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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E


TECNOLÓGICA
IFTO– Campus Palmas

CURSO LICENCIATURA EM FÍSICA


Gestão e Políticas Educaionais
Prof.(a) Denise

por: Fábio Lanna da Costa


Com base no vídeo assistido e no texto trabalhado em sala de aula, elabore um
texto dissertativo destacando a relação entre processo de construção histórico da gestão
democrática da escola pública, apresentando os possíveis instrumentos necessários para
a efetivação da democracia na escola.

Começo a falar sobre o ponto levantado pela Professora Maria Abadia da Silva,
quando ela abordou o tema da educação no Brasil, em seu início com a participação dos
Jesuítas. No início da história do Brasil, o Estado Brasileiro não assumiu a gestão da
educação, esta última, foi implantada e conduzida pelos padres Jesuítas. Muitos
condenam e culpam até hoje, esses padres, pelo fato da educação ainda não ter
alcançado o desenvolvimento que almejam, ou seja, uma escola autônoma e
democrática, capaz de formar cidadãos críticos, capazes de fazerem sempre uma análise
dos acontecimentos e se posicionar diante dos desafios que a vida lhes impõe.
Penso que para cada momento histórico, há um comportamento correspondente
que tem o objetivo de suprir os anseios da sociedade, objetivo este nem sempre
alcançado. No caso da educação não foi diferente, não quero aqui levantar uma bandeira
em defesa dos Jesuítas, nem tão pouco, menosprezar as grandes contribuições que estes
últimos deram para a educação neste país, o Estado brasileiro na ocasião não queria
assumir as rédeas da educação e incumbiu os Jesuítas dessa missão.
Vários foram os fatores que fizeram da educação brasileira ser o que é. Um dos
motivos foi a verticalização ou a hierarquização do ensino herdado dos Jesuítas, outro
ponto foi a omissão do Estado brasileiro em gerir a educação. Outra questão foi as
situações políticas nacionais e internacionais vividas pelo Brasil no decorrer da sua
história, a interferência de agentes financeiros mundiais, entre outros.
Em termos organizacionais, esse mecanismo autoritário onde um só, manda e os
outros obedecem deve dar lugar a processos e dispositivos que favoreçam a convivência
democrática e a participação de todos nas tomadas de decisão.
Em 1932, houve o movimento dos pioneiros que traçava um modelo de educação
até os dias de hoje, almejado, porém impedido, por diversos fatores. Entretanto já
houveram avanços em alguns pontos que esboçam um caminho para a concretização
desta democracia escolar. As eleições para diretores escolares é um destes avanços.
Apesar de no começo ter encontrado fortes resistências para se instalar acabou
experimentando uma considerável expansão para os vários sistemas de ensino e
espalhou para todo o país.
Segundo Paro, Levar em consideração as condições que propiciem ao aluno fazer-
se sujeito na prática pedagógica escolar envolve, entre outras providências, capacitar a
escola de uma estrutura que esteja de acordo com essa prática democrática. Até o
presente, ao se proporem mudanças visando à democratização da escola, não se tem
presente, em geral, essa concepção de educação e, por isso, muito dificilmente se
proporá uma estrutura capaz de realizá-la. É preciso superar essa perspectiva, buscando
alternativas de estrutura total da escola que, não ignorando a necessária coerência entre
meios e fins, sejam compatíveis com uma visão democrática de ensino. Em termos
teóricos, isso requer a realização de um exame meticuloso da atual estrutura da escola
pública brasileira na busca de formas de sua transformação para adequá-la à educação
como prática democrática.
Nas últimas décadas, especialmente a partir do início dos anos 1980, tem-se
verificado, no Brasil, uma saudável tendência de democratização da escola pública
básica, acompanhando em certa medida a democratização da própria sociedade, que se
verifica nesse mesmo período. Trata-se, portanto, das medidas que vêm sendo tomadas
com a finalidade de promover a partilha do poder entre dirigentes, professores, pais,
funcionários, e de facilitar a participação de todos os envolvidos nas tomadas de decisões
relativas ao exercício das funções da escola com vistas à realização de suas finalidades.
As medidas visando à maior participação dos usuários da escola e demais
envolvidos em sua prática são (conselho de escola, associação de pais e mestres, grêmio
estudantil, conselho de classe).
Todas essas medidas têm por finalidade inverter a visão que se tem hoje da escola
pública fundamental, como local onde os pais são chamados apenas para resolver
problemas de disciplina de seus filhos ou para tomarem conhecimentos de que estão indo
mal nos estudos por culpa deles mesmos ou da família; procurando, em vez disso, levar
os pais de alunos e a comunidade em geral a terem uma concepção positiva da escola, a
vê-la como algo desejável, onde são acolhidos e respeitados em seus direitos de
cidadão.