. 0 0 0 .br Acesso em 15/04/2008. as operações creditícias. aliada às deficiências de morosidade e de custo do sistema judiciário brasileiro quanto às cobranças de dívidas.0 0 0 .0 0 2 0 . Antes do Plano Real. Sociedade Brasileira de Economia. Esse tipo de empréstimo tem crescido nos últimos anos. Visando aumentar a concessão de crédito no país em função do potencial desse fator como estímulo ao crescimento econômico.O aumento dos volumes de crédito é um fenômeno que surgiu após a estabilização econômica. afetasse desfavoravelmente os fluxos de caixa e o valor da empresa ou de um ativo. atendendo ao mesmo tempo uma exigência do setor financeiro de redução de riscos das operações creditícias.240.0 0 (R $ 1 .0 0 3 0 .0 0 0 . o crédito consignado teve ampliação em seus volumes de empréstimos.0 0 R$ (em 1. pelo encarecimento. que. www. um dos motivos alegados para o baixo volume de crédito era o evidente risco de poder aquisitivo. promovida a partir de 1994. Essa possibilidade de que a variação dos níveis gerais de preços. propiciando uma queda rápida dos juros para os tomadores.0 0 0 .0 0 0 .

01 35.71 48.07 51.REFERENCIAL ECONÔMICO 2.70 62.75 41.52 18.78 26. entre as instituições desse setor no mercado financeiro.95 160.29 70.63 21.78 106.09 75.29 49. têm atuado no sentido de auxiliar esse processo de maior utilização do crédito em sintonia com o maior desenvolvimento de seus cooperados. desenvolvido a partir de informações mensais do Banco Central do Brasil (2009).76 35. Sociedade Brasileira de Economia.69 33.94 38.69 38.07 151.91 38. promis.85 77.85 24.06 35.40 35.95 67.As cooperativas de crédito.36 32.73 39.42 32.13 50.49 40. Esta é uma condição para os tomadores de forma geral.49 147.03 54.52 53. sob esse aspecto.98 33.01 39.40 73.82 Font e: Média calculada com bas e em dados mensais(Tabela I -Taxas de Juros das Operações Ativas).05 48.40 62.68 52.78 32.08 23.22 52.09 56. auxiliando os órgãos reguladores e centrais das próprias cooperativas de crédito.00 29.29 41.32 169.35 51.43 35.26 39.74 58. As taxas mais baixas referem-se às linhas de crédito para aquisição de bens e Vendor para pessoas jurídicas e as mais altas o Cheque Especial para pessoas físicas.62 139. principalmente ao longo das duas últimas décadas.69 Outros Total 69.99 48.92 47.41 47.17 46.83 59.1 – Aspectos Gerais do Crédito no Brasil Para os tomadores de crédito de um modo geral.a.09 69.00 43.10 81. Administração e Sociologia Rural .15 44. 5 Porto Alegre.28 159.91 85.33 141.47 153.89 54.31 91.88 60. 2 .15 42.48 52. observa-se que as taxas praticadas demonstram ser consistentemente altas.09 62. Desc.56 144. Desta forma.64 37.75 65.13 33.27 52. Classificam-se as instituições em níveis de sustentabilidade financeira como forma de alertar para as diferenças. mostra as taxas médias anuais cobradas ao longo dos últimos 10 anos para sete tipos de crédito para pessoas jurídicas e quatro para pessoas físicas.19 20. Quadro 2.28 24. o objetivo deste trabalho é no sentido de auxiliar na classificação.00 42.52 50.66 55.25 16. Mas existem pessoas físicas e microempreendedores que muitas vezes não conseguem obter participar do mercado financeiro tradicional.72 33. do Banco Central do Brasil. sob um conjunto de fatores relevantes envolvendo resultados e estrutura financeira.54 29.91 42. é importante que o setor procure atuar preventivamente evitando que liquidações de cooperativas singulares possam gerar dúvidas e desconfianças sobre o setor.39 69.59 36.35 72. O quadro 2. ano após ano.07 59.81 18.11 72.09 66. em níveis de sustentabilidade financeira.93 32. Embora o Brasil já esteja há 15 anos num processo de economia com baixa inflação.49 35.94 52. Cheque especial Crédito pessoal Aquisição de bens garantida de ben s Veículos 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 62. du plic. Vendor Hot mo ney Desc.62 67.97 54.26 50.24 19.70 36.31 76. num momento em que o sistema financeiro como um todo passa por uma crise de confiança.21 44.10 58.55 69.78 42.69 45.50 49.83 73.27 76.96 54. 26 a 30 de julho de 2009.08 26.56 51.07 28.62 165. Média do Ano Pessoa jurídica Pessoa física Capital de giro Co nta Aq.Taxas de juros das operações ativas -Juros prefixados % a.72 29.77 38.73 70. Porém. as taxas de juros praticadas no Brasil são tradicionalmente altas.13 30.

microempresários ou microempreendedores e as cooperativas de crédito de livre admissão de associados devem remeter. a partir da Carta Circular nr. 26 a 30 de julho de 2009.19% 25. ao Departamento de Gestão de Informações do Sistema Financeiro (Defin):(BANCO CENTRAL DO BRASIL.34% 9.2 – Cooperativas de Crédito Ao analisar as micro-finanças no contexto brasileiro. considera-se os números de 2008. 1º Estabelecer que os bancos múltiplos. o saldo da carteira de microcrédito no Brasil aumentou significativamente nos últimos anos.88% 0. em 2001. as cooperativas de crédito de pequenos empresários.67% 100.gov. resultando em um empréstimo médio de R$ 875.8 milhões.br ). na medida em que as mesmas exercem forte influência como instrumento de desenvolvimento econômico.2.492 Fonte: Desenvolvido pelos autores com base nos dados do Banco Central do Brasil A busca por identificação de mecanismos que permitem a sustentabilidade das instituições que atuam com microfinanças é relevante.92% 2. a obrigatoriedade dos agentes financeiros informarem suas operações relativas a microcrédito. p. para fins das análises desenvolvidas neste trabalho. Goldmark & Fiori (2002.654 clientes ativos.” Os mesmos autores ainda afirmam que. Art. como mostra o Quadro 3. Administração e Sociologia Rural . Nichter. Essas estatísticas sugerem que o segmento de microfinanças no Brasil é composto de pequenas instituições com uma média de 1. Procurando acompanhar a evolução do microcrédito no Brasil. Sociedade Brasileira de Economia. 6 Porto Alegre. os bancos comerciais. conforme estabelece o Artigo 1º da referida Carta.311 clientes ativos. SCM e crédito mútuo.00% TOTAL 1. Todavia.bcb. a Caixa Econômica Federal.16) mostram que “o programa Programa de Desenvolvimento Institucional estima que o segmento local de microfinanças consiste de 121 instituições atendendo a um total de 158. o Banco Central determinou. Conforme o Gráfico 2 com estatísticas do Banco Central do Brasil. Quadro 3 – Distribuição das IMFs –Instituições de Microfinanças no Brasil (2008) TIPO DE IMF Crédito Mútuo Crédito Rural Livre Admissão SCM Luzzatti Quantidade 913 378 148 43 10 Participação % 61. tomando-se como referência que grande parte das operações de crédito das cooperativas de crédito. com 1492 instituições com essas característivas. 3240 de 09/06/2004. tem valores em torno de R$ 3 mil. www. essas instituições tinham uma carteira ativa combinada de R$ 138.

de 2004). O valor médio dos empréstimos também dobrou no período. O Quadro 4 mostra dados que demonstram que a evolução da carteira nos últimos cinco anos saiu de menos de R$ 5 milhões para mais de R$ 500 milhões.86 em dezembro de 2008.240. 7 Porto Alegre.862 em dezembro de 2008.000. são realmente necessidades de curto prazo ou o custo elevado das operações leva os tomadores a preferirem prazos curtos? Essa evolução mostra que o microcrédito direcionado aos microempreendedores tem aumentado sua importância ao longo dos últimos anos.273. Durante esse período o mínimo foi de R$ 576.00 200.000. Sociedade Brasileira de Economia. passando de R$ 587. Conforme mostra o Quadro 4. Administração e Sociologia Rural . Pelo lado da oferta.34 meses e desvio padrão de 2.00 400. O saldo da carteira. Uma questão que surge com relação a esses prazos reduzidos é se isso se dá por conta da oferta ou da demanda. com média de 5.09. passando de 5382 em janeiro de 2004 chegando a mais de 121.97.77 e o máximo de R$ 998. Também com base nesses relatórios enviados ao Banco Central do Brasil. No caso do prazo médio. de R$ 4. o número de contratos cresceu substancialmente no período.000. 26 a 30 de julho de 2009.00 0. com informações referentes ao período de janeiro de 2004 a dezembro de 2008 do crédito aos microempreendedores.gov.bcb.00 1.00 600.000. a tentativa de reduzir o prazo e renovar sistematicamente as operações.Consumo .200. www. chegou a R$ 509 milhões entre janeiro de 2004 e dezembro de 2008. Outro aspecto que chama a atenção é a forte concentração de prazos médios inferiores a 6 meses.000.14 meses e o máximo de 16.22 meses.00 Fonte: Desenvolvido a partir de dados do Banco Central do Brasil (Instituições Financeiras que prestam informações para a Circular 3.br Acesso em 15/04/2008. O valor médio dos contratos durante os meses no período janeiro/2004 a dezembro/2008 também cresceu. Pelo lado da demanda. com média de R$ 748. ficou entre um mínimo de 3. R$ 1.000.Gráfico 2-Microcrédito Recursos Direcionados .000.Saldo da Carteira. segue o Quadro 4.000. como forma de redução da exposição ao risco.00 1.39 para R$ 1.5 milhões.22 meses (abril/2004).00 800.

17 6 .34 3 65 1.13 68 .64 3.4 4 6 4.91 0.88 38 .29 77 .61 5.41 f ev /0 8 35 9.9 5 6 9.9 9 4 2.11 8 1 .6 91 .8 7 3 1.5 28 .58 3.47 5 .11 ou t/0 6 26 6.73 73 .2 9 7 5.21 6 .18 F on te: B an co Ce ntra l d o B ra sil (20 09 )[ (*) Em set/2 00 4 um a insti tu içã o fina nce ira.9 52 .04 9.17 n ov /0 4 12 2.5 13 .9 4 1 1.1 9 5 0.2 5 7 9.9 6 4 3.22 5 64 1.59 5 .43 n ov /0 7 32 1.Quadro 4.3 7 5 7.21 f ev /0 6 19 6.1 7 8 9.5 0 4 7.88 0 74 3.Microcréd ito R ecursos D irecio nado s .00 1 86 7.65 3 .35 4 .8 45 .74 87 .3 54 .60 86 .0 5 1 2 1.20 a br /0 6 17 4.84 8 .51 1.47 26 .20 a br /0 8 36 6.00 se t/0 6 26 0.01 1.74 32 .42 0.8 4 7 3.75 56 .7 89 .3 84 .14 m ar /0 6 16 9.2 5 8 4.84 76 5.20 5 .05 9 1 .14 22 .1 2 4 4.5 6 1 0 0.2 6 6 2.63 42 .7 34 .3 3 4 0.77 3 .82 0.68 1 05 .9 53 .0 3 7 1.19 2 63 6.26 5.68 8 91 8.88 5 .00 4 .2 93 .23 m ai /0 8 37 4.20 j an /0 5 13 2.41 7 1 .29 6 1 .2 89 .09 4.11 0.8 16 .57 99 .68 5 .38 3.20 de z/0 4 13 3.29 9.48 8 .49 4.44 4.1 2 2 4.3 83 .5 3 8.75 se t/0 5 18 5.15 5 .66 6 1 .27 4 .79 70 . Sociedade Brasileira de Economia.46 a go /0 5 19 7.66 5 .0 76 .16 j ul /0 7 28 6.0 50 .82 7 .08 6.40 9 70 4.95 70 .4 3 4 0.24 80 .2 9 6 2.81 1 68 7.08 9. 26 a 30 de julho de 2009.0 0) (R$ 1.22 29 .14 f ev /0 5 13 3.54 24 .08 4 .43 34 .44 j un /0 5 13 0.95 99 .58 69 .9 03 .46 67 .22 j un /0 7 28 7.95 3 .40 5 .60 4 91 8.18 92 .0 0) Mê s j an /0 4 4.40 ou t/0 8 42 5.47 5.63 4 .48 7 64 4.3 71 .93 5 1 .18 5 .6 6 8 8.91 5 .52 5 .63 0 65 2.5 0 9 4.16 4 .7 2 4 5.03 7.06 25 .93 de z/0 5 19 7.65 7 84 0.8 68 .22 3.22 3 97 4.5 92 .16 7.63 4 65 3.9 9 4 8.08 6 95 1.62 1 44 .09 5 .0 57 .46 8.07 4 .55 j an /0 8 33 8.85 8 83 7.3 7 5.10 5 .52 4 .92 j un /0 4 7 2.48 24 .65 20 .59 2.84 79 .88 5 .6 82 .29 de z/0 8 50 9.42 a go /0 8 40 3.6 14 .7 82 .69 1 03 .06 1 1 .54 5.97 9 64 6.9 45 .5 29 .14 8.51 n ov /0 8 45 7.66 5 81 7.52 0.4 1 8 1.70 f ev /0 4 4.78 se t/0 4 9 4.22 m ai /0 4 1 5.5 0 7 7.34 m ar /0 4 7.94 45 .0 90 .06 j ul /0 8 38 6.89 9 .34 1 66 7.60 33 .43 1.1 5 3 7.48 8.27 3.99 2.09 12 .10 4 .88 5.1 18 .14 26 .2 8 1 1 1.72 0 63 1.79 27 .31 1 55 .14 7 95 4.99 3 .0 54 .7 3 7 1.08 n ov /0 6 28 3.32 8 .09 7.66 0 68 0.85 4 92 9.12 f ev /0 7 22 8.86 1.10 j an /0 7 22 7.7 2 9 5.47 1 73 4.24 j un /0 6 18 4. rea lizou um n úm e ro r ed uzido de em pr éstim o.99 1 19 .27 5 60 0.89 5 .09 6.59 5.00 0.05 a go /0 4 9 0.45 5 .34 6.26 3 64 7.97 6 67 9.19 a br /0 5 14 1.69 9 99 8.9 46 .23 0.72 81 .48 13 .48 55 .2 72 . fa to co nfirm ad o ju nto à IF.2 17 .08 5 .47 1.50 4.96 3 .6 53 . qu e ti nh a re pr ese nta tivida de .91 4 67 8.59 5 .57 16 .16 5.37 9.4 4 8 4.16 6.0 43 .74 1 1 .23 se t/0 8 41 7.39 3 .23 1 1 .9 99 .16 m ar /0 5 13 8.12 0 1 .38 2 58 7.64 4.49 18 .7 4 5 2.98 a go /0 6 24 6.3 94 .8 89 .37 0.3 6 3 7.37 1 91 8.5 8 9 2.47 1 09 .75 77 .89 j ul /0 4 7 8.27 8 57 6.37 de z/0 6 30 1.66 5 .37 6 67 4.66 j ul /0 6 23 1.6 08 .0 17 .2 2 9 4.49 5 .21 m ar /0 7 26 2.80 4 . A n o/Mê s 8 Porto Alegre.40 23 .84 6.7 5 4 7.8 52 .41 a go /0 7 30 5.4 28 .50 3 .04 1 17 .3 73 .67 77 .03 6 1 .0 77 .18 m ai /0 5 14 3.2 0 8 0.57 4 .5 70 .39 1 10 .32 ou t/0 7 29 3.9 66 .86 5 .9 0 2 0.18 2.4 1 1.33 6 76 3.38 7.10 8.6 86 .79 9.6 0 6 1.39 57 .0 4 8 3.79 8.49 33 .9 10 .29 4 .70 3.27 66 .59 (*) ou t/0 4 10 6.22 2.2 81 .5 02 .73 a br /0 4 1 0.7 2 3 8.9 8 3 7.52 1 10 .0 4 8 1.72 4 1 .85 31 .73 5 .19 6.8 7 4 9.62 1.6 89 .04 1.23 5 .86 2 1 .93 0.Micro emp reendedo r Va lo r Co ntra tad o n o Q u an tid ad e S a ldo da V al or M éd io P ra zo Mé dio M ês Con tra tos do Ca rte ira (R$) ( me ses) (R$ 1 .5 20 .77 33 .86 5 64 8.14 2.1 8 9 1.19 m ar /0 8 35 2.4 5 7 9.20 1.4 15 .94 8.05 5 .6 9 9 3.0 3 7 2.1 34 .5 41 .82 6.22 6 .23 4.79 6 63 1.01 n ov /0 5 21 6.7 76 .06 6.5 28 . Administração e Sociologia Rural .79 37 .45 de z/0 7 35 5.3 99 .31 7 1 .01 3 .02 8 60 4.62 9.38 6 1 .68 9 60 4.7 1 9 6.53 2.1 43 .23 a br /0 7 27 5.1 9 6 0.8 3 3 8.20 4 .83 4 1 .57 4.23 5.71 ou t/0 5 19 4.85 3.87 4 .20 2.43 1 61 0.4 8 8 0.85 5 .63 3 .68 3 97 0.2 86 .37 se t/0 7 30 4.1 3 8 0.40 0.24 j un /0 8 39 0.42 7 90 1.82 8 1 .37 5 .00 0.04 3 .20 71 .16 m ai /0 6 19 6.43 j ul /0 5 17 0.17 4.08 3.94 3 .09 0.53 5 .3 36 .91 1 81 5.19 m ai /0 7 27 8.64 52 .69 27 .12 j an /0 6 19 1.18 5 .94 82 .10 2.9 9 7 4.75 0 90 9.16 1.12 7.

3.5 bilhões em operações de crédito. destacando a importância do sistema no fornecimento de crédito ao sistema produtivo. p. como as de Bangladesh. Portugal. portanto também das pequenas cooperativas. numa amplitude maior da área financeira. assim como também o fazem outros agentes do sistema financeiro tradicional (bancos comerciais e financeiras). R$ 23. são apresentados os dados agregados correspondentes aos estabelecidos 9 Porto Alegre. realizada pelo Sebrae em São Paulo.REFERENCIAL ANALÍTICO: MÉTODOS E DADOS 3. Soares & Melo Sobrinho (2007.com. o cooperativismo de crédito também tem evoluído sistematicamente não só no Brasil. o que permite algumas das análises propostas nesta pesquisa. como Alemanha. Estados Unidos e Canadá. O cooperativismo de crédito atua nas microfinanças. como em outros países. Apresenta que.6 milhões de associados. Schardong (2006) mostra a evolução e a representatividade do cooperativismo de crédito em diversos países.1 – Dados de todas cooperativas de crédito singulares brasileiras em 31/12/2007 O Banco Central do Brasil disponibiliza dados sobre o Sistema Financeiro Nacional. O acesso de micro e pequenas empresas (MPE) ao crédito é dificultado pela insuficiência de garantias no volume e na natureza exigidos pelos agentes financeiros.Por outro lado. (SOARES & MELO SOBRINHO. que têm na massificação seu maior destaque. as experiências conhecidas.23) destacam a predominância do setor financeiro tradicional quanto ao número de tomadores de crédito. Os dados de todas as instituições financeiras são apresentados a partir de informações contábeis sintéticas. no Brasil. apresentam modelo com operadoras financeiras bancárias ou assemelhadas (reguladas e supervisionadas por entidade oficial). que são foco do interesse desta pesquisa. As experiências de microfinanças que alcançam o maior número de tomadores trazem como principal fator comum o investimento do setor financeiro tradicional. Administração e Sociologia Rural .br). Pelo que foi demonstrado. Espanha.sebraesp. indicou que 61% dos pequenos negócios formais não têm acesso ao crédito bancário e que 40% delas apontam como causa a impossibilidade de se oferecer as garantias exigidas (www. mesmo que inicialmente tenham adotado outros modelos. De fato. Estes dados do Banco Central de todas as instituições. 2007. Soares & Melo Sobrinho (2007. do Peru e da Indonésia. p. o sistema “cooperativa de crédito” tinha 2. mesmo aqueles cobertos por linhas especiais de incentivo governamental aos micro e pequenos negócios é a falta de instrumentos eficientes de garantia. o que implica que esforços no sentido de auxiliar na busca da identificação de problemas que possam gerar descontinuidade no setor são importantes. Sociedade Brasileira de Economia. 23). essas instituições prestam relevantes serviços financeiros ao desenvolvimento econômico e social da nação.3 bilhões em ativos e R$ 9. são de das seguintes contas: Das contas do ativo. 23) ainda destacam que “um importante impecilho ao acesso das comunidades mais pobres aos mecanismos de financiamento tradicionais. Pesquisa de 2004. foram selecionados os dados dos balanços de 31/12/2007. 26 a 30 de julho de 2009. p. Para esta pesquisa.

363-367) e em Gitman (2006. foram selecionados os balanços das cooperativas singulares do ano de 2007. temos o número de vezes que o patrimônio líquido supera o ativo permanente.0. sendo 1439. p. A classificação e análises desta pesquisa ocorrem com os dados dessas instituições. A equação 01 mostra o retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL). Administração e Sociologia Rural . Dos dados disponibilizados.00-7+2.00-9+8. Os ativos permanentes são necessários. e RESULTADOS (7. quanto do ativo total é financiado com recursos próprios.0.0. sendo um indicador que quanto maior. p. os seguintes indicadores e suas respectivas equações são demonstrados e foram calculados: As equações 01 a 08 podem ser encontradas em Carmona (2009.34-41). sendo um indicador que deve ser minimizado.0. utiliza-se o inverso da equação 02 para análise. totalizando 1470. Todavia.pelo COFIF – Plano Contábil das Instituições Financeiras Nacional-.e de crédito mútuo atualmente no Brasil.0.00-4 ) e do PASSIVO (6. 42-62).0. p. e mais 31 liquidadas. Esse indicador demonstra quanto dos recursos próprios são consumidos pelo ativo permanente.00-6).2– Indicadores para todas cooperativas brasileiras Com relação aos dados de todas as cooperativas singulares. tomando-se por base os balanços e demonstrativos do ano anterior da liquidação. 3. ou seja. A equação 02 demonstra quanto o ativo permanente consome do capital próprio. mais sustentável financeiramente é a instituição.0. entre 2003 e 2007. A equação 03 mostra a independência financeira.00. Também foram obtidos os balanços das 31 instituições que foram liquidadas entre 2003 e 2006.00. Dados do Banco Central de 2008 mostram que são 1492 Instituições Financeiras do tipo cooperativas de crédito. Sobras Líquidas RSPL = Retorno sobre o Patrimônio Líquido Total = (01) Patrimônio Líquido A equação 02 mostra o grau de imobilização do patrimônio líquido.0. estas com os dados do ano anterior à liquidação.00. em Brealey & Myers (2005. Sociedade Brasileira de Economia. porém não podem consumir a maior parte dos recursos próprios. que são: COSIF CONTAS ATIVO (1. Ao utilizar o inverso. tendo em vista o indicador de classificação proposto. Sociedades de Crédito ao Microempreendedor –SCM.00.00. Imobilização do PL = Permanente Patrimônio Líquido (02) Todavia.00-2). 26 a 30 de julho de 2009.0.0. Independência Financeira = Patrimônio Líquido Ativo Total (03) 10 Porto Alegre. trabalhou-se com dados de 31/12/2007 e somente com as cooperativas singulares.

26 a 30 de julho de 2009. Como se trata de um cálculo Intra-setorial.2. pode chegar ao indicador 5.5 são consideradas não sustentáveis (nível 1).2 pontos as instituições que estiverem melhor que a mediana setorial para o indicador. sendo que são consideradas sustentáveis.Auto Sustentabilidade no período. 1.8 + 0. 5 .8 as que tiverem entre os percentis 30 e 40. o máximo que uma instituição pode obter é 6 e o mínimo é 1.O cálculo da Auto Sustentabilidade encontrado na literatura relaciona o total de entradas com as saídas (contas de resultados credoras em relação às contas de resultados devedoras). Para o desenvolvimento deste índice. com somatório menor que 2. 2 . A instituição pode ter obtido um resultado favorável em um determinado período e ser considerada sustentável economicamente. A equação 04 mostra esse indicador. 5-Excelente Sustentabilidade. Recebem 1. cinco filtros são utilizados: 1 . 4 . mas apresentar situação que nos períodos seguintes a torne vulnerável em termos de sobrevivência.Tamanho. as instituições que tiverem somatório entre 2. Pertencem ao nível 5 (Excelente Sustentabilidade) aquelas que obtêm indicador (somatório) igual ou maior que 5.5.). sendo necessário obter boas pontuações nos outros indicadores (exemplo: 4 x 1. 0.0 as que estiverem entre os percentis 40 e 50 (inclusive).Imobilização do Patrimônio Líquido.2 as que tiverem entre 0 e 10. 3.Retorno sobre o Patrimônio Líquido. denominado de Índice de Sustentabilidade Intra-setorial Financeira das Cooperativas de Crédito (ISIF-Créd. Administração e Sociologia Rural .Independência Financeira. Isso equivale a dizer que as sobras devem ser positivas. 2-Baixa Sustentabilidade.4 as que tiverem entre os percentis 10 a 20 e 0. Por outro lado. Com isso totalizam-se os cinco indicadores utilizados na classificação. para cada indicador.2 = 5). Desta forma. Auto Sustentabilidade no Período = Contas de Resultados Credoras Contas de Resultados Devedoras (04) Outro indicador avaliado foi o tamanho da cooperativa. definido pelo Ativo Total.3 – Índice de Sustentabilidade Intra-setorial Financeira para as Cooperativas de Crédito Singulares Propõe-se um indicador de sustentabilidade mais amplo.2 e o máximo é 1. Isso permite que mesmo uma instituição pequena.2 neste quesito. que no indicador “Tamanho” se encontre entre o percentil 0 e 10. Assim.6 as que estiverem entre os percentis 20 a 30. no período. 3-Sustentabilidade Média. 3 . 0. quando o indicador for superior a 1. Apresenta-se como proposta a utilização do seguinte indicador de sustentabilidade Intra-setorial com a combinação de quatro fatores obtidos dos dados anuais do sistema de cooperativas singulares do Brasil. foram classificadas as instituições em percentis. e 3 (Sustentável) aquelas que tiverem somatório menor que 4 e igual ou maior que 3. 4Alta Sustentabilidade. ao nível 4 (Alta Sustentabilidade) as que tiverem somatório menor que 5 e igual ou maior que 4. com nota 0. em cada indicador. em vez de ficar restrito aos resultados do período.5 são consideradas como de baixa sustentabilidade (nível 2) e as demais. com cinco escalas de classificação: 1-Sustentabilidade Comprometida. Para considerar a sustentabilidade financeira Intra-setorial da instituição desenvolveu-se um índice. que leve em consideração também as contas do balanço patrimonial. 11 Porto Alegre.2 = 4. Sociedade Brasileira de Economia. 0. o mínimo é 0.5 (inclusive) e menor que 3.

entre 20% e 30%.8. A equação 16 demonstra o somatório dos pontos parciais. ISIF-Créd ≥ 1 e <2.5 e <4 são consideradas de Média Sustentabilidade Financeira.6. Relação Sobras/Patrimônio Líquido e Relação Resultados Contas Credoras/Resultados Contas Devedoras (em módulo). 0. ISIF-Créd ≥ 2. Assim. quanto maiores. Relação Sobras/Patrimônio Líquido superior a 0. 0. melhor.2 pontos. Administração e Sociologia Rural . assim como os valores mínimos e máximos para cada variável escolhida. 1. 1 – Resultados das Análises para definição do Índice de Sustentabilidade Intra-setorial Financeira -ISIF-CrédA partir dos balanços patrimoniais e demonstrativos de resultados do ano de 2007.0 for windows com análises de estatística descritiva e crosstabs. tomando por base uma variável de tamanho (Ativo Total). Sociedade Brasileira de Economia.368.4.970. ISIF-Créd ≥ 4 e <5 são consideradas de Alta Sustentabilidade Financeira. classifica-se as empresas em cinco níveis de sustentabilidade financeira. ISIF-Créd ≥ 3.5%) e Relação Contas de Neste caso.2 em cada item de avaliação. ou seja. 26 a 30 de julho de 2009.3085.7407. 1. entre 30% e 40%. Por exemplo. 0. a participação do capital próprio no total das necessidades (Patrimônio Líquido dividido pelo Ativo Total).5 são consideradas de Baixa Sustentabilidade Financeira. O Quadro 5 mostra os limites dos percentis de 10% a 50%. 12 2 Porto Alegre. entre 40% e 50%. Relação Patrimônio Líquido/Ativo Permanente superior a 5. optou-se pelo inverso. Relação Patrimônio Líquido/Ativo Total superior a 0. 4.As análises foram desenvolvidas a partir do software SPSS 15. uma cooperativa de crédito que em 31/12/2007 apresentasse Ativo Total superior a R$ 4. a classificação da sustentabilidade Intra-setorial das cooperativas é assim estabelecida: ISIF-Créd ≥ 5 são consideradas de Excelente Sustentabilidade Financeira. n ISIF . Sobras/Patrimônio Líquido e o ratio das Contas de Resultados Credoras pelas Contas de Resultados Devedoras (em módulo).RESULTADOS E ANÁLISES 4.0 e acima de 50%. Relação Patrimônio Líquido/Ativo Permanente.0450 (ou 4. um indicador para refletir a imobilização do capital próprio (Patrimônio Líquido dividido pelo Ativo Permanente)2 e dois indicadores de resultados.81. Relação Patrimônio Líquido/Ativo Total.5 são consideradas de Não Sustentáveis Financeiramente. embora o usual seja dividir o Ativo Permanente pelo Patrimônio Líquido. Empresas classificadas até o percentil 10% obtêm pontuação 0. para manter o mesmo conceito para os cinco indicadores.Créd = n −1 ∫ PL + Ativo Total n n −1 ∫ PL + Permanente n n n −1 ∫ Tamanho + n −1 ∫ Resultados + + Resultados - n n −1 ∫ Sobras PL (05) Sendo “n” os limites superiores dos percentis e “n-1” o limite inferior.5 e <3. Essa pontuação é atribuída para cada um dos cinco indicadores: Ativo Total. Entre 10% e 20%.

8255 5.1228 . Aplicando-se esses indicadores intra-setoriais aos dados de 31/12/2007 e aos balanços do ano anterior das 31 cooperativas de crédito liquidadas.16 2. ou seja.7238 . Sociedade Brasileira de Economia.7319 5.58072 -149. Como pode ser verificado no quadro 6. Administração e Sociologia Rural .9886 4.0710 1.44 1053.2574 3.0 seria classificada como ISIF-Créd Excelente Sustentabilidade.22 2.97 1225924198 256636.1128 N Média Mediana Desvio Padrão Mínimo Máximo Percentis Válidos Não Válidos Total do Ativo 1470 0 19140125.0718 -.7407 708.00 4368970.7407 Relação Sobras/ Patrimônio Líquido 1470 0 . apenas criando um mecanismo em que se considera o fator tamanho.569 2892973. 13 Porto Alegre. obteria nota máxima. Atingindo acima de 5.0.26425 -81. sem prejudicar a avaliação das pequenas instituições.3085 Relação Patrimônio Líquido/Ativo Permanente 1417 53 71.01889 -1.9427 1.4674 3.288 4368970. tendo obtido nota máxima igual a 1.3085 2.1128 45.0274 . com valor Ativo Total inferior a R$ 256.04 10.0450 Relação Contas de Resultados Credoras/ Devedoras 1470 0 2.Cooperativas de Crédito Singulares Estatísticas Relação Patrimônio Líquido/Ativo Total 1470 0 .2 pontos neste quesito.59 .98 . 26 a 30 de julho de 2009.0270 . Quadro 5 – Limites dos Indicadores Intra-setoriais de Sustentabilidade Financeira – ISIF-Créd do ano 2007. Ressalta-se que se atribuiu pesos equivalentes para os cinco fatores.1128. obtendo a classificação ISIF-Créd Excelente Sustentabilidade.32 -.0 pontos. somaria 0.53768 -10.0077 .810 10 20 30 40 50 Fonte: Resultados da pesquisa Caso fosse uma cooperativa de crédito pequena.1596 . 1439 estavam em atividade em 31/12/2007 e 31 haviam sido liquidadas entre 2003 e 2006.636.2316 .0194 . 6. das 1470 cooperativas de crédito analisadas.7040 1602015.3480 715588.2 nos outros quatro quesitos.0173 1.34 (percentil 10%).74 1726.3850 1.810 53890858.65 20342. Assim.Resultados Credoras/Contas de Resultados Devedoras (em módulo) superior a 1.0450 .3352 . ainda somaria 5.1938 . obtêm-se os resultados apresentados no quadro 6.

6% das que estavam em atividade e 19. correspondendo a 54 empresas deveriam ser objeto de acompanhamento detalhado. devem ser observadas em maiores detalhes em suas demonstrações financeiras.4% 2 6.7% 173 11. assim como as 10.4% 574 39. No nível ISIF-Créd Baixa Sustentabilidade foram selecionadas 10. Administração e Sociologia Rural .4% (150 empresas) de classificadas como baixa sustentabilidade.2% 6 19.0% 23 74. 6. de acordo com os indicadores propostos.4% das que estavam em atividade e 2 (ou seja. por esses critério.8%. Essas 3.0% 3.9% das que estavam em atividade) com ISIF-Créd Excelente Sustentabilidade e nenhuma das que foram liquidadas apresentaram esse indicador. O Gráfico 4.0% 31 100. como não sustentáveis.0% 1470 100.7% 511 34. 26 a 30 de julho de 2009. num universo de milhares de empresas. As 54 cooperativas de crédito em atividade classificadas como sendo não sustentáveis.0% Fonte: Resultados da pesquisa A classificação estabelecida apresenta 574 empresas (39.0% Classificação nos níveis de sustentabilidade financeira Sustentabilidade Precária Baixa Sustentabilidade Média Sustentabilidade Alta Sustentabiliade Excelente Sustentabilidade Total Count % within Liquidadas=0 e Em Atividade=1 Count % within Liquidadas=0 e Em Atividade=1 Count % within Liquidadas=0 e Em Atividade=1 Count % within Liquidadas=0 e Em Atividade=1 Count % within Liquidadas=0 e Em Atividade=1 Count % within Liquidadas=0 e Em Atividade=1 Total 54 3.6% 509 35. 14 Porto Alegre.2% das liquidadas e no último nível. constam no anexo 1. Sociedade Brasileira de Economia.4% 152 10. No nível de ISIF-Créd Alta Sustentabilidade foram classificadas 35.8% 150 10. tendo como informação de identificação o CNPJ.5%) das que foram liquidadas.4% das que foram liquidadas.Quadro 6 – Classificação em cinco níveis de sustentabilidade financeira– ISIF-Créd do ano 2007. 3.8% das que continuavam em atividade e nenhuma das liquidadas.Cooperativas de Crédito Singulares Classificação nos níveis de sustentabilidade financeira * Liquidadas=0 e Em Atividade=1 Crosstabulation Liquidadas=0 e Em Atividade=1 0 1 0 54 .5% 0 .4% das que continuavam em atividade e 74. Ressalta-se que se trata de um modelo de segregação e tem por objetivo apenas identificar as empresas que.8% 158 10.9% 1439 100.8% 574 39. No nível ISIF-Créd Média Sustentabilidade foram selecionadas 10. em sua maioria. permite verificar que o conjunto de empresas foram classificadas.

em termos de classificação nos níveis de sustentabilidade. que leva em consideração as alterações nos resultados do setor a cada ano e identifica as empresas que destoam negativamente num conjunto de indicadores relevantes da sustentabilidade financeira.Gráfico 3 – Níveis de sustentabilidade financeira Classificação nos níveis de sustentabilidade financeira 5 4 3 2 1 n=31 0 n=1439 1 Liquidadas=0 e Em Atividade=1 Fonte: Resultados da pesquisa. Como pode ser verificado. 26 a 30 de julho de 2009. os 50% valores centrais (entre o percentil 25 e 75). as 50% liquidadas ficam nos níveis mais baixos de sustentabilidade financeira e as 50% não liquidadas nos níveis mais altos. Sociedade Brasileira de Economia.400 cooperativas de crédito singulares e similares. O Gráfico 4 mostra. Administração e Sociologia Rural . para as liquidadas e em atividade. O principal objetivo do trabalho é chamar a atenção para a necessidade de acompanhamento da evolução do setor sob esse importante aspecto da sustentabilidade financeira. 5 – CONCLUSÕES A proposição aqui apresentada tem por base criar um mecanismo de fácil seleção das empresas classificadas nos níveis de sustentabilidade financeiros mais baixos para estabelecer um acompanhamento mais detalhado de suas atividades. Observa-se que esse indicador deve ser calculado a cada ano e tem por base o universo das mais de 1. Trata-se de um índice de classificação Intrasetorial. A análise envolvendo a população de cooperativas singulares auxilia na 15 Porto Alegre.

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Administração e Sociologia Rural .ANEXO I CNPJ * Liquidadas=0 e Em Atividade=1 * Classificação nos níveis de sustentabilidade financeira Crosstabulation Classificação nos níveis de sustentabilidade financeira Liquidadas=0 e Em Atividade=1 Total 0 1 0 Sustentabilidade Precária CNPJ 00254908 1 1 00729801 1 1 00747017 1 1 01478780 1 1 01499061 1 1 01670206 1 1 02348455 1 1 03032915 1 1 03071386 1 1 03082697 1 1 03087263 1 1 03112504 1 1 03749897 1 1 03880529 1 1 04073519 1 1 04287631 1 1 04426939 1 1 04426950 1 1 04588258 1 1 04649337 1 1 04665046 1 1 04723991 1 1 04819441 1 1 04822006 1 1 04869329 1 1 05244177 1 1 05370947 1 1 05690951 1 1 05853210 1 1 06049517 1 1 06240505 1 1 07052616 1 1 07201122 1 1 07407136 1 1 07494300 1 1 07707311 1 1 07839980 1 1 08278537 1 1 08387258 1 1 08418804 1 1 08574988 1 1 08597482 1 1 08809060 1 1 08850098 1 1 08850180 1 1 09035503 1 1 16348005 1 1 26408179 1 1 31746993 1 1 32666059 1 1 33730896 1 1 53224630 1 1 83325936 1 1 86829827 1 1 Total 54 54 18 Porto Alegre. 26 a 30 de julho de 2009. Sociedade Brasileira de Economia.