Resumão

Direito Civil

RESUMO DIREITO CIVIL
Conteúdo 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. Das Pessoas; Dos Bens Do Bem de Família Ato Jurídico Direitos Reais e Pessoais Direitos das Obrigações Contratos: Conceitos, Classificação e Espécies Da Responsabilidade Civil Do Casamento Do Concubinato Filiação Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) Direito das Sucessões pag. 02 pag. 08 pag. 12 pag. 13 pag. 17 pag. 30 pag. 34 pag. 45 pag. 49 pag. 55 pag. 56 pag. 60 pag. 71

Alexandre José Granzotto

Julho a Outubro / 2002
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Resumão

Direito Civil

RESUMÃO - DIREITO CIVIL
1. DAS PESSOAS
1.1. PESSOA FÍSICA NATURAL  É todo “ser humano”, sujeito de direitos e obrigações. Para ser considerado PESSOA NATURAL basta que o homem exista. Todo homem é dotado de personalidade, isto é, tem CAPACIDADE para figurar numa relação jurídica, tem aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações.

1.2. CAPACIDADE: FATO

é a medida da personalidade. Pode ser de DIREITO ou de

Capacidade de Direito: é própria de todo ser humano, que a adquire assim que nasce (começa a respirar) e só a perde quando morre; Em face do ordenamento jurídico brasileiro a personalidade se adquire com o nascimento com vida, ressalvados os direitos do nascituro desde a concepção. Capacidade de Fato: nem todos a possuem; é a aptidão para exercer, pessoalmente, os atos da vida civil (capacidade de ação). Só se adquire a Capacidade de Fato com a plenitude da consciência e da vontade.

A pessoa tem a CAPACIDADE DE DIREITO, mas pode não ter a CAPACIDADE DE FATO.
• •

Ex.: os recém nascidos e os loucos têm somente a capacidade de direito, pois esta capacidade é adquirida assim que a pessoa nasce. Eles podem , por exemplo exercer o direito de herdar. Mas não têm capacidade de fato, ou seja, não podem exercer o direito de propor qualquer ação em defesa da herança recebida, precisam ser representados pelos pais ou curadores. Se a mãe puder exercer o pátrio poder, comprovando a sua gravidez, pode ser investida judicialmente na posse dos direitos sucessórios que caibam ao nascituro. Capacidade Plena  é quando a pessoa tem as duas espécies de capacidade (de direito e de fato).

Capacidade Limitada  Quando a pessoa possui somente a capacidade de direito; ela é denominada INCAPAZ, e necessita de outra pessoa que a substitua, auxilie e complete a sua vontade.
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Resumão

Direito Civil

Começo da Personalidade 

A personalidade começa com o nascimento com vida, o que se constata com a respiração (docimásia hidrostática de Galeno). Antes do nascimento não há personalidade, mas a lei, todavia, lhe resguarda direitos para que os adquira se vier a nascer com vida.

Extinção da Personalidade  A personalidade se extingue com a morte real, física. Morte Real – A sua prova se faz pelo atestado de óbito ou pela justificação, em caso de catástrofe e não encontro do corpo. A existência da pessoa natural termina com a morte, e suas conseqüências são: extinção do pátrio poder; dissolução do casamento; extinção dos contratos pessoais; extinção das obrigações; etc
a) b)

Morte Simultânea (comoriência) – é quando duas ou mais pessoas (quando houver entre elas relação de sucessão hereditária) morrem simultaneamente, não tendo como saber quem morreu primeiro. Graus de Parentesco  Existem graus de parentesco em Linha Reta e Linha Colateral. Em Linha Reta: Pai, Filho, Neto, Bisneto.

Em Linha Colateral: Irmão (2º grau), Tio/Sobrinho (3º grau); Primos (4º grau). Linha Sucessória  Quando uma pessoa morre e deixa herança, a linha sucessória é a seguinte: Descendentes, Ascendentes, Cônjuge e Parentes até 4º grau.

c) Morte Civil –Quando um filho atenta contra a vida de seu pai ele pode ser excluído da herança por indignidade, como se “morto fosse”, somente para o fim de afastá-lo da herança. Outra forma de Morte Civil é a ofensa à honra (injúria, calunia e difamação), ou a pessoa evitar o cumprimento de um testamento. d) Morte Presumida – ocorre quando a pessoa for declarada ausente, desaparecida do seu domicilio, ou que deixa de dar noticias por longo período de tempo. Os efeitos da Morte Presumida são apenas patrimoniais. O ausente não é declarado morto, nem sua mulher é considerada viúva. Os herdeiros poderão requerer a sucessão definitiva 05 (cinco) anos após a constatação do desaparecimento. Legitimação  é a aptidão para a prática de determinados atos jurídicos. Consiste em saber se uma pessoa tem, no caso concreto, CAPACIDADE para exercer PESSOALMENTE seus direitos. Tolhem a legitimação: saúde física e mental, a idade e o estado. A falta de legitimação não retira a capacidade e pode ser suprida.

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o pródigo para casar precisa de autorização do seu curador. loucos/alienados de todo gênero (submetidos à perícia médica). surdos e mudos que não conseguirem exprimir sua vontade. (artigo 156-CC). É a aquisição da plenitude da capacidade antes dos 21 anos. p/ relativamente incapazes Capazes maiores de 21 anos (excetuando-se as pessoas possuidoras de uma ou mais características abaixo elencadas). mulheres: a partir dos 16 anos) • Se uma pessoa relativamente incapaz vender um imóvel. Os atos praticados pelos relativamente incapazes são considerados anuláveis quando praticados sem a devida assistência. • • Absolutamente Incapazes – devem ser representados. o ato jurídico pode ser anulável. ausentes (declarados judicialmente – morte presumida).1. São relativamente incapazes: • maiores de 16 anos e menores de 21 anos. não podem participar do ato jurídico  o ato é NULO. • • Os relativamente incapazes podem ser mandatários. Os atos praticados pelos absolutamente incapazes são considerados nulos de pleno direito quando não tiverem sido realizados por seu representante legal. A incapacidade do menor cessará com o seu casamento.equipara-se ao maior quanto às obrigações resultantes de atos ilícitos. por concessão dos pais ou por sentença 1. • silvícolas (índios). sem a devida assistência dos seus representantes legais. em que for declarado culpado. • pródigos (que têm compulsão em gastar e comprar). São absolutamente incapazes: • • • • menores de 16 anos. pode-se afirmar que o menor . habilitando-o para todos os atos da vida civil. • Relativamente Incapazes – devem ser assistidos.2. (homem: só com autorização dos pais ou responsável .Resumão Representação: Assistência: Graus de Capacidade  • Direito Civil p/ absolutamente incapazes. este ato será anulável. Observações: • Quanto à incapacidade relativa.entre 16 e 21 anos .e só a partir dos 18 anos. A emancipação. EMANCIPAÇÃO: 4 . o adquirente sabendo que ele só tinha 18 anos de idade.

• pelo estabelecimento civil ou comercial com economia própria. se o menor tiver entre 18 e 21 anos. A capacidade plena civil (maioridade civil) se dá aos 21 anos e a maioridade penal se dá aos 18 anos. Neste caso não precisa homologação do juiz. É o lugar pré-fixado pela lei onde a pessoa presumivelmente se encontra. portanto. A residência é. • pela formatura em grau superior. Pessoas com várias residências onde alternativamente vivam ou com vários centros de ocupação habitual: • domicílio é qualquer um deles. • Adquire-se a emancipação e conseqüente capacidade civil plena: • por ato dos pais ou de quem estiver no exercício do pátrio poder. e registrada em cartório. se o menor tiver 18 anos. O elemento subjetivo é o ânimo definitivo. Regra Básica  Outras Regras: 1. ouvido o tutor. onde ela se presume presente para efeitos de direito. o seu elemento objetivo. um elemento do conceito de domicílio. é uma situação de fato.3. Elemento objetivo = a fixação a pessoa em determinado lugar Elemento subjetivo = a intenção de aí fixar-se definitivamente.Resumão Direito Civil judicial.  1. • por sentença do juiz. • pelo casamento. 5 . DOMICÍLIO E RESIDÊNCIA Domicílio – é a sede jurídica da pessoa. na Administração Direta. • pelo exercício de emprego público efetivo. Residência - Domicílio da Pessoa Natural  • Algumas regras para se estabelecer o domicílio das pessoas naturais O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece sua residência com ânimo definitivo. é o lugar onde a pessoa estabelece a sua residência com ânimo definitivo. só produzirá efeito após sua inscrição no Registro Civil. bastando uma escritura pública ou particular.

o do lugar onde o navio está matriculado e) dos oficiais e tripulantes da marinha mercante  f) do preso  o do lugar onde cumpre a sentença Domicílio Contratual ou Foro de Eleição  é o domicílio eleito pelas partes contratantes. o do marido.4. o do lugar onde serve. para os atos ali praticados. Estados. Municípios. DOMICÍLIOS 1.Resumão 2. Partidos Políticos. nem ponto central de negócios (Ex. Autarquias. capacitando-as a serem sujeitos de direitos e obrigações. 6 . o lugar onde exerce suas funções. não temporárias. • • NO BRASIL. PESSOA JURÍDICA PREVALECE A TEORIA DA PLURALIDADE DE Conceito  são entidades em que a Lei empresta personalidade. Direito Civil Pessoas sem residência habitual. Não possuem realidade física.: circenses) • domicílio é o lugar onde for encontrado. Distrito Federal. Domicílios necessários e legais  a) dos incapazes  b) da mulher casada  c) do funcionário público  d) do militar  o dos seus representantes. Domicílio das Pessoas Jurídicas  A pessoa jurídica tem por domicílio a sede ou a filial. • Pessoa Jurídica de Direito Público • União.

• Existe Patrimônio. clubes desportivos. estabelecidos pelos sócios. Corporações e Fundações • 3. Estados. Registro .Conjunto ou reunião de pessoas.o ato constitutivo deve ser levado a Registro para que comece. culturais. a existência legal da pessoa jurídica de Direito Privado.se materializa no ATO DE CONSTITUIÇÃO que se denomina Estatuto (associações sem fins lucrativos).Resumão • Pessoa Jurídica de Direito Privado • Sociedades Civis.Externo (as diversas nações. desportivos ou recreativos (Ex.“affectio” . não passará de mera “sociedade de fato”. • Os objetivos são voltados para o bem de seus membros. Distrito Federal e Municípios. Quanto à estrutura interna: • Corporações ( universitas personarum ) . Contrato Social (sociedades civis ou mercantis) e Escritura Pública ou Testamento (fundações). científicas. Utilidade Pública. FAO. Antes do Registro. Quanto à nacionalidade: 2. bancos. morais. nacionais ou estrangeiras Direito Público ou Direito Privado Quanto à função ou órbita de sua atuação: • Direito Público . fundações públicas). etc.) • 7 .: seguradoras. literárias.: igrejas. religiosas. Podem ser: Associações – não tem fins lucrativos.são as corporações (associações e sociedades civis e comerciais) e as fundações particulares. mas ele é elemento secundário. clubes de futebol. Direito Civil Associações de Requisitos p/ a constituição da Pessoa Jurídica  • vontade humana . • Visam à realização de FINS INTERNOS. Ex. factoring. financeiras. • • Classificação da Pessoa Jurídica  1. Sociedades Mercantis. UNESCO. então. mas religiosos. etc. ONU. apenas um meio para a realização de um fim. Direito Privado . etc) e Interno (administração direta: União. administradoras de consórcio. Fundações. Autorização do Governo algumas pessoas jurídicas precisam de AUTORIZAÇÃO DO GOVERNO para existir. e administração indireta: autarquias.

com a indicação dos fins a que se destinam. • Não visam lucro. • o Patrimônio é o elemento essencial. nem sócios. que deve ser distribuído entre os sócios. b) Aprovação dos Estatutos . • Os administradores devem prestar conta ao Ministério Público. • A única diferença entre a Sociedade Civil e a Associação é a finalidade econômica. Podem. O objetivo deve ser LÍCITO e os bens suficientes. • têm objetivos externos.têm fins econômicos e visam lucro. Distinguem-se das sociedades civis porque praticam HABITUALMENTE. praticar atos de comércio. pois o que se considera é a atividade principal por ela exercida. Sociedades Comerciais – Visam unicamente o lucro. estabelecidos pelo instituidor. por ele designado).São encaminhados ao Ministério Público. Só com ele começa a existência legal da Fundação. c) Registro . recebe personalidade para a realização de DETERMINADOS. • FINS PRÉ- Sua formação passa por 4 fases: Dotação ou instituição .5. • 1. 8 . atos de comércio.Resumão • Direito Civil Sociedades Civis . o Ministério Público poderá tomar a iniciativa de fazê-lo. a) Elaboração dos Estatutos – Pode ser direta ou própria (feita pelo próprio instituidor) ou fiduciária (feita por pessoa de sua inteira confiança. Faz-se por escritura pública ou testamento.Feito no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. • Os Estatutos são sua Lei básica. (Ex. d) Características das Fundações  • Seus bens são inalienáveis e impenhoráveis. escritórios de engenharia e advocacia. mas não alterará sua situação.é a reserva de bens livres. • Não existe proprietário.: escritórios contábeis. etc). • São sempre civis. exceto c/ autorização judicial. FUNDAÇÕES ( universitas bonorum )  Conjunto ou reunião de bens. nem titular. para aprovação. eventualmente. Caso não haja a elaboração do Estatuto.

Caso os estatutos forem omissos. BENS são valores materiais ou imateriais que podem ser objeto de uma relação de direito. etc. a habitação. por disposição legal direitos reais sobre imóveis. veículos. direito à sucessão aberta. no sentido amplo. CLASSIFICAÇÃO DOS BENS Tangíveis – bens com existência física. tratores. • Uma vez extinta uma fundação. dinheiro.: imóveis. Toda relação jurídica entre dois sujeitos tem por objeto um bem sobre o qual recaem direitos e obrigações. Exs. etc. Também são chamados de Corpóreos ou Materiais.: máquinas. Não podem ser objeto de usucapião. Também são chamados de Incorpóreos ou Imateriais.: sementes plantadas. Podem. a água. tanto material como espiritual.o solo e sua superfície mais acessórios (árvores. Ex. etc.Resumão Direito Civil Extinção das Fundações  • No caso de se tornarem nocivas (objetivo ilícito).tudo quanto o homem incorporar permanentemente ao solo.1. a terra. Podem ser objeto de Hipoteca • • por natureza . Ex.: o ar. não perdem o caráter de imóveis. DOS BENS CONCEITO: jóia.: propriedade literária. o destino do seu patrimônio será o previsto nos estatutos. subsolo).: direito de propriedade. Ex. ser mobilizados. Imóveis – • • tudo aquilo que estiver incorporado ao solo. • se vencer o prazo de sua existência. São objetos de contratos de cessão (transferência). uma são coisas economicamente valoráveis. Ex. Intangíveis bens com existência abstrata e que não podem ser percebidos pelos sentidos. destinar-se-ão a outras fundações de fins semelhantes. jóias. 2. a servidão. direito autoral. o uso. Os materiais provisoriamente separados de um prédio. frutos) mais adjacências (espaço aéreo. marcas e patentes. São objetos de contratos de compra e venda. 2. não podendo removê-lo sem destruição. BENS  Coisa é tudo o que existe fora do homem. Ex. a enfiteuse. • caso se torne impossível sua manutenção. por acessão física . penhor 9 . a qualquer momento. são os percebidos pelos sentidos. construções. qualquer coisa que sirva para satisfazer uma necessidade do indivíduo ou da comunidade. por destinação – estão servindo ao imóvel e não ao proprietário. de usufruto.

Ex. papel. As apólices da dívida pública . Usucapião em imóveis  de boa fé (10 e 15 anos). por pessoa casada. um boi.são os bens móveis que podem ser substituídos por outros da mesma espécie. Infungíveis são os bens que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie.a energia elétrica Móveis – • • • Observações  • Os bens móveis se adquirem pela tradição. por disposição legal . qualidade e quantidade.bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria coisa. por natureza – são os bens suscetíveis de movimento próprio ou por força alheia. usufruto). Outorga uxória . O Navio e o Avião são bens móveis sui generis.: os imóveis.: cigarro.direitos reais sobre bens móveis (propriedade. direito à sucessão aberta (cuja herança é formada exclusivamente de bens móveis). por equiparação pela doutrina . Consumíveis . Admite apenas uma utilização. etc.oneradas com a cláusula de inalienabilidade. Ambos têm nacionalidade. Comodato . Ex. qualidade e quantidade. livro de edição esgotada. uma jóia. feijão. em vários aspectos.: arroz. sendo tratados. • • • Usucapião em móveis  de boa fé (3 anos). sem boa fé (20 anos).etc.os bens imóveis para serem alienados. etc. As jazidas e as quedas d’água com aproveitamento p/ energia hidráulica. um livro. necessitando de registro e admitindo hipoteca. como se fossem imóveis. Aluguel . 10 .empréstimo gratuito de coisas infungíveis. etc. sem boa fé (5 anos) Fungíveis . os móveis não. necessitam do consentimento do cônjuge. • • • Mútuo – empréstimo gratuito de coisas fungíveis. de natureza especial. giz.Resumão Direito Civil • • agrícola. os direitos do autor. Ex.empréstimo oneroso de bens infungíveis. etc. alimentos. Ex. podem ser objeto de Penhor. dinheiro. direitos de obrigação e as ações respectivas.: uma cadeira. um carro. os bens imóveis se adquirem pela transcrição da escritura pública no Cartório de Registro de Imóveis. um carro. tinta de parede.

os frutos.: garagem • voluptuárias – são as de mero embelezamento. em desaparecendo todos os indivíduos. Singulares - são todas as coisas que embora reunidas. etc. Coletivos - Principais . etc são as coisas que se encerram agregadas em um todo.: um cavalo. de alicerces. um anel. Ex. etc.são os que proporcionam reiterados usos. Biblioteca. sapato. São considerados em sua individualidade. o bem acessório segue o principal.: o solo. etc.as que têm por fim conservar ou evitar que o bem se deteriore. uma jóia. de assoalhos. a herança. Acessórios Regra: são as coisas cuja existência pressupõe a de um bem principal. se consideram independentes das demais. • b) os frutos . Ex. Ex. Ex.podem ser: 11 . a cláusula penal.são os que existem por si só. fundo de comércio. Indivisíveis são os bens que não podem ser partidos em porções. etc. Ex. Ex. Quem for proprietário do principal.: uma árvore. (por determinação legal ou vontade das partes) pois deixariam de formar um todo perfeito. um prédio. uma casa.  são bens acessórios: a) as benfeitorias – melhoramentos executados em um bem qualquer. os juros.são os que podem ser partidos em porções reais e distintas. Ex. formando cada qual um todo perfeito. necessárias . • úteis . quantidades de arroz. Ex. têm existência própria. Ex.Resumão Direito Civil Inconsumíveis .: vestido. uma piscina. etc. um crédito. etc.: papel.: restauração de telhado. menos um – fica extinta a coletividade. Divisíveis . Nas coisas coletivas.são as que aumentam ou melhoram o uso da coisa. massa falida. Ex. uma régua. espólio.: uma jóia.: uma pintura artística. será também do acessório. etc.

a luz solar.são os bens públicos (edifícios. Exs. as águas do alto mar. rendimentos produzidos pela coisa principal. coisas que não podem ser objeto de alienação e Res Nullius  Coisas Fora do Comércio  oneração. nascimento de um animal. são as coisas sem dono. Observações: • os bens públicos são inalienáveis.: terras devolutas. • todos os bens públicos são IMPENHORÁVEIS e não podem ser HIPOTECADOS. etc. civis aluguel.: juros. estradas. Exs: prédio da Secretaria da Fazenda. ao Estado. terrenos) destinados ao serviço público.: o ar. sem uma destinação especial. Estado e Municípios. Dominicais – são os que constituem o patrimônio da União.Resumão • Direito Civil naturais – da natureza: Exs.os rios.: pedras de uma pedreira. etc.: fruto de uma árvore. pertencentes à União. etc. • As insuscetíveis de apropriação .: bens Públicos . Exs. etc. etc. com exceção dos dominicais (necessitam de autorização legislativa). peixes do mar. nem podem ser objeto de USUCAPIÃO. de uso especial . coisas abandonadas. • • de uso comum do povo . ruas. minerais de uma jazida. animais selvagens. são as coisas de ninguém. • • industriais – intervenção direta do homem. terrenos da marinha. Exs. um automóvel. praças. aos Municípios. os mares. • • Particulares - • Ex. c) os produtos – são utilidades que se extraem da coisa. • o uso dos bens públicos de uso comum do povo pode ser gratuito ou oneroso.Exs.: O manuscrito de uma obra literária rara. etc. Exs.: pérolas no fundo do mar. são os bens que pertencem às pessoas físicas ou pessoas jurídicas de direito privado. exposto à venda em uma livraria.: um imóvel particular. é classificado como bem: móvel. infungível e juridicamente consumível. Ex.são os que pertencem a uma entidade de direito público. produto manufaturado. 12 . Ex.

• Em nenhuma hipótese as benfeitorias voluptuárias serão objeto de indenização. As benfeitorias indenizáveis são somente as necessárias. os bens das fundações. os bens gravados com cláusula de inalienabilidade.o bem de família.é a pessoa que tem consciência da posse de um bem do qual não é legítimo proprietário. As benfeitorias indenizáveis são as necessárias e as úteis. 3. DO BEM DE FAMÍLIA 13 .é a pessoa que não tem consciência da posse de um bem do qual não é legítimo proprietário. • Possuidor de Má Fé . os bens públicos de uso comum e uso especial. São passíveis de indenização  • Possuidor de Boa Fé .Resumão • Direito Civil As legalmente inalienáveis .

14 . pode ser hipotecado. nem será partilhado enquanto continuar a residir nele.Resumão BEM DE FAMÍLIA : Direito Civil é um instituto do direito civil pelo qual o chefe da família vincula o destino de um prédio para seu domicílio ou residência de sua família. SALVO se estiver expresso na escritura pública que o bem de maior valor será O BEM DE FAMÍLIA. • • • 3. IMPENHORABILIDADE  Bem de Família legal é o instituído pela Lei 8. EXCEÇÕES  o BEM DE FAMÍLIA pode ser objeto de penhora quando EXISTIREM: DÉBITOS FISCAIS provenientes do próprio imóvel (ITR. • •  Quando a pessoa for proprietária de mais de 1 imóvel. BEM DE FAMÍLIA não entra em inventário. o cônjuge sobrevivente ou filhos menores. uma para cada família.009/90. fica isento de execuções por dívidas. independentemente de qualquer ato ou providência dos interessados. 3. IPTU). ou DÉBITOS TRABALHISTAS relacionados com empregados domésticos. EXCETO AS TRIBUTÁRIAS.2.1. é inalienável e impenhorável. 3. GENERALIDADES • Um BEM DE FAMÍLIA DURA enquanto viverem os cônjuges e existirem filhos menores não emancipados.2. o BEM DE FAMÍLIA será o BEM DE MENOR VALOR. que estabeleceu a IMPENHORABILIDADE GERAL de todas as moradias familiares próprias.1.

o roubo. é qualquer acontecimento em virtude do qual nascem.: todos os contratos. etc. • ATO JURÍDICO: é todo acontecimento voluntário e lícito que tenha conseqüências jurídicas.Resumão Direito Civil 4. Neste caso. etc. etc.: declaração de nascimento de filho. a maioridade. modificar ou extinguir direitos. o nascimento. BILATERAL .se existe a manifestação da vontade de dois agentes. Ocorrem independentemente da vontade do ser humano. • • Ilícitos: quando produzem efeitos legais contrários à Lei. Ex. conforme a vontade de quem os pratica.se existe apenas a manifestação de vontade de um agente. Derivam da vontade direta do ser humano e podem ser: Lícitos: quando produzem efeitos legais. ATO JURÍDICO SUJEITO DO DIREITO ------- VÍNCULO --------- OBJETO DO DIREITO PESSOAS ----- ATO JURÍDICO ---- BENS As relações jurídicas têm como fonte geradora os fatos jurídicos. etc. o empréstimo pessoal. Têm por fim imediato adquirir. • VALIDADE DO ATO JURÍDICO  15 . confecção de algo. contrato de compra e venda. criando entre eles uma relação jurídica. transferir. Ocorrem pela ação da natureza.: casamento. Ex. o ato jurídico passa a chamar-se Negócio Jurídico. a morte. Ex.: contrato de compra e venda. emissão de NP. Ex. Ex. CONCEITOS: FATO JURÍDICO: é o acontecimento que tem conseqüências jurídicas.: nascimento de uma pessoa. Ex. Podem ser: • INVOLUNTÁRIOS (naturais): Fatos jurídicos em sentido estrito. VOLUNTÁRIOS (humanos): Atos jurídicos em sentido amplo.: a morte. O ATO JURÍDICO poder ser: • UNILATERAL . etc. uma inundação. resguardar. Ex.: o homicídio. subsistem ou se extinguem direitos. a agressão.

a forma dos atos jurídicos tem que ser a prevista em Lei. • • A nulidade é um vício intrínseco ou interno do ato jurídico. Ato jurídico ineficaz  é o ato que vale plenamente entre as partes.somente pelos interessados diretos.Resumão  Direito Civil A falta de algum elemento substancial do ato jurídico torna-o nulo (nulidade absoluta) ou anulável (nulidade relativa). admitindo convalidação e ratificação. se houver esta previsão. testemunhas. atos processados em juízo. mas não produz efeitos em relação a certa pessoa (ineficácia relativa) ou em relação a todas as outras pessoas (ineficácia absoluta). ou o colateral. Requisitos p/ um NEGÓCIO JURÍDICO ser VÁLIDO  a) agente capaz . Forma Prescrita (estabelecida) ou não vedada em Lei .1. dependa dos sentidos que lhes faltam). inclusive. por consangüinidade. bens alienados pelo falido após a falência. Os absolutamente incapazes devem ser representados e os relativamente incapazes devem ser assistidos. bem como o ascendente e o descendente. • • A nulidade absoluta pode ser argüida a qualquer tempo  por qualquer pessoa. os cegos e surdos (quando a ciência do fato. o interessado do objeto do litígio.o agente deve estar apto a praticar os atos da vida civil. presunção. 16 . ao contrário. não se admitindo convalidação nem ratificação. • b) c) Os atos jurídicos a que não se impõe forma especial prescrita em lei. até 3º grau de alguma das partes. ou não proibida. documentos públicos e particulares. que dispensa ação judicial para ser declarado sem efeito. em regra) . a critério da lei. poderão provar-se mediante: confissão. que se quer provar. não podem ser admitidas como testemunhas: os loucos de todo gênero. Exs. É nulo o ATO JURÍDICO  Quando praticado por pessoa absolutamente incapaz ou quando não revestir a forma prescrita em lei ou quando o objeto for ilícito ou não possível. A diferença entre o nulo e o anulável é uma diferença de grau ou gravidade. • • 4. Ato jurídico inexistente  é o ato que contém um grau de nulidade tão grande e visível. exames. pelo Ministério Público e pelo Juiz.o objeto do ato jurídico deve ser permitido pelo direito e possível de ser efetivado. só pode ser argüida dentro do prazo previsto  (4 anos. vistorias e arbitramentos. Face ao exposto. ou afinidade. venda não registrada de automóvel. Objeto Lícito e possível . A nulidade relativa.: alienação fiduciária não registrada.

• não formais ou consensuais – locação. for ilícito ou impossível o seu objeto. • • Podem ser objeto de ação anulatória. Pacto Antenupcial e Doação de Imóveis (só podem ser feitos por escritura pública). pode ser invocada por qualquer interessado e pelo Ministério Público. coação ou simulação. A pessoa se engana sozinha. ERRO: é a FALSA noção que se tem de um objeto ou de uma pessoa. o negócio não pode ser confirmado nem prevalece pela prescrição. VÍCIOS DE CONSENTIMENTO: ocorrem da própria vontade. Testamento (Escrita e exige cinco testemunhas). Pode ser cometido por conta própria. comodato. Procuração (Escrita e exige o reconhecimento de firma p/validade perante 3ºs). Os ATOS JURÍDICOS podem ser: • formais ou solares . Formas prescritas nos Atos Jurídicos  Locação. dolo. pode-se afirmar que: opera de pleno direito. for praticado por pessoa absolutamente incapaz.: erro. Comodato. ninguém a induz a erro. dolo. • O ato jurídico é anulável quando: as declarações de vontade emanarem de erro essencial. Mútuo. coação. • Se houver FORMA PREVISTA EM LEI. Fiança (Escrita ou verbal). compra/venda de imóveis. etc. viciado por erro. • A respeito da nulidade.Resumão Direito Civil • O Ato jurídico é nulo quando: for preterida a forma que a lei considere essencial para a sua validade. 17 . VÍCIOS OU DEFEITOS DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS  Os Atos ou Negócios Jurídicos podem apresentar-se com vícios ou defeitos. a desobediência ANULA o Ato. testamento.casamento. etc. que provocando a sua ineficácia tornam NULO o Negócio Jurídico. Ex. são prescritíveis após 4 anos. Depósito. Ocorre quando o agente pratica o ato baseando-se em falso juízo ou engano.

A Simulação não será um defeito do ato jurídico se não houver prejuízo a alguém ou violação da lei. fraude contra credores. para iludir terceiros ou burlar a lei. é passível de ANULAÇÃO. Só terceiros lesados pela simulação é que podem demandar a nulidade dos atos simulados. • • Podem ser objeto de ação anulatória. Ex. O agente emprega artifício para levar alguém a pratica de um ato que o prejudica. são prescritíveis após 4 anos.: comprar uma casa com seis janelas. • benefício para o autor do dolo ou terceiro • Pode ser praticado pelo silêncio. COAÇÃO: é a pressão psicológica exercida sobre alguém para obrigá-lo a praticar determinado ato. Ex. não é ANULÁVEL. é o artifício empregado pelo agente para enganar outra pessoa.: compra de um quadro de um autor como se fosse de outro. SIMULAÇÃO: é a declaração enganosa da vontade. empregado para beneficiar o autor do ato. o ato jurídico não é anulável. Não se admite invocação do Dolo para se anular casamento. Quando houver dolo de terceiros. sendo por ele beneficiado ou mesmo beneficiando um terceiro. que prejudica o autor do ato. à sua família ou a seus bens e que o dano objeto da ameaça seja providência física ou moral.: simulação. Poderão demandar a nulidade dos atos SIMULADOS: os terceiros lesados pela simulação e os representantes do poder público (a bem da lei ou da Fazenda) • 18 .  Dolo Mal. pensando que tinha sete. visando obter resultado diverso do que aparece. Ex. Para que a coação vicie o ato é necessário que se incuta medo de dano à pessoa do coagido.: faço contrato de compra e venda objetivando.Resumão • Direito Civil Só anula o ato jurídico o erro SUBSTANCIAL ou essencial. na verdade. reserva mental e lesão. fazer uma doação. O Dolo Mal pressupõe: • prejuízo para o autor do ato. VÍCIOS SOCIAIS: são decorrentes da malícia humana. Não acarreta nulidade de um ato o erro acidental ou secundário. Há um desacordo entre a vontade declarada e a vontade interna e não manifestada. Ex. • DOLO:  Dolo Bom. se as partes contratantes não souberem.

Ë utilizada pelo devedor para prejudicar o credor. que pode ser pleiteada a qualquer momento • é imprescritível.imaturidade. inexperiência. Características: a) b) c) d) vínculo ligando uma coisa a uma pessoa. é a venda do patrimônio em prejuízo dos credores. A verdade é que os 10 % vão para o “bolso dele” . • RESERVA MENTAL (Simulação Inocente): A pessoa que oculta de forma deliberada sua verdadeira intenção com o objetivo de prejudicar terceiros. é o poder de fato sob uma coisa corpórea. Ex. número fechado (numerus clausus): só são direitos taxativamente estabelecidos em lei.é considerado quando o valor de venda atinge 5 x o valor de mercado ou quando o valor de compra atinge 1/5 do valor de mercado.: agiotagem Lucro exagerado . Elemento subjetivo . também chamada Ação Pauliana. gera ação de nulidade absoluta.lucro exagerado. reais os 19 . • 5. Elemento Subjetivo = conluio (acordo) Pode ser objeto de ação anulatória. Elemento objetivo . direito absoluto: por ser oponível contra todos. prejuízo. Ocorre quando o devedor atinge um estado de insolvência (aumento de dívidas com conseqüente diminuição do patrimônio) Elemento Objetivo = dano. Diz que destinará 10 % da arrecadação para a área social de uma fundação pública. oponível a todos (erga omnes). É a apreensão física sob uma coisa corpórea. DIREITOS REAIS E PESSOAIS CONCEITO: É o ramo do direto que trata das normas que atribuem prerrogativas sobre bens materiais ou imateriais. Ex.: Uma pessoa escreve um livro e marca noite de autógrafos. LESÃO: é quando uma pessoa obtém um lucro exagerado se aproveitando da imaturidade / necessidade / inexperiência de alguém. necessidade.Resumão FRAUDE CONTRA CREDORES: Direito Civil é a manobra ardilosa para prejudicar terceiros.

direito à pensão ou foro anual. é ilimitada ou plena.5%.direito de resgate.de aquisição: enfiteuse. O dono.direito ao domínio útil. habitação e renda real. anticrese e alienação fiduciária.Resumão e) sujeito passivo universal: por obrigar a todos Direito Civil 5.direito ao laudêmio de 2. .de gozo: . compromisso de compra e venda DIREITOS DE FRUIÇÃO SOBRE COISA ALHEIA a) Enfiteuse: é o ARRENDAMENTO PERPÉTUO de terras não cultivadas ou terrenos destinados à edificação mediante o pagamento de uma pensão ou foro anual. usufruto. ou senhorio direto. gozo.de garantia: . como se também proprietário fosse DIREITOS DO SENHORIO DIRETO (proprietário): . confere poderes de uso.é o único. b) SOBRE COISA ALHEIA: . Classificação dos direitos reais: a) SOBRE COISA PRÓPRIA: PROPRIEDADE . na aquisição do domínio útil. 20 . mas o domínio útil passa para o enfiteuta. penhor.direito de preferência. . DIREITOS REAIS: PREFERÊNCIA E SEQÜELA DIREITO DE SEQÜELA: DIREITO DE PREFERÊNCIA: o titular do direito real tem o poder de reivindicar a coisa onde quer que se encontre. . uso. continua sendo proprietário. . hipoteca. servidão predial. certo e invariável. no caso de venda do domínio útil.direito ao domínio direto. DIREITOS DO ENFITEUTA (titular do direito real sobre coisa alheia): . .1.direito de preferência. reivindicação e disposição. na aquisição do domínio direto. o crédito real PREFERE (tem preferência) sempre ao pessoal . posse. confere o título de dono ou domínio.

descontínua. .direito personalíssimo. O dono fica apenas com o direito abstrato de propriedade. o uso. Classificação: . O usufrutuário fica com a posse. . Partes: .aparente. c) Usufruto: é um direito de gozo ou fruição que atribui ao seu titular o DIREITO DE USAR COISA ALHEIA. . Extinção: .renúncia.pode ser simultâneo mas não sucessivo.indivisível . .contínua .intransferível.rústica. e auferir para si os frutos por ela produzidos. .não aparente.dono do prédio dominante.por usucapião (só nas servidões aparentes) e . .não uso por 10 anos.dono do prédio serviente e .legal. 21 . .urbana.o usufruto só pode ser alienado ao nu-proprietário. . sendo por isso chamado de nu-proprietário. Espécies: . Características: .convencional. .Resumão b) Servidão Predial: Direito Civil é o proveito ou facilidade prestada por um prédio (prestador ou serviente) em favor de outro (favorecido ou dominante).inalienável.ato jurídico registrado.resgate (renúncia onerosa). . . .perpétua. Modos de aquisição: . .confusão. . a administração e os frutos da coisa.pela lei (direito de vizinhança). .o exercício do usufruto pode ser cedido a título gratuito ou oneroso. móvel ou imóvel. Características: .

• • No penhor o bem será MÓVEL e na hipoteca será IMÓVEL. na constituição de renda. . o devedor entrega ao credor um imóvel.: cédula de crédito industrial. o domínio de um imóvel ao outro contratante. como garantia. desde que seja o único bem imóvel deixado pelo cônjuge falecido. uma pessoa. TRANSFERE. que atribui ao seu titular apenas o USO DE COISA ALHEIA. o próprio credor anticrético paga-se com o rendimento do imóvel. um determinado bem sobre o qual o credor terá preferência em relação a todos os outros credores.judicial. . por tempo determinado. sem direito à administração e aos frutos. obrigando-se este a pagar regularmente uma renda. ATÉ O MONTANTE DA DÍVIDA A SER PAGA.: jazigo perpétuo – faculdade de nele sepultar os mortos da família. . e) Habitação: f) Renda constituída sobre imóvel: DIREITOS REAIS DE GARANTIA SOBRE COISAS ALHEIAS: a) Penhor e Hipoteca: em ambos o devedor oferece ao credor. só que o imóvel pertence ao devedor b) Anticrese: 22 . enquanto durar a viuvez se o regime era o da comunhão universal. por exemplo. Ambos são contratos acessórios e formais (penhor exige pelo menos escrito particular e hipoteca exige escritura pública). (aplica quando as regras do usufruto não forem cabíveis). CEDENDO-LHE O DIREITO de auferir os frutos e rendimentos desse imóvel.cedular (estabelecida no corpo de certos títulos) Ex. RESTRINGE-SE ao direito de morar em determinado prédio alheio. • O penhor difere de penhora. A lei dá esse direito.Convencional.Resumão d) Uso: Direito Civil é um direito real de gozo ou de fruição. chamado rendeiro ou censuário. A HIPOTECA pode ser: . para ser pago com o produto da venda judicial deste bem. salvo daquilo que seja necessário ao consumo pessoal e de sua família. ao cônjuge sobrevivente sobre imóvel destinado à residência da família. a favor do instituidor ou de outrem – esta renda constituí o direito real. Ex.legal. chamada rentista ou censuísta.

Usucapião que tem como se o seja. se a posse é de BOA FÉ: I) direito aos frutos. Exceção: EFEITOS DA POSSE a) b) c) presunção de propriedade. III) direito de retenção. Essa transferência. 5. com a intenção de tê-la para si (animus rem sibi habendi). O financiado. diferente da mera detenção em que o detentor possui em nome de outrem. na qualidade de usuário e depositário. automaticamente. II) responsabilidade pela perda da coisa. que se torna proprietário e possuidor indireto da coisa. tornando-se sem efeito. vez que não se exerce sobre coisa alheia. porém. direito ao usucapião. mas sobre coisa própria. ou seja. dentro dos requisitos da lei. logo que paga a última prestação. mesmo que não independentemente da intenção. ou devedor fiduciante. Teorias que explicam a posse: a) teoria subjetiva (Savigny) – definia a posse como sendo o poder de uma pessoa sobre uma coisa. se a posse é de MÁ-FÉ I) dever de pagar os frutos colhidos. sob cujas ordens e dependências se encontra. IV) levantamento das benfeitorias voluptuárias.Resumão c) Alienação Fiduciária: Direito Civil constitui uma garantia real sui generis. AÇÕES REAIS POSSE: é a DETENÇÃO DE UMA COISA EM NOME PRÓPRIO. direito aos interditos. é apenas em garantia. d) e) 23 . DÁ EM ALIENAÇÃO um bem móvel ao credor fiduciário. ficando o devedor fiduciante COM A POSSE DIRETA. II) indenização pelas benfeitorias necessárias e úteis. às ações específicas de proteção da posse.2. • esta teoria é falha porque não consegue explicar alguns fenômenos b) teoria objetiva (Ihering) – adotada pelo nosso Código Civil – entende posse aquele que age em relação à coisa fosse proprietário. como garantia do pagamento dessas benfeitorias.

até que se esclareça completamente a questão através de processo regular. não titulada: contínua: descontínua: que não tem justo título. IV) ausência do direito de retenção. é a posse em que houve alguma interrupção h) i) j) k) composse: ocorre quando há mais de um possuidor da coisa toda.Resumão Direito Civil III) direito ao ressarcimento das benfeitorias necessárias. Se a posse foi velha o POSSUIDOR terá melhores condições para ser mantido na sua posse pela Justiça. nem violenta (é a obtida à força). um determinado defeito. de boa fé: exercício. V) ausência do direito de levantamento das benfeitorias úteis e voluptuárias. As posses direta e indireta coexistem. Classificação da POSSE: a) b) direta: é a exercida diretamente pelo possuidor sobre a coisa. Entende-se melhor a posse que se fundar em justo título. violenta e precária. justa: a posse que não for clandestina (é a posse não ostensiva). condomínio de terra não dividida ou demarcada) velha: nova: é a posse de mais de 1 ano e 1 dia é a posse de menos de 1 ano e 1 dia. Presume-se de boa fé quem tem justo título. perda da posse. c) d) e) f) g) titulada: é a amparada por justo título. em partes ideais não localizadas (ex. ou meios de defesa da posse. porém. Justo título significa qualquer ato jurídico que. em virtude de contrato ou direito real limitado. em tese. Perturbação da posse a) esbulho: 24 . se não contivesse. por ficção legal. nem precária (é a cedida a título provisório). indireta: é a que o proprietário conserva. seria hábil a conferir direito de propriedade. l) m)  A distinção entre posse velha e posse nova tem relação com as ações possessórias. injusta: será a posse clandestina. de má-fé: se o possuidor ignora o vício ou o obstáculo impeditivo do seu ocorre quando o vício não é ignorado. é a permanente. quando o exercício da posse direta é conferido a outrem.

c) ameaça de agressão iminente.3. em relação ao bem ou coisa: USAR  consiste na faculdade de o dono servir-se da coisa e utilizá-la da maneira que entender mais conveniente – jus utendi. c) ação judicial (tipicamente possessórias): I) reintegração de posse (esbulho). No interdito proibitório NÃO HÁ MEDIDA LIMINAR.Resumão b) turbação: tentativa de esbulho. desde que condicionado ao bem-estar social – jus abutendi.: Na reintegração e na manutenção cabe MEDIDA LIMINAR se o fato tiver menos de um ano e um dia. em caso de esbulho. 25 . III) ação da dano infecto: tem caráter preventivo ou cominatório e pode ser oposta quando haja fundado receio de perigo iminente. FUNDAMENTOS PROPRIEDADE: o PROPRIETÁRIO pode. DIREITO DE PROPRIEDADE 5. em caso de turbação. III) interdito proibitório (ameaça). GOZAR  (ou usufruir) compreende o poder de perceber os frutos naturais e civil da coisa e aproveitar economicamente os seus frutos – jus fruendi. Defende a propriedade no caso de mau uso. II) manutenção de posse (turbação). para restituir-se na posse.3. 5.1. A medida cabível é Ação Reivindicatória. b) desforço.  Obs. d) meios específicos: I) ação de nunciação de obra nova: seu objetivo é impedir a continuação de obra que prejudique prédio vizinho ou esteja em desacordo com os regulamentos. Cabe caução. Direito Civil Defesa da posse a) legítima defesa. REAVÊ-LOS de quem os possua injustamente  direito de reivindicá-los das mãos de quem injustamente o detenha – rei vindicatio. em razão de ruína o prédio vizinho ou vício na construção. II) embargos de terceiro: utilizado quando é feita apreensão judicial de um bem que é de terceiro que não é parte no processo. para manter-se na posse. DISPOR  direito de transferi-la ou aliená-la a outrem a qualquer título.

quando o poder público designa uma área urbana como de necessária utilidade pública. aos seguintes requisitos: Imóvel Rural: Iaproveitamento racional e adequado da área. visando a garantia dos poderes inerentes ao proprietário.exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.Resumão Ação Reivindicatória: Direito Civil toda vez que o proprietário perder os direitos sobre a propriedade. simultaneamente. Ex. utilizada como moradia ou ponto comercial ou industrial. É uma ação do adquirente contra o alienante. para a construção de uma escola. é uma forma de Detenção – poder de fato sobre coisa corpórea em nome de outrem. creche ou hospital. IV . DESAPROPRIAÇÃO: quando o imóvel rural ou urbano não cumpre sua função social. segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei. II utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. Imóvel Urbano: . de modo injusto. A Desapropriação pode se dar de 2 maneiras: no caso do não cumprimento da função social.A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. III observância das disposições que regulam as relações de trabalho. Ação de Imissão na Posse: Fâmulos de Posse: Função Social da Propriedade: A função social é cumprida quando a propriedade atende. Desapropriação Sanção ou Extraordinária: Desapropriação Comum ou Ordinária: 26 . uma área rural pode ser desapropriada para fins de reforma agrária. é uma forma de proteção à propriedade. fica sujeito a desapropriação por parte do Poder Público.: invasão do MST.

através do evento morte. como requisito de validade do Contrato de Compra e Venda. (No novo Código Civil. etc. INDEPENDENTE da vontade do titular anterior. automaticamente. constituindo propriedade distinta da do solo. Ex.As jazidas e demais riquezas do subsolo e as quedas d’agua pertencem à União. nem violenta. Critérios para a transferência Hereditária: a) “Droit Saisine”  a posse e a propriedade serão transferidos para os herdeiros. é possível se estabelecer a transferência de propriedade para seus herdeiros. Modalidades de propriedade: a) plena: b) limitada: c) resolúvel: quando todos direitos estão reunidos no proprietário.Resumão CONFISCO: Direito Civil é o perdimento de uma área via judicial. 27 . um elemento é entregue a outro titular.3. Ocorre quando alguém detém a posse de uma coisa com ânimo de dono. trabalhadores rurais em regime de escravidão. urbana ou rural. por um determinado tempo. desde que essa posse não seja clandestina. nem precária (POSSE INJUSTA). tudo que está acima ou abaixo da superfície. dentro dos limites úteis ao seu uso. 5. AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL a) Registro Público: acima de 10 salários-mínimos. b) Exclusão  a sucessão testamentária prevalece sobre a sucessão legítima b) Direito Hereditário: c) Usucapião: é um modo derivado de aquisição da propriedade.A propriedade abrange o solo. registrada em cartório civil. extinguindo-se com o advento de uma condição ou termo. sem interrupção e sem oposição.2. o valor mínimo sobe para 30 SM) em virtude do evento morte. a propriedade se limita no tempo.: plantação de maconha. em favor do Poder Público. por motivo de crime praticado pelo proprietário. . é obrigatória a Escritura Pública. Os herdeiros tornam-se co-proprietários. Obs.: .

documento que seria hábil para a transferência da propriedade. nem oposição. do proprietário e da área sujeita à Usucapião. Justo Título: Entre-presentes: quando o domicílio do proprietário for o mesmo em que se encontra a área motivo de usucapião. a posse que não for clandestina (é a posse não ostensiva). contudo apresenta vício. d) Posse ininterrupta. e) Posse Justa Espécies de Usucapião 1) Extraordinário: Aquele que cumpre os requisitos essenciais e por 20 (vinte) anos. b) Animus domini. contínua e incontestadamente. o possuir como seu. nem precária (é a cedida a título provisório). ou 15 (quinze) entre ausentes. além de satisfazer os requisitos essenciais. independentemente de título e boa-fé que. por 10 (dez) anos entre presentes. ADQUIRIR-LHE-Á o domínio. Posse violenta / clandestina . forem diferentes.cessação deste tipo de posse. Posse Justa: Convalidação da Posse: justa TRANSFORMA uma posse injusta em posse Requisitos para Convalidação: são cumulativos  I.Resumão Direito Civil Requisitos Essenciais ou Gerais para se obter o Usucapião: a) Posse prolongada. possuir como seu um imóvel. em tal caso. Após o término da Posse violenta e/ou clandestina: + 1 ano e 1 dia 28 . nem violenta (é a obtida à força). II. sem interrupção. com justo título e boa-fé. 2) Ordinário: Adquire também o domínio do imóvel aquele que. se presume. Entre-ausentes: quando os domicílios. c) Posse contínua.

utilizando-a para sua moradia ou de sua família. não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano. Imóvel Urbano Requisitos Essenciais estar na área urbana área de até 250 m2 único imóvel da pessoa utilizar o imóvel como moradia Imóvel Rural Requisitos Essenciais estar na área rural área de até 50 hectares único imóvel da pessoa utilizar o imóvel como moradia tornar a área produtiva prazo: 5 anos. por 5 anos ininterruptos. • Quando Imóvel Rural: Aquele que. Quando Imóvel Urbano: Aquele que possuir como sua área urbana de até 250 m2. são acréscimos acontecidos em relação a um imóvel. plantação) ou pela natureza. ADQUIRIRLHE-Á A PROPRIEDADE. possua como seu. ininterruptos • Não podem ser usucapiadas: coisas fora do comércio.Resumão Direito Civil 3) Especial ou Constitucional: definida na Constituição Federal. área de terra. 29 .prazo: 5 anos. construção. Por Acessão Natural temos: I) formação de ilhas: ficam pertencendo ao dono do imóvel ao qual aderirem. criado por lei. OS IMÓVEIS PÚBLICOS NÃO SERÃO ADQUIRIDOS POR USUCAPIÃO. por 5 anos. em zona rural. as insuscetíveis de apropriação e os imóveis públicos d) Acessão: é modo originário de aquisição da propriedade. para imóveis urbanos e rurais. pela mão do homem (artificial – ex. em virtude da qual tudo que incorpora um bem pertence ao proprietário. desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. ADQUIRIR-LHE-Á O DOMÍNIO. tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família. tendo nela sua moradia. ou aos donos dos imóveis mais próximos. ininterruptamente e sem oposição. não superior a 50 hectares. sem oposição. ininterruptos .

público ou particular. pelo ABANDONO. havendo. Modos de aquisição da propriedade  a) originária: quanto a origem: quando não há transmissão de um sujeito para outro (ex. com divisa no meio.4. pela DESAPROPRIAÇÃO Nos dois primeiros casos. pelo PERECIMENTO do imóvel. pois. usucapião) • Se o modo é originário. porque ninguém por transferir mais direitos do que tem. III) avulsão: IV) álveo ou leito abandonado do rio.Resumão II) aluvião: Direito Civil são depósitos de matérias. • 30 . e o seu conseqüente arremesso de encontro com a terra de outrem. pela força das águas. trazidas pelas águas. a propriedade passa ao patrimônio do adquirente escoimada de qualquer limitação ou vício que porventura a maculavam quando resulta de uma relação negocial entre o anterior proprietário e o adquirente. b) derivada: 5. no registro do lugar do imóvel. EXTINÇÃO DO DIREITO DE PROPRIEDADE Perde-se. que às vezes vão se acumulando junto a imóveis lindeiros. de modo contínuo e quase imperceptível é o arrancamento de um bloco considerável de terra. ou do ATO RENUNCIATIVO. O imóvel abandonado ARRECADAR-SE-Á COMO BEM VAGO e passará ao domínio do Estado. uma transmissão do domínio em razão da manifestação de vontade. pertence aos proprietários ribeirinhos das duas margens. a transmissão é feita com os mesmos atributos e eventuais limitações que anteriormente recaíam sobre a propriedade. pela RENÚNCIA. os efeitos da perda do domínio serão subordinados a transcrição do TÍTULO TRANSMISSIVO. ou extingue-se o direito à PROPRIEDADE IMÓVEL: III III IV V•  pela ALIENAÇÃO. • Se é derivado.

 Também se perde a propriedade imóvel mediante DESAPROPRIAÇÃO por NECESSIDADE ou UTILIDADE PÚBLICA. praças. Nos demais casos o proprietário será previamente indenizado. e. em geral. quando se tratar de imóvel localizado em zona rural. de quaisquer vias públicas. a segurança pública. alargamento ou prolongamento de ruas. III III IV a defesa do território nacional. 80). 3 anos depois. DIREITOS DE VIZINHANÇA Regula as várias repercussões decorrentes do uso de prédios próximos. a abertura. se recusar a indenização. educação ou instrução pública. • 5. como guerra ou comoção intestina (Constituição Federal. Algumas hipóteses:  31 . poderão as autoridades competentes usar da propriedade particular até onde o bem público o exija. a exploração de minas Em caso de perigo iminente. estradas de ferro e. nos casos de calamidade. garantido ao proprietário o direito à indenização posterior.5. art. canais. os socorros públicos. sua decoração e higiene. quando se tratar de imóvel localizado em zona urbana. ou estabelecimentos destinados ao bem geral de uma localidade. NECESSIDADE PÚBLICA: UTILIDADE PÚBLICA: III III IV • a fundação de povoações e de estabelecimentos de assistência. a salubridade pública. consignar-se-lhe-á judicialmente o valor.Resumão a) b) Direito Civil 10 anos depois. a construção de obras.

IV . no plano vertical divisório.6. II destruição da coisa ou resolução do domínio. em partes iguais. nas construções. para ser pago com o produto da venda judicial deste bem.  Podem ser objeto de HIPOTECA: Ios imóveis. o sossego ou a saúde dos que habitam prédios próximos. III o domínio direto. c) passagem forçada: d) águas: os prédios inferiores são obrigados a receber as águas que correm naturalmente dos prédios superiores. VII . o dono do prédio encravado pode reclamar passagem. HIPOTECA Conceito: o DEVEDOR oferece ao CREDOR. b) árvores limítrofes: os frutos caídos pertencem ao dono do solo onde caírem e os ramos podem ser cortados pelo vizinho. como garantia. um determinado bem sobre o qual o credor terá preferência em relação a todos os outros credores.6. independentemente do solo onde se acham. sendo obrigados a concorrer. 32 .o domínio útil. as cercas ou muros divisórios presumem-se comuns. EXTINÇÃO DA HIPOTECA  A HIPOTECA extingue-se pelo(a): Idesaparecimento da obrigação principal. e) limites entre prédios: f) direito de construir: 5. II os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles. para as despesas de sua construção e conservação os proprietários confinantes.os navios e os aviões. VIas minas e pedreiras. III renúncia do credor.Resumão Direito Civil a) uso nocivo da propriedade: o uso da propriedade não deve prejudicar a segurança. observar o direito dos vizinhos e os regulamentos administrativos.1. 5.

Resumão
IV VVI VII remissão; sentença passada em julgado; prescrição; arrematação ou adjudicação.

Direito Civil

5.7. USUFRUTO Conceito: é um direito de gozo ou fruição que atribui ao seu titular o DIREITO DE USAR COISA ALHEIA, móvel ou imóvel, e auferir para si os frutos por ela produzidos. O usufrutuário fica com a posse, o uso, a administração e os frutos da coisa. O dono fica apenas com o direito abstrato de propriedade, sendo por isso chamado de nu-proprietário. • Constitui USUFRUTO o direito real de fruir as utilidades e frutos de uma coisa, enquanto temporariamente destacado da propriedade. O USUFRUTUÁRIO tem direito à posse, uso, administração e percepção dos frutos. • Quando o USUFRUTO recai em títulos de crédito, o usufrutuário tem direito, não só a cobrar as respectivas dívidas, mas ainda a empregar-lhes a importância recebida.

DIREITOS DO USUFRUTUÁRIO:

OBRIGAÇÕES DO USUFRUTUÁRIO:

O USUFRUTUÁRIO, antes de assumir o usufruto, inventariará, à sua custa, os bens, que receber, determinando o estado em que se acham, e dará caução, fidejussória ou real, se lhe exigir o dono, de velar-lhes pela conservação, e entregá-los findo o usufruto O USUFRUTUÁRIO, que não quiser ou não puder dar caução suficiente, PERDERÁ O DIREITO de administrar o usufruto; e, neste caso, os bens serão administrados pelo proprietário, que ficará obrigado, mediante caução, a entregar ao usufrutuário o rendimento deles, deduzidas as despesas da administração, entre as quais se incluirá a quantia taxada pelo juiz em remuneração do administrador. Não são obrigados à caução: Io doador, que se reservar o usufruto da coisa doada; II os pais, usufrutuários dos bens dos filhos menores. Incumbem ao USUFRUTUÁRIO: Ias despesas ordinárias de conservação dos bens no estado em que os recebeu; II os foros, as pensões e os impostos reais devidos pela posse, ou rendimento da coisa usufruída.

5.7.3. EXTINÇÃO DO USUFRUTO

33

Resumão

Direito Civil

O USUFRUTO extingue-se pelo(a): Imorte do usufrutuário; II termo de sua duração; III cessação da causa de que se origina; IV - destruição da coisa, não sendo fungível; Vconsolidação; VI - prescrição; VII - por culpa do usufrutuário, quando aliena, deteriora, ou deixa arruinar os bens, não lhes acudindo com os reparos de conservação. O USUFRUTO constituído em favor de pessoa jurídica EXTINGUE-SE COM ESTA, ou, se ela perdurar, AOS 100 (CEM) ANOS da data em que se começou a exercer.

5.8. PRESCRIÇÃO x DECADÊNCIA PRESCRIÇÃO
Extingue apenas a ação que protege o direito; DIREITOS Prejudica só o tipo de ação em que foi estipulada, podendo o DIREITO ser pleiteado por outra via, se houver; Não pode ser decretada de ofício pelo juiz, salvo se a questão for não DECRETAÇÃO patrimonial; FUNCIONAMENTO É sujeita a interrupção e suspensão; Aplicam-se os prazos gerais, na falta PRAZOS de prazo especial; Incide nas ações onde se exige uma INCIDÊNCIA prestação;

DECADÊNCIA
Extingue o próprio direito; Prejudica todas as ações possíveis;

Deve ser decretada de ofício pelo juiz, mesmo em questão patrimonial; Não se interrompe nem se suspende; Só tem prazos especiais e expressos;

ABRANGÊNCIA NASCIMENTO ORIGEM EXTINÇÃO

Incide nas ações em que se visa à modificação de uma situação jurídica; Abrange as ações constitutivas que tem Abrange todas as ações condenatórias prazo especial de exercício fixado em e somente elas; lei; Abrange direitos patrimoniais (em Abrange tanto direitos patrimoniais regra); como não patrimoniais; Nasce quando o direito é violado; Nasce junto com o direito; Tem origem na lei; Tem origem na lei e no ato jurídico; É renunciável; É irrenunciável;

6. DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
6.1. CONCEITO: é o conjunto de normas que disciplina as relações jurídicas patrimoniais e que tem por objeto prestações de um sujeito em favor de outro. É a relação jurídica, de caráter transitório, estabelecida

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Resumão

Direito Civil
entre devedor e credor e cujo objeto consiste numa prestação pessoal econômica, positiva ou negativa, devida pelo primeiro ao segundo, garantindo-lhe o adimplemento através do seu patrimônio.

As obrigações surgem da incidência das normas jurídicas sobre os fatos. Credor  Prestação  Devedor

Gráfico: Relação obrigacional

Sujeito Ativo Credor

Vínculo  Prestação Dar – Fazer – não Fazer

Sujeito Passivo Devedor

CARACTERÍSTICAS:. • Sujeito: qualquer pessoa física ou jurídica; pode apresentar-se ativa ou passivamente numa relação obrigacional. • Sujeito Ativo é o credor, ou seja, aquele a quem a prestação é devida e que, portanto, tem o direito de exigi-la. • Sujeito Passivo é o devedor, ou seja, aquele que deve realizar a prestação. Objeto: o objeto da obrigação é a prestação que pode consistir num dar, fazer ou não fazer. A prestação deve ser lícita, possível, determinada ou determinável e economicamente apreciável. Vínculo Jurídico  é o elo de ligação que sujeita o devedor a realizar a prestação em favor do credor

6.2. CLASSIFICAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES OBRIGAÇÃO CIVIL  há um vínculo jurídico que sujeita o devedor à realização de uma prestação no interesse do credor, conferindo a este o direito de ação contra o devedor inadimplente. O liame entre os sujeitos compreende o debitum (o dever) e a obligatio (a responsabilidade) para o débito. (quem paga, paga o que deve) - é a obrigação que, embora desprovida de ação, o seu adimplemento (Cumprir, executar, completar) constitui verdadeiro pagamento, e não mera liberalidade, conferindo ao
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OBRIGAÇÃO NATURAL 

Resumão

Direito Civil
credor a soluti retentio, de modo que, quem a cumpriu, não tem direito de reclamar a restituição. Ex: pagamento de dívida de jogo.

OBRIGAÇÃO MORAL  é aquela cumprida por dever de consciência, cuja execução é mera liberalidade e não pagamento, embora confira àquele que a recebeu a soluti retentio. Ex: gorjeta do garçom. Uma vez pago, a pessoa não pode pedir de volta.

Quanto à Natureza do seu Objeto  de acordo com o prisma de que se observa, as prestações podem ser de coisa (dar) ou de fatos (fazer), assim como podem ser positivas (dar e fazer) ou negativas (não fazer).

6.3.

ESPÉCIES DE OBRIGAÇÕES entregar algo. Pode ser específica (dar coisa certa) ou genérica (dar coisa incerta), conforme a individualização do seu objeto ocorra no momento em que é contraída ou a posteriori.

Obrigação de DAR –

Dar – quando a prestação do devedor é essencial para transferência do domínio. Entregar – quando a prestação do devedor consiste em proporcionar o uso e gozo da coisa. Restituir - quando a prestação do devedor consiste em devolver a coisa que recebeu do credor. Obrigação de DAR COISA CERTA  o devedor se compromete à entrega de um bem de características individuais, específicas, delimitadas, etc; Ex.: Empréstimo de um carro com a obrigação de devolver um outro carro, da mesma marca, mesmo ano, mesma cor, mesmo valor, etc. Obrigação de DAR COISA INCERTA  o devedor se compromete à entrega de um bem com gênero e quantidade igual ao tomado, mas com a qualidade incerta. O ato de escolha cabe ao devedor. Ex.: Empréstimo de um carro com a obrigação de devolver um outro carro do mesmo valor. A cor, modelo, ano de fabricação fica por conta da escolha do devedor. A isto se dá o nome de concentração.
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Resumão

Direito Civil

Obrigação de FAZER  é aquela pela qual o devedor se obriga a prestar um serviço ou entregar algo ao credor. Ex.: contrato de reforma de uma casa; fazer a reforma de um salão, etc. Obrigação de FAZER FUNGÍVEL  (substituição) - o devedor se compromete a fazer um ato ou serviço; se ele não levar a cabo tal serviço ou ato, o credor pode pleitear uma indenização por perdas e danos ou contratar um 3º para realizar tal serviço ou ato (substituição) e cobrar do devedor originário (por motivo de inadimplemento do mesmo); (personalíssimo) - intuitu personae (pelo próprio devedor) - não pode haver substituição do devedor. Se ocorrer inadimplemento do devedor, o credor pode pleitear indenização por perdas e danos ou exigir o “astreintes” (multa diária por atraso) através de um processo judicial. (emitir) - Ex.: contrato de compromisso de compra e venda de um terreno, sendo que o comprador adianta um sinal (“arras”) de R$ 10.000. O contrato pode ser:

Obrigação de FAZER INFUNGÍVEL 

Obrigação de FAZER DECLARAÇÃO DE VONTADE 

Retratável - (arrependimento) - se o comprador desistir da compra, perde o sinal. Se for o vendedor que desistir, ele deverá devolver o sinal e indenizar o comprador no valor do sinal, ou seja, ele indenizará em dobro o valor do sinal;

Irretratável – (não existe a possibilidade de arrependimento) Caso o inadimplemento seja do vendedor, o comprador pode depositar o restante do combinado, em juízo, e registrar o bem em seu nome. Tudo isto através de uma ação de adjudicação compulsiva (processo judicial); Se o inadimplemento for do comprador, e o contrato possuir uma cláusula penal compensatória (multa), o vendedor poderá exigir o restante do pagamento até o valor da obrigação principal ou mesmo fazer valer a multa estipulada em contrato. (através de processo judicial)..

OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER 

Abster-se obrigatoriamente. É aquela na qual o devedor se obriga a não praticar determinado ato que poderia livremente praticar se não tivesse se obrigado. Pode constituir numa abstenção ou
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pois o credor não poderá exigir a prestação in facultate solutiones. mas o devedor pode cumprir outra prestação. Ex: "A" vende seu comércio a "B" e assume a obrigação de não montar outro no local. Facultativas  38 . Ex: "A" deve $100 a "B" e paga com a entrega de uma geladeira e se exonera. • Quanto ao modo de Execução  Simples  Há um credor. contudo vai existir uma obrigação principal e uma obrigação acessória. Alternativas  Mais de uma obrigação..: • Se a prestação. Cumulativas ou Conjuntas  Mais de uma obrigação. um devedor e um objeto. o devedor deve entregar a obrigação principal ao credor. e o devedor escolhe uma e se exonera. objeto da obrigação (in obligatione). O direito de escolha cabe ao Devedor. Pode ser uma tolerância. consentimento ou não-impedimento. não abrir um comércio concorrente no local. Se a omissão tornar-se impossível sem culpa do devedor. Ex: O prédio de baixo é obrigado a receber as águas do prédio de cima (as que correm naturalmente). extingue-se a obrigação. a obrigação acessória (ambas previstas em contrato). Há uma obrigação estipulada. extingue-se a obrigação. ou na impossibilidade disto. Existe o direito de escolha entre 2 ou mais prestações.Resumão Direito Civil num ato de tolerância. Complexas  Mais de um credor ou devedor ou mais de um objeto. Ex: "A" deve um imóvel ou 10 ovelhas a "B" e paga só as 10 ovelhas e se exonera. Ex: "A" e "B" devem pagar $100 a "C" e dar um fogão para "D". e o devedor se exonera cumprindo todas. tornar-se impossível de ser satisfeita. Obs. a seu critério (diversa). No vencimento da obrigação. sem culpa do devedor. não revelar uma fórmula industrial. Ex: "A" deve pagar $100 a "B".

ou negócio jurídico. resguardar. Requisitos de Validade para um Contrato  • • • • agente capaz. entre duas ou mais pessoas (físicas ou jurídicas) com finalidade de adquirir. objeto lícito e possível e economicamente apreciável. CONTRATOS CONTRATO  é o acordo de vontades. 39 . modificar ou extinguir direitos de natureza patrimonial. que pode ser expresso ou tácito  o consentimento voluntário é o elemento essencial do contrato. Todos os contratos são atos jurídicos bilaterais. forma prescrita ou não vedada em Lei.Resumão Direito Civil 7. pois resultam de uma conjugação de duas ou mais vontades. acordo de vontades.

• Bilaterais  geram obrigações para ambas as partes.Resumão CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS  • Direito Civil Quanto à manifestação da vontade: Unilaterais  nascem obrigações apenas para uma das partes. mediante uma única prestação. num único ato.  Se reduzirem o alienante à insolvência. contrato de doação. Ex. • Plurilaterais  várias manifestações de vontade. contrato de prestação de serviços. continuadamente. ou ambos assumem o ônus e as obrigações O direito de uma parte é o dever da outra parte. etc.  nenhum dos contratantes.: contrato de locação. etc Os contratos gratuitos devem ser interpretados restritivamente. • • • Quanto à contraprestação: Onerosos  são aqueles em que uma das partes assume o ônus e a outra assume as vantagens. Trato Sucessivo  quando um contrato vai ser executado em vários atos. Ex: contrato de compra e venda. Ex.: contrato de doação sem encargos. etc. Ex. pode pedir resolução do contrato e perdas e danos. são anuláveis pelos credores quirografários.  • • Quanto à execução: Execução Instantânea  é quando o contrato é de execução imediata. duas manifestações de vontade.: contrato de compra e venda. Ex: testamento. no momento futuro. contrato de locação. pode exigir o cumprimento da obrigação do outro. Ex.: contrato de compra e venda à vista.: contrato social de uma sociedade mercantil. esgotando-se num só instante. comodato. etc 40 • . testamento. Ex. uma única vontade. contrato de crediário. antes de cumprir a sua obrigação. mútuo.  a parte lesada pelo inadimplemento da obrigação pela outra. • Gratuitos  quando existe somente uma prestação.

: contrato de compra e venda a prazo com um único pagamento. • Não sendo a venda a crédito. um risco: a Álea. • 41 . No momento da celebração do contrato o preço é fixado. mas expostas a riscos assumidos pelo adquirente. ou de todo. Ex: compra de produção da próxima safra de laranja. • • Quanto à certeza das prestações: Comutativos  as prestações de ambas as partes são certas. no dia do contrato. no momento futuro. Acessórios  sua existência está subordinada a de outro contrato: fiança. • • • • Quanto à independência: Principais  têm vida autônoma. Impessoais  não importa a pessoa do outro contratante. compra e venda. podendo seu montante ser avaliado já no ato da conclusão do contrato. em parte.: • • Quanto à pessoa do contratante: Intuito Personae  o consentimento é dado em razão da pessoa do outro contratante. Esta álea pode se referir tanto à quantidade quanto à própria existência da coisa. Ex. posto que a coisa já não existisse. Aleatórios  a prestação de uma ou de ambas as partes depende de um evento futuro e incerto. o vendedor não é obrigado a entregar a coisa enquanto não receber o preço combinado (pactuado). com preço fixado. por se referir a coisas ainda não existentes.Resumão • Direito Civil Diferido  quando um contrato vai ser executado em um único ato. Ex. Há pois. mas se ignora a quantidade da produção. e mesmo se haverá produção. terá igualmente direito o alienante a todo o preço. Ex.  Se o contrato for aleatório.

pacto antenupcial. dentro do princípio da liberdade contratual e que não correspondem a nenhum tipo previsto no Código Civil. este contrato poderá ser feito durante o casamento). Contratos de Adesão  quando uma das partes se limita aceitar as cláusulas e condições previamente estipuladas pela outra. • • Quanto à Forma: Não Solenes (Não formais)  preestabelecida para reger estes contratos. São os contratos criados pelas partes. Têm denominação prevista no Código Civil. A partir de 2003. Inominados (Atípicos)  ainda não foram regulamentados. • • a lei não exige uma forma A regra é a utilização dos Solenes  a forma especial deve estar expressa em lei. só para valores acima de 30 SM é que necessita de Escritura. Pacto Antenupcial  É um acordo firmado entre os nubentes.Resumão • • Direito Civil Quanto à sua denominação: Nominados (Típicos)  estão tipificados em lei. antes do casamento. • • 42 . Após o casamento este contrato não pode ser realizado (de acordo com o atual Código Civil.é necessário lavrar escritura pública para que o negócio tenha validade. a vigorar em 2003. etc. Exs. • • • Quanto à autonomia da vontade: Contratos paritários  quando as partes são colocadas em pé de igualdade discutindo amplamente e fixando todas as suas cláusulas. Doação de Imóvel. • A escritura pública deve ser registrada em Cartório de Registro de Imóveis  somente neste caso é que o comprador torna-se legítimo proprietário do bem imóvel. No novo Código Civil.: Contrato de compra e venda de bem imóvel. • Contrato de Compra e Venda de Bem Imóvel  Para valores acima de 10 SM . Contrato de locação residencial. contratos não solenes ou não formais.

faz lei entre as partes. basta que o contrato tenha prazo de duração igual ou superior a 30 (trinta) meses . 43 . sem apresentar qualquer justificativa: para tanto. a regra válida é: Regime de Comunhão Parcial de Bens. Para que a pessoa que se beneficiou da doação seja considerada legítima proprietária do bem doado. devendo ser cumprido tal qual foi pactuado. o O poder de auto-regulamentação dos interesses dos contratantes advém do princípio da autonomia da vontade. suscitando os efeitos tutelados pelo ordenamento jurídico. Os Contratos de Adesão restringem a autonomia da vontade. é necessário o registro em Cartório de Imóveis. limitados tão somente pela supremacia da ordem pública. Deve ser lavrada escritura pública. • • • • Contrato de Locação Residencial com Denuncia Vazia  Forma escrita é exigida. mediante acordo de vontades. a disciplina de seu interesse.Resumão • Direito Civil Caso não exista um contrato de Pacto Antenupcial antes do casamento. • • • • Doação de Bem Imóvel  Forma escrita é exigida. posto que uma das partes acede às cláusulas previamente definidas pela outra. A lei exige que seja lavrada escritura pública. Denuncia Vazia  Há a possibilidade do locador reaver o imóvel ao término do contrato. o • Princípio da Obrigatoriedade da Convenção  O contrato. Princípios de Garantia de um Contrato  • Princípio da Autonomia da Vontade  consiste no poder que têm as partes de livremente estipular. uma vez pactuado.

• • Vícios Redibitórios  são os vícios ocultos que aparecem na coisa principal e que diminuem. Ex. os contratantes poderão propor Ações Edilícias: Ação redibitória  o adquirente pleitea a extinção do contrato e uma indenização por perdas e danos. Se o alienante:  Sabia do defeito  restituirá o que recebeu. mais perdas e danos. “B” denunciará à lide o “A” para que o mesmo 44 .Resumão • Direito Civil Princípio da Relatividade dos Efeitos dos Contratos  O contrato produz efeitos entre os contratantes. o adquirente pode exigir um abatimento do preço • EVICÇÃO: é a perda da propriedade de um bem para terceiro.: compro um cavalo puro sangue portador de um vírus mortal. Princípio da Boa Fé  as partes devem agir com lealdade e confiança recíproca. em razão de ato jurídico anterior e de uma sentença judicial. Se eu soubesse do defeito oculto.  é utilizado o critério do Homem Médio para apurar se o adquirente poderia ou não saber dos vícios ocultos. “C” entra com uma Ação Reinvindicatória contra “B” para que o mesmo lhe devolva o carro. a sua utilização. mais despesas do contrato. mesmo que desconheça o defeito.  • Ocorrendo os vícios redibitórios.    Não sabia do defeito  restituirá o valor recebido. não podendo aproveitar nem prejudicar a terceiros. Considerando-se a boa fé dos contratantes é que na interpretação dos contratos atender-se-á mais a intenção das partes do que ao sentido literal da linguagem. NÃO teria realizado o negócio. Ex.: “A” vende para “B” um carro que já foi de “C”. Poucos dias depois o cavalo vem a morrer. exceto se o contrário previr o contrato. Ação quanti minoris  contratado. ou mesmo impedem. O alienante é responsável. Princípio da imutabilidade ou intangibilidade  O Contrato é intangível a menos que ambas as partes o rescindam voluntariamente ou haja a escusa por caso fortuito ou força maior.

Direito Civil Restará que a ação de “C” ficará contra “A” e C Autor Evicto: Alienante: Evictor: • •  açãoa reivindicatória B Réu O adquirente que vem a perder a coisa adquirida. É a Extinção do contrato na hipótese de Lesão (el. das despesas com o contrato. O que transferiu a coisa mediante contrato oneroso. mas se isto ocorrer. O alienante responde pelos riscos da evicção se o contrário não previr o contrato. Não pode ser demandado o alienante por evicção:  Se a perda da coisa se deu por caso fortuito.: RESCISÃO CONTRATUAL  45 . O terceiro que move a ação e vem a ganhar a coisa. força maior. roubo ou furto. • • • FORMAS DE EXTINÇÃO DOS CONTRATOS RESOLUÇÃO CONTRATUAL  Extinção do contrato toda vez que houver o não cumprimento de uma obrigação (inadimplemento contratual). Ex. Direitos do Evicto   Restituição integral  do preço pago. em 6 parcelas. Subjetivo= inexperiência. da indenização dos furtos que for obrigado a restituir. O adquirente não pagou nenhuma das parcelas e fica com a posse do bem. “B”. Objetivo= lucro exagerado. Ex.Resumão faça parte da ação judicial. O Alienante entra com uma ação de Resolução Contratual contra o adquirente.: Compra de uma mercadoria a prazo. o alienante responde por ela. das custas judiciais. Esta responsabilidade pode ser excluída expressamente do contrato. el.  Se o adquirente sabia que a coisa era alheia ou litigiosa. A responsabilidade pela evicção decorre da lei. pois. dos prejuízos decorrentes da evicção. exceto se o adquirente sabia do risco e expressamente o assumiu. não precisando. estar prevista no contrato. imaturidade ou necessidade). Neste caso a responsabilidade consiste na devolução do preço acertado.

70. os contratantes assinarão um Distrato. é a ação de uma única vontade. Na virada do ano. ARRAS ou SINAL 46 . em virtude da superveniência de um acontecimento extraordinário e imprevisível.: Denuncia Vazia. Pode ocorrer através do Distrato ou da Denuncia. houve uma maxidesvalorização e o dólar passou a custar R$ 2.20. impossibilitado de honrar seus compromissos. de uma hora para outra.10. resolve sair do imóvel.000 para “B” que entrega a escritura de sua casa.: “A” aluga um imóvel por 30 meses. como garantia. “B” não consegue pagar o empréstimo e “A” exige a casa como quitação do empréstimo.é um acordo de vontade de ambas as partes de extinguir o contrato. a prestação de uma das partes torna-se excessivamente onerosa. Ex. Quem tinha contratos a pagar. • MORTE  Com a morte extinguem-se todos os contratos pessoais. este contrato poderá ser revisto (teoria da imprevisão).Resumão Direito Civil “A” empresta R$ 20.: Em 1998 o dólar oscilava em torno de R$ 1. no valor de R$ 100. onde ambos colocarão fim ao contrato. Procura o locatário e propõe sair do imóvel sem pagar a multa ou pagando somente 50 % da multa. Toda vez que o contrato se tornar excessivamente oneroso para uma das partes. vinculados ao dólar. • Distrato . Ex. Se o locatário aceitar a proposta. está em jogo o requisito VONTADE de uma ou de ambas as partes. salvo se existir a previsão de continuidade válido para os sucessores.000. obrigatoriamente. CASO FORTUITO (FORÇA MAIOR): quando ocorrerem fatos imprevisíveis e incontroláveis (fenômenos da natureza). Denuncia . Com 12 meses de vigência do contrato. O STJ resolveu a questão usando um meio termo: dólar a R$ 1.é um ato unilateral que põe fim a um contrato. Esta cláusula busca o equilíbrio e igualdade entre os contratantes. Ex. Teoria da Imprevisão: subentende-se implícita nos contratos de trato sucessivo a cláusula REBUS SIC STANTIBUS que subordina a obrigatoriedade do vínculo contratual à continuação do estado de fato vigente à época da sua conclusão. Ela permite a revisão judicial dos contratos de execução continuada quando. RESILIÇÃO  É a extinção do contrato onde. viu-se.

não solene (como regra) Cláusulas Especiais  podem ou não fazer parte do contrato. 47    . Se o arrependido for o que as recebeu . o vendedor é quem inclui tais cláusulas nos contratos. • Características  bilateral .restituí-las-á em dobro. Independe da vontade do comprador  a qualquer momento. Quando as partes convencionam o direito de arrependimento. que via de regra. impedindo. é um acordo de vontades onde fica estipulado que o comprador se obriga a pagar um preço pactuado e o vendedor a entregar o bem contratado. devem estar expressas nos contratos. o arrependimento de quaisquer das partes. por escrito. deve primeiramente ofertá-lo ao antigo vendedor. produz circulação de riquezas. o vendedor pode fazer valer seu direito de recompra.Resumão Arras Confirmatórias: Direito Civil Quantia. diferida ou trato sucessivo (depende da forma de pagamento) . através de notificação judicial.execução instantânea. o • Retrovenda  é a cláusula através da qual o vendedor se reserva o direito de RECOMPRAR o bem vendido. entregue por um contratante ao outro em sinal de firmeza do contrato e garantia de que será cumprido. O valor de recompra deverá obedecer aos preços de mercado. Se o arrependido for o que as deu . assim. beneficiam-no. a sua opção de recompra. Geralmente. Arras Penitenciais : CONTRATOS MAIS COMUNS 1. O vendedor deverá confirmar ou não.  O vendedor terá a preferência na recompra desde que ofereça o mesmo preço e mesma forma de pagamento. A obrigação de oferecer o bem ao vendedor passa para os herdeiros do comprador. Quando o comprador for realizar a venda do bem. em dinheiro ou coisa fungível.  Existe um prazo máximo para o vendedor exercer seu direito  3 anos (caso não esteja registrado em contrato um prazo menor). Para serem válidas.oneroso . visando assegurar o cumprimento da obrigação. dependendo única e exclusivamente da vontade dos contratantes. devendo restituir o preço mais as despesas feitas pelo comprador.  o Preempção  é o direito de preferência exercido pelo vendedor quando e se o comprador for realizar a venda deste bem móvel ou imóvel.perdê-las-á em favor do outro. e num prazo máximo de 30 dias. desde que dentro do prazo contratual. CONTRATO DE COMPRA E VENDA  é o contrato mais comum e caracteriza-se pela transferência de um bem móvel ou imóvel.

• Características  bilateral . A Doação Universal é nula. diferida ou trato sucessivo (depende da forma de pagamento) .só produz efeitos com a aceitação pelo donatário. Para que “B” continue sendo proprietário do bem terá que pagar mais $ 10.000 para “A”. Após 8 meses. o doador desfalca seu patrimônio e o donatário tem um ingresso em seu patrimônio. o ato será NULO. que para ter a sua eficácia.execução instantânea.oneroso . aparece “C” que oferece $ 30. 3. • Características  bilateral .execução instantânea . pois o doador tem que ficar com bens para sua subsistência. com firma reconhecida em cartório.  O 1º comprador pode continuar de posse do bem desde que cubra a oferta do melhor comprador. esta anuência é uma forma de buscar a igualdade entre os filhos e evitar a Simulação. 48 .  Ex. 2.000 para o “A”.  O prazo máximo para o vendedor usar tal opção é de 01 ano.Resumão  o Direito Civil A cláusula de preempção deve constar da Escritura Pública. depender de acontecimento futuro e incerto. CONTRATO DE DOAÇÃO  é caracterizado pela liberalidade de uma das partes e pela aceitação da outra parte. A doação feita ao nascituro valerá somente quando aceita pelos pais. A doação é nula  quando feita entre cônjuges no regime de separação de bens e/ou quando feita da parte indisponível que é a parte legítima dos herdeiros.solene    a anuência deve ser expressa e por escrito. • Tipos de Doação  o Doação Condicional  quando a doação.000.gratuito (regra) .não solene     animus domandi . se não existir a anuência dos demais descendentes. CONTRATO DE COMPRA E VENDA ENTRE ASCENDENTES E DESCENDENTES  é o mesmo contrato de compra e venda (qualquer tipo de bem) anterior com a diferença de que neste contrato deve haver o consentimento expresso dos demais descendentes. o antigo vendedor.: “A” vende um terreno para “B” por $ 20. Pacto do Melhor Comprador  é a possibilidade de um contrato ser desfeito se dentro de um certo período (constante do contrato) aparecer um outro comprador com uma melhor oferta.

pois gera obrigações para ambas as partes. “B” e “C”. será considerado Antecipação da Legítima. Antecipação da Legítima  todo bem doado aos descendentes. descendentes. Existem 3 hipóteses:  Atentado à Vida  o filho (donatário) atenta contra a vida do pai (doador). Ex.000. ou seja. os herdeiros necessários são. com um patrimônio de $ 100. a Doação poderá ser revogada e os bens doados retornam ao Doador.  Herdeiros necessários  pelo Código Civil atual os herdeiros necessários são os descendentes e ascendentes.   Pode o ascendente doar ao descendente. Quando de sua morte. e foi dado   49 . Se não estiver expresso em contrato que o ascendente está doando a sua parte disponível (50 %). injúria ou difamação por parte do donatário contra o doador. tentativa ou consumação de homicídio por parte do donatário contra o doador. é considerado como Antecipação da Legítima. Ele não se preocupou em registrar que estava doando sua parte disponível de 50 %. alimentação. em vida. é a antecipação da herança antes da morte. caso tenha herdeiros necessários. em ordem: ascendentes.000) ao filho “B”. mas considerar-se-á antecipação da legítima e deverá ser trazida à colocação por ocasião da sucessão. poderá dispor de até 50 % de seu patrimônio. Em vida.Resumão o o Direito Civil Doação com cláusula de reversão  com a morte do donatário o bem reverte para o patrimônio do doador. no novo Código Civil (Lei 10406. Doação com encargos  é onerosa e bilateral.000 tem dois filhos. • Revogação da Doação  quando existir a INGRATIDÃO por parte do donatário (quem recebe a doação). desde que não tenha herdeiros necessários. lazer. etc. educação. doando-os a quem quizer. Se negar a prestar alimentos ao doador  alimentos aqui entendidos como vestuário.: “A” . entra em vigor em 2003). conjugê ou companheiro(a). Ofensa à honra  calunia. nesta ordem. causam ilícitos penais. o seu patrimônio estava reduzido a $ 50.   • Restrições à Liberdade de Doar  o doador poderá doar até 100 % de seu patrimônio a quem quizer. resolveu doar sua parte disponível (50 % = $ 50.

etc.oneroso .  Adultero ou Cúmplice  a doação de um dos cônjuges para o amante ou cúmplice é NULA de pleno direito. • Locação de Prédios Urbanos o  os casos abaixo são enquadrados no Código Civil:   Locação de vagas de garagem. locação de uma residência. locação de um flat. 4. locação de um galpão comercial. Locação de apart-hotéis e equiparados. CONTRATO DE LOCAÇÃO  é um contrato (negócio jurídico) onde uma das partes transfere provisoriamente a posse de um bem móvel ou imóvel e em contrapartida a outra parte realiza um pagamento de alugúeis enquanto estiver de posse do bem. pois o filho “B” já havia recebido sua parte (50 %) como Antecipação da Legítima. são regidos pelo Código Civil e pelo Estatuto da Terra. isto ocorre para se proteger a família.  Nem os 50 % disponíveis podem ser doados para o amante ou cúmplice sob pena do contrato ser declarado NULO.  • o Ex. o Prédios Rústicos  bens imóveis utilizados para outros fins que não o de moradia e comercial e/ou industrial.não solene Tipos de Contrato de Locação  Prédios Urbanos  bens imóveis utilizados para moradia ou fins comerciais e/ou industriais: são regidos pelo Código Civil e pela Lei do Inquilinato.Resumão Direito Civil integralmente ao filho “C”. 50 .  A localização do referido imóvel é uma forma subsidiária para enquadramento (CC ou Lei do Inquilinato).  Ex.trato sucessivo .: locação de um apartamento.: locação de um pasto. • Características  bilateral .

Locação de Imóvel por Temporada  no máximo por 3 meses. 51 30 meses ou mais Menos de 30 meses Comum Contratos antigos Livre negociação Por temporada Até 90 dias . com prorrogação por tempo indeterminado. reforma. a locação prorroga-se automaticamente. caso silentes as partes por mais de 30 dias. bem como contratos feitos após 5 anos desta vigência fica livre: o preço do aluguel e o prazo de reajuste (periodicidade) e o índice de correção. .o contrato se rescinde no término do prazo.ocorrida a prorrogação. se o locatário concordar em sair. etc. CONTRATOS DE LOCAÇÃO RESIDENCIAL X NÃO RESIDENCIAL TIPO DE MODALIDADE CONTRATO Residencial PRAZO CARACTERÍSTICAS .findo o prazo ajustado. a serem fixados no contrato.se a locação tiver mais de 5 anos contínuos. . . a denúncia vazia só pode ser exercida após 24 meses da revisão. a qualquer tempo. . caberá denúncia imotivada (denúncia vazia). Locação de prédios para Pessoas Jurídicas de Direito Público. variação cambial e salário mínimo.havendo revisão judicial ou amigável do aluguel nos 12 meses anteriores à lei. .Resumão   Direito Civil Locação de out-doors (publicidade). terá 6 meses para desocupação. . poderão ser denunciadas imotivadamente.as que vigorem ou venham a vigorar por prazo indeterminado. .retomada do imóvel só com denúncia estribada em um dos motivos previstos na lei (ex.não pode usar como base moeda estrangeira. com habite-se após a vigência da atual lei. tratamento de saúde. . caberá denúncia vazia.na ação de despejo. por tempo indeterminado. obras.no caso de imóveis novos. uso próprio. o  os casos abaixo são enquadrados na Lei do Inquilinato:    Locação Residencial (Denuncia vazia e Denuncia Motivada). Locação Comercial. com 30 dias para desocupação. .deve ter fins determinados como: lazer. . etc). com prazo de 12 meses para desocupação.

salvo se se tratar de sociedade civil com fins lucrativos. § § 2º e 3º.para denúncia vazia segue a locação comercial. um dever legal. violando deveres e lesando direitos.abrange locatários com atividades civis. . mas DE INFRAÇÃO AO DEVER DE CONDUTA.abrange locatários comerciantes ou industriais.não tem direito a ação renovatória.ocorre quando o locatário é pessoa jurídica e o imóvel é destinado ao uso vantagem profissional de seus dirigentes ou empregados – art.é possível ação renovatória de aluguel (art. .1. imposto 52 Responsabilidade Extracontratual: .Resumão Direito Civil . 49). estúdios e consultórios. .contrato por qualquer prazo. a qualquer tempo. Civil . com 30 dias para desocupação.rege-se por sistemática própria que exclui a denúncia vazia – arts. DA RESPONSABILIDADE CIVIL 8. 55. EXTRA-CONTRATUAL: quando o agente pratica ato ilícito. indireta .para denúncia vazia segue a locação comercial. Especial .aluguel e encargos podem ser cobrados antecipadamente e de uma só vez. 53 e 63. quando a RESPONSABILIDADE não deriva de contrato. De benefício ou . escritórios. suas sedes. . . Comercial . O inadimplemento contratual acarreta a responsabilidade de indenizar as perdas e danos. hospitais. com prorrogação por tempo indeterminado. Responsabilidade Contratual: é quando uma pessoa CAUSA PREJUÍZO A OUTREM por descumprir uma obrigação contratual. se no seu termo final ficarem silentes as partes por mais de 30 dias. TIPO DO MODALIDADE CONTRATO CARACTERÍSTICAS Não residencial . um dever contratual. 8.abrange escolas. RESPONSABILIDADE CONTRATUAL E EXTRA-CONTRATUAL CONTRATUAL: quando o agente descumpre o contrato ou fica inadimplente.prorrogado. caberá denúncia imotivada (vazia). asilos.

a obrigação de indenizar. Na EXTRACONTRATUAL. também. o dano poderia ter sido evitado. de ato de terceiro que esteja sob a guarda do agente e. sendo mais ampla no campo EXTRACONTRATUAL. é a relação de causalidade (nexo causal ou etiológico) ENTRE a ação ou omissão do agente e o dano verificado. negligência ou imperícia).  b) CULPA ou DOLO DO AGENTE: c) RELAÇÃO DE CAUSALIDADE: 53 . exige o referido dispositivo legal que prove dolo (é a violação deliberada. intencional. de vigilância. de custódia) e até da criação de alguma situação especial de risco. enquanto a EXTRACONTRATUAL a tem na inobservância de dever genérico de não lesar outrem (neminem laedere). o inadimplemento presume-se culposo. O dever jurídico de não se omitir pode ser imposto por lei ou resultar de convenção (dever de guarda. do dever jurídico) ou culpa stricto sensu (aquiliana) do agente (imprudência. de danos causados por coisas e animais que lhe pertençam. inexiste a relação de causalidade e. o credor lesado encontra-se em posição mais favorável. a capacidade sofre limitações no terreno da RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. 159 do CC. para que a vítima obtenha a reparação do dano. Se houver o dano mas sua causa não está relacionada com o comportamento do agente. Também Diferenças: a) na RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. com a sua prática.Resumão Direito Civil genericamente no art. ainda. b) c) Pressupostos da RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL: a) AÇÃO ou OMISSÃO: a responsabilidade por derivar de ato próprio. a CONTRATUAL tem origem na convenção. ao lesado incumbe o ônus de provar a culpa ou dolo do causador do dano. chamada de aquiliana.  Para que se configure a responsabilidade por omissão é necessário que exista o dever jurídico de praticar determinado dano (de não se omitir) e que demonstre que. pois só está obrigado a demonstrar que a prestação foi descumprida sendo presumida a culpa do inadimplente.

ao dirigir um automóvel. caracterizado pela imprudência. como a culpa da vítima e o caso fortuito e a força maior. não atropelar os pedestres e respeitar os sinais de trânsito.: a responsabilidade da empresa pelos danos causados à clientela. a empresa é responsável pelo dano.Falta de habilidade técnica. 54 . afastando a responsabilidade do agente.Resumão  Direito Civil As excludentes da responsabilidade civil. É realizado por vontade própria e consciente de praticar um ato ilícito. Imprudência . independentemente da prova de culpa do responsável.: O dito “Homem Médio” procura. Negligência . dano ou prejuízo.  Teoria Aquiliana Requisitos  ação ou omissão (negligência).Ex. Culpa  ausência do dever de cuidado objetivo. em atos praticados por empregado no exercício da função ou em razão do serviço. Ex. Imperícia . Dolo ou Culpa (necessária comprovação). Ex. É o desvio padrão do Homem Médio. Conduta Dolosa . 8.(conduta ativa) – quando ele trafega em alta velocidade em uma via pública. • OBJETIVA  há obrigação de indenizar. rompem o nexo de causalidade. Dolo  comete o Dolo quem pratica um ato ou assume o risco de praticar tal ato. mas poderá ter direito de regresso contra o empregado se este for culpado.2. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA E OBJETIVA Teoria sobre a reparação do dano (no civil)  • SUBJETIVA  há obrigação de indenizar sempre que se prova a culpa do agente. negligência ou imperícia.: uma pessoa inabilitada p/ prática de medicina (estudante de medicina) realiza uma cirurgia sem Ter condições para tal. Nesse caso. Nexo de Causalidade.(conduta passiva) – quando ele não toma cuidados de manutenção com seu veículo.

pois mesmo que o ato ilícito não seja um crime. O prejudicado poderá pleitear ou não de reparação. fica obrigado a reparar o dano”.  o interesse diretamente lesado é o privado.Resumão  é praticado contra a Administração Pública. O pagamento.3. tanto por dolo como por culpa. violar direito. quando for o caso. por ação ou omissão voluntária.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos RESPONDERÃO pelos danos que seus AGENTES (funcionários).: as atividades seguradoras. negligência ou imperícia). o Estado tem que indenizar a vítima. que prescreve: “Aquele que. sendo que a responsabilidade civil independe da responsabilidade criminal. Portanto. 8. dano ou prejuízo. negligência ou imprudência. é o patrimônio do devedor que responde por suas obrigações. é realizado através de PRECATÓRIO. Tal dever é imposto a todos no art. a vítima deve ser indenizada pelo causador . não deixará de existir a obrigação de indenizar as perdas e os danos. Nexo Causal. contudo pode demonstrar caso fortuito (ou força maior) ou culpa exclusiva da vítima. assegurado o DIREITO DE REGRESSO contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Teoria do Risco Administrativo  quando presente os 3 requisitos (imprudência. ATO ILÍCITO – é o praticado com infração ao dever legal de não lesar a outrem. a de indenizar ou ressarcir o prejuízo causado. ou causar prejuízo a outrem. Fundamento Jurídico . em trabalho. ATO ILÍCITO é fonte de obrigação. 55 . Ex. negligência ou imperícia). 159 do CC. o risco é o fator preponderante da existência do lucro. OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR RESPONSABILIDADE CIVIL: é a OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR o dano causado a outrem. Esta responsabilidade é patrimonial. causarem a terceiros . Teoria do Risco Integral  quando presente os 3 requisitos (imprudência. Nesse caso. Requisitos - Direito Civil ação ou omissão.

  O DANO pode ser: I) patrimonial. como uma espécie de pena privada pelo comportamento ilícito do credor. obriga a indenizar. a culpa. é dano pessoal. há várias hipóteses de responsabilidade por ato de terceiros (diferente de penal).4. a regra que obriga a pagar em dobro ao devedor quem demanda divida já paga. é assim consagrada) 56 . Pode ser lembrado. Acontece o mesmo em ofensas aos direitos da personalidade. A indenização deve abranger não só o prejuízo imediato (danos emergentes). mesmo sem prova de prejuízo. moral – é o oposto de dano econômico. ainda que levíssima. como acontece na Lei de Imprensa. que presume haver dano moral em casos de calúnia. A inexistência de dano torna sem objeto a pretensão à sua reparação. mas também o que o prejudicado deixou de ganhar (lucros cessantes) II) extrapatrimonial.  No cível. 8. injúria e difamação praticados pela imprensa. • A responsabilidade civil pode ser contratual ou Extra-Contratual. A culpabilidade é bem mais ampla na área cível. A expressão tem duplo significado: (veja que a expressão não é adequada mas. como exceção ao princípio de que nenhuma indenização será devida se não tiver ocorrido prejuízo.  Às vezes a lei presume o dano. EXCETO o depositário infiel e o devedor de pensão alimentícia oriunda do direito de família. DO DANO E SUA REPARAÇÃO DANO: sem a prova do dano. NINGUÉM PODE SER RESPONSABILIZADO CIVILMENTE.Resumão  Direito Civil Ninguém pode ser preso por dívida civil. material – os prejuízos econômicos sofridos pelo ofendido. os menores entre 16 e 21 anos são equiparados aos maiores quanto às obrigações resultantes de atos ilícitos em que forem culpados. A imputabilidade também é tratada de maneira diferente.

nem o torna nulo ou anulável. que tem por fim a família legítima. pelo menos por um dos cônjuges. em que se dá publicidade ao ato e se verifica impedimentos. Ex. b) CASAMENTO ANULÁVEL: contraído com infração de impedimento relativamente causadores de nulidade e com erro essencial quanto à pessoa do cônjuge (nulidade relativa). contraído com infração de impedimento impediente (esta infração não impede realmente o casamento. casamento de pessoas do mesmo sexo. apenas sofrem os nubentes algumas sanções. produz os mesmos efeitos do 57 . DO CASAMENTO CASAMENTO: é uma união legal.Resumão Direito Civil 9. aquele em que o ato jurídico conteria um defeito tão grave e visível. c) CASAMENTO IRREGULAR: d) CASAMENTO INEXISTENTE: e) CASAMENTO PUTATIVO: é o casamento nulo ou anulável. perda do usufruto de bens dos filhos. Classificação  I) quanto à ANULABILIDADE do casamento: a) CASAMENTO NULO: contraídos com infração de impedimento absolutamente causadores de nulidade e perante autoridade incompetente (nulidade absoluta). é precedido de várias formalidades. efetuadas no processo de habilitação. contraído de boa fé (ignorância de um impedimento dirimente). ex. que dispensaria ação judicial para ser declarado sem efeito. vinculada a normas de ordem pública. imposição do regime obrigatório de separação de bens).

9. SÃO TODOS de decadência e não de prescrição. e da mesma nacionalidade. IMPEDIMENTOS E EFEITOS JURÍDICOS  Não podem contrair CASAMENTO: CASAMENTOS SÃO NULOS  IASPECTO CONSANGÜÍNEO: os ascendentes com os descendentes. IDADE MÍNIMA: 16 anos para a mulher (desde que com a autorização dos pais) e 18 anos para o homem. natural ou civil. (Ex.: sogro x nora.o adotado com o filho superveniente ao pai ou à mãe adotiva. não havendo mais tempo para a habilitação e celebração regular. II) quanto a CELEBRAÇÃO: a) CASAMENTO CIVIL COMUM: celebra-se perante o juiz de paz. para a ação de anulação. sogra x genro. seja o vínculo legítimo ou ilegítimo. 3 meses na falta de consentimento do pai e 2 anos caso de erro essencial. em relação aos filhos e o contraente de boa fé. seja o parentesco legítimo ou ilegítimo.Resumão Direito Civil casamento válido. com toda publicidade. pode o casamento ser celebrado perante a autoridade diplomática ou consular do país de origem. legítimos ou ilegítimos. IV - 58 . • Os prazos previstos no CC. a portas abertas.AFINIDADE: os afins em linha reta. legítimos ou ilegítimos. quando um dos contraentes estiver em iminente risco de vida. até o terceiro grau inclusive II . . b) CASAMENTO CONSULAR: se os nubentes forem estrangeiros. .os irmãos. e os colaterais. na presença de seis testemunhas. Ex. c) CASAMENTO POR PROCURAÇÃO. d) CASAMENTO NUNCUPATIVO: é o celebrado pelos próprios nubentes. 10 dias no caso de nubente já deflorada.) III CIVIL: o adotante com o cônjuge do adotado e o adotado com o cônjuge do adotante.1.

IDADE: anos. SEPARAÇÃO JUDICIAL SEPARAÇÃO JUDICIAL: Pode ser  a) CONSENSUAL: dá-se por acordo. põe termo aos deveres conjugais bem como ao regime de bens. enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros. à manutenção dos filhos menores e a pensão alimentícia. mulheres menores de 16 anos / homens menores de 18 IV V- VIUVOS: o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido. o consentimento. embora não dissolva o vínculo matrimonial. ou tentativa de homicídio. de modo inequívoco. só pode ser requerida após 2 anos do casamento.2. CASAMENTOS SÃO ANULÁVEIS  III III INCAPACIDADE CIVIL: as incapazes de consentir. tutor. ou manifestar. enquanto não obtiverem. PÁTRIO PODER: os sujeitos ao pátrio poder. ou curador. RAPTO: o raptor com a raptada. enquanto esta não se ache fora do seu poder e em lugar seguro. ou lhes não for suprido o consentimento do pai. tutela ou curatela. o acordo relativo: à guarda.2. eqüivale ao antigo desquite. desde que com autorização judicial VTENTATIVA OU CONSUMAÇÃO DE HOMICÍDIO DOLOSO: o cônjuge sobrevivente com o condenado como delinqüente no homicídio.Resumão Direito Civil mulheres menores de 16 anos podem casar. 9.1. sem fazer referência à partilha. O pedido é apresentado por ambos os cônjuges. contra o seu consorte.   59 . DIVÓRCIO E SEPARAÇÃO JUDICIAL 9. Se os cônjuges não acordarem quanto à partilha dos bens a mesma poderá ser feita posteriormente. e indicará.

b) CONTENCIOSA: pode ser requerida por um dos cônjuges contra o outro em três hipóteses: conduta desonrosa ou qualquer outro ato que importe grave violação dos deveres conjugais.  a prova a ser realizada é de que casal encontra-se separado de fato a mais de um ano. de cura improvável e de duração superior a 5 anos. etc. a decisão traz as seguintes conseqüências: I) os filhos ficam em poder do cônjuge com quem já estavam. ouvido o MP e homologado o acordo pelo juiz. 2) separação . II) o requerente deve pagar alimento ao outro cônjuge. III) sendo a mulher a requerente. adultério.Resumão  Direito Civil O juiz ouvirá os cônjuges e tentará a reconciliação. não sendo possível. Havendo dúvida quanto a reconciliação poderá ser marca nova audiência. PERDERÁ o direito ao uso do nome do marido. tornando insuportável a vida em comum. infidelidade. 60 . manifestada após o casamento.sanção:  a ação pode ser proposta a qualquer tempo e a decisão traz as seguintes conseqüências: I) II) III) o culpado PERDE a guarda dos filhos (no caso). serão tomadas por termo as declarações dos separandos. abandono material.: abandono do lar. se for a mulher a vencida. perderá o direito ao uso do nome do marido. IV) o requerente perde a meação dos bens remanescentes trazidos pelo outro cônjuge para o casamento. obedecidos os critérios. se ficar comprovado que esta separação vai gerar um inconveniente muito grande para o cônjuge doente. 1) separação . independente de culpa. fica obrigado a pagar alimentos a eles e ao cônjuge inocente. 3) separação – remédio: um dos cônjuges requer a separação por estar o outro acometido de grave doença mental. Cláusula de Dureza: é uma maneira de impedir a separação judicialremédio.falência: ruptura da vida um comum por mais de um ano. a separação não é consentida. Ex.

Resumão  Direito Civil da decisão resulta: I) II) III) IV) os filhos ficam em poder do requerente. a requerimento de um dos cônjuges. a sociedade conjugal poderá ser restabelecida. com mais de 2 anos de separação de fato. Na conversão a mulher perde o nome do marido. mediante simples requerimento. o requerente fica automaticamente obrigado A PAGAR alimentos ao cônjuge doente. CONVERSÃO EM DIVÓRCIO: 9. a qualquer tempo.  Após a SEPARAÇÃO JUDICIAL. reconhecido em decisão judicial. mantidas em princípio as cláusulas ou condições anteriores. não existe a separação judicial. ou grave dano. devendo ser respeitada a coisa julgada formal e material da separação. ou dos dois em conjunto. b) divórcio direto: após 2 anos de separação de fato – pode ser CONSENSUAL ou LITIGIOSO (sem acordo). se foi a mulher que requereu.2. 61 . só um novo casamento poderá unir novamente o casal. PERDERÁ o direito ao uso do nome do marido.2. nos termos em que fora constituída. a SEPARAÇÃO JUDICIAL pode ser convertida em divórcio APÓS O TRANSCURSO de mais de um ano da separação (independente do trânsito em julgado). DIVÓRCIO DIVÓRCIO: Pode ser  a) divórcio indireto (conversão): após um ano da separação judicial. manifesta distinção entre o seu nome de família e o dos filhos. c) divórcio direto sobreposto à separação judicial: casal já separado judicialmente. o requerente perde a meação dos bens remanescentes trazidos pelo outro cônjuge para o casamento. DISSOLVE definitivamente o vínculo matrimonial. salvo evidente prejuízo para a sua identidade.

REGIME DE BENS REGIME DE BENS: IRREVOGÁVEL. bem como os que vieram depois por doação 62 . não é essencial para a separação judicial. b) REGIME DA COMUNHÃO PARCIAL: comunicam-se. Prêmios de loterias. dívidas anteriores ao casamento. Indenização por direitos trabalhistas. O prazo de mais de um ano. os bens reservados e os direitos autorais. necessário para a conversão da separação judicial em divórcio. obrigações provenientes de atos ilícitos. todos os bens adquiridos após o casamento. Soldo. 9. VIGORARÁ o REGIME DA COMUNHÃO PARCIAL.  começa a vigorar na data do casamento e É Na habilitação de casamento podem os nubentes optar por um dos regimes previstos na lei mas. na ocasião da habilitação. pode ser contado a partir da decisão que tiver concedido a medida cautelar de separação de corpos. este regime importa a comunicação de todos os bens adquiridos antes ou depois do casamento pelos cônjuges. na MEDIDA CAUTELAR DE SEPARAÇÃO DE CORPOS. de um modo geral. fiança prestada por um cônjuge sem consentimento do outro. por escritura pública válida. O mesmo ocorre se a convenção não foi adequadamente formalizada. a) REGIME DA COMUNHÃO UNIVERSAL:  É NECESSÁRIO um PACTO ANTENUPCIAL formalizando a decisão ou escolha pelo regime de comunhão universal EXCEÇÕES aos seguintes bens:          Herança e Doação.Resumão SEPARAÇÃO DE CORPOS: Direito Civil pode o juiz decidir quem deve ser afastado da residência.3. em pacto antenupcial. se nada convencionarem a respeito. ficando excluídos da comunhão os bens que cada cônjuge possuía ao casar.

 EXCEÇÕES aos seguintes bens (excluídos da comunhão):  Bens incomunicáveis: bens que são recebidos por doação com cláusulas restritivas quanto à venda ou quanto à destinação.    casamento do maior de 60 e da maior de 50 anos (salvo se já viverem juntos a mais de 10 anos). d) REGIME DOTAL: EXCEÇÕES:  na comunhão universal e na parcial OS RENDIMENTOS (pensão do aposentado. é transferido ao marido. a declaração da incomunicabilidade refere-se apenas aos bens anteriores ao casamento – assemelha-se ao regime da comunhão parcial .é a separação legal que. ESTIPULANDO EXPRESSAMENTE que não se comunicam nem os bens anteriores. c) REGIME DA SEPARAÇÃO DE BENS: deve-se distinguir entre: I) separação plena: os nubentes devem fazer uma dupla declaração no pacto antenupcial. ADMINISTRADOS pelo marido. chamado DOTE. chamados parafernais. para acorrer aos encargos da vida conjugal – neste regime há três classes de bens: I) II) III) bens dotais. para que este utilize os frutos e rendimentos produzidos por tal patrimônio. que não fazem parte do dote. Satisfeitos os encargos da família podem ambos dispor dos ganhos. em alguns casos. do viúvo ou viúva que tiver filho do cônjuge falecido enquanto não der partilha aos herdeiros. bens da mulher. é obrigatória. dos que dependerem de autorização judicial para casar. 63 . ficando sempre cada um só com o que é seu.  Indenização recebida por ato anterior ao casamento. II) separação limitada ou restrita: Exemplos:. nem os posteriores ao casamento. bens do marido. salário do empregado ou pro labore e o lucro do empresário) SÃO EXCLUÍDOS DA COMUNHÃO.Resumão Direito Civil ou sucessão. ou em sub-rogação dos bens particulares.  Soldo. é aquele em que o conjunto de bens.

mas AS DA MULHER NÃO ENTRAM por se tratar de bens reservados. b) prerrogativa da sub-rogação: são reservados os ganhos e o que com eles for adquirido.  A disposição não se aplica se a aquisição patrimonial ocorrer com o produto de bens adquiridos anteriormente ao início da união  A administração do patrimônio COMPETE A AMBOS. são os que pertencem somente à mulher por terem sido adquiridos com o produto do seu trabalho.: • • A palavra concubina foi substituída por convivente. BENS RESERVADOS  Características: a) exercício de profissão lucrativa da mulher. passando a PERTENCER A AMBAS. em condomínio e em partes iguais. durante o casamento. de um homem e uma mulher. Dá-se. enquanto não constituir nova união. Obs. Características: a) ALIMENTOS: a convivente tem direito a alimentos. SALVO ESTIPULAÇÃO CONTRÁRIA EM CONTRATO ESCRITO. d) utilização ou investimento autônomo: se juntar com os do marido desaparece a reserva. EXCLUEM-SE DA COMUNHÃO INDEPENDENTE DO REGIME. provada a necessidade. são considerados fruto do trabalho e da colaboração. salvo estipulação diversa no pacto antenupcial. na constância da união estável e a título oneroso. salvo estipulação em contrato escrito 64 b) PARTILHA: . É RECONHECIDA como entidade familiar a convivência duradoura pública e contínua. 10. também. o o Não são reservados os bens que a mulher possuía antes do casamento. estabelecida com objetivo de constituição de família.Resumão  Direito Civil As economias provenientes das sobras do salário do marido ENTRAM PARA A COMUNHÃO. o nome de CONCUBINATO. Na venda de imóvel reservado não se dispensa a anuência do marido. Regulada pelas Leis 8.971/94 e 9278/96. DO CONCUBINATO UNIÃO ESTÁVEL: é o convívio como se fossem marido e mulher APESAR DE NÃO SEREM LIGADOS PELO MATRIMÔNIO. os bens móveis e imóveis adquiridos por um ou por ambos os conviventes.

é a relação que liga uma pessoa aos parentes do cônjuge – Ex. g) a CONVIVENTE pode assumir o sobrenome do companheiro. d) USUFRUTO: e) DIREITO REAL DE HABITAÇÃO: f) ADOÇÃO: CONVIVENTES podem adotar em conjunto. portanto. FILIAÇÃO RELAÇÕES DE FAMÍLIA – a pessoa se relaciona a uma família de três formas: é a relação das pessoas vinculadas pelo sangue a um mesmo tronco ancestral. vocação hereditária igual ao cônjuge. se houver filho do de cujus ou comum ou de ½. Parentesco  LEGÍTIMO: procede do casamento. o CONVIVENTE sobrevivente terá direito à totalidade da herança. 65 . se não houver filhos. j) os CONVIVENTES podem ser dependentes um do outro junto a Previdência Social. enquanto não constituir nova união (semelhante ao cônjuge). padrasto. na linha reta: sogro. terá direito de habitação enquanto viver ou não constituir nova união ou casamento. 11. a) VÍNCULO DE PARENTESCO: b) VÍNCULO CONJUGAL: c) VÍNCULO DA AFINIDADE: é o elo entre marido e mulher. como se fossem casados. o convivente sobrevivente tem direito ao usufruto de ¼ dos bens deixados pelo outro. tendo. relativamente ao imóvel destinado à residência da família (semelhante ao cônjuge).Resumão c) SUCESSÃO: Direito Civil na falta de descendentes e de ascendentes. enteado e na linha colateral: cunhado – a AFINIDADE DA LINHA RETA NÃO SE EXTINGUE COM A DISSOLUÇÃO DO CASAMENTO. genro.

GRAUS DE PARENTESCO: contam-se na linha reta os graus de parentesco pelo número de gerações e. pais diversos. depois. RECONHECIMENTO DOS FILHO:  o Reconhecimento dar-se-á através de: a) b) c) d) e) registro de nascimento. IRMÃOS  podem ser: a) germanos: b) unilaterais: bilaterais – filhos do mesmo pai e mesma mãe ou que se divide em consangüíneo – mesmo pai. mães diversas e uterinos – mesma mãe. ficando proibidas as classificações discriminatórias. resulta da adoção.não podendo ser feito em ato de casamento. sejam havidos ou não do casamento. tio. e descendo. porém. resulta da consangüinidade. de um dos parentes até o ascendente comum. subindo. escrito particular. verbalmente perante o juiz . também pelo número delas. sobrinho. testamento. sem descenderem uma da outra (Ex. Direito Civil são as pessoas que estão umas para as outras na relação de ascendentes e descendentes. irmão. FILIAÇÃO : A CF aboliu todas as distinções entre filhos. na colateral. até o 6º grau. escritura pública.  O reconhecimento consentimento. transversal – são pessoas que provêm de um só tronco. quer sejam havidos dentro ou fora do casamento. etc).Resumão ILEGÍTIMO: NATURAL: CIVIL: EM LINHA RETA: EM LINHA COLATERAL: não procede do casamento. terão os mesmos direitos e qualificações. do filho maior depende do seu 66 . ou por adoção. até encontrar o outro parente. primo. pode ser feito a qualquer tempo. independente do estado civil de quem os reconhece.

se já estiverem sob guarda ou tutela dos adotantes. CURATELA. A adoção é determinada por sentença judicial. É feita por escritura pública. ou seja.069/90: para adoção de menores até 18 anos. a) O Juiz ouvirá a mãe e o suposto pai. o juiz remeterá os autos ao MP. PÁTRIO PODER. Exclui qualquer vínculo com os pais biológicos. será lavrado TERMO DE RECONHECIMENTO.1. havendo base. b) regido pelo Código Civil: continua em vigor na parte não abrangida pelo ECA. não se restabelecendo pela morte do adotante. precisa do consentimento do adotante e pode ser dissolvido o vínculo um ano após a maioridade do adotado. a AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE em cuja sentença se disporá também sobre alimentos. Pode adotar os maiores de 21 anos e que sejam 16 anos mais velhos que o ADOTADO. independentemente do seu estado civil. Se o suposto pai não atender em 30 dias à notificação judicial ou negar a alegada paternidade. 11. Se este confirmar a paternidade. Não se admite adoção feita por ascendente ou irmão. AUSÊNCIA PÁTRIO PODER – é UMA SOMA DE DIREITOS E OBRIGAÇÕES instituída para a proteção dos filhos. salvo impedimento matrimonial. TUTELA.Resumão Direito Civil 11. na data do pedido. aplicável quando o adotado é maior de 18 anos. se houver. que sejam 16 anos mais velhos que o adotado e que seja casado a mais de cinco anos. b) ADOÇÃO – temos dois sistemas de adoção: a) regido pelo ECA – Lei 8. É IRREVOGÁVEL. Durante o casamento compete o 67 . Pode adotar os maiores de 30 anos. INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE Filho registrado só no nome da mãe: deve o oficial do Registro enviar ao juiz dados sobre o suposto pai. para verificação extra-oficial do assunto. para que intente.2. ou mais.

chamada de tutela irregular. e o curador. é nomeado para maiores incapazes e para a proteção de certos interesses. A responsabilidade do curador É IDÊNTICA a do tutor. pessoa que. O tutor só é nomeado para menores. Ex:. nomeada pelo juiz. cuida dos interesses de um menor. sem ter sido nomeada para tanto. nascituros. TUTELA - são postos sob TUTELA os menores cujos pais faleceram.  A tutela é um encargo. assegurado a qualquer deles o direito de.  Poder ser: a) legítima: recair sobre parentes consangüíneos do menor. ausentes.   68 .Resumão Direito Civil pátrio poder ao pai e a mãe em conjunto. PROTUTOR: CURATELA – curador é o nomeado para defender certos interesses. foram destituídos ou suspensos do PÁTRIO PODER. regendo-lhes a vida e os bens. uma verdadeira gestão de negócios. em regra. devendo o interessado oferecer garantias (salvo se forem exíguos ou inexistentes os bens do tutelado) e prestar contas de sua gestão. em caso de discordância. recorrer à autoridade judiciária competente para solução da divergência. OU só os bens. para vínculo matrimonial. ou para assistir ou representar determinadas pessoas. para loucos. b) testamentária: quando o tutor for nomeado pelos pais. foram declarados ausentes. pródigos. herança jacente. em disposição de última vontade c) dativo: recair em pessoa estranha à família do menor.

RECEBERÁ ELE os bens no estado em que se acharem. pois o CC não equipara totalmente a morte presumida com a morte real. 10 anos após a abertura da SUCESSÃO PROVISÓRIA (ou 5 anos das últimas notícias. se o ausente contar com mais de 80 anos) c) sucessão definitiva: • com o cancelamento das cauções prestadas.Resumão Direito Civil AUSÊNCIA – considera-se AUSENTE a pessoa que desaparece de seu domicílio. reproduzidos de dois em dois meses. Etapas  a) curatela do ausente: faz-se a arrecadação judicial dos bens deixados. • 69 . Se o ausente regressar nos 10 anos seguintes à sucessão definitiva. Depois deste prazo não terá mais direito a nada. publica-se editais durante um ano. b) sucessão provisória: entra os herdeiros na posse dos bens. sem deixar representante ou procurador. se prestarem garantia pignoratícia ou hipotecária de DEVOLUÇÃO INTEGRAL em caso de retorno do ausente. O CASAMENTO NÃO SE DISSOLVE PELA AUSÊNCIA. com nomeação de um curador. não havendo dela notícias.

à liberdade e à convivência familiar e comunitária.1. espiritual e social. à educação. todas as oportunidades e facilidades. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 12. em condições dignas de existência.  A criança e o adolescente GOZAM DE TODOS OS DIREITOS FUNDAMENTAIS inerentes à pessoa humana.1. garantido o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção. Do Direito à Vida e à Saúde  A criança e o adolescente têm DIREITO A PROTEÇÃO À VIDA E À SAÚDE. em condições de liberdade e de dignidade. mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso. à saúde.   A criança e o adolescente portadores de deficiência receberão atendimento especializado. ao esporte.Resumão Direito Civil 12. da comunidade.ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 12. assegurando-se-lhes. com absoluta prioridade. sem prejuízo de outras providências legais. 70 . através do Sistema Único de Saúde. a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico. ao respeito. CONSIDERAÇÕES GERAIS CRIANÇA: é a pessoa até 12 anos de idade incompletos ADOLESCENTE: é aquela pessoa entre 12 e 18 anos de idade. proteção e recuperação da saúde. moral.  12. É assegurado atendimento médico à criança e ao adolescente.1. à alimentação. ao lazer. a EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS referentes à vida. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta lei. à profissionalização. à dignidade. É dever da família. da sociedade em geral e do Poder Público ASSEGURAR. à cultura.  Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente SERÃO OBRIGATORIAMENTE COMUNICADOS ao Conselho Tutelar da respectiva localidade.1. mental. por lei ou por outros meios. ECA .

12. em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes.  Os filhos. ao Respeito e à Dignidade  A criança e o adolescente TÊM DIREITO À LIBERDADE. mediante escritura ou outro documento público. nos casos previstos na legislação civil. O PÁTRIO PODER será exercido. pelo pai e pela mãe. por testamento. no próprio termo de nascimento. Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária Disposições Gerais  Toda criança ou adolescente TEM DIREITO A SER CRIADO E EDUCADO no seio da sua família e. em família substituta. observado o segredo de Justiça. Do Direito à Liberdade. terão os mesmos direitos e qualificações. sem qualquer restrição. 71 . INDISPONÍVEL e IMPRESCRITÍVEL. qualquer que seja a origem da filiação. assegurado a qualquer deles o direito de. excepcionalmente. em igualdade de condições.  Os filhos havidos fora do casamento poderão ser reconhecidos pelos pais. recorrer à autoridade judiciária competente para a solução da divergência. em procedimento contraditório. em caso de discordância.  O reconhecimento do estado de filiação É DIREITO PERSONALÍSSIMO.  A perda e a suspensão do PÁTRIO PODER serão decretadas judicialmente. proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.1.2.   A falta ou a carência de recursos materiais NÃO CONSTITUI MOTIVO SUFICIENTE para a perda ou a suspensão do PÁTRIO PODER. humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. ou por adoção. conjunta ou separadamente. podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros. bem como na hipótese de descumprimento injustificado dos deveres e obrigações. AO RESPEITO E À DIGNIDADE como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis.Resumão Direito Civil 12. Da Família Natural  Entende-se por FAMÍLIA NATURAL a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes.3. assegurada a convivência familiar e comunitária.1. havidos ou não da relação do casamento.

independentemente de estado civil. Da Tutela  A tutela será deferida. inclusive aos pais.  Da Guarda  A guarda OBRIGA à prestação de assistência material. seus ascendentes.     Podem adotar: Não podem adotar: 72 .  O deferimento da tutela PRESSUPÕE A PRÉVIA DECRETAÇÃO da perda ou suspensão do pátrio poder e implica necessariamente o dever de guarda. O adotando deve contar com. observada a ordem de vocação hereditária. somente admissível na modalidade de adoção. salvo os impedimentos matrimoniais. seus descendentes. É recíproco o direito sucessório entre o adotado. a pessoa de até 21 anos incompletos. independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente. a fim de evitar ou minorar as conseqüências decorrentes da medida. os maiores de 21 anos. salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes. INCLUSIVE SUCESSÓRIOS. desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes. 18 anos à data do pedido. com os mesmos direitos e deveres. Da Adoção  A adoção de criança e de adolescente reger-se-á segundo o disposto nesta lei. os ascendentes e os irmãos do adotando. moral e educacional à criança ou adolescente.  Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional. nos termos da lei civil. o adotante. tutela ou adoção. conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros. A adoção ATRIBUI A CONDIÇÃO DE FILHO AO ADOTADO.   É vedada a adoção por procuração. no máximo.Resumão Direito Civil Da Família Substituta  A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda. nos termos da lei. descendentes e colaterais até o 4º grau.

atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade. A morte dos adotantes NÃO RESTABELECE o pátrio poder dos pais naturais. Vacesso aos níveis mais elevados do ensino. adequado às condições do adolescente trabalhador. Em se tratando de adotando maior de 12 anos de idade.1. A ADOÇÃO É IRREVOGÁVEL.Resumão  Direito Civil O adotante há de ser. obrigatório e gratuito.   12. visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa. exceto na hipótese prevista no art. IV .atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência.oferta de ensino noturno regular.4. 16 anos mais velho do que o adotando. III . II progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio.   A adoção será procedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente. será também necessário o seu consentimento. da pesquisa e da criação artística. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. pelo menos.  A adoção PRODUZ SEUS EFEITOS a partir do trânsito em julgado da sentença. § 5º. caso em que terá força retroativa à data do óbito. 42. Do Direito à Educação. segundo a capacidade de cada um.  É dever do Estado ASSEGURAR à criança e ao adolescente: Iensino fundamental. à Cultura.  O consentimento SERÁ DISPENSADO em relação à criança ou adolescente cujos pais sejam desconhecidos ou tenham sido destituídos do pátrio poder. V I.  A adoção DEPENDE DO CONSENTIMENTO dos pais ou do representante legal do adotando. 73 . ao Esporte e ao Lazer  A criança e o adolescente TÊM DIREITO À EDUCAÇÃO. preferencialmente na rede regular de ensino.

diversões. munições e explosivos. através de programas suplementares de material didático-escolar. através do órgão competente. Esportes. espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. REGULARÁ AS DIVERSÕES E ESPETÁCULOS PÚBLICOS.2. Nenhum espetáculo será apresentado ou anunciado SEM AVISO DE SUA CLASSIFICAÇÃO. 74 .   12.  12. Lazer.  Dos Produtos e Serviços  É PROIBIDA A VENDA à criança ou adolescente de: Iarmas. as faixas etárias a que não se recomendem. SALVO na condição de aprendiz. Ao adolescente até 14 anos de idade são assegurados: BOLSA DE APRENDIZAGEM e os DIREITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS. cultura. antes de sua transmissão.1. apresentação ou exibição. Do Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho  É proibido qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade.1.5. O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público ou sua oferta irregular importa RESPONSABILIDADE DA AUTORIDADE COMPETENTE. esportes.   12. A criança e o adolescente têm direito a informação. lazer. informando sobre: a natureza deles. locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada. DA PREVENÇÃO ESPECIAL Da Informação Cultura.2. alimentação e assistência à saúde. DA PREVENÇÃO É dever de todos PREVENIR A OCORRÊNCIA de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente. Diversões e Espetáculos  O Poder Público. O ACESSO AO ENSINO OBRIGATÓRIO E GRATUITO É DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO. transporte.Resumão VII - Direito Civil atendimento no ensino fundamental.

  Sem prévia e expressa autorização judicial.3.1. DA POLÍTICA DE ATENDIMENTO  A política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente far-se-á através de um conjunto articulado de ações governamentais e nãogovernamentais. SEM expressa autorização judicial. produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica ainda que por utilização indevida. nenhuma criança ou adolescente nascido em território nacional poderá sair do País em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior. SALVO se autorizado ou acompanhado pelos pais ou responsável. É PROIBIDA a hospedagem de criança ou adolescente em hotel. abrigo. Da Autorização para Viajar  Nenhuma criança PODERÁ VIAJAR PARA FORA DA COMARCA ONDE RESIDE. Quando se tratar de viagem ao exterior. motel. fogos de estampido e de artifício. da União. AUTORIZADO EXPRESSAMENTE PELO OUTRO ATRAVÉS DE DOCUMENTO COM FIRMA RECONHECIDA. se a criança ou adolescente: I . dos Estados. a AUTORIZAÇÃO É DISPENSÁVEL. em regime de: III III IV orientação e apoio sócio-familiar. assim como pelo planejamento e execução de programas de proteção e sócio-educativos destinados a crianças e adolescentes. 12. colocação familiar. pensão ou estabelecimento congênere.viajar na companhia de um dos pais. 12.Resumão II III IV V Direito Civil bebidas alcoólicas. exceto aqueles que pelo seu reduzido potencial sejam incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de utilização indevida. DAS ENTIDADES DE ATENDIMENTO  As entidades de atendimentos são responsáveis pela manutenção das próprias unidades. apoio sócio-educativo em meio aberto. desacompanhada dos pais ou responsável.3. II . bilhetes lotéricos e equivalentes. 75 . do Distrito Federal e dos Municípios.estiver acompanhado de ambos os pais ou responsável.

inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. mediante.colocação em família substituta. preferindo-se aqueles que visem ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.4. por falta. apoio e acompanhamento temporários. internação. Direito Civil 12. termo de responsabilidade.1. pelo Ministério Público e pelos Conselhos Tutelares. III .2. psicológico ou psiquiátrico.  A autoridade competente poderá determinar.matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental.abrigo em entidade. VIII .3. dentre outras. semi-liberdade.Resumão VVI VII liberdade assistida. bem como substituídas a qualquer tempo.inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família.4.  isolada ou Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as necessidades pedagógicas. DAS MEDIDAS ESPECÍFICAS DE PROTEÇÃO  As medidas previstas PODERÃO SER APLICADAS cumulativamente. VI . à criança e ao adolescente. IV . II orientação. DA FISCALIZAÇÃO DAS ENTIDADES  As entidades governamentais e não-governamentais SERÃO fiscalizadas pelo Judiciário. 76 . orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. 12. omissão ou abuso dos pais ou responsável. DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO  As MEDIDAS DE PROTEÇÃO à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos na lei (ECA) forem ameaçados ou violados: III III por ação ou omissão da sociedade ou do Estado. as seguintes medidas: Iencaminhamento aos pais ou responsável. em regime hospitalar ou ambulatorial. em razão de sua conduta. VII . 12. Vrequisição de tratamento médico.

prestação de serviços à comunidade. São PENALMENTE INIMPUTÁVEIS os menores de 18 anos. 12. liberdade assistida.4. a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas: III III IV VVI I. 12. internação em estabelecimento educacional.2.4. sujeitos às medidas previstas nesta lei (ECA) 12. inserção em regime de semi-liberdade.4. DA PRÁTICA DE ATO INFRACIONAL ATO INFRACIONAL:  é a conduta descrita como crime ou contravenção penal.4. utilizável como forma de transição para a colocação em família substituta.  A internação. A advertência consistirá em admoestação verbal. 12. Da Advertência: advertência. obrigação de reparar o dano. DAS MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS  Verificada a prática de ato infracional. que será reduzida a termo e assinada.4.3 DOS DIREITOS INDIVIDUAIS DIREITO À LIBERDADE: NENHUM ADOLESCENTE SERÁ PRIVADO DE SUA LIBERDADE senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. DAS GARANTIAS PROCESSUAIS  Nenhum adolescente será privado de sua liberdade SEM O DEVIDO PROCESSO LEGAL. 77 .Resumão  Direito Civil O abrigo É MEDIDA PROVISÓRIA E EXCEPCIONAL. pode ser determinada pelo prazo máximo de 45 dias. não implicando privação de liberdade.5. antes da sentença.

ou. V. Da Obrigação de Reparar o Dano: Direito Civil Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais. promova o ressarcimento do dano. independentemente de autorização judicial. III. ou como forma de transição para o meio aberto. • • A LIBERAÇÃO SERÁ COMPULSÓRIA AOS 21 ANOS DE IDADE. A prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de interesse geral. JUNTO A entidades assistenciais. • Atingido o limite estabelecido (3 anos). hospitais. Em nenhuma hipótese o PERÍODO MÁXIMO DE INTERNAÇÃO excederá a 3 anos. compense o prejuízo da vítima. Da Prestação de Serviços à Comunidade: IV. que o adolescente restitua a coisa. por período não excedente a 6 meses. auxiliar e orientar o adolescente O regime de semi-liberdade pode ser determinado desde o início. possibilitada a realização de atividades externas. bem como em programas comunitários ou governamentais. a autoridade poderá determinar. Do Regime de Semi-liberdade: VI. EXCEPCIONALIDADE e RESPEITO À CONDIÇÃO peculiar de pessoa em desenvolvimento. por outra forma. 78 .Resumão II. escolas e outros estabelecimentos congêneres. se for o caso. Da Internação: A internação CONSTITUI MEDIDA PRIVATIVA DA LIBERDADE.  A medida de internação só poderá ser aplicada quando: Itratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa. o adolescente deverá ser liberado. colocado em regime de semi-liberdade ou de liberdade assistida. Da Liberdade Assistida: A liberdade assistida SERÁ ADOTADA sempre que se afigurar a medida mais adequada para o fim de acompanhar. sujeita aos princípios de BREVIDADE.

7.6. opressão ou abuso sexual IMPOSTOS PELOS PAIS OU RESPONSÁVEL. bem como à personalidade do adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. não jurisdicional. DAS MEDIDAS PERTINENTES AOS PAIS OU RESPONSÁVEL  Verificada a hipótese de maus-tratos. 12.Resumão II III - Direito Civil por reiteração no cometimento de outras infrações graves. permitida uma reeleição. eleitos pelos cidadãos locais para mandato de três anos. ao contexto social. 12.7. DA REMISSÃO  Antes de iniciado o procedimento judicial PARA APURAÇÃO DE ATO INFRACIONAL. DAS ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO  São atribuições do Conselho Tutelar: 79 . atendendo às circunstâncias e conseqüências do fato. encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. até o julgamento definitivo. a autoridade judiciária poderá determinar. 12.  Em cada Município haverá. o representante do Ministério Público poderá conceder a remissão. como forma de exclusão do processo.  O exercício efetivo da função de conselheiro constituirá SERVIÇO PÚBLICO RELEVANTE. o AFASTAMENTO DO AGRESSOR DA MORADIA COMUM. por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta. DO CONSELHO TUTELAR  O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo. em caso de crime comum.5. estabelecerá presunção de idoneidade moral e assegurará prisão especial. como MEDIDA CAUTELAR.1. um Conselho Tutelar composto de cinco membros. 12. no mínimo.

III promover a execução de suas decisões. tutores ou curadores. educação. respeitando os direitos e deveres constantes no ECA. DO ACESSO À JUSTIÇA  É garantido O ACESSO de toda criança ou adolescente à Defensoria Pública. podendo para tanto: a) requisitar serviços públicos nas áreas de saúde. 12.8.8. Vencaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência. DA JUSTIÇA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE  Os Estados e o Distrito Federal poderão criar varas especializadas e exclusivas da infância e da juventude. II – atender e aconselhar os pais ou responsável. inciso II da Constituição Federal.representar ao Ministério Público. 220. trabalho e segurança.assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente. serviço social. 12.encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente. inclusive em plantões. em nome da pessoa e da família. aplicando as medidas previstas no ECA. VI .providenciar a medida estabelecida pela autoridade judiciária para o adolescente autor de ato infracional. § 3°. ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. contra a violação dos direitos previstos no art. cabendo ao Poder Judiciário estabelecer sua proporcionalidade por número de habitantes. DOS PROCEDIMENTOS  Aos procedimentos regulados nesta lei aplicam-se subsidiariamente as normas gerais previstas na legislação processual pertinente. para efeito das ações de perda ou suspensão do pátrio poder.Resumão I- Direito Civil atender as crianças e adolescentes. Os menores de 16 anos serão representados e os maiores de 16 e menores de 21 anos assistidos por seus pais. Xrepresentar. VII .requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou adolescente quando necessário. IX .expedir notificações.  12.1. VIII . por qualquer de seus órgãos. na forma da legislação civil ou processual.8. previdência. XI . IV . b) representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações. dotá-las de infra-estrutura e dispor sobre o atendimento. 80 .2.

indicação do cartório onde foi inscrito nascimento. com expressa anuência deste. Da Destituição da Tutela  Na destituição da tutela. direitos ou rendimentos relativos à criança ou ao adolescente. Da Perda e da Suspensão do Pátrio Poder  Direito Civil O procedimento para a perda ou a suspensão do pátrio poder terá início por provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse. se conhecidos. • Havendo motivo grave. desde logo. no que couber. qualificação completa da criança ou adolescente e de seus pais. Da Colocação em Família Substituta  São requisitos para a concessão de pedidos de colocação em família substituta: III III IV Vqualificação completa do requerente e de seu eventual cônjuge. LIMINAR OU INCIDENTALMENTE. até o julgamento definitivo da causa. especificando se tem ou não parente vivo. decretar a suspensão do pátrio poder. uma cópia da respectiva certidão.Resumão I. • II. observar-se-á o procedimento para a remoção de tutor previsto na lei processual civil e. V. o disposto na seção anterior. III. com a criança ou adolescente. ouvido o Ministério Público. IV. A sentença que decretar a perda ou a suspensão do pátrio poder será averbada à margem do registro de nascimento da criança ou adolescente. declaração sobre a existência de bens. anexando. encaminhado à autoridade judiciária. se possível. ficando a criança ou adolescente confiado a pessoa idônea. ou companheiro. Da apuração de Ato Infracional Atribuído a Adolescente  O adolescente apreendido por força de ordem judicial ou em flagrante delito será. poderá a autoridade judiciária. indicação de eventual parentesco do requerente e de seu cônjuge. mediante termo de responsabilidade. ou companheiro. Da Apuração de Irregularidades em Entidade de Atendimento  O procedimento de apuração de irregularidades em entidade governamental e não-governamental terá início mediante portaria da autoridade judiciária ou 81 .

e assinado por duas testemunhas. ou auto de infração elaborado por servidor efetivo ou voluntário credenciado.  82 . Da Apuração de Infração Administrativa às Normas de Proteção à Criança e ao Adolescente O procedimento para imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção à criança e ao adolescente terá início por representação do Ministério Público.Resumão Direito Civil representação do Ministério Público ou do Conselho Tutelar. necessariamente. resumo dos fatos. onde conste. se possível. ou do Conselho Tutelar. VI.

SEM PERSONALIDADE JURÍDICA. adquirem a propriedade dos BENS INFUNGÍVEIS desde a abertura da sucessão e dos FUNGÍVEIS só pela partilha. necessariamente. HERDEIROS a) legítimo: b) necessário: é o indicado pela lei. na situação do imóvel. pelo menos a metade dos bens = LEGÍTIMA. em ordem preferencial. a propriedade e a posse dos bens deixados TRANSMITEM-SE AUTOMATICAMENTE aos herdeiros. em ambos os casos a posse deve ser requerida AOS HERDEIROS que só estão obrigados a entregá-la na partilha.Resumão Direito Civil 13. que administra o espólio tendo a posse direta dos bens que o compõem (herdeiros tem a posse indireta). com preferência excludente para os primeiros. DIREITO DAS SUCESSÕES 13. lugar em que ocorreu o óbito. DESCENDENTES E ASCENDENTES. sem solução de continuidade e ainda que estes ignorem o fato. legitimário ou reservatário – são os que figuram nas duas primeiras classes de herdeiros legítimos. com legitimidade ad causam. sendo representado ativa e passivamente pelo INVENTARIANTE.1. • A abertura da sucessão é também denominada DELAÇÃO ou DEVOLUÇÃO SUCESSÓRIA. não passa de uma universalidade de bens. que receberão. Situação dos Legatários: • Abre-se a sucessão no lugar do último domicílio do falecido. c) testamentário: são os contemplados pelo falecido no testamento 83 . ESPÓLIO – é a massa patrimonial deixada pelo autor da herança. GENERALIDADES TRANSMISSÃO DA HERANÇA – a SUCESSÃO abre-se no momento da morte do autor da herança. ou se o autor não tinha domicílio certo. ou seja. entretanto.

em cada categoria. III) sucessão anômala ou irregular: é a disciplinada por normas peculiares e próprias. Distrito Federal ou União. testamento ou codicilo quanto aos efeitos: a) A TÍTULO UNIVERSAL: o herdeiro é chamado a suceder na totalidade da herança. MEDIANTE auto de adjudicação e NÃO PARTILHA. sucede ao falecido a título singular.Resumão d) universal: Direito Civil herdeiro único que recebe a totalidade da herança. ESPÉCIES DE SUCESSÃO I) quanto a fonte: a) LEGÍTIMA: b) TESTAMENTÁRIA: II) decorre da lei decorre de disposição de última vontade. Uns excluem os outros e. b) A TÍTULO SINGULAR: o testador deixa ao beneficiário um bem certo e determinado. • 84 .2. fração ou porcentagem dela . que receberão. este sucede a título universal. NECESSARIAMENTE. denominado legado – só ocorre na testamentária. não observando a ordem de vocação hereditária.1. enquanto aquele. não é o mesmo que herdeiro. tomando o seu lugar em coisa certa e individuada. LEGATÁRIO – 13. Havendo testamento esta ordem não prevalece. os mais próximos excluem os mais remotos. salvo quanto aos descendentes e ascendentes. colaterais até 4º grau Município. 13. SUCESSÃO LEGÍTIMA Ordem de vocação hereditária  I) II) III) IV) IV) • descendentes ascendentes cônjuge (ou companheiro).pode ocorrer na sucessão legítima ou testamentária.1. pelo menos a metade dos bens. lavrado no inventário.

1. impondose a incomunicabilidade. a sucessão não será mais deferida por estirpe ou  85 . qualquer que seja o regime de bens. ou à metade (1/2). • Todos os LEGÍTIMOS. se houver filhos. ILEGÍTIMOS ou ADOTIVOS. com exclusão dos tios. BASTA QUE o TESTADOR disponha do seu patrimônio sem os contemplar. se ao tempo da morte do outro não estava dissolvida a sociedade conjugal. dá-se quando a lei chama certos parentes do falecido a suceder em todos os direitos. mas pode ser clausulada POR TESTAMENTO. Para excluir o cônjuge ou os parentes colaterais. direito ao 3º lugar na ordem de vocação hereditária. ou por direito de representação. a conversão em outros bens ou a entrega à administração exclusiva da mulher herdeira. todos do mesmo grau. DIREITOS DO CÔNJUGE SOBREVIVENTE 1) direito à meação. em que ele sucederia. a impenhorabilidade. somente os netos. desde que seja o único imóvel a inventariar. ao passo que os netos herdam por estirpe. enquanto perdurar a viuvez. • • 13. Na classe dos colaterais de 3º grau (tios e sobrinhos) tem preferência os sobrinhos. herdam em igualdade de condições. se vivesse 2) 2) 4) DIREITO DE REPRESENTAÇÃO –  Diz-se que os filhos herdam por cabeça. se o regime não era o da COMUNHÃO UNIVERSAL: direito.2. ou por direito próprio.Resumão Legítima dos herdeiros necessários: Direito Civil não pode ser afastada. b) direito de ser o inventariante. se era o REGIME DA COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS: a) direito de continuar até a partilha na posse da herança. enquanto perdurar a viuvez. c) direito de habitar o imóvel destinado à residência da família. ao USUFRUTO da quarta parte (1/4) dos bens do cônjuge falecido. Não havendo os filhos (pré-mortos). a inalienabilidade.

mas por cabeça. de acordo com arbitramento do juiz. PERTENCE A ELE DE DIREITO  • as disposições que excederem a metade disponível REDUZIR-SE-ÃO aos limites dela. será a herança declarada VACANTE. assim como o herdeiro testamentário. cônjuge ou testamenteiro. O renunciante NÃO PODE SER REPRESENTADO. MAS NUNCA NA ASCENDENTE. Na linha colateral apenas em favor dos filhos de irmãos do falecido. nomeado pelo TESTADOR para dar cumprimento ao testamento. quando com irmão deste concorrerem. Existindo herdeiros necessários. pois a outra metade. após o prazo de 05 anos da abertura da sucessão. • • O excluído por indignidade e o deserdado PODEM SER REPRESENTADOS. 13. o TESTADOR só poderá dispor da metade de seus bens. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA TESTAMENTO – • é o ato pelo qual alguém.  O direito de representação dá-se na SUCESSÃO LEGÍTIMA. serve também para: nomeação de tutores. o mesmo com as doações em vida. é aquela em que APARENTEMENTE HERDEIROS. dispõe do seu patrimônio para depois de sua morte. salvo o Estado.Resumão Direito Civil representação. sem limites. de conformidade com a lei.3. reconhecimento de filhos. sua remuneração se chama VINTENA e varia de 1% a 5%. pois NÃO HÁ REPRESENTAÇÃO NA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA. HERDANDO TODOS OS NETOS DE MODO IGUAL. NÃO EXISTEM HERANÇA JACENTE –  Comparecendo herdeiro. na linha reta descendente. SÓ POR OUTRO TESTAMENTO. passando ao domínio público. O TESTAMENTO PODE SER REVOGADO. CONVERTER-SE-Á a arrecadação em inventário regular. revogação de testamentos anteriores e outras declarações de última vontade. a LEGÍTIMA. • TESTAMENTEIRO: 86 . deserdação de herdeiros. se contrário.

em invólucro lacrado. pode impor cláusulas restritivas em testamento. secreto ou místico: é o escrito pelo próprio TESTADOR. devendo ser ouvidas pelo menos três testemunhas. e entregue a um tabelião. com o ditado ou as declarações do TESTADOR. em seu livro de notas. No TESTAMENTO CERRADO presume-se a revogação se o testador o abrir ou dilacerar. ou hológrafo. só por outro testamento. sobre os bens deixados. Espécies de Testamento: a) TESTAMENTO PÚBLICO: é o escrito por oficial público. em presença de 5 testemunhas. b) TESTAMENTO CERRADO: c) TESTAMENTO PARTICULAR: REVOGAÇÃO DO TESTAMENTO: CLÁUSULAS RESTRITIVAS – o autor da herança. 87 . é um ato de última vontade. serve para disposições especiais sobre enterro. na presença de pelo menos cinco testemunhas. se as outras duas faltarem.ou pequeno testamento. ainda que de outra modalidade. a inalienabilidade ou a impenhorabilidade.Resumão • Direito Civil TESTAMENTO é ato individual e unilateral. não podendo ser feito em conjunto com outrem. Pode ser expressa ou tácita. como a incomunicabilidade. com citação dos herdeiros. será o testamento publicado em juízo. para aprovação e devolução ao testador. roupas ou jóias não muito valiosas. por morte ou ausência. que não o tinha ou não conhecia quando testou). esmolas de pouca monta ou para legar móveis. CODICILO . É escrito e assinado pelo TESTADOR e lido perante cinco testemunhas.é uma disposição testamentária em que um TESTADOR deixa para um LEGATÁRIO uma coisa especificada. MESMO EM RELAÇÃO À LEGITIMA DOS HERDEIROS NECESSÁRIOS. sufrágios por alma do finado. Morto o TESTADOR. total ou parcial e legal (quando sobrevier descendente sucessível ao testador. LEGADO . que também o assinam.

Resumão Direito Civil FIM 88 .

Resumão Direito Civil 89 .

Resumão Direito Civil 90 .

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