CLIENTE: IKEDA VEÍCULO: PLANETA GESTÃO DATA: 07.06.2011   URL: http://planetagestao.blogspot.

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[E-commerce] Ikeda é comprada pela japonesa Rakuten

A empresa japonesa deu mais um passo em sua estratégia de internacionalização e trará para o mercado brasileiro o conceito de shopping virtual, no qual varejistas têm suas próprias lojas dentro do site da empresa. A Rakuten, empresa japonesa de comércio eletrônico, anunciou a aquisição de 75% da brasileira Ikeda, fornecedora de plataforma SaaS (software como serviço) de e-commerce para varejistas e que tem sede em São Paulo. Fundada em 1996, a Ikeda sempre foi uma fornecedora de soluções voltadas para a internet. No entanto, a partir de 2007 focou em plataformas para comércio eletrônico. Atualmente, possui 115 clientes dos mais diversos segmentos, entre os quais Brasoftware (software), Ri Happy (brinquedos), Videolar (CD/DVD), Cobasi (produtos para animais de estimação), Etna (móveis) e Le Postiche (malas e bagagem). A empresa não informa qual é seu faturamento. Já a Rakuten surgiu em 1997 e apresentou forte crescimento ao longo dos anos seguintes mesmo atuando em uma economia de baixíssimo crescimento, como a japonesa. Nos últimos anos, para continuar sua expansão apostou na internacionalização. Em 2007, estreou em Taiwan. Posteriormente, comprou a Buy.com nos Estados Unidos, a PriceMinister na França e fez uma joint venture com a Baidu na China. No último ano fiscal da empresa, encerrado em abril de 2011, obteve faturamento de 4,3 bilhões de dólares. O negócio A Rakuten deu mais um passo em sua estratégia de internacionalização e trará para o mercado brasileiro o conceito de shopping virtual, modelo de negócio no qual varejistas têm suas próprias lojas dentro do site da empresa. Os antigos controladores da Ikeda passaram a ter 25% do capital da companhia que vai, nas próximas semanas, mudar seu nome para Rakuten. “Vamos combinar conhecimentos e criar uma abordagem exclusiva e poderosa para que os varejistas não só tirem proveito máximo do mercado de comércio eletrônico no Brasil, mas também expandam o seu alcance em todo o mundo, informa Ricardo Yoiti Ikeda, sócio fundador da empresa brasileira e que assume o cargo de CEO da nova Rakuten do Brasil ao portal Computerworld. Segundo ele, a empresa continuará também fornecendo soluções de soluções de comércio eletrônico.

            

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“O modelo da Rakuten é como se fosse um shopping center de lojas virtuais que alcançou bastante sucesso no Japão, com mais de 73 milhões de usuários e 37 mil varejistas disponibilizando seus produtos no site da companhia" diz Ricardo. "O sucesso desse modelo é porque é voltado para fortalecer o varejista e não um produto específico”, reforça Alessandro Gil, sócio e diretor de marketing da Ikeda. Os executivos informaram à Computerworld que o modelo não pode ser confundido como os sites que comparam preços de produtos. “No modelo de sites comparadores de preços, o varejista paga 30, 50 centavos por clique. Você pode ter um monte de cliques e nenhuma venda. Nesse modelo, você está comparando produtos por preço e sendo cobrado por cliques. É um cenário ruim para aquele varejista que quer trabalhar com qualidade, investir na marca e no serviço dele. Ele só vai competir com preço, muitas vezes com um competidor que só entra no mercado para oferecer menor preço e não necessariamente qualidade”, explica Ricardo. “Do lado do consumidor, quando ele entra no site que compara preços ele não vai encontrar todos os produtos, a diversidade é menor”, completa.

Propaganda no site da Ikeda anuncia o shopping virtual, o novo modelo de negócio no País

Conceito Rakuten Segundo Ricardo, o conceito de pagamento à Rakuten pode ser comparado ao modelo tradicional da relação entre lojas físicas e os administradores de shoppings. Ou seja, o varejista paga uma mensalidade e ainda um percentual à Rakuten sobre as vendas realizadas. No Japão, os varejistas pagam cerca de 100 dólares mensais, além da porcentagem sobre a receita. O executivo informa que o valor de recebimento no Brasil ainda não foi definido. "Teremos de nos adequar à realidade local", explica.

            

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A diferença em relação às lojas físicas é que a Rakuten oferece uma gama de serviços que tem o objetivo de incrementar as vendas do lojista. “Oferecemos treinamentos e consultorias aos varejistas", diz Ricardo. São voltados para a gestão de e-commerce, podendo ter, por exemplo, cursos introdutórios, de e-mail marketing, de atendimento telefônico e até curso de fotografia para o vajerista saber como deve apresentar a imagem de um produto. "Além disso, o nosso modelo permite ao usuário acessar todos os produtos dos lojistas. Para se ter uma ideia do que isso significa, no Japão, o consumidor tem à sua disposição cerca de 40 milhões de produtos." O diferencial de todo o processo da Rakuten é que ele apoia em 100% o lojista, segundo Ricardo. “Atualmente no Brasil, você tem uma carência muito grande de gestor de comércio eletrônico. Muitos varejistas procuram esse profissional e não encontram”, diz Gil. Para Ricardo, além da complementaridade dos serviços oferecidos, as duas empresas têm também uma filosofia parecida. “Como a Rakuten, a Ikeda procurou ser uma empresa de tecnologia para melhorar o resultado do cliente”, diz. (com informações de Lucas Callegari)

            

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