Manual de Auditoria Interna

COAUD- coordenadoria de auditoria interna 2ª versão

2008

MANUAL DE AUDITORIA INTERNA
2ª versão
2008

_______________________________________________________________________ Companhia Nacional de Abastecimento – Conab Coordenadoria de Auditoria Interna – Coaud Gerência de Suporte Técnico-Administrativo – Gesut Gerência de Auditoria – Geaud
Permite-se a reprodução total ou parcial, para fins não comerciais, desde que citada a fonte.

Manual de Auditoria Interna - MAI

Apresentação
O cenário atual do ambiente das organizações vem demandando, cada vez mais, a adoção de medidas e técnicas de acompanhamento e controle que visam minimizar falhas e evitar problemas que coloquem em risco a imagem da entidade, diante dos acionistas, dos clientes e do mercado em geral. Essa nova postura corporativa tem proporcionado a materialização e a aplicação de diversos mecanismos, objetivando não apenas detectar e mensurar possíveis problemas, como também o oferecimento de alternativas de soluções. Entre esses mecanismos, destacam-se as políticas de gestão de riscos relacionadas à auditoria interna. Enquanto a auditoria externa tem por finalidade emitir pareceres sobre as demonstrações financeiras, a auditoria interna tem como função principal avaliar o processo de gestão, no que se refere aos seus diversos aspectos, tais como a governança corporativa, gestão de riscos e procedimentos de aderência às normas regulatórias, apontando eventuais desvios e vulnerabilidade às quais a organização está sujeita. Diante desse cenário, e ainda, às novas exigências regulatórias que seguem na tendência mundial de fortalecimento, cada vez mais evidenciado nas estruturas de controle, tem aumentado consideravelmente, por parte das organizações, a criação ou o aperfeiçoamento do controle de riscos, levando, por conseqüência, a elevação do grau de importância das atividades desempenhadas pela auditoria interna. Nesse sentido, a importância da auditoria interna no processo de gestão tem aumentado a exigência por um alto grau de especialização do quadro de auditores, o que pressupõe uma equipe com visão multidisciplinar, atuando de forma coordenada e tendo como finalidade básica o assessoramento da administração por meio do exame e avaliação, entre outros, os seguintes aspectos: a) adequação e eficácia dos controles; b) integridade e confiabilidade das informações e registros; c) integridade e confiabilidade dos sistemas estabelecidos para assegurar a observância das políticas, metas, planos, procedimentos, leis, normas e regulamentos, assim como da sua efetiva utilização; d) eficiência, eficácia e economicidade do desempenho e utilização dos recursos, dos procedimentos e métodos de salvaguardas dos ativos e a comprovação de sua existência, assim como a exatidão dos ativos e passivos; e) compatibilidade das operações e programas com os objetivos, planos e meios de execução estabelecidos; f) mensuração dos problemas e riscos, assim como o oferecimento de alternativas de solução. Portanto, a estruturação de uma equipe multidisciplinar e devidamente capacitada é condição sine qua non para a eficiência e eficácia dos trabalhos, uma vez que as avaliações dependem da correta decodificação de percepções sobre diferentes assuntos, no que se refere às pessoas, à logística, aos controles, ao processo de gestão administrativa, entre outros. O presente Manual tem por finalidade a sistematização do arcabouço estrutural em que se assenta os trabalhos da auditoria interna, a definição de conceitos e de diretrizes gerais, assim como o estabelecimento das normas e procedimentos aplicáveis no caso vertente, com ênfase nos aspectos relacionados ao planejamento, exame, avaliação, conclusão e oferecimento de medidas saneadoras.

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Manual de Auditoria Interna - MAI

ÍNDICE

1. DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA ........................................................................ 05 1.1 INTRODUÇÃO E ATRIBUTOS .............................................................................. 05 1.2 COMPETÊNCIA REGIMENTAL ............................................................................. 07 1.3 POSICIONAMENTO HIERÁRQUICO E GRAU DE DEPENDÊNCIA DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA ..................................................................................... 07 1.4 ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO .............................................................................. 08 1.5 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ...........................................................................08 1.6 ATIVIDADES SUBSIDIÁRIAS ................................................................................ 09 1.7 CONTROLE SOCIAL ............................................................................................. 10 1.8 TOMADA DE CONTAS ESPECIAL ........................................................................ 11 1.9 DILIGÊNCIAS ........................................................................................................ 11 1.10 ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA ......................................................................... 11 1.11 ÁREAS DE ATUAÇÃO ......................................................................................... 12 1.12 ORIENTAÇÃO À ESTRATÉGIA ........................................................................... 13 2. PLANEJAMENTO ............................................................................................................. 14 2.1 MATERIALIDADE, RELEVÂNCIA E CRITICIDADE ............................................... 14 2.2 PLANO ANUAL DE ATIVIDADES DE AUDITORIA INTERNA – PAINT ................. 15 2.3 PROGRAMA DE AUDITORIA ................................................................................ 15 2.4 PAPÉIS DE TRABALHO – PT ............................................................................... 17 2.5 AMOSTRAGEM ..................................................................................................... 18 2.6 RISCOS OPERACIONAIS ..................................................................................... 21 2.7 PASTA PERMANENTE ......................................................................................... 22 2.8 DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL CONTINUADO ....................................... 23 3. EXAME .............................................................................................................................. 23 3.1 ESPÉCIES DE AUDITORIA ................................................................................... 24 3.2 CONTROLES INTERNOS ADMINISTRATIVOS .................................................... 25 3.3 TESTES E TÉCNICAS DE AUDITORIA ................................................................ 28 3.4 PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS DE AUDITORIA ............................................... 30 4. AVALIAÇÃO ..................................................................................................................... 31 4.1 EVIDÊNCIAS ......................................................................................................... 31 5. COMUNICAÇÃO ............................................................................................................... 32 5.1 ATRIBUTOS DE QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES ........................................... 34

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...........................Manual de Auditoria Interna .......... MONITORAMENTE E CONTROLE DE QUALIDADE ..........................................................................................5 RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES DA AUDITORIA INTERNA – RAINT ............ 47 11......................................... 35 5..3 FERRAMENTAS DE DIAGNÓSTICO DE PROCESSO .......................4 ERROS E OMISSÕES .............. AVALIAÇÃO DE NATUREZA OPERACIONAL ........................ 43 8......... DISPOSIÇÕES GERAIS ............................................................... 38 8.............................. 45 10..... 36 6....................................3 NÃO-CONFORMIDADE COM AS NORMAS INTERNAS ............................................. 36 6.......................................... SISTEMA DE AUDITORIA INTERNA – SIAUDI ...................................... DA ATUALIZAÇÃO DO MANUAL DE AUDITORIA INTERNA .... 43 8......... 36 5............1 ACEITAÇÃO DO RISCO.... 44 9.................MAI 5.................. 39 8....... 42 8......................................................... DA OBRIGATORIEDADE DE CUMPRIMENTO ......................................... 38 7.............................4 FERRAMENTAS DE DIAGNÓSTICO DE RESULTADO ............1 DIMENSÕES DO DESEMPENHO ...... 36 5........................2 FERRAMENTAS DE DIAGNÓSTICO DO AMBIENTE ........................................................................................ 47 4 ..2 AUDIÊNCIA E COMENTÁRIOS DO AUDITADO ..................................

além de destacar os impactos e benefícios sociais advindos.Manual de Auditoria Interna . dos controles internos administrativos e do processo de governança corporativa proporcionando uma razoável garantia de que tais processos funcionam de acordo com o planejado.º 1100-1 5 . de forma amostral. a negligência e a omissão. e vinculada administrativamente à Presidência. efetividade e eqüidade da gestão3. Subordinada ao Conselho de Administração. no intuito de agregar valor aos processos de trabalho. Esse trabalho auditorial é exercido nos meandros da organização. principalmente. pelos processos e resultados gerenciais.1.1. a comprovação da aderência aos normativos internos e a avaliação dos resultados. etc. a gestão da Companhia. efetividade e eqüidade do desempenho organizacional2.º 2100-1 IIA n. observando os aspectos relevantes relacionados à avaliação da gestão e dos programas de governo com reflexos na Companhia. prestar um serviço para a Companhia na forma de assessoramento e consultoria interna no intuito de agregar valor à gestão e a melhorar as operações. mediante a confrontação entre uma situação encontrada com um determinado critério técnico. eficiência. fazendo recomendações para a melhoria das operações da Companhia. em última instância.1. contribuindo para o cumprimento das metas previstas. qualidade. operacional ou normativo. Tem por objetivo primordial fortalecer a gestão e racionalizar as ações de controle da Companhia. eficácia. mediante abordagem sistematizada e disciplinada no Manual de Auditoria Interna com ênfase para a avaliação da gestão de riscos operacionais. bem como prestar apoio aos órgãos do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. quantidade.2 Os trabalhos desenvolvidos pela Unidade de Auditoria Interna objetivam. dos controles internos administrativos e do processo de governança corporativa.MAI 1. acesso. propondo ações preventivas e saneadoras. custo. não só atuando para corrigir os desperdícios. tem como competência multidisciplinar. eficiência. intimamente ligada ao imperativo de justiça social. relativamente às variáveis: tempo. antecipando-se a essas ocorrências.º 1110-1 IIA n. a execução dos programas de governo e do orçamento anual da Companhia. Trata-se de um importante componente de controle das Corporações na busca da melhor alocação dos recursos do contribuinte. em termos de economicidade. mas. a adequação da gestão de riscos operacionais. com independência e objetividade. buscando garantir os resultados pretendidos. as impropriedades/disfunções. eficácia. 1. O fortalecimento da gestão consiste em fornecer julgamentos imparciais.1 1.1 INTRODUÇÃO E ATRIBUTOS A auditoria interna é o conjunto de técnicas que visa avaliar. em especial sob a dimensão da eqüidade. 1. consubstanciados em indicadores de desempenho quanto à economicidade. Sua finalidade básica é fortalecer a gestão1.3 1 2 3 IIA n. de forma a assistir a Companhia na consecução de seus objetivos estratégicos. DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA 1.

1. conflito de interesses ou de idéias preconcebidas sobre pessoas.1. com a disponibilização.11 Resguardada a independência da Unidade de Auditoria Interna. ou possa razoavelmente inferir-se. O exercício da auditoria interna terá foco administrativo. contábil. Todos os sistemas. e tem como característica principal o assessoramento diferenciado à alta administração da Companhia. bem como gerar novas atividades que preencham lacunas por meio de pauta de ações articuladas.1.10 Os empregados transferidos para a Unidade de Auditoria Interna não poderão auditar as atividades que previamente tenham executados em outra unidade organizacional da Companhia até que decorra o período de quarentena de 1 (um) ano6. processos. 1.º 1130 A1-1 e 1130 A1-2 6 . será prestado apoio ao Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal no fornecimento de informações sobre os resultados dos trabalhos realizados.12 Os auditores internos. 1. aí incluídos os programas de auditoria e os elementos comprobatórios respectivos.MAI 1. Essa racionalização visa otimizar a utilização dos recursos humanos.1. devem registrar em seus relatórios a fonte dessas informações.1.º 200. 14 do Decreto-lei n. operações. O auditor interno faz uma avaliação equilibrada das circunstâncias relevantes e os seus julgamentos não devem ser influenciados por interesses particulares ou por opiniões alheias.1. A atividade de auditoria interna é de alta relevância estratégica e se constitui em um conjunto de procedimentos. 4 5 6 IIA n. contando com o suporte multidisciplinar necessário de recursos humanos e materiais. altamente especializados. ao utilizar informações produzidas pelas unidades organizacionais auditadas. dos papéis de trabalho utilizados e/ou produzidos.9 1. que funciona por meio de acompanhamento de processos de trabalho. na conformidade do planejamento anual dos trabalhos auditoriais.6 1.Manual de Auditoria Interna . em desproporção com o dano que se desejaria supostamente apurar e ressarcir. para fins de consulta. cuja execução pressupõe a disponibilidade de equipe multidisciplinar. e materiais disponíveis na Unidade de Auditoria Interna.8 1. bem como o disposto no art. O auditor interno comunicará previamente ao Titular da Unidade de Auditoria Interna qualquer situação em que exista. observadas a conveniência e oportunidade internas. Os trabalhos de auditoria interna são executados por profissionais denominados auditores internos. unidades organizacionais ou sistemas administrativos a serem auditados5.7 1.1. tecnicamente normatizados. buscando agregar valor à gestão.1. orçamentário. financeiro e programas para atingir as finalidades regimentais. de 25/02/1967.4 A racionalização das ações de auditoria interna objetiva eliminar atividades de controle antieconômicas. funções e atividades da Companhia estão sujeitos às avaliações amostrais dos auditores internos4. 1. bem como no atendimento das solicitações de trabalhos específicos.1.5 1. recursos humanos e materiais. no sentido de que o trabalho administrativo deve ser racionalizado mediante simplificação de processos e supressão de controles que se evidenciarem como puramente formais ou cujo custo seja evidentemente superior ao risco. avaliação de resultados e proposição de ações saneadoras para os possíveis desvios da gestão.º 1130-1 IIA n.º 2100-1 IIA n.

acompanhar e avaliar os atos de gestão administrativa. b) Acompanhar a implementação das recomendações e determinações de medidas saneadoras apontadas pelos órgãos/unidades do Poder Executivo Federal e do Tribunal de Contas da União. as Diretorias e os Conselhos de Administração e Fiscal. quanto à vinculação hierárquica. i) 1. informando-se o Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal a respeito. à aprovação do Conselho de Administração.Manual de Auditoria Interna . h) Promover diligências e elaborar relatórios por demanda dos Conselhos de Administração e Fiscal. financeira. emitindo parecer conclusivo. c) Estabelecer e monitorar planos. e vinculada administrativamente à Presidência. objetivando uma maior eficiência e eficácia dos controles internos administrativos. patrimonial. a eficácia. a efetividade e a eqüidade.CIBRIUS. deve estar subordinada ao Conselho de Administração. orientar. f) Avaliar os indicadores relativos ao Sistema de Avaliação Permanente do Desempenho da Companhia. programas de auditoria. 7 IIA n. da Presidência e das Diretorias. objetivando a economicidade. e) Examinar e emitir parecer sobre a Prestação de Contas Anual da Companhia e em Tomadas de Contas Especial. colaborando para a redução das possibilidades de fraudes e erros e eliminação de atividades que não agregam valor para a Companhia. A nomeação ou exoneração do titular da Unidade de Auditoria Interna será submetida pelo Presidente da Companhia. assim como a aderência regulatória. orçamentária. critérios. nos assuntos de sua competência.º 1110-1 7 . avaliações e métodos de trabalho.2 COMPETÊNCIA REGIMENTAL A Unidade de Auditoria Interna tem como competências: a) Assessorar. de forma motivada. Essa vinculação tem por objetivo proporcionar à Unidade de Auditoria Interna um posicionamento suficientemente elevado de modo a conferir-lhe independência organizacional e permitir-lhe desincumbir-se de suas responsabilidades com abrangência7. assim como no Instituto Conab de Seguridade Social . segundo diretrizes emanadas do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e do Tribunal de Contas da União. d) Elaborar o Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna – PAINT e o Relatório Anual de Atividades da Auditoria Interna – RAINT.MAI 1.3 Assessorar a Presidência. g) Realizar as atividades de auditoria em empresas coligadas e controladas. sendo vedado delegar a vinculação à outra autoridade hierarquicamente inferior. a eficiência. POSICIONAMENTO HIERÁRQUICO E GRAU DE DEPENDÊNCIA DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA A Unidade de Auditoria Interna. operacional e de pessoal.

º 337/2005 ASJUR/CGU-PR.5 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO Sob o ponto de vista da alta administração da Companhia.MAI A independência técnica da atuação da Unidade de Auditoria Interna deverá ser assegurada pela sua subordinação direta ao Conselho de Administração e.U. à sua liberdade quanto à fixação anual do escopo dos trabalhos auditoriais. no que se refere aos feitos disciplinares. de 25 de outubro de 2005. no intuito de que. e do Tribunal de Contas da União. preferencialmente sobre a tese e não sobre o caso concreto. no que tange à tecnicidade da auditoria interna governamental. nem com as atribuições da Corregedoria Geral. A Unidade de Auditoria Interna sujeita-se à orientação normativa e à supervisão técnica do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. não representa a opinião oficial da Unidade de Auditoria Interna.Manual de Auditoria Interna . Essa vinculação técnica visa proporcionar qualidade dos trabalhos e efetividade nos resultados das auditagens. em que pese a diferença de enfoques e clientes. em suas atividades técnicas e na medida das possibilidades. As atividades da Unidade de Auditoria Interna devem guardar similitude operativa àquelas exercidas pelos órgãos/unidades integrantes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. a taxas crescentes.O. todavia. prestando apoio aos órgãos e às unidades que o integram. sem embargos às normas de atributo e às normas de desempenho editadas pelo The Institute of Internal Auditors – IIA.2. conforme posicionamento do Tribunal de Contas da União no item 3. de forma adstrita à sua área de competência. dos processos de trabalho e da performance. sob a ótica da autotutela. 1. os gestores pautem suas práticas. item 7 do Parecer n. A Unidade de Auditoria Interna. empregadas no diagnóstico do ambiente. D. 1. que competem à Unidade Jurídica e seus respectivos órgãos. 1. também. de 22/11/2005. Essa atividade não se confunde com as de consultoria e assessoramento jurídico. devendo adotar ações específicas e tempestivas na verificação da aderência às normas e diretrizes internas. ou com as competências regimentais de qualquer outra unidade organizacional da Companhia. página 144.º 1110-1 8 . sem prejuízo. relatórios e notas técnicas se revestem do caráter institucional e não pessoal. pela supervisão por parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal8.7. no diapasão da Corte de Contas.1. preferencialmente sobre a tese e não sobre casos concretos. Sob o ponto de vista do 8 IIA n.4 ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO A Unidade de Auditoria Interna prestará orientação aos administradores de bens e recursos. o desempenho da Unidade de Auditoria Interna será avaliado de acordo com a pertinência e tempestividade de suas propostas de correção de disfunções ou impropriedades. deve atuar em sintonia com a metodologia operativa do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. por estar inserida na estrutura organizacional da Companhia e por caracterizar-se pela alta especialização. cujos documentos. particularmente no que se refere às ferramentas de avaliação de natureza operacional – Anop. que constituem os padrões internacionais para a prática da auditoria interna. A Unidade de Auditoria Interna divulgará entre as unidades organizacionais da Companhia os principais julgados do Tribunal de Contas da União. S. A opinião fortuita de auditor interno.

examinando os resultados quanto à economicidade. mediante feedback oferecido pelo auditadocliente nos termos do “Formulário de Avaliação dos Auditores Internos pelos Auditados da Conab”. c) Os gestores no acompanhamento da execução dos programas de governo. à avaliação por outras unidades de auditoria interna no âmbito do Poder Executivo Federal. visando comprovar a conformidade da execução com os limites e destinações estabelecidas na legislação pertinente.6 ATIVIDADES SUBSIDIÁRIAS As atividades a cargo da Unidade de Auditoria Interna destinam-se. a cada três anos. à eficácia. à efetividade e à eqüidade da gestão orçamentária.Manual de Auditoria Interna . patrimonial. visando comprovar sua execução. financeira. suas atividades serão supervisionadas com o objetivo de avaliar se os trabalhos atendem a requisitos técnicos na seara da auditoria interna governamental. 1. avaliação essa denominada “revisão pelos pares”. b) O acompanhamento sobre o cumprimento das metas do Plano Plurianual no âmbito da Companhia.º 2020-1 9 . ainda. a fim de que seja evidenciado o cumprimento das atividades previstas no Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna.º 1311-1 10 IIA n. Este processo elucidará a percepção da gestão para com a atividade de auditoria interna e poderá. bem como se sujeitará. o alcance dos objetivos e a adequação do gerenciamento.º 1312-1 11 IIA n. e encaminhado ao Titular da Unidade de Auditoria Interna. d) Na verificação da execução do orçamento. em caráter confidencial.MAI Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. a ser preenchido pelo chefe da unidade organizacional auditada (na condição de cliente). A Unidade de Auditoria Interna submeter-se-á à avaliação anual por parte de profissionais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal por ocasião das auditorias de gestão. 9 IIA n. de pessoal e demais sistemas administrativos operacionais. visando comprovar o nível de execução das metas. visando verificar se a Unidade de Auditoria Interna está realizando suas atividades de acordo com as normas técnicas cabíveis10. a assessorar: a) O exercício da direção superior na Companhia. f) Os dirigentes da Companhia quanto aos princípios e às normas pertinentes aos controles internos administrativos. e) Na verificação do desempenho da gestão. resultar em sugestões para tornar mais eficaz e com maior capacidade de atendimento às solicitações da gestão9. de forma amostral e multidisciplinar. Os auditores internos serão avaliados por ocasião de cada encerramento de trabalho de campo ordinário. consubstanciados em indicadores de desempenho. O Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna estará orientado aos objetivos e planos da Companhia11. ou preposto. à eficiência.

MAI g) No tocante aos mecanismos para o exercício do controle social sobre as ações. As funções de auditoria interna deverão ser segregadas das demais atividades na Companhia item 1. acórdão n. Os empregados auditores internos não poderão assumir responsabilidades operacionais extra-auditoria. do Titular da Unidade de Auditoria Interna e de seus gerentes. devidamente registrado no respectivo conselho profissional. por conseguinte. h) Na orientação aos profissionais da Companhia sobre julgados do Tribunal de Contas da União acerca da gestão pública. quando couber. inserido no Sistema de Avaliação Permanente do Desempenho da Companhia.404/76.157/2005-TCU-2ª Câmara e IIA n. no processo de prestação de contas anual da Companhia. que possa enfraquecer a objetividade. O Parecer da Unidade de Auditoria Interna. particularmente no que se refere à avaliação da execução dos programas e à avaliação da gestão no âmbito da Companhia. por intermédio da disponibilização de informações sobre as atividades desenvolvidas. cujas assinaturas ficarão a cargo. caso contrário haverá enfraquecimento da objetividade na medida em que seria auditada atividade sobre a qual aqueles profissionais teriam autoridade e responsabilidade12.2. 12 IIA n.Manual de Auditoria Interna . de forma excepcional.º 1130. Um trabalho de auditoria poderá incluir múltiplas tarefas ou atividades destinadas a satisfazer um conjunto específico de objetivos relacionados. bem como a adequação dos mecanismos de controle social em funcionamento no âmbito da Companhia. quando for o caso. não deverão ser tiradas conclusões como se de um trabalho de auditoria se tratasse13.214/2006-TCU-1ª Câmara. o Titular da Unidade de Auditoria Interna deverá informar os gestores superiores de que tal atividade não é um trabalho de auditoria e. TC-010.º 1130 A1-1 10 .º 1130 A1 e 1130 A1-2 13 IIA n. 1. Os empregados auditores internos não integrarão comissões de feitos administrativodisciplinares.2. Acórdão n° 1.240/2005-1. por amostragem.1. Se o auditor interno for solicitado.A1-1. do Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal assim como ao disposto na lei 6. A Unidade de Auditoria Interna deve avaliar de forma metodológica. i) Na verificação do alinhamento e da aderência das iniciativas aos objetivos estratégicos constantes do Mapa Estratégico Corporativo. os mecanismos de controle social previstos nos respectivos programas de governo. visando fortalecer este mecanismo complementar de controle. TC-010. para o desempenho de trabalho extra-auditoria. pois que se configura em situação de impedimento a designação de empregado da Unidade de Auditoria Interna para compor comissão de investigação.7 CONTROLE SOCIAL Deverão ser fomentadas condições para o exercício do controle social sobre os programas contemplados com recursos oriundos dos orçamentos da União. em geral.º 1. adequar-se-á às diretrizes emanadas do Tribunal de Contas da União.811/2002-8. sendo necessária a assinatura de pelo menos um contador. item 1. especificamente.

operando adequadamente. A TCE é um procedimento de exceção que visa apurar os fatos.8 TOMADA DE CONTAS ESPECIAL A Tomada de Contas Especial – TCE é um processo administrativo. possuem efetiva representatividade dos agentes sociais e realizam suas atividades de forma efetiva e independente. Nenhum trabalho de auditoria in loco. minimamente. patrimonial e operacional. poderá ser emitida nota técnica sobre os assuntos levantados.10 ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA O Regimento Interno da Companhia disporá.º 1210 A2-1 15 IIA n. se for o caso15. seja ele omissivo ou comissivo. a ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros. conclusões. identificar os responsáveis. conforme o caso14. recomendações e ações corretivas adotadas. o qual se configura na essência do ato de auditar. sobre duas gerências integrantes da Unidade de Auditoria Interna. A atuação da Unidade de Auditoria Interna sobre os processos de TCE dar-se-á em conformidade com as orientações e disposições próprias emanadas do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e do Tribunal de Contas da União. 1. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano à Companhia. quantificar o dano e obter o ressarcimento à Companhia. ainda. Após a diligência. instaurado pela autoridade administrativa competente. dos prejuízos que lhe foram causados. bens e valores públicos ou. definindo o ponto de controle sobre o qual se deve atuar. quando se configurar omissão no dever de prestar contas. poderá ser empreendido sem que haja o respectivo programa de auditoria. ou atendendo à solicitação da Ouvidoria ou da Corregedoria-Geral. a fim de subsidiar os exames a cargo da alta administração.Manual de Auditoria Interna . Quando a diligência tiver a finalidade de verificar in loco processos de trabalho. a não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela Companhia. devendo destacar se estão devidamente constituídos. de cunho ordinário. inclusive no apoio institucional ao Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. financeiro. será empreendida preferencialmente por auditor interno com formação em ciência da administração ou em ciências econômicas. 14 IIA n.MAI particularmente naqueles casos em que a execução das ações se realiza de forma descentralizada nas diferentes unidades da federação e nos municípios. 1. contendo as revelações. A minuta da nota técnica sobre fraude deverá ser submetida à Corregedoria-Geral – Coger. executado por dirigente ou empregado da Companhia. para análise e revisão. conforme o caso. 1.º 1210 A2-1 11 . no intuito de desenvolver ou aprimorar programa de auditoria.9 DILIGÊNCIAS As diligências promovidas pela Unidade de Auditoria Interna visam buscar informações e esclarecimentos externamente ou junto aos gestores e a empregados da Companhia sobre as razões que levaram à prática de qualquer ato orçamentário. a prática de qualquer ato ilegal.

as dispensas e as inexigibilidades. participar de 12 . f) Os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e do patrimônio sob responsabilidade das unidades organizacionais da Companhia. guardem.MAI 1. d) eficiência na utilização dos diversos computadores existentes na Companhia. Estão sujeitos à atuação da Unidade de Auditoria Interna quaisquer unidades organizacionais ou empregados. c) A aplicação e transferências de recursos da Companhia a entidades públicas ou privadas. b) A execução dos planos. d) Os contratos e convênios firmados por gestores da Companhia com entidades públicas ou privadas. documento ou informação poderá ser sonegado aos auditores internos. k) As iniciativas estratégicas e os indicadores de desempenho levados a efeito diante do Mapa Estratégico Corporativo. em consciência. constituindo-se objetos de exames amostrais os processos de trabalho. suas informações de entrada e de saída. financeira. usando nos relatórios e notas técnicas apenas informações de caráter consolidado. bens e valores da Companhia ou pelos quais a Companhia responda. g) Os atos administrativos que resultem direitos e obrigações para a Companhia. sendo-lhe vedado. com ênfase para: a) Sistemas administrativo-operacionais e os controles internos administrativos utilizados na gestão orçamentária. c) eficácia dos serviços prestados pela área de informática. Os processos de Tomadas de Contas Especial. b) segurança lógica e a confidencialidade nos sistemas desenvolvidos em computadores de diversos portes. Nenhum processo. execução de obras e fornecimento de materiais. gerenciem ou administrem dinheiros. contábil. para ações de cooperação. em nome desta. patrimonial. ou que. i) j) Verificação do cumprimento das normas internas e da legislação pertinente. devendo os profissionais da Unidade de Auditoria Interna guardar o sigilo das informações conforme previsto na normatização técnica. projetos e atividades que envolvam aplicação de recursos públicos federais.Manual de Auditoria Interna . prestação de serviços. h) Os sistemas eletrônicos de processamento de dados. sem identificação de pessoa física ou jurídica quando essas informações estiverem protegidas legalmente por sigilo. sendo vedada a obtenção de elementos comprobatórios de forma ilícita. e) Os processos de licitação. objetivando constatar: a) segurança física do ambiente e das instalações do centro de processamento de dados. O auditor interno respeita o valor e a propriedade da informação que recebe e não a divulga sem a devida autorização. arrecadem. inclusive na modalidade pregão. operacional e de pessoal. no desempenho de suas atribuições. que utilizem. programas. assuma obrigações de natureza pecuniária.11 ÁREAS DE ATUAÇÃO A área de atuação da Unidade de Auditoria Interna abrange todas as unidades organizacionais da Companhia Nacional de Abastecimento.

tendências e outros sinais. b) Visão (o que se quer da Unidade de Auditoria Interna?). encadeados logicamente de forma a direcionar o comportamento e o desempenho institucionais.Manual de Auditoria Interna . na condição de clientes da Unidade de Auditoria Interna.12 ORIENTAÇÃO À ESTRATÉGIA O Mapa Estratégico Corporativo traduz a missão. c) Valores que orientarão seus comportamentos. O objetivo do trabalho de auditoria inclui a promoção de controles internos administrativos eficazes. encontram-se explicitados neste Manual de Auditoria Interna e buscam tornar esta Unidade de Auditoria Interna um centro de excelência em controle. a visão e a estratégia da Companhia em um conjunto abrangente de objetivos.º 2330 A1-1 13 . 1. como um todo. destacam-se: 16 IIA n. a Unidade de Auditoria Interna deve realizar suas atividades com foco nos resultados almejados estrategicamente pela Companhia. bem como de definir. a custos razoávies. É vedado a qualquer empregado em exercício na Unidade de Auditoria Interna a extração de cópia pessoal de relatório de auditoria ou de nota técnica e dos respectivos papéis de trabalho (file = programa de auditoria + elementos comprobatórios). que se configura em ferramenta destinada a apresentar. emanados da Administração Superior da Companhia. com ênfase na visão dos programas de governo como fator básico de organização da função pública. para o qual se utilizará de metodologia de planejamento específica. na gestão como mobilização organizacional para o alcance desses resultados e no Mapa Estratégico Corporativo.MAI atividades ilegais ou em atos que descreditem a Unidade de Auditoria Interna ou a Companhia. de forma lógica e estruturada. em prol do fortalecimento da gestão. à guisa de questões fundamentais para o fortalecimento institucional da Unidade de Auditoria Interna num horizonte temporal de longo prazo. relativamente ao exercício financeiro da execução da respectiva auditagem. em meio físico ou em meio magnético. O aprendizado coletivo da Unidade de Auditoria Interna deverá fomentar a capacidade de interagir sistematicamente com o ambiente e identificar mudanças. Para o cumprimento de suas atribuições e alcance de suas finalidades. A Unidade de Auditoria Interna encaminhará todas as denúnias recebidas à Ouvidoria. Os propósitos e a visão. riscos. deverão ter clareza sobre: a) Propósito (para que existe a Unidade de Auditoria Interna?). priorizar e comunicar esforços que favoreçam a criação de valor para os auditados. sendo arquivada pelo prazo de 5 (cinco) anos a contar do julgamento da Prestação de Contas Anual da Companhia. Quanto às crenças e aos valores que orientarão a conduta dos auditores internos rumo ao desenvolvimento de uma cultura orientada a resultados. pois que esta documentação é propriedade da Companhia. permanecendo sob o estrito controle da Unidade de Auditoria Interna e estando acessível apenas a pessoal autorizado16. oportunidades. as diretrizes organizacionais de médio e longo prazo. Os auditores internos. para fins de avaliação da admissibilidade quanto à oportunidade e ao custo/benefício de um possível esforço apuratório.

nacionais e internacionais. k) Gestão participativa. PLANEJAMENTO O planejamento é a etapa fundamental para o sucesso do trabalho do auditor interno. d) Bom senso e justiça. 2. poderá contar com recursos externos nos casos em que se verificar a necessidade de conhecimentos adicionais ou outro domínio de técnicas. g) Obediência às normas internas. A materialidade refere-se ao montante de recursos orçamentários ou financeiros alocados por uma gestão. sendo imprescindível que seja alocado o tempo adequado para sua realização.MAI a) Parceria. 2. h) Baixo custo operativo.1 MATERIALIDADE. Valorização das pessoas. É recomendável o intercâmbio multidisciplinar de informações e metodologias de trabalho entre profissionais auditores internos governamentais. Qualidade e profissionalismo. A tentativa de abreviar o tempo destinado ao planejamento muitas vezes redunda em problemas na execução. que poderão provocar acréscimo no tempo total de realização do trabalho. e n) Melhoria contínua. além de repercussões negativas em sua qualidade. no seu esforço de planejamento.º 2230-1 14 . em um específico ponto de controle (unidade organizacional. m) Constância de propósitos. RELEVÂNCIA E CRITICIDADE As variáveis básicas a serem utilizadas pela Unidade de Auditoria Interna em seu processo de planificação dos trabalhos são: a) Materialidade. devendo os auditores internos da Companhia interagirem com profissionais assemelhados de outras organizações públicas e privadas. e) Trabalho em equipe. c) Socialização de conhecimentos técnicos. 17 IIA n. e c) Criticidade. matérias e metodologias17. b) Comprometimento ético com o auditado (cliente). b) Relevância. i) j) l) Inovação.Manual de Auditoria Interna . f) Melhores informações para os auditados. A Unidade de Auditoria Interna.

b) Conceituação. etc.º 2010-1 19 IIA n. processo de trabalho. O programa de auditoria é uma definição ordenada de objetivos.2 PLANO ANUAL DE ATIVIDADES DE AUDITORIA INTERNA – PAINT As prioridades do planejamento anual das atividades da Unidade de Auditoria Interna serão fundamentadas em análise de riscos. situação ou unidade organizacional.MAI sistema. dos pontos fracos de uma organização. automaticamente. as despesas com diárias e passagens dele decorrentes. A criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou potenciais a ser controlado. 2. Representa o perfil organizado. identificadas em uma determinada unidade organizacional ou programa de governo. Essa abordagem leva em consideração o caráter relativo dos valores envolvidos. Ao ser aprovado o PAINT. dos pontos de controle com riscos operacionais latentes. consistente com os objetivos da Companhia18. programa de governo ou ação) objeto dos exames pelos empregados auditores internos.Manual de Auditoria Interna . por não conformidade às normas internas. destinado a orientar a equipe de auditoria. A relevância significa a importância relativa ou papel desempenhado por uma determinada questão. 18 IIA n. área.º 2240 A1-1 15 . facultando-se-lhe. de uma situação de gestão. já estarão autorizadas pela alta administração. 2. a condição imprópria. precipuamente. ainda. É um plano de ação detalhado e se destina. sugerir oportunamente complementações quando as circunstâncias o recomendarem. a ser elaborado segundo orientações técnicas emanadas do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. O programa de auditoria será estruturado de forma padronizada e conterá minimamente: a) Sistema organizacional a ser auditado. Expressa a não-aderência normativa e os riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos utilizados. Deve-se levar em consideração o valor relativo de cada situação indesejada. determinação de escopo e roteiro de procedimentos detalhados. existentes em um dado contexto. configura-se na essência operacional do trabalho de auditagem relativamente a uma área específica da Companhia ou à gestão de determinado sistema organizacional e deve estabelecer os procedimentos para a identificação. das fraquezas.3 PROGRAMA DE AUDITORIA Constitui-se no objetivo final do planejamento. por ineficácia ou por ineficiência. por área. a orientar adequadamente o trabalho do auditor interno. O planejamento anual dos trabalhos será consubstanciado no Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna – PAINT. Trata-se da composição dos elementos referenciais de vulnerabilidade. análise. c) Áreas envolvidas. A criticidade é ainda. avaliação e registro da informação durante a execução do trabalho19.

caso necessário.Manual de Auditoria Interna . antes do início de trabalho de campo20. sempre que surgirem questões relevantes que 20 IIA n. em campo. Para auxiliar na utilização do programa de auditoria. e) Objetivos. Campo para observações dos auditores internos. É desejável. As marcas a serem utilizadas são: a) Conforme documento original examinado ( Ø ) b) Conforme registro do sistema informatizado () c) Conferido ( √ ) d) Cálculo conferido ( Σ ) e) Ponto de relatório ( X ) É importante que os programas de auditoria indiquem claramente o significado de cada marca ou símbolo empregado. sobre a conveniência de ampliar os exames (testes de auditoria) quanto à extensão e/ou à profundidade. ainda. A principal função de tais marcas é evidenciar qual o tipo de revisão que foi efetuada sobre aquele item marcado.MAI d) Período. Procedimentos.º 2240 A1-1 21 IIA n. Deve ser suficientemente discutido no âmbito da Unidade de Auditoria Interna e ser aprovado por seu titular ou seu delegado.º 2330-1 16 . que o programa de auditoria seja suficientemente flexível para permitir adaptações tempestivas. serão utilizadas marcas (símbolos) usuais de verificação denominadas tick-marks21. h) Custos envolvidos. Os empregados auditores internos dispensarão ao preparo dos programas de auditoria todo o cuidado e o empenho necessários para que o resultado final atinja o padrão de qualidade técnica almejado. m) Conceito dos auditores internos. i) j) l) Tick-marks utilizadas. f) Cronograma dos trabalhos. A utilização criteriosa do programa de auditoria permitirá à equipe avaliar. n) Orientações gerais. g) Equipe de auditores internos. O programa visa definir os meios mais econômicos. k) Questionário de Avaliação .Controles Internos Administrativos (QACI). eficientes e oportunos para se atingir os objetivos da auditoria.

Os papéis de trabalho serão arquivados em file.Manual de Auditoria Interna . pelo período de 5 (cinco) anos contados do julgamento. acrescido dos elementos comprobatórios (formulários. da prestação de contas anual da Companhia. 22 IIA n. fitas. por escrito.º 2330-1 17 .º 2330 A1-1 25 IIA n. do relatório respectivo.º 2330-1 24 IIA n. de utilização obrigatória nas avaliações de natureza operacional e facultativa nas demais modalidades de trabalho realizadas pela Unidade de Auditoria Interna. assuntos desprovidos de suporte comprobatório em papéis de trabalho. ao conhecimento da Unidade de Auditoria Interna e receber a devida análise22. d) Limpeza. É recomendável que o novo programa de auditoria seja submetido a pelo menos um teste-piloto. caso contrário. na Unidade de Auditoria Interna. Não serão reportados em relatório ou nota técnica. e se constituem na evidência do trabalho executado e no fundamento da opinião da equipe de auditoria.) coletados in loco. constituirse-á em grave imperícia técnica. portanto. Qualquer modificação deve ser levada.º 2240 A1-1 23 IIA n. relativamente ao exercício financeiro da execução da respectiva auditagem.4 PAPÉIS DE TRABALHO – PT Os empregados auditores internos deverão registrar a informação relevante para fundamentar as conclusões e avaliações adequadas23. Os papéis de trabalho constituem a prova de validade dos exames efetuados e. no registro permanente do trabalho efetuado pela equipe. c) Clareza.. documentos. disquetes. e devem possuir os seguintes atributos: a) Abrangência. É com base nos papéis de trabalho que o auditor interno irá relatar suas conclusões. discos. consequentemente. Ferramenta útil para facilitar a elaboração conceitual do trabalho e subsidiar as decisões sobre a estratégia metodológica a ser empregada é a matriz de planejamento.MAI justifiquem as alterações propostas. Os papéis de trabalho podem ser em papel. 2. Se os papéis de trabalho de auditoria forem em suporte diverso do papel. devendo permanecer sob rigoroso controle da Unidade de Auditoria Interna e devem ser acessíveis somente a pessoal autorizado. conforme o caso. deve-se providenciar a obtenção de cópias de segurança25. b) Objetividade. aí incluídos os auditores do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e do Tribunal de Contas da União24.. filmes ou outros suportes. A custódia dos papéis de trabalho ficará a cargo da Unidade de Auditoria Interna. constituindo-se. especialmente diante da elevada complexidade e da falta de manualização ou de informações precisas a respeito do objeto da auditoria. por exemplo. Os papéis de trabalho de auditoria são propriedades da Companhia. Os papéis de trabalho – PT constituem-se no conjunto formado pelo programa de auditoria utilizado. pela regularidade. CD.

Os papéis de trabalho. e) Facilitar e fornecer um meio de revisão do trabalho por parte dos gerentes e do Titular da Unidade de Auditoria Interna. em casos em que a ação. d) Fundamentar e servir de suporte à minuta do relatório de auditoria ou da nota técnica. de forma que se entenda onde o auditor interno pretende chegar com seus apontamentos. 2. torna-se impraticável. a fim de se obter detalhes relacionados com a atividade de auditoria realizada. o auditor interno deve levar em consideração os seguintes imperativos de apresentação: a) Devem ser concisos de forma que outro leitor entenda sem a necessidade de explicações da pessoa que os elaborou. c) Devem estar limpos de forma a não prejudicar o seu entendimento. o Questionário de Avaliação dos Controles Internos Administrativos – QACI conterá indicação de normativos ou de julgados do Tribunal de Contas da União no intuito de facilitar os trabalhos de campo e de evitar que itens importantes possam passar despercebidos na auditagem.Manual de Auditoria Interna . até mesmo em termos de custo/benefício. contendo os programas de auditoria. b) Devem ser objetivos. de modo a assegurar que os auditores externos se satisfaçam tecnicamente.MAI Quando da elaboração dos papéis de trabalho. e) Devem ser completos. estarão acessíveis aos auditores do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e do Tribunal de Contas da União. por si só. g) Fornecer orientação para futuros trabalhos. 26 IIA n. c) Evidenciar o trabalho feito e as conclusões emitidas. f) Constituir um registro que possibilite consultas posteriores.5 AMOSTRAGEM O método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a realização de ações da Unidade de Auditoria Interna em situações onde o objeto alvo da ação se apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de maneira bastante pulverizada.º 2050-1 18 . na seqüência natural do objetivo a ser atingido. Sempre que possível. em termos de confiabilidade do trabalho anteriormente empreendido pelos auditores internos26. no intuito de averiguar a consistência interna do trabalho e se os registros na minuta do relatório são úteis e relevantes. A amostragem é também aplicada em função da necessidade de obtenção de informações em tempo hábil. na sua totalidade. São as seguintes as finalidades dos papéis de trabalho: a) Racionalizar e auxiliar na execução do trabalho. d) Devem ser elaborados de forma lógica quanto ao raciocínio. Os papéis de trabalho serão revisados pelo Gerente de Auditoria e confrontados com a minuta de relatório. b) Garantir o alcance dos objetivos.

todos os elementos da população devem ter igual oportunidade de fazer parte da amostra.Manual de Auditoria Interna . com a utilização da amostragem. Outra razão é o fato de que. bem como a generalização dos resultados obtidos através da amostra para a população. 14 do Decreto-lei n. mesmo que a população não seja pequena. devendo conter em proporção tudo o que a população possui qualitativa e quantitativamente. Porém. como um todo. isto é. observando apenas uma parte do mesmo (amostra). para ser boa. Onde os recursos humanos e materiais são escassos a amostragem se torna imprescindível. existem casos onde não se recomenda a utilização de amostragem. Essa limitação faz com que o método não sirva de suporte para uma argumentação. Uma dessas razões é a economicidade dos meios. pode-se dar mais atenção aos casos individuais. O método de amostragem se subdivide em dois tipos: o probabilístico e o nãoprobabilístico. ela deve possuir as características de todos os elementos da mesma. principalmente. Potencialmente. na experiência do profissional auditor interno. a amostra obtém essa característica quando ela é tomada ao acaso. A principal característica do método de amostragem não-probabilístico é que este se baseia. que depende da forma de seleção e do tamanho da população. A amostragem tem como objetivo conhecer as características de interesse de uma determinada população a partir de uma parcela representativa. Existem várias razões que justificam a utilização de amostragem em levantamentos de grandes populações.MAI O auditor interno. a confiabilidade dos dados é maior devido ao número reduzido de elementos. ou seja. sendo assim. uma amostra. reforçada pelo art. bem como ter conhecida a probabilidade de ocorrência de cada elemento na sua seleção. reduzirá a população a dimensões menores. Além disso. visto que a extrapolação dos resultados não são passíveis de demonstração segundo às 19 . e c) Quando há necessidade de alta precisão recomenda-se fazer censo. sem perda das características essenciais. É um método utilizado quando se necessita obter informações sobre um ou mais aspectos de um grupo de elementos (população) considerado grande ou numeroso. de 27 de fevereiro de 1967. tornando o trabalho do profissional auditor interno bem mais fácil e adequado. Outro fator de grande importância é o tempo. tem de ser representativa. pois onde as informações das quais se necessitam são valiosas e tempestivas. E tem de ser imparcial. caso esta seja representativa. tais como: a) Quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente grande. ao recorrer a uma amostra. A representatividade é uma característica fundamental para a amostra. o uso de amostra também se justifica. evitando erros nas respostas. que nada mais é do que o exame da totalidade da população. a aplicação de tratamento estatístico a seus resultados se torna inviável. Para uma amostra ser considerada representativa de uma população. a operacionalidade em pequena escala torna mais fácil o controle do processo como um todo. b) Quando as características da população são de fácil mensuração. As informações obtidas dessa parte somente poderão ser utilizadas de forma a concluir algo a respeito do grupo.º 200.

O elemento primordial para se elaborar um plano amostral é saber exatamente qual o objetivo da ação de controle. Na utilização da tábua de números equiprováveis. o uso de uma tábua de números equiprováveis.MAI normas de cálculo existentes hoje. em papéis de trabalho. Na amostragem não-probabilística. Pois quando os objetivos da ação estão bem definidos fica claro o estabelecimento de qual é a população alvo a ser considerada para a elaboração da amostra. em auditoria interna. para a seleção desta. pois que dificultam a demonstração da imparcialidade. do número da coluna (1 a 5) e do número da linha (1 a 13). Uma dessas formas é a Amostra Aleatória Simples que tem como característica que cada elemento da população tem a mesma chance de pertencer à amostra. ou seja. se faz necessário dispor de técnicas mais sofisticadas na obtenção do tamanho e seleção da amostra. bem como todas as suas considerações a priori. também denominada de tábua de números aleatórios.Manual de Auditoria Interna . a qual integrará os papéis de trabalho. se na seleção da amostra não for garantida a aleatoriedade 27 IIA n. é importante que a seleção dos elementos da amostra seja rigorosamente aleatória. para a partir daí ser definido o método de amostragem a ser adotado. na busca exploratória de informações ou sondagem. O planejamento deverá ser documentado27. sendo recomendável. Já o método de amostragem probabilística tem como característica fundamental o fato de poder ser submetido a tratamento estatístico. ou seja. Além disso. Considerase para isso que os elementos da população em questão estão distribuídos de maneira uniforme. Deve-se evitar a utilização de programas de informática ou de máquinas geradoras de números aleatórios. à guisa de comprovante da lisura e da imparcialidade do procedimento adotado pelo auditor interno. quer das estratificações. a amostragem estatística conta com uma série de formas diferentes de obtenção do tamanho da amostra. com o registro do número da tábua (de 1 a 3). o tamanho usual da amostra corresponde a 10% ou 15% da população alvo. os quais deverão ser escolhidos. Nas demais formas ou métodos de amostragem.º 2210-1 20 . Torna-se mais fácil a aplicação dessa técnica em auditoria interna quando os itens da população são ordenados numericamente e dispostos numa tabela impressa. quando se deseja obter informações detalhadas sobre questões particulares. preferencialmente. os itens. quer da população total (até 99 elementos). os resultados obtidos na amostra generalizáveis para a população. sem os quais fica impraticável o uso da técnica. Para tanto. tal como. portanto. são efetuadas de modo aleatório. durante um espaço de tempo específico. do procedimento adotado pelo profissional auditor interno. bem como a definição das unidades de amostragem (elementos). essa exigência é necessária pois. Contudo. pelo fato dos elementos não se processarem de maneira homogênea na população. Para se obter uma amostra se faz necessário obter alguns elementos fundamentais. sendo. o máximo que se admitirá de erro para os resultados obtidos na amostra. Outro fator importante a ser definido anteriormente é a precisão que se deseja. A partir do conhecimento da população objeto de estudo e seus elementos é que se torna possível conhecer como essa população se distribui entre os seus elementos. pelo cliente auditado. é inegável a sua utilidade dentro de determinados contextos. o que se deseja obter com os resultados e de posse deles a quais conclusões deseja-se chegar.

controle. A fraude engloba um conjunto de irregularidades e ilegalidades caracterizado pelo engano intencional. c) Risco tecnológico (equipamentos. ou seja. pelo fato do acesso às mesmas somente ser possível no ato da ação de controle. sendo portanto necessário o estudo de cada caso em separado. por tipos de ocorrência. e sem aleatoriedade é tendenciosa. sistemas. os testes tem base no julgamento pessoal do auditor interno. Ou mesmo. método de amostragem escolhido. São as seguintes as espécies de riscos operacionais: a) Risco humano (erro não-intencional. Nestes casos. encobertamento ou violação da confiança.MAI significa que o servidor está influenciando com seu juízo pessoal na escolha dos elementos da amostra e colocando assim em risco todo o trabalho realizado. ou seja pelo fato de se levar muito tempo para essas serem concluídas. ou ainda. com a definição prévia do risco que se deseja assumir. o qual efetua a seleção dos itens subjetivamente. uma amostra mal dimensionada. fraude). técnico). Existem situações onde não é possível a obtenção de informações a respeito da população e sua distribuição. calcado principalmente na sua capacidade e experiência profissionais. 2. ou estadual. caso seja a nível nacional. Tais situações específicas devem ser devidamente estudadas pois essas tabelas não são de aplicação generalizada. transação. conformidade. Pode ser perpetrada em 28 IIA n. pois as informações obtidas a partir daquela amostra enviesada irá trazer resultados equivocados a respeito do universo em questão.Manual de Auditoria Interna . b) Risco de processo (modelagem. Existem situações em que a natureza e qualidade dos itens a serem testados não permitem a utilização de amostragem estatística ou os motivos da realização da auditagem torna desnecessária a imparcialidade. sob a motivação de suspeito de erros. durante a fase do planejamento da auditoria. qualificação. mensurando as vantagens e desvantagens da sua utilização. através do qual o tamanho da amostra é dimensionada. qual o limite máximo de itens ou elementos irregulares aceitáveis para se considerar uma situação regular. A utilização dessas tabelas deve ser feita com muito critério.º 2210-1 21 . e do fato de que o Pedido de Ação de Controle é disponibilizado conforme o Plano Amostral elaborado é necessário que o planejador da ação conste no relatório final de acompanhamento todas as considerações adotadas na elaboração do mesmo. é usual a utilização de tabelas aplicadas ao Controle Estatístico de Qualidade.6 RISCOS OPERACIONAIS A avaliação do risco. Sendo assim. ou municipal. divisões da população. pois os resultados obtidos das amostras provenientes delas são bastante específicos. margem de erro. impropriedades/disfunções e fraudes. confiabilidade da informação). destina-se à identificação de áreas e sistemas relevantes a serem auditados28. Diante do exposto. seja pelo fato de a obtenção dessas informações ser muito dispendiosa. Ou seja. levando o servidor a conclusões errôneas. tais como: nível de confiança.

poder-se-á utilizar o Diagrama de Avaliação de Risco. Como ferramenta para a avaliação de riscos. O principal mecanismo para o desencorajamento da fraude são os controles internos administrativos. permitindo ao auditor interno delinear um planejamento de auditoria capaz de testar os controles mais significativos para as questões de auditoria que se mostrarem materialmente e criticamente relevantes. que estabelece o impacto potencial e as probabilidades de ocorrência dos riscos identificados. de conseqüências de baixa gravidade. A avaliação do risco é utilizada para identificar as áreas mais importantes dentro do seu âmbito de atuação. A responsabilidade primeira pelo estabelecimento e manutenção de controles pertence à gestão a custos razoáveis30. Os riscos que além de alto impactos.º 1210 A2-2 22 . denominada Pasta Permanente. 2. defrontar-se com tais ocorrências. atualizadas e digitalizadas para subsidiar os trabalhos dos empregados auditores internos. merecerão imediatas medidas saneadoras. a legislação federal aplicável à Companhia e os principais acórdãos do Tribunal de Contas da União.MAI benefício de pessoas ou em prejuízo da organização e por pessoas tanto externamente como integrantes da Companhia29. Os riscos de alto impacto poderão requerer a adoção de medidas saneadoras. apresentarem alta probabilidade de ocorrência. Apesar de não ser o objetivo primordial das atividades da Unidade de Auditoria Interna a busca de fraudes. de forma a sistematizar e estruturar informações de riscos sobre o ambiente de análise. o auditor interno deve estar consciente da probabilidade de. prestar especial atenção às transações ou situações que apresentem indícios de fraudes e. com ou sem redirecionamento de condutas/procedimentos. entre outros documentos. quando obtida evidências. Trata-se de novo paradigma. 29 IIA n. ou seja. Compete-lhe assim. A auditoria com foco em resultados e centrada no risco acrescenta mais valor à organização do que uma auditoria centrada apenas nos aspectos de conformidade.Manual de Auditoria Interna .º 1210 A2-1 30 IIA n. no decorrer dos exames e testes. O desencorajamento da fraude consiste em ações tomadas tempestivamente para dissuadir práticas fraudulentas e limitar os riscos operacionais.7 PASTA PERMANENTE A Unidade de Auditoria Interna manterá informações úteis. poderão ser aceitos e monitorados. a ser disponibilizada no espaço específico da Unidade de Auditoria Interna na intranet. Os riscos considerados de baixo impacto. comunicar o fato à alta administração para a adoção das medidas corretivas cabíveis. medir e priorizar os riscos para possibilitar a focalização das áreas auditáveis mais significativas. Avaliar risco em auditoria interna significa identificar. A Pasta Permanente conterá. que significa ampliar a perspectiva da auditoria interna para abarcar as técnicas de gestão de riscos aos programas de auditoria e de avaliação de natureza operacional.

valores e livros considerados indispensáveis ao cumprimento de suas atribuições. no exercício de suas funções. serão destinadas pelo menos 8% das horas anuais trabalhadas para a realização de treinamentos33. A formação continuada pode ser obtida pela freqüência a conferências. ou outras postas à disposição pelo Institute of Internal Auditors. EXAME O auditor interno. não são suficientes para garantir que a fraude será detectada36. capacidades e outras competências mediante um desenvolvimento profissional contínuo31. Por outro lado. 3. 31 IIA n. o fato deverá ser comunicado. Não se espera que o auditor interno tenha domínio de um conhecimento equivalente a um profissional cuja principal responsabilidade seja a detecção e a investigação de práticas fraudulentas. Quando houver limitação da ação auditorial. os procedimentos de auditoria interna por si só. coletivamente. documento ou informação. É responsabilidade do auditor interno manter um conhecimento sobre espécies de fraudes praticadas no histórico de vida organizacional e. de imediato. A independência permite ao auditor interno promover julgamentos imparciais e sem preconceitos37. assim como a documentos. nenhum processo.º 692/94 TCU/Plenário 34 IIA n.º 1230-1 33 Decisão n. desta forma.º 1100-1 38 IIA n.8 DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL CONTINUADO Os auditores internos deverão aperfeiçoar seus conhecimentos. não lhe podendo ser sonegado.º 1210 A2-1 37 IIA n. devendo o empregado guardar o sigilo das informações. Os profissionais da Unidade de Auditoria Interna deverão possuir.MAI 2. estar apto a identificar futuros indicadores de fraude35. por escrito. sob qualquer pretexto. ao nível gerencial máximo da unidade organizacional auditada.Manual de Auditoria Interna . programas de formação interna e participação em projetos de pesquisa32. A Companhia deve encorajar e patrocinar os empregados auditores internos a demonstrar sua proficiência mediante da obtenção do Certified Internal Auditor – CIA. terá livre acesso a todas as dependências da Companhia. os conhecimentos e dominar as técnicas e as matérias essenciais à prática da profissão na Companhia34.º 1210 A2-1 36 IIA n.º 1210-1 35 IIA n. cursos universitários.º 1230-1 32 IIA n.º 1130-1 23 . além disso. seminários. solicitando as providências necessárias38. mesmo quando executados com zelo profissional.

A Unidade de Auditoria Interna executa outros trabalhos demandados pela Diretoria Colegiada e pelos Conselhos de Administração e Fiscal.MAI O auditor interno deverá ser prudente na utilização e proteção da informação obtida no desempenho de suas atividades. classificam-se em: a) Auditoria de avaliação da gestão: esse tipo de auditoria objetiva emitir opinião com vistas à elaboração do Parecer da Unidade de Auditoria Interna no processo de prestação de contas anual da Companhia. Não deverá utilizar a informação para benefício próprio ou que de outra forma estaria em desacordo com as normas internas da organização ou em detrimento dos objetivos legítimos da Companhia. não inseridos nessa classificação. atendendo às diretrizes do Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. eficiência. Objetivam obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis e financeiros foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originárias refletem. efetividade e eqüidade da gestão orçamentária. sendo realizadas para atender solicitação expressa de autoridade competente. Os trabalhos de auditoria. mediante procedimentos específicos explicitados em programa de auditoria. pertinentes ao controle do patrimônio.º 2010-1 24 . operacional. Nesses casos. com o objetivo de se atuar tempestivamente sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade organizacional. inclusive de natureza operacional. a situação econômico-financeira do patrimônio. 3. eficácia. Os trabalhos de auditoria tradicionais serão executadas das seguintes formas: 39 IIA n. de natureza incomum ou extraordinária.1 ESPÉCIES DE AUDITORIA A finalidade clássica da atividade de auditoria interna governamental é comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos administrativos e avaliar os resultados alcançados. os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. que geram relatórios. poder-se-á dispensar a existência prévia de programa de auditoria39. financeira. quanto aos aspectos de economicidade. e d) Auditoria especial: objetiva o exame não previsto de fatos ou situações consideradas relevantes. relativamente ao exercício findo. adequadamente. na forma de nota técnica. patrimonial. serão destinados à Alta Administração da Companhia. contábil e finalística das unidades organizacionais e da Companhia como um todo. em seus aspectos mais relevantes. c) Auditoria contábil-financeira: compreende o exame in loco e/ou à distância (via SIAFI) dos registros e documentos e na coleta de informações e confirmações. evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou prevenindo gargalos ao desempenho da missão institucional da Companhia. b) Auditoria de acompanhamento da gestão: realizada ao longo dos processos de gestão.Manual de Auditoria Interna . cujos resultados das avaliações.

inclusive de caráter administrativo/operacional. é o conjunto integrado de componentes de controle e atividades utilizados pela Companhia para alcançar os seus objetivos e metas40. preventivamente. d) Incrementar a eficiência operacional e promover a obediência às normas internas. b) Detectores (para detectar e corrigir fatos indesejáveis já ocorridos). b) Integrada – executada em conjunto com empregados da Companhia. ao cometimento de erros.º 2100-1 25 . Os controles internos podem ser: a) Preventivos (buscam evitar que fatos indesejáveis ocorram). externos à esta Unidade de Auditoria Interna. Um controle interno é qualquer ação adotada pelo gestor no intuito de reforçar a possibilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam alcançados. f) Propiciar informações oportunas e confiáveis. métodos ou procedimentos adotados pela Companhia ou por uma de suas unidades organizacionais. sobre os resultados e efeitos atingidos. são objetivos dos controles internos: a) Salvaguardar os ativos de prejuízos decorrentes de fraudes ou de erros não intencionais. desperdícios. organizam. para aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas sejam atingidos.MAI a) Direta – trata-se das atividades de auditoria executadas diretamente por empregados desta Unidade de Auditoria Interna da Companhia. b) Antecipar-se. normas e procedimentos da Companhia. 3.º 2100-1 41 IIA n. c) Compartilhada – coordenada pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal com o auxílio de empregados auditores internos da Companhia. compreendendo tanto a Alta Administração como os níveis gerenciais apropriados. Em linhas gerais. O conceito de controles internos administrativos. c) Assegurar a validade e integridade dos dados financeiros e contábeis que serão utilizados pela gerência para a tomada de decisões.Manual de Auditoria Interna . c) Diretivos (para provocar ou encorajar a ocorrência de um fato desejável)41. relacionados com a eficiência operacional e obediências às diretrizes estratégicas.2 CONTROLES INTERNOS ADMINISTRATIVOS Devem ser entendidos como quaisquer ações. e) Assegurar aderência às diretrizes estratégicas. dirigem e controlam o desempenho de maneira a possibilitar com razoável certeza essa realização. ou sistema de controles internos. 40 IIA n. A Alta Administração e a gerência planejam. abusos e práticas antieconômicas e fraudes. planos.

º 2100-2 26 . e) Política e prática da gestão de pessoas. c) Delegação de poderes e definição de responsabilidades: a delegação de competência. O ambiente organizacional favorece a consciência sobre os controles internos administrativos. conforme previsto em lei. se apropriado. d) A delegação de responsabilidades.1)Seleção e treinamento de forma criteriosa e sistematizada. b) Filosofia e estilo de gestão. c) Estrutura organizacional. com 42 IIA n. avaliar as práticas relativas à segurança da informação e recomendar. f) Competência técnica dos profissionais. e o ato de delegação deverá indicar. fomentado pelas atitudes e ações dos gestores e empregados. treinamento e rodízio de funcionários: a eficácia dos controles internos administrativos está diretamente relacionada com a competência. É imprescindível haver uma política de pessoal que contemple: b.º 1210 A2-1 43 IIA n. sistemas e operações.2)Rodízio de funções. inclui: a) Valores éticos compartilhados. atividades. inclusive. buscando melhor rendimento e menores custos.Manual de Auditoria Interna . Os controles internos administrativos implementados na Companhia têm caráter prioritariamente preventivo. o incremento ou a implementação de novos controles e salvaguardas. projetos. b) Qualificação adequada. efetividade e eqüidade. b. com vistas a assegurar maior rapidez e objetividade às decisões.43 Na avaliação dos controles internos administrativos na Companhia. e g) Canais de comunicação capazes de dar à gestão informações adequadas e fidedignas. eficiência. A Unidade de Auditoria Interna deverá. e b.MAI g) Permitir a implementação de programas. a Unidade de Auditoria Interna deverá levar em consideração: a) Relação custo/benefício: consiste na avaliação do custo de um controle em relação aos benefícios que ele possa proporcionar.42 Um necessário ambiente de controle na Companhia. com vistas a reduzir/eliminar possibilidades de fraudes. como forma. periodicamente. visando economicidade.3)Obrigatoriedade de funcionários gozarem férias regularmente. e se prestam como instrumentos auxiliares de gestão relativamente a todos os níveis hierárquico-organizacionais. eficácia. será utilizada como instrumento de descentralização administrativa. de evitar a dissimulação de irregularidades. formação profissional e integridade do pessoal.

1) Existência de estatuto ou regimento e organograma adequados. claramente determinados. A Unidade de Auditoria Interna se constitui em um elemento de controle. a avaliação da força da prova dos documentos que suportaram os registros. observado o seguinte: c.MAI precisão. etc. determinar uma menor extensão e profundidade dos próprios testes. relacionados com a finalidade da unidade ou entidade e autorizados por quem de direito. que tem como um de seus objetivos a avaliação dos controles internos administrativos da Companhia. leis. Quanto maior for o grau de adequação dos controles internos administrativos aferidos pelas respostas aos questionamentos. financeiros e operacionais.Manual de Auditoria Interna . ou seja. e c. planos. de tal forma que nenhuma pessoa detenha competências e atribuições em desacordo com este princípio. ainda. execução. normas. f) Controles sobre as transações: é imprescindível estabelecer o acompanhamento dos fatos contábeis. controle e contabilização. também. regulamentos e procedimentos administrativos. em que a definição de autoridade e conseqüentes responsabilidades sejam claras e satisfaçam plenamente as necessidades da organização. na via de conseqüência. menor será a vulnerabilidade. a autoridade delegante.2) Existência de manuais de procedimentos e rotinas. relacionados com a finalidade da unidade ou entidade. que considerem as funções de todos os setores da Companhia. Existem limitações inerentes aos controles internos administrativos. podendo-se dispensar. e g) Aderência a diretrizes e normas legais: o controle interno administrativo deve assegurar observância às diretrizes. claros e objetivos e emitidos por autoridade competente. as quais devem ser reconhecidas ao se considerar a eficácia de qualquer meio de controle. como interpretação errônea de instruções. procedimentos e instruções sejam disciplinados e formalizados por meio de instrumentos eficazes e específicos. 27 . e que os atos e fatos de gestão sejam efetuados mediante atos legítimos. conluio. testes adicionais de auditoria ou. delegada e o objeto da delegação. e) Instruções devidamente formalizadas: para atingir um grau de segurança adequado é indispensável que as ações. negligência. d) Segregação de funções: a estrutura das unidades organizacionais deve prever a separação entre as funções de autorização ou aprovação de operações. na Companhia. tendo em vista a possibilidade de ocorrência de falhas humanas. objetivando que sejam efetuados mediante atos legítimos. A avaliação preliminar dos controles internos pela aplicação do Questionário de Avaliação dos Controles Internos Administrativos – QACI poderá incluir. devendo ser.

Os Questionários de Avaliação dos Controles Internos – QACI são ferramentas adequadas para os testes de observância. previamente especificados pela Alta Administração nas normas internas.uso de entrevistas e questionários junto ao pessoal da unidade organizacional auditada. Os testes substantivos são procedimentos que objetivam obter evidências que corroborem a validade e propriedade dos atos e fatos administrativos. em testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. e b) Testes substantivos. c) Conciliações (confronto de registros de fontes diferenciadas). para a obtenção de dados e informações. d) Exame dos registros.MAI 3. Visam. Visam. atos formalizados e documentos avulsos. e) Análise documental. h) Corte das operações (cut-off). à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela Companhia estão em efetivo funcionamento e cumprimento. dividindo-se. com registro fotográfico. quanto à extensão e à profundidade. O objetivo do teste de observância é proporcionar ao auditor interno razoável segurança quanto à efetiva utilização dos procedimentos previstos como controles internos administrativos. se possível). exatidão e validação dos dados produzidos pelos sistemas administrativos e contábil da Companhia. assegurando razoável grau de certeza quanto à conformidade ou a existência de impropriedades. portanto. portanto. Depende da decisão do auditor interno o dimensionamento do escopo dos testes substantivos a serem realizados. b) Análise documental . f) Conferência de cálculos. à obtenção de evidências quanto à suficiência.exame de processos.3 TESTES E TÉCNICAS DE AUDITORIA Os testes que caracterizam os procedimentos de auditoria interna são classificados em duas espécies: a) Testes de observância (também denominados de aderência ou de conformidade). i) j) Rastreamento. g) Entrevistas (indagação escrita ou oral).Manual de Auditoria Interna . de fatos alegados pelo auditado). junto a terceiros. As espécies de testes substantivos se classificam em: a) Circularização (confirmação. As inúmeras classificações e formas de apresentação das técnicas de auditoria são agrupadas nos seguintes tipos básicos: a) Indagação escrita ou oral . 28 . Teste laboratorial. b) Verificação física (in loco. em linhas gerais.

no interior da própria Companhia. com exame de documentos. Rastreamento .4)Avaliação e conclusão. com a finalidade de revelar erros. h. d) Confirmação externa – verificação junto a fontes externas ao auditado. e h. consiste na circularização das informações com a finalidade de obter confirmações em fonte diversa da origem dos dados. e) Exame dos registros – verificação dos registros constantes de controles regulamentares.Manual de Auditoria Interna . da fidedignidade das informações obtidas internamente. a dinâmica de um procedimento.2)Observação da sua execução. visando dar segurança à opinião do responsável pela execução do trabalho sobre o fato observado. informar à unidade auditada as ocorrências identificadas pela equipe de auditoria. Os elementos da observação são: h. relatórios sistematizados. problemas ou deficiências que de outra forma seriam de difícil constatação.investigação minuciosa. que poderão constituir-se em registros do relatório de auditoria a ser emitido. mapas e demonstrativos formalizados. particularmente daqueles relativos à segurança de quantidades físicas ou qualidade de bens tangíveis. Uma das técnicas.1)A identificação da atividade específica a ser observada. h. j) A Solicitação de Auditoria – SA é o documento endereçado ao dirigente máximo da unidade auditada. A técnica pressupõe a verificação desses registros em todas as suas formas.revisão das memórias de cálculos ou a confirmação de valores por meio do cotejamento de elementos numéricos correlacionados. para: ● ● solicitar o acesso da equipe de auditores às dependências da unidade auditada. i) Corte das operações ou cut-off . utilizado pela equipe de auditores ao longo da fase de apuração. 29 . unidades organizacionais e procedimentos interligados.exame usado para testar a efetividade dos controles internos administrativos.cotejamento de informações obtidas de fontes independentes. g) Inspeção física . h) Observação das atividades e condições – verificação das atividades que exigem a aplicação de testes flagrantes. autônomas e distintas. setores. elaborados de forma manual ou por sistemas informatizados. Representa a “fotografia” do momento-chave de um processo. de forma seccionada.3)Comparação do comportamento observado com os padrões. A evidência é coletada sobre itens tangíveis. de modo a constatar a adequação dos cálculos apresentados. Essa técnica procura a consistência mútua entre diferentes amostras de evidência.MAI c) Conferência de cálculos .corte interruptivo das operações ou transações para apurar. f) Correlação das informações obtidas .

a 44 IIA n. quantidades físicas.º 2320-1 30 . passíveis de serem evitadas pela assunção de procedimentos corretivos. Os procedimentos analíticos proporcionam ao auditor interno da Companhia um meio eficiente e efetivo de fazer uma avaliação da informação recolhida numa auditoria.MAI ● solicitar a apresentação de documentos. Também serve à recomendação de solução para eliminação de situações potencialmente danosas ao patrimônio da Companhia. b) Comparação de informações do período corrente com orçamentos ou previsões. Os procedimentos analíticos adotados pelo auditor interno podem incluir: a) Comparação de informações do período corrente com informações similares de períodos anteriores. Os procedimentos analíticos de auditoria incluem. entre outros aspectos. razões e porcentagens. informações.º 2320-1 45 IIA n. A Nota de Auditoria – NA é o documento em solicitação de ação corretiva aplicada durante os trabalhos de campo. 3. preferencialmente a preços reais (e não nominais). c) Estudo de relações de informações financeiras com informações não financeiras (por exemplo. de: a) Diferenças não esperadas. e) Outras transações ou fatos não recorrentes ou não usuais.Manual de Auditoria Interna . custos com pessoal com alterações no número médio de empregados). b) Ausência de diferenças quando esperadas. justificativas e demais elementos necessários às atividades de auditagem. Os procedimentos analíticos poderão ser efetuados por meio de valores monetários. A NA pode servir para a proposição de ação corretiva sobre questões pontuais – falhas formais – de caráter não postergável. A avaliação resulta da comparação dessa informação com expectativas identificadas ou desenvolvidas pelo auditor interno45. mas não se limitam.4 PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS DE AUDITORIA Os empregados auditores internos deverão fundamentar as conclusões e resultados do trabalho mediante análises e avaliações apropriadas44. Os procedimentos analíticos de auditoria são úteis na identificação. d) Estudo de relações entre elementos de informação. c) Erros potenciais. e) Comparação de informações com informações similares de outras unidades organizacionais da Companhia. d) Impropriedades potenciais ou atos não aderentes aos normativos internos. f) Comparação de informações com informações de segmentos econômicos nos quais a Companhia opera.

e) A disponibilidade e a comparabilidade da informação referente ao segmento econômico no qual a Companhia opera.º 2320-1 31 . f) A extensão em que outros procedimentos de trabalhos de auditoria já realizados. as comparações entre períodos (sazonalidades).MAI análise de regressão. Os resultados ou relações que não forem convenientemente explicados devem ser comunicados aos níveis adequados da gestão. no intuito de que se convençam de que os resultados e relações são suficientemente explicados. b) Ser relevantes ou pertinentes. as previsões e a informação externa de cunho econômico. de razões ou de tendências observadas. As conclusões da equipe somente se justificam se amparadas pelo suporte de evidências que devem atender a determinados requisitos/atributos de validade: a) Ser suficientes (permitir a terceiros que cheguem às mesmas conclusões do auditor interno). d) A precisão com a qual os resultados dos procedimentos analíticos de auditoria podem ser previstos. também denominadas de achados de auditoria.46 Os procedimentos analíticos de auditoria auxiliam o auditor interno na identificação de condições que possam necessitar de testes subseqüentes.1 AVALIAÇÃO EVIDÊNCIAS Evidência é a informação que o auditor interno precisa obter para registrar.47 4. b) A adequação dos controles internos administrativos. suas constatações. os empregados auditores internos devem examinar e avaliar esses resultados ou relações. na minuta do relatório. 46 IIA n. O auditor interno pode recomendar a adoção de providências. a comparação com orçamentos. as quais servirão para a sustentação das conclusões da equipe. Os empregados auditores internos da Companhia devem considerar as seguintes circunstâncias para avaliar em que medida se utilizarão dos procedimentos analíticos de auditoria: a) A importância da área a ser examinada. à guisa de suporte para os resultados desta auditoria.º 2320-1 47 IIA n. dependendo das circunstâncias.Manual de Auditoria Interna . Quando os procedimentos analíticos de auditoria identificam resultados ou relações inesperados. c) Ser adequadas ou fidedignas (obtidas mediante a aplicação de um procedimento aceito profissionalmente). 4. c) A disponibilidade e a confiança das informações financeira e não financeira.

será renomeado o auditor interno para a realização do trabalho. curtos. O relatório deverá atender aos requisitos de fidelidade (fidedignidade). O auditor interno deverá informar ao Titular da Unidade de Auditoria Interna qualquer situação em que exista. seus clientes 49. construtivas. para aumentar a possibilidade de que a mensagem seja transmitida. Os assuntos resolvidos em campo não constarão de relatório de auditoria. 5.MAI Procedimentos de auditoria são no âmbito da Companhia. O auditor interno deverá compreender as relações humanas e manter relações satisfatórias com os auditados. COMUNICAÇÃO O Titular da Unidade de Auditoria Interna deve supervisionar a elaboração e assinar todos os relatórios de auditoria48. sem fazer suposições. suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião. Os parágrafos devem ser.Manual de Auditoria Interna . mesmo a que não detenha conhecimentos na área auditada.º 1130-1 32 . Os termos.º 2420-1 51 IIA n. As comunicações deverão ser corretas. deve-se avaliar o que é importante e descartar o que é desnecessário ou dispensável. Os fatos devem ser apresentados com objetividade e fidedignidade. A linguagem utilizada deverá ser simples. ou possa razoavelmente inferir-se. Deverão ser evitados temas de baixa relevância ou aqueles desprovidos de lastro documental comprobatório. os relatórios de auditoria devem ser suficientemente importantes para merecerem a atenção daqueles a quem são dirigidos. Quanto ao conteúdo. a existência de um conflito de interesses ou de idéias preconcebidas. o conjunto de técnicas que permitem ao auditor interno obter. Nesses casos. evitando-se o desperdício de idéias e/ou palavras. claras. evitando-se rebuscamento. siglas e abreviaturas utilizados devem estar sempre definidos. Todos os dados. omitindo-se a vontade. Quando for inevitável um relatório de auditoria mais extenso. deverá ser elaborado um Sumário Executivo introdutório. evidências relevantes.º 1210-1 50 IIA n. deficiências e conclusões devem estar adequadamente sustentados por evidências suficientes nos papéis de trabalho. de modo a permitir que a mensagem seja entendida por qualquer pessoa. completas e oportunas50 Quanto à concisão. emoção e interesses de quem elaborou o relatório. concisas. preferencialmente. O auditor interno deverá ser hábil no relacionamento com as pessoas e no processo efetivo de comunicação. objetivas.º 2440-1 49 IIA n. para efeito de prova. cujo original será arquivado em dossiê específico na Unidade de Auditoria Interna.51 48 IIA n. mas farão parte do file. fazendo referência escrita apenas àquilo que os exames permitiram saber. legitimamente.

de forma a serem efetivamente implementadas e a gerarem melhorias de desempenho ou readequação de procedimentos em benefício da Companhia. à exceção daqueles trabalhos extraordinários. A informação útil ajuda a Companhia a atingir seus objetivos. a equipe deve estimar a economia líquida de recursos decorrente da sua implementação. e distribuído numa seqüência lógica. demandados externamente.º 2310-1 33 . sempre que possível. As dificuldades de quantificar os benefícios potenciais variam segundo o tipo de benefício. O relatório também deve ser convincente. As recomendações relevantes e úteis ao gestor se dão em face da fragilidade nos controles internos administrativos. na medida em que fornecem credibilidade ao exame efetuado. O auditor interno deverá manter-se atrelado aos quesitos propostos no respectivo programa de auditoria. de modo a garantir a imparcialidade de julgamento. O texto do relatório deve ser cuidadosamente revisto pela equipe e pelo Gerente de Auditoria. Entretanto. A informação deve ser suficiente. as quais poderão ser monitoradas em follow-up. Nem toda constatação gera recomendação. Importa que as informações sejam organizadas e dispostas com rigor técnico. O convencimento dos atores interessados sobre a pertinência das recomendações propostas depende da maneira como as questões de auditoria são tratadas nos relatórios. As constatações são impropriedades pontuais que demandariam medidas corretivas ou saneadoras. A informação suficiente é factual. especificando. de modo que as recomendações e sugestões efetuadas ganhem apoio dos atores capazes de influenciar na gestão do objeto auditado. recomendações e sugestões. A informação competente é de confiança e a mais acessível por meio do uso de apropriadas técnicas de auditoria. e na exígua aderência aos objetivos estratégicos da Companhia (governança). dessa maneira.MAI A exatidão dos dados e a precisão das colocações são de importância fundamental. O relatório deve causar boa impressão estética. devidamente titulado. relevante e útil para fornecer uma base sólida para as constatações e recomendações da Unidade de Auditoria Interna. As informações expostas devem ser apresentadas de maneira convincentes relativamente à sua importância e razoabilidade das constatações. A informação relevante suporta as constatações e recomendações dos auditores internos e é consistente com os objetivos do trabalho auditorial. estando na dependência de ação de outras unidades organizacionais. O 52 IIA n. adequada e convincente no sentido de que uma pessoa informada e prudente chegaria às mesmas conclusões do auditor interno. As sugestões são de caráter mais geral. na gestão de riscos operacionais. e nem toda recomendação deve ser incluída no follow-up da Unidade de Auditoria Interna. pois que se insere na ótica do controle orientado a resultados52. os impactos financeiros podem ser estimados com razoável segurança.Manual de Auditoria Interna . ou não. com apropriado grau de detalhamento e que os principais pontos sejam destacados. em muitos casos. competente. Ao formular uma recomendação. o valor agregado e os benefícios advindos da atuação da Unidade de Auditoria Interna. As conclusões devem estar coerentes e ajustadas ao conteúdo do relatório.

quando.º 2440-1 34 . c) Convicção – demonstrar a certeza da informação que a comunicação deve conter visando persuadir e convencer qualquer pessoa para as mesmas conclusões. formando um texto coeso. sendo necessário. e a quem os resultados dos trabalhos de auditoria deverão ser comunicados na forma de relatório padronizado53 ou de nota técnica. Compete ao Titular da Unidade de Auditoria Interna determinar como. quanto aos atos de gestão. 53 IIA n.MAI desenvolvimento do texto deve guardar coerência com a seqüência lógica dos argumentos. do Conselho de Administração ou do Conselho Fiscal poderá ser disponibilizado apenas um Sumário Executivo. transmitindo o máximo de informações de forma breve. mediante elogio. evitando termos e expressões que possam ensejar dúvidas. a serviços que outros empregados da Companhia tenham executados com proficiência.1 ATRIBUTOS DE QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES As informações que proporcionem a abordagem da atividade. Cumpre às Unidades Organizacionais da Companhia se manifestarem formalmente acerca das recomendações e sugestões da Unidade de Auditoria Interna no prazo de 20 (vinte) dias úteis da data do recebimento do Relatório de Auditoria ou da Avaliação de Natureza Operacional – Anop. demonstrando a existência real e material da informação. Deve-se evitar a crítica verbal a colegas de Companhia. O auditor interno deve se preocupar com habilidades de comunicação verbal com as pessoas na Companhia. bem como o revidar ataques.54 Aos membros da Diretoria Colegiada da Companhia. É característica dessa linguagem a precisão e a exatidão. Os relatórios de auditoria devem ser distribuídos a um número mínimo de agentes da Companhia capazes de assegurar que os resultados da auditoria serão levados em consideração. controle emocional e esforço consciente. fatos ou situações observados na Companhia. b) Objetividade – expressar linguagem prática e positiva. os resultados serão levados ao conhecimento daqueles que estejam em posição de determinar as medidas saneadoras ou assegurar que essas ações corretivas sejam implementadas. ou seja. contendo a síntese do relatório. devem reunir principalmente os seguintes atributos de qualidade: a) Concisão .º 2440-1 55 IIA n. convincente e claro. maturidade.º 2200-1 e 2440-1 54 IIA n. devendo manter um bom relacionamento de modo a obter cooperação para executar as tarefas que lhe foram designadas.55 5.Manual de Auditoria Interna . O auditor interno procurará ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa.utilizar linguagem sucinta e resumida. É permitido ao auditor interno dar crédito. para tanto.

com uma linguagem que atenda. principalmente nos casos em que os exames forem de caráter intermediário.MAI d) Clareza – expressar linguagem inteligível e nítida de modo a assegurar que a estrutura da comunicação e a terminologia empregada permitam que o entendimento das informações sejam evidentes e transparentes.2 AUDIÊNCIA E COMENTÁRIOS DO AUDITADO Antes de emitir a minuta do relatório de auditoria. poderá ficar especificado que não cabe uma manifestação conclusiva da Unidade de Auditoria Interna.57 Manifestações posteriores do gestor auditado serão analisadas pela Unidade de Auditoria Interna e informadas. a equipe deverá discutir as conclusões e recomendações com os níveis de gestão apropriados56. devendo ser incluídos na comunicação todos os fatos observados. a fim de que os assuntos neles abordados possam ser objeto de oportunas providências. considerando. oportunamente. recomendações efetuadas e conclusão. correspondendo aos objetivos determinados. simultaneamente. a oportunidade de apresentar esclarecimentos adicionais ou justificativas a respeito dos atos e fatos administrativos sob sua responsabilidade. segundo os objetivos do trabalho. de forma adequada. de forma que a comunicação seja lógica. g) Coerência – assegurar que a linguagem seja harmônica e concordante. h) Apresentação – assegurar que os assuntos sejam apresentados numa seqüência estruturada. com a extensão correta. em tempo hábil.º 2440-1 57 IIA n. e i) Conclusivo – permitir a formação de opinião sobre as atividades realizadas. com tempestividade e integridade de modo que as comunicações sejam emitidas de imediato. Em algumas situações identificadas. A discussão das conclusões e recomendações será realizada em reunião de encerramento dos trabalhos com o gestor. a necessidade dos gestores da Companhia de ter assegurada. aos atributos de qualidade mencionados. será enviada a versão preliminar do relatório de auditoria. para apreciação do responsável de cada unidade organizacional auditada no prazo de 5 (cinco) dias úteis. f) Oportunidade – transmitir a informação. proporcionando uma visão completa das impropriedades/disfunções apontadas. ao órgão central do Sistema de Controle 56 IIA n.Manual de Auditoria Interna . em caráter confidencial. Além disso. também. sem nenhuma omissão. inclusive. isenta de erros ou rasuras que possam prejudicar o correto entendimento.º 2440-1 35 . 5. Estas discussões e revisões ajudam a assegurar que não se verificaram mal entendidos ou incompreensões acerca dos fatos. dando a oportunidade ao auditado para esclarecer pontos específicos e para expressar pontos de vista sobre as constatações e recomendações. e) Integridade – registrar a totalidade das informações de forma exata e imparcial. no pleno exercício de seu direito de defesa.

º 1. subitem III. para avaliar a qualidade do trabalho de auditoria realizado e fornecer recomendações para melhorias. e os desvios relevantes em relação à programação anual dos trabalhos aprovada.Manual de Auditoria Interna .5 RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES DA AUDITORIA INTERNA – RAINT A Unidade de Auditoria Interna submeterá o relatório anual de atividades à Diretoria Colegiada da Companhia e ao Conselho de Administração. tais como 58 IIA n. no que se refere exclusivamente à remessa de relatório de auditoria ao Sistema de Controle Interno.3 NÃO-CONFORMIDADE COM AS NORMAS INTERNAS Diante da não-conformidade de um ato de gestão às normas internas da Companhia. periodicamente. bem como a razão de ser desses desvios. SISTEMA DE AUDITORIA INTERNA – SIAUDI O Siaudi busca fundamento na IN/SFC n. Será feita. 5. seção I. que impacte significativamente a gestão quanto à sua relevância. As auditorias subseqüentes verificarão se os gestores da Companhia adotaram as providências necessárias à implementação das recomendações consignadas nos relatórios de auditoria.MAI Interno do Poder Executivo Federal. Os achados significativos podem incluir condições relacionadas com impropriedades em face dos normativos internos. na opinião do Titular da Unidade de Auditoria Interna.º 2060-1 60 IIA n. revisão interna formal por parte dos membros desta Unidade de Auditoria Interna.60 6. em erros e omissões no transcorrer dos trabalhos. perdas.º 2060-1 36 . erros. o(s) motivo(s) por não ter(em) sido cumprida(s) e o impacto para a unidade organizacional ou para a Companhia. que trata da computação eletrônica de dados. será dado oportuno conhecimento a todos os destinatários originais do relatório de auditoria ou da nota técnica produzida por equipe de auditores internos. 5.59 A elaboração do RAINT seguirá normatização do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. conflitos de interesse e pontos fracos nos controles internos administrativos.4 ERROS E OMISSÕES Caso a Unidade de Auditoria Interna venha a incorrer. item 7.58 5. Considerar-se-á como constatação mais significativa aquela que. de 6 de abril de 2001. ineficácia. que: “Os órgãos e unidades de Controle Interno do Poder Executivo Federal devem utilizar de todos os recursos tecnológicos disponíveis na área de informática. a qual determina. involuntariamente. pode afetar adversamente a Companhia. ineficiências. tenham ou não sido satisfatoriamente solucionadas. O relatório sublinhará as constatações e as recomendações mais significativas da Unidade de Auditoria Interna. em seu capítulo VIII. a comunicação do resultado em relatório de auditoria conterá a(s) norma(s) interna(s) que não foram devidamente cumpridas.º 1311-1 59 IIA n.

mais do que uma necessidade em termos de economicidade. maior segurança de dados. ou seja. A eliminação de papel. guardar similitude àquelas exercidas por órgãos/unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. a delegação de competências. como o de “facilitar o acesso às informações e conhecimentos e fortalecer os mecanismos de divulgação”. “melhorar a geração de informações e conhecimento” e “prover a Companhia de infra-estrutura de tecnologia de informação atualizada”. Conselho Fiscal e Presidência. por meio de avaliações e consultorias disciplinadas e sistematizadas. alinha-se à necessidade de preservação da cobertura vegetal do planeta. principalmente. a exemplo da Organização das Nações Unidas . adicionar valor e melhorar as operações da Companhia nas áreas de gerenciamento de riscos. Com a utilização do Siaudi. desde que este detenha conhecimentos técnicos relevantes. Além de eliminar por completo a necessidade de relatórios impressos. um valor social da humanidade. a exemplo do Conselho de Administração. além de permitir a “otimização da gestão orçamentário-financeira”.ONU. A utilização do Sistema dar-se-á mediante o cadastramento automático de usuários. mas. O acompanhamento das recomendações da Unidade de Auditoria Interna será feito por meio do Siaudi61. economicidade e eficiência na utilização de recursos e melhor gestão de conhecimentos gerados no âmbito da Coaud. controles e governança corporativa. por determinação expressa na mesma Instrução Normativa. para consultas e averiguações nos relatórios de auditoria e de acompanhamento. No mesmo sentido. acessibilidade compartilhada. simultânea e remota. a exemplo da Controladoria Geral da União – CGU e do Tribunal de Contas da União – TCU. desde que solicitado. com a finalidade de permitir a instrução dos processos de acompanhamento de auditorias realizadas com evidências que comprovem o completo atendimento às recomendações. avaliados pelo Gestor máximo do órgão auditado. acesso a internet. A máxima eficiência na utilização do papel é considerado. O Siaudi será de uso compulsório pelos órgãos auditados e disponibilizado à alta administração da Companhia. a fim de otimizarem suas ações e tornarem mais eficaz o processo de consolidação de informações e transmissão dos resultados produzidos. Essa atividade é efetivada diretamente no Sistema por meio de mecanismo próprio. o Siaudi vem atender também a objetivos estratégico-corporativos não financeiros. voltada para resultados.º 2500-1 37 . consignadas nos respectivos relatórios de auditoria. amplamente divulgada por organismos e instituições nacionais e internacionais. a desburocratização e a democratização de informações.Manual de Auditoria Interna . O acesso poderá ser permitido a qualquer técnico lotado na unidade auditada. redes locais. os processos de auditoria interna passam a ser exclusivamente digitais. O Siaudi desenvolveu-se no espaço pricipiológico da moderna gestão pública gerencial. de modo a permitir melhor eficiência procedimental e efetividade ao objetivo precípuo da Coaud. hoje. possibilitada pelo Sistema. Privilegiou-se a descentralização.” Apesar de a Coaud não ser um órgão do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. suas atividades devem.MAI sistemas. em função dos cargos que ocupam na estrutura organizacional da Companhia. a gestão participativa. a utilização do sistema permite maior celeridade processual. poderão ter acesso ao Sistema. Também os órgãos de Controle Federais. objetivo este sob a perspectiva financeira. Esse processo de monitoramento (follow-up) assegurará que as ações saneadoras de 61 IIA n.

médio e longo prazos.64 7. a Unidade de Auditoria Interna manterá sob constante controle e avaliação suas atividades. a execução e a comunicação dos resultados devem ser supervisionados pelo Gerente de Auditoria e continuamente analisados e avaliados. MONITORAMENTO E CONTROLE DE QUALIDADE O controle de qualidade das atividades de auditoria interna visa a estabelecer critérios de avaliação sobre a aderência dos trabalhos realizados pela Unidade de Auditoria Interna com relação à observância das normas internas e das práticas internacionais da atividade. materiais e instrumentais.º 2600-1 64 IIA n. desenvolver metodologias. Nesse sentido. a revisão dos trabalhos realizados com base nos programas de auditoria previamente estabelecidos. pastas permanentes. também. parâmetros previamente 62 IIA n. no intuito de identificar aspectos operativos passíveis de aperfeiçoamentos. A fim de possibilitar a consecução dos objetivos. entre outras. o planejamento. O papel do monitoramento dos trabalhos é identificar e localizar as falhas ou distorções existentes no planejamento. no sentido de se alcançarem os objetivos colimados. O monitoramento deve contribuir para o alcance dos objetivos dos trabalhos da Unidade de Auditoria Interna. com o objetivo de alimentar o ciclo da metodologia dos trabalhos no âmbito da Unidade de Auditoria Interna. Se a decisão sobre o risco residual não for solucionada. observando critérios uniformes. constituindo-se em processo usado como orientação. relacionadas. o responsável pela Unidade de Auditoria Interna deverá discutir o assunto com a Diretoria Colegiada. na execução e na comunicação dos resultados. da legislação atualizada. corrigir desvios e garantir os objetivos previstos. programas de auditoria.º 2600-1 38 . com os seguintes e importantes aspectos: a) Organização administrativa dos recursos humanos.MAI gestão foram efetivamente implementadas ou que os gestores superiores aceitaram o risco de não adotar qualquer medida.Manual de Auditoria Interna .63 Os gestores podem assumir o risco de não corrigir a constatação reportada por razões de custo ou outras considerações motivadas. 6. papéis de trabalho. b) Planejamento dos trabalhos de forma a adequar suas atividades às reais necessidades da alta administração da Companhia a curto. para fins de decisão. com vistas a indicar as correções a serem feitas. desenvolvimento das equipes e aprimoramento dos trabalhos.º 2500 A1-1 63 IIA n.1 ACEITAÇÃO DO RISCO Quando o Titular da Unidade de Auditoria Interna for da opinião de que os gestores superiores optaram por um nível de risco residual que é inaceitável para a Companhia.62 A etapa de monitoramento compreende. avaliando o desempenho dos auditores internos em todas as etapas do trabalho. o Titular da Unidade de Auditoria Interna e a Diretoria Colegiada deverão relatar o assunto exclusivamente para o Conselho de Administração. O monitoramento tem por finalidade básica. normas específicas.

MAI estabelecidos e atividades harmônicas em relação às ações desenvolvidas pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e pelo Tribunal de Contas da União. projetos. coerente com o assunto enfocado. no corpo do relatório. com a finalidade de emitir uma opinião. c. desnecessárias ou inexpressivas. às pessoas que os tenham praticado. sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência. por parte da equipe de auditores internos. conclusivos e corretamente referenciados. c.6) Elaboração de comentários sucintos sobre os assuntos enfocados.7) Não utilização de termos dúbios.4) Distribuição dos assuntos. consubstanciada em nota técnica. c. e c. c. c) Execução dos trabalhos deve ser desenvolvida. c. das ocorrências detectadas que ensejarem sugestões e recomendações às unidades organizacionais da Companhia. 39 . AVALIAÇÃO DE NATUREZA OPERACIONAL A avaliação de natureza operacional consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional. seriedade. claros. c.3) Obediência aos modelos estabelecidos para apresentação dos relatórios e das notas técnicas. atividades. programas de governo. atentando-se para: c. que transmita. conteúdo técnico e terminologia apropriada. das unidades organizacionais da Companhia.8) Eventual existência de interpretações ou conclusões subjetivas que evidenciem pontos de vista pessoais. eficácia.5) Observância às normas ortográficas e gramaticais na redação dos relatórios. objetivos. e ressalvas oportunas condizentes com os itens que expressam claramente a impropriedade/disfunção detectada. ou parte dele.11)Conclusão objetiva.1) A elaboração de papéis de trabalho limpos.10)Redação clara e objetiva. obscuros ou ofensivos. com observância da fundamentação legal. objeto de exame. c. quando necessária.2) Comprovação satisfatória. com isenção e bom senso. especificamente. sem explanações muito extensas. junto aos papéis de trabalho.Manual de Auditoria Interna . nas sugestões/recomendações.9) Análise dos atos e fatos. montagem e c. não calcados em provas substanciais ou fatos devidamente comprovados. economicidade. c. ou segmentos destes. 8. consideração e respeito aos responsáveis e dirigentes das unidades organizacionais examinadas. que nada acrescentem ao trabalho. atendo-se mais à eficiência e segurança dos controles internos administrativos e aos riscos operacionais envolvidos e não.

letras. não se exigindo de cada auditor interno. Primeiramente. tendo em conta o âmbito multidisciplinar do trabalho e o nível de responsabilidade. Deverá obter-se segurança razoável relativamente à competência e qualificações de cada candidato. possuir empregados qualificados em matérias como contabilidade. A matriz de planejamento facilitará a comunicação a metodologia entre a equipe e os superiores hierárquicos. estatística e métodos quantitativos. o problema que norteará todo o esforço exploratório de concepção e execução do trabalho. tecnologia da informação. informações requeridas. seus programas governamentais e sistemas informatizados. auxiliando na condução dos trabalhos de campo. o trabalho da equipe consistirá em definir o escopo e expressar. estratégias metodológicas. assuntos ambientais. legislação. sensibilizar acerca dos riscos operacionais e aumentar a responsabilidade gerencial sob a égide da governança corporativa. engenharia. que deverá ser exeqüível.65 A Unidade de Auditoria Interna deverá. procurando auxiliar os gestores da Companhia na gerência e nos resultados.67 Toda e qualquer avaliação de natureza operacional deverá conter uma esquematização das informações relevantes do planejamento.66 O Titular da Unidade de Auditoria Interna deverá estabelecer critérios apropriados de formação e de experiência para o preenchimento das vagas na Unidade de Auditoria Interna. seus profissionais deverão obter previamente o acordo dos seus clientes (auditados) quanto aos critérios necessários para a avaliação de natureza operacional. de forma flexível. com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos. etc. na elaboração conceitual do trabalho e na orientação da equipe na fase de execução.MAI efetividade e eqüidade. fontes de informação. métodos de análise de dados. Os seguintes elementos compõem a Matriz de Planejamento: questões-problema. de forma multidisciplinar.º 1210-1 e 1210 A1-1 67 IIA n. porquanto. denominada Matriz de Planejamento. gestão.º 1210 A1-1 66 IIA n. 65 IIA n. a qualificação em todas as disciplinas. caso o corpo técnico careça dos conhecimentos e do domínio das técnicas e matérias necessárias para o desempenho de toda ou parte do trabalho de avaliação a executar. de forma clara e objetiva. limitações. e o que a análise vai permitir dizer. na maior parte dos casos as solicitações de auditoria são formuladas de maneira genérica ou muito abrangente. Nas avaliações de natureza operacional. Este tipo de trabalho da Unidade de Auditoria Interna consiste numa atividade de assessoramento à alta administração da Companhia. métodos de coleta/obtenção de dados. finanças. cujo propósito é auxiliar. tributação. o Titular da Unidade de Auditoria Interna deverá aconselhar-se com outros profissionais externos à Unidade de Auditoria Interna com vistas à obtenção de apoio e assistência. inclusive.º 1210-1 40 . melhorar os controles internos administrativos. por meio de recomendações que visem aprimorar os procedimentos. economia.. sendo desenvolvida de forma tempestiva. Caso a Unidade de Auditoria Interna seja solicitada a interpretar ou a escolher padrões operacionais. todavia.Manual de Auditoria Interna . atuando sobre a gestão. a Unidade de Auditoria Interna deverá identificar o problema (propósito) que será enfocado pela avaliação de natureza operacional – Anop.

c) Questões avaliativas (ou de impacto. Em outras palavras. ou de causa-e-efeito) – referem-se à efetividade de um programa e vão além das questões descritivas e normativas. Abordam o que deveria ser e usualmente são perguntas do tipo: “O programa tem alcançado as metas previstas?”. uma questão avaliativa quer saber que diferença. ao mesmo tempo. para enfocar o que teria ocorrido caso o programa ou a atividade não tivesse sido executada. padrão ou meta. tanto de caráter qualitativo quanto quantitativo. fez a intervenção da Companhia ou de alguma de suas unidades organizacionais para a solução do problema identificado. uso de termos que possam ser definidos e mensurados. destacam-se: estudo de caso. São formuladas de maneira a fornecer informações relevantes sobre o objeto da avaliação de natureza operacional e. as subquestões.MAI Embora os itens da Matriz de Planejamento sejam apresentados seqüencialmente. O escopo da pergunta abrange também os efeitos não esperados. devem ser respondidas durante a fase de levantamento de auditoria. Entre as possíveis estratégias metodológicas da avaliação de natureza operacional. b) Questões normativas – são aquelas que tratam de comparações entre o desempenho atual e aquele estabelecido em norma. “O quê?”. “Onde?”. 41 . a definição das questões-problema e a escolha das estratégias metodológicas apropriadas acontecem simultaneamente. Exemplo de questão descritiva: “Como funciona o programa?”. etc. das metodologias e técnicas a serem adotadas e dos resultados que se pretende atingir. articulação e coerência (o conjunto das questões elaboradas deve ser capaz de esclarecer o problema de avaliação previamente identificado). Na elaboração das questões-problema deve-se levar em conta os seguintes aspectos: clareza e especificidade. provocados pelo programa. em grande parte. pesquisa. confrontando-se cada questão com as possíveis estratégias metodológicas. a equipe da Unidade de Auditoria Interna está. A abordagem metodológica empregada nesses casos é a comparação com critérios previamente identificados e as técnicas de mensuração de desempenho. “Quando?”. A questão-problema é o elemento central na determinação do direcionamento dos trabalhos de avaliação de natureza operacional.Manual de Auditoria Interna . delineamentos quase-experimentais. delineamento experimental. quando necessário. estabelecendo com clareza o foco de sua investigação e os limites e dimensões que deverão ser observados durante a execução dos trabalhos. Ao formular as questões e. caso tenha havido alguma. viabilidade investigativa (possibilidade de ser respondida). delineamentos não experimentais. Exemplo de questão de causa-e-efeito ou de impacto: “Os efeitos observados podem ser atribuídos ao programa?”. As questões se classificam em três tipos: a) Questões descritivas – do tipo “Quem?”. positivos ou negativos. O tipo de questão-problema a ser formulada terá uma relação direta com a natureza da resposta e o tipo de informação que constará da nota técnica.

68 IIA n. pessoas e/ou equipamentos). esta última mais ligada à questão da justiça social. Eficiência Significa a relação entre produtos (bens ou serviços) gerados numa atividade ou processo e os custos dos insumos empregados. 8. independentemente dos custos incorridos na execução. acrescidas da efetividade e da eqüidade. em um determinado período de tempo. 8. A minimização dos custos dos recursos utilizados na consecução de uma atividade. a relação dela com a habilidade de a organização ou unidade organizacional gerir adequadamente os recursos financeiros de que dispõe. comparativamente com as mesmas possibilidades da média do país.Manual de Auditoria Interna .3.1. eficiência e eficácia. Eqüidade Medida da possibilidade de acesso aos benefícios de uma determinada ação por parte de grupos sociais menos favorecidos. As avaliações de natureza operacional voltadas para os programas de governo atenderão àquelas três dimensões. sem o comprometimento dos padrões de qualidade almejados.1. foi eficiente. a Unidade de Auditoria Interna poderá fazer uso de estatística descritiva.MAI Sobre os métodos de coleta/obtenção de dados. Economicidade A economicidade tem relação direta com a minimização dos custos de determinado processo ou atividade. deve estar inserida no contexto da avaliação de natureza operacional. análise de conteúdo.1. pode-se utilizar entrevistas (estruturadas ou não-estruturadas). Daí. questionário enviado pelo correio.1. se consegue obter os mesmos produtos com menos insumos (dinheiro. 8.1 DIMENSÕES DO DESEMPENHO Os diagnósticos sobre o desempenho de uma determinada unidade organizacional (UORG) da Companhia se dará sob três dimensões do desempenho: economicidade. num determinado período de tempo.º 1210 A2-1 42 . Relativamente aos métodos de análise de dados. observação direta. Efetividade Relação entre os resultados alcançados (impactos observados) e os objetivos (impactos esperados) que motivaram a atuação da Companhia ou de uma unidade organizacional. dados secundários.4. etc. Se a unidade organizacional consegue obter mais produção para um determinado insumo.1. numa dinâmica de economia de meios ou custos mínimos.2. sem o comprometimento dos padrões de qualidade. análise qualitativa. Os objetivos e metas organizacionais devem ser realistas.1. etc. 8.68 8.5. 8. Eficácia A eficácia mede o nível de alcance das metas oriundas do planejamento da Companhia. ela aumentou a eficiência.

MAI 8. também denominada matriz de responsabilidades. respectivamente: forças. quem é Consultado (aquele que deve ser consultado antes que as decisões ou ações sejam implementadas) e quem é Informado (aquele que deve ser informado depois que a decisão ou ação for implementada). com poder de veto: pessoa que arcará com o ônus pelo eventual insucesso) pelas atividades desenvolvidas. 8.Manual de Auditoria Interna . quem as Executa (quem é encarregado de desenvolver a atividade. São as seguintes as notações utilizadas em mapas de processo: No diagnóstico do processo. fraquezas. a Unidade de Auditoria Interna se utilizará da análise SWOT (Strengths. que é a representação visual de um processo de trabalho por meio de um diagrama contendo a seqüência dos passos necessários à consecução de determinada atividade. poderá ser utilizada a análise RECI. Weaknesses. oportunidades e ameaças) e da análise stakeholder.3 FERRAMENTAS DE DIAGNÓSTICO DE PROCESSO No transcorrer das avaliações de natureza operacional. também denominada de análise de atores intervenientes. seja no âmbito limitado de uma unidade organizacional integrante do organograma da 43 . designando. a Unidade de Auditoria Interna se utilizará da técnica do mapa de processo.2 FERRAMENTAS DE DIAGNÓSTICO DO AMBIENTE No diagnóstico quanto ao ambiente. Opportunities and Threats. aquele ou aqueles responsáveis pela implementação). que é uma ferramenta que ajuda a identificar quem é Responsável (quem detém a responsabilidade final.

se identificados adequadamente.) e os processos de trabalho (atividades desempenhadas). etc. devem permanecer os mesmos. quantidade. qualidade e acesso. mapa de produtos é uma técnica utilizada para a obtenção de Indicadores de Desempenho – ID´s.4 FERRAMENTAS DE DIAGNÓSTICO DE RESULTADO Para fins de avaliação de natureza operacional. Entretanto. Os ID’s quase sempre são compostos por variáveis provenientes de um dos seguintes grupos: custo. É preciso que os indicadores cubram todos os produtos-chave e forneçam informações em cinco dimensões: economicidade. esse enfoque pode encontrar alguma resistência atávica por parte de gerentes (gestores) habituados a administrar predominantemente os insumos (pessoal. produtos intermediários e produtos finais. em vez do processo de trabalho (ou atividade) que gerou o produto. o impacto que ele causa é afetado por condições externas. eficácia. na qual o importante é o produto gerado em cada fase. Uma gestão voltada para resultados deve direcionar sua atenção para seus produtos. em relação a um programa de governo integrante de uma política pública federal. eficiência. quanto a sua qualidade e confiabilidade. um serviço prestado ou uma condição resultante de atividade da Companhia ou de uma unidade organizacional. Um mapa de produtos possui três componentes básicos: insumos. independente das atividades realizadas para obtê-los. mas algo mensurável. 8. O produto final não deve ser um resultado genérico. recursos financeiros. Um número excessivo de indicadores irá sobrecarregar a Companhia na obtenção de dado/informação necessária ao seu cálculo. abordará as seguintes características: 44 . São necessários poucos indicadores. instalações. até mesmo. deve-se entender como produto um bem. Indicador de desempenho é um número.MAI Companhia ou. O produto final (output) das atividades não deve ser confundido com o impacto (outcome) originado dessas atividades. percentagem ou razão que mede um aspecto do desempenho (performance).Manual de Auditoria Interna . tempo. Ele se assemelha a uma linha de produção ou de montagem. Enquanto o produto final depende apenas do desempenho das atividades. com o objetivo de comparar esta medida com metas preestabelecidas (ou historicamente observadas). que fogem ao controle da organização/UORG ou do indivíduo. Processos e atividades mudam com o passar do tempo. e procurar fazerse uma distribuição equilibrada dos indicadores entre as dimensões e variáveis. A Unidade de Auditoria Interna acompanhará bienalmente 15% dos ID’s da Companhia. enquanto que os produtos. A utilização de indicadores de desempenho para aferir os resultados alcançados pelos gerentes (gestores) é uma metodologia utilizada mundialmente em avaliação de natureza operacional. A verificação do equilíbrio entre as dimensões e as variáveis poderá ser feita por um teste de aderência de qui-quadrado de Karl Pearson. efetividade e eqüidade. Devese evitar a concentração de indicadores em torno de um único produto. sendo que sua avaliação sobre indicadores de desempenho utilizados nesta. Diante dessa definição.

b) Homogeneidade: na construção de indicadores devem ser consideradas apenas variáveis homogêneas. além dos impactos desses produtos. identificando produtos intermediários e finais.MAI a) Representatividade: o indicador deve ser a expressão dos produtos essenciais de uma atividade ou função. processos e da gestão administrativa. Estabilidade: a estabilidade conceitual das variáveis componentes e do próprio indicador bem como a estabilidade dos procedimentos para sua elaboração são condições necessárias ao emprego de indicadores para avaliar o desempenho ao longo do tempo. o enfoque deve ser no produto: medir aquilo que é produzido. g) Cobertura: os indicadores devem representar adequadamente a amplitude e a diversidade de características do fenômeno monitorado. devendo. 2 Considerando o desdobramento das atividades da auditoria. f) Simplicidade: o indicador deve ser de fácil compreensão e não envolver dificuldades de cálculo ou de uso. h) Economicidade: as informações necessárias ao cálculo do indicador devem ser coletadas e atualizadas a um custo razoável. i) j) Acessibilidade: deve haver facilidade de acesso às informações primárias bem como de registro e manutenção para o cálculo dos indicadores. de tal forma que diferentes avaliadores possam chegar aos mesmos resultados. resguardado o princípio da seletividade e da simplicidade. para tanto.Manual de Auditoria Interna . assim como no 45 . em outras palavras. e) Independência: o indicador deve medir os resultados atribuíveis às ações que se quer monitorar. inclusive. a manutenção da base de dados não pode ser dispendiosa. dessa forma. DISPOSIÇÕES GERAIS 1 Eventuais alterações no presente Manual deverão ser proposta formalmente pelo titular da unidade de auditoria interna à Presidência. favorecendo. a consolidação de uma conduta corporativa orientada pela gestão estratégica e pela ótica da qualidade. é necessário que a fonte dos dados utilizada para o cálculo do indicador seja confiável. Para que haja confiabilidade. e será objeto de deliberação por parte da Diretoria Colegiada. devendo ser evitados indicadores que possam ser influenciados por fatores externos à ação do gestor. no que concerne à avaliação de programas. A matriz de indicadores de desempenho é uma técnica utilizada em trabalhos de avaliação de natureza operacional mediante a qual o profissional subsidia a alta gerência com a integração e o balanceamento de indicadores de desempenho vinculados aos produtos chave existentes na Companhia/UORG. d) Validade: o indicador deve refletir o fenômeno a ser monitorado. 9. ser testado. c) Praticidade: garantia de que o indicador realmente funciona na prática e permite a tomada de decisões gerenciais.

confidencialidade e competência. 5. obrigatoriamente. o bom senso em seus atos e recomendações. 5. 5. cautela e zelo profissional. habilidade e atenção.1 O respeito aos direitos dos implicados e do pessoal envolvido.3 Os princípios básicos de relações humanas e. os seguintes aspectos: 5. ética e qualificação dos respectivos candidatos. 5. 5. orçamentária e financeira. 4 A transferência de empregados de outras áreas da Companhia para o exercício da função de auditor interno.7. acatando as normas de ética profissional.Manual de Auditoria Interna . não podendo revelálas a terceiros. e que apresente evidência concreta de sua veracidade. 5 Na execução de suas atividades. objetividade. de modo a reduzir ao mínimo a margem de erro.5 A manutenção de atitude de independência que assegure a imparcialidade de seu julgamento no exercício de suas atividades profissionais. a equipe de auditores deverá ser.2 cautela e zelo profissional – agir com prudência. o cumprimento das normas e procedimentos contidos neste Manual e o adequado emprego dos procedimentos de aplicação geral ou específica. na condição de empregado de uma empresa pública federal. entre outros.7. observando. deverá ser dado ênfase os aspectos relacionados à competência. 5. integridade. salvo com autorização específica da autoridade competente ou se houver obrigação legal ou profissional de assim proceder. a manutenção de relações cordiais com os auditados. notadamente no que se refere à preservação da reputação das pessoas e da Companhia. o auditor interno deverá zelar para o cumprimento e observância dos aspectos comportamentais: 5. com o objetivo de promover preenchimento de vagas no quadro de auditores.2 Os princípios relevantes na prática de auditoria. obrigado a guardar confidencialidade das informações obtidas. por conseqüência. adotando comportamento ético. se obriga a proteger os interesses da sociedade contribuinte e respeitar as normas de conduta que regem a Administração Pública Federal. sob o ponto de vista curricular e de perfil.4 A conduta pautada nos princípios e regras contempladas no presente Manual e no Código de Ética da Companhia. não podendo valer-se da função em benefício próprio ou de terceiros.1 comportamento ético – deve ter sempre presente que. ficando. ainda.6 A comunicação formal ao titular da auditoria interna sobre qualquer ato ou fato irregular levado ao seu conhecimento. deverá ser precedida de avaliação detalhada por parte do titular da unidade de auditoria. 46 .MAI que se refere à auditagem contábil. ou seja. multidisciplinar. comportamentais e experiência mínima. 5. Consoante o disposto no normativo IIA nº 1210-1.7 A cooperação no sentido de agregar o máximo valor ao desenvolvimento dos trabalhos do grupo. sob pena de omissão. nos termos do disposto no item 2 do presente capítulo. 3 O titular da unidade de auditoria deverá estabelecer critérios multidisciplinares apropriados de formação acadêmica.

na seleção e aplicação de procedimentos técnicos e testes cabíveis e na elaboração dos relatórios ou notas técnicas.7.3 independência – manter uma atitude de independência com relação ao agente controlado. Para tanto. 47 . 5. assim como das práticas internacionais de auditoria.9 cortesia – ter habilidade no trato – verbal e escrito – com pessoas e instituições.7. assim como outras disciplinas necessárias ao fiel cumprimento do objetivo do trabalho. procedimentos e normas de conduta contemplados no Manual de Auditoria Interna. respeitando superiores.7 conhecimento técnico e capacidade profissional – deve possuir. DA ATUALIZAÇÃO DO MANUAL DE AUDITORIA INTERNA A Unidade de Auditoria Interna deverá rever periodicamente e proceder a atualização. 5. devendo comunicar o fato ao seu superior imediato. 10. que possam influenciar a imparcialidade do seu trabalho.8 atualização dos conhecimentos técnicos e procedimentos de auditoria – manter-se atualizado sobre os conhecimentos técnicos necessários ao desenvolvimentos dos seus trabalhos. 5.7. quando necessária. contábeis e orçamentários.7. assim como nos demais aspectos relacionados à sua atividade profissional. 5. 11.Manual de Auditoria Interna .MAI 5. no desempenho de suas funções.7. a operacionalização dos diversos programas afetos à Companhia. um conjunto de conhecimentos técnicos.5 imparcialidade – abster-se de intervir em casos onde haja conflitos de interesses ou desavenças pessoais. os aspectos técnicos. subordinados e pares. aspectos econômicos. DA OBRIGATORIEDADE DE CUMPRIMENTO Os auditores internos deverão observar. acompanhar a evolução dos procedimentos aplicáveis ao Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e ao Tribunal de Contas da União. envolvendo o processo de gestão. bem como aqueles com os quais se relaciona profissionalmente. pautandose no programa de auditoria de acordo com o estabelecido na ordem de serviço. em função de sua atuação multidisciplinar. que a submeterá à decisão da Diretoria Colegiada.7. financeiros. experiências e capacidade para execução das tarefas a serem executadas. 5. de modo a assegurar imparcialidade no seu trabalho. o titular da unidade de auditoria formalizará proposta nesse sentido à Presidência da Companhia.6 objetividade – apoiar-se em documentos e evidências concretas que permitam convicção sobre a realidade ou a veracidade dos fatos ou situações examinadas.4 soberania – possuir o domínio do julgamento profissional.7. 5. do Manual de Auditoria Interna.

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