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N-1892 REV.

D JAN / 2006

ESTRUTURAS OCEÂNICAS -
IÇAMENTO

Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
responsável pela adoção e aplicação dos seus itens.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


CONTEC deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve
Comissão de Normalização ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo
Técnica Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da
PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter
não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 05 CONTEC - Subcomissão Autora.

Instalações e
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Operações Marítimas
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o
item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica.
As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. - PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa
autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação
pertinente, através da qual serão imputadas as responsabilidades
cabíveis. A circulação externa será regulada mediante cláusula própria de
Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelas
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias, são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs
(formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as Unidades da Companhia e
as suas Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos representantes das
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a
revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 anos para
ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em
conformidade com a norma PETROBRAS N - 1. Para informações completas sobre as Normas
Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 13 páginas e Índice de Revisões


N-1892 REV. D JAN / 2006

PREFÁCIO

Esta Norma PETROBRAS N-1892 REV. D JAN/2006 é a Revalidação da norma


PETROBRAS N-1892 REV. C DEZ/2000, não tendo sido alterado o seu conteúdo.

1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma estabelece um procedimento para o içamento e movimentação


de estruturas oceânicas, inclusive no caso de utilização de guindaste sobre
embarcação.

1.2 Esta Norma se aplica a procedimentos efetuados a partir da data de sua edição.

1.3 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas


para a presente Norma.

PETROBRAS N-133 - Soldagem;


PETROBRAS N-1590 - Ensaio Não-Destrutivo - Qualificação de Pessoal;
PETROBRAS N-1594 - Ensaio Não-Destrutivo - Ultra-Som;
PETROBRAS N-1596 - Ensaio Não-Destrutivo - Líquido Penetrante;
PETROBRAS N-1597 - Ensaio Não-Destrutivo - Visual;
PETROBRAS N-1598 - Ensaio Não-Destrutivo - Partículas Magnéticas;
PETROBRAS N-1678 - Estruturas Oceânicas - Aço;
PETROBRAS N-1852 - Estruturas Oceânicas - Fabricação e Montagem
Unidades Fixas;
PETROBRAS N-2683 - Estruturas Oceânicas - Olhal de Içamento -
Dimensionamento;
ABNT NBR 6327 - Cabo de Aço para Uso Geral;
ABNT NBR 13543 - Movimentação de Carga - Laços de Cabo de Aço -
Utilização e Inspeção;
ABNT NBR/ISO 4309 - Guindastes - Cabos de Aço - Critérios de Inspeção e
Descarte;
FBTS N-001 - Qualificação e Certificação de Inspetores de
Soldagem;
API RP 9B - Aplication, Care and Use of Wire Rope for Oil-Field
Service;
BSI BS 5996 - Ultrasonic Testing and Specitying Quality Grades of
Ferritic Steel Plate.

3 DEFINIÇÕES

Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições indicadas nos itens 3.1 a 3.17.

3.1 Altura de Içamento - AI

Distância vertical do gancho do bloco ao nível em que o guindaste pode trabalhar, para um
determinado raio (R).

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3.2 Balancim (“Spreader-Bar”)

Viga com arranjo apropriado de olhais ou orelhas usada como acessório em operações de
içamento.

3.3 Cabeço

Ver orelha.

3.4 Carga de Trabalho - CT

Capacidade nominal de carga dos acessórios de içamento.

3.5 Carga de Içamento - CI

Carga a ser considerada no momento do içamento.

3.6 Carga de Ruptura Mínima - CRM

Limite inferior para ruptura do cabo de aço.

3.7 Capacidade do Guindaste - CAP

Carga máxima que um guindaste pode içar, para um determinado raio (R).

3.8 Carga Especial - CE

Cargas atuantes tais como as forças dos cabos dos guinchos de orientação (“cat lines”),
forças de vento e forças hidrostáticas.

3.9 Fator de Amplificação Dinâmica - FAD

Fator numérico que leva em conta os efeitos dinâmicos globais normalmente


experimentados durante um içamento.

3.10 Laço sem Fim (“Grommet”)

Laço de cabo de aço com suas extremidades trançadas.

3.11 Peso dos Acessórios de Içamento - PAI

Peso total dos equipamentos a serem colocados entre a estrutura a ser içada e o bloco
(gancho) do guindaste, tais como manilhas, lingas e placas de ligação.

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3.12 Linga de Cabo de Aço

Peça formada por cabo de aço com mão em, pelo menos, uma das extremidades.

3.13 Lingada

Conjunto formado pelas lingas e a carga que está sendo içada.

3.14 Orelha

Elemento de forma saliente da estrutura utilizado em substituição aos olhais, nos quais são
conectados os cabos de içamento.

3.15 Quadro (“Spreader-Frame”)

Equipamento auxiliar para o içamento que consiste em um quadro rígido, servindo para
orientar e distribuir as cargas de içamento.

3.16 Raio de Trabalho ou de Operação do Guindaste - R

Distância horizontal entre as verticais que passam pelo centro de giro do guindaste e pelo
bloco em uso.

3.17 Peso de Projeto - Pp

Peso calculado com base no detalhamento da estrutura.

4 CONDIÇÕES GERAIS

4.1 Resistência da Estrutura

A estrutura deve ser projetada de forma a resistir ao processo de içamento estabelecido.

4.2 Olhais de Içamento

4.2.1 Os olhais de içamento devem ser posicionados de forma a evitar interferência entre as
lingas e a estrutura ou os equipamentos, e de forma que a força da linga atue no mesmo
plano que a chapa principal do olhal. Para tanto, o projeto deve prever a possibilidade de
modificação do ângulo de alinhamento do plano principal do olhal, permitindo o seu
posicionamento e a sua fixação após a determinação do centro de gravidade da estrutura.

4.2.2 O local de fixação do olhal na estrutura deve ser, tal que, a distância “d” definida na
FIGURA 1, seja, no mínimo, igual a soma da maior dimensão do pino com a espessura da
manilha.

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FIGURA 1 - FIXAÇÃO DO OLHAL NA ESTRUTURA

4.2.3 Os olhais de içamento devem ser dimensionados conforme a norma PETROBRAS


N-2683 e fabricados com aço classe A ou B da norma PETROBRAS N-1678, não sendo
permitido aço classe C.

4.2.4 A soldagem dos olhais e cabeços de içamento deve obedecer ao seguinte:

a) os procedimentos de soldagem devem ser qualificados atendendo aos


requisitos das normas PETROBRAS N-133 e N-1852;
b) os soldadores devem ser qualificados de acordo com os requisitos das normas
PETROBRAS N-133 e N-1852;
c) todos os reparos devem ser realizados por soldadores qualificados, utilizando
procedimentos de soldagem qualificados.

4.3 Balancins e Quadros

Os balancins e quadros devem ser dimensionados conforme os critérios do “American


Institute of Steel Construction” e obedecer os itens 4.2.3 e 4.2.4.

4.4 Critérios para Projeto de Içamento

4.4.1 Determinação do Peso e do Centro de Gravidade da Estrutura

A determinação do peso da estrutura e correspondente centro de gravidade quando do


içamento, deve ser efetuada por pesagem direta.

4.4.2 Determinação do Peso de Projeto (Pp) e do Centro de Gravidade da Estrutura

A determinação do Pp da estrutura e correspondente centro de gravidade deve ser baseada


no detalhamento dos componentes.

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4.4.3 Escolha do Fator de Amplificação Dinâmica (FAD)

O fator de amplificação dinâmica a ser empregado deve ser considerado como o mínimo a
ser adotado nos casos em que operações de içamento não sejam efetuadas em condições
de mar adversas, conforme indicado na TABELA 1.

TABELA 1 - FATOR DE AMPLIFICAÇÃO DINÂMICA - FAD

Peso da Estrutura a ser Içada


FAD
≤ 100 t 100 t a 1 000 t 1 000 t a 2 500 t ≥ 2 500 t
Em mar aberto 1,30 1,20 1,15 1,10
Em águas abrigadas 1,15 1,10 1,05 1,05
Em terra 1,10 1,05 1,05 1,05

4.4.4 Carga de Içamento (CI)

4.4.4.1 A carga de içamento pode ser calculada com o uso da fórmula abaixo:

CI = FAD (P + PAI) + CE

Onde:
P = peso da altura.

4.4.4.2 Quando o peso da estrutura não puder ser determinado conforme o item 4.4.1, deve
ser utilizado o valor de Pp multiplicado por um fator à critério do projetista, no mínimo,
igual a 1,10.

4.4.4.3 Para içamento de estruturas submersas ou parcialmente submersas, deve ser


utilizada a CI calculada como indicado no item 4.4.4.1, incluindo os valores das cargas
hidrodinâmicas como Carga Especial (CE) segundo as regras para o planejamento e
execução de operações marítimas da Sociedade “Classificadora Det Norske Veritas”.

4.4.5 Distribuição de Forças na Lingada

4.4.5.1 Desde que sejam obedecidas as condições constantes dos itens de 4.4.5.3 a
4.4.5.8, a força máxima em cada linga para içamento por 1 ponto, 2 pontos, 3 pontos ou
4 pontos, pode ser calculada usando as equações gerais que descrevem um corpo parado
ou em movimento retilíneo uniforme.

4.4.5.2 A força da linga deve ser multiplicada por um fator de desvio da carga, para
compensar o efeito da falta de precisão do comprimento da lingada e outras incertezas com
respeito a distribuição das forças no arranjo da lingada. Para lingas dentro dos limites de
tolerância de comprimento desta Norma, os seguintes fatores de desvio de carga devem ser
aplicados, conforme TABELA 2.

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TABELA 2 - FATOR DE DESVIO DA CARGA

Fator de Desvio da
Içamento
Carga
Estaticamente determinado por 1 ponto, 2 pontos ou 3 pontos 1,00

Estaticamente determinado por 4 pontos com distribuição de


1,10
cargas através de balancim
Estaticamente indeterminado por 4 pontos 1,25

Nota: Em caso de içamentos com tolerância de fabricação excessiva ou particularmente


sensíveis à distribuição de forças na lingada, tais como içamentos com mais de
4 pontos, com 3 ou mais pontos no mesmo plano vertical e com 2 ou mais
guindastes, a força da linga deve ser multiplicada por um fator de desvio de carga
maior do que 1,25, a critério do projetista.

4.4.5.3 A CI deve ser aplicada na posição do bloco do guindaste e então calculadas as


reações em cada olhal de içamento.

4.4.5.4 Os cabos de aço devem ser fabricados de acordo com o prescrito na


norma ABNT NBR 6327.

4.4.5.5 Os comprimentos das lingas devem estar dentro de uma tolerância de ± 0,25 % dos
seus respectivos comprimentos nominais, medida que deve ser feita com a linga
completamente suportada e tensionada com 3 % a 5 % da carga mínima de ruptura da linga.

4.4.5.6 O processo de medição do comprimento das lingas deve ser o mesmo, com o
cuidado de usar igual tensão em todas as lingas.

4.4.5.7 Para o cálculo das lingas, o bloco do guindaste deve ser considerado na posição da
vertical que passa pelo centro de gravidade da carga a ser içada.

4.4.5.8 No caso de içamento por 3 pontos ou mais, esses pontos não devem estar
alinhados.

4.4.6 Carga de Ruptura Mínima (CRM) e Carga de Trabalho (CT)

4.4.6.1 No caso de lingas e laços sem fim, deve ser observado o seguinte:

a) a carga de ruptura mínima dos cabos de aço usados na confecção das lingas e
laços sem fim deve ser determinada através de teste de ruptura do cabo
original ou testes de frações do cabo, devendo ser aplicados fatores empíricos
de encablamento adequado, nesse último caso;

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b) para laços sem fim ou emenda de cabo em que a alma não é continua, não
deve ser incluída a resistência da alma quando se calcular a carga de ruptura
mínima;
c) a carga de trabalho para lingas e laços sem fim deve ser igual a carga de
ruptura mínima da linga dividida por um fator de segurança não inferior a 3,3
para cargas iguais ou maiores que 50 toneladas métricas e não inferior a 4,0
para cargas abaixo de 50 toneladas métricas;

Nota: Esses fatores de segurança contêm uma tolerância para reduções de resistência
devido ao método de confecção dos laços ou possíveis flexões do cabo de aço.

d) os métodos usados para confecção das extremidades da linga tais como


soquetagem e trançamento, devem possuir uma eficiência nunca menor do que
75 % e seguir o prescrito na norma API RP 9B;

Nota: No caso dessa eficiência ser menor do que 75 %, a CT das lingas deve ser
reduzida proporcionalmente.

e) a mão da linga (laço de extremidade) não deve ser submetida a flexões em


torno de diâmetros menores do que o seu diâmetro nominal, porém para
manter a linga em boas condições é recomendado evitar flexões em torno de
diâmetros nunca menores do que 2 vezes o seu diâmetro nominal ou, ainda, o
uso de sapatilhos;
f) deve ser evitado que qualquer outra parte da linga seja submetida a flexões em
torno de diâmetros menores do que 4 vezes o seu diâmetro nominal;
g) deve ser evitado que qualquer parte de um laço sem fim seja submetido a
flexões em torno de diâmetros menores do que 6 vezes o seu diâmetro
nominal;
h) não são permitidas flexões nas regiões das emendas;
i) uma redução na carga de ruptura mínima deve ser considerada quando a linga
ou o laço sem fim forem submetidos a flexões em torno de diâmetros inferiores
aos recomendados nas alíneas e), f) e g);
j) no intervalo de relação de diâmetros compreendido entre 1 e 6 (diâmetro
nominal da linga dividido pelo diâmetro do contorno), a seguinte fórmula pode
ser aplicada:

50
e (%) = 1 000 −
K

Onde:
e (%) = eficiência da linga dobrada ou seja, porcentagem da carga mínima de
ruptura a ser considerada com a linga dobrada;
K = relação de diâmetros (diâmetro nominal da linga dividido pelo diâmetro
do contorno ao qual a linga deve ser fletida).

4.4.6.2 No caso de manilhas, esticadores e demais acessórios de içamento, deve ser


considerado o seguinte:

a) a referência é a CT;
b) somente manilhas com carga de ruptura mínima igual a 4 vezes a carga de
trabalho devem ser usadas para içamento;

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c) em um procedimento de içamento, as cargas que uma manilha deve suportar


nunca devem ser maiores do que a sua CT; grandes manilhas (CT > 500 t)
podem ser selecionadas com base em critérios de resistência à ruptura;
d) as manilhas e acessórios são projetados e especificados para suportar
carregamentos em sua linha de centro, portanto outras condições de
carregamento devem ser evitadas;
e) na escolha da manilha, o raio mínimo de flexão de lingas ou laços sem fim
deve ser levado em consideração.

4.5 Seleção da Embarcação e do Guindaste

4.5.1 Capacidade do Guindaste

O guindaste deve ter a capacidade (CAP) igual ou superior à CI, no maior raio de operação
(R) especificado.

4.5.2 Altura de Içamento do Guindaste (AI)

A máxima altura de içamento do guindaste deve atender à necessidade de se colocar a CI


na posição especificada, considerando as suas dimensões, os obstáculos sobre os quais a
carga porventura deva passar, as dimensões das lingas e as folgas, conforme o item 4.5.4.

4.5.3 Velocidade de Operação do Guindaste

A velocidade de operação compreendendo as velocidades dos blocos, velocidade da carga


e velocidade de giro, bem como a rapidez da resposta do sistema à atuação do operador do
guindaste, deve ser suficiente para compensar os movimentos da carga devido aos
movimentos da embarcação e do próprio guindaste, durante a operação.

4.5.4 Folgas Nominais

A folga entre a peça içada e a estrutura da lança do guindaste não deve ser inferior a 3 m.
Sempre que esta folga for igual ou inferior a 5 m, uma análise detalhada da operação deve
ser efetuada, respeitando-se sempre a folga mínima de 3 m.

4.5.5 Comportamento Dinâmico da Embarcação

A embarcação deve ter características hidrodinâmicas, tais que, permitam a operação no


local em que se encontrar, com movimentos dentro dos limites operacionais do guindaste.

4.5.6 Sistema de Lastro da Embarcação

O sistema de lastro da embarcação deve ser suficiente para contrabalançar a CI em um


determinado raio (R), bem como os movimentos de translação da carga, quando necessário.

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4.6 Documentação

Para uma dada operação de içamento devem ser elaborados os documentos citados nos
itens 4.6.1 a 4.6.5.

4.6.1 Projeto e Fabricação da Estrutura

Parâmetros de projeto, memórias de cálculos, certificados, relatórios de acompanhamento


de fabricação e de pesagem antes do içamento.

4.6.2 Ancoragem e Posicionamento para o Içamento

Plano de ancoragem para as diversas posições de trabalho, incluindo posições de espera


por mau tempo. Estes planos devem considerar todos os obstáculos que existem no local,
seja na superfície ou no solo marinho.

4.6.3 Procedimento de Içamento

A operação de içamento deve ser descrita em um procedimento que deve conter, no


mínimo, a descrição da operação, relação dos acessórios de içamento, condições
ambienteis, limites para operação da embarcação, plano alternativo para situações de
emergência nas operações de maior risco, cadeia de comando e responsabilidades.

4.6.4 Certificado de Lingas e Manilhas

4.6.4.1 O certificado das lingas deve conter os seguintes itens:

a) código de identificação da linga;


b) nome do fabricante;
c) data de fabricação;
d) diâmetro e comprimento;
e) tipo de construção;
f) certificado de teste do cabo de aço;
g) carga de rutura mínima efetiva do cabo de aço;
h) carga admissível de trabalho da linga.

4.6.4.2 O certificado da manilha deve conter os seguintes itens:

a) código de identificação da manilha;


b) nome do fabricante;
c) data de fabricação;
d) método de fabricação/informação do material;
e) especificação ou norma de referência;
f) dimensões;
g) resistência mínima estimada;
h) carga de teste;
i) carga admissível de trabalho.

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4.6.5 Documentação do Guindaste Flutuante

A documentação indicada a seguir, deve estar disponível a bordo:

4.6.5.1 Do flutuante da embarcação:

a) certificado de registro;
b) certificado da Sociedade Classificadora;
c) certificado de borda livre;
d) certificado dos equipamentos de segurança;
e) certificado de vistoria;
f) dados de estabilidade (sistema de lastro);
g) dados do sistema de ancoragem, compreendendo:
- número, tipo e tamanho (peso) das âncoras, diâmetro e comprimento dos
cabos e amarras;
h) dados do sistema de comunicação do meio flutuante.

4.6.5.2 Do guindaste:

a) certificado da Sociedade Classificadora;


b) certificado de teste do guindaste e prazo de validade;
c) última vistoria anual;
d) informações sobre os içamentos efetuados tais como carga e posição;
e) curva de raio de operação estática e dinâmica;
f) fatores limitantes da utilização do guindaste tais como velocidade do vento,
ângulos de balanço (“roll”) e caturro (“pitch”);
g) registro da manutenção prevista nos planos do fabricante.

5 INSPEÇÕES E ENSAIOS

5.1 Cabos e Lingas

5.1.1 Todos os cabos de controle devem sofrer inspeção visual antes das
operações conforme a norma PETROBRAS N-1597 e, periodicamente, conforme
a norma ABNT NBR/ISO 4309.

5.1.2 As lingas devem ser inspecionadas conforme a norma ABNT NBR 13543.

5.1.3 Todas as peças e/ou componentes em contato com os cabos e/ou lingas devem
sofrer inspeção visual para detetar ocorrências que possam vir a danificá-los.

5.1.4 Os cabos devem ser inspecionados internamente para detetar sinais de


falta de lubrificação e/ou corrosão, de preferência por sistema de inspeção
eletromagnética.

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5.2 Manilhas

5.2.1 Os ensaios não-destrutivos devem ser realizados através de procedimentos,


inspetores e operadores qualificados de acordo com as normas PETROBRAS N-1590,
N-1596, N-1597 e N-1598.

5.2.2 Antes do içamento, as manilhas devem ser inspecionadas para garantir o perfeito
desempenho durante a operação, por meio de inspeção visual para detetar falhas devidas a
corrosão e eventuais deformações, e ensaios de partículas magnéticas ou líquido
penetrante.

5.3 Equipamentos

Antes do içamento deve ser realizada inspeção visual dos seguintes itens:

a) estado geral de cabos e moitões;


b) estado geral dos guinchos;
c) estado geral e funcionamento dos sistemas de freio e segurança;
d) existência dos planos de manutenção e o seu cumprimento.

5.4 Olhais e Cabeços de Içamento

5.4.1 Os ensaios não-destrutivos devem ser realizados através de procedimentos,


inspetores e operadores qualificados de acordo com as normas PETROBRAS N-1590,
N-1594 e N-1596, e a soldagem deve ser acompanhada por inspetores de soldagem
qualificados de acordo com a norma FBTS N-001.

5.4.2 As chapas de olhais devem ser inspecionadas por meio de ultra-som, de acordo com
a norma BSI BS 5996, Gr. LC3E.

5.4.3 Não são permitidas descontinuidades superficiais nos bordos dos olhais.

5.4.4 Todas as soldas devem ser inspecionadas visualmente a 100 % de acordo com a
norma PETROBRAS N-1597. Além da inspeção visual, as soldas devem ser inspecionadas
de acordo com os itens 5.4.1 e 5.4.2, o que for aplicável.

5.4.4.1 As soldas de penetração total devem ser inspecionadas a 100 % por meio de
ensaios de partículas magnéticas e ultra-som, de acordo com as normas PETROBRAS
N-1598 e N-1594, respectivamente.

5.4.4.2 As soldas em ângulo devem ser inspecionadas a 100 % por meio de ensaio de
partículas magnéticas, conforme a norma PETROBRAS N-1598, sendo que nos locais de
difícil acesso pode ser substituído pelo ensaio de líquido penetrante, conforme a norma
PETROBRAS N-1596.

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5.4.5 Antes de cada operação de içamento os olhais devem ser totalmente


reinspecionados, conforme o item 5.4.4.

6 ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO

6.1 Os cabos ou lingas devem ser imediatamente rejeitados se não atenderem às


exigências das normas PETROBRAS N-1597, ABNT NBR/ISO 4309 e ABNT NBR 13543 e,
ainda:

a) existirem evidências de esmagamento, torção excessiva, gaiola de pássaro ou


quaisquer danos nos laços ou na ligação entre cabos;
b) existirem evidências do cabo ter sido submetido a calor excessivo;
c) nas lingas, os laços apresentarem desvios permanentes de mais de 10° em
relação a qualquer plano que contenha o cabo, sem carga;
d) existirem quaisquer sinais de corrosão;
e) existirem variações nos diâmetros nominais dos cabos e/ou lingas, a menor.

6.2 Qualquer defeito detetado pelos métodos previstos no item 5.2 deve conduzir à rejeição
das manilhas e à sua substituição.

6.3 Qualquer defeito detetado na inspeção visual citada no item 5.3 deve conduzir à
rejeição dos equipamentos e à sua substituição.

6.4 Os critérios de aceitação de descontinuidades constatadas nas inspeções e ensaios


descritos no item 5.4 são os constantes da norma PETROBRAS N-1852.

_____________

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ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A, B e C
Não existe índice de revisões.

REV. D
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Revalidação

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IR 1/1