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IMPACTO DA INFORMATICA NA PRODUTIVIDADE

Bruno Neves dos Reis1; Emerson Ortencio Vieira2; Érika Ortencio Vieira3; Leônidas Junior Simão4; Odamar
Carrilho dos Santos5;

RESUMO

Este trabalho tem como finalidade apresentar o impacto da informática na história do


processo produtivo. Mostrando sua evolução constante durante as décadas, conforme a
necessidade do homem.

PALAVRAS CHAVES: Produtividade, Informática e Tecnologia da Informação.

1 – INTRODUÇÃO

Ao longo da historia o homem sentiu a necessidade de novas tecnologias. Tendo inicio


na primeira revolução industrial com a mecanização dos sistemas de produção, avançando
mais na 2º revolução industrial substituindo a mão de obra humana por maquinas e evoluindo
cada vez mais na 3º revolução com o surgimento de altas tecnologias e a valorização do
operário com qualificação intelectual.

Bruno Neves dos Reis1, Emerson Ortencio Vieira ², Erika OrtencioVieira ³, Leonidas Junior Simão 4, Odamar
Carrilho dos Santos 5. (Alunos do 1º período noturno do instituto FICA – Faculdades Integradas Camões).
2 – 1º Revolução Industrial

A Revolução Industrial teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização


dos sistemas de produção. Enquanto na Idade Média o artesanato era a forma de produzir
mais utilizada, na Idade Moderna tudo mudou. A burguesia industrial, ávida por maiores
lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para melhorar a produção de
mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior
demanda de produtos e mercadorias.

2.1 - Etapas da industrialização

Podem-se distinguir dois períodos no processo de industrialização em escala mundial:

• 1760 a 1850 – A Revolução se restringe à Inglaterra, a "oficina do mundo".


Preponderam a produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a
vapor.
• 1850 a 1900 – A Revolução espalha-se por Europa, América e Ásia: Bélgica, França,
Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Rússia. Cresce a concorrência, a indústria de
bens de produção se desenvolve, as ferrovias se expandem; surgem novas formas de
energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo. O transporte também se
revoluciona, com a invenção da locomotiva e do barco a vapor.

3 – 2º Revolução Industrial

Com o desenvolvimento efetivo da atividade industrial em diversas partes do mundo,


os donos dos meios de produção e capitais começaram a direcionar recursos financeiros para
o desvendamento e criação de novas tecnologias como procedimentos produtivos, máquinas,
equipamentos entre outros, todos com intuito de dinamizar e acelerar a produtividade e
automaticamente os percentuais de lucros. Desse modo, grande parte dos avanços
tecnológicos foi derivada de pesquisas científicas que são realizadas para o aperfeiçoamento
industrial. Esse processo é contínuo, pois constantemente buscam novos materiais, novas
tecnologias e métodos de produção com o objetivo de ampliar as margens de lucros. O
período que mais marcou os avanços tecnológicos foi entre o final do século XIX até meados
do século XX, quando o mundo vivenciou uma série de avanços na tecnologia, medicina entre
outros. Os fatos de maior destaque, assim com na Primeira Revolução Industrial, foi em
relação a inventos e descobertas, dessa vez o que impulsionou foi, sem dúvida, o petróleo, o
motor a combustão, utilização do aço e o uso da força das águas na geração de energia
elétrica, com a criação das usinas hidrelétricas. O conjunto de novidades tecnológicas
favoreceu uma flexibilização produtiva na atividade industrial, posicionando países que
lideram o processo de industrialização como algumas nações européias, além dos Estados
Unidos e Japão que ingressaram na Segunda Revolução Industrial. A Segunda Revolução
Industrial focalizou a produção no seguimento de indústrias de grande porte (siderúrgicas,
metalúrgicas, petroquímicas, automobilísticas, transporte ferroviário e naval). Essa etapa da
indústria mundial produziu profundas modificações no contexto do espaço geográfico no qual
essa revolução foi desenvolvida. As revoluções industriais são processos que estão ligados
diretamente aos avanços tecnológicos que determinam o sucesso de cada uma delas.

3.1 – Taylorismo

Em 1911, o engenheiro norte-americano Frederick W. Taylor publicou “Os princípios


da administração científica”, ele propunha uma intensificação da divisão do trabalho, ou seja,
fracionar as etapas do processo produtivo de modo que o trabalhador desenvolvesse tarefas
ultra-especializadas e repetitivas. Diferenciando o trabalho intelectual do trabalho manual.
Fazendo um controle sobre o tempo gasto em cada tarefa e um constante esforço de
racionalização, para que a tarefa seja executada num prazo mínimo. Portanto, o trabalhador
que produzisse mais em menos tempo receberia prêmios como incentivos.

3.2-Fordismo

O norte-americano Henry Ford foi o primeiro a pôr em prática, na sua empresa “Ford

Motor Company”, o taylorismo. Posteriormente, ele inovou com o processo do fordismo, que,

absorveu aspectos do taylorismo. Consistia em organizar a linha de montagem de cada fábrica

para produzir mais, controlando melhor as fontes de matérias-primas e de energia, os


transportes, a formação da mão-de-obra. Ele adotou três princípios básicos;

1) Princípio de Intensificação: Diminuir o tempo de duração com o emprego imediato dos

equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado.

2) Princípio de Economia: Consiste em reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-

prima em transformação.

3) Princípio de Produtividade: Aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo

período (produtividade) por meio da especialização e da linha de montagem. O operário

ganha mais e o empresário tem maior produção.

4 – História da Computação

As idéias e invenções de muitos matemáticos, cientistas e engenheiros consolidaram o


caminho para o desenvolvimento do computador moderno. De certo modo, são registradas
três datas de nascimento para o computador: uma como dispositivo mecânico de computação,
com o surgimento do ábaco; outra como um conceito, com Babbage em 1833; e a terceira
como o moderno computador eletrônico digital (1946). O Ábaco é um instrumento composto
de varetas ou barras e pequenas bolas, utilizado para contar e calcular. O mais antigo data de
aproximadamente 3.500 a.C., no Vale entre os rios Tigres e Eufrates (Egito). Por volta do ano
2.600 a.C. Apareceu o ábaco Chinês que evoluiu rapidamente e foi chamado em sua forma
final desuan-Pan, de modo semelhante apareceu no Japão o Soroban. O Ábaco constituiu o
primeiro dispositivo manual de cálculo, sendo o mais rápido método de calcular até o séc.
XVII. Blaise Pascal, filósofo e matemático francês, inventou em 1642 a primeira máquina
automática de cálculo: a Pascalina. Esta máquina era feita de rodas dentadas que simulavam
o funcionamento do ábaco, realizava apenas soma e subtração e o resultado era mostrado
numa seqüência de janelinhas. A primeira máquina que efetuada facilmente subtração,
multiplicação e divisão, além de raiz quadrada foi construída por volta de 1672 por Gottfried
Wilhelm Von Leibniz, recebeu o nome de calculadora universal e era um aperfeiçoamento da
Pascalina.No ano de 1822, Charles Babbage, professor de Cambridge e matemático,
idealizou a Máquina das Diferenças, um dispositivo mecânico baseado em rodas dentadas
que poderia computar e imprimir extensas tabelas científicas. Porém, esta máquina nunca
chegou a ser construída devido às limitações tecnológicas da época. Em 1833, Project ou a
Máquina Analítica, que de certa forma era semelhante aos computadores atuais, pois dispunha
de programa, memória, unidade de controlo e periféricos de saída. E foi concebida não apenas
para solucionar um tipo de problema matemático, mas para executar uma ampla gama de
tarefas de cálculo, de acordo com as instruções oferecidas por seu operador, através de cartões
perfurados. Seria "uma máquina de natureza a mais geral possível" –em nada inferior,
realmente, ao primeiro computador programável para

Todos os fins. A Máquina Analítica nunca foi construída, mas devido a esse projeto,
Babbage ficou conhecido como o Pai da Informática. Em 1890, os cartões perfurados
apareceram numa máquina –um tabulador estatístico construído pelo norte- americana
Herman Hollerith para acelerar o processamento das estatísticas para o censo dos Estados
Unidos de tal ano.

Em 1895, Hollerith incluiu a função de somar em sua máquina para poder utilizá-la também
na contabilidade das Ferrovias Centrais de New York. Essa é a primeira tentativa de
realização automática de uma aplicação comercial. No ano seguinte ele fundou a
Tabulating Machines Company para vender sua invenção às companhias de estradas de
ferro e órgãos do governo. A companhia tornou-se bem sucedida. Ao longo dos anos, passou
por várias fusões e mudanças de nome, sendo que em 1924 transformou-se em
Internacional Business Machine, ou IBM. Atualmente, mais de um século e meio depois
da luta de Babbage com sua Máquina Analítica, a IBM é líder mundial de uma indústria que
tornou realidade sua visão de "uma máquina de natureza o mais genérica possível". O advento
da Segunda Guerra Mundial provocou um impulso sem precedentes no desenvolvimento da
tecnologia dos computadores.o ENIAC (Eletronic Numerical Integrator and Calculator), que
entrou em funcionamento em 1946. Utilizava válvulas eletrônicas e os números eram
manipulados na forma decimal. O ENIAC nasceu da necessidade de resolver problemas
balísticos. Porém, quando foi concluído, a guerra havia acabado e ele mostrou-se capaz de
executar diversas tarefas.

1ª Geração de computadores (1946 - 1959): É constituída por todos os computadores


construídos a base de válvulas a vácuo, e que eram aplicados em campos científicos e
militares. Utilizavam como linguagem de programação a linguagem de máquina e a forma de
armazenar dados era através de cartões perfurados.
2ª Geração de Computadores (1959 - 1965): Tem como marco inicial o surgimento dos
Transistores. As máquinas diminuíram muito em tamanho e suas aplicações passam além
da científica e militar a administrativa e gerencial. Surgem as primeiras linguagens de
programação. Além do surgimento dos núcleos de ferrite, fitas e tambores magnéticos passam
a ser usados como memória.

3ª Geração de Computadores (1965 - 1975): Tem como marco inicial o surgimento dos
Circuitos

Integrados. Grande evolução dos Sistemas Operacionais, surgimento da multi programação,


real time e modo interativo. A memória agora é feita de semicondutores e discos magnéticos.

4ª Geração de Computadores (1975 - 1981): Tem como marco inicial o surgimento do


Microprocessador, que possibilitou a grande redução no tamanho dos computadores. Surgem
muitas linguagens de alto-nível e nasce a teleinformática (transmissão de dados entre
computadores através de rede).

5ª Geração de Computadores (1981 até a atualidade): Surgimento do VLSI. Inteligência


artificial, altíssima velocidade de processamento, alto grau de interatividade. A partir de 1975,
com a disseminação dos circuitos integrados, a tecnologia do computador sofreu uma
verdadeira revolução. Graças ao chip de silício, o computador, antes com dimensão
de uma sala, diminuiu muito de tamanho e de custo. Ao lado dessa metamorfose,
verificaram-se importantes mudanças nas atitudes e expectativas das pessoas que lidavam
com essas máquinas. Abriu-se caminho para uma indústria que viria a explorar o computador
como um verdadeiro bem de consumo. O crescimento assombroso da indústria dos
computadores pessoais conta uma história de magia técnica, visão utópica e visão comercial.
O maior estímulo para o desenvolvimento da computação pessoal talvez fosse, ao lado do
deslumbramento, um grande ressentimento, inspirado pelo que ocorrera com os grandes
computadores. Tais máquinas realizavam feitos maravilhosos, mas devido ao seu enorme
custo e fragilidade, só podiam funcionar em ambientes cuidadosamente controlados,
inacessíveis a poucos escolhidos. Estudantes obcecados por elas, viam-se obrigados a
trabalhar por meio de intermediários, manipulando programas codificados em lotes de
cartões perfurados e tendo que esperar horas, ou dias, pelos resultados.
5 – 3º Revolução Industrial

A 3º revolução industrial é caracterizada pelo investimento para descobertas de novas


tecnologias e a informática acelerou este processo, o aumento da comunicação, a agilidade no
processamento de dados, informatização das indústrias, sistematização da infra-estrutura
incentivo e aumento do consumismo, impulsionando o aumento da produtividade das
indústrias. A seguir alguns fatores que impulsionariam a 3º revolução industrial. A partir da
segunda metade do século XX, inicia-se uma nova fase de processos tecnológicos,
decorrentes de uma integração física entre ciência e produção, denominada Terceira
Revolução Industrial ou revolução tecno científica. Como resultado, temos a aplicação quase
imediata das descobertas científicas no processo produtivo.
Esse fato proporcionou a ascensão das atividades que empregam alta tecnologia em
sua produção. Como exemplo temos: a informática, que produz computadores, e softwares; a
microeletrônica, que fabrica chips, transistores e produtos eletrônicos; a robótica, que cria
robôs para uso industrial; as telecomunicações, que viabilizam as transmissões de rádio e
televisão, telefonia fixa e móvel e a Internet; a indústria aeroespacial, que fabrica satélites
artificiais e aviões; e a biotecnologia, que produz medicamentos, plantas e animais
manipulados geneticamente.
É importante sabermos que as tecnologias em cada um desses setores são imprescindíveis
para os avanços nos demais, ocorrendo uma estreita relação de interdependência entre suas
formas de aplicação. Nas sociedades capitalistas, sobretudo nas mais industrializadas, a
criação de tecnologias altamente sofisticadas melhora o desempenho e a produtividade do
trabalho, cria produtos de melhor qualidade e barateia os custos de produção das empresas.
Porém os robôs ou as novas tecnologias de produção parecem ser os únicos e mais cruéis
causadores do desemprego. No entanto, existem outras razões de ordem econômica, social,
institucional e geopolítica que, associadas à tecnologia, formam um conjunto que explica
melhor aquilo que, para alguns analistas, significaria até mesmo o fim de uma sociedade
organizada com base no trabalho.
As empresas multinacionais, para restabelecer sua rentabilidade, expandiram
espacialmente sua produção por continentes inteiros. Surgiram novos países industrializados.
Os mercados externos cresceram mais que os mercados internos. O capitalismo internacional
reestruturou-se. Os países de economia avançada precisaram criar internamente condições de
competitividade. A saturação dos mercados acabou gerando uma produção diversificada para
atender a consumidores diferenciados. Os contratos de trabalho passaram a ser mais flexíveis.
Diminuiu o número de trabalhadores permanentes e cresceu o número de trabalhadores
temporários. Flexibilizaram os salários - cresceram as desigualdades salariais, segundo a
qualificação dos empregados e as especificidades da empresa. Os sindicatos viram reduzidos
seu poder de representação e de reivindicação. Ampliou-se o desemprego. A difusão dos
serviços de telefonia por cabos oceânicos ou por meio de satélites, a informatização das
empresas e a transmissão de dados pela Internet permitem, por exemplo, a integração
simultânea entre sedes de indústrias, bancos e bolsas de valores do mundo todo. O transporte
em massa de pessoas e mercadorias por navios e aviões de grande porte tornou muito mais
intenso os negócios empresariais e o comércio internacional. Dessa forma as grandes
distâncias deixaram de construir obstáculos para uma integração mais afetiva entre as nações.
Criaram-se, assim, as condições necessárias para a expansão do capitalismo em nível
planetário, principalmente por meio da implantação de filiais das grandes empresas
multinacionais, até mesmo em países menos avançados ou de economia não capitalista.
Esse processo, que se desencadeou nas ultimas décadas do século XX, foi decisivo
para consolidar a presente fase do capitalismo e da divisão internacional do trabalho, a
chamada globalização. Esta tem servido para interligar ainda mais o espaço geográfico
mundial, intensificando as relações econômicas e culturais entre os países. Por isso, muitos
estudiosos analisam o mundo atual como um espaço interligado e globalizado, o espaço
global. Todo esse processo acabou por criar um novo paradigma, onde a informação é a
matéria prima. A tecnologia passa, assim, a permear toda a atividade humana, aplicando sua
lógica de redes em qualquer sistema ou conjunto de relações, circunstância que cresce
exponencialmente. Uma vez que esse paradigma da informação é baseado na flexibilidade,
permite não somente que processos, mas também organizações e instituições se modifiquem
fundamentalmente, tornando possível inverter as regras que as estruturam sem destruir a
organização. Essa percepção deve ser tomada sem ideologias, pois a flexibilidade tanto pode
ser libertadora como repressiva.
REFERÊNCIAS:

www.abril.com.br

www.colegiodaimaculada.com.br

www.globo.com

www.guiadohardware.com.br

www.histebdr.fae.br

www.marciobecker.adm.br

www.suapesquisa.com.br

www.youtube.com