saber

escolher saber comprar

Independente • Credível • Perto de si

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Todos os meses, a revista PROTESTE informa-o de forma clara acerca das qualidades e defeitos de centenas de produtos, aparelhos ou serviços que utiliza no seu dia a dia ou pretende comprar. Aí encontra os resultados de testes comparativos e de inquéritos aprofundados, realizados com total independência. Quer precise de uma máquina de lavar, de um telemóvel, de um televisor, de um PC multimédia, de iogurte, de café, de um automóvel ou de um operador telefónico... nós indicamos-lhe a Escolha Acertada e dizemos-lhe onde a encontrar. Assim, pode escolher de forma crítica e objetiva e comprar pelo preço mais justo! 11 números por ano • milhares de euros que poderá economizar todos os anos

De 2 em 2 meses, a revista DINHEIRO & DIREITOS apresenta-lhe medidas concretas para proteger e administrar os seus bens, aconselha-o sobre os investimentos mais rentáveis e os seguros mais vantajosos e informa-o sobre as medidas legais que podem afetá-lo. Esta revista é o complemento ideal da PROTESTE e ambas permitem-lhe estar mais bem protegido na sua vida quotidiana. Entre legislação, regulamentos, práticas comerciais, contratos, diligências administrativas… a DINHEIRO & DIREITOS está lá para ajudá-lo, quer seja proprietário ou inquilino, independente ou assalariado, comprador ou vendedor! 6 números por ano • para defender os seus direitos e saber como proteger os seus bens

Precisa de substituir o velho televisor, mas não sabe que modelo escolher? O telemóvel já não está à altura, mas perde‑se face às vastas funções dos aparelhos mais recentes? Não é difícil selecionar o modelo mais adaptado às suas necessidades sem pagar demais. Indicamos todas as informações para encontrar os produtos à medida.
• Truques para escolher e comprar
Os nossos testes comparativos Serviço online repleto de possibilidades 5 6 8 11 12 16 21

• Qual o aparelho que mais lhe convém?
Televisores Blu‑ray Smartphones Computadores portáteis Máquinas fotográficas

DECO PROTESTE, Lda. • Av. Eng. Arantes e Oliveira, 13, 1.º B • 1900 ‑221 LISBOA Tel. 808 200 146/218 410 801 • www.deco.proteste.pt Editor responsável Pedro Moreira Coordenação editorial João Mendes Projeto gráfico Manuel Estrada Design Ilustrações Javier Vázquez Paginação Alexandra Lemos Redação Inês Lourinho Apoio técnico António Alves João Miguens Paulo Ramos do Ó Pedro Mendes Depósito Legal xxxxx ISBN xxxxx Impressão

Esta edição respeita as normas do novo Acordo Ortográfico. Esta publicação, no seu todo ou em parte, não pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo, eletrónico, mecânico ou fotográfico, incluindo fotocópia, xerocópia ou gravação, sem autorização prévia e escrita da editora.

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Truques para escolher e comprar
Ajudar o consumidor a escolher os produtos e serviços mais convenientes ao melhor preço: eis uma das principais tarefas da sua associação de consumidores.
Para encontrar as respostas, fazemos continuamente testes comparativos às principais categorias de produtos à venda. No nosso portal na Net, disponibilizamos aplicações para comparar modelos e fazer as melhores escolhas.

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Os nossos associados selecionam os produtos. Todos os anos, cerca de 50 mil recebem na caixa de correio eletrónico um inquérito para nos informarem, de entre 300 produtos ou temas, os que gostariam de ver abordados nas revistas.

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Escolhidos os produtos, uma equipa composta por técnicos, analistas de mercado, jornalistas e designers gráficos dedica‑se a cada projeto.

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O laboratório submete cada produto às análises definidas, que simulam o seu tempo de vida útil. São repetidas por diversas vezes para confirmar os resultados.

Enquanto isso, uma equipa de inquiridores espalhada por todo o país pesquisa os preços dos produtos. Nos estudos conhecidos como Escolha Acertada na sua cidade, pode encontrar a loja mais barata da região onde vive.

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Os nossos testes comparativos
Se algo nos distingue junto da sociedade portuguesa são os testes comparativos que realizamos todos os meses desde há mais de 30 anos. Os resultados provêm de cerca de 50 laboratórios independentes em Portugal e resto do Mundo, com que trabalhamos. Aliados a minuciosos estu‑ dos de preços, permitem‑nos selecionar

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os produtos mais vantajosos e atribuir‑lhes títulos: Melhor do Teste (melhor qualidade global), Escolha Acertada (melhor relação entre a qualidade e o preço) e Escolha Económica (combinação de boa poupan‑ ça com qualidade aceitável). Os testes permitem‑nos ainda denunciar os produ‑ tos com defeitos de qualidade, fiabilidade e segurança e alertar as autoridades para tomarem as decisões mais adequadas (por exemplo, retirar do mercado).

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Os analistas pesquisam o mercado para averiguar as marcas mais vendidas, as novidades, os locais de compra, etc.

Como testamos?
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Os técnicos especializados nos produtos escolhidos discutem com o laboratório uma metodologia de teste e as análises a realizar: qualidade, resistência, segurança, tempos de medição, etc.

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Com todos estes dados, um jornalista e um designer gráfico concebem o artigo final, que pode ser lido nas revistas, portal na Net (www.deco.proteste.pt) ou guias práticos.

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Serviço online repleto de possibilidades
Para facilitar ainda mais a seleção de um produto, desenvolvemos uma aplicação online que permite comparar e escolher

em poucos minutos, de entre múltiplos modelos e marcas, o mais adequado às suas necessidades. Os nossos associa‑ dos podem aceder aos resultados dos testes e pesquisar o preço e a loja onde o produto é mais barato.

Compare as características e encontre o modelo com a melhor relação entre a qualidade e o preço

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Encontrar a informação é um processo muito rápido e simples. Só tem de per‑ correr os seguintes passos: selecionar o produto e ordenar a pesquisa segundo o critério desejado (preço, marca, clas‑

sificação, etc.). Pode afinar os resultados eliminando da lista, com os filtros e per‑ guntas, os modelos cujas características não lhe interessam.

Já sabe o modelo que lhe interessa? Se for associado, pode ver o preço e a loja mais barata da sua região

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Qual o aparelho que mais me convém?
Explicado o nosso método de trabalho, reunimos conselhos e informações para usar no momento de escolher os aparelhos mais comuns do dia a dia. Televisores
LCD, LED ou plasma?

pelos LCD. O ângulo de visão é mais alargado. Refletem a luz mais facilmen‑ te, pelo que é melhor não serem insta‑ lados perto de uma janela.

Ambos os tipos de ecrãs exigem uma distância mínima para visionar com conforto. Para televisores de 32 pole‑ gadas, são precisos 2 metros e meio; para os de 40 polegadas, 3 metros.

Não confie demasiado
A resolução dos televisores de ecrã pla‑ no é, no geral, de 1366 pixels por 768 li‑ nhas (HD ‑ready) ou 1920 pixels por 1080 linhas (Full‑HD). Mas não é um assunto que o deva preocupar muito: uma reso‑ lução elevada não garante melhor quali‑ dade da imagem, a menos que tenha um televisor de diagonal acima das 40 pole‑ gadas ou não guarde a distância de visio‑ namento recomendada. Ou seja, ao usar um equipamento Full‑HD, se estiver sen‑ tado a uma distância inferior ao triplo do valor da diagonal, pode notar um peque‑ no acréscimo na nitidez. Mas esta é uma situação a evitar, pois resulta num maior desconforto no visionamento e cansaço para os olhos. Etiquetas como a Contraste 5.000.000:1 ou 28.9 Million Colors traduzem re‑

Os ecrãs LCD recorrem a dois tipos de retro‑iluminação principais: lâmpadas fluorescentes (LCD típicos) e elementos LED (LCD LED). A segunda categoria, mais recente, não apresenta grandes vantagens em termos de imagem, mas destaca‑se pelo consumo energético mais reduzido (menos 30% face a um LCD). Ao nível da refletividade, ângulo de visão e rácio de contraste, também não existem diferenças significativas para os LCD típicos. Os plasmas apresentam uma imagem com menor definição. A diferença é mais óbvia nos vídeos HD. O consumo energético é exagerado: em média, corresponde ao dobro do registado

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sultados de contraste e cor medidos pelo fabricante. Não devem, por isso, ser considerados na altura da escolha. Para conseguirem valores de rácio de contraste mais impressionantes, os fa‑ bricantes fazem a medição com imagens que não correspondem a uma utilização

real. Muitas vezes, depois das nossas me‑ dições, televisores que alegam rácios de 1 milhão para 1 têm, na verdade, valores de 1000 para 1. O número de tonalidades de cor também é irrelevante se estas não forem fiéis. Nos nossos testes, encontra‑ mos aparelhos com desvios de cor.

Significado das siglas e abreviaturas
Ao conhecê‑lo, torna‑se mais fácil escolher. • HDMI. Ligação que transporta os si‑ nais de áudio e vídeo em formato digi‑ tal. Aceita sinais de alta definição. • DLNA . Protocolo que permite ao tele‑ visor (ou outros dispositivos) aceder a conteúdos multimédia (fotos, vídeos e música) armazenados num com‑ putador da mesma rede doméstica. A ligação da televisão pode ser feita por cabo de rede, situação mais usual, ou sem fios (Wi‑Fi). • HD. Sinal de alta definição. • HDTV e HDTV 1080 p. Logótipos que garantem a inclusão de sintonizadores de televisão digital terrestre compatí‑ veis com as emissões nacionais. • AVCHD. Novo formato de gravação e reprodução de vídeo em HD, ado‑ tado pela maioria das câmaras de vídeo HD. • Smart card/CI/PCMCIA . Para ligar um módulo de acesso condicionado (CAM) e inserir cartões (para pacotes de canais pagos). • TDT. Televisão digital terrestre, ou seja, sistema de transmissão que irá substi‑ tuir as emissões analógicas hertzianas em sinal aberto. • 24p, 24p Playback, TrueMotion, True Ci‑ nema e 24 Real Cinema. Estes termos indicam que o número de imagens por segundo coincide com as do cinema e discos Blu‑ray. • 50 Hz, 100 Hz e 200 Hz. Frequências de refrescamento da imagem. Quanto maiores, em teoria, melhor a capaci‑ dade do televisor a transmitir imagens com movimentos rápidos, pois o des‑ foque é reduzido.

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Ligações importantes

Euroconectores. Estão a cair em desu‑ so, mas aparelhos mais antigos ainda os utilizam. Permitem ligar a TV, por exemplo, a um videogravador ou al‑ guns leitores ou gravadores de DVD. Entrada de vídeo por componentes (YPbPr). Ligação analógica que permite imagens em alta resolução. Indispen‑ sável para algumas consolas de jogos.

Entrada S ‑Vídeo (Y/N) independente. Para conectar, por exemplo, uma câ‑ mara de vídeo ou consola de jogos. Entrada HDMI. Presente na grande maioria dos equipamentos, é atu‑ almente a ligação mais universal. Quanto mais fichas deste tipo, melhor. Trata‑se do sucessor digital do Euro‑ conector. Transmite imagens e som em alta definição.

Use o nosso simulador e descubra a diagonal certa para a sua sala Pode ordenar os resultados por classificação, preço, marca ou outras características que lhe interessem

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Saída de áudio digital (ótica ou coaxial). Servem para conectar um amplifica‑ dor AV. Saída de áudio para auriculares. Desti‑ nados a ligar auscultadores. Ligação ao computador. Pode ser VGA (analógica) ou DVI (digital). Também é possível usar a ficha HDMI com um adaptador. Leitor de cartões de memória e dispo‑ sitivos USB. Para transmitir diretamen‑ te as fotos a partir de uma máquina fotográfica, pendisk ou disco rígido externo.

Tem um televisor de alta definição?
Antes de comprar um Blu‑ray, certifique‑ ‑se de que o seu aparelho é de alta defi‑ nição: HD ‑ready ou Full HD. De contrário, não desfrutará plenamente da qualidade de imagem proporcionada. Também é recomendável contar com um bom equipamento para usufruir do som multicanal. Um kit de cinema em casa ou uma solução composta por amplificador AV e colunas em separado é o ideal. Mas o Blu‑ray não serve apenas para ver filmes. Partilhar conteúdos, ligar à Inter‑ net ou visionar vídeos caseiros e foto‑ grafias são algumas das funcionalidades adicionais.

Blu‑ray
O Blu‑ray é muito mais do que um leitor de alta definição. Além de reproduzir imagens em HD, oferece som de exce‑ lente qualidade e faz a ligação a todo tipo de dispositivos externos para visio‑ nar fotos e vídeos. Também se destaca pela ligação à Internet, pois permite des‑ carregar conteúdos relacionados com os filmes em visionamento (BD ‑live) e ver ficheiros multimédia armazenados num computador (DLNA).

Características a procurar

É aconselhável que o Blu‑ray disponha de Wi‑fi. A ligação sem fios com os res‑ tantes aparelhos torna‑se mais prática. Também deve possuir, pelo menos, 1 GB. Assim, pode descarregar da In‑ ternet conteúdos extra, relacionados com o filme inserido no leitor, com a ajuda da aplicação BD ‑Live, sem ter de ligar uma pendisk ao aparelho.

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Quanto mais portas USB, melhor. Com este tipo de ligação, pode intro‑ duzir uma unidade de memória externa (pendisk ou disco rígido) e ler ficheiros multimédia (vídeos, fotos e música). Se o Blu‑ray for compatível com o DLNA (Digital Living Network Alliance), melhor ainda. Pode aproveitar a ligação a uma rede doméstica e aceder aos fi‑ cheiros multimédia (fotos, vídeos e mu‑ sica) armazenados no computador. Um leitor de cartões de memória tam‑ bém é útil. Não se esqueça de que este é o suporte de gravação das má‑

quinas fotográficas, câmaras de vídeo e telemóveis.

Preços mais baixos
Já pode encontrar um bom leitor Blu‑ray por 80 euros, ainda que o preço médio ronde os 150 euros. Os Blu‑ray 3D per‑ mitem ver conteúdos em 3 dimensões, desde que o televisor possua a mesma tecnologia. Os que têm disco rígido e sintonizador DVB‑T MPEG4 gravam emis‑ sões de TV em alta definição. Ambos custam mais de 400 euros. O preço dos discos Blu‑ray também baixou e o catálo‑ go de títulos é agora mais amplo.

Usufruir do formato 3D
O cinema apostou fortemente em filmes a 3 dimensões, mesmo para ver em casa. O equipamento indispensável para usu‑ fruir desta tecnologia é o seguinte: • televisor, pelo menos, 3D ‑Ready; • óculos especiais para ver os efeitos 3D; • reprodutor Blu‑ray adequado; • cabo HDMI. Com este elemento, faz a perfeita reprodução das 3 dimensões e alta definição, sobretudo se tiver uma versão mais avançada (1.4).

Smartphones
Muito mais do que simples telefones, as múltiplas funções e possibilidades trans‑ formam os smartphones em verdadeiros escritórios de bolso. Mas não se engane: ainda que os telemóveis de última gera‑ ção estejam cada vez melhor equipados, nem todos são smartphones.

Características a procurar
Para um telemóvel ascender à catego‑ ria de smartphone, deve reunir algumas características.

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Quer saber qual é o tarifário mais vantajoso para as comunicações fixas e móveis ou qual a Escolha Acertada de televisores LCD e plasma? Contacte-nos e terá as respostas que procura sobre os produtos ou serviços que pretende adquirir. Os nossos colaboradores respondem a questões em matéria de consumo, mas também sobre assuntos de saúde, seguros, etc.

Quando os seus direitos são postos em causa, a experiência dos nossos juristas pode ser determinante. Em caso de litígio, a DECO PROTESTE poderá intervir junto das entidades que lesaram o consumidor. Os nossos especialistas estão à sua disposição para o esclarecer. Basta um telefonema para que o seu caso seja analisado com toda a confidencialidade. No momento de preencher a sua declaração de IRS, são várias as questões que se colocam, quer seja trabalhador independente ou por conta de outrem... Preencher a declaração de IRS é um problema para si? Não aceitaram uma dedução que apresentou? De que produtos com benefícios fiscais pode usufruir? Os nossos especialistas em matéria fiscal respondem às suas dúvidas, de maneira eficaz e discreta. Na compra de algo tão importante como carro ou casa, é frequente o recurso ao crédito. Mas as condições de empréstimo são sempre diferentes de instituição para instituição. Daí, a importância de optar pelas melhores condições. Qual o banco que lhe oferece o melhor crédito pessoal ou à habitação? Qual a melhor opção de financiamento para comprar automóvel? Graças aos nossos conselhos, o crédito ao consumo ou hipotecário deixará de ter segredos para si. Questiona-se se, tendo em conta os seus investimentos e o seu perfil, deverá privilegiar a compra de ações ou a subscrição de fundos? Os nossos especialistas dar-lhe-ão conselhos especializados e personalizados que o ajudarão a tomar as melhores decisões de investimento.

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Sistema operativo compatível: Win‑ dows Phone, mais versátil e com mais possibilidades de atualização do que a versão anterior; Android, sistema operativo do Google, instalado em cada vez mais smartphones; Symbian, presente na maioria dos aparelhos da Nokia; Blackberry, interessante pelas possibilidades de correio; iPhone OS, no caso do iPhone; e Bada, sistema da Samsung. Boa sincronização com o computador, sobretudo ao nível do correio eletróni‑ co, agenda e contactos. Forma simples de introduzir e aceder aos dados. O ideal é através de tecla‑ do alfanumérico ou teclado virtual via ecrã tátil. Boas ligações para acesso fácil à rede. No mínimo, deve ser compatível com o UMTS. Muitos modelos também o são com o HSDPA 3.6 ou 7.2 Mbps. Ecrã de dimensão suficiente para a na‑ vegação na Internet.

Simples. Telefone com funções para utilizadores que queiram um acesso constante à agenda, contactos atuali‑ zados e mensagens de correio eletró‑ nico. São os mais baratos.

O que significa?
Confira alguns termos que podem ser confusos: • UMTS e HSDPA . Tecnologia 3G para a transmissão de dados e voz, permite usufruir de grande velocidade na trans‑ missão para serviços como a video‑ chamada ou aplicações multimédia; • bandas de frequência. Na Europa, os telemóveis funcionam com 2 bandas de frequência: 900 e 1800 MHz. Se o seu telefone tem 3 (também 1900 MHz, o que corresponde a um aparelho tri‑ banda) ou mesmo 4 (ainda 850 MHz, quadribanda), pode utilizá‑lo noutros continentes, como a América e Ásia; • Bluetooth. Possibilita a comunicação sem fios: entre telemóveis, um telemó‑ vel e um kit mãos‑livres, um auricular sem fios compatível ou um computa‑ dor portátil.

Selecione o tipo de smartphone
Defina as suas necessidades e faça a es‑ colha acertada.

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Com ecrã tátil. Sem teclado, são ide‑ ais para quem está habituado a usar ecrã e caneta, o que nem sempre é fácil. Oferecem muitas possibilidades, sobretudo de gestão, armazenamen‑ to e transmissão de dados. O iPhone enquadra‑se nesta categoria. Com teclado físico. Sem ecrã tátil, são maiores e destacam‑se como os apa‑

relhos mais profissionais. A este grupo, pertencem os Blackberry.

Com ecrã tátil e teclado físico. Apa‑ relhos muito mais volumosos, quase mini‑computadores. Não é fácil usá‑los como telefone.

Que telemóvel me convém? Simples ou smartphone? iPhone, Nokia, Samsung, HTC ou outra marca? No nosso portal, ajudamo‑lo a escolher o aparelho mais adequado, o operador com a tarifa à sua medida, a marca mais fiável e os melhores preços

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Computadores portáteis
Se não sabe se deve escolher um portátil (notebook), miniportátil (netbook) ou um dos novos computadores tablet, veja as vantagens e inconvenientes de cada ca‑ tegoria e decida com base nas tarefas que pretende desempenhar.

Preço: 600 a 800 euros. Mas podem encontrar‑se modelos mais simples a partir de 400 euros.

Netbook

Notebook
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Pode ser o seu computador principal. Permite tarefas intensivas de escritório, edição de vídeo, reprodução de vídeo em HD, correio eletrónico e navega‑ ção na Internet. Para jogos, depende sobretudo do desempenho da placa gráfica. De qualquer modo, o ecrã é pequeno. Ligações: USB, HDMI, VGA, firewire, Esata, Bluetooth, leitores de cartões, Ethernet e Wi‑fi. Vantagens: potência do processador; presença de leitor/gravador de DVD; maior capacidade do disco rígido (320 a 1 TB). Inconvenientes: dimensões e peso (média de 3 kg), o que os torna menos práticos de transportar.
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Não reúne as características cer‑ tas para ser o computador principal. No entanto, como tem uma autonomia elevada e é pequeno e leve, torna‑se prático para quem precisa de trans‑ portar constantemente o aparelho. Destina‑se a tarefas de escritório, na‑ vegar na Net, correio eletrónico, ace‑ der a redes sociais, visionar vídeos e fotos e ouvir música. Ligações: USB, Bluetooth, Ethernet e Wi‑fi. Alguns modelos incluem modem 3G, que faz o acesso à Net móvel sem utilizar um dispositivo externo. Quase todos os modelos leem cartões de memória. Vantagens: pequenos e leves (pesam menos de 1,5 kg), têm autonomia ele‑ vada e teclado físico. Inconvenientes: o touchpad e o te‑ clado, sobretudo nos modelos de 10 polegadas, são mais pequenos, o que pode dificultar a utilização. O ecrã é

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reduzido para determinadas tarefas (10 a 12 polegadas).

Preço: 250 a 500 euros.

Tablet

Não reúne as características suficien‑ tes para ser o computador principal. Trata‑se sobretudo de um comple‑ mento para utilizar em casa ou levar para fora.

Destina‑se a navegar na Internet, ler artigos de imprensa ou livros, cor‑ reio eletrónico, visionar fotos ou ouvir música com auriculares. Alguns são também telefones. Revelam‑se limita‑ dos ao nível das ligações: só admitem periféricos. Ligações: 1 entrada USB (a primeira versão do iPad não a possuía), leitor de cartões, modem 3G integrado e Wi‑fi.

Aceda a mais informações em www.deco.proteste.pt

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Vantagens: ultracompactos, com ecrã tátil de alta qualidade, leves (500 a 700 g), pouco volumosos e fáceis de transportar. Inconvenientes: sem teclado físico, têm um sistema operativo direcionado para o uso tátil e, por isso, o manuseamento é diferente do dos computadores. Preço: 250 a 800 euros.

por vezes, inclui outro numérico, em separado. Oferecem muito espaço para ficheiros e programas. Em cer‑ tos modelos, há dois discos rígidos e pode substituir o leitor/gravador de CD e DVD por uma destas unidades. Também têm leitor Blu‑ray e ecrã de alta definição. O preço vai de 499 a 1499 euros. Os portáteis com 15 e 16 polega‑ das são os mais comuns. Pesam até 3,5 kg. Bem equipados, também subs‑ tituem o PC. No geral, têm placas gráficas dedicadas, embora o desem‑ penho varie muito. Há modelos ba‑ ratos, para a maioria das tarefas mul‑ timédia, e aparelhos mais caros, para a edição de vídeo e jogos 3D recentes. São geralmente modelos panorâmicos 16:9, direcionados para o multimédia. Possuem diagonais de 15.6, 16 e 16.4 polegadas e ligações HDMI, para co‑ nectar monitores de TV de alta defini‑ ção. Alguns trazem leitor Blu‑ray e ecrã de alta definição. O preço oscila entre 500 e 1500 euros. Os aparelhos de 12, 13 e 14 polegadas destinam‑se aos adeptos das viagens. Pesam menos de 2,5 kg e a autonomia pode atingir 5 horas. São ideais como segundo computador, para usar fora

Ao escolher um notebook
Para decidir, defina primeiro as suas ne‑ cessidades e aplicações que pretende utilizar.

Os modelos de 17 e 18 polegadas são conhecidos como substitutos do PC. O peso, superior a 3,5 kg, torna‑os pouco portáteis. A autonomia é de cer‑ ca de 2 horas. Mas não é um problema, pois são usados em locais com toma‑ da. O monitor grande e panorâmico é interessante para visionar filmes, editar vídeo e fotos e usar aplicações gráfi‑ cas. O teclado tem formato normal e,

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de casa. No lar ou escritório, devem ser ligados a um monitor e teclado ex‑ terno, para mais conforto. A maioria só tem uma placa gráfica incorporada na placa‑mãe, pelo que as aplicações multimédia e os jogos não são o seu forte. Para comprar, conte com 329 a 599 euros.

gráficas disponíveis, para jogos.

inadequadas

Características a ter em conta num netbook

A memória RAM é inferior: 1 a 2 GB con‑ tra os 4 GB de um portátil multimédia. Os netbooks também não dispõem de leitor de CD e DVD. Por isso, convém possuírem 3 portas USB. Além do rato, pode ser preciso ligar um disco rígido externo, uma memória USB ou outro suporte de dados.

Mais pequenos e leves do que um computador portátil (e bastante mais baratos), permitem navegar na In‑ ternet, enviar mensagens de correio eletrónico, ouvir música e até escre‑ ver documentos. Destacam‑se pelo tamanho reduzido: quase metade de um computador pessoal, com ecrã de 10 ou 12 polegadas. São também mais finos e leves, pesando menos de 1 kg e meio. Outra característica que sur‑ preende é o preço. Enquanto que um portátil multimédia não custa menos de 800 euros, um netbook raras vezes ultrapassa os 400 euros. A principal falha é o processador, bastante menos potente do que o de um portátil de gama média ou alta. Este aspeto limita as aplicações. O mesmo pode dizer‑se das placas

Na hora de levar um tablet para casa

Os tablets vão ganhando terreno nos gostos dos utilizadores. Para aplica‑ ções de escritório, um netbook é a melhor opção, mas a facilidade de transporte e as aplicações fazem dos tablets equipamentos muito práticos e apreciados. Em certas circunstân‑ cias, podem até ser a escolha mais acertada. Existem várias versões em função das ligações (Wi‑fi e 3G) e capacidade de armazenamento de dados. O modelo adequado depende dos seus hábitos e necessidades. Optar pela tecnologia 3G é imprescindível se não tem uma li‑ gação à Internet ou viaja muito e quer transportar o aparelho consigo.

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O primeiro modelo a ser posto à ven‑ da foi o iPad da Apple, seguido do Galaxy Tab da Samsung. Mas já há muitos outros no mercado. A maioria dos fabricantes, tanto de telemóveis como computadores, lançou‑se nesta aventura. Podemos encontrar o tablet Xoom da Motorola, TouchPad da HP, PlayBook da Blackberry, entre outros. Os tablets foram sobretudo pensados para o entretenimento: navegar na Net, visionar fotos e vídeos ou ler um jornal ou revista. Funcionam bem, são práticos e fáceis de transportar e oferecem uma utilização muito intuitiva. Mas não substituem o com‑ putador principal. Para livros eletrónicos com poucas imagens, é preferível um leitor de e‑books e, para

trabalhar fora de casa, um netbook. O tablet é ideal para quem procura um “tudo em um”, um dispositivo de entretenimento para usar de forma prática em qualquer parte. Pode ler livros, revistas ou banda desenhada. Também tem a possibilidade de enviar mensagens de correio eletrónico e es‑ crever pequenos documentos, visionar fotos e vídeos e usufruir de jogos a preços muito inferiores aos habituais. O custo de um tablet varia entre 299 e 799 euros.

Se possui um iPad, pode ler a sua revista de consumidores em qualquer lugar, com a nova aplicação que disponibilizamos no nosso portal. Os associados podem aceder todos os meses aos conteúdos. Quem não é associado tem a oportunidade de ler gratuitamente uma edição completa

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Máquinas fotográficas
Escolha o tipo de aparelho
Tudo depende do seu nível de paixão e expectativas face à fotografia.

Compactas. Práticas e leves, são as mais vendidas entre os fotógrafos afi‑ cionados que não querem perder tem‑ po com regulações e ajustes. Avançadas. Combinam a simplicidade e versatilidade dos aparelhos compac‑ tos com as possibilidades de um mo‑ delo reflex. São um pouco mais volu‑ mosas do que as anteriores, têm mais ajustes manuais e be‑ neficiam de um zoom mais potente. Reflex. Destinadas aos especialistas, têm boa qualidade de constru‑ ção, diversas funções e objetivas intermutá‑ veis. O preço é, no geral, mais elevado.

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Defina as suas necessidades

Resolução. Para obter boas impres‑ sões em formato 30 x 40 cm, são su‑ ficientes 6 megapixels. Uma elevada resolução nem sempre se traduz em mais qualidade. Zoom. Permite variar o ângulo da ima‑ gem. Use a grande‑angular para foto‑ grafar paisagens e a teleobjetiva para enquadrar objetos mais afastados. Com as últimas, em condições de fra‑ ca luminosidade, corre o risco de ob‑ ter fotografias “tremidas”. Para evitar este problema, alguns fabricantes do‑ tam os equipamentos de estabilizador de imagem, que os nossos testes em laboratório provam nem sempre ser eficaz. Outra solução, ainda que pos‑ sa parecer menos prática, é recorrer a um tripé. Memória. Por vezes é escassa para as necessidades do fotógrafo: a memória

interna raramente é superior a 100 MB. Além disso, poucos modelos são ven‑ didos com cartão. O mais acertado é comprar um cartão de capacidade considerável logo com a máquina. O número de fotos que podem ser armazenadas depende de muitas vari‑ áveis. Mas, para ter uma ideia, se foto‑ grafar com resolução de 6 megapixels e usar um cartão de 1GB, consegue salvar mais de 500 imagens.

Visor ocular. Permite fazer os enqua‑ dramentos das imagens. Poupa bate‑ ria, pelo que pode realizar mais fotos optando pelo visor ocular do que se utilizar o ecrã LCD.

Onde comprar
Antes de comprar, visite vários estabe‑ lecimentos. As diferenças de preço são, muitas vezes, significativas. Mesmo as‑ sim, as discrepâncias entre os modelos compactos e os pensados para utilizado‑

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res mais exigentes tornaram‑se um pou‑ co mais suaves. Encontra maior variedade de máquinas nas lojas da especialidade, grandes ar‑ mazéns e grandes superfícies especia‑ lizadas. Pelo contrário, as lojas de infor‑ mática e os hipermercados não são os lugares indicados. Há menos varieda‑ de e, nos últimos, os preços tendem a ser elevados.

No portal www.deco.proteste.pt, encontra mais informações sobre máquinas, objetivas, programas de tratamento de imagens, impressão online, entre outras

Vantagens das reflex face às compactas
• Sensor maior. Uma maior superfície sensível permite trabalhar com menos luz e captar mais pormenores. • Maior distância focal. O facto de tro‑ car a objetiva proporciona maior gama de distâncias focais. Com uma máqui‑ na reflex, pode focar o primeiro pla‑ no e desfocar o fundo ou vice ‑versa. No final, beneficia de um maior con‑ trolo dos elementos a destacar na imagem. • Visor ótico. As reflex têm um espelho e um prisma que refletem a imagem capturada através da objetiva e a apresentam no visor ótico. Desta for‑ ma, ao premir o botão, o fotógrafo vê exatamente a mesma imagem que a objetiva capta. • Sensor autofocus separado. As máqui‑ nas reflex recorrem a um sensor auto‑ focus com deteção de fase, pelo que focam mais rapidamente e com menos luz do que as compactas. • Mais liberdade para fazer regulações. Pode programar o balanço de bran‑ cos, a sensibilidade (ISO), a focagem, a abertura, a velocidade, etc. • São maiores e mais pesadas, mas mais práticas de utilizar, pois os botões e funções têm também uma superfície maior.

Faça economias aproveitando um manancial de informação sobre consumo em

www.deco.proteste.pt