UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS ± CUR INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS ± ICAT CURSO DE ENGENHARIA

MECÂNICA MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE PROFESSOR: AGUINALDO SOARES DE OLIVEIRA

JULIANA NATÁLIA MORAIS CARVALHO TAÍSE MARIA FRAZÃO DE ANICÉZIO

TRANSPORTADORAS DE CORRENTE

RONDONÓPOLIS, MT 13 de junho de 2011

...................... .......... ...... Cuidados na operação............ ............................... ............... ......................... ...............................................................................3................................. ............ 5 Economia ...................................... .......... 4 Eixos ......... 2........................... ....................................... .....SUMÁRIO 1............ 7........ 2...... ........................... 10 Lubrificação ........................1.... ......................................................... 10 7............................................................... ..............2................ 3....................................... ........ 5 Multiplicidade de entradas e saídas ...... 11 Transportadores de corrente especiais ........... 3.................................... .... .... 3........ 3................. 4 Caixa totalmente fechada ...................5............... .......... 4..........5. 7....... .. 2..................1....3................................................ .... ................... 3.2...................... ...................................................... 4 Conjunto de retorno ............................ .. ................................... ........... ........... .......... ..... ............... .................. 11 .. 6 Capacidade.......................................................... .............6....................................... 5 Simplificação de arranjo físico ................................................. ... 2................................. ...... ............ . 4 Manuseio suave....... 3............................. ... ....... 3........ ....... 2........2.......... 3..... 9 Operação e manutenção ...................... 7............4........ 3 Descrição.............................................3... ............ .................. 4 Mancais ...................................... ........................ 7 Tensões na corrente ..... Cabeça de motorização.................... ....................................................................... ......... ........ 7............. 6 Vantagens ............. . ...................................... 4 Corrente de arraste ..............................................4............1..........................4................................................ Introdução ............ 4.................................... 2............... 6 Potência .................... ....... ........................ .. 3 Estrutura central ............... 7........ 5 Auto limpeza.. 4 Capacidade de auto-alimentação ................................ ............. ................. ......... .. 10 Cuidados com as correntes ........................ .............. 6...................... .... 4 Seleção e dimensionamento ..........5.................................. ........... ........ ..... 11 Esticamento ...6.......................7... 5........... .................. ............. .................................... ....... .........................................................1........... 3 2..

modulada em caixas de tamanhos padroes. Tipo ³L´ (Série 1000) Este tipo permite realizar operações como alimentação. 2. Conjunto de retorno com esticador. até 10°. As seções de curvas são disponíveis com ângulos de inclinação entre 25° e 90°. Estrutura central . Pode ser fornecido com múltiplas seções de descarga e alimentação. Para alturas elevadas o acionamento poderá ser fornecido com contra-recuo de catraca. São aplicados normalmente em usinas de energia. Podem ser divididos. As seções da cabeceira do elevador podem ser em modelos com descarga frontal ou lateral. por exemplo).1. em função do material a ser transp ortado. no máximo. INTRODUÇÃO Os transportadores de correnteHyperdrag são fab ricad os em vários tipos. . 2. indústrias alimentícias e indústrias químicas. DESCRIÇÃO O transportador de corrente . basicamente em dois tipos: 1. Tipo Horizontal (Série 1300) Este tipo de transportador de corrente é utilizado para transportar materiais na posição horizontal ou pode ter uma inclinação de.1. em função do motor e redutor usados. transporte e elevação. Este perfil de transportador de corrente é amplamente empregado no recebimento de materiais granulares contidos em vagões abertos com descarga inferior e para transferência deste material até os silos de estocagem. A base do motor e redutor fazem parte da cabeça de motorização. Para potências superiores a 50 HP ou quando o transportador de corrente extrai o material da massa (no caso de uma moega.Hyperdrag é composto de 3 partes básicas: Cabeça de motorização. Cabeça de motorização Fabricada em vários tamanhos para cada largura do transportador de corrente. 2. serão utilizados acoplamentos hidráulicos.

flangeados com rolamentos auto-compensadores de esferas. Os elos são construídos para funcionar em uma única direção. Retorno: do tipo UCF. com rolamentos auto-compensadores.2. O esticador por parafuso é colocado atuando no eixo da roda dentada. Conjunto de retorno Fabricado em tamanhos de acordo com a largura. Como a turbulência interna do material é . 2. As extremidades de cada elo são unidas em um ângulo de aproximadamente 90° para formar uma corrente contínua.4.6. 2.0 m. A caixa pode ser construída hermeticamente fechada para impedir a saída de gases ou conter gases sob pressão. que podem ser unidos ou desmembrados sem o emprego de ferramentas. A ligação entre os lances é feita através de flanges parafusados. Na parte estrutural do lance de retorno são colocadas as portas para limpeza e inspeção.5.2. Caixa totalmente fechada O material fica contido totalmente dentro da caixa não poluindo o ambiente. 3.1. 2. Eixos São fabricados em material SAE-1045. Estrutura central Executada em chapas dobradas com reforços de cantoneira. VANTAGENS 3. em lances padrão de 2. Corrente de arraste Os elos da corrente de arraste são do tipo desmontáveis.2.3. Mancais Acionamento: do tipo SN. juntamente com os elementos impulsores. 3. 2. Manuseio suave O material se movimenta sem descontinuidade como uma coluna sólida. São fabricados em material Faço L-11-C (ASTM-A-148 105/85).

O transportador tipo L (transportador/elevador) reduz ou elimina a necessidade de poços. São construídos com componentes robustos e materiais especiais são utilizados em locais específicos para resistir à abrasão e à corrosão. 3. Capacidade de auto-alimentação Os transportadores de corrente podem ser projetados de maneira a se auto alimentarem eliminando a necessidade de aumentadores em separado. As caixas totalmente fechadas destes equipamentos eliminam a necessidade de coberturas ao longo do comprimento e nas transferências como acontece com os transportadores convencionais de correia. Os resultados são economia em montagem. pode ter uma série de entradas e saídas para alimentação e descarga em locais intermediários. Economia Os transportadores de corrente. são equipamentos de longa durabilidade. Os equipamentos mecânicos existentes nos terminais são montados na fábrica. .reduzida a um mínimo. Os custos de montagem são baixos porque as várias seções são enviadas prontas para a obra em comprimentos convenientes. 3. Simplificação de arranjo físico Um único transportador de corrente pode executar a função de 2. fiação. ocorre pouca degradação. 3. Multiplicidade de entradas e saídas Um único equipamento.6. Elementos impulsores com a forma de chapa envolveriam o material causando compactação.5.3. 3.4. em geral. por não haver necessidade de transferência entre transportador e elevador. possuindo comportas adequadas. degradação e consumo excessivo de potência. Os elementos impulsores com o formato de barras curvadas permitem que a coluna de material mude de direção enquanto acompanha as curvas do trajeto. As várias seções são facilmente parafusadas na obra. 3 ou até 4elevadores ou transportadores de outros tipos. Este fato tem muita influência no transporte de materiais incompressíveis. controles e área útil.

vide tabela 7-06) Em trajetos verticais ou com inclinação superior a 20°. Capacidade Em trajetos horizontais ou inclinados até 20°. o escorregamento de materiais não aeráveis é desprezível. usa-se construção tipo barra selada e limita-se a velocidade da corrente em 15 m/min. O escorregamento é tanto menor quanto maior e mais desigual for a granulometria.3.vide tabela 7-04) (série 1300 . perfil e projeto do transportador de corrente. Autolimpeza Após a descarga total do material. e quanto mais pegajoso for o material. Quando a alimentação for no trecho horizontal.1. a corrente continua limpando os restos de material que permaneceram internamente na caixa. a corrente poderá ser fabricada com cantos vivos ou equipada com pequenas escovas. Para materiais muito finos ou aeráveis. SELEÇÃO E DIMENSIONAMENTO 4. Para se conseguir uma limpeza total da caixa. o escorregamento depende da natureza do material. O escorregamento também será menor quanto maior for o comprimento do trecho horizontal que antecede o inclinado.7. temos: Onde: . 4. Usar a seguinte fórmula: onde: Q = capacidade (11h) K= peso especifico do material (t/m3) V = velocidade da corrente (mis) K1= fator que depende do tamanho do transportador (série 1000 .

para vários ângulos. deverá ser considerado um adicional de potência par a o caso de travamento provocado pelo acúmulo localizado. Um aumento do raio ocasiona uma diminuição da potência na mesma proporção e vice-versa. Por exemplo. carregado internamente (perfis 5. de acordo com os princípios aqui estabelecidos.3 m de comprimento da abertura de alimentação. considerar 1. quando o material possuir granulometria uniforme. Se o transportador de corrente deve se auto-alimentar retirando o material de um silo ou uma tremonha cheios. em proporção à tensão da corrente no início da curva. Transportador de corrente de circuito vertical tem geralmente várias entradas e saídas com várias trajetórias possíveis para a movimentação do material. Transportadores de corrente possuindo curvaturas com atrito no trajeto (tipo ³L´. Esta percentagem representa apenas o atrito da corrente contra a chapa na curva e não considera o atrito interno do material. 5. Considera-se nas fórmulas de potência que. Se o material for de granulometria desigual e contiver pedras resistentes. Exemplos: As fórmulas podem ser modificadas para estes casos especiais. a tensão na corrente e a potência necessária terão um valor 73% maior no final da curva do que no início.2 m de comprimento adicional para cada 0. . a folga interna terá um valor aproximadamenteigual ao valor da granulometria máxima do material. A tabela 7-03 mostra o acréscimo de tensão. A potência adicional necessária devido ao atrito interno do material é baseada no raio padrão de curvatura.K2= fator de escorregamento que depende do material (vide tabela 7-09) Para elevador com pé tipo laço. devese considerar uma perda de 10% na capacidade. 7 e 8). têm tensões adicionais na corrente provocadas pelo atrito com a região curva. Vários outros perfis podem ser executados para circuitos verticais. POTÊNCIA As fórmulas para cálculo de potência fornecidas a seguir consideram que o material é alimentado ao transportador de corrente. para uma curva de 90°. 6.

K4 = fator dependente das propriedades do material (vide tabela 7-09). . N3 = N na curva devido ao atrito da corrente com a chapa. devido ao atrito interno cio material. K3 = fator dependente do material (vide tabela 7-09). Onde: L1 = comprimento do trecho horizontal (m).Onde: N = potência necessária (CV). B = fator de curvatura (vide tabela 7-06). N2 = N na curva. L = comprimento horizontal ou inclinado (m) f = fator de atrito entre material e aço (vide tabela 7-09) Q = capacidade (t/h) W = peso por unidade linear do elemento de transporte (kgf/m)(vide tabela 7-05) V = velocidade da corrente (m/s) H = elevação (m) Potência: Onde: N1 = N no trecho horizontal. N4 = N no trecho inclinado ou vertical. L2 = comprimento do trecho vertical ou inclinado (m).

Cálculo da tensão: Onde: Tc = tensão da corrente em um ponto determinado (kgf). C = tamanho do elevador (por ex. Cubos e pinos de cisalhamento . Veja tabela 7-04 e tabela 7-05. Em cada ponto onde a corrente efetua uma curva sob tensão. para tensões admissíveis de corrente. V = velocidade da corrente (m/s). N = potência do transportador de corrente até o ponto em questão (CV). TENSÕES NA CORRENTE Em cada transportador a tensão na corrente deve ser verificada em cada um dos seguintes pontos críticos: 1.: 5 para transportador de corrente de 5´). L = comprimento do elevador. 2. Wc = peso da corrente (kgf/m). 6. Onde: Q = capacidade (t/h). H = elevação do ponto em questão sobre o ponto mais baixo do transportador (m). K4 = fator dependente das propriedades do material (vide tabela 7-09) K5 = fator baseado no tamanho do elevador (vide tabela 7-04). da alimentação até a descarga (m). Em cada roda dentada de acionamento.K5 = fator baseado no tamanho do elevador (vide tabela 7-04).

1. se necessário.2. Se o transportador de corrente descarrega sobre outro equipamento. Cuidados na operação É importante que a área de descarga do transportador de corrente seja mantida livre. funcionando sem lubrificação. por pinos de cisalhamento. Caso o transportador de corrente descarregue sobre um silo. é aconselhável a instalação de uma chave sonda de nível. É aconselhável também. 7. averiguando se não há equipamentos que o impedem de ser carregado. 7. de tal forma que. a instalação de uma chave vigia de velocidade na roda de retorno. deve-se proceder a verificação da calha que o alimenta. As buchas são fabricadas em bronze grafitado. a roda dentada ou a engrenagem girará em torno da bucha de bronze sem acionar o eixo do transportador e sem desgastar este mesmo eixo. regular o esticador. de acordo com o diâmetro externo. Cuidados com as correntes A folga da corrente deverá ser checada e. que estão montados no eixo da cabeceira. OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 7. trazendo sérios danos ao equipamento. são protegidos contra excessos de carga e entupimentos. para que não haja entupimento com material. à mesma distância os mancais de retorno para manter o eixo do retorno perpendicular à caixa Isto poderá ser feito mais frequentemente quando . o que iria provocar o travamento da corrente. Os pinos são fabricados em aço laminado a quente nas Normas SAE-1 020 e SAE1 045. No caso de ruptura dos pinos. deve-se proceder a instalação de um interruptor de travamento.. Os cubos são fabricados em aço laminado a quente ou em aço forjado. se o equipamento alimentado parar por qualquer motivo ocasione também a parada do transportador. Caso o transportador de corrente não esteja carregando material com sua capacidade total.Todos os transportadores de arraste fabricados pela Faço. para desligar as máquinas em caso de ruptura dos pinos de cisalhamento. interligada com o acionamento do transportador. tendo-se o cuidado de mover.

Após um período de amaciamento as regulagens serão menos frequentes. 7. Lubrificação Os mancais de rolamentos e transmissões deverão ser lubrificados de conformidade com o ambiente de trabalho.da instalação cio transportador ou quando a corrente for substituída. deverá ser colocado na posição inicial.3. além da necessária para engatar a corrente. abrasividade do material e horas de trabalho. 7. A corrente deverá ser somente esticada para eliminar a possibilidade de ondulação. Cuidado especial deve ser tomado no sentido de se manter o eixo de retorno perpendicular com a caixa. A corrente nunca deverá estar tão esticada que possa encostar no fechamento superior da caixa na curva. . Transportadores de corrente especiais A FAÇO esta apta a fornecer. A corrente deverá ser inspecionada periodicamente e qualquer elo que acidentalmente for amassado ou danificado deverá ser substituído. Nenhuma tensão na corrente é necessária ou recomendável. Esticamento O esticador é empregado para remover o excesso de folga. Se o esticador chegar ao máximo.4. 7. sob consulta. diferente dos padronizados. qualquer tipo de transportador de corrente.5. dando folga suficiente para permitir a remoção de um elo da corrente.