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Introdução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, decreto que estabelece o cronograma para a vigência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O evento aconteceu no Rio de Janeiro, em cerimônia na Academia Brasileira de Letras, durante sessão solene de celebração dos 100 anos de morte de Machado de Assis. “O acordo tem, na verdade, uma importância maior do que pode parecer à primeira vista. Por isso, precisa ser explicado com clareza para os cidadãos desse país”, disse Lula, durante a cerimônia. Para o presidente, o acordo é um resgate das origens. “Quero destacar o resgate dos nossos laços com a África, principalmente com os países de língua portuguesa. É o reencontro do Brasil com suas raízes mais profundas, um reencontro consigo mesmo”. Em 16 de dezembro de 1990, foi assinado em Lisboa (Portugal) o ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Este acordo teve como objetivo unificar a língua escrita entre os países que têm a Língua Portuguesa como idioma oficial. Em razão das diferenças entre as grafias desses países é grande a dificuldade na difusão da língua. Dessa forma, a intenção do acordo é facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre as nações e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa. Os países são: Portugal, Brasil, Angola, São Tome e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo DECRETO LEGISLATIVO nº54, de 18 de abril de 1995. Desde janeiro de 2009, o Brasil passou a escrever com essa nova ortografia. Essas novas regras só serão obrigatórias no início nos documentos dos governos. Como a regra passou a vigorar em janeiro de 2009, algumas editoras já lançaram os livros que usamos este ano de acordo com a nova regra gramatical, mas o Ministério da Educação, informou que as escolas terão um prazo maior para se adequarem a essa nova regra. Entre 2010 e 2012 será chamado de período de transição, onde todas as editoras deverão obrigatoriamente seguir a nova ortografia nos livros didáticos para todas as séries. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 0,8% das palavras sofrem alteração no Brasil. Em Portugal, a proporção de palavras modificadas chega a 1,3%. Especialistas divergem sobre esse percentual: também já foi divulgado que 1,6% das palavras de Portugal e que 0,5% das do Brasil serão afetadas.

playboy. kafkiano. mülleriano. w (watt). yang. Trema Não se usa mais o trema (¨). yin. playground. QUI. que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua são usadas em varias situações. Exemplos: Müller. Foram reintroduzidas as letras K. QUE. e Y.o alfabeto completo passa a ser ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ As letras K. kung fu. kg (quilograma). W e Y. Willian. Kafta. Como era Agüentar Bilíngüe Cinqüenta Freqüente Lingüiça Sagüi Seqüestro Tranqüilo como ficou aguentar bilíngue cinquenta frequente linguiça sagui sequestro tranquilo ATENÇÃO: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.Mudanças no alfabeto O alfabeto passa a ter 26 letras. W. Por exemplo: a)Na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro). b)na escrita de palavras estrangeiras (e seus derivados): show. GUI. windsurf. sinal colocado sobre a letra U para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos GUE. . kaiser.

ÓI. Como era Alcatéia Bóia Colméia Coréia Estréia Geléia Heróico Idéia Jibóia Jóia Platéia como ficou alcateia boia colmeia Coreia estreia geleia heroico ideia jiboia joia plateia ATENÇÃO: essa regra e valida somente para palavras paroxítonas. 3)Não se usa mais o acento das palavras terminadas em ÊEM e ÔO(S). não se usa mais o acento no I e no U tônicos quando vierem depois de um ditongo. ÉUS. heróis. tuiuiús. troféus. Como era Baiúca Bocaiúva Caúila Feiúra como ficou baiuca bocaiuva cauila feiura ATENÇÃO: se a palavra for oxítona o I ou o U estiverem em posição final (ou seguidos de S). troféu. herói. Como era Abençôo como ficou abençoo . Piauí. o acento permanece. Exemplo: papéis. 2)Nas palavras paroxítonas. ÓIS.Mudanças nas regras de acentuação 1)Não se usa mais o acento dos ditongos abertos ÉI e ÓI das palavras paroxítonas (palavra que tem acento tônico na penúltima silaba). continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em ÉIS. Assim. ÉU. Exemplos: tuiuiú.

Pôr e verbo.). (ele) argui. apaziguar. /Eles vêm de Sorocaba.Crêem Enjôo Lêem Magôo Perdôo Zôo creem enjoo leem magoo perdoo Zoo 4)Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para. Por e preposição. *Permanece o acento diferencial em por/pôr. Ele vem de Sorocaba. convir. mas hoje ele pode. Pode e a forma do presente do indicativo. pólo(s)/pólo(s) e pêra/pêra. Exemplos: Ele tem dois carros. do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir. averiguar. péla(s)/pela(s). enxaguar. como aguar. deter reter conter. pêlo(s)/pelo(s). (eles) arguem. /Elem mantêm a palavra. Pôde e a formado passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo). . Exemplo: vou pôr o livro na estante que foi feita por mim. quar. *É facultativo o uso do acento agudo (´) no U tônico das formas (tu) arguis. *Permanecem os acento que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir. na 3ª pessoa do singular. quir. desaguar. / Eles têm dois carros. na 3ª pessoa do singular. Exemplo: ontem. ele não pôde sair mais cedo. Como era Ele pára o carro Ele foi ao pólo Norte Ele gosta de jogar pólo Esse gato tem pêlos brancos Comi uma pêra como ficou ele para o carro ele foi ao polo Norte ele gosta de jogar polo esse gato tem pelos brancos comi uma pera ATENÇÃO: * Permanece o acento diferencial em pode/pôde. intervir. Ele mantém a palavra. *Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar. obliquar. advir etc. assim como de seus derivados (manter.

para facilitar a compreensão dos leitores. auto. delinque. extra. assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo. sobre. enxáguam. eletro. intra. geo. delinquas. proto. deve ser pronunciadamais fortemente que as outras): • verbo enxaguar: enxaguo. além. delinqua. enxagues. Exemplos: anti-higiênico anti-histórico co-herdeiro macro-história . infra. b) se forem pronunciadas com u tônico. macro. semi. multi. como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos. delínquas. ex. USO DO HÍFEN Algumas regras do uso do hífen foramalteradas pelo novo Acordo. tele. co. essas formas devem ser acentuadas. delínqua. entre. super. inter. enxágua. delínquam. ante. neo. enxágues. isto é. apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns. enxágue. como: aero. enxagua. do presente do subjuntivo e também imperativo. delinquam. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo. Veja: a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos. Exemplos (a vogal sublinhadaé tônica. hidro. Exemplos: • verbo enxaguar: enxáguo. delínquem. Atenção: no Brasil. arqui. enxáguas. retro. anti. • verbo delinquir: delinquo. enxáguem. agro. supra. pré. aquela com a e i tônicos. pseudo. sub. usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. enxaguas. Mas. essas formas deixam de ser acentuadas. circum. delínques. pró. enxaguam. As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos. 1. • verbo delinquir: delínquo. Com prefixos. mini. aquém. enxague. contra. delínque. hiper. vice etc.delinqüir etc. delinquem. pós. micro. pan. enxaguem. delinques. pluri. ultra. a pronúncia mais corrente é a primeira.

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s.mini-hotel proto-história sobre-humano super-homem ultra-humano Exceção: subumano (nesse caso. coordenar. 3. coocupante etc. cooperar. coo peração. a palavra humano perde o h). cooptar. mesmo quando este se inicia por o: coobrigar. coobrigação. Exemplos: anteprojeto antipedagógico . Exemplos: aeroespacial agroindustrial anteontem antiaéreo antieducativo autoaprendizagem autoescola autoestrada autoinstrução coautor coedição extraescolar infraestrutura plurianual semiaberto semianalfabeto semiesférico semiopaco Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento.

ultrassom 5. Exemplos: antirrábico antirracismo antirreligioso antirrugas antissocial biorritmo contrarregra contrassenso cosseno infrassom microssistema minissaia multissecular neorrealismo neossimbolista semirreta ultrarresistente.autopeça autoproteção coprodução geopolítica microcomputador pseudoprofessor semicírculo semideus seminovo ultramoderno ATENÇÃO: com o prefixo vice. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Quando o prefixo termina por vogal. duplicam-se essas letras. Exemplos: vice-rei. usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Nesse caso. usa-se sempre o hífen. Exemplos: . vicealmirante etc. 4.

superproteção. não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. pan-americano etc. Exemplos: hiperacidez . 7. Quando o prefixotermina por consoante. intermunicipal.anti-ibérico anti-imperialista anti-infl acionário anti-infl amatório auto-observação contra-almirante contra-atacar contra-ataque micro-ondas micro-ônibus semi-internato semi-interno 6. n e vogal: circum-navegação. Exemplos: hiper-requintado inter-racial inter-regional sub-bibliotecário super-racista super-reacionário super-resistente super-romântico Atenção: • Nos demais casos não se usa o hífen. • Com os prefixos circum e pan. usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m. • Com o prefixo sub. sub-raça etc. Exemplos: hipermercado. usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região. Quando o prefixo termina por consoante. superinteressante.

usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar além-túmulo aquém-mar ex-aluno ex-diretor ex-hospedeiro ex-prefeito ex-presidente pós-graduação pré-história pré-vestibular pró-europeu recém-casado recém-nascido sem-terra 9. sem. recém. pré. pós. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam. mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: amoré-guaçu. capim-açu. aquém. eixo Rio-São Paulo. Com os prefixos ex. guaçu e mirim. Exemplos: ponte Rio-Niterói. além. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu. formando não propriamente vocábulos. pró. 10. 11. anajá-mirim.hiperativo interescolar interestadual interestelar interestudantil superamigo superaquecimento supereconômico superexigente superinteressante superotimismo 8. Exemplos: girassol .

Dobram-se essas letras: antirracismo. micro-ondas. ele deve ser repetido na linha seguinte. antiaéreo. Resumo Emprego do hífen com prefixos Regra básica Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico.madressilva mandachuva paraquedas paraquedista pontapé 12. superinteressante. • Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal. Exemplos: Na cidade. O diretor recebeu os ex-alunos. • Sem hífen diante de r e s. Prefixoterminado em consoante: • Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional. Prefixoterminado em vogal: • Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola. supersônico. • Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto. sub-bibliotecário. se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen. • Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque. super-homem. antissocial. Para clareza gráfica. ultrassom. Outros casos 1. conta-se que ele foi viajar. 2. semicírculo. • Sem hífen diante de vogal: interestadual. Observações .

pré-vestibular. coordenar. Com os prefixos circum e pan. usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região. Com o prefixo vice. madressilva. O prefixoco aglutina-se em geral com o segundo elemento. pré. 2. cooperar. n e vogal: circum-navegação. sem. usa-se sempre o hífen: vice-rei. Com os prefi xos ex. coocupante etc. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m. . como girassol. além-mar. 5.1. pan-americano etc. aquém-mar. cooperação. subumanidade. usa-se sempre o hífen: ex-aluno. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano. recém-casado. paraquedista etc. aquém. 3. 6. 4. pós-graduação. mesmo quando este se inicia por o: coobrigação. recém. sem-terra. mandachuva. pró. cooptar. paraquedas. vice-almirante etc. pontapé. pró-europeu. Com o prefixosub. além. sub-raça etc. pós.

1931 – É aprovado o primeiro Acordo Ortográfico entre o Brasil e Portugal. 1973 – São promulgadas alterações em Portugal. É apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. José Sarney. juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. de acordo com o seu artigo 3º. após depositados todos os instrumentos de ratificação de todos os Estados junto do Governo português". Brasil. 1915 – A Academia Brasileira de Letras resolve harmonizar a ortografia com a portuguesa. 1907 – A Academia Brasileira de Letras começa a simplificar a escrita nas suas publicações. 1919 – A Academia Brasileira de Letras revoga a sua resolução de 1915. Portugal e São Tomé e Príncipe -. por não ter sido ratificado pelo Governo. mas que não foi extensiva ao Brasil. 1938 – São sanadas algumas dúvidas quanto à acentuação de palavras. As duas Academias elaboram a base do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. 1943 – É redigido o Formulário Ortográfico de 1943. 1971 – São promulgadas alterações no Brasil. 1929 – A Academia Brasileira de Letras altera as regras de escrita. unificar e simplificar a língua portuguesa. 1910 – Implantação da República em Portugal – é nomeada uma Comissão para estabelecer uma ortografia simplicada e uniforme a ser usada nas publicações oficiais e no ensino.Veremos a seguir uma breve cronologia da ortografia do Português História da Ortografia do Português Séc XVI até séc. no dia "1 de Janeiro de 1994. XX . reduzindo as divergências ortográficas com Portugal. Contudo. Cabo Verde. mas não no Brasil. promove um encontro dos então sete países de língua oficial portuguesa . 1924 – A Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras começam a procurar uma grafia comum. 1911 – Primeira Reforma Ortográfica – tentativa de uniformizar e simplificar a escrita. reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil. 1986 – O presidentedo Brasil. que visava suprimir as diferenças. Moçambique. Guiné-Bissau. os brasileiros continuaram a regular-se pela ortografia do Vocabulário de 1943.Em Portugal e no Brasil a escrita praticada era de cariz etimológico (a raiz latina ou grega determinava a forma de escrita das palavras com maior preponderância). O documento entraria em vigor. 1990 – A Academia das Ciências de Lisboa convoca novo encontro. que não é aprovado oficialmente.Angola. . 1975 – A Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo. no Rio de Janeiro. 1945 – Um novo Acordo Ortográfico torna-se lei em Portugal. este acordo não foi posto em prática. na primeira Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal.

O Acordo encontra-se aberto à adesão de Timor-Leste que em 1990 ainda não tinha reconquistado a independência. deu-se a 1ª Reforma Oficial da Ortografia Portuguesa que. Isto. Sucede que a língua. Moçambique. Nas relações internacionais. Português e Espanhol) e que o Português é a única com duas grafias oficiais. revistas. Assim. 4. estabeleceu uma ortografia simplificada. limita a capacidade de afirmação do idioma. Perguntas frequentes sobre o Acordo Ortográfico: 1. São Tomé e Príncipe. a de Portugal e a do Brasil. 2. Brasil. sendo esperada a sua implementação no início de 2009. maiores ou menores. para propor a entrada em vigor do Acordo Ortográfico com a ratificação de apenas três membros. Cabo Verde. mesmo a TV ou a Internet). consagrada nos textos oficiais de ensino. está sujeita a evolução. por exemplo. no Brasil. provocando.. singulares e concertadas. no plano intracomunitário. 2008 – O Acordo Ortográfico de 1990 é aprovado por Cabo Verde. as relações comerciais (propostas negociais. Francês. recorde-se que existem quatro grandes línguas (Inglês. no sentido da unificação. 2004 – Os ministros da Educação da CPLP reúnem-se em Fortaleza. no plano internacional. Quais são os Estados signatários (partes) do Acordo Ortográfico? Angola. ambas correctas. Qual a estimativa de pessoas no mundo que falam a língua . 3. assim como incluir Timor-Leste. Guiné-Bissau. Mas como se explica que exista mais do que uma ortografia? No rescaldo da Implantação da República em Portugal. cinema. Brasil. Porquê fazer um Acordo Ortográfico? Porque o Português é língua oficial em oito Estados soberanos mas tem duas ortografias. se considerarmos apenas as relações intracomunitárias (nos oito países da CPLP). A existência de dupla grafia limita a dinâmica do idioma e as diferenças criam obstáculos. Portugal e São Tomé e Príncipe. a divulgação da informação (jornais. em todos os incontáveis planos em que a forma escrita é utilizada: seja a difusão cultural (literatura. Brasil e Portugal. não obstante várias iniciativas dos dois países. em 1911. textos de contratos) etc. Existem desvantagens na manutenção desta situação e a língua será internacionalmente tanto mais importante quanto maior for o seu peso unificado. traduções quer literárias quer técnicas diferentes para Portugal e Brasil. e Cabo Verde. Esta profunda reforma não foi concertada na altura com a República Brasileira. e desde essa data a língua tem comportado duas grafias. onde o Português escrito é utilizado.1996 – O Acordo Ortográfico é apenas ratificado por Portugal. a dupla grafia dificulta a partilha de conteúdos. como realidade dinâmica que é. teatro). A ortografia do Português não é excepção e as duas ortografias então existentes trilharam caminhos diferentes.

depositou os documentos correspondentes em Dezembro de 2006 e.asp. Esta redacção foi alterada pelos Protocolo Modificativos e em bom rigor. não apresenta hoje qualquer conteúdo prático.. 6. na sua redacção original (1990).cplp. 8. previa entrada em vigor apenas quando se verificasse a ratificação (recepção do Acordo no ordenamento jurídico interno do Estado) por todos os signatários. O que acontece à ortografia do Português nos países que não ratificarem? Nada. Esta disposição tornou-se letra morta quando a data foi ultrapassada sem terem sido efectuadas as ratificações. mas só entraria em vigor com a ratificação de todos os países? O que mudou com os Protocolos Modificativos ao Acordo? O Acordo Ortográfico na sua versão original. A assinatura do 2º Protocolo estabelece que.portuguesa? Calculam-se em mais de 200 milhões as pessoas que falam Português em todo o mundo.cplp. Tomé e Príncipe. i.org/comunicados.org/comunicados. O Acordo Ortográfico já está em vigor? Em que países? Sim. por esse efeito fez com que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrasse em vigor no dia 1 de Janeiro de 2007. Os Protocolos Modificativos alteraram apenas a modalidade de entrada em vigor do Acordo. para os Estados que procedessem à ratificação). O terceiro signatário a ratificar. de 1990. não existe um prazo para ratificação do Acordo. em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. as alterações ortográficas do Acordo Original mantém-se. Porquê da demora na ratificação por parte dos demais países signatários? As razões que cada um dos signatários do Acordo Ortográfico tem para proceder ou não à sua ratificação são matéria do foro interno de cada Estado. Saiba mais sobre o tema em http://www. Saiba mais em http://www. Mas podem uns países avançar com a implementação do Acordo . Caso não seja ratificado. por força da ratificação pelos três Estados do Acordo Ortográfico e do Segundo Protocolo Modificativo. O Primeiro Protocolo Modificativo. após o depósito dos instrumentos de ratificação de todos os Estados signatários. S. 11. o Acordo Ortográfico entrava em vigor com a ratificação por três dos Estados signatários (naturalmente. o Acordo Ortográfico não se torna parte dos ordenamentos jurídicos nacionais dos signatários e assim as alterações que estabelece não se verificarão na ortografia desses países. Foi definida data para os Estados signatários ratificarem o Acordo? O Acordo. previa a entrada em vigor a 1 de Janeiro de 1994. Por que foi necessário um segundo Protocolo? O primeiro não tem valor? Foi necessário um Segundo Protocolo Modificativo pois a alterações produzidas pelo primeiro (alargando o prazo para entrada em vigor) demonstraram-se ineficazes.asp 7. na ordem jurídica internacional e no Brasil. A CPLP remete assim para os Estados a divulgação de informações quanto a esta questão. visto que não se extrai dos textos qualquer outra data.e. 10. O conteúdo. 9. O Acordo foi assinado em 1990. 5.

No mesmo sentido. 13. o “p” que os portugueses utilizam em baptismo e pronunciam muito levemente. será o plano de acção nacional de implementação de cada Estado que definirá as áreas (ensino. venha a desaparecer). utilizando a fonética apenas como um dos instrumentos dessa unificação ortográfica. Cabe a cada um dos Estados envidar esforços no sentido de chegar a esse patamar. diminutas em número e de fácil apreensão. os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. isto é. (ex. o número de palavras cuja ortografia seria alterada não ultrapassaria os 2 por cento! Pouco mais de 2. Assim. O processo de implementação não se encontra definido no Acordo.) . existem diferentes formas de falar o português. 12. os efeitos do Acordo começarão a sentir-se à medida que as autoridades nacionais avançarem com a sua implementação. Não estão contabilizadas: as alterações à utilização do hífen e as resultantes da supressão do trema. Entende-se assim que caberá a cada Estado estudar as suas necessidades específicas e definir o plano de acção nacional. é de lembrar que o objectivo é unificação. mesmo dentro dos limites territoriais de cada um destes dois Estados. Altera-se a ortografia no sentido de a unificar. remete-se para as autoridades nacionais qualquer informação sobre prazos e custos. Existe uma estimativa quanto ao número de palavras alteradas? Segundo os dados disponibilizados pela Academia de Ciências de Lisboa. portuguesa e brasileira. quer entre si.: abolição das consoantes mudas). quer da falada em Portugal ou no Brasil. 15. A forma falada do Português não sofrerá qualquer alteração no curto prazo (embora não seja de excluir que. Repare-se que no cenário actual de duas grafias. administração pública. Mas se o critério fonético está subjacente às alterações. Os cambiantes da língua falada não serão afectados pelo Acordo. Todavia. etc. Assim. a ortografia das palavras é alterada no sentido de as aproximar à forma falada. não obstante cada um dos países ter apenas uma ortografia. Quando se começarão a sentir os efeitos práticos? Será imediato ou faseado? Sendo que cada país definirá o seu plano de acção. Quais os prazos e custos para a implementação das alterações? O Acordo ocupa-se apenas das regras ortográficas e define um patamar de compromisso em termos ortográficos. comunicação social. e que o ideal seria que todos os países avançassem em uníssono. no futuro. o Português falado é alterado? Não. o que já aconteceu. a medida do sucesso do Acordo Ortográfico depende da sua ratificação e implementação por todos os Estados signatários. Quais foram os critérios utilizados para desenvolver as novas normas ortográficas? Segundo o próprio Acordo. 14. Só com todos poderá atingir o pleno dos seus objectivos originais.000. dado que está prevista a entrada em vigor desde que ratificado por três Estados. 16. no sentido de concretizar o Acordo. o esforço de unificação da grafia foi presidido por um critério fonético. Com efeito. falam o português de forma diversa. que usam a ortografia portuguesa.Ortográfico sem os demais? Sim. à data da celebração do Acordo.000 palavras num Universo de 110.

pelos seus ciclos naturais. É isto que se entende por “moratória” de aplicação do Acordo? Tem sido por vezes referido na imprensa que o Acordo prevê uma “moratória” para a sua aplicação. pelos próprios Estados. mas dificilmente se encontrará. diferentes prazos para absorver as alterações. formulários de serviços públicos. que será diferente consoante o contexto. ex. uma vez implementado o Acordo. manuais escolares) e financeiros. durante os anos vindouros. qualquer livraria terá. provavelmente. a introdução das alterações ortográficas dificilmente será instantânea. Isto é.onde as alterações se farão sentir em primeiro lugar. Existe uma nova ortografia. Serão possivelmente definidos. um jornal diário que não reflicta as alterações. . 17. períodos de transição para as áreas onde tal faça sentido. mas a sua implementação não é instantânea. do Acordo que levará os cidadãos a respeitarem as novas regras ortográficas. contratos. Por este exemplo se vê que as diferentes manifestações da língua escrita terão. cada Estado adoptará. etc. per se. Tal informação é incorrecta. Recorda-se que não será a entrada em vigor. Dada a complexidade relativa em termos técnicos (Ex. Naturalmente existirá um período de convivência entre as duas grafias. planos de acção faseados. livros nas suas prateleiras escritos nas duas grafias. e como já foi abordado acima. gramáticas e dicionários. Não obstante.: manuais escolares.

org.com/View-document-details/Guia-Pratico-da-NovaOrtografia-Brasileira-2009 http://www.br/reforma-ortografica/ .abril.portalcapoeira.pdf http://www.emtempo.cultura.html http://www.shtml http://www.com.com/o-que-muda-no-brasil/ www.Sites acessados: http://www.com.cplp.br/arquivo/acordo_ortografico.br/site/2008/08/13/acordo-ortografico-da-linguaportuguesa/ http://www.camara.abrelivros.gov.org/?action=acordo-historia www.org.gov.abril.com.folha.asp?id=3264 http://www1.br/internet/reformaortografica/encerramento.aspx?ID=311&PID=289&Action=1&NewsId=114 – http://www.php? option=com_content&task=view&id=10299&Itemid=106 http://novaortografia.org/Default.portaldalinguaportuguesa.com.uol.abrelivros.br/abrelivros/texto.br/portal/index.br/folha/educacao/ult305u415676.br/abrelivros/texto.asp?id=3264 http://www.