Segurança em laboratório químicos e noções de primeiros socorros

Um laboratório de química pode ser uma das áreas de trabalho mais perigosas, especialmente quando o laboratório não é tratado com respeito. Neste texto discutiremos os procedimentos de segurança que devem ser usados quando o tempo é insuficiente para buscar auxilio fora do laboratório. É importante saber a localização das pessoas e equipamentos necessários quando um acidente de laboratório exigir assistência especializada. Os seguintes números de telefone devem ser acessíveis ao responsável pelo laboratório, de modo que possa ser acionado com rapidez, o auxilio preciso: Ambulância: _______________ Bombeiros: ________________ Posto médico mais próximo: _____________ Hospital mais próximo: _____________ Médico mais próximo: _________________ A maioria dos seguintes equipamentos deve ser facilmente acessível no laboratório de química. É possível haver variações da lista em vista de regulamentos locais de segurança: Cobertor antifogo Extintor de incêndio Lava-olhos Chuveiro Caixa de primeiros socorros Lavatório para queimaduras de ácidos ou de álcalís. É obrigatório que todos os acidentes de laboratório sejam comunicados à direção, quer tenham recebido tratamento especializado, quer não. Também é importante que a pessoa acidentada e remetida a tratamento especializado tenha um acompanhamento; no caso de a pessoa acidentada ter um desmaio o acidente pode ficar, com facilidade, muito mais grave.

Cianeto e monóxido de carbono: Provoca a morte por asfixia em virtude de combinação com o sistema carreador do oxigênio no sangue. provoca o colapso da vítima. mal-estar. Antídoto: dimercaprol (BAL: Britsh anti-lewisite). O envenenamento agudo pelo metal. com cheiro de ovos podres. A ingestão pode causar severa gastroenterite e até a morte. Piretrina: Encontrado em certos inseticidas. convulsões e injúria permanente no cérebro. náusea aguda. depressão e brutas alterações de personalidade. pela pele e pelo tubo digestivo. salivação abundante. o coma e a morte em alguns segundos depois de apenas uma ou duas inspirações. Chumbo: O envenenamento agudo pelo chumbo pode provocar anorexia. Mercúrio: Perigoso por ser razoavelmente volátil (pressão de vapor de 0. Cianeto: A não ser em doses muito pequenas. Muito perigoso. com ambulância e primeiros socorros. Nitrato de prata: O contato com a pele ou com as mucosas pode ser cáustico e irritante. descoordenação e paralisia dos músculos e das ações respiratórias. irritabilidade e nervosismo. pois o olfato fica insensível ao seu cheiro depois de exposição prolongada. Pode ser ingerido ou absorvido por um ferimento ou através da pele. espasmos. Fenilhidrazina: Provoca a hemólise dos eritrócitos.002 mg/l de ar. podem fazer um orifício na parede estomacal. perceptível na diluição de 0. É insidioso. Alcool: Atua como enérgico depressor do sistema nervoso central. Na maioria das Universidades existem postos de atendimento de urgência. fraqueza e anemia. em casos extremos. ou seus sais. As concentrações mais baixas provocam irritação das mucosas. Provoca hiperexcitabilidade. queda dos dentes. Pode provocar o colapso. o que impede a transferência do oxigênio para partes vitais do organismo humano. mesmo quando a quantidade assimilada tiver sido pequena.Alguns venenos usuais e os sintomas que induzem Âcidos e álcalís: Queimam e corroem os tecidos com que entram em contato e. lesões nos rins tremores musculares. vômitos. A morte é rápida em consequência da paralisia respiratória. Sulfeto de hidrogênio: Gás inflamável e venenoso. Os casos crônicos evidenciam-se pela perda de peso. lesões nos rins e morte num lapso de dez dias. enjoo e fadiga.002 mmHg a 25ºC) e facilmente assimiláveis pelas vias respiratórias. O envenenamento crônico provoca inflamação da mucosa bucal e das gengivas. É usado em certos formicidas. dores abdominais. Álcool metílico: Tem um efeito especifico de degeneração do nervo óptico que pode provocar lesão permanente e cegueira. provoca ferimentos na pele e nas mucosas. . vômitos. diarreia sanguinolenta. dor de cabeça.

Em ambos os casos são apresentadas as providências a tomar. Na lista seguinte estão os venenos que requerem a indução de ação emética.A maior parte dos reagentes de laboratório é venenosa.. Nestas circunstâncias devem ser administrados líquidos. em qualquer caso. Quando se pode determinar o tipo de veneno que a pessoa assimilou. . 1 a 2 xícaras no caso de crianças de 1 a 5 anos. Nestes casos... para diluir o material venenoso.Quando a vitima ingeriu qualquer das substâncias listadas abaixo. e até 1 litro para maiores de 5 anos. pode-se consultar uma listagem para ver se deve ou não ser provocado o vômito. É imprescindível que um médico seja procurado com urgância. Administre leite ou água. é importante ter uma certa compreensão sobre os sintomas provocados pelos venenos (lista acima). conforme as instruções da lista abaixo. Na lista abaixo estão relacionados venenos para os quais não se deve provocar o vômito. o vômito faria com que o veneno corrosivo retornasse mais uma vez através dos delicados tecidos do aparelho digestivo. Venenos cujo tratamento não deve envolver ações eméticas NÃO PROVOQUE VÔMITO. Ácidos fortes Fluidos de lavagem a seco Amônia Gasolina Benzeno Hipoclorito de sódio (água sanitária) Cal (óxido de cálcio) Nafta (éter de petróleo) Carbonato de Sódio Óleo de pinho Creosoto (creolina.. fenóis) Querosene Desinfetantes fenólicos Soda (hidróxido de sódio) Detergentes Soda para lavagem (barrilha) Estriquinina Thiner e removedores de tintas .

Cobrir o paciente com cobertores (não provocar transpiração) 3. metílico) Bórax Cânfora Formaldeído Repelente de insetos. Manter o paciente deitado com os pés elevados quando não houver lesões na cabeça ou no tórax... Estado de choque Objetivo: Manter o paciente deitado e em posição confortável. Respiração artificial Objetivo: Desobstruir e manter livres as vias respiratórias. Primeiros socorros: Empurrar o maxilar inferior para frente e inclinar a cabeça do paciente para trás. ou de afogamento ou de envenenamento provocado por gases. isopropílico. Administrar água para mitigar a sede. pulso fraco. Provocar o vômito excitando o fundo da garganta. Afastar a boca e deixar a vítima expirar o ar. Fechar as narinas da vitima. desnaturado. provocar o aumento e a diminuição alternados do volume torácico. . Primeiros socorros: 1. PROCEDIMENTOS PADRONIZADOS DE PRIMEIROS SOCORROS: Ferimentos Objetivo: Proteger o ferimento de infecç5es e controlar as hemorragias. Repetir a operação de 15 a 20 vezes por minuto. respiração pouca profunda. 2. Álcool (etílico. Primeiros socorros: Usar pensos esterilizados e pressionar o ferimento até o término da hemorragia.Venenos cujo tratamento envolve ação emética. Soprar ar para o interior dos pulmões pela boca da vítima. Sintomas: Ausência de respiração em virtude de choque elétrico. Sintomas: Pele húmida e pálida. olhos sem brilho. PROVOQUE VÔMITO.

Sintomas: Do 1º grau . Antídoto universal: 1 parte de chá forte. Arraste a vítima sobre um cobertor. Sintomas: Queimaduras em torno da boca.Venenos Objetivo: Diluir o veneno e induzir o vômito. se for acessível. suavemente. ou um casaco ou um tapete. Verifique em todos os rótulos dos frascos o antídoto recomendado. Chame o médico. Fraturas Objetivo: Manter imóvel os ossos fraturados e as juntas adjacentes. Sintomas: Dor. mantenha a pessoa deitada. Não provoque o vômito se a vitima engoliu um ácido forte. um frasco de amônia como inalador.lesão profunda do tecido. uma almofada ou um cobertor. 1 parte de leite de magnésia.deformação. Primeiros socorros: Diluir com água ou leite. respirando com facilidade. nem dobre. frasco esvaziado. Primeiros socorros: Use um material rígido. ou querosene ou estriquinina. Queimaduras químicas: lavar com água. Primeiros socorros: Cobrir a vítima com uma camada espessa de penso seco e estéril. e entale como estiver. Desmaio Faça a pessoa deitar supina (de peito para cima) ou então com a cabeça entre os joelhos e respirar profundamente. do 3º grau .bolhas. 2 partes de pão carbonizado (ou carvão ativo) . exceto quando isto for desaconselhável. administre-a. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA: . nem sacuda o paciente. Transporte da vitima: :Se for necessário deslocar a vítima. induzir o vômito com solução concentrada de bicarbonato de sódio ou com dedo na garganta da vítima.vermelhidão. do 2º grau . use uma cadeira. não curve. Queimaduras: Objetivo: Mitigar a dor e impedir infecção. inchaço . uma maca ou várias pessoas para transportá-la e não provocar outras lesões. Use. Ataque cardíaco No caso de a pessoa ter medicação própria.

Conservar a ordem e limpeza de laboratório.1. 10. 11. BIBLIOGRAFIA: Baptista. No caso de refluxo ou destilação usar disco ou manta elétrica. 6. o que evitará derramamento do líquido e possíveis queimaduras. Evite arrumações instáveis. Maria João. Ao misturar ou aquecer substancias. 9. 3. . 4. conservar o rosto o mais distante possível das mesmas. 5. utilizar sempre pedras de ebulição. Não utilizar o laboratório na ausência do professor. 8. em recipiente aberto. Nunca aspirar nem provar substâncias desconhecidas. Ao submeter um líquido a ebulição durante um certo período de tempo. 2. não dirigir a abertura do mesmo para outras pessoas presentes no laboratório. devem ser manipuladas na capela. 7. Não aquecer um sistema fechado. garras. Também não misturá-las sem ordem do professor. Substâncias que desprendam vapores irritantes ou venenosos. 1979. Ao acender o bico de Bunsen. Se a operação for feita em tubo de ensaio. Trabalhar com atenção. Não aquecer solventes inflamáveis com chama ou próximo de uma. 12. tripés e blocos de madeira. conservá-lo a uma distância conveniente. Lisboa. Fazer o relatório de cada aula prática. ed. Universidade Nova de Lisboa. Segurança em laboratórios químicos. aros. Nunca deixálo aceso se não estiver sendo usado. Na armação de uma aparelhagem use sempre suportes.