COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS

ROTINA DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIE

INTRODUÇÃO

A

limpeza

hospitalar,

também

compreendida

como

higiene

hospitalar

freqüentemente, é definida como processo de remoção de sujidade de superfícies inanimadas. Nos dias atuais, considerada prioritária pelos profissionais de saúde, estudos têm apontado que quando adequadamente realizada favorece a eficiência do atendimento, dando conforto e bem estar ao paciente e aos profissionais em muitos aspectos. As superfícies limpas e desinfetadas conseguem reduzir em 90% o número de microorganismos, já as superfícies que apenas sofrem o processo de limpeza reduzem 80% o número de microorganismos, diferença esta estatisticamente não significativa, e ademais, após duas horas, as superfícies voltam a serem contaminadas, retornando à contagem inicial dos microorganismos. Esta rotina tem por finalidade nortear as ações nesta área também considerada de apoio à prevenção e ao controle das infecções hospitalares. Desta forma, tem a preocupação de oferecer aos profissionais, desta instituição, informações que possibilitem a observação crítica das ações de limpeza hospitalar e, principalmente, uma maior segurança no ambiente hospitalar. Paralelamente, poderá servir também, de guia e instrumento de consulta para os profissionais diretamente envolvidos na execução e na supervisão da limpeza hospitalar.

1 - DEFINIÇÃO DE TERMOS

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ÁREA Espaço físico. Ex: Quartos, Enfermarias, Salas, Corredores, etc.

ÁREA CRÍTICA São aquelas onde existe o risco aumentado de transmissão de infecções, por serem locais onde se realizam um grande volume de procedimentos de risco (invasivos) ou se encontram pacientes com seu sistema imunológico deprimido e áreas onde ocorre o manuseio de materiais contaminados em grande quantidade. Ex: CTI, Centro Cirúrgico, Hemodiálise, Laboratórios, Banco de Sangue, Lavanderia (área suja), etc.

ÁREA SEMICRíTICA São as demais áreas do hospital nas quais os pacientes são atendidos ou onde se encontram internados, mas cujo risco de transmissão de infecção é menor do que nas áreas críticas. Ex: Enfermarias em geral, Corredores, Ambulatórios de doenças não infecciosas.

ÁREA NÃO CRÍTICA São todas aquelas áreas hospitalares não ocupadas por pacientes e onde não se realizam procedimentos de risco. Ex.: Áreas administrativas, Vestiários, Almoxarifados.

DESCONTAMINAÇÃO È a remoção de matéria orgânica de uma superfície com o auxilio de uma solução desinfetante. • Técnica: remover a matéria orgânica com papel absorvente ou pano descartável, desprezar em lixo para material contaminado (saco branco para material infectante) e aplicar a solução germicida, hipoclorito de sódio a 1%, e a seguir realizar a limpeza da área. Obs: É obrigatório o uso de EPIs durante toda a execução da técnica.

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a limpeza terminal da unidade de um paciente internado deverá ser realizada após sua alta. paredes. troca de saco de lixo. Como por exemplo. instalações sanitárias. equipamentos. mobiliário. horizontais e verticais (teto. É executada diariamente em áreas ocupadas por pacientes ou ao término de um procedimento ou quando necessário. LIMPEZA SECA É a remoção da sujeira sem utilização de água. 16 . pela aplicação de meios físicos ou químicos (soluções germicidas). VARREDURA ÚMIDA Seu objetivo é remover os detritos soltos no chão.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS DESINFECÇÃO Destruição de microorganismos. LIMPEZA TERMINAL É o procedimento de limpeza. os quis não apresentam material biológico infectante. mobiliário). com a utilização de água e detergente. pisos. Proibida em ambiente hospitalar. reposição de materiais e arrumação em geral. internas ou externas. LIMPEZA É o processo de remoção física ou mecânica de sujidades das superfícies inanimadas. cama. simultânea ou não à desinfecção. que abrange todas as superfícies. mesa. luminárias. diminuindo assim a população microbiana no ambiente. suporte de soro. em artigos ou superfícies limpas. maçanetas e interruptores. janelas. transferência ou óbito. 2 – TIPOS DE LIMPEZA HOSPITALAR: LIMPEZA CONCORRENTE É o procedimento de limpeza das superfícies horizontais que inclui: pisos. painéis. portas. mesas de cabeceira e refeição. exceto os esporulados.

parede e por último o chão. ESPÉCIE Baldes (de cores diferentes).COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS LIMPEZA ÚMIDA É a limpeza feita com a utilização de mops. Latões de lixo (15. Do fundo da sala para a porta – funcionalidade. Desentupidor de pia e ralos. Panos para limpeza (de mesa. Escadas: diversos tamanhos. 17 . Carro: para transporte e guarda do material de limpeza. MATERIAIS UTILIZADOS NA LIMPEZA 2. pia. Usar as luvas somente durante os procedimentos de limpeza – nunca utilizá-las para tocar em locais de uso comum (maçanetas de portas. Mops. panos ou esponjas umedecidas em solução detergente e enxágüe posterior com pano umedecido em água limpa. Não usar vassouras.). Palha de aço. interruptores. Movimento em um só sentido – nunca fazer a limpeza em movimentos circulares ou de vaivém. 35 e 100 litros). etc). Pá de lixo (cabo longo e curto). De cima para baixo – em um único sentido e firme. etc. torneiras. PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA A LIMPEZA HOSPITALAR Recomenda-se: Do mais limpo para o mais sujo – uma limpeza terminal começa pelo teto. Usar somente produtos químicos aprovados pelo Ministério da Saúde.1. Sempre utilizar EPIs para a realização da limpeza. rodos. telefones.

para o lixo administrativo). Ex. AGENTES DE LIMPEZA Água Alvejante Polidor de metais Limpa vidros Lustra móveis Detergentes 18 . com diversas extensões de fios (substitui o pano úmido).COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS Rodos de borracha (diversos tamanhos).3. para acondicionar lixo biológico (infectante). 2. MOPS De fios de algodão. Saco de plástico (cor branco leitoso resistente.). PANOS-ESFREGÕES Pequenos sem fiapos de tecido. em cores diferentes. de 15.2. USO E RECONHECIMENTO DO MATERIAL DE LIMPEZA BALDES Ser de plástico. antiderrapante com degraus de borracha corrugado.: Vermelho para soluções detergentes ou desinfetantes e Azul para água. etc. resistentes para limpeza manual. rodos. com plataforma superior e dispositivo para colocar utensílios de limpeza. Suporte (para pendurar vassouras. ESCADAS Do tipo doméstica. 35 e 100 litros e saco preto. PANOS DE CHÃO De tecido forte e frouxo de tamanho suficiente para envolver o rodo. 2.

além de algum efeito desinfetante. OBS: os produtos empregados na limpeza e desinfecção de superfícies hospitalares deverão ser submetidos à aprovação da CCIH. necessariamente. ter garantia de qualidade conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e preencher os requisitos básicos estabelecidos pela legislação em vigor. 19 . ALVEJANTES Geralmente à base de cloro. o clareamento de determinados pisos.4. resíduos de detergentes e sabões usados na limpeza. MATERIAL DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) Avental impermeável Gorros Máscara com Filtro Químico Botas de borracha (cano curto e longo para lavagens) Luvas de borracha grossa e longa (02 pares com cores diferenciadas) Óculos de acrílico OBS: É obrigatório o uso de uniforme completo (CALÇA. DESINFETANTES São usados para limpeza e desinfecção das áreas e artigos críticos e semi-críticos.: hipoclorito de sódio à 1% e álcool etílico à 70%. dispersão e suspensão da sujeira. BLUSA E SAPATO FECHADO) e EPIs quando necessário. DETERGENTES Produtos que contém. 2. promovem. em sua formulação tensoativos que têm a finalidade de limpar através da redução da tensão superficial.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS Desinfetantes ÁGUA É utilizada para remover as sujeiras. Ex.

para recolhimento de resíduos. Não deixar produtos e materiais de limpeza nos quartos ou banheiros dos pacientes. produtos de limpeza. Dispositivo – para pendurar rodos e pás. evitando assim a proliferação de microorganismos. Estes materiais devem ser guardados. Prateleiras – para baldes. Utilizar sempre dois baldes. O local de guarda do material não deverá ser utilizado para outros fins. o pano úmido (varredura úmida). Desinfetantes – (devidamente rotulados e tampados.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS 2.5. Os panos devem ser colocados durante 30 minutos em solução desinfetante e depois lavados. bacias. o rótulo deve incluir data de início do uso e nome da substância). A seguir proceder a limpeza com água e sabão. após devidamente lavados. retirando toda a sujidade.6. LIMPEZA DO MATERIAL EM USO • • Todo o material de limpeza e o local de guarda devem ser lavados e desinfetados e secos após o uso. 2. • • • • Os panos de limpeza não devem ser deixados de molho de um dia para o outro. GUARDA DE MATERIAL Local para guarda e limpeza do material (SALA DE UTILIDADES): Pia – para lavagem das mãos. pequenos utensílios. inicialmente. como por exemplo. para alimentação. Tanque – para limpeza do material. PROCEDIMENTO DA LIMPEZA A limpeza é feita apenas com água e sabão. usando-se. secos e guardados em local próprio. na sala específica para a guarda dos mesmos. 20 . de cores diferentes. Lavar as mãos após cada limpeza. e enxágüe.

1. Piso de corredores. iniciando do fundo da sala para a saída. no mínimo. uma vez ao dia e quando necessário. Usar dois baldes (cores diferentes): um com água (para lavar o pano) e outro com água e sabão.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS • • • • Usar luvas de borracha grossas e longas. a) Nos casos de precauções de contato. obedecendo aos sentidos corretos: • • • • • Paredes: de cima para baixo. Usar botas de borracha. por exemplo. quando necessário. iniciando do fundo para a porta de saída. de pisos e banheiros. Utilizar luvas de borracha de cores diferenciadas para a limpeza. Tetos: utilizar uma direção única. dividindo-a em 2 faixas. LIMPEZA COM PANO ÚMIDO 21 . 2. OBS. evitando o vaivém. Em áreas semi-críticas e não-críticas.: 1. quartos e salas: limpar em sentido único. FREQÜÊNCIA DA LIMPEZA • • Em áreas críticas. Piso de enfermarias. duas vezes ao dia (ao iniciar os plantões) e quando necessário. aumentar a freqüência da limpeza e da desinfecção. Usar avental impermeável. 4. Nunca varrer superfícies a seco.1. escadas e hall: sinalizar a área. possibilitando o trânsito em uma delas (vide 7. 3. evitando assim a dispersão de microorganismos e partículas de pó.TÉCNICAS DE LIMPEZA COM ÁGUA E SABÃO UTILIZANDO DOIS BALDES 4.6). Realizar a limpeza.

maçanetas e interruptores). longos e retos. 5. instalações sanitárias. Limpar e guardar todo o material após o uso. e ao mesmo tempo promover a limpeza). paredes. Repetir a operação quantas vezes for necessário para promover a limpeza. 22 . desdobrando o pano para utilizar todas as dobras limpas. MÉTODOS DE LIMPEZA 5. Trocar a água dos baldes.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS Utilizada na limpeza de superfícies impermeabilizadas (mobiliário. • • • • • • • • • • Abrir o pano umedecido. Lavar as mãos antes de seguir para outra tarefa. equipamentos). luminárias. vidros. Mergulhar o pano no balde com água e detergente. pisos. ao iniciar a jornada de trabalho e ao término de procedimentos. dobrando-o em 2 ou mais. Jogar a água suja no esgoto. Limpar em faixas paralelas. sempre que apresentar sujidade. Lavar o pano no balde que contém apenas a água.1. enquanto ocupadas por pacientes. LIMPEZA DIÁRIA OU CONCORRENTE É a limpeza feita nas dependências hospitalares (pisos. para se necessário. Limpar as superfícies. quantas vezes forem necessárias. torcendo-o bem para retirar o máximo possível de água (substitui a operação de remover o pó seco. com movimentos ritmados. após utilizar todas as dobras. Deve ser seguida pela Limpeza de manutenção sempre que necessária. PROCEDIMENTO • • Preparar dois baldes: um com água e detergente e outro apenas com água. Está inclusa também a troca dos sacos de lixo dos recipientes e a reposição de materiais. reiniciar o procedimento de limpeza. Voltar a mergulhar o pano no balde com água e sabão. tetos.

que deve ser realizada criteriosamente uma vez por semana. portas. obedecendo ao sentido do interior para a porta de saída dos ambientes. COMO PROCEDER: · Preparar os dois baldes: Balde Azul com solução de detergente neutro e balde vermelho com água limpa. canalização e tubulação exposta. LIMPEZA TERMINAL É a limpeza feita após alta.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS PROCEDIMENTO • • • • • • • Recolher das mesas.3. baldes de lixos. paredes.2. Lavar o pano no balde com água pura. etc. um com água e sabão. chão. Colocar as luvas destinadas à limpeza do chão. PROCEDIMENTO • Proceder como indicada na limpeza diária (5. Proceder à limpeza do chão com água e sabão usando a técnica do pano úmido. 23 . todo material a ser desprezado. Utilizar movimentos retos e paralelos. nas áreas críticas e semi-críticas. ralos. Preparar dois baldes. · Levar o material até a área a ser limpa. óbito ou transferência do paciente. bancadas. 5. 5. outro apenas com água. Passar o pano úmido com água pura para retirar todo o sabão quantas vezes for necessário. LIMPEZA SEMANAL É a chamada “faxina”.1). etc.1) incluindo a limpeza criteriosa de: teto. LAVAGEM É uma operação que visa à remoção da sujidade acumulada com utilização de máquinas. após a limpeza criteriosa da unidade do paciente. PROCEDIMENTO • Proceder como indicada na limpeza diária (5.. solução de detergente neutro e água para enxágüe.

NUNCA puxar pelo fio para desligá-la da tomada. SOLUÇÕES PARA DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIE • • Álcool etílico a 70% Hipoclorito de sódio a 1% 6.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS · Proceder a VARREDURA ÚMIDA. · Antes de ligar a máquina na tomada. · Secar bem toda a superfície. se necessário. NAS OPERAÇÕES DE LIMPEZA: · Trocar a solução de detergente neutro e a água sempre que necessário. certificar-se de que ela está desligada. · Repetir o processo até que o chão fique limpo. os detergentes enzimáticos. embeber o pano no álcool e fazer três fricções intercaladas.1. a boa aparência do EAS. retirar os móveis para facilitar o trabalho. A desinfecção de superfícies deve ser feita após a limpeza das superfícies e sempre que houver a presença de matéria orgânica. TÉCNICA DE DESINFECÇÃO Álcool a 70% * Não é recomendado para borracha. · Sempre trabalhar com luvas grossas de borracha. deixando a superfície secar espontaneamente. · Se necessário. 6. Após o uso. Neste sentido. · É necessário manter a limpeza. DESCONTAMINAÇÃO E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIE A descontaminação de superfície está indicada quando em presença de matéria orgânica. preferencialmente. · Repetir a ação com a máquina.2. antecedendo a limpeza das superfícies. vale ressaltar que são indicados para esta finalidade os desinfetantes e. · Despejar a solução de detergente neutro e passar a máquina de lavar no chão em movimentos circulares e firmes. em áreas críticas e semi-críticas. · Remover a solução suja com rodo e pano. · Impedir o escoamento para áreas próximas que não estão sofrendo a operação. bota e avental. como também a conservação dos materiais. 6. • Tempo de exposição de 10m minutos. plásticos e para o chão. · Passar rodo com pano ou esfregão do mop umedecido em água limpa. 24 .

Deve-se atentar para o prazo de validade da solução.1. ao término de procedimentos contaminados. 6. Aplicar o desinfetante na superfície seca. luvas de borracha com cano longo. Desinfecção Diária ou Concorrente Será feita diariamente. validade. data da abertura e assinatura. em presença de matéria orgânica e sempre que necessário: • • Usar o EPI recomendado. Aplicar a solução descontaminante.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS • Manter o frasco rotulado com nome da solução.4. Manter o frasco rotulado com nome da solução.2). secreções. data da abertura e assinatura.). sempre utilizando luvas.4. Usar os EPIs necessários a este procedimento (avental impermeável. MÉTODOS DE DESINFECÇÃO 6. após a limpeza. botas. Desprezar o papel ou pano em saco plástico de lixo branco (lixo orgânico). validade. determinado pelo Serviço de Farmácia. Proceder à limpeza com água e sabão em toda superfície. etc. 25 . OBS: o hipoclorito não deve ser utilizado em artigos metálicos. Hipoclorito de sódio a 1% • • • • • • • • • • Retirar o excesso da carga contaminante (matéria orgânica) com papel absorvente ou panos velhos. 6. FREQÜÊNCIA DA DESINFECÇÃO a) É feita sempre na presença de matéria orgânica (sangue. b) E sempre que houver necessidade nas áreas criticas e semi-críticas. usando as técnicas do pano úmido. fezes. Usar a técnica de desinfecção (6.3. Remover o desinfetante com pano úmido em água pura. óculos e máscara) Lavar as mãos após a tarefa.

2. Efetuar limpeza terminal ao término da jornada de trabalho. Utilizar a técnica com água abundante.1) em: portais. Lavar as mãos ao término da tarefa. SALA DE CURATIVO E SALA DE EXAME • • • Efetuar limpeza diária (5. seguindo as técnicas da limpeza diária.4. 6.2). seguida de limpeza semanal. usando a técnica do pano molhado e pano úmido.1). transferência. Lavar os materiais e as mãos no final da tarefa.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS • Lavar as mãos. Desinfecção Semanal ou Terminal Será feita após a limpeza. sempre que necessário. quando em presença de saída de água (ralos). Usar a técnica de desinfecção (6. 7. suspensão de medidas de isolamento e semanalmente: • • • • Utilizar uniforme completo e EPI.4. Lavar os materiais e as mãos ao término da tarefa 26 .1) e desinfecção e/ou descontaminação concorrente usando técnica do pano úmido (6.1. RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO 7.. quando necessário. 7. em situações de altas.2. BANHEIRO Limpeza e desinfecção diária e semanal • • • • Utilizar uniforme completo e EPI Usar técnica do pano úmido com dois baldes (4. quando na presença de matéria orgânica. portas. óbitos. Passar pano úmido com solução desinfetante (hipoclorito de sódio a 1%) nos pisos. vidraças e visores.

Lavar todo o material e guardar.1) e.2) utilizando máquinas enceradeiras/aspiradoras de água.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS 7. proceder à limpeza diária (5.1. • • • • • Após cada cirurgia. NEFROLOGIA 7. 27 . 7.1) e desinfecção concorrente (6. BERÇÁRIOS. Limpeza semanal. 7. ETC. Desinfecção quando houver necessidade.5. INCUBADORAS.2). usando a técnica do pano úmido (4. orienta-se a limpeza diária (5. Usa-se a técnica do pano úmido.4. Fazer limpeza concorrente diária após cada sessão. desinfecção concorrente (6.4.1).1). Lavar as mãos ao término de cada tarefa.5. SALA BRANCA (PACIENTES Hbs-Ag NEGATIVO) • • • • Realizar limpeza terminal diária ao final do dia.2. SALA DE CIRURGIA E SALA DE PARTOS • Antecedendo o início dos trabalhos diários realizar uma revisão da limpeza das salas (limpeza preparatória) limpando as superfícies horizontais do mobiliário e dos equipamentos com pano úmido embebido em álcool 70%. Fazer limpeza concorrente diária após cada sessão. em presença de matéria orgânica.1) sempre que necessário. Berçário • Por ser considerada uma área crítica. ao término da programação cirúrgica.5. Uma vez por semana executar a limpeza semanal (5.3. ÁREA AMARELA • • Realizar limpeza terminal e desinfecção DIÁRIA ao final do dia. 7. • Uma vez por semana executar a limpeza semanal (5. seguindo roteiro da limpeza diária e desinfecção diária.4.

3. ERRADO CORRETO (B) (A) (C) 28 . 7.5. ESCADAS. usando barreira (linha imaginária) para isolar a parte a limpar.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS • Descontaminação e desinfecção sempre que necessário. Desinfecção quando houver necessidade. Limpeza semanal. Mudar a barreira e efetuar a limpeza das outras partes. em presença de fluidos orgânicos. Fazer limpeza concorrente diária. deixando a outra parte para circulação.6.DPAC • • • • • • Realizar limpeza terminal diária ao final do dia. VESTIÁRIOS Limpeza diária – utilizar técnica de varredura úmida. Iniciar a limpeza de cima para baixo (escadas). 7. Limpeza semanal. 7.5. CORREDORES E HALL – ÁREA DE CIRCULAÇÃO (TRÂNSITO CONTÍNUO) • • • Utilizar a técnica de limpeza diária com pano úmido.

Fazer a desinfecção das maçanetas e puxadores friccionando álcool 70% Lavar as mãos ao término da tarefa. Recomenda-se a aspiração diária dos carpetes e mensalmente uma lavagem com máquinas lavadoras aspiradoras. 7. As cortinas devem ser retiradas periodicamente para lavagem (sugere-se mensalmente). limpando bem os cantos.7. 29 . Cortinas e Carpetes Cortinas e carpetes devem ser evitadas nas áreas de atendimento aos pacientes. TELEFONES E FIOS Portas.8. Limpar as lâminas. Usar pano limpo e seco e passar no vidro. Vidraças e Visores • • • • Limpar as esquadrias e vidros usando a técnica do pano úmido. • • A varredura do carpete a seco dispersa partículas de poeira e microorganismos ali presentes. uma a uma de cima para baixo. Existe ainda a possibilidade da utilização de máquinas a vapor d’água. as partes externas e internas. em virtude de serem excelentes agregadores de pó. CORTINAS E CARPETES Venezianas e Persianas • • • Limpeza semanal. Maçanetas e Puxadores • • • Utilizar a técnica da limpeza semanal com pano úmido. VENEZIANAS. PORTAIS. PERSIANAS. Técnica do pano úmido. VIDRAÇAS. Portais.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS 7.

1 DESCARTE DE MATERIAL PÉRFURO-CORTANTE (PARA PROFISSIONAIS DA LIMPEZA E DE SAÚDE). friccionando álcool 70% posteriormente. Lavar diariamente as saboneteiras. mandril de cateteres IV. 8. ampolas. Limpar diariamente as papeleiras com pano úmido em água e sabão (técnica dos dois baldes). Fazer a desinfecção. Evitar superlotar as papeleiras (acondicionar apenas um maço por vez). a servente retirará a caixa de pérfuro-cortante. • Diariamente e sempre que necessário (ao atingir o limite delimitado pela linha pontilhada).2 PAPELEIRAS E SABONETEIRAS • • • • • • A firma prestadora de serviço de limpeza é responsável pelo fornecimento de papel toalha e sabonete liquido para a higienização das mãos. friccionando álcool 70%. desprezando o conteúdo do dia anterior. Deverá ser desprezado nesta caixa. scalps. conforme a orientação do fabricante. 8. • • A caixa de pérfuro-cortante deve ser montada rigorosamente. As papeleiras devem ser mantidas fechadas. 30 . todo o material pérfuro-cortante: agulhas. • Descartar a seringa com a agulha fixada (NÃO TENTAR DESCONECTAR A AGULHA DA SERINGA). facilitando sua retirada após a lavagem das mãos. evitando a exposição dos papéis à poeira. substituindo-a por outra. CUIDADOS ESPECIAIS 8.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS Telefones e fios • • Limpar diariamente com pano úmido com água e sabão. lâminas de bisturi e outras (guias de cateteres etc). As papeleiras devem ser reabastecidas diariamente sempre que for necessário.

evitando assim o seu desperdício.1. bisturi etc. 9. CLASSIFICAÇÃO DO LIXO • • • Resíduo comum – São os que provêm de áreas não-críticas. • Resíduo de papelão – devem ser desmontadas e acondicionadas em local seco. 31 . transportar e dispor o lixo hospitalar requer cuidados especiais. não precisam de cuidados especiais. Resíduo de alimento – devem ser acondicionados em embalagem resistente evitando rompimento. ampolas. resistentes à ruptura e perfuração. Ao encher as saboneteiras nunca colocar um sabão novo misturando-o a um sabão já em uso. bem como a presença de insetos e roedores acabarão por disseminar doenças infecto-contagiosas.: agulhas. 9. • Evitar manter próximo às pias almotolias de sabão anti-séptico. o uso de sabão em barra para a lavagem das mãos (este sabão ao permanecer úmido serve de meio de cultura de microorganismos). Resíduo pérfuro-cortante – devem ser acondicionados em recipientes rígidos. e assim evitando transformarem-se em atração para vetores (insetos). Manter as saboneteiras fechadas e firmemente fixadas à parede. Não permitir. em nenhuma hipótese. iniciando-se pelo acondicionamento. enquanto aguarda a operação de coleta municipal.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS • • • • Prover as saboneteiras com um quantitativo de sabão a ser utilizado no prazo máximo de 12 horas.. uma vez que as operações impróprias ou inadequadas. Ex. transporte correto e depósitos apropriados. Este tipo de sabão deve ser destinado à lavagem das mãos em situação de isolamentos de contato (quando orientados pelo SCIH) e preparo cirúrgico. LIXO HOSPITALAR • Acondicionar. • Todas as etapas do trato com o lixo hospitalar são importantes.

• • • • • O uso de luvas de borracha com cano longo. com as mãos enluvadas.2. 09:00h. telefones. Usar saco plástico de cor branco leitoso resistente para acondicionamento de lixo orgânico. OBS. Efetuar a lavagem das mãos após o manuseio com o lixo e no final da jornada de trabalho. gorro. ACONDICIONAMENTO E COLETA DO LIXO HOSPITALAR • • • • • • • Todo o lixo deve ser acondicionado em lixeiras apropriadas. 14:00h.: As caixas de pérfuro-cortantes e lixo com matéria orgânica. Os carrinhos de coleta interna. portas. avental impermeável e botas é obrigatório no manuseio do lixo e das roupas sujas. etc. para incineração 9. máscara. O gorro deverá cobrir todo o cabelo. As lixeiras para armazenamento devem ser próximas às pias. pelo serviço de coleta municipal. mantendo-se este recipiente revestido em sacos coletores e permanentemente fechados. com sabão e toalha de papel para o funcionário lavar as mãos ao término da tarefa. pegar carrinhos. Nunca pegar maçanetas. serão transportadas. lixeiras e o local de armazenamento do lixo deverão ser submetidos diariamente após cada jornada de trabalho à limpeza e desinfecção..: material de laboratório e todo o lixo com matéria orgânica das enfermarias. 11:30h. Ex. após a coleta no hospital. A coleta e transporte do lixo deverá ser realizada às 06:00h. As máscaras devem sempre cobrir o nariz. CCIH devem ser acondicionados em saco plástico de cor branco leitoso resistente. O lixo contido nos sacos não deve exceder a 2/3 de sua capacidade total. LAVAGEM DAS MÃOS 32 . 17:00h e sempre que houver necessidade. Os sacos de lixo deverão ser lacrados e transportados em carrinhos de coleta com tampa.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS • Resíduo infectante – são resíduos portadores de agente patogênicos. 10.

devendo ser praticada por toda equipe. PROTEJA-SE • • Lave corretamente as mãos. Término de cada tarefa.2. a rotina mais simples. Procedimentos de higiene pessoal. mais eficaz. Término da jornada de trabalho. 11. b) Após: Contato direto com secreções e matéria orgânica. Manusear lixo. Contato direto com o paciente. e de maior importância na prevenção e controle das infecções hospitalares. Manusear alimentos e medicamentos. De utilizar o banheiro. sem dúvida.1.COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR – NHU/UFMS A lavagem das mãos é. Utilize corretamente (Equipamentos de Proteção Individual – EPI). 12. sempre ao iniciar e ao término de uma tarefa. ___________________________ Drª Ana Lúcia Lyrio de Oliveira Presidente CCIH/NHU/UFMS ___________________________ Olcinei Alves de Oliveira Efrº executor CCIH/NHU/UFMS 33 . Contato com superfícies e artigos contaminados. Contato direto com o paciente. De alimentar-se. QUANDO LAVAR AS MÃOS a) Antes de: • • • • • • • • • • • • Iniciar o trabalho.

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