Universidade Federal de Minas Gerais

O setor elétrico brasileiro

Curso: Engenharia Elétrica Disciplina: Introdução à Engenharia Elétrica Professor: Flávio Vasconcelos

Belo Horizonte Junho/2011

Introdução

Na última década, o Setor Elétrico Brasileiro sofreu diversas alterações até chegar ao modelo vigente. Sua reforma começou em 1993, que extinguiu a equalização tarifária vigente e criou os contratos de suprimento entre geradores e distribuidores. Em 1996 foi implantado o Projeto de Reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro (Projeto RE -SEB), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia. Foi nesse contexto que foram criadas duas das principais instituições do setor atual: a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, o Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS e um ambiente para a realização das transações de compra e venda de energia elétrica, o Mercado Atacadista de Energia Elétrica - MAE. Em 2001, o setor elétrico sofreu uma grave crise de abastecimento que culminou em um plano de racionamento de energia elétrica. Esse acontecimento gerou uma série de questionamentos sobre os rumos que o setor elétrico estava trilhando. Visando adequar o modelo em implantação, foi instituído em 2002 o Comitê de Revitalização do Model o do Setor Elétrico, cujo trabalho resultou em um conjunto de propostas de alterações no setor elétrico brasileiro. Durante os anos de 2003 e 2004 o Governo Federal lançou as bases de um novo modelo para o Setor Elétrico Brasileiro que incluía a criação de entidades para o planejamento do setor elétrico a longo, avaliação permanentemente a segurança do suprimento de energia elétrica e continuação das atividades relativas à comercialização de energia elétrica no Sistema Interligado. O novo modelo do setor elétrico visa atingir três objetivos principais como a garantia da segurança do suprimento de energia elétrica, promoção da modicidade tarifária e promoção da inserção social no Setor Elétrico Brasileiro, em particular pelos programas de universalização d e atendimento. O modelo prevê um conjunto de medidas a serem observadas pelos Agentes, que serão descritos posteriormente dentre as quais está a exigência de contratação de totalidade da demanda por parte das distribuidoras e dos consumidores livres, nova metodologia de cálculo do lastro para venda de

geração, contratação de usinas hidrelétricas e termelétricas em proporções que assegurem melhor equilíbrio entre garantia e custo de suprimento e outros. Para ilustrar tal situação segue tabela comparativa:
Tabela 1 - Comparativo modelos de setor elétrico

Modelo Antigo (até 1995) Financiamento através de recursos públicos

Modelo de Livre Mercado (1995 a 2003) Financiamento através de recursos públicos e privados Empresas divididas por atividade:

Novo Modelo (2004) Financiamento através de recursos públicos e privados Empresas divididas por atividade: geração, transmissão, distribuição, comercialização, importação e exportação. Convivência entre Empresas Estatais e Privadas Competição na geração e comercialização Consumidores Livres e Cativos No ambiente livre: Preços livremente

Empresas verticalizadas

geração, transmissão, distribuição e comercialização

Empresas predominantemente Estatais Monopólios - Competição inexistente Consumidores Cativos

Abertura e ênfase na privatização das Empresas Competição na geração e comercialização Consumidores Livres e Cativos

Tarifas reguladas em todos os segmentos

Preços livremente negociados na geração e comercialização

negociados na geração e comercialização. No ambiente regulado: leilão e licitação pela menor tarifa

Mercado Regulado Planejamento Determinativo Grupo Coordenador do Planejamento dos Sistemas Elétricos (GCPS)

Mercado Livre

Convivência entre Mercados Livre e Regulado

Planejamento Indicativo pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)

Planejamento pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Contratação : 85% do mercado (até Contratação: 100% do Mercado agosto/2003) e 95% mercado (até dez./2004) Sobras/déficits do balanço energético rateados entre compradores

Contratação: 100% do mercado + reserva Sobras/déficits do balanço energético

Sobras/déficits do balanço energético liquidados no MAE

liquidados na CCEE. Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD) para as Distribuidoras.

Orgãos, instituições e empresas

Os orgãos, instituições e empresas mais influentes na organização do setor são detalhadas a seguir:
1) O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - CMSE foi criado pela Lei

10.848/2004 e regulamentado pelo Decreto 5.175/2004 com o objetivo de acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergetico em todo território nacional. Se trata de um órgão de auxilio ao Misnistério de Minas e Energia. O comitê a nível organizacional é presidido pelo Ministro do Estado de Minas e Energia e composto por membros do próprio ministério e de instituições auxiliares tais como a ANEEL, CCEE e o ONS. Dentre as atribuições designadas ao comitê temos:
y

acompanhar o desenvolvimento das atividades de geração, transmissão, distribuição, comercialização, importação e exportação de energia elétrica, gás natural e petróleo e seus derivados; avaliar as condições de abastecimento e de atendimen to, relativamente às atividades referidas no inciso I deste artigo, em horizontes pré determinados; realizar periodicamente análise integrada de segurança de

y

y

abastecimento e atendimento ao mercado de energia elétrica, de gás natural e petróleo e seus deriv ados, abrangendo os seguintes parâmetros, dentre outros:
a ) demanda, oferta e qualidade de insumos energéticos, considerando

as condições hidrológicas e as perspectivas de suprimento de gás e de outros combustíveis;
b) configuração dos sistemas de produção e de oferta relativos aos

setores de energia elétrica, gás e petróleo; e
c ) configuração dos sistemas de transporte e interconexões locais,

regionais e internacionais, relativamente ao sistema elétrico e à rede de gasodutos.
y

identificar dificuldades e obstáculos de caráter técnico, ambiental, comercial, institucional e outros que afetem, ou possam afetar, a

regularidade e a segurança de abastecimento e atendimento à expansão dos setores de energia elétrica, gás natural e petróleo e seus derivados; e
y

elaborar propostas de ajustes, soluções e recomendações de ações preventivas ou saneadoras de situações observadas em decorrência da atividade indicada no inciso IV, visando à manutenção ou restauração da segurança no abastecimento e no atendimento eletroenergét ico, encaminhando-as, quando for o caso, ao Conselho Nacional de Política Energética - CNPE.

2) A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, também vinculada ao

Ministério de Minas e Energia , foi criada pela Lei 9.427 de 26 de Dezembro de 1996 com a missão de proporcionar condições favoráveis para que o mercado de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio entre os agentes e em benefício da sociedade A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é administrada por uma diretoria colegiada, formada pelo diretor-geral e outros quatro diretores, entre eles, o diretor-ouvidor. As funções executivas da ANEEL estão a cargo de 20 superintendentes. Nas questões jurídicas, a Procuradoria Geral representa a Agência. A agência tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração, a transmissão, a distribuição e a comercialização da energia elétrica, atendendo reclamações de agentes e consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade; mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores; conceder, permitir e autorizar instalações e serviços de energia; garantir tarifas justas; zelar pela qualidade do serviço; exigir investimentos; estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços.
3) A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) começou a

operar em 10 de novembro de 2004 - regulamentada pelo Decreto nº 5.177, de 12 de agosto de 2004, sucedendo ao Mercado Atacadista de Energia (MAE ), a partir de um amplo debate com a sociedade que culminou em mudanças na regulamentação do setor energético brasileiro visando garantir estabilidade,

transparência e tranqüilidade para o mercado de energia no país, pré -requisitos para a viabilização de investimentos, indispensáveis ao desenvolvimento econômico e social. A Câmara é uma associação integrada pelos agentes das categorias de Geração, de Distribuição e de Comercialização. A CCEE tem por finalidade viabilizar a comercialização de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional nos Ambientes de Contratação Regulada e Contratação Livre, além de efetuar a contabilização e a liquidação financeira das operações realizadas no mercado de curto prazo, as quais são auditadas externamente. As Regras e os Procedimentos de Comercialização que regulam as atividades realizadas na CCEE são aprovados pela ANEEL.
4) Os Agentes se dividem entre produtores, consumidores e auto -produtores.

Os produtores podem ser independentes. Nesse caso, existe a Associação
Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica - Apine que

atua desde 1995 na promoção do desenvolvimento sustentável do Setor Elétrico Brasileiro, particularmente no âmbito da geração. É uma entidade de classe sem fins lucrativos que congrega produtore s independentes de energia elétrica e empresas interessadas na atividade. Esses produtores independentes representam a experiência de mais de 302 mil MW de capacidade instalada no mundo, o equivalente a cerca de 3 vezes a do Brasil são mais de 47 mil MW, o que corresponde a 43% da capacidade Além de independentes os produtores podem ser geradores, públicos ou privados. No Brasil a produção de energia é feita basicamente por empresas públicas, mas começa a surgir uma grande frente de pensamento direcionada ao incentivo da produção de energia através de usinas hidrelétricas de pequeno porte e subsídio privado. Essas empresas cobririam tanto a geração quanto a transmissão da energia por elas produzidas. Os consumidores, outro tipo de agente, é o principal deles. Cabe ao consumidor fazer valer toda a organização e trabalho do setor energético brasileiro. São eles que transformam a energia em produto, em resultado para o desenvolvimento do país. Sejam eles de pequeno ou grande porte , como residências ou industrias. instalada no País, e um faturamento anu al aproximado de R$ 22 bilhões.

E por fim, temos os auto-produtores que geram a energia que será consumida por eles mesmos. Geralmente são grandes companhias que utilizam uma grande demanda de energia e por is so o investimento em produção de sua própria energia se torna mais lucrativo. São pequenos geradores que utilizam as mais diversas fontes de energia, principalmente as biomassa. Estes são também, importantes para o país que consegue aproveitar de recursos disponíveis que ainda não funcionam para produção em larga escala.
5) O Banco Informações de Geração (BIG) foi criado pela ANEEL para que

dados referentes ao parque gerador brasileiro fossem divulgados, on -line. Sua criação faz parte de um programa da ANEEL que visa uniformizar e universalizar as informações, permitindo aos agentes do mercado, investidores estrangeiros e nacionais e autoridades governamentais terem pleno conhecimento da situação energética do Brasil. O objetivo é publicar informações anteriores e as atuais, dando uma ampla visão das mudanças ocorridas no setor. Essas informações se referem à situação das empresas, criação e operação destas. Nesta primeira fase, já estão disponíveis informações sobre as usinas regularizadas em operação, construção e as outorgadas no período de 1998 a 2005, tanto hidrelétricas como pequenas centrais hidrelétrica s, termelétricas, nucleares, desativadas.
6) O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), foi instituído em

eólicas

e

outras

fontes

alternativas.

Brevemente,

serão

disponibilizados dados sobre as usinas outorgadas antes de 1998 e as

1997, pela Lei 9478, de 06/08, com o objetivo de analisar as propostas de políticas de atuação nas áreas de suprimento e uso de energia, para posterior encaminhamento e decisão superior do(a) Presidente da República. Em 14/01/98, através do Decreto 2457, que toma as diretrizes do Conselho, ficou decidido que o Ministro de Minas e Energia e s eu Secretário de energia seriam incumbidos, respectivamente, das funções de presidir e secretariar as atividades do CNPE.

O CNPE atua na criação de políticas e diretrizes de energia des tinadas a: I - promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do País, em conformidade com o disposto na legislação aplicável e com os princípios: a. preservação do interesse nacional; b. promoção do desenvolvimento sustentado, ampliaç ão do mercado de trabalho e valorização dos recursos energéticos; c. proteção dos interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos; d. proteção do meio ambiente e promoção da conservação de energia; e. garantia do fornecime nto de derivados de petróleo em todo o território nacional, nos termos do § 2º do artigo 177 da Constituição Federal; f. incremento da utilização do gás natural; g. identificação das soluções mais adequadas para o suprimento de energia elétrica nas diversas regiões do País; h. utilização de fontes renováveis de energia, mediante o aproveitamento dos insumos disponíveis e das tecnologias aplicáveis; i. promoção da livre concorrência; j. atração de investimento na produção de energia; k. ampliação da competitividade do País no mercado internacional; II ± assegurar, em função das características regionais, o suprimento de insumos energéticos ás áreas mais remotas ou de difícil acesso do País, submetendo as medidas específicas ao Congresso artigo 73 da Lei n.º 9.478, de 1997; III ± rever periodicamente as matrizes energéticas aplicadas às diversas regiões do País, considerando as fontes convenciona is e alternativas e as tecnologias disponíveis; IV ± estabelecer diretrizes para programas específicos, como os de uso do gás natural, do álcool, de outras biomassas, do carvão e da energia termonuclear; V ± estabelecer diretrizes para a importação e exportação, de maneira a atender às necessidades de consumo interno de petróleo e seu derivados, gás natural e condensado, e assegurar o adequado funcionamento do Sistema Nacional de Estoques de Combustíveis e o cumprimento do Plano Anual de Nacional, quando implicarem criação de subsídios, observado o disposto no parágrafo único do

Estoques Estratégicos de Combustíveis, de que trata o artigo 4º da Lei nº 8.176, de 8 de fevereiro de 1991.
7) O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), é uma pessoa jurídica

de direito privado, sob a forma de associação civil, sem fins lucrativos, criado em 26 de agosto de 1998, pela Lei nº 9.648/98, com as alterações introduzidas pela Lei nº 10.848/04 e regulamentado pelo Decreto nº 5.081/04. O órgão é responsável pela direção e controle da operação das empresas de geração e transmissão de energia elétrica no S istema Interligado Nacional (SIN). O ONS tem como missão ³Operar o Sistema Interligado Nacional de forma integrada, com transparência,eqüidade e neutralidade, de modo a garantir a segurança, a continuidade e a economicidade do suprimento de energia elétrica no país.´ e como missão ³Ser uma organização reconhecida como essencial para a segurança e a economicidade do atendimento de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional´. Os membros do ONS estão divididos entre associados e participantes. O primeiro grupo diz respeito aos agentes de geração com usinas despachadas de forma centralizada, os agentes de transmissão, os agentes de distribuição integrantes do SIN, além de agentes i mportadores e exportadores e consumidores livres com ativos conectados a Rede Básica. Já o segundo se refere ao Poder Concedente por meio do Ministério de Minas e Energia, os Conselhos de Consumidores, geradores não despachados centralizadamente e pequenos distribuidores (abaixo de 500 GWh/ano). A estrutura organizacional do ONS se dá da seguinte maneira:

Figura 1 - Estrutura organizacional do ONS

8) A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), atualmente é presidida por

Maurício Tolmasquim, é uma instituição vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Foi criada para fins de prestação de serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético. De acordo com o artigo 2º, da Lei 10.847 de 15 de março de 2004: "A Empresa de Pesquisa Energética - EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético, tais como energia elétrica, petró leo e gás natural e seus derivados, carvão mineral, fontes energéticas renováveis e eficiência energética, dentre outras." Um dos propulsores para a criação da EPE foram os marcantes racionamentos e apagões ocorridos no crise da energia elétrica do início da década (2000 e 2001), atribuídos em parte à carência de planejamento. A EPE é um órgão independente, não vinculado a nenhuma empresa. A EPE não restringe suas funções apenas ao setor elétrico, mas sim a toda a área energética, sendo suas atribuições: 

apresentar ao Conselho Nacional de Política Energética, anualmente, os Planos Decenais de Expansão do Setor Energético, e, a cada dois anos, os Planos Nacionais de Energia de Longo Prazo, e ainda, a qualquer

tempo, outros estudos que sejam do interesse do CNPE para o exercício de suas atribuições, de acordo com o Decreto no. 6327, de 27/12//2007; 
  

Realizar estudos e projeções da matriz energética brasileira; Elaborar e publicar o balanço energético nacional; Identificar e quantificar os potenciais de recursos energéticos; Dar suporte e participar das articulações relativas ao aproveitamento energético de rios compartilhados com países limítrofes; Realizar estudos para a determinação dos aproveitamentos ótimos dos potenciais hidráulicos; Obter a licença prévia ambiental e a declaração de disponibilidade hídrica necessárias às licitações envolvendo empreendimentos de geração hidrelétrica e de transmissão de energia elétrica, selecionados pela EPE; Elaborar estudos necessários para o desenvolvimento dos pl anos de expansão da geração e transmissão de energia elétrica de curto, médio e longo prazos; Promover estudos para dar suporte ao gerenciamento da relação reserva e produção de hidrocarbonetos no Brasil, visando à auto suficiência sustentável; Promover estudos de mercado visando definir cenários de demanda e oferta de petróleo, seus derivados e produtos petroquímicos; Desenvolver estudos de impacto social, viabilidade técnico -econômica e socioambiental para os empreendimentos de energia elétrica e de fonte s renováveis; Efetuar o acompanhamento da execução de projetos e estudos de viabilidade autorizados; realizados por agentes interessados e devidamente        

Elaborar estudos relativos ao plano diretor para o desenvolvimento da indústria de gás natural no Brasil; Desenvolver estudos para avaliar e incrementar a utilização de energia proveniente de fontes renováveis; Dar suporte e participar nas articulações visando à integração energética com outros países;   

Promover estudos e produzir informações para subsidiar pl anos e programas de desenvolvimento energético ambientalmente sustentável, inclusive, de eficiência energética; Promover planos de metas voltadas para a utilização racional e conservação de energia, podendo estabelecer parcerias de cooperação para este fim; Promover estudos voltados para programas de apoio para a modernização e capacitação da indústria nacional, visando maximizar a participação desta no esforço de fornecimento dos bens e equipamentos necessários para a expansão do setor energético; e Desenvolver estudos para incrementar a utilização de carvão mineral nacional.   

Conclusão

Com o estudo do setor elétrico brasileiro, foi possível conferir o quanto este vem se reestruturando de forma mais eficaz a partir do início da década de 1990. Isso se dá em grande parte a uma política econômica que se fez presente no Brasil através dos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, o Neoliberalismo. Com ela, boa parte das empresas estatais passaram a ser de domínio privado, ao mesmo tempo que o governo queria ainda assim manter o controle de algumas partes da cadeia produtiva. Sendo assim, vemos até hoje grandes empresas de capital misto. Esta organização é muito importante para atingir os resultados de boa qualidade da energia elétrica e eficiência do sistema. Do lado das empresas privadas, há o lucro, que é o grande objetivo dela s. Do lado do governo e do capital público, também há esse objetivo, porém a população tem de estar satisfeita. A união desses interesses resulta na necessidade da ampliação da rede elétrica brasileira, seu aperfeiçoamento e inovações tecnológicas, que são agradam a ambas as partes. Essa reestruturação é marcada por crises, sendo a mais marcante a crise de racionamento e apagões, que aconteceram nos anos de 2000 e 2001, causando grande indignação por parte da população. Esses acontecimentos motivaram a aceleração do processo de reestruturação, resultando na criação de órgão como a Empresa de Pesquisa Energética. Atualmente as principais instituições do setor energético brasileiro se relacionam da seguinte maneira:

Figura 2 - Organização do Setor Elétrico Brasileiro

Esse fluxograma ilustra a importância do governo das decisões, ocupando uma posição estratégica, mas também mostra a inter-relação entre as instituições. Atualmente a reestruturação se encontra em avanço, e o pa ís atrai cada vez mais o capital externo. A expectativa é de uma melhoria que atinja também os consumidores e não só os grandes empresários.

Bibliografia [1] Operador Nacional do Sistema Elétrico:

http://www.ons.org.br/institucional_linguas/o_que_e_o_ons.aspx, acessado em 04/06/11, às 11:30;
[2] Instituto de Eletrotécnica e Energia, USP:

http://www.iee.usp.br/biblioteca/producao/2002/Teses/dissertacao_dorival.pdf, acessado em 04/06/11, às 13:47;
[3] Agência Nacional de Energia Elétrica, BIG:

http://www.aneel.gov.br/area.cfm?idArea=15, acessado em 04/06/11, às 14:25;
[4] Conselho Nacional de Política Energética:

http://www.mme.gov.br/mme/menu/conselhos_comite/cnpe.html, acessado em 05/06/11, às 09:41;
[5] Empresa de Pesquisa Energética:

http://www.epe.gov.br/quemsomos/Paginas/default.aspx, 04/06/11, ás 15:16

acessado

em

[6] Associação brasileira dos produtores independentes de energia elétrica:

http://www.apine.com.br/site/zpublisher/secoes/home.asp 03/06/11 às 20:00;
[7] Câmara de comercialização de energia elétrica:

acessado

em

http://www.ccee.org.br/ acessado em 03/06/11 às 20:30;
[8] Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico:

http://www.mme.gov.br/mme/menu/conselhos_comite/cmse.html 05/06/11 às 15:00;
[9] Agencia Nacional de Energia Elétrica:

acesso

em

http://www.aneel.gov.br/, acessado em 05/06/11 às 14:25.