COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS INSTRUÇÃO CVM Nº- 497, DE 3 DE JUNHO DE 2011 Dispõe sobre a atividade de agente autônomo de investimento.

A PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM torna público que o Colegiado, em reunião realizada em 10 de maio de 2011, tendo em vista o disposto nos art. 8º, inciso I, e 16, incisos I e III, da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, APROVOU a seguinte Instrução: CAPÍTULO I - DEFINIÇÃO Art. 1º Agente autônomo de investimento é a pessoa natural, registrada na forma desta Instrução, para realizar, sob a responsabilidade e como preposto de instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, as atividades de: I - prospecção e captação de clientes; II - recepção e registro de ordens e transmissão dessas ordens para os sistemas de negociação ou de registro cabíveis, na forma da regulamentação em vigor; e III - prestação de informações sobre os produtos oferecidos e sobre os serviços prestados pela instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários pela qual tenha sido contratado. Parágrafo único. A prestação de informações a que se refere o inciso III inclui as atividades de suporte e orientação inerentes à relação comercial com os clientes, observado o disposto no art. 10.

Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 2º: O agente autônomo de investimento é a pessoa natural que obtém registro na Comissão de Valores Mobiliários – CVM, para exercer, sob a responsabilidade e como preposto de instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, a atividade de distribuição e mediação de valores mobiliários.
Observações:

Foi criado um o rol descritivo e taxativo de atividades que competem ao Agente Autônomo de Investimento, definindo melhor quais os limites de atuação deste. Com isso, a CVM busca resolver um problema que vinha se agravando, de Agentes Autônomos com atuação diversa daquela esperada, a partir do momento que detalha o que são as atividades, antes apenas mencionadas como “distribuição e mediação de valores mobiliários”, e incluindo ainda, expressamente, às obrigações do agente autônomo aquela de prestar a seus clientes esclarecimentos sobre os produtos que ele oferece, bem como sobre a instituição financeira à qual está vinculado.

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Art. 2º Os agentes autônomos de investimento podem exercer suas atividades por meio de sociedade ou firma individual constituída exclusivamente para este fim, observados os requisitos desta Instrução. § 1º A constituição de pessoa jurídica, na forma do caput, não elide as obrigações e responsabilidades estabelecidas nesta Instrução para os agentes autônomos de investimento que a integram nem para os integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários que a tenham contratado. A sociedade constituída na forma do caput será registrada na CVM, na forma do art.

§ 2º 4º.

Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 2º (...) (...)Parágrafo único. Os agentes autônomos de investimento podem constituir pessoa jurídica para o exercício da atividade referida no caput, observados os requisitos desta Instrução.
Observações:

Ficam mantidas tanto a possibilidade do Agente Autônomo de Investimento atuar sozinho, como a de atuar em sociedade. Além de reproduzir a previsão que já existia anteriormente, a CVM resolveu tornar expressa a questão de que a constituição de uma Pessoa Jurídica não altera a questão de responsabilidade do Agente Autônomo de Investimento, visando assim reforçar a idéia de personalidade da função. Por fim, o §2º, ao trazer a obrigatoriedade de registro perante a CVM das sociedades de Agentes Autônomos de Investimento. Na vigência da Instrução CVM n.º 434, era obrigatório apenas a obtenção de autorização, mas não o registro. Art. 3º A atividade de agente autônomo de investimento somente pode ser exercida pela pessoa natural registrada na forma desta Instrução que: I - mantenha contrato escrito com instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários para a prestação dos serviços relacionados no art. 1º; ou II - seja sócio de pessoa jurídica, constituída na forma do art. 2º, que mantenha contrato escrito com instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários para a prestação dos serviços relacionados no art. 1º.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 3º A atividade de agente autônomo de investimento somente pode ser exercida por pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM, que mantenha contrato para distribuição e mediação com uma ou mais instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários.
Observações:

Foi reformulada a redação constante da instrução anterior, sendo que de acordo com este novo normativo não existe mais a figura do Agente Autônomo pessoa jurídica, passando a existir apenas a Pessoa Jurídica constituída por Agentes Autônomos.
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CAPÍTULO II - CREDENCIAMENTO E REGISTRO Art. 4º O registro para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento será concedido automaticamente pela CVM à pessoa natural e à pessoa jurídica credenciadas na forma desta Instrução. Parágrafo único. O registro do agente autônomo de investimento e da pessoa jurídica constituída na forma do art. 2º é comprovado pela inscrição do seu nome na relação de agentes autônomos de investimento constante da página da CVM na rede mundial de computadores.

Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 10. A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento será expedida pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data do protocolo na CVM da documentação referida nos arts. 6º ou 9º desta Instrução, conforme o caso. §1º Decorrido o prazo previsto neste artigo, caso não haja manifestação da CVM em contrário, e desde que tenham sido cumpridas todas as formalidades previstas nesta Instrução, o pedido de autorização será automaticamente concedido. §2º O prazo de 30 (trinta) dias pode ser interrompido, uma única vez, se a CVM solicitar ao interessado informações adicionais, passando a fluir novo prazo de 30 (trinta) dias a partir da data de cumprimento das exigências. §3º Para o atendimento das exigências, é concedido prazo não superior a 60 (sessenta) dias, contados do recebimento da correspondência respectiva, sob pena de indeferimento do pedido.
Observações:

Uma vez passado o controle e fiscalização do credenciamento dos Agentes Autônomos para uma entidade externa, a CVM deixa a cargo dessas entidades conferir o atendimento aos critérios necessários, sendo certo portanto que o agente credenciado junto a uma entidade competente, automaticamente terá seu registro perante a CVM. Art. 5º É obrigatório o credenciamento: I - dos agentes autônomos de investimento; e II - das pessoas jurídicas constituídas na forma do art. 2º.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Não há.
Observações:

Na vigência da instrução anterior, a CVM registrava os Agentes Autônomos diretamente. Na nova estrutura criada pela Instrução 497, os agentes devem ser credenciados por uma entidade externa à CVM, que posteriormente irá apenas registrá-los.

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Art. 6º O credenciamento de agentes autônomos de investimento e das pessoas jurídicas por eles constituídas na forma do art. 2º é feito por entidades autorizadas pela CVM, na forma dos arts. 7º e 8º desta Instrução.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Não Há
Observações:

A CVM inovou neste artigo, para que os Agentes Autônomos de Investimento passem a ter um registro em um órgão privado, externo à CVM. A efetividade desta previsão depende ainda de uma regulamentação adequada, que deverá ser expedida em breve pela CVM, determinando quem serão as entidades por ela autorizadas a proceder esse registro. Art. 7º Para credenciamento de agente autônomo de investimento, as entidades credenciadoras devem exigir do candidato o preenchimento dos seguintes requisitos mínimos: I - ter concluído o ensino médio no País ou equivalente no exterior; II - ter sido aprovado nos exames de qualificação técnica aplicados pela entidade credenciadora; III - ter aderido ao código de conduta profissional referido no inciso I do art. 19; IV - não estar inabilitado ou suspenso para o exercício de cargo em instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pela CVM, pelo Banco Central do Brasil, pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP ou pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC; V - não haver sido condenado por crime falimentar, de prevaricação, suborno, concussão, peculato, "lavagem" de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores, contra a economia popular, a ordem econômica, as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade pública, o sistema financeiro nacional, ou a pena criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos, por decisão transitada em julgado, ressalvada a hipótese de reabilitação; e VI - não estar impedido de administrar seus bens ou deles dispor em razão de decisão judicial.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 5º A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento somente será concedida à pessoa natural, domiciliada no País, que preencha os seguintes requisitos: I – tenha concluído o ensino médio no País ou no exterior; II – tenha sido aprovada em exame técnico específico para agente autônomo de investimento, organizado por entidade certificadora autorizada pela CVM; III – não esteja inabilitada ou suspensa para o exercício de cargo em instituições financeiras e
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demais entidades autorizadas a funcionar pela CVM, pelo Banco Central do Brasil, pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP ou pela Secretaria de Previdência Complementar – SPC; IV – não tenha sido condenada criminalmente, ressalvada a hipótese de reabilitação; e V – não esteja impedida de administrar seus bens ou deles dispor em razão de decisão judicial. Parágrafo único. A identificação do candidato deverá ser verificada pela entidade certificadora, que enviará à CVM a relação dos candidatos aprovados no exame previsto no inciso II deste artigo, conservando em seu poder os documentos respectivos enquanto for mantida a habilitação do candidato, e pelo prazo de 5 (cinco) anos a partir de seu cancelamento. Art. 6º O pedido de autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento por pessoa natural deverá ser instruído com os seguintes documentos: I – formulário cadastral, preenchido na página da CVM na rede mundial de computadores, com as informações constantes do Anexo I desta Instrução; e II – declaração do candidato, enviada à CVM com data e assinatura, informando o cumprimento dos requisitos relacionados nos incisos III a V do art. 5º. Parágrafo único. A CVM poderá exigir, a qualquer tempo, a comprovação do teor da declaração a que se refere o inciso II deste artigo.
Observações:

Este artigo reproduz o mesmo teor do contido na norma anterior, apenas adaptado ao fato de que o credenciamento passa a ser feito por entidade externa à CVM. A única exigência nova que passa a existir é a de que o Agente Autônomo faça adesão expressa ao código de conduta profissional.

Art. 8º Para o credenciamento de pessoas jurídicas constituídas nos termos do art. 2º, a entidade credenciadora deve exigir que estas: I - tenham sede no país; II - sejam constituídas como sociedades simples, adotando qualquer das formas permitidas para tal, na forma da legislação em vigor; e III - tenham, como objeto social exclusivo, o exercício da atividade de agente autônomo de investimento, sendo vedada a participação em outras sociedades. § 1º Da denominação da pessoa jurídica de que trata o caput, assim como dos nomes de fantasia eventualmente utilizados, deve constar a expressão "Agente Autônomo de Investimento", sendo vedada a utilização de siglas e de palavras ou expressões que induzam o investidor a erro quanto ao objeto da sociedade. A pessoa jurídica deve ter como sócios unicamente pessoas naturais que sejam agentes autônomos, aos quais será atribuído, com exclusividade, o exercício das atividades referidas nos inc. I a III do art. 1º.

§ 2º

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§ 3º

Sem prejuízo das responsabilidades decorrentes de sua conduta individual, todos os sócios são responsáveis, perante a CVM, perante a entidade credenciadora e perante as entidades autorreguladoras competentes, na forma do art. 22, pelas atividades da sociedade. Um mesmo agente autônomo de investimento não pode ser sócio de mais de uma pessoa jurídica constituída na forma do caput.

§ 4º

Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 8º A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento somente será concedida à pessoa jurídica domiciliada no País que preencha os seguintes requisitos: I – tenha como objeto social exclusivo o exercício da atividade de agente autônomo de investimento e esteja regularmente constituída e registrada no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ; e II – tenha como sócios unicamente agentes autônomos autorizados pela CVM, e a eles seja atribuído, com exclusividade, o exercício das atividades referidas no art. 2º, sendo todos os sócios responsáveis perante a CVM pelas atividades da sociedade. §1º Será admitido que a sociedade tenha como sócios terceiros que não sejam agentes autônomos, desde que sua participação no capital social e nos lucros não exceda de 2% (dois por cento), e que tais sócios não exerçam função de gerência ou administração ou por qualquer modo participem das atividades que constituam o objeto social. §2º Um mesmo agente autônomo – pessoa natural não poderá ser sócio de mais de um agente autônomo – pessoa jurídica. §3º Da denominação do agente autônomo – pessoa jurídica deverá constar a expressão “Agente Autônomo de Investimentos”, sendo vedada a utilização de palavras ou expressões que induzam a interpretação indevida quanto ao objetivo da sociedade.
Observações:

Em relação às Pessoas Jurídicas, as mudanças são um pouco maiores do que em relação às pessoas físicas. Passa a existir a obrigatoriedade da adoção do tipo societário “Sociedade Simples”, sendo, portanto, vedada a constituição de sociedade empresária para esse fim, com vedação expressa à participação desse tipo de sociedade no capital de outras. Muito importante também destacar que, apesar da antiga norma já determinar que os sócios da sociedade deveriam ser Agentes Autônomos autorizados, havia uma exceção para participação de outras pessoas, desde que não superasse 2% do capital social, previsão esta que foi excluída no novo texto.

Art. 9º A entidade credenciadora suspenderá ou cancelará o credenciamento do agente autônomo de investimento nos casos de: I - pedido formulado pelo próprio agente autônomo de investimento; II - identificação de vícios ou falhas no processo de credenciamento;
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III - perda de qualquer das condições necessárias para o credenciamento; IV - aplicação de penalidade de suspensão ou de cancelamento, observado o disposto no § 2º deste artigo; e V- aplicação, pela CVM, das penalidades previstas no art. 11, incisos III a VIII, da Lei nº 6.385, de 1976. § 1º A suspensão ou o cancelamento do credenciamento, na forma dos incisos I a IV, será comunicada à CVM e implica, respectivamente, a suspensão ou o cancelamento automático do registro do agente autônomo de investimento. Da decisão de suspensão ou de cancelamento do credenciamento tomada na forma do inciso IV, cabe recurso à CVM, no prazo de 15 (quinze) dias, com efeito suspensivo.

§ 2º

Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 12. A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento pode ser cancelada: I – se constatada a falsidade dos documentos ou de declaração apresentada para obter a autorização; II – se, em razão de fato superveniente devidamente comprovado, ficar evidenciado que a pessoa autorizada pela CVM não mais atende a quaisquer dos requisitos e condições estabelecidos nesta Instrução para a concessão da autorização; e III – a pedido do agente autônomo. §1º A CVM comunicará previamente ao agente autônomo a decisão de cancelar o seu registro, nos termos deste artigo, concedendo-lhe o prazo de 10 (dez) dias úteis, contados da data do recebimento da comunicação, para apresentar as suas razões de defesa ou regularizar o seu registro. §2º Da decisão do Superintendente que cancelar a autorização, cabe recurso ao Colegiado da CVM, nos termos da regulamentação em vigor. §3º Na hipótese prevista no inciso I deste artigo, a CVM oficiará ao Ministério Público para a propositura da competente ação penal, sem prejuízo da aplicação das penalidades previstas no art. 11 da Lei nº 6.385, de 07 de dezembro de 1976. §4º O pedido de cancelamento da autorização deverá ser instruído com os seguintes documentos: I – no caso de pessoa natural: a) se for o caso, comprovante de sua retirada da sociedade de agentes autônomos de investimento ou da adequação de sua participação ao limite de que trata o § 1º do art. 8º; e b) comprovante de rescisão dos contratos de distribuição e mediação de valores mobiliários ou declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários; II – no caso de pessoa jurídica: a) apresentação do seu distrato social ou mudança de seu objeto, com registro no órgão competente; e b) comprovante de rescisão dos contratos de distribuição e mediação de valores mobiliários ou
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declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários. §5º O deferimento do pedido de cancelamento não impede que a CVM instaure ou dê andamento a procedimento visando apurar a responsabilidade do agente, por atos ocorridos até aquela data. §6º O cancelamento da autorização de agente autônomo será comunicado pela CVM às instituições que o houverem inscrito no cadastro da CVM como agente autônomo contratado. Art. 13. A CVM poderá, por solicitação do agente autônomo – pessoa natural, suspender a autorização para o exercício de sua atividade por um período contínuo de até 12 (doze) meses, não renovável, mediante a apresentação de: I – comprovante de sua retirada da sociedade de agentes autônomos de investimento de que seja sócio, se for o caso; e II – comprovante de rescisão ou suspensão do contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários ou declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição. §1º A suspensão somente será concedida se houver decorrido o prazo de pelo menos 3 (três) anos da data de concessão da autorização do agente autônomo ou do término de sua última suspensão. §2º Durante a vigência da suspensão, o agente autônomo ficará impedido de exercer a atividade, exonerando-se do cumprimento das obrigações previstas nesta Instrução e do dever de pagar a taxa de fiscalização instituída pela Lei nº 7.940, de 20 de dezembro de 1989.
Observações:

Nesta nova instrução, estão previstas conjuntamente as situações de suspensão e cancelamento de registro do Agente Autônomo, sendo que, seguindo a linha de toda esta norma, estes casos passam a ser analisados pela entidade credenciadora e não mais diretamente pela CVM, que é apenas comunicada. No entanto, os recursos ainda são apresentados diretamente à CVM, e agora em um prazo maior do que o anterior, passando para 15 dias. As razões de cancelamento e suspensão continuam as mesmas. CAPÍTULO III - EXERCÍCIO DAS ATIVIDADES Art. 10. O agente autônomo de investimento deve agir com probidade, boa fé e ética profissional, empregando no exercício da atividade todo o cuidado e a diligência esperados de um profissional em sua posição, em relação aos clientes e à instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários pela qual tenha sido contratado. Parágrafo único. O agente autônomo de investimento deve:

I - observar o disposto nesta Instrução, no código de conduta profissional referido no art. 19, inciso I, nas demais normas aplicáveis e nas regras e procedimentos estabelecidos pela instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários pela qual tenha sido contratado; e

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II - zelar pelo sigilo de informações confidenciais a que tenha acesso no exercício da função.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 15. O agente autônomo de investimento deve observar as seguintes regras de conduta: I – empregar, no exercício de sua atividade, o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma dispensar à administração de seus próprios negócios; II – abster-se da prática de atos que possam ferir a relação fiduciária entre investidores e a instituição intermediária à qual estiver vinculado; e III – zelar pelo sigilo de informações confidenciais a que tenha acesso no exercício de sua função.
Observações:

Ficam mantidos, com nova redação, os mesmos princípios previstos no normativo anterior, apenas com inclusão de menção à nova figura do código de conduta profissional que será ainda elaborado pela CVM.

Art. 11. Os materiais utilizados pelo agente autônomo de investimento no exercício das atividades previstas nessa Instrução devem: I - estar em consonância com o disposto no art. 10 desta Instrução; II - ser prévia e expressamente aprovados pela instituição integrante do sistema de distribuição pela qual o agente autônomo de investimento tenha sido contratado; III - fazer referência expressa a tal instituição, como contratante, identificando o agente autônomo como contratado, e apresentar os dados de contato da ouvidoria da instituição; e identificar cada um dos agentes autônomos dela integrantes. § 1º São vedadas: I - a adoção de logotipos ou de sinais distintivos do próprio agente autônomo de investimento ou da pessoa jurídica de que ele seja sócio, desacompanhados da identificação da instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários pela qual tenha ele sido contratado, com no mínimo igual destaque; e II - a referência à relação com a instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários por meio de expressões que dificultem a compreensão da natureza do vínculo existente, como "parceira", "associada" ou "afiliada". § 2º O disposto neste artigo se aplica ainda: I - às apostilas e a qualquer outro material utilizado em cursos e palestras ministrados pelo agente autônomo de investimento ou promovidos pela pessoa jurídica de que ele seja sócio; e II - a páginas na rede mundial de computadores.
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§ 3º

O disposto no inc. II do caput não se aplica aos agentes autônomos que realizem exclusivamente a distribuição de cotas de fundo de investimento para investidores qualificados, observado, em qualquer hipótese, o disposto no art. 21 da Instrução CVM n. 409, de 18 de agosto de 2004.

Correspondência na Instrução CVM 434:

Não há.
Observações:

Não existia na legislação anterior previsão expressa de como deveria ser o material utilizado pelos agentes autônomos, porém, neste novo texto, há um controle efetivo, principalmente, no sentido de forçar a vinculação do Agente Autônomo à instituição financeira para a qual presta serviços, proporcionando assim maior transparência a seus clientes.

Art. 12. A atividade de prestação de informações pelo agente autônomo de investimento deve estar sujeita às mesmas regras estabelecidas para os demais profissionais que atuam na instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários pela qual ele tenha sido contratado.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Não há.
Observações:

Dentro da nova estrutura trazida pela Instrução 497, principalmente devido à exclusividade obrigatória, existe uma vinculação muito maior entre o Agente Autônomo e a instituição financeira contratante. Sendo assim, o Agente Autônomo passa a ser obrigado a também seguir as normas aplicáveis aos funcionários da instituição, que por sua vez tem o dever de fiscalizar o cumprimento. CAPÍTULO IV - VEDAÇÕES Art. 13. É vedado ao agente autônomo de investimento ou à pessoa jurídica constituída na forma do art. 2º: I - manter contrato para a prestação dos serviços relacionados no art. 1º com mais de uma instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários; II - receber de clientes ou em nome de clientes, ou a eles entregar, por qualquer razão e inclusive a título de remuneração pela prestação de quaisquer serviços, numerário, títulos ou valores mobiliários ou outros ativos; III - ser procurador ou representante de clientes perante instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários, para quaisquer fins; IV - contratar com clientes ou realizar, ainda que a título gratuito, serviços de administração de carteira de valores mobiliários, consultoria ou análise de valores mobiliários;
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V - atuar como preposto de instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários com a qual não tenha contrato para a prestação dos serviços relacionados no art. 1º; VI - delegar a terceiros, total ou parcialmente, a execução dos serviços que constituam objeto do contrato celebrado com a instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários pela qual tenha sido contratado; VII - usar senhas ou assinaturas eletrônicas de uso exclusivo do cliente para transmissão de ordens por meio de sistema eletrônico; e VIII - confeccionar e enviar para os clientes extratos contendo informações sobre as operações realizadas ou posições em aberto. § 1º Para exercer as atividades de administração de carteira, de consultoria ou de análise de valores mobiliários, o agente autônomo de investimento que seja registrado pela CVM para o exercício daquelas atividades na forma da regulamentação em vigor deve requerer à entidade credenciadora a suspensão de seu credenciamento como agente autônomo de investimento. O disposto no inciso I não se aplica aos agentes autônomos que realizam exclusivamente a distribuição de cotas de fundo de investimento para investidores qualificados. O agente autônomo de investimento que mantiver contrato com um intermediário por meio de pessoa jurídica na forma do art. 2º não poderá ser contratado diretamente por outro intermediário.

§ 2º

§ 3º

Correspondência na Instrução CVM 434:

Art.16. É vedado ao agente autônomo de investimento: I – receber ou entregar a investidores, por qualquer razão, numerário, títulos ou valores mobiliários, ou quaisquer outros valores, que devem ser movimentados através de instituições financeiras ou integrantes do sistema de distribuição; II – ser procurador de investidores para quaisquer fins; III – atuar como contraparte, direta ou indiretamente, em operações das quais participem clientes da instituição intermediária à qual o agente autônomo esteja vinculado, sem prévia e específica autorização do mesmo; IV – contratar com investidores a prestação de serviços de: a) análise ou consultoria de valores mobiliários, salvo se estiver autorizado pela CVM a exercer tais atividades; e b) administração de carteira de títulos e valores mobiliários, salvo se o agente autônomo – pessoa natural, autorizado pela CVM também para exercer a atividade de administração de carteira, não estiver contratualmente vinculado, direta ou indiretamente, a entidades do sistema de distribuição de valores. V – atuar como preposto de instituição com a qual não tenha contrato; e VI – delegar a terceiros, total ou parcialmente, a execução dos serviços que constituam objeto
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do contrato celebrado com a instituição intermediária.
Observações:

A primeira alteração verificada em relação às vedações é que se tornou expressa a vedação de contratação do Agente Autônomo com mais de uma instituição financeira, corroborando assim com o novo espírito da regulamentação. Outra alteração muito importante foi a vedação total agora verificada da atuação de um Agente Autônomo como administrador de carteiras, sendo taxativo o novo texto quanto à necessidade deste solicitar a suspensão de seu cadastro como Agente Autônomo para poder realizar a atividade de administração de carteiras e análise de valores mobiliários, enquanto a antiga norma permitia o desempenho de ambas as atividades, desde que devidamente credenciado, com a única ressalva que para administração de carteira não poderia estar contratualmente vinculado a nenhuma Instituição Financeira. Dentre as novidades apresentadas, estão duas vedações muito importantes que são quanto à utilização pelo Agente Autônomo das senhas de seus clientes para operar diretamente em seu nome via Home Broker, e também de confeccionar e enviar para os clientes extratos contendo informações sobre as operações realizadas ou posições em aberto. No §2º deste artigo, vemos a única exceção existente à exclusividade de contratação de Agente Autônomo por uma única instituição financeira, que é na hipótese em que este realize exclusivamente a distribuição de cotas de fundo de investimento, sendo que apenas para investidores qualificados. CAPÍTULO V - OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADES DOS INTERMEDIÁRIOS Art. 14. Incumbe à instituição integrante do sistema de distribuição verificar a regularidade do registro dos agentes autônomos de investimento por ela contratados e formalizar, por meio de contrato escrito, a sua relação com tais agentes autônomos de investimento. § 1º A instituição integrante do sistema de distribuição deve manter, enquanto vigorar o contrato referido no caput, pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos contados a partir de sua rescisão, ou por prazo superior por determinação expressa da CVM ou de entidade credenciadora, em caso de processo administrativo, todos os registros, documentos e comunicações, internas e externas, inclusive eletrônicos, relacionados à contratação e à prestação de serviços de cada agente autônomo por ela contratado. Admitem-se, em substituição aos documentos, as respectivas imagens digitalizadas.

§ 2º

Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 4º As instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários somente podem contratar para exercer a atividade de agente autônomo de investimento pessoa natural ou jurídica devidamente autorizada pela CVM. §2º A instituição contratante deverá conservar à disposição da CVM, enquanto vigorar o contrato, e pelo prazo de 5 (cinco) anos a partir de sua rescisão, todos os documentos relacionados à contratação e à prestação de serviços de cada agente autônomo por ela contratado.

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Observações:

Com o intuito de tornar mais claras as responsabilidades das instituições financeiras, que são os intermediários na relação do Agente Autônomo com seus clientes, o novo texto além de deixar claro, assim como no antigo, que elas apenas podem contratar com Agentes Autônomos devidamente credenciados, também deixa claro que é das instituições financeiras a responsabilidade de verificar a veracidade das informações. Além disso, a legislação se atualiza, possibilitando que os documentos físicos sejam substituídos por digitalizações. Art. 15. A instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários responde, perante os clientes e perante quaisquer terceiros, pelos atos praticados por agente autônomo de investimento por ela contratado.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 17. (...) (...) §1º A instituição intermediária é responsável pelos atos praticados pelo agente autônomo na condição de seu preposto. §2º A responsabilidade administrativa da instituição intermediária decorrerá de eventual falta em seu dever de supervisão sobre os atos praticados pelo agente autônomo.
Observações:

Em relação à antiga estrutura, podemos notar uma ampliação da responsabilidade da instituição financeira em relação aos seus Agentes Autônomos. A nova redação não deixa dúvidas com relação à responsabilidade solidária da instituição financeira decorrente de atos praticados por seus contratados, sem qualquer ressalva, ainda que em âmbito administrativo.

Art. 16. A instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários que contratar agente autônomo de investimento deve manter atualizada, em sua própria página e na página da CVM na rede mundial de computadores, a relação de agentes autônomos de investimento por ela contratados. § 1º A relação a que se refere o caput deve ser atualizada no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contados da correspondente contratação, alteração de contrato ou rescisão. Em caso de contratação de pessoa jurídica, todos os seus sócios devem ser inscritos na relação a que se refere o caput.

§ 2º

Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 4º (...) (...) §1º A instituição contratante de agentes autônomos deverá inscrevê-los em sua relação de agentes contratados na página da CVM, na rede mundial de computadores, quando celebrar um novo contrato, e retirá-los da página, quando o contrato for rescindido, no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis após a contratação ou rescisão.
Observações:

Neste ponto, a única inovação em relação ao texto anterior é a obrigatoriedade para que, quando o contrato da instituição financeira for firmado junto à Pessoa Jurídica, todos os sócios sejam incluídos na relação de Agentes Autônomos vinculados à instituição.
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Art. 17. A instituição integrante do sistema de distribuição deve: I - estender aos agentes autônomos de investimento por ela contratados, diretamente ou por meio de pessoa jurídica, na forma do art. 2º, a aplicação das regras, procedimentos e controles internos por ela adotados; II - fiscalizar as atividades dos agentes autônomos de investimento que atuarem em seu nome de modo a garantir o cumprimento do disposto nesta Instrução e nas regras e procedimentos estabelecidos nos termos do inciso I; III - comunicar à CVM, à entidade credenciadora e às entidades autorreguladoras competentes, na forma do art. 22, tão logo tenha conhecimento, condutas dos agentes autônomos de investimento por ela contratados que possam configurar indício de infração às normas emitidas pela CVM; IV - comunicar às entidades credenciadoras e às entidades autorreguladoras competentes, na forma do art. 22, tão logo tenha conhecimento, condutas dos agentes autônomos de investimento por ela contratados que possam configurar indício de infração ao código de conduta profissional ou a outras normas ou regulamentos por elas emitidos; V - dar às entidades credenciadoras acesso às suas instalações, arquivos e documentos relativos às regras, procedimentos e controles internos relacionados ao cumprimento das normas que lhes incumbe fiscalizar, para que elas possam exercer as funções fiscalizadoras atribuídas por esta Instrução; VI - divulgar o conjunto de regras decorrentes do inciso I, bem como suas atualizações, em sua página na rede mundial de computadores; e VII - nomear um diretor responsável pela implementação e cumprimento dos incisos I a VI, bem como identificá-lo e fornecer seus dados de contato em sua página na rede mundial de computadores. § 1º Incluem-se nos mecanismos de fiscalização referidos no inciso II, no mínimo: I - o acompanhamento das operações dos clientes, inclusive com a realização de contatos periódicos; II - o acompanhamento das operações de titularidade dos próprios agentes autônomos de investimento, aos quais devem se aplicar as mesmas regras e procedimentos aplicáveis às pessoas vinculadas, na forma da regulamentação em vigor; e III - a verificação de dados de sistemas que permitam identificar a proveniência de ordens emitidas por meio eletrônico, indícios de utilização irregular de formas de acesso e administração irregular das carteiras dos clientes.
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§ 2º

Sem prejuízo do disposto no § 1º, quando do cadastramento de clientes apresentados por agentes autônomos de investimento, a instituição integrante deve comunicar aos clientes o regime de atuação dos agentes autônomos de investimento, seus limites e vedações. A comunicação a que se refere o § 2º deve ser efetuada por meio de documento próprio, devendo a instituição tomar todas as medidas necessárias para certificar-se da sua recepção pelo cliente e da compreensão de seu conteúdo. As regras, procedimentos e controles decorrentes do inciso I do caput devem prever as formas de identificação e de administração das situações de conflito de interesses.

§ 3º

§ 4º

Correspondência na Instrução CVM 434:

Não há.
Observações:

Este artigo reforça a idéia de responsabilidade integral da instituição financeira em relação aos Agentes Autônomos que contratar, não somente ampliando o controle e a fiscalização sobre o agente, mas também impondo regras que obrigam o seu contato direto com os clientes e o acompanhamento de operações. CAPÍTULO VI - ENTIDADES CREDENCIADORAS Art. 18. A CVM pode autorizar o credenciamento de agentes autônomos de investimento por entidades credenciadoras que comprovem ter: I - estrutura adequada e capacidade técnica para o cumprimento das obrigações previstas na presente Instrução; e II - estrutura de autorregulação que conte com capacidade técnica e independência.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Não há
Observações:

Dispositivo regulando os requisitos mínimos que serão exigidos das entidades que serão habilitadas a realizar o registro de Agentes Autônomos. Estes são apenas os nortes, porém será ainda necessário a edição de uma regulamentação específica.

Art. 19. As entidades credenciadoras devem: I - adotar código de conduta profissional para os agentes autônomos de investimento por elas credenciados; II - fiscalizar o cumprimento do código de conduta profissional pelos agentes autônomos de investimento por elas credenciados; III - punir infrações ao código de conduta profissional cometidas pelos agentes autônomos de investimento por elas credenciados;
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IV - aferir, por meio de exame de qualificação técnica, se os candidatos estão aptos a exercer a atividade de agente autônomo de investimento; V - instituir programa de educação continuada, com o objetivo de que os agentes autônomos de investimento por elas credenciados atualizem e aperfeiçoem periodicamente sua capacidade técnica; VI - manter em arquivo todos os documentos e registros, inclusive eletrônicos, que comprovem o atendimento das exigências contidas nesta Instrução por 5 (cinco) anos, ou por prazo superior, em caso de determinação expressa da CVM; VII - manter atualizado o cadastro de todos os agentes autônomos de investimento por elas credenciados; e VIII - divulgar em sua página e na página da CVM na rede mundial de computadores: a) lista dos agentes autônomos de investimento por elas credenciados, identificando as pessoas jurídicas constituídas na forma do art. 2º de que eles sejam sócios, se for o caso; lista das pessoas jurídicas constituídas na forma do art. 2º, identificando cada um dos agentes autônomos que delas sejam sócios; e identificar a instituição integrante do sistema de distribuição com que os agentes autônomos e as pessoas jurídicas mantenham contrato para a prestação de serviços relacionados no art. 1º. Cabe à CVM aprovar previamente:

b)

c)

Parágrafo único.

I - o código de conduta profissional mencionado no inciso I do caput, bem como suas eventuais alterações; II - o conteúdo programático e a periodicidade dos exames aplicados pelas entidades credenciadoras nos termos do inciso IV do caput, bem como quaisquer outros critérios ou procedimentos para o credenciamento de agentes autônomos de investimento; e III - o programa de educação continuada.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Não há.
Observações:

Com a criação da possibilidade de que os Agentes Autônomos de Investimento sejam credenciados por instituições externas à CVM, a essas também caberão alguns papéis de fiscalização e educação. Cria-se uma estrutura complementar para auxiliar a CVM nestas questões, possibilitando um melhor controle da atividade.

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Art. 20. O código de conduta profissional a que se refere o inciso I do art. 19 deve dispor, no mínimo, sobre: I - direitos e deveres do agente autônomo de investimento credenciado; II - vedações, sem prejuízo daquelas previstas nesta Instrução; III - potenciais situações de conflitos de interesses no exercício da atividade de agente autônomo de investimento; IV - dever de cumprir a presente Instrução e demais normas emitidas pela CVM e pela entidade credenciadora; e V - punições cabíveis nas hipóteses de infrações ao código de conduta profissional, critérios para a aplicação das penas e mecanismos de publicidade. Parágrafo único. No julgamento das infrações das normas legais sob sua competência, a CVM pode reduzir, das penalidades que venha a aplicar, aquelas que tenham sido impostas pela entidade credenciadora.

Correspondência na Instrução CVM 434:

Não há.
Observações:

Estes são os requisitos mínimos a serem observados pela própria CVM no momento da edição do código de conduta, que ela deverá elaborar até o início da vigência desta instrução. Art. 21. As entidades credenciadoras, por meio de seu diretor responsável, devem enviar à CVM: I - no prazo de 5 (cinco) dias úteis, os dados cadastrais dos agentes autônomos de investimento e das pessoas jurídicas constituídas na forma do art. 2º que: a) b) c) obtiverem o seu credenciamento; forem suspensos; ou tiverem o seu credenciamento cancelado.

II - imediatamente após o conhecimento, informação sobre indícios de ocorrência de infração grave às normas desta Instrução, na forma do art. 23; III - até o 15º (décimo quinto) dia do mês subsequente ao final de cada trimestre: a) relatório sobre a possível inobservância das normas legais e regulamentares, mencionando: 1. os esforços empreendidos para averiguar a regularidade da conduta;

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2.

o nome e o número do Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda - CPF/MF e do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ dos envolvidos; e outras providências adotadas para coibir a prática;

3. b)

relatório sobre a inobservância das normas do código de conduta profissional referido no inciso I do art. 19, mencionando: 1. o nome e o número do Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda - CPF/MF e do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ dos envolvidos; as irregularidades identificadas; as punições aplicadas; e outras providências adotadas;

2. 3. 4. IV -

até o dia 31 de janeiro de cada ano: a) relatório de prestação de contas das atividades realizadas pela entidade credenciadora para o cumprimento das obrigações estabelecidas na presente Instrução, indicando os principais responsáveis por cada uma delas; e relatório contendo a proposta de atuação para o exercício;

b) V-

sempre que solicitado, quaisquer documentos e informações relacionados às suas atividades. Os recursos das decisões de suspensão ou de cancelamento de credenciamento deverão ser enviados à CVM, para os fins do parágrafo 2º do art. 9º, no prazo de 5 (cinco) dias úteis contados da sua interposição.

Parágrafo único.

Correspondência na Instrução CVM 434:

Não há.
Observações:

Estabelece, desde já, alguns fluxos de informações a serem prestados pela entidade a ser credenciada pela CVM. Essas informações deverão ser reproduzidas ainda em uma nova regulamentação a ser expedida pela CVM, quando tratar especificamente do credenciamento das entidades. Art. 22. O desenvolvimento de atividades de autorregulação pela entidade credenciadora não afasta a competência de outras entidades autorreguladoras a que o agente autônomo de investimento, por força das atividades desenvolvidas, esteja sujeito.
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Correspondência na Instrução CVM 434:

Não há.
Observações:

Deixa claro que a autorregulação pela entidade a ser credenciada pela CVM será complementar, porém não exclusiva. CAPÍTULO VII - PENALIDADES Art. 23. Constitui infração grave, para efeito do disposto no § 3º do art. 11 da Lei nº 6.385, de 1976: I - o exercício da atividade de agente autônomo de investimento em desacordo com o disposto nos arts. 3º, 10 e 11 desta Instrução; II - a obtenção de credenciamento de agente autônomo de investimento ou da pessoa jurídica constituída na forma do art. 2º com base em declarações ou documentos falsos; e III - a inobservância das vedações estabelecidas no art. 13 desta Instrução.
Correspondência na Instrução CVM 434:

Art. 18. Constituem infração grave, para efeito do disposto no § 3º do art. 11 da Lei nº 6.385, de 1976: I – o exercício da atividade de agente autônomo de investimento por pessoa não autorizada, nos termos desta Instrução, ou autorizada com base em declaração ou documentos falsos; II – o descumprimento dos deveres estabelecidos no art. 15 desta Instrução; e III – aconselhar clientes da instituição intermediária à qual o agente autônomo esteja vinculado a realizar negócio com a finalidade de obter, para si ou para outrem, vantagem indevida.
Observações:

De uma forma mais genérica, estão mantidas no novo normativo as mesmas situações presentes no anterior, como infrações graves. No entanto, não foram previstas nesta nova instrução aplicações de multas diárias, presentes no antigo diploma, em relação à não prestação de informações obrigatórias e falta de atualização cadastral. CAPÍTULO VIII - DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 24. Ficam revogadas, a partir da entrada em vigor desta Instrução, a Instrução CVM nº 434, de 22 de junho de 2006, e a Deliberação CVM nº 524, de 3 de agosto de 2007.
Correspondência na Instrução CVM 434:

N/A
Observações:

Revogação das demais normas hoje aplicáveis aos Agentes Autônomos.

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Art. 25. Esta Instrução entra em vigor em 1º de janeiro de 2012.
Correspondência na Instrução CVM 434:

N/A
Observações:

É prudente o prazo para entrada em vigor, uma vez que dadas as características das mudanças haverá necessidade de um prazo para que os atuais Agentes Autônomos possam se adequar às novas regras, assim como as instituições financeiras. Há ainda a necessidade da CVM editar normas complementares, a fim de viabilizar o credenciamento de Agentes Autônomos por entidades externas.

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