XVIII Congresso Brasileiro de Automática / 12 a 16-setembro-2010, Bonito-MS

MOTOR DE SIMULAÇÃO BASEADO EM MODELOS CPN APLICADO A UM SISTEMA PARA TREINAMENTO DE
OPERADORES

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FLÁVIO TORRES FILHO, 1,2 MARIA DE FÁTIMA Q. VIEIRA

Laboratório de Interfaces Homem-Máquina, Departamento de Engenharia Elétrica, Universidade Federal de Campina Grande Caixa Postal 10105, 58.109-970 Campina Grande, PB, Brasil E-mails: flavio.filho@ee.ufcg.edu.br, fatima@dee.ufcg.edu.br Centre for Excellence in Signal & Image Processing, Dept of Electronic & Electrical Engineering, University of Strathclyde - Scotland, UK
Abstract  This paper presents the integration of a set of Colored Petri Nets (CPN) models that represents the behavior of the supervision and control system of an electric substation. The models’ integration was aimed at building the simulation engine of an operator training simulator. The simulator engine is also integrated with a tridimensional virtual reality representation of the control room of an electric substation. This work continues a project during which the human interface environment was modeled both in CPN and virtual reality and adds the plant model to constitute the model based simulator engine. Keywords  Simulation Engine, Colored Petri Nets, Electrical Substation, Operator Training System Resumo  Este trabalho apresenta a integração de um conjunto de modelos construídos em Redes de Petri Coloridas (CPN) os quais representam o comportamento do sistema de supervisão e controle de subestações elétricas. Os modelos integrados constituem o motor de simulação de um ambiente para treinamento de operadores. O motor de simulação é também integrado a uma representação em realidade virtual da sala de controle da subestação. Este trabalho dá continuidade a um projeto durante o qual o ambiente da interface com o usuário foi modelado tanto em CPN quanto em realidade virtual e adiciona o modelo da planta para constituir o motor de simulação baseado em modelos. Palavras-chave  Motor de Simulação, Redes de Petri Coloridas, Subestações Elétricas, Sistema para Treinamento de Operadores

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Introdução

Durante o trabalho de supervisão e controle de sistemas elétricos um grande número de informações é disponibilizado aos operadores, que precisam responder de forma rápida e correta aos eventos aos quais o sistema está submetido. Dada a complexidade das tarefas realizadas, e os graves acidentes que o erro humano pode causar, o treinamento eficiente e eficaz desses profissionais é essencial. Neste contexto, um simulador pode desempenhar um papel importante, recriando uma variedade de cenários de treinamento. Os cenários podem consistir em situações de rotina com o sistema elétrico operando em condições normais e em situações de exceção ou criticas, a exemplo de ocorrências que demandam a recomposição do sistema. Além disso, o uso de simuladores elimina os riscos associados à operação do sistema real durante a realização de um treinamento. Este trabalho está inserido no contexto de desenvolvimento de um simulador para apoiar o estudo do erro humano na operação destes sistemas, o qual pode também ser utilizado no treinamento de operadores. O simulador reproduz, em realidade virtual, a sala de controle de uma subestação elétrica, com os níveis de operação via supervisório e via painel de controle. Neste ambiente os operadores são imersos em uma réplica virtual do ambiente de trabalho, na qual podem exercitar e demonstrar o domínio dos procedimentos e a habilidade na operação do siste-

ma. Enquanto ferramenta de apóio ao estudo do erro humano o simulador oferece um ambiente controlado no qual é possível evidenciar a relação entre o erro e o projeto da interface do usuário com o sistema, visando a concepção de interfaces mais ergonômicas. Outros simuladores já foram desenvolvidos para o contexto de sistemas elétricos, a exemplo do SAGE/OTS (Leite et al, 2002), que é o resultado da integração do supervisório SAGE com um simulador de sistemas elétricos de potência - o OTS (Operator Training Simulator) do EPRI (Electric Power Research Institute). Um outro exemplo é o sistema computacional ASTRO (Ambiente Simulado para Treinamento de Operadores) desenvolvido pelo CEPEL/ ELETROSUL para operar integrado ao SAGE. Há também o sistema STPO (Simulador para Treinamento de Proteção e Operação de Sistemas Elétricos) desenvolvido na linguagem DELPHI para representar uma subestação da COELCE, no qual é possível simular faltas e reconfigurar o sistema (Bezerra et al, 2007). O STPO foi integrado a um ambiente virtual de ensino-aprendizagem para permitir o treinamento à distância. Este trabalho se insere no contexto do projeto do simulador desenvolvido no LIHM (Laboratório de interfaces homem máquina). Como já foi mencionado este ambiente proporciona o controle e a monitoração do sistema elétrico não apenas através do supervisório, mas também através de painéis de controle representados no ambiente virtual tridimensional. Contrastando com os trabalhos citados, cujos motores de simulação foram construídos com base
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Sala de controle de uma subestação elétrica. a semântica simples e a notação matemática passível de verificação das Redes de Petri. Figura 2.  Em seguida. E. 2003). Na construção dos modelos e durante sua execução foi utilizado o ambiente CPN Tools. A comunicação entre modelos ocorre da seguinte forma:  Na sala de controle virtual. Além do mais. o operador pode interagir com objetos representados nos painéis de controle ou no supervisório. em caso de simulação de falha) e enviará uma mensagem para os modelos da interface. O objetivo deste trabalho foi integrar os modelos CPN da planta e da interface em painéis e supervisório para compor o motor de simulação. O formalismo adotado na modelagem é o de Redes de Petri Coloridas (CPN) (Jensen. eles compõem o motor de simulação do ambiente concebido para o estudo do erro e para o treinamento de operadores de subestações elétricas. Foram também construídos modelos para representar o conjunto de recursos de interação disponíveis ao operador para realizar a tarefa de supervisão e controle.XVIII Congresso Brasileiro de Automática / 12 a 16-setembro-2010. Neste projeto. Apesar dos modelos da interface com os painéis (modelo dos painéis) e da interface com o supervisório (modelo do supervisório) já existirem. Na Figura 1. 2 Simulador para o treinamento de operadores Em subestações elétricas. 2007). é apresentado o projeto do simulador e o modelo da planta (subestação). através de painéis na sala de controle ou através da manipulação direta dos equipamentos no pátio da subestação. o qual permite que as simulações sejam executadas em tempo real. Integrados. No entanto. a exemplo de Java ou C++. nem a conexão entre os modelos para constituir o motor de simulação. Na seção 2. baseada em uma biblioteca de objetos facilita a configuração de novos cenários de simulação. O motor de simulação poderia ter sido concebido utilizando uma linguagem de programação. uma estrutura modular. Este artigo está organizado da seguinte forma. que representa os objetos de interação representados nas telas do supervisório (Scaico et all. representada no mundo virtual do simulador Na Figura 2 é apresentado um esquema que ilustra a arquitetura do simulador. o sistema elétrico de potência pode ser operado em diferentes níveis: através de terminais de computador. estes três níveis de operação do sistema elétrico de potência foram modelados em Redes de Petri Coloridas pelo GIHM. O modelo dos painéis que representa o comportamento dos objetos encontrados nos painéis da sala de controle (Nascimento & Turnell. este motor de simulação é construído a partir de modelos formais os quais representam o comportamento dos objetos do ambiente simulado. 1992). em resposta à solicitação. Figura 1. 2001). Essa interação resulta no envio de uma mensagem ao modelo da interface correspondente. correspondente (painéis ou supervisório). Na última seção são apresentadas as considerações sobre os resultados obtidos e apresentadas propostas de continuidade para este trabalho. minimizando o esforço dos tutores. que irá executar o comando (ou não. a notação gráfica. Arquitetura do Simulador 1253 . Os modelos representam o comportamento dos equipamentos encontrados na planta industrial (modelo da planta). é apresentada a configuração de um cenário típico no ambiente modelado e validado o comportamento do motor de simulação. Os modelos em redes de Petri compõem o motor de simulação e são responsáveis pela representação do comportamento da planta e dos objetos que compõem sua interface com o usuário (Vieira et all. compatibilizando a sintaxe e semântica destes modelos viabilizando sua comunicação por ocasião da interação com o usuário (no supervisório ou em um dos painéis) ou da ocorrência de eventos na planta (subestação elétrica). eliminando potenciais erros de codificação. muda seu estado e envia uma solicitação ao modelo da planta. Na seção 4. ainda não havia o modelo da planta para completar a representação do ambiente real. que permite a troca de mensagens TCP/IP entre modelos CPN. Trata-se da representação do ambiente da sala de controle de uma subestação. o modelo do supervisório. o modelo CPN. é apresentada uma vista do mundo virtual do simulador. com painéis de supervisão e controle. Enquanto a comunicação entre os modelos foi viabilizada através da biblioteca COMMS/CPN. A integração consistiu em implementar uma comunicação bidirecional entre os modelos de interface (painéis e supervisório) e o modelo da planta. e uma estação de trabalho executando um software supervisório. é apresentada a estratégia de integração dos modelos. Bonito-MS em linguagens de programação. Na seção 3. facilitam a verificação do comportamento do sistema.

chaves.1 Modelo da interface via painéis de comando Os elementos de interação representados neste modelo são aqueles tipicamente encontrados nos painéis de comando de uma subestação elétrica (botões. Estes equipamentos e dispositivos podem ser operados remotamente via programa supervisório ou via painéis na sala de controle. Na implementação dessas funções foram utilizadas outras funções da biblioteca COMMS/CPN. O modelo da planta (subestação) representa o comportamento dos equipamentos da subestação. No estágio atual. seccionadoras e chaves de comando local/telecomando). um dos focos deste trabalho. sempre que o disjuntor muda seu estado de Aberto para Fechado (ou vice-versa). é apresentada uma descrição sucinta dos modelos que constituem o motor de simulação. a partir da introdução do modelo da planta e da viabilização da comunicação entre os modelos CPN (modelo da IHM e modelo da planta). Bonito-MS  Ambos os modelos do comportamento da interface irão evoluir de acordo com a mensagem recebida e enviarão uma mensagem para a representação virtual da interface correspondente. com ênfase no modelo da planta. alarmes. Figura 3. A comunicação se dá através do envio de mensagem aos modelos da interface. 2. chaves seccionadoras e as linhas de transmissão associadas. etc). 2. finalizando a operação.  As representações virtuais serão atualizadas de acordo com as mensagens recebidas. Neste trabalho foram modelados: disjuntores. O modelo das chaves seccionadoras (figura 4) é semelhante ao modelo de disjuntores apresentado. As transições Abrir e Fechar representam ações do operador ao manipular o equipamento. As funções send_campo_P e send_campo_S premitem a comunicação do modelo da planta com os modelos de interface: painel de comando e supervisório. compondo um modelo de planta simplificado. 2006). Disp) na qual o primeiro elemento identifica a linha de tensão associada ao dispositivo e segundo elemento identifica o disjuntor propriamente dito.3 Modelo da planta industrial Em subestações elétricas. O modelo CPN que representa o comportamento dos disjuntores é ilustrado na Figura 3. chaves seccionadoras e as linhas de transmissão. Modelo de Disjuntores 1254 . permitindo-lhe comandar a abertura e o fechamento respectivamente.2 Modelo da interface via software supervisório Neste modelo são descritos os mecanismos de navegação na interface do supervisório e o comportamento dos elementos de interação disponíveis ao operador do sistema a partir do supervisório (disjuntores. A comunicação dos modelos CPN com suas representações no ambiente virtual tridimensional já havia sido explorada por Freitas (Freitas et al. Este modelo está detalhado em Nascimento & Turnell (2003). A descrição detalhada deste modelo é encontra- da em Scaico et all (2001). Por fim. As transições Falha_A e Falha_B modelam ocorrências que deixam o dispositivo inoperante. 2. Os lugares Aberto. seccionadoras. representa disjuntores. Estas fichas consistem de uma dupla (LT. descrita na próxima sessão. etc) associados à supervisão e controle de dispositivos e equipamentos (disjuntores. Essa estrutura permite compor uma representação única para cada disjuntor no pátio da subestação. banco de capacitores. E as fichas que ocupam esses lugares são do tipo Equipamento. os equipamentos localizados no pátio da subestação compõem a planta industrial. ou diretamente no seu respectivo painel de comando. a transição Evento modela distúrbios na rede de distribuição que causam a abertura do disjuntor. mantendo a consistência entre os estados dos modelos da interface. A seguir. Fechado e Defeituoso modelam o estado dos disjuntores. Neste trabalho será focalizada a composição do motor de simulação.XVIII Congresso Brasileiro de Automática / 12 a 16-setembro-2010.

o disjuntor associado deve estar aberto. Neste caso explora-se a comunicação entre os modelos que constituem o motor de simulação. Para efetivar a mudança do estado de uma linha Energizada para Desenergizada. Nesse modelo. facilitando a análise e verificação das partes. os quais representam estados transitórios durante as operações de abertura e fechamento desses dispositivos. descritos a seguir:  Camada de comunicação: contém os mecanismos básicos de transporte do protocolo TCP/IP e todas as funções primitivas relacionadas à sockets.  Camada de Mensagens: responsável pela conversão dos dados em fluxo de bytes para que haja troca de mensagens entre CPN Tools e as aplicações externas. e recebam múltiplas conexões. conectadas via internet. Na figura 5 é apresentado o modelo CPN para uma linha de transmissão. 2001). Modelo de linha de transmissão Uma linha de transmissão energizada terá as chaves seccionadoras e disjuntores. A segunda opção foi escolhida visando manter a independência dos modelos. A independência de modelos permite também que os modelos sejam executados em plataformas computacionais distintas. Para esse propósito foram consideradas as seguintes soluções:  Integração de todos os modelos em um único arquivo. já estiver aberto. 3. no padrão TCP/IP. enviem.2 Envio e recebimento de mensagens para os equipamentos no campo Nesta sessão será detalhada a comunicação bidirecional entre os modelos de equipamentos (disjuntores e seccionadoras) e os demais modelos de interface que compõem o motor de simulação: modelo do supervisório e modelo dos painéis.  Manter os modelos independentes. 3 Composição do motor de simulação Nesta seção. O lugar de fusão DJ_Aberto é necessário para garantir que uma chave seccionadora seja aberta apenas quando o disjuntor.1 Biblioteca COMMS/CPN A biblioteca COMMS/CPN possibilita que um modelo CPN se comunique com um processo externo através de mensagens. A mudança entre estados depende da situação dos equipamentos e dispositivos conectados à linha. 3. e utilizar funções da biblioteca de comunicação para a troca de mensagens. é apresentada a estratégia adotada na integração dos modelos. uma linha de transmissão possui dois estados: Energizada e Desenergizada. 1255 Figura 5.XVIII Congresso Brasileiro de Automática / 12 a 16-setembro-2010. associados. Modelo de chaves seccionadoras Entretanto. este modelo possui os lugares Abrindo e Fechando. . fechados. adotando lugares de fusão para efetuar a troca de informações entre os modelos. Bonito-MS Figura 4. A arquitetura geral da biblioteca é composta dos três módulos principais.  Camada de Gerenciamento de Conexão: permite que processos externos abram. Destaca-se que a comunicação apresentada por Freitas diz respeito à comunicação entre um modelo em CPN e a representação em realidade virtual. fechem. o que inclui outros modelos CPN (Gallasch & Kristensen. O processo externo pode ser qualquer processo capaz de receber e enviar mensagens TCP/IP. a ela associado na mesma linha de tensão. visando compor o motor de simulação.

as quais realizam.MSG(DJ) e do modelo que representam chaves nos painéis. Ou seja. quando a rede entra no modo de simulação. a função act_receive retorna uma ficha do tipo EDISP e a função N_act_receive retorna empty. aos painéis. E Proc.MSG(DJ). Página do modelo de campo para o recebimento de mensagens envia. nhuma mensagem é enviada aos modelos da IHM. sempre que um equipamento muda bimento de uma mensagem através do canal de code estado no pátio da subestação deve ser enviada. Se houver.oso a transição Comando_Invalido é habilitadas pelos modelos de interface da e ao disparar retira o comando da lista. respectivamente. a abertura e o fechamento de disjuntores.  Lugares IniciaProc_P e IniciaProc_S: responsáveis por habilitarem as transições AvaliarConn_P e AvaliarConn_S . uma mensagem de atualização. A seguir. O Lugar de fusão do modelo. nos disjuntores  Lugares Allow_Rcv_P e Allow_Rcv_S: quando uma ficha ocupa esses lugares. municação correspondente. os modelos recebida na conexão correspondente. A depender da lista de comandos.XVIII Congresso Brasileiro de Automática / 12 a 16-setembro-2010. uma lista no lugar de fusão MSG_IN. retiram o comando da lista e confirmam o estado do dispositivo para os modelos da interface. ou comandos. o comando não é executado e neta rede.  Transições AvaliarConn_P e AvaliarConn_S: que ao serem disparadas. na ordem de A figura 8 ilustra como os comandos são enviachegada. Se ocorrer a situação na qual um comando causa um estado no qual o dispositivo já se encontra. Proc. é executado. respectivamente. permitindo que uma nova mensagem seja Para compor o motor de simulação. Bonito-MS A figura 6 ilustra uma página do modelo da planta. as transições Confirma_Aberto e Confirma_Fechado. relativos aos disjuntoficha representa um comando originado da manipures e chaves seccionadoras. Ou seja. com o disparo de uma dessas transições um comando realizado sobre um painel. A seguir. Na figura 7 é ilustrada a rede da página Proc. No instante do disparo. as transições MSG_IN_P e MSG_IN_S são respectivamente habi3. cuja sequência de lugares e transições promove o recebimento de mensagens oriundas dos modelos de interface. e deve ser realimentado do uma dessas transições é disparada ocorre o recepor ele. ou no supervisório. Os lugares Aberto e Fechado representam os estados dos disjuntores e realizam a fusão com os lugares homônimos da figura 3. recebidos ocupam é descrita a modelagem deste comportamento. respectivamente. nas quais a execução dos comandos receCOM_CAMPO está presente em todas as sub-redes bidos do meio externo ocorre. Se for recebido um comando para um dispositivo que se encontre no estado DefeituFigura 6. Não existindo um novo dado. causam a execução das funções associadas aos arcos de saída e avaliam se há um novo dado para ser recebido no canal de comunicação correspondente.3 Troca de mensagens com o modelo de painéis tadas.MSG(DJ)” do modelo de campo para execução de comandos tipo EDISP. poderão ser habilitadas as transições ABRIR ou FECHAR. são descritos os componentes desComo resultado. Esse lugar aparece em outras duas páginas dos ao modelo de campo. Esta rede consiste de duas partes: um segmento relativo ao recebimento de mensagens vindas do modelo dos painéis (à esquerda) e outro relativo ao recebimento de mensagens vindas do modelo do supervisório (à direita). os modelos da IHM. 1256 . painéis e supervisório. “Proc. onde cada de abertura ou de fechamento. Isso ocorre através da execução das funções associadas a estas transições: send_campo_P e send_campo_S. são também realimentados com o novo estado do dispositivo. que ocupa o lugar MSG_IN. a função act_receive retorna empty e a função N_act_receive retorna uma ficha do Figura 7.MSG(Sec) realizam o tratamento dos comandos uma lista de fichas pode ocupar esse lugar. As mensagens. da interface via painéis deve enviar comandos para o  Transições MSG_IN_P e MSG_IN_S: quanmodelo da planta industrial. lação de uma chave.

XVIII Congresso Brasileiro de Automática / 12 a 16-setembro-2010.2 para a rede ilustrada na figura 6.sml. com a geração do gráfico de ocorrência. e relacionadas aos disjuntores. é possível verificar se o estado de uma chave no painel corresponde ao estado do equipamento no campo. e são compostas por triplas (Armário. A navegação no sinótico e o comando de seccionadoras e disjuntores foi modelado por Scaico et all (2001). o segundo elemento identifica a chave propriamente dita. Envio de comandos aos equipamentos do campo na interação com dispositivos nos painéis As fichas são do tipo Lista_CMD. O primeiro elemento da tripla identifica o painel no qual a chave se encontra. No processo de validação foi utilizada a biblioteca MSC. A partir destes foi 1257 . cujo funcionamento foi descrito na seção 3. e o terceiro elemento identifica o estado no qual deve ser colocado o equipamento no campo. para obter diagramas de Figura 9. utilizando simulações automáticas e interativas. 3. e também está presente em todas as sub-redes que modelam o comportamento de chaves.4 Troca de mensagens com o modelo supervisório De modo análogo ao modelo da interface via Painéis. O envio de mensagens ocorre sempre que o operador atua sobre um objeto no sinótico da planta. Isso ocorre através da execução da função sendmsg associada a essa transição. Estado_Campo). e sempre que ocorre uma mudança no estado do equipamento. Página do modelo supervisório para o recebimento de mensagens enviadas pelo modelo de campo O tratamento das mensagens recebidas pelo modelo. Uma mensagem de comando é enviada a cada disparo da transição Enviar_Cmd. O processo de recebimento de mensagens é modelado pela rede da figura 9. Esta rede é semelhante àquela apresentada na figura 7.2. ao manipular uma chave para fechar um disjuntor. o modelo da IHM via sistema supervisório envia comandos aos equipamentos no pátio. Bonito-MS A rede do modelo responsável por receber as mensagens do campo é ilustrada na figura 10.2. Figura 11. o estado do objeto muda apenas com a confirmação da execução do comando pelo campo. o modelo da interface é realimentado pelo modelo de campo. O lugar de fusão Estado_Campo é ocupado por Figura 10. semelhante àquela descrita na figura 6 da seção 3. será inserida uma ficha nesse lugar contendo no terceiro elemento o valor Fechado. Assim. Página do modelo de painéis para o recebimento de mensagens enviadas pelo modelo de campo fichas que representam o estado de todos os equipamentos do campo. O funcionamento dessa rede é análogo ao que foi descrito na seção 3. Chave. é feito pela subrede (página) ilustrada na figura 10. Dessa forma. Figura 8. Página do modelo do supervisório para execução de comandos nos Disjuntores sequência de mensagens (MSCs). 4 Validação do motor de simulação Para verificar os modelos que constituem o motor de simulação foram feitas análises com cenários típicos de operação da planta. Neste trabalho.

percebendo o erro fechou-a imediatamente. MSC . A construção do motor de simulação a partir de modelos apresenta-se como uma solução mais flexível que a codificação em uma linguagem de programação. Aberto) passa a ocupar a lista no lugar de fusão MSG_IN. realizou nova tentativa de abertura da seccionadora SC32J54. Na figura 13. A troca de mensagens. Entretanto. no painel LT12J5.Situação de erro operacional 4. posteriormente a abertura da seccionadora (via supervisório). quando uma ficha (LT12J5. Desta forma. confirmando o novo estado do equipamento.1 Descrição do Cenário O cenário modelado consistiu na abertura indevida da seccionadora SC32J54. foi realizada a simulação interativa e foram gerados os diagramas de sequência de mensagem (MSC) apresentados nas figuras 12 e 13. o comando é recebido no disparo da transição MSG_IN_P (Figura 6). Essas mensagens enviadas pelo campo são recebidas respectivamente nos modelos do painel e do supervisório. O operador. por exemplo. com a abertura do disjuntor (via painel de comando) e. quando uma ficha (LT12J5. Como proposta de continuidade deste trabalho sugere-se o refinamento do modelo da planta. ilustra quando os objetos mudam de estado e a consistência das informações nos três modelos.2 Análises dos resultados Para o cenário descrito. No estágio atual da pesquisa. Com a integração dos modelos constitui-se o motor de simulação. DJ12J5. e a transição Enviar_Cmd dispara (Figura 8). 5 Conclusões e trabalhos futuros Neste trabalho foi viabilizada a comunicação bidirecional entre os modelos de interface (painéis e supervisório) e o modelo da planta industrial (subestação). a exemplo de transformado- 1258 . da planta e do supervisório. Finalmente. MSC . o operador abriu o disjuntor DJ12J5 no painel e. concordando seu estado com o estado do campo. E a figura 15 retrata o procedimento correto. no MSC. e à troca de mensagens entre eles. a qual foi frustrada uma vez que existe a restrição das seccionadoras só serem abertas se o disjuntor correspondente já estiver aberto. com o disparo das transições Receive_MSG e MSG_IN (figuras 9 e 10.Abertura do disjuntor DJ12J5 (via painel) e da seccionadora SC32J54 (via supervisório). através do supervisório. incluindo novos equipamentos e dispositivos encontrados no pátio de subestações. comandos enviados à planta não são executados e. Figura 12. Na planta. os modelos de interface são sempre atualizados pelo modelo da planta quando o estado de um equipamento muda de Aberto para Fechado (ou vice-versa). o motor de simulação está sendo aclopado à representação do mundo virtual. Figura 13. Nos diagramas.XVIII Congresso Brasileiro de Automática / 12 a 16-setembro-2010. há três eixos. a seccionadora não abriu. 4. por conseguinte nenhuma mensagem de confirmação é enviada/recebida. Aberto) ocupa o lugar de fusão COM_CAMP. Em seguida. que correspondem respectivamente ao modelo: dos painéis. A seguir é apresentado um dos cenários simulados e os respectivos diagramas de sequência de mensagens. dessa vez com sucesso. uma vez que o disjuntor (DJ12J5) na mesma linha de tensão encontrava-se fechado. Bonito-MS analisada a sequência de dispositivos manipulados e a troca de informações entre os modelos. A figura 12 representa a tentativa de abertura da chave seccionadora. Com o formalismo de redes de Petri foi também possível realizar a verificação e a validação dos modelos constituintes. e duas mensagens “DJ12J5 Aberto” são enviadas aos modelos de interface. o comando “DJ12J5 Abrir” é enviado ao modelo da planta pelos painéis. DJ12J5. cujo comportamento já foi modelado. No campo. caso o equipamento encontre-se no estado Defeituoso. o disjuntor é aberto com o disparo da transição Abrir (Figura 7). respectivamente).

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