FILIPE GIOVANI PEREIRA NEVES

IMPORTÂNCIA DO USO DO ESPESSÔMETRO NO SETOR DE RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

FLORIANÓPOLIS 2007

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA – UNIDADE DE FLORIANÓPOLIS

NÚCLEO DE TECNOLOGIA CLÍNICA CURSO DE GRADUAÇÃO TECNOLÓGICA EM RADIOLOGIA

IMPORTÂNCIA DO USO DO ESPESSÔMETRO NO SETOR DE RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina como parte dos requisitos para obtenção do título de Tecnólogo em Radiologia.

Professora Orientadora: Caroline de Medeiros, Esp

FILIPE GIOVANI PEREIRA NEVES

FLORIANÓPOLIS, MARÇO DE 2007.

IMPORTÂNCIA DO USO DO ESPESSÔMETRO NO SETOR DE RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM.

Filipe Giovani Pereira Neves

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado como requisito parcial para a obtenção de Titulação de Tecnólogo em Radiologia, no Curso de Graduação Tecnologia em Radiologia do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina.

______________________________________________ Caroline de Medeiros, Esp (Presidente)

______________________________________________ Tatiane Camozatto, Ms ( Membro)

______________________________________________ Rita de Cássia Flôr, Ms ( Membro)

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a DEUS; Aos meus pais ELIANE e GIOVANI que sempre me ajudaram, me deram educação, força, honestidade e me proporcionaram a oportunidade de ter um ensino de qualidade, público e gratuito desde a pré-escola até o ensino superior; Ao CEFET/SC; Aos meus professores do Ensino Fundamental, Médio e Superior que contribuíram para o meu conhecimento.

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS LISTA DE QUADROS RESUMO Abstract Resumen 1 INTRODUÇÃO 1.1 Justificativa 1.2 Definição do problema 2 OBJETIVOS 2.1 Geral 2.2 Específicos 3 REVISÃO DE LITERATURA 3.1 Fatores de exposição 3.2 Garantia da qualidade 3.3 Qualidade da imagem 3.3.1 Densidade 3.3.2 Contraste 3.3.3 Detalhe 3.3.4 Distorção 3.4 Seqüência de realização de exame 3.4.1 Posicionamento do paciente 3.4.2 Medida da espessura 3.4.3 Posicionamento do tubo de raios x e do filme 3.4.4 Proteção radiológica e orientações ao paciente 3.5 Formação da imagem radiográfica 3.5.1 O tubo de raios-x 3.5.2 Filmes, cassetes e telas intensificadoras 3.5.3 Processamento radiográfico 3.5.4 Projeção das imagens no filme 3.6 O Espessômetro 3.6.1 Espessura e densidades radiológicas

I I II III IV 01 01 02 03 03 03 04 04 05 07 07 08 08 10 12 12 13 13 14 15 15 16 17 18 21 22

3.3 Métodos para análise dos resultados 4.7 Técnica de utilização do espessômetro 3.1 Características da Pesquisa 4.6.9 Ética Profissional e aspectos legais 4 METODOLOGIA 4.2 Biótipos anatômicos 3.5 Análise e Discussão dos resultados 5 CONCLUSÕES 6 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS ANEXOS REFERÊNCIAS 24 25 26 27 29 29 30 30 31 33 39 41 42 45 .4 Apresentação dos resultados 4.2 Aspectos éticos 4.8 Critérios de avaliação radiográfica 3.

Padronizada Figura 7 – Radiografia.Dados Obtidos Sala 2 na segunda etapa 33 33 . Padronizada Figura 9 – Radiografia.Tubo de Raios X Figura 2 .Dados Obtidos Sala 1 na segunda etapa Quadro 4 . Superexposta Figura 10 – Radiografia. Superexposta Figura 6 – Radiografia. Técnica Aleatória Figura 8 – Radiografia.O Espessômetro Figura 3 – Radiografia Subexposta Figura 4 – Radiografia Superexposta Figura 5 – Radiografia. Padronizada 15 22 35 35 36 36 36 36 37 37 LISTA DE QUADROS Quadro 1 .LISTA DE FIGURAS Figura 1 .Exemplo de dados obtidos na sala 2 na primeira etapa 32 Quadro 3 .Exemplo de dados obtidos na sala 1 na primeira etapa 31 Quadro 2 .

Filipe Giovani Pereira. proporcionando ao profissional médico que solicitou o exame precisão no diagnóstico de patologias e na emissão de laudos. Estado de Santa Catarina. 2006. O setor de Radiologia e diagnóstico por imagem tem vital importância no diagnóstico médico e no controle da evolução do quadro clínico de cada paciente. Com o objetivo de corrigir os pontos falhos. Espessômetro. reforçar os aspectos positivos e adaptar setor de Radiologia e diagnóstico por imagem às normas e regulamentações pertinentes à atividade. Palavras Chave: Garantia da qualidade. Florianópolis. conforme a literatura especializada e a legislação preconizam sobre padronização de procedimentos para a garantia da qualidade. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) . são explanados os resultados obtidos na pesquisa de campo e as recomendações para pesquisas posteriores. Legitimando o trabalho. Proteção radiológica. procedimentos técnicos.Curso de Tecnologia em Radiologia. para isso deve-se obter imagens de alta qualidade. normas e regulamentações). CEFET/SC.RESUMO NEVES. 66 f. na incidência Póstero-Anterior (PA). No segundo momento da pesquisa de campo foi feita a pesquisa experimental com a utilização do espessômetro. 2007. no setor de Radiologia e diagnóstico por imagem de um hospital público da grande Florianópolis. comportamento profissional. Radiologia e diagnóstico por imagem. Padronização. complementado com a pesquisa de campo. Brasil. Importância do uso do espessômetro no setor de radiologia e diagnóstico por imagem . Partindo-se de um embasamento teórico a respeito da realização de um exame radiológico (aspectos físicos.radiologia convencional. foi analisada a não utilização do espessômetro para medida de espessura nos exames de Tórax. formação da imagem radiográfica. .

Radiological Protec tion. CEFET/SC — Florianópolis. professional behavior. Patient Thickness Caliper. alI results obtained in fíeld research are shown as well as recornmendations for future investigations. complementing with field research carried out in Radiology and Diagnostic lmaging sector of a public hospital in Florianópolis.III ABSTRACT NEVES. Radiology and Diagnostic lmaging. approved by specialized literatiture and legislation. The importance of using paUent thickness caliper in Radiology and Diagnostic Imaging sector. precision and accuracy in pathology diagnosis and in emission of medical reports. according to the stand ardized procedures to ensure the quality. norms and regulation). radiographic image fomiation. technical procedures. in posteiro-anterior incidence. Legitirnating this work. 66p. 2007. reinforce positi/e aspects and adapt Radiobgy and Diagnostic lmaging sector the norms and pertinent regulations in activity. in field reseach it was carried out an experimental research using patient thickness caliper. who required the exam. Starting from a theoretical base regarding the accomplishment of a radiolo gical exam (physical aspects. Keywords: Quality Guarantee. we analyzed the lack of use of patient thickness caliper to measure thickness in thorax exams. . Filipe Giovani Pereira. Santa Catarina State. we must obtain high quality irnages in order to provide physicians. Undergraduate Final Project . Radiology and Diagnostic Imaging sector plays a vital role in medical diagnosis and in the evolution control of the clinical profile of each patient. Subsequently. 2006. and for this purpose. Brazil. In order to correct weak poíínts.Techonology in Radiology Undergraduate Course. Standardization.

procedimientos técnicos. Brasil. formación de imágenes radiográficas. 2006. Protección Radiológica. El sector de Radiologia y Diagnóstico por imágenes juega un papel clave en el diagnóstico médico y en el control de la evolución del cuadro clínico de cada paciente. por lo tanto. Con el objetivo de corregir los puntos débiles. de acuerdo con lo que la literatura especializada y ia legisiación preconizan acerca de la estandarización de procedimientos para garantizar Ia caiidad. Filipe Giovani Pereira. son explanados los resultados obtenidos en la investigación de campo y Ias recomendaciones para investigaciones posteriores. En un segundo momento de la investigación de campo. en la incidencia póstero-anterior (PA). en el sector de Radiologia y Diagnóstico por imágenes de un hospital público de Fiorianópoiis.IV RESUMEN NEVES. Espesómetro. CEFET/SC — Florianópolis. exactitud en el diagnóstico de patologías y en la emisión del laudo. se hace necesario obtener imágenes de alta calidad. Radiologia y Diagnóstico por imágenes . Legitimando el trabajo. Trabajo de Conclusión del Curso Superior de Tecnologia en Radiologia Médica. Estandarización. Estado de Santa Catarina. comportamiento profesional. lmportancia del uso del espesómetro en el sector de Radiologia y Diagnóstico por imágenes — radiologia convencional. fue realizada la investigación experimental con el empieo del espesómetro. 2007. 66p. Palabras llave: Garantía de Calidad. fue analizada la no utilización del espesómetro para medida del espésor en los exámenes de tórax. proporcionando al profesional médico que soiicitó el exámen. reforzar los aspectos positivos y adaptar el sector Radiologia y Diagnóstico por imágenes a las normas y reglamentos concernientes a la actividad. Partiéndose de una base teórica con respecto a ia reaiización de un exámen radiológico (aspectos físicos. normas y reglamentos) complementado con una investigación de campo.

Um profissional que tenha conhecimento necessário para realizar com sucesso e segurança as técnicas em questão. O uso do espessômetro visa contribuir com a padronização da dose de radiação aplicada para obtenção da imagem. o profissional deve possuir conhecimentos em proteção radiológica. a espessura da estrutura que será radiografada para que então. em especial o espessômetro e Equipamentos de Proteção Individual (EPI). os acessórios. ética profissional e fatores técnicos (fatores de exposição). e consequentemente não surtirá efeito. . qualidade de imagem. não estará completo. Também conhecer como funciona o aparelho. diversos fatores influenciam na produção e qualidade de uma imagem de raios-x. Por esses motivos.1 Justificativa A importância do uso do espessômetro como instrumento de medida da parte a ser radiografada no setor de radiologia e diagnóstico por imagem. Este trabalho resalta a importância da existência de um profissional graduado em Radiologia dentro do setor de radiologia e diagnóstico por imagem. Sem o espessômetro não se pode avaliar a real medida da espessura do paciente para o cálculo de dose na tabela de exposição.1 INTRODUÇÃO Durante a realização de um exame radiográfico. possa utilizar corretamente o fator de exposição para produção de uma imagem radiográfica de qualidade. um dos objetivos deste trabalho é demonstrar que além das exigências preconizadas na legislação específica. Um dos principais fatores que contribuem para a qualidade dos exames é o uso do espessômetro. 1. pois se não houver a medição da parte a ser radiografada com o espessômetro. o Programa de Garantia da Qualidade (PGQ) ficará comprometido. Justifica-se. O espessômetro é um instrumento que serve para que o profissional da radiologia (Tecnólogo ou Técnico) do setor de Radiologia tenha como referência. no momento do exame.

profissionais da saúde. 1. sem lhe causar danos advindos dos efeitos biológicos da radiação ionizante. estado de Santa Catarina. Na grande Florianópolis. que é utilizada para o diagnóstico relacionado as patologias respiratórias e ósseas da caixa torácica e patologias cardíacas. altura e espessura diferentes. Há a necessidade do uso do espessômetro. Este estudo se mostra relevante a partir do momento em que traz uma contribuição para os acadêmicos da área de radiologia. também foi notado a não utilização do espessômetro para medida de espessura nos exames radiológicos. na incidência Póstero-Anterior (PA). 1999) em 172 departamentos radiológicos. Especificamente neste estudo observou-se o exame radiológico do Tórax. verificação das condições de pacientes pré e pós operatórios etc. Logo o uso do espessômetro é imprescindível para um exame radiográfico de qualidade. . localizados em 108 cidades de 10 Estados da região Norte e Centro Oeste do Brasil.2 Mesmo que todos os outros processos para a garantia da qualidade estejam impecáveis. Além de colaborar para que os serviços de radiologia convencional entrem em consonância com as normas de proteção radiológica. Por ser um dos exames mais requisitados pelos profissionais médicos e ser um exame de suma importância para o diagnóstico médico. constatou-se que 98% dos departamentos não utilizavam espessômetro. para as instituições que prestam esse serviço e para o restabelecimento da saúde do paciente.2 Definição do problema Um estudo realizado entre os anos de 1991 a 1997 (REZENDE. Brasil. o resultado do exame está previamente comprometido. e observou-se a não utilização do mesmo em muitos setores de Radiologia e diagnóstico por imagem do Brasil. Cada paciente que se atende é único: possuem peso. se não houver a mensuração da estrutura em questão.

2 Específicos Possibilitar a utilização constante do espessômetro.1 Geral Demonstrar que o uso do espessômetro na medida da espessura do paciente é determinante para elevarmos o nível de qualidade do serviço de radiologia contribuindo assim com o Programa de Garantia de Qualidade. OBJETIVOS 2.2. . Contribuir para que os serviços de radiologia convencional entrem em consonância com as normas de proteção radiológica. 2. para obter um padrão de qualidade de imagem e fatores de exposição utilizados. no que se refere à otimização da dose e da padronização da técnica. Propor o uso do espessômetro com vistas à diminuir a dose de radiação decorrente das exposição médicas e ocupacionais de modo a melhorar a qualidade dos serviços prestados e padronizar a imagem radiográfica.

Assim. LOPES. Assim.2002). 2003). estarão com energia cinética suficiente para interagirem com os átomos. b) corrente: miliamper (mA) e o tempo de exposição em segundo(s) são geralmente combinados. Essas três variáveis ou fatores de exposição.1 Fatores de exposição O Técnico e/ou Tecnólogo em Radiologia ajusta três variáveis ou fatores de exposição no painel de controle do aparelho de raios X sempre que uma radiografia é realizada. A máxima energia possível dos fótons gerados depende da tensão aplicada à ampola. A corrente elétrica define o número de elétrons energéticos que irão realizar as interações para a produção da radiação. eles produzirão radiação cujos fótons possuem energias desde poucos kV até energias do nível da diferença de potencial aplicada. Da mesma forma. através da tensão estamos alterando indiretamente o número de fótons gerados. 2002). determinando a quantidade de Raios X emitidos pelo tubo de Raios X a cada tempo de exposição (SOARES. ao chegarem ao alvo. O que acontece quando se aplica uma grande diferença de potencial (tensão) a uma ampola é que se está aumentando a energia dos elétrons gerados.3 REVISÃO DE LITERATURA 3. Elétrons com mais energia adquirida por meio de tensão (kV) mais alta produzem raios X mais penetrantes e em maior quantidade (SOARES. os elétrons podem interagir com um maior número de átomos. maior será o número de interações que ocorrerão e mais intenso será o feixe de fótons gerados. o que resulta em miliamperes por segundo (mAs). esses elétrons. por vezes referidos como fatores de exposição ou de técnica são: a) pico de tensão: Kilovolt (kVp) é a diferença de potencial (ou “potencial para aumentar a energia dos elétrons”). porque sendo mais energéticos. quanto maior for o número de elétrons disponíveis para o choque com os átomos. Soares e Lopes (2003) consideram que a corrente elétrica influi na intensidade de um feixe de radiação. dobrar a corrente elétrica significa dobrar a quantidade de elétrons . Dessa forma. gerando mais fótons de baixa energia (SOARES.

onde. na redução de exposição ao paciente desnecessária utilizando procedimentos administrativos e técnicas de controle de qualidade. facilmente encontrado na literatura da área de radiologia e regulamentado no Brasil pela Portaria 453. focaliza principalmente na necessidade da obtenção de imagens radiográficas de qualidade. os sistemas de controle automático de exposição (CAE) promovem o fim automático do tempo de exposição quando a exposição suficiente foi recebida pela célula da câmara de ionização. a duração do pulso. o termo garantia da qualidade em radiologia insinua organização necessária para conhecer os objetivos de qualidade do departamento de radiologia. Já outros autores afirmam que o conceito de garantia da Qualidade em radiologia. c) tempo de exposição: é o tempo que dura a exposição aos raios X ou seja.2 Garantia da qualidade e padronização dos procedimentos técnicos Para Berleze (2000). Esses fatores apresentam exceção quando ativados. A garantia da qualidade no setor de radiologia se resume em uma série de procedimentos técnicos e testes. o profissional de Radiologia precisa conhecer certos fatores que influenciam a qualidade de imagem e sua relação com esses fatores ou variáveis de exposição. cada um desses fatores de exposição possui um efeito específico de controle sobre a qualidade da imagem radiográfica. por conseqüência. 3. manter a dose de radiação a um mínimo. de 1º de junho de 1998. O Controle de Qualidade em radiologia convencional é uma parte central de programa de garantia da qualidade que se resume em manutenção preventiva dos equipamentos. os objetivos da qualidade são prover informação diagnóstica precisa.5 e. dobrar a quantidade de fótons produzidos pelo tubo de raios-x. A relação entre fótons de baixa energia e os de alta energia não é alterada. Além de posicionar corretamente o paciente. mantendo o cuidado ao paciente e reduzir os custos do setor de radiologia. . Segundo Bontrager (2003). padronização de técnicas utilizadas e aperfeiçoamento dos profissionais.

Se por exemplo a padronização da dose for realizada com a temperatura do revelador a 35º C. pois em todas as unidades que envolvem o uso de radiações ionizantes. e que este seja mantido mediante controle científico. além de facilitar o trabalho dos profissionais na sala de exames. Vale dizer que a padronização da dose é exclusiva ao conjunto de equipamento ao qual ele é aplicado. necessita de uma estrutura muito bem definida e organizada. O objetivo da padronização da dose de radiação aplicada ao paciente durante a realização do exame é manter a mesma qualidade de imagem radiográfica. Existem autores que não citam diretamente a padronização de procedimentos técnicos. e reduz o índice de rejeito relativo as causas que apresentam os percentuais mais altos na classificação mensal. tais como. Esses padrões técnicos são enfatizados por Berleze (2000) sendo importante ressaltar que a padronização de dose e a fixação das tabelas de exposição. Isto é. a medida que se sugere maior organização e estruturação do setor de radiologia visto que para que as atividades sejam desenvolvidas com sucesso. (BERLEZE. variáveis e constantes que serão utilizadas no dia a dia do setor. mas fica evidente a sua importância. Esses procedimentos técnicos e testes que irão definir padrões de trabalho.6 (Diretrizes de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico). 2000) Esses procedimentos técnicos devem ser padronizados para que todos os profissionais de Técnica radiológica (Técnicos e Tecnólogos) do setor façam radiografias com alto padrão de qualidade. este procedimento só terá resultado. e no por algum motivo essa temperatura se alterar em + ou -1. em ralação a densidade radiográfica. independente da espessura da estrutura a ser radiografada e dos equipamentos usados. padroniza a densidade óptica das imagens radiográficas. índices. aos quais a tabela foi construída. técnico e administrativo rigoroso. Essas imagens serão . ou seja. para que se obtenha um alto padrão de qualidade de imagem radiográfica.5º C o padrão de qualidade das imagens radiográficas também será alterado. contraste e resolução. o produto final desejado traduz-se nas imagens radiográficas geradas pelos equipamentos de Raios X. as tabelas de exposição só fornecem o mesmo rendimento se forem utilizadas juntamente e rigorosamente ao mesmo conjunto de equipamentos e índices. quando a padronização da dose de radiação é realizada.

economia financeira. possibilitando a utilização da constante para obter um padrão de qualidade de imagem e doses utilizadas. 3. filmes. detalhes e distorção. certos fatores que avaliam a qualidade da imagem devem ser observados. inclusive os de proteção radiológica. Necessário se faz evidenciar que é de vital importância existir equipamentos adequados para cada unidade. 3. Sendo assim. A qualidade final do exame se traduz na imagem radiológica gerada.3 Qualidade da imagem Para demonstrar de forma precisa os tecidos e órgaos a serem radiografados.7 utilizadas pelo Médico Radiologista para obter informações à respeito da patologia analisada. em que o passo seguinte é tão importante e vital quanto o anterior. 2000. deve-se garantir que o paciente que fez um exame radiográfico hoje com um profissional. 2000) A qualidade dessas imagens não pode mudar de profissional para profissional ou de um dia para outro.2) A padronização dos procedimentos técnicos é ratificada por Rezende (1996) onde o autor afirma que a padronização dos chassis. aumento no fluxo de atendimento de pacientes e a entrada em consonância com as normas de proteção radiológica. bem como profissionais devidamente capacitados. além de economizar a vida útil do aparelho e tubo de Raios X. Os chamados fatores de qualidade da imagem são: densidade. químicos e a utilização do espessômetro. p. (SANTOS. amanhã ou depois quando precisar de um novo exame obtenha uma radiografia de igual qualidade com qualquer outro profissional do mesmo serviço. contraste. pode-se dizer que as interligações e interdependências existentes nos setores que constituem uma Unidade de Radiologia assemelham-se às de uma linha de produção. A padronização dos procedimentos proporciona assim. diminuir o tempo de exposição à radiação em pacientes e profissionais por evitar repetição de exames.1 Densidade . écrans. vêm da necessidade de padronizar as técnicas radiográficas. na precisão do diagnóstico e na segurança da realização dos exames. (SANTOS. economizar materiais de consumo.3.

O baixo contraste (escala longa) de tórax mostra mais escalas de cinza. é importante ter um ótimo contraste radiográfico e saber que o contraste é essencial na avaliação da qualidade radiográfica. Quanto menor a diferença entre a densidade nas áreas adjacentes. em que as muitas diferenças na gradação de cinza são necessárias para visualizar os tênues traçados pulmonares.8 A densidade radiográfica pode ser descrita como o grau de enegrecimento da imagem processada. Contrastes maiores ou menores não são necessariamente bons ou ruins por si sós. diferença maior nas densidades entre as áreas adjacentes. O limite de tensão (kVp) preferido e a escala de contraste resultante podem variar. Por esse motivo.3 Detalhe Pode ser definido como a nitidez das estruturas na imagem.3. Quanto maior a densidade.2 Contraste O contraste radiológico é definido como a diferença de densidade nas áreas adjacentes da imagem radiográfica. maior será o contraste. 3. Como o contraste é controlado pela kVp. Por exemplo. menos luz atravessará a imagem. das partes mais claras até as mais escuras na radiografia. significa alto contraste e baixo contraste com menor diferença de densidade. como nas imagens de tórax. 3. referindo-se à faixa de todas as densidades ópticas. evidentes pelos tênues contornos das vértebras visíveis através do coração e das estruturas mediastinais. menor será o contraste. Isto é. Essa definição dos detalhes das imagens é demonstrada pela clareza ou precisão de tênues . Bontrager (2003) afirma que a função do contraste é tornar os detalhes anatômicos de uma radiografia mais visíveis. dependendo da preferência do Médico Radiologista.3. Quanto maior essa diferença. o limite preferido para a kVp como indicado pelos protocolos e rotinas departamentais pode variar. Este contraste pode ser também descrito como uma escala longa ou uma escala curta. baixo contraste com pouca diferença entre densidades adjacentes (contraste de longa escala) é mais desejável em certos exames.

se não impossíveis. 2003) O movimento voluntário. Às vezes. um curto tempo de exposição é a melhor e. de serem controlados completamente. mas pode ser visto nas imagens de abdome pela identificação do borramento dos limites padrões dos intestinos apenas em pequenas regiões entre outras imagens do mesmo órgão com imagens precisas. o profissional deve identificar através da radiografia se o borramento ou imprecisão da imagem se deve a um movimento voluntário ou involuntário. Enquanto que o movimento involuntário é aquele que não pode ser controlado pela vontade do paciente. . Dentro desse fator de qualidade encontra-se outro fator como o movimento: Dois tipos de movimentos influenciam os detalhes radiográficos. O movimento voluntário. como o borramento do diafragma e dos órgãos abdominais superiores. certas técnicas de relaxamento ou a instrução para uma respiração cuidadosa podem ajudar a reduzir os movimentos involuntários. Por esse motivo. às vezes. 2003). A falta de detalhes visíveis é conhecida como borramento ou ausência de nitidez. Blocos de apoio. Se a imagem ficar borrada por causa dos movimentos. a única forma de minimizar a imprecisão da imagem causada pelos movimentos involuntários (BONTRAGER. Esse tipo de movimento é menos óbvio. (BONTRAGER. que é muito mais fácil de ser prevenido.9 estruturas lineares e bordas de tecidos ou estruturas visíveis nas imagens radiográficas. São eles os movimentos voluntários e os movimentos involuntários. Essa identificação é importante porque existem formas diferentes de controlar esses dois tipos de movimentos. O movimento involuntário pode ser identificado pela imprecisão ou borramento localizado. é caracterizado pelo borramento generalizado de estruturas adjacentes. pode ser prevenido ou pelo menos minimizado pelo controle da respiração e pela imobilização. seja da respiração ou e outras partes do corpo durante a exposição. Entretanto. sacos de areia ou outros dispositivos para imobilização podem ser usados com eficácia para reduzir a movimentação. Isso é mais efetivo para os exames dos membros superiores ou inferiores. movimentos como os peristálticos dos órgãos abdominais são mais difíceis.

a distorção deve ser minimizada e controlada (BONTRAGER. A ampliação é considerada um fator à parte porque é uma distorção de tamanho e pode ser incluída como uma distorção de forma. O tamanho da fonte de raios X é limitado pelo ajuste dos colimadores. Isso é impossível porque sempre há alguma ampliação e/ou distorção. apenas o ponto central da fonte emissora de raios X. Nenhuma imagem radiográfica é a imagem fiel da parte do corpo radiografada. ou perpendicular ao plano do filme. A de distorção de tamanho é inevitável. Isso acarreta a menor distorção possível nesse ponto. seja pela Distância Objeto Filme (DOF).3. Quanto maior o campo de colimação e menor à distância foco-filme. 2003). que absorvem os raios X em quatro cantos.10 3. controlando dessa forma o tamanho do campo de colimação. seja pela divergência do feixe de raios X. deve ser controlado b) Distância objeto-filme (DOF): O efeito da DOF na ampliação ou na distorção do tamanho é que quanto mais próximo o objeto a ser radiografado estiver do filme. Todos os outros aspectos do feixe de raios X que atingem o filme em algum outro ângulo que não o de 90 graus aumentam o ângulo de divergência nas porções mais externas ao feixe de raios X. Dentro desse fator de qualidade encontram-se outros fatores como: a) Divergência do feixe de raios x: A divergência dos feixes de raios X é um conceito básico porém importante para se compreender o posicionamento radiográfico em um estudo. Isso ocorre porque os raios X se originam em uma fonte estreita no tubo de raios X e divergem ou se espalham no filme. 2003) Este mesmo autor refere que em geral. o que é indesejável. e seu efeito. o raio central (RC). atingindo o filme em um ângulo de 90 graus. (BONTRAGER.4 Distorção Pode ser definida como a representação equivocada do tamanho do objeto ou da sua forma quando projetada no meio de registro radiográfico. o que aumenta o potencial de distorção. maior será o ângulo de divergência nas margens externas. bem corno outros tipos de distorção de forma. Portanto. não apresenta divergência e penetra na parte do corpo. menores serão a .

maior será a distorção da imagem. nas mesas móveis. em vez da gaveta Bucky. c) Tamanho do ponto focal e imprecisão: A fonte de raios X é emitida a partir de uma região do ânodo conhecida como ponto focal. 2003). e ainda temos mais um critério de avaliação e que sem dúvida e a causa que mais produz rejeitos radiográficos que é a avaliação da dose de radiação utilizada para a realização do exame. O efeito do alinhamento inadequado do objeto é mais evidente nas articulações e estruturas ósseas terminais. Entretanto. ocorre distorção. A penumbra refere-se ao "borramento" ou aos limites imprecisos da imagem projetada.11 ampliação ou distorção e melhores serão o detalhamento e a definição. A primeira característica fala da abrangência da estrutura que está sendo radiografada. p. ainda assim haverá alguma penumbra (BONTRAGER. Essa é uma das vantagens na obtenção de radiografias dos membros superiores e inferiores sobre a mesa de exames em vez da gaveta Bucky. mesmo com o menor ponto focal possível. na mesa. Quanto maior o ângulo de inclinação do objeto. Outro fator que deve ser avaliado é o posicionamento da estrutura radiografada.78) . Essa gaveta. A seleção de um ponto focal pequeno em um tubo de raios X de duplo foco resultará em menos borramento ou imprecisão da imagem por causa do efeito de penumbra da imprecisão geométrica. O chassi é colocado sob o paciente. o que aumenta a DOF. A seguir a ausência de movimentação é outro critério de avaliação que deve ser considerado dentro da câmara clara antes da finalização do exame. Ainda a respeito da qualidade devemos dizer que uma imagem radiográfica deve ter 4 principais características básicas para que na câmara clara obtenha um aprovação. Se o plano do objeto não estiver paralelo ao do filme. A seleção de um pequeno ponto focal em um tubo de raios X de duplo foco é uma variável controlada pelo Técnico/ tecnólogo. (BERLEZE. 2003). é posicionada de 8 a 10 cm abaixo da superfície da mesa. Isso é mais bem observado nas articulações dos membros superiores e inferiores (BONTRAGER. Isso não só aumenta a ampliação e a distorção da imagem como também diminui a precisão da imagem. d) Alinhamento do objeto com o filme: Isso se refere ao alinhamento ou plano do objeto a ser radiografado em relação ao plano do filme. 2000.

Para realizarmos um exame radiológico convencional. podendo ser adaptados aos equipamentos. AP Antero-posterior (Estativa). onde está o porta-chassi e a grade anti-difusora. além do paciente. Isso assegura que o RC e o feixe de raios X estejam alinhados corretamente com a parte a ser radiografada quando o chassi estiver na gaveta Potter-Bucky. (Deve ser feito antes de o paciente ser posicionado na mesa ou estativa de raios X). o RC é o primeiro fator. ou o fator primário no processo de posicionamento. o processo de posicionamento começa por acomodar o paciente na mesa ou na estativa em uma das seguintes posições: decúbito dorsal-(Mesa). 3. cada profissional desenvolve uma seqüência ou rotina de posicionamento que funciona melhor com o equipamento específico a ser usado.4 Seqüência de realização do exame Com o tempo e a experiência. quando a mesa ou a estativa estiver na posição central de "marcação". 2003). A estativa é a coluna ou o eixo. . decúbito ventral-(Mesa) PA póstero-anterior (Estativa). serve para a realização de exames em ortostatismo (em pé). Segundo Bontrager (2003) as etapas e os princípios de posicionamento radiológico previnem descuidos e hábitos imprecisos que possam resultar em um trabalho incongruente e desleixado.12 3. alguns acessórios. geralmente posicionado na parede. para essas incidências.4. Isso significa que. Mas existem posicionamentos corretos básicos. No posicionamento da parte específica do corpo a ser examinada. tais como o porta-chassi.1 Posicionamento do paciente O paciente é posicionado na mesa ou na estativa bucky: a mesa de exames é o local onde são colocados. O paciente é virado e movido conforme a necessidade para centralizar o centro da parte do corpo com o RC (BONTRAGER. na maioria das incidências. é a primeira a ser posicionada em relação ao raio central (RC). O tubo de raios X deve ser verificado para se certificar de que o raio central (RC) da luz do colimador esteja posicionado na linha central da mesa ou estativa. a grade anti-difusora e a faixa de compressão. lateral ou oblíqua (estativa e mesa).

ou sob a parte a ser radiografada para exames na mesa.13 3. Para padronizar a técnica de utilização do espessômetro é preciso que os critérios sejam rigorosamente respeitados por todos os profissionais do setor. Desta forma quatro fatores devem ser observados: a) Filme: O chassi de tamanho correto deve ser posicionado na gaveta Potter-Bucky. sugere-se que o uso do espessômetro faça parte do procedimento do exame em qualquer que seja a circunstância. o filme também deve ser centralizado. e os fatores de exposição (técnica) corretos devem ser ajustados no painel de controle. A mensuração da parte não é necessária se for usado o CAE (controle automático de exposição). E. que é de mais ou menos 35%. 3. isto é. Esta mesma autora refere que o espessômetro deve estar localizado dentro da sala de exames. 2002). .4.4. Estudos realizados no Hospital Central da ULBRA demonstraram que maior parte dos rejeitos radiográficos são classificados como erro de dose. uma forte redução de tempo gasto e de investimento do administrador. use-o. o tempo dos exames será diminuído. pois.2 Medida da espessura A parte específica do corpo a ser radiografada deve ser medida. Para os procedimentos na mesa ou na estativa.3 Posicionamento do tubo de raios-x e do filme Após a parte específica do corpo ter sido centralizada em relação ao Raio Central. Por esta razão. essa centralização é feita movendo-se o filme na gaveta Potter-Bucky longitudinalmente. estes devem estar cientes de que a probabilidade de erro de dose terá uma considerável redução. O filme pode ser o tradicional chassi de filme-écran ou uma lâmina como nos sistemas radiográficos computadorizados. O uso do espessômetro no setor de Radiologia é de grande importância. a fim de alinhá-la com a luz projetada do RC. mas deve estar próximo ao profissional para que antes de iniciar qualquer exame. logo. com o uso correto dará um resultado de otimização do serviço. não importa onde. e também reduzirá o percentual de rejeito (OLIVEIRA. em sentido longitudinal ou transversal.

mas sem cobrirem a anatomia de interesse (BONTRAGER. tais como: Brincos. o protetor gonadal. 2003). regulamentadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e supervisionadas pela Secretaria de Vigilância Sanitária.14 b) Raio central: A centralização precisa do RC é especialmente importante para os membros superiores e inferiores.02. O avental. moedas. em que a centralização correta do RC é essencial para imagens adequadamente expostas. Também deve ser feita uma última verificação quanto ao posicionamento de um . de forma a incluírem somente a anatomia de interesse. luvas e óculos plumbíferos constam na Portaria N° 453 de 1° de Junho de 1998 e devem estar presentes na sala de exames. Isso também é importante quando se usam os CAE (controles automáticos de exposição) e para receptores digitais. d) identificadores: Os Identificadores são corretamente posicionados de modo a ficarem no campo de exposição. o descaso do profissional e a negligência de algumas instituições contribuem para o aumento dos inúmeros casos de doenças vinculadas a manipulação errônea das radiações ionizantes. corrente.4. Deve-se retirar os acessórios ou adornos da parte a ser radiografada. sutiã. anel. 3. o protetor de tiróide. c) colimação: As bordas da luz do colimador são então ajustadas ou fechadas. nos quais as articulações são áreas de interesse primário. e o RC tem de ser direcionado precisamente para a região mediana da articulação. O desconhecimento. cliente. piercing. Atender as normatizações vigentes editada pela Comissão Nacional Energia Nuclear (CNEN) por meio da Norma Regulamentadora (NR) N 3.4 Proteção radiológica e orientações ao paciente O uso dos equipamentos de proteção individual no setor de radiologia merece especial atenção por vários motivos. A proteção radiológica é fator preponderante para a garantia da qualidade de vida do profissional e do paciente. grampos de cabelo etc.

Figura 1: O tubo de raios-x Fonte: Rezende. 2001 3. dividido em duas partes: filamento e capa focalizadora.15 escudo gonadal ou outra proteção antes de fazer a exposição e instruções sobre como o paciente deve permanecer durante a exposição. Ao serem acelerados na direção do ânodo devido à diferença de potencial (da ordem de kilovolts) aplicada entre cátodo e o ânodo.5.1 O tubo de raios-x a) O cátodo: É o pólo negativo do tubo de raios-X. . Esta corrente de elétrons é gerada pela aplicação de uma diferença de potencial entre dois eletrodos: cátodo e ânodo. Este fenômeno é chamado de emissão termoiônica. (figura 1) O filamento emite elétrons quando uma corrente elétrica o percorre. há uma tendência de dispersão destes elétrons por possuírem a mesma carga.5 A formação da imagem radiográfica Os raios-X são produzidos pela incidência de elétrons em um alvo. necessária em alguns exames para produzir melhor contraste ou diminuir a distorção por movimento. mantendo os elétrons agrupados em um feixe (SOARES. 3. Para evitar este efeito o filamento do cátodo é envolvido por uma capa focalizadora carregada negativamente. 2002). Exemplo: Explicar sobre à respiração.

a penetração dos produtos químicos de revelação nos cristais para a formação da imagem sem diminuir sua firmeza e constância. o ânodo tem que ser bom condutor térmico para dispersar para o meio externo o calor gerado pelo choque dos elétrons em sua superfície (SOARES. sendo estas: capa protetora. substrato e base: A capa protetora é a película que cobre a emulsão para protegê-la contra a abrasão e o atrito. Além de ser um bom condutor elétrico. O molibdênio e o tungstênio são os materiais mais usados na construção dos ânodos nos tubos de raios-X. no caso alvo rotatório. causando menores danos ao mesmo. A gelatina permite a distribuição uniforme dos cristais de haleto de prata (sem acúmulo na base do filme) para uma resposta puntiforme.5. 2003). A base. Permite também. Os grãos de prata remanescentes devem ficar em suas posições relativas ou a imagem será destruída. o calor gerado no processo é dissipado em um maior área. Para reduzir os efeitos da temperatura e aumentar a sua vida útil. o tubo de raiosX emprega ânodo rotatório. A área do ânodo que recebe o impacto dos elétrons é denominada de alvo. estes materiais têm grande resistência às altas temperaturas resultantes da interação entre elétrons e o material do alvo. . é geralmente de poliéster. LOPES. A emulsão é composta de cristais de produtos químicos fotograficamente ativos (haletos de prata) em suspensão em gelatina. ou suporte.2 Filmes. 1999). 2002). por possuírem energia mais adequada a esta aplicação. É importante que a base seja dotada de espessura uniforme e totalmente desprovida de irregularidades para que cada camada fotossensível possa ser distribuída por igual (SOARES. emulsão. Além disto. 3. (BRAFOX. Os filmes são constituídos por várias camadas superpostas. Assim. devido à necessidade d estabilidade dimensional.16 b) O ânodo: é o pólo positivo do tubo onde incidem os elétrons emitidos pelo cátodo. Cassetes e Telas intensificadoras.

prevenindo o acúmulo de partículas de material absorvente de raios-x. que podem provocar descargas. e fazem o contato entre tela intensificadora e o filme. O . Para evitar estes problemas. Os cassetes na radiologia convencional possuem duas telas intensificadoras usada em um filme com dupla emulsão. Há também aqueles que emitem luz azul. Filme com bordas veladas é. causando a liberação do gás bromo. deve-se promover a limpeza. que requer então o uso de emulsões sensíveis àquela freqüência de luz (BRAFOX. (SOARES. O composto usado comumente nas telas ou écrans de fósforo é o oxisulfeto de gadolínio térbio ativado.3 Processamento radiográfico As etapas básicas envolvidas na obtenção da imagem radiográfica são: formação da imagem latente. cuja presença nas superfícies pode levar à formação de pontos de imagens falsas. 2003). Outro cuidado importante refere-se à limpeza dos mesmos. Imagem latente: Quando o filme é exposto aos fótons de luz provenientes de telas intensificadoras. deve-se deixar que sequem completamente antes de fechar o chassi (IBF. 1999). entre a parte interna do cassete e o filme. Após a limpeza. danificando as imagens. revelação e fixação. Sua principal finalidade é converter os raios-X incidentes em comprimentos de onda visíveis (luz) de modo a sensibilizar o filme.17 Os cassetes ou chassis são dispositivos à prova de luz que recebem o filme dentro da câmara escura. É essencial o cuidadoso manuseio dos chassis para evitar danos mecânicos. com algodão umedecido em solução anti-estática de boa qualidade. muitas vezes chamado de écran de terras raras. constituído de outro material. Em outros casos. geralmente. pode levar ao acúmulo de cargas eletrostáticas. A emissão de luz verde desta tela requer o uso de emulsões de filme sensíveis a luz verde. 2002). sinal de infiltração de luz nos chassis. Telas intensificadoras (ou écrans) são materiais usados dentro do cassete. os cristais de haleto de prata liberam elétrons de alguns dos íons brometo carregados negativamente.5. permitindo a formação da imagem radiográfica. 3.

Processo de revelação: Envolve a redução química (ganho de elétrons) de todos os íons de prata do cristal exposto. ou seja. Finalmente. 2002). ovóide . já existe precursor da imagem formada. os cristais de haleto de prata remanescentes devem ser removidos. e a conseqüente degradação da qualidade da radiografia (SOARES.18 elétron liberado combina-se com íons de prata carregados positivamente na rede cristalina. o filme deve ser lavado e seco. Embora esta pequena mudança não possa ser detectada visualmente. A agregação de um pequeno núcleo de prata torna o cristal de brometo de prata sensível à revelação. A necessidade de reduzir a dose de radiação e proporcionar melhor contraste de imagem com baixo ruído é um grande incentivo para as pesquisas de novos produtos. escurecendo o filme. Como em qualquer reação química. evitando a mudança de cor com o tempo. também foi reconhecido como um componente crítico para alcançar a imagem ótima. fazendo com que os cristais expostos sofram redução muito mais rapidamente que os não expostos.5. Esta redução química ocorre em todos os cristais. a imagem radiográfica de uma moeda pode ser redonda. para não serem vagarosamente reduzidos com o tempo. mas os átomos de prata da imagem latente agem como catalisadores de reação. a temperatura. Terminada a revelação. O processamento de filme que era um aspecto freqüentemente abandonado na cadeia de imagens. Processo de fixação: Este processo consiste na retirada dos cristais de haleto de prata não reduzidos. sendo estes removidos de modo mais lento que a prata revelada. transformando-os em átomos neutros (prata metálica). 3. transformando-os em prata metálica. A lavagem remove todos os traços remanescentes dos produtos químicos utilizados.4 A Projeção das Imagens no filme Na obtenção da imagem radiográfica pode ocorrer a deformação da imagem. 2002). o revelador é considerado otimizado. a concentração dos preparados químicos e o tempo de revelação devem ser combinados de modo a propiciar a máxima conversão dos cristais expostos e mínima dos não expostos. Nestas condições. chamada de imagem latente (SOARES.

1999). presumir a situação respectiva de diversas estruturas (Isto só será possível se a anatomia radiológica da região permitir). descreve a direção ou trajeto do feixe de raios X quando este atravessa o paciente. mediastino. TUBIANA. cúpulas diafragmáticas). o filme radiográfico soma todas as estruturas atravessadas pelo feixe de raios X interpostas entre o tubo e o filme (MONNIER. projetando uma imagem no filme radiográfico ou em outros receptores de imagem. p. ela pode. As radiografias são feitas com técnica de alta tensão (cerca de 120 KV). Na Incidência Póstero-anterior (PA). Na verdade. O mesmo ocorre nos filmes em PA ou AP. por definição. Contudo. já que o coração se encontra numa posição de maior distância em relação ao filme. o paciente apóia a parte anterior do tórax no chassi com o filme radiográfico. Incidência é um termo de posicionamento que. Assim. oblíqua ou paralela ao feixe de radiação. 1999. Na incidência em PA de tórax. TUBIANA. e o estudo do parênquima pulmonar será idêntico. p. encontrar-se na projeção do esôfago. A presença de uma corrente é indicativa de que a medalha encontra-se suspensa no pescoço. o que permite penetrar o mediastino e uma melhor demonstração da traquéia e dos brônquios-fontes. metade da superfície dos campos pulmonares esconde-se atrás de uma outra estrutura (arcos costais. de acordo com sua posição perpendicular. a imagem no filme da área cardíaca aumenta. e também das regiões do parênquima pulmonar situadas no . não existe diferença alguma entre uma radiografia de tórax em perfil direito ou esquerdo. uma medalha que se projeta sobre o mediastino. Como exemplo.19 ou linear. o feixe de raios X entra na superfície posterior e sai na superfície anterior do corpo do paciente.10). porque as duas incidências adicionam as imagens dos dois pulmões. Não é possível. numa radiografia frontal de tórax.29). 2003. essa técnica é feita em inspiração forçada. quando a incidência é feita posteriormente. numa radiografia. O feixe de raios X também pode ser descrito como o raio central ou RC (BONTRAGER. no entanto ela pode estar na frente ou atrás do tórax (MONNIER. Esses mesmos autores referem que do ponto de vista do parênquima pulmonar.

Esses exames em maca ou leito não foram abordados neste estudo. e os arcos costais mais horizontais. 1999). Os exames realizados no leito ou na maca são efetuados com o dorso no chassi (incidência ântero-posterior). bem como toda a caixa torácica e a pelve. se encontra associada a uma cifose (uma curvatura tipo "corcunda") excessiva. freqüentemente. que. de modo a que os ápices não sejam cortados. ambas as extremidades externais (direita e esquerda) das clavículas estarão à mesma distância da linha central da coluna. até mesmo uma discreta rotação em uma radiografia de tórax em Póstero-anterior pode acarretar a distorção do tamanho e da forma da sombra cardíaca. Por este motivo. Uma extensão suficiente do pescoço do paciente garantirá que o queixo e o pescoço não encubram nem sobreponham às regiões mais superiores dos pulmões. Isso reduzirá o efeito de . é importante que não exista qualquer rotação. a seguir. A direção da rotação pode ser determinada definindo-se qual extremidade external da clavícula está mais próxima da coluna. deve-se assegurar que o paciente esteja levantado. já que o coração está localizado anteriormente no tórax. TUBIANA. atestando-se a inexistência de rotação. essas curvaturas espinhais provocam uma deformidade em "torção" da caixa torácica. A escoliose é uma curvatura lateral ou lado a lado da coluna vertebral. Na incidência PA verdadeira sem quaisquer rotações. A rotação na radiografia de tórax em PA pode ser determinada pelo exame de ambas as extremidades externais das clavículas.20 seio costofrênico posterior e atrás do coração (MONNIER. em conjunto. os ápices pulmonares. Para evitá-la. para os manter nessa posição. remova as mãos à medida que ela encosta-se a estativa Bucky (receptor da imagem). Em uma radiografia de tórax (PA). Também. deve-se certificar de que a borda superior da colimação esteja suficientemente alta. em busca de uma aparência simétrica em relação à coluna. deve-se solicitar que ela os levante para cima e para fora e. Com freqüência. tornando a incidência PA verdadeira sem rotação mais difícil ou impossível. Nessa posição o coração aparece ampliado. A escoliose e a hipercifose pode dificultar a prevenção da rotação. Também se deve verificar a face posterior dos ombros.minimizando as sombras das mamas: No caso de paciente com mamas pendulares. apoiado em ambos os pés e com ambos os ombros inclinados para frente e para baixo.

e é composto de três partes: a base. ou 9. É um instrumento que deve ser utilizado antes de qualquer procedimento radiológico convencional ou contrastado. A base tem cerca de 23cm. Esta medida é retirada normalmente no ponto por onde passa o raio central na estrutura. Esse acessório conforme Oliveira (2002) é um instrumento que serve para que o Tecnólogo ou Técnico em Radiologia tenha como referência.21 sombreamento causado pelas mamas sobre os campos pulmonares inferiores. dependendo do tamanho e da densidade das mamas. 3. A base é dividida em duas partes: a parte interna e a parte externa. é esta parte que o profissional deve encostar-se à estrutura que será estudada. Os serviços de radiologia e diagnóstico por imagem no objeto deste estudo são constituídos de vários acessórios. ou seja. a corrente e o tempo de exposição que o paciente será submetido para a realização de tal exame. O espessômetro é um instrumento de alumínio inox. e perpendicular à régua. No entanto. Este item do espessômetro deve ser deslocado conforme o tamanho da estrutura de interesse. O ponteiro está paralelo à parte interna da base. as sombras causadas por elas sobre os campos pulmonares laterais inferiores não podem ser totalmente eliminadas (BONTRAGER. ou seja. vale lembrar que. com o objetivo de realizar a medição da estrutura a ser radiografada (OLIVEIRA.6 O espessômetro Um importante equipamento pouco utilizado nos setores de radiologia convencional é o espessômetro. p. é através . a espessura da estrutura que será radiografada para que então. Resumindo serve para medir a espessura da parte a ser radiografada. A parte interna deverá estar sempre em contato com o paciente. Esta está paralela ao ponteiro e perpendicular à régua. dentre os quais o espessômetro (Figura 2). a tensão. Inclusos nesta. 2003). possa utilizar uma tabela de exposição. o ponteiro e a régua. equipamentos e instrumentos.9).5 polegadas. 2002. O ponteiro é dividido em duas partes: a parte interna e a parte externa. A parte interna deve estar em contato com o paciente.

e para que não haja diferenças no momento de definição da dose. Tem cerca de 40cm. como os outros itens. e na parte externa é onde registramos a medição. ou 16 polegadas. Além do ponto do raio central deve-se também padronizar o ponto de medição da espessura de cada estrutura. O ponto do Raio central é estabelecido conforme a estrutura a radiografar. primeiro é necessário definir com todos os Tecnólogos e Técnicos em radiologia o ponto de incidência do raio central em cada exame. para que se tenha a certeza que todos utilizam o mesmo critério para medir a espessura do paciente. A parte interna deve estar em contato com o paciente. Para que isso não aconteça. A régua.6. Segundo Berleze (2000) a implantação do uso do espessômetro no setor de radiologia convencional pode trazer alguns problemas se mal utilizado.1 Espessura e densidades radiológicas .22 do ponteiro que é possível regular a espessura desejada. já que é com o uso do espessômetro que chegamos ao valor mais aproximado da dose de radiação que será aplicada no paciente para a realização do exame. Figura 2: O Espessômetro (Konex. 3.5 polegadas. é dividida em duas partes: a parte interna e a parte externa. 2005). sempre utilizando o meio da estrutura e sua parte com maior espessura. A régua está perpendicular à base e ao ponteiro do espessômetro. ou 8. O ponteiro tem cerca de 20 cm.

a pequena cisura comporta-se como se tivesse uma espessura hídrica de vários centímetros. ao nível pulmonar. ao contrário.23 Uma radiografia é composta de uma escala de densidades que vai do branco ao preto. quando ao contrário. As moléculas compostas de átomos pesados (cálcio. o filme é impressionado ao máximo e apresenta uma superfície negra. Naturalmente. já que basta uma pequena variação de posição da cisura em relação ao raio incidente para que ela desapareça na radiografia. A absorção do feixe de raios x de acordo com Monnier e Tubiana (1999). O mesmo fenômeno de tangência explica por que um brônquio não é visível no parênquima pulmonar. . bário) comportam-se frente aos raios X como uma tela que as impede de atingir o filme. em situação quase perpendicular ao feixe de raios X comporta-se como se medisse apenas 1 mm de água e pode não ser visível. a imagem será mais branca na estrutura mais espessa. iodo. Numa radiografia frontal de tórax. Este fenômeno ocorre em função da massa atômica do meio atravessado. A grande cisura. porque está situada horizontalmente no sentido do feixe. do ponto de vista radiográfico. fino. na presença de duas estruturas idênticas. e contêm ar. Ainda conforme Monnier e Tubiana (1999) um contorno (borda) é definido numa radiografia como a separação existente entre duas regiões de densidades diferentes. ocorre uma região de maior ou menor transparência no filme. O olho humano só é sensível a grandes variações de densidade. envolto de ar. As variações progressivas são muito difíceis de serem avaliadas. Esta noção de espessura permite explicar a visibilidade de certas estruturas pouco espessas. as cisuras são de tonalidade hídrica e sua espessura é inferior a 1 mm. suas paredes são muito finas. entre o filme e o tubo de raios X existe apenas ar. exceto quando vista numa determinada incidência como sendo um anel branco. Essas diferentes densidades resultam da diversidade de absorção dos raios X nos meios atravessados. A visibilidade da pequena cisura é inconstante. só a pequena cisura é visível. Na verdade. Do ponto de vista da absorção. a absorção depende da espessura do meio atravessado pelo feixe de Raios X. O brônquio não é visto em situação normal.

numa radiografia frontal (incidência PA) de tórax de uma mulher. porque a espessura do tecido atravessado pelos raios x é a mesma em ambos os lados. (MONNIER. De fato. a sombra mamária é visível sob a forma de duas opacidades. podem aparecer sob a forma de linhas brancas no filme radiográfico se o raio incidir paralelamente a essas estruturas. Esse fenômeno é diferente do que ocorre como uma paciente mastectomizada. é necessária uma penetração e tangência pelos raios da região onde essa diferença ocorre. Os quatro tipos de corpo mais comuns são: a) hiperestênico: Este tipo também conhecido como o mais "atarracado". A linha radiológica. limitadas inferiormente por uma linha nítida. ao contrário do que ocorre acima. 1999) 3. maciço. Assim. com uma dimensão vertical curta. a absorção depende da espessura do meio atravessado pelo feixe de raios X. requer a existência de duas variações súbitas de densidade. Portanto. que vai apresentar uma hipertransparência do lado da cirurgia. no pulmão. é possível suprimir a zona de tangência e seu contorno inferior.2 Biótipos anatômicos O posicionamento radiográfico requer o conhecimento das variações mais comuns na constituição física (biótipo). que são dois folhetos de densidade hídrica pouco espessa. Essa variação no formato do corpo possui um efeito importante na forma e localização dos órgãos internos. entre a mama (estrutura de tonalidade hídrica) e o ar exterior. Para que tal variação de espessura seja significativa. Ao se erguer a mama. o que indica um diafragma alto. não sendo observado a linha hipertransparente.6. Esse contorno é criado por uma zona de tangência ao nível do sulco inframamário. as cisuras. Notando-se que com essa manobra só desaparece o contorno inferior. TUBIANA.24 Para haver uma borda ou contorno entre dois meios. A cavidade torácica é larga e profunda de frente para trás. é necessário existir uma variação brusca de absorção entre eles. Isso faz também com que . cada profissional deve aprender a reconhecer esses tipos corpóreos e a saber o seu efeito nos órgãos internos. Deste modo.

2). b) estênico: Este representa o mais próximo da média. estômago e cólon. ou até mesmo. que se localiza em algum lugar no abdome inferior. Isso não quer dizer que as medições devem ser necessariamente onde incidirá o Raio Central de determinada incidência. 2003). .25 o abdome superior seja também muito largo. c) hipoestênico: Este representa o mais próximo da média. (OLIVEIRA. alterando a localização de órgãos como vesícula biliar. é o melhor ponto para uma observação. bem como o cólon. d) astênico: Este é o extremo do tipo corpóreo delgado.7 Técnica de utilização do espessômetro A medição de espessura requer alguns critérios para serem efetivados e aprovados conforme a estrutura a ser estudada. mas ainda é ligeiramente troncudo e freqüentemente o tipo de pessoa mais musculosa. dois desses pontos de reparo são: A vértebra proeminente (C7) e a incisura jugular. 3. nem sempre. mas tendem mais ao tipo de constituição corporal compacto e hiperestênico. onde o raio central incide no paciente. o ponto de maior espessura. o que posiciona os órgãos abdominais em andares mais inferiores (BONTRAGER. A vesícula biliar e o estômago estão mais baixos e próximos da linha média. Pontos esses devem ser partes do corpo de localização fácil e uniforme em pacientes. O abdome superior também é mais estreito na porção superior e mais largo nas dimensões inferiores. Para o posicionamento do tórax. p. Pois. 2002. Os órgãos torácicos e abdominais são próximos da média em forma e localização. porém com uma grande dimensão vertical indicando um diafragma mais baixo. com uma cavidade torácica mais estreita e pouco profunda. porém é mais esbelto e às vezes o tipo corpóreo de maior estatura. O posicionamento radiológico preciso e uniforme requer determinados pontos de reparo ou de referência que podem ser utilizados para centralizar o filme corretamente a fim de assegurar a inclusão de toda a anatomia essencial naquela incidência específica.

a) Estruturas mostradas: Descrever precisamente que partes e estruturas anatômicas devem ser claramente visualizadas na radiografia. saindo da frente dos campos pulmonares). Um método sistemático para aprender como avaliar radiografias é dividir a análise crítica em cinco partes. palma para fora. aproximadamente. b) Posição: Geralmente descreve duas coisas: (1) posicionamento da parte do corpo em relação ao filme e (2) fatores de posicionamento que são importantes para a incidência. Os ombros devem estar rodados para frente (para permitir movimento lateral da escápula. queixo levantado (contra o porta-filme). e abaixar os ombros para mover as clavículas. 3. e cotovelos parcialmente fletidos. 8 a 10 cm abaixo da incisura jugular e a face interna da régua do espessômetro deve estar voltada para a face lateral da coluna torácica do paciente. mãos sobre o quadril. e dessa forma.26 Na incidência Póstero-anterior de Tórax (PA). posicionaremos o espessômetro na altura da sétima vértebra torácica. A face interna do ponteiro do espessômetro deve estar voltada para a sétima vértebra torácica. e assim. com pés ligeiramente afastados. os principais fatores para o posicionamento correto no caso de uma incidência .Por exemplo. para a mensuração o espessômetro deve ser posicionado da seguinte maneira: a face interna da base do espessômetro deve estar voltada para o ângulo esternal.8 Critérios de avaliação radiográfica O profissional de Radiologia deve rever e comparar a radiografia com um padrão para determinar o quão próximo da imagem excelente foi conseguido. devemos pedir ao paciente para abduzir um dos braços. 2002). Para medirmos a espessura do tórax do paciente em uma incidência Póstero-anterior (PA). ao nível da T7 (OLIVEIRA. o paciente deve estar em ortostatismo (em pé). Assim.

sendo os responsáveis pelos exames radiológicos do paciente. 2003). A localização correta do RC é especialmente importante sempre que for usado um controle automático de exposição (CAE).27 c) Colimação e RC: Descreve dois fatores: (1) onde as bordas da colimação devem estar em relação àquela parte do corpo e (2) a localização do raio central (RC).9 Ética profissional e aspectos legais O Técnico e o Tecnólogo em radiologia são membros importantes da equipe de saúde. A Utilização do espessômetro o serve . A ausência de movimento é a prioridade máxima. como definido dentro da profissão. devem estar corretamente posicionados para que não fiquem superpostos à anatomia essencial (BONTRAGER.) e) Marcadores de imagem: Uma quinta área crítica de análise envolve os marcadores de imagem. (O movimento é incluído como um critério de exposição porque o tempo de exposição é o fator de controle primário do movimento. cujo centro é a localização precisa do RC d) Critérios de exposição: Descreve como os fatores de exposição ou técnicas (kVp. A avaliação de uma radiografia quanto à localização correta do RC é fácil se imaginarmos um X grande que se estenda dos quatro cantos do campo do colimador. Os marcadores de identificação do paciente. 3. mA e tempo) podem ser estimados para uma exposição ótima daquela parte do corpo. o que assegura a boa execução do exame e é um dos fatores que não podem faltar no programa de garantia de qualidade para a radiologia e diagnóstico por imagem. O código de ética relaciona as regras aceitáveis de conduta em relação ao próximo. Isso inclui ser responsável por seus atos e estar sujeito a um código de ética específico. O Uso do espessômetro serve para a padronização das doses e da qualidade dos exames radiográficos. e uma descrição de como a presença ou a ausência de movimento pode ser determinada é listada.

1988 refere o cuidado com o uso da radiação ionizante. A portaria 453 ainda estabelece no item 4.O.U. 1998 p.55 que: Os titulares devem implementar um programa de garantia de qualidade./06/98 no capítulo 3 dos Requisitos operacionais no quesito Garantia da qualidade. para cada exame realizado no equipamento. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM) na NE .4 Junto ao painel de controle de cada equipamento de raios-x deve ser mantido um protocolo de técnicas radiográficas (tabela de exposição) especificando. 02.01. integrante do programa de proteção radiológica.28 também para que os serviços de radiologia convencional entrem em consonância com as normas de proteção radiológica.4 que: 4.3. . com os seguintes objetivos:” e) Determinar os valores representativos das doses administradas nos pacientes em decorrência dos exames realizados no serviço e verificar se podem ser reduzidas. parâmetros para o controle automático de exposição (BRASIL. No Brasil a Portaria/MS/SVS nº 453.17). as seguintes informações: a) Tipo de exame (espessuras e partes anatômicas do paciente) e respectivos fatores de técnica radiográfica b) Quando aplicável. das Diretrizes Básicas de Proteção radiológica. estabelece no item 3. 1998 p. para minimizar conseqüências da utilização dela e diminuir as exposições desnecessárias ou acidentais. de 01 de junho de 1998 D.16). levando-se em consideração os níveis de referência de radiologia e diagnóstico por imagem estabelecidos neste Regulamento (BRASIL.

os pacientes/clientes internados e provenientes dos atendimentos ambulatórias e emergenciais. sala de interpretação de exames. Gerador TRIDOROS 812-E e mesas Multix-B: avental e luvas plumbíferas. Este setor funciona de segunda a sexta-feira.500 usuários/mês de todo o Estado de Santa Catarina. idade. uma sala de processamento radiográfico. Foram utilizadas as duas salas em funcionamento. . Radiologia e Diagnóstico por Imagem. As salas de exames apresentam a seguinte estrutura respectivamente: 40 m2. altura. Nessas salas foram obtidos os dados da aguisição dos exames de tórax PA com e sem uso do espessômetro. espessura e espessômetro. observação dos parâmetros técnicos adotados habitualmente nas tomadas dos exames de tórax PA e os registros dos dados relativos a esses exames feitos pelo próprio trabalhador (Apêndice 2) com as seguintes informações: número do protocolo do exame. para a análise posterior das imagens e verificação dos resultados. data. DFoFi. revisão de literatura e fichamento das informações referente à garantia da qualidade do exame radiográfico. Utilizam os serviços oferecidos mais de 7.4 METODOLOGIA 4. Aos finais de semana e feriados mantém regime de 24h em caráter de plantão. mAs e o número da sala onde foi realizado o exame. duas sala de exames. espessura da região anatômica radiografada. princípios físicos de atenuação. corrente. das 07h00min às 19h00min e das 19h00min as 7h00min. tensão. Cada imagem (radiografia) obtida nas duas etapas foi registrada com uma fotografia digital. Trata-se de pesguisa guanti-gualitatíva para a aual se utilizou. denotando a importância da sua atuação na área da. câmara clara. tempo. sexo. equipamentos da marca Siemens. A área física do setor de radiologia convencional apresenta os seguintes ambientes: recepção. assim como de outros hospitais. Atende pelo sistema único de saúde (SUS) convênios.1 Características da pesquisa A pesquisa foi realizada no setor de Radiologia Convencional de um Hospital público da Grande Florianópolis. Santa Catarina. peso. almoxarifado e arquivo.

fatores que cercam a realização deste exame. Na primeira etapa foram avaliados os dados do paciente/cliente como: altura. idade. como contraste e densidade.3 Métodos para análise dos resultados Na etapa de análises dos resultados considerou-se: os 74 exames validados pelos participantes da pesquisa nas duas etapas. E a segunda no período de 28 de novembro a 6 de dezembro de 2006 para a obtencão das informações relativas a tomadas do mesmo tipo de exames. que foi assinado pelos participantes da pesquisa. Na segunda etapa considerou-se a mesma informação estabelecida na primeira etapa acrescida dos fatores técnicos padronizados com a utilização do espessômetro . 4. sexo e a medida da espessura da região anatômica de interesse: os fatores técnicos utilizados (KV-mAs): distância foco-filme. foram respeitados os princípios éticos pelos quais aos participantes foi garantido o anonimato. 4. também. Foram observados nesses períodos 90 exames.2 Aspectos éticos Durante todo o estudo.30 A Observação deu-se em duas etapas: a primeira no período de 31 de outubro a 13 de novembro de 2006 para a obtenção das informações relativas aos fatores técnicos adotados habitualmente na tomada das imagens radiográficas dos exames de tórax PA sem o uso do espessômetro. o esclarecimento dos objetivos e o caráter de participação espontânea. peso. mas obedeceu rigorosamente o que preconiza a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e do Ministério da Saúde (CNS-MS). sem a utilização do espessômetro observando-se o resultado da qualidade e níveis de informação da imagem. bem como apresentado o termo de consentimento livre e esclarecido (Apêndice 1). Assim como. porém com técnica padronizada e com o uso espessômetro. O projeto desta pesquisa não foi apreciado por um comitê de ética em pesquisa.

4 M 41 8 M 64 6.4 F 72 6.31 Foram comparados os fatores de qualidade das imagens adquiridas nas duas etapas considerando: contraste. (cm) TENSÃO 27 88 25 82 22 85 20. 4. Assim.5 77 23 80 mAs SEXO IDADE 10 F 68 6.4 F 53 6. podem ser utilizados em um próximo estudo ou aprofundamento deste mesmo. A espessura torácica variou de 18.4 F 54 5 M 69 3. os dados foram apresentados em forma de quadros. A média de mAs utilizado pelos técnicos foi de 7.2 (Quadro 1) e a constante obtida com o valor da tensão e as espessuras foi de 36 Tensão(kV) = 2. em conjunto com os profissionais do setor e outros tecnólogos que comparou as informaçoões das duas etapas com a observação do processo de trabalho na tomada das imagens dos exames de raios x de tórax PA.Espessura + Constante(k).5 79 29 90 23 76 23.4 M 44 (K) 34 32 41 43 41 40 32 30 30 34 . esp. alguns dados obtidos não foram submetidos a análise e discussão. imagens obtidas e descrição das observações comparando os dados obtidoa nas duas etapas respectivamente. estruturas mostradas.2 M 15 8 F 77 6. densidade óptica.5 84 20 81 19. Para o uso do espessômetro inicialmente foi decidido que o tubo de raios x seria aferido. para se obter a constante do equipamento e estabelecer uma tabela padrão de exposição.5 a 29 cm (média de 22.98 cm).4 Apresentação dos resultados Os resultados obtidos na pesquisa de campo estão representados em quadros. Na primeira etapa sem a utilização do espessômetro na Sala 1 constatouse que quanto ao gênero. entre outras. Esses dados foram descritos e interpretados pelo pesquisador. 48% dos pacientes eram do sexo masculino e 52% do sexo feminino.

A espessura torácica variou de 19 a 25 cm (média de 22.4 6.4 6.5 22 25 21 23.36 cm). Na Sala 2 quanto ao gênero.4 10 8 6. 60% dos pacientes eram do sexo .4 6.5% dos pacientes eram do sexo masculino e 34.5 23.4 10 6.4 F M M F F M M F M M M M M F M F M M M F 49 45 18 31 83 21 70 28 66 24 43 43 72 20 46 28 73 60 72 64 (K) 37 46 39 41 41 35 41 37 34 30 38 35 28 46 31 37 36 38 30 39 Quadro 2: Exemplo de dados obtidos na sala 2 na primeira etapa Na segunda etapa utilizando o espessômetro e padronizando a dose observou-se na Sala 1 que quanto ao gênero. A média de mAs utilizado pelos técnicos foi de 6.5 22 18.2 6.5% do sexo feminino.5 20 24. esp.4 6.4 6.5 24 20 23 22 23.4 6.4 (Quadro 2) e a constante obtida com o valor da tensão e as espessuras foi de 37.4 6.5 21 24 23 22.4 5 8 6.4 6. 65.4 6.4 8 6.4 5 6.4 6.4 6.4 F F M M F F F F F M 15 51 42 18 50 20 34 15 49 69 38 34 38 31 36 37 41 40 34 32 Quadro 1: Exemplo de dados obtidos na sala 1 na primeira etapa.4 8 8 6.5 19 19 25 19.5 20 26.4 6.32 19 26 24.5 20 TENSÃO mAs SEXO IDADE 82 88 87 87 86 79 91 79 81 77 76 73 78 85 79 77 82 82 77 75 3.5 24 76 86 87 71 90 81 78 80 87 80 6. (cm) 22.

50% dos pacientes eram do sexo masculino e 50% do sexo feminino (Quadro 4). todos eles utilizando técnicas aleatórias e intrínsecas de cada técnico.4 23.4 M 37 21.4 24 84 8 24. (cm) TENSÃO mAs 22 80 6. A espessura torácica variou de 17 a 26 cm (média de 22.4 M 52 (K) 36 37 37 37 37 37 37 37 37 37 Quadro 4: Dados obtidos na sala 2 na segunda etapa. 4.5 83 8 25. esp.06 cm).35 cm).4 F 27 22 81 6.33 masculino e 40% do sexo feminino (Quadro 3).5 88 8 M 36 17 71 6. Foi utilizada a constante de 36 (quadro 3).5 80 6.4 M 65 22 81 6.4 21.4 F 48 20 77 6. 16 destes foram previamente .5 79 6.4 28 92 8 22 80 6.4 M 68 26 89 8 M 36 25. A média de mAs utilizado pelos técnicos foi de 6.4 SEXO IDADE M 36 F 66 M 49 M 49 M 61 M 15 F 54 F 24 M 19 F 38 (K) 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 Quadro 3: Dados obtidos na sala 1 na segunda etapa. (cm) TENSÃO mAs SEXO IDADE 19 74 6.5 Análise e Discussão dos resultados Na primeira etapa foram acompanhados 70 exames.2.76. Já na Sala 2 observou-se que quanto ao gênero.4 F 24 23 83 6. A espessura torácica variou de 21 a 28 cm (média de 23. esp.4 F 25 24 85 6. A média de mAs utilizado pelos técnicos foi de 7.5 79 6.5 87 8 21.5 85 8 21 78 6. Foi utilizada a constante foi de 37 (quadro 4).

No entanto somente 2 foram submetidas ao processo de retrabalho pelos profissionais do setor. necessitavam de retrabalho por superexposição (enegrecida) ou subexposição (Esbranquiçada). após breve análise de critérios radiográficos em conjunto com os profissionais do setor e outro tecnólogo. seria obtida a constante do equipamento e a tabela de exposição. e a espessura de 24. e a tabela de exposição foi formulada pelos técnicos do setor. O que foi constatado no campo de pesquisa. um exame realizado com Tensão de 85 Kvp. O setor não contava com um profissional específico para testes e manutenção preventiva do equipamento. estando a maior freqüência entre 30 e 50 anos. outros por distância foco filme incorretas.6 anos). para a continuidade da pesquisa. 32 e 33) Nesta primeira etapa percebeu-se que das 54 radiografias validadas para o estudo. erros de abrangência (corte das bases ou dos ápices pulmonares) que comprometeriam o resultado da pesquisa e portanto não foram estudados.3 e 4 das páginas 31. é que o setor possuía dois equipamentos antigos desativados e dois em funcionamento. Desse modo o objetivo era confrontar as imagens obtidas da segunda etapa com as imagens da primeira etapa e mostrar que as radiografias com doses .2. foram validados 54 exames. Dos 70 acompanhados na primeira. Como já foi dito. Assim como exemplo. Com isso foi resolvido após conversas com técnicos e tecnólogos que a melhor maneira de continuarmos com a pesquisa seria enfocar o aspecto da padronização dos exames e com isso. todos da mesma marca. portanto 17%.5cm a constante obtida é de 36. (Quadros 1. a constante foi obtida a partir da média dos exames da primeira coleta. datados de 1987. mau posicionamento. Nos 54 pacientes validados a idade variou entre 15 e 77 anos (média de 44. Os quadros com os dados obtidos nas duas etapas possuem detalhes. foi reconhecido que pelo menos 9 radiografias.34 descartados. as outras foram liberadas e encaminhadas para a análise do diagnóstico médico. no princípio foi estipulado que na segunda coleta para o uso do espessômetro precisaríamos de aferição e confiabilidade na reprodutibilidade do tubo de raios-x. 25 exames da sala 1 e 29 exames da sala 2. pois (24. Com a ajuda do físico médico ou responsável por testes do hospital.5 x 2) + k = 85. Alguns exames foram descartados por insuficiência de dados. logo k = 36.

em escala de 3. datados de 1987 têm limitações de corrente e tempo. A média de mAs utilizado pelos técnicos foi de 6. Na primeira etapa. Por esse motivo depois de discussão com técnicos do setor e tecnólogos. diminuem os rejeitos e evitam a superexposição e a subexposição das película aos raios-x.4 mAs para espessuras de até 21.35 padronizadas. O uso de técnicas aleatórias pode causar a superexposição ou subexposição da radiografia.5 cm e 8. dificultando o diagnóstico médico. como já foi mencionado foram utilizadas técnicas aleatórias para as radiografias de tórax.5 cm e 8.2 e a constante obtida com o valor da tensão e as espessuras foi de 36. 2007) Figura 4: Radiografia superexposta Na segunda etapa. somente controlado por mAs. convencionou-se utilizar 6. Observadas as limitações de corrente e tempo. É importante salientar que os equipamentos desse hospital. 4. A média de mAs utilizado pelos técnicos foi de 7. sem o uso do espessômetro. 6.4. 8.5 em diante. 5.2.4 e a constante obtida com o valor da tensão e as espessuras foi de 37. Na sala 1. A radiografia de tórax é o primeiro método de exame para avaliação das doenças torácicas e também na investigação da área mediastinal. convencionou-se utilizar 6. com o uso do espessômetro.4 mAs para espessuras de até 24.0 mAs para espessuras acima de 25 cm. Neste estudo foi feita uma avaliação comparativa entre técnicas sem o uso e com o uso do Espessômetro para a medida do tórax de pacientes. 12. Na sala 2.0 mAs para espessuras acima de 22 cm. foram utilizadas técnicas padronizadas para as radiografias de tórax. . 10. melhorando o diagnóstico médico. Como demonstrado nas radiografias obtidas na primeira etapa a seguir: Figura 3: radiografia subexposta (NEVES.

24cm 1. Comparou-se as radiografias da coleta 1 com a coleta 2 e verificou-se a eficácia do uso do espessômetro na padronização de exames.4 Sexo 30 F anos 24cm 1. 22cm 1.8m dfofi 85 kv 8 mAs Sexo 64 M anos 22cm 1.8m 85kV 6.4 Sexo 49 anos mAs M Figura 5: radiografia superexposta. segunda etapa (NEVES.4mAs Sexo 48 F anos Figura 7: radiografia demonstrando parênquima pulmonar – técnica aleatória.8m dfofi 80 kv 6. 2007). não demonstra parênquima pulmonar – técnica aleatória. primeira etapa Figura 8: Radiografia demonstrando parênquima pulmonar – padronizada. segunda etapa .36 Nessa segunda etapa foram definidos que seriam acompanhados 10 ezames com a utilização do espessômetro e padronização de técnicas em cada sala. primeira etapa Figura 6: Radiografia demonstrando parênquima pulmonar – padronizada. Os dados obtidos são descritos nos quadros 3 e 4 da pág 33.8m 85kV 6.

8m 85kV 8 Sexo 24 anos mAs F Figura 9: radiografia levemente superexposta.37 As figuras 5 e 6 mostram que a padronização evita a superexposição e a realização de retrabalho. quanto às vantagens do uso do espessômetro. segunda etapa (NEVES. A técnica de uso do espessômetro é preconizada no programa de Garantia de Qualidade e também serve para o serviço se adequar à legislação. e sim em todos os exames de radiologia convencional. Já nas figuras 7 e 8 mostram que o técnico por acaso acertou os parâmetros utilizando técnica aleatória e empírica que coincidiu com os parâmetros utilizados na segunda etapa. 24. primeira etapa. as imagens radiográficas dos pulmões ficariam melhores. Figura 10: Radiografia demonstrando parênquima pulmonar – padronizada. não sendo utilizado normalmente na maioria dos serviços radiológicos. demonstrando o parênquima pulmonar e as radiografias não ficaram subexpostas nem superexpostas.5cm 1. não demonstra parênquima pulmonar – técnica aleatória.5cm 1. Há divergências de opinião entre os profissionais técnicos. . É importante lembrar que esse fato nem sempre acontece por isso a importância de utilizar o espessômetro. Porém não deve ser apenas utilizado para as radiografias de tórax. 2007). utilizando as tabelas de exposição. simples ou contrastados.8m 90kV 6.4mAs Sexo 50 F anos 24. Mas com a utilização do espessômetro as técnicas ficariam padronizadas.

(KOTSUBO. mas também tão altas quanto necessário. fazendo o osso ser menos visível e tornando as estruturas pulmonares mais evidentes. ou a variação constante dela. A exposição do paciente deve ser reduzida tanto quanto compatível com o sucesso da investigação diagnóstica ou procedimento terapêutico.38 Nesse estudo a técnica de baixa tensão foi utilizada devido a vários fatores Técnicos. mas é importante salientar que em equipamentos mais avançados e aferidos. A alta Tensão diminui o contraste entre osso e tecidos moles. capacidade menor de Tensão. . Deve-se produzir um diagnóstico adequado com doses tão baixas quanto razoavelmente exeqüíveis. os resultados seriam muito melhores. e desinteresse da parte técnica. Os resultados obtidos na comparação das imagens da etapa sem o uso do espessômetro e com técnicas aleatórias para a etapa com o uso do espessômetro e técnicas padronizadas colaboram para confirmar a necessidade da implantação do programa de garantia da qualidade e técnicas padronizadas. e a qualidade de imagem radiográfica teve uma considerável melhora. e com um programa de garantia da qualidade corretamente implantado. profissionais Técnicos mal informados ou não atualizados. limitações do aparelho. No estudo realizado é importante salientar que. 2003). como: Aparelhos para radiologia convencional antigos. que é comum em hospitais públicos. mostrou que a padronização dos fatores de exposição e a utilização do espessômetro funcionaram. AZEVEDO. administrativa e médica. MARCHIORI. não só na radiografia de tórax e sim em todos os exames radiológicos convencionais. utilizou-se técnicas de Tensão e mAs (acima de 70 kVp e mAs de até 8) em filmes simétricos convencionais.

39 5 CONCLUSÕES O controle de qualidade mediante padronização dos procedimentos operacionais mostra-se necessário no que se refere à redução do índice de rejeitos radiográficos. As técnicas de padronização utilizadas neste trabalho. além de fornecer imagens radiográficas de qualidade. na câmara escura. proporcionariam com o uso contínuo também uma redução importante de retrabalhos e da dose de radiação. em virtude da redução na carga do tubo de raios X e diminuição de filmes radiográficos rejeitados por conta da melhoria da qualidade da imagem. redução da exposição desnecessária de pacientes à radiação ionizante e a redução de custos. no controle de rejeitos radiográficos. . Por conseqüência se este método fosse adotado pelo setor acarretaria ainda uma diminuição de custos do Serviço de Radiologia e diagnóstico por imagem. verificou-se que houve falta de manutenção preventiva de equipamentos e a falta do uso de tabela de exposição e do espessômetro padronizados por todos os funcionários durante o período de dois meses. enfim estabelecer todo um conjunto de ações proposto por um profissional capacitado para tal. começando com os programas de controle de qualidade em cada parte do serviço de radiologia: Na realização dos exames. constatou-se que a instituição necessita muito implementar definitivamente um Programa de Garantia de Qualidade. conseqüentemente menores doses e evitariam diagnósticos médicos equivocados. No estudo realizado. no controle de qualidade dos equipamentos radiológicos. Os dados obtidos na coleta sem o uso do espessômetro e com técnicas aleatórias alertam para a necessidade da implantação do programa de garantia da qualidade e técnicas padronizadas. No serviço estudado. Com a aplicação do uso do espessômetro foi possível otimizar o tempo de atendimento ao pacientes e minimizar o desgaste dos equipamentos . O programa de garantia de qualidade proporcionaria valores menores de retrabalhos.

.40 Notou-se a necessidade de um controle de rejeitos mais específico. algumas abordadas no presente estudo já são justificativas fortes para implementação de um Programa de Garantia de Qualidade para o serviço radiológico como um todo. resoluções. de um protocolo de controle nas rotinas de manutenções preventivas. Todas as normas. portarias e leis existentes. de realização de testes semanais no equipamento radiológico e do sistema de processamento.

41 6 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS A Área da radiologia. não pára de se desenvolver. . Tomografia computadorizada. Radiologia Digital e com elas. O sistema PACS em conjunto com os sistemas de informação radiológica (RIS) e de informação hospitalar (HIS). Também se sugere um estudo sobre a o funcionamento e eficácia do Controle Automático de Exposição (CAE). como toda área que se utiliza de equipamentos eletro-eletrônicos ou computadorizados. novas tecnologias surgem a todo o momento: Ultra-som. como um melhor desempenho de equipamentos de raios X. Para um novo estudo sugere-se analisar o uso do espessômetro e a padronização de exames radiológicos com técnicas de alta tensão e baixo mAs. que não foi possível devido às limitações de aparelho já mencionadas. Ressonância Magnética. Deve-se incentivar a aplicação de critérios de qualidade das imagens radiográficas e o aperfeiçoamento dos Técnicos. um fator já mencionado nesse estudo é o CAE ou CEA. na parte de medição do paciente e administração da radiação. protocolos clínicos e combinação adequada tela-filme. encontrado nos serviços de radiologia digital. siglas para Controle Automático de Exposição. Tecnólogos e dos médicos radiologistas. processadoras de filmes.

ANEXOS Apêndice 1 – Termo de consentimento livre e esclarecido Apêndice 2 – Formulário de observação de realização dos exames de tórax póstero-anterior. .

.... Se você tiver alguma dúvida em relação ao estudo ou não quiser mais fazer parte do mesmo...... com o objetivo de observar os fatores de exposição utilizados no setor para radiografias de tórax sem o uso do espessômetro e comparar com as realizadas usando o espessômetro................... Esses procedimentos não trarão risco nem desconforto... Serão utilizadas análise documental. posso garantir que as informações fornecidas serão confidenciais e só serão utilizados neste trabalho..... Se você estiver de acordo em participar.. de Novembro de 2006 .................... Este estudo é necessário porque possibilitará uma avaliação da qualidade das Radiografias de tórax podendo resultar na padronização dos exames de raios-x de tórax (PA)......43 Apêndice 1 – termo de consentimento livre e esclarecido MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA – CEFET/SC TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Meu nome é Filipe Giovani pereira Neves e estou desenvolvendo a pesquisa: Importância do uso do espessômetro no setor de radiologia e diagnóstico por imagem..... ..... ASSINATURAS: Pesquisador principal: Pesquisador responsável: Eu........... mas esperamos que traga subsídios para propor medidas da garantia da qualidade no setor....... observação do trabalho em andamento e utilização do espessômetro como ferramenta de medida do tórax para obtenção dos fatores de exposição......... Assinatura: RG: Florianópolis.......... ..... pode entrar em contato pelo fone: (48) 221 0569....... fui esclarecido sobre a pesquisa: Importância do uso do espessômetro no setor de radiologia e diagnóstico por imagem e concordo que meus dados sejam utilizados na realização da mesma.do setor de Radiologia do Hospital.

formulário de observação de realização dos exames de tórax póstero-anterior. FORMULÁRIO PARA OBTENÇÃO DE DADOS RELATIVOS AOS EXAMES ACOMPANHADOS PESQUISA SE REALIZADA NOS MESES DE OUTUBRO A DEZEMBRO DE 2006 NO SETOR DE RADIOLOGIA DO HOSPITAL Exame Data Altura Peso Sexo Idade Espessura DFoFi Tensão Corrente Tempo MaS Sala Aspecto Obs: .Apêndice 2 .

BRAFOX QUÍMICA LTDA. Bimestral.php?cod_produto=RVES>.SP). Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) . Diário Oficial da União. KOTSUBO. MONNIER. Controle de qualidade no setor de radiologia convencional através da padronização dos procedimentos operacionais. KONEX ACESSÓRIOS RADIOLÓGICOS (São Paulo . Jean Pierre. .br/novo/produtos/verProduto. 3. 2000. Técnica De Utilização Do Espessômetro. Ana Cecília P. 2002. Técnicas de processamento de filmes radiológicos: Manual Técnico. Portaria 453. de. n. 5ª Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.com. BONTRAGER. “Diretrizes básicas de proteção radiológica”.com.SP). Acesso em: 24 set. (São Paulo .Curso de Tecnologia em Radiologia. Letícia Machado De. Canoas. Acesso em: 19 abr. BRASIL. MARCHIORI.x-x. Diretrizes de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico. M.ibf. Ulbra.01. 2006. Norma Nuclear CNEN NN 3. Chassis com écrans IBF/CAWO: Chassis radiográfico com telas. Acesso em: 07 out. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) . Conter . 814 p. Disponível em: <http://www. Rio de Janeiro.scielo. Manual de Diagnóstico Radiológico. São Paulo. Brasília.br/medix/Acessorios/Cawo_ecrans.br/portal/?ideare=16>. BRASIL.Curso de Tecnologia em Radiologia. Código de ética dos profissionais das técnicas radiológicas. Diário Oficial da União. São Paulo. Estudo dosimétrico de radiografias de tórax com o emprego de técnicas de alta quilovoltagem. 1999. AZEVEDO.. 2006. Canoas. Tratado de técnica radiológica e base anatômica. Christiano. 36. 1998 IBF .INDÚSTRIA BRASILEIRA DE FILMES (Rio de Janeiro . 1999.htm>. BRASIL. p. 2006. Disponível em: <http://www. 2003. 2006. PRODUTOS: Espessômetro em alumínio.br/scielo. J.php?script=sci_arttext&pid=S010039842003000300008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. v. Acesso em: 05 out. 5ª Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 478 p. 2000. 2003.conter. Disponível em: <http://www. 10 maio 2003. 2005. 1987. Kenneth L. TUBIANA. 93 f.Conselho Nacional De Técnicos Em Radiologia. 1º de junho de 1998. Brasília. Ulbra.REFERÊNCIAS BERLEZE. Martha T. Radiologia Brasileira. Edson.gov. Kiota. 2005. 2002. OLIVEIRA.RJ). Disponível em: <www.konex. 125 f.

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