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RESUMÃO PSICOLOGIA ESCOLAR

1. Semestre de 2011 – 3. Ano Psicologia Uniban Vila Mariana

Psicologia Escolar

Não faz atendimento (particular, dentro da escola) – é mais prático (ação e não
terapia) – a intervenção soluciona ou minimiza problema(s) de origem psicológica -
apoio á criança – palavras chaves: consultoria, formação, avaliação, diagnóstico,
interventivo e encaminhamento.

Psicologia da Educação

Orienta a direção e os professores – faz projeto político pedagógico (PPP) – faz


pesquisas educacionais – é mais burocrático – palavras chaves: funcionários,
direção, pesquisa, desenvolvimento (biológico e psicológico) e PPP.

Psicopedagogia (categorizado de ser uma pós-graduação)

Área de atuação que cabem apenas formados em pedagogia ou psicologia – atua


diretamente na aprendizagem (dificuldade) da criança – perguntar sempre sobre a
formação anterior da psicopadagoga – palavras chaves: diagnóstico, leitura e
escrita.

Psicologia Escolar é formada por: psicologia da aprendizagem, social, do


desenvolvimento, comunitário, mesmo parecendo ser reducionista, não é, é um
segmento autêntico e independente.

Psicologia Escolar é formada por várias disciplinas, um conjunto


de técnicas que a tornam independente.

Reducionismo é a aplicação de uma única técnica para certo problema. É


necessário que o psicólogo visualize o todo, não apenas uma linha específica.
Pegar somente uma “fatia” (uma linha da psicologia) para resolver os problemas é
reducionismo.

Exemplo: Psicólogo que trabalha apenas em linha analítica (JUNG), nega-se a


trabalhar com uma linha da comportamental mesmo percebendo que há
apontamentos significativos deste uso na escola.

HÁ UMA TRÍADE: CRIANÇA – ESCOLA - FAMÍLIA – DISCIPLINA PONTE.

Os Desafios do Cenário Escolar

4 fases: 1. Embasamento teórico (leitura, capacitação), 2. Diagnóstico


(identificação), 3. Intervenção (solucionar, minimizar), 4. Avaliação (resultados).

Quatro Problemas de Aprendizagem

1. Passageiro (problema), 2. Meio-criança – ambos (comportamento alterado /


dificuldades), 3. Alteração violenta na ordem natural (dislexia / transtorno ), 4.
Sofrimento, sintomas (transtorno).
Contribuição da Psicologia nas Instituições de Ensino

1. Modelo Psicrométrico = década de 60

2. Modelo Clínico = psicodiagnóstico e psicoterapia para alunos e pais = adaptar


o aluno ao sistema escolar.

3. Modelo Educacional / Psicopedagógico = diagnóstico e orientação dos


processos de ensino

4. Modelo institucional = privilegia o trabalho em grupo (aluno, professores,


funcionários) – reflexão sobre as relações práticas educacionais – busca criar um
“espaço de escuta”.

Papel do Psicólogo na Escola:

Busca as causas das dificuldades de escolarização na família, no professor, no


contexto mais amplo da escola, não mais no aluno – observação participante –
estudo multidisciplinar dos fenômenos educativos.

Processos Básicos da Psicologia – processos manifestados na escola.

Atenção, percepção, inteligência, linguagem, pensamento, consciência,


aprendizagem, afeto / emoção.

Cinco Modelos de Trabalho do Psicólogo Escolar.

1. Acadêmico: cientista experimental do comportamento – preocupado em


estudos dos métodos de ciência psicológica – metodologia na pesquisa e ensino
(interesse).

2. Clínico: modelo médico – doença mental e saúde, diagnóstico e cura de


problemas do comportamento (interesse).

3. Psicólogo Escola-Escolar: aplicação de testes (Q.I) – psicoterapia individual ou


em grupo – acredita que a educação é de responsabilidade do professor.

4. Psicólogo Clínico-Escolar: consultoria da saúde mental – atinge maior número


de pessoas - interesse na prevenção – encaminha crianças para outros
especialistas.

5. Psicólogo Escolar: melhorar qualidade e eficiência do processo educacional


através das aplicações dos conhecimentos psicológicos – modelo ideal, transmitida
entre educacional e o acadêmico – é um profissional, cientísta, engenheiro
educacional ou projetista de planos educacionais – usa novas metodologias e
técnicas – ênfase ao desenvolvimento da criança do que patologia.

Observação Participante e o que fazer do Psicólogo Escolar

O que fazer: Analisar a existência cotidiana da escola e sua história acumulada –


contradições, divergências e convergências – elementos não previstos na realidade
escolar.
Observação participante: metodologia para poder aprender, compreender e
interferir – trabalhar no nível de representações sociais e novas necessidades.

Pesquisa Etnográfica

Documentar á realidade não documentada – busca á realidade (classe social,


ideologia, poder).

Fracasso Escolar

Idade Média (feudos) – Ensino Tradicional (só o professor fala, 1870) – Psicologia
Diferencial (Galton, inteligência hereditária) – Escola Nova (Binet, inteligência
versus classe social, quanto menos educação menos questionamento para classe
dominante, 1890) – Escola Tenista (Paulo Freire e Freinet, 1945) – Escola Formal
(magistério, escola para brancos, teorias racistas, carência cultural, Freud) – Escola
(fruto da sociedade, 2000).

Althessur e Passeron fazem críticas á burguesia com a classe baixa (culpa não é da
sociedade e sim do sitema escolar).

Culpabilização do Fracasso Escolar (sistema escolar).

Aluno (desinteresse, falta de atenção, problemas familiares) – pais (falta de apoio,


de educação, baixa escolaridade, álcool) – professores (desmotivação, baixo
salário, baixa autoridade, didática) – escola (estrutura física, material inadequado,
direção escolar) – Estado ( não valoriza professor, aluno, alienação, investimento
baixo) – sociedade ( passividade, alienação, votação nulo, não cobram das
autoriedades, quebram mesas e cadeiras).

Característica
Educação Bancária Educação Libertadora
s
Autoritário, dono do Democrático, permite
Professor conhecimento. questionamento.

Submisso, vazio de
Crítico e questionador, autêntico
conhecimento, alienado,
Aluno despreparados, “Geração
e dinâmico, pensar autêntico,
mais próximos ao professor
X”

Decorado, silábico, sem


Assimilação e prática no
Método aplicação prático no seu
cotidiano, interativo
cotidiano (dia-a-dia)

Consciência Alienada e dominada Desperta e mais crítico

Questionadora, preparado,
Reprimida, insegura,
Sociedades despreparada, dominada
comunicativo, críticas, líderes
(tem escolha própria)

Conheciment Sem aplicação prática, Conhecimento com aplicação,


estático, sem prático, reflexivo
o
questionamento

Inexistente por parte do


Expressão,
aluno (não tem opinião Ativo, livre , espontâneo.
comunicação formada), não expressa

Paulo Freire: “Educação Bancária e Educação Libertadora – Problematizadora” –


Proposta

Educação Bancária

Ensino Tenista critica o Ensino Tradicional

Educação Bancária vem de depositar, dar uma devolutiva do conhecimento.

Resultado:

Pensar autêntico (valoriza pensamento do aluno), homem como produto e produtor


da história, alunos críticos e questionadores, mais seguros de si, mais próximos do
professor. Sociedade mais preparada, questionadoras, críticas, seguras e líderes
(tem escolha própria).

Construtivismo

“Se a criança erra, não se pode criticá-la”.

Crítica á cartilha (aprendizagem por sílabas), aluno constrói o conhecimento (leva


para a prática), mesmo conteúdo em várias disciplinas.

Ver quadro (atualizada) dos Teóricos em resumo na folha final!

PIAGET
3 Fatores do Desenvolvimento Cognitivo Humano

1. Inteligência como forma de adaptação - 2. Conhecimento construído – 3.


Conhecimento nasce do intercâmbio entre sujeito-objeto (interacionísta).

Esquema = conjunto estruturado das características que permitem repetir a mesma


ação e usar em novos objetos.

4 Fatores da Teoria Genética

Maturidade orgânica, experiência com objetos, interação com pessoas, mecanismo


de equilibrarão.

Assimilação (esquemas de ação aos objetos, interpretação e compreensão) -


Acomodação ( ajustamento ou modificação) – Equilibrarão ( permite
interpretação ao objeto e atue sobre ele).

PIAGET: INDIVÍDUO DESENVOLVE DEPOIS INDIVÍDUO APRENDE.


PRIMEIRO PENSAMENTO, DEPOIS LINGUAGEM (EGOCENTRÍSMO).
Quatro Estágios físicos
1. Aspecto Físico-Motor (crescimento orgânico, maturação biológica, sensório
motor, dois anos, chupeta na boca) – 2. Aspecto Intelectual (pensamento,
raciocínio, pré-operatório, sete anos, objeto para alcançar o outro) – 3. Aspecto
Afetivo (emocional, integração das experiências, operatório concreto, onze anos,
medo, vergonha, alegria) – 4. Aspecto Social (reage a situações que envolve,
outras pessoas, operatório formal, dezesseis anos, brincar com outros ou sozinha).

VIGOSTKY
Sócio-interacionísta = acredita na interação dos indivíduos.

Sócio-histórico, linguagem e pensamento, língua como instrumento.

Planos Genéticos do Desenvolvimento

Filogênese (história humana), Ontogênese (história do indivíduo na espécie), Sócio


gênese (cultura que está inserido), Micro gênese (aspecto micro do
desenvolvimento de historia própria humana).

Mediação Simbólica

Instrumentos (extensão do homem) e signos (linguagem rudimentar, não verbal)

Processos Psicológicos Inatos (rudimentar, básico, elementar que se desenvolve no


meio): atenção, memória, linguagem, consciência, pensamento, emoção/afeto,
inteligência, percepção.

Processos Psicológicos Superiores: raciocínio lógico e abstrato, solucionar


problemas e hipóteses.

VIGOTSKI: INDIVÍDUO APRENDE DEPOIS INDIVÍDUO SE DESENVOLVE.


ATIVIDADE SOCIAL E COLETIVO PARA ATIVIDADE INDIVIDUALIZADA.

Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP)


Distância entre o nível real e o nível potencial, determinado mediante á orientação
de um adulto.

Mecanismos Sociais para Promoção de Desenvolvimento na Educação.

Criança precisa ter responsabilidade, oferecer ajuda e suporte, retirar de maneira


progressiva a ajuda, atrair seu interesse (criança), simplificar tarefas, controlar
frustrações, indicar e criticar discrepâncias.

SKINNER
Comportamento respondente – Condicionamento respondente (S-R = involuntário).

Comportamento operante – Condicionamento operante (R-C).

Tecnologia do Ensino
Estudantes não aprendem: fazendo por exercícios, por prática, com a experiência
(contato com o ambiente). Para ocorrer á aprendizagem: reconhecer e entender
suas conseqüências de respostas (reforço positivo).

ENSINAR É UM ARRANJO DE CONTIGÊNCIAS DE REFORÇO SOB OS QUAIS OS


ESTUDANTES APRENDEM.

Ocasiões em que o comportamento ocorre: próprio comportamento, suas


conseqüências, aprender fazendo, aprender com a experiência, aprender por
ensaio e erro (aversivo), máquinas que ensinam, instrução programada.

AUSUBEL
Aprendizagem Significativa

Valoriza conhecimentos prévios, não a aprendizagem mecânica e repetitiva (sem


ter conhecimento prévio), aprendizagem mais significativa quando novo conteúdo é
incorporado e adquire potencial para o aluno.

NOVA INFORMAÇÃO INTERAGE AO CONHECIMENTO DO ALUNO = SUBSUNÇOR

Subsunçor = associação com conhecimentos já adquiridos ( a acomodação para


Piaget).

Quando ocorre a Aprendizagem Significativa

Precisa entender um processo de modificação do conhecimento (processo interno


sem ligação do comportamento), em vez do comportamento externo, observar os
processos mentais que tem nesse desenvolvi mento.

Aluno precisa ter disposição para aprender, conteúdo escolar tem que ser
potencialmente significativo.

Aprendizagem Memonística = Significativa.

Quando significativa = lembrado por mais tempo – aumenta capacidade de


aprender novos conhecimentos mais facilmente, mesmo se for esquecida – quando
esquecida, tem facilidade na reaprendizagem.

Modelo Escolar

Reforma educativa e curricular (conteúdo e metodologia/disciplina) – aprendizagem


significativa por si próprio – provocar discordâncias ou conflitos cognitivos gerando
desequilíbrio e reconstruindo o conhecimento – aprendizagem não é simples, pode
provocar frustração ou rejeição.

Orientação á Queixa Escolar

Procedimento de Triagem: na primeira entrevista com os pais (enquadre, queixa),na


segunda entrevista com a criança (vínculo, transferência) – a partir da quarta
sessão, pode-se fazer diagnóstico – na oitava sessão visita á escola – a nona, a
devolutiva com a criança e depois com os pais.

Atendimento: psicologia tradicional – orientação á queixa escolar (priorizar) –


escutar versões envolvidas – circulação de informações – construir vínculo – motivo
de esta ali – proporcionar oportunidades á criança de se expressar.

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Bibliografia

Inteligência e afetividade da criança na teoria de Piaget, capítulos: 1,2,3,4,5,6 –


texto: Os desafios do cenário escolar – texto: A Contribuição da Psicologia no Estudo
Multidisciplinar dos Fenômenos educativos – texto: Psicólogo escolar: educador ou
clínico – Fracasso Escolar: uma história de submissão e rebeldia, Maria Helena
Patto, capítulos 1,2,3 (parte destes materiais estão no SCRIBD).

Estágio

40 horas + 20 horas no 1.Semestre: Observações, descrição da escola (dentro e


fora).

20 horas no 2.Semestre: Diagnóstico, alunos com problemas, dificuldade de


aprendizagem, sugerir melhorias (apontamentos), elaborar projeto com sugestões,
intervenção.

Orientação á Queixa Escolar (no caso de fazer 20h na clínica).

BOM ESTUDO E BOA PROVA!