Fatores Ambientais e Antropométricos Associados à Hipertensão Arterial Infantil

RESUMO
A obesidade infantil, considerada uma pandemia, apresenta custos sócio-econômicos significativos por sua elevada morbimortalidade. Para avaliar a associação entre fatores biológicos e ambientais e a presença de hipertensão arterial (HA), realizou-se estudo transversal com 701 crianças, de 5 a 9 anos, de Feira de Santana, BA. A pressão arterial foi mensurada conforme parâmetros do Update on the 1987 Task Force Report on High Blood Pressure in Children and Adolescents. Definiu-se sobrepeso e obesidade como índice de massa corpórea≥ aos percentis 85 e 95 para idade e sexo, respectivamente. A análise de entrevistas com os responsáveis possibilitou estudo das variáveis sexo, etnia, idade, história familiar para HA e escola freqüentada. Observados como fatores preditivos independentes para HA a presença de sobrepeso (OR= 4,49; ρ= 0,04), obesidade (OR= 13,05; ρ= 0,000) e o fato de estudar em escola privada (OR= 1,93; ρ= 0,13), sugerindo um papel importante de fatores biológicos e ambientais na gênese da HA em crianças. (Arq Bras Endocrinol Metab 2004;48/6:849-854) Descritores: Sobrepeso; Obesidade; Infantil; Co-morbidade

artigo original
Ana Mayra A. de Oliveira Antônio César de Oliveira Marcele S. de Almeida Fernanda S. de Almeida Juliana B. C. Ferreira Cruiff E. Pinto da Silva Luís Fernando Adan

ABSTRACT
Environmental and Anthropometric Factors Associated With Infantile Arterial Hypertension. Childhood obesity is considered pandemic with significant social and economical costs because of its high morbidity and mortality. To evaluate the association between biological and environmental factors and infantile arterial hypertension (AH), a cross-sectional study was performed with 701 children, ranging from 5 to 9 years old, from Feira de Santana, BA. The arterial pressure was measured following the criteria of the Update on the 1987 Task Force Report on High Blood Pressure in Children and Adolescents. Overweight and obesity were defined as bodymass index equal or above the 85th and the 95th percentiles for age and gender, respectively. Interviews with the children’s responsible were used to determine the role of gender, ethnic group, age, familiar history of AH, and type of school. Overweight (OR= 4.49; ρ= 0.04), obesity (OR= 13.05; ρ= 0.000) and studying at private school (OR= 1.93; ρ= 0.13) were observed as predictive and independent factors associated with hypertension. Therefore, biological and environmental factors seem to be involved on the genesis of AH in children. (Arq Bras Endocrinol Metab 2004;48/6:849-854) Keywords: Overweight; Obesity; Children; Co-morbidity

Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS; e Departamento de Pediatria e Curso de PósGraduação em Medicina e Saúde da Universidade Federal da Bahia – UFBA, BA.

PREVALÊNCIA DE OBESIDADE vem apresentando importante aumento em todas as faixas etárias, tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento (1,2). A de sobrepeso dobrou em crianças

A

Recebido em 11/06/04 Revisado em 28/05/04 e 24/08/04 Aceito em 30/08/04
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Arq Bras Endocrinol Metab vol 48 nº 6 Dezembro 2004

O diagnóstico de HA foi definido como a média da pressão arterial sistólica (PAS) e/ou diastólica (PAD) igual ou superior ao percentil 95 de acordo com percentis de altura para idade e sexo em conformidade com o estudo realizado pelo Task Force on Blood Presure Control in Chidlren (13). a partir de uma lista onde os alunos encontravam-se ordenados por série e. chamava-se o aluno seguinte da lista. Com base em dados da literatura (1. respectivamente. publicado nos Estados Unidos em 1977. As medidas antropométricas foram realizadas em triplicata. respectivamente. de seis a 11 anos e triplicou naquelas de 12 a 17 anos entre o segundo e o último National Health and Nutrition Examination Survey conduzidos em 1999 e 2000 (3). Foram utilizados esfigmomanômetro aneróide. sobretudo a partir dos cinco anos de idade.7). a prevalência de HA essencial vem se elevando em escolares e adolescentes (12).96 (intervalo de confiança de 95%). O presente estudo teve com objetivo identificar a influência de fatores biológicos e ambientais no desenvolvimento de HA em uma amostra de crianças da rede de ensino público e privado da zona urbana de Feira de Santana.Morbidade de Sobrepeso/Obesidade Infantil Oliveira et al. com as crianças em repouso de dez minutos. disfunções respiratórias. Foram realizadas duas medidas de PA com intervalo mínimo de dois minutos. de corte transversal e base populacional. foi utilizada a fórmula proposta por Daniel (19) para população infinita. BA. e recomendou a medida anual da PA de crianças com idade superior a três anos (13). dentro de cada série. previamente calibrado. matriculadas na rede no ano letivo de 2001. através da técnica de amostragem sistemática. Para cálculo do tamanho da amostra. a aleatoriedade da amostra. esteato-hepatite não alcoólica. Como a amostragem foi realizada por conglomerado. totalizando 384 e 192 alunos.3% de sobrepeso (5). selecionadas de forma 850 aleatória e proporcional a partir de dados fornecidos pelos órgãos competentes (Secretaria Municipal de Educação e Diretoria Regional de Educação e Cultura – DIREC). foi divulgado o segundo relatório da força-tarefa com recomendações semelhantes (14). Sempre que ocorria recusa em participar. Para que a proporcionalidade fosse mantida. desordens ortopédicas. Suas complicações tardias correspondem isoladamente às causas mais freqüentes de morbimortalidade nos países desenvolvidos e em desenvolvimento (9. ou quando o aluno selecionado estava fora da faixa etária eleita para o estudo. Distúrbios psicossociais. selecionadas de 28 escolas (10% do número total). adotando-se os pontos de cortes obtidos no estudo promovido pelo The Inter national Obesity Task Force. e estetoscópio pediátrico. O nível de confiança adotado foi de 1. Sobrepeso e obesidade foram definidos como IMC igual ou superior ao percentil 85 e 95 para idade e sexo. a HA é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças cárdio-vasculares (DCV) (11).10). O aumento da prevalência de obesidade infantil é importante preditor de obesidade na vida adulta e de várias co-morbidades estabelecidas na literatura (6. definiu-se um efeito do desenho igual a 1. O peso é um dos principais determinantes da PA em crianças. diabetes mellitus. As medidas pressóricas foram efetuadas por um único examinador acadêmico e uma endocrinologista. BA com prevalência de 4. assim. realizado em escolas da rede de ensino público e privado da zona urbana de Feira de Santana.20). dividiu-se este número entre alunos matriculados nas escolas públicas e privadas. Os participantes foram selecionados. A HA depende da interação de fatores genéticos. a prevalência da HA foi estimada em 10%. estabeleceu o percentil 95 como limite superior de normotensão. biológicos e ambientais. observacional. por uma equipe formada por endocriArq Bras Endocrinol Metab vol 48 nº 6 Dezembro 2004 . Estudo epidemiológico realizado nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil revelou prevalência de obesidade menor na região Nordeste (4). categorizadas ano a ano. Embora incomum em lactentes e pré-escolares. MÉTODOS Trata-se de estudo epidemiológico. Foram incluídas 701 crianças.4% de obesidade e 9. dislipidemias e hipertensão arterial (HA) já são atualmente detectados na infância e adolescência (8). por ordem alfabética. O primeiro relatório da força-tarefa sobre o controle da PA em crianças.5. Os manguitos apresentavam dimensões diferentes com largura de 40% da medida da circunferência do braço no ponto médio entre o cotovelo e o acrômio e comprimento de 80 a 100% da medida do braço. Para o National High Blood Pressure Education Program. garantindo. Semelhantes resultados foram encontrados entre crianças de cinco a nove anos em Feira de Santana. dez da rede pública e 18 da rede privada. o que resultou em um número mínimo necessário de 576 alunos. Em 1987. da OMS (21). A amostra analisada foi constituída por crianças na faixa etária de cinco a nove anos de idade. A precisão adotada em torno da prevalência estimada foi de 3%. BA. havendo relação direta entre índice de massa corpórea (IMC) e níveis de PA e mortalidade por DCV (15-18).

Características demográficas da população estudada (n= 701).Morbidade de Sobrepeso/Obesidade Infantil Oliveira et al.5 34. percentil Normal (< 85) Sobrepeso (> 85 < 95) Obeso (> 95) HA Sim Não N 335 366 246 330 125 95 140 179 142 145 459 242 286 415 607 64 30 25 676 % 47. respectivamente. 52. Foi construído modelo de análise multivariada. Em relação à prevalência de HA. mulato e negro). nologista. de cinco a nove anos. capaz de gerar hiperTabela 1.15-17). inclusive HA (8. menos conservador (r= 0. Hipertensão foi significativamente associada a sobrepeso (ρ= 0. história familiar positiva (ρ= 0.1 4. de cinco a nove anos). As entrevistas individuais foram realizadas com os responsáveis (um dos genitores ou maior de 15 anos de idade em convívio familiar). grupo étnico (branco.1 17. optou-se pela apresentação conjunta das características do grupo de crianças com HA (tabela 2).96).5 40.98).13). utilizando-se a regressão logística para variáveis que alcançaram nível de significância na análise univariada.04) ou obesidade (ρ= 0. história familiar de hipertensão. anos cinco seis sete oito nove História familiar de HA Sim Não Escola Particular Pública Peso.2% do sexo feminino (tabela 1).6% (n= 25). Como os resultados por faixa etária foram semelhantes. A maior parte dos informantes (95. faixa etária (ρ= 0. Como medida de ocorrência de HA. as prevalências encontradas foram de 9.23-25).3 anos. assim como a identificação de suas comorbidades. A prevalência de HA entre os escolares avaliados foi de 3. para teste de significância estatística.7 65.6 20. para que variáveis de importância não fossem excluídas (22).0%) residia no mesmo domicílio da criança e todos contemplavam os requisitos mínimos estabelecidos na metodologia.0 25.2 86.39) e Arq Bras Endocrinol Metab vol 48 nº 6 Dezembro 2004 851 . faixa etária (categorizada em anos completos. visando minimizar complicações crônicas (5. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Fundação Osvaldo Cruz. sendo utilizado outro nível de significância.6 9. A razão de chance calculada mostrou associação 13. com idade média de 7. Todo os cálculos foram realizados com o auxílio do software SPSS (Statistical Packard for Social Sci ences).3 3. o fato de a criança estudar em escola privada e apresentar-se com excesso de peso (sobrepeso/obesidade). grupo étnico (ρ= 0. Foi utilizado o teste do Quiquadrado (χ2) ou o teste exato de Fisher. foram identificados como fatores independentes associados ao desenvolvimento de hipertensão.1 47. esta associação foi 1. a medida do intervalo de confiança de 95%.17).0 vezes maior entre crianças portadoras de obesidade e desenvolvimento de HA. Utilizando-se o modelo de regressão logística.8 52.3 20.5 20.1 ± 1.4 RESULTADOS Foram avaliadas 701 crianças.3%.9 vez maior para as crianças oriundas de escola privada (tabela 3). presença de sobrepeso ou obesidade e tipo de escola freqüentada pela criança (privada/pública).0. Variáveis Sexo Masculino Feminino Grupo étnico Branco Mulato Negro Idade.8 3.1% e 4. nutricionista e alunos de graduação do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Feira de Santana. Quando se analisou a escola de origem. Medidas preventivas relacionadas à obesidade infantil são necessárias em função da elevação progressiva da sua prevalência. A obesidade se constitui em condição que freqüentemente determina resistência insulínica (25) e hiperinsulinemia compensatória. Ao analisarem-se as variáveis sobrepeso e obesidade.6 96.2 35. não houve diferença estatisticamente significante entre os sexos (ρ= 0. As variáveis contínuas foram expressas como valor médio ± desvio padrão (DP) e as categóricas como freqüências ou proporções. e cada grupo foi analisado separadamente. DISCUSSÃO Dados de literatura têm demonstrado que a obesidade é um fator de risco independente para um número grande de condições médicas. As variáveis estudadas (fatores biológicos e sócio-comportamentais) foram: sexo. Os alunos foram estratificados em anos completos. versão 10.8 59. quando necessário para testar as diferenças entre proporções.12).000) e ao fato de a criança estudar em escola privada (ρ= 0. UEFS. foi utilizado o coeficiente de prevalência e.

93 IC (85%) 2. Variável Sobrepeso Obesidade Escola privada OR 4.96) (0. razões de prevalência (RP) e seus respectivos intervalos de confiança segundo variáveis estudadas.01 – 0. (26).38 – 1.22 1.01.2 RP 1.6 3. resulta do impacto de influências ambientais sobre a expressão de genes estruturais. perpetuando.80 2.5 3.22) (0.21) (5. O comportamento da PA em crianças e adolescentes. 4.44 0. como o empregado no presente estudo.6% e.06. IC= intervalo de confiança.55) – – (1.35.4 23.58 – IC (95%) (0. ao avaliarem 258 crianças. confirmando a relação existente entre estas condições e a elevação da PA (18). Rosabal Araño e Morandeira Padrón. Tabela 2.13 OR= odds ratios. 5. 1.04 0.9% de hipertensos. Simonatto e cols.39) (0. 1.18) – (0.4 3. encontraram prevalência de HA de apenas 2. os quais também sofrem influência de genes reguladores (13).80. a influência de fatores ambientais é fortemente sugerida pelo cálculo da razão de chance.99) (0. Valor semelhante foi encontrado por Brandão (27) em 3109 crianças do Rio de Janeiro com idades entre seis e nove anos. 4. Tabela 3.74 11.55 1. Variáveis relacionadas a maior risco de hipertensão.00 1.84.7 4.O odds ratio calculado mostrou associação 13.7% (28).39.4 2.16.02 – 3. 5.53 1. Este dado traz consigo todo o conArq Bras Endocrinol Metab vol 48 nº 6 Dezembro 2004 .11 – – 4.0 9.81) (1. Variáveis Sexo Masculino Feminino Grupo étnico Branco Mulato Negro Idade 5 6 7 8 9 História familiar Sim Não Peso Normal Sobrepeso Obeso Escola Particular Pública n 12/335 13/366 9/246 14/330 2/125 4/95 6/140 6/179 5/142 4/145 20/459 5/242 12/607 6/64 7/30 16/286 9/415 % 3. IC= intervalo de confiança. assim.Morbidade de Sobrepeso/Obesidade Infantil Oliveira et al.6 2.9 vez maior entre estudar em escola privada e desenvolver HA. No entanto.65 P 0.10. e a presença de HA.28 – 2. A prevalência total de HA na população estudada foi de 3. A prevalência de HA em crianças e adolescentes varia entre 2% e 13%. 2.1 2. O rigor 852 metodológico na avaliação da PA.2 4. atividade simpática e retenção de sódio. 12. 5. 5. o que conduz à superestimação da taxa de crianças hipertensas. 27.3 5. de seis a 12 anos de idade.3 3.2 1. No presente estudo. o que piora a resistência insulínica.4 vezes maior entre crianças com obesidade e sobrepeso respectivamente.45. foi observada elevação importante dos níveis pressóricos.64) – (0.08 – 28.6 4.58 6.05 1. A ampla variação na prevalência de HA pode decorrer da utilização de métodos inadequados. o processo.10 – 9.66) – (0. que mostrou associação 1.76) – RP= razão de prevalência. em pesquisa realizada com 1000 jovens de São Paulo na faixa etária de seis a 18 anos.49 13.000 0. de forma semelhante aos adultos.8 4. sendo que alguns estudos epidemiológicos brasileiros têm demonstrado prevalência entre 6% e 8% (12). Prevalência de hipertensão arterial. ao analisarem-se separadamente crianças obesas e portadoras de sobrepeso. A HA e a vasoconstricção periférica determinam redução do fluxo sangüíneo no músculo esquelético.47.5 2. tende a minimizar estas diferenças.0 e 4. encontraram 6.35.

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