Resenha sobre: Cultura Organizacional em Organizações Públicas no Brasil.

O mundo atual nos apresenta uma sociedade cada vez mais complexa e envolta da era tecnológica. Isso tem gerado um mundo com ambientes cada vez mais complexos, principalmente nas organizações. Esses ambientes organizacionais já apresentam sua cultura própria, e passam a ter outras novas culturas impostas devido a tanta tecnologia. É nesse ponto que deve ocorrer uma maior investigação, a cultura apresentada pelas organizações, pois ai se apresenta o ponto-chave nas relaçoes humanas, e pode vim a facilitar ou dificultar as possíveis mudanças nesses ambientes. De acordo com Fleury e Fischer (1989), “cultura é um conjunto de valores e pressupostos básicos expressos em elementos simbólicos, que em sua capacidade de ordenar, atribuir significações, construir identidade organizacional, tanto age como elemento de comunicação e consenso, como oculta e instrumentaliza as relações de dominação.” Cultura apresenta-se como estrutura básica de toda organização, ela possibilita integração, ou desestrutura de um grupo, podendo vim a facilitar ou dificultar determinadas mudanças nessas organizações. O Brasil apresenta-se com uma multiplicidade de culturas devido o fato ser um país rico em diversidade cultural, as nossa raízes históricas apresentam um grau muito elevado de cultura. Para DaMatta (1997), o Brasil é uma sociedade sui generis, no sentido de que apresenta múltiplos eixos ideológicos, como a hierarquia e o individualismo, sem que sejam hegemônicos e competitivos, mas complementares. Nesse ambiente se desenrola o dilema brasileiro, ou seja, a tensão permanente entre as categorias de indivíduo e pessoa. As organizações brasileiras são envolvidas por culturas cada dias mais complexas, valores transmitidos desde muito tempo devido justamente essa diversidade cultural. Dentro das organizações existe o que chamamos de cultura organizacional, que seria basicamente a cultura gerada nas organizações por seus colaboradores. Ela se apresenta como a diferenciação existente entre todas as organizações e enfatisa a cultura trazida por seus colaboradores. Existem alguns tipos de visões em relação a cultura organizacional. E não se pode falar em cultura organizacional sem falar em Shein (1985) e Hofstede (1994), grandes estudiosos dessa relação. Shein (1985) enfatiza a cultura organizacional como resultado da dinâmica de uma determinada organização. Para ele é necessásrio que a organização adote um tipo específico de cultura, envolvendo um modelo de sucesso aplicado em um determinado grupo. E isso tudo está relacionado a adptação interna e externa, lidando com níveis comportamental, cognitivo e emocional. Já Hofstede (1994) cosidera que a cultura de uma organização decorre de toda a cultura da sociedade na qual está organização está envolta. Afirma ainda que não é possível conhecer a cultura de uma organização sem conhecer antes disso toda a sociedade na qual ela está inserida. Em relação às organizações, o estudo levantou seis variáveis diferenciadoras: a primeira considerava a orientação para processo ou para resultados; a segunda, a orientação para o trabalhador ou para o trabalho; a terceira, se ela era uma empresa profissional ou paternalista; a quarta, se era sistema aberto ou fechado; a quinta, se utilizava controles rígidos ou relaxados e a sexta se voltava-se para normas ou pragmatismo. O seu estudo foi um dos mais valiosos para o processo da cultura organizacional. No Brasil, o processo organizacional começou muito tarde, o nosso estado era considerado patrimonialista, desenvolvendo a admninistração de maneira tardia. Segundo Marcelino (2003), foi no período entre 1930 e 1945 que se desenvolveram ações de renovação e inovação do poder governamental. As premissas fundamentais eram a reforma do sistema de pessoal, a implantação e simplificação de sistemas administrativos e das atividades de orçamento, para promover eficiência à administração pública. A história da administração pública no Brasil é bastante recente, sendo inspirada muitas

extremamente complexos. Elas cumprem suas funções. cultura essa necessária a uma boa administração. e o poder político passe a não interferir tanto nessas organizações. pessoas e tecnologias. As organizações publicas são mais complexas do que se julga. fazendo com que os colaboradores abandonem assim essa cultura desfalecida e possam atuar com uma cultura adequada as organizações atuais. envolvendo informações e seus fluxos.vezes por estudos de outros países. Falta dentro dessas organizações estruturas mais eficientes. Diante de tudo que foi exposto percebe-se que as organizações públicas apresentam um enraizamento muito profundo de disfunções e isso tem gerado inúmeras dificuldades na hora de se realizar uma administração adequada. sendo preciso abandonar urgentemente essas práticas errôneas. Dias (1998) afirma que as organizações públicas têm como objetivo prestar serviços para a sociedade. capazes de se adequar uma nova cultura. A administração pública das organizações precisa ainda passar por uma intensa reforma. sem falar em todos os problemas apresentados aqui desde o inicio que influenciaram negativamente para esse desenvolvimento. ainda se lida com um tipo de administração cultural onde o que se vigora é na realidade o poder. a hierarquia. enfatizando caracteristicas negativas e destruidoras do proprio sistema administrativo. paternalismo nas relações. Elas podem ser consideradas como sistemas dinâmicos. . sendo este considerado um dos mais graves problemas que as organizações públicas sofrem. A cultura organizacional apresenta características muito marcantes quanto a burocracia e ao poder exercido pelos políticos. além do que. supervalorização da hierarquia. estão diretamente vulneráveis ao poder político. buscando uma maior eficiência da máquina pública e um melhor atendimento para a sociedade. interdependentes e inter-relacionados coerentemente. elaboração de novos procedimentos. estruturas organizacionais. envolvem determinados procedimentos e apresentando uma série de problemas de alta complexidade como a burocracia cada vez mais intensa. abuso de poder. problemas de disfunções. onde possa haver a criação de novas práticas.