Acabando com a “distância” do Ensino à Distância: uma abordagem bem humorada na aprendizagem on-line.

Donna Gayle Anderson Instrutora, Universidade Texas A&M donna_anderson@tamu-commerce.edu

Resumo Como os formatos de cursos à distância se tornaram uma estratégia de longo prazo bem aceita em educação, instrutores que personalizaram os seus cursos com humor podem contribuir positivamente para o aprendizado dos alunos. O objetivo deste trabalho foi determinar as percepções do humor pelos estudantes em um curso on-line de graduação de gestão de operações de produção, e como o humor influenciou o envolvimento dos estudantes em discussões em fórums on-line. A estatística revela uma diferença significante (p = .000) entre os dois grupos, sendo o grupo 1 tem pouco ou nenhum humor incluído no curso e o grupo 2 tem humor incluído. A inclusão de humor representava 33.7% do efeito. Além disso, o resultado da avaliação dos estudantes do segundo grupo mostrou que o humor melhorou o ambiente de aprendizado on-line. Esta pesquisa sustenta resultados de pesquisas anteriores e avanços em estudos em pedagogia à distância e humor. As conclusões são que o humor incorporado em cursos on-line motiva os estudantes a participar mais nas discussões e contribuem para um ambiente de aprendizagem mais positivo. Palavras-chave: Humor, humor on-line, aprendizagem e humor, Educação à distância. Introdução Conforme o ensino à distância continua crescendo e sendo aceito como uma boa estratégia em Educação (Ferguson & DeFelice, 2010), a “qualidade da experiência do aprendizado do aluno” (Ellis, Ginns & Piggott, 2009, pg. 304) é uma preucupação constante. Muitos estudos com base nas tradicionais salas de aula feitas de cimento e tijolos, descobriram que existe uma relação positiva entre o uso do humor e o da aprendizagem on-line como pedagogia (Fitzsimmons & McKenzie, 2003; Roth, 2008; Wanzer & Frymier, 1999). Recentes publicações tem feito contribuições para o avanço do humor e da aprendizagem on-line como pedagogia. Especificamente Goldman (2001), conduziram um estudo qualitativo para analisar as atitudes dos alunos em relação ao aprendizado e ensino on-line. Embora não seja o objetivo específico de seu estudo, Goldman concluiu que os instrutores que usam do senso de humor em suas aulas on-line, ajudaram a trazer trazer mais humor para as suas classes virtuais. James (2004) expôs a necessidade de incluir o humor nas aulas on-line, mas não conduziu um estudo formal. Além disso, Shatz & Coil (2008) e Shatz & LoSchiavo (2006), explicaram como incorporar o humor nas aulas on-line. Embora essas publicações contribuam para o humor e cursos à distância, somente há um estudo que sistematicamente incorporou humor no treinamento on-line de um curso preparatório de psicologia. LoSchiavo & Shatz (2006)

testaram a eficácia do humor como uma estratégia em um curso de psicologia geral on-line e verificaram que o humor influenciou significantemente a participação dos alunos, mas não teve efeito no desempenho geral do curso. Este estudo amplia o feito por LoSchiavo & Shatz porque explora o humor na de um curso de gestão de operações de produção em um diferente cenário demográfico e universitário. Além disso, o curso de gestão de operações de produção é visto por muitos estudantes como um curso rígido (Kher, Molstand & Donahue, 1999) e tem um histórico alto de evasão. Este histórico é descrito ao final deste artigo. O objetivo deste trabalho foi determinar a percepção dos alunos da inclusão do humor nas aulas do curso universitário on-line de gestão de operações de produção e como ele influenciou a participação dos alunos em fórums de discussão. Os dados foram coletados a posteriori de quatro seções do mesmo curso on-line com o mesmo instrutor. A média das notas de todos os alunos envolvidos neste estudo foi considarada. Este estudo é importante para pesquisadores pois avança na temática do humor no ensino e aprendizagem on-line como pedagogia para ajudar a aumentar a participação e motivação dos alunos para concluir com sucesso os requisitos do curso. Bibliografía relacionada O senso de humor do instrutor tem a capacidade de melhorar o processo de aprendizagem (Roth, 2008) para ajudar os alunos a entenderem significados e conceitos (Meyer, 2000), melhorar a absorção dos conteúdos (Meyer, 2000; Schmidt & Williams, 2001) e para fazer os alunos relaxarem nos momentos de ansiedade e aumento de tensão (Garner, 2006). Por um lado, a incorporação do humor nos cursos on-line tem um aspecto positivo tanto para os instrutores que usam o humor e para os alunos que recebem o humor. Por outro lado, o uso do humor na sala de aula normalmente ocorre acidentalmente (Fitzsimmons & McKenzie, 2003) e é influenciado por uma ocasião ou necessidade específica. Na falta de espontaneidade, elaborar o curso on-line com a colocaçao estratégica do humor é extremamente importante e pode ser bastante desafiador (Shatz & LoSchiavo, 2006). Como o humor deve ser incluído em aulas on-line? Como uma pedagogia eficaz, o humor tem sido associado a muitas reclamações sobre o ensino e aprendizagem (Roth, 2008). Por exemplo, o humor melhora o pensamento criativo, aumenta a coesão do grupo, aumenta a atenção e o interesse dos alunos e constrói um ambiente na sala de aula que melhora a aprendizagem. Mais especificamente, o humor contribui para uma variedade de benefícios psicológicos e filosóficos (Berk, 2001; Garner, 2003). Em particular, o humor pode ser separado em três categorias onde ele age como estímulo, a alegria representa a resposta emocional e a gargalhada é a resposta física ou comportamento Berk, 2001). O humor, por exemplo, estimula a “uma mudança na perspectiva cognitiva” (Berk, 2001, p. 326) que permite a uma pessoa lidar melhor com uma experiência.

De acordo com Meyer (2000), a teoria da incogruência enfatiza a cognição que explica a incogruência da experiência, quando as pessoas percebem algo como uma mudança da realidade. Esta teoria abrange a maioria dos individuos geralmente acredita como engraçado. Especificamente o estímulo do humor fornece uma surpresa ou “choque” a um individuo, porque é “bastante diferente da norma e ser notável” (p.313). O humor aumenta o envolvimento dos estudantes nas aulas on-line? Semelhante a uma sala de aula tradicional, o humor pode ser usado para criar um ambiente on-line para incentivar a participação (Shatz & LoSchiavo, 2006). Por exemplo, Wanzer e Frymier (1999) investigaram a relação entre a “percepção do humor do professor na orientação e aprendizagem recebida” (p.48) e encontraram que os “estudantes podem prestar a mais atenção e term mais vontade de assistir as classes quando o humor é usado regularmente nas salas de aula” (p.58). Da mesma maneira, em um estudo para testar a eficiência do humor em um curso de psicologia on-line, LoSchiavo & Schatz (2005) encontraram indicios que o humor incorporado no curso on-line influeciava significantemente a participação e interesse dos alunos. Goldman (2001) também descobriu que os estudantes pareciam estar mais envolvidos quando o hmor é incorporado na sala de aula virtual. Em um estudo focado em um projeto de gestão de sala de aula, Fitzsimmons & McKenzie (2003) notaram dois temas predominantes de um dos seus temas: o humor como brincadeira e a natureza da interação resultante. Para este assunto, o humor foi usado para envolver os alunos e desenvolver relacionamentos pessoais que faciltaram a interação entre alunos e professores. Essa interação “de que o humor é o componente principal” (p.198), criando uma atmosfera de envolvimento. O humor melhora o ambiente de aprendizado on-line? Vários estudos mostraram que o humor melhoram o ambiente de aprendizado on-line (James, 2004; Shatz & LoSchiavo, 2006) e cria um efeito positivo no prazer do aluno (Garner, 2006). As aulas on-line melhoradas pelo humor reduzem o gargalo entre o professor e o aluno e fazem com que estes vejam o instrutor de modo mais acessível (Shatz & LoSchiavo, 2006). Enquanto ajuda a construir relacionamentos e desenvolver apoio (Fitzsimmons & McKenzie, 2003) na sala de aula, o humor é uma característica dos melhores e mais eficientes professores (James, 2004). Em particular, o humor ajuda a coesão dentro do grupo e pesquisadores determinaram que o humor utilizado por um professor aumenta a conexão com o aluno (Glaser & Bingham, 2009). Quando os alunos sentem a conexão com o professor e outros colegas de classe, eles aproveitam melhor a experiência em sala de aula, estarão “mais motivados para assistir as aulas e completar as tarefas... e podem aprender mais” (Glaser & Bingham, p.64). Além disso, o humor aumentaa motivação e atenção dos alunos, o que faz que eles se conectem mentalmente com os materiais do curso (Shatz & Coil, 2008). Como estratégia, o humor é um

“lubrificante educacional que faz com que o aprendizado seja mais envolvente, agradável e memorável. (Shatz & Coil p.106). Todo tipo de humor é apropriado em aulas on-line? Deve-se observar que nem todo tipo de humor é propício para um ambiente positivo de aprendizagem (Flowers, 2006; Wanzer, Frymier & Irwin, 2010). Por exemplo, o humor que é ofensivo para os alunos gerará um aspecto negativo e “posivelmente reduzirá a motivação e ... [distrai] os alunos do conteúdo do curso” (Wanzer et al, 2010, p.7). Especialmente Meyer (2000) aponta que a melhor aproximação para o humor é usado para exercer controle e é frequentemente aplicado às custas dos outros. Esse tipo de humor tem uma interpretação confusa e pode ofender a muitas pessoas. Assim sendo, não é apropriado para ser incluído em sala de aula. Entretanto, humor que se relaciona com a matéria pode ser o mais fácil de se usar eficazmente” (Flowers, 2011, p.11). Segundo Wanzer e seus colegas (2010), o humor que se relaciona “com o conteúdo do curso ou faz o conteúdo relevante” (p.7) e memorável (Shatz & Coil, 2008), cria uma atmosfera mais relaxada que diminuí a ansiedade e fornece um descanso mental onde um aluno pode processar a informação e reter materiais do curso (Garner, 2006; Meyer, 2000; Shatz & Coil, 2008; Wanzer et al, 2006). Além disso, o uso de exemplos específicos do conteúdo bem humorados podem dar aos alunos uma nova perspectiva que leva para um pensamento divergente (Meyers, 2000; Ziv, 1983). Ademais, “talvez a melhor explicação do efeito do humor é que o material pode levar a uma atenção sustentada e subsequentes processos de elaboração” (Schmidt & Williams, 2001, p. 311). Conhecimento prévio O presente estudo envolveu alunos da graduação matriculados em um curso de gestão de operações de produção em uma universidade regional credenciada pela ASCSB. Este curso em particular tinha uma reputação de ser um curso amedontrador, onde os estudantes adiavam faze-lo por conta de uma percepção de dificuldade do material do curso ou falta de confiança no conteúdo (Kher, Molstand & Donahue, 1999). Conversando com estudantes que fizeram ou não o curso, e com vários professores que lecionaram e/ou continuam a lecionar neste curso, à distância ou presencial, o consenso geral é que o curso é difícil para a maioria dos alunos. As principais razões apontadas são que os alunos não tem confiança suficiente no entendimento de algebra e estatística universitária, as exigências de um curso desafiador e a estrutura do curso on-line. Além disso, este curso tinha um histórico em repetência e uma baixo índice de retenção. Por exemplo, no primeiro dia de aula de 2008, 37 alunos estavam matriculados em uma sessão on-line do curso. Entretanto durante o semestre, 13 alunos abandonaram voluntariamente o curso, resultando em um percentual de 67 % nos índices de aprovação. Dos alunos que completaram o curso, 92% receberam uma nota C ou melhor. Esta aula era organizada por um capítulo do livro texto, com anotações de aula, apresentações em Power Point, e soluções escritas para exemplos de problemas matemáticos. Entretanto, esta classe experimentou uma mudança

de médio prazo nos instrutores e não faziam parte dos estudos, além de propocionar uma visão histórica do curso. Antes do semestre de 2009, o instrutor fêz mudanças no modo como o curso estava organizado e estabeleceu requisitos específicos para a participação das discussões. Especificamente os materiais do curso foram divididos em lições que consistiam anotações escritas e apresentações em Power Point dos capítulos do livro texto, agrupados em tópicos relacionados com os objetivos do curso. O instrutor também oferecia explicações específicas escritas dos conceitos e dave exemplos para resolver problemas matemáticos em um esforço para ajudar os alunos a atingirem os objetivos. Estas explicações foram na forma de mensagens do instrutor em painéis de discussão, anúncios do curso e anotações de aula incorporadas. No primeiro dia de aulas de 2009, 68 alunos se matricularam em duas sessões do curso com o mesmo instrutor. Durante o semestre, 10 alunos voluntariamente sairam do curso, resultando em um percentual de aprovação/conclusão de 85%. Dos alunos que completaram o curso 79% recebeu uma nota C ou maior. Nos semestre de 2010 houve mais ajustes nos cursos on-line. Anotações de aula foram expandidas para incluir links bem humorados no YouTube e desenho animados que eram direcionados direta ou indiretamente a conceitos e vídeos humoristicos no YouTube que não tinham relação com conteúdo específico do curso. Na página do curso, o instrutor inseriu o link para o vídeo no YouTube http://www.youtube.com/watch?v=rLprXHbn19 mostrando um esquete de Abbott e Costello (Gershenson & Seiter, 1998) que está indiretamente relacionado com específicos temas do curso. Como outro exemplo, o instrutor também inseriu o link http://www.youtube.com/watch?v=xnq403uHn14 mostrando um esquete do Show da Lucy (Oppenheimer et al, 2005), que pode ser relacionado com os conceitos de cronogramas das operações de produção e conceitos sequenciais. Além disso, o instrutor também adicionou mídia gravada, explicando oralmente soluções do problemas matemáticos, utilizando o Adobe Presenter e dando instruções escritas para resolver os exemplos de problemas matemáticos. Durante as férias de 2010, 73 alunos se inscreveram em duas turmas do mesmo curso com o mesmo instrutor. Desses alunos, dois (2) voluntariamente desistiram do curso, resultando em uma porcentagem de 97% de conclusão. Dos alunos que completaram o curso, 97% receberam aprovação com uma nota C ou maior.

Método O objetivo deste artigo é determinar a percepção pelos alunos do humor incluído em um curso de graduação on-line e como ele influencia a participação dos alunos nas salas de discussão on-line. A primeira conclusão deste artigo é que o humor melhora o ambiente de aprendizagem on-line e motiva os estudantes em uma maior participação nas discussões dos temas. Para avaliar como o humor influencia os alunos nas aulas à distância, esta pesquisa foi orientada pelas seguintes questões: 1. Qual a diferença do envolvimento dos alunos em uma turma com pouco Humor, e uma turma com a inclusão do humor? 2. Qual a percepção dos alunos do ambiente de aprendizagem em um curso onde o instrutor adicionou humor? Os dados foram coletados a posteriori de 129 alunos em quatro turmas à distância de um curso de graduação de gestão de operações de produção. Especificamente, de duas turmas do 1º período de 2009 e duas turmas de 2010. As quatro turmas tinham o mesmo instrutor e as mesmas expectativas. Os dados foram inseridos no SPSS para análise. O método do instrutor foi codificado em dois grupos, onde o Grupo 1 (isto é, Pouco_ou_nenhum_Humor, n=58) onde havia pouco ou nenhum humor incluído pelo instrutor durante o período de 2009 e o Grupo 2 (isto é, Humor, n=71) que tinham uma variedade de conteúdos humorísticos colocados pelo instrutor durante o verão. O conteúdo humorístico consiste de: vídeos postados no YouTube que estão direta ou indiretamente relacionados com o conteúdo do curso; as observações postadas pelo instrutor tem comentários que são engraçados para alguns dos alunos; as respostas postadas para alunos individualmente no painel de discussão que são engraçados para alguns alunos; as notas dos instrutores para as lições tem comentários que são engraçados para alguns estudantes. O número de postagens nos fórums de discussão são contados e o total de cada aluno é lançada. O autor deste artigo está consciente que a qualidade do conteúdo que é postado por cada aluno é uma preucupação de muitos instrutores. Medidas são tomadas pelo instrutor do curso para reduzir o número de vezes que os alunos respondem com o proverbial “Eu concordo”. Entretanto, como a “qualidade” é um termo subjetivo (i.e., é definido diferentemente), a questão de se saber se o número de posts é sinônimo de qualidade, está fora do escopo deste artigo. Para efeitos deste estudo, o autor considera que o número de vezes que o aluno posta algum comentário nas salas de discussão está relacionado com o envolvimento dos alunos. Para determinar a diferença do envolvimento dos alunos baseados no método do instrutor (i.e., com pouco ou nenhum humor acrescentado; com humor acrescentado), o autor contou o número de vezes que o aluno postou nos fórums de discussão e lançou esses números brutos no SPSS. Amostras independentes de teste t são apropriados por variável de interesse, número de postagens, está numa escala de proporção, e há, diferentes alunso

em cada grupo. Como o autor está estudando a diferença, e a ordem das médias não é especificada, foi estabelecido um teste bilateral. O nível α foi estabelicido: α = .05. Para determinar a percepção pelos alunos do ambiente de aprendizagem, o autor selecionou as seguintes questões das avaliações dos alunos em questionários fechados das aulas on-line incluídos neste estudo. • Me foi dado um “ambiente de aula” seguro e acolhedor. • Me foi dado no curso, um conteúdo que tinha significado e valor para mim. • Eu vou recomendar este instrutor para outro aluno. As duas primeiras questões incluiam uma escala Likert, onde os alunos poderiam responder das seguinte maneira: 1 = Sempre; 2 = Consideravelmente; 3 = Frequentemente; 4 = Às vezes; 5 = Nunca A última questão incluía uma escala Likert, onde os alunos poderiam responder: 1 = Com certeza; 2 = Muito provavelmente; 3 = Pouco provável 4 = Não é provável; 5 = Nunca As avaliações dos alunos também incluiram questões abertas onde os alunos poderiam fazer comentários sobre as aulas e/ou instrutor como desejassem. As respostas coletadas das avaliações dos alunos incluídas nesta pesquisa estão na Tabela 1. Finalmente, palavras específicas (por exemplo, divertido, engraçado, humor) foram usados para pesquisar os comentários dos alunos (nas questões abertas) como essas palavras estão relacionas para o objetivo primário deste estudo.

Resultados Um teste t de amostras independentes foi conduzido para determinar se houve diferença significativa entre as médias dos GPAs dos alunos envolvidos na pesquisa. Especificamente, a média das notas de todos os alunos incluídos nesta pesquisa é 2.97 (SD = .489). Onde o primeiro grupo (Pouco_ou_Sem_humor), a média era de de 3.01 e a do segundo grupo (Humor), a média era de 2.93. Os resultados do teste t(127) = |.856|, Sig. (2tailed) = .394 > .05, não mostrou uma diferença significativa das notas dos dois grupos. A média dos números de postagens de todos os alunos incluídas nesta pesquisa é 60.47 (SD = 28.18). No primeiro grupo (Pouco_ou_Sem_humor), a média de postagens é 49.98 (SD = 28.674) e no segundo grupo (Humor), a média é 69.04 (SD = 24.847). Os resultados to teste t mostraram uma significância estatística entre os dois grupos, t(127) = |4.043|, Sig. (teste bilateral) = .000 < .05, indicando que o segundo grupo, onde o humor foi acrescentado, tinha uma maior participação que o primeiro, onde pouco ou nenhum humor foi acrescentado. O tamanho indicado de cerca de 34% (η 2 = .3376) da variação no número de postagens nos fórums de discussão são resultado do humor acrescentado nas aulas on-line. Analisando os dados coletados das avaliações dos alunos nos questionários fechados, houve um percentual de 44% de mudanças positivas nas respostas da questão: Me foi dado um “ambiente de aula” seguro e acolhedor. Houve uma mudança positiva de 85% nas respostas para a questão: Me foi dado no curso, um conteúdo que tinha significado e valor para mim. Houve uma mudança positiva de 57% nas resposta da questão: Eu vou recomendar este instrutor para outro aluno. As mudanças positivas nos percentuais indica que a percepção dos alunos do ambiente de aprendizagem nas turmas em que o instrutor acrescentou humor, foram positivas. Analisando os comentários incluídos pelos alunos nos questionário, palavras específicas (por exemplo, divertido, engraçado, humor) pesquisadas nos comentários do primeiro grupo (pouco ou nenhum humor), resultou em zero. Em outras palavras, nenhum dos estudantes do semestre de 2009 nas turmas do curso, usaram qualquer dessas três palavras nos seus comentários. Isso indica que o instrutor não incorporou humor suficiente nas aulas para fazer diferença na percepção dos alunos. No segundo grupo, onde humor foi incorporado pelo instrutor, as palavras da busca foram incluídas da seguinte maneira: • [Nome do Instrutor] mantém um ambiente alegre e mesmo assim você aprende o necessário. • [O instrutor] tornou um curso difícil, divertido and suportável! • [Nome do Instrutor] incorporou humor e personalidade para seu curso, ao invés da atmosfera enfadonha de um curso on-line. • A turma era divertida e o professor muito atencioso.

Analisando mais os comentários abertos dos alunos, revelaram que a percepção diretamente relacionada ao ambiente on-line também incluiram: • • • • Ela diminuiu a distância entre aluno e professor no “ensino à distância’. Ela é desafiadora, mas criou um ambiente genuíno de aprendizado. Adorei as aulas. [Nome do Instrutor] é uma professora incrível. [Nome do Instrutor] é um professor incrível com muito conhecimento da gerência de produção.

Debate A correlação positiva entre o humor incorporado nas turmas de aula on-line e participação dos alunos sugere que o humor contribue para motivar mais estudantes a se envolverem mais nos debates on-line. Esse dados corrobora as pesquisas de Shatz & LoSchiavo’s (2006) e Goldman’s (2001), onde os alunos mostram estar mais envolvidos em classes on-line divertidas. Além disso, os dados deste estudo são consistentes com a pesquisa de Fitzsimmons and McKenzie (2003) sobre a relação da interação entre aluno-professor e o humor. Similarmente, o aumento da percepção positiva do professor também sugere que o humor ajuda a criar um ambiente positivo de aprendizagem. Isso é constistente com as conclusões de Glaser e Bingham (2009), de que o humor aumenta a atenção e motivação dos alunos e ajuda a conectar cognitivamente ao conteúdo do curso. Além disso, ajuda a sustentar a lteratura existente que o humor cria efeitos positivos no prazer do aluno (Garner, 2006; Shatz & LoSchiavo, 2006). O humor incluído pelo instrutor nas turmas de verão foi apropriado para cria um ambiente positivo de aprendizagem, como foi percebido pelos alunos. Nas turmas de verão, os estudantes reconheceram especificamente o humor como um método que ajuda a criar uma ambiente de aprendizagem positivo.

Tabela 1: Respostas de auto-preenchimento dos estudantes Me foi dado um “ambiente de aula” seguro e acolhedor
Sempre Consideravelmente Frequentemente Às vezes Nunca
Pouco ou nenhum 30 (59%) humor Humor Percentual de mudança 51 (75%) 27% 9 (18%) 14 (21%) 17% 8 (16%) 2 (3%) -81% 2 (4%) 1 (1%) -75% 2 (4%) 0 (0%) -100 %

Me foi dado no curso, um conteúdo que tinha significado e valor para mim
Sempre Consideravelmente Frequentemente Às vezes Nunca
Pouco ou nenhum 19 (37%) humor Humor Percentual de mudança 45 (66%) 78% 15 (29%) 18 (27%) 7% 10 (20%) 3 (4%) -80% 5 (10%) 2 (3%) -70% 2 (4%) 0 (0%) -100 %

Vou recomendar este professor para outro aluno
Sempre Consideravelmente Frequentemente Às vezes Nunca
Pouco ou nenhum 25 (45%) humor Humor 47 (69%) 12 (24%) 17 (25%) 9 (18%) 3 (4%) 2 (4%) 1 (3%) 5 (10%) 0 (0%)

Percentual de 53% 4% -78% -50% -100 % mudança Nota: o percentual de mudança foi calculado e incluído na tabela. A fórmula para calcular o percentual de mudança é o seguinte: Caso 2 – Caso 1 / Caso 1 x 100, onde o Caso 2 tem humor incluído e Caso 1 tem pouco ou nenhum humor. Especificamente, o cálculo mostra as diferenças nas respostas (diminuição/aumento) entre a turma com humor incluído e a classe sem a inclusão de humor. As respostas da Escala Likert foram divididas assim: Sempre (Definitivamente) + Consideravelmente (Muito Consideravelmente) = um resultado positivo que indica um aumento da percepção positiva por parte do aluno, onde um resultado negativo indica uma diminuição nas percepções positivas. Frequentemente (Possivelmente) + Às vezes (Pouco posivelmente) + Nunca = um resultado positivo indica um aumento na percepção negativa por parte do aluno; onde um resultado negativo indica uma diminuição na percepção negativa.

Os resultados desta pesquisa sugerem que o humor apropriado pode ser considerado pelos instrutores de aulas on-line como uma estratégia para envolver alunos em cursos à distância, reduzindo as barreiras da distância-doprofessor, sentidas por muitos alunos on-line e criando uma aula mais personalizada, onde os alunos se sentem confortáveis para fazerem perguntas suficientes quando precisam de esclarecimentos sobre o conteúdo do curso. Além disso, o humor pode ajudar a retr os alunos e aumentar a sua motivação para completarem com sucesso um curso à distância. Entretanto, existem limitações para este estudo e recomendações para futuras pesquisas.

Primeiro, esta pesquisa foi conduzida à posteriori com limitada observação estruturada que pode contribuir para uma certa tendência. É recomendável que futuras pesquisas utilizam medidas válidas e confiáveis, tanto qualitativa como quantitavamente para reduzir possíveis tendências. Em segundo lugar, o instrutor regularmente interage com os alunos em fórums de discussão, avisos postados e leitura gravada para melhor esclarecer conteúdos do curso. Essa interação e explicações adicionais não são foco desta pesquisa, mas pode ser considerada em futuras pesquisas. Especificamente Fitzsimmons and McKenzie (2003) indicam que a interação entre professor-aluno, aluno-professor e aluno-aluno também são indicadores que melhoram o aprendizado pelos alunos e à distância. Futuras pesquisas podem incluir outros efeitos que podem contribuir para o aprendizado on-line. Além disso, os cursos comparados foram das turmas de verão e outono, que também pode apresentar certa tendência. Assim sendo, pesquisas adicionais devem ser conduzidas de forma a incluir semestres regulares completos como comparação. Terceiro, esta pesquisa e outras (por exemplo, Garner, 2006; Shatz & Coil, 2008; Wanzer, Frymier, Wojtaszczyk, & Smith, 2006) indicam que o humor é relacionado com o aumento da percepção pelo aluno do ensino e do ambiente de aprendizagem, ao passo que humor inapropriado pode influenciar negativamente o aprendizado do aluno. Futuras pesquisas devem ser conduzidas para esclarecer o entendimento do que é ou não apropriado para ser incorporado em uma aula on-line. Finalmente, esta pesquisa é limitada aos temas pertinentes a um especifíco curso de gestão de operações de produção em uma pequena universidade do sudoeste e podem não representar todo o universo dos estudantes. Futuras pesquisas devem incluir uma amostragem para garantir a generalização. Conclusão O humor na sala de aula tradicional a muito tempo já foi aceita como prática dos professores. Com o ambiente de aprendizagem à distância cada vez mais aceito como uma estratégia de longo prazo em educação, o uso do humor pelo professor pode ajudar a diminuir a distância dos cursos on-line pela criação de uma aula mais personalizada. Este ambiente personalizado pode ajudar a motivar os alunos a se envolverem mais nas discussões on-line como reflexo de uma diferença estatística significante entre os dois grupos. Além disso, o humor aumenta positivamente a percepeção pelos alunos sobre o ambiente de ensino à distância. Os alunos reconhecem o humor apropriado, assim como reconhecem o humor inapropriado. Assim, deve-se ter cuidado para garantir que o humor incluído em uma aula online é apropriado e relevante ao conteúdo do curso.

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