LÍNGUA PORTUGUESA ELEMENTOS DE GRAMÁTICA

1 - ACENTUAÇÃO GRÁFICA 1. Introdução: A acentuação se manifesta na língua falada (marcada de forma automática, com uma sutil elevação de voz) e na língua escrita (decorrente da necessidade de marcar os vocábulos que, sem acento, poderiam ser lidos ou interpretados de outra forma). A acentuação gráfica das palavras, portanto possibilita que elas sejam pronunciadas corretamente. 2. Regras de acentuação: 2.1.Palavras monossílabas tônicas: São acentuadas as que terminam em A (S), E (S),O (S). Ex.: chá, gás, mês, fé, lê, vê-lo, nós, dó, pô-lo. 2.2.Palavras oxítonas: São acentuadas as que terminam em A (S), E(S), O(S), EM e ENS. Ex.: atrás, será, Pará, pajé, convés, cortês, avó, avô, após, robô, expô-la, vintém, parabéns. 2.3.Palavras paroxítonas: São acentuadas as que não terminarem em A (S), E (S), O (S), EM e ENS. Ex.: táxi, tênis, bônus, vírus, fórum, álbuns, bíceps, fórceps, órfã, órgãos, ímãs, útil, amável, fêmur, tórax, hífen, pólen, pônei, áreas. Observações: a) Os prefixos, em i ou r não são acentuados: anti, semi, super, inter, etc.; b) A primeira vogal dos hiatos ôo(s), êem é acentuada: vôo, enjôos, crêem (eles), dêem (eles), lêem (eles), vêem(eles). 2.4.Palavras proparoxítonas: São acentuadas todas as palavras proparoxítonas. Ex.: máquina, tônico, código, relêssemos. 2.5.Ditongos EI, EU, OI: São acentuados os ditongos EI, EU, OI, quando forem abertos e tônicos. Ex.: anéis, idéia, troféu, véus, heróico, heróis, dói (mas pasteizinhos, aneizinhos, anzoizinhos não são acentuados). 2.6.I e U como 2ª vogal do hiato: São acentuados o I e U, 2ª vogal do hiato,quando vierem sozinhos ou com S, forem tônicos e não estejam seguidos de NH. Ex.: miúdo (mi-ú-do), baús (baús), país (pa-ís), raízes (ra-í-zes). ( mas: bainha, moinho, rainha, raiz, Jair, ainda, saiu, Raul.) 2.7.Grupos QUE, GUE, QUE, QUI: A letra U destes grupos recebe trema se tiver pronúncia átona (=fraca). Ex.: seqüência, tranqüilo, agüenta, argüir, sagüi; e recebe acento agudo se tiver pronuncia tônica (=forte) Ex.: apazigúe, argúi, obliqúe. 1

2.8.Verbos TER e VIR: Esses verbos levam acento na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo: eles têm e eles vêm. Nas formas dos verbos derivados (manter, deter, conter, intervir, convir, provir, etc.) usa-se o acento agudo na 3ª pessoa do singular do Presente do Indicativo e o acento circunflexo na 3ª pessoa do plural: ele mantém / eles mantêm, ele detém / eles detêm, ele contém / eles contêm, ele intervém / eles intervêm, ele convém / eles convêm, ele provém / eles provêm. 2.9.Acento diferencial: pôr (verbo) / por (preposição); pára (verbo) / para (preposição); pôde (passado de poder) / pode (presente de poder); pêlo (substantivo) / pélo (verbo) / pelo (preposição por+artigo o); pólo (eixo, jogo) / pôlo (filhote de gavião); péla (verbo) / pela (preposição por+artigo a). ACENTUAÇÃO GRÁFICA (Ana Luiza Nazareno Ferreira) Como vou acentuar Tantas palavras assim? É fácil, vou mostrar, Vamos ler até o fim Monossílabas tônicas como faço Para acentuar e aprender? Terminando em a, e, o, com s, ou sem s Ponho acento, não vou mais esquecer. Pá, pás, pé, pés, pó, pós Monossílabas são e vou acentuar Bem, bom, da, de, tu, si, lhe Também são, mas acento nelas nem pensar. Oxítonas, ai meu Deus, Venha logo me ajudar! Terminam em a, e, o, com s ou não, em, ens Tenho logo que acentuar. Cajá, cajás, rapé, rapés, cipó, cipós, Também, parabéns, acento vão levar. Piqui, tatu, oxítonas também são, Mas acento nelas nem pensar. As paroxítonas são mais fáceis, Vamos ver como fazer: Se terminam em a, e, o com s, ou não, em, ens Acento nunca vão ter. Casa, santo, rede, homem, hifens São paroxítonas, mas não vou acentuar. Terminou diferente e é desse grupo ? Com certeza acento vai levar. 2

As proparoxítonas estão no papo, Todas vou acentuar. I, U, vêm no hiato, só ou com s? Acento neles vou colocar. E os ditongos eu, ei, e oi, que beleza! Se abertos, acento vão levar. O trema nos grupos que, gue, qui, gui. No u, átono e ouvido, também vou colocar. Eles vêem, lêem e crêem Eu não magôo, perdôo e vejo o vôo do pardal. Eles não vêm e nada têm, Mas aprendem a regra gramatical. Se é por aqui que ele vem Para pôr ordem no salão, Ele pára, pois é mais fácil Aprender as regras de acentuação. EXERCÍCIOS 1. Assinale a opção que apresenta erro de acentuação gráfica: a) O jovem fez uma boa prova, mas alguém fê-lo sair rápido e preocupado. b) Neste ínterim, o herói jogou o chapéu ao japonês que vendia aneizinhos à pálida viuvinha. c) Eu averiguei pessoalmente se fôra lavrado o flagrante do delinquente e se ele ainda estava com o dolar suiço que havia roubado. d) A função dos juízes é dar uma sentença justa àqueles árabes que vêm fazendo balbúrdia no circuito da Fórmula 1. 2. Apenas uma alternativa está correta quanto à acentuação gráfica. a) Os refens presos na saúna foram soltos quando os bacharéis pagaram o resgate. b) O pelo do gato ficou prêso nos anzóizinhos dos indios daquela aldeia perto do pé de bambú. c) Os professores mandaram por o album sôbre a mesa perto da linguiça. d) Convém que você esclareça se vê alguma falha no projeto que deixamos no fórum. 3. Nos textos que se seguem, um há em que se omitiu o acento gráfico em algumas palavras. Assinale-o. a) Vossa Excelência intervém nas discussões dos usuários com idéias irresistíveis. b) O réu não pôde explicar o porquê de sua ausência quando foi chamado a depor. 3

c) As pessoas presentes na assembleia receberam vários itens do programa e a incumbencia de analisa-los e difundi-los junto aos órgãos públicos. d) A verdadeira felicidade se constrói de pequeninos atos que vêm e vão sem que percebamos, preocupados que estamos em encontrar o paraíso. 4. Assinale a alternativa que completa corretamente as frases: ICada qual fez como melhor lhe ___________. IIO que ___________ estes frascos? IIIOs teóricos _____________ os conceitos. IVEles _____________ a casa do necessário. convém, contêm, revêem, provêem. convêm, contém, revêm, provêm convém, contém, revêem, provêm. convém, contêm, revêm, provêem Observe os textos abaixo. Depois assinale a opção correta. IEles retêm informações valiosíssimas sobre o troféu roubado. IINinguem entendeu a rúbrica do medico paranóico. IIIAgüentar o mau humor dos que só vêem tragédia em tudo é fácil quando não nos deixamos envolver pelo trágico. IVO caráter dos heróis não se mede pelos atos de heroísmo, mas pela maneira como eles se mantêm anônimos. a) b) c) d) I, II e III estão corretas. Somente a II está errada. Estão corretas a II, III e IV. Todas estão corretas. ORTOGRAFIA 1. INTRODUÇÃO A maioria das dúvidas sobre ortografia ocorrem porque, em português, existem determinados fonemas (=sons) que, dependendo da palavra, são representados por letras diferentes. Existem três procedimentos que, em conjunto, podem ajudar a diminuir as dificuldades relativas à grafia das palavras: • conhecer as orientações que vamos expor neste trabalho; • consultar, sempre que necessário, dicionário; • memorizar a grafia das palavras. 2. ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS 2.1. Emprega-se S (e não Z) 4

a) b) c) d) 5.

portuguesa. fusível. catequese. finalizar (final).ese. duquesa. 5 .. Exemplos: pouso. Exemplos: aviso – avisar. português. Teresinha (Teresa).esia. nobreza (nobre). Nas formas verbais de PÔR e QUERER. revés. obséquio. Nas palavras terminadas em – és. compuseram.. sisudo (sis(o)-udo). japonesa. Exemplos: utilizar (útil). através.. “ligando” a palavra ao sufixo. friso – frisar. baronesa. Em verbos terminados em – isar derivados de palavras que têm S no final do radical. Exemplos: burguês. atualizar (atual). análise – analisar. quiser. Exemplos: alusão (aludir). lousa. traumatizar (trauma). maresia (mar). singeleza (singelo). cãozito (cão-ito). . leveza (leve). quis. invés.ose. rapidez (rápido). decisiva (decidir). coisa. Exemplos: lapisinho (lápis-inho). tesoura. japonês. Exemplos: metástase. querosene. amenizar (ameno). etc. vasinho (vaso). nitidez (nítido). poetisa (poeta).2. pêsames. (burgo). Emprega-se Z (e não S) Nos sufixos – ez.isa. glicose.Nos sufixos – ês . Na terminação – izar dos verbos derivados de palavras sem S na última sílaba. surdez (surdo). Nos sufixos gregos – ase. hemoptise. das palavras derivadas de adjetivos. Exemplos: pazada (pá-ada). . pôs. Quando o radical termina em S. beleza (belo).ise. dispusestes. pezudo (pé-udo). otimizar (ótimo). burguesia. mesada (mês-ada). Rosita (Rosa).eza. quisera. difusora (difundir). 2. cafezal (café-al). canzarrão (cão-arrão). maisena. liso – alisar. Como consoante de ligação. empresa (empreender).. Nos nomes relacionados a verbos cujos radicais terminam em D. Depois de ditongo. osa. marquês. Exemplos: altivez (altivo). bondosa. Nos sufixos – oso. gostosa. Rosinha. pesquisa – pesquisar. Exemplos: pus. OBSERVAÇÃO: 1. quando o radical é substantivo ou em gentílicos. feioso. Exemplos: Luisinho (Luís). o Z não é usado. caquizeiro (caqui-eiro). (Exceção: dez) Em diminutivos cujo radical termine em S. deusa. Aqui se acrescenta a desinência verbal – ar. pausa. gasolina. títulos nobiliárquicos e profissão. pezinho (pé-inho). . gás. pazona (pá-ona). burguesa. mãozorra (mão-orra). riqueza (rico).esa. Exemplos: bondoso. Exemplos: convés. cós. espontâneo. Em muitas outras palavras Exemplos: Ásia. atrás.

animaizinhos (animalzinho – animal – animais). desprezo. . ojeriza. azedo. só conservarão o S os vocábulos diminutivos que já o possuíam no seu radical. .oz. dando lugar apenas ao Z. feliz.2. fuzil. correspondentes a formas latinas. bizantino. capaz. Em muitas outras palavras. Homônimos e Parônimos Asado: que tem asas / Azado: oportuno Asar: guarnecer com asas / Azar: má sorte Coser: costurar /Cozer: cozinhar Fúsil: que se pode fundir / Fuzil: carabina Revisar: rever: corrigir. xadrez. Em vocábulos de origem árabe.3. talvez. / Revezar: substituir alternadamente Vês: forma de verbo ver. baliza. desaparece no meio da palavra. gozai. granizo. . algazarra. Nas terminações –az. etc. feroz. pessoa notável. Exemplos: buzina. dez. adeusinho (adeus). azia. 6 .uz. Exemplos: caracoizinhos (caracolzinho – caracol – caracóis). Azambuja. oriental e italiana. Exemplos: azáfama. coraçõezinhos (coraçãozinho – coração – corações).iz. . como marca de plural. azeite. / Az: esquadrão Vós: pronome pessoal / Voz: som da laringe. vizir. Exemplos: chinesinho (chinês). alazão. 2. Quanto ao plural. / Vez: ocasião Ás: carta de jogo. Do contrário. Exemplos: rapaz. lapisinho (lápis). o S.ez. luz.

compulsório (compelir). diversão (divertir). dorso. repulsa (repelir). Exemplos: ganso.5. cessão (ceder). comparsa. impulso (impelir). Cela: aposento / Sela: arreio de cavalgadura Celeiro: depósito de provisões / Seleiro: fabricante de selas Cenário: decoração de teatro / Senário: que consta de seis unidades Censo: recenseamento / Senso: juízo claro Censual: relativo ao censo / Sensual: relativo aos sentidos Cético: que ou quem duvida / Sético: que causa infecção Cerração: nevoeiro espesso / Serração: ato de serrar Cerrar: fechar / Serrar: cortar Incerto: duvidoso / Inserto: incluído Incipiente: principiante / Insipiente: ignorante Intenção ou tenção: propósito / Intensão ou tensão: intensidade Cervo: veado / Servo: servente Cessação: ato de cessar / Sessação: ato de sessar Cessar: interromper / Sessar: peneirar Círio: vela grande de cera / Sírio: da Síria Cesta: utensílio de vara. ascensão (ascender). c) Em muitas outras palavras. expansão (expandir). 2. opressão (oprimir). com asas / Sesta: hora de descanso / Sexta: ordinal feminino de seis.2. RG. farsa. excesso (exceder). submisso (submeter). impresso (imprimir).6. cortar. Exemplos: pretensão (pretender). b) Dobra-se o S (SS) quando a uma palavra iniciada por S se junta um prefixo terminado por vogal. etc. CED. consensual (consentir). promessa (prometer). 7 . utensílio. processo (proceder). ressurgir (resurgir). cansar. Homônimos e Parônimos Cegar: fazer perder a vista / Segar: ceifar. b) Em muitas outras palavras. CORR e SENT. pressentir (pré-sentir). submerso (submergir). RT. sensível (sentir). ânsia. Exemplos: agressivo (agredir). percussão (percutir). PRIM ou com verbos terminados por TIR e METER. Exemplos: assistemático (a.4. admissão (admitir). discurso (discorrer). aspersão (aspergir). 2. inverso (inverter). PEL. regressão (regredir). Emprega-se SS (e não C ou Ç) a) Em nomes relacionados com verbos cujos radicais terminem em GRED.sistemático). recurso (recorrer). Emprega-se S (e não C ou Ç) a) Em nomes relacionados a verbos cujos radicais terminam em ND.

). sortilégio. soçobrar. coice. caçula. retenção (reter). cacimba.igem. (Exceções: pajem e lajem) b) Nos verbos em -GER e –GIR. 2. Exemplos: ação (ato). abstenção (abster). .úgio. dentuço. uça. feição. esperança.10.ação. geringonça. açúcar. herege.ígio. gíria. isenção (isento). cacique.oge. c) Em muitas outras palavras. . Juçara. aguçar. . . infração (infrator).iço. amanhecer. proteger. muçulmanos. ricaço.2.ugem. Paço: palácio / Passo: passada Ruço: pardacento. miçanga. etc. ferrugem. Emprega-se G (e não J) a) Nas terminações – agem. paragoge. monge.ege. Exemplos: cetim. Exemplos: dossel. . e) Em muitas outras palavras. açucena. fugir.aço. pêssego. Exemplos: coragem. armação. d) Nos sufixos – aça. assessor. massagista. . Iguaçu. caniço. . caiçara. grisalho. ágio.ógio. .uço. b) Nos derivados de palavras em TO e em nomes relacionados com verbos terminados em TER. divisão. / Sessão: reunião. fingir. Emprega-se C ou Ç (e não S ou SS) a) Após ditongos. / Russo: natural da Rússia Decertar: lutar / Dissertar: discorrer 2. cipó. Exemplos: eleger. etc. relógio. . c) Em vocábulos de origem árabe. Exemplos: gengibre. cachaça. viagem (s.égio. 8 . refúgio.ecer. . carapuça. adágio. vertigem. Homônimos e Parônimos • • • • • • • • • Acento: sinal gráfico / Assento: lugar onde a gente se assenta Acessório: que não é fundamental / Assessório: relativo ao assessor Apreçar: marcar ou ver o preço de / Apressar: tornar rápido Caçar: perseguir a caça / Cassar: anular Empoçar: formar poça / Empossar: dar posse a Cessão: doação / Seção: corte. Exemplos: barcaça. africana ou exótica. Exemplos: louça. traição. paçoca. buço. etc.8. detenção (deter). vestígio. . 2. gengiva. secessão.nça. absorção (absorto).9. calabouço. . Exemplos: dançar. . tupi.çar. Emprega-se J (e não G) a) Nas formas verbais dos verbos terminados em – jar. . sossego. esfinge.7. . carniça. iça. tigela. sargento. álgebra. dançarina.

rixa. mexer. rouxinol. trajem (de trajar). chuchu. charque. enxoval. salsicha. flecha. alemã. etc.12. jeito. berinjela. lagartixa. mochila. Tachar: censurar / Taxar: estabelecer o preço ou o imposto. / Broxa: pincel Bucho: estômago de animais / Buxo: arbusto ornamental Cachão: fervura / Caixão: caixa grande. Tacha: pequeno prego / Taxa: imposto. esbanjem (de esbanjar). piche. chuchu. muxoxo. sanduíche. b) Depois de EN e ME. Exemplos: chave. espadachim. viajem. chumbo. jenipapo. xereta. xerife. Cachola: cabeça / Caixola: pequena caixa Chá: arbusto. etc. c) Em muitas outras palavras. sarjeta. jibóia.14. Exemplos: cerejeira (cereja). azeviche. c) Em inúmeras outras palavras. desconjuntar. chope. (Exceção: encher e seus derivados. bruxa. maxixe. jirau. xampu. puxar. etc. lojista (loja). infusão. xícara. alforje. frouxo. Exemplos: enxame. (Exceção: recauchutagem). preço. pechincha. caxumba. 2. chimarrão. bexiga. gorjeta (gorja). 2. mexerico. inglesa e árabe. checar. Exemplos: taxa (valor).). xingar. b) Em inúmeras outras palavras. Cocho: vasilha feita com um tronco de madeira escavada / Coxo: aquele que manca.11. féretro. mexilhão. feixe. enxuto. Exemplos: jiló. (de viajar). chaveiro. cochichar. chassi. mexicano. b) Em palavras derivadas de outras cuja última sílaba é –ja. ostentar luxo. enxó. canjica. Emprega-se CH (e não X) a) Em palavras de origem latina. francesa. / Xá: título de soberano no Oriente Chácara: quinta / Xácara: narrativa popular em verso Cocha: gamela / Coxa: parte da perna Luchar: sujar / Luxar: descolar. majestade. enchiqueirar (chiqueiro). Emprega-se X (e não CH) a) Depois de ditongo Exemplos: caixa. peixe. 2. Homônimos e Parônimos • • • • • • • • • • • Brocha: prego curto de cabeça longa e chata.13. espanhola. mecha e se a palavra primitiva já começa com ch: encharcar (charco). Emprega-se E (e não I) 9 . inchar. penacho. ficha. italiana. 2.Exemplos: viajei. pajé. Exemplos: broche.

disenteria.18. candeeiro. Delatar: denunciar / Dilatar: retardar. 2. buliçoso. polir. jabuticaba. jabuti. habitues (habituar). Exemplos: criar. Deferir: conceder / Diferir: adiar. molambo. Emprego do O • Capoeira. quase. bueiro. irrequieto. Parônimos • • • • • • • • • • • • • • • Arrear: pôr arreios a / Arriar: abaixar. Exemplos: arrepiar. Recrear: divertir / Recriar: criar de novo. míngua. inigualável. Emprega-se I (e não E) Na 2ª e 3ª pessoa do singular do presente do indicativo e na 2ª do singular do imperativo dos verbos terminados em – uir. Eminente: alto. 10 . concluis. conclui (concluir). Enformar: incorporar. Lenimento: suavizante / Linimento: medicamento para fricções. Descrição: representação / Discrição: reserva. sequer. etc. habitue. meritíssimo. tábua. polui (poluir). privilégio. chuvisco. cultues (cultuar). estender. Despensa: compartimento / Dispensa: desobriga. bulir. chatear. Exemplos: possuis. diminui (diminuir). 2.15. etc. tabuada. côdea.16. meter em fôrma. Descriminar: inocentar / Discriminar: distinguir. hilaridade. óbolo. cumeeira. mágoa. Emergir: vir à tona / Imergir: mergulhar. 2. íngua. destilar. Destratar: insultar / Distratar: desfazer (contrato). efetue. / Informar: avisar. poluis. Parônimos • Assoar: limpar (o nariz) / Assuar: vaiar. excelente. focinho. efetues (efetuar). poleiro. Emigrante: o que sai do próprio país / Imigrante: o que entra em país estranho. embutir. 2. pátio.17.Na 1ª. etc. crânio. Em muitas outras palavras. possui (possuir). pinicar. silvícola. Exemplos: cultue. impigem. goela. 2. empecilho. diminuis. Deferimento: concessão / Diferimento: adiamento. Emitir: lançar fora de si / Imitir: fazer entrar. Emprego do U • Ao léu. Em muitas outras palavras. êmbolo. / Iminente: que ameaça cair ou correr. 2ª e 3ª pessoas do presente do subjuntivo e na 3ª pessoa do singular do imperativo dos verbos terminados em – uar.19. campeão. etc.

/ Descente: que desce. c) em substituição à expressão “pelo qual” e suas variações. descendente. Exemplos: Voltamos porque choveu. Eis por que não quis te chamar. Por quê? Ele não veio e não disse por quê. etc.21. consciência. limpo. Decente: decoroso. descer. Homônimos e Parônimos • • • Acender: pôr fogo a. PORQUE e PORQUÊ. Vultoso: volumoso / Vultuoso: congestão na face.”. Pontear: marcar com ponto / Pontuar: empregar a pontuação. obsceno. uma causa ou uma conseqüência. Comprimento: extensão / Cumprimento: saudação. Emprego do grupo SC • Abscissa. pelo qual. você não vai sair hoje. b) quando se subentende a palavra “motivo. Insolação: exposição ao sol / Insulação: isolamento. / Docente: relativo professores.• • • • • • • • • Comprido: longo / Cumprido: executado. toldado. 2. 2. disciplina. Torvo: enfurecido / Turvo: opaco. Afinal chegou o dia por que eu tanto esperei. isósceles. nascer. descentralizar. Exemplos: Você não veio por quê? João. / Ascender: subir. POR QUÊ Por quê (=por qual motivo) é usado no final das frases interrogativas diretas ou indiretas. etc. piscina. POR QUE Por que (=por que motivo. conforme sua posição e seu significado. abscesso. aparece escrita de quatro maneiras diferentes: POR QUE. d) e depois das palavras “daí” e “eis”. Costear: navegar junto à costa / Custear: prover as despesas. POR QUÊ. adolescente. introduzindo uma explicação. Soar: produzir som / Suar: transpirar. razão. o motivo pelo qual) é empregado: a) no início de frases interrogativas diretas ou indiretas. pois) é usado em lugar de “por causa que”. ascensorista. discípulo. USO DOS “PORQUÊS” A palavra porquê. ascensão. por causa que. oscilação. PORQUE Porque (=porquanto. Exemplos: Por que ele voltou? Eu não sei por que ele voltou. 11 a . rescisão.20. Sortir: abastecer / Surtir: originar. Discente: relativo a aluno.

procriar. Auto. neo. intro. supra. a) Prefixos que devem ser separados por hífen antes de palavras que começam por H. o hífen separa palavras compostas por justaposição. R. aquém-fronteira. porque o ônibus vem vindo. pronomes enclíticos “lo. contra-senso. aquém. vice. recém. tri. cisplatino. gastrofaringite. la. neo-socialista. eletro. filo. anfiteatro. trans. sem. pré-natal. Faça os exercícios porque senão você não sai. hemi. 2) Prefixos e Elementos que Nunca Admitem Hífen Acro. cis. introverter. pro. b) Prefixos que devem ser separados por hífen antes de palavras que começam por H. ultra-som. se vier seguido de uma palavra iniciada por VOGAL. H. aceitam ou não hífen. pós. Exemplos: acromegalia. semi-reta. semi. Exemplos: além-mar. bioquímica. sociólogo. não haverá hífen. contra. in. sobrehumano 12 é usado como . intra-uterino. perímetro. R. Exemplos: auto-estima. transpor. contra-regra. S (horas). (Exceção: Extraordinário). arqui-rival. eletrocardiograma. anti. re. hidroavião. ultra. audiovisual. anti-herói. etc. anfi. preexistir.Andem depressa. Estudaremos o emprego do hífen e os prefixos. infra-social. extra-oficial. hetero. supra-renal. injustiça. ex-presidente. pós-moderno. Nesse caso. EMPREGO DO HÍFEN Além de seu emprego na partição das palavras em final de linha. pró-natureza. pronomes átonos enclíticos e mesoclíticos das formas verbais. tricampeão. vicereitor. egocêntrico. hemisfério. Achei Paulo meio triste. dependendo da palavra que os segue. audio. infra. pré. 3) Prefixos que Aceitam ou não Hífen Há prefixos que. gastro. Procurava resposta aos teus porquês. Exemplos: ante-sala. proto. 1) Prefixos que Sempre Exigem Hífen Além. las” dos pronomes “nos e vos” e da palavra “eis” e alguns prefixos nas palavras derivadas por prefixação. arqui. peri. extra. Será porque brigou comigo? PORQUÊ Porquê (=motivo ou indagação) substantivo e admite artigo ou pronome adjetivo. recém-casado. Ante. R ou S. pre. proto-histórico. Se a palavra começar por outra letra. pró. bio. endodontia. auto-retrato. S ou VOGAL. etc. pseudo. ex (=já foi). los. filósofo. pospor. sobre. semcerimônia. socio. aeroporto. aero. ego. hidro. heterossexual. endo. pos. o hífen só poderá ocorrer. retomar. sem-vergonha. pseudo-sábio. intra. Exemplos: Não sei o porquê de teu entusiasmo.

superhomem. Hiper. sob. o subchefe da empresa. inter-racional. Ex. O pseudo-sábio quiz usar do previlégio de ser um iminente astrólogo para torvar o ambiente antes tão calmo. sub. O neo-socialista investiu seus recursos de forma decente. inter. ob-repção. Tu possues o dom de adivinhar e não fazes siquer uma pequena demonstração para nós. O homem submisso não nos agrada porque para nós isto é empecilho à nossa felicidade. malhumorado. pan-americano. que se insulou e não custeou as despesas assumidas. sob-roda.) EXERCÍCIOS Assinale a opção em que há erro quanto à grafia de algumas palavras. Exemplos: ab-rogar. sub-reino. sem o enchoval solicitado. antisséptico (ou anti-séptico) sobressalente. ad-rogar. Não me responderam porque chegaram tarde.: sub-base. pan. mas feliz por que tinha conseguido fazer seu autorretrato. Apenas uma opção não apresenta erro. Ab. e) Prefixos que devem ser separados por hífen antes de palavras que começam por R. 13 . super. Começou uma discução sem motivo e me deixou de sobre-aviso. molhando o tapete. Circum. d) Prefixos que devem ser separados por hífen antes de palavras que começam por H ou VOGAL. No momento azado haverá quem nos tire dessa cerração que não sabemos por que começou tão de repente e nos deixou tão mal-humorados. c) Prefixos que devem ser separados por hífen antes de palavras que começam por H ou R. (Observação: O prefixo “sub” também exige hífen se a palavra começar por “b”. Assinale-a: O menino entrou em casa enxarcado. ob. bem diferente do seu arquiinimigo. ad. subbibliotecário. mal. sobressalta. Exemplos: circum-hospitalar. mal-educado.(Exceções: sobressair. O gerente participou de um concerto de violinos na ante-sala do xá da Pérsia. Exemplos: hiper-helênico.

Pois. 2ª e 3ª). etc. que acontecerá ou será. acredite. 14 .) 2. eu não sei por que não vim ontem. pensar. sensate_. a terceira. que aconteceu ou foi. imperativo (expressa ordem. atravé_. bre-a. z: polemi_ar. Vejamos os principais: 1. VERBOS Verbo é a palavra que. A verdade é o princípio por que me oriento. inundando a estrada que o ____________ e __________ toda a planície. comer. no tempo – alguma coisa que acontece ou é. ob_équio. São três: indicativo (exprime um fato certo. real.). Para se redigir empregando corretamente as formas verbais. positivo). _u_u.Assinale a alternativa que completa corretamente a frase: “Com a chuva torrencial. verbos terminados em – ar (amar. sair. subjuntivo (exprime fato possível ou duvidoso). enxurradas – deságuam – margeia – empoçando enchurradas – desagúam – margeia – empoçando enxurradas – desagüam – marjeia empossando enchurradas – deságuam – marjeia – empoçando Considerando o uso apropriado do termo grifado. ou fenômeno) e situa-o no tempo. modo. MODO E TEMPOS Os modos indicam as diferentes maneiras de um fato realizar-se. etc. indica um fato (em geral ação. que indica um processo. rou_inol. pi_ar. por si só. conselho. a segunda. etc. identifique em que sentença do diálogo abaixo há um erro de grafia: Por que você não veio ontem? Você quer mesmo saber o por quê ? Claro. PESSOAS Há três pessoas (1ª.). abordadas em duas situações: singular e plural 3. pedido). Identifique a alternativa em que todas as lacunas seriam corretamente preenchidas com a letra indicada em cada caso: x: en_ugar. atrá_. pessoa. verbos terminados em –er (vender. di_imar. en_ada. pu_er. miude_a. s: qui_er. mi-aria. furiosas _______e ribeirões ________ no rio. bro_e. CONJUGAÇÃO VERBAL Existem três conjugações verbais: a primeira. existem alguns aspectos teóricos e outros práticos cujo conhecimento é importante. pre_ar. estado. verbos terminados em –ir (partir. tempo e voz. ch: en_ente. É a palavra variável em número. en_arcar.

Observação: Muito raramente. Entrega-se flor. Há três tempos: presente (fato ocorrido no momento em que se fala). Ela se apresenta sob duas formas: passiva analítica (verbo auxiliar + particípio). FORMAÇÃO DOS TEMPOS As formas primitivas são aquelas que dão origem a outras (formas derivadas). Ela fez a prova. referindo-se a uma ação futura. São três as vozes verbais: ativa. forma a 2ª pessoa do singular e plural do imperativo. surgem formas passivas com outro pronome que não seja o “se”. Caiba você. não caiba você. Exemplos: Alugam-se casas. 4. São três: infinitivo (impessoal e pessoal). Exemplos: Batizei-me na Igreja (= Fui batizado). adjetivo e advérbio). 15 . a 3ª pessoa do singular e a 1ª e a 3ª pessoa do plural do imperativo afirmativo e todo o imperativo negativo. isto é.Os tempos situam a época ou o momento em que se verifica o fato. (Subjuntivo presente). particípio e gerúndio. b) Da 2ª pessoa do singular e plural. caibamos nós. vinculada a um momento já passado). mais-que-perfeito (ação acabada. pretérito (fato ocorrido antes). Passiva sintética ou pronominal (verbo transitivo direto acompanhado do pronome apassivador “se”). Exemplo: A prova foi feita por ela. caibam vocês (Imperativo afirmativo). porque além do valor verbal. 5. Tu te chamas Sara (= Tu és chamada) 6. Exemplo: Tu cabes. FORMAS NOMINAIS Chamam-se formas nominais. (Imperativo negativo). São as seguintes: Presente do Indicativo a) Do radical da 1ª pessoa do singular forma o presente do subjuntivo e. etc. futuro (fato que ocorrerá depois). VOZES VERBAIS Voz do verbo é a forma que o verbo assume para indicar que a ação verbal é praticada ou recebida pelo sujeito. Que eu caiba. ocorrida antes de outro fato passado). menos o “s”. futuro do pretérito (pode indicar condição. O futuro subdivide-se em: futuro do presente (refere-se a um fato imediato e certo). etc. Observação: O pretérito subdivide-se em: perfeito (ação acabada). Não caibas tu. não caibamos nós. deste último. isto é. produz a ação. que tu caibas. Exemplos: O homem saiu. podem ter a função de nomes (substantivo. b) voz passiva: o sujeito é paciente. imperfeito (ação inacabada no momento a que se refere a narração). Exemplos: Eu caibo (verbo caber – 1ª pessoa do singular). passiva e reflexiva: a) voz ativa: o sujeito é o agente. recebe a ação.

amaremos. sair (-r: sai): sairei. sair (-r: sai): sairia. Exemplos: cantar (-r: canta): cantar. conseguimos as formas derivadas. saber (-r: sabe): saber. Pretérito Perfeito do Indicativo Suprimindo-se a desinência número-pessoal da 2ª pessoa do singular. caberás. acrescido das respectivas desinências. Assim: a) Pretérito Imperfeito do Indicativo: * 1ª conj: -VA.-re). como FAZER. vestires. quando tu couberes (futuro do subjuntivo). Partir (-r: Parti): Partia (crase da vogal temática –i). caberemos. Exemplos: amar (-r: ama): amaria. saberes. vender (-r: vende): vendido (na 2ª conjugação a vogal temática –e se transforma em –i). trarei. b) Futuro do Presente do Indicativo * A desinência modo-temporal do Futuro do Presente é – rei (-re) ou –ra. NÚMERO 16 . temos o tema. TRA e DI: farei. caber (-r: cabe): caberei. etc. que acrescido das respectivas desinências modo – temporais e número – pessoais. Exemplos: amar (-r: ama): amando. Exemplos: Tu coubeste (2ª pessoa do singular – ste fica o tema coube): eu coubera (mais-que-perfeito). traria. 2º e 3º conj: -IA. c) Futuro do Pretérito do Indicativo * A desinência modo-temporal do Futuro do Pretérito é – RIA. 7. cantares. o imperfeito do subjuntivo (-sse) e o futuro do subjuntivo (-r. faria. Exemplos: voltar (-r: volta): voltado. se eu coubesse (imperfeito do subjuntivo). Com esse tema. Vender (-r: Vende): Vendia (assimilação da vogal temática –e). . Exemplos: Cantar (-r : Canta): Cantava. e DIZER perdem essa terminação no futuro do presente e futuro do pretérito. caber (-r: cabe): caberia. vender (-r: vende): vendendo. direi. partir (-r: partir): partido. .ste. sairás. Observação: Os verbos terminados em –zer. quando eu couber. Infinitivo Impessoal O tema do infinitivo obtém-se pela supressão da desinência final –r. amarás. Exemplos: amar (-r: ama): amarei. Cabei vós (Imperativo afirmativo). formará o mais-que-perfeito (-ra). partir (-r: parti): partindo. diria. d) Gerúndio A desinência do Gerúndio é – NDO. ficando o tema em FA. e) Infinitivo Pessoal A desinência do infinitivo pessoal é –R ou –RE. Cabe tu. sairemos. vestir (-r: vesti): vestir. f) Particípio Passado Regular A desinência do particípio passado regular é –DO.vós cabeis (Presente do Indicativo) . TRAZER.

quando regidos de preposição. dizer (digo. amanhecer. anômalos.) c) Anômalos são os verbos que apresentam profundas irregularidades. São duas horas (usado no plural. sensação.: sempre haverá ricos e pobre. conveniência ou sensação. coube. venderia. partirdes. vendêssemos. amei. porque concorda com o predicativo). por isso. São os seguintes: a) Os verbos que exprimem fenômenos da natureza. As epidemias grassavam na região. ser. ser quando indica tempo. Está quente.: O cão late. Chega de lamúrias. assentar. pôr. Ventou muito à noite. fazer quando indica tempo decorrido ou situação de tempo. etc. etc. chover. eles classificam-se em: unipessoais. etc. ter e vir. disse. plural) e são: 1.) vender (vendes. Exs. c) Certos verbos que indicam necessidade.). relampejar. FLEXÃO Quanto à flexão. grassar. Isso sói acontecer sempre. constar. etc). nevar. 2. etc. c) Os verbos concernir. impessoais e pessoais. ao serem conjugados. Foram assim classificados pela Nomenclatura Gramatical Brasileira. em frases do tipo: Basta de provocações ! Dói-me do lado direito. irregulares. ir. quando indica situação de tempo. ventar. partiste. alteração do radical. Exemplos: Nunca nevou nesta cidade. são conjugados só na 3ª pessoa do singular. Tu brincas. Faz dez anos que saí. defectivos e abundantes. 3. Fazia muito calor. ame. Os sapos coaxavam b) Os verbos que indicam necessidade. costume: Exs. acontecer. coubesse. amarei. sofrem alteração no radical. Impessoais: são os verbos que não possuem sujeito e. Exemplos: caber (caibo. O exemplo não concerne ao caso.Quanto ao número de pessoas em que os verbos são empregados. partes. Exemplos: Amar (amo. etc.) b) Irregulares são os verbos que. direi. partir (partiram. Ele fará tudo. como: anoitecer. Pessoais: são os verbos conjugados nas diversas pessoas. conforme os seguintes exemplos: Aconteceu o que eu temia. haver. 8. conveniência. 17 . Unipessoais: emprega-se só na 3ª pessoa (singular e a) os verbos que se referem a vozes de animais: Exs. a) Regulares são os verbos que se conjugam sem sofrerem. Exemplos: Eu amei. Os vestidos lhe assentavam bem. em nenhuma de suas formas. estar. trovejar.: Urgem as providências cabíveis. Convém que fiques aqui. b) Verbo haver no sentido de existir. Eles cantariam. Nós estamos bem. São eles: estar. O livro consta de duas partes. os verbos podem ser: regulares. Pareceume que ele sorria.

completar (completado.d) Defectivos são os verbos que não são conjugados em todas as pessoas. Ontem eu te AMEI E amanhã te AMAREI mais ainda. expulsar (expulsado. Exemplos: aceitar (aceitado. morrer (morrido. ganho). escrever (escrito). os verbos ter e haver e. completo). os verbos ser e estar. AMAR EM TEMPO DE VERBO (Ana Luiza Nazareno Ferreira) Hoje eu te AMO. cobrir (coberto). Quando eu te AMAR mais ainda ? É impossível. portanto. com o particípio irregular. gastar (gastado. Pois me parece que dizer: AMA-ME. aceito). Ele havia expulsado o aluno. Eu já te AMAVA desde muito E te AMARA num passado que é hoje. E creio: te AMARIA sempre Se já não te AMASSE tanto. abolir. remir. com o particípio regular. acender (acendido. pôr (posto). expulso). O aluno foi expulso da aula.O verbo imprimir possui dois particípios quando significa gravar. No sentido de produzir movimento. 2. ver (visto). pagar (pagado. 18 . Enorme velocidade foi imprimida pelo motorista. gasto). fazer (feito). Observações: 1. vir (vindo) e os seus derivados. aceso). e) Abundantes são os verbos que possuem dois particípios. morto). combalir. demolir. pago). impresso). Exemplos: O livro foi impresso em Lisboa. dizer (dito). etc. falir. isto é certo. A travessa já está enxuta. usa-se apenas o particípio regular. São eles: abrir (aberto). tempos ou modos: Exemplos: reaver. um regular e outro irregular.Usam-se. Exemplos: Ela tinha enxugado a louça. Que eu te AME E tu me AMES. não sendo. imprimir (imprimido. precaver-se. etc. 3 – Alguns verbos têm um único particípio irregular. ganhar (ganhado. abundantes. benzer (benzido. bento).

: Quem te contou isto ? Quando nos veremos ? l) Infinitivo pessoal regido de preposição. Escuta quem fala. f) Conjunções subordinativas. Bons ventos a tragam.: Alguém te convidou.: Deus nos proteja.: Não me esqueças. d) Pronomes demonstrativos. Exs. dependendo de certos fatores.: Em se tratando de ti. Exs. era tarde. g) Gerúndio precedido da preposição “em”. Exs.: Aqui me sinto bem.: O jovem que me deu o livro saiu. fizeram logo a prova. Exs. Este nos pediu primeiro. Exs. Exs.Não é necessário. ofereceu-nos um exemplar. E AMANDO num sempre É ser AMADO na eternidade.: Como te exibes ! Quanta mentira se contou ! j) Frases interrogativas iniciadas por uma vocábulo interrogativo. COLOCAÇÃO PRONOMINAL Os pronomes pessoais oblíquos átonos ligam-se ao verbo e podem. ocupar três diferentes posições: Antes do verbo (próclise): Eu te amo. Exs. No meio do verbo (mesóclise): Amar-te-ei. Jamais te enganei. Por se considerarem bons. h) Frases optativas com o sujeito anteposto ao verbo. c) Pronomes indefinidos. Hoje te vi alegre.: Ao se sentirem ameaçados. Exs. Tudo me alegra. Depois do verbo (ênclise): Amo-te. Exs. Exs. Exs. AMAR a mim é o que fazes. AMAR a ti é o que faço.: Isto me incomoda. i) Frases exclamativas iniciadas por expressões exclamativas. b) Pronomes relativos. MESÓCLISE 19 . PRÓCLISE Usa-se a próclise quando há: a) Palavras de sentido negativo. Em se anunciando o editor. Todos sabem que te amo. tudo é possível. fugiram.: Quando nos viram. e) Advérbios não seguidos de vírgula.

ÊNCLISE Usa-se a ênclise quando o verbo está: a) Iniciando frase. firmamo-nos (firmamos+nos). Mexam-se. amamo-la (amamos+a). é usada. Mostrava-me tudo. Exemplos: levamno (levam+o). MAS: Não nos farão mal (palavra negativa: mesóclise proibida). Exs. Tudo fez para te agradar.-la. Exemplos: Tudo fez para agradar-te. “as”. O amor te fará feliz. 4 – Quando a pessoa verbal termina por “r”. se soubesse. 6 – Por uma questão de eufonia. “os”. a próclise ou a ênclise são facultativas. Amá-lo-ei sempre. Exemplos: Continuou a amá-lo.os. observamo-lo (observamos+o). Eu adoro-te. cortam-se aquelas consoantes e empregamos as formas –lo. Exemplos: enviá-lo (enviar+o). Esperar-te sempre é bom.as e as preposições a e por regendo infinitivo impessoal.a.: Vendo-nos.las. ficou feliz. “a”. Essa regra é válida também para os verbos “partidos” (futuro do presente e futuro do pretérito). repõe-no (repõe+o). com os pronomes o. “s” ou “z” e vamos acrescentar os pronomes oblíquos “o”. b) No imperativo afirmativo. Exs. O amor far-te-á feliz. coloca-se “n” antes do pronome oblíquo. ão ou õe) e vamos acrescentar os pronomes oblíquos “o”. PRONOME OBLÍQUO NAS LOCUÇÕES VERBAIS 20 . conservemo-nos (conservemos+nos). (Sujeito expresso anteposto ao verbo: mesóclise facultativa). “a”. 2 – Nas orações principais. mostrá-lo-ei (mostrar+o+ei). contá-lo-ia (contar+o+ia). Exs. fiquei alegre. dão-no (dão+o).: Por favor.: Olhou-nos e saiu. jovens ! Levanta-te depressa ! c) No infinitivo impessoal. anteposto ao verbo (mesóclise facultativa). “as”. “os”. porém. precedidos de preposição ou locução prepositiva.-los. a próclise ou a ênclise são facultativas. NOTA: A ênclise. Exs. OBSERVAÇÕES: 1 – O futuro do presente. Exs.Usar-se-á a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito e a próclise não for obrigatória (mesóclise proibida). diga-lhe que saí. o futuro do pretérito e o particípio não aceitam a ênclise. Ouvindo-te agora.: Ver-te-ei amanhã. Exemplos: Eu te adoro. e não houver sujeito expresso. Contar-vos-ia. 5 – Quando a pessoa verbal termina por ditongo nasal (M. quase que exclusivamente. Tudo fez por consegui-lo. coordenadas ou absolutas. fi-lo (fiz+o). d) No gerúndio.: Vê-lo é o meu desejo. 3 – Com os infinitivos impessoais. corta-se o “s” final das formas verbais que se assemelham aos seguintes casos (1ª pessoal do plural): Subscrevemo-nos (subscrevemos+nos).

Ele não quiz fazer o serviço a que se propora. o pronome oblíquo poderá ser colocado antes ou depois do verbo auxiliar ou depois do infinitivo ou gerúndio. 3 – Em apenas uma das frases a forma verbal está incorreta. Na tentativa de solucionar o problema. O pronome oblíquo virá antes ou depois do auxiliar. Trá-lo-ei assim que mo pedires. Nós devemos-lhe dizer tudo. façais. Exs. falar-lhe-ei. Atualmente eu mobilio a casa. esperem-me. EXERCÍCIOS 1 – Assinale a flexão verbal incorreta: a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) Se Se Se Se Se vir o tal colega. Não devemos dizer-lhe tudo. Se houver palavra que exija próclise. 4 – Corrija se necessário: Maneco interviu a tempo.a) Verbo auxiliar + infinitivo ou gerúndio. direi que não podemos. Se não houver palavra que exija próclise. 21 . aguardo-o. É necessário que você averigüe a questão. 2 – Assinale a única alternativa em que há erro de flexão verbal: Quando eu o vir. Assinalea: Desejo que me ouçais com atenção. Hoje não viemos aqui para brincar. eles se desavieram. Quando você vir aqui novamente. eu pôr o verbo no plural. Ele vemse aplicando. Se intervissem. Exs. eu for tarde. acertarei as contas. b. Nós devemos dizer-lhe tudo. Os funcionários vêm aqui hoje.: Não lhe devemos dizer tudo.: Nós lhe devemos dizer tudo. a duplicata estiver certa. Não odieis vosso irmão. nunca depois do particípio. Por haver aceito as normas foi aceitado na empresa. Ele não lhe está falando. a. Ele se vem aplicando. mostrarei a minha casa. O fato tem-me desagradado. Ele não tem visto. o conflito cessaria. Se vos pedem para fazer o trabalho. Se eles se precavessem. o pronome oblíquo poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do infinitivo ou gerúndio. O governo interveio na região. a. erro de novo. Se ele propor um aumento. Ele não está falando-lhe. paguem-na. Exs. eu vier cedo. Ele vem aplicando-se.: O fato me tem desagradado. b) Verbo auxiliar + particípio. não sofreriam o acidente.

II – Dizia ele cousas engraçadas. V – Dar-lhe-emos novas oportunidades. ( ) Todos querem lhe perguntar sobre a viagem. intervim. ( ) Já notavam-se diferenças sensíveis nas primeiras horas. coçando-se todo. se precaveio. III – Nada chegava a impressioná-lo na juventude. me precavi. me contive. dois agentes secretos viram e não ___. Arruma-te de uma vez ! Contei-lhe o caso. ( ) Dir-se-ia que todos preferem lhe ocultar os fatos. se precaveram. IV – Falaria-me tudo. ( ) Alguém me havia falado do teu caso. interviu. interviram. teríamos evitado. mas não ____. O pronome oblíquo foi corretamente empregado: nas orações I e II nas orações III e IV nas orações I e III nas orações II e IV em todas as orações 7 – Assinale a frase incorreta: Aquilo incomoda-a. se precaveu.5 – Assinale a opção que completa os espaços: “Vi. tivéssemos intervido. nos precavíssemos. É importante que nos venha visitar. ( ) Ela tem preocupado-se bastante com as provas. não houvesse. tivéssemos intervindo. IV – Quando me vi sozinho. 6 – Nas frases abaixo: I – Os miúdos corriam barulhentos. ( ) Não lhe quero chamar agora. 8 – Marque com “V” a colocação verdadeira e com “F” a colocação falsa dos pronomes oblíquos nas orações abaixo. O lugar para onde nos mudamos é lindo. intervieram. não teria havido. I – Nunca soubemos quem roubava-nos nas medidas. Se todos nós ___. me precavi. contiveram. ( ) Ninguém interessou-se pelo programa. se conteve. tivéssemos impedido. e também não ___. II – Pouco se sabe a respeito de novas tarefas. III – Ficarei no lugar onde encontro-me. houvéssemos contido. me pedindo dinheiro. precaviram. precavêssemo-nos. interveio. VI – Eles apressaram-se a convidar-nos para a festa 22 . tremi de medo. se eu fizesse pressão. talvez ___ tantas mortes. 9 – Observe os períodos abaixo. houvéssemos evitado.” intervir. o policial viu.

no singular). Belas rosas e cravos enfeitaram a sala. VI I. Exemplo: As duas minhas belas amigas chegaram 2. deverá ir para o plural. Muitas moças e rapazes saíram felizes. Ela tem casa e carro bom. concordará obrigatoriamente só com o último. o adjetivo vai para o masculino plural ou concorda com o substantivo mais próximo. V. Exemplos: Compramos jornais e revistas ilustrados. V. IV. VI I. CASOS ESPECIAIS 2. Não gostou de salsicha e ovo estrelado. mesmo se vier após os substantivos. Ela tem casa e carro bons. VI III. II. 2. III II. Ele tem lancha e moto nova(s). quando se referir. o artigo. concorda quase sempre com o mais próximo em gênero e número.A alternativa em que os períodos estão corretos quanto à colocação dos pronomes oblíquos é: I. CONCORDÂNCIA NOMINAL 1. Observação: O adjetivo. apenas a este. Os bondosos tio e sobrinho vieram nos ajudar. IV. V. Exemplos: Comeu feijão e carne assada. Ela tem carro e casa boa.2 substantivos – Adjetivo anteposto a dois ou mais Quando o adjetivo (ou pronome adjetivo) se antepõe a dois ou mais substantivos. III. b) Substantivo de gênero diferente: nesse caso. IV. REGRA GERAL O adjetivo. Exemplos: Minha filha e netos são amigos. nomes de parentesco ou a títulos. Exemplos: Aprenderemos com os grandes Machado de Assis e José de Alencar. Observação: Se o adjetivo estiver anteposto a nomes próprios de pessoas. o numeral e o pronome adjetivo concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem. então. de modo nítido. Compramos jornais e revistas ilustradas. Exemplos: O batom e o perfume importado(s) são caros.1 substantivos – Adjetivo posposto a dois ou mais a) Substantivos do mesmo gênero: o adjetivo conserva o gênero e vai para o plural ou concorda com o mais próximo (permanecendo. II. Os 23 .

quando o sujeito vier com determinante haverá a concordância. estava exausta. Ele julgou o aluno e a mestra culpados. o predicativo ficará no masculino. referindo-se a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes. quando o sujeito vier sem determinante. É proibida a entrada. 2. 24 . vai para plural e conserva o gênero dos substantivos. Mãe e filha eram amigas. Estudo a língua grega e a francesa. vai para o masculino plural. Esposo e esposa são belos.As esquadras brasileira e paraguaia estão em paz. Esta pimenta é nociva à saúde. quer se tratem de uma palavra simples. b) Predicado do tipo “É bom”. Exemplos: É necessário fé. Manteiga é bom para engordar. Exemplos: Estudo as línguas grega e francesa. Exemplo: Sua Alteza.5 – Nomes de cor a) Quando originados de um substantivo. Exemplo: Tenho como aprovada a aluna e o aluno. As nuvens estão carregadas. “É proibido”. os nomes de cor ficam invariáveis.3 – Dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo Neste caso ocorrem duas construções: substantivo no plural (os adjetivos não vêm com artigo) e substantivo no singular (um ou mais adjetivo vem com artigo). o príncipe. Estavam desertos a vila. A manteiga é boa para engordar. O macaco e a gazela fugiram apavorados. A esquadra brasileira e a paraguaia estão em paz. É proibido entrada. 2.afortunados embaixador da Itália e prefeito de Roma saíram ilesos do atentado. Pimenta é nocivo à saúde. Observações: 1 – Se no caso do sujeito composto posposto. Tenho como aprovados a aluna e o aluno. Exemplos: O céu está nublado. o verbo vier concordando com o sujeito mais próximo. Suponho incorretas a proposta e a solução apresentadas. A fé é necessária. a casa e o templo. Exemplo: Estava deserta a vila. a casa e o templo. o predicativo concorda com o sexo da pessoa a que se refere o tratamento. 2. quer se tratem de uma palavra composta (nome de cor + substantivo).4 – Concordância do Adjetivo em função de Predicativo a) O adjetivo em função do predicativo do sujeito ou do objeto concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. 2 – Se o predicativo antepuser a dois ou mais núcleos do adjetivo pode também concordar com o mais próximo. a governadora. c) Quando o sujeito é um pronome de tratamento. ficou encantado. Nestes casos. etc. “É necessário”. Sua Excelência. o predicativo anteposto concordará com ele também. Referindo-se a dois ou mais substantivos do mesmo gênero.

Pseudo. As roupas são caras (baratas). Gostei das tintas vermelho-rubi. Exemplos: Ela mesma fez tudo. Compra caro (barato) aquelas roupas. Exemplos: Estes alunos são o mais aplicados possível. Elas próprias fizeram tudo. b) Quando adjetivos (cor propriamente dita). Exemplos: Era meio-dia e meia. Exemplos: O menino é tal qual o pai. Eu estou quite. Incluso. (Exceções: bege. o adjetivo possível ficará no singular quando o artigo definido estiver no singular.Exemplos: Comprei duas bolsas vinho e três calças rosa. 2. variam. O menino é tal quais os pais. Anexo.7 – Meio. Leso Estas expressões concordam em gênero e número com o substantivo aos quais se referem. Envio as fichas junto com o livro. Elas são criaturas monstro. Andei por longes terras. Próprio. e vocês estão quites ? Foi um crime de lesa-pátria. o primeiro elemento concorda com o antecedente. Caro. (=sozinhos). Alerta. Monstro Estas palavras devem permanecer invariáveis. Maria disse: Muito obrigada. Comprou bastantes livros. Seguem inclusos os documentos. quer sejam uma palavra simples.11 – Os substantivos e os numerais. Conservou os tapetes os mais novos possíveis. 2.8 – Menos. Numerais ordinais: quando um substantivo vier posposto a dois ou mais numerais ordinais. azul-marinho e azul-celeste são invariáveis: As bolsas bege. quer sejam o segundo elemento de uma palavra composta. (Exceção: lilás: Calças lilases). Barato. 2. Exemplos: Havia menos gente aqui. Nós outros não vimos nada. Vão anexas as faturas.9 – Tal Qual Nesta expressão. Obrigado. e ficará no plural se o artigo definido estiver no plural. Ela comeu meia laranja. Os meus lenços verde-mar mancharam. 2. Eles nunca estão sós. Elas são bastante felizes. Quite. Outro. Exemplos: As saias vermelhas eram caras. Eles só comem juntos (= somente). Junto. Os meninos são tais qual o pai. com o conseqüente. Bastante. As moças voltaram juntas. ficará no singular 25 . e o segundo. 2.) 2.10 – O Mais Possível – O Menos Possível Nas expressões acima. Os meninos são tais quais os pais. A porta está meio caída. Os soldados estão alerta.6 – Mesmo. Longe. As pseudo – atrizes foram presas. Eles estavam longe de nós. Só Estas expressões são variáveis quando forem adjetivos (acompanham um substantivo) e invariáveis quando forem advérbios. as saias azul-marinho e as blusas azul-celeste estavam bonitas. As colchas amarelo-esverdeadas eram tuas.

+ adj. se o substantivo vier antes dos numerais.Concordância dos nomes compostos A concordância dos nomes compostos obedece ao seguinte esquema: Flexão dos dois elementos Substantivos formados por : Subst. + subst. (ou particípio) – sempre-vivas / altofalantes.ou irá para o plural. Exemplos: Ele subiu o primeiro e segundo andar (andares). Subst. – pés-de-moleque / águas-de-colônia • subst. eles ficam invariáveis. Numerais cardinais: Quando se empregam os numerais cardinais no lugar dos ordinais. Exemplos: Abra o livro na página vinte e um.12 . Flexão só do primeiro elemento a) Substantivos formados por: • subst. Subst. + subst. Adj. – Eles vivem assim-assim. + adv.: neste caso já se registram os dois plurais: flexionando só o primeiro elemento ou os dois). – Os índios pele-vermelha. + adj. c) Adjetivos compostos formados por: adj. Adj. Os dois elementos invariáveis Advérbio formado por: Adv. (o 2º elemento indicando finalidade) – cafés-concerto / canetas-tinteiro (Obs. No entanto. – cirurgiões-dentistas / tios-avôs. Ele mora na casa duzentos e dois. + prep. – amores-perfeitos / guardasnoturnos. + subst. – porta-retratos / guarda-chuvas • verbo + verbo – puxa-puxas / corre-corres b) Substantivos e adjetivos formados por: adv. Adjetivo composto formado por. + subst. – Os cavalos puro-sangue. 2. – greco-latinos / médico-cirúrgicos. + adj. Flexão só do segundo elemento a) Substantivos formados por: • verbo + subst. + adj. Observações: 26 . irá para o plural. + subst. Ele desobedeceu às leis terceira e quarta. Olhe a figura seis deste livro. – livres-pensadores / baixos-relevos.

O cardume surgiu do fundo das águas. Sujeito Representado por QUE Se o sujeito é o pronome relativo que. Os pelesvermelhas habitavam aqui. há de convir que seu discurso foi ruim. O nome composto por adjetivo + substantivo ou substantivo + adjetivo terá flexionado os dois elementos se for um substantivo. Exs.: V. REGRA GERAL O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.: Os Lusíadas narram a história de Portugal. terá flexionados os dois elementos. Sujeito Expressão de Tratamento Se o sujeito for uma expressão de tratamento o verbo irá para a 3ª pessoa.: Nós.: O povo aplaudia o ator.2. quando for substantivo. Foste tu que falaste a verdade. Os Estados Unidos progrediam muito. 2. O Amazonas atravessa a região Norte. seremos sempre amigos. Exs. CONCORDÂNCIA VERBAL 1. foram presos (ou foi preso). Exs. Um bando de aves pousaram (ou pousou) na árvore. porém. se adjetivo. Um enxame de abelhas atacaram (ou atacou) o rapaz. O exército infiel foi derrotado. O verbo ficará no singular ou plural se estiver distanciado do sujeito coletivo ou se o sujeito coletivo vier seguido de palavra que mencione os indivíduos nele contido.4. que ficamos e vós. mais adiante.5. Vossa Excelência está passando bem? Vossa Alteza trouxe consigo o carro? 2. Os chefes estavam felizes. Sujeito Representado por QUEM O verbo que tem como sujeito o relativo quem tanto pode ficar na 3ª pessoa do singular (concordância lógica) como concordar com a pessoa do antecedente (concordância enfática) Exs. As crianças surdo-mudas estudam aqui.: 27 . Exs.1.: Os puros-sangues corriam velozes. A expressão surdo-mudo. Sujeito Simples Coletivo O verbo ficará no singular se estiver junto do sujeito coletivo. 2.: O grupo se afastou. 2. 2. mas. o verbo fica no singular Exs. 2. Sujeito Nome Próprio Plural Quando funciona como sujeito o nome próprio de forma plural. o verbo vai para o plural se o nome vier precedido de artigo plural. o verbo concorda com o antecedente do relativo.: Os surdos-mudos não estavam sós. O amor e a paz fazem parte de nós. Exs.3. CASOS ESPECIAIS DE CONCORDÂNCIA 2. flexionará só o segundo elemento.1.Sa. Minas Gerais cresce cada vez mais. Exs. caso contrário. O chefe estava feliz. que partis. depois se dispersaram (ou se dispersou). Exs.

que”. Mais de um apaixonado se abraçaram. O verbo transitivo direto ou verbo transitivo direto e indireto apassivado pelo pronome SE concorda com o sujeito. Mais de dois médicos fizeram a cirurgia.. Analisou-se o plano sugerido.. pronome SE índice de O verbo transitivo indireto ou intransitivo acompanhado do “SE” ficará na 3ª pessoa do singular. ou a expressão vier repetida.. Ex. Exs.. Ela era uma das alunas que tirou nota dez (ou tiraram)..” (G.11.: Mais de um aluno ficou sem nota.”.10. Verbo com pronome SE apassivador. Mais de um milhão de dólares foram roubados. Exs. mesmo com a expressão “mais de um”. Entregaram-se flores a todos. Exs.. “Mais de. o verbo concorda com a palavra ou expressão que vem em seguida.: Mais de um deputado se agrediram. Sujeito com Locuções Pronominais Quando o sujeito é formado por pronome indefinido ou interrogativo no singular e “de nós” ou “de vós” o verbo ficará na 3ª pessoa do singular.: Quem de nós fará a prova? Qual de vós pagou a conta? Nenhum de nós viu o acidente. que” Se o sujeito é o relativo que precedido da expressão um dos. se estiver no plural.6.Somos nós quem deve pagar (ou devemos pagar). se quisermos enfatizar o conjunto dos elementos. Descansa-se muito aqui.” Quando o sujeito é introduzido pela expressão “mais de. “Direis vós se fui eu quem menti. Sujeito Composto e Anteposto Com o sujeito composto anteposto ao verbo.7. Mais de um jornal fez alusão ao Brasil. se todos os elementos do sujeito estiverem na 3ª pessoa. Mais de um povo. “Uma das.9. Observação: o verbo ficará no plural quando exprimir reciprocidade.: Alugam-se salas.. Exs. no plural. uma das o verbo ficará no singular se quisermos enfatizar um dos elementos do conjunto. pois o sujeito é indeterminado por este “se”. Não se obedece mais às leis de trânsito. 2. o verbo concordará com os pronomes “nós” ou “vós” ou vai para a 3ª pessoa do plural. Verbo com o indeterminação do sujeito. 2.. este vai para a 3ª pessoa do plural. “Um dos. Dias) 2. mais de uma nação foram arrasadas na guerra.: O sol é um dos astros que dá luz e calor a Terra. Exs. 2. 2. Alguns de nós viemos (ou vieram) de longe. 2. Não sou eu quem mando aqui (ou manda aqui). Se os elementos do sujeito forem de pessoas 28 .8.: Precisa-se de amigos bons. Quais de vós sois (ou são) médicos? Poucos de nós saberemos (ou saberão) o que fazer.

Pedro ou Luís receberão a resposta. crianças. etc. “nem um nem outro” o verbo tanto pode ir para o plural como 29 . Nem Carlos nem José podem ser aproveitados na empresa. Chegaram (ou chegou) Paulo e o seu irmão.12. um gesto. um sorriso bastava (ou bastavam).: Tu e ele são bons alunos. 2. o lápis. Observações: a) Também é correto que o verbo vá para a 3ª pessoa do plural com o sujeito composto formado de elementos da 2ª e 3ª pessoa. um grito. e meu avô eram amigos. Exs. Exs. 2. O verbo fica no singular ou plural quando os termos do sujeito composto forem sinônimos ou formam gradação de sentido. O poeta da saudade e contemporâneo de Varela escreveu belos versos. (Verbo = 2ª pes. um murmúrio saiu (ou saíram) de sua boca.: O ódio e o rancor deixou-o (ou deixaram-no) perplexo. Exs. o verbo fica no singular.13. tudo foi muito caro. Um berro. plural). 2.: O pai ou o filho será o presidente.: Reinavam (ou reinava) a paz e o silêncio. ninguém confia no inimigo. Exa. A mágoa e a dor lhe ressuscitou (ou ressuscitaram) o entendimento. Exs. Quando os elementos do sujeito composto se acham ligados por “ou” ou “nem”. este poderá ir para o plural ou concordar com o elemento mais próximo. 2. ninguém. Sujeito Composto de Palavras Sinônimas ou em Gradação. Velhos. a paz e a alegria enchem nossas vidas. Eu (1ª) e tu (2ª) vamos ao cinema. “Nem um nem outro” Com o sujeito constituído por uma das expressão “um e outro”. Vieram os jovens e o diretor. Tu e João ficarão na sala.15.: A pasta. Exs. nada. Sujeito Composto e Posposto Se o sujeito composto vem após o verbo. Exs. Sujeito Composto Pronome Indefinido. concordando com a menor pessoa (numericamente falando). a caneta. (verbo = 1ª pes. um gemido. Um olhar. Exs. o verbo vai para o plural. mulheres.14.: El-rei e meu senhor vai chegar. e ficará no plural se houver idéia de adição (ou=e). plural). 2.gramaticais diferentes. o verbo concordará com o sujeito mais próximo se houver idéia de exclusão ou retificação.: O amor. “Um e outro”.16. V. b) O verbo ficará no singular quando as partes do sujeito composto se referirem a um mesmo indivíduo.). Sujeito Composto Ligado por OU ou por NEM. Tu (2 ª) e ele (3ª) sois bons alunos. Resumido por um Quando o sujeito composto vier resumido por um pronome indefinido (tudo.

BATER. Não o vejo há dois anos. Exs. Fazia dez anos que ele havia sumido. etc. concordará com o mais próximo. SOAR” Concordarão com o sujeito (sino. executa a peça musical. 2. Exs.). Vieram as damas com um cavaleiro. Nas locuções verbais. Verbos “HAVER” E “FAZER” O verbo haver (no sentido de existir) e fazer (indicando tempo) são impessoais. Exs.: Uma porção de moleques me olhavam admirados (ou olhava admirada). concordando com “dia” (palavra oculta). Deram (bateram. 2. seguida de um nome no plural. Exs. relógio. O professor com os alunos voltaram (ou voltou) cedo.17. e concorda com o predicativo (a expressão numérica).20. O verbo “SER” O verbo ser pode concordar com o sujeito ou com o predicativo. O resto dos doces estão (ou está) na cozinha.: Um e outro aluno entrava (ou entravam) na sala. Deve haver coisas boas. e não houver vírgula antes do “com”. distâncias e datas ele é impessoal b) Quando o sujeito e o predicativo são nomes de coisas ou designam pessoas. Que horas são? a) Na indicação de horas. 2. Nem uma nem outra ave caiu (ou caíram) no chão. soaram) duas horas no relógio da matriz.: A mãe com a filha saíram (ou saiu) hoje. Já era uma e vinte quando ele chegou. Se o verbo vier antes dos elementos ligados por com. 2. se o aparelho que indica horas não funcionar como sujeito. Na indicação de datas pode ficar no singular. se estiver expresso ou concordarão com o numeral (que passa a ser sujeito). Grande parte dos pais saíram (ou saiu) com seus filhos. O maestro. Daqui à cidade são dez quilômetros. Sujeito composto ligado por “COM” Quando os elementos do sujeito composto se ligam pela preposição “COM”. soou) oito horas. esses verbos transmitem a impessoalidade ao auxiliar. ficando na 3ª pessoa do singular.: O relógio deu (bateu. Verbos “DAR. etc. 2.: Havia lugares na sala. o verbo ser poderá concordar com o sujeito ou 30 . Veio Jesus com sua mãe para Cafarnaum. Aqui faz verões muito quentes. Exs. Sujeito como Expressão Partitiva Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva como “Uma parte de” – “Uma porção de” – “Grande parte de” – “A maioria de” – “O resto de”. cuco. Hoje são (ou é) quinze de abril.. Exs. o verbo pode ficar no singular ou no plural.18. o verbo pode ir para o singular ou para o plural.19.21.para o singular. Está fazendo cinco anos que ela nasceu. com a orquestra.: São seis horas da manhã.

Verbo “PARECER” Em frases em que o verbo parecer segue um infinitivo. Na vida. “é pouco”.Sua vida eram os pais. respondeu Heloísa. é bastante” o verbo ser fica sempre no singular. com ele concorda o verbo. Exs. “é tanto”. (oportuno) É # entrada de estranhos. Exs.como faremos? Vossa Excelência vos preocupais bastante com vossos projetos. corrigindo-as. Dois milhões é pouco para pagar tudo. Tu és um farrapo.: As notícias parece que têm asas.22.: O acusado sou eu.: Dois anos é muito para te esperar. 2. Nós somos o Brasil. é mais de”. (incluso) Ela # entregou os documentos. As paredes parecia que estremeciam. 31 . Eles nunca serão nós. Escolheu # hora e momento para sair. observando a concordância. se ambos (sujeito e predicativo) forem representados por pronomes pessoais. Os escritores eram (ou era) uma só pessoa. (péssimo) Escolheu o momento e a hora # para sair. O vencedor fui eu. d) Quando o sujeito ou o predicativo é pronome pessoal. (adequado) Aguardava a ocasião e o momento #. nem tudo são (ou é) flores. (proibido) É # a entrada de estranhos. Estas garotas são uma jóia. “é menos de”. Exs. e) Nas frases que dizem preço. Observação: Com a oração desenvolvida. Nós próprio assumimos a responsabilidade. Nossas vidas eram (ou era) um paraíso. Maria é os cuidados da mãe. Reescreva-as. A quem pertence esses objetos? Se não vier as chuvas. Exs. Nosso medo são (ou é) as acusações falsas.com o predicativo.: O perigo seria (ou seriam) as febres. Exs. medida. (proibido) Seguem # as fotografias.: O homem é sofrimentos e alegrias. quantidade. c) Quando o sujeito ou o predicativo designa pessoas o verbo concorda com a palavra que designa pessoa. Os amigos eram sua alegria. (anexo) Vão # à carta os meus documentos. Exs. EXERCÍCIOS Complete as frases seguintes com a palavra entre parênteses. (obrigado) As frases seguintes apresentam erro de concordância. as expressões “é muito”. o verbo concorda com o sujeito. As paredes parecia estremecerem. (mesmo) Muito #. Eu não sou ela.: As paredes pareciam estremecer. ocorrem dois tipos de concordância: pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha (nunca os dois). parecer ficará no singular. Seis metros seria demais para esta blusa.

a) Quando chegamos ao clube. (feroz) d) Com a enchente.Ela ficou meia envergonhada com a reprovação. # três anos que não # vejo. Estudaram-se esta matéria. a) Todo o bairro ficou inundado e contaminado. Não tem diminuído os índices da inflação. (igual) c) Tanto o leão como o tigre são animais #. 32 . estavam #. (desarrumado / sujo) g) O júri julgou # mãe e filho. (culpado) h) Pareciam # sua força e poder (esgotado) Assinale a frase gramaticalmente correta. a) Fazem. a) b) c) d) e) Fazem dois dias que cheguei. lhe d) Faz. Complete com as palavras indicadas entre parênteses. A essa altura não devem haver mais ingressos. Ele pediu para mim esperar um pouco. Podes ir. (fechado) b) As gêmeas vestiam calças e agasalhos # . d) A chuva e o vento foram tão violentos que chegaram a provocar mortes. c) Restaram centenas de pessoas famintas e desabrigadas. fazendo a concordância adequada. pois já fazem dias que a casa tem estado com a lotação esgotada. Faltava apenas dois veículos para que a indústria automobilística aquecesse o mercado de vendas de carros modernos. É precaríssima as condições do prédio. (ilimitado) f) Encontramos # e # a sala e os quartos. Marque a alternativa certa. Esclareceram-se as dúvidas. não há nenhum empecílio. Assinale a alternativa em que há erro de concordância. o O período está expresso corretamente em: Não se pensam em miséria com dinheiro no bolso. lhe b) Fazem. portas e portões. b) Árvores e carros foram arrastadas pela fúria das águas. Derrepente a porta se abriu. (caótico) e) O presidente depositou no ministro esperança e crédito #. Já estou a par do caso. enfrentei trânsito e ruas #. o c) Faz.

Os Andes ficam na América.Em todas as opções. as sepulturas estão cheias. bonito lhe parece. a) b) c) d) Mais de um retirante se afastou do serviço.Assinale a frase gramaticalmente correta. Escolhemos má hora e lugar para a festa. dias horríveis. A concordância verbal não está correta em: Isso são verdadeiros absurdos. Entre nós não haviam segredos. Qual de vós sabeis o destino do retirante? Podem haver. 10. a) b) c) d) e) Há menas pessoas hoje. Convocou-se os candidatos à Prefeitura.Comentaram-se muito durante a estréia da peça. 9. a) Não se apanham moscas com vinagre. de algum lugar lhe vêm. Espera-se dias mais propícios. Um bando de papagaios (pousar) no laranjal. o verbo pode ir para o plural ou para o singular. 13. 33 . e) Não mais se lê bons autores naquela escola. b) Casamento e mortalha no céu se talha. Os atletas apresentavam-se afim de iniciarem a corrida. d) De boas ceias. Indique-o. c) Quem ama o feio. Isso não passa de absurdos comentários. no campo. d) Sua discrição era digna de elogios. 11. Mais de um ciclista (cair) da bicicleta. 12. Cristina viajou há três semanas. 14. pois todos estavam ao par das dificuldades de se manter secreta a negociação. exceto em: a) b) c) d) Seguem anexo as notas promissórias. c) Aconteceu. graves distúrbios. Ele comportou-se muito mau durante a entrevista. e) Quem cabras não tem e cabritos vende. Menos de dois alunos disputam a vaga.Todas as concordâncias nominais estão corretas.Assinale a alternativa gramaticalmente correta. durante a discussão do processo.Assinale a opção correta. Esperava-se menos perguntas na prova. Pequena parte dos visitantes (estar) em silêncio.Num dos provérbios seguintes não se observa a concordância prescrita pela gramática. exceto em: a) b) c) d) Um grande número de fugitivos (sair) pelas montanhas. a) O povo brasileiro anseia por uma constituição digna. b) Era necessário a permanência do médico no hospital. A justiça declarou culpados o réu e a ré. A moça usava uma blusa verde-clara.

É um relógio que torna inesquecível todas as horas. Visitar. A obrigatória).: O Médico assiste o doente. Aspirar: a) VTD= cheirar. Verbo Transitivo Indireto (VTI) – pede complemento com preposição (OI). Amar. AS são os “representantas oficiais” de OBJETO DIRETO (OD). Estimar. Verbo Transitivo Direto e Indireto (VTDI) – pede os dois tipos de complemento (OD e OI). Os pronomes LHE. assisti a ele).: Aspiramos o perfume das flores. o ar frio da serra.: Ele assistiu ao filme. O governo assistiu os pobres. Obedecer e Desobedecer são VTI (pedem preposição A). c) VTI= favorecer (com a prep. feliz. (me=a mim). EM obrigatória). REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS • • 1. 2. Ver. (Obs. Exs.: Ele 34 . Exs. Exs. Adorar. verificando se um termo pede ou não complemento. 1. Os pronomes O. Os atentados que houveram deixaram perplexa população.Aponte a alternativa correta. Já faziam meses que ele não a via. d) VI= residir (prep. Aspirava. Assistir: a) VTD (preferível) = dar assistência.e) Estou quite com meus compromissos 15. Cumprimentar. A obrigatória e não troca o OI por lhe). Este é um direito que assiste ao dono da casa. b) VTI= almejar (prepos. LHES são as “marcas registradas” do OBJETO INDIRETO (OI). A. porque as pessoas desobedeceram ao esquema. Assistimos a um belo espetáculo. Convidar são VTD. Exs.: Amo meu trabalho (=Amo-o). OS. a) b) c) d) Considerou perigosos o argumento e a decisão. Obedeça aos sinais de trânsito. Exs. sorver. (=Obedecem-lhes).: Os filhos obedecem aos pais. b) VTI= presenciar (prepos.: Ele assiste em Porto. 3. Namorar. Admirar.: Este é um direito que me assiste. Verbo Transitivo Direto (VTD) – pede complemento sem preposição (OD). REGÊNCIA VERBAL • • • • Verbo Intransitivo (VI) – não pede complemento.: Com este sentido não aceita o pronome lhe: Assististe ao filme? Sim. 4. Não deu certo. A). Ex. João namora Maria. Exs. e) A quem pertence essas canetas? REGÊNCIA a Regência trata das relações entre os termos de uma oração. Exs.

para. por.: Ele visou todas as provas. Feliz com. por. Comunicar. (OI). Você visava a este cargo? Sim. Medo de. (me OI. Apego a. 8. Exs. b) Nós nos esquecemos do compromisso. tendo por sujeito uma oração reduzida de infinitivo. Útil a. Exs. (a estas pessoas = OI. o compromisso = sujeito). Resido num bairro calmo.: Moro em Curitiba na Rua da Felicidade. Exs.aspirava a um bom cargo – Tu aspiravas àquele emprego? Sim. Visar: a) VTD = mirar. para com. de. Ansioso de. 7. o pedido=sujeito). eu visava a ele. ficar em silêncio = sujeito). (OD). 6. Afável com . A casa está situada em zona perigosa. do sing. por.: Prefiro sair a ficar só.: Custou-me sair logo. Nocivo a. Morar.Lembrou-me o pedido. Sair logo = sujeito). Prevenir: VTDI – (OD – coisa ou pessoa. Eles se lembraram do pedido. Fiel a. Não acertou o tiro. Versado em. (OD) Nós lembramos o pedido. Amor a. OI – coisa ou pessoa). Situar: pedem preposição EM. c) Esqueceu-me o compromisso. Preferir: VTDI (exige prep. REGÊNCIA NOMINAL Regência de Alguns Substantivos e Adjetivos: Alheio a. Informei o aluno da prova de Inglês. Exs. A) . de. Custa a estas pessoas ficar em silêncio. eu aspirava a ele.: Informei ao aluno a prova de inglês. 2. 9.. para. Custar: a) VTI = ser difícil. em. Avisei-lhe que era proibido. Avisar. Exs.(me=OI.: A educação visa ao progresso. b) VTI = almejar (com a prep. 10. Avisei-o de que era proibido. Prejudicial a. Residir. embora visasse o alvo.(OI). Deve ser usado na 3ª pes. Informar. Desejo de. Obediência a. Exs. A e não aceita o lhe como OI). Digno de. (me = OI. Necessário a. assinar. Esquecer e Lembrar: admitem três construções para o mesmo sentido: a) Esqueci o compromisso. 5. Preferia Inglês a Português. 35 ..

Eis a ordem de que nos insurgimos. b) Lembrou ao amigo que já era tarde. d) com – na – que. IIPreferiu declarar falida a firma a aceitar ajuda. a) Prefiro mais a cidade que o campo. b) por – com – que. Assinale a alternativa que contém as respostas certas. Assinale a alternativa em que a regência verbal está correta. e) Ainda não paguei o médico. Aludiram a incidentes de que já ninguém se lembrava. a) Com – pela – de que. c) Esta é a cidade que mais gosto. d) Assisti ao concerto de que você tanto gostou. I – III. I – II. Assinale a opção que completa a frase: Alguns têm cães. aversão __ 3. e) a – na – de que. I – II – III. d) Meu amigo perdoou ao pai. b) Chegamos finalmente em Santo André. a) b) c) d) e) II – III – IV. c) Moraram na rua da Paz. 5. Qual o cargo a que aspiras? Há fatos que nunca esquecemos. 2. IIIDesde criança sempre aspirava a uma posição boa. I – III – IV. desmaiou. e) Lembro de todos os momentos felizes. c) a – na – que. IVisava apenas os seus próprios interesses. IVAspirando o perfume das flores.EXERCÍCIOS 1. Assinale a frase que apresenta erro de regência verbal: Este autor tem idéia com que todos simpatizam. Assinale a única alternativa incorreta quanto à regência do verbo: a) Perdoou nosso atraso no imposto. porque moram __ rua perto do canil ___ te falamos. 4. 36 .

c) Quando as expressões “à moda de”. Nada revelei a ela. e) Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa. Exs. Chegou à uma hora em ponto. Exs. adverbiais ou conjuntivas que tenham como núcleo um substantivo feminino. Ex. (= à rua). g) Quando. Ex. Enfrentaramse cara a cara. c) Antes de artigo indefinido. Exs. colocamos uma palavra masculina no lugar da feminina: se aparecer ao.: Vieram a pé. “loja”.: Ele começou a ter 37 . Para descobrir se há ou não crase. Crase Proibida a) b) vertigens. antes da feminina será à. Ex. f) Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural. à procura de. a crase é a fusão das vogais idênticas a+a. b) Na indicação do número de horas. Haverá crase sempre que o termo anterior exigir a preposição a e o termo posterior admitir o artigo a ou as. d) Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes VOSSA ou SUA ou ainda da expressão você. Exs. (Fui ao campo). d) Quando está implícita uma palavra feminina. Direi isso a qualquer pessoa.. Exs. (Eu me referi ao diretor). etc. Ex. Exs. à medida que. Exs. Fui à cidade.. Os livros estavam sob a mesa.: Refiro-me a uma pessoa educada. “rua”. etc. às vezes. dos pronomes pessoais e dos pronomes indefinidos (com exceção de outra).: Ele tinha olhos à Alain Delon.: Sai ás quatro horas. Antes de verbo.: Irei a festas.CRASE Crase significa fusão. Antes de palavra masculina. estiverem subentendidas. indicada por meio do acento grave (à) Regra geral para identificação da Crase.: Não deu importância a esta carta. à noite.: Esta religião é igual à dos hindus (= à religião dos hindus).: Eu me referi à diretora.: à custa de. junção.. antes do “a”. às cegas. Em português. existir preposição. h) Com expressões repetitivas. Dirigiu-se à Marechal Floriano.: Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria e a você também. Ex. Crase Obrigatória a) Nas locuções prepositivas. Ex.

Exs. a) Antes de nomes próprios femininos e de pronome adjetivo possessivo feminino. Pediu informações à (ou a) minha amiga.: Enviei uma carta à (ou a) Marieta.A Crase é Facultativa. 38 .

c) Só ocorre crase diante da palavra CASA. uso crase: Se vou A e volto DE.: Assisti àquele filme. Exs. Não dei atenção àquilo. Exs. Os marcianos viriam à Terra? (mas: Os marinheiros foram a terra. Ele dedicou à terra seus melhores dias. Exs. 39 . aquela(s).: Ele foi à Espanha. quando vier modificada por adjetivo ou locução adjetiva. Levaram-me à casa de Tereza. Exs. Tudo se relaciona àqueles casos. d) Diante da palavra “TERRA” só haverá crase quando ela significar “solo”. “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”. Enviei convites àquela sociedade.: Chegamos alegres a casa (= lar. Nós nos referimos à Bahia. Observação: Método prático pra saber se os nomes dos lugares admitem crase: Se vou A e volto DA. não uso.. Ele irá à Brasília moderna. Os astronautas desceram a terra).Casos especiais a) Diante de nomes de lugares só haverá crase se o topônimo (o nome do lugar) aceitar o artigo a ou se estiver modificado por adjetivo ou locução adjetiva. Exs. Ele vai a Roma. Dirigiram-se à casa das máquinas. b) Diante dos pronomes demonstrativos aquele(s).: Voltei à terra de meus pais. Ele vai à Roma dos meus sonhos. aquilo só haverá crase se o termo antecedente exigir a preposição a. Vi o rapaz à distância de cem metros. (Mas: Olhavam-no a distância). e) Usa-se crase diante da palavra “DISTÂNCIA” quando ela vier determinada. domicílio).

Chegamos à noite. ) Ele declarou amor à certa jovem. ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) Ele é fiel à disciplina militar. ) Lúcia retornará a Brasília amanhã. Esta é a prova à qual me referi. Referia-me a bela Josefa dos meus sonhos. ) João não se prendia a nenhuma garota.. ) Ela ofereceu a flor a mim. ) Teus cabelos cheiram a rosa. Daqui à uma hora. ) José foi bem-recebido. 40 .EXERCÍCIOS Onde há erro quanto ao emprego da crase? Não vou a reuniões dominicais. a gente se fala. Não me referi a sua escolha. Coloque F ou V quanto ao emprego da crase. Estas cenas são às que me referi ontem. mesmo tendo chegado tarde à casa. ) Ela não veio mais a aula. os fantasmas saem a passeio. Refiro-me a Elisângela. ) Era ele o mestre a quem obedeciam e à cuja ordem todos corriam. Aponte a alternativa incorreta. ) Mostrou-se indiferente às súplicas do réu. Sairemos à uma hora. Ele observava a bola a distância. ) À partir da meia-noite.

telefone para nós.no entanto. que não marca o fim do enunciado. 30 de abril de 2004. o vocativo e o adjunto adverbial deslocado ( neste caso a vírgula não é obrigatória. Exs. ela foi deitar-se. que é incolor. Exs. desesperada.: João. Exs.: A mulher. Ele estudou muito. Exs. mas aconselhável). e vai. vier repetida e enfaticamente.: Vim. Saciada a sede. era estudioso.A vírgula poderá.: Os tolos falam demais. Para separar a localidade da data e nos endereços. orações adjetivas explicativas e orações adverbiais deslocadas (reduzidas ou não). 41 . pulou até cansar. eles. ser usada quando: a) “OU” estiver retificando ou alternando. Nós tivemos alegrias.: Ou tudo.: Eu fui de ônibus e ela. Para separar as orações coordenadas (assindética. Para isolar o aposto. Exs. um inconveniente. Ao vê-la triste. Quando ele entrou. conseqüência. embora pequena. Para marcar a supressão do verbo. Sua casa. por que não vens? Durante a peça teatral. Para isolar o predicativo deslocado (vírgula aconselhável).: São Luís. Duvido. e volta. ou a dor nas costas piorar. OBSERVAÇÃO: As conjunções e. A água. logo penso. vazia. as conjunções coordenativas adversativas e conclusivas deslocadas e os elementos repetidos. Ela pulou. as pazes. filho de Luís. pois. entrei. ou nada.: O diretor da escola comunicou aos alunos e professores que estaria viajando logo. E vem. verbo e seus complementos (objeto direto e objeto indireto). e os sábios mantêmse em silêncio. Rua do Alecrim. só tristezas. nem e ou normalmente não são virguladas. fugiu depressa. Façamos. etc. todos saíram. mas não aprendeu.EMPREGO DA VÍRGULA A vírgula indica uma pausa de curta duração. pulou. é muito útil. olhei e saí. Havia. escura. porém. adversativas e explicativas). NÃO SE USA VÍRGULA para separar sujeito e predicado. é ventilada. Exs. viu que errara. Ex. de avião. Estudou. 320. Ex. b) “E” vier antes de oração com sujeito diferente da anterior.). e não foi aprovado. e começa. não se ouviu um ruído. Maria. Ex. Ela é empregada nos seguintes casos: Para separar termos da mesma função sintática.: A sala era enorme. Se precisar de ajuda. assumir outros valores (adversidade.

Secretários da Presidência da República. Oficiais-Generais das Forças Armadas. Prefeitos Municipais. Mas o almoço está pronto. O aluno estudou com dedicação. Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal. b) do Poder Legislativo: Presidente. e o professor o reprovou. Consultor-Geral da República. Chefes de Estado-Maior das Três Armas.Secretário Executivo e Secretário Nacional de Ministérios. E foi e voltou e conquistou sua liberdade. Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Ministros de Estado. Procurador-Geral da República.defendeu-se a moça. quando puder. Vice-Presidente e Membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. disse João. e comprou o bar. Eram frustradas. O fogo está apagado. que é mortal. Secretários de Estado dos governos Estaduais. isto é. Agora podemos.de que somos mortais. Rio de Janeiro 11 de abril de 2004. Somos alma. insatisfeitas. Ao acabar as aulas. Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República. recomeçar tudo. O homem. Vice-Presidente da República. somos coração. somos cérebro. Irei logo. levou-os o vento. Embaixadores. o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição.EXERCÍCIOS Assinale a alternativa que apresenta correta pontuação. Secretário-Geral da Presidência da República. Assinale os períodos com pontuação correta. para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo: Presidente da República. EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO Como visto. além disso seus conhecimentos eram duvidosos. Lembra-te. Chegou. Estudou as lições e foi reprovado. os alunos saíram. é um hóspede da terra. São Paulo 20 de março de 2004. São de uso consagrado: Vossa Excelência. O caso como vemos reclama sérias providências.Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República. Presidente e Membros do Tribunal 42 . Os sonhos.

Presidentes das Câmaras Municipais. Presidentes e Membros das Assembléias Legislativas Estaduais. Presidentes e Membros dos Tribunais de Contas Estaduais. 43 .de Contas da União.

. fica abolido o uso do tratamento digníssimo(DD) às autoridades arroladas na lista acima. o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência. O vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal. Juízes e Desembargadores.Curitiba/PR Como se depreende do exemplo acima. Evite usá-lo indiscriminadamente. dos Tribunais Regionais Federais. no. No envelope.c) do Poder Judiciário: Presidente e Membros do Supremo Tribunal Federal. dos Tribunais Regionais Eleitorais e dos Tribunais Regionais do Trabalho. No envelope. em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Auditores da Justiça Militar. ainda. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de poder é Excelentíssimo Senhor. fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares.. empregada por força da tradição. do Superior Tribunal Militar. Corresponde-lhe o vocativo: Magnífico Reitor.. Mencionemos.. Senhor Ministro. Os pronomes de tratamento para religiosos. Nos demais casos o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional..deve constar do endereçamento: Ao senhor Fulano de Tal Rua ABC.. e sim título acadêmico.123 70123. Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares.. a forma Vossa Magnificência. do Superior Tribunal de Justiça. seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República.do Tribunal Superior do Trabalho. de acordo com a hierarquia eclesiástica. sendo desnecessária sua repetida evocação. em comunicações dirigidas ao Papa. Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. do Tribunal Superior Eleitoral.. Empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. dos Tribunais de Justiça. O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre. são: Vossa Santidade. 44 . É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento. seguido do cargo respectivo: Senhor Senador. Senhor Juiz. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor. Senhor Governador... terá a seguinte forma: Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Ministro de Justiça 70064-Brasília/DF Em comunicações oficiais.

. depois de ser longamente debatido.(. / Depois de ser longamente debatido. Certo: cortadas. Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos. Consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.(. Depois de ser longamente debatido.). mas não ser complemento. clérigos e demais religiosos. Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda. construções como: Errado: É tempo do Congresso votar a emenda..(. Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores.portanto. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes. Errado: cortadas. Devem ser evitadas. pois muitas vezes dificulta a compreensão. Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim.. Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos.Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima. Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da República que aprovou. em comunicações aos Cardeais... Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim. Frases Fragmentadas A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma oração subordinada ou uma simples locução como se fosse uma frase completa”.).. Cônegos e superiores religiosos. Embora seja usada como recurso estilístico na literatura.: Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional. Ele pode ter complemento. Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional.)..). Corresponde-lhe o vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal. a fragmentação de frases deve ser evitada nos textos oficiais. Apesar de as relações entre eles estarem Apesar das relações entre eles estarem 45 . PROBLEMAS DE CONSTRUÇÃO DE FRASES 1. o programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional. Decorre da pontuação errada de uma frase simples. 2..(. Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos. Sujeito O sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na oração. ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal. Exs..

recomendou-se aos Ministérios economizar energia e elaborar planos para redução de despesas Nas duas correções respeita-se a estrutura paralela na coordenação de orações subordinadas. ainda. assim o desajeitado paralelo: 46 . Certo: No discurso de posse. ao se apresentar. mostrou ser determinado e seguro. o número de páginas do projeto (um dado objetivo. mostrou determinação não ser inseguro. inteligência e ter ambição. ter inteligência e ambição.Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da República. estruturas sintáticas distintas: Errado: O projeto tem mais de cem páginas e muita complexidade. Atentemos. Assim. que ocorre ao se dar forma paralela (equivalente) a idéias de hierarquia diferente ou. Pode-se reescrever a frase de duas formas: ou faz-se nova oração com o acréscimo do verbo ser. quantificável) e uma avaliação sobre ele (subjetiva). recomendou-se aos Ministérios que economizassem energia e (que) elaborassem planos para redução de despesas Outra possibilidade: as duas orações são apresentadas como reduzidas de infinitivo: Certo: Pelo aviso circular. de forma paralela. segurança. o falso paralelismo. inteligência e ambição. 3. Vejamos alguns exemplos: Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministérios economizar energia e que elaborassem planos de redução de despesas. Aqui. para o problema inverso. Certo:Pelo aviso circular. incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a elementos paralelos. que o aprovou. Mais um exemplo de frase inaceitável na língua escrita culta: Errado: No discurso de posse. mostrou determinação. o que se chama de paralelismo. repete-se a equivalência gramatical indevida: estão em coordenação. consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal. ainda. rompendo. Erros de paralelismo Uma das convenções estabelecidas na língua escrita “consiste em apresentar idéias similares numa forma gramatical idêntica”. no mesmo nível sintático. Ou empregar a forma de oracional reduzida uniformemente: Certo: No discurso de posse.

em seu discurso. No pronunciamento. Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu secretariado. as quais tornam virtualmente inapreensível o sentido da frase. em geral. e solicitou sua intervenção no seu Estado. o que não surpreendeu o Presidente da República.Certo: O projeto tem mais de cem páginas e é muito complexo. 5. pelo contexto. 47 . qual o termo omitido. 4. pois compromete a clareza do texto: nem sempre é possível identificar. Erros de Comparação A omissão de certos termos ao fazermos uma comparação. b) Pronomes possessivos e pronomes oblíquos: Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da República. Claro: Em seu discurso. Ou se dá forma paralela harmoniosa transformando a primeira oração também em uma avaliação subjetiva: Certo: O projeto é muito extenso e complexo. A omissão de termos provocou uma comparação indevida: “o salário de um professor” com “um médico”. caso o entendimento seja outro: Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exoneração deste. Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o salário de um médico. solicitou a intervenção federal em seu Estado. / O salário de um professor é mais baixo do que o de um médico. A ausência indevida de um termo pode impossibilitar o entendimento do sentido que se quer dar a uma frase: Errado: O salário de um professor é mais baixo do que um médico. mais isso não o surpreendeu. deve-se atentar para as construções que possam gerar equívocos de compreensão. deve ser evitada na língua escrita. Ambigüidade Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido. Ou então. A ambigüidade decorre. omissão própria da língua falada. o Deputado saudou o Presidente da República. Pode ocorrer com: a) pronomes pessoais Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretário que ele seria exonerado. Como a clareza é requisito básico de todo texto oficial. Observe-se a multiplicação de ambigüidade no exemplo acima. da dificuldade de identificar-se a que palavra se refere um pronome que possui mais de um antecedente na terceira pessoa.

Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este indisciplinado. que decorre da dúvida sobre a que se refere a oração reduzida: Ambíguo: Sendo indisciplinado. sem marca de gênero. Não fica claro se o pronome relativo da segunda oração se refere a mesa ou a gabinete. a qual. Se o entendimento é outro. uma senhora chamou o médico. ainda. 48 . Claro: Depois que o médico examinou o paciente. então: Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costumava trabalhar. os quais. Ambíguo: Depois de examinar o paciente. Para evitar o tipo de ambigüidade do exemplo acima. Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costumava trabalhar. A solução é recorrer às formas o qual.c) Pronome relativo: Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu costumava trabalhar. outro tipo de ambigüidade. Essa ambigüidade se deve ao pronome relativo que. foi chamado por uma senhora. que marcam gênero e número. deve-se deixar claro qual o sujeito da oração reduzida. as quais. Há. o Chefe admoestou o funcionário.

IMPESSOALIDADE (OBJETIVIDADE) – decorre da ausência de impressões individuais de quem comunica. A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade. Os atos oficiais. como redação técnica. CARACTERÍSTICAS: . acima de tudo. em sentido amplo. a objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais contribuem. do próprio caráter público desses atos e comunicações. devem permitir sempre uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes.REDAÇÃO OFICIAL Redação Oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicação. a finalidade básica da Redação Oficial? Comunicar com impessoalidade e máxima clareza os atos normativos. estas também. portanto. pode ser considerada. A redação oficial. de outro. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade de quem elabora. de qualquer natureza. aqui entendidos como atos de caráter normativo. o que a difere da redação literária que prima pelos aspectos artísticos da linguagem. É inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. não se deve conceber que um ato normativo. logo.PADRÃO DE LINGUAGEM. concisão. seja redigido de forma obscura e que. um caráter predominantemente instrumental. . pela clareza. bem como as comunicações oficiais. para que cumpra sua tarefa de comunicação eficiente é necessário observarmos algumas características no momento em que se estiver redigindo. de um lado. ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos. ainda. E qual será. Esses princípios e características arrolados no segundo parágrafo aplicam-se às comunicações oficiais e. pelo uso do padrão culto de linguagem. por tal motivo. formalidade e uniformidade. enquanto que a primeira assume.A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e comunicações oficiais decorre. em objeto de serviço. com grande ênfase. do caráter impessoal do próprio assunto tratado. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública é evidente que esses devem nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais. ou regulam o funcionamento dos órgãos 49 . de sua finalidade. nos diversos órgãos públicos. a clareza. para que seja alcançada a necessária impessoalidade. uma vez que. Para que a redação oficial alcance melhor seu objetivo. da impessoalidade de quem recebe a comunicação. 1. A concisão. tornese obscura sua compreensão. pelo fato de preocupar-se. com a objetividade. não há lugar na redação oficial para impressões pessoais. a eficácia e a exatidão das comunicações.

públicos. as perífrases (emprego de muitas palavras. é imperativa. A língua escrita. o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização. com as mesmas palavras ou palavras diferentes. Consiste em apresentar exatamente as idéias que se pretende comunicar. por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão.CLAREZA: A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. com palavras e expressões necessárias ao perfeito entendimento da mensagem. o que só é alcançado se em sua elaboração for empregada a linguagem adequada. de acordo com o uso que dela se faça. No entanto. o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. que não existe propriamente um “padrão oficial de linguagem”. a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. desnecessariamente) e as redundâncias-repetição das mesmas idéias. Para atingir esse objetivo. . à necessária uniformidade das comunicações. É a arte de encerrar um pensamento no menor número possível de palavras. Para ela concorrem: 50 . Pela concisão não se sacrificam as idéias importantes nem se eliminam as considerações pertinentes. há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. como a falada. principalmente. eles requerem o uso do padrão culto da língua. pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. . vincula-se. à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. certa formalidade de tratamento. portanto. compreende diferentes níveis. Não se trata somente de eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível. A clareza datilográfica. obedecem a certas regras de forma. a formalidade diz respeito à polidez. Pode-se concluir. FORMALIDADE E PADRONIZAÇÃOAs comunicações oficiais devem ser formais. Mais do que isso. cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade. além das já mencionadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem . ainda. Os textos oficiais por seu caráter impessoal. Prejudicam a concisão. As comunicações que partem dos órgãos públicos devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. A formalidade de tratamento. destaca-se o essencial e o necessário. isto é. então. também. O mesmo se dá com os expedientes oficiais.CONCISÃO – A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial.

palavras e expressões vagas. na linguagem literária. a indispensável releitura de todo o texto redigido.CORREÇÃO: A correção gramatical é o requisito básico para qualquer tipo de redação. Para obter a correção. em textos oficiais. que não acrescentam nada ao texto. Abrange à discrição. tratamentos respeitosos. como a gíria e o jargão. em princípio.a) b) c) d) a impessoalidade. expressões e construções estrangeiras) e os arcaísmos (emprego de palavras. por outro lado. OFÍCIO 51 . Contribuirá. as deformações (erros na forma das palavras). as assonâncias – semelhança ou igualdade de sons na frase ou no período e os ecos – repetição sucessiva de finais idênticos. A ocorrência. quando existem expressões portuguesas que dizem exatamente a mesma coisa. Especialmente prejudiciais à harmonia são os cacófatos – palavras obscenas ou inconvenientes resultantes do encontro de sílabas iniciais com sílabas finais. evitar. dignos e apropriados aos superiores. deve-se avaliar. onde as palavras têm. . o uso do padrão culto de linguagem. É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. devem-se evitar os solecismos (erros de sintaxe). de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita. qualidade indispensável a todos quantos lidam com assuntos oficiais. com a finalidade de não permitir duplicidade de interpretação. expressões e construções antiquadas). na redação técnica. geralmente. que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam. Devem-se. ainda. que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto. ainda. de trechos obscuros e de erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção. há uma certa liberdade quanto ao uso de sinônimos. imprecisas.PRECISÃO: Se. na redação oficial. iguais e inferiores. . a formalidade e a padronização. que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos. . Consiste no respeito às normas e princípios do idioma. . Na revisão de um expediente. se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. opções inconfundíveis e diferenciadoras. Também os neologismos (criação de palavras novas) devem ser evitados. isso não se dá na mesma medida.HARMONIA: Ajustamento harmônico das palavras nas frases e das frases no período. os cruzamentos (troca de palavras parecidas). sigilosos e de publicidade.POLIDEZ : Emprego de boas maneiras. a concisão. os barbarismos (emprego abusivo de palavras.

4. Separa-se o índice do número por uma diagonal. Local e data: na mesma altura do índice e do número. portanto. uma prefeitura e outros. É uma participação escrita em forma de carta que as autoridades das secretarias endereçam a seus subordinados. do ano de 1999. escrevem-se 10 linhas na primeira folha e o restante nas demais. Coloca-se ponto após o ano: Brasília. colocam-se endereço e iniciais na primeira folha. símbolo (escudo. Assunto documento é extenso. Repetem-se o índice e o número nas demais folhas. Se o texto for longo. um ministério. 20 de agosto de 1999. ou ementa: só justificável quando o Assunto: Exoneração de cargo 5. 2 7. Se o texto do ofício ocupar mais de uma folha. 6. O que o distingue de uma carta é o caráter oficial de seu conteúdo. seguidas do número de ordem do documento. 3. É um meio de comunicação por escrito dos órgãos do serviço público. Nesse caso. Senhor Diretor. Timbre ou cabeçalho: dizeres impressos na folha. ou estabelecimento de uma ordem. é instrumento de comunicação do serviço público. Nº DRH/601-99 = Ofício número 601. Para Odacir Beltrão “o ofício não é elo nas relações entre autoridades unicamente. Por outro lado. acrescentando-se o número da folha. que consiste em comunicação de qualquer assunto de ordem administrativa. podem-se numerar os parágrafos a partir do segundo. Fecho ou cumprimento final: não será numerado. armas). Exemplo: Ofício nº 52/99 – fl. Vocativo ou invocação: tratamento ou cargo do destinatário: Senhor Presidente. o ofício não é meio de comunicação interna ou interdepartamental”. Índice e número: iniciais do órgão que expede o ofício.Ofício é texto proveniente de uma autoridade. O número de ofício e ano são separados por hífen: Of. Texto: exposição do assunto. 2. 52 . distingue-se da carta por apresentar caráter público e só poder ser expedido por órgão da administração pública. como uma secretaria. O destinatário pode ser órgão público ou um cidadão particular. expedido pelo Departamento de Recursos Humanos. Na correspondência oficial não se usa Prezado Senhor. de autoridade a autoridade ou desta para outrem. que deverá receber o número 2. São partes de um ofício: 1.

8. O nome e o cargo ou função do signatário são grafados preferencialmente com letras minúsculas. que. 9. Fechos antigos Com os protestos de estima e apreço. Exa. Supervisor. nome civil do receptor e cargo ou função do signatário... Sa. Aproveitamos o ensejo para reafirmar a V. Sa. Com os protestos de elevada estima e distinta consideração.. basta colocar iniciais após a barra diagonal: /MIR.. cargo e função. levar ao conhecimento de V. INTRODUÇÕES 1. Sa. exceto as iniciais.. Assinatura: nome do signatário. Introduções atuais Comunicamos a V. Não se antepõe qualquer título profissional ao nome do signatário. 53 . O designativo do cargo ou função deve ser separado por vírgula do nome do signatário. 1. Se o redator e o digitador forem os mesmos. 2. 11. nossos protestos de estima e apreço. que. desgastadas Vimos. Endereço: fórmula de tratamento. Iniciais: primeiras letras dos nomes e sobrenomes do redator e digitador. Anexa: nota fiscal. Usar letras maiúsculas.. Sa.Sa. por intermédio do presente.2. Informamos a V. Se se tratar de um anexo somente. 1.. Marcos da Silva. Presidente. colocar: /3 (o ofício contém três anexos) /4 (o ofício contém quatros anexos)..1. 10. FECHOS 2. votos de estima e apreço. Introduções superadas. que. que. Aproveitamos o ensejo para apresentar a V. seguidos da localidade e do destino.. Observa-se que a palavra anexo deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere. Anexos: se o ofício contém anexos. procede-se do seguinte modo: Anexo: diploma de 3º grau. Este tem por finalidade levar ao conhecimento de V.1.. Trata-se de um aposto: José Carlos.

desenvolvimento. que invoca o destinatário. datilografado por extenso. 54 . em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. de 6-3-1992. que se siga o que chamamos de “padrão ofício””. o que confere maior clareza à exposição. elas devem ser tratadas em parágrafos distintos. 15 de maço de 1992 ou Brasília. estabelece: “Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: a exposição de motivos. Senhor Chefe de Gabinete. que se confunde com o parágrafo de abertura. “Tenho o prazer de”. com alinhamento à direita: Brasília. Fechos atuais - Atenciosas saudações Respeitosas saudações Atenciosamente Respeitosamente. “Cumpre-me informar que”. “Submeto à apreciação de Vossa Excelência”. seguido da sigla do órgão que o expede: EM nº 123/MEFP Aviso nº 123/SG Ofício nº 123/DP b) local e data em que foi assinado. Nos casos em que não for mero encaminhamento de documentos. na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. à exceção do primeiro parágrafo e do fecho.2. Senhora Ministra.2. Com o fito de uniformizá-los. todos os demais parágrafos devem ser numerados. Todos os três devem conter as seguintes partes: a) tipo e número do expediente. pode-se adotar uma diagramação única. no qual o assunto é detalhado. “Encaminho a Vossa Senhoria”. e conclusão. Se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto. empregue a forma direta: “Informo Vossa Excelência de que”. A Instrução Normativa nº 4. Deve ser evitado o uso de frases feitas para iniciar o texto. como maneira de facilitar-se a remissão. No texto. No lugar de: “Tenho a honra de”. estrutura: o expediente deve apresentar em sua - introdução. o aviso e o ofício. em 15 de março de 1991 c) vocativo. d) texto. seguido de vírgula: Excelentíssimo Senhor Presidente da República.

) f) assinatura do autor da comunicação. que atendem a rito e tradição próprios. além da finalidade óbvia de marcar o fim do texto. A forma da identificação deve ser a seguinte: (espaço para assinatura) JARBAS PASSARINHO Ministro da Justiça (espaço para assinatura) FLÁVIO ANTUNES GONÇALVES Diretor do Departamento de Serviços Gerais da Secretaria da Administração Federal] 55 . para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los. para autoridades superiores. Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras. 2. inclusive o Presidente da República: Respeitosamente. de julho de 1937. que estabelecia cerca de quinze padrões diferentes. a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados.e) fecho: [O fecho das comunicações oficiais possui. foram regulados pela Portaria nº 1 do Ministério da Justiça. esta IN estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: 1. Esse procedimento facilita sobremaneira a identificação da origem das comunicações. todas as demais comunicações oficiais devem trazer datilografado o nome e o cargo da autoridade que as expede. abaixo do local de sua assinatura. e g) identificação do signatário: [Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República.

cartográficos e fundiários.708. dirigida ao Senhor Presidente da República. Os estudos deverão incluir os aspectos etno-históricos. Vossa Excelência ressaltava a necessidade de que – na definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em consideração as características socioeconômicas regionais. Em sua comunicação. estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instruído pelo Decreto nº 22. Os órgãos públicos federais. Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama nº 154. 3. da Constituição Federal. 213. Senhor Deputado. 27 de fevereiro de 2004. 2. de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa). Nos termos do Decreto nº 22. informo Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta nº 6. É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil. sociológicos. estaduais e municipais deverão encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo. O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal ou estadual competente. a demarcação de terras indígenas deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art. de 24 de abril último.Ofício nº 524/SG-PR Brasília. § 1º. 4. A Sua Excelência o Senhor Deputado (nome) Câmara dos Deputados 770160-000 Brasília – DF 56 .

(Nome e cargo do signatário) 57 . inclusive daqueles assinalados em sua carta. 6. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e das entidades civis acima mencionadas.2 5. o procedimento estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro da Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários. Atenciosamente. Como Vossa Excelência pode verificar. com a necessária transparência e agilidade.Ofício nº 524/SG-PR-fl.

Evita-se. morador. Espera deferimento. justificativa (fundamentada em citações legais e outros documentos. rua e nº). com pauta (se manuscrito) ou sem pauta (se digitado). Observam-se ainda os seguintes dizeres: Estabelecido. Termos em que pede deferimento 4 – Local e data. Aguarda deferimento. Foram abolidas as expressões abaixo assinado. mas o formato será o almaço. Pede deferimento. O papel utilizado é o do tamanho ofício (215 a 315 mm). A um estabelecimento de ensino particular encaminhase também requerimento pelo motivo de haver aí representante do governo ou inspetor. sua filiação. residente. cargo e órgão a que se dirige: Ilustríssimo Senhor: Diretor-Geral do Departamento de Pessoal do Ministério da Educação Cultural: Não se menciona no vocativo o nome da autoridade. Obs. na Praça. 5 – Assinatura. no caso. pois ninguém pede e se recusa a aguardar. Estado.REQUERIMENTO Petição por escrito feita com as fórmulas legais. exposição do que se deseja. ainda. Entre a invocação e o texto deve haver espaço para o despacho: sete linhas (em caso de papel pautado) ou sete espaços interlineares duplos (se o papel não for pautado). na qual se solicita algo que é permitido por lei ou que como tal se supõe. a petição destina-se a pedido sem certeza quanto ao despacho favorável. na Avenida. é em. sito na Rua. Enquanto o requerimento é um veículo de solicitação sob o amparo da lei. Evitam-se as formas: estabelecido à. sua profissão e residência (cidade. sua naturalidade. 2 – Texto: nome do requerente. porém. muito respeitosamente e tantas outras. O requerimento deve ser redigido em papel simples ou duplo. residente à. Não se coloca após o vocativo nenhuma fórmula de saudação. É todo pedido que se encaminha a uma autoridade do Serviço Público. São componentes de um requerimento: 1 – Invocação: forma de tratamento. seu estado civil.) 3 – Fecho: NESTES TERMOS PEDE DEFERIMENTO em letra maiúsculas. ou Nestes termos pede deferimento. 58 .: Evita-se o “pede e aguarda deferimento”. sito à. Acrescente-se. o uso de tinta vermelha. A preposição correta.

. (assinatura do requerente) 59 .... que atualmente ocupa o cargo de Servente.. com exercício no Departamento de Ensino de 2º Grau.Ilmo Sr...... em conseqüência de doença prevista no artigo 104...... do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União........... Sa. nível 4. a) .. Diretor do Pessoal do Ministério da Educação e Cultura Carlos Alberto.........711/52... requer a V. nos termos do artigo 143........ por se encontrar licenciado para o tratamento de saúde por mais de 12 meses. se digne conceder-lhe Auxílio-Doença.. . de 2004........ NESTES TERMOS PEDE DEFERIMENTO São Paulo.... de ........... da Lei nº 1...........

a serem adotados por determinado setor do serviço público. O corpo do texto deve ser iniciado 4 cm ou quatro espaços duplos (‘espaço dois’) verticais. Sua característica principal é a agilidade. em folha de continuação. assegurando maior transparência à tomada de decisões. Instalação de microcomputadores. estabelece: “O memorando é uma modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão. o destinatário é mencionado pelo cargo que ocupa: Ao Sr. c) Destinatário do memorando: no alto da comunicação.MEMORANDO Na administração pública é uma forma de correspondência entre autoridades de um mesmo órgão ou entre Diretores e Chefes ou vice-versa. e datilografado em espaço duplo (‘espaço dois’). idéias. no caso de falta de espaço. depois dos itens a e b acima indicados. pela simplicidade. diretrizes etc. Todos os parágrafos devem ser numerados. órgão de origem: Departamento Jurídico) b) Data (deve figurar na mesma linha do número e identificação do memorando): Memorando nº 19/DJ Em 12 de abril de 2004. que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Do memorando devem constar: a) Número do documento e sigla de identificação de sua origem (ambas as informações devem figurar na margem esquerda superior do expediente): Memorando nº 19/DJ (nº do documento: 19. 60 . excetuados o primeiro e o fecho (este procedimento facilita eventuais remissões a passagens específicas. na margem esquerda do corpo do texto. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado. de 6-3-1992. portanto. datilografado em espaço um: Assunto: Administração. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. A Instrução Normativa nº 4. abaixo do item assunto. de uma forma de comunicação eminentemente interna a determinado órgão do Governo. e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no memorando. Caracteriza-se. em despachos ou em respostas à comunicação original). portanto. os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e. Tratase. Chefe do Departamento de Administração d) Assunto: resumo do teor da comunicação. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações. Pode ser considerado um ofício em miniatura. e) Texto: desenvolvimento do teor da comunicação. Serve para comunicações internas sobre assuntos rotineiros. ou ser empregado para a exposição de projetos. Pode ter caráter meramente administrativo. concisão e clareza.

que o ideal seria que o equipamento fosse dotado de “disco rígido” e de monitor padrão “EGA”. 3. 2. Sa. haveria necessidade de dois tipos: um “processador de texto”. Atenciosamente. cuja chefia já manifestou seu acordo a respeito. Chefe do Departamento de Administração Assunto: Administração. ou Respeitosamente. 4. e outro “gerenciador de banco de dados”. (Nome e cargo do signatário) 61 . apenas. Instalação de microcomputadores Nos termos do “Plano geral de informatização”. sobretudo. Devo mencionar. g) Nome e cargo do signatário da comunicação: 4 cm ou quatro espaços duplos (‘espaço dois’) verticais após o fecho. acrescento. Quanto a programas. conforme o caso. O treinamento de pessoal para operação dos micros poderia ficar a cargo da Seção de Treinamento do Departamento de Modernização.f) Fecho: Atenciosamente. que a informatização dos trabalhos deste Departamento ensejará uma mais racional distribuição de tarefas entre os servidores e. uma melhoria na qualidade dos serviços prestados. por fim. Em 12 de abril de Ao Sr. verificar a possibilidade de que sejam instalados três microcomputadores neste Departamento.” Memorando nº 19/DJ 2004. Sem descer a maiores detalhes técnicos. solicito a V.

62 .

. respeitada a ordem de sucessão dos fatos expostos. 63 . analisados com o objetivo de orientar o serviço interessado ou o supervisar imediato. apresentar propostas práticas. sendo essa exposição acompanhada. Basicamente. • • Introdução:onde é indicado o motivo de sua Corpo ou desenvolvimento: que é a seção central e deve ser ordenada com destaque dos títulos de assuntos capitais. em lugar de rabiscar às pressas poucas palavras no papel – que provocam má impressão – mais vale aprender a escrever relatórios claros e completos. ainda. de gráficos. com base na descrição e na interpretação do fato. interpretá-lo e. trata-se de anotar no papel os próprios pensamentos. ilustrações. Elementos Em síntese. • Conclusão: que é o encerramento. Elaboração do Relatório Já é tradição os técnicos não gostarem de escrever relatórios. para determinada ação.sugestões dispostas clara e ordenadamente. espécies. descrevêlo cuidadosamente. desde um elementar relatório de inspeção de amostras ou um reporte pessoal e desformalizado até um volumoso e importante relato de gestão empresarial. formas. divide-se o relatório em três partes: confecção. com a mesma simplicidade poderemos preparar um bom relatório. quando necessário. por exemplo) em todos os ramos da Correspondência e apresenta-se nos mais variados tipos. Mas os diretores não se preocupam com isso. escrever um relatório é muito simples.deduções lógicas de argumentação que a precede. quando falamos.RELATÓRIO Relatório é a exposição de ocorrências ou da execução de serviços ou. Hoje em dia. mapas. O relatório enquadra-se (tal como se dá com o memorando ou o telegrama. podemos raciocinar claramente. Essencialmente.considerações finais. Bousquié) O relator deve tomar como base um fato real. .” (G. sua tendência é pretender mais e mais relatórios de seus chefes de produção. . no mais das vezes. Portanto. “Um relatório é uma descrição de fatos passados. Sua linguagem é a fatual.agradecimentos. tabelas. desde que ninguém pode subtrair-se a essa tarefa. que aumentam o prestígio de quem os faz. devendo conter: . dos fatos de uma administração pública ou privada. despedida etc. Se.

Volte a revisá-lo cuidadosamente. Antes de iniciar o trabalho. local. convém numerar os parágrafos. Não conclua abruptamente o relatório. autor. gráficos. Não se preocupe com o estilo. procure. ao seu início. pormenores inúteis. incluindo os títulos principais e subtítulos. não envie imediatamente. Evitará. antes da bibliografia. mas inúteis. tabelas e demais peças ilustrativas serão distribuídos oportunamente telo texto e os anexos ficarão reunidos no final do trabalho. Conclusão: encerramento do trabalho.: texto em mais de uma língua. 64 . Use palavras simples. É apresentada nos mesmos moldes de introdução. Ex. ou departamento. portada – página que contém os elementos essenciais à identificação da obra. data.Ao escrevê-lo. com explanação simples e clara do assunto. • Sumário: que será organizado ao término do trabalho. página de rosto. setor. assim. Finalmente. que leva o leitor à compreensão mais precisa do assunto. • • Desenvolvimento: é o texto propriamente dito. Para facilitar citações. • Introdução: apresentação inicial do trabalho já elaborado. Os mapas. após encerrar o relatório. como a respectiva página. tomando ciência imediata do foco do seu conteúdo. Faça também suas recomendações e sugestões. Palavras bonitas. Use o último parágrafo para expor as conclusões que se originam dos fatos apresentados. Pode haver duas ou mais folhas de rosto. ou empresa. pergunte a si mesmo: Por que devo escrever esse relatório? Quem irá lê-lo? O que pretendo escrever? Como irei fazê-lo? Em seguida. se houver. determinar os verdadeiros objetivos. Elementos A seqüência dos elementos que irão compor um relatório ficariam assim distribuídos: • Folha de rosto: A folha de rosto. edições fac-similidas etc. não ajudam e podem comprometer a aceitação de uma boa idéia. título. que poderiam confundir o leitor. Na folha de rosto constarão os dados de identificação. frontispício. Verifique cada parágrafo e assegure-se de que seguiu uma seqüência lógica: introdução. como: entidade. apresentação dos fatos e conclusões. antes. com a confirmação do(s) ponto(s) de vista do autor. vá à organização do relatório.

4. os elementos essenciais são os indispensáveis à identificação de publicações mencionadas em qualquer trabalho. ou convocadas com regularidade. Há os seguintes tipos de ata: a ordinária e a extraordinária. 5. • Bibliografia: indicações precisas e minuciosas que permitem a identificação de publicações. localizar ou obter publicações referenciadas em bibliografias e resumos. Os números são grafados por extenso. 2. enquanto os complementares são aqueles facultativos que. A extraordinária ocorre fora das datas costumeiramente previstas. Se manuscrito.. leiase “pata”. 3. Lavrar a ata em livro próprio ou em folhas soltas. O texto será digitado ou manuscrito. tabelas etc. mas não se fará uso de alíneas. Deve ser lavrada de tal modo que impossibilite a introdução de modificações. sempre.• Anexos: material ilustrativo complementar – gráficos. O texto será compacto. A ata ordinária é a que resulta de reuniões estabelecidas em estatutos. 65 . acrescentados aos primeiros. permitem caracterizar. Na ata do dia. nos casos de erros constatados no momento de redigi-la. Em uma referência bibliográfica. 6. Sintetizar de maneira clara e precisa as ocorrências verificadas. devem ser observadas as seguintes normas: 1. A ata deve ser assinada pelos participantes da reunião em alguns casos (conforme o estatuto da empresa). ATA É um registro em que se relata o que passou numa reunião. 9. 7. não estritamente essenciais à compreensão do assunto. recorre-se à expressão: “em tempo”. a ata só será assinada após aprovadas as correções. são consignadas as retificações feitas à anterior. no todo ou em parte. que é colocada após todo o escrito. Quando ocorrem emendas à ata ou alguma contestação oportuna. pelo presidente ou secretário. 8. em prega-se a partícula corretiva “digo”. mas sem rasuras. Quando o erro for notado após a redação de toda a ata. seguindo-se então o texto emendado: Em tempo: na linha onde se lê “bata”. assembléia ou convenção. sem parágrafos ou com parágrafos numerados. Para sua lavratura.

... às .. Local da reunião..... que vai assinada pelo Sr............... Declaração do presidente e secretário. Fecho.... 11.. Há um tipo de ata que se refere a atos rotineiros e cuja redação tem procedimento padronizado.. horas e .Nada mais havendo a tratar.. o Sr.. da qual eu.... Fulano de Tal... Presidente. .... MODELOS DE FECHOS ....... mês ano e hora da reunião (por extenso).... São Paulo. para constar. E.. Presidente e por mim. Fulano de Tal. quando serão julgados os recursos em pauta. Devem constar de uma ata: Dia... Secretário em exercício.... Assinaturas de presidente. Nesse caso. minutos..... Secretário. .. Beltrano.. No caso de sua ausência.10.. ________________ .. Ordem do dia....... das demais autoridades presentes e declara encerrada a reunião.... . nomeia-se outro secretário (ad hoc) designado para essa ocasião....Nada mais havendo a tratar. Presidente encerrou a sessão e convocou outra sessão para o dia.. lavrei a presente ata que subscrevo e vai assinada pelo Sr.de 20. do Sr.. participantes.. há um formulário a ser preenchido... lavrei a presente ata....... Presidente depois de lida.... Cicrano.... de .. 66 ...... A ata é redigida por um secretário efetivo. Pessoas presentes (com suas respectivas qualificações)... secretário.. Fulano de Tal agradece a presença do Sr.

.......T.. atestado de vacina e outros. .. .Local e data....... exposição do fato que se atesta.... ATESTADO É um documento onde se afirma a veracidade de certo fato ou a existência de certa obrigação.de 20....... de .... Também pode comprovar a existência de um ato que se consumou. 3.. objetivo do documento. Eu. lavrei.... atestado de vida... ..... São partes de um atestado: 1..S) se encontra nas condições previstas no artigo 392 e seus parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalho.. ... _________________ . INAMPS ATESTADO MÉDICO PARA GESTANTE Atesto para os devidos fins que........... horas...Timbre do órgão ou da empresa que fornece o atestado.../ 2000........ .... /2000 a . / . Fulano de Tal.A sessão encerrou-se às ............ Dispensam-se no atestado os seguintes clichês: Nada sabendo em desabono de sua conduta...... a) Fulano de Tal... Tipos: atestado ou certidão de idade. ..P...de 20. . atestado de boa conduta.. Secretário...a) b) São Paulo..... 2. utiliza-se a certidão para comprovar sua existência.......Texto: exposição daquilo que se afirma.. de .... Presidente.... Enquanto o atestado declara.. atestado de sanidade mental... . ..... atesta ou declara.Assinatura: nome e cargo da autoridade que atesta. ... .. ... ....Título: ATESTADO (em letras maiúsculas)... ........ (nº de Matrícula) (nº da C.... Identificação do emissor. 5... Presidente. Fulano de Tal..... / ........... . atestado de óbito......... Secretário.... Quando os fatos ou informações constam em arquivos da administração.... atestado de idoneidade moral......... b) Fulano de Tal....... atestado de residência... a certidão é a transcrição de algo já existente.. devendo seu afastamento ser considerado de .............. . São Paulo. nome do interessado e dados de identificação...... a segurada. transcrevi e assino a presente ata. 67 .... 4...... Secretário em exercício... É pessoa de meu conhecimento.. em face do resultado do exame médico............ .

a pedido verbal de.. recebe várias denominações. Pode-se iniciar uma declaração assim: Declaro para fins de prova junto ao órgão tal.. conforme o caso...... Tanto pode ser manifestada por escrito. quando a declaração provém de alguma autoridade.. . declaração falsa..... local e data (a) Nome e nº de Registro do Médico DECLARAÇÃO Significa a afirmação da existência de um fato. declaração de direito.... Quando for por escrito...... existência ou não de um direito. Ainda..... Entretanto. como de viva voz. declaração de interdição.. segundo as circunstâncias e a finalidade da declaração. a declaração é conhecida como documento.. declaração de óbito.. declaração de vontade...... Hospital ou ambulatório carimbo .... sentença.. ela toma várias outras denominações.. Declaro. declaração de renda.. declaração de princípios.. instrução despacho. por exemplo: declaração de ausência.... edital... decisão. declaração de crédito.... declaração de falência.. portaria..... que........... para os devidos fins.. por exemplo: aviso......... 68 ..... como.. Declaro. declaração de nascimento. declaração de guerra.... ofício....

na docência no magistério oficial do Estado de São Paulo. II.. RG ............ Assinatura e carimbo do Diretor 69 . no campo de atuação: a............ RG ....... no magistério oficial do Estado de São Paulo: I...... de 1º e/ou 2º graus: ....... b.. contava até 30/6 com o seguinte tempo de serviço como docente... Walter Silva DECLARAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO COMO DOCENTE Eu..... de .... 14 de março de 2004...SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL QUARTEL GENERAL DO IV COMANDO AÉREO REGIONAL DECLARO que FERNANDO CUNHA esteve presente no Serviço Regional de Recrutamento e Mobilização deste Quartel General..... declaro para fins da classificação a que se refere o artigo 14 do Decreto nº 14............ de 5ª a 8ª série do 1º e 2º grau: .. São Paulo...... de 29 de novembro de 1979... de 1ª a 4ª série do 1º grau: ................ dias. que ..... ....329... no período das 10h às 12h. dias (número) Local e data........... dias.............. para tratar de assuntos do Serviço Militar......... Diretor da EE ..

PROCURAÇÃO Em linguagem jurídica. pelo presente instrumento de procuração. em toda sua extensão. A procuração pode ser particular ou por escritura pública. em qualquer juízo ou tribunal. o escrito ou documento em que se outorga o mandato e se explicitam os poderes conferidos. a procuração recebe vários nomes: procuração ad judicia.786. procuração em causa própria. Conforme os poderes. usando os poderes AD JUDICIA. 123546212-65. procuração insuficiente e outras. casado. 876. procuração particular. todos os atos permitidos em direito. São Luís-MA.Centro. a bem deste mandato. residente na Rua da Paz. procuração extrajudicial. Pedro da Costa Vieira . procuração geral. define-se como sendo o título ou documento por meio do qual um indivíduo. chamada mandatário. constitui e nomeia seu bastante procurador. enfim. 23 de abril de 2004. praticando. CPF no. podendo. portador do RG no. seção MA. inscrito na OAB. CPF no. Assim. possa requerer tudo o que em direito for permitido.) 70 . sob no. procuração em termos gerais. 112. acordar. brasileiro. São Luís. com escritório na Rua do Passeio. significa o instrumento do mandato. 342213431-76. advogado. isto é. o que tudo dará por firme e valioso.brasileiro.Centro. José Silva Matos (Reconhecer firma em cartório. Por extensão designa o próprio mandato. 432564/SSP/MA. transigir. procuração especial.casado. professor. substabelecer. Exemplo de procuração ad judicia: PROCURAÇÃO José Silva Matos. procuração pública. poderes para praticar atos em seu nome e por sua conta. receber e dar quitação. confere a outra pessoa. como se presente fosse. São Luís-MA. também. Para que em seu nome. por mais especiais que sejam. chamado mandante.

Marta Ribeiro Lopes. número da Cédula de Identidade e do CIC.... brasileiro.... maior... Porto Alegre.... residente e domiciliada em Porto Alegre..... nomeia e constitui seu bastante procurador o senhor Ângelo Ferreira.Modelo de procuração para movimentação de conta corrente PROCURAÇÃO OUTORGANTE: nome do participante..45.. 2 de janeiro de 2004... residente e domiciliado em Porto Alegre....... Pelo presente instrumento particular de produção e na melhor forma de direito.....Centro. podendo assinar documentos.... 71 .... todos os atos necessários ao bom e fiel cumprimento do presente mandato..... com poderes bastantes e expressos para o fim específico de efetuar movimentação de conta corrente..... .... aluna da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul..... solteiro.. dar quitação e praticar. .. na Rua das Flores. Outro Modelo de Procuração PROCURAÇÃO Por este instrumento particular de procuração. com o fim especial de efetuar sua matrícula na referida faculdade....... OUTORGADO: nome.. solteira.. filiação e endereço..... Marta Ribeiro Lopes. Centro.... constitui e nomeia o outorgado seu procurador........ aprovada no quinto semestre do Curso de Bacharelado........ acima qualificado. na Rua do Parque..de 2004...... no sexto semestre...34.... brasileira. número do documento de identificação e endereço. assinatura do participante (reconhecer firma em cartório)... o outorgante..de....

Especificadamente. Gerente de Marketing. Exemplo de Circulares : Porto Alegre. ou exemplares de igual teor e expedidas a diferentes pessoas. Formatação para ser elaborada pelo computador de aviso-circular. Porto Alegre. órgãos ou entidades. Os elementos colocados entre parênteses serão aqueles que poderão ter alguma alteração. cópias.: Senhor [Diretor] [Endereço] [Bairro] [Cidade] [Estado] Prezado Senhor: Verificamos em nossos arquivos que a duplicata [número] vencida em [data]. 22 de junho de 20XX. O termo circular é. [Empresa] At. Atenciosamente. Senhor (a) Professor (a): Face a impossibilidade de conciliar o número de professores para estar presente na data marcada (dia 15 de outubro). como documento. Atenciosamente. neste caso substantivo.CIRCULAR Circular é toda comunicação reproduzida em vias. 6 de outubro de 20XX. é mensagem endereçada simultaneamente a diversos destinatários. para transmitir avisos. ordens ou instruções. Jussara Costa Rosa. ainda não foi paga por sua Empresa. LTA-RHA Informática Um exemplo. Solicitamos contatar nosso Departamento Comercial para os devidos esclarecimentos. na correspondência oficial: ___________________________________________________________ 72 . estamos tentando outra data que será comunicada em função do número de participantes para o Churrasco de Confraternização. por ser o nome do documento.

. foram estabelecidos. para o corrente exercício. a que se refere o Decreto nº 16. . . ..) por cabeça de gado bovino. . . . . . de . Diretor Geral substituto. de conformidade com a Portaria nº 1. . É indispensável que sejam examinados os processos e se preste. (..CIRCULAR 5. . .. . . . O DIRETOR GERAL DO TESOURO DO ESTADO. . . . . . . .. de . . Senhor Diretor: Determino.466. . Fulano de Tal. . . . no uso de suas atribuições. e de R$ .. . Sa. . . de 7 de fevereiro de . . comunica aos Senhores Exatores que. encaminhando-os a esta Secretaria sem qualquer esclarecimento sobre o assunto de que tratam.. . . . a seguir.. desta data. .. . . . . . . . . . . para bases de cálculo da Taxa de Cooperação. .. . . . . .358. CIRCULAR Nº 50. DE 31 DE MAIO DE . . . . . . . . resumido parecer ou se lhes anexem documentos que facilitem a decisão final. . os valores de R$ . .) para a arroba de lã. . . . . não deve limitar-se a dar livre trânsito a papéis. . . . . . para os fins convenientes. . . . . . . . do Excelentíssimo Senhor Secretário da Fazenda. . Rio Janeiro. em sua repartição. . ( . . . que V.. . . . . . . . . 73 . . . . .

a informação é lançada como qualquer outro texto subordinado às regras da correspondência oficial.) O servidor acima. Publique-se no BLS e encaminhe-se à homologação.. 1. o texto é distribuído em três seções. Fulano de Tal.. Do SPC (cargo ou função etc. a matéria-prima. 2. Ad. uma vez que este é o relato ou transcrição do que há a respeito de uma pessoa – parte na linguagem oficial. juntando atestado pelo qual se comprova que ele compareceu a provas.. (cargo ou função etc. (Parecer. Em 22-6. 1 de acordo com o parecer de fl. ao passo que a comunicação (=memorando interno) é espontânea. Em face do exposto e de conformidade com o art. informe e histórico são equivalentes. 2.. Ao Sr.. nos dias citados. 21-6-. os informes integram. constituem a informação. Em algumas repartições.711.. Como se deduz.. SPC. Ch.158 da Lei 1. Da D... pode ser deferido requerimento em tela. no Curso de Ciências Contábeis da Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas (PUC). ou decisão. Entende Josias Argons que informe é a descrição de um fato assim como foi visto e informação é o resultado do cotejo de informes. (Informação.. Interessado: Jota Eme (cargo ou função etc.) Defiro o requerimento de fl. Ch. solicita justificação e abono de faltas ao expediente dos dias 8 e 9 do corrente. ao ser feita a primeira informação: PROCEDÊNCIA OBJETO e INFORMAÇÃO ____________________________________________________________ Da Divisão de Administração.. Assunto: Justificação de faltas.INFORMAÇÃO É o instrumento pelo qual se fornecem. elementos necessários ao preparo do parecer ou para o despacho final. de 28-10-. Ad. atendendo à datilografia.). através do complexo processo da elaboração mental.). D.. Delegado Estadual. (texto do artigo). Delegado Estadual 74 . Sicrano de Tal.. 20-6. e a informação é o produto elaborado. em requerimento de fl.. (Despacho..)... Informação e histórico assemelham-se nas linhas gerais.) Somos pelo deferimento do solicitado.ou marcha de um documento. ou conclusão.. A informação é provocada. Nos dias atuais. são os ingredientes.. por solicitação ou ordem.

clara e concisa.____________________________________________________________ INFORMAÇÃO Destacando do teor da carta endereçada em data de 18 de maio último..... anexa ao relatório. Fulano de Tal.. Examinado a solicitação de afastamento que faz o servidor Roberto de La Scarpa.. no alto. ____________________________________________________________ Rio de Janeiro... para tanto. neste processo. esclarecimentos e informações que ilustrem. que constará: a) da introdução.. c) da conclusão.... apenas... informo que o mesmo poderá afastar-se para os fins pretendidos.. do assunto... Que do item doze.... Assessor.... Bel.. ao retornar.. À decisão de Vossa Senhoria.. em que se fará referência ao assunto tratado... As. é substituível por objeto. Relator.... de modo claro e preciso.. (Essa ementa....de..de. Informação nº .. relacionado com a visita realizada anteriormente àquela empresa... ____________________________________________________________ A informação deve sempre conter: IA ementa..... apresentar relatório detalhado do referido encontro.. Em 15 de junho de . b) da apreciação do assunto.) O contexto. informo a V.. pois encontra amparo legal na IN/12-. pelo primeiro servidor que instruir o processo).. Assunto: liberação do ponto. ou assunto. II- 75 . José Carlos Dias. à direita (este requisito deve ser satisfeito... devendo.. Processo nº . não havendo maiores necessidades de considerações a respeito.... já está bem clara e detalhada a situação de abandono do prédio central.

diz-se apensação a juntada de um processo a outro ou outros quando aquele apenas servir de elemento elucidativo ou subsidiário para a instrução destes. 76 . sem direito a qualquer remuneração extra. que é uma sugestão. A ordem de serviço tem numeração própria e pode adquirir as características de circular. porém com existência própria e independente. e o cargo ou função. Entende-se por anexação a juntada de um processo a outro. É freqüente em muitos órgãos administrativos esta divisão: 1. a) a denominação do órgão em que tenha exercício o servidor. digitados ou feitos por meio de carimbo. quando se destina a diversos departamentos situados em locais ou localidades diferentes. b e d poderão ser datilografados. parecer ou despacho compreenderá. Versa sobre trabalho e não sobre o destino de pessoas. É também recurso de que se vale o administrador quando deseja que alguém substitua outrem tãosomente nos encargos. b) a data. Há certa confusão com a ordem de serviço. equivalente no máximo ao memorando interno. por extenso.(Não raro é a informação confundida com o parecer. A OS encerra providências tomadas ou a serem tomadas pela chefia no sentido de orientar a execução de serviços ou o desempenho de encargos. nas tarefas. uma opinião. ou RS). Os requisitos exigidos nas alíneas a. permitida a abreviatura. pela papeleta. dever-se-á também fazer menção do número daquele em que se encontra a folha citada na instrução. Em caso de referência a elementos constantes de processo anexado ao que estiver em estudo. continuando. ORDEM DE SERVIÇO Instrumento da comunicação interna ou interdepartamental de determinação sobre assunto a ser executado e/ou cumprido. erroneamente. d) o nome do servidor. É ato de chefia sobre assunto de sua competência. O fecho da informação. chegando algumas repartições a substituí-la. em caráter definitivo. o que lhe seria assegurado se a ordem fosse dada em portaria. Ordem de Serviço (OS) para chefias superiores e por sua vez subordinadas a relações (Res. c) a assinatura.) Qualquer referência a elementos constantes do processo deverá ser feita com a indicação do número da folha respectiva. uma solução e serve de apoio ao despacho.

para orientação de serviço. . a ser implantado nesta Escola. . . foi criada para diferenciar de OS. ____________________________________________________________ ORDEM DE SERVIÇO Nº . Diretora. / . como veículos de suas ordens diretas ou de ordens provindas do escalão superior. Orientação de Serviço (ODS) para essas mesmas chefias superiores. seriam próprios da portaria. .. . Determinação de Serviço (DS) para chefias subordinadas às anteriores. Fulana de Tal.. verificar-se-à que existem tipos diversos para o cabeçalho. Nota-se em alguns setores administrativos que a ordem de serviço avança na faixa estabelecida para a portaria. encontra-se a ordem de serviço com fins que. . Grau. Designa Comissão de Formatura. para freqüentar o Treinamento. 3. companhias de seguros etc. a numeração e a data da ordem de serviço. . . ministrado pela Olivetti. porque são múltiplas suas aplicações e não menos numerosas as variantes surgidas em face das contingências ou da posição que se lhe quis dar no esquema de documentos previstos em determinada organização. DE 3 DE SETEMBRO DE .com o objetivo de Treinamento para Escritório-modelo. no período de 2 abril. .. Nas amostras apresentadas adiante. . de 20XX A Direção do Colégio Protásio Alves. ____________________________________________________________ A padronização de tais atos é difícil. no Curso de a 20 de atuar no 77 . .no Colégio Pax. a OS e a ODS vêm da presidência para a delegacia regional.2. . . Expede inscrições sobre as reuniões de trabalho do Instituto de Administração.. da resolução ou da ordem de serviço. . . A abreviação ODS. ordem de serviço.. .). DESIGNA a Professora . por exemplo. Em empresas privadas (bancos. no serviço público.. . . como veículo de explicação de resoluções ou até de ordens de serviço. Em um instituto de aposentadoria e pensões.Escola Estadual de 2º uso de suas atribuições. enquanto que a DS é baixada pela delegacia regional. . . desde aquele usual em atos internos até o que assemelha a ordem ou a orientação de serviço a uma lei ou um decreto: ORDEM DE SERVIÇO 784. . . ____________________________________________________________ ORDEM DE SERVIÇO Nº .

20 de outubro de 20XX. . no uso de suas RESOLVE designar os Professores Fulano de Tal e Sicrano de Tal. Diretor. . . . Beltrano de Tal. . . . . . . . Porto Alegre. . (Brasão) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL 78 . para coordenar os trabalhos referentes à formatura dos alunos concluintes dos cursos técnicos deste Estabelecimento neste ano. atribuições.O Diretor do Colégio . .

. conforme modelo 1 em anexo. conforme modelos 2 e 3 anexos. 79 . . 2. 3. assinada por servidor credenciado junto à Secretaria deste Departamento. ainda. . a utilização do referido serviço por outros setores da Reitoria. fica subordinado à Secretaria deste Departamento. 5. e . dia a dia.considerando a necessidade de planejar. .considerando. Os setores externos ao Departamento deverão trazer o papel necessário à execução de cada tarefa solicitada. 4.ORDEM DE SERVIÇO Nº 04/DP O DIRETOR GERAL DO DEPARTAMENTO DE PESSOAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. para fins de relatório semestral. . . O uso dos serviços de xerox fica condicionado à apresentação de requisição. organizar e controlar os serviços de xerox deste Departamento. . Diretor Geral. Aldriovando Rodrigues. por setor. O Setor de Xerox. 5 de setembro de . 6. . As solicitações de usuários eventuais serão apreciadas e decididas pela Secretaria deste Departamento. RESOLVE: 1. para fins de controle e execução. no uso de suas atribuições e. . Porto Alegre. . revogadas as disposições em contrário. As presentes normas entrarão em vigor a partir de 1º de setembro de . A Secretaria manterá os dados de utilização do equipamento tabulados. .

. O simples fato de o funcionário ser menor não ilide a infração disciplinar. 10.... PARECER Fulano de Tal.. Define A. 2. “é uma proposição oriunda de comissão.711 de 28 de outubro de .. Atenuante da menoridade.. Houve processo regular. Tanto nas empresas comerciais. técnico ou científico.. quando esta se pronuncia acerca de assunto submetido a seu exame”.. Parecer nº 081.. ____________________________________________________________ CONSULTORIA GERAL DA REPÚBLICA Assunto: Demissão por abandono de cargo... no período de 12 meses... de . nível 7. de Almeida Carneiro: “O parecer visa interpretar e apreciar fatos.....PARECER É a análise de um caso.. quando diz respeito a caso burocrático.... Só a análise das causas e o exame da conduta 80 . ... seja por sua importância administrativa. como no caso dos assinados por conselhos fiscais.. reconhecendo.. industriais ou de crédito... interpelados.. concluindo a Comissão de Inquérito.. é opinião técnica sobre um assunto ou ato.. ou requer raras qualidades redacionais. como no caso dos firmados por especialistas em ciências ou técnicas.. 207..... 11.. impõe-se a pena de demissão. da Lei nº 1..” O parecer pode ser administrativo... a informação visa fornecer fatos.. aos fatores determinantes da conduta do funcionário... de modo a ensejar a pena proposta. no que concerne à apuração da falta disciplinar. motivo pelo qual foi sugerida sua demissão.. por isso que incontroversos os fatos com relação à atitude disciplinar do servidor. lotado na Diretoria Regional dos Correios e Telégrafos de São Paulo.. quando se relaciona com matéria específica...... não encontro razões que justifiquem sua alteração. orientando-a ou facilitando-a... atendendo... No que diz respeito ao entendimento firmado por este Órgão.. Na hipótese.. Estafeta.. em conseqüência. os quais são mais ou menos estereotipados.. .. por mais de 60 dias..... com fundamento no § 2º do art. O parecer serve de base à decisão do assunto. apenas. conforme relatório apresentado. quanto nas profissões liberais tem o parecer lugar de destaque... injustificadamente. que sua aplicação deve merecer cautela de forma a se ajustar a cada caso concreto. seja por seu significado técnico ou científico.. A redação de um parecer pode apresentar simplicidade.. pela transgressão da norma estatuária... faltou ao serviço..

. no mesmo texto. ou não. Quando à palavra “decretação”.. apresentam características iguais e não foram considerados erros.. inscrição nº 021..... portanto.. sou de opinião que. 9 de maio de ... no sentido da aplicabilidade... “Sub censura. considerando letra rebatida.. relativamente ao comportamento ao comportamento ilícito e consciente do funcionário. face ao que consta do processo. ..... na hipótese.... Consultor Geral da República ____________________________________________________________ TRIBUNAL MILITAR DO ESTADO CARGO DE OFICIAL ESCREVENTE PROVA DE DATILOGRAFIA PARECER A Banca de DATILOGRAFIA do Concurso para o Cargo de Oficial Escrevente reconsidera a nota atribuída à solicitante.... 81 . se impõe a aplicação da pena de demissão.. de 98 para 99..... A nota da candidata é alterada.... Mariúsa Beltrão..” Brasília.. do princípio jurídico... Sra .. Banca de Datilografia...... mantém a correção estabelecida....... Nestas condições... já que outros toques.... .. no que se refere aos toques nas palavras “estar” e “exame”........funcional poderão informar o grau de responsabilidade do menor....... Profª.. por julgar procedente o seu pedido.

ORDEM DE MISSÃO E RELATÓRIO DE MISSÃO A INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 001/81 – CCP/DPF dispõe sobre Ordens de Missão e Relatórios de Missão. 1. ORDEM DE MISSÃO é um documento operacional básico, interno dos órgãos descentralizados, de caráter obrigatório em qualquer missão policial, que tem por objetivo: - dar respaldo legal às atividades; - controlar as atividades e o desempenho dos funcionários policiais; - oferecer ao encarregado da missão elementos que o auxiliem na execução do seu trabalho; - facilitar a coleta de dados para a elaboração do Relatório de Atividades. 2. A elaboração da ORDEM DE MISSÃO observará o modelo contido no Anexo I da Portaria 409/DG/79, e sua numeração de ordem obedecerá aos critérios que forem estabelecidos em cada Regional. 3. RELATÓRIO DE MISSÃO é um documento operacional básico, interno dos órgãos descentralizados, de caráter obrigatório, que tem por objetivo: - proporcionar aos escalões superiores o conhecimento de fatos que possibilitem a adoção de providências de sua alçada; -avaliar o desempenho dos funcionários policiais; -oferecer dados para elaboração do Relatório de Atividades. 4. A elaboração do Relatório de Missão observará o modelo contido no Anexo II da Portaria nº 409/DG/79, e sua numeração obedecerá ao disposto nas alíneas “a” e “b” do item seguinte. 5. A cada ORDEM DE MISSÃO corresponde um ou mais RELATÓRIOS DE MISSÃO. a) O Relatório de Missão levará o mesmo número da ordem de Missão; b) Havendo mais de um Relatório para cada Ordem de Missão, seu número de ordem será um só, seguido das letras “A”, “B”, “C”, etc. Exemplo: ORDEM DE MISSÃO Nº 005/81-CRP/SR/DF RELATÓRIO DE MISSÃO Nº 005/81-CRP/SR/DF RELATÓRIO DE MISSÃO Nº 005-A/81-CRP/SR/DF RELATÓRIO DE MISSÃO Nº 005-B/81-CRP/SR/DF RELATÓRIO DE MISSÃO Nº 005-C/81-CRP/SR/DF 6. Qualquer missão somente poderá ser executada mediante ORDEM DE MISSÃO expedida por autoridade competente. 82

7. Excepcionalmente (em casos de urgência, flagrante, etc.), não havendo tempo ou condições para expedição da Ordem de missão, o funcionário policial que executar diligências deverá, imediatamente, após o término desta, ou na primeira oportunidade, dar conhecimento à autoridade a que estiver subordinado, mediante comunicação escrita. 8. Se as circunstâncias da excepcionalidade, previstas no item anterior, ocorrerem em horário fora do expediente normal, quando não for possível a expedição de Ordem de Missão, o fato deverá ser comunicado à autoridade que estiver de plantão, que determinará o registro de maneira sucinta, no Livro de Ocorrências: a) Do que for consignado no Livro de Ocorrências, relativamente ao fato objetivo da diligência, deverá ser dado conhecimento, por escrito, no primeiro horário do primeiro dia útil, à autoridade da área de atuação a que estiver afeto o assunto (DOPS, DRE, DPMAF e DPFAZ0, caso a urgência e o princípio da oportunidade não exijam providências imediatas. Em se tratando de assunto sigiloso, o registro, ao invés de ser lavrado no Livro de Ocorrências, deverá ser feito em separado. b)As providências contidas na alínea anterior não eximem o executor da diligência de apresentação de relato detalhado, por escrito, á autoridade a que estiver subordinado, caso esta considere necessário maiores esclarecimentos. Ocorrendo as circunstâncias de excepcionalidade previstas no item 7, se da diligência resultar perseguição, ao final desta, deverá ser dado conhecimento, por escrito, à autoridade a que estiver subordinado o executor. Se a perseguição se prolongar por período fora do expediente normal, o procedimento a ser adotado é o previsto no item anterior.

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MODELO DE ORDEM DE MISSÃO (em branco) MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL NO DISTRITO FEDERAL ORDEM DE MISSÃO Nº________ Brasília,____/_________/_________ 1. Missão: 2. Autoridade que determinou: 3. Dados Conhecidos: 4. Restrições: 5. Meios disponíveis Pessoal: Material: I-Transporte: II- Armamento: III- Telecomunicações: IV- Verba: V- Outros: 6. Prazo: Início: Término: 7. RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS: ___________________ AUTORIDADE

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MODELO DE ORDEM DE MISSÃO (preenchimento) ESTADO DO MARANHÃO GERÊNCIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍCIA CIVIL DA CAPITAL _______DISTRITO POLICIAL ORDEM DE MISSÃO Nº_______ São Luís,_____/___________/___. Missão: Redigir de forma concisa, empregando corretamente os verbos que caracterizam as ações a realizar. Ex.: localizar, identificar,etc. 2. Autoridade que determinou: nome, cargo,função do superior que determinou a missão e assinou a ordem. 3. Dados conhecidos: citar apenas os necessários ao cumprimento da missão,não revelando aqueles que devam permanecer em sigilo,como origem da denúncia, fonte do informante, etc. 4. Restrições: relacionar os cuidados a serem observados no cumprimento da missão, como fatos,pessoas,processos ou técnicas que não devam ser citados ou utilizados. 5. Meios disponíveis: a) Pessoal:nomes e cargos dos policiais a serem empenhados, podendo ser usado o nome de “guerra”. b) Material: I. Transportes:meio de transporte a ser utilizado ou a placa da viatura. II. Armamento: pessoal ou os demais que sejam necessários. III. Telecomunicações:as necessárias, citando os tipos e quantidades. IV. Verba: geralmente diz-se apenas a finalidade da verba. Ex. diárias, passagens, combustível, etc. V. Outros: meios eventuais, como máquina fotográfica, gravador, etc. 6. Prazo: Início: hora, dia, mês e ano do início da missão. Término: término previsto 7. RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS : podem existir em face de orientação da chefia.

1.

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Componentes: d. Missão: 2. Custo Total da Operação_______________ 4. 86 . Diárias______________________________ II. Chefe de Equipe: II. Outras Despesas______________________ IV. Relato: 5. Data e Nome do responsável pela missão São Luís-MA. _____/__________________/___________ Nome do Responsável pela Missão Saída: às____h de____/____/_____. Condições de execução: a. Chegada: às____h de____/____/____. Início e Término: b. Participantes: I. Despesas de Passagens_________________ III. Local: c.AUTORIDADE MODELO DE RELATÓRIO DE MISSÃO (em branco) ESTADO DO MARANHÃO GERÊNCIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍCIA CIVIL DA CAPITAL _______DISTRITO POLICIAL RELATÓRIO DE MISSÃO Nº_______ l. Custo Operacional: I. Autoridade determinante: 3.

Missão: repetir o que consta na OM. constar dos autos de um IPL. As informações e operacionalizações que. . Se for o caso. preferencialmente. precisa e concisa. óleo. d. um relatório que segue. é um documento Operacional Básico interno do órgão. IV. Relato pode ser parcial. Também durante as investigações e um inquérito policial. é anexado ao IPL que será remetido à Justiça. 3. como já foi visto. especificar as dificuldades encontradas. ele contém não devem ser divulgadas. III. Chefe de Equipe: nome antecedido do cargo. a forma anteriormente descrita. Custo Total da Operação: soma dos valores registrados acima. de forma clara. O resultado dessas diligências será apresentado por meio de um relatório elaborado pelo agente designado para promove-las. II. b. etc. Se o espaço para o relato for insuficiente. II. Diárias: valores gastos em diligências. pode a autoridade que o preside solicitar diligências mediante despacho nos próprios autos. Despesas de Passagens: valores gastos nas viagens. as diligências desenvolvidas e os resultados obtidos: . usar o verso da folha. 4. . 87 . Outras despesas: combustível. muitas vezes. consertos. Autoridade determinante: da mesma forma que o item anterior. Relato: descrever. Observação: O Relatório de Missão. Início e Término: Saída: às____h de___/___/____ Chegada: às___h de___/___/___ (datas efetivas da saída e chegada da equipe na sede do órgão). pois. podendo usar o nome de guerra. Data e Nome do responsável pela missão. as datas. Componentes: como no item I. Assim. Custo Operacional: I. 5. o apoio recebido por pessoas ou órgãos. Observar as regras básicas de um bom relatório. desde que o relato final dependa ainda de investigações complementares. c. os locais e os nomes das pessoas envolvidas com os fatos. Local: nomes das localidades onde as diligências se realizaram. . não podendo. Condições de execução: a. 2.MODELO DE RELATÓRIO DE MISSÃO (preenchimento) ESTADO DO MARANHÃO GERÊNCIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍCIA CIVIL DA CAPITAL __________DISTRITO POLICIAL RELATÓRIO DE MISSÃO Nº (o mesmo nº da OM) 1. Participantes: I.