You are on page 1of 17

SISTEMA DE GÁS INERTE O sistema de gás inerte consiste de três partes distintas, a saber: produção do gás, o resfriamento do gás

produzido e a sua depuração (limpeza) e a terceira faz a distribuição deste gás inerte para os tanques, Muitos dos sistemas de gás inerte fazem uso dos gases de descarga que comumente sairiam através da chaminé do navio e seriam descarregados na atmosfera. Ao invés disso, estes gases são passados por uma série de dispositivos de limpeza ou depuradores de gás, por meio dos quais os elementos mais corrosivos são removidos. O gás, então, é enviado através das tubulações para os tanques a serem inertizados. O sistema de gás inerte é equipado com diversas válvulas e controles; quando a embarcação está carregada a demanda é pequena e o gás inerte somente é distribuído aos tanques de carga quando o espaço tornar-se disponível como conseqüência da contração da carga líquida ou de perda de vapor causada pelo alívio através do sistema de suspiros (exaustão) durante os balanços do navio. O sistema de gás inerte é um equipamento complexo cujo objetivo é reduzir a quantidade de oxigênio em todos os tanques de carga para 5% ou menos. Os gases de descarga da chaminé (quando o gás inerte é produzido pela caldeira) ou os gases provenientes do gerador de gás inerte são monitorados por um oxímetro. Quando eles atingem um teor de 8% as válvulas automáticas de isolamento entram em operação e o gás é desviado, não entrando no sistema de distribuição para os tanques através do depurador. A bordo de navios com caldeira, o gás é produzindo usando os gases de descarga das caldeiras. Quando a embarcação não possuir caldeira é imprescindível a instalação do equipamento denominado “gerador de gás inerte”. Em alguns casos podemos encontrar também a geração do gás inerte através de uma turbina a gás, com queimador posterior. O gás produzido é resfriado e a fuligem e gases corrosivos nele existentes são eliminados antes que seja transferido para a área de carga, visando impedir incêndio ou explosão. Pode ser mais difícil manter um baixo teor de O2 se o navio não possuir um gerador de gás inerte independente.

O teor de CO2 depende.O gás inerte consiste de vários gases e outras substâncias dependendo do tipo e qualidade do combustível usado nas caldeiras de bordo.005% em volume. depois de passar pelo depurador. O teor de dióxido de enxofre do gás inerte depende do óleo que está sendo usado e pode ser. devido à evolução proveniente da água do mar. existiam duas torres. O teor de vapor d’água no gás de descarga é em torno de 5% em volume. de forma típica. porém depois da passagem pelo depurador. este teor é geralmente reduzido para um valor menor do que 30 mg/m3. óxidos de nitrogênio. O monóxido de carbono é nocivo à saúde. há formação tanto de gás carbonico quanto de vapor d’água. em parte. Se o equipamento trabalha adequadamente. Também estão presentes o monóxido de carbono. Parte deste vapor d’água é condensado por resfriamento e o gás inerte. tipicamente.01% em volume. porém em pequenas quantidades. Dependendo da eficiência do depurador. no gás de descarga. 77%). O dióxido de enxofre é nocivo à saúde. conhecida como torre de lavagem . embora o dióxido de carbono (CO2) esteja presente em quantidades significativas (aprox. O Nitrogênio (N2 ) é seu maior componente (aprox. Os gases de descarga . vapor d’água e fuligem. de aproximadamente 0. O teor de fuligem do gás de descarga pode ser de até 300 mg/m3 . o que é de grande importância para a redução da corrosão. de algum modo.03% em volume. sendo uma delas para depuração e a outra para lavagem ou resfriamento. gás inerte ao ser recirculado através do depurador pode ter o teor de oxigênio aumentado. a quantidade de oxigênio presente estará na faixa de 4% do volume total do gás produzido. O teor de monóxido de carbono no gás inerte é. da qualidade do óleo que está sendo queimado e do suprimento do ar. em torno de 0. o dióxido de enxofre. 13%). Deve ser observado que. estará quase saturado de vapor d’água a uma temperatura apenas alguns graus mais alta do que aquela da água do mar no depurador. visando diminuir o teor de O2 . mas se o ar em excesso for reduzido demais. em conseqüência de que na reação química entre hidrocarbonetos e oxigênio. este valor pode ser reduzido para 0. a concentração de CO pode aumentar de forma significativa. Nos sistemas mais modernos existe apenas uma torre. Nos primeiros sistemas de gás inerte.

a carga da caldeira pode ter necessidade e ser aumentada de modo a alcançar uma concentração baixa de oxigênio no suprimento de gás inerte. INSTALAÇÃO DE GÁS INERTE As possíveis fontes de geração de gás inerte em navios-tanque. a carga de funcionamento da caldeira depende principalmente do número de bombas de carga que estiver em uso (se as bombas forem acionadas por uma turbina a vapor). de maneira a alcançar um teor de oxigênio de 5% ou menos. por volume. devese encontrar um meio de aumentar a carga da caldeira. em viagem. Par isto. e. são: 1 – p conduto de descarga de gases das caldeiras principal ou aixiliar. Podemos considerar como principais riscos em conseqüência de mau funcionamento do SGI: 1 – aumento do teor de O2 do gás inerte. Se houver necessidade de se reduzir a vazão da descarga. 2 – um gerador de gás inerte independente. Em navios-tanques com propulsão a motor. incluindo os navios de produção. pode haver necessidade do uso de um controle manual de combustão. A principal finalidade da instalação é produzir gás inerte de boa qualidade. 3 – uma instalação de turbina a gás. quando equipada de um queimador posterior. 3 – resfriamento e limpeza insuficientes na torre de lavagem. . é necessário um bom controle da combustão nas caldeiras. Para obter esta qualidade. No porto. onde a água e os subprodutos indesejáveis são removidos e sua temperatura é reduzida para aproximadamente 40º C. O gás inerte deve ser mantido a uma pressão positiva para impedir o ingresso de ar. e o sistema de distribuição tem como finalidade leva o gás inerte para os tanques de carga e resíduos. 2 – queda na pressão de fornecimento.são resfriados e limpos nesta torre. 4 – retorno de gases de hidrocarbonetos para a instalação geradora. e. ou do gerador.

O gás inerte é admitido no sistema por meio de válvulas. resistente aos efeitos corrosivos os gases de descarga estagnados. TORRE DE LAVAGEM Como afirmado anteriormente. Se forem consideradas necessárias. porém. . O ponto do conduto de gases de descarga deve ser escolhido de modo que o gás não esteja muito quente quando da entrada na torre de lavagem e nem provoque sedimentos duros nas válvulas de isolamento do gás de descarga. A tubulação entre a válvula de isolamento dos gases de descarga e a torre de lavagem deve ser feita de aço de espessura grossa. Este ponto não deve ficar muito próximo do conduto da saída de gases a fim de evitar que seja puxado ar para dentro do sistema. O uso de materiais para válvulas de isolamento do gás de descarga deve levar em conta a temperatura do gás no ponto de tomada do mesmo. resistente à corrosão e arranjada de modo a prevenir o acúmulo de fuligem acidificante úmida. Todas as ações são alcançadas por contato direto entre os gases de descarga e grandes quantidades de água do mar. as juntas de expansão devem ter luva interna polida e de preferência. evitando curvas e derivações desnecessárias. o ponto deve ficar antes da entrada do aquecedor de ar. a Torre de Lavagem tem como propósito resfriar os gases de descarga e remover a maior parte do dióxido de enxofre e partículas de fuligem. Quando as caldeiras são equipadas com aquecedores de ar rotativos. As válvulas de isolamento dos gases de descarga devem ser providas com facilidades para manter as sedes livres de fuligem e com arranjos para selagem de ar. montada de modo que o fluxo de gás através delas seja vertical. Para temperaturas abaixo de 220ºC devem se fabricadas com um material não somente compatível com a temperatura.

quando a torre for aberta para inspeção ou manutenção. pois o gás deve ser o . 4) bicos e ranhuras venturi (difusores). os quais podem ser colchões de polipropileno ou secadores ciclones. ó gás é resfriado tanto passando através de uma neblina de água ou borbulhando através de um selo d’água. Este selo pode servir como dispositivo de segurança adicional para prevenção de qualquer vazamento de gás do conduto de descarga da caldeira. No topo ou à jusante da Torre de Lavagem. podem ser instaladas diversas camadas de um ou mais dos seguintes arranjos: 1) bicos pulverizadores. TORRE DE LAVAGEM Na Torre de Lavagem o gás se move para cima passando através da água que flui para baixo. 3) placas perfuradas. Para um contato máximo entre o gás e a água. as gotículas de água são removidas por um ou mais filtros “demisters”. 2) bandejas de pedras ou aparas de plásticos “embaladas”. É importante reter estas gotículas de água. e.Antes de entrar no fundo da Torre de Lavagem.

deve ser equipado a pelo menos 2 metros abaixo do equipamento a ser drenado. resina de epóxi ou outro material equivalente de forma que. Os projetos destas torres variam consideravelmente. fibra de vidro. a eficiência da Torre não diminuirá em mais do que 3%. onde existente.mais seco quanto for possível. A performance da Torre de Lavagem. . A rede do efluente da Torre e as redes de dreno do caixão de selagem de água do convés. Os visores de vidro devem ser reforçados para suportar impactos e ser de um tipo que resista a calor. deve ser tal como para remover pelo menos 90% do dióxido de enxofre e também remover eficazmente os sólidos. limpeza e observações. Aberturas e visores de vidro adequados devem ser providos na carcaça. para fins de inspeção. A construção da torre deve levar em conta os gases quentes que causam corrosão. deve ser de material resistente à corrosão ou de aço carbono adequadamente protegido internamente contra a natureza corrosiva do fluido. caso os gases de descarga necessitem ser resfriados antes. nem a temperatura de saída dos gases aumentará em mais de 3º C acima daquela projetada. em fluxo total de gás. Estas redes não devem estar ligadas a uma tubulação de dreno comum e a drenagem da selagem no convés deve ficar afastada da Praça de Máquinas e de qualquer outro espaço sem perigo de gás. a drenagem do efluente não seja prejudicada quando o navio estiver na condição de plena carga. As partes internas da torre devem ser construídas de materiais resistentes à corrosão em relação aos efeitos corrosivos do gás. Em adição. eles serão introduzidos nas seções revestidas da Torre de Lavagem. A selagem de água em forma de uma curva em “U” a pelo menos 2 metros de profundidade. no convés. em condições normais de compasso e banda. de acordo com cada um dos fabricantes. A localização da Torre de Lavagem acima da linha d’água deve ser tal que. Alternativamente. Devem ser providos meios de drenar os pontos mais baixos da curva. Nos transportadores de produtos pode haver necessidade de exigências mais rigorosas com relação a qualidade do produto. as partes internas podem ser revestidas com borracha. o selo deve ter suspiro adequado para um ponto acima do nível de água na Torre de Lavagem ou no Caixão de Selagem de água. O projeto da torre deve ser de tal forma que.

19. Este alarme deve ser dado quando os limites pré-determinados forem atingidos e a bomba. 3) a temperatura do gás inerte no lado de descarga dos ventiladores deve ser monitorada. Um alarme deve soar quando o fluxo de água cair abaixo de um valor pré-determinado das exigências de fluxo do projeto. devem ser requeridos ara obter as temperaturas de saída do pré-resfriador. e. flutuadores e sensores necessários e que possam ter contato com água e gás na torre. O ajusto preciso do alarme e os limites de fechamento de emergência devem ser relacionados aos materiais e projetos de uma torre específica.1.2 do Cap. os arranjos para o alarme mencionado anteriormente. é recomendado que sejam mostradas as temperaturas de entrada e saída do resfriador de água. Estes limites devem ser ajustados levando-se em consideração o projeto e o alagamento da rede de entrada da torre proveniente do conduto de descarga da caldeira. II-2 da SOLAS). bem como os diferenciais de pressões da torre de lavagem. . Os ventiladores devem parar automaticamente no caso de uma redução de fluxo. 4) se for necessário um pré resfriador na entrada da torre para proteger os materiais de revestimento da mesma.A instrumentação e o alarme da Torre de Lavagem devem ser arranjados conforme descriminados a seguir: 1) o fluxo de água para a torre deve ser monitorado tanto por um indicador de fluxo quanto por manômetros ou chaves de pressão. devem ser feitos de materiais resistentes ao ataque acidífero. que alimenta de água a torre de lavagem. 2) o nível de água na torre deve ser monitorado por um alarme de nível alto de água (Regra 62. 6) todas as células de medições. 5) para monitorar a eficiência da torre. deve parar quando o nível subir acima dos limites ajustados. Um alarme deve ser dado quando a temperatura alcançar 65ºC e uma parada automática dos ventiladores deve ocorrer se a temperatura alcançar 75º C.

uma pressão positiva de gás inerte sem prejudicar o tempo de descarga. devem ser capazes de fornecer o gás inerte aos tanques de carga numa razão de pelo menos 125% da capacidade máxima de descarga do navio. nos tanques de carga. para protege-lo dos efeitos do gás corrosivo. a vantagem é que. sobressalentes suficientes para o ventilador e sua força motriz de modo que a tripulação possa corrigir as falhas de ambos. Ele deve ter drenos essenciais equipados com selos d’ água adequados para prevenir avaria por acúmulo de água. O estator do ventilador deve ser fabricado com material resistente à corrosão o alternativamente revestida com borracha. juntos. a bordo. Os impelidores devem ser fabricados de material resistente à corrosão e devem ser testados para sobre-velocidade. Cada ventilador deve ser dotado de uma válvula de bloqueio no lado de aspiraçõ e uma no lado de descarga. atendem a exigência de capacidade. individualmente. tal como lavagem com água doce. A vantagem do primeiro caso é que é conveniente o uso do ventilador de menor capacidade quando for necessário complementar a pressão de gás inerte nos tanques de carga. A Solas exige que deve haver. para remover os depósitos formados que poderão causar vibrações durante o seu funcionamento. As falhas destes ventiladores devem ser indicadas através de alarmes . as instalações variam desde aquelas que têm um ventilador de grande porte e um de pequeno que. se um dos ventiladores apresentar defeito. a regulamentação poderá permitir que seja dotado apenas um ventilador desde que o sistema seja capaz de fornecer o volume total de gás inerte acima citado e que também haja. Na prática. no mínimo. dois ventiladores que. Os ventiladores devem ser providos de meios. resina de epoxi.VENTILADORES DE GÁS INERTE Os ventiladores de gás inerte são usados para entregar o gás de descarga lavado para os tanques de carga. combinados. no segundo caso. expressa em volume. fibra de vidro ou material equivalente. o outro será capaz de manter. No caso de sistema com gerador de gás inerte. atendem a capacidade total exigida. Devem haver suficientes saberturas na carcaça para permitir inspeções. até aquelas na qual os dois ventiladores.

também deve haver meios para indicação contínua de temperatura e da pressão do gás inerte no lado de descarga dos ventiladores.I. bomba da torre de lavagem. eles serão capazes de desenvolver suas produções de projeto. VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO DO G. e. permitindo posteriormente perdas de pressão devido a: a) torre de lavagem e filtro demister. etc. a pressão mínima de 200mm de coluna d’água deve ser mantida em todo o tanque de carga. no evento de uma descarga de qualquer tanque de carga ou de combinações de tanques de carga. Se ambos os ventiladores não são de igual capacidade. Elas devem ser tais que. e. as características de pressão/volume e a rede de entrada e saída devem ser equilibradas de modo que. b) nível alto na torre de lavagem. Os arranjos de controle de pressão devem ser instalados com a finalidade de desempenhar duas funções. c) alta temperatura do gás inerte. As características de volume/pressão do ventilador devem ser equilibradas com as exigências máximas do sistema. b) redes conduzindo gás quente para a torre de lavagem. d) selagem de água no convés. e) comprimento e diâmetro do sistema de distribuição de gás. se ambos ventiladores estiverem funcionando em paralelo. Os ventiladores de gás inerte devem parar automaticamente na ocorrência de: a) baixa pressão ou baixo fluxo de água na torre de lavagem. c) rede de distribuição à jusante da torre de lavagem.sonoro e visual. a saber: a) prevenir automaticamente qualquer refluxo de gás em caso de falhas no ventilador de gás inerte. ou quando a instalação de gás inerte está funcionando corretamente porém o selo de água no tanque de selagem no convés e a válvula de retenção mecânica falharam .. em uma vazão máxima.

durante operações simultâneas de lastro e de drenagem. por exemplo.e a pressão do gás no tanque excedeu à pressão de descarga do ventilador como. b) regular o fluxo de gás para a rede principal de gás inerte no convés. e. Um arranjo típico com a função de controlar o fluxo do gás inerte para a rede principal do convés que tem controle automático de pressão e linha de recirculação de gás. SISTEMA AUTOMÁTICO DE CONTROLE DE PRESSÃO TIPICO . pode ser visto na figura abaixo.

parar as bombas de carga automaticamente. formam os meios de prevenção automática de retorno dos gases de carga para os espaços de máquinas ou para outra área segura na qual a instalação de gás inerte está localizada. II-2. elas são controladas por um transmissor e um regulador de pressão de gás. evita qualquer refluxo de gás de carga mesmo quando a instalação de gás inerte estiver parada. A pressão de gás inerte na rede principal deve ser monitorada e um alarme deve ser de ajuste. Podem existir métodos alternativos desde que cumpram com as exigências da Solas através da Regra 62.9. O fechamento automático a válvula reguladora de gás é necessário quando a pressão de gás for inferior a 100 mm de coluna de água. isto faz com que uma pressão positiva seja mantida nos tanques de carga durante a descarga.1 do Cap. Um alarme sonoro extra deve ser dado quando a pressão do gás inerte a vante da válvula de retenção cair abaixo de 50 mm de coluna de água ou. dado quando ela atingir o limite d’água no convés. alternativamente. DISPOSITIVOS DE RETENÇÃO O caixão de selagem d’água e a válvula de retenção mecânica (ver figura anterior) no convés.Na figura acima vemos que estas instalações permitem o controle da pressão de gás inerte sem ter que ajustar a velocidade do ventilador de gás inerte. As válvulas reguladoras de pressão do gás inerte são instaladas tanto na linha principal quanto na de recirculação. é ele que permite que o gás inerte seja entregue à rede principal no convés porém. O transmissor de pressão deve ficar situado à jusante da válvula de isolamento do convés. juntas. O alívio do gás para a atmosfera pode ser controlado tanto por transmissor e regulador de pressão quanto por uma válvula operada com peso. Este limite de ajuste deve levar em consideração o projeto dos tanques de carga. porém não assegura que a torre de lavagem não esteja sobrecarregada durante as operações de inertização e de purgação. O caixão de selagem d’água é a principal barreira de retenção. O gás que não for necessário para os tanques de carga é recirculado para a torre de lavagem ou aliviado para a atmosfera. válvula de retenção mecânica e selagem .

o gás borbulha através da água proveniente da rede submersa de entrada de gás inerte porém. podem aumentar a corrosão. conforme mostrado nas figuras a seguir: A desvantagem deste tipo de selagem d’água é que as gotículas d’água podem ser arrastadas com o gás inerte que. Além do mais. Existem diferentes projetos de caixão de selagem d’água porém três tipos principais podem ser adotados: úmido. semi-seco e seco. um filtro demister deve ser instalado na saída de gás do caixão de selagem d’água para reduzir qualquer arrastamento. Por esta razão. se a pressão do tanque exceder à pressão da rede de entrada de gás inerte. embora não prejudiquem a qualidade do gás inerte. Quando a instalação de gás inerte é operada. 2) Tipo Semi-seco . 1) Tipo Úmido Este é o tipo mais simples de selagem d’água. a água é empurrada para dentro da rede de entrada e previne o refluxo. os drenos devem ser dirigidos diretamente para descarga no mar e não devem passar através da praça de máquinas. particularmente quando a instalação está parada.É vital que o suprimento de água para selagem seja mantido durante todo tempo.

por ação de um “venturi. Por outro lado. 3) Tipo Seco Neste tipo. a água é drenada quando a instalação do gás inerte está operando (gás fluindo para os tanques de carga) e é suprido d’água quando a . ao invés de bolhas de gás através do sifão d’água. conforme podemos observar na figura abaixo. de forma a evitar ou pelo menos reduzir a quantidade de gotículas de água arrastadas. funcionalmente ele é igual ao tipo úmido. o fluxo de gás inerte leva a água de selagem para dentro de uma câmara de contenção separada.Neste tipo.

O enchimento e a descarga são feitos por válvulas operadas automaticamente. enquanto que a desvantagem será o risco de falha das válvulas com controle automático o que pode tornar a selagem d’água ineficaz. que são controladas pelos níveis do tanque e selagem de água e no tanque suspenso bem como pelas condições de operação dos ventiladores. . nos mostra um exemplo deste tipo de selagem.instalação de gás inerte deixa de funcionar ou a pressão do tanque ultrapassa aquela pressão de descarga do ventilador de gás inerte. A vantagem deste tipo é a prevenção quanto ao arrastamento de água. A figura. a seguir.

Para certos tipos de selagem d’água no convés. de modo que a rede principal de gás inerte possa ser isolada dos dispositivos de retenção. para permitir uma observação satisfatória do nível d’água e para facilitar uma inspeção perfeita. Arranjos para aquecimento devem ser previstos para evitar o congelamento da selagem. o alarme de nível d’água pode necessitar ser suprimido quando o gás inerte estiver sendo suprido para o sistema de distribuição. Esta válvula deve ter meios de fechamento positivo ou. uma válvula de isolamento separada. A válvula . que deve ser instalada a vante do caixão de selagem d’água e operar automaticamente durante todo tempo. Como uma precaução adicional para evitar refluxo de gás proveniente dos tanque de carga e para prevenir qualquer fluxo contrário de líquido. a Solas exige uma válvula de retenção mecânica ou dispositivo equivalente. por exemplo. instalada a vante da válvula de retenção. que pode entrar na rede principal de gás inerte se houver transbordamento de tanque. o tipo seco.Para a selagem d’água no convés um alarme deve ser dado quando o nível de água cair abaixo de um valor pré-determinado. porém antes que a selagem se torne ineficiente. como. Visores e aberturas para inspeção devem ser providos no caixão de selagem no convés. como alternativa.

em certas . Os materiais usados nos dispositivos de retenção devem ser resistentes a incêndio e ataques corrosivos por ácidos formados pelo g’s. o registrador e o equipamento de indicação deve ser como discriminado a seguri: 1) o ponto de amostragem para o oxímetro e a unidade registradora deve ser localizado em determinada posição da rede depois do ventilador e antes da válvula reguladora de pressão de gás. especificada na regra 62 da Solas. alternativamente. 2) a célula de amostragem deve incorporar um filtro de poeira de acordo com as instruções do fabricante do instrumento. deve existir dispositivo permitindo que a seção de rede de gás inerte situada entre a válvula dotada de meios de fechamento positivo e a válvula reguladora de gás seja descarregada de maneira segura quando estiver fechada a primeira dessas válvulas acima citadas. Para prevenir o ingresso de ar. O ponto de amostragem deve ser de fácil acesso e provido de tomadas de vapor ou de ar apropriados para limpeza. as juntas na tubulação devem ser mantidas na menor quantidade possível. Como proteção adicional contra possíveis vazamentos de hidrocarbonetos líquidos ou de seus vapores.de isolamento separada tem a vantagem de possibilitar que os trabalhos se manutenção na válvula de retenção possam ser executados. que possam retornar pela linha de gás inerte. 4) qualquer resfriador necessário nas tubulações de percepção deve ser instalado no ponto do sistema que tem a mais baixa temperatura. A célula e o filtro devem ser capazes de serem retirados e limpos ou substituídos quando for necessário. não impedirá que a amostra de gás alcance o analisador de oxigênio. Na posição escolhida as condições de fluxo turbulento devem prevalecer em qualquer produção dos ventiladores. 3) a tubulação de percepção da célula de amostragem para o analisador de oxigênio (oxímetro) deve ser arranjada de modo que qualquer condensação dentro da referida tubulação. EQUIPAMENTOS PARA INDICAÇÃO. REGISTRO E ANÁLISE DO GÁS INERTE Os arranjos para o analisador de oxigênio ( oxímetro).

8) o analisador de oxigênio deve ter uma precisão de +/. BIBLIOGRAFIA 1) DEPARTAMENTO DE PORTOS E COSTAS. 7) a resistência dos cabos de ligação entre o analisador e o registrador deve ser de acordo com as instruções do fabricante do instrumento.ocasiões pode ser prudente aquecer as tubulações de percepção para prevenir condensação. Deve ser provido um ponto de amostragem. 5) a posição do analisador deve ser escolhida de modo que ele fique protegido de calor e de condições ambientais adversas. 6) a unidade de registro e a repetidora da indicação exigida na Solas. . 9) dependendo do princípio de medição. e.1% da deflexão da escala total do indicador. os arranjos de calibragem do zero e/ou da faixa de medição devem ser providos nas proximidades do analisador de O2 e equipados com conexões para analisadores portáteis. para ser utilizado com instrumentos portáteis. entre a válvula automática de regulagem da pressão de gás e o caixão de água de selagem no convés. ele deve ser instalado o mais próximo possível do ponto de amostragem visando reduzir ao mínimo o tempo entre a extração de uma amostra e sua análise. Curso Especial de Segurança em Operações de Navios Petroleiros. entretanto. DPC . 1996. não devem ser localizadas em uma posição sujeita a calor e vibração excessiva.