Brasiliana é o nome dado a exposições que possuem um acervo com uma coleção documental e/ou visual de obras e peças dobre

a história do Brasil. A brasiliana Itáu, ultimamente exposta no Espaço Cultural da Unifor, faz jus a essa definição. Seu acervo é composto de cerca de 5 mil peças de praticamente todas as épocas da construção cultural do que hoie chamamos de Brasil.
Um dos fatos que mais me chamou a atenção nessa exposição foi a tentativa de mostrar a história brasileira com certa linearidade. Apesar do desafio historiográfico da linearidade, uma vez que a história resulta das produções culturais e essas, por sua vez, são simultâneas e infindáveis, a Brasiliana Itaú tem o grande mérito nesse aspecto. A exposição é iniciada pelo núcleo Terra Brasilis , que traz documentos da época da chegada dos portuguese ao Brasil . Esse uso das aspas se dá por naquele tempo não existir nem sequer um embrião da noção deBrasil, muito menos de brasileiro. Tanto é, que na exposição hé um mapa que representa o atual Brasil, com o nome Terra Papagalli. A seguir, se tem contato com o Brasil Holandês , mais especificamente, o nordeste. Nesse núcleo é possível ver como os estrangeiros que aqui chegaram, mudaram a paisagem e a cultura dessa porção influenciada pelos holandeses durante um certo tempo. Após a partida dos Holandeses, houve um grande hiato de informações sobre o Brasil, pois os portugueses estavam temerosos que houvesse outras invasões a seus territórios . Somente em 1808, com a vinda da família real portuguesa ao Brasil e a consequente abertura dos portos, houve a volta de pesquisadores e artistas estrangeiros ao Brasil. È nesse contexto que se tem o 3º nucleo, Brasil dos naturalistas . Interessante se faz, observar a visão do estrangeiro sobre o que nessas terras havia, princilpalmente os índios, anaalisados princilpalmente sobre uma ótica zoológica e não antropológica. No quarto núcleo, Brasil dos viajantes , há as obras que mais me chamaram atenção, uma vez que já havia tido contato com muitas delas por meio de livros e provas colegiais. Também foi interssante mais uma vez ter acesso ao olhar de uma cultura sobre a outra, por mais que a arte certas vezes tente representar a realidade, sempre haverá traços endoculturados no artista que se revelarão na obra. Isso se pode notar na representaçõ dos es índios e negros feita pelos francese ´rincipalmente. Em sguida, se tem Rio de Janeiro , que representa o passar do tempo e o início da urbanização e o início da noção de identidade brasileira, para representar essa construção segue o núcleo Memórias da cultura . Por último, em livro de artistas , há a busca intelctual pela identidade brasileira, representada nos livros do movimento modernista, além de diversas outras importatíssimas obras da literatura brasileira. Em síntese, essa exposição foi uma oportunidade ímpar de se ver fragmentos da constru ção cultural do país. Além disso, também foi possível observar a busca da identidade brasileira, que iniciou-se em meados do século XIX, por meio de esforços do império. Essa busca foi intensificada no Modernismo, como já dito, e continua ainda hoje.