Alimentação na Infância Lactente

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Para que a nutrição do lactente seja feita de forma correta, é essencial que se tenha um conhecimento correto e atualizado sobre a alimentação sadia da criança, e se tenha avaliação e a orientação adequadas sobre a sua nutrição. Boas práticas alimentares irão fornecer, em quantidade e qualidade, alimentos adequados para suprir as necessidades nutricionais definidas pelo crescimento e desenvolvimento da criança, apresentando-os em consistência adequada, para assim proteger suas vias aéreas contra a aspiração, não excedendo a capacidade funcional dos sistemas orgânicos (cardiovascular, digestório e renal). O consumo precoce de alimentos complementares interfere na manutenção do aleitamento materno e muitas vezes, estes alimentos não suprem as necessidades nutricionais do lactente, na qual a velocidade de crescimento é elevada, tornando os lactentes mais vulneráveis tanto à desnutrição quanto a deficiências de certos micronutrientes. O Ministério da Saúde/OPAS e a Sociedade Brasileira de Pediatria estabeleceram, para crianças menores de dois anos, dez passos para a alimentação saudável: • Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou

quaisquer outros alimentos. • A partir dos seis meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais. • Após os seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos,

carnes, leguminosas, frutas, legumes), três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada. • A alimentação complementar deverá ser oferecida sem rigidez de horários,

respeitando sempre a vontade da criança.

As principais recomendações para a alimentação da criança são: Respeitar os limites da criança. legumes. gradativamente. frituras. leites e derivados. ofertando quantidades que ela esteja disposta a ingerir e que sejam ideais para suas necessidades. pois quando incorreto. garantir o seu armazenamento e conservação adequados. Manual de Orientação – Departamento de Nutrologia. enlatados. Pré. balas. Usar sal com moderação. também. respeitando a sua aceitação. • Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos.• A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher. . Evitar açúcar. começar com consistência pastosa (papas/purês) e. pães. café. frutas. Proteínas/ construtor.Escolar e Escolar: O hábito alimentar da criança é extremamente importante. refrigerantes. verduras e legumes nas refeições. • Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar. • Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. verduras . massas. • • Estimular o consumo diário de frutas. Para isso a alimentação da criança deve conter todos nutrientes necessários (Carboidratos/energéticos. cereais. aumentar a consistência até chegar à alimentação da família. e que são obtidos de uma dieta equilibrada. Uma alimentação variada é. uma alimentação colorida. oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos. que é composta dos seguintes grupos: carnes. refletirá diretamente no crescimento e desenvolvimento adequado. Vitaminas e Minerais/reguladores). salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Gorduras/energético.

A educação nutricional adequada é a formada em casa . que podem de suco de ser frios. frutas. . carnes. e jantar). De acordo com tais recomendações é possível manter. Riscos na alimentação artificial: • • • • Interfere com a relação mãe e filho. Caso a criança tenha menor apetite. A criança mal alimentada tem dificuldade de aprendizado. As refeições principais devem ser compostas de alimentos energéticos (fornecedores de energia para o funcionamento de todo o organismo). sal e açúcar). e de sobremesa preferir frutas. Episódios mais frequentes de diarreia e infecções respiratórias. lentilha). deve-se diminuir as quantidades dos alimentos oferecidos e dar ênfase nas refeições intermediárias. Os horários das refeições devem ser estipulados e respeitados. Deve-se evitar guloseimas (alimentos ricos em gordura. leguminosa (feijão. como meio de evitar complicações no desenvolvimento adequado da criança. fruta oferecidos ou crua ou com a criança: carnes cereais iogurtes. cozida ou ambas. e falta de atenção. reguladores (regulam o metabolismo do corpo) e Construtores (formadores de tecidos). Maior frequência de desnutrição e de carência em micro nutrientes. almoço. irritação. As grandes refeições devem ser realizadas (desjejum. recuperar ou melhorar o estado nutricional da criança. tendo como base o convívio familiar. grão de bico. verduras cruas. Alguns exemplos de lanches sanduíche vitamina de frutas. Maior frequência de doenças cardiovasculares. e deve ser oferecido algum tipo de alimento nos intervalos das refeições. Nas refeições principais (almoço e jantar). o ideal é que seja composta de cereal (arroz).

associada. A anemia causa prejuízos e atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo em crianças. sendo o indicador mais sensível de má nutrição nos países. e que parecem não ser revertidos mesmo após a suplementação medicamentosa com ferro. ocorre gradualmente o esgotamento das reservas de ferro. à privação alimentar ao longo da vida e à ocorrência de repetidos episódios de doenças infecciosas diarréicas e respiratórias. a alimentação complementar. . nos seis primeiros meses de idade. As reservas de ferro da criança que recebe com exclusividade o leite materno. e a alimentação passa a ter papel predominante no atendimento às necessidades desse nutriente. tem a função de complementar a energia e micronutrientes necessários para o crescimento saudável e pleno desenvolvimento das crianças. A anemia por deficiência de ferro. É necessário que o consumo de ferro seja adequado à demanda requerida para essa fase etária. é na atualidade o principal problema em escala de saúde pública do mundo. • Menor desenvolvimento cognitivo.• Maior frequência de diabetes e de tumores. atendem às necessidades fisiológicas. não necessitando de qualquer forma de complementação nem de introdução de alimentos sólidos. excesso de peso e desnutrição. Problemas nutricionais no 1° ano de vida: A partir dos seis meses de idade. em decorrência da interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo e alimentação complementar inadequada nos primeiros dois anos de vida. As situações mais comuns relacionadas à alimentação complementar oferecida de forma inadequada são: anemia. Entre os quatro e seis meses de idade. A desnutrição pode ocorrer precocemente na vida intra-uterina (baixo peso ao nascer) e freqüentemente cedo na infância. em termos de magnitude. O deficit estatural é melhor que o ponderal como indicador de influências ambientais negativas sobre a saúde da criança. • Menor espaçamento entre gravidezes. conforme o nome sugere. muitas vezes.