NOVUM ORGANUM

Tradução e notas de José Aluysio Reis de Andrade

muito prudentemente.C. concorreram para interromper e extinguir as investigações. 2 Bacon não usa. Não obstante. não deduziram suas afirmações de princípios verdadeiros e. Contudo. mas experimentá-lo. infligiram grande dano tanto à filosofia quanto às ciências. Nova Academia. Prefere rdtio ou via. não debater a questão de se algo pode ser conhecido. o termo methodus. levados pelo partido e pela afetação. De outra parte.PREFACIO DO AUTOR Todos aqueles que ousaram proclamar a natureza como assunto exaurido para o conhecimento. Consiste no estabelecer os graus de certeza. deter1 Literalmente. Pois. Ver mais adiante Aforismo 126. alegaram para isso razões dignas de respeito. Nosso método. Decidiram. Arcesilau (316-241 a. possivelmente para não se comprometer com o seu uso anterior. pôr vezo professoral ou por ostentação. por convicção. incompreensibilidade. . livro I. perseveraram em seus propósitos e não se afastaram da procura dos segredos da natureza. mesmo aqueles. Acompanhamos. transcrição fatina do grego. os antigos filósofos gregos. estado resultante do princípio cético de dúvida à possibilidade da verdade. tudo abandonando à aspereza da meditação e ao errático e perpétuo revolver da mente. venham suas opiniões dos antigos sofistas. não empregaram qualquer espécie de regra. a unanimidade dos tradutores modernos. como corcéis generosos que mordem o freio.1 Verberando com indignadas queixas as dificuldades da investigação e a obscuridade das coisas. fazendo valer a sua opinião. estribados apenas no fluxo natural do intelecto. Mas os que se voltaram para caminhos opostos e asseveraram que nenhum saber é absolutamente seguro. colocaram-se. aqueles cujos escritos se perderam. de mente saturada de doutrinas. é tão fácil de ser apresentado quanto difícil de se aplicar. ainda.2 contudo.) e seus discípulos. no caso. entre a arrogância de sobre tudo se poder pronunciar e o desespero da acatalepsia. assim parece. da indecisão dos seus espíritos ou. foram longe demais. ao contrário de Descartes. Tudo mais que hajam feito não compensa o que nos outros corromperam e fizeram malograr.

de resto. não proclamaria o espectador estarem eles cada vez mais caminhando para o delírio? E. Se os homens tivessem empreendido os trabalhos mecânicos uni«vif camente com as mãos. exposta no livro I. por um momento. estando já as coisas perdidas e a mente ocupada pelos usos do convívio cotidiano pelas doutrinas viciosas e pela mais vã idolatria. e em nada modificando o 'andamento das coisas. esperando com tal medida lograr o propósito colimado. ainda que dispusessem para o seu labor de seus extremos recursos. que. desde o início.3 Tornaram também manifesta a necessidade de escoras para o intelecto. provém das próprias percepções sensíveis. equivalente à lógica formal e. sem o arrimo e a força dos instrumentos. entregue a si mesma. na maior parte dos casos. de exercício inócuo. mais serviu para firmar os erros que descerrar a verdade. 4 Original: vanissimis idolis. se. por fim. o que também divisaram os que tanto concederam à dialética. abrindo e promovendo. se se decidisse pôr de lado os fracos e colocar em ação unicamente os robustos e vigorosos. como única salvação. e que devesse ser removido tão-somente pelas mãos dos homens. ou falsas idéias. sem dúvida. já usado por Aristóteles. não seja ela. Relacionado à doutrina dos ídolos. por certo muito pouco se teria alcançado. pois s. nessa via. Foi. assim. uma das partes do Trivium. este exemplo que é como um espelho. Em algumas passagens toma o sentido pejorativo. como assinalamos. os braços e os músculos 3 Usada no sentido escolástico. ainda não satisfeitos. 4 Pois a dialética.. reempreender-se inteiramente a cura da mente. E. mais tecnicamente. Considere-se. . como sinônimo de método dedutivo. a partir do Aforismo 38. o labor da mente. os dirigentes recorrer à arte atlética e ordenassem a todos se apresentarem logo. calcado muito de perto sobre aqueles. a nova e certa via da mente. Imagine-se um obelisco de respeitável tamanho a ser conduzido para a magnificência de um triunfo. mas permanentemente regulada. / com quase apenas as forças nativas da mente. decidissem. ou algo análogo. resolvendo fazer uso de algum critério.6 BACON minar o alcance exato dos sentidos e rejeitar. com as mãos.)L colocaram sob suspeita o seu processo natural e o seu movimento \> f y espontâneo. Não reconheceria nisso o espectador prudente um ato de grande insensatez? E esta não pareceria ainda maior se pelo aumento dos operários se confiasse alcançar o que se pretendia? E. como que por mecanismos. do $r mesmo modo que sem vacilação atacaram as empresas do intelecto. com precauções tardias. Mas tal remédio vinha tarde demais. Resta.

se pretendemos oferecer algo melhor que os antigos e. ficando a nós reservado o papel de guia apenas. apesar de tanto esforço e zelo. é o mesmo que o de todos —. à dialética (que pode ser tida como uma espécie de adestramento atlético). e. a proposição fica alterada. isso para o bom transcurso de nossos fados e para afastar de nosso espírito contratempos e perturbações. com efeito. Por que. à matéria de que nos vamos ocupar. da parte daqueles. visto intertarmos a descoberta de vias completamente novas e desconhecidas para o intelecto. conforme os ditames de tal arte: não exclamaria o espectador estarem eles a enlouquecer. já agora com certo cálculo e prudência? E se. Desse modo. pareceriam. cujo sucesso depende muito mais da boa fortuna que da superioridade de talento. não terem desistido ainda de usar. sem mais. o mero intelecto.NOVUM ORGANUM l untados e aprestados. pelo fortalecimento de cada um dos indivíduos ou pela reunião de muitos deles. ainda mais. Na verdade. em razão da disparidade de nossas forças. seja da excelência e da acuidade de seus engenhos. seja do grande número e da conjunção de forças. Com efeito. mesmo sendo justo e legítimo. aos que procurassem formar um juízo correto. Cessam o cuidado e os partidos. ao mesmo tempo. simplesmente. o cotejo não pareceria entre iguais. de resto. mister de pouca autoridade. tenha sido estabelecido de modo incorreto? Mas. conseguir-se em qualquer grande obra a ser empreendida pela mão do homem o aumento do seu poder. nada há aí de novo ou ilícito. Depois de estabelecermos essas premissas. no uso de nosso direito — que. por mais que esperassem. recolher os frutos de nossa discrição. não podemos nunca pretender escapar à imputação de nos termos envolvido em comparação ou em contenda a respeito da capacidade de nossos engenhos. Todavia. reprovar e apontar tudo o que. O primeiro consiste em que sejam conservados intactos e sem restrições o respeito e a glória que se votam aos antigos. seguir alguns caminhos por eles abertos. . os homens se aplicassem aos domínios intelectuais. para o revigoramento da mente. com o mesmo pendor malsão e com aliança tão vã. não podemos. ainda. se recorressem. podemos cumprir os nossos propósitos e. A segunda. sem o concurso de instrumentos ou máquinas. por outro lado. É manifestamente impraticável. Esta primeira advertência só diz respeito às pessoas. destacamos dois pontos de que queremos os homens claramente avisados.

não em emitir opiniões elegantes e prováveis. nem pretende. pois talvez seja propício para ambas as partes. dois métodos. ornem os discursos. Chamaremos ao primeiro método ou caminho de Antecipação da Mente e ao segundo de Interpretação da Natureza.8 BACON É preciso que se saiba não ser nosso propósito colocar por terra as filosofias ora florescentes ou qualquer outra que se apresente. finalmente. para sermos melhor atendidos e para maior familiaridade. pôr-se ao alcance do comum dos homens. por ser mais rica e correta que aquelas. tampouco. por tantos palmilhados sem resultado. por injunções da vida civil. não busca através de prenoções a anuência do • intelecto. o caso da maior parte dos homens). mas em ir mais além. a essas coisas úteis. não com a vitória sobre os adversários por meio de argumentos. deixando para trás os vestíbulos das ciências. declaramos e proclamamos abertamente que a filosofia que oferecemos não atenderá. que estejam preocupados. queremos adiantar o sentido dos termos empregados. com laços de / parentesco entre si. Procuramos cercar nossas reflexões dos maiores cuidados. mas também para que não se apresentassem de forma incômoda e árida ao espírito dos homens. a eles auguramos sejam bem sucedidos no que escolheram e consigam alcançar aquilo que buscam. ou a outras do mesmo gênero. Mas aqueles dentre os mortais. De nossa parte. com mais favor. esses. Que haja. mas de modo algum inimigas ou alheia uma da outra. pela ação. usualmente tão atulhado de . penetrarmos em seus recônditos domínios. para. mas em conhecer a verdade de forma clara e manifesta. seja por impaciência. Nem. Para algo mais chamamos a vossa atenção. sirvam o mister dos professores e que provejam as demandas da vida civil. E. duas ^7 fontes de geração e de propagação de doutrinas. que se juntem a nós. pela utilidade ou por seus efeitos. corno verdadeiros filhos da ciência. do mesmo modo. mas na vitória sobre a natureza. antes pelo contrário coligadas. não no uso presente das descobertas já feitas. Que haja igualmente "N* duas famílias de cultores da reflexão e da filosofia. um destinado ao cultivo das ciências e outro destinado à descoberta científica. Que haja. Aos que preferem o primeiro caminho. Ela não ^ é de pronto acessível. seja pela insegurança de suas mentes em compreender e abarcar a outra via (este será. mais animados e interessados. de longe. que nutram as disputas. recusamos às filosofias hoje aceitas. não apenas para que fossem verdadeiras.

procure. procure acompanhar tudo o que descrevemos e tudo a que recorremos. tal como é revelada pela experiência. solicitamos dos homens. a seguir. com serenidade e paciência. querendo. já profundamente arraigados na mente. Aí então. quer partindo de seus próprios recursos. tendo começado o pleno domínio de si mesmo. Em contrapartida. Mas que. . antes. não se disponha a fazê-lo de passagem e de maneira leviana.NOVUM ORGANUM 9 múltiplas formas de fantasia. que todo aquele que se dispuser a formar ou emitir opiniões a respeito do nosso trabalho. eliminar. se inteire bem do nosso tema. procure habituar-se à complexidade das coisas. enfim. da turba de autoridades. procure fazer uso de seu próprio juízo. quer por meio de demonstrações (que adquiriram agora a força das leis civis). sobretudo em se tratando de uma tão grandiosa restauração do saber e da ciência. os hábitos pervertidos.

AFORISMOS SOBRE A INTERPRETAÇÃO DA NATUREZA E Ò REINO DO HOMEM LIVRO l .

Assim como os instrumentos mecânicos regulam e ampliam o movimento das mãos. o médico. em si mesma. logram J muito. frustra-se o efeito. se não quando se lhe obedece. IV No trabalho da natureza o homem não pode mais que unir e apartar os corpos. con- . faz e entende tanto quanto constata. não sabe nem pode mais. de que dependem. Todos os feitos se cumprem com instrumentos e recursos auxiliares. pela observação dos fatos ou pelo trabalho da mente. Todos eles. tanto o intelecto quanto as mãos. Pois a natureza não se vence. sendo a \ causa ignorada. II Nem a mão nua nem o intelecto. III Ciência e poder do homem coincidem.AFORISMOS I O homem. ministro e intérprete__da natureza. em igual medida. sobre a ordem da natureza. O restante realiza-o a própria natureza. o matemático. uma vez que. E o que à contemplação apresenta-se como causa é regra na prática. No desempenho de sua arte. o alquimista e o mago. deixados a si mesmos. costumam imiscuir-se na natureza o físico. os da mente aguçam o intelecto e o precavêm.

. os sentidos e o intelecto. E ninguém disso se apercebe. 5 O termo "axioma" é usado por Bacon no sentido de proposição geral. quando vistas nos livros e nos ofícios. Todas aquelas belas meditações e especulações humanas. fazem-no com escasso empenho e parco sucesso. X 1 A natureza supera em muito. em complexidade. em si mesmo contraditório. estimar poder ser realizado o que até aqui não se conseguiu fazer. as ciências que ora possuímos nada mais são que combinações de descobertas anteriores. Não constituem novos métodos de descoberta nem esquemas para novas operações. Porém. IX i A verdadeira causa e raiz de todos os males que afetam as ciênl cias é uma única: enquanto admiramos e exaltamos de modo falso os poderes da mente humana. salvo se se fizer ( uso de procedimentos ainda não tentados. VI Seria algo insensato.14 BACON tudo — no presente estado das coisas —. todas as controvérsias são coisas malsãs. 5 //' VIII Mesmo os resultados até agora alcançados devem-se muito mais ao acaso e a tentativas que à ciência. não lhe buscamos auxílios adequados. VII As criações da mente e das mãos parecem sobremodo numerosas. Com efeito. toda essa variedade reside na exímia sutileza e no uso de um pequeno número de fatos já conhecidos e não no número dos axiomas.

fundados em noções vulgares. como quente. se as próprias noções (que constituem a base dos fatos) são confusas e temerariamente abstraídasjlas coisas. XII A lógica tal como é hoje usada mais vale para consolidar e perpetuar erros. XV Nãojhá nenhuma solidez nas noções lógicas ou físicas. repulsão. qualidade. Pelo que. XVI As noções das espécies inferiores. XIII O silogismo não é empregado para o descobrimento dos princípios das ciências. geração. são inúteis para a invenção de novas obras. de sorte que é mais danosa que útil. raro. as palavras são o signo das noções. pois se encontra muito distante das dificuldades da natureza. leve. é baldada a sua aplicação a axiomas intermediários. e as de percepção imediata pelos sentidos. Assim é que envolve o nosso assentimento. de que ora dispomos. elemento. nem"mêsfno~lêrrsaõ~líõções seguras. a nossa lógica atual é inútil para o incremento das ciências. frio. que para a indagação da verdade.NOVUM ORGANUM 15 XI Tal como as ciências. forma e outras do gênero. ação. pomba. XIV O silogismo consta de proposições. paixão. do mesmo modo. como as de homem. matéria. não as coisas. úmido. Muito menos ainda as de pesado. Substância. denso. atração. cão. seco. as proposições de palavras. Aqui está por que a única esperança radica na verdadeira indução. corrupção. . Todas são fantásticas e mal definidas. nada que delas depende pode pretender solidez.

A seguir. Para que se penetre nos estratos mais profundos e distantes da natureza. não estão sujeitas a grandes erros. A outra.16 BACON branco. Este é o verdadeiro caminho. descobrirem-se os axiomas intermediários a partir desses princípios e de sua inamovível verdade. ascendendo contínua e gradualmente até alcançar. negro. Esta é a que ora se segue. não foram abstraídas e levantadas das coisas por procedimentos devidos. O XVII Não é menor que nas noções o capricho e a aberração na constituição dos axiomas. quase só se apoiam nas noções vulgares. Mas mesmo estas. Uma. Tudo o mais que o homem até aqui tem usado são aberrações. devido ao fluxo da matéria e à combinação das coisas. a seguir. os princípios de máxima generalidade. Pois a mente anseia por ascender aos princípios mais gerais para aí então se deter. porém ainda não instaurado. E isso ocorre em muito maior grau nos axiomas e proposições que se alcançam pelo silogismo. também por vezes se confundem. em último lugar. desdenha a . que consiste no saltar-se das sensações e das coisas particulares aos axiomas mais gerais e. XX Na primeira das vias o intelecto deixado a si mesmo acompanha e se fia nas forças da dialética. Vigem aqui os mesmos princípios da indução vulgar. f XVIII Os descobrimentos até agora feitos de tal modo são que. que recolhe os axiomas dos dados dos sentidos e particulares. XIX Só há e só pode haver duas vias para a investigação e para a descoberta da verdade. e que o trabalho do intelecto se torne met lhor e mais correto. 0. é necessário que tanto as noções quanto os axiomas sejam abstraídos das coisas por um método mais adequado e seguro.

XXIII Não é pequena a diferença existente entre os ídolos da mente humana e as idéias 6 da mente divina. na mente sóbria. tais como de fato se encontram. por essa via. na verdadeira. " "~ & f XXIV De modo algum se pode admitir que os axiomas constituídos pela argumentação valham para a descoberta de novas verdades. desde o início. a outra aí se detém de forma ordenada. pois a profundidade da natureza supera de muito o alcance do argumento. E tais males são incrementados pela dialética. t Mas os axiomas reta e ordenadamente abstraídos dos fatos partícula. . ou seja. Mas é imenso aquilo em que discrepam. XXII Tanto uma como a outra via partem dos sentidos e das coisas particulares e terminam nas formulações da mais elevada generalidade. talvez mais próximo dos neoplatônicos renascentistas. facilmente indicam e designam novos fatos particulares e. na pompa de suas disputas. passagem. Enquanto que uma perpassa na carreira pela experiência e pelo particular. entre opiniões inúteis e as verdadeiras marcas e impressões gravadas por Deus nas criaturas. sobretudo se não está impedida pelas doutrinas recebidas. XXI O intelecto. esta se eleva gradualmente àquelas coisas que são realmente as mais comuns na natureza.\ rés. Aquela. paciente e grave. como cumpre.NOVUM ORGANUM ^ experiência. tem sentido platônico. mas com escasso proveito. nesta. tornam ativas as ciências. deixado a si mesmo. tenta algo na outra via. estes sim. esta-1 belece certas generalizações abstratas e inúteis. 6 Idéia. Porque o i intelecto não regulado e sem apoio é irregular e de todo inábil para ' superar a obscuridade das coisas.

se todos os homens se tornassem da mesma forma insanos. pois. 7 . O consenso. t Original: instantia. poderiam razoavelmente entender-se entre si. que ocorrem com freqüência. E à que procede da forma devida. sendo coligidas a partir de múltiplos fatos. tem origem num traço comum a todos os homens e serve de base para o seu acordo como termo de várias questões. graças a alguma distinção frívola procura-se salvar o axioma. as antecipações são de muito mais valia para lograr o nosso assentimento. pois.. etc. XXVII >e As antecipações são fundamento satisfatório para o consenso. de súbito. não podem. Daí não espantar que não levem a novos fatos particulares. sendo coligidas a partir de poucas instâncias e destas as que mais familiarmente ocorrem. sempre relacionado com a realidade natural. 8 Original: consensum. mas não como fundamento legítimo para a ciência. que as interpretações. termo de origem judiciária. enquanto que as interpretações. dispersos e distanciados. à opinião comum. "exemplo". pelo contrário. designamos por interpretação da natureza. e estão adstritos à sua extensão. chamamos à forma ordinária da razão humana voltar-se para o estudo da natureza de antecipações da natureza (por se tratar de intento temerário e prematuro). Assim. 8 XXVIII Ainda mais. Aparece com freqüência no sentido de "caso". XXVI Para efeito de explanação. tocar o intelecto. desde logo empolgam o intelecto e enfunam a fantasia. de tal modo que. "ocorrência". para Bacon. Preferimos instância mesmo em português. podem parecer quase tão duras e dissonantes quanto os mistérios da fé. se caso alguma instância 7 não antes advertida ou cogitada se apresenta. a partir dos fatos.18 BACON XXV Os axiomas ora em uso decorrem de experiência rasa e estreita e a partir de poucos fatos particulares. quando o mais verdadeiro seria corrigi-lo.

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