DATA: 20/09/2010 TÓPICO: DESPESAS E MULTAS ÔNUS FINANCEIRO DO PROCESSO: A prestação da tutela jurisdicional é serviço

público remunerado, exceto nos casos em que o Estado concede à parte o beneficio da assistência judiciária (Lei nº1060/50). Assim de acordo com o artigo 19 ,caput, do CPC “cabe às partes prover as despesas dos atos que realizam ou requerem no processo” (regra geral). Essas despesas compreendem as custas e todos os demais gastos efetuados com os atos do processo(indenização de viagem, diária de testemunha, remuneração de perito e assistentes técnicos=> artigo 20, parágrafo segundo). São custas as verbas pagas aos serventuários da justiça e aos cofres públicos, pela pratica de ato processual, conforme a tabela da lei ou regimento adequado. Pertencem ao gênero dos tributos, por representarem remuneração de serviço publico. São despesas do processo, todos os demais gastos feitos pelas partes na prática dos atos processuais, exceto os honorários advocatícios (artigo 20, caput). OBS: Segundo o artigo 20, parágrafo segundo, a indenização por viagem pode corresponder a gasto da testemunha, da parte ou dos advogados, sempre que tenham que se deslocar do local onde residem para praticar ato processual.

ANTECIPAÇÃO DAS DESPESAS: Artigo 19, caput, CPC: impõe o código a cada parte o ônus processual de pagar
antecipadamente as despesas dos atos que realizar ou requerer, em curso do processo.

Artigo 19, parágrafo segundo, CPC: Além disso, ao autor incumbe, o ônus de
adiantar as despesas relativas aos atos cuja realização for determinada pelo juiz, ex officio, ou a requerimento do MP.

Artigo 33 do CPC: Quanto à antecipação das despesas de perícia “cada parte
pagará a remuneração do assistente técnico que houver indicado; a do perito será paga pela parte que houver requerido o exame, ou pelo autor, quando requerido por ambas as partes ou determinado de oficio pelo juiz”.

Artigo 257 do CPC: é ônus do autor efetuar, também, o preparo inicial, logo após a
propositura da ação.

CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS: •
O descumprimento do ônus financeiro processual, pelo não pagamento antecipado das despesas respectivas, conduz à não realização do ato requerido, em prejuízo da parte que o requereu. => EX: requerimento de testemunha, mas não se depositou a verba necessária para a devida

a falta do preparo prévio provocará o abandono da causa. o ônus de ressarcir á parte vencedor por todos os gastos que esta tiver despendido no curso da demanda. Na eventualidade de adiamento ou de repetição de ato processual. . ensejará a extinção do processo. como a diligencia pericial. Não se sujeitam ao ônus de antecipação de preparo a Fazenda Pública e MP=> Artigo 27 do CPC. as despesas ficarão a cargo do que houver dado causa ao incidente. • • • • A SUCUMBÊNCIA E AS OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS DO PROCESSO: CONCEITO: Considera-se uma pena ou um efeito da sentença. caput): o juiz na sentença condenatória determinará que o vencido pague ao vencedor as despesas que antecipou E os honorários advocatícios. e que o processo não deve redundar em prejuízo da parte que tenha razão. passados 30 dias. o juiz condenará o vencido nas despesas. o juiz só deve condenar o vencido nas despesas. *Decisão de qualquer incidente/recurso (Artigo 20. haja vista prescindir de qualquer culpa do litigante derrotado no peito judiciário. com o cancelamento da distribuição e arquivamento dos autos. tal responsabilidade financeira é dita objetiva. Se a falta do preparo prévio for das custas iniciais da ação proposta. Já na decisão interlocutória dos incidentes. em relação à parte. serão pagos por estes. Se a falta do preparo prévio é de custas recursais. Por isso. a diligencia não será praticada e a audiência será realizada sem a coleta do depoimento.intimação. observado o disposto no artigo 267. NOTAS • Há uma diferença: na sentença(julgamento que extingue o processo. parágrafo primeiro): Também ao decidir quaulquer incidente ou recurso. OBS: mas os gastos a serem feitos fora dos serviços públicos. fundamenta-se no pressuposto que esta dá causa ao judiciário sem ter razão. FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA: o Principio da sucumbência adotado pelo CPC. podendo extinguir o processo. • Se a falta do ato realizado impedir o prosseguimento da marcha processual (como a citação de litisconsorte necessário ou promoção de prova determinada pelo juiz como indispensável ao julgamento da causa). por culpa da parte. órgão do MP ou juiz. que impõe à parte vencida (sucumbente). bastando para a sua incidência o resultado negativo da solução da causa. que consiste em atribuir à parte vencida na causa a responsabilidade por todos os gastos no processo. dá-se a deserção do recurso. sem julgamento do mérito. “MOMENTOS DA SUCUMBÊNCIA”:Sentença final e ao decidir qualquer incidente ou recurso. *Sentença final (Artigo 20.=> Artigo 29 do CPC. com ou sem resolução de mérito) a condenação do vencido abrange tanto as despesas processuais quanto os honorários advocatícios. II e III do CPC.

salvo se na relação jurídica material eles eram solidários.• • • O CPC não incluiu no conceito genérico de despesas ao honorários advocatícios. mas apenas às custas e outros gastos efetivamente feitos pela parte contraria.declaratória ou constitutiva-. os vencidos responderão pelas despesas e honorários em proporção. conterá sempre uma parcela de condenação. suspeição ou impedimento=> não sujeita a parte à verba advocatícia. como efeito obrigatório da sucumbência. Qualquer que seja a natureza da condenação-condenatória.00. pois cada um responderá pela despesas e honorários advocatícios em proporção. Se um litisconsórcio perdeu R$100. Se forem vários os litigantes vencidos. o que ocorre nos casos de litisconsórcio.00 e outro R$200. dando ao mesmo tratamento próprio. EXEMPLOS • • Decisão que decide pela improcedência de uma exceção de incompetência. caberá ao primeiro 1/3 e ao segundo 2/3 dos efeitos da sucumbência.(Artigo23 do CPC) . caso em que deverão sujeitar a responsabilidade pelos gastos processuais(de forma solidária) do vencedor.000. Nessa parte formará um titulo executivo em favor de quem ganhou a causa.000.