a alquimia do ensaio-e-erro é que surgiram o caviar de caju e o caju metido a best a.

Sandro trouxe palavreado europeu para o sertão. O corte em brunoise é da escola f rancesa. Ele corta a fruta em tiras e depois vem ao contrário para se obter o quad radinho tamanho pequeno. Além do caju, estão na lista de ingredientes: 3 tomates 2 dentes de alho ½ cebola roxa ½ pimentão ½ vidro pequeno de alcaparras 10 azeitonas verdes 5 colheres de sopa de molho shoyo 5 colheres de sopa de vinagre balsâmico Corte em axe é um dos procedimentos básicos da cozinha. Ele recolhe os dedos para não se machucar, apoia a faca nos nózinhos, a ponta não se levanta, e a lâmina perto do cabo desce feito guilhotina, em movimentos rápidos. Tanto na cebola, como na alcaparra, ele faz um picadinho, bem miudinho, quase como se fosse preparar um patê com o in grediente. Com manteiga de garrafa, Sandro prepara o fundo de alho e cebola. Então, vem o caj u e depois o tomate, sem pele e sem semente, para dar liga, sustentar a consistênc ia quando reduzir. Na sequência, Sandro vai acrescentando os outros ingredientes. Sem pressa, importa nte misturar bem. Por último, ele põe o shoyo e o vinagre balsâmico. Não tem sal, o shoyo realça o sal, dá o sabor, e o vinagre dá um gosto agridoce. A mistura fica no fogo al to de 30 a 40 minutos até reduzir e tomar consistência enxuta , ressalta o cozinheiro. É um cozimento sem parada da colher. No final, o volume fica reduzido a 1/3 do que era. A massa se apresenta mais escura por causa do shoyo. É quase um patê, só que meio gran ulado, ao qual, justamente, ele deu o nome de caviar de caju. E como isso é servido? Sandro criou um complemento criativo: a macaxeira, cerca de 200 gramas, que em muitos lugares é chamada de mandioca ou aipim. Ela deve ser co zida e passada na parte mais grossa de um ralador. Na parte mais fina, ele rala o queijo de coalho, 50 gramas. Mistura os dois, aperta, incorpora, dá uma sovadinh a. A farinha de trigo sem fermento vai na quantidade de deixar a massa sedosa, bem solta, sem pegar nos dedos. Fica uma textura delicada, bem fininha. Estende a ma ssa e uma forminha de metal ajuda a fazer o recorte com a borda enfeitada. Numa bandeja untada e enfarinhada, Sandro ajeita as estrelinhas e depois de algu ns minutos no forno, a bolachinha está pronta. É a caminha onde Rosineide acomoda o caviar de caju dando acabamento ao prato. Além do caviar, Sandro bolou outra receita salgada de caju. Para não esquecer que es tamos no sertão do Caicó, terra de valentes, ele deu o nome de caju metido a besta . Começa, também, cortando a polpa em rodela, só que não faz tiras, fica inteira. Pega uma pitadinha de sal e espalha. E numa cena interessante, para quem só pensava o caju em prato doce, mói pimenta do reino sobre as rodelas. É um empanamento clássico, como se faz com um legume ou um filé. Banha as rodelas dos dois lados, passa na farinha e mergulha em óleo fervente.

Para finalizar. feito do cozimento do doce em passa. outra pimenta. um creme branco é requeijão. só rest a montar a delícia na rodelinha empanada. e um grãozinho miúdo. mas com rabinho. refoga alho e cebola no azeite e vem com a massa de camarão. 100 gramas. Tritura a carne como para se fazer um patê. É o tal do corte em axe . ele dá o contraste final no balanço dos sabores. além da do re ino. não. . é castanha de caju. batida no liquidificador. vai dar o sabor. Para uma receita de 10 canapés.Rosineide cuida da fritura enquanto Sandro pica camarão cru. 10 para decorar e 10 para tritur ar a carne para virar uma massa grossa. Sandro rala gengibre. uma fritadinha rápida num camarão limpo. As delicatéssem vêm ornadas com melaço de caju. E não é só enfeite. uma col her. a síria. então. E. toque de mestre que modifica a textura do patê. Agora. vão 20 camarões médios. que parece semente de gergelim.