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MODELO DE
PREVENCIÓN,
DETECCIÓN Y MONITOREO DE
SITUACIONES DE ABUSO SEXUAL
CONTRA NIÑOS, NIÑAS
Y ADOLESCENTES
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RevisióndelDocumento: VirginiaMurilloHerrera,KarinvanWijkyNoraBrunaVásquezdeDNI
IllianaAlonsoSáenzdeAldeasInfantilesSOS
RevisióndeEstilo: EvelynVargasCarmonadeDNI
Elaboradopor: NoraBrunaVásquez;ProgramadePrevencióndelaViolenciaSexual
Estadiagramación: SeelaboróparalaCampañaEnseñémoslesaprotegerse
DiseñoGráfco: OrdenVisualS.A.
Diagramación: GrettelRodríguezRodríguez
Ilustraciones: AmandaRodríguezRodríguez
EstapublicaciónsehahechoenelmarcodelacampañaEnseñémoslesaprotegerse,conelapoyode
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©2007DNI-DefensadeNiñasyNiños-Internacional,DNICostaRica.TodoslosDerechosReservados.
Sepermitelapublicacióntotalyoparcial,siempreycuandosecitelafuenteyseenvíecopiaaDNI.
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2
Presentación....................................................................................3
Introducción...................................................................................3
CAPÍTULOI.
ABUSOSEXUALCONTRANIÑOS,NIÑASYADOLESCENTES
A.AcercamientoIntegralalAbusoSexualcontraniños,niñasy
adolescentes....................................................................................... 4
1.AntecedentesHistóricos.....................................................5
B.MarcoConceptual......................................................................7
1.Violencia.............................................................................7
2.AbusoSexual......................................................................7
3.IncidenciadelAbusoSexualcontraniños,niñasyadolescentes. 8
C.DetecciónTemprana..................................................................8
1.FactoresdeRiesgo...............................................................9
a)Vulnerabilidad.............................................................9
b)Característicaspersonales,familiares,
socialesysituacionales...............................................9
2.IndicadoresdeAbusoSexualcontraniños,niñasyadolescentes.10
a) Físicos.......................................................................10
b) Conductuales...........................................................10
c) Dedinámicafamiliar................................................11
D.TipologíasdelAbusoSexualInfantilyAdolescente...............11
E.Laspersonasvíctimas...............................................................12
•Ejemplodecaso...........................................................12
1.MecanismosdeAutoprotección.......................................12
2.MitosyRealidadesdelAbusoSexual...............................12
3.ElAbandonodelSilencio.................................................14
F.ImpactodelAbusoSexualInfantilyAdolescente...................14
1.SecuelasdelAbusoSexual................................................14
2.EfectosAbusoSexualInfantilencortoplazo...................15
3.EfectosAbusoSexualInfantilenlargoplazo...................15
4.-AbusoSexualenlosvaronesyconsecuencias.................17
CAPÍTULOII.PREVENCIÓNYPROTECCIÓN
A. PlandePrevenciónyProteccióndeacuerdo
conedadydesarrollo............................................................19
1.¿Dóndedesarrollarlasaccionesdeprevención?...............19
B.¿CómoprotegeraniñosoniñasdelAbusoSexual?.................20
1. Desarrollodeloslineamientosparala
prevenciónyprotección................................................20
C. Laspersonasmenoresdeedad,¿sepuedenrecuperar
delabusosexual?...................................................................23
CAPÍTULOIII.
NIÑASONIÑOSPRIVADOSDELCUIDADODESUSPADRES

A. VulnerabilidadEspecialenInstituciones..............................24
B. PropuestasparasuProtecciónyelRespeto
asusDerechos.......................................................................25
1. Repasodelosprincipiosfundamentales........................25
2. Derechosespecífcosdelaspersonasmenores
deedadinstitucionalizadas.............................................25
3. InstitucionalizaciónyDerechos.....................................26
C.AbusoSexualdeniñosoniñascondiscapacidades................26
1. Personasvíctimasyofensoras.........................................26
1.1.Laspersonasvíctimas..............................................26
1.2.Personasqueabusansexualmentede
personasmenoresdeedadcon
discapacidades........................................................27
a)MitosquecontribuyenalAbusoSexual....................27
b)Otrosfactoresquepuedengenerarel
AbusoSexual............................................................28
2.Estrategiasdeprevenciónyapoyo....................................28
CAPÍTULOIV.
LASPERSONASQUEABUSANSEXUALMENTE
A.AlgunasCaracterísticasComunes...........................................30
B.Tiposdepersonasqueabusan...................................................31
a)PatronesdeConducta......................................................31
b)Motivaciones....................................................................32
c)CategoríasdeRiesgo.........................................................32
C.Tratamientoalaspersonasqueabusan....................................33
D.Adolescentesqueabusansexualmente....................................33
1.Acercamientoalproblema...............................................33
2.Perfldeadolescentesqueofendensexualmente..............34
a)Característicasdelapersonaadolescente..................35
b)Característicasdelaofensa........................................35
c)Motivaciones.............................................................36
3.ModelodeIntervención...................................................36
E.Niñosoniñascomoabusadoresreactivos................................36
1.Acercamientoalproblema...............................................36
a)Incidencia......................................................................37
b)Característicasindividuales.......................................37
c)Característicasfamiliares...........................................37
1.1Conductassexualesmanifestadas.............................38
2.Tratamientosparapreadolescentescon
problemasdeconductasexual.........................................39
2.1.Tratamientodeniños,niñasqueabusan
sexualmente,dirigidoaterapeutas..........................39
a)Reglasparaparticiparenelgrupo..............................40
b)Perfldelasylosterapeutas.......................................40
c)Lascincoetapasdelproceso......................................40
CAPÍTULOV.
DENUNCIAYPROTECCIÓN
A. Actosdeabusoquesondelitos.............................................41
B. Denuncia...............................................................................42
a) ¿Quiénespuedendenunciar?..........................................42
b) ¿Quiénestienenlaobligacióndedenunciar?.......................42
c) Ladenunciaylaspruebas....................................................42
d) Protección......................................................................42
e) ¿Dóndedenunciar?.........................................................42
f) ¿Cómosedenuncia?.......................................................43
C.ElaccesoalaJusticia...............................................................43
1.Prevencióndelarevictimizaciónencaso
deAbusoSexual...............................................................43
1.1Mecanismosparaminimizarla
revictimizaciónencasosdeAbusoSexual........43
a)MecanismosPsicológicos.....................................43
b)MecanismosTecnológicos...................................43
BIBLIOGRAFÍA..........................................................................44
ANEXO1
MARCOJURÍDICO....................................................................45
A.Internacional...................................................................45
B.Nacional..........................................................................45
ANEXO2
Desarrollodelcomportamientosexual.........................................46
CONTENIDO
CONTENIDO
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A través de una alianza estratégica, las organizaciones DefensA De niñAs
y niños - internAcionAl (Dni) y AlDeAs infAntiles sos, que
trabajan en la promoción, atención y defensa de los derechos de los niños, niñas y
adolescentes en costa rica, ponen de manifiesto su compromiso para combatir la
violencia sexual que afecta tanto a niños, niñas como adolescentes.
Por esta razón, como un aporte a la lucha contra esta problemática, ambas orga-
nizaciones desean aportar nuevos elementos para exponer las diversas formas, los
indicadores y las consecuencias, que se presentan en el abuso sexual hacia la niñez
y la adolescencia, así como una serie de mecanismos y formas de abordaje para la
prevención, detección temprana y denuncia de este grave delito.
con este documento llamado MODELO DE PREVENCION. DETECCION
Y MONITOREO DE $ITLACIONE$ DE ABL$O $EXLAL CONTRA NIÑO$.
NIÑA$ Y ADOLE$CENTE$ se espera contribuir a la creación de un ambiente libre
de abuso sexual para niñas, niños y adolescentes, en situaciones vulnerables.
Asismismo se espera que este documento sirva de consulta para aquellas personas
que trabajan con niñas, niños y adolescentes, fortaleciendo las capacidades de las
instituciones de acogida, educativas y de salud, para la prevención, detección tem-
prana, y abordaje de situaciones de abuso sexual, ya que proporciona elementos
para la detección temprana del abuso, mediante los factores de riesgo y los indica-
dores que permitan revelar situaciones de abuso o proclives a él, y pautas para su
abordaje.
Por otro lado, es contribuir a la reducción de los niveles de abuso sexual, no sólo
de las personas adultas hacia las personas menores de edad, sino también de los
cometidos por los niños, niñas y adolescentes hacia sus pares, sensibilizando a la
sociedad, sobre las causas, consecuencias y características de esta problemática.
el propósito es que sirva como una guía comprensiva y solidaria para que los niños,
niñas y adolescentes víctimas de abuso sexual, o vulnerables a él, reciban ayuda,
protección y acompañamiento adecuado a la crisis emocional vivida, no sólo por la
agresión, sino también por la revelación del secreto y sus secuelas…
P R O L O G O
la convención sobre los Derechos del niño, adoptada por
la Asamblea de las naciones Unidas, en 1989, tiene como
fundamento la Declaración Universal de Derechos Humanos
y la Declaración de los Derechos del niño. constituye un
documento legal, de trascendencia internacional, que firman
todos los países que se comprometen a proteger los derechos
de la infancia que allí se establecen.
lo fundamental de la convención es que reconoce que el
niño y la niña así como las y los adolescentes son personas
con derechos y, más aún, que les asisten cuidados y asistencia
especiales, por carecer aún de madurez física y mental, dado
que están en un período de crecimiento y desarrollo.
• el artículo 27 precisa: “los estados partes reconocen
el derecho de todo niño a un nivel de vida adecuado
para su desarrollo físico, mental, espiritual, moral y
social”.
• el artículo 19 se refiere expresamente al maltrato:
“los estados partes adoptarán todas las medidas
legislativas, administrativas, sociales y educativas,
apropiadas para proteger al niño contra toda forma
de perjuicio o abuso físico o mental, descuido o
trato negligente, malos tratos o explotación, incluido
el abuso sexual, mientras el niño se encuentre bajo
la custodia de los padres, de un representante legal o
de cualquier otra persona que lo tenga a su cargo”.
sin embargo, tanto la convención sobre los Derechos
del niño como el código de la niñez y la Adolescencia,
aprobado en costa rica en 1998, pueden quedarse sólo
en excelentes declaraciones que no se materializan si no se
hacen los esfuerzos necesarios para unificar conocimientos y
coordinar acciones.
I N T R O D L C C I O N
en ese sentido, este manual de consulta trata algunos aspectos
relacionados con el abuso sexual infantil. el objetivo es
comprender el problema para poder actuar acertadamente.
Aborda la definición de abuso sexual infantil, formas,
indicadores y efectos. también examina, cómo el abuso
se repite y refuerza en la sociedad, la situación de poder y
superioridad de la persona adulta, y sus estrategias para
cometer tales acciones. Además, analiza algunas alternativas
de prevención, así como pautas que pueden ser útiles para
atender y derivar a las víctimas de abuso.
la idea que guía este trabajo es la constatación de que, aunque
la violencia y el abuso hacia las niñas, niños y adolescentes
se presenta cotidianamente y en todos los niveles, es posible
su prevención y detección, así como una adecuada atención
a los niños, niñas y adolescentes que la sufren. es probable,
también, que los propios niños, niñas y adolescentes
aprendan a identificar situaciones de riesgo, a prevenirlas y
denunciarlas.
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A. AcercAMiento inteGrAl Al ABUso
seXUAl contrA niños, niñAs y
ADolescentes
el abuso sexual contra niños, niñas
y adolescentes es un delito que se
comete desde la antigüedad y persiste en la sociedad
contemporánea, con mayor frecuencia de la
imaginada. se calcula que una de cada cuatro niñas y
uno de cada siete niños llega a experimentarlo.
las naciones Unidas estiman que millones de niñas
y niños en el mundo son abusados sexualmente
en sus familias, en sus comunidades, en la
calle o en sus lugares de trabajo.
este hecho constituye un abuso de poder y de
confianza, donde los niños o niñas abusadas se
sienten impotentes, sufren en silencio, cargando,
además, con la vergüenza y el sentimiento de
culpa por lo ocurrido. es un problema rodeado
de tabúes y secretos que refuerzan su invisibilidad y
que propician una conveniente tolerancia social.
el abuso sexual de niños o niñas existe en todos
los países y en todas las culturas, y se manifiesta en
todos los estratos socioeconómicos. sin embargo, hay
grupos cuyas circunstancias los hacen más vulnera-
bles, como los que viven en situación de desventaja
económica; niños o niñas en calle; niños o niñas con
discapacidades; que viven en hogares de acogida; en
instituciones de albergue, orfanatos; niños o niñas
adoptados, migrantes no acompañados, y niños o
niñas que pertenecen a minorías étnicas o religiosas.
la pobreza es un factor de vulnerabilidad, aunque esto
no implica que las familias y las personas en desventa-
ja económica estén más predispuestas a cometer delitos
sexuales; no obstante, el escaso control que tienen so-
bre las situaciones básicas de su vida (salud, educación,
trabajo, techo digno y otras), las priva de los medios de
contención y aumenta las frustraciones, que, en algunos
casos, se descargan sobre las personas más cercanas y más
desprotegidas.
es así como miles de niñas y niños crecen desorientados,
con dolor, se sienten impotentes ante el poder de las per-
sonas adultas, quienes les humillan y maltratan y, muchas
veces, también aprenden a considerar como algo normal
la violencia en las relaciones afectivas y familiares.
se considera que el abuso sexual infantil forma parte del
maltrato a la infancia, guardando estrecha relación con la
violencia intrafamiliar. Por lo tanto, la gravedad del abu-
so sexual infantil no sólo debe medirse por las secuelas
físicas y emocionales, que dejan marcas imborrables por
el resto de la vida, sino que también por sus consecuen-
cias sociales.
cuando el maltrato continúa y nadie interviene, se
aprende de la persona que agrede y se repiten las conduc-
tas vividas. Hasta cierto punto, esto último constituye un
círculo vicioso, un vínculo directo a través del cual, las
personas que han sido abusadas sexualmente, pueden, a
su vez, convertirse en personas que abusan de sus hijos
o hijas.
ABUSO SEXUAL
CONTRA NIÑOS, NIÑAS Y ADOLESCENTES
CAPITULO I
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esto ocurre con más frecuencia si la víctima es varón, ya que, a menudo, pare-
cen repetir los patrones parentales a los que fueron expuestos, los que incluyen
una imagen de los niños o niñas como sexualmente explotables. este también
es un poderoso vínculo indirecto, mediante el cual las niñas que fueron sexual-
mente abusadas crecen para tener hijas que pueden ser sexualmente abusadas
por otras personas
1
.
la “educación diferencial genérica”, entiende que el aprendizaje de la sexua-
lidad se da en la comunicación cotidiana, desde el nacimiento, e imprime las
características psicológicas y culturales que marcan lo que es femenino y lo
que es masculino
2
. la internalización de los roles sexuales, producto de la
socialización de género, tiene una injerencia fundamental en la ocurrencia de
los abusos sexuales.
con una construcción social de la masculinidad, asociada con la conquista, el
ejercicio del poder y la agresión, se favorece la aparición de conductas violentas
alrededor de lo sexual. Mientras que la feminidad basada en la no-posesión de
sus cuerpos, en términos de derechos, de placeres, de expresión física o mental,
da como resultado la indefensión.
Dentro de este encuadre, se puede ver como la violencia de género se naturali-
za, reflejada en la asimetría existente en las relaciones de poder entre varones
y mujeres, perpetuando la subordinación y la desvalorización de lo femenino
frente a lo masculino.
lo anteriormente expuesto, indica que los niños o niñas están en mayor riesgo
de abuso en su hogar y en su entorno, con las personas en quienes confían, que
conocen y que tienen autoridad sobre ellos y ellas.
Pueden ser objeto de abuso por parte de su familia, nuclear o ampliada, por
amistades de la familia, vecinos, maestros, empleadores, cuidadores y compa-
ñeros de escuela.
las niñas y niños objeto de abuso pueden mostrarse tristes, solitarios, deprimi-
dos, ansiosos, autodestructivos, con baja autoestima, y una perspectiva alterada
de la sexualidad. Hay mayor riesgo de suicidios o de ser víctimas de explotación
sexual comercial.
Por estas razones, se trata de presentar la problemática del
abuso sexual desde un enfoque de derechos, de género,
generacional y estrechamente vinculado con el maltrato a
las personas menores de edad, y la dinámica familiar, que
permita la detección temprana de este grave delito.
1. Antecedentes Históricos
Una de las falsas creencias sobre el abuso sexual y sobre
otras manifestaciones chocantes de la sexualidad huma-
na es que son recientes; es decir, que es en los últimos
años o meses cuando «el mundo se ha vuelto loco» y han
aparecido las más impresionantes expresiones sexuales,
lo cual es irreal, pues estas prácticas vienen desde los ini-
cios de la humanidad y han estado presentes durante
toda su historia.
las niñas, niños y adolescentes han sido considerados
objetos para la satisfacción de los deseos sexuales de las
personas adultas, a través de las distintas etapas de la
historia.

Hay numerosos ejemplos en la Antigüedad de prácti-
cas sexuales violentas contra niños, niñas y púberes: los
sumerios practicaban las relaciones sexuales con niñas y
niños pequeños; en Grecia se consideraban las relaciones
de las personas adultas con efebos
3
, como una forma de
educación; el talmud permitía el matrimonio con niñas
de 12 años; en egipto era permitido el incesto.
la edad Media se caracteriza por las agresiones sexuales
a los niños y niñas atribuidas al demonio, para salvar la
responsabilidad de las personas agresoras. Aún más, en
su vivencia imperaban el maltrato y la violencia hacia la
niñez.
1 Glaser, Danya y frosh, spehen. Abuso sexual de niños. Paidós. Bs. As. Argentina. 1997.
2 Pauluzzi, liliana. Violencia Familiar. Comprender y prevenir. indeso-Mujer. rosario, Argentina. 1999.

3 Adolescentes y preadolescentes.
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en costa rica, ya desde el siglo XViii se presentaban denuncias por este tipo de
crímenes. existe un caso documentado de una denuncia por incesto entre Juan,
Pedro y Juana Delgado (padre-hermano-hija adolescente), el 10 de diciembre de
1725, por vecinos del valle de escazú, ante el vicario y juez eclesiástico, licenciado
lópez conejo.
luego de fuertes presiones de los notables del pueblo, en la sentencia se absolvió
a Juan y Pedro de todo cargo, ya que el padre era un ciudadano con propiedades
y que entregaba dádivas generosas a la iglesia. la víctima fue encontrada culpable
del delito, y se la juzgó de cuerpo ausente, ya que nunca fue encontrada. el único
recuerdo que queda de su existencia es un expediente y su único signo de vida fue
un pequeño cadáver, el fruto del incesto, enterrado en el patio de la casa.
en 1768, se documenta otra denuncia, cuando María francisca Hernández deman-
dó a su padre, Pedro Hernández, ante el notario del santo oficio de la inquisición,
por haber cometido incesto sobre ella y sus dos hermanas: rita y María Josefa
Hernández.
el abogado defensor de Pedro solicitó benevolencia alegando que el acusado actua-
ba por ignorancia. sin embargo, pide un castigo riguroso para la hija. finalmente,
la pena le fue conmutada a Pedro, en razón de su arrepentimiento y se le condenó
únicamente a una confesión pública.
la manera en la que fue atendida esta denuncia puede parecerse a lo que todavía
enfrentan muchas de las víctimas.

el reconocimiento de esta problemática como una práctica que debe ser sanciona-
da, no solo moral sino social y jurídicamente, es muy reciente.
Generalmente, esto se explica por la percepción, que ha prevalecido a través del
tiempo, sobre la niñez como objeto, propiedad de su familia. el infanticidio y el
abandono eran comunes y, como los hijos eran considerados una propiedad de sus
padres, podían ser castigados en forma brutal, mutilados, vendidos o explotados;
especialmente, en la era industrial, eran expuestos a trabajos forzados y labores peli-
grosas sin protección o defensa, lo que aún ocurre en algunos lugares del mundo.
la historia, incluso la más reciente, muestra que la percepción social de las niñas,
niños y adolescentes supone un alto grado de violencia potencial que, con mucha
facilidad, se transforma en violencia directa y, muchas veces, en actos de brutalidad
física, sicológica y sexual.
A partir de la década de los 70, el abuso sexual infan-
til ha sido reconocido como problema, especialmente
por profesionales y especialistas como David finkelhor
(1987), félix lópez (1994), y otros que reconocen y clasi-
fican el problema, realizan estudios y construyen mode-
los explicativos .
el estudio del problema a nivel internacional se ha dado
desde tres espacios de acción: investigación, prevención
y atención a las víctimas.
en costa rica existen especialistas que han publicado
diversos tratados para la prevención y la atención del
abuso sexual de niñas, niños y adolescentes .
Un avance importante fue la aprobación de la ley 7899 ,
denominada “ley contra la explotación sexual de las per-
sonas menores de edad”, con la que se reforman varios
artículos del código Penal, en lo referente a la agresión
sexual. Anterior a esta legislación, los conceptos que se
registraban eran adultocentristas y sexistas; además, en
esta ley se tipifican nuevos delitos .
en la subcomisión de Asuntos Jurídicos de la conA-
coes , se impulsó el proyecto de ley 14.568, “fortale-
4 castillo sequeira, Marcia y Amador Aguirre, Myrna. Abuso Sexual Infantil, Incidencias y Características. Managua, nicaragua. 2002.
5 Batres, Gioconda. Del Ultraje a la Esperanza. Tratamiento de la Secuela del Incesto. ilAnUD. san José, costa rica, 1997.
6 claramunt, cecilia. Características de la Población atendida en el Centro de Atención de la Fundación Ser y Crecer, 1990-1991. ilAnUD. san José, costa rica.
7 Brenes, raymundo y Grillo, Milena. Violencia y abuso contra personas menores de edad: Manual de contenidos. san José, costa rica. 1996.
8 echandi, Gabriela. Los derechos de las niñas y los niños víctimas de abuso sexual e incesto. ediciones ser y crecer. san José, costa rica. 1992.
9 rojas, Ana lorena. Después de romper el silencio. editorial de la Universidad de costa rica. san José, costa rica. 2001.
10 Publicada en la Gaceta nº 159, del 17 de agosto de 1999.
11 se reforman los artículos 156,159,160,161,162,167,168,169,170,171,172,173,174 del código Penal de costa rica, ley 4573, del 4 de mayo de 1970.
12 comisión nacional contra la explotación sexual comercial de niñas, niños y Adolescentes.
cimiento de la lucha contra la explotación sexual de
Personas Menores de edad” (2003), que plantea diversas
reformas, entre ellas, la tenencia de pornografía infantil.
Uno de los abusos al cual no se le ha dado la importan-
cia ni se le ha reconocido la gravedad que tiene.
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Violencia en el ambito familiar: ocurre cuando un integrante de la familia
utiliza su situación de poder, dada por aspectos económicos, de fuerza, edad o
género, para someter a otros miembros de su entorno a su voluntad. esta forma
de violencia está basada en el desequilibrio de poder, y su objetivo es controlar,
someter o dominar a su víctima. y, aunque ese no sea el objetivo específico,
la violencia intrafamiliar siempre provoca un daño, ya sea físico, psicológico,
sexual, o patrimonial.
El maltrato infantil: es el tipo de violencia que sufren las personas menores de
edad y se define como “cualquier acción u omisión no accidental que provoque
daño, de cualquier tipo, a una niña, niño o adolescente, por parte de una per-
sona adulta”.
Formas de violencia o maltrato infantil
• física.
• emocional.
• Abandono o negligencia física y/o emocional.
• Maltrato institucional (en servicios sociales, educación, salud).
• Abuso sexual.
Violencia $exual: es cualquier acción que lesione, limite o violente la libertad e
integridad sexual de las personas, en este caso, menores de edad. Generalmente
se divide en Abuso sexual y explotación sexual comercial.
en todos los casos, es una violación a los derechos humanos fundamentales y a
la dignidad de las personas menores de edad; es, básicamente, una explotación
de su condición de dependencia del adulto para beneficio de éste.
2. Abuso sexual
Definiciones de abuso sexual infantil
“Los contactos e interacciones entre un niño y un adulto, cuando el adulto (agresor) usa
al niño para estimularse sexualmente, él mismo, al niño o a otra persona. El abuso sexual
también puede ser cometido por una persona menor de 18 años, cuando ésta es significa-
tivamente mayor que el niño (la víctima) o cuando (el agresor) está en una posición de
poder o control sobre otro menor”
13
.
según félix lópez,
14
los abusos sexuales se definen a par-
tir de dos grandes conceptos: el de coerción y el de la
diferencia de edad entre agresor y víctima.
“La coerción (con fuerza física, presión o engaño) debe ser consi-
derada, por sí misma, criterio suficiente para que una conducta
sea etiquetada de abuso sexual del menor, independientemente
de la edad del agresor”.
La diferencia de edad impide la verdadera libertad de decisión y
hace imposible una actividad sexual común, ya que los partici-
pantes tienen experiencias, grado de madurez biológica, y expec-
tativas muy diferentes. “Esta asimetría supone en sí misma un
poder que vicia toda posibilidad de relación igualitaria”.
según el artículo “Acercamiento integrador a los abusos
sexuales”
15
: “todas las agresiones y actos sexuales realizados
con menores de edad y que ellos no comprenden o no tienen
capacidad suficiente para consentir, constituyen lo que se deno-
minan abusos sexuales. Estas prácticas se realizan desde una
posición de poder o autoridad sobre el niño, mediante halagos,
engaños, amenazas o chantaje. Los contactos mantenidos pue-
den oscilar desde tocamientos a violación, y las personas que los
realizan pueden ser desconocidos o familiares”.
13 national center of child Abuse and neglect (nccAn).
14 Dirección General de Prevención y Promoción de la salud Maltrato infantil: prevención, diagnóstico e intervención desde el ámbito sanitario Documentos Técnicos
de Salud Pública Nº 22. comunidad de Madrid, españa.1998.
15 Publicado por la revista información Psicológica del colegio oficial de Psicólogos nº 69. Año 1999
B. MArco concePtUAl
1. Violencia
Violencia: es el uso deliberado
del poder o de la fuerza física,
ya sea efectiva o como amenaza,
contra uno mismo, otra persona,
un grupo o comunidad, que
cause o tenga muchas proba-
bilidades de producir lesiones,
daños psicológicos, trastornos
del desarrollo, privaciones,
o muerte.
la violencia está sustentada
en las relaciones de poder, estab-
lecidas históricamente en
la sociedad, donde se ha
asignado un papel de supremacía
al hombre, y la condición
de subordinación a la mujer, a
las niñas y a los niños.
es una manifestación de
dominio del más fuerte sobre el
débil, (la que puede ser
real o figurada), que tiene
diferentes manifestaciones,
las cuales producen daños
y dolor a sus víctimas.
las naciones Unidas lo definen como: “la imposición
de actos sexualmente inadecuados o actos con insinuaciones
sexuales, por una o más personas, que se derivan de la autori-
dad debida a algún lazo emocional con ese niño”.
Como se puede observar el factor común determinante
es el uso v abuso del poder. la necesidad de demostrar
el control sobre otra persona.
Probablemente, el abuso sexual de niños o niñas es el as-
pecto más problemático del maltrato infantil, pero tiene
una corta historia como objeto de atención de profesio-
nales. Hasta hace relativamente poco tiempo, las denun-
cias de niños o niñas de ser objeto de abusos sexuales
eran interpretadas como maliciosas o, más comúnmen-
te, como el producto de la imaginación infantil.
en años recientes, se han producido importantes cam-
bios, traducidos en una mayor sensibilidad y respuesta
a la realidad de este problema. en la actualidad, es am-
pliamente aceptado que numerosos episodios de abuso
sexual infantil tienen lugar en la familia y que quien los
realiza es alguien cercano al niño o niña, con frecuencia,
un familiar u otra persona de confianza o autoridad.
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c. DetecciÓn teMPrAnA
Detección: implica identificar a la persona menor de
edad en abuso sexual o bajo sospecha de haberlo sido, y
desarrollar acciones posteriores para explorar y registrar
su situación personal y familiar, en detalle. es decir, tras-
ciende la identificación de la persona víctima y refiere a
un proceso.
este proceso de detección posibilita la confirmación de
una sospecha y permite registrar debidamente a la vícti-
ma, así como analizar el contexto familiar para, en un
segundo momento, elaborar su plan de intervención. en
caso de que la detección haya resultado positiva, desde
el primer acercamiento, permite entrar directamente a
valorar su situación personal y contexto familiar.
el abuso sexual de los niños, niñas o adolescentes no es
fácil de identificar o diagnosticar, puesto que no siempre
tiene como resultado lesiones físicas.
17
el niño o niña
que es objeto de abusos sexuales lo es, generalmente, por
una persona que puede convencerle de que el abuso es
una parte normal del crecimiento, aunque debe mante-
nerlo en secreto.
las amenazas de represalias o castigos también pueden
disuadirle de denunciar o revelar los abusos sexuales e, in-
cluso, los miembros de la familia pueden temer la censura
de vecinos o amigos, o de ser objeto de ella, si denuncian
los abusos sexuales y, sobre todo, hay temor de involucrar
a la persona menor de edad en procesos legales.
el maltrato sexual incluye numerosas categorías de activi-
dad sexual entre una persona adulta y una persona menor
de edad, entre un adolescente y un niño o niña, o entre
dos niñas, niños, siempre que uno controle al otro.
el “poder” no siempre viene dado por la diferencia de
edad, sino por otro tipo de factores. el abuso sexual entre
3. Incidencia del Abuso $exual contra ninos. ninas v adolescentes

la creciente conciencia social sobre este tema ha registrado un aumento sig-
nificativo de los trabajos de investigación
16
. sin embargo, se estima que la
proporción de casos que no son revelados, es mucho mayor que la de los que
salen a la luz. es prácticamente imposible conocer la incidencia real de este
abuso debido a diversas razones:
• el niño o la niña tiene miedo de contar lo ocurrido, sobre todo si la
persona que le abusa es cercana a él o ella. Además, los procedimientos
legales, para validar el episodio, son difíciles y complejos; eso hace que las
personas adultas desestimen, con mucha frecuencia, hacer algún tipo de
denuncia, con lo cual, se sigue escondiendo una realidad que tiene a las
personas menores de edad como tristes y calladas víctimas.
• Un gran número de víctimas no revelan nunca la experiencia o lo hacen sólo
después de mucho tiempo, por lo que el delito puede haber prescrito.
• Aunque se realice la revelación del abuso, muchas veces las familias o los
responsables no denuncian ni recurren a atención profesional.
• existen diferentes criterios para evaluar la incidencia; generalmente se
carece de un sistema de registro centralizado de la información, lo que
dificulta la planificación y ejecución de las acciones necesarias para la
prevención.
Aunque el mayor reconocimiento social y profesional del abuso sexual ha su-
puesto un incremento en el número de casos conocidos, ello representa única-
mente una pequeña parte de la incidencia real.
Además, el abuso sexual de los niños, niñas o adolescentes constituye un área
de investigación particularmente difícil, que cuenta entre sus componentes: el
secreto, la vergüenza y la culpa, y que remite y pone en evidencia aspectos con-
trovertidos de la sociedad contemporánea, tales como la sexualidad, el poder y
los valores, y las actitudes hacia la infancia.
iguales es una realidad frente a la que no se deben ce-
rrar los ojos. en este caso, la coerción se produce por la
existencia de amenazas o porque hay seducción, pero la
diferencia de edad puede ser mínima o inexistente. Aún
así, se consideraría abuso sexual.
cuando el abuso sexual tiene lugar en la familia, el en-
torno familiar, como un todo, contribuye en la gene-
ración de las condiciones bajo las cuales ocurre dicho
abuso. los padres, por ejemplo, aunque no participen
en el abuso, pueden contribuir a éste, directa o indirec-
tamente, alentando esta actividad, mediante el silencio
o no facilitando la seguridad sexual de la persona menor
de edad.
Por otra parte, las personas adultas, al cometer abusos
sexuales con niños o niñas, utilizan las ventajas que le
proporciona su superioridad física, su autoridad, el po-
der de intimidar o amenazar a las víctimas.
se considera al abuso sexual como un delito, pues viola
los derechos fundamentales del ser humano al libre desa-
rrollo de la personalidad, a la libertad, a la integridad físi-
ca y psicológica, a la protección integral, y a la confianza.
en el nivel intrafamiliar, las investigaciones han mostra-
do que son más comunes los casos en que el abusador
es el padre, padrastro, tío, primo, etc.; en el nivel ex-
trafamiliar, el abuso es realizado por personas ajenas a
la familia que tienen bajo su responsabilidad un niño
o niña, como médicos, enfermeros, odontólogos, maes-
tros, empleadas de servicio, etc.
16 cortés, M. r. Definición, incidencia y causas del abuso sexual infantil. siglo XX de españa, editores.
Madrid, españa. 1997.
17 Arias solís, francisco. El abuso sexual de los niños no es facil de identificar.
26 de abril, 2006.
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A) La persona abusadora. generalmente adulta:
• Presenta dificultad para establecer relaciones
sexuales con personas de su edad.
• tiene predilección por establecer relaciones
sexuales con personas menores de edad.
• interactúa con las personas menores de edad
como si fuera niño y no de acuerdo con su edad
cronológica.
• Posiblemente fue objeto de maltrato físico y
emocional en la infancia, o pudo ser abusado en
su niñez.
• Al ver su autoestima amenazada, utiliza como
pareja sexual a una niña, niño o adolescente.
• Desea controlar y dominar a quienes interactúan
con él.
• se excita y obtiene gratificación sexual, causando
dolor y sufrimiento a otros.
B) Madres. pueden ser:
• Pasivas, dependientes y sumisas.
• sexualmente inhibidas.
• con carencia de condiciones para proteger a sus
hijos.
• sutilmente promueven el abuso para evitar la
exigencia sexual de sus parejas.
• no tienen límites claros ni definidos entre ellas y
sus hijos, hijas.
• Pueden haber sido víctimas de abuso sexual en la
infancia.
• Dependientes económicamente.
• Pobre autoestima.
• Hacen que en el hogar impere la ley del silencio,
“esas son cosas privadas de las que no se habla”.
la detección temprana permite identificar a tiempo, tanto a los niños o niñas en
riesgo de ser víctimas de abuso sexual, como a las familias en las que este tipo de
maltrato se presenta, con el propósito de:
• evitar que la persona menor de edad llegue a ser objeto de abuso sexual.
• estimular cambios en el comportamiento de la persona menor de edad y de su
familia que lo hacen vulnerable al abuso sexual.
• interrumpir el abuso sexual del que está siendo objeto.
• Brindar información completa y clara sobre alternativas disponibles de solución
al problema y de instituciones que pueden ayudar en estos casos.
• lograr que se le brinde apoyo médico, psicológico, social y legal al niño, niña
o adolescente, a su familia, y a la persona que abusa.
la detección temprana del abuso sexual puede ser realizada por madres y padres
de familia, maestros, líderes y agentes educativos, profesionales, policías, o líderes
de la comunidad.
1. Factores de Riesgo
el enfoque de riesgo es aquel que permita identificar tanto los factores de vulne-
rabilidad como los referentes a las características personales, familiares, sociales y
situacionales de niñas, niños y adolescentes.
a) Vulnerabilidad
según David finkelhor
18
, existen tres factores que condicionan el aumento de la
vulnerabilidad ante esta problemática:
• La falta de información: los niños, niñas, familias y comunidades que carecen de
información respecto al abuso, a sus derechos, a la privacidad de su cuerpo, a
decir no ante las conductas abusivas de personas adultas, a cómo y a quién pedir
ayuda ante una situación real o potencial de abuso, pueden ser engañadas más
fácilmente, manipuladas y sometidas al abuso por las personas victimarias.
• La posición de la niñez en la estructura social: cuando
a las niñas y niños no se les reconoce como sujetos
de derechos y se les percibe meramente como
objetos de propiedad o dominio del mundo adulto,
especialmente en sus espacios fundamentales de
socialización (familia, escuela, comunidad), se crean
las condiciones para que sean víctimas de abuso.
esta condición, que acrecienta la vulnerabilidad,
permite, legitima e incluso perpetúa las relaciones
de poder y control, entre el ofensor y la víctima.
• El aislamiento: para los niños, las niñas y sus familias
que viven en aislamiento, aumenta el estado de
vulnerabilidad, al no tener personas de confianza a
quienes comunicar sus dudas, temores e inquietudes,
y carecer de redes de apoyo, capacitadas y accesibles,
para servir de contención ante la acción abusiva,
real o potencial. esto lleva a los niños o niñas
victimizadas a la percepción de estar solos ante el
poder de quien les abusa y sin posibilidad de salida
de esa situación. esto puede llevar a la perpetuación
del abuso y a la adaptación disfuncional de la víctima,
cuyas consecuencias determinarán su vida presente y
futura.
b) Características personales. familiares.
sociales v situacionales
factores asociados al riesgo de abuso sexual en los que
inciden las características de género, edad, familiares,
institucionales, sociales y de situación.
19

los factores de riesgo son parámetros necesarios a te-
ner presentes para hacer la detección precoz del abuso
sexual.
18 Adaptación de Abuso Sexual al Menor: causas, consecuencias y tratamiento psicosexual, México. Pax México.
1980.
19 extractado de Violencia Familiar. Comprender y prevenir. liliana Pauluzzi.
indeso-Mujer. rosario, Argentina. 1999.
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C) Algunas características de la persona menor de edad abusada:
• la edad y el sexo interactúan con las preferencias de quien abusa para convertirla en víctima
potencial. las niñas son las más abusadas.
• A nivel intrafamiliar, es la hija mayor.
• niñas y niños que mediante su comportamiento verbal de-muestran que son manipula-bles.
• niñas y niños que necesitan atención o afecto.
• niñas y niños con discapacidad física o intelectual.
• niñas y niños educados por adultos autoritarios, que obe-decen sin cuestionar y desconocen lo
que es el abuso sexual.
• la edad pico estaría en los 8 años, y otros rangos que oscilan entre los 10 y 12 años.
D) Algunos factores del contexto social oue predisponen al abuso:
• familias en las que existe un padrastro o madrastra con quien el niño o niña no ha establecido
un vínculo afectivo.
• familias en las que la comunicación es deficiente y no pueden resolver conflictos en forma
efectiva.
• el niño o niña que ha permanecido viviendo lejos de los padres y el vínculo afectivo es débil.
• Padres que castigan cuando el niño o niña manifiesta curiosidad por aspectos sexuales, o cuando
explora su cuerpo.
• Padres con muy poco o con demasiado contacto físico para demostrar afecto al niño o niña.
• Aceptación cultural para que el padre inicie sexualmente a las hijas.
• sociedades machistas en las que se considera que los niños varones tienen derecho a iniciarse
sexualmente, a corta edad, generalmente con prostitutas.
• familias patriarcales y autoritarias.
E) Algunas características de situación:
• existe una mala relación de pareja, la madre no está dispuesta, o se niega a tener relaciones
sexuales.
• la madre está agobiada con el trabajo y la crianza.
• falta de supervisión adecuada de los hijos e hijas por parte de los padres divorciados, solteros o
trabajadores.
• espacios limitados en la vivienda o alojamiento, hacinamiento que obliga a las personas menores
de edad a compartir la cama o el cuarto con sus padres o hermanos.
• situaciones de extrema tensión familiar (conflicto conyugal, pérdida de empleo, problemas
económicos).
• situaciones de extrema tensión social, provocadas por desastres, por desplazamiento forzado o
emigración por causas económicas o políticas.
2. Indicadores de Abuso $exual contra ninos. ninas v
adolescentes
20
Aunque no hay una “receta” que sea totalmente inequívoca para
demostrar que el niño o niña fue o es víctima de abuso sexual, la
combinación de indicadores físicos y de conductas
21
, unido a las
dinámicas y comportamientos de quien ofende, pueden ser una
señal de alerta sobre la existencia de abuso sexual.
INDICADORES FÍSICOS
• Heridas y laceraciones que no concuerdan con las
explicaciones dadas.
• Dificultades para andar o sentarse.
• ropa interior rasgada o manchada.
• Presenta hinchazón en la zona genital o anal.
• se queja de dolor o picazón en la zona vaginal o anal.
• contusiones o sangrado en los genitales externos.
• Presenta infecciones urinarias y dolor al orinar.
• infecciones vaginales o enfermedades de transmisión
sexual.
• recae en actitudes superadas como orinar o defecar en
la cama.
• tiene semen en los genitales, en la ropa o en la boca.
• embarazos.
INDICADORES CONDUCTUALES
E$COLARE$:
• cambios bruscos en el rendimiento escolar.
• Problemas con la autoridad.
• Mentiras.
• fugas del hogar.
• Delincuencia.
• Malas relaciones con sus compañeros, amigos, familia.
• coerción sexual hacia otros niños o niñas.
• excesiva sumisión a la persona adulta.
• enfermedades sicosomáticas (cefaleas y dolores abdomi-
nales).
• rehúsa hablar del “secreto” que comparte.
• sobre adaptación y seudo madurez.
PREE$COLARE$:
• Actividades sexuales con juguetes tales como simular
tener sexo con muñecas o pidiendo a sus hermanos,
hermanas o amigos juegos sexuales.
• conductas auto eróticas e hipersexualizadas.
• trastornos del sueño.
• conductas regresivas.
• retraimiento social.
• temores inexplicables.
• fenómenos disociativos.
• temor a una persona en especial.
• no tolera que le vean desnudarse.
ADOLE$CENTE$:
• Promiscuidad sexual.
• coerción sexual hacia otros niños o niñas.
• Drogadicción.
• Delincuencia.
• conductas auto agresivas.
• intentos de suicidio.
• excesiva inhibición sexual.
• trastornos disociativos.
• Anorexia y bulimia.
• Depresión.
20 elaboración propia basada en textos clave: Arias solís, francisco.
El abuso sexual de los niños no es fácil de identificar, 26 de abril, 2006.
Barreda, Pedro. Dr. Abuso sexual y pedofilia www.pediatraldia.cl
rev. Julio 2005. Fleming, J., Mullen, P. E. and Bammer, G.A study of
potential risk factors for sexual abuse in childhood. 1997. Stop It Now!
Warning Signs about Child Sexual Abuse Last Updated 4/3/2005
info@stopitnow.org.
21 estas deben analizarse, según la edad o desarrollo de la niña (o).
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como se observa, estos indicadores fa-
miliares tienen mucho en común con
los factores de riesgo, los cuales, si son
tomados en cuenta y observados con
atención pueden prevenir el daño; los
indicadores se dan cuando la agresión
se ha efectuado.
Hay algunos indicadores que derivan
de otras razones (abuso físico, emocio-
nal), pero con los anteriores, unidos
a indicadores conductuales y a la di-
námica familiar, se puede detectar si
existe abuso.
las mejores armas para la detección
son la observación de la persona me-
nor de edad, en sus diferentes mo-
mentos y la actitud de su familia o de
sus cuidadores, funcionarios a cargo,
etc. frente a los cambios observados.
Una regla de oro para la detección
precoz del abuso es que la persona
menor de edad siempre dice la verdad,
hasta que se compruebe lo contrario.
D. tiPoloGÍAs Del ABUso
seXUAl infAntil
y ADolescente
22


el abuso sexual infantil incluye un
amplio registro de conductas sexuales
que tienen lugar entre una persona
adulta y una persona menor de edad.
estos comportamientos buscan el placer erótico de la
persona adulta, sin tomar en consideración las reaccio-
nes del niño o niña, ni preocuparse por los efectos que
esas conductas tendrán en la víctima.
Para conseguir su objetivo, quien abusa emplea la mani-
pulación emocional como chantajes, engaños, amenazas,
etc. y, sólo en algunos casos, la violencia física.

entre los diferentes tipos y matices del abuso sexual en-
contramos:
Abuso sexual indirecto
las conductas son sexualmente abusivas cuando involu-
cren un contacto indirecto, como puede ser:

• Acosarles verbalmente con palabras obscenas o
relatos sexuales.
• someterles a mirar pornografía.
• inducirles a realizar actos de índole sexual, como
hacerles mostrar sus genitales.
• tomarles fotografías solos o en grupos.
• exhibirse desnudo delante de la persona menor de
edad, con el fin de excitarse sexualmente.
• ejecutar actos sexuales frente a los niños o niñas, o
hacer que otros los ejecuten.
• observar a la niña o niño vestirse o desvestirse, o
cuando está en el baño, orinando, etc. con el mismo
fin de excitación sexual.
Abuso sexual directo

involucra contacto corporal como:
• Besos eróticos, tocamientos y masturbación del niño
o niña con fines sexuales, en diferentes áreas del
cuerpo, especialmente en las erógenas.
• Hacer que la niña o niño le acaricie, masturbe o
practique el sexo oral.
• rozar con el pene el cuerpo de la persona menor de
edad para buscar excitación.
• Penetración en el ano o vagina con el pene, dedo u
otros objetos.

Generalmente, son actos que se dan en solitario, pero
también se puede dar que un grupo de ofensores abuse
de un niño o niña, o bien de un grupo.

en ocasiones estos actos se acompañan de crueldades fí-
sicas y psicológicas, semejantes a la tortura, con lo que se
realiza una doble victimización con daño incalculable.
Incesto
es toda agresión de índole sexual, directa o indirecta, en-
tre una niña, niño o adolescente y una persona adulta,
que mantenga lazos de parentesco, amistad, confianza,
afecto o autoridad, con la persona menor de edad, y que
tengan que ver con el cuidado, protección y guía de ésta.
Aparte de los consanguíneos, el incesto incluye amistades
de la familia, profesionales y personas relacionadas con
la educación, salud, cuidados físicos y afectivos, orienta-
ción religiosa, etc., y que representen una autoridad para
los niños, niñas.
Abuso sexual por extranos
es el mismo tipo de situaciones, dinámicas, y relaciones
llevadas a cabo por extraños, sin penetración.
Violación por extranos
Penetración en ano o vagina con pene, dedo u otro arte-
facto, por un extraño o persona que la persona menor de
edad no conocía antes del hecho.
22 Bruna Vásquez, nora. Acercamiento y Conceptualización sobre Violencia Sexual contra Personas
Menores de Edad. Dni. san José, costa rica. 2003.
INDICADORES DE LA
DINÁMICA FAMILIAR
PersonA QUe ofenDe
• considera a la víctima como su
propiedad.
• es posesiva y celosa.
• le niega al niño o niña los
contactos sociales normales.
• tiene baja autoestima.
• Pobre control de sus impulsos.
• o es muy atenta y cariñosa
con la víctima o agresiva y
amenazante.
• Historia de incesto como víctima
o como testigo.
• Historial de privación emocional
y/o económica, con pobres rela-
ciones parentales.
• escasas habilidades para las
relaciones sociales interperso-
nales.
• culpa a la víctima de haberle
seducido.
• cree que la niña o niño disfruta
del contacto sexual.
• niega los hechos como me-
canismo de defensa, por ver-
güenza, culpa o temor a la
desintegración familiar.
lA MADre
• Pasiva y dependiente económica-
mente.
• emocionalmente ausente por haber
sido víctima de abuso en su niñez.
• Padece de depresión crónica y no
puede dar una protección apropiada.
• Dependencia emocional respecto al
padre.
• Aunque conoce o sospecha el pro-
blema lo bloquea y prefiere la duda
a reconocer su existencia.
• en caso de incesto considera a la
hija como su rival y la culpable del
hecho.
lA fAMiliA
• familia con relaciones enfermizas.
• roles difusos e invasivos entre los
miembros.
• cohesión necesaria para el mante-
nimiento del secreto.
• sus miembros niegan el abuso y éste
no se asume, prefieren apartar a la
víctima del sistema familiar (posible
internamiento en un centro).
• los hermanos y hermanas de la
víctima presentan reacciones emo-
cionales tanto o más graves que la
afectada.
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este relato sacado de la vida real ha sido escogido porque en él se pueden observar muchas
de las condiciones que concurren para que los abusos se den:
• Que una persona tenga interés sexual por las personas menores de edad. en
este caso, el abuelo lo tenía.
• Que considere aceptable su conducta. según él, no le hacía daño a la niña.
• no pueda o no quiera reprimir esa conducta. no reprimía su conducta.
• Que la persona menor de edad no sea capaz de resistirse al abuso. niña tímida,
miedosa.
• Que el abusador culpabilice a la víctima. “ella me buscaba”.
• Que no haya protección externa. la madre guardaba silencio.
• Que se considere a los niños o niñas como propiedad de la familia.
• Que se crea o suponga que esa experiencia es parte natural de su crecimiento.
el abuelo le “enseña” a aceptar su condición de género y la madre lo admite.
como se puede ver, no es tan difícil que se puedan dar todas las condiciones, en especial,
cuando las personas que abusan son familiares o conocidas. sin ánimo de exagerar la
situación, de lo que debe quedar constancia es que el abuso sexual es un fenómeno que
ocurre y frente al cual se debe estar preparado.
¡Quiénes son las víctimas en una situación de abuso sexual!23
las víctimas de este abuso son niñas y niños con edades que pueden variar, desde muy
pequeños (menores de tres años) hasta adolescentes, de todas las clases socioeconómicas,
grupos étnicos, de zonas urbanas o rurales, y con diversidad de facultades, tanto físicas
como mentales.
el abuso sexual no siempre es fácil de reconocer o comprobar, especialmente en este
rango de edad, (menores de tres años) por su escasa capacidad para verbalizar un episodio
de esta naturaleza.
Puede demostrar miedo, dolor, llanto -sin motivos evidentes- o quejas al tocar su zona
genital o anal; reacciones temerosas no acostumbradas ante quien figure como posible
ofensor; evidencias físicas como lesiones, sangrados o infecciones que pueden sustentar
evidencia de un abuso sexual en la niña o niño.
Rosa fue abusada por su abuelo
desde los 4 ó 5 años de edad.
Recuerda que empezó tocándola,
luego la hacía tocarlo a él; y con
el tiempo, debía hacerle sexo
oral. Ella era una niña tímida,
vergonzosa y aunque se sentía
mal con esta situación nunca se
atrevió a decirle nada a su madre,
ya que su abuelo la amenazaba
con grandes castigos si decía “el
secreto”. Cuando llegó a los 12
años lo comentó a una vecina y
ésta hizo la denuncia. El abuelo
al ser interrogado expresó: “ella
me buscaba” y, además, “eso no
le hace mal a una niña”. La
madre por su parte dijo: “ninguna
mujer se ha muerto de eso”, lo
que posiblemente indicaba que
ella sabía lo que ocurría, pero
guardaba silencio por considerar
que ese era el destino de la mujer,
y ella había pasado por la misma
situación.
e. lAs PersonAs
VÍctiMAs
• Ejemplo de caso:
A medida que el niño o niña crece va teniendo una mayor
percepción de que cierto tipo de conducta es inusual,
debido a que se hace a escondidas. A medida que aumenta
su capacidad de comunicarse y tiene noción de tiempo y
espacio (alrededor de la etapa escolar), comprende, por lo
general, que cierto tipo de comportamiento es inaceptable,
ya que ocurre en secreto, bajo circunstancias forzadas, en
condiciones de engaño o amenaza.
las niñas y los niños en la etapa pre-púber (10 a 14
años), donde comienzan a experimentar cambios físicos y
emocionales, ya están conscientes de sí mismos, saben que
esa conducta está mal, pero se sienten responsables por el
abuso sufrido. las víctimas sienten que ellas tienen la culpa y
merecen castigo por sus actos.
en esta época pueden tener distintas reacciones: bloquear
todo el asunto y actuar como si nada hubiese pasado o
contarlo a algún amigo o amiga, y así dar indicios de lo que
le está ocurriendo.
en el caso de los niños y niñas con alguna discapacidad, muy
a menudo se sienten aislados, y la necesidad de ser aceptados
los hace más vulnerables ante quien les agrede, justamente
por su necesidad de afecto y atención.
la comprensión de la sexualidad asociada al acto de abuso
sexual como una agresión y violación de sus derechos,
depende del desarrollo evolutivo de la persona menor de
edad, y de la capacidad física, mental o de desarrollo que
posea. ello se debe tomar en cuenta para poder detectar y
actuar ante el abuso sexual infantil.
1. Mecanismos de Autoprotección
24
el abuso sexual infantil es una experiencia muy estresante y
produce tanta ansiedad que quienes sobreviven, generalmente
usan diversos mecanismos de defensa para ayudarse a
superarlo.
1) La Negación. es tal vez el más simple de todos los
mecanismos de defensa. Al negar, la víctima se defiende
23 Pérez conchillo, M. y Borrás, J.J. Sexo a la fuerza. edt. Aguilar. Madrid, españa. 1996
24 Perrone, r y nannini, M. Violencia y Abusos sexuales en la familia. Un abordaje sistémico y comunicacional.
editorial Paidós. Barcelona, españa.1997..
25 elaboración propia según lo recogido en talleres de capacitación en explotación sexual infantil.
a sí misma contra el dolor de enfrentar el abuso; es un
“cerrar los ojos” a los indicios y fragmentos de memoria de
la experiencia y su victimización. si ella recuerda cuando
su padre venía a su alcoba en la noche y la acariciaba, ella
reestructura y cree que solo estaba soñando. la negación
no permite que los niños y las niñas les cuenten a otras
personas acerca del abuso que han sufrido; como personas
adultas, la negación evita que enfrenten su experiencia y
el dolor que ésta provoca.
2) La Represión. es un mecanismo de defensa que evita
que los sentimientos y recuerdos se hagan conscientes.
se trata de retirar involuntariamente algo doloroso de su
consciente. Por medio de la represión, muchas víctimas
de abuso sexual infantil mantienen la fantasía de que
ellas provienen de hogares maravillosos y que tuvieron
una infancia perfecta. cuando la víctima escucha a
otras personas hablar de abuso sexual, usa la represión y
puede decir sinceramente, aunque sea una equivocación:
“gracias a Dios esto nunca me ocurrió a mí”.
3) La Racionalización. es una reinterpretación de la conducta
para que se tome más aceptable. la racionalización crea
excusas aceptables para conductas que producen ansiedad.
las personas sobrevivientes con frecuencia tienen
explicaciones convincentes del porqué alguien abusó de
ellas: “él no se dio cuenta de que era a mí a quien estaba
acariciando; él pensó que era mamá; si ves él siempre ha
tenido problemas con sonambulismo”. o, como otra
mujer explicó: “sólo abusaba de mí cuando estaba borracho
o cuando tenía mucho estrés. Él nunca me hacía nada a
menos que hubiera una buena razón para ello”.
2. Mitos v Realidades del Abuso $exual25
Dentro de los múltiples abordajes del abuso sexual, la
importancia de brindar un espacio para la reflexión y
sensibilización de lo que éste representa es el primer paso de
acercamiento a dicho fenómeno.
este acercamiento más la información debe divulgarse para
prevenir y proteger a los niños, niñas y adolescentes. Advertir
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y aconsejar a las familias, junto
con estrategias de sensibilización y
movilización social que involucre a
escuelas, comunidades e instituciones,
especialmente a aquellas que trabajan
con niñez.
en el espacio social, la presencia del
abuso sexual plantea la necesidad de
dar una difusión masiva al marco
legal que defiende los derechos de
los niños, niñas y adolescentes, que
regula las relaciones entre los sujetos
y que sanciona a quienes se atreven
a atentar contra de esos derechos. se
deben unir fuerzas para que en todos
los niveles se asuman compromisos y
se realicen acciones contra el abuso
sexual infantil.
Al hablar de la realidad del abuso, se
contrastan creencias, mitos y estigmas
de diversa índole, que involucran
tanto a quienes lo han vivido como
aquellos que lo han cometido.
es importante cuestionar y com-
partir, con las poblaciones donde se
aborde dicha problemática, la visión
que se sostiene sobre el abuso sexual;
por ello se exponen los mitos más
frecuentes:
HecHo: las estadísticas nacionales indican que
en el 85% de los casos, aproximadamente, la perso-
na que ofende es conocida por la víctima. General-
mente, es un pariente, un integrante de la familia,
un amigo de la familia, un cuidador o cuidadora,
o una amistad de la niña o el niño.
HecHo: la responsabilidad del acto es de quien
ofende. este tipo de abuso explota sexualmente a
la niña o niño, quien no está en la capacidad, por
su desarrollo, para comprender o resistirse, y/o
que puede ser psicológica o socialmente depen-
diente de la persona que le abusa.

HecHo: De acuerdo con un estudio efectuado
por David finkelhor, cerca de dos tercios de todas
las víctimas de abuso sexual infantil no pueden
contarlo a sus padres, que son su audiencia natu-
ral, o a otras personas, por temor a ser culpadas,
castigadas o no creídas.
HecHo: los hombres son los ofensores en el
94% de los casos de abuso sexual infantil, y pue-
den abusar tanto de niñas como niños. el 75%
de los ofensores varones son casados o tienen re-
laciones sexuales satisfactorias. solamente, cerca
del 4% de los abusos hacia las víctimas del mismo
sexo involucra a perpetradores homosexuales; el
96% de ellos son heterosexuales.
HecHo: las niñas y los niños generalmente no
cuestionan el comportamiento de las personas
adultas, porque han sido enseñados a obedecerles.
A menudo se ven coaccionados por burlas, ame-
nazas, chantajes o por engaños.
HecHo: los estudios sobre abuso sexual infantil
indican que, de las personas menores de 18 años
abusadas, una de cada tres o cuatro es mujer, lo
mismo que uno de cada seis u ocho varones.
HecHo: los estudios indican que la mayoría de los
abusos sexuales infantiles continúan por lo menos dos
años antes de ser denunciados. y, en muchos de los
casos, no se detienen sino hasta su denuncia.
HecHo: Algunas madres conocen los actos de la per-
sona que abusa, pero se dan casos en que se actúa de
tal manera que nadie, en el medio inmediato a la per-
sona menor de edad, se entera de lo sucedido. otras
sospechan que algo anda mal, pero no está claro para
ellas qué pasa o qué se debe hacer.
HecHo: el abuso sexual sucede en todas las clases
sociales. no existe raza, clase económica o social que
sea inmune al abuso familiar. se estima que el incesto
ocurre en el 14% de las familias. el 10 ó 20% de las
niñas y niños estadounidenses son víctimas de incesto;
el 90 % de las víctimas son del género femenino; y en
el 90% de los casos quienes abusan son el padre o el
padrastro.
HecHo: casi todas las víctimas experimentan con-
fusión, vergüenza, culpa, ira, entre otros sentimientos.
las múltiples secuelas si no son tratadas a tiempo, pue-
den dejar una marca imborrable en la vida de los niños
o niñas.
HecHo: no todas las personas que abusan son pe-
dófilos; algunos ofensores son solo “ocasionales” por
comodidad o curiosidad, pero no buscan niñas o ni-
ños, exclusivamente. la mayoría de las víctimas no
son abusadas por extraños, sino por personas que co-
nocen: progenitores, familiares cercanos, padrastros,
maestros, religiosos, médicos y vecinos.
HecHo: el abuso sexual es un acto de violencia, aún
cuando no existan lesiones físicas hay daños sicológi-
cos. las personas menores de edad son privadas de su
infancia y traicionadas por alguien que debería prote-
gerlas.
Mito: el abuso sexual in-
fantil ocurre solamente con
extraños. si los niños o niñas
se mantienen alejados de per-
sonas extrañas, no serán vícti-
mas de abuso sexual.
Mito: los niños y las niñas
provocan el abuso sexual por
su comportamiento seductor.
Mito: la mayoría de las víc-
timas de abuso sexual infantil
le cuentan a alguien sobre el
abuso sexual.
Mito: los hombres y las mu-
jeres abusan sexualmente por
igual de los niños y las niñas.
Mito: si las niñas y los ni-
ños no deseaban el contacto
sexual podían haber dicho
“deténgase”.
Mito: todas las víctimas de
abuso sexual son niñas.
Mito: el abuso sexual fami-
liar es un incidente aislado y
único.
Mito: el abuso sexual fami-
liar siempre lo sabe la madre.
Mito: el abuso sexual fami-
liar ocurre solo en las familias
pobres o de zonas margina-
les.
Mito: el comportamiento
sexual no violento entre una
niña o niño y un adulto no
hace daño a la niña o niño.
Mito: los que abusan
sexualmente son todos pedó-
filos y extraños.
Mito: el abuso sexual no
siempre es perjudicial.
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Es importante recordar que
las personas que abusan se
benefician con los mitos que
rodean el abuso sexual para
realizar sus actos.
3. El abandono del silencio
26

no existe una determinada edad, manera o circunstancia que facilite, provoque o
que ayude a que alguien se atreva a decir cómo, cuándo o dónde ocurrió el hecho,
y mucho menos que pueda señalar fácilmente a quien le abusó.
la experiencia del abuso puede ser tan traumática que sus efectos dañinos se sen-
tirán a lo largo de la vida, por lo que no es de extrañarse que pasen muchos años
hasta que ésta pueda ser compartida.
en muchos casos, la ruptura del silencio puede ser activada por cualquier evento que
le haga recordar o tomar la decisión de hablar sobre su historia de abuso sexual.
cuando un niño, niña, adolescente o persona adulta se decide a hablar de su
experiencia de abuso sexual, se está ante un momento sumamente importante. Ge-
neralmente, representa un espacio de mucha crisis, tanto en quien lo ha padecido
como en quienes son los receptores de la denuncia del niño, niña, adolescente o
de la persona adulta.
el abordaje de la crisis generada por el abandono del silencio es un espacio de
suma importancia para el devenir de la persona que ha sufrido el abuso, si se da
un manejo adecuado de las secuelas producidas por el abuso. Al contrario, si se
maneja mal, sentirá temor de volver a hablar de lo sucedido, lo que genera la vuelta
al silencio y, por lo tanto, el reforzamiento de los traumas de la vivencia.
f. iMPActo Del ABUso seXUAl infAntil y ADolescente
el abuso infantil, en cualquiera de sus formas, impacta de manera traumática la
psiquis de la víctima, su desarrollo y personalidad futura. el trauma psíquico se
caracteriza por la impotencia, terror e indefensión frente a eventos que involucran
amenazas a la vida, a la integridad corporal o psicológica, o a un encuentro cercano e
inesperado con la violencia, o con experiencias horrorosas, más allá de lo normal.
este impacto en la mente de la persona menor de edad lo deja temporalmente
impotente, desvalido y sin su capacidad habitual para defenderse de situaciones
amenazadoras.
1. $ecuelas del Abuso $exual
la agresión sexual es un acto sumamente violento, que
genera consecuencias impredecibles. el estudio de finkel-
hor
27
identifica cuatro dinámicas que permiten agrupar
las consecuencias más frecuentes que se observan en las
niñas y niños víctimas de abuso: la sexualización traumá-
tica, la traición, la impotencia y la estigmatización.
a) $exualización Traumatica
se refiere a las manifestaciones distorsionadas e inade-
cuadas de la sexualidad del niño o niña, incluyendo tanto
los sentimientos sexuales como las actividades sexuales,
generadas a partir de la manipulación de la que ha sido
víctima, y por la que ha estado obligada a participar en
actividades sexuales que no comprende ni están acordes
con su edad.

la sexualización traumática puede ocurrir cuando un
niño o niña recibe “premios”, repetidamente, por par-
te de quien le abusa, por un comportamiento sexual in-
apropiado, para su nivel de desarrollo. estas conductas
sexuales compulsivas y tempranas pueden derivar en pro-
miscuidad o dificultades para llevar relaciones sexuales
adultas satisfactorias.
b) Traición
se refiere a la dinámica por la cual los niños o niñas
descubren que alguna persona, de quien dependen vital-
mente, les ha causado mucho daño. esto puede ocurrir
de diversas maneras en la experiencia abusiva.
el abuso sexual por parte de alguien a quien aman o cuyo
afecto les era importante: familiares, amigos, vecinos…
les provoca sentimientos de dolor, tristeza, depresión,
desconfianza y enojo; además, les hace dependientes y
vulnerables a otros tipos de agresión, e inseguros y teme-
rosos, en las relaciones personales.
c) Impotencia
las personas menores de edad son sometidas a actos con-
tra su voluntad; manipuladas física y psicológicamente,
en un proceso en el cual, su voluntad y sus deseos son
continuamente atropellados. la impotencia se refuerza
cuando se dan cuenta de que sus intentos para detener el
abuso son frustrados.
Muchas veces, la víctima da pistas verbales, indirectas o
de comportamiento, que no son entendidas o tomadas
en cuenta por las personas cercanas a ella.
Además de sentir miedo, desarrollan inseguridad, frus-
tración y se sienten incapaces de hacer que les crean, les
escuchen y ayuden.

d) Estigmatización
es la dinámica que se refiere a las connotaciones socio-
culturales negativas que existen respecto al abuso; y la
actitud culpabilizante de la persona que agrede.
este sentido de culpa se le comunica al niño o niña a lo
largo de las experiencias de abuso, las cuales se incorpo-
ran a la imagen que la persona menor de edad tiene de
sí misma.
las víctimas desarrollan sentimientos de vergüenza, mal-
dad, se sienten “sucias”… tales significados son transmi-
tidos por parte de quien comete el abuso, de manera que
la víctima carga con la culpa y se aísla, sufre cambios en
su temperamento, y no se atreve a revelar lo que le ha
sucedido para no deshonrar o humillar a su familia.
tales dinámicas se utilizan para pensar en cuál puede ser
el impacto del abuso sexual en los niños o niñas, y se
trata de evaluar el evento, las consecuencias y el manejo
dado a la crisis vivida, para ir determinando el nivel de
trauma generado por el acto.
26 Bruna Vásquez, nora. Acercamiento y conceptualización sobre Violencia sexual contra Personas
Menores de edad. Dni. san José, costa rica. 2003.
27 finkelhor, David. Abuso sexual al menor. traducción. México. 1980.
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Desde ahí, surge la importancia de saber lo que pasó, de qué manera, cuándo lo
dijo el niño o niña, y la variedad de sentimientos y reacciones involucradas en el
hecho, etc.
2. Efectos del Abuso $exual Infantil en el corto plazo
28 29

los niños, niñas y adolescentes que han sido abusados sexualmente pueden sufrir
una gama de problemas psicológicos y de conducta, desde leves a muy graves, tanto
en el corto como en el largo plazo. estos problemas incluyen: depresión, ansie-
dad, culpa, temor, disfunción sexual, abandono y fuga del hogar. el indicador más
notorio del abuso de un niño o niña es su conocimiento inapropiado de asuntos
sexuales, su interés sobre el sexo, y sus acciones al respecto, las cuales no correspon-
den a su edad.

los efectos del abuso a corto plazo ocurren, generalmente, en los dos años después
de terminado el abuso. estos efectos varían dependiendo de las circunstancias que
rodearon el abuso y de la etapa de desarrollo de la víctima, pero pueden incluir
conductas regresivas, problemas para dormir o comer, retraimiento y no participa-
ción en la escuela o en actividades sociales
30
.

el abuso sexual infantil ocurre en un período de la vida donde cambios complejos
(y, ojalá, ordenados) se están produciendo en la naturaleza psicológica, física y so-
cial del niño o niña, con variaciones que les dejan vulnerables ante el daño, lo que
puede retardar, estropear o prevenir el proceso normal de su desarrollo.

el impacto del abuso puede ser modificado, según el estado de desarrollo en el cual
ocurre. también puede variar según la resiliencia
31
del niño o niña en esa etapa de
su desarrollo psicológico y social.
Una persona menor de edad que tiene que hacer frente
a un contexto familiar problemático o a un abuso emo-
cional previo, será más vulnerable al impacto del abuso
sexual infantil. Por el contrario, un niño o niña de un
entorno más seguro y favorecido, puede sufrir igualmen-
te por el abuso, pero, posiblemente, el daño pueda ser
menor en sus efectos a largo plazo.
en resumen, los efectos devastadores del abuso sexual
infantil tienen una amplia repercusión. no hay un con-
junto de síntomas o consecuencias comunes a todas las
víctimas. Algunas muestran muy poca o ninguna angustia
o padecimiento, pero estos niños o niñas pueden tener
miedo de expresar sus verdaderas emociones o están ne-
gándose a aceptar sus sentimientos, como una forma de
mecanismo de sobrevivencia. otras pueden presentar lo
que se llama efectos dormidos; pueden no experimentar
ningún efecto en el corto plazo, pero sufrir graves proble-
mas en el largo plazo.
3. Efectos del Abuso $exual Infantil
en el largo plazo
32
la manera en que el abuso sexual infantil se ha abor-
dado, generalmente ha puesto un mayor énfasis en las
consecuencias del abuso en las personas adultas que en
las implicaciones inmediatas que se dan en la persona
menor de edad abusada.
también se enfatiza en las consecuencias psiquiátricas
del abuso, debido a que las personas que han sido abu-
sadas tienden a enfocarse en ellas, y estas revelaciones
ocurren mayormente en un amplio contexto terapéutico
con profesionales en salud mental.
esto es debido principalmente a que las primeras investi-
gaciones sobre abuso sexual infantil se hicieron median-
te grupos de pacientes psiquiátricos adultos. Además, al
poner este abuso en la agenda social se puso énfasis casi
exclusivamente en las víctimas femeninas y en el incesto.
el abuso sexual infantil es considerado fundamentalmente
como causante de problemas de salud mental en la vida
adulta. se examina el impacto de dicho abuso en el funcio-
namiento de la persona adulta en el campo social, sexual y
de relaciones interpersonales; en el análisis de la relación
entre el abuso sexual infantil y la psicopatología adulta.
se considera que el daño fundamental causado por este
abuso tiene gran impacto en las capacidades del niño o
niña para desarrollar confianza, intimidad, y para organi-
zarse social y sexualmente.
Durante mucho tiempo quedó sin explorar el abuso en las
víctimas, infantiles y adolescentes masculinas, y el hecho
de que la mayoría de los abusos no eran incestuosos.
las consecuencias del abuso en la psiquis de la persona
y en el desarrollo de su personalidad fueron conceptua-
lizadas por John Briere en lo que se ha llamado Síndrome
Post-abuso
33
.
a) $índrome de estrés post·traumatico
• la persona revive el trauma a través de memorias
recurrentes sobre el evento.
• tiene sueños que son pesadillas.
• A veces siente o actúa como si estuviera ocurriendo el
evento.
• no quiere hablar o que le hablen del asunto.
• Disminuye su interés en las actividades vitales y en su
capacidad de sentir, profundamente.
• Presenta síntomas de trastornos disociativos,
tales como: desensibilización o adormecimiento,
amnesias, fugas, estados de hiperalerta, dificultades
de concentración, de atención e hipervigilancia,
incluso, en ocasiones, de personalidades múltiples.
28 Beitchman, J. H., Zucker, K. J., Hood, J. e., da costa, G. A. and Akman, D. A review of the short-term
effects of child sexual abuse. Child Abuse and Neglect. Vol. 15, pp. 537 - 556.1991.
29 Browne, A. and finkelhor, D. Impact of child sexual abuse: a review of the research. Psychological Bulletin.
Vol. 99, pp. 66 - 77. 1986.
30 Ver indicadores. Pág. 17
31 fortaleza, resistencia, capacidad de recuperación (no tiene traducción exacta).
32 Mullen Paul e. and flemin Jillian (issues paper nº9). national child Protection clearinghouse.
Autumn.1998.
33 Briere, J. Chile Abuse Trauma: Theory and Treatment of the Lasting Effects. california: sage
Publications.1992.
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no todas las personas sobrevivientes de abuso presentan todos estos elementos; la
reacción al trauma tiene características personales.
se han definido tres tipos de traumas que son importantes para el tratamiento de
las víctimas
34
:

• Trauma tipo 1. es aquel producido por un evento único, repentino y externo.
no se asocia con dolor psíquico masivo, adormecimiento psicológico, pobre
autoestima o problemas de personalidad. los eventos traumáticos no se olvidan,
tienen memorias completas y detalladas, tienen percepciones erróneas, sufren
alucinaciones visuales y, en algunos casos, distorsión del tiempo. este tipo de
trauma tiene efectos duraderos y frecuentemente destructivos.
• Trauma tipo 2. Producido por una exposición repetitiva a eventos traumáticos
externos, lo que crea un sentimiento de impotencia y temor a la muerte. como
reacción genera mecanismos de adaptación para sobrevivir psicológicamente
(síndrome de acomodación).
este tipo de trauma se caracteriza por la negación masiva y el adormecimiento psí-
quico, la autohipnosis y la disociación -para separarse psicológicamente del evento y
no sentir el dolor y la impotencia-, amnesias y trastornos de la personalidad.

en las víctimas son comunes la furia externa y la cólera contra sí mismas, actuando
con patrones de gran agresividad, o expresando su cólera en forma pasiva, pueden
automutilarse o intentar suicidarse.
• Trauma mixto. se presenta como el trauma 1, pero con consecuencias severas,
crónicas, como la muerte, desfiguración, pérdida del hogar, embarazo, producto
de una violación… combina las características del 1 y el 2, más depresión y
sentimientos de traición y desprotección.
los síntomas inducidos por el estrés -causado por el abuso- repercuten, a lo largo de
los años, en el desarrollo de un síndrome de post-abuso, en la vida adulta.
este síndrome se manifiesta con problemas de salud mental, de adaptación sexual y
de relaciones interpersonales, según rieker y carmen (1986).
el modelo de estrés post-traumático encuentra su mayor fundamento en las ob-
servaciones de las y los psicólogos clínicos, que tratan a personas con historial de
abusos severos y repetidos. también vincula el abuso con
los desórdenes disociativos importantes, presentes en al-
gunos síndromes post-abuso muy específicos.

b) Efectos cognoscitivos v estatus socioeconómico
la influencia del abuso sexual infantil en la función so-
cial y económica, en la vida adulta, no ha recibido quizás
la atención que merece.

Debido a que el abuso sexual infantil se produce en los
períodos críticos de formación y desarrollo de la per-
sonalidad, es frecuente que las víctimas presenten una
autoimagen y una autoevaluación negativa, así como un
sentido dudoso de la realidad.
Presentan problemas de atención, concentración y rendi-
miento académico, y un escaso desarrollo en sus destrezas
sociales, así como una visión limitada de su futuro.
Hay experiencias documentadas de las dificultades esco-
lares que experimentan las personas menores de edad
abusadas, tanto en su rendimiento académico como en
su conducta
35
; lo que puede esperarse, influya negati-
vamente en sus logros académicos futuros, y perjudique
el desarrollo de la disciplina y destrezas necesarias para
aspirar a mejores puestos de trabajo.

Bagley and ramsey
36
destacan que aquellos que han sido
víctimas de abuso sexual infantil tienden a tener un es-
tatus socioeconómico más bajo. Una muestra aleatoria
en una comunidad encontró que las mujeres que habían
sufrido abuso sexual infantil eran más propensas a tener
historias laborales que las situaban en las más bajas cate-
gorías del estatus socioeconómico.
ellas también tenían tendencia a vincularse con parejas
cuyas ocupaciones pertenecían a los estratos más bajos de
los grupos socioeconómicos. esto no solamente ocurría
en mujeres que provenían de familias de bajos ingresos y
estatus.
el resultado: un significativo descenso en su estatus so-
cioeconómico, a partir del de su familia de origen. esto
era más notable en las mujeres que habían sufrido las
formas más severas de abuso, que involucraba la pene-
tración.
sin embargo, este declinar del estatus socioeconómico
no se puede atribuir simplemente a fracaso educacional
ni explicarse por una escasa participación en la fuerza la-
boral o preferencia por un trabajo a tiempo parcial.
la explicación de que las mujeres víctimas de abuso
sexual infantil no tengan buenos salarios o trabajos de
prestigio puede estar en que ellas subestiman su valor y
buscan ocupaciones por debajo de sus capacidades (por
falta de autoestima), o que son menos aptas para conver-
tir la capacitación y las oportunidades en una función
efectiva en la esfera laboral (falla de organización).
c) $exualidad v adaptación sexual

el abuso sexual infantil ha sido asociado con problemas
de ajuste sexual en la vida adulta.
37
en un estudio pos-
terior
38
, se encontró que las mujeres
39
que habían expe-
rimentado abuso, que involucraba penetración, tenían
mayores problemas para tener relaciones sexuales satis-
factorias en su vida adulta.
34 rojas Breedy, Ana lorena. Después
de romper el silencio Psicoterapia para
sobrevivientes de abuso infantil (extracto).
editorial de la Universidad de costa
rica. san José, costa rica. 2001.
35 tong et al. (1987); cohen and
Mannarino (1988); einbender and
friederch (1989).
36 Bagley, c. and ramsey, r. Sexual abuse in childhood: psychological outcomes
and implications or social work practice. Journal of social Work and Human
sexuality. Vol. 4, pp. 33 - 47. 1986.
37 Herman, J. Trauma and Recovery. Basic Books. new york. 1982.
38 finkelhor, D., Hotaling, G. t., lewis, i. A. and smith, c. Sexual abuse
and its relationship to later sexual satisfaction, marital status, religion and
attitudes. Journal of interpersonal Violence, Vol. 4, pp. 379 - 399. 1989.
39 los estudios se han realizado casi todos en mujeres.
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en un estudio aleatorio en una comunidad de nueva Zelanda
40
, de 2.250 mujeres,
se encontró que la primera relación sexual consensuada con sus pares, antes de los
16 años, no era diferente de las que habían sido abusadas.
sin embargo, aquellas cuyo abuso involucraba penetración eran más propensas a
tener relaciones sexuales antes de los 16 años, y expresaban mayor insatisfacción
con la frecuencia del coito, ya sea por escasa o por demasiada frecuencia. cerca del
70% se quejaba de problemas sexuales en su vida actual.

en el estudio de Mullen (1994), también hubo confirmación de la asociación en-
tre un historial de abuso sexual infantil y una precoz cohabitación, así como del
primer embarazo.
este intento de lograr una unión que pudiera ser estable y empezar una familia
fue particularmente notable en aquellas víctimas de abuso con penetración. esto
podría reflejar la búsqueda de amor y afecto, más allá de su inadecuado ambiente
familiar, el que tan a menudo se encuentra presente en las formas más graves de
abuso sexual infantil.

Asimismo se encuentran evidencias de un mayor riesgo de enfermedades de trans-
misión sexual durante la adolescencia, promiscuidad y revictimización sexual; así
como propensión a sufrir violaciones como adultas y violencia doméstica
41
.
la edad en que ocurre el abuso puede influir en el alcance del daño en el largo
plazo, si ocurre en la época de pre-pubertad podría ser más traumático. sus conse-
cuencias en la edad adulta pueden ser las de temor al contacto sexual (evitando las
relaciones) o, paradójicamente, la promiscuidad, en la cual la víctima se devalúa a
sí misma y a su sexualidad.
d) La autoestima
es el grado de satisfacción que siente la persona consigo misma, con su forma de
ser, con sus logros y con la percepción que tiene sobre cómo es vista por los demás.
según robson (1988): “es el sentido de satisfacción y auto-aceptación de una per-
sona por su valor, importancia, atractivo, competencia y habilidad para satisfacer
sus aspiraciones”.

Uno de los estudios más comprensivos en una comunidad de mujeres
42
muestra
una relación clara entre la baja autoestima en la edad adulta y una historia de abu-
so sexual infantil con formas más invasivas, que implican
penetración.
sin embargo, los aspectos de autoestima involucrados
eran de creciente sensación de espera de acontecimien-
tos desagradables (pesimismo) y una sensación de inca-
pacidad para influir en ellos o evitarlos (fatalismo); no
aquellos sobre su atractivo, determinación o ser capaces
de relacionarse con otras personas.
e) Abuso de alcohol
el abuso de alcohol no parece tener vínculo con el abuso
sexual infantil, como consecuencia de éste. en un estudio
de control de casos
43
(en más de 700 mujeres) se llegó a la
conclusión de que una historia de abuso sexual infantil no
era suficiente, en sí misma, como para causar dependencia
del alcohol, en las mujeres que habían sido víctimas.
los resultados demostraron que el abuso, en combina-
ción con la percepción de una madre controladora e in-
sensitiva, incrementaba el riesgo de abuso de alcohol en
las mujeres. los resultados también sugieren los efectos
preventivos que tiene el crecer con una madre cariñosa,
preocupada y protectora; esto puede ayudar a superar los
efectos adversos del abuso sexual infantil y su subsiguien-
te vulnerabilidad al abuso del alcohol. Adicionalmente,
se encuentra, entre las víctimas (en su edad adulta) una
triple interacción: abuso sexual infantil, tener una pareja
alcohólica, y tener grandes esperanzas en la función del
alcohol como desinhibidor sexual.
romans y demás autores (1995 y 1997) demostraron que
los problemas de largo plazo, resultado del abuso sexual
infantil, eran significativamente menores en las víctimas
que habían tenido relaciones comprensivas, de apoyo y
confianza con sus madres, y en las que, como adolescen-
tes experimentaron ciertos éxitos en los estudios o con
sus pares.
la naturaleza de estos logros (académicos, sociales o de-
portivos) es menos importante, probablemente, que el
reforzamiento de su autoestima y el mejoramiento de las
oportunidades de una interacción social efectiva con sus
pares.

se puede concluir, entonces, que la interrupción en el
desarrollo, causado por el abuso sexual infantil, pone
en peligro su sentido de autoestima, su relación con los
grupos, su representación del mundo como un entorno
seguro, su capacidad de entablar relaciones íntimas con-
fiables, y el desarrollo de su sexualidad. esto lleva a los
graves problemas en la vida adulta a los que se ha hecho
referencia: baja confianza en sí misma, fracasos sociales
y económicos, inseguridad y soledad, dificultades con la
intimidad, y problemas sexuales.
4. El abuso sexual en los varones v
sus consecuencias
44

la profunda ignorancia acerca del abuso sexual de hom-
bres y niños es parte de una cultura del silencio. Dez
Wildwood muestra los vínculos entre el abuso sexual, la
sexualidad y el poder masculino.
es particularmente difícil para los niños y los hombres
revelar que fueron sexualmente atacados. la sociedad
condiciona a creer que los hombres deben estar siempre
“en control”: de sus emociones, de otras personas y de su
entorno.
41 fergusson, D. M. and lynskey, M. t. Physical punishment/maltreatment
during childhood and adjustment in young adulthood. Child Abuse and
Neglect. Vol. 21, pp. 617 - 630. 1997.
42 romans et al. 1996.
43 fleming, J., et al (in press). The relationship between childhood sexual abuse
and alcohol abuse in women: a case control study. Addiction.
44 Dez Wildwood. Sexual abuse of men and boys. traducción: laura e.
Asturias. 1995.
40 Mullen, P. e., Martin, J. l., Anderson,
J. c., romans, s. e. and Herbison,
G. P. The effect of child sexual abuse on
social, interpersonal and sexual function
in adult life. British Journal of Psychiatry.
Vol.165, pp. 35 - 47. 1994
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se les enseña a definirse a sí mismos como hombres, por el grado al que puedan
alcanzar con éxito este control. como consecuencia, la mayoría de hombres no
cree que será una “víctima”, y, especialmente, no en el terreno sexual. cuando esto
ocurre a menudo provoca un fuerte choque emocional, siendo algo tan alejado de
la experiencia “normal” de los hombres.
no sólo es difícil para los hombres aceptar haber sido sexualmente atacados, sino
también vivir en el silencio, ya que las reacciones de otras personas aumentan la
sensación de ser victimizados. Al igual que al sobreviviente le resulta difícil creer
lo que le ha ocurrido, también otras personas responden con incredulidad. si un
hombre revela que fue abusado sexualmente, a menudo se le castiga aún más,
cuando su “hombría” y orientación sexual son cuestionadas.
el ataque sexual es una forma de violencia en la cual el “sexo” es utilizado como
arma contra la persona de quien se abusó. Por lo general, la gente asume que cuan-
do un hombre ataca o viola sexualmente a otro hombre, el ofensor es homosexual
y la víctima también lo es.
las investigaciones han mostrado que la mayoría de hombres que atacan a otros
hombres tiene una orientación heterosexual y que la mayoría de sobrevivientes de
violencia sexual también es heterosexual.
Asumir que los ofensores son homosexuales protege
y exonera al ofensor heterosexual, e injustamente hace
surgir sospechas y culpabilización hacia la comunidad
homosexual. Asumir que la víctima es homosexual tiene
consecuencias negativas para el sobreviviente, quien, sin
importar que sea heterosexual u homosexual, sufrirá el
estigma social de ser considerado homosexual, además
de la sensación de culpa por el ataque.
Aunque el abuso sexual crea confusión y preocupación
acerca de la sexualidad, no determina la preferencia
sexual del sobreviviente.
otra noción estigmatizante es que todos los ofensores
sexuales fueron abusados en su niñez; el ataque sexual es
siempre la elección del ofensor, sin importar si éste fue
abusado en la niñez.
Muchos de los ofensores son hombres, pero el ataque
sexual contra hombres o niños también puede ser y es
perpetrado por mujeres. es importante reconocer que
algunos hombres y niños han sido sexualmente abusados
por una o más mujeres.
tal como lo expresara “eduardo”, miembro de un grupo
para hombres sobrevivientes: “nadie, ya sea heterosexual
u homosexual, hombre o mujer, tiene el derecho a violar
a otra persona, sea heterosexual u homosexual, hombre
o mujer”.
en resumen, a las consecuencias que son comunes para
los dos sexos: ansiedad, depresión, disociación, hosti-
lidad, cólera, baja autoestima, disfunciones sexuales,
síntomas post- traumáticos, abuso de sustancias, ideas y
conductas suicidas; en el caso de los varones se dan pro-
blemas relacionados con el desarrollo de la identidad de
género como:
• intentos de probar su masculinidad con varias
compañeras sexuales, victimización de otros,
conductas peligrosas y violentas.
• confusión acerca de su identidad de género, de su
orientación sexual.
• sensación de ser inadecuado como hombre.
• Percepción de pérdida de poder, de control y de
confianza en su masculinidad.
• temor de que el abuso lo pueda convertir en
homosexual.
• Homofobia, temor e intolerancia a la homosexua-
lidad.
el ataque sexual es una experiencia traumática y devasta-
dora para víctimas y sobrevivientes, independientemente
de su sexo. se requiere de un gran coraje para hacer fren-
te a lo que ocurrió e iniciar el camino hacia la sanación.
Para los hombres sobrevivientes existen muchas presio-
nes sociales y patrones de acondicionamiento masculino
que dificultan el reconocimiento de haber sido abusa-
dos, hablar de ello y buscar ayuda adecuada para superar
el trauma.
cuando un hombre sobreviviente nos revela que sufrió
abuso sexual, es esencial que se le crea, se le tome en
serio y que se abstenga de juzgarlo o culpabilizarlo. no
es probable que esté mintiendo, ya que usualmente no se
gana nada con inventar una historia de abuso.
Por encima de todo, los hombres sobrevivientes de abuso
sexual necesitan ser escuchados y aceptados.
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A.
PlAn De PreVenciÓn y
ProtecciÓn De AcUerDo con
eDAD y DesArrollo
45

Prevenir y proteger están íntimamente relaciona-
dos; al prevenir el abuso protegemos al niño o
niña de un daño que puede lesionar su cuerpo y
su salud mental. según el doctor Pedro Barreda,
existen reglas apropiadas para su protección de
acuerdo con la edad del niño o niña, y que van
cambiando a medida que la persona menor de
edad crece.
estas medidas de prevención deben comenzar a
edad temprana, ya que muchos casos de abuso
sexual de niños o niñas se dan en edad preescolar.
la educación sexual de acuerdo con la edad y la
madurez del niño o niña es básica para la preven-
ción del abuso sexual.
los siguientes lineamientos le ayudarán a discutir
temas de acuerdo con la edad de la persona menor
de edad:
• 18 Meses. enseñe al niño o niña los nombres
apropiados de las partes del cuerpo, no les
ponga nombres de “fantasía”.
• 3·5 anos. enséñeles cuales son las “partes
privadas” del cuerpo y a decir “no” a cualquier
cosa que le desagrade o asuste. Una educación
PREVENCIÓN Y PROTE CCIO PREVENCIÓN Y PROTECCIÓN
CAPITULO II
sexual temprana se puede iniciar desde los primeros
años de vida, enseñándole al niño o niña a llamar
por su nombre a sus órganos sexuales, a asearse
adecuadamente, así como al respeto y cuidado que
debe tener y exigir para su cuerpo. enséñeles que
tienen derecho a la privacidad de su cuerpo. nadie
debe tocarlo o mirarlo de una forma desagradable.
Pueden negarse a ello o pedir ayuda. Dé respuestas
directas a sus preguntas acerca del “sexo”.
• 5·8 anos. Hable con las niñas y niños de la existencia
de abusos sexuales y de cómo se producen.
explíqueles la diferencia entre cariños buenos y
cariños malos, y enseñarles la protección que deben
buscar si están lejos de su casa. es recomendable
alentarles a conversar sobre las experiencias que
les hayan atemorizado. enséñeles que los avances
sexuales por parte de personas adultas son malos y
castigados por la ley; que son delitos.
• 8·12 anos. enséñeles seguridad personal. explíqueles
las reglas de conducta sexual aceptadas por la familia
y cómo evitar situaciones molestas y peligrosas.
explíqueles las formas en que las personas que
agreden tratan de asustar y amenazar para que
guarden el abuso en secreto; indíqueles que nunca
deben guardar este tipo de secretos aunque se los
pidan, les den regalos o les amenacen.
45 Barreda, Pedro. Dr. Abuso sexual y pedofilia www.pediatraldia.cl
rev: Julio 2005.
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46 susana Galdos, silva. Pautas de
Prevención del Abuso Sexual hacia
Niños y Niñas. Movimiento Manuela
ramos. Perú. 1995.
47 compendio extraído de freeman,
l. Mi cuerpo es mío. Washington:
Parenting Press. inc 1985; Burguess,
e, Wurter, s. enhancing parent-child
communication about sexual abuse.
A pilot study. 1998; Daro, D. chile
Abuse and neglect 22. Prevention
of child sexual abuse, future of
children 4, 198-223. 1994.
• 13·18 anos. Destaque la seguridad personal. converse con ellos y ellas sobre
los delitos sexuales, la violación, las enfermedades sexuales y el embarazo
indeseado. no hable sólo de la sexualidad reproductiva, la sexualidad sana
comprende la integralidad tanto física como espiritual, así como valores, como
el respeto al propio cuerpo y al de los demás. recuerde que la fuerza física a
menudo no es necesaria para comprometer a una persona menor de edad en
un acto sexual. ellas son confiadas y dependientes, y pueden hacer lo que se
les pide para lograr aprobación y afecto. la llamada “trampa del cariño” es a
menudo más eficaz que las amenazas y la coacción.
es importante tener presente que:
a. reconocer la existencia de los abusos sexuales es una forma de prevenirlos.
b. si algún familiar o hijo ha sufrido abusos sexuales, ¡no lo calle, busca ayuda!
c. el incesto no es un tabú, es una agresión y un delito.
d. si usted no denuncia está ayudando a que la persona que abusa sexualmente
siga atacando a otras víctimas.
e. se sabe que las personas que abusan suelen reincidir y repetir sus abusos, a no
ser que intervenga alguien y los frene.
f. Prácticamente ninguno desistirá voluntariamente sino que necesitará una
intervención, en la mayoría de los casos, judicial.
1. ¡Dónde desarrollar las acciones de prevención
46
!
Aparte de lo que se recomienda en la familia, existen espacios más apropiados para
extender y apropiarse del tema de la prevención del abuso sexual infantil.
lo primero sería hacer programas de prevención en las escuelas. estos programas
deben situarse en un contexto amplio que dé una visión positiva de la sexualidad.
es decir, dentro de programas de educación sexual bien planteados en los que se
deben incluir aspectos relacionados con los abusos sexuales, para que niños y niñas
conozcan que estos riesgos existen, aprendan a reconocerlos, sepan resistirse a ellos
y comuniquen a sus familiares o educadores lo que les ocurre.
también es importante que los niños o niñas no se sientan culpables, o estigma-
tizados, y que sepan que pueden superar la experiencia, así como que quienes
agreden son personas que necesitan ayuda.
todo programa de prevención del abuso sexual infantil
debe abordarse desde presupuestos que garanticen una
visión positiva de la sexualidad, el respeto a la voluntad
del otro, la igualdad entre los sexos, el reconocimiento
y el respeto a la sexualidad infantil, en suma, desde un
enfoque de derechos humanos.
en la escuela, aunque en la actualidad los profesores y
profesoras muestran interés por trabajar el tema, muchos
no saben cómo hacerlo. Una manera simple, para niños
o niñas en edad preescolar, es a través de juegos y dinámi-
cas que les permitan identificar las partes de su cuerpo y
que éstas no deben ser tocadas, salvo para la higiene.
en primaria y secundaria, se puede recurrir a historias
sobre abuso y a preguntar qué pasó y qué pudo hacer la
víctima. es posible identificar en grupos las fases en las
que se da el abuso. y enseñar igualmente las clases de
delitos y las penas que sufrirán quienes abusen. siempre
de acuerdo con la edad de las y los alumnos, quienes,
además, pueden aportar sus ideas sobre qué harían para
evitar el abuso.

Compromiso de la comunidad
• tener la certeza de que se puede acabar con el
maltrato y el abuso infantil y adolescente.
• Unir fuerzas para que en todos los niveles se hagan
compromisos y realicen acciones contra el abuso
sexual.
• Actuar frente a una situación de violencia contra un
niño, niña o adolescente.
• interesar a las organizaciones de mujeres a que
trabajen al interior de sus propias instituciones para
frenar, tanto la violencia hacia la mujer como el
abuso infantil y juvenil. frenar la violencia contra la
mujer es romper la cadena que lleva al abuso infantil
en la medida que cuestiona el abuso del poder y
exige el respeto a los derechos humanos.
• comprometer a las escuelas, parroquias, municipa-
lidades, delegaciones policiales y organizaciones de
la comunidad en campañas de prevención del abuso
sexual infantil y adolescente.
• tejer redes de prevención que comprometan no
sólo a las instituciones que trabajan en el tema,
escuelas, municipalidades, servicios de salud, iglesias
sino también a los colegios profesionales y medios
de comunicación para campañas a nivel nacional.
trabajar en redes significa potenciar nuestra
posibilidad de llegar a diversos niveles y de abarcar
más personas. significa también que podemos dar
un apoyo y ayuda más integral, “la unión hace la
fuerza”.
B. ¿cÓMo ProteGer A los
niños o niñAs Del ABUso seXUAl?
47

Un primer paso es evitar que se presente. Hay que recono-
cer que existe y que éste ocurre en todos los niveles y clases
sociales. Posiblemente el niño o niña no sepa el peligro
que puede correr al acercarse a personas que llaman su
atención y que él no conoce, pero es más difícil proteger
a los niños o niñas del abuso sexual de miembros de la
familia o amigos íntimos. sin embargo, es necesario estar
alerta ante muchas situaciones que son potencialmente
peligrosas.
esté consciente de dónde está el niño o niña y qué está
haciendo: una atenta supervisión es la mejor protección
contra el abuso sexual.
el abuso sexual afecta a miles de personas menores de
edad cada año, y en la gran mayoría de los casos, las per-
sonas que las agreden son personas que ellas conocen y
en las que confían, por lo que muchas veces se hace difícil
prevenirlas de este tipo de ataques.
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es necesario hablar sobre el tema a nivel familiar, con los hijos e hijas, tíos, pri-
mos, etc.; tratar el asunto también entre vecinos y en la comunidad. el tema del
abuso sexual infantil debe ser tan importante como el de la nutrición, educación,
salud, o seguridad.
A nivel personal, como personas adultas se tiene el deber de lograr que los niños
y niñas tengan seguridad y autoestima.
seguridad y autoestima son las claves para frenar el abuso sexual, ya que cuando el
niño o la niña se siente amado no cae fácilmente, ante conocidos que simulando
el afecto que necesita, le abuse. la seguridad de ser aceptado y creído, permite
que el niño o niña recurra a alguien de su confianza para decirle lo que le pasa
y pedir ayuda.
1. Desarrollo de los lineamientos para la prevención v protección
Identificar las partes íntimas de su cuerpo
Aún con niños y niñas muy pequeñas se puede hacer el ejercicio de que sepan
lo que son partes íntimas. Por ejemplo, en niños y niñas menores de 5 años se
pueden idear ejercicios de pintar de rojo las partes que cubre la ropa de baño: esas
son partes íntimas que ninguna persona debe tocar, salvo la mamá o el médico
cuando es necesario. también contar pequeños cuentos para que sepan identifi-
car qué son partes íntimas y qué hacer cuando alguien las toca.
Agresión
evitar cualquier tipo de violencia física la que, generalmente, se usa como un
método para mejorar la conducta. el castigo físico da al niño o niña la percepción
de que otros pueden hacer uso de su cuerpo, sin su permiso, y si las personas que
deben protegerlo -con la idea de corregirlo- agreden su cuerpo, entonces, creerá
que también otras personas lo pueden usar para lo que deseen.
Derechos
tratar de manejar cotidianamente el concepto de derecho y lo que éste significa.
De la misma manera como se les enseña la importancia de la higiene para la
salud: lávate las manos, los dientes, báñate, etc., de esa misma manera, debemos
trabajar los derechos del niño y de la niña.
el concepto de derecho debe ser co-
nocido y manejado por los niños y
niñas desde que adquieren el grado
de madurez suficiente para compren-
der su significado. Desde muy peque-
ños se darán cuenta que tienen dere-
chos y no permitirán que la madre
o el padre o los hermanos mayores
les abusen. ejercer los derechos en la
familia es una práctica de respeto y
democracia.
Hablarles sobre oué es el Abuso $exual
Desde que el niño o la niña tiene posibilidad de com-
prender lo que se le dice, es necesario explicarle, ya sea
la madre, el padre o el profesor o profesora, que existe
el abuso sexual y que, por lo general, se trata de una per-
sona adulta que quiere “jugar” con sus partes íntimas y
luego pedirle que no le cuente nada a nadie.
es necesario informarles con precisión sobre lo que es el
abuso sexual. Hay padres o madres que piensan que ha-
blar sobre ese tema puede desatar temores en sus hijos o
impedir un sano desarrollo sexual. Al contrario, hablar
sobre el tema facilita que no sean víctimas de abuso.
Capacitarles
Hay que informar a los niños o niñas sobre los abusos
sexuales, pero también capacitarles para que desarrollen
ciertas habilidades que les permitan enfrentar, de una
manera adecuada, las situaciones peligrosas. este entre-
namiento debe desarrollar algunas habilidades básicas:
a) Ensenarles a decir “No”.
existen familias que piensan que los niños o niñas deben
atender los pedidos o exigencias de las personas adultas,
aún contra su voluntad, en especial si son personas co-
nocidas o de la familia. se les enseña que siempre deben
obedecer a las personas adultas, haciéndoles creer que
éstas siempre saben lo que está bien. A veces, se les obliga
a besar a personas cuando no desean hacerlo. esta edu-
cación contribuye a que puedan producirse los abusos.
Hay que decirles que no tienen por qué estar de acuerdo
con demandas para mantener contacto físico estrecho.
Por el contrario, si los niños y las niñas entienden que
a los mayores no hay que obedecerles en todo lo que les
pidan, sabrán decir no, cuando alguien toque sus partes
íntimas.
Hay que facilitarles la expresión de sus gustos e intereses,
y que sepan que pueden no estar de acuerdo con la gente,
que pueden pedir aclaraciones de las cosas que les moles-
tan abiertamente, y decir que no. no a que toquen su
cuerpo y no a que invadan su intimidad. “su cuerpo es
su territorio”.
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b) Ensenarles a identificar el Abuso $exual.
Muchas veces no son conscientes de lo que les está pasando. Además, han apren-
dido que deben respetar las peticiones del mundo adulto y cumplirlas. Por eso es
necesario que sepan identificar el abuso y diferenciarlo de otro tipo de contactos
normales. Hay que dejarles claro que no deben admitir contactos inadecuados
(los que tienen intención sexual o no les gustan), pero sin fomentar el miedo al
contacto con los seres queridos.
Para eso deben poder reconocer los diversos tipos de caricias:
• las que hacen sentirse bien, como los abrazos de papá y mamá; los besos de las
tías…
• las que hacen sentirse mal, como un abrazo que te presiona o quita la
respiración o le hace sentir incómoda o incómodo.
• enseñarles a desconfiar cuando alguien les hace una caricia y les dice que no
se lo cuenten a nadie.
• Hacer ejercicios para que identifiquen las diferentes caricias y lo que pueden
hacer cuando esas caricias van hacia sus partes íntimas.
• Que conozcan a quién deben preguntar cuando tengan dudas sobre el tipo de
caricias que reciben.
c) Ensenarles a afrontar la situación v a velar por su propia seguridad
Dígales lo que pueden hacer si alguien se les acerca y les ofrece regalos o los invita
a pasear, les hace sentir incómodos o les asusta; explíqueles que busquen la ayuda
de una persona mayor.
A las personas menores de edad hay que proporcionarles la confianza en sí mis-
mas, para mostrarse firmes ante las personas adultas que pretendan abusarles.
explíqueles que es correcto llamar la atención, gritar y crear un escándalo en estas
situaciones.
sin embargo, no debemos pedirles que se resistan físicamente. sólo deben ha-
cerlo cuando sea posible detener a la persona que les agrede. es decir, en lugares
donde hay gente próxima que puede oírles o cuando tienen la fuerza suficiente
para hacerle frente al agresor, algo que puede ocurrir en el caso de las personas
adolescentes.
$ecretos oue no son secretos
Una de las situaciones más importantes es el silencio que
acompaña al abuso. existe un 30% de víctimas que no
se lo cuentan a nadie. otras personas lo dicen muchos
años después, incluso cuando quien les abusó ha muerto
o el delito ha prescrito. esto significa que muchas perso-
nas no reciben ayuda en muchos años.
Por estas razones hay que enseñarles que no deben guar-
dar el secreto y que se lo cuenten a una persona de su
confianza; ella podrá ayudarles a superar el primer im-
pacto de la crisis y evitar que el abuso vuelva a ocurrir.
Dado que la mayoría de los casos ocurren en el ambiente
del barrio, de la escuela o de la casa, las recomendacio-
nes de no hablar con desconocidos ni alejarse de la casa
son siempre válidas, pero insuficientes.
lo más importante es hablar de que existen abusos
sexuales cometidos por personas de la familia, cercanas
a la familia, amistades, vecinos y conocidos, y que se de-
ben referir a los hechos, lo antes posible, al igual que los
que son cometidos por personas desconocidas.
los niños y las niñas deben saber que la mayoría de las
personas de su entorno les aman y protegen; pero tam-
bién deben saber que entre esas personas pueden haber
algunas con comportamientos abusivos: tratar de tocar
sus partes íntimas, hablarles y mostrarles cosas que aún
no comprenden bien, decirles que no deben contarlo
porque es un secreto o amenazarles para que no hablen.
Hay que explicarles que no deben hacer caso a promesas
o amenazas y que, al contrario, lo deben contar para que
no se repita nunca más.
Asegurarles su apovo v carino
Proporcionarles la confianza de que siempre podrán
contar con sus padres para discutir abiertamente y sin
48 Juan Manuel Petit, relator de la
onU.
vergüenza cualquier problema o temor que les agobie,
sin que ello signifique el sufrir un castigo, perder el afec-
to, confianza o aprecio de sus padres.
Educación para la sexualidad.
un instrumento contra el Abuso $exual
reconocer el abuso contra las personas menores de edad
es doloroso y costoso, pero debe hacerse para combatir
el problema
48
. la educación sexual debería ser consi-
derada como parte de la lucha contra este mal, porque
“lo que no se habla se convierte en problema” y los de-
rechos de los niños tienen que estar por encima de los
prejuicios.
la educación integral sobre la sexualidad, no es solo bio-
logía o reproducción, es también conocimiento del cuer-
po, de sentimientos en las relaciones con los demás, de
saber respetar y ser respetado, independientemente si es
niño o niña; es enseñarle a desarrollarse con sus propios
valores. es importante informarles que su intimidad es
de ellos, nada más, y que absolutamente nadie puede
transgredirla. todo de acuerdo con su edad.
en el caso de las personas adolescentes se debe ponderar
el diálogo claro y apoyado en algunos textos para explicar
la concepción, protección contra el ViH y siDA, y otras
enfermedades de transmisión sexual.
la educación sexual integral es un medio para lograr
una sexualidad sana y placentera cuando sean personas
adultas, para evitar abusos, explotación sexual y trata de
personas.
si reciben información podrán tener más herramientas
para defenderse ante situaciones que les disgusten, para
elevar su autoestima y tener confianza de hablar con sus
padres sobre estos temas. “la educación da armas para
la defensa”.
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los niños y las niñas reciben bastante bien estas explicaciones. sin embargo, las
personas adultas prefieren no tocar el tema, ya sea porque siguen considerando a
la sexualidad como un tema tabú, o por los recuerdos de violencia que les trae, si
es que en su infancia han sufrido abuso sexual.
como se aprecia, el porqué no se habla del tema está más en la incomodidad de la
persona adulta que en la manera cómo el niño o niña recibe la información.
c. lAs PersonAs Menores De eDAD,
¿se PUeDen recUPerAr Del ABUso seXUAl?
49

en un intento por entender mejor los efectos dañinos producidos por el abuso
sexual en las personas menores de edad, profesionales en psicología y otros inves-
tigadores han estudiado los factores que representan mejor el impacto del abuso.
Aunque se necesitan más investigaciones, a la fecha los factores que aumentan el
monto del daño hecho a la víctima incluyen:

• la edad de la víctima.
• la duración del abuso.
• la frecuencia.
• la intromisión y deslealtad que significa el abuso.
• el grado de fuerza utilizado.
• la relación entre el abusador y su víctima.
• la interpretación que el niño o niña le da al abuso.
• si revela la experiencia o no lo hace.
• la rapidez con la que informa el abuso.
las personas menores de edad que son ca-
paces de romper el silencio, confiar en una
persona adulta y que son creídas, experi-
mentan menos traumas que las que no reve-
lan el abuso. Aún más, las que revelan más
temprano el abuso pueden resultar menos
traumatizadas que aquellas que viven con el
secreto del abuso por años.
Algunas y algunos investigadores han empe-
zado a hacerse la pregunta de si puede haber
recuperación para alguien víctima de abuso
sexual y, si es así, que factores ayudan en la
recuperación.
niñas, niños y personas adultas que fueron
abusadas sexualmente en su infancia han
señalado que el apoyo familiar, extra-fami-
liar, una elevada autoestima y una religión
fueron de gran ayuda en la recuperación de
los efectos traumáticos del abuso.
es muy importante para las víctimas de abu-
so rechazar cualquier sentimiento de culpa
que puedan sentir por el mismo. las vícti-
mas deben convencerse de que el culpable
es la persona que les ofendió.
también consideran de gran ayuda los talle-
res y charlas sobre abuso sexual infantil, leer
sobre el tema y recibir psicoterapia; todo
esto les ayuda a sentirse bien y avanzar hacia
una mejor calidad de vida, lo que muchas
llaman una “vida normal”. se ha demostra-
do que a menudo el paso del tiempo puede
ser un elemento clave en la recuperación.
consejería y otros servicios de apoyo tam-
bién son importantes para las personas
encargadas de los niños y niñas abusadas. Uno de los pronósticos o
señales más fuertes para la recuperación frente a la experiencia de abu-
so infantil es una fuerte presencia maternal y familiar (siempre que la
persona que les abusó no sea un miembro de la familia o, si es así, que
ya no viva con la misma).
49 American Psychological Association.
© Psycnet. 2001.
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2 4
A.
VUlnerABiliDAD esPeciAl
en institUciones
el abuso institucional se refiere al abuso por negligen-
cia, al psicológico, físico o sexual que sucede en diferen-
tes ambientes institucionales que atienden niños, niñas
y adolescentes, sean públicas o privadas. Por lo tanto, el
abuso institucional puede darse en albergues, refugios,
hogares sustitutos o temporales, hospitales, escuelas e
internados.
Hay algunas características que pueden ser identificadas
en casi todos los casos de abuso institucional y que los
hace diferentes del abuso que tiene lugar en otros am-
bientes, como los familiares o escolares. esto no quie-
re decir que en todas las instituciones ocurre el abuso;
pero en diferentes grados, estas características pueden
ser identificadas en la mayoría de los casos de abuso ins-
titucional.
ejemplos de algunas características
51
que contribuyen a
hacer de las instituciones ambientes de alto riesgo para
el abuso:
• Aislamiento: la gente que vive en las instituciones
está separada del resto de la sociedad. no interactúa
ni se comunica a menudo con otras personas fuera
de la institución. el aislamiento contribuye a la
impotencia. las instituciones mismas pueden estar
geográficamente aisladas.
NIÑOS O NIÑAS PRIVADOS
NIÑAS O NIÑOS PRIVADOS DEL CUIDADO DE SUS PADRES
CAPITULO III
• Estructuras administrativas: Muchas veces, para
intentar mantener los problemas de abuso dentro
de la institución, la administración permite y
refuerza el comportamiento abusivo al no aplicar
medidas correctivas.
• Deshumanización v desapego: las niñas y niños
criados en ambientes institucionales son cuidados
por distintas personas, a veces, cambiadas a
menudo, antes de alcanzar la edad escolar. esto
proporciona muy pocas oportunidades para
desarrollar un apego sano, entre la persona menor
de edad y la persona que la cuida. las actitudes
negativas, que etiquetan a las personas según las
diferentes discapacidades, también contribuyen
al proceso de despersonalización.
• Agrupamiento: el abuso puede ser cometido
tanto por el personal como por otros niños,
niñas o adolescentes residentes en la institución.
la mezcla de personas vulnerables y la falta de
capacidad o conocimientos para proteger a los
y las residentes, contra el abuso ha creado este
problema.
50
50 centro internacional de referencia para los Derechos del niño
privado de familia ssi/cir. Boletín mensual # 4. 2005.
51 Dick sobsey y tanis Doe. Patrones de Abuso y Asalto Sexual.
revista sexuality and Disability. Vol.9. nº3. canadá. estados
Unidos. 1991.
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2 5
• $ubculturas abusivas: Dentro de muchas instituciones, la violencia es normal.
las personas obligadas a convivir en grupos, no siempre compatibles, pueden
reaccionar con violencia ante las dificultades de la vida diaria y llegar a cometer
abusos físicos o sexuales. el abuso encontrado en muchas instituciones es a
menudo explicado como actos de parte del personal bien intencionado que es
mal interpretado o que la víctima provocó el abuso.
B. ProPUestAs PArA sU ProtecciÓn y
el resPeto A sUs DerecHos
52

a) la comisión de los Derechos Humanos de las naciones Unidas (cDH)
en colaboración con Unicef, el comité de los Derechos del niño, el
centro internacional de referencia para los Derechos del niño Privado de
familia (ssi/cir), y onGs colaboradoras, han apoyado la adopción de una
resolución, recomendando el desarrollo de reglas internacionales para los niños
privados del cuidado de sus padres.
en un comunicado conjunto, algunos países han expresado su “preocupación parti-
cular por los niños que viven sin apoyo familiar” y “han animado al Comité de los Derechos
del Niño a desarrollar reglas en este ámbito en consulta con los Estados, de cara a un examen
de la Comisión”.
el 19 de abril de 2005, la cDH adoptó su resolución sobre los derechos del niño,
por 52 votos contra 1. en el párrafo 17 de la resolución, se “reconoce la necesidad de
reglas para la protección y los cuidados alternativos de los niños privados del cuidado de sus
padres”.
b) el comité de Ministros del consejo de europa (que reagrupa 46 países
de europa occidental y oriental) había propuesto, con anterioridad, una
resolución
53
a sus miembros, con “principios y normas de calidad” comunes,
basados, principalmente, en la convención europea de Derechos Humanos y
en la convención de las naciones Unidas de los Derechos del niño.
recomienda a los estados que adopten medidas legislativas y otras “para conseguir el
pleno respeto de los derechos de los niños que viven en una institución”, y permitir que estos
“crezcan dignamente… sin ser marginados ni durante su infancia ni en la edad adulta”.
Además de reafirmar el papel fundamental de la familia y la necesidad de prevenir
las colocaciones, este texto propone un conjunto de normas dirigidas a mejorar
cualitativamente la institucionalización y a respetar los
derechos de las personas menores de edad que viven en
una institución.
1. Repaso de los principios fundamentales:
• “La familia es el entorno natural en el que el niño debe
crecer”; la colocación en una institución debería
continuar siendo la excepción y debe ser evitada
todo lo posible, a través de medidas preventivas.
estas medidas consisten en apoyar a los niños o
niñas y a los padres, respondiendo lo mejor posible
a sus necesidades específicas.
• si una institucionalización debe darse a pesar de
todo, la opinión de la persona menor de edad deberá
ser tomada en cuenta, en función de su edad y de
su madurez; y también en cuanto a las modalidades
y a la necesidad de reexaminar periódicamente la
colocación en la institución. la familia o parte de
ella, si no es la causante del problema, podrá estar
implicada en la organización y la planificación de
esta colocación. la decisión y la puesta en práctica
de ella se harán sin discriminación.

• la estadía en la institución no debe durar más
que el tiempo estrictamente necesario y deberá ser
reexaminada regularmente, “siendo el primer objetivo
la integración o la reintegración social del niño en el plazo
más breve posible”.
• cuando el niño, niña o adolescente pueda ser
reintegrado a su familia de origen, se deberá realizar
una evaluación de sus necesidades y apoyar su
reintegración familiar y social. si el regreso a su
familia no es posible, la continuación de la medida
de protección o una medida alternativa deberá ser
decidida, basándose en el interés superior de la
persona menor de edad.
2. Derechos específicos de las personas meno·
res de edad institucionalizadas
54
sobre la base de los principios planteados, se reconoce
a las personas menores de edad institucionalizadas un
conjunto de derechos específicos:
• el derecho de ser institucionalizada “únicamente en
respuesta a necesidades reconocidas como imperativas tras
una evaluación multidisciplinaria” y de un re-examen
periódico de la colocación que permita plantear
soluciones alternativas, sobre su proyecto de vida y
la planificación de éste.
• el mantenimiento de los contactos con la familia
y la no separación de los grupos de hermanos, en
la medida de lo posible, basándose en el interés
superior del niño.
• el respeto del principio de no discriminación es
concretizado por la igualdad de oportunidades y el
respeto del origen étnico, religioso, cultural, social y
lingüístico.
• la vida privada de los niños y niñas debe ser
respetada en el seno de las instituciones que deben,
por otra parte, ofrecerles condiciones de vida dignas
(derecho a la identidad, derecho a cuidados médicos
de calidad, derecho al respeto de la dignidad humana
y corporal, derecho a una educación sin violencia,
“incluida la protección contra los castigos corporales
y toda forma de abuso”).
• Por último, la continuidad de su desarrollo debe
ser asegurada (derecho al acceso a todos los tipos
de educación, de orientación y de formación
profesional; derecho a estar preparada o preparado
para llegar a ser un ciudadano activo y responsable).
52 centro internacional de referencia
para los Derechos del niño Privado de
familia (ssi/cir) Boletín Mensual n°4.
2005.
53 Adoptada el 16 de marzo de 2005.
54 conseJo De eUroPA: recomenda-
ción rec (2005) del comité de Ministros
a los estados Miembros, relativa a los
derechos de los niñosy niñas que viven
en una institución. Adoptada el 16 de
marzo de 2005.
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las niñas y niños deben ser correctamente informados del conjunto de los dere-
chos de los que son titulares y de las reglas de la institución donde viven.
Deben tomarse en cuenta sus opiniones en la toma de decisiones relativas a su
situación o sus condiciones de vida y tener acceso a la persona en la que tienen con-
fianza, así como a una instancia competente para aconsejarles, confidencialmente,
sobre sus derechos. Una instancia “identificable, imparcial e independiente”, debe
igualmente ser prevista para que puedan, en todo momento, hacer valer sus dere-
chos fundamentales.
3. Institucionalización v Derechos

Para la aplicación de los principios y de los derechos mencionados se han desarro-
llado normas de calidad, que privilegian la elección de una institución, próxima al
entorno del niño o niña, bajo la forma de pequeñas unidades de tipo “familiar”.
Una colocación de calidad será aquella que da prioridad a la salud física y mental
de la persona menor de edad, así como a su desarrollo completo y armonioso,
“condiciones esenciales del éxito de un plan de colocación”.
la adaptación individual de cada proyecto de colocación al perfil del niño o niña,
participará también en el éxito de éste y preparará al niño o niña a su vida futura.
Para alcanzar tales objetivos, las instituciones deberán velar por la continuidad de
los lazos entre los niños, niñas y el personal, y por una organización interna basada,
entre otras cosas, en la calidad, la estabilidad y el carácter mixto de las unidades
de vida.
Deberán también ser garantizadas la formación, la composición mixta y el número
suficiente de miembros del personal, especialmente para “el establecimiento de
una cooperación apropiada con los padres del niño” o niña; el trabajo de equipo
interdisciplinario y su supervisión; la existencia de un código de ética; y una utili-
zación de los recursos centrada en la persona menor de edad.
es responsabilidad de los estados prever y establecer sistemas de acreditación y de
registro de todas las instituciones de colocación conformes a “reglas y a normas na-
cionales mínimas”; así como dar seguimiento y control externo de sus actividades.
toda violación de los derechos de los niños y niñas insti-
tucionalizados deberá ser sancionada.
la recomendación también reconoce el papel importan-
te que tienen las organizaciones no gubernamentales, las
instituciones confesionales y otros organismos privados,
respecto de las niñas y niños institucionalizados. Aboga
por la definición de este papel por parte de los estados,
los cuales, no por eso deben sustraerse de sus propias
obligaciones en la materia.
Hacia una institucionalización mas adaptada
a los derechos de las personas menores de edad
Aunque actualmente hay una tendencia a hablar de
desinstitucionalización; existe siempre la necesidad de
plantear una colocación en ciertas situaciones, pero
acompañándola de las garantías indispensables.
conviene en efecto actuar, dadas las graves violaciones
de los derechos de las personas menores de edad re-
veladas en algunas instituciones: malos tratos físicos y
morales, ausencia de un seguimiento educativo, de una
revisión periódica de su colocación y de la elaboración
de un proyecto de vida permanente, instituciones sobre-
cargadas, con falta de atención individual, insuficiencia
de recursos materiales y humanos, etc.
Aunque esta resolución es una recomendación que no
vincula jurídicamente a los estados miembros, sí expresa
su voluntad de una política común en un ámbito sensi-
ble de los derechos de las personas menores de edad.

estas directivas constituyen, por lo tanto, una contri-
bución positiva para la generalización de un modelo de
institucionalización más respetuoso de los derechos y del
interés superior del niño, modelo que merece ser exten-
dido a nivel universal. siendo éste uno de los objetivos
del proyecto
55
dirigido a la adopción de reglas interna-
cionales para una mejor protección de los niños y niñas
privadas del cuidado de sus padres.
c. el ABUso seXUAl De niños
y niñAs con DiscAPAciDADes
56

1. Personas víctimas v ofensoras
las personas menores de edad con discapacidades su-
fren maltrato con mayor frecuencia que sus pares. las
discapacidades permanentes pueden ser el resultado de
haber sido víctima de abuso y/o negligencia, lo cual au-
menta la vulnerabilidad ante nuevos maltratos. las con-
secuencias del abuso pueden ser más marcadas en niños
y niñas con discapacidades y, dado que son más difíciles
de identificar, es posible que sufran abuso a largo plazo.
1.1. Personas víctimas
57
los factores de riesgo de abuso infantil se agudizan en el
caso de niños y niñas con discapacidades. su discapaci-
dad puede impedirles participar en actividades familiares
o comunitarias, lo cual los lleva al aislamiento social. es
probable que, en lugar de vivir con su familia biológica,
vivan en hogares sustitutos, hogares colectivos o institu-
ciones, y de ese modo están más expuestos al abuso.
tener muchos cuidadores aumenta la posibilidad de que
alguno de ellos sea un abusador, al tiempo que el niño o
niña está separada de las potenciales fuentes de protec-
ción. según el estudio realizado por sullivan y Knutson
(2000), la posibilidad de que un niño con discapacida-
des sea víctima de maltrato es 3,4 veces más alta que la
de sus pares.
55 Unicef-ssi.
56 Anna- Klara Berglund. El abuso sexual
de niños/as con discapacidades. rädda
Barnen. sAVe tHe cHilDren.
suecia. 1997.
57 nora J. Baladerian. Abuso Sexual de
Personas con Discapacidades Evolutivas.
revista sexuality and Disability. Vol.
9. nº4. estados Unidos. 1991.
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2 7
Un artículo
58
indica que entre el 39 y el 83% de todas las niñas, y entre 16 y el
32% de todos los niños con discapacidades progresivas, son abusados sexualmente
antes de llegar a los 18 años de edad. Algunas estimaciones también sugieren que
sólo uno en 30 casos de abuso sexual de personas con discapacidades es reportado.
la cifra en la población no discapacitada se estima en un caso de cada cinco
59
.
Por tanto, parece que la sociedad ofrece menos protección a los niños y niñas con
discapacidades que a los que no lo son.
en un estudio, hecho por la Universidad Alberta, canadá
60
, las víctimas feme-
ninas constituían el 79% y las masculinas el 21%. Un 15% de las víctimas tenía
daños auditivos y un 37% tenía discapacidades múltiples. De acuerdo con sobsey,
el mismo tipo de resultado puede ser visto en diferentes estudios, aunque el por-
centaje exacto puede variar.
1.2. Personas oue abusan sexualmente de personas
menores de edad con discapacidades
A lo largo de la historia, han existido diversos prejuicios hacia las personas con
diferentes tipos de discapacidades. estas niñas, niños, hombres y mujeres han sido
vistos como si tuvieran poderes y dones especiales, como seres menos valiosos,
como seres castigados por Dios, como seres insensibles al dolor, etc. Actitudes
como éstas pueden tener un efecto poderoso en el fomento de la inhibición de la
violencia y en el abuso hacia personas con discapacidades.
los niños y niñas con discapacidades, si se les considera,
desde el punto de vista de su discapacidad y no como
seres humanos únicos, son vulnerables al maltrato por
parte de sus cuidadores y pares. la vergüenza familiar
puede precipitar el abandono, la institucionalización, el
abuso y la negligencia. es más probable que se obligue a
los niños y niñas con deficiencias intelectuales y proble-
mas de aprendizaje específicos a ejercer la prostitución
infantil (lung y chen 2003).
61

los resultados de diferentes estudios
62
sugieren que las
personas que agreden son proveedores de servicios, co-
nocidos y vecinos, miembros de la familia y compañeros
con discapacidades. otras categorías de personas ofen-
soras son: miembros de familias sustitutas, padres adop-
tivos, novios y proveedores de servicio de transporte. es
muy raro que el que ofenda sea un extraño. en algunos
casos descritos por sobsey,
63
el abuso continuó por un
período largo de tiempo y el ofensor u ofensora fue la
misma persona todo el tiempo. en otros casos, varias
personas cometieron el abuso, en diferentes períodos.
casi la mitad de las personas que ofenden entró en con-
tacto con la víctima mediante un servicio especial, nece-
sario por la discapacidad de la víctima. esto indica que
están expuestos y expuestas a riesgos adicionales en al-
gunos contextos, como instituciones o servicios que son
específicos para ellos y ellas. sin embargo, la base para su
vulnerabilidad es siempre la misma, independientemen-
te de que se trate de una institución o de las actitudes de
su propia familia.
en general, las familias bien establecidas en la comuni-
dad y con fuertes lazos entre los miembros de la familia,
proporcionan ambientes relativamente seguros para los
niños y las niñas con discapacidades. Pero, el abuso tam-
bién puede ocurrir dentro de estas familias. el problema
más grande para los que son abusados sexualmente es
que las personas adultas no quieren o no se atreven a ver
lo que está sucediendo y por tanto, niegan el hecho y así
permiten que el abuso ocurra y continúe.
a) Mitos oue contribuven al Abuso $exual
64
la mayoría de las personas abusadoras crean mitos sobre
sus victimas, que utilizan para justificar su conducta in-
apropiada e ilegal.
El Mito “Deshumanización”
lamentablemente, todavía existe la noción de que las
personas discapacitadas valen menos o son menos hu-
manas que las demás. estas actitudes permiten que quie-
nes abusen justifiquen sus delitos, bajo el argumento de
que las víctimas no son “personas normales.” Al verse a
sí mismas como más humanos y con más valor y dere-
chos que la víctima, las personas que abusan no tienen
problema en agredir a aquellas que perciben como me-
nos valiosas, para satisfacer sus apetitos sexuales.
El Mito “Mercadería Dañada”
el mito de “mercadería dañada” afirma que la persona
incapacitada no pierde nada con la agresión o aún la
muerte, ya que, desde un principio, su vida no vale nada.
si quien abusa sigue este pensamiento, entonces puede
convencerse de que la vida de la víctima no importa
nada. esto le permite justificar su selección de víctima,
y también le ayuda a borrar cualquier sentido de cul-
pabilidad o inhibición de abusar de una persona con
discapacidad.
El Mito “No Sienten Nada”
Muchas veces se describen a las personas con discapa-
cidad como personas que no sufren porque no sienten
nada. este mito permite a quienes abusan a tratar de
justificar su delito con la idea de que la victima realmen-
te no sufrió nada. los estudios han mostrado que las
58 ibid.
59 Deborah tharinger, connie Burrows Horton y susan Millea. Abuso y Explotación Sexual de Niños/as y
Adultos/as con Retardo Mental y con Otras Discapacidades. revista child Abuse and neglect. Vol.14, pág.
301-312. estados Unidos. 1990.
60 Dick sobsey y tanis Doe. Patrones de Abuso y Asalto Sexual. revista sexuality and Disability. Vol.9. nº3.
canadá. estados Unidos. 1991.
61 lA coneXiÓn. el Boletín oficial de la sociedad internacional para la Prevención del Abuso y
negligencia contra los niños (isPcAn) Volumen 14.2.
62 Deborah tharinger, connie Burrows Horton y susan Millea. Abuso y Explotación Sexual de Niños/as y
Adultos/as con Retardo Mental y con Otras Discapacidades. revista child Abuse and neglect. Vol.14, pág.
estados Unidos. 1990.
63 sobsey Dick y Doe tanis. Patrones de Abuso y Asalto Sexual; revista sexuality and Disability Vol.9. nº3.
canadá, estados Unidos.1991.
64 Asociación de texas contra el Asalto sexual tAAsA 2006.
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2 8
65 tAAsA Asociación de texas contra
el Asalto sexual. 2006.
66 Parent Advocacy coalition for
educational rights.1986.
personas con todo tipo de discapacidad sufren igual el trauma emocional, heri-
das físicas, y consecuencias sociales del abuso, como cualquier otra victima o aún
más
65
. (stuart & stuart, 1981; sullivan, Vernon & scanlan, 1987).
El Mito “Incapacidad”
el presentar a personas con discapacidad como vulnerables e incapaces contribuye
a su maltrato. la percepción de vulnerabilidad afecta a la selección de la víctima,
por parte de la persona que abusa. Una manera de romper el mito de incapacidad
es a través de la educación y empoderamiento de las personas con discapacidad.
es necesario desarrollar imágenes positivas y más realistas de las personas con dis-
capacidad.
Una meta a largo plazo para el empoderamiento de personas con discapacidad sería
promover actitudes más positivas en la sociedad sobre lo que es experimentar una
limitación; que la limitación no equivale a incapacidad. Al ayudar a la sociedad a
ver a las personas con discapacidad como personas reales, con sentimientos, nece-
sidades, pensamientos, y talentos, se podrá acabar con todos estos mitos.
b) Otros factores oue pueden generar el Abuso
66

Para las familias con un hijo o hija con alguna discapacidad evolutiva, las dificul-
tades para encontrar quién les cuide a la persona discapacitada y la limitación
del tiempo de descanso que supone su cuidado, además de las restricciones de sus
interacciones sociales con otras personas, puede llevar a reacciones agresivas o de
desapego, dejando al niño o niña en mayor vulnerabilidad de ser víctima de abuso
por alguien que le demuestre afecto.
otro factor importante es la segregación del niño o niña, al tener pocas oportunida-
des naturales para involucrarse en redes sociales. su discapacidad puede impedirles
participar en actividades familiares o comunitarias, lo cual les lleva al aislamiento
social. el estigma asociado con la discapacidad puede, por tanto, resultar en recha-
zo social, o en el rechazo de la familia hacia los que tienen esas actitudes negativas
acerca de ese miembro de su familia., todo lo cual aumenta su exclusión.
Algunas veces puede parecer que padres y madres de niños o niñas con discapa-
cidades tienen menos apego a sus hijos o hijas. Una razón sugerida es que puede
resultar difícil para ellos el encontrar algunas formas posibles para comunicarse
con una persona menor de edad con discapacidad, tal como un daño auditivo o
una discapacidad progresiva, y pueden estar necesitando
algún apoyo.
otra razón mencionada es que actúen influenciados por
las actitudes, normas y valores sociales que existen en
torno a la discapacidad.
Además, puede que las personas menores de edad con
discapacidad no puedan quejarse o informar cuando se
cruzan los límites permitidos en el momento del cuida-
do íntimo.
A menudo los niños o niñas con discapacidades y sus
padres o cuidadores tienen acceso limitado a informa-
ción crucial sobre la seguridad personal y la prevención
del abuso sexual.
las personas responsables de un niño o niña con dis-
capacidad puede estar viviendo una situación de estrés
debido a las continuas necesidades sanitarias, las dificul-
tades de encontrar el servicio apropiado de cuidado de
la salud, las cargas económicas y el aislamiento social,
como así también las dificultades relacionadas con la
depresión y los problemas conyugales. si bien el papel
que cumple el estrés es controvertido, los estudios indi-
can que es más probable que los padres, madres y cuida-
dores, con un alto índice de estrés, cometan algún tipo
de abuso.
las actitudes de profesionales pueden ser otra razón, si
dan a las personas responsables el mensaje de que “no
debieran apegarse tanto” a su hijo o hija, porque eso
sólo les causará dolor.
2. Estrategias de prevención v apovo
Cambio de actitudes. es imprescindible que se modifi-
quen las actitudes de la sociedad hacia las personas con
alguna discapacidad. Hay una mayor necesidad de educa-
ción preventiva y de cambio en las conductas y acciones
de las personas que trabajan con niños o niñas con disca-
pacidad, tanto en el cuidado como en la educación.
las actitudes hacia las personas con discapacidades pue-
den ser cambiadas y la siguiente lista muestra ejemplos
de la forma en que puede hacerse:
• Asegurar contacto entre personas con y sin dis-
capacidades.
• educar a la gente sobre la discapacidad.
• Proporcionar modelos positivos.
• enfatizar enfoques positivos para cambiar puntos de
vista negativos.
• cuando sea necesario, desafiar actitudes y conductas
negativas.
• identificar y mantener aliados o aliadas.
• la radio, televisión, periódicos y revistas son
influencias importantes en la opinión y percepción
pública. los medios pueden ser extremadamente
útiles en generar una conciencia pública y en alentar
cambios constructivos.
El conocimiento previene el abuso. el contenido básico
de la educación en prevención del abuso para las per-
sonas con discapacidades es el mismo que para las per-
sonas de la sociedad en general, pero puede necesitarse
algún ajuste para satisfacer las necesidades especiales de
estos niños o niñas.
Entrenamiento en habilidades de seguridad personal.
se enseña a niños y niñas como evitar situaciones de
riesgo elevado y como responder a riesgos identificados.
este proceso de enseñanza debe contener lecciones so-
bre vocabulario, tipos de caricias, mitos y hechos sobre
abuso sexual, qué hacer si es víctima, seguridad personal
y asertividad. Hay algunas variaciones dependiendo del
grupo específico con el que se esté trabajando.
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Educación sobre derechos individuales. el derecho a estar li-
bre de abuso parece tan elemental que se asume que todo el
mundo sabe que tiene ese derecho. esto no es siempre cierto.
los niños, niñas y adolescentes con discapacidades a menudo
tienen que aprender que tienen esos derechos.
Respeto a la privacidad. es importante que se le proporcione
a niños y niñas con discapacidades el mismo respeto y digni-
dad que se le da a todas las personas. Para las personas me-
nores de edad con discapacidad que requieran ayuda con sus
actividades cotidianas, las cuestiones de privacidad y vergüenza
pueden complicarse por situaciones en las que las personas
adultas e incluso compañeros les proporcionen ayuda con sus
necesidades de cuidado físico, que requieren de un contacto
físico íntimo. Una manera de manejar esto, desde una edad
temprana, es pedirle a la persona permiso antes de ayudarle en
tareas íntimas o que invaden su privacidad. Así, la persona que
recibe la ayuda sentirá que está en control de su cuerpo, y en
control sobre dónde y por quién es tocada.
Entrenamiento en asertividad v autoestima. Propuestas para
padres y madres y para personas que prestan sus servicios en el
cuidado de estos niños y niñas, a fin de construir su autoestima:
• Apoye y aliente el desarrollo de lazos afectivos entre usted
y el niño o niña.
• Aliente el aprendizaje mediante el apoyo y la colaboración
y minimice el uso del castigo.
• Acepte a cada individuo por quien es, no se centre en las
cosas que él o ella no sabe hacer.
• Haga disposiciones de manera que el niño o niña tenga
oportunidades para tener éxito.
• si las cosas salen mal, busque soluciones en vez de alguien
a quien culpar.
• celebre las cosas positivas de la vida, si son raras, la razón
para celebrarlas es aún mayor.
Entrenamiento en habilidades para comunicarse. la
denuncia de casos reales de abuso puede también ser un
problema si la persona no es capaz de comunicarse. Más
aún, si la habilidad para comunicarse está dañada, la per-
sona también será más vulnerable al abuso y será más
probable que sea seleccionado como víctima potencial.
es esencial que se enseñe la comunicación de manera
que aliente el inicio, no sólo la respuesta, por parte del
individuo con discapacidad.
Entrenamiento en habilidades sociales. el riesgo de
abuso se reduce cuando las personas menores de edad
con discapacidad son incluidas en la vida diaria de la co-
munidad, ya que las personas que carecen del apoyo de
amistades y familiares son más vulnerables al abuso, por
su soledad y aislamiento.
Educación sobre relaciones sexuales v el propio cuerpo.
esencial para reducir el riesgo de abuso sexual. Permite
que las personas con discapacidades tomen control de
sus propios cuerpos y de sus propias vidas, y ayuda a re-
ducir el riesgo de abuso sexual.
estos diversos componentes en el programa de preven-
ción del abuso o en el programa de reducción del riesgo
deben ser individualizados y enseñados, tanto como sea
posible, dentro del contexto de las actividades diarias.
el programa debe ser ajustado al ambiente de la persona
menor de edad con discapacidad; debe ser diseñado de
manera diferente si la persona vive con su familia, o en
una institución.
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PERSONAS QUE ABUSAN PERSONAS QUE ABUSAN SEXUALMENTE
CAPITULO IV
A
AlGUnAs cArActerÍsticAs
coMUnes
67

la violencia sexual contra las personas menores
de edad es un fenómeno complejo, dentro del
contexto histórico, social y cultural de una socie-
dad patriarcal, donde los niños, niñas y adolescen-
tes son considerados aún como objetos y no como
sujetos.
la vida familiar y las experiencias tempranas son
determinantes para las conductas que va a presen-
tar una persona durante el resto de su vida. no
existe un prototipo, pero sí pueden apuntarse cier-
tas características que se aproximen a su perfil más
usual, por ejemplo
68
:
• tienen serias dificultades para establecer
relaciones de pareja, adecuadas y satisfactorias
con personas del otro sexo.
• inmaduras emocionalmente, centradas en
sus necesidades. A esto hay que sumarle la
habilidad para lograr mantener sus agresiones
en secreto.
• Han tenido experiencias sexuales precoces
con niños o niñas de su misma edad o han
sido abusados por personas adultas o niños,
niñas mayores.
• Han tenido una madre represiva, posesiva,
excesivamente crítica, que anulaba sus iniciativas
o intentos de independencia.
• Ausencia de una imagen paterna adecuada
que le proporcione reglas de comportamiento
apropiadas y aceptables, así como el ejemplo de
un varón capaz de relacionarse acertadamente
con las mujeres.
• Han tenido frustraciones importantes que los
han conducido a depresiones evidentes.
• tienen serias dificultades para encontrar
satisfacción en las relaciones o situaciones
normales o cotidianas.
• tienen una pobre capacidad de autocrítica,
pueden parecer severos y serios, pero al momento
de controlar o juzgar la propia conducta tienen
excesiva indulgencia.
• Pueden llegar a sentirse culpables, pero no son
capaces de detenerse porque adictivamente
empiezan a necesitar otros niños o niñas cerca.
• Habitualmente recurren al engaño, tratan
de ganarse la confianza de las víctimas o se
aprovechan de la confianza familiar, utilizan
estrategias como el factor sorpresa, les amenazan
o les dan premios o privilegios de diferente tipo.
67 American Psychological Association. Who are the Perpetrators of
Child Sexual Abuse? Psycnet. 2001.
68 Dr. Pedro Barredawww.pediatraldia.cl rev: Julio 2005
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• la mayoría niegan el abuso con vehemencia. sólo bajo evidencias legales y
presión, aceptan la acusación parcialmente, pero afirman que: “no fue nada
grave, nada de importancia”; “no le hice daño”; “la culpa fue suya”.
• cuando se ven descubiertas suelen afirmar que lo sienten muchísimo, que
nunca lo volverán a hacer, que ocurrió porque estaban bajo los efectos del
alcohol u otra droga.
• son muy convincentes, hasta tal punto que quizás hagan dudar seriamente de
la víctima. en esos momentos se debe partir de la premisa: “las niñas y niños
no mienten sobre una cuestión tan grave, ya que poco o nada sabían sobre el
sexo y su lenguaje”.
• A pesar del remordimiento que puedan sentir, suelen reincidir y repetir sus
abusos, a no ser que intervenga alguien y los frene. Prácticamente ninguno
desistirá voluntariamente sino que necesitará una intervención judicial.
• la mayoría no busca tratamiento; “el ofensor sexual, y particularmente el de
niños, “construye” toda una serie de argumentaciones en torno a su conducta
delictiva en base a las cuales no presenta rastro de culpabilidad alguna, y no
considera necesaria ninguna terapia”.
Definición de pedofilia
69

Búsqueda del placer sexual, por medio de las relaciones sexuales con personas
menores de edad. Aunque la mayoría de los pedófilos son varones, las abusadoras
femeninas también existen.
expertos mundiales indican que para la calificación de pedofilia como trastorno
sexual es necesario que la conducta se prolongue durante un periodo de al menos
seis meses, incluyendo fantasías, impulsos o comportamientos sexuales con niños
pre-púberes o un poco mayores, por lo general, de doce años o menos.
las conductas de la pedofilia van del simple exhibicionismo hasta la penetración.
la persona que agrede suele ganarse la confianza y el cariño del niño o niña y, por
lo general, es alguien conocido o familiar.
B. tiPos De PersonAs QUe ABUsAn
70

a) Pedófilo
es un término clínico y se usa para definir a una persona adulta que tiene un des-
orden de personalidad, el cual envuelve un interés sexual específico y localizado
en niños o niñas pre púber.
$e distinguen dos variantes:
-- los sentimentales homosexuales eróticos que tienen
poco o ningún interés por las mujeres, toda su
capacidad sexual se concentra en los niños.
-- los agresivos heterosexuales que intentan satisfacer
sus impulsos con niñas, con métodos que van desde
la seducción a la violencia.

No todos abusan de la misma manera v ésta puede ser:
Indirecta: restringen su vida sexual a la fantasía (si usan
pornografía infantil para masturbarse, se puede decir
que están involucrados, aunque indirectamente en abu-
so sexual infantil).
Abuso sin contacto: se limitan a la exposición de óranos
genitales, mostrándoles material pornográfico o hablan-
do acerca de él.
Abuso de contacto: tocamiento genital y caricias ínti-
mas, intento de penetración o penetración real, ya sea
oral, anal o vaginal.
b) Abusador sexual preferencial de ninos
se refiere a aquellas personas cuyos objetos sexuales prefe-
ridos son niños que han alcanzado o pasado la pubertad
y sus víctimas pueden ser de sexo masculino o femenino.
se considera que su gusto por parejas sexuales inmadu-
ras e impotentes, sin poder, es una manifestación de un
desorden de personalidad llamado Hebe filia.
c) Abusador sexual infantil situacional
Adulto, hombre o mujer, que abusa o explota sexual-
mente a niños o niñas no porque tenga un interés sexual
focalizado per se, sino porque es moral o sexualmente
indiscriminado y desea experimentar con niños como
pareja sexual, o porque se encuentran con situaciones
en las cuales:
• los niños o niñas que corresponden a su ideal de
atracción física son accesibles sexualmente.
• Presentan ciertos factores de desinhibición que los
llevan a engañarse a sí mismos acerca de la edad
real del niño o niña o acerca de la naturaleza de su
consentimiento.
A diferencia de los tipos anteriores estos abusadores si-
tuacionales no buscan regularmente o conscientemente
a los niños o niñas como pareja sexual, y a menudo no
les importa que tengan 14 ó 24 años, siempre que sean
atractivos y adecuados.
este tipo de persona no puede ser descrita necesariamen-
te como pervertida sexual, ya que las características hacia
las que es atraída muy a menudo conforman los ideales
culturales de belleza juvenil, masculina o femenina, y no
los ideales culturales de inocencia infantil.
se debe hacer notar que muchas modelos y algunas que
actúan en producciones pornográficas, dirigidas a un
público “normal”, tienen edades de entre 13 y 17 años,
legal y cronológicamente son niñas y atraen a personas
que no son necesariamente sexual o sicológicamente
“anormales”.
1. Patrones de Conducta
71

ninguno de estos grupos es homogéneo en su modo de ope-
rar, pero se han identificado tres patrones de conducta:
• “Patrón de seducción”: este tipo de persona es
excelente en manipulación (a menudo de adultos y
de la opinión pública así como de personas menores
de edad) y usan el afecto, la atención y regalos para
“cortejar” a los niños o niñas y están dispuestos a
pasar largos períodos de tiempo preparando el abuso,
y usando amenazas, chantaje y violencia física para
desalentar la revelación de sus actos.
69 Dr. Pedro Barreda. www.pediatraldia.
rev.: Julio 2005.
70 Bruna, nora. Acercamiento y
conceptualización sobre Violencia Sexual
contra Personas Menores de Edad. Dni.
costa rica. 2003.
71 Bruna, nora. Acercamiento y
conceptualización sobre Violencia Sexual
contra Personas Menores de Edad. Dni.
costa rica. 2003.
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72 ibíd.
• Patrón de conducta introvertida. son personas que carecen de las habilidades
de seducción interpersonal. este tipo de ofensores tienen escasa o mínima
comunicación verbal con las víctimas y tienden a abusar de niños o niñas
desconocidas o muy jóvenes.
• Patrón de conducta sadica. es el menos común. este tipo de personas no sólo
tienen interés sexual en los niños o niñas sino que derivan su placer sexual
imponiendo sufrimientos físicos o sicológicos a sus víctimas. este tipo de
ofensor puede usar su encanto o la fuerza para tener acceso al niño o niña, y es
más probable que secuestren o asesinen a sus víctimas.
los abusadores intrafamiliares conocen los momentos que pueden ser aprovechados y
saben como manipular a sus víctimas por medio de amenazas o demostraciones de cariño;
y cuentan con el rechazo o miedo que el resto de la familia presenta ante la denuncia y sus
consecuencias familiares y sociales.
los pedófilos y los abusadores preferenciales, a veces buscan trabajos o posiciones que
les proporcionen las oportunidades de abusar, o se mueven a lugares donde saben que
el acceso sexual a los niños y niñas se obtiene más fácilmente. los proyectos de bienestar
social administrados por trabajadores sociales laicos y religiosos, los atraen. Allí se
encuentran grupos de niños vulnerables al abuso sexual por personas adultas que ocupan
posiciones de confianza o autoridad.
son un objetivo fácil para los abusadores “no violentos” que pretenden que hay un
consentimiento (que es ficticio) en el abuso. estos niños o niñas sufren carencias no
sólo materiales sino también emocionales; están faltos de cariño y de apoyo, por lo
que pueden ser manipulados por aquellos que poseen la autoridad o que se ganan su
confianza, para que sean cómplices de su propio abuso. estos niños y niñas víctimas de
abuso pueden luego ser explotadas por proxenetas y productores de pornografía.
2. Motivaciones
72

Poco se sabe de las causas, pero pueden mencionarse, entre las más estudiadas:

• Aprendizaje de actitudes negativas hacia el sexo, como experiencias de abuso
sexual durante la niñez.
• sentimientos de inseguridad y autoestima baja, con dificultad en relaciones
personales, lo que facilita la relación persona adulta-persona menor de edad.
• Miedo a la intimidad.
• Miedo a la dependencia emocional.
• Deseo de control de parejas indefensas.
• sensación de “congruencia emocional” con las
personas menores de edad (se ven a sí mismas tan
impotentes y débiles como ellas) y consideran que
aman y entienden a niños y niñas. ej. Pasar por
filántropos en instituciones que atiendan personas
menores de edad.
• Distorsiones en las actitudes y creencias: los niños
y niñas son consideradas responsables de su propio
abuso, el contacto sexual no los daña y consienten u
obtienen beneficios de dichas relaciones.
3. Categorías de Riesgo
riesGo BAJo
• Admisión de responsabilidad en forma parcial.
• Primera ofensa.
• Arrepentimiento o vergüenza.
• familia apropiada que apoya.
• no consume alcohol o drogas.
• relaciones adecuadas con amigos y compañeros.
• Autoimagen balanceada.
• no existe violencia.
• comportamiento sexual no agresivo.
• sin fantasías violentas.
riesGo MoDerADo
• Más de una ofensa sexual.
• otros comportamientos criminales.
• Minimización del hecho-negación.
• culpa a la víctima.
• objetivización de la víctima.
• Poco o inapropiado soporte familiar.
• Historial de alcohol y drogas.
• Pobres relaciones interpersonales.
• Baja autoestima.
• imagen distorsionada.
• no ve su comportamiento como un problema.
• es una ofensa sexual más seria.
Alto riesGo
• Aficionado a la Pornografía.
• fantasías y comportamientos violentos.
• ofensas sexuales serias.
• Uso de fuerza o amenaza.
• ofensas múltiples.
• culpa a la víctima.
• familia no responde ni apoya.
• Historia grave de abuso.
• Abuso crónico de drogas y alcohol.
• no reconoce culpa y rechaza el tratamiento.
• Víctimas: niños, niñas pequeñas o con
discapacidades.
• capacidad disminuida.
• conciencia débil o embotada.
• Ausencia de valores.
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3 3
c. trAtAMiento A lAs PersonAs QUe ABUsAn
73
es necesario realizar programas de prevención y tratamiento para las personas que
abusan. “los agresores son personas que, a diferencia de las víctimas, necesitan tra-
tamiento siempre y, teniendo en cuenta factores como el alto grado de reincidentes
en este tipo de prácticas, no podemos esperar a trabajar sólo con adultos”.
en cuanto al tratamiento, los especialistas coinciden en que “el fracaso del ideal
terapéutico es muy elevado”. es decir, el tratamiento no es fácil y se fracasa mucho,
por varios factores. entre otros, porque el tratamiento no suele ser voluntario y
presenta “dificultades técnicas muy graves. no hay protocolos, los agresores son
muy distintos unos de otros...”.
a) ¡Cómo hav oue tratar a las personas oue agreden!
2 Hay que contribuir a que asuman que tienen un verdadero problema, una
sexualidad destructiva no sólo para las demás personas, sino también para ellas
mismas.
2 entrenarlas en la aceptación de valores que incluyan la ética aplicada a la
sexualidad. Hay que darles a entender que la sexualidad positiva y plena se basa
en el placer compartido, la libertad, el respeto, la igualdad entre sexos, etc.
2 trabajar su empatía, es decir, su capacidad de ponerse en el lugar de otras
personas (las víctimas) y compartir sus sentimientos. Una de las técnicas
utilizadas consiste en hacerles escuchar los testimonios de las víctimas para que
comprueben las consecuencias de estos actos.
2 Aprendizaje del autocontrol. se les puede enseñar a ser dueñas de sus deseos y
de su excitación.
la denuncia permite que la justicia proteja al niño o niña, aislando a la persona que
le agredió y reduciendo las posibilidades de que el abuso pueda repetirse.
es un deber social porque la denuncia evita que la persona agresora pueda abusar
de otras personas menores de edad. el proceso judicial suele forzar a las personas
que ofenden a seguir un tratamiento terapéutico. Aunque duro y complejo, el pro-
ceso judicial puede ayudar a la persona menor de edad a enfrentar el abuso.
De la denuncia por parte de profesionales puede depender en gran medida que la
incidencia del abuso sexual disminuya. “cuando se pregunta a los agresores qué
habría que haber hecho para que no cometieran los abusos responden: que me
hubieran parado cuanto antes. la denuncia es una forma de pararles”.
73 Batres, Gioconda. La violencia de
género. Ofensores y su Rehabilitación. i
congreso de Victimología. san José,
costa rica. Junio 2001.
74 The National Clearinghouse on Family
Violence.1997.
75 fehrenbach, P.A., smith, W.,
Monastersky, c., and Deisher, r.W.
Adolescent sexual offenders: Offender and
offense characteristics. American Journal
of orthopsychiatry 56 (2):225-233.
1986
los y las profesionales tienen obligaciones legales: de-
ben denunciar los casos que conozcan. Éstas y otras so-
luciones pueden ayudar a prevenir los graves daños que
sufren los niños, niñas y adolescentes víctimas de abuso
sexual.
b) Pautas de Tratamiento para personas oue abusan
el hecho de haber sido víctima de abuso sexual en la
infancia y de otras formas de maltrato es un factor de
riesgo para cometer abusos sexuales. se deberá, por lo
tanto, evaluar cuidadosamente esta posibilidad, consi-
derándola a la hora de determinar, tanto los objetivos
como los contenidos del tratamiento. si se confirma
que la persona que ofendió previamente sufrió abusos,
se debe hacer una evaluación más exhaustiva de otros
ámbitos de su vida que están dañados e incorporarlos
al tratamiento.

existen algunos programas dirigidos a personas que
agreden sexualmente que se encuentran en prisión. el
éxito de esta intervención depende de que, desde las ins-
tituciones públicas, se posibilite el trabajo continuado,
una vez que éstos cumplan su condena.
los contenidos terapéuticos a priorizar son: el recono-
cimiento del problema como requisito prioritario, em-
patía, distorsiones cognitivas, control y modificación
de impulsos sexuales, manejo de agresividad, educación
emocional, de solución de problemas y técnicas de re-
ducción de ansiedad.
la prevención de recaídas tiene un doble objetivo: iden-
tificar adecuadamente los precursores delictivos que se
incluyen en sus procesos de recaída y planear, desarro-
llar y practicar las respuestas de enfrentamiento adecua-
das para cada uno de sus factores y situaciones de alto
riesgo, que les permitan evitar el proceso.
es necesaria una normalización de las relaciones de la
persona que agredió tanto con la víctima como con diver-
sas personas de su entorno, para que pueda diferenciar
lo que son muestras de afecto de un comportamiento
abusivo.
la obligatoriedad inicial del tratamiento puede favorecer
y lograr que, al menos, algunas de estas personas puedan
ser rehabilitadas.
no se debe olvidar que, en algunos casos, esta asistencia
al tratamiento puede ir asociada a un cambio de medi-
das judiciales. si el beneficio secundario que se obtiene
asistiendo al tratamiento es grande (reducción de pena)
habrá que preguntarse si la aceptación de la necesidad de
rehabilitarse, es real o es sólo para optar por ese benefi-
cio. Además, en muchos casos, aunque exista de palabra
la aceptación del problema, no hay un convencimiento
real de la existencia de un problema y, por lo tanto, de
la necesidad de cambio. el desarrollo de la motivación al
cambio deberá ser la labor básica del o la profesional.
D. ADolescentes QUe
ABUsAn seXUAlMente
1. Acercamiento al problema
el adolescente que abusa sexualmente es definido como
cualquier varón o mujer entre las edades de 12 y 17 años
de edad que comete cualquier acto con una persona de
cualquier edad contra el deseo de la víctima, sin consen-
timiento, o de una manera agresiva, explotadora, o ame-
nazante.
74

la investigación ha mostrado que los problemas de la
conducta sexual exhibidos por estas personas jóvenes
“no son simplemente incidentes aislados que involucran
normalmente a adolescentes desarrollándose”
75
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en la mayoría de los casos de agresión sexual juvenil parecen involucrar a abusa-
dores adolescentes masculinos; sin embargo, varios estudios clínicos han señalado
la presencia de mujeres adolescentes y jóvenes prepúberes que se han comprome-
tido en conductas sexualmente abusivas. la ofensa sexual juvenil parece atravesar
los límites raciales y culturales.
los estudios sobre personas adultas jóvenes y adultas que cometieron ofensas
sexuales siendo jóvenes indican que la ofensa sexual incluye una amplia gama de
conductas sexuales inadecuadas. las ofensas incluían conductas sexuales sin con-
tacto (tal como exhibicionismo y voyerismo), molestar a niños o niñas, y violación
(Abel, osborn, and twigg, 1993; righthand, Hennings, y Wigley, 1989).
Una de cada dos personas adultas calificadas como ofensores sexuales empezó su
conducta sexualmente abusiva siendo adolescentes.
los y las adolescentes que abusan sexualmente vienen de todos los entornos so-
cioeconómicos, etnoculturales, y religiosos. también varían ampliamente en su
nivel de funcionamiento intelectual, su motivación, las víctimas que eligen, y las
conductas que cometen.
Algunas de estas personas adolescentes abusan sexualmente sólo de niños o niñas
más pequeñas, otras, de víctimas de la misma edad. Algunas utilizan la fuerza o
la violencia extrema, mientras otras engañan, presionan sutilmente o manipulan
a sus víctimas para la aceptación de la actividad sexual. la mayoría son personas
conocidas por sus víctimas.
Algunas cometen sólo ofensas sexuales “sin contacto” tales como voyerismo (mi-
rar furtivamente), exponer sus genitales a otros, hacer llamadas telefónicas obsce-
nas, frotamientos (frotarse contra otros en lugares apretujados), o fetichismo (tal
como robar ropa interior). otras cometen ofensas sexuales “con contacto” tales
como acariciar o penetrar con el pene, el dedo u objetos.
Definir una conducta como asalto sexual o abuso puede ser difícil en algunos
casos. es fácil identificar una ofensa sexual cuando hay una diferencia de edad
notable de edad entre el abusador adolescente y la víctima o el abuso involucra
fuerza o penetración. Pero según la diferencia de edad se acorta o si la conducta
involucra acariciar o existe ausencia de fuerza o agresión, es necesario evaluarlo en
términos de coerción, consentimiento, o diferencias de poder.
la coerción ocurre cuando una persona engaña, presio-
na, o manipula a otra para que haga algo.
si la persona que perpetra el abuso está en una posición
de poder o tiene responsabilidad con la víctima, la rela-
ción no es igual, hay una diferencia de poder, ventaja que
puede venir de un ofensor que es un hermano mayor,
es la niñera de la víctima, es mayor en el físico o es más
fuerte, o tiene mayor madurez mental o emocional.
Antes de que se juzgue a un adolescente como “abusa-
dor”, se necesita tener alguna idea de lo que constituye
una conducta sexual normal. (Ver anexo Desarrollo del
comportamiento sexual)
76
.
ninguna otra fase del desarrollo del ser humano puede
ser tan dramática como el período adolescente, afortuna-
damente, este ciclo de vida ofrece una oportunidad ideal
para las intervenciones oportunas de ayuda terapéutica,
por ello es importante tener una panorámica amplia y
clara de las características de los jóvenes que ofenden
sexualmente.
las personas adolescentes experimentan cambios en for-
ma vertiginosa física, social y psicológicamente; sus cuer-
pos crecen y adquieren madurez sexual, inician el proceso
de distanciamiento de sus padres o personas adultas, de-
sarrollando ataduras más fuertes hacia sus grupos y explo-
rando las relaciones sexuales.
Psicológicamente adquieren privilegios y responsabilida-
des de persona adulta, lo que les genera liberación e incer-
tidumbre, se dan cuenta de otros sentimientos, desarro-
llan habilidad de pensar abstractamente y se hacen más
consientes del futuro. se enfrentan, dejando el mundo
que habían conocido y avanzan a su propia velocidad.

es importante en estos momentos contar con una buena
comunicación familiar y una adecuada educación sexual,
en donde se contemple y se promueva el respeto a las de-
más personas, la sexualidad como una forma de expresar
amor, y lejos de los planteamientos machistas de domi-
nación, se han de promover estilos de vida saludables y
sin violencia sexual.
2. Perfil de adolescentes oue
ofenden sexualmente
77

la clínica de Adolescentes del Hospital nacional de ni-
ños de costa rica ha desarrollado una experiencia de in-
tervención con adolescentes ofensores sexuales. el mode-
lo de intervención inicia con una evaluación previa por
parte de profesionales de trabajo social o psicología, para
ubicar al adolescente en un perfil de riesgo, que por sus
características puede ser de bajo, moderado y alto riesgo.
BAJo riesGo:
• Una sola ofensa.
• cuenta con apoyo familiar, social, y adecuado ajuste
a la escuela.
• Dispuesto a hablar sobre la ofensa.
• Acepta el dolor que causó en la víctima.
• Actitud positiva acerca de la sexualidad.
• entiende que socialmente esta conducta no es
aceptada.
• cuenta con apoyo familiar, social, y adecuado ajuste
a la escuela.
riesGo MoDerADo:
• Dos o más ofensas.
• Aislamiento social.
• Dificultades en la escuela o colegio.
• Mala relación familiar.
• Minimiza el dolor que produjo.
• resiente a hablar de la ofensa.
• no entiende por qué socialmente está condenada
esta conducta.
• culpa a otras personas por su conducta.
• Actitud estereotipada frente al sexo.
• ofensa asociada al uso del alcohol o drogas.
• Historia de abuso infantil.
• fantasías y masturbaciones asociadas a la ofensa.
• Historia personal de agresión física contra otros.
76 Para información ver Anexo al final
de este Manual.
77 ramírez Mora, Walter. Caracterización
de Ofensores Sexuales Juveniles: Experiencia
de la Clínica de Adolescentes del Hospital
Nacional de Niños
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Alto riesGo:
• la ofensa fue acompañada
de violencia física, u otro
tipo.
• la conducta ofensiva se
repitió después del trata-
miento.
• Aumento de la violencia
mientras abusaba sexual-
mente.
• se niega a hablar sobre
sexualidad.
• se niega a ser evaluado.
• Padres y madres niegan la
problemática.
• Uso crónico de tóxicos e
historia delictiva.
• otras perturbaciones psi-
quiátricas asociadas.
• limitaciones intelectuales.
en la fase de evaluación y filtro se
determina el nivel de riesgo. Para
el grupo escogido sólo califican los
de bajo y mediano riesgo.
a) Características de la persona adolescente
Algunas de las características más importantes que ha detectado el psicólogo
78
son
las siguientes:
• la mayoría se encuentra en la etapa media de la adolescencia (14 a 16 años).
• la mayoría no sabía que estaba cometiendo un delito.
• todos sabían que lo que estaban haciendo era malo (moralmente hablando).
• nunca se imaginaron que podían ir a la cárcel, ni sus familiares tampoco.
• la mayoría están escolarizados.
• “son chiquillos de mucha confianza”.
• en principio, la mayoría lo niega.
• la gran mayoría ha tenido acceso a la pornografía a escondidas y distorsiona
la percepción de la sexualidad.
los estudios sobre ofensores sexuales adultos revelan que más del 50% desarrolla-
ron sus patrones sexuales abusivos antes de los 18 años
79
.
el abuso sexual puede ser perpetrado por personas de cualquier edad, la partici-
pación sexual iniciada por una persona adulta para con un niño o niña viola las
normas de casi cualquier cultura, y es ilegal en casi todas las sociedades. se ha
señalado que el número de víctimas de los o las ofensoras sexuales se incrementa
con el tiempo, si en un adolescente, el promedio de víctimas es de siete niños o
niñas, cuando alcance la edad adulta, su promedio puede llegar a 380 víctimas de
actos abusivos
80
.
en los noventa, ha aumentado la incidencia de ofensores sexuales juveniles con
conductas violentas en un 50% y con conductas no violentas en aproximadamen-
te un 11 %
81
. la mayoría cometió sus delitos entre los 12 y 13 años, en el 64.7%,
y antes de los 15 años en un 79.4%.
en relación al parentesco con sus víctimas, buena parte de los estudios realizados
afirma que la gran mayoría conoce a su víctima y un porcentaje muy bajo es contra
personas desconocidas. Además, señalan que estos abusos son perpetuados en el
propio hogar de la víctima por familiares próximos.
los y las jóvenes que han cometido ofensas sexuales son una mezcla heterogénea
(Bourke y Donohue, 1996). Difieren según la víctima y las características de la
ofensa y una amplia gama de otras variables, incluyendo tipos de conductas ofen-
soras, historias de maltrato infantil, conocimiento y expe-
riencias sexuales, funcionamiento académico y cognitivo,
y temas de la salud mental (Knight y Prentky, 1993; Wein-
rott, 1996).
b) Características de la ofensa
82

las conductas sexualmente abusivas varían desde las ofen-
sas sin contacto a actos con penetración. las característi-
cas de la ofensa incluyen factores tales como la edad y el
sexo de la víctima, la relación entre la víctima y el ofensor,
y el grado de coerción y violencia utilizada.
Características de la víctima:
• las niñas son el objetivo más frecuente.
• las víctimas masculinas representan más del 25% de
algunas muestras.
Características de la relación:
• las víctimas a menudo son substancialmente más
jóvenes que el ofensor.
• las víctimas usualmente son parientes o conocidas,
raramente son extrañas.
• cuidar niños o niñas frecuentemente proporciona la
oportunidad para abusar.
Uso de la agresión:
• Aunoue las personas adolescentes oue abusan
sexualmente suelen ser físicamente menos violentas
oue las personas adultas oue ofenden. pueden
asegurarse la sumisión de la víctima a través de la
intimidación. amenazas de violencia. fuerza física. o
violencia extrema.
• Las personas jóvenes oue victimizan a companeros
o adultos tienden a utilizar mas fuerza oue aouellos
oue victimizan a ninas o ninos mas peouenos.
• Algunos de los “disparadores” oue han sido descritos
como relacionados con la ofensa sexual incluven la
rabia. el aburrimiento. v los problemas familiares.
¿Dónde ocurren los abusos?
• las ofensas sexuales que involucran perpetradores
adolescentes ocurren más a menudo en el hogar de la
víctima o en el hogar común de ésta y el abusador.
• Algunos ocurren mientras están cuidando a sus
hermanos o a otros niños o niñas.
• otros tienen lugar en el exterior, como parques,
callejones, automóviles o en las escaleras de edificios
de departamentos o condominios, ascensores y
garajes.
• cerca del 15% de los abusos sexuales de adolescentes
ocurren en la escuela o en terrenos de la escuela
83
.
¿Por qué las denuncias son escasas?
• en la gran mayoría de las denuncias por abuso sexual
contra personas menores de edad, los presuntos
sospechosos son personas adultas. cuando se
trata de adolescentes a menudo no han sido
responsabilizados por su comportamiento y han
sido, de alguna manera, explicados por desórdenes
conductuales, reacciones de ajuste a la adolescencia
o situaciones de experimentación o exploración.
78 ramírez Mora, Walter. Caracterización de Ofensores Sexuales Juveniles:
Experiencia de la Clínica de Adolescentes del Hospital Nacional de Niños.
79 Gil e. Tratamiento para el abuso infantil y programas de entrenamiento.
Ministerio de Justicia y Gracia. san José, costa rica.1992.
80 ceinA: comité de estudio y tratamiento de la violencia infanto
juvenil del Hospital nacional de niños. estadísticas de los años 2001
y 2002.
81 ibíd.
82 Breer, J. The Adolescent Molester. springfield, il, UsA. 1987.
83 Mathews, f. & stermac, l. Adolescent Sex Offenders: A Tracking Study.
toronto: central toronto youth services. 1989.
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el abuso sexual contra personas menores de edad es un problema complejo en la
sociedad actual, que resulta alarmante cuando quien abusa es otra persona menor
de edad, y más aún si la víctima es un familiar cercano.
Muchas víctimas de ofensores u ofensoras adolescentes no denuncian el abuso por
distintas razones: miedo de la venganza, miedo a ser discriminadas. las adolescen-
tes que han sido abusadas en citas o violadas por amigos o conocidos, o las vícti-
mas masculinas de ofensoras femeninas a menudo no identifican su experiencia
como asalto sexual o abuso, por lo tanto no lo denuncian.
otras víctimas temen la reacción de sus parientes o están muy avergonzadas, por-
que pueden pensar en que ellas son las culpables de lo sucedido.
los abusos sexuales de adolescentes a menudo son descartados o minimizados
como experimentos o curiosidad inofensiva. los o las abusadoras adolescentes ra-
ras veces revelan su conducta abusiva o se consideran necesitados de tratamiento.
Muchos padres tampoco denuncian episodios de incesto entre hermanos u otros
miembros de la familia.
reportes
84
afirman que en el 88.2% las víctimas son muy conocidas por el ofen-
sor adolescente, siendo el 44% hermanos (as), el 38.2% primos, el 5.9% sobrinos
y el 11.8% vecinos. A su vez, la mayoría de las víctimas son de sexo femenino, en
el 85.3%, y el 14.7% son varones.
c) Motivaciones
85
¿Por qué cometen abusos sexuales los y las adolescentes?
Por una variedad de razones:
1. Dificultades para hacer amistades, incapacidad social, o han experimentado
rechazo por sus pares por lo que a veces se vuelven hacia los más jóvenes para
tener amistad o sexo. los niños o niñas a quienes molesta, generalmente no
entienden qué les está pasando. se asustan o sienten que no pueden protestar,
lo que el adolescente considera como un consentimiento y continúa abusando
de su víctima.
2. Algunos o algunas abusan cuando sienten cólera o una necesidad de poder y
control sobre otras personas. (Motivación también de abusadores adultos).
3. Pueden tener un retraso en su desarrollo y no estar conscientes de que lo que
hacen está mal y es abusivo.
4. Algunos adolescentes varones tienen nociones
distorsionadas acerca del sexo y las relaciones. si
tienen una cita y su compañera dice “no” a las
relaciones sexuales, piensan que está dispuesta pero
sólo necesita un poco de ánimo, persuasión o algo
de fuerza (siguiendo el mito de que toda mujer, en el
fondo, quiere ser violada). A veces son impulsados a
copiar las escenas pornográficas que han visto en los
programas televisivos, vídeos porno o por internet.
5. Muchos y muchas crecen en familias disfuncionales,
donde el alcoholismo, abuso de substancias y violencia
intrafamiliar son asuntos de todos los días. Así crecen
aprendiendo que la ira, la frustración y las necesidades
personales pueden resolverse mediante el uso de la
fuerza y la violencia.
6. los deseos de experimentar sensaciones novedosas.
7. las fantasías sexuales donde se involucra esta actividad
con una persona menor de edad.
8. Deseo sexual incontrolable.
9. Una justificación de orden de pensamiento mágico
utilizado para minimizar el delito cometido (me cegué,
una voz me ordenó hacerlo, perdí el control, el diablo
me tentó, etc.)
3. Modelo de intervención
como se expuso anteriormente, la clínica de Adolescen-
tes del Hospital nacional de niños de costa rica ha desa-
rrollado una experiencia de intervención con adolescentes
ofensores sexuales.
su modelo de intervención inicia con una evaluación pre-
via, por parte de los profesionales de trabajo social o psi-
cología, para ubicar al adolescente en un perfil de riesgo,
que puede ser bajo, moderado o alto.

en la fase de evaluación y filtro se determina el nivel de
riesgo. Para el grupo de tratamiento sólo califican los de
bajo y mediano riesgo.
Posteriormente, los jóvenes ubicados en perfiles de bajo
y moderado riesgo ingresan al programa de tratamiento
grupal, el cual consta de unas veinte sesiones aproxima-
damente, donde se trabajan varios temas en secuencia
lógica, tales como la sexualidad, el poder, la asertividad,
la empatía con la víctima, las barreras del abuso sexual,
el ciclo del abuso sexual, los roles sexuales de género, las
distorsiones cognitivas, etc.; para luego finalizar con un
plan de prevención de futuras ofensas elaborado por los
mismos jóvenes. Por último, se les proporciona un segui-
miento de tipo grupal, por espacio de un año.
e. niños o niñAs coMo
ABUsADores reActiVos
86
1. Acercamiento al problema
Al revisar la realidad y la forma como la entiende la ma-
yoría de las personas se encuentra parte del problema,
pues aún existen demasiadas creencias irracionales que
son aceptadas sin haber comprobado si se cumplen o no
en la realidad.
Una de estas falsas creencias es que los niños o niñas no
tienen una vida sexual propia, pues al hablar de com-
portamiento sexual o sensaciones sexuales infantiles, se
hace desde una perspectiva adulta, inmersa dentro de un
conjunto de experiencias y creencias propias del mundo
adulto; cosa que no ocurre en los niños o niñas.
Hoy en día, está comprobado que los niños y las niñas, al
investigar y descubrir su propio cuerpo, encuentran todo
tipo de sensaciones, dentro de ellas, las de placer que na-
turalmente proporciona la investigación y manipulación
de los órganos sexuales.
Así mismo, se ha encontrado que la mayoría de niños y
niñas en algún momento se sienten atraídos por alguien
de su entorno, siendo el origen de esta atracción de natu-
84 clínica del Adolescente Hnn.
85 Dr. José Díaz Morfa. Psiquiatra-
Psicoterapeuta. Presidente Aesc.
Vicepresidente APtos estudios de
Juventud 6203.
86 elaboración propia basada en: Araji,
s. Sexually Aggressive Children: Coming
To Understand Them. thousand oaks,
cA: sage Publications. 1997; Batres
Méndez, Gioconda. Niños/as que abusan
sexualmente. 2003; Gray, A., Busconi, A.,
Houchens, P., and Pithers, W.D. 1997.
children with sexual behavior problems
and their caregivers: Demographics,
functioning, and clinical patterns. Sexual
Abuse: A Journal of Research and Treatment
9(4): 267-290.
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raleza sexual; igualmente se ha hallado que un gran porcentaje de niños y niñas,
al interactuar con sus pares, en algún momento tienen juegos sexuales, los que en
la mayoría de los casos quedan sólo en eso, en juegos; aunque de acuerdo con el
entender adulto y de acuerdo con sus normas puedan parecer impropios.
entonces, se tiene que existe una vida sexual infantil que forma parte del natural
descubrimiento del mundo y del desarrollo de la personalidad de todo individuo.
Al margen de lo que se pueda creer o aceptar en cada época, educación o cultura,
es importante mencionar que el mayor peligro acerca de la sexualidad humana es
saber poco de ella o tener información incierta, de ahí la importancia de educarse
y educar correctamente a quienes les rodean.
recordar que la mayoría de las personas han participado durante su infancia en
juegos de descubrimiento y exploración de la sexualidad sin que ello signifique
algún tipo de anormalidad. Que en caso de sospecharse o comprobarse una si-
tuación de abuso o violencia sexual, se debe actuar con mucho cuidado y de pre-
ferencia bajo consejería de un profesional de la salud mental, pues muchas veces
resulta ser mucho más traumática la reacción de madres, padres y conocidos, que
la experiencia misma.
a) Incidencia
en los años 80, después de que el problema de la ofensa
sexual adolescente ganara atención, conductas similares
en niños y niñas preadolescentes y más jóvenes también
fueron reconocidas.

las encuestas recientes sugieren un incremento en la tasa
de niños y niñas preadolescentes que evidencian conduc-
tas sexualmente abusivas. este aparente incremento pue-
de reflejar una consciencia mayor del problema.
A medida que se ha avanzado en la investigación del abu-
so sexual en edades tempranas se ha revelado una situa-
ción que ha querido ser ignorada u ocultada por mucho
tiempo. y la realidad es que los niños y las niñas también
abusan y el no tratar este tema en forma clara y abierta
aumenta las condiciones negativas para las víctimas
87
.
esta realidad es la que muestra “que niños y niñas que
fueron abusadas sexualmente pueden reproducir estos
contactos abusivos en forma reactiva” y después de haber
sido víctimas por parte de otros niños o niñas, adoles-
centes o personas adultas se convierten en abusadores y
abusadoras a su vez, de otros niños y niñas
88
.
la definición de abuso sexual reactivo hecha por Mac
farlane y cunninghan (1998)
89
se refiere a niños y niñas
entre 7 y 12 años que han sido abusados sexualmente y
han intentado o han logrado abusar sexualmente de otros
niños o niñas.
90

b) características individuales
los estudios disponibles
91
han informado agresión sexual
en niños y niñas tan jóvenes como de 3 y 4 años; la edad
más común de inicio parece estar entre los 6 y los 9 años.
las chicas estaban representadas en números mucho ma-
yores entre estos niños que entre los adolescentes que
han abusado, y estas chicas a menudo se comprometie-
ron en conductas que eran tan agresivas como las accio-
nes de los chicos.
las víctimas de los y las preadolescentes tendían a ser
muy jóvenes (promedio de edad entre 4 y 7 años), lo más
frecuente eran mujeres, y típicamente eran hermanos,
hermanas, amistades o personas conocidas.
92
se ha encontrado que los y las preadolescentes que han
abusado sexualmente tienen tasas altas de experiencias
de victimización sexual y tasas significativamente más
altas de abuso y experiencias de victimización por des-
cuido, que aquellas encontradas entre sus contrapartes
adolescentes
93
.
también se ha encontrado en estos y estas preadolescen-
tes que tienen frecuentemente dificultades académicas y
de aprendizaje, así como relaciones deterioradas con sus
compañeros y compañeras.
c) Características familiares
los estudios descritos por Araji (1997) también encon-
traron que las familias de preadolescentes que habían
abusado sexualmente tendían a ser disfuncionales. Araji
concluyó que, “la evidencia… señala a las interacciones
familiares como fuente primaria del problema”. la im-
portancia de los factores familiares es apoyada por la
investigación conducida por Pithers et al. (1998) que
concierne a los cuidadores de 72 niños y niñas con pro-
blemas de la conducta sexual.
las familias de estos niños y niñas tendían a estar carac-
terizadas por altos niveles de pobreza, familia monopa-
rental, abuso sexual, violencia doméstica, y estrés.
87 Batres Méndez, Gioconda. Niños/as que abusan sexualmente. 2003.
88 ibid.
89 ibid, pág. 14.
90 ibid, pág. 15.
91 Araji, s. Sexually Aggressive Children: Coming To Understand Them. thousand oaks, cA: sage Publications.
1997.
92 Pithers, W.D., Gray, A., Busconi, A., and Houchens, P.b. children with sexual behavior problems:
identification of five distinct child types and related treatment considerations. Chile Maltreatment
3(4):384-406.1998.
93 english y ray, citado en Araji, 1997; (friedrich y luecke, citados en Araji, 1997; Pithers y Gray, citados
en Araji, 1997.
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94 Ballester y Pierre f. Child Survivors and
Perpetrators of Sexual Abuse, Hunter, M.
editor sage Publications. 1995.
95 esto incluye todas las formas descritas
de abuso sexual.
96 Araji, s. Sexually Aggressive Children:
Coming To Understand Them. thousand
oaks, cA: sage Publications. 1997.
97 Johnson, t.c. Children who molest
children: Identification and treatment
approaches for children who molest other
children. the APsAc Advisor (fall):9-11,
23. 1991.
1.1 Conductas sexuales manifestadas

como comportamiento sexual inadecuado se entiende aquel que está dirigido
hacia otros niños o niñas, ya sean hermanos, hermanas, otros niños de su familia o
niños o niñas que comparten una residencia, compañeros o compañeras de escue-
la o de algún grupo u otros niños o niñas en situaciones que no son recíprocas o
exploratorias, sino que implican una diferencia de edad, de fuerza o de poder
94
.
Debe tomarse en cuenta el factor poder, ya que hay abuso, aunque sea entre niños
o niñas de la misma edad, si uno de ellos tiene menos poder y el otro usa esta
situación para obtener el consentimiento.
95
ejemplos de poder serían el tamaño
y la fuerza, pertenecer a una pandilla, la posesión de mayores recursos económi-
cos, poseer la confianza o la credibilidad de alguna persona adulta, ridiculizar y
humillar a la futura víctima frente a las demás personas y amenazarle con repetir
la acción, además de otro tipo de intimidaciones.
los niños y niñas pequeñas que tienen problemas con su conducta sexual son un
grupo heterogéneo. las descripciones típicamente diferencian la conducta sexual
normativa de una serie de conductas sexuales, abusivas y progresivamente excesi-
vas
96
; por ejemplo, Johnson
97
clasificó a estos niños y niñas en cuatro grupos:

• exploración sexual normal.
• sexualmente reactivo o reactiva.
• conductas sexuales extensivas mutuas.
• Perpetradores infantiles.
los factores que distinguen a estos grupos son los siguientes:
• la exploración sexual normal es un “proceso de recogida de información” que
involucra a los niños y niñas que observan y tocan los cuerpos de los otros y
otras, y prueban los roles de género. el juego sexual es voluntario y típicamente
involucra a niños y niñas de la misma edad. Usualmente es espontáneo y alegre.
• los niños y niñas sexualmente reactivos han sido sexualmente abusados, han
estado expuestos a la pornografía, y/o viven en grupos familiares altamente
sexualizados. sus conductas incluyen exposición, toque de genitales de otros
niños, niñas o personas adultas, auto estimulación de los genitales o inserción
de objetos, etc. las emociones asociadas con estas conductas pueden reflejar
confusión y vergüenza.
• los niños y niñas del grupo de conducta sexual mutua
extensa, participan en conductas sexuales extensas y
continuas, incluyendo el sexo oral, el coito vaginal y
coito anal. no parecen experimentar ansiedad, culpa,
vergüenza o confusión, y evidencian poco deseo
de detenerse. la actividad sexual es mutua; no hay
ofensor o víctima. la mayoría de estos niños y niñas
han sido previamente abusados. Algunas veces su
conducta sexual parece ser una estrategia de desafío en
familias muy caóticas, disfuncionales, y/o sexualmente
abusivas. Algunos y algunas han sido situados en
múltiples hogares de acogida y parecen aferrarse el
uno al otro de esta forma sexual para mitigar sus
sentimientos de miedo y soledad.
• el grupo perpetrador o ejecutor de abuso infantil
incluye a niños y niñas que se comprometen en una
conducta sexual impulsiva, compulsiva, y agresiva.
las conductas sexuales no son mutuas e involucran
coerción, argucias, soborno y fuerza. A menudo
asocian los sentimientos de rabia y agresión (y algunas
veces furia) con el sexo. otros sentimientos asociados
con el sexo incluyen miedo, soledad, o abandono.
típicamente han estado expuestos y expuestas a altos
niveles de violencia sexual (incluyendo el incesto),
promiscuidad, pornografía, y relaciones sexualizadas.
en un estudio de 127 niños y niñas, de edades entre 6-12
años, que habían evidenciado problemas de la conducta
sexual (Pithers et al. 1998) se identificaron otros sub tipos:
niñas o niños no sintomáticos, sexualmente agresivos, alta-
mente traumatizados, reactivos abusivos, y los que infrin-
gen las normas.
• los niños o niñas no sintomáticos no tenían
diagnósticos psiquiátricos, evidenciaron bajos niveles
de agresión en sus conductas sexuales, y tuvieron muy
pocas víctimas.
• las niñas o niños sexualmente agresivos tendían a
tener las tasas más altas de diagnósticos de trastornos
de la conducta. era más probable que penetraran
a sus víctimas y pocas veces eran víctimas de abuso
sexual o físico.
• los niños o niñas altamente traumatizados tenían
la incidencia más alta de diagnósticos psiquiátricos
y trastornos por estrés postraumático. sus padres
informaron sentirse poco apegados a sus hijos e
hijas.
• los niños o niñas reactivos abusivos tenían el periodo
de tiempo más corto entre sus propias experiencias
de victimización personal y el comienzo de su abuso
contra otros. ellos experimentaron un alto nivel
de maltrato y tenían un alto número de autores de
abuso sexual. este grupo tenía una alta incidencia de
diagnósticos psiquiátricos y la incidencia más alta de
trastornos desafiantes de oposición. ocasionalmente,
utilizaron la agresión durante sus ofensas.
• el grupo de infractores de normas incluían un
número más alto de chicas y tenían una diferencia
de tiempo mayor entre sus propias experiencias de
victimización y el comienzo de su abuso contra otros.
estos niños o niñas tenían los niveles más altos de
conductas sexualizadas y agresivas, y era probable
que lo manifestaran también de formas no sexuales.
tenían el número más alto de abusadores sexuales
dentro de sus familias.
tanto los niños o niñas altamente traumatizadas como
los niños o niñas reactivos al abuso estaban típicamente
entre los más jóvenes y tenían un número promedio más
alto de víctimas. estos dos grupos de niños o niñas tam-
bién habían sido victimizados por el mayor número de
responsables de abuso sexual y físico.
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entre los cinco subtipos, se encontraron ciertos factores asociados con el número
de víctimas abusadas por estos niños y niñas. los niños o niñas que habían sido
abusadas por más perpetradores y los niños o niñas que tenían las relaciones de
afecto más deterioradas con sus padres, tenían el mayor número de víctimas.
2. Tratamientos para preadolescentes con problemas
de conducta sexual
Gray y Pithers
98
sugirieron que las conductas sexualmente abusivas en los niños y
niñas podrían ser abordadas más efectivamente objetivando los factores de riesgo
que predisponen al niño o niña a problemas de conducta sexual o lo que precipita
o perpetúa el problema.
Propusieron las siguientes aproximaciones:
1. incrementar las habilidades de auto-manejo de los niños y niñas sexualmente
agresivas.
2. solucionar el trauma resultante de la propia victimización del niño o niña.
3. Abordar las reacciones compensatorias a menudo asociadas con la manifestación
de emociones difíciles, a través de las conductas problemáticas.
4. Mejorar el desarrollo de los criterios de prevención del abuso y de la
intervención que ejecuten los miembros del equipo de prevención cuando
observen conductas relacionadas con el abuso.
otro componente del tratamiento de niños o niñas con problemas de conducta
sexual es el “equipo de prevención” (por ej., miembros seleccionados de la familia,
cuidadores, y otros miembros de la comunidad como maestros, maestras y miem-
bros de las iglesias).
el equipo de prevención es de primera importancia cuando interviene con niños o
niñas pequeñas que no tienen la capacidad de desarrollo para el auto-monitoreo.
Araji (1997) describió diez programas y prácticas de tratamiento para niños o ni-
ñas con problemas de la conducta sexual. todos los programas revisados por Araji
incluían:
• Aproximaciones cognitivo-conductuales.
• Modalidades de tratamiento que involucraban terapia individual, de grupo, de
pareja y familia (la mayoría de terapeutas parece preferir
terapias de grupo).
• Abordar los temas del desarrollo e involucrar a los
padres, madres y a otros cuidadores.
todos factores importantes cuando se interviene con niños
o niñas que han sido sexualmente abusivos.
como se observó anteriormente, se identificaron cinco
subtipos de niños con problemas de la conducta sexual. su
investigación también reveló algunas diferencias en cómo
respondían los niños o niñas según sus subtipos a los dife-
rentes tratamientos.
todos los programas revisados utilizaron una aproxima-
ción cognitivo-conductual, aunque algunos también utili-
zaron otras orientaciones, tales como aquellas basadas en
las teorías psicodinámicas y del apego. las intervenciones
cognitivo-conductuales incluían desarrollo de la habilidad
para promover que se afrontara y resolviera el problema pro
social, relaciones interpersonales y conductas sexuales apro-
piadas con la edad, y estrategias de prevención del abuso.
en su revisión, Araji observó que, ya que no se había de-
mostrado que ninguna aproximación terapéutica fuese su-
perior a otra, el tratamiento que combine teorías y métodos
podría satisfacer mejor las necesidades de estos niños, niñas
y sus familias.
2.1. Tratamiento de ninos o ninas oue
abusan sexualmente. dirigido a Terapeutas
en costa rica, la doctora Gioconda Batres Méndez presen-
tó un Manual
99
para niños y niñas que, en forma reactiva,
abusan de otros niños y niñas.
el tratamiento está dirigido a que tomen conciencia de lo
inaceptable de ese comportamiento, que es una respuesta
98 Pithers, W.D., Gray, A., Busconi, A.,
and Houchens, P. 1998b.children
with sexual behavior problems:
identification of five distinct child types
and related treatment considerations.
Child Maltreatment 3(4):384-406.
99 Batres, Gioconda. Niños/as que abusan
sexualmente. san José, costa rica.
ilAnUD, Dni, fondo Población n.U.
2003.
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al daño que se les ha causado y que pueden controlarlo en un ambiente de afecto,
respeto y comprensión.

el tratamiento en grupo es considerado el método más eficaz para tratar este tipo
de casos, aunque su filosofía y metodología también pueden funcionar en la terapia
individual. este tratamiento proporciona una oportunidad para interactuar con
niños o niñas en las mismas circunstancias; con esto se disminuye el sentimiento
de vergüenza y ayuda a romper el secreto; lo que se adjunta a otros beneficios que
impulsan una recuperación positiva para sus participantes.
en el caso de las personas menores de edad que no hayan pasado por un proceso
terapéutico para tratar su victimización, se recomienda que lo hagan después de
este proceso, propuesto en el Manual antes dicho. se recomienda que no se traba-
jen los dos aspectos al mismo tiempo, ya que dificulta la construcción de la empatía
hacia las personas a las que se ha hecho daño y puede convertir al o la terapeuta
en una figura ambivalente, lo que les complica el asumir la responsabilidad por el
comportamiento abusivo.
no obstante, el trabajo de todos estos aspectos debe estar coordinado por pro-
fesionales que trabajen dentro del mismo programa de atención o con afinidad
teórica.
se recomienda el Manual
100
para el tratamiento de niños y niñas víctimas de abuso
sexual o modelos similares con perspectiva género-sensitiva.
el grupo debe ser integrado por niños o niñas del mismo sexo y con edades simi-
lares.
a) Reglas para participar en el grupo
tanto padres, madres, como niños y niñas deben comprender que existen reglas
para formar parte del grupo y para permanecer en este. Desde el principio, deben
definirse las situaciones que pueden llevar a pedir la salida de alguna persona in-
tegrante, ya sea que no cumpla con las reglas en general, no participe en forma
adecuada o impida que las demás lo hagan. tampoco se permite reincidir o no
asistir a las sesiones.
se sugiere que el equipo de terapeutas esté formado por un hombre y una mujer.
no es recomendable que sean dos hombres, pero si es posible que sean dos mu-
jeres. lo anterior, por cuanto, en la mayoría de los casos
el perpetrador del abuso sexual hacia el niño o niña es un
hombre.
el grupo puede ser conducido, si no hay recursos, por una
terapeuta o un terapeuta masculino. se sugiere el ritmo de
una sesión semanal de hora y media a dos horas, incluyen-
do un período para un refrigerio.
los grupos deben de constituirse con niñas o niñas del mis-
mo sexo, con edades similares. los grupos mixtos no son
recomendables, ya que el tema de la socialización es mejor
abordarlo por separado.
el número de personas menores de edad que se recomienda
por grupo es de seis, pero es mejor citar ocho, ya que es co-
mún que alguna se retire durante las primeras sesiones.
b) Perfil de las v los terapeutas
Quienes faciliten los grupos terapéuticos deben reunir, ade-
más de una gran motivación por este tipo de trabajo, ciertas
características, conocimientos y habilidades, tales como:
• conocimientos sobre el desarrollo de las personas
menores de edad.
• conocimientos de técnicas apropiadas para el diagnóstico
y tratamiento de niños, niñas y adolescentes.
• Perspectiva de género.
• conocimientos sobre abuso sexual.
• conocimientos sobre las secuelas del abuso sexual.
• Diagnóstico diferencial.
• Herramientas terapéuticas cognitivas.
c) Las cinco etapas del proceso:
1. creando un ambiente seguro y protector.
2. Aumentando el autoconocimiento.
3. Aprendiendo conductas y habilidades alternativas.
4. identificando y utilizando nuevos recursos.
5. Poniendo en práctica las habilidades.
Paralelo a la terapia de los niños, niñas y adolescentes,
las madres, padres, educadores y cuidadores, que no
sean las o los ofensores, llevarán adelante un proceso
basado en la autoayuda, con una propuesta educativa y
formativa.
se recomienda explorar los sentimientos sobre el proble-
ma de la familia y el abuso, analizar los mitos, el papel de
madres y padres en el cambio de su hija o hijo.
100 Batres, Gioconda. Manual para el Tratamiento. Grupal del Incesto y
Abuso Sexual Infantil. ilAnUD. san José, costa rica. 1999.
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41
las personas menores de edad tienen derecho a ser
protegidas de todas las formas de explotación y abuso
sexual
101
.
Aunque en capítulos anteriores se ha definido el
abuso sexual, una definición más global del abuso
sexual de las personas menores de edad podría ser:
“contactos o interacciones entre un niño y un niño
de más edad, o con más experiencia, o un adulto (un
extraño, hermano o persona en posición de autori-
dad como padre o apoderado) cuando el niño está
siendo usado como un objeto de satisfacción para un
niño de más edad o para las necesidades sexuales de
un adulto. estos contactos o interacciones se llevan a
cabo en contra del niño, usando la fuerza, el engaño,
sobornos, amenazas o presión”.
A.
Actos De ABUso
QUe son Delitos
el abuso sexual puede ser físico, verbal o emocional
102

e incluye:
a) tocar y acariciar las partes sexuales del cuerpo
del niño (genitales y ano) o tocar los pechos de
las niñas púberes o hacer que el niño o niña
toque las partes sexuales del cuerpo de un
acompañante.
DENUNCIA Y PROTECCIÓN
DENUNCIA Y PROTECCIÓN
CAPITULO V
b) Besos sexuales; hacer comentarios libidinosos sobre
el cuerpo del niño o niña.
c) Hacerles llamadas telefónicas obscenas.
d) Hacer que posen, se desnuden o actúen de
manera sexual en películas o personalmente
(exhibicionismo).
e) espiar a niños o niñas en baños o dormitorios
(voyerismo).
f) Penetración que incluye pene o dedo, y penetración
con objetos, de la vagina, boca o ano; actividad
sexual del niño o niña al adulto, o mostrarle
películas y fotografías pornográficas.
Hay una continuidad de abuso sexual, empezando con
la atención y el tocar no deseados por las víctimas, lle-
gando gradualmente al sexo penetrativo. Hay también
violencia física asociada con el abuso y el uso de los
niños y niñas en pornografía. cada nivel de comporta-
miento es una forma de abuso sexual y deben tomarse
medidas al respecto.
101 Artículo 34 convención sobre los Derechos del niño.
102 Kaime-Atterhog, W. Voices of Sexually Abused Children. Universidad de
Uppsala, suecia. 1998.
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4 2
en costa rica, la ley 7899
103
, texto de reforma del código Penal, logra avances
importantes en la reformulación de los delitos de agresión sexual:
104
• se eliminan conceptos sexistas, adultocentristas y denigrantes (mujer honesta;
menor corrupto; abusos deshonestos).
• se criminaliza la producción y la distribución comercial de pornografía del niño
o niña; la exhibición de ésta a los niños y niñas (recién se logró la penalización
de la posesión de pornografía infantil).
• cambia la definición legal de la violación desde sólo la penetración física
de una víctima con el pene, para también incluir penetración vaginal o anal
con dedos o cualquier otro objeto, y se considera ahora que el sexo oral es
violación.
• Permite que se acuse a las mujeres como victimarias de violación, no sólo
víctimas.
• Permite que se lleve a la justicia por abuso sexual a los clientes adultos de los
niños o niñas que son explotados sexualmente, aunque estén de acuerdo y aún
cuando sea remunerado, en dinero o favores por los servicios sexuales.
• elimina el artículo del código delictivo mediante el cual los violadores
masculinos podían evadir su delito si estuvieran de acuerdo en casarse con la
víctima.
• el delito se agrava si el autor no sólo es ascendiente, descendiente, pariente
por consanguinidad o afinidad, tutor o guarda custodio, sino también si
se prevalece de su relación de confianza con la víctima o su familia o de su
autoridad.
B. DenUnciA
a) ¡Quiénes pueden denunciar!
toda persona que haya sido víctima de un delito sexual o testigo de la comisión de
éste o que se haya enterado de que ha sido cometido.

en algunos casos de delitos sexuales (de explotación sexual comercial) el Ministerio
Público puede actuar e iniciar una investigación sin que alguien haya presentado
una denuncia- actúa de oficio-. Pero, en muchos casos la denuncia es necesaria para
que el Ministerio actúe, ya que hay delitos que son tan privados que sólo se pueden
dar a conocer por medio de una denuncia.
las personas menores de edad también pueden y tienen el
derecho a denunciar, según el art.104 del cnA y no nece-
sitan hacerlo acompañadas de una persona adulta, a no ser
que tenga muy poca edad o se sienta temerosa y necesite
apoyo y compañía.
b) ¡Quiénes tienen la obligación de denunciar!
todas y todos los funcionarios públicos que, en el ejercicio
de sus funciones, detecten la comisión de un delito contra
una persona menor de edad, art. 281 del código Procesal
Penal.
los y las directoras y el personal de los centros de salud
públicos y privados.
las autoridades y el personal de centros educativos, guarde-
rías, albergues o cualquier otro sitio donde permanezcan,
se atiendan o se presten servicios a niños, niñas y adoles-
centes, art. 49 del cnA.
c) La denuncia v las pruebas
105
Puede denunciar toda persona que sepa o tenga sospechas
fundadas sobre un caso de abuso u otro delito sexual. no es
necesario tener la completa seguridad de que se cometió el
delito. los investigadores judiciales son los encargados de
la investigación y buscar las pruebas. Pero es conveniente
contribuir con todos los datos que se tengan y, dentro de lo
posible, indicar dónde se podrían obtener otras pruebas.
toda la información que se conozca es importante: hora,
lugar, nombre de la persona sospechosa o su descripción,
testigos de conversaciones que escucharon nombres o des-
cribieron lugares, como barrios, escuelas, iglesias etc. cual-
quier información puede servir de ayuda.
la denuncia puede ser anónima y las autoridades no reve-
larán su identidad. sin embargo, muchas veces es conve-
niente mantener el contacto con los investigadores por si
luego recuerda o puede aportar más información.
d) Protección
las personas o instituciones que denuncien actos come-
tidos contra personas menores de edad no pueden ser
contra demandadas, aún si la persona denunciada no
fuere condenada, art. 134 del cnA.
Además de denunciar el delito contra las personas me-
nores de edad, es importante dar aviso al Patronato na-
cional de la infancia para que les brinde a las víctimas la
protección y atención que necesitan.
e) ¡Dónde denunciar!
106
• oficinas del Ministerio Público de todo el país
(fiscalías).
• organismo de investigación Judicial (oiJ)*.
• comisarías de la fuerza Pública*.
• Patronato nacional de la infancia (PAni)*.
• línea 911 que las canaliza a las instancias
correspondientes (PAni, Ministerio Público y
otros).
• también en organizaciones, a través de sus sitios
web:
www.dnicostarica.org
www.ecpat.net
www.ipec.oit.or.cr/region/areas/esc
www.paniamor.or.cr
www.alianzaportusderechos.org
* estas instancias deben poner los hechos en
conocimiento del Ministerio Público de forma
inmediata.
103 Publicada en la Gaceta # 159 del 17
de a gosto de 1999.
104 Ver legislación nacional al final del
Manual.
105 fuente oit/iPec.
106 ibíd.
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f) ¡Cómo se denuncia!
• Por escrito, ya sea a mano, máquina o computadora, y puede enviarse como
telegrama, fax o correo electrónico.
• De forma verbal, por teléfono o personalmente en la oficina respectiva.
c. el Acceso A lA JUsticiA
107

1. Prevención de la revictimización en casos de Abuso $exual
los niños y las niñas comprenden muy poco de lo que sucede en un proceso legal, el que
generalmente no está adecuado a las necesidades de los niños y niñas. el principio de
confrontación en que se basan los interrogatorios es inadecuado para ellos y ellas, ya que
despierta reacciones de temor, llegando así a retractarse de su declaración para tratar de
complacer al interrogador.
es necesario que el sistema tome en cuenta el estado de vulnerabilidad de las víctimas
en los casos de abuso sexual e incesto. en ellas generalmente está implicada una persona
adulta con quien la víctima ha tenido vínculos de afecto, dependencia o autoridad, que
frecuentemente es el padre, hermano, maestro, a quien respetaba y en quien creía. es
posible que la confusión de sus sentimientos la lleve a cambiar su testimonio y favorecer
a la persona que le ofendió.
los niños y niñas tienen miedo a no ser creídos, a que los acusen de inventar mentiras,
de perjudicar a su familia, etc.
el estado emocional de la víctima frente al interrogatorio puede acarrearle olvidos o
pérdidas temporales de la memoria, presentar crisis de llanto o de risa nerviosa, estar
muy callada o hablar mucho, no querer contestar, presentar estados de angustia,
agresividad, temor, o confusión de ideas, todo lo cual debe ser tomado en cuenta por las
o los funcionarios a cargo del interrogatorio.
1.1 Mecanismos para minimizar la revictimización en casos de Abuso $exual
108


el sistema revictimiza cuando se agrede a la víctima utilizando ritos, gestos, interrogatorios
repetitivos y aburridos, silencios, lenguaje técnico que la víctima no entiende, y un
proceso legal de larga duración que hacen del niño o niña un sujeto pasivo del estrés
y de la evocación traumática. sin embargo, la revictimización puede reducirse si los
operadores Jurídicos toman en cuenta los mecanismos tecnológicos y psicológicos que
la minimizan.
Mecanismos Psicológicos:
• la policía debe limitarse a recibir la información
mínima para la averiguación de los hechos. es esencial
más capacitación al personal policial que trabaja en
delitos relacionados con niños, niñas y adolescentes.
• la valoración de la víctima deberá ser realizada sólo por
profesionales especializados de Medicina legal, con un
mínimo de interrogatorios.
• los y las profesionales del Poder Judicial: en psiquiatría,
psicología clínica y trabajo social deberán asistir a las
víctimas menores de edad, las veces que sea necesario.
es importante reconocer el estatus y la importancia del
personal de psicología como apoyo del niño o niña en
el proceso judicial.
• es necesario explicar el procedimiento con un lenguaje
coloquial.
• se debe garantizar que la víctima no sea expuesta al
imputado
109
.
• los interrogatorios no deben ser reiterativos
110
, durante
su aplicación se recomienda no tener actitudes que
presionen a la víctima o la hagan sentirse amenazada.
• no cuestionar su credibilidad y recordar que es necesario
mantener la calma y tener mucha paciencia para que la
víctima se sienta protegida y manifieste los hechos sin
temor.
• imponer límites a las o los defensores de las personas
imputadas para que no puedan atemorizar o ridiculizar
a la víctima.
• se le debe proporcionar un ambiente adecuado y recibir
la declaración en audiencia privada.
Mecanismos Tecnológicos:
• salas o cubículos privados para la recepción de la
denuncia.
• Acondicionamiento de la sala con cámara de Gesell
111
para la valoración.
• Uso de juguetes y muñecos anatómicos.
• Vídeo grabación de la declaración de la víctima.
• salas de espera acondicionadas.
• Acondicionamiento para la sala de audiencia
privada con elementos que disminuyan la ansiedad
y el temor del niño o niña, como juguetes, libros de
pintar, decoraciones adecuadas.
en suma, estos mecanismos se pueden implementar
para garantizar el interés superior del niño o niña, ga-
rantizando su seguridad y protección.
107 compendio basado en: Revictimización, Acceso a la Justicia y Derechos
Humanos. centro Dos Generaciones. Managua, nicaragua. 2000.
108 Psicólogo Mario García Hidalgo. Primer congreso 110
Victimología. san José, costa rica. Junio 2001.
109 Art. 127 cAn.
110 Art.125 cAn.
111 laboratorio que cuenta con dos aulas separadas por un vidrio
de visión unilateral y un equipo de Audio, en algunos casos se
incorpora circuito cerrado de televisión.
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4 5
MArco JUrÍDico internAcionAl
Declaración Lniversal de los Derechos Humanos (1948)
Art. 5. nadie debe de ser sometido a tortura, o a tratamiento o castigo cruel, inhumano o degradante.
Convención Internacional de los Derechos del Nino (1989)
Art. 1. …se entiende por niño todo ser humano menor de 18 años...
Art. 2. ...los derechos se aplicarán a cada niño sin distinción alguna.
...garantizar que el niño sea protegido contra toda discriminación.
Art. 3. ...una consideración primordial será el interés superior del niño.
Art.19. …proteger al niño de toda forma de perjuicio o abuso físico o mental, descuido o
trato negligente, malos tratos o explotación, incluido el abuso sexual...
Art. 34. …es derecho fundamental del niño ser protegido de la explotación y abuso sexuales,
incluyendo la prostitución y su utilización en prácticas pornográficas.
Convención Interamericana para Prevenir. Erradicar v $ancionar la Violencia Contra la Mujer “Convención de Belem do
Para” (1995)
Art. 1. se entiende como violencia contra la mujer cualquier acción o conducta, basada en su género, que cause muerte, daño o
sufrimiento físico, sexual o psicológico a la mujer, tanto en el ámbito público como en el privado.
también se considera a la mujer (o niña) especialmente vulnerable a la violencia; por raza, etnia, condición de inmigrante,
refugiada o desplazada, si está embarazada, discapacitada, es menor de edad, anciana, en situación socioeconómica desfavorable
o afectada por situaciones de conflictos armados o de privación de su libertad.
MArco JUrÍDico nAcionAl
Constitución Política
Código de la Ninez v la Adolescencia (1998)
Art. 13. Derecho de las personas menores de edad a la protección estatal contra cualquier forma de abandono o abuso intencional
o negligente, de carácter cruel, inhumano, degradante o humillante que afecte su desarrollo integral.

Art. 34. establece medidas de protección tendientes a remover temporalmente a la persona menor de edad que solo se aplicarán
cuando la conducta abusiva que la originó sea atribuible a alguien que conviva con ella y no exista otra alternativa.
BIBLIOGRAFÍA Y ANEXOS
ANEXO 1
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4 6
ANEXOS
ANEXO 2
Art. 134. obligación de denunciar la existencia de abuso o maltrato en contra de una persona menor
de edad que haya sido comprobada en sede administrativa. la persona que actúe en protección de la
persona menor de edad no podrá ser demandada.
Lev contra la Explotación $exual de las Personas Menores de Edad (1999)
(Reforma al Código Penal)
Violación
Art. 156. será sancionado con pena de prisión de diez a dieciséis años, quien se haga acceder o tenga
acceso carnal, por vía oral, anal o vaginal, con una persona de cualquier sexo, en los siguientes casos:
1. cuando la víctima sea menor de doce años.
2. cuando la víctima sea incapaz o se encuentre incapacitada para resistir.
3. cuando se emplee la violencia corporal o intimidación. la misma pena se impondrá si la acción
consiste en introducir, por vía vaginal o anal uno o varios dedos u objetos.
Relaciones sexuales con personas menores de edad
Art. 159. Quien, aprovechándose de la edad, se haga acceder o tenga acceso carnal por vía oral, anal
o vaginal, con una persona de cualquier sexo, mayor de doce años y menor de quince, aún con su
consentimiento, será sancionado con pena de prisión de dos a seis años. igual pena se impondrá si
la acción consiste en introducir, por vía vaginal o anal uno o varios dedos u objetos. la pena será de
cuatro a diez años de prisión cuando la víctima sea mayor de doce y menor de dieciocho, y el agente
tenga respecto a ella la condición de ascendiente, tío, tía, hermano o hermana consanguíneos o afines,
tutor o guardador.
Abusos sexuales contra personas menores de edad e incapaces
Art. 161. Quien de manera abusiva realice actos con fines sexuales contra una persona menor de edad o
incapaz o la obligue a realizarlos al agente, a si misma o a otra persona, siempre que no constituya delito
de violación, será sancionado con pena de prisión de tres a ocho años.
la pena será de cuatro a diez años en los siguientes casos:
1. cuando la persona ofendida sea menor de doce años.
2. cuando el autor se aproveche de la vulnerabilidad de la persona ofendida o ésta se encuentre incapacitada
para resistir o se utilice la violencia corporal o intimidación.
3. cuando el autor sea ascendiente, descendiente, hermano por consanguinidad o afinidad, padrastro o
madrastra, cónyuge o persona que se halle ligado en relación análoga de convivencia, tutor o encargado de
la educación, guarda o custodia de la víctima.
4. cuando el autor se prevalece de su relación de confianza con la víctima, medie o no relación de
parentesco.
Desarrollo del comportamiento sexual
Primera infancia
• los niños y niñas comienzan a explorar sus cuerpos, incluyendo sus genitales.
• el toque de la piel es el método primario disponible que tienen las y los infantes para aprender acerca de sus cuerpos, los
cuerpos de otros, y su sexualidad.
• la respuesta de otras personas a esa exploración del cuerpo es una de las formas más tempranas de aprendizaje social.
Ninez
• la mitad de las personas adultas informan haber participado en juego sexual, durante su niñez.
• los niños y niñas expresan interés por las sensaciones sexualmente excitantes, por el toque de sus genitales, de la misma
forma que expresan interés en la luz de la luna, o una flor.
• los niños y niñas expresan interés general por los cuerpos de las otras personas y pueden tocar.
• las reacciones de la persona adulta pueden enseñar a sentir vergüenza o que la privacidad es importante para ciertas
conductas.
• la masturbación ocurre naturalmente en niños y niñas, y comienza en la infancia. A la edad de dos o tres años, la mayoría
han aprendido que la masturbación delante de otras personas, probablemente, les va a colocar en situaciones
embarazosas.
Pre·adolescencia
• Un fuerte interés en la observación (a través de fotografías, películas, videos, etc.) de los cuerpos de otras personas.
• Pocos niños o niñas llegan a ser sexualmente activos en la pre-adolescencia. cuando lo son, usualmente son iniciados por
adultos.
• la actividad o el juego sexual durante esta edad con frecuencia representa el uso de sexo para metas y propósitos no sexuales.
Adolescencia
• la adolescencia ensimisma está generalmente marcada por el reconocimiento de la sociedad de la capacidad sexual. la forma
en que otras personas reaccionan hacia las características sexuales físicas de la persona adolescente (vello corporal, formación
de pecho, profundización de la voz, comienzo de la menstruación) tiene una profunda afectación, tanto sobre el sentimiento
de autoestima de la persona joven, como sobre el desarrollo de sus habilidades sociales.
• el y la adolescente desarrolla una conciencia creciente de ser una persona sexual, y del lugar y valor del sexo en la vida. Puede
trabajar hacia una resolución significativa de la confusión y el conflicto acerca de la orientación sexual.
• es durante este tiempo que son capaces de unir los aspectos físicos, afectivos y sociales del sexo y la sexualidad.
113 children’s services Practice notes for north carolina’s child Welfare
social Workers. Mayo, 2002.

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