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ABORDAGEM METODOLÓGICA

2. • Índices de urbanização do Censo 2000. • Estimativas da população total para os anos de 2001. A atualização dos dados relativos à reciclagem foi feita a partir de consultas às associações que reúnem os fabricantes dos principais materiais recicláveis (alumínio. 2004.26 Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil – 2007 2 2. Foram também utilizadas informações contidas na série histórica do documento “Diagnóstico do Manejo dos Resíduos Sólidos no Brasil” – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – 2002 a 2004. 2005 e 2006. e as informações relativas ao ano de 2005. ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais .2 TRATAMENTO DAS INFORMAÇÕES As informações coletadas nas pesquisas ABRELPE 2005 a 2007. 2005 e 2006. • Determinados os índices por UF. que resultou na exclusão daquelas que apresentaram desvios considerados fora do intervalo adotado como padrão para cada variável. • Para o ano 2007 foram assumidos os mesmos índices de urbanização da PNAD 2006. 2003 e 2004 foram obtidos considerando-se variação linear entre Censo 2000 e PNAD 2005. os índices de urbanização no ano 2000 de cada UF. Os dados relativos à população dos municípios brasileiros obtidos a partir de consulta à base de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram os seguintes: • População recenseada no ano 2000. plástico. para cada ano. Após tabuladas as informações foram submetidas a um processo de análise de consistência. a partir dos dados censitários dos respectivos municípios. papel. 2002. divulgadas pelo Ministério das Cidades ao final de 2006. os municípios que disponibilizaram as informações e as variáveis consideradas relevantes para representar a situação atual dos resíduos sólidos no país. As estimativas populacionais do IBGE foram ajustadas assumindo-se como válidos os totais indicados para cada município conforme divulgados no censo 2000 e na contagem populacional de 2007. • Índices de urbanização da Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios (PNAD) para os anos de 2005 e 2006 por Unidade da Federação (UF). 2003. embalagens cartonadas longa vida. 2003. foi calculada a população urbana de cada município. para assim serem obtidas as novas populações totais dos municípios nos anos de 2001.1 LEVANTAMENTO E ATUALIZAÇÃO DOS DADOS O levantamento dos dados mais recentes do setor de Resíduos Sólidos no Brasil foi baseado em pesquisas realizadas por meio de questionários elaborados pela ABRELPE. A população urbana de cada município foi obtida a partir do seguinte procedimento: • Calculou-se inicialmente. embalagens PET. 2004.). utilizando-se a mesma variação linear do índice de urbanização da respectiva UF relativa aos seguintes períodos: 2001 a 2005. em cada ano. contendo as questões mais relevantes dos segmentos correspondentes aos resíduos sólidos urbanos e resíduos de serviços de saúde. e SNIS 2001 a 2005 foram tabuladas em planilhas contendo. 2005 a 2006 e 2006 a 2007. ABORDAGEM METODOLÓGICA 2. As tabelas resultantes do tratamento das informações foram utilizadas para dar suporte às projeções de resíduos sólidos urbanos conforme metodologia apresentada no item 2. • Contagem populacional em 2007. Adotou-se a taxa anual de crescimento geométrico resultante. vidro. 2002. ABORDAGEM METODOLÓGICA • Os índices de urbanização por UF para os anos 2001.3. 2002. etc.

cada um dos anos considerados para a análise teve seu per capita calculado por município e NOTA: 1. através do tratamento estatístico das informações coletadas nas pesquisas ABRELPE e SNIS. quando viável. • Na estimativa do percentual de municípios por faixa de população que adotam coleta seletiva foi utilizada a metodologia do qui-quadrado. estas tabelas foram associadas a gráficos e/ou cartogramas com o intuito de permitir melhor visualização das informações. considerou-se a coleta per capita (kg / habitante / dia) como relacionada ao tamanho do município. 2 2. ou seja. O tratamento estatístico das informações utilizou a seguinte abordagem metodológica: • As informações coletadas e tratadas conforme descrito nos itens 2. usando-se metodologia científica. uma vez que. • O grau de acertividade das projeções foi determinado através da análise de correlação. maior a coleta per capita. uma vez que existem municípios com população pequena e alta coleta per capita e vice-versa. Sudeste e Sul). os municípios ou determinado segmento setorial. Nordeste.2 foram relacionadas à população urbana e transformadas em indicadores per capita. através de indicadores gerados por ela. em termos estatísticos. Os dados quantitativos relativos aos resíduos sólidos urbanos estão diretamente relacionados ao porte da comunidade geradora desses resíduos. validar e formular uma equação que permita realizar a projeção para cada município. • Os coeficientes das variáveis que compõem as equações obtidas foram também testados em sua significância1. representado por seu respectivo coeficiente (R2) • Para a definição das equações que permitissem realizar as projeções foi utilizado o método dos mínimos quadrados. eliminando-se os pontos extremos (máximos e mínimos) através da técnica de análise de regressão. foram acrescentados gráficos contendo a evolução de determinada informação para permitir análises retrospectivas e comparativas. Isto não é uma regra. mas sim uma tendência. Adicionalmente. Assim sendo.Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil – 2007 27 Para efeito de apresentação final o tratamento dado às informações resultou em tabelas estruturadas segundo. Por vezes.3 PROJEÇÕES ABRELPE REFERENTES AOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS A ABRELPE apresenta nesta edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil projeções referentes aos resíduos sólidos urbanos. quanto maior a população do município. É a probabilidade de que a estimativa executada a partir de uma amostra esteja dentro do intervalo determinado pela margem de erro. ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais ABORDAGEM METODOLÓGICA O método dos mínimos quadrados tem como função apontar a tendência das projeções e. foi obtido um nível de significância1 de 95%. Centro-Oeste. A variável população urbana foi utilizada para a predição das variáveis de RSU no Brasil e em cada uma de suas macro-regiões. os estados. preferencialmente. . Para a projeção dos gastos realizados com serviços de coleta de RSU. • A verificação de quanto o conjunto de variáveis coletadas contribui para a explicação das variações apresentadas nas projeções foi feita através do Teste de Fisher.1 e 2. as macro-regiões brasileiras (Norte.

ABORDAGEM METODOLÓGICA ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais . Para os anos subseqüentes foi admitido que as quantidades de leitos hospitalares cresceram proporcionalmente às populações urbanas de cada UF. tomando por base as quantidades conhecidas de leitos hospitalares existentes e aplicando-se um índice médio padrão de geração de resíduo de serviço de saúde em kg/leito. A projeção da geração de RSU por macro-região e para o Brasil resultou da aplicação da série histórica dos índices de coleta da pesquisa PNAD (2001 a 2006) obtendo-se por extrapolação os valores para os anos de 2000 e 2007.28 Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil – 2007 2 atualizado para 2007 segundo a população urbana de cada um deles. O mesmo tratamento foi dado à projeção do número de empregados públicos e privados nos serviços de limpeza pública. 2.4 PROJEÇÕES ABRELPE REFERENTES AOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE As quantidades de resíduos de serviços de saúde geradas em cada UF foram inicialmente calculadas em 2004.