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MATÉRIA: Direito Ambiental

PROFESSOR: Roberta Densa


AULA E DATA: 13.11.2010

Caem 2 questões de ambiental.


Como não vai dar tempo, ler em casa a Lei dos crimes
ambientais.
Fundamento constitucional

Art. 225, CF - Leitura

O meio ambiente equilibrado é um bem que pertence a


todos. É um direito difuso.
No entanto, a propriedade da mata, do rio, etc é que vai ser
diferente. Tenho o direito à propriedade, mas também tenho que proteger o
meio ambiente que é de todos.
Meio ambiente é tudo o que nos cerca.
Art. 3º, Lei 6938/81 (Lei de políticas ambientais)- conceito
de meio ambiente: - é o conjunto de interações de ordem física, química e
biológica que permite e abriga a vida na Terra.

Classificações do meio ambiente:

- Natural - é a natureza. Água, solo, etc. tudo aquilo que


não foi feito pelo homem. Existe o tombamento de sítios arqueológico
- Artificial - criado pelo homem. Ex. cidades: Estatuto das
cidades, plano diretor das cidades previsto na Constituição Federal
(obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes, ou para cidades
turísticas e históricas, ainda que com menos habitantes, paara viabilizar o
recebimento de pessoas).
- Cultural - também é criado pelo homem, mas, além disso
há uma preocupação com a preservação da cultura. Ex. cidades históricas,
casas históricas - tombamento.

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- Trabalho - diz respeito à saúde do trabalhador. Estuda-se


em direito do trabalho e está na área de segurança e medicina do trabalho.

PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL

1 - Princípio da sustentabilidade/do desenvolvimento


sustentado

Trata da harmonia entre preservação do meio ambiente e


preservação do desenvolvimento econômico.
Ex. para produzir mais, preciso de mais agricultura, mas
para isso, preciso retirar recursos naturais do meio ambiente.
Ex2 - para montar uma fábrica, que gerará mais empregos,
é preciso retirar a vegetação de um local e poluem-se rios para dejetos. Para
contornar isso, se realmente necessária a retirada da mata natural, podemos
compensar isso com o replantio em outro local.

Ex. retirada de árvores do rio Tietê e replantio em Mauá.

2 - Princípio da prevenção/precaução

Deve-se preservar o meio ambiente, porque não sabemos no


futuro quais serão as consequências (qual será o dano ambiental) de sua
alteração.
Ex. aquecimento global. Incêndio em florestas.

3 - Princípio do poluidor pagador

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Este princípio diz que é preciso pagar para evitar danos ao


meio ambiente e, se existiu dano efetivo ao meio ambiente, deve-se pagar
pelo dano.
Ex. conta de água. Paga-se a água e o tratamento do esgoto
gerado pela água. Paga-se, sempre que possível, para evitar danos ao meio
ambiente.

Ex2 - indústria para produção de baterias. A produção é


poluente, mas o descarte é ainda mais. Separa-se esse material descartado e
a indústria que colocou esse produto no mercado irá reciclar o material para
evitar poluição. Sai mais caro, mas é um esforço para evitar danos ao meio
ambiente

Aquele que causa danos ao meio ambiente sofrerá


sanções (caráter punitivo do princípio)
Sanção Civil - responsabilização civil pelos crimes
ambientais.
Sanção penal - em casos de crimes ambientais (código
florestal, lei dos crimes ambientais, etc)
Sanção administrativa - multa

EX. APP - área de preservação ambiental, prevista no código


florestal. A professora cita como exemplo a mata ciliar. Se for retirada a mata
ciliar, ocorre o açoreamento do rio este vem a secar. Essa mata pode variar
de 15 a 30 metros da margem do rio.

Se for retirada árvore dessa área:


- sanção civil - replantio de árvores da mesma espécie.
- sanção penal - porque incorre em crime ambiental, dado
que previsto no código florestal como crime.

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- sanção administrativa - multa de 500 reais por árvore.

O mesmo ocorre com árvores em topo de morro, para evitar


desmoronamentos.

3 - Princípio da participação

Ex. obrigação de não poluir as praias, recolher o lixo.


Projeto de lei que prevê a retirada das sacolinhas de supermercado de
circulação, porque são altamente poluentes, incentiva-se o uso de sacolas de
feira, como antigamente.
Ex. lixo orgânico e lixo reciclado. Existe lei específica, que
obriga o estado a dar educação ambiental em todos os níveis de ensino. Essa
Lei é de 1998 - a partir daí houve mudanças nas grades horárias das
escolas.

COMPETÊNCIA

- CCOMPETÊNCIA PARA LEGISLAR - competência


concorrente - a união e o estado podem legislar concorrentemente e o
município tem competência suplementar.
A competência do município é suplementar, porque se
existir interesse ambiental local, a competência será do município.
Ex. Lei da cidade limpa - Lei do outdoor em São Paulo, que
obriga a retirada de outdoors da cidade de São Paulo. Preocupação com a
poluição visual, que gera mais stress para o habitante da cidade.

- COMPETÊNCIA MATERIAL -art. 21, CF - a competência é


comum, de todos os entes federativos.
Ler do artigo 21 ao artigo 30, Constituição Federal.

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Dica - a prova tem 20 a 25% de direito constitucional, por


isso atenção com a leitura da constituição seca.

RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO AMBIENTAL

É objetiva e solidária.
É objetiva porque independe da prova da culpa do poluidor
para que o juiz determine a indenização.
Precisa-se apenas do dano e do nexo de causalidade entre
esse dano e a conduta do agente.
Todos os agentes causadores do dano são responsáveis pela
reparação.
Dano é qualquer tipo de poluição.
Para reparar a poluição, o juiz deve tentar, tanto quanto
possível, voltar ao status quo ante - ou seja, obrigação de fazer para
despoluir o rio, por exemplo, ou se tirou vegetação, replantar o mesmo tipo
de vegetação. Essa é a indenização natural. Se o agente não cumprir, avalia-
se quanto vai custar para despoluir o rio, por exemplo, e cobra-se da
empresa.
Isso não tem nada a ver com a responsabilidade
administrativa, onde a multa tem o intuito de fazer com que o agente nunca
mais volte a agir daquela forma.

O dano pode ser:


- Material - poluição em si. O prejuízo causado ao maio
ambiente em relação à fauna, flora, água, ar, etc.
- Moral - é cabível, mas é difícil avaliar o montante. Ex.
Caso da Hungria - Alumínio que vazou pelas ruas, chegou ao Danúbio e
matou algumas pessoas.

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A poluição ao meio ambiente, por ser difuso, causa danos a


todos, mas pode também causar dano a uma pessoa específica.
Ex. empresa polui rio e pessoa que tem chácara próxima e
usava a água daquele rio, tem seu imóvel desvalorizado. Claro que cabe
indenização por danos materiais e morais a essa pessoa.
Pode-se, portanto, pedir indenização por dano material e
moral tanto para a coletividade, quanto para o indivíduo que foi diretamente
afetado pelo poluente.

Licenciamento ambiental

Licenciamento ambiental - vai existir toda vez que uma


pessoa física ou jurídica desenvolver atividade potencialmente poluente.
É um conjunto de etapas que visa a concessão de uma
licença ambiental.

Ex. transposição do rio São Francisco, atividades


mineradoras, fabricação de carros, construções de casas em áreas de
mananciais ou pede serra, etc

Licença do direito administrativo - é ato vinculado.


Licença no direito ambiental - é ato discricionário - o órgão
público não é obrigado a conceder a licença. Ele só está obrigado a conceder
a licença se a atividade não for poluente.
Órgão público que processará o licenciamento será a União,
o Estado ou o Município, dependendo do dano possível ser nacional,
estadual ou municipal.
No âmbito da União - IBAMA. Ex. transposição do Rio São
Francisco, porque atinge vários estados.

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No âmbito do Estado - Secretaria do Meio ambiente. Ex.


Rodoanel em São Paulo.
No âmbito do Município - Secretaria do Meio ambiente. Ex.
construção de casa no Município de Mairiporã, na Serra da Cantareira.

LICENÇA - modalidades

Pode ser:
- prévia - analisa-se apenas o projeto e vê se ele é viável,
quais os danos e como evitá-los. Determinam-se os limites e alterações
necessárias para o projeto. Prazo - 5 anos.
- Instalação - após observados os limites fixados na licença
prévia e feitas as alterações lá previstas, pode-se começar a construir. É a
licença para construção. Estabelece prazos, de acordo com cronogramas de
construção, porque na natureza existem ciclos. Ex. época de reprodução dos
passarinhos, não se podem retirar árvores enquanto for época de reprodução
de passarinhos. Em São Paulo o rodoanel ficou parada por 3 meses por esse
motivo. Prazo - 06 anos
- funcionamento (operação) - o órgão público sovai fiscalizar
se está tudo feito de acordo com os limites e alterações fixadas na licença
prévia e aprovadas na licença de instalação. Uma vez que esteja tudo certo
concede-se a licença de funcionamento, e houver alguma irregularidade,
aguarda-se até que tenha sido feita a compensação ambiental, para se
conceder a licença. - Prazo - depende do caso.

EIA/RIMA
EIA - estudo de impacto ambiental
RIMA - relatório de impacto no meio ambiente

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O EIA - é feito por peritos para que se possa avaliar se


efetivamente a atividade vai causar impactos/danos ao meio ambiente.
Esse estudo vai gerar o RIMA, que é o resultado, a opinião
desses peritos sobre o assunto após este estudo
A Constituição Federal fala que a lei determinará as
hipóteses em que será obrigatório o EIA. Não existe lei, existe a Resolução
Conoma (Resolução 237/97).
Utiliza-se como orientação, não como obrigação, porque não
é lei.

Ex. Ligação Paraná-Argentina - Perereca pára a obra.


Era preciso fazer estudo por biólogos para saber se aquela
perereca estava em extinção. Enquanto isso, a obra fica parada. Verificou-se
que não estava e a obra continuou, mas se estivesse, seria preciso um
manejo ecológico para preservar a espécie.

Ex de obras que precisam do EIA - construção de


hidrelétricas, construção de rodovias, atividades de mineração, cemitérios
(devido à poluição de solo e água), etc.

É possível, não é obrigatória, a audiência pública - é feita


para ouvir a população sobre aquela atividade econômica.
É feito quando 50 ou mais cidadãos pedirem, quando o
Ministério Público pedir, ou quando o órgão público pedir.