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Gestão de stakeholders (Thelma Rocha e Andréia Goldshmidt

)
Capítulo 3: Engajamento com stakeholders e o relatório de sustentabilidade
Conceito apresentado pelo instituto Ethos de responsabilidade social empresarial: a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresarias que impulsionem o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursosambientais e culturais para gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.

3.1 Introdução
Todo processo de comunicação pressupõe a existência de um emissor e de um receptor de mensagens. Tripé da sustentabilidade: desempenho ambiental, econômico e social. Ao planejar o processo de comunicação, é muito importante levar em conta o que os stakeholders já sabem sobre a empresa, o que eles não sabem (mesmo que já tenha sido comunicado) e o qu3223xbne mis eles gostariam de saber. O relacionamento da empresa com seus públicos de interesse pode ser caracterizado por qualquer contato, muitas vezes limitando-se àqueles relacionados ao processo de compra e venda. Quando esse relacionamento é bom e os públicos de interesse não têm queixas da empresa, tende-se a acreditar que houve o engajamento. Engajamento é o processo de buscar pontos de vista dos stakeholders sobre seu relacionamento com uma organização, ou o esforço de uma organização para entender e envolver seus stakeholders e seus interesses no andamento de suas atividades e processos de decisão.

3.2 Motivos que levam as empresas a engajarem seus stakeholders
O engajamento adequado de stakeholder pode trazer vários benefícios para a empresa, entre eles: - A identificação das demandas de públicos importantes; - A antecipação e o gerenciamento de conflitos; - A melhora na compreensão de impactos, riscos e oportunidades, levando em consideração opiniões de pessoas externas à empresa; - A construção a partir de consensos a partir de diferentes pontos de vista; - A obtenção de informações que ajudam a melhorar processos internos e de tomada de decisão;

- A construção de laços de confiança entre o público engajado e a empresa; - O aumento do conhecimento dos stakeholders sobre as aç es e os resultados da empresa.
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A primeira geração consiste em uma abertura da empresa para a participação das partes interessadas, mas é iniciada mais por pressão ou motivação do público de interesse do que a própria empresa. Na segunda geração, a empresa começa a perceber a importância de se aproximar mais de algumas pessoas para calcular riscos e reputação. A empresa é mais proativa nesse geração do que na primeira, mas, ainda assim, busca minimizar impactos já existentes ou antever relaç es e impactos futuros. A terceira geração é a mais proativa das três e tem o objetivo de, com a colaboração de públicos externos, melhorar processos e gerar inovação.
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Níveis de engajamento:

Empode

e colaborar

Cons s e em es abelecer parceria para o desenvolvimento mútuo, podendo haver inte raç o dos stakeholders em processos de gestão a na estutura organisacionaol A comunicação se dá em dias vias ou em mais vias múltiplicas e ocorre eprendizado , negociação e tomada de decisão em ambas as partes

Envolver

Consiste em buscar entender e considerar opinião dos stakeholders no processo de tomada de decisão. A comunicação se dá em duas vias ou em vias múltipla e ocorre aprendizado nos dois lados.

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3.4 O uso das in ormações obtidas om o engajamento dos stakeholders.
Quem irá receber essas informações; De que forma isto será feito; Como será dado o retorno às partes interessadas e; Como serão acompanhados os desdobramentos e encaminhamento de oportunidades e demandas sugeridas. Duas categorias de demandas: - Problemas de comunicação: ações existem, mas são desconhecidas do público engajado - Necessidade de novos projetos: os problemas realmente não estão sendo contemplados e é necessário iniciar ações que que os minimizem 

3.5 O pro esso de engajamento om stakeholders
Ordem para definição das ações a serem engajadas: 1. Quem engajar: desenho do mapa e definição de quais stakeholders a empresa quer rnvolver em seu projeto 2. Sobre o que: Quais temas são relevantes para serem tratados no engajamento desse público de interesse. 3. Como eles são envolvidos: que reffamentas podem ser usadas para realizar o engajamento. 


3.5.1 O mapeamento dos stakeholders: de isão de quem engajar Normalmente, as empresas iniciam o engajamento por públicos mais próximos com ofuncionários e fornecedore. Conforme evolui neste engajamento, no entanto, a empresa precisa pensar em como envolver os vário s stakeholders, inclusive os não óbvios . Para iniciar quelquer ação de engajamento é fundamental desenhar um mapa de stakeholders. Esse mapa será o guia inicial para a tomada de decisões sobre como agir. Em seguida, é necessário discutir que stakeholdes são prioritários, e porquê.

3.5.2 Temas para engajamento om stakeholders Os maiores objetivos de qualquer ação de engajamento devem ser: identificar riscos e oportunidades e dar encaminhamentos. É importante também, mostrar ao stakeholder o quão importante é a sua participação e mostrar que a empresa realmente leva em conta os resultados do engajamento. 

3.6 Uso das sugestões e r ti as que surgem no pro esso de engajamento
É importante ter em mente que as sugestões e críticas apresentadas devem se transformar em planos de ação e, por esse motivo, a empresa deve fo em temas que car estejam alinhados ao seu planejamento estratégico. Mesmo assim a empresa precisa estar a berta para sugestões em outras áreas e ter em mente que nem sempre suas prioridades e as prioridades dos stakeholders serão iguais.
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3.7 O relatório de sustentabilidade
Ou balanço socioambiental. Essa ferramenta serve para mostrar os projetos e as ações ambientais, econômicos e sociais da empresa de forma equilibrada. É uma ferramenta de comunicação com seus diferentes públicos de interesse e também uma ferramenta para se fazer uma avialiação de seus pontos fortes e das suas oportunidades de melhorias. Os indicadores ethos foram criados pelo instituto Ethos de responsabilidade social. Esse modelo possui 40 indicadores divididos em 7 grandes temas: valore transparencia e s, governança, público interno, meio ambiente, fornecedores, consumidores e clentes, i comunidade e governo e sociedade. Os indicadores GRI foram criados por uma instituição internacional independente cuja missão é desenvolver um padrão internacional de relatórios de sustentabilidade. Os indicadores são comportos por 79 temas, divididos emntre essenciais e adicionais. O GRI possui 4 princípios básicos: a materialidade, o engajamento com stakeholders, o contexto de sustentabilidade e a abrangência. -materialidade refere-se à idéia de a empresa relatar o que é relevante para o seu negócio - inclusão de stakeholders refere-se ao fato de que além da empresa se autoavaliar, ela deve ouvir e relatar a avaliação dos seus públicos de interesse sobre os itens considerados mais relevantes. - contexto de sustentabilidade refere-se aos temas que devem ser abordados no relatório que deve contemplar, de fora equilibrada, questões ambientais, econômicas e sociais da compania. - abrangência diz respeito aos limites do relatório, em questões geográficas, temporais e de negócio.

3.7.1 O que os leitores gostam de en ontrar no relatório de sustentabilidade Apenas 50% dos leitores diz confiar nos resultados divulgados nos relatórios de sustentabilidade. 45% desacreditam e 5% não têm opinião formada, un claro sinal de que as empresas precisavam repensar sua forma de comunicação e os conteúdos dos seus relatórios.
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3.7.2 O uturo dos relatórios de sustentabilidade. HOJE
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3.8 Outras importantes ormas de omuni ação
Independentemente do formato e dos canais escolhidos para a comunicação, o que muitas empresas começaram a perceber é que é necessário dar transparência às informações, mas também ajudar as pessoas a ter acesso aos dados disponibilizados e criar a cultura de interesse pela informação.
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3.9 Considerações inais
Esse capítulo mostra a importÂncia do engajamento das partes interessadas (stakeholders) no processo de planejamento estratégico da empresa, como forma de obter uma avaliação externa consistente com sugestões e críticas de pessoas diretamente impactadas pelo negócio da empresa, aumentando seu foco na sustentabilidade e na perenidadeda atividade desenvolvida.

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