OGLOBO

O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 1 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 23: 10 h
RIO DE JANEIRO, DOMINGO, 12 DE JUNHO DE 2011 • ANO LXXXVI • N
o
- 28.433 • EDIÇÃO FECHADA ÀS 19h25m IRINEU MARINHO (1876-1925) ROBERTO MARINHO (1904-2003)
oglobo.com.br
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
BOA CHANCE
SEGUNDO CADERNO SEGUNDO CADERNO
Revista
O
ENGRAÇADO PARA
uns, mau gosto para
outros: a opinião de
gerações diferentes
É pra rir ou
pra chorar?
Diante de piadas com tom grosseiro e
preconceituoso, alvo de reações
inflamadas na internet, comediantes
discutem se há limites para o humor.
AMIGO ÍNTIMO: Grifes investem em
lingerie sofisticada e feita sob medida
para a brasileira, com novas lojas que
lembram a Victoria’s Secret.
Fotos de Camilla Maia
Você precisa ter uma conversa
difícil com seu chefe? Confira as
dicas para os cinco temas tabus.
BANHO DE LUZ: Artistas e designers
se divertem com os desenhos
iluminados do light painting.
•••
RESISTÊNCIA: Amoeba, na Califórnia,
a única grande loja de discos
sobrevivente na era da internet.
•••
CAETANO VELOSO: Duas Heloisas, o
respeito à norma culta e o trajeto
entre Xuxa e Todorov.
D
i
v
u
l
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a
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M
U
D
A
LIGHT PAINTING: arte a partir da luz
FECHAMENTO 23h
Taxadeincêndiopagaviagem
debombeirosaEuropaeEUA
Recursos são usados também para construir pontes no interior
● Independentemente da crise no Corpo
de Bombeiros do Rio, 33 tenentes-coro-
néis viajarão em agosto para a Europa,
comrecursos da taxa de incêndio, numro-
teiro que inclui Paris, Roma, Berlim e Lis-
boa, com R$ 14,3 mil para cada um duran-
te a estadia. Outros 42 capitães embarca-
rão no mesmo mês para Atlanta, nos EUA,
cada um com R$ 5.232 para as despesas
do período. Os gastos, sem incluir passa-
gens aéreas, chegarão a R$ 694 mil, reve-
lam ANTÔNIO WERNECK e FÁBIO VASCON-
CELLOS. A taxa de incêndio, criada para
equipar o Corpo de Bombeiros, agora pa-
ga, além das viagens, construção de pon-
tes no interior do estado. A corporação
diz que os oficiais farão cursos e as des-
pesas estão previstas em lei. Página 18
Bombeiros sãolibertados
Bruno Gonzalez
● Bombeiros comemoramno Centro a libertação dos 439 que ficarampresos por uma semana após a invasão do Quartel Central. Hoje,
eles fazem passeata em Copacabana. A PM suspendeu o estado de prontidão que seria mantido durante o ato. Páginas 18 e 19
Consulta
liberada
A presença de médicos
contaminou a
programação e
transformou
profissionais de saúde
em celebridades, como
Guilherme Furtado
(foto), que dá plantão
no “Mais você”.
Fabio Rossi
CHI CO
.
E NA
PESCA...
— Há
momentos
de falar e
momentos
de entubar...
Por trás do campeão
O verdadeiro Ricardo Gomes
Jorge William
RICARDO GOMES: campeão
● Campeão da Copa do
Brasil, Ricardo Gomes,
técnico do Vasco, des-
mistifica o rótulo de so-
fisticado: “Sou um ho-
mem comum.” Ontem,
em São Januário, na en-
trega das faixas, com a
presença de Juninho
Pernambucano, o Vas-
co empatou com o Fi-
gueirense: 1 a 1.
2
a
- Edição • Preço deste exemplar no RJ, MG e ES: R$ 4 • Os suplementos Morar Bem e Boa Chance circulam apenas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na Costa Verde, na Região Serrana e na Região dos Lagos (menos Macaé e Rio das Ostras)
2 2ª edição • Domingo, 12 de junho de 2011
O GLOBO
O GLOBO
● ●
PÁGINA 2 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 29 h PRETO/BRANCO
FRASESDASEMANA
“O campeão voltou! O
campeão voltou!”
GRITO • DE MILHARES DE TORCEDORES
RECEPCIONANDO O VASCO, NO RIO, APÓS A CONQUISTA
DA COPA DO BRASIL
“Fuerza, fuerza”
HUGO CHÁVEZ • PRESIDENTE DA VENEZUELA PARA
PALOCCI, MENOS DE 24 HORAS ANTES DA QUEDA DO
MINISTRO
“Sei que vou ser
assassinado, só não sei o
dia. Já senti o cheiro de
pólvora”
ALEXANDRE ANDERSON DE SOUZA • PRESIDENTE
DA ASSOCIAÇÃO HOMENS DO MAR DA BAÍA DE
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
MANCHETESDOGLOBO
Bope prende bombeiros;
‘são vândalos’, diz Cabral
DOMINGO, 5 DE JUNHO
Aliados cobram de Dilma a
solução sobre Palocci
SEGUNDA, 6 DE JUNHO
Procurador arquiva caso e
Lula tenta manter Palocci
TERÇA, 7 DE JUNHO
Palocci cai e enfraquece
Dilma com apenas 5 meses
de governo
QUARTA, 8 DE JUNHO
PMs se unem a bombeiros
para pressionar por
reajuste
QUINTA, 9 DE JUNHO
Bombeiros exigem anistia
para negociar com Cabral
SEXTA, 10 DE JUNHO
Dilma troca Articulação por
Pesca. E vice-versa
SÁBADO, 11 DE JUNHO
GUANABARA, NA PRAIA DE MAUÁ, EM MAGÉ, QUE JÁ
SOFREU SEIS TENTATIVAS DE ASSASSINATO
“Vamos admitir que o texto
não está muito claro. Isso
não é constrangimento
nenhum”
KÁTIA ABREU • E AS “OBSCURIDADES” DO CÓDIGO
FLORESTAL
“Não sou santo, nem sou
um perigo”
OLLANTA HUMALA • CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DO
PERU
“Somos bombeiros, não
somos bandidos”
BOMBEIRO • QUE ESTAVA EM MANIFESTAÇÃO NO
QUARTEL INVADIDO PELO BOPE
“Foram eventos
completamente
inaceitáveis. Um grupo de
vândalos não irá, de forma
alguma, prejudicar a
imagem da corporação”
SÉRGIO CABRAL • SOBRE OS BOMBEIROS
“A Apple tem crescido
como uma erva daninha e
precisa de um novo lugar
para alocar seus
funcionários"
STEVE JOBS • DEFENDENDO A NOVA SEDE EM FORMA
DE OVNI EM CUPERTINO, PARA ABRIGAR 13 MIL
FUNCIONÁRIOS
“Nosso herói é o que se
dá bem sem esforço.
Você se sente ganhador
quando burla sinal
de trânsito. É nossa
ferida cultural"
VIVIANE MOSÉ • FILÓSOFA, EXPLICANDO O SUCESSO
DO VILÃO HORÁCIO CORTEZ EM “INSENSATO CORAÇÃO”
“Pede pra Dilma! Ela que
prometeu erradicar a
miséria!”
SENHORINHA • NA RUA DO CATETE, AO SER
ABORDADA POR UM MENDIGO QUE QUERIA DINHEIRO
Um garçom das antigas num restaurante da moda
Simone Marinho
● Francisco Barroso, garçom do tradicional Bar Lagoa, es-
pantou-se ao chegar para almoçar no Gero, um dos res-
taurantes da moda: “Onde estão as bandejas?”, indagou.
Não seria a única surpresa em duas horas de almoço. Ele
estranhou, além do silêncio, o fato de o couvert chegar à
mesa antes mesmo de ter sido pedido. RIO, página 23
COLUNAS E ARTIGOS
ELIO GASPARI
Um pedaço do PT decidiu não ser
PMDB, e isto já é alguma coisa
O PAÍS • PÁGINA 15
VERISSIMO
Até o final do governo Dilma, é
capaz de só sobrar Jobim de homem
OPINIÃO • PÁGINA 7
MÍRIAM LEITÃO
Nada parece mais funcionar no
Ministério com as suas 38 cadeiras
ECONOMIA • PÁGINA 34
ANCELMO GOIS
Uma em cada cinco mulheres
negras trabalha como doméstica
RIO • PÁGINAS 26 e 27
ARTUR XEXÉO
No jantar de hoje, mulher não deve
se sentar à cabeceira da mesa
REVISTA O GLOBO • PÁGINA 58
Stanley Fischer se candidata
ao FMI e ameaça Lagarde
● Presidente do BC de Israel, Stanley Fis-
cher, cidadão americano e israelense, sur-
preende ao entrar na corrida contra a fran-
cesa Christine Lagarde. ECONOMIA, página 34
Ideologias perdem espaço
junto ao eleitor europeu
● Analistas e filósofos ouvidos pelo GLOBO
culpama falta de diferenças entre esquerda e
direita diante da crise pela derrota recente de
seis governos nas urnas. O MUNDO, página 40
Preços da anuidade do cartão
de crédito variam até 100%
● Levantamento em sete bancos mostra
que a anuidade custa de R$ 45 (BB e CEF) a
R$ 90 (HSBCe Citibank). Emoutras tarifas, a
diferença chega a 653%. ECONOMIA, página 37
Chávez passa por cirurgia de
emergência em Havana
● Segundo o chanceler venezuelano, o pre-
sidente se sentiu mal durante uma reunião
de trabalho em Cuba, e exames detectaram
um abcesso pélvico. O MUNDO, página 41
Jornalista carioca faz apelo
por uso médico de maconha
● A jornalista Lu Lacerda, que nunca foi
usuária, garante ter achado na maconha a
cura para um bruxismo severo que a tor-
turava desde a infância. LOGO, página 16
Mudanças no projeto da
ciclovia viram problema
● Com menos gastos em drenagem, as po-
ças d’água são um dos problemas da nova
ciclovia da Zona Oeste. O bicicletário cres-
ceu, mas fica ocioso. RIO, página 30
“Não sei se é a Idelizinha Paz e
Amor, mas a do ouvir muito e
negociar mais”
IDELI SALVATTI • NOVA MINISTRA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS, AO
RESPONDER À FAMA DE TRATOR
“Perguntaram-me o que tenho a dizer
sobre a menção, por alguns
oposicionistas, de que sou um trator.
Não considero esta a melhor
metáfora para quem exerce a política
e sempre se dispôs a debater, ouvir e
construir consensos”
GLEISI HOFFMANN • NOVA CHEFE DA CASA CIVIL, AO SE DESPEDIR DO
SENADO
“Que trator, está mais para bicicleta”
PAULO BERNARDO • SOBRE A FAMA DE “ESQUENTADINHA” DE GLEISI
“Estamos todos estupefatos. É como
colocar um elefante bravo para cuidar de
uma loja de porcelana”
PETISTA • FALANDO SOBRE IDELI
“Agradeço, do fundo do meu coração, ao
amigo Antonio Palocci por tudo o que ele
fez pelo governo, por mim e pelo Brasil”
DILMA ROUSSEFF • EMOCIONADA, NA DESPEDIDA DE PALOCCI
“Tudo o que não levo daqui é mágoa.
Alegrias? Levo muitas”
ANTONIO PALOCCI • AO DEIXAR A CASA CIVIL
Ailton de Freitas Gustavo Miranda

PANORAMA
POLÍTICO
de Brasília
O desabafo

A conversa entre a presidente Dilma e o ministro
Luiz Sérgio, na sexta-feira, foi reveladora de seu âni-
mo diante dos petistas. Segundo relatos, Dilma dis-
se, entre outras coisas, o seguinte: “É injusto o que
eles estão fazendo contigo”; “O problema todo foi
criado pelo PT”; “Estou pasma com o nível de atrito
na bancada da Câmara”; e, “O pessoal está meio fo-
ra de órbita”. Por isso, uma das tarefas recebidas
pela nova ministra, Ideli Salvatti (Relações Institu-
cionais), é costurar os retalhos do PT.
Quem teve juízo desembarcou
E-mail para esta coluna: panoramapolitico@oglobo.com.br
■ ■ ■ ■ ■ ■

ALGUNS ALIADOS do governo estão preocupados com
o estilo trator, conhecido no Senado, da nova ministra
de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

OS GOVERNADORES do Nordeste fecharam posição. Na
reforma tributária, vão lutar para que o comércio
eletrônico seja tributado no destino. É assim com
combustíveis e energia.

O MINISTRO Carlos Lupi (Trabalho) apresenta amanhã,
em Genebra, na ONU, para ministros de 161 países o
programa “Brasil Sem Miséria”.
DESCONTRAÇÃO. A Esplanada dos Ministérios estava em frenesi,
na sexta-feira, atrás de notícias sobre mudanças no governo. No
Palácio, a presidente Dilma improvisou um mesão no almoço.
Estavam lá Luiz Sérgio (Pesca), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Ideli
Salvatti (Relações Institucionais), Gilberto Carvalho (Secretaria-
Geral) e Helena Chagas (Secom). Eram risos e piadas por conta da
quantidade de mulheres no Planalto. Gilberto Carvalho até
brincou: “Acho que agora vou ter de usar tranças”.
Sobrevivi ministro” — Luiz Sergio, ministro da Pesca
e ex-ministro de Relações Institucionais, até ser derrubado
do cargo pelos líderes petistas na Câmara
Ação preventiva
● O governo não descarta ta-
xar as exportações de açúcar
para garantir o abastecimento
de etanol. Osetor terá mais di-
nheiro para produzir e estocar.
A ideia é evitar, em 2012, a
pressão sobre os preços do ál-
cool na entressafra.
Conselheiros
● Alguns petistas estão suge-
rindo que a nova ministra Ideli
Salvatti (Relações Institucio-
nais) monte um conselho polí-
tico informal, de ministros e
parlamentares da base aliada,
para ajudá-la na tarefa de arti-
culação política no Congresso.
Aparando arestas
● O governo federal quer que os 27 estados façam um
acordo sobre a reforma tributária no Conselho de Política
Fazendária. Só assim a proposta tem chance de rápida
aprovação no Congresso. A Fazenda fecha com
secretários estaduais a conta de quem ganha e perde com
a reforma. O governo diz que está disposto a bancar parte
dos prejuízos. O Nordeste ganha, mas Espírito Santo,
Santa Catarina e São Paulo perdem.
Ailton de Freitas/03-04-2009
ILIMAR FRANCO com Vivian Oswald, sucursais e
correspondentes
Barganha
● Na discussão tributária, o
governo pode oferecer a es-
tados obras em aeroportos
em troca do fim de certos
benefícios, concedidos via
impostos para o desenvolvi-
mento regional. Goiânia,
Ilhéus, Cuiabá e Manaus são
os piores aeroportos.
Trem-bala
● O governo bate o martelo
sobre as mudanças no edital
do trem-bala esta semana.
Uma das reivindicações das
empresas é o trem parar no
Galeão, no Rio, e, de lá, se-
guir para a Praça Mauá, por
exemplo, de monotrilho sus-
penso.
● O ex-presidente da Câma-
ra Arlindo Chinaglia (PT-SP)
fez questão, na sexta-feira,
de mandar um recado para
a presidente Dilma, dizendo
que ele não endossava ne-
nhuma conspiração para
derrubar o ministro Luiz
Sérgio. A presidente gostou
de sua atitude. Na solenida-
de da batalha de Riachuelo,
o presidente do Senado, Jo-
sé Sarney (PMDB-AP), que
já sabia da escolha de Ideli
Salvatti para o Ministério de
Rel ações I nsti tuci onai s,
brincou com o presidente
da Câmara, Marco Maia (PT-
RS): “Agora, para ficar no
gover no, t em que usar
saias”. Risos. Maia retru-
cou: “A gente tem que co-
meçar a def ender cotas
masculinas”. Risos.
3
O PA Í S
Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 3 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 26 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
PÓS-PALOCCI
Recomeçocom‘novacara’
Com mudanças na equipe, governo investirá para melhorar relação com Congresso e focar na gestão
DILMA E TEMER: o
o desafio da
presidente da
República nas
próximas semanas
será a arrumação
política. Para
ajudá-la no
comando desse
trabalho, ela já
percebeu que não
poderá prescindir
do apoio do seu
vice, que tem sido
o único interlocutor
do PMDB no
governo
Após seis meses, Dilma monta
equipe mais focada na gestão
Com suas últimas escolhas, presidente sinaliza que priorizará meritocracia
Gustavo Miranda/7-6-2001
Michel Filho/4-6-2011
Cristiane Jungblut e Adriana Vasconcelos
BRASÍLIA
C
iente de que os problemas de articula-
ção política de seu governo não acabam
coma saída de Antonio Palocci e de Luiz
Sérgio, a presidente Dilma Rousseff e
sua nova equipe palaciana — formada pelas mi-
nistras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvat-
ti (Secretaria de Relações Institucionais) —terão
de garantir novo ritmo às ações federais e resol-
ver “gargalos políticos” que estavam obstruídos
na Casa Civil. Para começar, será essencial que o
governo encaminhe demandas represadas de
aliados, para que Ideli se consolide no cargo
mostrando serviço: fazendo nomeações para
cargos federais nos estados e liberando emen-
das parlamentares apresentadas ao Orçamento
da União ainda no ano passado.
Interlocutores do governo garantiramque no-
meações para cargos de segundo e terceiros es-
calões devem ganhar as páginas do Diário Ofi-
cial da União a partir de amanhã. Na avaliação
desses aliados, Ideli dará visibilidade a questões
que estavam sendo negociadas e estavam à es-
pera do aval de Palocci, que não vinha.
A promessa é que, a partir de julho, haja um
calendário de liberações das emendas do Orça-
mento de 2010, já que as de 2011 foram anula-
das. Desde o início do ano, mesmo com os cor-
tes no Orçamento de 2011, o governo já liberou,
dos orçamentos de 2008 e 2009, mais de R$ 750
milhões. Mas o estoque de emendas aprovadas
no Orçamento ultrapassa R$ 10 bilhões.
Mais dependente do PMDB, que na crise se
mostrou fiel mas exigente, e com o desafio de
reunificar o PT na Câmara, Dilma terá que agir
com rapidez. Ideli já começou a procurar parla-
mentares de confiança para pedir ajuda. A inten-
ção é ter um grupo de colaboradores, muitos da
época emque foi líder do governo no Congresso,
para dialogar com Câmara e Senado.
A primeira mexida no primeiro
escalão do governo Dilma deve se
limitar à da semana passada, por
enquanto. Mudanças mais profun-
das virão numa segunda fase, pro-
vavelmente no fim do ano, quan-
do ampliará o leque de ministros
“com sua cara” — como Gleisi
Hoffmann e Ideli Salvatti.
Com a gestão do governo sob
controle, mesmo durante a crise,
o desafio de Dilma nas próximas
semanas é a arrumação política.
Para comandar o trabalho, além
dela própria, que promete conti-
nuar os almoços com aliados,
contará com Ideli e com o vice-
presidente Michel Temer.
O grupo palaciano sabe que
não terá como fugir da pressão
por cargos e emendas. A questão,
dizia um dirigente petista sexta-
feira, “é saber se esse bando de
mulher brava vai conseguir nego-
ciar com partidos da base e resol-
ver suas demandas a contento”.
Se isso não acontecer, acrescen-
tou: “Vai ser uma encrenca.”
Na terça-feira, quando se definia a saída de
Palocci, petistas reclamavam que nem o Incra
— responsável pela questão agrária — tinha
preenchido cargos do segundo escalão.
No mesmo tom, líderes de outros partidos da
base se queixavam, na semana passada, de que
a defesa que fazem do governo não era retribuí-
da. Eles esperamque Ideli tenha poder e não sir-
va apenas para atender a pedidos, como se re-
feriam a Luiz Sérgio. Até o temperamento forte
de Ideli é lembrado nessa hora.
— Ela não vai ficar de enfeite no cargo —
resumiu o senador Delcídio Amaral (PT-MS).
— Vai agir, e com respaldo.
Outra tarefa fundamental para que o governo
não seja surpreendido é acompanhar projetos
no Legislativo e evitar novas derrotas. Na pró-
xima semana, deverá ser dada atenção especial
à negociação de novo acordo para a proposta de
emenda constitucional (PEC) que altera o rito de
tramitação das medidas provisórias. A falta de
um articulador político que funcionasse levou o
líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-
RR), a fechar acordo em favor da aprovação do
substitutivo do senador Aécio Neves (PSDB-MG)
na Comissão de Constituição e Justiça — con-
siderado “um horror” por Dilma.
Nem todos otimistas com
nova equipe palaciana
● Além disso, o governo não poderá se descui-
dar das negociações em torno do texto do Có-
digo Florestal se quer evitar que a derrota sofri-
da na Câmara se repita agora no Senado. Na Câ-
mara, o desafio imediato é aprovar a medida
provisória 527, já que o governo quer incluir nela
as novas regras de licitações para a Copa.
Até agora, os senadores e deputados mais ex-
perientes da base vinham“segurando as pontas”
e agindo como achavamque o governo gostaria.
Entre eles, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) e o
deputado Gilmar Machado (PT-MG), que têm
atuado para garantir a votação da Lei de Dire-
trizes Orçamentárias e depois o Orçamento de
2012 — sem qualquer orientação específica.
Assumiram a tarefa por inércia, porque o car-
go de líder do governo no Congresso está vago
há cinco meses. O deputado Mendes Ribeiro
(PMDB-RS) foi anunciado para a vaga, mas sua
atuação na votação do Código Florestal desagra-
dou à presidente, que suspendeu a nomeação.
Alguns governistas não escondem o pessimis-
mo com a nova equipe montada por Dilma, re-
forçada coma escolha de Ideli, considerada “tru-
culenta”. Dilma percebeu que terá de atuar di-
retamente na política e não poderá prescindir da
ajuda do vice-presidente Michel Temer.
— O Michel tem sido o único interlocutor do
PMDBno governo —dizia o senador Eunício Oli-
veira (PMDB-CE), presidente da Comissão de
Constituição e Justiça da Casa, na qual aportam
problemas para o governo toda semana.
O GLOBO NA INTERNET
OPINIÃO O troca-troca nos ministérios vai melhorar
a articulação política do governo? Vote
oglobo.com.br/pais
Adriana Vasconcelos e Luiza Damé
● BRASÍLIA. A presidente Dilma Rousseff conse-
guiu, em meio à mais grave crise de seu gover-
no, fazer o que ninguém imaginava: reforçou o
perfil administrativo da equipe palaciana com
a nomeação da senadora Gleisi Hoffmann para
a Casa Civil, sinalizando para o Congresso que
nem sempre se dobrará a pressões. Ciente de
que não tem a mesma popularidade do ante-
cessor, a presidente parece mais à vontade pa-
ra moldar o governo à sua imageme semelhan-
ça, mostrando que priorizará mais a merito-
cracia do que a política na composição do Mi-
nistério, que deverá ter como foco principal a
gestão das políticas públicas.
A nova chefe da Casa Civil demonstrou, nos
cinco meses no Senado, afinidade com o Planal-
to e preocupação com o controle de gastos pú-
blicos, reforçada entre os 18 projetos que apre-
sentou como senadora. Num deles, propôs que
fosse vedada a extensão para suplentes da ajuda
de custo concedida a parlamentares em início e
fim de mandato. Em outro, propôs a regulamen-
tação do teto salarial do funcionalismo, que vem
garantindo a servidores e pensionistas venci-
mentos superiores aos salários dos ministros do
Supremo Tribunal Federal, hoje em R$ 26,7 mil.
Gleisi se somará a Dilma e à ministra do Pla-
nejamento, Miriam Belchior, na tarefa de agilizar
os programas governamentais. Para isso, deverá
se valer da experiência como secretária de Pla-
nejamento de Mato Grosso do Sul e de Gestão
Pública na Prefeitura de Londrina, além das ati-
vidades como diretora financeira de Itaipu.
— O governo toma a cara de Dilma. Temos
quatro mulheres mandando: Dilma, a loura (Glei-
si), Ideli e Miriam Belchior. O resto é secundário
— resume o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
Mudanças começam a decifrar
o estilo Dilma de governar
As mudanças feitas, de forma solitária, na Ca-
sa Civil e nas Relações Institucionais começam a
decifrar o estilo Dilma de governar. Ela deixou
claro que não hesitará em mostrar autoridade.
— O desfecho nesses dois ministérios reforça
a autoridade da presidente. Ela não pretende se
dobrar às pressões políticas e mostra que seu go-
verno será o governo da gestão e da meritocracia
— afirma o senador Delcídio Amaral (PT-MS).
O novo núcleo duro do governo passa a ser
composto quase que exclusivamente por mu-
lheres. Todas demonstram temperamento for-
te e pouca paciência quando contrariadas. Mas
são extremamente leais e determinadas, o que
poderá garantir novo ritmo à gestão governa-
mental, como quer a presidente.
Duas horas depois de tomar posse, quarta-
feira, Gleisi já havia convocado dois antigos
colegas da bancada petista — Lindbergh e Del-
cídio — para um primeiro contato, sinalizando
que não pretende perder a comunicação com
o Legislativo, embora tenha sido designada
por Dilma para cuidar mais da gestão do go-
verno. Gleisi já elegeu uma de suas priorida-
des: cuidar pessoalmente das negociações pa-
ra a votação do Código Florestal no Senado.
Sua preocupação é que a derrota do governo
na Câmara não se repita no Senado.
No primeiro dia na Casa Civil, reunião com os
colegas de Planejamento, Meio Ambiente e Se-
cretaria Geral da Presidência. Antes, porém, teve
uma longa conversa com a presidente para ten-
tar definir os limites até onde poderá avançar.
Dilma tem afirmado que pretende melhorar
a rede de serviços públicos e a infraestrutura
do país, gastando menos. Uma das estratégias
é melhorar a gestão pública. No mês passado,
Dilma instalou a Câmara de Políticas de Ges-
tão, Desempenho e Competitividade, presidida
pelo empresário Jorge Gerdau Johannpeter, do
Grupo Gerdau. A câmara tem como missão su-
gerir propostas para modernizar o Estado, tor-
nando o país mais competitivo no cenário in-
ternacional, além de propor mecanismos para
melhorar a qualidade dos serviços públicos,
reduzir custos e racionalizar processos.
Caberá à Casa Civil oferecer apoio técnico e lo-
gístico à Câmara de Gestão, que terá função de
assessoramento da presidente na tarefa de inte-
grar as estratégias federais de desenvolvimento
social com redução das desigualdades, promo-
ção do equilíbrio fiscal e desenvolvimento eco-
nômico sustentável. A Câmara terá quatro repre-
sentantes da sociedade civil: além de Gerdau,
Abílio Diniz (dono da Companhia Brasileira de
Distribuição), Antônio Maciel Neto (presidente
da Suzano Papel e Celulose) e Henri Philippe Rei-
chstul (ex-presidente da Petrobras —1999/2001).
Os representantes do governo são os ministros
da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; da Fazenda, Guido
Mantega; do Planejamento, MiriamBelchior; e do
Desenvolvimento, Fernando Pimentel. ■
A NOVA
ministra da
Casa Civil,
Gleisi
Hoffmann, que
demonstrou
afinidade com
o Palácio do
Planalto
durante sua
passagem pelo
Senado, terá a
tarefa de
agilizar os
programas do
governo
Ailton de Freitas/8-6-2011
4

O PAÍS Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 4 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 43 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Sintomas de
hiperpresidencialismo

Os fatos políticos recentes podem indicar que es-
tamos caminhando perigosamente para um sistema
político que se aproxima muito do hiperpresidencia-
lismo, caracterizado pelo excesso de poderes conce-
didos ao Executivo, o que pode levar à deterioração
da democracia, ou até mesmo à sua destruição.
MERVAL
PEREIRA
E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br
PÓS-PALOCCI
Crise expôs divisão interna no PT,
que quer ser ouvido sobre governo
Partido negou apoio a Palocci mas diz que não há um racha na legenda
Flávio Freire
● SÃO PAULO. Paralelamente ao
discurso uníssono de que não
há crise no PT, embora indisfar-
çável no caso da queda do mi-
nistro Antonio Palocci, petistas
desejampressionar a presidente
Dilma Rousseff para que ela dis-
cuta mais suas decisões com a
cúpula partidária. O perfil cen-
tralizador de Dilma não agrada a
integrantes da legenda. O clima
azedou com a demora da presi-
dente para dar solução ao caso
Palocci, e a partir de agora a
ideia em diferentes esferas do
partido é tentar reforçar o canal
de diálogo de Dilma com nú-
cleos de base, que já vêm regis-
trando dissidências.
— O governo deveria ter uma
relação mais intensa e cotidiana
como partido. Abase do PTnão
está no cotidiano do governo,
que, com isso, vai acabar se fe-
chando numa situação de pou-
cos ouvidos e se distanciando
da realidade — diz o deputado
Raul Pont (RS).
Em recentes reuniões do Di-
retório Nacional, antes mesmo
da chamada crise Palocci, se-
gundo ele, integrantes do PT
têm exigido maior abertura
nas discussões de governo.
— Não creio em problemas
na relação do PT com o gover-
no no Congresso, mas um dis-
tanciamento institucional é
possível, o que é ruim para os
dois lados — avalia ele:
— Tenho até recebido e-mails
de correligionários que estão
deixando o partido em razão da
forma como o governo condu-
ziu o episódio envolvendo o ex-
ministro da Casa Civil. Digo que
foi apenas uma crise, mas as
pessoas estão insatisfeitas.
Internamente, no entanto, im-
pera a tese de que o PT manterá
fidelidade a qualquer projeto do
governo que tramitará no Con-
gresso, mas comuma preocupa-
ção: oPTnãopode virar umpar-
tido de gabinete, com espaço
notório dedicado apenas a figu-
ras de primeiro escalão, muitas
em situações desconfortáveis
política ou juridicamente, como
ocorreu com Palocci.
Se nas fileiras internas essa
discussão ganha corpo, publi-
camente adota-se outro tom:
— Não há qualquer ambiente
de crise no partido, que apoia
Dilma incondicionalmente. Não
há divisão, o que existe são po-
sições divergentes, que são legí-
timas e não configuram luta de
poder. O que acontece é que o
PT manifesta opinião com mais
frequência do que qualquer ou-
tro partido — minimiza o depu-
tado Ricardo Berzoini, ex-presi-
dente nacional do PT.
A ferida no PT foi exposta no
governo Dilma quando a Execu-
tiva Nacional decidiu não mani-
festar apoio publicamente a Pa-
locci. Logo uma operação foi de-
flagrada na tentativa de dar am-
paro institucional ao ministro,
que perdeu força tambémno Se-
nado. A senadora Marta Suplicy
buscou adesão ao manifesto
pró-Palocci, o que não avançou.
Procurada, sua assessoria de
imprensa deixou claro que o ra-
cha no partido é evidente.
— Esse é um assunto indi-
gesto para a senadora — disse
um de seus assessores.
Chamou a atenção, nos deba-
tes, a ausência do governador
do Rio Grande do Sul, Tarso
Genro, há 15 dias em viagem ofi-
cial à Espanha, quando passou
ao largo da crise. ■
O GLOBO NA INTERNET
a
Confira o especial sobre o PT no
governo
oglobo.com.br/pais
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Ailton de Freitas/21-10-2009
BERZOINI: “Não há divisão, o que existe são posições divergentes, legítimas e que não configuram luta de poder”
Em Campinas, suspeitos de
fraudes doaram ao prefeito
Todos os que tiveram a prisão decretada
contribuíram com R$ 70 mil para campanha
● CAMPINAS. As sete pessoas
que tiveram prisão preventiva
decretada na última sexta-feira,
em Campinas (SP), por forma-
ção de quadrilha, corrupção
passiva e fraudes em licitações
foram doadores da campanha
do prefeito da cidade, Hélio de
Oliveira Santos, o Dr. Hélio
(PDT), na disputa pela reeleição
em 2008. Dr. Hélio enfrenta um
processo de impeachment após
ver o alto escalão de seu gover-
no envolvido nas supostas frau-
des, incluindo sua mulher e ex-
chefe de gabinete, Rosely Nas-
sim Jorge Santos, que teve pri-
são decretada e até a noite de
sexta-feira estava foragida.
Na defesa apresentada à Câ-
mara Municipal, o prefeito ale-
gou não saber do esquema. As
doações fortalecem uma das li-
nhas de investigação do Minis-
tério Público, que suspeita que
parte do dinheiro desviado em
contratos públicos em Campi-
nas (SP) foi parar em campa-
nhas políticas.
Tiveram prisão decretada e
aparecem como doadores do
prefeito, a primeira-dama Rosely
Nassim Jorge Santos, o vice-pre-
feito Demétrio Vilagra (PT),
Francisco de Lagos (ex-secretá-
rio de Comunicação), Carlos
Henrique Pinto (ex-secretário de
Segurança), o ex-diretor da Sa-
nasa (empresa de saneamento
da cidade) Aurélio Cance Júnior,
o ex-diretor de Planejamento da
prefeitura Ricardo Cândia e o ex-
diretor comercial da Sanasa
Marcelo de Figueiredo.
No caso de Cândia, quemapa-
rece como doador é a mulher
dele, Fabiana. As doações so-
mam quase R$ 70 mil. Até sexta-
feira à noite, apenas Henrique
Pinto e Figueiredo haviam sido
presos. Os demais eram consi-
derados foragidos. ■
Esse fenômeno pós-mo-
derno está se alastrando
pela América Latina e atin-
ge algumas partes do mun-
do, como a Rússia.
A decisão do Supremo Tri-
bunal Federal (STF) de aceitar
que a decisão sobre a extradi-
çãodoex-terrorista italianoCe-
sare Batistti coubesse ao presi-
dente Lula, mesmo sem que os
termos do tratado fossem obe-
decidos, na prática deu pode-
res discricionários ao chefe do
Executivo, poderes que já ha-
viam sido negados em reunião
anterior do mesmo Supremo.
Também a escolha das prin-
cipais assessoras diretas da
Presidência ter recaído sobre
políticas pouco afeitas à nego-
ciação, que assumem como
principal tarefa fazer com que
a vontade do Executivo seja
acatada pelo Legislativo, indica
uma tentativa de utilizar a
maioria esmagadora que forma
a base parlamentar do governo
para, simplesmente, referendar
a vontade do Executivo.
O sistema presidencialista
oferece ao chefe do Executi-
vo muitas alternativas legais
para contornar o Poder Le-
gislativo, e os presidentes
têm mais flexibilidade para
montar seus ministérios.
Enquanto no parlamentaris-
mo os governos são organiza-
dos essencialmente pelos
componentes dos partidos
que formam sua base parla-
mentar, no presidencialismo é
possível escolher ministros de
acordo com critérios próprios,
e até mesmo levando emconta
apenas as relações pessoais.
Por isso, diz-se que uma
das virtudes que devem ser
evitadas, ao se montar uma
equipe de governo, quando
se deseja governar democra-
ticamente, é, paradoxalmen-
te, a lealdade do escolhido.
Essa lealdade leva a que
pessoas não qualificadas, mas
leais ao presidente da Repúbli-
ca, assumam postos importan-
tes nos governo com a única
certeza de que não se voltarão
contra quem os escolheu.
Há quem defina o hiperpre-
sidencialismo como uma dita-
dura disfarçada, cuja frontei-
ra para a ditadura de fato é a
liberdade de imprensa, que
geralmente não existe em paí-
ses que já adotam esse siste-
ma de governo, como na Ve-
nezuela e na Rússia.
A partir do caso da Rússia,
os estudiosos dos sistemas
de governo dizem que a frag-
mentação partidária pode le-
var a que o Executivo estimu-
le uma maioria circunstancial
que favoreça a aprovação de
sistemas autoritários.
O mesmo fenômeno que
acontece na América Latina,
com governos se utilizando
dos mecanismos democráti-
cos para aprovar leis que
lhes conferem superpoderes,
colocando o Executivo acima
dos outros poderes, fazendo
com que o sistema democrá-
tico perca sua característica
de contrapesos.
Foi o que aconteceu na
sessão em que o Supremo
acatou uma decisão presi-
dencial claramente fora dos
parâmetros legais que regem
a extradição pelo tratado as-
sinado entre Itália e Brasil.
Na avaliação do ministro
do Supremo Gilmar Mendes,
está se criando um modelo
de presidencialismo impe-
rial, com o STF submetido à
Presidência da República.
Baseando-se no tratado de
extradição, como determinou
o Supremo, a Advocacia Geral
da União (AGU) utilizou, para
sustentar a decisão de manter
Battisti no país, o seu artigo
3
o
-, que diz que é suficiente o
presidente ter “razões ponde-
ráveis para supor que a pes-
soa reclamada será submeti-
da a atos de perseguição e
discriminação por motivo de
raça, religião, sexo, nacionali-
dade, língua, opinião política,
condição social ou pessoal;
ou que sua situação possa ser
agravada por um dos elemen-
tos antes mencionados”.
O refúgio concedido ini-
cialmente pelo Ministério da
Justiça com base nessa mes-
ma argumentação fora inde-
ferido pelo STF, que, num pri-
meiro julgamento, decidiu
que não havia perseguição
política nem outra justificati-
va para sua concessão.
A palavra-chave no julga-
mento foi e continua sendo
“discricionário”. Os ministros
que votaram a favor de que
cabia ao presidente da Repú-
blica a decisão final sobre a
extradição consideraram que
ele tinha poderes “discricio-
nários” para decidir.
Dias depois, questionado
pelo governo italiano por
uma questão de ordem, o en-
tão ministro Eros Grau admi-
tiu que seu voto não dava po-
deres “discricionários” ao
presidente da República, mas
limitava sua decisão ao trata-
do de extradição existente.
Ao insistir em não extraditar
Battisti alegandoas mesmas ra-
zões que oSupremojá havia re-
jeitado, o então presidente Lula
agiu como se tivesse poderes
discricionários, e, ao aceitar
sua decisão esta semana, o Su-
premo chancelou esse entendi-
mento, que fora rejeitado.
Outro assunto diretamente
ligado à autonomia dos pode-
res do Estado deve ser discuti-
do esta semana: a proposta do
senador Aécio Neves, que alte-
ra a apreciação das medidas
provisórias pelo Congresso, su-
bordinando na prática as medi-
das provisórias —que se trans-
formaram em um instrumento
do hiperpresidencialismo — à
decisão do Congresso.
A ideia central da proposta
é que as medidas provisórias
somente terão força de lei
depois de serem considera-
das admitidas pelo Congres-
so Nacional, dentro dos crité-
rios de relevância e urgência
hoje existentes.
Caso contrário, a matéria
passaria automaticamente a
tramitar como projeto de lei
em regime de urgência cons-
titucional.
A admissibilidade será
apreciada por comissão mis-
ta permanente de deputados
e senadores, em processo su-
mário, com recurso para o
plenário do Congresso ou,
nos períodos de recesso, pe-
la Comissão Representativa.
A presidente Dilma já se
manifestou contrária à medi-
da, orientando sua aliança
partidária a rejeitá-la. Singela-
mente, teria comentado: “Lo-
go na minha vez querem me
tirar um instrumentos funda-
mental de governabilidade”.
Há, no entanto, na própria
base governista, uma ten-
dência a aprovar a mudan-
ça, que dá ao Congresso
maior autonomia.
Será mais uma oportunida-
de para estancar o avanço do
Executivo sobre o Legislati-
vo, ou confirmar nossa cami-
nhada rumo ao hiperpresi-
dencialismo.
O PAÍS

5 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 5 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 23: h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
6 Domingo, 12 de junho de 2011
.
O GLOBO

OPINIÃO

PÁGINA 6 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 26 h
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OPI NI ÃO
A
sigla Ecad, de Escritório Central de
Arrecadação e Distribuição, costu-
ma frequentar o noticiário de forma
nada abonadora. Único organismo
com base legal para arrecadar direitos auto-
rais de compositores e intérpretes musicais, o
escritório movimenta centenas de milhões de
reais e vive imerso numa densa nuvem de
suspeições. Oúltimo faturamento anual foi de
mais de R$ 430 milhões.
Há pouco, com a escolha de Ana de Holan-
da para ministra da Cultura, o Ecad apareceu
no pano de fundo da luta política deflagrada
pelo fato de alguém fora do esquema do ex-
ministro Juca Ferreira assumir o cargo. A mi-
nistra, com acerto, logo retirou do site do
MinC o selo do “creative commons”, mecanis-
mo de flexibilização do direito autoral, um
dos objetivos da gestão anterior no MinC. Nos
disparos contra a ministra somou-se a postu-
ra dela diante do “creative commons” a no-
meações de pessoas no ministério para ligá-la
mir. Além da proverbial incompetência admi-
nistrativa do poder público, seriam inocula-
dos no Ecad interesses político-partidários.
A melhor alternativa para o Ecad é a audi-
toria externa e independente. Já houve, mas,
quando os auditores pediram certas informa-
ções, a direção do escritório decidiu afastá-
los. Ora, este tipo de supervisão precisa ser
compulsório, como nas empresas de capital
aberto. Omesmo sistema de transparência te-
ria de valer também para as associações do-
nas do escritório. E, mesmo mantido o mono-
pólio na arrecadação, toda esta estrutura ga-
nharia emeficiência se os difusores pudessem
negociar, em separado, com as diversas asso-
ciações. Se tentarem se cartelizar, existem o
SDE e o Cade para coibir.
É comum nestas organizações fechadas e
com reserva de mercado proliferarem distor-
ções. De todas as origens, éticas e técnicas. O
melhor a fazer, sempre nestas situações, é dei-
xar entrar a luz do sol.
Falta projetar luz sobre a atuação do Ecad
ao Ecad, símbolo do direito do autor de ser
remunerado por sua obra. Pela visão mani-
queísta das brigas políticas, se alguém, de al-
guma forma, se aproxima do
Ecad, deve ser combatido. Não é,
por óbvio, tão simples assim.
Fundado em 1976, com base em
lei de 73, o Ecad tem o monopó-
lio legal da arrecadação de direi-
tos sobre a execuçãode músicas,
poder este referendado, em ação
posterior, pelo Supremo. É cons-
tituído por nove associações de
autores e executores, seus efeti-
vos donos, algumas delas cria-
das por músicos e compositores
quando eram “independentes” e
lutavam pela moralização do di-
reito autoral. É grande a capilaridade do Ecad
—nenhumartista, por mais famoso e popular
que seja, conseguiria cobrar os direitos num
país do tamanho do Brasil. Portanto, não há
alternativa a não ser filiar-se a uma das asso-
ciações. A tendência de concentração no lado
da arrecadação é mundial. Mas há inúmeras
evidências de, pelo menos, má
administração no Ecad. O GLO-
BO tem publicado reportagens
com exemplos irrefutáveis. Um
deles ocorreu em 2004, quando
um crédito retido (dinheiro arre-
cadado que o escritório não con-
segue repassar aos artistas) de
R$ 1,1 milhãofoi incorporadopa-
ra abater “déficit operacional”, e
assim maquiou-se o resultado
daquele ano: um buraco de R$
700 mil virou umsuperávit de R$
444 mil. Casos como este é que
levam a CPIs — necessárias, se
bem conduzidas — e a propostas equivoca-
das de supervisão estatal do escritório, como
a defendida agora pelo MinC, embora Ana de
Hollanda tenha afirmado o contrário ao assu-
É um erro
permitir que o
Estado seja
auditor nos
direitos autorais
A
crise europeia temsido fatal para os
governos. Para o eleitor, eles mere-
cem cair porque deixaram a situa-
ção chegar ao ponto em que che-
gou; ou porque vão aplicar o necessário re-
médio amargo da austeridade, fazendo sofrer
a população para cortar gastos estatais.
Uma das primeiras vítimas foi o governo
trabalhista britânico, desalojado há um ano
pelos conservadores após mais de uma déca-
da no poder. O caso mais recente é o de Por-
tugal, um dos países mais problemáticos, ao
lado de Grécia e Irlanda. Odesgaste do gover-
no de centro-esquerda levou à antecipação
das eleições. Em meio à severa recessão, de-
semprego de 12,4%e à negociação de umem-
préstimo com o FMI e União Europeia de um
pacote de 78 bilhões de euros (US$ 114 bi-
lhões), os socialistas foram punidos e os con-
servadores voltaramao poder. A elevada taxa
de abstenção em Portugal, acima de 40%, re-
afirmar que seus planos de reforma “frequen-
temente carecem de ambição e de especifici-
dade”. As recomendações básicas são: alinhar
o deficitário welfare state às expectativas de-
mográficas; limitar o aumento dos salários ao
avanço da produtividade; e reduzir os encar-
gos sobre a folha salarial para ampliar a em-
pregabilidade. Se, nos países menos ricos da
UE, a vida está difícil para o povo, ela não está
nada fácil para políticos e autoridades econô-
micas. Pagam todos o preço de a UE ter feito
a união monetária a toque de caixa, juntando
países em níveis diferentes de desenvolvi-
mento. Os mais pobres perderam a possibi-
lidade de desvalorizar a moeda nacional para
aumentar sua competitividade. Eles estão
atrelados à mesma taxa de câmbio, por exem-
plo, da rica e poderosa Alemanha. A salvação
do euro exigirá, portanto, um enorme esforço
de coordenação econômica entre os países-
membros. E a um elevado custo político.
Gangorra política na zona do euro
vela outro aspecto: um eleitorado esgotado,
pessimista e desiludido com os políticos. Em
maior oumenor grau, istose repete emoutros
países europeus. Quem está no
poder cai. Mas a centro-esquerda
tem levado a pior, e agora gover-
na apenas quatro dos 27 da UE.
Umdeles é a Espanha, onde os
socialistas de José Luis Zapatero
estão no fundo do poço, depois
que o programa de estímulo fis-
cal do governo não logrou redu-
zir o desemprego. Nas eleições
municipais e em regiões autôno-
mas, em maio, o Partido Popular
(centro-direita) obteve ampla vi-
tória e é o favorito para as elei-
ções gerais de março de 2012.
Já na Itália, está ameaçado o premier de
centro-direita Silvio Berlusconi. Embora a cri-
se contribua para a queda de sua popularida-
de, seus problemas coma Justiça tornama si-
tuação muito mais difícil, o que poderá levar à
antecipação das eleições gerais. Em recente
pleito regional, o partido do pre-
mier sofreu pesada derrota em
Milão, seu berço político, em Ná-
poles, terceira cidade italiana, e
em outros centros importantes.
Na Alemanha, a chanceler An-
gela Merkel tomou a decisão de
desativar as usinas nucleares até
2022, em parte, devido ao cres-
cimento político dos Verdes. No
estado de Baden-Wurttemberg,
eles se aliaram ao SPD (centro-
esquerda) e derrotaram os de-
mocratas-cristãos, no poder ali
há décadas. A crise levou a Co-
missão Europeia a, pela primeira vez, emitir
uma série de recomendações. O documento
começa com um pito nos países do euro ao
União monetária
engessa UE e
torna alguns
países mais
vulneráveis
Nem tudo são elefantes brancos
Cavalcante
Foi essa conta que levou a Confe-
deração Francesa de Tênis a se de-
bruçar sobre o assunto e viabilizar
uma operação pioneira, a “Bola Ama-
rela”. Ela consiste em coletar boli-
nhas usadas nos 8.500 clubes do país
e reciclá-las. A conta é simples: 40 mil
dessas bolas podem ser transforma-
das em 100 metros quadrados de re-
vestimento em quadras para defi-
cientes. Só na França são usadas 14
milhões de bolas de tênis por ano.
Segundo a jornalista francesa Flore
de Borde, no ano passado foram
construídas sete quadras graças ao
projeto da confederação. Foi apenas
DORRIT HARAZIM
N
a política — ou melhor, na
política partidária brasilei-
ra —, cada micromovimen-
to de uma das siglas, mes-
mo das mais amorfas, é acompanha-
do com lupa pelos seguidores dos
outros partidos.
No esporte ocorre quase o contrá-
rio. É cada um no seu nicho e poucos
se interessam pelo que acontece no
terreiro alheio. Dificilmente o admi-
rador do nado sincronizado acorda
mais cedo para acompanhar uma
corrida de Fórmula-1 ou
para ficar quase vesgo
assistindo a cinco sets de
uma final de tênis de Ro-
land Garros.
A cada quatro anos,
por sinal, salta aos olhos
o modesto número de
atletas olímpicos interes-
sados em assistir a pro-
vas que não sejam de sua
modalidade.
Em parte isso se deve,
é claro, à necessária con-
centração do atleta nas
provas que vai disputar. Até o térmi-
no de suas provas, ele permanece
mentalmente blindado a qualquer
outro chamariz. Além disso, termina-
da a sua competição, é de regra que
ele vaga o alojamento olímpico e se
despeça dos Jogos para ceder o lugar
a atletas que ainda competirão. As-
sim, suas chances de satisfazer uma
eventual paixão por outros esportes
tendem a ser bastante reduzidas nu-
ma Olimpíada.
Se atletas de alto rendimento fo-
cam essencialmente no próprio um-
bigo, amadores do esporte no Brasil
também contêm seus interesses a
uma ou duas modalidades no máxi-
mo — além do futebol, é claro, e do
vôlei, por vitorioso.
Sendo assim, é compreensível
que a atual temporada de Grand
Slams do tênis profissional perma-
neça confinada a seu público cati-
vo. Quem acompanhou os 15 dias
do torneio de Roland Garros, trans-
mitido pela ESPN e encerrado do-
mingo último, pôde se deliciar com
mais uma consagração do indomá-
vel Rafael Nadal. Provavelmente já
deixará o canal sintonizado para as
transmissões de Wimbledon, que
vão de 20 de junho a 3
de julho próximos.
Mas e quem tem urti-
cária a um esporte que
passa anos sem mudar
de protagonistas, exige
olho de lince para acom-
panhar o traçado de
uma bolinha que por ve-
zes ultrapassa os 210km
de velocidade, e cuja
contagem de pontos
continua tão impenetrá-
vel como quase 140 anos
atrás, quando o esporte
foi patenteado por um major obvia-
mente inglês, Walter Clopton Wing-
field?
Para estes, tem uma boa notícia.
Durante as duas semanas de torneio
no estádio que em 1940 acolheu re-
fugiados judeus vindos da Alemanha
e da Áustria nazistas, os jogadores
em Roland Garros utilizaram 60 mil
bolinhas. Cada uma delas tem, em
média, dois anos de uso. Depois dis-
so, ou seria jogada no lixo ou conti-
nuaria a ser usada em quadras mais
furrecas. De todo modo, levaria mi-
lhares de anos para se degradar por
completo.
o começo. O objetivo para 2011 é co-
letar 900 mil bolas armazenadas pe-
los clubes em contêineres específi-
cos, com caminhões dos municípios
fazendo a ronda uma vez ao ano para
levar a carga até centros de recicla-
gem espalhados pelo país.
Ali, o núcleo de borracha das bo-
linhas é separado da superfície feltra-
da e moído até virar massa. Quando
misturado a uma resina, é transfor-
mado numa superfície de fácil mane-
jo para quem se locomove em cadei-
ra de rodas.
É provável que boa parte dos 26
esportes olímpicos presentes nos Jo-
gos de Londres do próximo ano e na
Rio 2016 também poderia pensar em
economizar em devastação, um pou-
co aqui, um pouco ali. Afinal, o temi-
do legado negativo de uma Copa do
Mundo ou de uma Olimpíada não se
computa apenas em número de ele-
fantes brancos abandonados ou em
desperdício de dinheiro, oportunida-
de e esperança.
Para torcer a favor ou contra con-
vém, também, olhar para o chão. Vis-
tos de cima, quase todos os estádios
parecem belos.
DORRIT HARAZIM é jornalista.
Para torcer a
favor ou contra
convém,
também, olhar
para o chão
OPINIÃO

7 Domingo, 12 de junho de 2011
O GLOBO

OPINIÃO

PÁGINA 7 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 26 h
O GLOBO
PRETO/BRANCO
VERISSIMO
Marcelo
A anti-Palocci
D
izem que a Dilma mandou
ligar para a casa do minis-
tro das Comunicações, Pau-
lo Bernardo, e da sua mu-
lher Gleisi para fazer o convite para
chefiar sua Casa Civil. Qual dos dois
seria o convidado?
— O que atender — disse Dilma.
Outros dizem que a decisão já esta-
va tomada. Paulo Bernardo era cotado
para ser o escolhido, mas tinha a con-
tagem de cromossomos errada. Dilma
queria alguém o mais diferente do Pa-
locci possível. Ou seja, loira e boniti-
nha. Paulo Bernardo é um articulador
político experimentado e orientará
sua mulher nessa área, o que significa
que algumas das mais importantes
confabulações da República serão fei-
tas na mesa de café do casal. Frases
como “Passe o pão” poderão adquirir
significados até agora insuspeitados.
Cresce a presença feminina no gabi-
nete da Dilma e é possível que até o
fim do seu mandato só sobre, como
homem, o ministro da Defesa, Nelson
Jobim, que passaria a participar das
reuniões do Ministério em uniforme
de campanha, por precaução.
■ ■ ■ ■ ■ ■
COMPARAÇÕES
Uma das vantagens de envelhecer (ain-
da estou procurando as outras) é que
cresce, por assim dizer, o nosso estoque
de termos de comparação. Por exemplo:
quem acompanha o futebol há muito
tempo tem mais parâmetros para con-
cordar ou não que Ronaldo foi o maior
jogador brasileiro de todos os tempos,
depois do Pelé. O que não dá para acei-
tar é que tiremo Pelé do páreo, alegando
que o futebol do seu tempo era outro e
que história antiga não vale, como fazem
certos exagerados. Está certo, para
quem não o viu jogar, o Pelé já deixou de
ser história e virou mito — mesmo que
um mito bem documentado — e os mi-
tos não costumam servir de parâmetros
para mortais. Eu vi jogar o Pelé (não, não
é verdade que tambémvi oFriedenreich)
e posso atestar que: 1. ele já pegou o fu-
tebol duro, de pegada no calcanhar, que
enfrentamos atacantes de hoje; 2. o mito
corresponde à realidade do que ele fazia
em campo; e 3. ele era mais completo do
que o Ronaldo. Nada contra as homena-
gens ao Ronaldo, um centroavante ex-
traordinário que merece todas as festas.
Mas sem comparações impensadas.
Creio que nem Antônio encara
JOÃO UBALDO RIBEIRO
E
stive pensando sobre o dia de
hoje e a ingratidão humana
me veio logo à mente. Comex-
ceção de alguns poucos devo-
tos e devotas (não estranhem que eu
agora viva diferençando os gêneros,
desta forma antes inusitada; é que
também desejo, queridas leitoras e
queridos leitores, ascender à norma
culta de Brasília; e por isso mesmo
também observo que, para se estar na
boa prática do bemfalar atual, hoje de-
via ser dia dos namorados e das namo-
radas), ninguém lembra a grande figu-
ra por trás da instituição do dia dos
namorados. Nós, brasileiros e brasilei-
ras, somos muito ingratos.
Refiro-me ao santo de amanhã, o
grande Santo Antônio de Pádua, tam-
bém chamado de Lisboa por ter nasci-
do lá. Dos mais milagreiros da tradição
católica, que pregava em praças por
não caberem nas igrejas as multidões
que queriamouvi-lo, ele chegou comos
portugueses e fincoupé definitivamente
no Brasil. Na Bahia, que, para começar
já é de todos os santos (e santas, e san-
tas), é difícil um santo se destacar, em
meio à grande e operosa concorrência
sempre em ação. Mas ele detém um lu-
gar de honra de cuja majestade jamais
será desvestido, não importa que o es-
queçam uns e outros mal-agradecidos.
Nos tempos apressados que vive-
mos, em que certamente muita gente
deixa de rezar porque os santos não es-
tão nas redes sociais e talvez a divin-
dade não aceite ser tratada por “vc”,
nem atenda a convites para “tc”, Santo
Antônio, acredito eu, não temnemuma
fração do trabalho que tinha antiga-
mente. Mas ainda deve haver muitas
novenas pelo Brasil afora, além de pro-
messas e simpatias, em algumas das
quais reclamam do santo graças não
concedidas e descontam nas imagens,
pondo algumas de cabeça para baixo o
ano inteiro ou afogando outras. E che-
gavam a responsabilizar o santo por
ocorrências com as quais ele com toda
a certeza nãotinha nada a ver, antes pe-
lo contrário. No tempo em que se es-
perava que as moças se casassem vir-
gens, era conhecido o golpe de certos
pilantras que, com muita conversa,
acabavam pedindo à noiva ou namora-
da uma “prova de amor”, codinome pa-
ra uma transadinha. Todo consultor
sentimental das revistas românticas e
toda noveneira de Santo Antônio repro-
vavam enfaticamente a prova de amor,
até porque, assim que ela era dada, o
cafajeste sumia. Contudo, testemunhei
casos de gente culpando o santo, até
mesmo quando a prova de amor resul-
tava em gravidez — o que certa feita
obrigou padre Brito, em exaltado ser-
mão, lembrar às paroquianas queixo-
sas que o santo fornecia o namorado,
mas o resto quem fornecia eram elas.
A não ser pela fama de casamentei-
ro, as pessoas sabem muito pouco
sobre Santo Antônio, porque os li-
vros que tratam dele cuidam apenas
do muito que ele fez de importante
na Europa, mas nada historiam de
suas grandes façanhas
no Brasil e, particular-
mente, na Bahia. Em
Itaparica mesmo, ainda
há uns antigos que lem-
bram algumas dessas
façanhas e Vavá Papar-
rão, que protagonizou
uma delas, infelizmente
já nos deixou, mas me
contou a história, de
maneira que a repito
aqui, só para vocês ve-
remquemé Santo Antô-
nio (e Paparrão tam-
bém, só que este nunca foi santo, co-
mo já denuncia sua alcunha).
Santo Antônio, saibam vocês (“vo-
cês e vocezas”? já está valendo isso?),
foi oficial do exército português, no
tempo da colônia, com direito a soldo
e tudo. Não sei bem como é que acon-
teceu, mas deu-se que Portugal estava
levando a pior contra os holandeses e,
aparentemente, Santo Antônio não mo-
veu uma palha para entrar na luta, ape-
sar dos esbregues que seu xará padre
Vieira lhe dava, nos sermões tremen-
dos que fazia, na catedral de Salvador.
Em consequência disso, o santo foi re-
baixado de patente militar e deve ter
sofrido mais alguns aborrecimentos,
porque o fato é que resolveu participar
da briga e acabou ajudando a botar os
holandeses para fora lá da ilha.
Mas algum trauma deve ter perdura-
do, porque até hoje emdia, sempre que
aparece um fantasma de holandês as-
sombrando lá na ilha, basta pedir va-
lência ao santo e ele acode. Em frente a
Itaparica, há uma ilha desabitada, cha-
mada ilha do Medo, porque diz o povo
que os holandeses se escondiam lá.
Pois foi nessa mesma ilha do Medo, on-
de foi obrigado a passar uma noite por
causa de um temporal que quase afun-
da sua canoa, que Vavá Paparrão foi
ameaçado por um batalhão de fantas-
mas holandeses. Vavá gritou “meu San-
to Antônio!” E o santo veio com um ca-
jado que mais parecia um tronco e pas-
sou a noite baixando o cacete nos ho-
landeses. “Ele brigava bonito”, me con-
tou Vavá. “Se não fosse ele, os desgra-
çados tinham acabado comigo.”
Sabendo como o santo é disposto e,
agora que as moças não fazem mais
tantas novenas, deve andar bemmenos
ocupado, foi que Jacob
Branco, segundo apres-
sado relato que me fez
por telefone, pediu a
uma beata do Alto das
Pombas, que sempre so-
nha com o santo, que
perguntasse a ele se não
dava para el e pegar
aquele porrete de acha-
tar holandês e vir dar um
jeito na situação aqui da
pátria amada, que já está
botando ladrão pelo la-
drão. Jacob contou que
no começo, ele desconversou. Deu
uma risadinha e disse que procuras-
sem o santo padroeiro das desinsetiza-
doras. Mas aí Jacob insistiu e ele pro-
meteu falar com São Dimas, que é o pa-
droeiro dos ladrões. Não deu certo. São
Dimas ficou até meio injuriado com es-
sa conversa. Padroeiro dos ladrões,
sim, mas dos ladrões arrependidos. E
alguém acha que ele já não tinha vas-
culhado tudo, para ver se achava um
ladrão arrependido aqui no Brasil?
Nem para remédio. Pelo contrário, ha-
via cada vez mais arrependidos, isso
sim, de nãoteremroubadomais. E, sem
arrependimento, não dá. Sem arrepen-
dimento, nem Ele em pessoa perdoa.
— Deve ter sido gozação — con-
cluiu Jacob. — Mas São Dimas disse
que, quando vem ao Brasil, deixa a
bolsa no céu.
JOÃO UBALDO RIBEIRO é escritor.
A não ser pela fama
de casamenteiro, as
pessoas sabem
muito pouco sobre
Santo Antônio
Assassinatos
&CIA
ALDIR BLANC
O
longo — e frouxo — braço
da Justiça brasileira levou
11 anos para prender o as-
sassino julgado e condena-
do Pimenta Neves. O açougueiro sér-
vio Ratko Mladic aguarda julgamento
do tribunal de Haia. O massacre de
homens e meninos em Srebenica não
ficará impune. Já aqueles que truci-
daram dez crianças e duas mulheres
recentemente “por engano” no Afega-
nistão, nunca serão julgados. Talvez
as famílias recebam o asqueroso pe-
dido de desculpas, gesto com a rele-
vância de quem dá um peteleco em
mosquito chato. Com Mladic preso,
espera-se a detenção de George W.
Bush, Dick Cheney, Donald Rumsfeld
e, claro, do megacriminoso Henry
Kissinger, entre muitos outros.
O ditador Karimov, do Uzbequis-
tão, aliado dos EUA, que ferve os
dissidentes, segundo denúncias
(comprovadas, a partir de fotos dos
cadáveres, por patologistas britâni-
cos) reveladas pelo diplomata Craig
Murray, também será preso e julga-
do? E Assad, condenado ao “colap-
so” por Hilária Clinton, continuará
matando centenas de civis por dia?
O estranho é que a TV está exibindo
documentário sobre um homem se-
questrado por avião americano, que
passa por Roma, e a tortura ocorre
na — tchan — Síria!
Também em cana o ex-diretor do
FMI (não pelos motivos óbvios)
Strauss-Kahn-Massutra por tentar in-
vadir o enclave Nagorno-Karabakh
de uma camareira. Kahn-Kahn fala
em martírio, calvário, etc, porque
não conseguiu ver se a moça tinha ta-
tuagem, “feito aquela amante do Réu-
Nan”, na zona do descansa-queixo.
Onde matammais insurgentes? Na Lí-
bia ou no Pará? Escrevendo aqui, em
matéria passada, citei a Tripolitânia e
outras áreas desérticas. Fui no recen-
te Dicionário da Antiguidade Africa-
na, de Nei Lopes, aprender: as outras
regiões são Cirenaica e Fezânia. Se
não me engano, o pau comeu, na Ci-
renaica, entre as forças de Rommel, a
Raposa do Deserto, e Monty, o Deser-
to da Raposa.
Dizem que um insurgente líbio re-
clamou: “Essa coalizão não é de na-
da. Se pelo menos atacassem o dita-
dor com a constância do bombardeio
sobre a ministra da Cultura brasilei-
ra...” Ele tem razão. Há muito tempo
não vejo uma pancadaria quase diá-
ria e totalmente injusta, bem orques-
trada pelas piranhas que sonham
com o poder absoluto no mangue da
internet, como essa dirigida contra a
ministra, cujo “pecado” é defender o
ganha-pão de compositores e auto-
res. A única via legal para o pagamen-
to de direitos autorais é o Ecad. Ela
não pode nem deixar cair um agasa-
lho sem que isso seja documentado,
em várias fotos a cores, na primeira
página, como se a queda de um ob-
jeto revelasse algum segredo repro-
vável. Seu ministério, com verba ín-
fima, apanha cem vezes mais que o
do Lobão (xará do roqueiro que la-
mentou a “crucificação de torturado-
res só por arrancarem umas unhazi-
nhas...”). Por que não metemo malho
nesse cripto-ruralista neoalbanês,
membro(?) do PCdoB, cujas conces-
sões destruiriam um Paraná de áreas
verdes? Já não chega o cruel desmate
de Cláudia Ohana que vimos na Play-
boy? Ora, relatorzinho, vá desabro-
char o hibisco roxo num cipó de
aroeira! Aldo que engole tronco sabe
o Rebelo que tem.
Li Danilo Caymmi contando, na re-
vista de domingo, que o imenso Do-
rival, nosso Pai, não conseguiria, se
vivo fosse, fazer seu tratamento devi-
do à queda do que recebia, pelo efei-
to predatório da pirataria-internet. O
que o coro dos contentes diria a Do-
rival Caymmi? “Aguenta a dor aí que
vai melhorar”? São tristes esses
anúncios com fotografias pagas, em
páginas inteiras pagas, incitando a
não pagar. Toda propaganda, em úl-
timo análise, vende uma mentira. Es-
ses “abnegados” colocaram o pró-
prio boi na sombra, receberam e ago-
ra pregam o avanço na chã de dentro
alheia, sempre atentos aos zumbidos
da mídia. Os heróis brasileiros são
pobres, negros... Horrível testemu-
nhar a transição de Zumbi dos Palma-
res para os zunzuns dos Palmoles.
Para encerrar: foi descoberto um
telegrama que pede a um represen-
tante do Departamento de Estado
americano “para não tomar nenhuma
iniciativa contra os assassinos a ser-
viço das ditaduras sul-americanas”.
Ass. Henry Kissinger.
Julguem o canalha, parciais uru-
bus de Haia!
ALDIR BLANC é compositor.
A melhor
saída
MARCUS PESTANA
A
ssistimos nas últimas sema-
nas à precoce crise do gover-
no Dilma. Logo após o perío-
do conhecido como “lua de
mel”, Dilma se viu em situação preocu-
pante que combinava ameaça de des-
controle inflacionário, desastrosa con-
dução na votação do Código Florestal e
conflitos coma bancada evangélica. Pa-
ra agravar o “inferno astral”, o principal
ministro do governo foi colocado em
xeque, quanto a práticas questionáveis
no período em que Palocci era deputa-
do, coordenador da campanha de Dil-
ma e da transição governamental.
Considero Palocci o melhor quadro
do PT depois do ex-presidente Lula. Foi
ele o grande fiador da equipe econômi-
ca para que, numa brusca virada emre-
lação ao programa histórico do PT, fos-
sem mantidas as bases do Plano Real.
Um quadro mais experimentado inclu-
sive que a própria presidente Dilma,
que chegou ao poder fruto de uma sé-
rie de acidentalidades da era pós-men-
salão. Se não fossem José Dirceu e
Francenildo, Palocci provavelmente
ocuparia a cadeira presidencial.
As informações de que Palocci teria
multiplicado por vinte seu patrimônio,
realizado compras imobiliárias milioná-
rias e faturado cerca de R$ 20 milhões
só em 2010 caíram como bomba num
quadro já explosivo. Osilêncio eloquen-
te e retumbante, por três semanas,
agravou a situação. Aentrevista ao “Jor-
nal Nacional” pouco ajudou. Não é cri-
me ficar rico. O problema é a prática in-
cestuosa e não republicana misturando
público e privado. Uma coisa é vender
cimento, carros ou alimentos. Outra é
vender serviços de consultoria. Como
faturar R$ 20 milhões em consultoria,
quando coordenava uma campanha, e
R$ 10 milhões, de novembro a dezem-
bro, quando, como coordenador da
transição, tinha acesso a informações
estratégicas e sigilosas? Houve ou não
tráfico de influência e lobby ilegítimo?
Some-se a isso a intervenção de-
sastrosa do ex-presidente Lula, que
em dois dias em Brasília minou a au-
toridade de Dilma e aguçou as dúvi-
das sobre sua real aptidão para a Pre-
sidência da República.
Ressalte-se que não falamos da dis-
cussão levantada sobre os conselhos
de Maquiavel ao Príncipe: “Os fins jus-
tificam os meios.” Nada a ver com o
que nos fala Weber sobre ética de res-
ponsabilidade e ética de convicções.
Bobbioclareouque ocaráter amoral da
política introduzido por Maquiavel tem
a ver com objetivos de Estado e com
conquistas da sociedade, e nãocomen-
riquecimentos individuais e objetivos
particulares. A licença moral dada aos
poderosos é para realizar grandes fei-
tos. Não para incrementar faturamen-
tos improváveis ou para a compra de
apartamentos milionários. Emnome da
ética e em favor da governabilidade o
afastamento de Palocci foi importante.
Foi bompara o país, para a sociedade e
para o próprio governo Dilma.
MARCUS PESTANA é deputado federal e
presidente do PSDB-MG.
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OPINIÃO

PÁGINA 8 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 27 h
8

OPINIÃO Domingo, 12 de junho de 2011
.
DOS LEITORES
O GLOBO
Pelo e-mail, pelo site do GLOBO, por celular e por carta, este é um espaço aberto para a expressão do leitor
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O GLOBO acolhe opiniões sobre todos os temas.
Reserva-se, no entanto, o direito de rejeitar acusa-
ções insultuosas ou desacompanhadas de docu-
mentação. Também não serão publicados elogios
ou agradecimentos pessoais. Devido às limitações
de espaço, será feita uma seleção das cartas e
quando não forem suficientemente concisas, serão
publicados os trechos mais relevantes.
As cartas devemser dirigidas à seção Cartas dos
Leitores (O GLOBO — Rua Irineu Marinho 35, CEP
20.233.900), pelo fax 2534-5535 ou pelo e-mail
cartas@oglobo.com.br. Só serão levadas em conta
cartas com nome completo, endereço e telefone
para contato, mesmo quando enviadas por e-mail.
O exemplo que
fica é que a
impunidade é
lucrativa,
principalmente
para os
poderosos
— Jorge Tomaz de Rezende
Democracia
● Estamos vivendo um momento singular e
histórico pelos últimos acontecimentos no
país. Fala-se de tudo, mas semrespostas para
nada. Ou melhor, não se escuta. Porém, se fe-
rir sensibilidades das “autoridades”, estas se
utilizam de adjetivos hiperbólicos. Como se
justificassemtudo semnada a fazer emnome
da “democracia calada”. Enquanto isso, edu-
cação, saúde e segurança vão para o brejo.
WANDER FRAUCHES DE ANDRADE
Rio
O exemplo que fica
● Enquanto gastamos fortunas com estádios
de futebol para uma Copa, deixamos de fazer o
que é prioridade. Temos escolas sem condi-
ções de uso e professores com salários ridícu-
los, mas, por outro lado, temos cinco campeo-
natos de futebol. Que beleza! Vemos desvios de
verbas, superfaturamento, falcatruas em licita-
ções, desmatamento, ministros e políticos se
aproveitando de irregularidades para aumenta-
rem seus patrimônios. Como podemos encora-
jar nossos filhos a desempenharem suas fun-
ções dentro do respeito mútuo se aqueles que
estão no comando fecham os olhos, tapam os
ouvidos e mudos permanecem? O único exem-
plo que fica é que a impunidade é lucrativa,
principalmente para os poderosos.
JORGE TOMAZ DE REZENDE
Taubaté, SP
● Solicito ao MEC que providencie umkit a ser
distribuído a todos os pais, a fimde ajudá-los a
ensinar aos filhos os conceitos de honestida-
de, ética, moral etc., porque o que eles veem
no dia a dia é somente o pobre indo para a ca-
deia. Político corrupto e rico, nem pensar.
ANTONIO CARLOS FERRET
Rio
Dividir o Pará
● O dinheiro a ser gasto com o plebiscito do
Pará traria mais benefícios se fosse utilizado
na Educação e na Saúde do estado. Se real-
mente prevalecer essa ideia estapafúrdia que
seria bancada pelo resto do país, que tal o
Brasil conceder a independência ao Pará?
MARIA CHRISTINA L. ALMEIDA
Rio
Natureza ameaçada
● As irregularidades praticadas por aqueles
que destroem a natureza é estarrecedora. O
uso do “correntão”, prática das mais condena-
das pelos ambientalistas, volta a ser tema de
manchetes. Definido como método feroz de
desmatamento, não leva apenas à destruição
das matas, mas à dos animais silvestres. Ter-
minada a votação do Código Florestal, com a
possibilidade de anistiar os agressores da flo-
resta, sobra uma pergunta: até quando as au-
toridades ficarão impunes? Sabemos que os
agressores não se importam com a destruição
e queremé encher os bolsos como ganho sujo.
O triste é que parte da população acredita que
a preservação é inimiga do progresso.
ORLANDO KREMER MACHADO
Rio
Sem preconceito
● Está mais do que na hora de sairmos deste
ostracismo onde teimamos em fincar nossas
raízes. Por que ainda questionamos a opção se-
xual do outro? Por que perder tempo falando
de alguém enquanto sua própria vida se esvai
com o passar dos dias? Não somente os bra-
sileiros, mas quase todas as sociedades da vida
contemporânea permanecem insistindo no
pior dos erros: o preconceito. Precisamos evo-
luir na mentalidade e na postura, no compor-
tamento para com o outro na rua, na cidade
etc. Deixar que sejamos sobrepujados pela ig-
norância de poucos é permitir que nos “mon-
tem” e façam de nós o que bem entenderem.
PEDRO BEJA AGUIAR
Rio
Nossa indústria
● É visível e indesejável a decadência do nosso
parque industrial. Grandes empresas do passa-
do desapareceram. Do pouco investimento em
pesquisa tecnológica pelogovernoe pela inicia-
tiva privada resultam produtos que agregam
cada vez menos tecnologia avançada, incapa-
zes de competir com a de outros países. Con-
vém lembrar que a maior parte do que produ-
zimos é feita por empresas estrangeiras oucom
tecnologia importada. A isto soma-se tudo que
importamos e que muitas vezes é vendido com
o nome de empresas brasileiras. Será este o
nosso futuro industrial? É o que desejamos?
Apenas país agrícola?
PAULO LUIZ JARDIM DE MORAES
Rio
Insensatez humana
● Oxi, crack, cocaína, maconha, entre outras
drogas ilícitas. Estas são a origemda maior in-
sensatez humana em nossos dias. A solução
não requer apenas ação dos governos em to-
dos os níveis, mas de todas as forças vivas da
sociedade. Até em Brasília, no centro do po-
der nacional, isto temse tornado o maior obs-
táculo para a saúde física e moral da juven-
tude. Só se poderá ter boa expectativa de paz
familiar e social com a união de todas as for-
ças do bem. Ninguém pode se furtar a esta
participação, sob o risco de se tornar atingido
pela consequência em seu próprio lar.
JOÃO COELHO VÍTOLA
Brasília, DF
Dá para acreditar?
● Fiquei indignada ao ver um advogado falar
que ladrões e assassinos (como seu cliente)
têm que ter ética como qualquer profissio-
nal. Com certeza, estamos perdidos.
REGINA REIS
Rio
Livres da gritaria
● É insuportável aquela gritaria dos comer-
ciais da TV e do rádio. Se os anunciantes
soubessem que, na hora dos anúncios, abai-
xamos o volume e até ficamos com raiva de-
les, tomariam providências. Mas surgem
boas notícias. Em São Paulo, a Procuradoria
dos Direitos do Cidadão requereu providên-
cias. Se o Rio imitar, há esperança de que fi-
quemos livres da gritaria.
TAIS ARRUDA
Rio
Ambos erraram
● Devido ao salário muito baixo que é esta-
belecido pelo governo, os heróis do povo
(bombeiros) se revoltaram de forma que, em
consequência, os policiais os trataram como
criminosos. De certa maneira, os dois lados
erraram. Tanto os bombeiros, que agiram
com atos de vandalismo, quanto os policiais,
que agiram de forma agressiva. Entretanto, o
mais errado é o governo, que não atende às
necessidades dos manifestantes e de outros
trabalhadores.
HENRIQUE PRAZERES DE MACÊDO
Rio
Ação de pichadores
● A destruição e a vandalização interminá-
veis da cidade por pichadores há muito exi-
gemuma ação mais severa e contundente da
administração. Existe lei para prender e coi-
bir essa gente, entretanto, o Estado não
atua. Pichadores atuam em grupos, sempre
de madrugada e nos mesmos lugares. A
questão é que inexiste polícia nas ruas à noi-
te. O povo brasileiro carece, infelizmente, de
civilidade e educação, não respeita qualquer
bem , seja público ou privado, tudo depreda
e tudo destrói. Aplicar a lei é o que se exige
deste Estado omisso e que tudo assiste sem
tomar providências. Nos estados ditos civi-
lizados — e o Brasil está muito distante de
uma sociedade civilizada —, a lei é rigorosa
e aplicada a todos, sem exceções.
PAULO ROBERTO DA SILVA ALVES
Rio
Alternativa às UPPs
● Nosso país é realmente surreal e nosso es-
tado, mais ainda. Vejamos: ummagistrado em
São Gonçalo concedeu alvará de soltura a in-
divíduos que tinham sido presos por mante-
rem uma casa de prostituição em Alcântara,
alegando que eram adultos e, assim, pode-
riam comercializar o sexo. Como advogado,
fiquei estupefato! Qualquer acadêmico de Di-
reito aprende, no 1
o
- semestre, que prostitui-
ção não é crime, mas favorecê-la ou explorá-la
o é (art. 230 do Código Penal, que dispõe so-
bre rufianismo). Mas não é só isso. Embora o
lupanar esteja localizado emuma rua residen-
cial, os moradores são favoráveis à sua ma-
nutenção, alegando que quando ele está fun-
cionando não há assaltos na área. Chego a
duas conclusões: revogaram o crime de rufia-
nismo e as casas de prostituição são uma al-
ternativa para as UPPs.
RICARDO COSTA
Niterói, RJ
Theatro Municipal
● Sábado (29/05), fomos ao Theatro Municipal
assistir ao espetáculo de dança Deborah Col-
ker e compramos quatro lugares no Balcão Su-
perior. Inicialmente, apreciamos a beleza que
está o teatro. Depois, nos dirigimos aos nossos
assentos para ver o espetáculo, o que, infeliz-
mente, não foi possível. Sendo o cenário feito
emdois níveis, passamos oprimeiroatovendo
apenas os pés dos bailarinos que dançavamna
parte superior. O mesmo ocorreu em parte do
segundo ato. A irritação foi geral, bem como a
vontade de interromper o espetáculo, mas nos
contivemos. Pergunto: a casa de espetáculos
não é responsável por garantir que todos que
compraram ingresso vejam o espetáculo por
inteiro de qualquer lugar? Que tipo de ação de-
vo impetrar para ter meu direto respeitado? E
onde fica a responsabilidade da produção do
espetáculo nessa questão?
CAUBY CARVALHO AMARAL
Rio
Vistoria no Detran
● O Detran-RJ exige que os veículos passem
por vistoria anual, mas não disponibiliza con-
dições decentes para isso, tornando esse pro-
cesso uma verdadeira via crucis. No último dia
8, tentei agendar vistoria em seis postos dife-
rentes. Em todos recebi a mensagem que “não
há data disponível”. O site do Detran informa
que foramdisponibilizadas 50 mil vagas para o
próximo final de semana, todas fora da capital.
Quemquiser fazer vistoria que se desloque até
lá... Tenho um amigo que possui dois veículos
e, como o prazo para vistoria estava terminan-
do, teve que ir a Magé duas vezes na semana
passada perdendo dois dias de trabalho! Pior é
ler no site do Detran a declaração do presiden-
te do órgão, em tom satisfeito, comemorando
o fato das 50 mil vagas disponibilizadas terem
sido rapidamente preenchidas: “Esses núme-
ros servem para comprovar o interesse dos
nossos motoristas em manterem seus carros
regularizados.” Pois é, presidente: os motoris-
tas estão interessados nisso. Só falta o Detran
cumprir a sua parte e nos oferecer condições
para tal
DANIEL LEGUISAMO DAISSON
Rio
● Veja o absurdo do Detran-RJ! Tenho um
carrinho que comprei financiado. Semana
passada, recebi a quitação da financeira e
tentei marcar a vistoria, pois vou trocar de
carro. Veja: não posso vender nem comprar
outro veículo porque o estado não quer. Só
há vaga para a vistoria em agosto. Tenho 73
anos, mas a funcionária do Detran me disse
que lá todo mundo é igual e que o Estatuto
do Idoso não vale para eles...
JOSÉ MOREIRA BATISTA FILHO
Rio
Mão inglesa
● Há muito tempo venho solicitando a todas
as autoridades possíveis — Guarda Municipal,
PM, Detro, Secretaria de Transportes, etc. —
que impeçam a linha de ônibus 410 de cortar
caminho pela Rua Melo Matos emmão inglesa,
quando seu trajeto licenciado é pela Rua Pro-
fessor Gabizo, na Tijuca. Na Transurbe, pro-
prietária da linha, a funcionária responsável
pelo tráfego disse que os ônibus têm GPS e
que vai acompanhar e tomar providências,
mas nada acontece. Os motoristas respondem
com palavras agressivas, como donos absolu-
tos da situação. Na pequena avenida, funciona
uma escola pública e as crianças correm risco
de atropelamento, pois os ônibus estão quase
sempre em alta velocidade.
TARCISIO PELUCIO
Rio
Coleta Seletiva
● Durante anos tivemos a Coleta Seletiva da
Comlurb. Este ano, sem explicações, o serviço
parou. Telefonei para a empresa de janeiro a
abril e enviei mensagem em 11 de abril pelo
site da Ouvidoria da prefeitura. Não há interes-
se emreativar esse serviço. Élamentável que a
Comlurb e a própria prefeitura se posicionem
na contramão dos procedimentos universais
de sustentabilidade através da reciclagem
GILLIAN GRAY
Rio
Em Guaratiba...
● Há exatos 20 anos venho pedindo à prefei-
tura do Rio melhor condição de acesso à Es-
trada do Carapiá, em Guaratiba. Na altura do
poste Light 61, as manilhas de um pequeno
córrego estão quebradas e, mais um pouco,
estaremos isolados. Há buracos emquantida-
de. Tão grave está a situação que, nas chuvas,
as crianças não têmcomo ir à escola, distante
3km. Elas não têm o privilégio do ônibus es-
colar, pois ficamos numa região afastada. O
bairro Carapiá está agonizando.
LICINIO LEIRA
Rio
Corrupção no Brasil
● Desanimador e assustador o quadro de irregularidades, corrupção e
passividade dos que comandamo Brasil. Oque vemos todos os dias são
ocorrências por demais estarrecedoras. Entre as recentes notícias,
“Quebra de decoro parlamentar terá daqui para frente penas mais le-
ves”; no Paraná, “Sumiço de carros oficiais...”; emBrasília, “MECdistribui
cartilha contendo kit gay”, isto é, sexualidade nas escolas; ex-presidente
FH faz documentário pedindo a oficialização do uso da maconha; em
Alagoas, “Deputado processado por assassinato assume posto na Câ-
mara”... Ainda em Brasília, assistimos ao desenrolar de mais um caso de
corrupção, desta vez contra o conhecido Palocci. Aos 74 anos, só me
resta botar a viola no saco e deixar de ler jornais e assistir à TV. Fui!
ROBERTO DE ALENCAR
Niterói, RJ
Tempo perdido
● Relendo os jornais do passado, vemos o tem-
po perdido e muito pouco ou quase nada do
que se fez em relação a assuntos importantes.
Por exemplo: tráfico e derrubada da floresta,
que, de tão importante, levou umgeneral a afir-
mar, na década de 60, que deveríamos ocupar a
Amazônia imediatamente com as Forças Arma-
das (o que foi feito em pequena escala, e cujas
consequências estão aí); dengue e outras mo-
léstias transmitidas por mosquitos que só au-
mentam de intensidade; estradas de ferro pra-
ticamente eliminadas do cenário nacional, dan-
do espaço para ônibus e caminhões, com altos
custos, poluição desenfreada e desastres hor-
rorosos. E ainda tema poluição da Baía de Gua-
nabara, tão denunciada por sanitaristas por dé-
cadas, e que ainda hoje nos envergonha.
WILLIAM MALUF
Angra dos Reis, RJ
Cédulas dos políticos
● Desde criança ouvimos o comentário “Pa-
rece que o dinheiro de fulano é elástico, se
multiplica inexplicavelmente...” Com o pas-
sar dos anos, acompanhando os sucessivos
escândalos envolvendo políticos e os seus
desfechos, cheguei à conclusão que o verda-
deiro culpado é a Casa da Moeda do Brasil.
Estou convicto de que aquela instituição des-
cobriu a fórmula para confeccionar cédulas
que, após ganharem vida, reproduzem-se,
multiplicam-se em altíssima escala. Só não
consegui descobrir ainda por que as distri-
buem apenas para a nossa classe política.
BARTOLOMEU PAES LEME
Rio
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N A I N T E R N E T E N O C E L U L A R
.............................................................
COMENTÁRIO
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NoTwitter
‘Eduardo e
Mônica’, o clipe
“A campanha ficou excelente,
bem produzida. Há dez anos foi
feito um, e daí? Já fizeram
remakes de filmes, novelas,
músicas. Tem gente reclamando
que os gays ficaram de fora.
Vão dizer que o Eduardo
deveria ser negro e a Mônica
estaria sofrendo bullying.
— JoDaSilva, em comentário no site
Foto da leitora Simone Goulart
A FALTA DE conservação da
passarela entre Inhaúma e
Engenho da Rainha, na Zona
Norte, torna a travessia tão
arriscada quanto transitar na
própria linha férrea, como
mostram as fotos de Simone
Goulart. A Secretaria Municipal
de Obras informou que a
passagem de nível está em uma
fila de espera na Coordenadoria
Geral de Projetos para obras de
manutenção. Mas ainda não há
prazos e o orçamento não foi
definido.— oglobo.com.br/eu-reporter
.........................................................................
MAIS RECOMENDADA
● A reportagem da Economia sobre
o alto preço do computador no
Brasil, até 166% mais caro do que
nos EUA, foi a mais recomendada
pelos leitores na semana.
.........................................................................
MAIS COMENTADA
● A crise entre o governo do estado
e os bombeiros, com a exoneração
do comandante da corporação, foi
tema das matérias que mais
repercutiram nesta semana.
“Só se fala em cancelamentos
de voos e isso está me
afetando, pois estou com
viagem marcada para Buenos
Aires na próxima terça. A mãe
Natureza está se revoltando.
Agora é esperar ela se acalmar!
— Fabiana Jordão, sobre o vulcão chileno
.............................................................
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A casa não é
responsável por
garantir que os
que compraram
ingresso vejam
o espetáculo
por inteiro?
— Cauby Carvalho Amaral
Quando teremos outro?
(@brunowillyams)
RT @JornalOGlobo: Há
dez anos, Guga
faturava o tri em
Roland Garros.
Homem valioso!
(@LinellyTavares)
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Santos só libera
Neymar por mais de R$
100 milhões.
Agora eu entendi
tudo! (@trsoares)
RT @JornalOGlobo:
Bebês nascidos na
primavera são mais
propensos a doenças
que os do outono.
Já dizia
Chacrinha...(@Aneleh)
RT @JornalOGlobo
Outra operadora de
celular já fez clipe de
‘Eduardo Mônica’.
Nada se cria, tudo se
copia? (@sheilagodoi)
RT @JornalOGlobo:
Criador de novo vídeo
de ‘Eduardo & Mônica’
nega plágio: ‘não
conhecia o comercial’.
Ela lecionava o quê?
(@FaleiPraEsseKra)
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Professora é flagrada
com aluno em motel
de Barra do Piraí;
marido usou GPS e
chamou a polícia.
Elvis Presley, Beatles,
Michael Jackson,
Hendrix, Janis Joplin
(@BetoLLima)
RT @JornalOGlobo:
Quem você gostaria de
ver no novo dia do
Rock in Rio?
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O PAÍS

9 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 9 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 23: h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
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PÓS-PÆ|OOO|
fspecia|istas a|ertanpara riscc 4e PNußfcrte
Partidc tentará eanhar mais espaçc se perceber vácuc, dizem, e pcr issc Dilma tem que cuidar mais da pclítica
CaroIina Benevides
¬ As rusgas do governo com o
PT e o PMD8, que a|udaram a
derrubar Antonio PaÌocci (PT-
SP) da Casa CiviÌ e lorçaram a
ida de Luiz Sergio (PT-R1) das
ReÌações Institucionais µara a
Pesca µrecisam ser enlrenta-
das Ìogo µeÌa µresidente DiÌma
Roussell, dizem esµeciaÌistas.
Prolessor da PUC-Rio, Ricar-
do IsmaeÌ diz acreditar que o
PMD8 continuará tentando ga-
nhar esµaço, mas alirma que e
hora de DiÌma µassar a ter
temµo na agenda µara articu-
Ìar µoÌiticamente:
~ DiÌma terá que arrumar
temµo µara receber deµuta-
dos, µreleitos, senadores. Se
não agir, o PMD8 vai continuar
vendo que há um vácuo, dará
mais e mais trabaÌho, e o go-
verno será engoÌido µeÌa µoÌi-
tica. Não lunciona ser so µri-
meira-ministra: sendo µresi-
dente, eÌa tem que Ìidar com a
µoÌitica.
AÌguns criticam a escoÌha
da ex-senadora IdeÌi SaÌvatti
(PT-SC) µara o Ìugar de Luiz
Sergio, resµonsáveÌ µeÌa arti-
cuÌação µoÌitica com os µarti-
dos aÌiados, a oµosição e o
Congresso.
~ Não havia µessoa mais im-
µroµria µara assumir a articuÌa-
ção µoÌitica do que a IdeÌi, que
não se destacou no Senado µeÌa
caµacidade de articuÌação. LÌa
se caracterizou µeÌa mão µesa-
da não so com a oµosição, mas
tambem com a base aÌiada. Não
acredito que eÌa e a GÌeisi (Holl-
mann, nova ministra da Casa Ci-
viÌ) a|udem. Há um µrobÌema
µoÌitico dentro do governo e no
Congresso ~diz Marco Antonio
ViÌÌa, cientista µoÌitico e µroles-
sor da Universidade IederaÌ de
São CarÌos.
~ Sabemos que DiÌma tem
µerliÌ tecnico, mas µara ser µre-
sidente e µreciso tambemtomar
decisões µoÌiticas. LÌa deixou
que o Luiz Sergio virasse meni-
no de recado, o PaÌocci a a|uda-
va a decidir, e DiÌma temmostra-
do que não e hábiÌ na negocia-
çãoµoÌitica e nemna hora de es-
coÌher quem vai articuÌar. IdeÌi
não tem a caµacidade de nego-
ciação que seria necessária nes-
se momento de crise ~ diz LmiÌ
Sobottka, µrolessor de Ciência
PoÌitica da PUC-RS.
Para eÌe, a decisão da µresi-
dente de convidar IdeÌi µara a
µasta de ReÌações Institucionais,
assimcomo a de demitir PaÌocci
e nomear GÌeisi Hollmann, sem
consuÌtar oPMD8, µrinciµaÌ aÌia-
do do governo, não a|uda. Na se-
mana µassada, µeemedebistas e
µetistas tinham chegado a um
acordo e aµoiariam o nome de
Cãndido Vaccarezza (PT-SP), Ìi-
der do governo na Cãmara, µara
a µasta. Mas DiÌma agiu Ìogo e
dobrou o PT da Cãmara.
~ Não ser consuÌtado lará
com que o PMD8 continue re-
cÌamando. Mas tambem seria
diliciÌ administrar o µartido se
a DiÌma acatasse o dese|o de
µarticiµação na escoÌha ~ diz
Sobottka. Para a troca de Luiz
Sergio µor IdeÌi, µorem, DiÌma
conversou com o PMD8. ®
Ur|r e P!
taæbeæ 4eºe ser
preerapaçae
Seeundc especialistas,
presidente precisa
ainda fazer pclítica
¬ AÌem de tomar as redeas da
coordenação µoÌitica, DiÌma
terá, de acordo com cientistas
µoÌiticos, que se µreocuµar
em unir o PT. Para LmiÌ Sobott-
ka, da PUC-RS, vai ser mais
comµÌicado Ìidar comos µetis-
tas do que com o PMD8:
~ O Luiz Sergio |á vinha sen-
do lritado dentro do µartido. O
PT está insatisleito e sabe |o-
gar mais duro que o PMD8. Co-
mo a IdeÌi (SaÌvatti, nova minis-
tra de ReÌações Institucionais)
tem um estiÌo µitbuÌÌ, dilerente
do PaÌocci, que sabia engoÌir
saµo, a tendência e o PT radi-
caÌizar, e dar o troco Ìogo. O
PMD8 gosta de deixar eslriar,
gosta daqueÌa historia de vin-
gança ser um µrato que se co-
me lrio.
Ricardo IsmaeÌ, da PUC-Rio,
concorda com Sobottka, mas
vai aÌem: diz que DiÌma não
µode ser µresidente e não la-
zer µoÌitica.
~ Na crise PaÌocci, o PT Ìa-
vou as mãos. LÌa µrecisa ter
uma conversa com o µartido e
lazê-Ìo entender que o gover-
no e deÌa e não do LuÌa. O ex-
µresidente não µode ter a lun-
ção de unir o µartido no gover-
no DiÌma. A verdade e que não
dá µara ser µresidente e não
lazer µoÌitica, DiÌma não µode
licar submissa ao µartido ~
diz Ricardo IsmaeÌ.
Saída de Palocci pode
beneficiar presidente
Na visão de Iernando Abru-
cio, µrolessor da IGV-SP, o
µrinciµaÌ agora e acaÌmar os
ãnimos na Cãmara.
~ No Senado, a base gover-
nista e maior. Sarney (1ose Sar-
ney, µresidente do Senado)
temÌigação direta comDiÌma, e
o PT tem um tamanho razoá-
veÌ. Mas na Cãmara está um
caos, e os µarÌamentares se
sentem orlãos do governo. Ln-
tão, o imµortante e que o esco-
Ìhido µara a articuÌação µoÌiti-
ca saiba Ìidar com a Cãmara, e
que a DiÌma saiba como agra-
dar ao PT, ao PMD8 e aos aÌia-
dos. Se os µartidos não licarem
contentes, não se governa.
A saida de PaÌocci, segundo
Cesar Romero 1acob, µesqui-
sador da PUC-Rio, µode ser
translormada numa boa oµor-
tunidade µara DiÌma se aµroxi-
mar dos µartidos:
~ No governo LuÌa, a saida
do Dirceu (1ose Dirceu, ministro
da Casa CiviÌ), que tinha a Ìide-
rança da máquina, loi o que µer-
mitiu que LuÌa exercesse o man-
dato commais µÌenitude. Agora,
µode acontecer o mesmo com a
DiÌma. Se eÌa souber ocuµar o
esµaço µoÌitico e não aµenas de-
Ìegar, isso µode ser bom. Ainda
mais µorque a GÌeisi não tem o
µeso do PaÌocci, assim como o
Luiz Sergio não tinha. L hora de
DiÌma ter o governo nas mãos.
Nesse momento, tambem se-
rá lundamentaÌ, de acordo com
os esµeciaÌistas, que DiÌma en-
contre um nova maneira de Ìi-
dar com LuÌa.
~ Dar conseÌho e naturaÌ, e o
ex-µresidente temumcaµitaÌ µo-
ÌiticodoquaÌ eÌa nãoµode se dis-
tanciar, mas e ruim quando aµa-
rece de lorma exµÌicita e laz µa-
recer que DiÌma µrecisa deÌe µa-
ra governar ~ diz Abrucio. ®
EN!RE\|S!Æ
Rerate Iar|re R|be|re
PÓS-PÆ|OOO|
Prcfesscr de Ética e Filcscfia da USP afirma que c vice Michel Temer é hc|e c mais fcrte que c país |á teve
Para o µrolessor de Ltica e
IiÌosolia PoÌitica da Uni-
versidade de São PauÌo
Renato 1anine Ribeiro, o µrobÌema de articuÌação µoÌitica
da µresidente DiÌma não acabou. LÌe diz que o vice-µre-
sidente MicheÌ Temer ~ ¨o mais lorte que o 8rasiÌ |á te-
ve" ~lica mais µoderoso diante de três muÌheres (DiÌma
incÌuida) com µerlis µarecidos: µouco maÌeáveis µara a
tarela de reunir interesses tão disµersos quanto os da
base aÌiada, esµeciaÌmente com o PT dividido.
SiIberto 5cofieId Jr
D SLDBD: O ouc os muJoncos
no Minisiério Jizcm sobrc o lu
iuro Jo goccrno Dilmo?
PENATD JAN!NE P!BE!PD:
Aµesar de a µresidente ter se Ìi-
vrado de PaÌocci ~que de ativo
do governo virou umµassivo ~,
os uÌtimos movimentos µoÌiti-
cos estão muito desencontra-
dos µara se garantir que a ques-
tão da laÌta de articuÌação µoÌi-
tica, subµroduto da saida de Pa-
Ìocci, está resoÌvida. Tanto IdeÌi
quanto GÌeisi têm µerlis µareci-
dos com o de DiÌma. As tra|eto-
rias deÌas mostram muÌheres
comµouca lÌexibiÌidade e µouca
maÌicia µara Ìidar com astros
µoÌiticos tradicionais, que se
movimentam de lorma muito
soÌta, o que não e bom µara o
governo. Nem a base aÌiada co-
nhece a ministra GÌeisi Holl-
mann, e IdeÌi e criticada ate no
PT. Parece que a articuÌação µo-
Ìitica tem que licar mesmo nas
mãos de DiÌma. Mas a deliciên-
cia centraÌ continua a mesma.
'A saï4a é e|a
assunir c pape|
4e fcrnu|a4cra'
¬ O goccrno icm um problc
mo Jc comunicocôo?
P!BE!PD: LuÌa e Iernando Hen-
rique, cada quaÌ a seu modo,
neutraÌizarama deµendência do
Congresso ao conseguirem con-
vencer diretamente a µoµuÌação
da conveniência de suas µoÌiti-
cas: no caso de IH, a estabiÌiza-
ção econômica, a resµonsabiÌi-
dade liscaÌ e o tamanho do Ls-
tado: e, no caso de LuÌa, a incÌu-
são sociaÌ com ganhos de renda
e as vantagens do aÌinhamento
SuÌ-SuÌ. Os dois eramcaµazes de
lazer uma articuÌação µoÌitica
aÌem do ParÌamento, envoÌven-
do sociedade e movimentos so-
ciais e convencendo-os de que
suas µroµostas eram uteis e
convenientes ao µais. L um tra-
baÌho de comunicação incriveÌ.
A atuação µresidenciaÌ ho|e e
tanto µoÌitica quanto midiática.
¬ A prcsiJcnic nôo loz isso?
P!BE!PD: Lste e o µrobÌema
dos cheles gestores, delinição
na quaÌ se incÌui o ex-candidato
1ose Serra: aÌguem que laz as
coisas acontecerem. L µouco
µorque não traz em si uma de-
linição µoÌitica. O risco do Ìider
gerente e que eÌe abre um esµa-
ço de articuÌação µoÌitica µreen-
chido µor terceiros. Como vem
lazendo o Temer, que entrou em
choque comPaÌocci desde o ini-
cio do governo DiÌma. Ovice µo-
de ser isoÌado, não demitido. Te-
mer conseguiu reunir µeemede-
bistas contra a DiÌma na votação
do Codigo IÌorestaÌ e a lavor do
governo na votação do saÌário
minimo. Tudo lica µior num mo-
mento em que o µroµrio PT se
encontra tão dividido.
¬ Ouol scrio o soïJo?
P!BE!PD: A saida e DiÌma assu-
mir o µaµeÌ de lormuÌadora µo-
Ìitica e se sobreµor a um vice
µoderoso se dirigindo à socieda-
de. Nem chega a ser diliciÌ dian-
te de umgoverno de continuida-
de, mas todo mundo µercebeu
que muitos µrogramas do go-
verno LuÌa µrecisam de a|ustes.
Quando se µercebe que um be-
neliciado do µrograma ProUni
anda de carro imµortado, e
ruim. IaÌta a µresidente assumir
um µro|eto de nova utoµia. A
discussão µoÌitica ho|e e lraca,
voÌtada a um discurso de mora-
Ìização que não se materiaÌiza.
¬ Ouol o conscoucncio Jisso?
P!BE!PD: A consequência e
que a µersona µoÌitica da µresi-
dente cedeu Ìugar à µersona bio-
Ìogica quando se laÌa de DiÌma
Roussell. Antes do escãndaÌo Pa-
Ìocci, a discussão girava em tor-
no da saude da µresidente. O te-
ma e imµortante, mas não µode
ser a grande discussão do µais e
so e assim, dado que a saude de-
Ìa vai bem, µorque sua µersona
µoÌitica não tem reÌevãncia.
¬ L como lico o oposicôo?
P!BE!PD: IaÌar sobre lragiÌida-
de da oµosição e µouco. Lstão
muito µerdidos. O Ìider mais ex-
µressivo do PSD8, o senador Ae-
cio Neves, não µarece caµaz de
Ìiderar uma bancada incaµaz de
aµroveitar o momento emque o
ex-µresidente Iernando Henri-
que µarece se aµroximar dos |o-
vens e insiste em aÌianças com
setores conservadores de oÌho
no eÌeitorado evangeÌico e caris-
mático. Votou maciçamente µor
esta excrescência que e a relor-
ma do Codigo IÌorestaÌ, se alas-
tando dos eÌeitores verdes.
'4r|/ca/c(cc |cm Jc //ccr acs mccs Jc 0//mc'
¬ Ouol o Jclicicncio ccnirol?
P!BE!PD: A maior ameaça a
DiÌma não está na oµosição, mas
na ligura de MicheÌ Temer, o vi-
ce-µresidente mais µoderoso e
inlÌuente que o 8rasiÌ |á teve. LÌe
vem crescendo na caµacidade
de manter a coesão no saco de
gatos que e o PMD8, µrinciµaÌ
base do governo no Congresso,
satislazendo seus Ìideres. Mes-
mo Sarney e Itamar, quando vi-
ces, eraminexµressivos, e taÌvez
1oão GouÌart tenha tido imµor-
tãncia no temµo em que loi vice
de 1K. Mas com uma bancada
µarÌamentar e um gruµo de go-
vernadores do PMD8 quantitati-
vamente signilicativos, ainda
que disµersos na busca de seus
interesses, Temer se mostra um
exµeriente articuÌador. Adminis-
trar a base e um µonto lraco do
governo DiÌma, com um agra-
vante: não ouço a µresidente
tentando convencer a µoµuÌa-
ção sobre o que eÌa acha que
são as µrioridades do 8rasiÌ. L
lundamentaÌ µara neutraÌizar a
µressão do Congresso.
£Ó
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£Î 0 0L0B0 º Dcminec, 12 de |unhc de 2011
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fspecia|istas a|ertanpara riscc 4e PNußfcrte
Partidc tentará eanhar mais espaçc se perceber vácuc, dizem, e pcr issc Dilma tem que cuidar mais da pclítica
CaroIina Benevides
¬ As rusgas do governo com o
PT e o PMD8, que a|udaram a
derrubar Antonio PaÌocci (PT-
SP) da Casa CiviÌ e lorçaram a
ida de Luiz Sergio (PT-R1) das
ReÌações Institucionais µara a
Pesca µrecisam ser enlrenta-
das Ìogo µeÌa µresidente DiÌma
Roussell, dizem esµeciaÌistas.
Prolessor da PUC-Rio, Ricar-
do IsmaeÌ diz acreditar que o
PMD8 continuará tentando ga-
nhar esµaço, mas alirma que e
hora de DiÌma µassar a ter
temµo na agenda µara articu-
Ìar µoÌiticamente:
~ DiÌma terá que arrumar
temµo µara receber deµuta-
dos, µreleitos, senadores. Se
não agir, o PMD8 vai continuar
vendo que há um vácuo, dará
mais e mais trabaÌho, e o go-
verno será engoÌido µeÌa µoÌi-
tica. Não lunciona ser so µri-
meira-ministra: sendo µresi-
dente, eÌa tem que Ìidar com a
µoÌitica.
AÌguns criticam a escoÌha
da ex-senadora IdeÌi SaÌvatti
(PT-SC) µara o Ìugar de Luiz
Sergio, resµonsáveÌ µeÌa arti-
cuÌação µoÌitica com os µarti-
dos aÌiados, a oµosição e o
Congresso.
~ Não havia µessoa mais im-
µroµria µara assumir a articuÌa-
ção µoÌitica do que a IdeÌi, que
não se destacou no Senado µeÌa
caµacidade de articuÌação. LÌa
se caracterizou µeÌa mão µesa-
da não so com a oµosição, mas
tambem com a base aÌiada. Não
acredito que eÌa e a GÌeisi (Holl-
mann, nova ministra da Casa Ci-
viÌ) a|udem. Há um µrobÌema
µoÌitico dentro do governo e no
Congresso ~diz Marco Antonio
ViÌÌa, cientista µoÌitico e µroles-
sor da Universidade IederaÌ de
São CarÌos.
~ Sabemos que DiÌma tem
µerliÌ tecnico, mas µara ser µre-
sidente e µreciso tambemtomar
decisões µoÌiticas. LÌa deixou
que o Luiz Sergio virasse meni-
no de recado, o PaÌocci a a|uda-
va a decidir, e DiÌma temmostra-
do que não e hábiÌ na negocia-
çãoµoÌitica e nemna hora de es-
coÌher quem vai articuÌar. IdeÌi
não tem a caµacidade de nego-
ciação que seria necessária nes-
se momento de crise ~ diz LmiÌ
Sobottka, µrolessor de Ciência
PoÌitica da PUC-RS.
Para eÌe, a decisão da µresi-
dente de convidar IdeÌi µara a
µasta de ReÌações Institucionais,
assimcomo a de demitir PaÌocci
e nomear GÌeisi Hollmann, sem
consuÌtar oPMD8, µrinciµaÌ aÌia-
do do governo, não a|uda. Na se-
mana µassada, µeemedebistas e
µetistas tinham chegado a um
acordo e aµoiariam o nome de
Cãndido Vaccarezza (PT-SP), Ìi-
der do governo na Cãmara, µara
a µasta. Mas DiÌma agiu Ìogo e
dobrou o PT da Cãmara.
~ Não ser consuÌtado lará
com que o PMD8 continue re-
cÌamando. Mas tambem seria
diliciÌ administrar o µartido se
a DiÌma acatasse o dese|o de
µarticiµação na escoÌha ~ diz
Sobottka. Para a troca de Luiz
Sergio µor IdeÌi, µorem, DiÌma
conversou com o PMD8. ®
Ur|r e P!
taæbeæ 4eºe ser
preerapaçae
Seeundc especialistas,
presidente precisa
ainda fazer pclítica
¬ AÌem de tomar as redeas da
coordenação µoÌitica, DiÌma
terá, de acordo com cientistas
µoÌiticos, que se µreocuµar
em unir o PT. Para LmiÌ Sobott-
ka, da PUC-RS, vai ser mais
comµÌicado Ìidar comos µetis-
tas do que com o PMD8:
~ O Luiz Sergio |á vinha sen-
do lritado dentro do µartido. O
PT está insatisleito e sabe |o-
gar mais duro que o PMD8. Co-
mo a IdeÌi (SaÌvatti, nova minis-
tra de ReÌações Institucionais)
tem um estiÌo µitbuÌÌ, dilerente
do PaÌocci, que sabia engoÌir
saµo, a tendência e o PT radi-
caÌizar, e dar o troco Ìogo. O
PMD8 gosta de deixar eslriar,
gosta daqueÌa historia de vin-
gança ser um µrato que se co-
me lrio.
Ricardo IsmaeÌ, da PUC-Rio,
concorda com Sobottka, mas
vai aÌem: diz que DiÌma não
µode ser µresidente e não la-
zer µoÌitica.
~ Na crise PaÌocci, o PT Ìa-
vou as mãos. LÌa µrecisa ter
uma conversa com o µartido e
lazê-Ìo entender que o gover-
no e deÌa e não do LuÌa. O ex-
µresidente não µode ter a lun-
ção de unir o µartido no gover-
no DiÌma. A verdade e que não
dá µara ser µresidente e não
lazer µoÌitica, DiÌma não µode
licar submissa ao µartido ~
diz Ricardo IsmaeÌ.
Saída de Palocci pode
beneficiar presidente
Na visão de Iernando Abru-
cio, µrolessor da IGV-SP, o
µrinciµaÌ agora e acaÌmar os
ãnimos na Cãmara.
~ No Senado, a base gover-
nista e maior. Sarney (1ose Sar-
ney, µresidente do Senado)
temÌigação direta comDiÌma, e
o PT tem um tamanho razoá-
veÌ. Mas na Cãmara está um
caos, e os µarÌamentares se
sentem orlãos do governo. Ln-
tão, o imµortante e que o esco-
Ìhido µara a articuÌação µoÌiti-
ca saiba Ìidar com a Cãmara, e
que a DiÌma saiba como agra-
dar ao PT, ao PMD8 e aos aÌia-
dos. Se os µartidos não licarem
contentes, não se governa.
A saida de PaÌocci, segundo
Cesar Romero 1acob, µesqui-
sador da PUC-Rio, µode ser
translormada numa boa oµor-
tunidade µara DiÌma se aµroxi-
mar dos µartidos:
~ No governo LuÌa, a saida
do Dirceu (1ose Dirceu, ministro
da Casa CiviÌ), que tinha a Ìide-
rança da máquina, loi o que µer-
mitiu que LuÌa exercesse o man-
dato commais µÌenitude. Agora,
µode acontecer o mesmo com a
DiÌma. Se eÌa souber ocuµar o
esµaço µoÌitico e não aµenas de-
Ìegar, isso µode ser bom. Ainda
mais µorque a GÌeisi não tem o
µeso do PaÌocci, assim como o
Luiz Sergio não tinha. L hora de
DiÌma ter o governo nas mãos.
Nesse momento, tambem se-
rá lundamentaÌ, de acordo com
os esµeciaÌistas, que DiÌma en-
contre um nova maneira de Ìi-
dar com LuÌa.
~ Dar conseÌho e naturaÌ, e o
ex-µresidente temumcaµitaÌ µo-
ÌiticodoquaÌ eÌa nãoµode se dis-
tanciar, mas e ruim quando aµa-
rece de lorma exµÌicita e laz µa-
recer que DiÌma µrecisa deÌe µa-
ra governar ~ diz Abrucio. ®
EN!RE\|S!Æ
Rerate Iar|re R|be|re
PÓS-PÆ|OOO|
Prcfesscr de Ética e Filcscfia da USP afirma que c vice Michel Temer é hc|e c mais fcrte que c país |á teve
Para o µrolessor de Ltica e
IiÌosolia PoÌitica da Uni-
versidade de São PauÌo
Renato 1anine Ribeiro, o µrobÌema de articuÌação µoÌitica
da µresidente DiÌma não acabou. LÌe diz que o vice-µre-
sidente MicheÌ Temer ~ ¨o mais lorte que o 8rasiÌ |á te-
ve" ~lica mais µoderoso diante de três muÌheres (DiÌma
incÌuida) com µerlis µarecidos: µouco maÌeáveis µara a
tarela de reunir interesses tão disµersos quanto os da
base aÌiada, esµeciaÌmente com o PT dividido.
SiIberto 5cofieId Jr
D SLDBD: O ouc os muJoncos
no Minisiério Jizcm sobrc o lu
iuro Jo goccrno Dilmo?
PENATD JAN!NE P!BE!PD:
Aµesar de a µresidente ter se Ìi-
vrado de PaÌocci ~que de ativo
do governo virou umµassivo ~,
os uÌtimos movimentos µoÌiti-
cos estão muito desencontra-
dos µara se garantir que a ques-
tão da laÌta de articuÌação µoÌi-
tica, subµroduto da saida de Pa-
Ìocci, está resoÌvida. Tanto IdeÌi
quanto GÌeisi têm µerlis µareci-
dos com o de DiÌma. As tra|eto-
rias deÌas mostram muÌheres
comµouca lÌexibiÌidade e µouca
maÌicia µara Ìidar com astros
µoÌiticos tradicionais, que se
movimentam de lorma muito
soÌta, o que não e bom µara o
governo. Nem a base aÌiada co-
nhece a ministra GÌeisi Holl-
mann, e IdeÌi e criticada ate no
PT. Parece que a articuÌação µo-
Ìitica tem que licar mesmo nas
mãos de DiÌma. Mas a deliciên-
cia centraÌ continua a mesma.
'A saï4a é e|a
assunir c pape|
4e fcrnu|a4cra'
¬ O goccrno icm um problc
mo Jc comunicocôo?
P!BE!PD: LuÌa e Iernando Hen-
rique, cada quaÌ a seu modo,
neutraÌizarama deµendência do
Congresso ao conseguirem con-
vencer diretamente a µoµuÌação
da conveniência de suas µoÌiti-
cas: no caso de IH, a estabiÌiza-
ção econômica, a resµonsabiÌi-
dade liscaÌ e o tamanho do Ls-
tado: e, no caso de LuÌa, a incÌu-
são sociaÌ com ganhos de renda
e as vantagens do aÌinhamento
SuÌ-SuÌ. Os dois eramcaµazes de
lazer uma articuÌação µoÌitica
aÌem do ParÌamento, envoÌven-
do sociedade e movimentos so-
ciais e convencendo-os de que
suas µroµostas eram uteis e
convenientes ao µais. L um tra-
baÌho de comunicação incriveÌ.
A atuação µresidenciaÌ ho|e e
tanto µoÌitica quanto midiática.
¬ A prcsiJcnic nôo loz isso?
P!BE!PD: Lste e o µrobÌema
dos cheles gestores, delinição
na quaÌ se incÌui o ex-candidato
1ose Serra: aÌguem que laz as
coisas acontecerem. L µouco
µorque não traz em si uma de-
linição µoÌitica. O risco do Ìider
gerente e que eÌe abre um esµa-
ço de articuÌação µoÌitica µreen-
chido µor terceiros. Como vem
lazendo o Temer, que entrou em
choque comPaÌocci desde o ini-
cio do governo DiÌma. Ovice µo-
de ser isoÌado, não demitido. Te-
mer conseguiu reunir µeemede-
bistas contra a DiÌma na votação
do Codigo IÌorestaÌ e a lavor do
governo na votação do saÌário
minimo. Tudo lica µior num mo-
mento em que o µroµrio PT se
encontra tão dividido.
¬ Ouol scrio o soïJo?
P!BE!PD: A saida e DiÌma assu-
mir o µaµeÌ de lormuÌadora µo-
Ìitica e se sobreµor a um vice
µoderoso se dirigindo à socieda-
de. Nem chega a ser diliciÌ dian-
te de umgoverno de continuida-
de, mas todo mundo µercebeu
que muitos µrogramas do go-
verno LuÌa µrecisam de a|ustes.
Quando se µercebe que um be-
neliciado do µrograma ProUni
anda de carro imµortado, e
ruim. IaÌta a µresidente assumir
um µro|eto de nova utoµia. A
discussão µoÌitica ho|e e lraca,
voÌtada a um discurso de mora-
Ìização que não se materiaÌiza.
¬ Ouol o conscoucncio Jisso?
P!BE!PD: A consequência e
que a µersona µoÌitica da µresi-
dente cedeu Ìugar à µersona bio-
Ìogica quando se laÌa de DiÌma
Roussell. Antes do escãndaÌo Pa-
Ìocci, a discussão girava em tor-
no da saude da µresidente. O te-
ma e imµortante, mas não µode
ser a grande discussão do µais e
so e assim, dado que a saude de-
Ìa vai bem, µorque sua µersona
µoÌitica não tem reÌevãncia.
¬ L como lico o oposicôo?
P!BE!PD: IaÌar sobre lragiÌida-
de da oµosição e µouco. Lstão
muito µerdidos. O Ìider mais ex-
µressivo do PSD8, o senador Ae-
cio Neves, não µarece caµaz de
Ìiderar uma bancada incaµaz de
aµroveitar o momento emque o
ex-µresidente Iernando Henri-
que µarece se aµroximar dos |o-
vens e insiste em aÌianças com
setores conservadores de oÌho
no eÌeitorado evangeÌico e caris-
mático. Votou maciçamente µor
esta excrescência que e a relor-
ma do Codigo IÌorestaÌ, se alas-
tando dos eÌeitores verdes.
'4r|/ca/c(cc |cm Jc //ccr acs mccs Jc 0//mc'
¬ Ouol o Jclicicncio ccnirol?
P!BE!PD: A maior ameaça a
DiÌma não está na oµosição, mas
na ligura de MicheÌ Temer, o vi-
ce-µresidente mais µoderoso e
inlÌuente que o 8rasiÌ |á teve. LÌe
vem crescendo na caµacidade
de manter a coesão no saco de
gatos que e o PMD8, µrinciµaÌ
base do governo no Congresso,
satislazendo seus Ìideres. Mes-
mo Sarney e Itamar, quando vi-
ces, eraminexµressivos, e taÌvez
1oão GouÌart tenha tido imµor-
tãncia no temµo em que loi vice
de 1K. Mas com uma bancada
µarÌamentar e um gruµo de go-
vernadores do PMD8 quantitati-
vamente signilicativos, ainda
que disµersos na busca de seus
interesses, Temer se mostra um
exµeriente articuÌador. Adminis-
trar a base e um µonto lraco do
governo DiÌma, com um agra-
vante: não ouço a µresidente
tentando convencer a µoµuÌa-
ção sobre o que eÌa acha que
são as µrioridades do 8rasiÌ. L
lundamentaÌ µara neutraÌizar a
µressão do Congresso.
14

O PAÍS Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 14 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 45 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
ENTREVISTA
Rui Falcão
‘Não há essa dicotomia de dilmista ou lulista’
Presidente do PT diz que partido não derrubou Palocci e nega descontentamento por Gleisi Hoffmann não ser ligada a Lula
FALCÃO: “Não acredito que existisse crise. Houve tensão e exploração política em torno das atividades de Palocci”
Givaldo Barbosa/02.06.2001
Opresidente do PT, o pau-
lista Rui Falcão, isenta o
PT de responsabilidade
na queda de Antonio Palocci, até então o ministro mais
poderoso do governo Dilma. Palocci será um paulista a
menos na Esplanada dos Ministérios, e partiu de seu
partido, o PT, a maior pressão para que apresentasse
explicações sobre o crescimento de seu patrimônio. Fal-
cão concorda que a queda de Palocci significa um re-
começo, uma nova etapa do governo Dilma. Ao mesmo
tempo, diz que o episódio não interferiu no andamento
do governo. Ementrevista ao GLOBO, na sede do PTem
Brasília, Falcão minimiza as críticas sobre a escolha de
Gleisi Hoffmann para a Casa Civil, que teria desconten-
tado o partido, por ela não ser ligada a Lula.
Maria Lima e Vivian Oswald
O GLOBO: Vocês foramsurpreen-
didos pela escolha de Gleisi Hoff-
mann pela presidente Dilma?
RUI FALCÃO: De maneira ne-
nhuma! A escolha dos ministros
é feita pelo presidente da Repú-
blica, do mesmo modo que os
governadores escolhemsecretá-
rios. Não há dicotomia de que
ela (a nova ministra) seja dilmis-
ta ou lulista. O presidente Lula
temreiterado que só participará
quando chamado. Disse que,
quando houver divergência en-
tre ela e ele, a presidente Dilma
sempre terá razão. O presidente
Lula, com relação aos governa-
dores ou ao PT, sempre teve tra-
tamento muito respeitoso, pro-
curando ouvir, dialogando, nun-
ca impôs nada. Vale também pa-
ra a nossa presidente.
● Avalia a escolha de Gleisi co-
mo marca que Dilma quer im-
primir? Sem ser nome de Lula?
FALCÃO: O estilo dela já foi
mostrado desde o primeiro dia
de governo: autoridade, capaci-
dade política, experiência de
gestão, compromisso.
● A queda de Palocci e a troca
do Luiz Sérgio são um reco-
meço?
FALCÃO: Sim. Uma nova fase se
inicia na Casa Civil coma nomea-
ção da ministra Gleisi Hoffmann.
Ela terá tarefas diferentes das
que teve Palocci. Ela já disse que
terá seu meio próprio de fazer
articulação com os ministérios,
acompanhando programas. Fa-
lou de junção de política com
gestão, técnica com gestão. Não
há possibilidade de alguém na
Casa Civil não fazer política tam-
bém. Pode não fazer a relação di-
reta com o Congresso, por ques-
tão de divisão de trabalho coma
Secretaria de Relações Institucio-
nais, mas Casa Civil temtambém
função política. A ministra Gleisi
tem qualidade para isso.
● Acha que Michel Temer pode
assumir a articulação política?
FALCÃO: Ele tem contribuído
bastante para ajudar a dar mais
solidez à base do nosso gover-
no. No PMDB ele tem essa uni-
dade fundamental .
● A crise Palocci terminou?
FALCÃO: Não acredito que exis-
tisse crise. Houve um momento
de tensão e exploração política
em torno das atividades do mi-
nistro Palocci que deu fôlego pa-
ra a oposição, que não tem ru-
mo e está sembandeiras. Aopo-
sição foi instada por setores da
imprensa a fazer oposição.
● A oposição diz que quemde-
sestabilizou Palocci foi o PT.
FALCÃO: Não. OPT temmuitos
líderes, figuras públicas que se
manifestam. Mas não houve ma-
nifestação do PT como partido
pedindo a saída do ministro. Ao
contrário, em todos os momen-
tos a decisão cabia à presidente
Dilma e o partido tomou conhe-
cimento das informações que
ele nos enviava e eu, pessoal-
mente, como presidente do par-
tido, sempre hipotequei solida-
riedade e confiança.
● O PT não ajudou a derrubá-
lo?
FALCÃO: De maneira nenhuma!
● O governo sai fragilizado?
FALCÃO: Não. O governo não
foi fragilizado porque nenhum
programa foi interrompido e ne-
nhuma medida foi paralisada.
Durante certo período o foco da
presidente teve que se voltar pa-
ra a questão que a oposição ex-
plorou, e o ministro Palocci se
viu na obrigação de ficar dando
explicações. Mas não houve uma
crise que provocou o enfraque-
cimento do governo.
● Que lição políticos com car-
gos no governo devem tirar?
FALCÃO: Não tenho idade nem
para dar conselhos ao Palocci,
nem ele para me aconselhar...
● Não para ele, mas em geral.
Há alguma lição a se tirar?
FALCÃO: Talvez você devesse
perguntar isso a ele.
● Como será sem o Palocci?
FALCÃO: O governo tem maio-
ria na Câmara e no Senado. O
ministro está sendo substituído
por uma pessoa com experiên-
cia de gestão, capacidade políti-
ca, uma senadora experiente.
● A presidente perde cacife
para manter este bom desem-
penho dos primeiros meses?
FALCÃO: Acho que não. Há
outros indicadores favoráveis,
possibilidades de manutenção
do crescimento econômico, o
alto nível dos investimentos
emáreas estratégicas, compo-
tencial de geração de empre-
gos, ampliação do mercado in-
terno e aumento de exporta-
ção. Nosso país continua com
grande atratividade. Os núme-
ros do semestre vão nesta di-
reção. É um governo que tem
potencial.
● Acha que São Paulo perde
espaço no governo?
FALCÃO: Nosso governo nunca
foi composto medindo o peso
deste ou daquele estado. Não é
bairrista, nem o estado de São
Paulo através do PT ou de ou-
tros partidos reivindicou fatias
do governo. Como presidente
do PT, nascido em São Paulo,
não acho que o estado tenha
perdido nada. Antes se dizia
que São Paulo tinha muito espa-
ço no governo. Não ouvi de nin-
guém de São Paulo a reclama-
ção (de perda de espaço). ■
O GLOBO NA INTERNET
ÁUDIO Ouça trecho da
entrevista com o presidente
nacional do PT
oglobo.com.br/pais
PÓS-PALOCCI
O UniCEUB agradece à comunidade, a alunos,
professores e funcionários e reafirma seu compro-
misso com a qualidade da educação superior para
a sustentabilidade do país.
ESTÁ CONFIRMADO: O UniCEUB É UM DOS TRÊS MELHORES
CENTROS UNIVERSITÁRIOS DO BRASIL, O MELHOR DO CENTRO-
OESTE E A MELHOR IES DE BRASÍLIA, COM NOTA MÁXIMA EM
CONCEITO INSTITUCIONAL PELO MEC. ALÉM DISSO, FOI AVALIADO
PARA CREDENCIAMENTO EM EaD, TAMBÉM, COM NOTA MÁXIMA.
www.uniceub.br
Dr. Getúlio Américo Moreira Lopes
Presidente
Prof. Edevaldo Alves da Silva
Superintendente
O PAÍS

15 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 15 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 28 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
ELIO GASPARI
Falta de agenda
● A doutora Dilma deveria reunir os sá-
bios do Planalto para discutir o rumo de
um governo que passou as últimas sema-
nas acorrentado à seguinte agenda:
1) A discussão do kit-homofobia.
2) O debate da norma culta do
idioma.
3) A importância do ministro da ar-
ticulação política.
Aviso amigo
● Se ninguém se mexer, o movimento
dos bombeiros e PMs do Rio transbor-
dará para outros estados.
Privataria
● Passados 13 anos da festa da priva-
taria com a venda da Eletropaulo numa
operação pra lá de esquisita, as coisas
estão assim:
Seis cidades e um milhão de pessoas
ficaram sem energia até por 30 horas na
Grande São Paulo.
Ogovernador Geraldo Alckmin disse
que a concessionária não tem “condi-
ções mínimas” para operar com segu-
rança em dias de chuva.
Rebecca Mark, a tenaz e encantadora
vice-presidente da empresa americana
Enron, que negociava com os príncipes
tucanos e na última hora abandonouolei-
lão, deixou a firma antes que ela quebras-
se, em2001. Adoutora vendeusuas ações
por US$ 83 milhões e hoje temumrancho
no Novo México, onde não falta luz.
Jeffrey Skilling, o presidente da En-
ron, foi condenado a 24 anos de cadeia
e a devolver US$ 45 milhões. Usa uni-
forme esverdeado.
Do jeito que vão as coisas, em breve
vai se começar a falar em compra da em-
presa. Por quem? Pela Viúva.
Eremildo, o idiota
● Eremildo é um idiota e concorda: Gleisi
Hoffmann será a Dilma da Dilma.
O que o cretino não entende é o que
será a Dilma.
Piada velha
● No tempo em que a nação petista ti-
nha senso de humor, apelidou o procu-
rador-geral Geraldo Brindeiro de “enga-
vetador-geral da República”.
Nessa época, os petistas eram tão
malcriados que, em 2001, atribuíram a
recondução de Brindeiro ao cargo à sua
qualificação engavetante.
O segredo de Deng
● De um curioso, depois de ver inú-
meros f i l mes a respei to de Deng
Xiaoping (1904-1997), o mandarim
da Nova China:
“Mao Zedong queixava-se de que
Deng sempre sentava longe dele e os
burocratas impressionavam-se com o
silêncio comque os ouvia. Esse era seu
segredo. Deng era surdo. Como ele
mesmo dizia: ‘Marx está no céu e é
muito poderoso. Ele vê o que estamos
fazendo e não gosta. Por isso, ele me
puniu com a surdez’.”
Nos seus últimos anos de atividade,
Deng tinha sempre uma filha por perto,
para repetir o que talvez devesse ou-
vir. Ele usava aparelho num ouvido. No
outro, nem isso.
Yang Yang, sua neta, fundou uma or-
ganização que ajuda crianças pobres.
Em 2009, socorreu 1.200 jovens com
deficiências auditivas.
Boa notícia
● O Banco Central atarraxou o parafuso
solto. Acabou a maluquice demófoba
que dificultava a vida do cidadão que re-
cebia uma nota manchada ao sacar di-
nheiro num caixa eletrônico de banco.
Com a cédula na mão e a prova de
que é correntista do banco, o cliente
pode trocá-la, sem maiores complica-
ções. Como a transação feita no caixa
eletrônico está sempre registrada na
memória do banco, não há por que se
duvidar da honestidade do freguês.
Se não há registro do saque, é muito
provável que seja um laranja dos ban-
didos que explodem caixas. Nesse ca-
so, a polícia cuidará dele.
Dilma evitou que o PT virasse PMDB
Cruz
D
ilma Rousseff impediu que seu governo
e o PT ficassem ainda mais parecidos
com a bancada do PMDB. Na terça-feira,
a senadora Marta Suplicy propôs a 11
dos 15 colegas da bancada uma nota de apoio a
Antonio Palocci. Seria uma repetição da tática
petista de “partir para cima”. Como já se acertara
à noite, o chefe da Casa Civil iria ao Congresso, “a
convite”. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) já
considerava o episódio Palocci como uma “pá-
gina virada”. Os senadores petistas recusaram-se
a endossar a ideia da senadora.
Com um chefe da Casa Civil hemorrágico, a ba-
se política do governo ficaria nas mãos de um
triunvirato do PMDB, com Michel Temer no Pla-
nalto, Jucá no Senado e Eduardo Cunha na Câma-
ra. Ninguém definiu melhor a situação do que o
deputado Anthony Garo-
tinho (PR-RJ): “Temos
uma pedra preciosa, um
diamante que custa R$ 20
milhões, que se chama
Antonio Palocci”. (Seria
mais adequado dizer
“presunto”, pois é traba-
lhoso fatiar diamantes.)
Desde maio, quando os
repórteres Andreza Ma-
tais e José Ernesto Cre-
dendio expuseram a bo-
nança patrimonial de Pa-
locci, oPTdava estranhos
sinais. O governador da
Bahia, Jacques Wagner,
admitira que a fortuna do doutor “chama a aten-
ção”. Treze presidentes de diretórios estaduais,
protegidos pelo anonimato, evitaram defender o
ministro. Raul Pont, do PT gaúcho, pôs a cara na
vitrine: “Entendo que ele tem que se afastar. (...) A
situação do Palocci não pode contaminar o gover-
no”. Mais tarde, Reginaldo Lopes, presidente do PT
mineiro, foi na mesma linha. Durante um almoço
com Lula, a senadora Gleisi Hoffmann expusera a
ruína que ameaçava o PT e o governo: o “mensa-
lão” foi um erro, mas era parte de um projeto co-
letivo, partidário. Não era esse o caso de Palocci.
Se houve uma rebelião no PT, faz tempo que
não lhe acontecia coisa tão boa. Um pedaço da
nação petista, como Palocci, já se parece com o
PMDBe está feliz assim. Para quemsegue umguia
que se intitula “metamorfose ambulante”, isso não
é defeito. O problema estaria em outro lugar. No
seu papel, o PMDB é mais articulado, desembara-
çado e profissional que o PT. Não tem telhado de
vidro porque telhado não tem. Até bem pouco
tempo, ele garantia ao governo as maiorias par-
lamentares, mas oroteirovinha doPlanalto. Éessa
iniciativa que o PT arrisca perder.
Oito anos depois da sua chegada ao poder, a
máquina petista controla fundos de pensão, gran-
des amizades e clientes em busca de bons conse-
lhos. Seus candidatos têm acesso às bolsas de
grandes doadores nas campanhas eleitorais. Na
campanha presidencial de 1994, Lula arrecadou
R$ 4,2 milhões, contra R$ 32,1 milhões de Fernan-
do Henrique Cardoso. Na última eleição, Gleisi
Hoffmann, ex-diretora-financeira da Itaipu Binacio-
nal, arrecadou R$ 8 milhões para sua campanha
(vitoriosa) ao Senado pe-
lo Paraná. Quatro emprei-
teiras clarividentes pinga-
ram R$ 2,3 milhões.
Gleisi Hoffmann teve
doadores para sua elei-
ção, mas não tem patri-
mônio pessoal. Seus bens
somaram R$ 660 mil, um
décimo do valor do apar-
tamento comprado por
Antonio Palocci. Esse tipo
de parlamentar ainda
existe no PT. Na lista das
dez maiores fortunas do
Congresso, o PMDB é ma-
joritário, com dois depu-
tados e um senador. Nela ainda não há petista.
Ainda não há, mas, pelo andar da carruagem,
falta pouco. A 10
a
- fortuna do Congresso, de
acordo com os patrimônios declarados à Jus-
tiça Eleitoral, é do senador Eduardo Braga
(PMDB-AM), com R$ 16,5 milhões. Essa lista é
um indicador precário, pois basta colocar uma
fazenda em nome da patroa para tirar alguns
milhões da conta. Mesmo assim, admitindo-se
que Palocci tenha incorporado boa parte dos
R$ 20 milhões que sua empresa faturou em
2009, estaria por perto. Nada mal para quemde-
clarava um patrimônio de R$ 375 mil em 2006.
O PT pode ter deixado de ser o que dizia, po-
de até mesmo não saber direito o que é. Se um
pedaço dele decidiu não ser PMDB, já é alguma
coisa, mesmo que não seja muito.
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16

O PAÍS Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 16 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 41 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Logo
A PÁGINA MÓVEL
Aerva,
acura,
aculpa
Jornalista
admite
uso de
maconha
para
aliviar
sintomas
de doença
e faz
apelo
para que
se debata
consumo
medicinal
da planta
no Brasil
Hudson Pontes
M
uito tem evoluí-
do a discussão
sobre as drogas.
A ONU já admi-
tiu o fracasso da política de
confronto capitaneada pelos
EUA. Novas abordagens, como
a da redução de danos, ga-
nham corpo, sobretudo na Eu-
ropa. Do lado de cá, a Comis-
são Latino-Americana sobre
Drogas e Democracia tem no
ex-presidente Fernando Henri-
que Cardoso um porta-voz en-
tusiasmado. É ele quem con-
duz a narrativa do documentá-
rio “Quebrando o tabu”, produ-
ção multinacional (em cartaz
no Rio) que aprofunda o tema,
mostrando que a equação dro-
ga/violência é bem mais com-
plexa do que prega a esparrela
de culpabilização do usuário. A
descriminalização da maconha
já é realidade em muitos paí-
ses, inclusive, com todas as li-
mitações relacionadas com sua
aplicação, no Brasil. Paradoxal-
mente, nos EUA, onde se está
muito longe de um status quo
que penalize menos o usuário,
avança a passos mais largos a
permissão para o uso medici-
nal da Canabis para alívio de
sintomas em diversas enfermi-
dades, enquanto, no Brasil,
pouco se discute esse aspecto
do problema. Por isso a Página
Logo abriu este espaço para a
jornalista e colunista Lu Lacer-
da, que jamais foi usuária, rela-
tar a descoberta que fez, recen-
temente, sobre os efeitos da
maconha numa doença que lhe
causava profundo sofrimento.
E o estigma que, imediatamen-
te, se abateu sobre sua cons-
ciência. (Arnaldo Bloch)
Lu Lacerda
● Aproveito o lançamento do
documentário “Quebrando o
tabu”, sobre descriminalização
das drogas, estrelando Fernando
Henrique Cardoso, para fazer
um depoimento-desabafo: um
amigo californiano usa maconha
com fim medicinal (possui até
uma carteira de identificação
para, se preciso for, provar que
está legalizado). Em seu país, o
consumo terapêutico dessa
droga é autorizado por lei.
Numa conversa, descobri que a
planta o curara de um grande
problema que também tenho: o
bruxismo. Fiz o teste, dando
duas tragadas num desses
cigarros por algumas noites
alternadas. Resultado: vi-me
livre das dores com que convivo
a cada manhã, livre de acordar
no meio da noite com a cabeça
latejando, livre de, em certos
dias, sequer poder mastigar
uma colher de pudim.
Pensando mais no futuro,
veio-me ainda a esperança de
talvez não mais ter que conviver
com ameaças de surdez nos
próximos anos; não me sentir
na iminência de uma outra
cirurgia para implante de osso;
dar um basta na sensação de
que engoli mais um pedacinho
de metal; livrar-me de uma das
minhas inúmeras placas usadas
para dormir (tenho de todos os
tipos: plástico, silicone, acrílico
— todos os materiais,
modelagens, desenhos
existentes no terrível escopo do
bruxismo. Não há meditação,
ioga, homeopatia, marido,
Rivotril, esporte, que amenizem
o sofrimento provocado pelo
travamento dos dentes, muito
desgastados desde a pós-
adolescência. Fiquei num
grande estado de excitação: a
cura estava ali, a meu alcance.
Pedi a duas médicas uma
declaração, um depoimento,
atestando que preciso fazer uso
dos benefícios dessa planta.
Nada obtive: nenhuma delas
está autorizada a fazê-lo. “Seria
ilegal”, diz uma psicóloga que
defende o uso dos cigarrinhos
verdes para alguns pacientes
(nas internas, que fique claro).
Ensina até quem vende a droga
sem química, plantada e colhida
na região fluminense. Maconha
orgânica. Conversei também
com um advogado. Ele me disse
que poderia tentar, mas
dificilmente conseguiríamos
alguma coisa. O único resultado
positivo seria o de estimular o
debate. Foi o que me impeliu a
escrever este apelo.
Quero apenas o direito de dar
duas tragadas num cigarro de
maconha todas as noites, na
minha cama, no meu quarto —
apenas duas! —, sem precisar ir
morar nos Estados Unidos,
vivendo na minha cidade, no
meu país, sem ter que me sentir
uma contribuinte do tráfico e,
por tabela, da violência. Não
suportaria essa culpa, mesmo
sabendo que é um argumento
sujeito a vários
questionamentos.
Duas tragadas. É tudo. Fazem-
me amolecer um pouco, nada
mais. Não se trata de usar a
droga como quem o faz para
“suportar melhor a existência”
(já ouvi isso). Simplesmente,
encontrei um remédio. Uma
erva. Como outras, com fins
medicinais, dependendo,
sempre, da dosagem. Os índios
fazem bom uso de todas elas, e
o limite é estabelecido por cada
um de acordo com o
conhecimento acumulado ao
longo de milênios.
Não tenho interesse em
nenhuma droga como droga,
nem para o chamado uso
recreativo (álcool aqui incluído);
aliás, não suporto perder o
controle, em nenhuma situação.
Nem na adolescência, quando,
na minha fantasia, os baseados
tinham o poder de trazer
inspiração, criatividade e ideias
originais para escrever textos
maravilhosos, da mesma forma
como os roqueiros que eu
conhecia faziam com suas
músicas. Claro que na época
experimentei maconha, como
todos os jovens da minha idade.
Uma amiga insistia para que eu
fumasse mais, mais e mais (em
vez de aguardar, como se deve,
que as primeiras tragadas façam
efeito), resultando numa
primeira experiência bastante
penosa que terminou em
vertigem e vômito.
Não me tornei usuária, mas
tive, na ocasião, um sonho
intenso, marcante. Eu fumava e
começava a escrever
freneticamente. Parava,
analisava e concordava com
todos os pensamentos que
surgiam, não discordava de
nada. Coisas banais ficavam
importantes, coisas importantes
ficavam banais, mas todas iam
passando. Por vezes eu
abraçava as palavras, mas elas
conseguiam fugir de mim
quando eu menos esperava. As
letras criavam disfarces: elas
estavam ali, mas não estavam. E
nem sempre seguiam a ordem
de que eu gostaria. As mais
sinuosas se misturavam entre si
na forma de colares gigantes,
que iam de um país a outro, sem
se deixarem molhar no mar ao
atravessá-lo. Algumas só se
perdiam, levando com elas a
coesão do pensamento. O que ia
me restar, então? E escrevia,
relia os textos, as sensações, as
paixões, as confissões, mas tudo
se esvaía. Era mesmo o fim da
minha lua de mel com as
palavras. A morte era preferível.
O problema é meu ou do fumo?,
pensava, no sonho, cheia de
uma culpa injusta.
Ou seja, durante as décadas
que se seguiram, minha relação
com a maconha se resumiu a
esse pesadelo. Até eu tomar
conhecimento desse seu lado
atenuante para meu desespero
pessoal. O fato é que o meu
sonho agora é bem outro. Quero
apenas isto que considero
essencial: não ser privada do
que para mim é um
medicamento que me alivia o
insuportável bruxismo. Quero
poder consumir as ervas que
bem entender, assim como
posso usar hortelã para um
suco, ou a arruda para “limpar”
um ambiente, tranquilamente. A
sálvia anda difícil, segundo me
disse a espiritualista Ana Lang,
que vive na Gávea. Não poder
usá-las? “Arrenego”. Fiz questão
de escrever a palavra por achar
que combina bem com uma
camponesa como eu (fui criada
em fazenda), acostumada a uma
relação de intimidade e respeito
com todas as plantas e, apesar
disso, sem o direito de usá-las
como algo útil, essas dádivas.
Aliás, quando ouvi pela
primeira vez a palavra maconha,
era ainda uma criança. Foi
durante uma conversa entre
meu pai e um senhor muito
simples, candidato a vaqueiro.
Ao ver minha mãe nervosíssima,
numa crise violenta de tosse,
ele perguntou se não teria um
pé de maconha ali por perto. E
afirmou: “Se fizesse um chá, ela
se acalmaria e ficaria logo boa.”
Nunca soubemos se isso seria
real. Voltando à atualidade,
considero-me, de fato, uma
cidadã: trabalho muito, pago
imposto, respeito o outro. Por
que, então, no meu país me
proíbem um remédio que me
traria a paz ante um mal que me
consome? Isso dito, deixo uma
pergunta: entre o bruxismo e a
culpa, o que faço eu?
O PAÍS

17 Domingo, 12 de junho de 2011 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 17 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 18 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Disputa por controle de áreas protegidas
acirra briga entre órgãos do governo
Serviço Florestal quer tirar do Instituto Chico Mendes gestão de 125 unidades
Conflitos motivam
puxão de orelha
de ministra
Izabella Teixeira diz
ser inaceitável que
grupos briguem
● BRASÍLIA. Outra reclamação de
Rômulo Mello é que grande par-
te dos 300 milhões de hectares
de florestas públicas não está
demarcada e na prática se loca-
liza em propriedades privadas.
Rômulonãoaceita que possa ha-
ver corte seletivo de árvores em
toda a extensão da floresta, co-
mo quer o irmão concorrente:
— Há uma diferença de para-
digmas: nossa visão é a da con-
servação. Eles caminham para
se restringirem à exploração flo-
restal. Toda floresta temáreas de
altíssimopotencial biológicoque
não podem ser exploradas —
diz: — Temos de conciliar con-
cessão e preservação. Só que
eles acham que a conciliação
passa por eles fazerem sozinhos
o zoneamento definindo áreas
madeiráveis. Mas, se o conceito
que prevalecer for só produzir
madeira, os problemas vão ser
muito maiores. A concessão flo-
restal não pode ser feita à custa
da degradação da floresta.
A disputa entre os grupos
levou a ministra do Meio Am-
biente, Izabella Teixeira, a dar-
lhes um puxão de orelha em
um evento público.
— É inaceitável brigas entre
instituições. Libertem-se! — dis-
se em palestra no Ibama para
seus servidores. Ela decidiu que
o Instituto Chico Mendes conti-
nuará cuidando das Unidades de
Conservação Federais. Hummel
não quis falar sobre o tema. ■
O GLOBO NA INTERNET
a
Infográfico explica os principais
pontos do Código Florestal
oglobo.com.br/pais
Ailton de Freitas
RÔMULO MELLO: controle de 310 unidades no Instituto Chico Mendes
Catarina Alencastro
● BRASÍLIA. Não bastasse o con-
fronto com ruralistas pelo Códi-
go Florestal, o setor ambientalis-
ta do governo enfrenta disputas
internas. Dois órgãos ligados ao
Ministério do Meio Ambiente —
o Serviço Florestal Brasileiro e o
Instituto Chico Mendes de Con-
servação da Biodiversidade —
brigampela gestão de áreas pro-
tegidas. Por lei, a gestão de to-
das as 310 unidades de conser-
vação federais, divididas em 12
categorias, é responsabilidade
do Instituto Chico Mendes. Mas
o Serviço Florestal reivindica
que três categorias — Reserva
Extrativista (Resex), Floresta
Nacional (Flona) e Reserva de
Desenvolvimento Sustentável —
fiquem sob seu guarda-chuva.
Uma proposta do Serviço Flo-
restal nesse sentido vazou re-
centemente, reacendendo a dis-
córdia entre os dois órgãos. Em
jogo, estão 125 unidades de con-
servação (40% do total), uma
área que, somada, chega a 30,7
milhões de hectares. A penden-
ga temcomopanode fundouma
rixa ideológica entre a preserva-
ção total e o uso monitorado
dessas áreas. OpleitodoServiço
Florestal é para diminuir a buro-
cracia que temque enfrentar pa-
ra realizar sua missão: a conces-
são de florestas públicas para
exploração sustentável de ma-
deira. É que, para que empresas
tenham o direito de retirar toras
dessas áreas protegidas, dois
planos de manejo têm que ser
feitos — um pelo Serviço Flores-
tal e outro pelo Chico Mendes. E
um terceiro órgão, o Ibama, ain-
da tem que dar o aval.
O presidente do Instituto Chi-
co Mendes, Rômulo Mello, em-
bora tenha uma ótima relação
com o diretor-geral do Serviço
Florestal, Antônio Carlos Hum-
mel, nãoesconde a discordância
quanto à posição do amigo. Ele
reclama que o outro instituto foi
criado para fazer concessão de
áreas de exploração em flores-
tas públicas, e não nas florestas
nacionais (Flonas). ■
Enem deste ano
tem seis milhões
de alunos inscritos
Número é recorde.
Exame será realizado
em 22 e 23 de outubro
● BRASÍLIA. Pela primeira vez, o
Exame Nacional do Ensino Mé-
dio (Enem) bateu a marca de
seis milhões de alunos inscritos
para as provas que ocorrerão
em22 e 23 de outubro. Onúmero
total (6.221.697 de inscrições)
superou as expectativas do Mi-
nistério da Educação. Em 2010,
4,6 milhões de alunos se inscre-
veram. O prazo terminou às
23h59m de sexta-feira.
Milhares de estudantes deixa-
ram para fazer a inscrição na úl-
tima hora, o que sobrecarregou
o sistema do Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educa-
cionais AnísioTeixeira (Inep). So-
mente nas últimas três horas,
mais de 200 mil alunos se habi-
litaram para participar do exa-
me, cujas notas podem garantir
acesso a algumas universidades.
Em 2010, 83 instituições utiliza-
ram o Enem para oferecer 83 mil
vagas no ensino superior. O pa-
gamento da inscrição, de R$ 35,
deve ser feito até amanhã, nas
agências do Banco do Brasil. Es-
tão isentos os alunos do 3
o
- ano
do ensino médio de escolas pú-
blicas e os que comprovaremser
de famílias de baixa renda. ■
18
R I O
Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 18 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 11: 04 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Bombeiros longedovermelho
Taxa de incêndio é usada para custear viagens de oficiais ao exterior e construir pontes
Antônio Werneck e Fábio Vasconcellos
E
m meio a uma de suas maio-
res crises institucionais, o
comando do Corpo de Bom-
beiros do Rio autorizou, em
maio passado, o pagamento de cer-
ca de R$ 694 mil em diárias de via-
gens internacionais para 33 tenen-
tes-coronéis e 42 capitães inscritos
no Curso Superior de Bombeiro Mi-
litar (CSBM) e no Curso de Aperfei-
çoamento de Oficiais (CAO). No
custo não estão incluídas as passa-
gens aéreas, também a cargo da
corporação. O dinheiro para as diá-
rias sairá do Fundo Especial do
Corpo de Bombeiros (Funesbom),
formado pela cobrança da taxa de
incêndio e que foi criado para fi-
nanciar o custeio e os investimen-
tos em material da instituição. Em
2010, o fundo arrecadou cerca de
R$ 125 milhões, valor 32% maior do
que o registrado em 2007 (R$ 94,5
milhões).
Os oficiais embarcam, em agos-
to, para Portugal, Alemanha, Itália,
França e Estados Unidos. A autori-
zação das viagens consta do Bole-
tim Interno dos Bombeiros publica-
do nos dias 4 e 5 de maio. Mas o Fu-
nesbom tem sido usado também
para outros fins, como a constru-
ção de pontes e a pavimentação de
ruas no interior. No ano passado,
cerca de R$ 12,7 milhões foram
aplicados em obras em nove muni-
cípios do estado.
Cada um dos 33 tenentes-coronéis
vai receber por 18 dias de viagem R$
14.389,76, que devem ser gastos su-
postamente emalimentação e estada.
O grupo embarca em 8 de agosto, re-
tornando dia 26. Os oficiais farão vi-
sitas a unidades dos bombeiros em
Lisboa, Berlim, Roma e Paris, assistin-
do eventualmente a palestras. Já os
capitães foram autorizados a gastar,
cada um, R$ 5.232,64. Eles têm passa-
gens marcadas para Atlanta, nos Es-
tados Unidos, em 20 de agosto, retor-
nando no dia 29. Nos nove dias, visi-
tarão um quartel americano e a Feira
Internacional de Combate a Incêndio
e Pânico.
Secretaria: gasto
está previsto em lei
● A Secretaria estadual de Saúde e
Defesa Civil — que está sendo des-
membrada por decisão do governa-
dor Sérgio Cabral, na tentativa de
contornar a crise no Corpo de Bom-
beiros —confirmou emnota enviada
ao GLOBOas viagens e a autorização
para o pagamento das diárias. Se-
gundo o órgão, o uso dos recursos
para este fim está previsto na lei que
criou o Funesbom. Na mesma nota, a
secretaria lembrou que viagens se-
melhantes acontecem na corpora-
ção há 30 anos. O pagamento das
diárias foi autorizado pela Subsecre-
taria de Defesa Civil, por meio do De-
partamento de Administração e Fi-
nanças da corporação. E o custo das
passagens aéreas, explicou o gover-
no, “não está incluído nas diárias de
alimentação e hospedagem, em de-
corrência da natureza dessa verba
indenizatória”.
Os deslocamentos internos fei-
tos pelos alunos devem ser custea-
dos com as diárias “e quem paga
pelas passagens aéreas é a corpo-
ração”. A secretaria garantiu que as
despesas com os tíquetes serão li-
citadas, para se obter o melhor pre-
ço de mercado. Para o governo,
“por tratar-se de viagem de estudo
curricular, todos os gastos com es-
sas viagens são aprovados em do-
tação orçamentária”.
A viagem dos tenentes-coronéis
começa por Lisboa, onde eles deve-
rão conhecer algumas unidades de
bombeiros, a Escola Nacional de
Bombeiros e a Autoridade Nacional
de Proteção Civil. Em Berlim, estão
previstas visitas a unidades de bom-
beiros e à Defesa Civil local. Em Ro-
ma, estão agendadas idas ao Dipar-
timento dei Vigili Del Fuoco, del Soc-
corso Público e della Difesa Civile e
ao Corpo Nazionale dei Vigili del
Fuoco”. O passeio termina em Paris,
com passagem pelo quartel-general
dos bombeiros.
Já os 42 capitães farão visitas às
unidades de bombeiros de Atlanta
(EUA). Lá, eles vão conhecer os lo-
cais onde foram realizados os Jogos
de 1996, as instalações do setor de
comunicações e de preparação dos
bombeiros que atuaram no evento.
O principal item da agenda, no en-
tanto, é a Feira Internacional de
Combate a Incêndio e Pânico.
O Corpo de Bombeiros informou
que as viagens são técnicas, de estu-
do, e integram o currículo do Curso
Superior de Bombeiro Militar, desti-
nado aos tenentes-coronéis que pre-
tendem chegar ao posto de coronel.
Já o Curso de Aperfeiçoamento de
Oficiais é destinado aos capitães. Em
ambos os casos, a corporação afir-
mou que as viagens têm por objetivo
o aperfeiçoamento e a capacitação
de futuros gestores. Além disso, ale-
ga o Corpo de Bombeiros, as viagens
possibilitam o contato direto dos
profissionais “com tecnologias mo-
dernas, para manter a corporação
atualizada em relação a materiais e
viaturas de salvamento e combate a
incêndio, para a prestação de servi-
ços com excelência”.
O uso de recursos do Funesbom
para a construção de pontes, con-
tenção de encostas e pavimentação
de ruas, no ano passado, represen-
tou cerca de 10% da receita da taxa
de incêndio. Em Silva Jardim, na Re-
gião das Baixadas Litorâneas, estão
sendo erguidas dez pontes para aju-
dar a escoar a produção agrícola da
cidade. Já em São Francisco de Ita-
bapoana, no Norte Fluminense, a Se-
cretaria estadual de Obras aplicou
quase R$ 2 milhões em recuperação
de vias, com dinheiro do Funesbom.
O governo alega que as obras ajuda-
ram os municípios que foram atin-
gidos por chuvas no ano passado e
que o uso do fundo para essa fina-
lidade está previsto em lei.
Na prática, o Executivo estadual
repete um procedimento antigo na
administração do Rio. Em vez de
usar dinheiro do caixa do governo
para fazer obras de contenção e re-
cuperar as cidades, recorre ao fun-
do dos bombeiros para bancar es-
ses projetos. No governo de Rosi-
nha Garotinho, até quadras de es-
portes foram construídas com di-
nheiro da taxa de incêndio.
Lei libera 25% da
receita do fundo
● A brecha para o uso do dinheiro
da taxa de incêndio em obras está
na lei 4.780 de 2006 — sancionada
pela então governadora Rosinha Ga-
rotinho. Com a lei, o Corpo de Bom-
beiros perdeu 25% da receita do fun-
do, que ficaram livres para ser usa-
dos em projetos e serviços de pre-
venção da Defesa Civil. Para o depu-
tado Luiz Paulo Corrêa da Rocha
(PSDB), que preside a CPI da Serra
na Alerj, a interpretação da lei por
parte do governo está errada. Os re-
cursos deveriam ser aplicados em
prevenção, como na ampliação do
sistema de Defesa Civil no interior.
Em janeiro, após as chuvas que ar-
rasaram a Região Serrana, O GLOBO
mostrou que a maioria dos municí-
pios atingidos contava com uma es-
trutura de Defesa Civil precária. Em
Areal, Sumidouro, São José do Vale
do Rio Preto e Bom Jardim, faltavam
técnicos, veículos, sala e até móveis
para as equipes trabalharem.
— A parte do Funesbom que po-
de ser usada pela Defesa Civil de-
veria ser investida em prevenção, e
não em obras de recuperação, co-
mo é o caso. Não temos nada con-
tra a recuperação das cidades.
Mas, para esse tipo de projeto, o
governo tem outras fontes de re-
curso, como o tesouro estadual —
afirma Luiz Paulo, que apresentou
um projeto de lei determinando
que apenas 25% do Funesbom se-
jam usados em manutenção e 75%
passem a ser de investimento nos
bombeiros e na Defesa Civil.
Já a Comissão de Defesa Civil da
Alerj aprovou um requerimento
convocando os responsáveis pelo
Funesbom a explicar como o di-
nheiro está sendo aplicado. O de-
putado Flávio Bolsonaro (PP), que
integra a comissão, afirma que fal-
ta transparência na utilização do
fundo. Ele diz que os bombeiros,
especialmente os salva-vidas, não
recebem os equipamentos neces-
sários ao trabalho.
Durante as manifestações da se-
mana passada, os bombeiros criti-
caram não só os baixos salários, co-
mo a falta de óculos, bonés e prote-
tores solares para os profissionais
que trabalham como guarda-vidas.
Interior receberia
material desgastado
● Presidente da Associação de Ca-
bos e Soldados do Corpo de Bom-
beiro, Nilo Guerreiro fez uma denún-
cia. Segundo ele, equipamentos já
desgastados são enviados para as
unidades no interior do estado:
— Essa cultura já é antiga.
Em nota, além de defender a
aplicação dos recursos, as secre-
tarias estaduais de Obras, Planeja-
mento e Saúde e Defesa Civil afir-
mam que o valor do Funesbom
usado em 2010 foi R$ 10,7 milhões,
e não R$ 12,7 milhões, conforme
levantamento, feito pelo GLOBO e
pela liderança do PSDB na Alerj,
no Sistema Integrado de Adminis-
tração Financeira para Estados e
Municípios (Siafem). Segundo as
secretarias, desde 2007, já foram
investidos mais de R$ 250 milhões
na modernização da estrutura do
Corpo de Bombeiros.
Ainda de acordo com a nota,
após o governo equilibrar suas
contas, os bombeiros passaram a
dispor do “Funesbom na íntegra,
destinando o valor às ações da De-
fesa Civil e reequipamento das
áreas de salvamento, combate e
prevenção de incêndios, além de
manutenção, reforma e custeio dos
quartéis”. Em quatro anos, afirma
o governo, “foram adquiridos mais
de 700 novas viaturas, dois heli-
cópteros, 50 mil kits de proteção
individual e 210 lanchas, barcos e
botes, permitindo a criação de um
Grupamento de Salvamento Maríti-
mo (...) Foram comprados também
mais de três mil vestimentas e 15
mil uniformes de prontidão”.
O Corpo de Bombeiros não quis
responder por que equipamentos
usados são enviados para unidades
no interior. Também não esclareceu
se as aeronaves da corporação estão
com a manutenção em dia e se as
mangueiras utilizadas no combate a
incêndio estão em bom estado. ■
O GLOBO NA INTERNET
OPINIÃO Você concorda que o dinheiro
da taxa de incêndio seja usado para
outros fins? Opine
oglobo.com.br/rio
CONHEÇA TRECHOS DOBOLETIMINTERNO
PONTE EM Silva Jardim construída com dinheiro do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom): o total arrecadado em 2010 chegou a R$ 125 milhões
Gustavo Stephan
Editoria de Arte
IMPASSE MILITAR
RIO

19 Domingo, 12 de junho de 2011 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 19 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 19 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Comemoração
em Niterói e nas
escadas da Alerj
Com o fim das
prisões, PM suspende
estado de prontidão
● Os últimos bombeiros que
estavam detidos há uma sema-
na por invasão ao Quartel Cen-
tral da Corporação, no Centro
do Rio, foram libertados só à
tarde. O restante do grupo de
439 presos já havia sido libera-
do na manhã de ontem e na
noite de sexta-feira. Eles co-
memoraram em f rente ao
quartel da corporação em
Charitas, em Niterói, onde
quase todos estiveram presos,
e nas escadarias da Assem-
bleia Legislativa.
Segundo o cabo Benevenuto
Daciolo, umdos líderes do mo-
vimento, a retomada das nego-
ciações com o governo deve
acontecer de imediato.
— Na segunda-feira (ama-
nhã), vamos tentar voltar a
conversar com o governo.
Daciolo demonstrou incômo-
do com a frente de negociação
criada por seis associações de
classe das polícias Civil e Militar
e dos bombeiros. A Frente Uni-
ficada iniciou na quinta-feira as
conversas com o novo coman-
dante da corporação.
— Nenhuma daquelas asso-
ciações tem legitimidade para
negociar. Só reconheceremos
quando o governo vier nego-
ciar com o núcleo do movi-
mento — disse Daciolo, que
comemorou a criação da Se-
cretaria Estadual de Defesa Ci-
vil, reivindicação da classe.
Ontem, bombeiros que esta-
vam presos no quartel da cor-
poração em Charitas, Niterói,
foramrecebidos comaplausos
na Praça Quinze, no Centro, ao
desembarcarem na estação
das barcas. De lá, eles segui-
ram em marcha até a Alerj, on-
de uma faixa simulava um ta-
pete vermelho. De braços da-
dos, os bombeiros cantaram o
Hino Nacional e o hino da cor-
poração.
Desde do início da manhã, a
movimentação em frente ao
quartel dos bombeiros em Cha-
ritas era grande. Após assina-
rem o alvará de soltura, os mi-
litares seguiram em carreata até
a estação das barcas, na Praça
Araribóia, de onde partiriam pa-
ra a Alerj.
A Barcas S.A. cedeu uma
embarcação para o transporte
gratuito dos bombeiros entre
Niterói e o Rio. Uma lancha da
corporação escoltou a barca.
Segundo o cabo Benevenuto
Daciolo, os militares que fo-
ram presos terão que se apre-
sentar quarta-feira à Auditoria
da Polícia Militar.
Na manhã de ontem, o co-
mandante da Polícia Militar,
coronel Mário Sérgio Duarte,
informou que suspendeu o es-
tado de prontidão para todos
os PMs, devido à passeata
dos bombeiros, em Copaca-
bana, marcada para hoje. Se-
gundo ele, a suspensão ocor-
reu após uma ligação do coro-
nel Sérgio Simões, novo secre-
tário de Defesa Civil e coman-
dante do Corpo de Bombei-
ros, informando que o clima
na cidade é de tranquilidade.
De acordo com Mário Sérgio,
apenas os efetivos do 19
o
-
BPM (Copacabana) e do 23
o
-
BPM (Leblon) terão escala di-
ferenciada, das 9 às 14h, por
causa da manifestação. ■
IMPASSE MILITAR
Libertados, bombeiros vão
insistir agora em anistia
Militares querem que os inquéritos sejam anulados
Ana Claudia Costa, Duilo Victor
e Monique Vasconcelos
● Depoi s da l i berdade, os
bombei ros querem agora
anistia. Ontem, representan-
tes dos 439 militares que fo-
ram liberados da prisão por
ordem judicial, informaram
que bri garão para tornar
sem efeito os inquéritos ad-
ministrativos e criminais aos
quais os grevistas que inva-
diram o Quartel Central pas-
saram a responder.
Hoje, durante a passeata de
agradecimento, na Avenida
Atlântica, ao apoio da popula-
ção, os bombeiros começam a
recolher assinaturas ao pedi-
do para que seja votado no
Congresso Nacional projeto
de emenda constitucional que
suspenda as punições aos en-
volvidos nas reivindicações
salariais da classe.
De acordo com um dos lí-
deres do movimento, capi-
tão Lauro Boto, os militares
estão dispostos a conversar
com o comando do Corpo de
Bombeiros.
— Primeiro queremos fa-
zer essa grande passeata de
agradecimento à população.
Na segunda-feira, vamos vol-
tar à vida normal e lutar por
nossa anistia e por um salá-
rio digno — disse Boto. ■ LIVRES DA PRISÃO por ordem judicial, bombeiros comemoram em frente à Assembleia Legislativa
Marco Antonio Cavalcanti
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RIO 2ª edição • Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

RIO

PÁGINA 20 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 24 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
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Quinta, literalmente, da Boa Vista
Mudança de gabarito permitiu prédios com janelas para o parque
● A moradora de São Cristóvão, encantada
com a revelação de um novo ângulo da be-
leza da Quinta da Boa Vista, tem razão: o
bairro passa por um boom imobiliário. De
acordo com o presidente da Associação de
Dirigentes de Empresas do Mercado Imobi-
liário (Ademi-Rio), José Conde Caldas, tam-
bém presidente da Concal Construtora, São
Cristóvão é uma das áreas da cidade mais
cobiçadas atualmente pelos empreendedo-
res. A alteração do PEU (Plano de Estrutu-
ração Urbana) do bairro passou a permitir a
construção de edifícios com mais de dez pa-
vimentos. Os terrenos emvolta do parque se
tornaram o objeto dos desejos das constru-
toras, claro.
Quemmora de frente para a Quinta da Boa
Vista tem da janela de casa ângulos inusita-
dos, como a visão do estádio do Maracanã e
do verde do parque e o belo complexo do
Museu Nacional. A construtora Concal, con-
ta Conde Caldas, vendeu, num curtíssimo
espaço de tempo, 220 unidades em dois pré-
dios, em frente à Quinta da Boa Vista, sem
que a construtora precisasse anunciá-las.
Em breve, a região ganhará mais dois pré-
dios, agora comerciais, com 520 e 340 uni-
dades, também junto ao parque.
— Não apenas a melhoria da infraestrutu-
ra na região atraiu os compradores. Poder
ver, de modo privilegiado, toda a área verde
que é a Quinta da Boa Vista foi o principal
atrativo — afirma o presidente da Ademi.
Ainda de acordo com Conde Caldas, se
há cinco anos a Barra da Tijuca abrigava
70% dos lançamentos imobiliários do Rio,
agora não ultrapassa 30%. A outra fatia se
deslocou em direção à Zona Norte (Tijuca,
Méier, Grajaú, Cachambi e Cascadura), Fre-
guesia, Campo Grande e Santa Cruz.
A Freguesia, junto com Vargem Grande e
Vargem Pequena, é outra área do Rio onde
casarões têm dado lugar a condomínios re-
sidenciais. O diretor de Incorporação da
PDG, Marcos Saceanu, diz que se trata do
crescimento natural da cidade.
— A melhoria do transporte e das vias de
acesso a essas regiões junto com o diferen-
cial da paisagem atrai os compradores — ga-
rante o executivo.
Paisagens cariocas agora sob novos ângulos
Expansão da cidade revela, do alto de prédios recentes, cenários naturais que só podiam ser vistos em sobrevoos
Laura Antunes
● A cidade, maravilhosa por
sua propagada beleza natural,
ainda é capaz de surpreender
ao desvendar aos cariocas no-
vos ângulos de suas paisagens,
até um passado recente des-
cortinadas apenas em sobre-
voos panorâmicos. Nos últi-
mos cinco anos pelo menos, a
construção de prédios em re-
giões até então ocupadas basi-
camente por casas, como na
Zona Oeste, passou a permitir
uma visão diferenciada de
“cartões postais”, algo como
mirantes privativos.
Uma das cariocas privilegia-
das comuma paisagema perder
de vista é a administradora de
empresas Cláudia Sant’Anna,
que se mudou, há um ano e
meio, para o condomínio Penín-
sula, na Barra. Instalada no 12
o
-
andar, a moradora consegue ver,
de um mesmo ângulo, das va-
randas e de todas as janelas de
casa, a cadeia de montanhas da
Pedra da Gávea, as lagoas da Ti-
juca e de Camorim, a restinga
até Jacarepaguá e a Vila do Pan.
Ela diz que os amigos, quando a
visitam pela primeira vez, inva-
riavelmente ficam impactados
pela beleza do cenário.
— Digo que é a visão que te-
mos seria a de um passarinho
sobrevoando a região. Não há
prédios na frente das minhas
janelas. A vista é limpa. A visão
da Pedra da Gávea, então, é es-
pecial — derrete-se Cláudia,
que morava no Leblon antes de
mudar-se para a Barra.
Sem mirantes panorâmicos
na região, esse tipo de vista
acaba se tornando mesmo um
diferencial cobiçado, como
afirma Maria Cândida Lery
Santos, outra moradora do
bairro, cujo apartamento fica
no 20
o
- andar de um prédio na
Avenida das Américas:
— Vejo o mar, o verde e a La-
goa de Marapendi. É uma vista
que, se eu não morasse aqui, te-
ria apenas de helicóptero, pois
nãohá pontos de observaçãona
Barra que permitamver toda es-
sa beleza. Não troco por nada.
Na região — há cinco anos
ocupada basicamente por casas
e imóveis comerciais com pou-
cos pavimentos —, as avenidas
Salvador Allende e Abelardo
Bueno tornaram-se alvo do de-
sejo das construtoras. As duas
vias ganharam inúmeros pré-
dios residenciais, comaté 15 pa-
vimentos. Os apartamentos
vendem como água, dizem os
corretores. Um exemplo é o
condomínio Estrelas, de cinco
prédios com 14 pavimentos na
Abelardo Bueno. As 992 unida-
des, todas com vista panorâmi-
ca, foram vendidas logo no lan-
çamento pela construtora PDG,
líder no mercado nacional. De
olho no filão, a empresa fez lan-
çamentos também de condomí-
nios em Vargem Grande, Var-
gem Pequena e Campo Grande.
— Além da infraestrutura do
condomínio Estrelas, os com-
pradores escolheram os aparta-
mentos pela possibilidade de
uma vista descampada e pano-
râmica — afirma o diretor de In-
corporação da PDG, Marcos Sa-
ceanu, prestes a lançar prédios
com vistas panorâmicas em La-
ranjeiras (trecho de encosta) e
Grajaú (Pedra do Andaraí).
A Zona Norte, aliás, também
oferece novos ângulos de suas
paisagens. Cobiçada pelas cons-
trutoras, a área de São Cristóvão
ganhou recentemente cerca de
14 prédios novos, o que repre-
senta emtorno de dois mil apar-
tamentos, parte deles debruça-
da sobre a Quinta da Boa Vista
— paisagem, até então, possível
apenas em sobrevoo.
— Tenho uma amiga que
mora de frente para a Quinta e
é o máximo. Não havia antes
desses condomínios locais
com vista tão ampla do par-
que. Acho que São Cristóvão
vai ficar valorizado — acredita
a moradora do bairro Eliete
Gomes de Souza. ■
O GLOBO NA INTERNET
OPINIÃO Da sua janela, você vê
um ângulo novo de uma paisagem
carioca? Fotografe e mande para
a gente
oglobo.com.br/participe
VARANDAS DO Condomínio Península (à esquerda), na Barra,
debruçadas sobre a Lagoa de Camorim e as montanhas; já acima, a
visão da Quinta da Boa Vista a partir do condomínio Quinta do Conde
Fotos de Márcia Foletto
CONCURSO DE PAISAGENS INÉDITAS: MOSTRE A SUA
● Para descortinar os novos ângulos de paisagens cariocas, o site do GLO-
BO manterá a partir de hoje, na ferramenta “Eu, repórter”, a categoria
“novos ângulos do Rio”, para a qual os internautas que tenham belas
paisagens da janela de casa possam enviar fotos panorâmicas e votar nas
mais bonitas. As vencedoras depois serão mostradas no site e na edição
impressa do GLOBO. Se, da sua janela, você vê um ângulo novo de uma
paisagem carioca, fotografe e mande para: oglobo.com.br/participe.
RIO

21 Domingo, 12 de junho de 2011 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 21 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 25 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Instituto tem 11
profissionais
cadastrados
Mas Rio não oferece
curso universitário
para essa carreira
● Tanto encantamento em rela-
ção à profissão pode ter rela-
ção, acredita a dupla, como fato
de parecer inusitado haver ar-
queólogos numa cidade praiana
e num estado que não dispõe
sequer de curso universitário
para a profissão (apenas Espíri-
to Santo e Rondônia oferecem
essa graduação). Impossível sa-
ber o número exato de arqueó-
logos existentes no Rio, pois são
ligados a diferentes instituições,
entre elas, museus. Mas no Ins-
tituto de Arqueologia Brasileira
(IAB), ao qual Marcelle e Rhuam
são membros, o grupo é forma-
do por 11 profissionais.
Marcelle conta nunca ter so-
nhado na infância em se tor-
nar uma arqueóloga. Decidiu,
na adolescência, fazer faculda-
de de História.
—Durante a faculdade, ofere-
ceram um curso teórico de ar-
queologia brasileira e, depois
de ficar emdúvida, resolvi fazer.
Certo dia, por acaso, fazendo
uma corrida rústica, em Duque
de Caxias, percebi que havia um
sambaqui (acúmulo de restos
de conchas, ossos, fogueiras,
ferramentas e vestígios mortuá-
rios, encontrados no litoral bra-
sileiro). Avisei ao pessoal do
curso e montamos um grupo de
estudo. Acabei indo fazer um
estágio no Museu Nacional e aí
começou a minha história...
Ao completar a faculdade de
História, Marcelle, então, conse-
guiu, posteriormente, se tornar
uma arqueóloga com as suas
atividades ligadas a essa função
no museu. Em nove anos de
profissão, já trabalhou emcerca
de 30 sítios arqueológicos noes-
tado. Ela se entusiasma com a
profissão que exerce:
— É como tocar na História.
Já Rhuam fez o caminho in-
verso. Na adolescência, por in-
centivo da tia, que era arqueó-
loga gestora do IAB, passou a
frequentar a instituição e a fa-
zer pequenas tarefas, como la-
var o material arqueológico. O
primeiro trabalho de campo
foi em 2002, em Itaboraí, quan-
do a equipe fez o levantamen-
to, a prospecção e o resgate e
achados históricos numa área
da antiga Companhia Estadual
de Gás (CEG).
Às pessoas pouco informa-
das, que associam a profissão
de arqueólogo apenas à desco-
berta de fósseis e múmias,
Marcelle e Rhuam explicam fa-
zer parte de um minucioso e
paciente trabalho em 42 sítios
arqueológicos encontrados,
desde janeiro do ano passado,
no trajeto do Arco Metropoli-
tano (ligará as rodovias dos
municípios de Itaboraí, Magé,
Guapimirim, Duque de Caxias,
Nova Iguaçu, Japeri, Seropédi-
ca e Itaguaí).
Já foram encontradas, por
exemplo, peças de cerâmica,
ferro e louça dos séculos XVI,
XVII, XVIII e XIX, uma urna fune-
rária tupi-guarani, louça chine-
sa, entre as preciosidades. Na
avaliação do governo do esta-
do, responsável pelas obras da
rodovia, essas descobertas ga-
nham mais importância porque
não havia informações de ar-
queologia, até então, na Baixada
Fluminense. ■
Arqueólogos com orgulho.
Mas sem essa de Indiana...
Profissionais contam que profissão é cercada de mitos
Laura Antunes
● Tão instigante quanto as des-
cobertas que eles fazem é o fas-
cínio que a profissão que exer-
cem desperta nas pessoas de
um modo geral. Ser arqueólogo
em pleno Rio de Janeiro é pro-
var um pouco do gostinho da
notoriedade, como atestam os
cariocas Marcelle Mandarino,
de 30 anos, e Rhuam Carlos Al-
ves de Souza, de 32. Arqueólo-
gos de campo há quase uma dé-
cada, eles ainda se veem cerca-
dos pela curiosidade de amigos
e desconhecidos. E principal-
mente de crianças. Mas a dupla,
atualmente debruçada com es-
pátulas e trinchas sobre um sí-
tio arqueológico emSeropédica,
também já se acostumou a res-
ponder, com todo o fairplay, às
duas indefectíveis perguntas
dos curiosos:
—“Você já achou um dinos-
sauro?” e “Você é que nem o
Indiana Jones?” é o que 95%
das pessoas me perguntam
quando eu digo qual é a minha
profissão — diverte-se Marcel-
le, acrescentando que as tais
perguntas vêm sempre acom-
panhadas por uma aura de en-
cantamento, especialmente se
forem feitas por uma criança.
Pode parecer estranho, mas,
na verdade, os arqueólogos não
gostam muito dessa compara-
ção com o charmoso persona-
gem da saga cinematográfica
“Indiana Jones”, interpretado
pelo ator Harrison Ford.
— Para salvar uma única pe-
ça, ele destrói tudo que está à
volta. E no filme ele é um antro-
pólogo —completa Rhuam, que
não reclama muito da compara-
ção. — Por causa desse perso-
nagem, a nossa profissão é sem-
pre ligada à aventura.
Pedro Kirilos
RHUAN Carlos Alves e Marcelle Mandarino trabalham em sitio arqueologico na região de Seropédica
22

RIO Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

RIO

PÁGINA 22 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 01: 49 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
OTEMPONOGLOBO
RIO

23 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 23 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 42 h PRETO/BRANCO
E não é que a
bandeja sumiu?
Garçom das antigas avalia o serviço do Gero
Salão reúne 67 editoras
de livros infantojuvenis
Evento será realizado até o dia 17 no Centro
de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova
● O Centro de Convenções da
SulAmérica, na Cidade Nova,
será palco até o próximo dia
17 do 13
o
- Salão FNLIJ (Funda-
ção Nacional do Livro Infantil
e Juvenil) do Livro para Crian-
ças e Jovens. O tradicional
evento reúne 67 editoras, que
apresentam lançamentos e ho-
menageiam a língua portugue-
sa, através de autores convi-
dados como o português Ra-
miro Osório, o moçambicano
Miguel Ouana e a angolana Ma-
ria de Lourdes Soares.
São 72 estandes que podem
ser visitados de segunda a sex-
ta, das 8h30m às 18h; e sábado
e domingo, das 10h às 20h.
Muitas atividades acontecem
simultaneamente: leitura de
histórias, lançamentos, bate-
papo com autores e perfor-
mance de ilustradores.
Bia Hetzel, autora de dois
lançamentos, confirma a tradi-
ção do evento:
— O Salão FNLIJ já é espera-
do todos os anos por autores e
apaixonados por livros para
crianças, como ummomento de
festa e encontro. Este ano, de-
pois de um período de jejum de
lançamentos, vou ao salão com
dois novos títulos: “A troca” e
“O balde das chupetas”.
Assi m como nas outras
edições, a feira traz também
a Biblioteca para Bebês e o
2
o
- Encontro Nacional do Va-
rejo do Livro Infantil e Juve-
nil. Além disso, cada criança
ou jovem visitante ganha um
livro na saída. A FNLIJ dispo-
nibilizou 35 mil unidades pa-
ra distribuição.
Além de Bia Hetzel, Ana Ma-
ria Machado; Ana Arruda Cal-
lado; Ana Terra; Anna Claudia
Ramos; Bia Bedran e Ziraldo
vão participar do festival.
O Centro de Convenções Su-
lAmérica fica na Avenida Paulo
de Frontin 1, próximo ao metrô
do Estácio. Mais informações
podem ser obtidas pelo telefo-
ne 3293-6700. O ingresso custa
R$ 4. Maiores de 65 anos, por-
tadores de deficiência e profes-
sores não pagam. ■
Simone Marinho
FRANCISCO BARROSO, há 40 anos garçom : ‘O couvert chega aos poucos, sem pedir’
Luciana Fróes
● A primeira reação de Francisco
Barroso, há 40 anos garçom do
Bar Lagoa, diante do salão do res-
taurante Gero, em Ipanema, foi
curiosa: “Onde estão as bande-
jas? Os garçons carregam os pra-
tos na mão? Então quer dizer que
isso é chique?”. Na mosca, Barro-
so! Em fração de segundos, esse
cearense de 60 anos, que desde
os 19 exerce a profissão (no mes-
mo lugar) viu o que talvez boa
parte dos frequentadores de res-
taurantes estrelados (e aqui faço
mea culpa) não tenha se dado
conta: e não é que as bandejas es-
tão mesmo saindo de cena?
Durante as duas horas em que
almoçamos juntos —e não vimos
uma bandeja sequer — desfru-
tando de bons vinhos e uma pas-
ta fresca adorável, o simpaticíssi-
mo Barroso (mandando para o
espaço a fama de garçons mal hu-
morados da casa) discorreu so-
bre as diferenças entre esses dois
endereços clássicos da cidade,
que apesar de desfrutarem do
mesmo prestígio, têmperfil e prá-
ticas de trabalho distintas. Uma
delas? Vamos lá:
— Aqui o couvert vem chegan-
do aos pouquinhos, sem o cliente
pedir — repara Barroso, surpre-
so com a seleção de petiscos
que, num piscar de olhos, tomou
conta da nossa mesa: tartare de
atumno azeite, lascas de parmeg-
giano, abobrinhas fritas, pães de
miga crocantes, grissini..
O preço dessa seleção de finas
iguarias? R$ 20, contra os R$ 9 co-
brados no Lagoa, mais modesto,
mas também farto: cesta de pão,
picles, azeitonas, patê, ovos de
codorna, manteiga e a clássica
mostarda preta tipo alemã:
— Mas só vai para a mesa se o
cliente pedir. A norma é essa.
Acostumado a passar sete, oi-
to horas do seu dia de bandeja
em punho, em meio a gritaria e
correria, ele estranhou a calma-
ria do salão do Gero. Barullho?
Quase nenhum, graças ao eficien-
te tratamento acústico do restau-
rante (“acho até que eu ficaria
com sono..”). Correria? Pouca,
muito pouca. Afinal, o Gero traba-
lha com 23 profissionais na linha
de frente, que se alternam para
atender os 80 lugares da casa. No
Bar Lagoa, que dispõe do dobro
de lotação, são enxutos dez pro-
fissionais em ação.
— Chegamos a atender até dez
mesas de uma vez. E nunca tive-
mos maître mandando na gente.
Todos nós sabemos direitinho o
que fazer— conta Barroso — O
Alves (maître do Gero), se bater
na nossa porta, vai voltar sem
emprego — brinca ele, que, aos
60 anos, por incrível que possa
parecer, é dos mais jovens de
uma equipe de garçons onde al-
guns já passaram dos 70 anos.
Quando o assunto é chef, ele
faz uma simpática careta e conta
que o Bar Lagoa também nunca
teve nenhum. E torce para que
não tenha. Não precisa...
— Todos nós viemos da cozi-
nha. Comecei lavando prato e
aprendi muito vendo a turma tra-
balhar. Quando acontece de al-
guém faltar, nos desdobramos
em muitos. Dá certo — atesta.
Quem garante a excelência da
salada de batata, do kassler ou o
bife à milanesa ( que chega a ocu-
par o prato todo), e outros clás-
sicos da casa, é um time de cozi-
nheiros anônimos, cearenses e
piauienses, com décadas de ca-
sa. O cardápio é praticamente o
mesmo. O prato mais novo dali é
o estrogonofe. E isso foi há dez
anos...
— Dia desses servi um cliente
que morou 20 anos fora. Ele pe-
diu nosso bolo de carne e disse
que estava igualzinho — conta.
Mas aí, justiça seja feita, no
quesito qualidade, o Gero tam-
bém não deixa a bandeja cair. Ou
melhor, mantém o padrão. Por
que a bandeja, agora aprende-
mos, já caiu há tempos...
Outras notícias daEditoriaRionas páginas 25a32.
Acolunade
AncelmoGois
● Página 26 e 27
Seringueiras para
cumprir metaolímpica
● Página 31
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24

RIO Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 24 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 33 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
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RIO

25 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 25 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 01: 49 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Cineastas viramprofessores emfavelas doRio
Programa Laboratório oferece aulas de audiovisual para moradores do Complexo do Alemão e de Manguinhos
Ediane Merola
● O Rio costuma inspirar traba-
lhos de sucesso no cinema e,
volta e meia, fica bem na fita em
produções nacionais e até es-
trangeiras. De olho na fama da
cidade, que é um dos maiores
pólos de produçãocinematográ-
fica do país, muita gente faz cur-
sos de edição, roteiro, direção e
fotografia, que são oferecidos
em vários locais, inclusive em
favelas cariocas. Projetos conso-
lidados na última década, como
os realizados pela Central Única
de Favelas (Cufa), pelo grupo
AfroReggae e pelo Observatório
de Favelas, estão sempre com
vagas abertas, mas profissionais
respeitados no mercado dizem
que ainda falta mão de obra es-
pecializada. Na esperança de as-
sistir ao final feliz dessa história,
o programa Laboratório – Expe-
rimentações Audiovisuais che-
gou na semana passada ao Com-
plexo do Alemão e hoje encerra
a temporada em Manguinhos,
oferecendo oficinas para des-
pertar o interesse dos jovens.
As aulas do Laboratório, que
já passou por seis cidades bra-
sileiras, estão sendo frequenta-
das por 60 alunos no Rio, a
maioria de escolas públicas. O
projeto é idealizado pelo Institu-
to Claro, em parceria com a Ca-
sa Redonda Produções e os ci-
neastas Philippe Barcinski e
Marco Del Fiol, que tentam pas-
sar para a turma mais do que
conhecimentos técnicos.
— O objetivo da oficina é tra-
balhar com poética, linguagem.
Quem participa vai para a rua,
fotografa, faz vídeos, edita. Tra-
balhamos a autoestima. Para o
aluno, isso é muito transforma-
dor, porque ele estava acostu-
mado a fazer uma foto dele mes-
mo, no máximo uma paisagem.
É como se estivessem apren-
dendo uma nova língua — diz
Fiol, ressaltando que as aulas
não têm a pretensão de formar
profissionais. — Quero mudar o
jeito de olhar.
As fotos e os vídeos feitos pe-
los alunos seguem um tema. O
escolhido no Alemão, complexo
de favelas ocupadas pelo Exér-
cito desde outubro do ano pas-
sado, foi “Poder”. O cenário, a
própria comunidade. Yan Carlos
Santos da Silva, de 17 anos, es-
colheu registrar o cotidiano dos
moradores na Vila Olímpica.
— A ideia é mostrar como os
poderes oficiais ajudam a orga-
nizar a vida nas comunidades —
conta o adolescente, que está
no 3
o
- ano do ensino médio —
Hoje não penso (em audiovi-
sual) como profissão, mas quem
sabe o meu futuro?
Gustavo Stephan
AS AMIGAS Ingrid Souza e Catia Rocha: alunas do Laboratório
Cacá Diegues
quer formar
profissionais
Diretor de cinema
acredita no potencial
das comunidades
● Um dos organizadores do
curso da Cufa, o cineasta Cacá
Diegues tem uma certeza: ape-
sar da difusão da cultura audio-
visual para a população leiga, o
que ele gosta mesmo é de for-
mar profissionais interessados
em entrar para o mercado:
— Prefiro me relacionar
com alunos que tenham como
objetivo trabalhar com o au-
diovisual e não tratá-lo apenas
como hobby. Reconheço a im-
portância da difusão dessa
cultura, mas tenho mais pra-
zer em preparar um jovem pa-
ra exercer seu papel de cineas-
ta, seja em que área for.
Acostumado a trabalhar
com jovens em favelas, Cacá
enxerga o potencial dessa tur-
ma, cujo principal obstáculo
ainda é o fator social:
— Em todas as oficinas que
realizei com esse público, so-
bretudo a de preparação para
“5XFavel a, agora por nós
mesmos” (produzido por Ca-
cá), o principal problema era
o nível social e não cultural.
Para obter a presença cons-
tante, precisamos recorrer a
vales-transportes e de ali-
mentação. Nos cursos da Cu-
fa e do Nós do Morro, essas
oficinas e palestras devem
ser preferencialmente no fim
de semana, quando não estão
na escola ou no trabalho. Mas
eles compensam isso com um
amor ao cinema.
Jovem do Alemão é exemplo
de democratização da mídia
Professor de história e parti-
cipante do Laboratório, Julio
Azevedo, de 34 anos, templanos
de desenvolver um trabalho na
área de cultura da imagem com
seus alunos e viu na oficina uma
fonte de aprendizado:
— Quero oferecer oficinas
de imagem, usar os vídeos que
vamos produzir aqui.
As amigas Ingrid Souza e Ca-
tia Rocha, de 16 anos, também
percorreram o Alemão em bus-
ca de flagrantes. Mais do que
as cenas captadas, a maior li-
ção foi entrar em contato com
o mundo audiovisual.
—Temos que deixar desabro-
char nosso lado criativo. Diaria-
mente somos sufocados pela ro-
tina. Esse espaço experimental é
importante para instigar o jo-
vem — afirma Irene Ferraz, dire-
tora e fundadora da Escola de
Cinema Darcy Ribeiro, que ofe-
rece cursos regulares e em par-
ceria comONGs. —Hoje há mui-
tas possibilidades para fazer cir-
cular um vídeo. Antes havia um
lugar sagrado, a sala de cinema.
Mas tudo ganhou velocidade, é
tudo novo, e o audiovisual está
entrando nisso.
Diretora da Escola de Comu-
nicação da UFRJ, a professora
Ivana Bentes cita o jovem Re-
né Silva, do Complexo do Ale-
mão, como uma experiência
bem-sucedida na área:
— Ele conseguiu produzir mí-
dia. A mídia somos nós, qual-
quer um pode ser. Hoje é como
saber ler e escrever. ■
O GLOBO NA INTERNET
VÍDEO Veja um dos filmes
produzidos pelos alunos
oglobo.com.br/rio
26

RIO Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 26 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 40 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
TV Globo/Ique Esteves
O DOMINGO É de
Suyane Moreira, a
linda morena de
origem indígena e
africana, de 28
anos. A bela será
uma das estrelas
de “As brasileiras”,
na nova temporada
da série do mestre
Daniel Filho, que
estreia na TV
Globo no segundo
semestre. “Aí está
uma boa represen-
tação da mulher
brasileira”, reveren-
cia Daniel. Nascida
em Juazeiro do
Norte, CE, Suyane
correu o mundo
como modelo e é
mãe de Davi, de 1
ano. Na TV, atuou
em “’Amazônia”,
no “Sítio do
Picapau Amarelo”
e em “Araguaia”
Negra na cozinha
O declínio do emprego do-
méstico e sua valorização sa-
larial mostram que o Brasil
tende a ficar parecido com os
países mais prósperos.
Mas um estudo do econo-
mista Marcelo Paixão, profes-
sor da UFRJ e coordenador do
Laeser, infelizmente, não pa-
rece sugerir que este tipo de
trabalho esteja propriamente
em extinção.
E mais...
Doméstica negra é o que
mais há. Segundo o IBGE/PME,
uma em cada cinco trabalha-
doras pretas e pardas ainda é
empregada doméstica (o per-
centual exato é 20,1%).
Entre as brancas com algu-
ma ocupação, esta proporção
é de uma em cada dez (9,9%).
A queda...
A boa noticia é que, na com-
paração dos meses de feverei-
ro de 2003 e de 2011, o peso
relativo deste trabalho entre
as mulheres ocupadas caiu de
16,7% para 14,6%.
No caso das brancas, o de-
clínio foi de 1,4 ponto percen-
tual. No das pretas e pardas,
de 4,4 pontos percentuais.
Corrida do óleo
O Brasil do pré-sal não para
de atrair empresas estrangeiras.
A americana Vanco Energy
Company, que andou descobrin-
do petróleo no lado de lá do
Atlântico, na costa da África,
contratou o executivo Fernando
Borensztein, da Devon, para cui-
dar de seu novo escritório aqui.
Outra...
Acanadense Niko Resources
também descobriu o Brasil.
Cordel encarnado Casas Bahia, o filme
A vida de Samuel Klein, 87
anos, o polonês que fugiu da
guerra e fundou as Casas Ba-
hia, vai virar filme.
Será produzido por Iafa
Britz, que levou 5 milhões de
pessoas aos cinemas com o
longa “Nosso lar”.
ZONA FRANCA
● A Cena Muda, banca de Adda Di
Guimarães, na Praça General
Osório, festeja o Dia dos Namorados
com polêmica exposição de Barbies.
● Dom Paulo Evaristo Arns e a
advogada Eny Raimundo Moreira
serão homenageados terça pelo MPF.
● Cláudia Sardinha lança uma
websérie. O primeiro episódio vai ao ar
hoje no www.querosersolteira.com.
● Sérgio Franco e Marcos Musafir
comandam o XXV Ortra Internacional.
● Valter Hugo Mãe lança na Flip “Má-
quina de fazer espanhóis” (Cosac Naify).
● Médicos do Centro de Medicina
Reprodutiva Huntington farão pa-
lestra em Campo Grande, dia 15.
● O desembargador Antônio Carlos
Amorim festeja aniversário amanhã
em família.
● A vereadora Teresa Bergher faz
festa portuguesa amanhã na Câmara.
Wanda no cinema
Depois de Lula e FH, vem aí
um filme de Dilma.
André Klotzel, o cineasta,
comprou os direitos de filma-
gem do livro “O cofre do Ade-
mar”, que será lançado em ju-
lho pelo jornalista Alex Solnik
e pelo ex-dirigente da VAR-Pal-
mares Roberto Espinosa.
Cofre do Ademar...
O livro conta histórias da
guerrilha na ditadura, entre as
quais a do roubo de US$ 2,5 mi-
lhões que estavamnumcofre na
casa de uma amante do ex-go-
vernador Ademar de Barros, em
Santa Teresa, no Rio, em 1969.
A VAR-Palmares era a organi-
zaçãoemque Wanda (codinome
de Dilma na guerrilha) militava.
FH, 80
Vemaí, pela Editora Record,
um livro no qual FH faz, aos 80
anos, um balanço das mudan-
ças ocorridas no mundo nas
últimas oito décadas.
ANCELMO
GOIS
oglobo.com.br/ancelmo
O S a l -
gueiro vai
falar de li-
teratura de
cordel no
carnaval.
“Cordel
br anco e
encarnado”
(veja a logo
aqui ao lado) é o nome do en-
redo criado por Renato Lage,
nosso grande carnavalesco.
Chico na rede social
O novo di sco de Chi co
Buarque chega às lojas em ju-
lho pelo selo Biscoito Fino.
Quem comprar o CD na pré-
venda vai ganhar uma senha de
acesso a um site que acompa-
nha o processo de gravação.
Cena carioca
Já se ouviu muita história
ocorrida em botequim do Rio.
Mas esta parece inédita.
Sábado passado, três boê-
mios, umdeles emcadeira de ro-
das, chegaram já meio de pile-
que ao Bip Bip, em Copacabana.
Beberam mais e, lá pelas tantas,
chamaram um táxi e partiram.
E daí?...
Daí que, pouco depois, toca o
telefone, e Alfredinho, dono do
boteco, atende. Dooutroladoda
linha está uma senhora aflita:
— Alô, é do Bip Bip? Sabe o
que é, seu Alfredo, fico até sem
graça de falar. Meu marido es-
teve aí há pouco, bebeu demais
e acabou esquecendo a... ca-
deira de rodas.
Há testemunhas.
No mais
Dilma, Ideli e Gleisi. O trio
cospe fogo. Sai de baixo.
R
e
p
r
o
d
u
ç
ã
o
vencer um concurso tão disputado
não foi nada fácil.
mas olha só o lugar onde
o vencedor vai descansar.
A organização do concurso escolheu um novo vencedor seguindo o regulamento da promoção
“Pensar para Conservar”. A Infoglobo e a Vale vão premiar uma nova resposta com até 200 caracteres que é:
Resposta - Através de políticas públicas que incentivem o manejo florestal sustentável,
e da criação e fortalecimento de unidades de conservação de modo que estas gerem emprego
e renda para as comunidades locais. oduvaldo Gonçalves de oliveiRa Filho.
Ele ganhou uma viagem à Amazônia, com direito a acompanhante. Ficará hospedado no resort no coração
da floresta e também vai conhecer a Mina de Carajás, no Pará. Parabéns Oduvaldo.
O leitor premiado anunciado anteriormente terá sua viagem garantida.
RIO

27 Domingo, 12 de junho de 2011 • 2ª edição O GLOBO RIO

27 Domingo, 12 de junho de 2011 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 27 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 25 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
GATÃO DE MEIA-IDADE Miguel Paiva
CORREÇÃO
● Por um erro de informação, o nome do aluno Ighor Vieira
Santos Rodrigues foi indevidamente publicado na edição
de ontem do GLOBO, na página 25, como sendo também
vítima de agressão na Escola Alemã Corcovado, ocorrida
há dez meses. O único agredido foi o aluno Felipe Jucá Ca-
sarlade, cujos pais entraram com uma ação de reparação
por danos na 49
a
- Vara Cível do Rio.
Em Friburgo, o
mesmo cenário
de destruição
Cinco meses após
as chuvas, ainda há
falta de água e luz
Natasha Mazzacaro
● Casas no bairro de Córrego
D’Antas, em Nova Friburgo,
que abrigavam famílias, estão
hoje tomadas por blocos de la-
ma seca, que preenchem qua-
se todos os cômodos. O abas-
tecimento de água não é fre-
quente e uma única residência
fornece energia, por meio de
gatos na rede elétrica, para ou-
tras cinco famílias vizinhas. O
esgoto corre a céu aberto. O
cenário dá a impressão de que
a enchente que destruiu parte
da cidade serrana em janeiro
passado aconteceu ontem,
embora a tragédia complete
cinco meses hoje.
Segundo o presidente da As-
sociação de Moradores de
Córrego D’ Ant as, Sandro
Schottz, quase nada foi feito
pela região desde então.
— A tragédia mostrou a falta
de estrutura do município. A
ausência de um trabalho de
prevenção, em décadas, foi re-
velada em janeiro. Os órgãos
públicos não têmtomado atitu-
des, e as únicas melhorias que
tivemos partiram da iniciativa
popular. Depois de cinco me-
ses, ainda estamos tirando la-
ma de dentro de casa —lamen-
ta Schottz, lembrando que só
houve obras provisórias.
O comerciante Cimei Daniel
Fourny não se conforma com a
vala de esgoto ao lado de casa.
Quando chove, os detritos in-
vadem seu quintal:
— Queremos que a prefeitu-
ra drague o rio. Já começaram
a aparecer ratos e baratas, e eu
tenho muito medo de que a mi-
nha filha pegue uma doença.
Segundo o secretário de Co-
municação de Nova Friburgo,
David Massena, a prefeitura tra-
balha, desde a tragédia, na re-
moção de barreiras e lama. Ain-
da de acordo com ele, mutirões
são feitos com frequência nos
fins de semana, com o apoio
dos moradores da região. ■
● A ÍNTEGRA DESTA
REPORTAGEM ESTÁ
PUBLICADA NO GLOBO SERRA
Professora flagrada com
aluno diz que errou
Ela, o marido e o jovem de 15 anos prestam
depoimento na 88
a
-
DP (Barra do Piraí)
Dicler de Mello e Souza
● O delegado da 88
a
- DP (Barra
do Piraí), Márcio Pereira Teixei-
ra de Melo, disse ontem que a
professora Roberta Campos
Carvalho de Pase, de 38 anos,
reconheceu que errou, mas não
demonstrou arrependimento.
Ela foi flagrada, na manhã de
sexta-feira, com um aluno de 15
anos, numquarto do Motel Cha-
lé, em Barra do Piraí, no Sul Flu-
minense. O marido, o comer-
ciante Cláudio Achille de Pase,
de 49 anos, foi quem deu o fla-
grante. Ele chegou a quebrar a
porta do quarto onde estavama
mulher e o adolescente.
Segundo o delegado, o dono
do motel não quis registrar quei-
xa na delegacia, o que livrou o
comerciante de ser indiciado
por violação a domicílio e dano.
Na delegacia, marido e mulher
discutiram sobre a separação e
a guarda dos filhos. Roberta dis-
se ao delegado que fora fiel a
Cláudio por 15 anos, mas não
explicou o motivo da traição:
—Ela disse que foi a primeira
vez que traiu o marido. O aluno
também disse ter sido a primei-
ra vez que saiu com a professo-
ra. Ele estava muito assustado.
Todos os envolvidos voltarão a
depor na semana que vem.
O jovem estava acompanha-
do de um advogado e do pai,
que demonstrou estar bastante
aborrecido. Omarido conseguiu
localizar a professora no motel
graças ao GPS instalado no car-
ro dela. O delegado não soube
dizer se o aparelho fora coloca-
do pelo comerciante para segui-
la de Volta Redonda, onde mo-
ram, até o motel. Para o policial,
a decisão do marido de chamar
jornalistas para presenciarem o
flagrante teve como objetivo
desmoralizar a professora. Se-
gundo ele, Cláudio já estava des-
confiado da traição da mulher.
— Ele disse que chegou a
questionar sua suspeita ante-
riormente com a esposa, mas
ela negou — contou o policial,
acrescentando que o episódio
está mais próximo do âmbito
da Vara de Família do que da
Vara Criminal.
De acordo com o delegado, a
mulher, ao que tudo indica, não
forçou o aluno a ir ao motel ou
prometeu qualquer vantagem,
não sendo considerado, portan-
to, ato de corrupção de menor.
Também não ocorreu abuso se-
xual ou estupro de vulnerável,
que se configura quando a víti-
ma tem até 14 anos. ■
F
o
t
o
s
d
e
a
r
q
u
i
v
o
O passado chegou
COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, MARCEU VIEIRA, AYDANO
ANDRÉ MOTTA E DANIEL BRUNET
Email: coluna.ancelmo@oglobo.com.br • Fotos: fotoancelmo@oglobo.com.br
Cazuza, que sabia tudo, cantou primeiro, em1989, na lin-
da “Otempo não para”: “Eu vejo o futuro repetir o passado,
eu vejo um museu de grandes novidades”. Virou profecia,
na maré retrô que inunda o cotidiano. Alguns exemplos:
● A FINAL DA LIBERTA-
DORES: O principal tor-
neio do continente terá a
mesma decisão de 1962,
entre Santos e Peñarol.
Daquela vez, os brasilei-
ros suaram a camisa para vencer — e olha que tinham o maior time
da História. O Santos ganhou o primeiro jogo por 2 a 1, os uruguaios
devolveram com um 3 a 2 na Vila Belmiro, e, na terceira partida,
Pelé e seus companheiros atropelaram os adversários num 3 a 0.
● VIVA, O CANAL: A ideia simples de reprisar sucessos do passado da
TVGlobo transformou-se emmania nacional. “Vale tudo”, “Anos rebeldes”,
“Viva o gordo” e “TV Pirata” são alguns dos novos velhos sucessos.
● “O ASTRO”: A novela de Janete Clair, estre-
lada por Francisco Cuoco na sua versão origi-
nal, que teve 185 capítulos, entre 1977 e
1978, voltará agora, na TV Globo, comRodrigo
Lombardi (à direita) como protagonista.
● LEGIÃO URBANA: O inesquecível grupo de rock liderado por Re-
nato Russo virou hit novamente, com duas canções inesquecíveis.
“Eduardo e Mônica” foi o assunto da semana na internet brasileira,
por causa de um clipe produzido por uma operadora de telefonia,
que liderou os tópicos nacionais, mas depois foi acusado de plágio
por uma concorrente. “Faroeste caboclo”, outro sucesso da Legião,
vai ganhar uma versão para os cinemas, já em fase de filmagem.
No mais, é como diz mestre
Millôr Fernandes: “Passado é o
futuro, usado.”
Aydano André Motta
● MODA: No eterno vaivém dos
estilistas, renascemagora, direto
dos anos 1980, os óculos Way-
farer, da Ray-Ban; dos 1970, a calça pantalona; e os sa-
patos Oxford, uma invenção inglesa do século XVII, que
anda nos pés das moças de bom gosto.
Ón
¬
," ,"
¬
ә 2ª edição º 0 0L0B0 º Dcminec, 12 de |unhc de 2011
'Acssc orcjc|c é
cac c c/JcJc
scjc m/s|c'
¬ Foi Jilïcil lozcr muJoncos?
H!DALSD: Levou temµo. Mas e
µreciso vontade µoÌitica µara la-
zer. De 2OO1 a 2OO8, linanciamos
8O miÌ novas habitações sociais
emParis. De 2OO8 a 2O14, haverá
mais 4O miÌ habitações sociais,
se|a em construções novas ou
não. Lm aÌguns casos, a µrelei-
tura comµrou µredios inteiros
µara translormá-Ìos em habita-
ção sociaÌ e manter uma µoµu-
Ìação que seria rechaçada. Nos-
so µro|eto µoÌitico e que a cida-
de se|a mista no µÌano sociaÌ.
¬ Como luncionom os hobiio
cõcs sociois cm Poris?
H!DALSD: Deµendendo da ren-
da da µessoa, há três categorias
de habitação sociaÌ: uma µara
as µessoas muito deslavoreci-
das, que vivem graças à a|uda
do estado ou da cidade. Das 7O
miÌ habitações que teremos ate
2O14, estas µessoas vão se be-
neliciar de um terço. Com a a|u-
da, o µreço µode ser reduzido
µara 11 euros o metro quadra-
do. Uma segunda categoria, que
se beneliciará de outro terço
destas habitações, são as cÌas-
ses medias baixas, como a µro-
lessora, o emµregado de escri-
torio, os Ìixeiros da cidade, que
trabaÌham mas têm uma renda
baixa, em torno de saÌário mini-
mo. Lstas µessoas vão µagar
entre 12 euros a 14 euros o me-
tro quadrado, e ainda vão rece-
ber uma a|uda à habitação dada
µeÌo Lstado. A µreleitura acres-
centa uma a|uda às muÌheres
sozinhas com crianças. Isso
µermite que estas µessoas vi-
vam em Paris.
¬ L o icrcciro coicgorio o sc
bcnclicior?
H!DALSD: Lsta terceira cate-
goria ganha meÌhor, entre 8 miÌ
a 4 miÌ euros µor mês µor casaÌ
comcrianças. LmParis, comes-
te saÌário, não se consegue mo-
rar conlortaveÌmente numa ha-
bitação µrivada. Neste caso, a
a|uda µermite um aÌugueÌ em
torno de 18 euros a 2O euros o
metro quadrado. Lstas µessoas
não têma|uda do Lstado, mas o
µreço que vão µagar µeÌo aÌu-
gueÌ sera 2b/ a 8O/ mais baixo
do que o µreço de mercado.
¬ Como é o Jisiribuicôo?
H!DALSD: L diliciÌ, µorque a
demanda e muito grande. Cria-
mos um sistema de distribuição
transµarente µara que não ha|a
cÌienteÌismo. Antes de 2OO1
(quando os sociaÌistas chega-
ram ao µoder em Paris), o µre-
leito dava aµartamento µara
quem eÌe quisesse. Nos criamos
uma comissão, da quaÌ lazem
µarte eÌeitos da direita e da es-
querda, assim como associa-
ções que se ocuµam de µrobÌe-
mas de habitação. A cada sema-
na, a comissão se reune, exami-
na os dossiês e decide.
¬ Ouol o scu consclho poro ci
JoJcs como o Rio?
H!DALSD: Não cabe a mim dar
conseÌhos, µorque cada cidade
tem sua µarticuÌaridade. Mas
acho que e µreciso evitar lazer
cidades com zonas muito dile-
rentes. Os que µensam que µo-
dem conter as µessoas em lun-
ção de sua renda vão ter µrobÌe-
mas de segurança. AsoÌução µa-
ra as cidades e lazer µessoas de
cuÌturas e niveis de vida dileren-
tes viverem |untas. Uma cidade
mista me µarece uma condição
sinc ouo non µara segurança.
'/cr/s acc |cm
//(cc ocrc Jcr
c a/aeaém'
¬ Por ouc o misiuro sociol é
iôo imporionic?
H!DALSD: Quando você coÌo-
ca as µessoas que não têm mui-
ta renda na µerileria e eÌas vê-
em o esµetácuÌo dos que vivem
bem e estão conlortáveis, lor-
çosamente, a vontade destas
µessoas vai ser entrar no que,
µara eÌas, µarece um µaraiso.
Lu não acho que se µode viver
bem assim. Uma cidade tem ne-
cessidade de todas as catego-
rias µara luncionar. Cria-se vio-
Ìência e cobiça quando se coÌo-
cam as µessoas de lora.
¬ Conccniror os closscs po
brcs nos locclos Jo Rio é um
crro?
H!DALSD: Lu acho que e µre-
ciso mais lÌuidez. CÌaro, não es-
tamos laÌando das mesmas rea-
Ìidades. Lm2OOb, houve revoÌtas
nas µerilerias de Paris, de µes-
soas que achavam que não
eramconsideradas, e que não ti-
nham nem o direito de vir a Pa-
ris µara trabaÌhar, µorque não
havia meios de transµorte. CÌi-
chy-sous-8ois (bairro da µerile-
ria de Paris onde começou a re-
voÌta), lica a aµenas 1b quiÌôme-
tros de Paris, mas as µessoas Ìe-
vam 1h4Om no transµorte.
¬ Arccolio Jc ?006 é umcxcm
plo Jo ouc poJc ocorrcr?
H!DALSD: L um exemµÌo que
mais se µarece com cidades co-
mo Rio e São PauÌo, e que mos-
tra que não µodemos deixar a
riqueza, muitas vezes ostenta-
toria, concentrada num Ìugar e
deixar de lora a µoµuÌação que
solre. São µessoas de boa le,
que tambem querem que seus
liÌhos estudem e se|am bem-su-
cedidos. Desde 2OO1, decidimos
que Paris deve se abrir às co-
munidades que solrem mais.
TrabaÌhamos com comunida-
des como AuberviÌÌiers (na µe-
rileria). Pagamos uma µarte
dos equiµamentos deÌes. Iize-
mos um acordo com CÌichy-
sous-8ois (onde começou a re-
voÌta) µara trabaÌhar sobre a
questão cuÌturaÌ e dos |ovens. L
no diáÌogo entre a µerileria e
Paris que µodemos resoÌver.
São Ìugares mais µobres, mas
com um µotenciaÌ extraordiná-
rio. O Deµartamento de Seine
Saint Denis (na µerileria da ca-
µitaÌ) e o mais µobre da Irança,
mas e o mais |ovem e com µes-
soas do mundo inteiro.
¬ Trozcr closscs populorcs po
ro o ciJoJc poJc prococor
mclhoro no scguronco?
H!DALSD: Lstou convencida
que sim. Mas e uma convicção
que se aµoia na reaÌidade.
¬ /sso sc oplico oo Rio c Sôo
Poulo?
H!DALSD: Penso que sim, µara
todas as cidades. Se não Ìeva-
mos em consideração questões
como µobreza, acesso à educa-
ção e mistura sociaÌ, e uma re-
ceita µara a catástrole. Paris não
tem Ìição µara dar a ninguem,
mas minha convicção e essa: se
não damos condições dignas de
vida às µessoas, criamos µrobÌe-
mas enormes em materia de se-
gurança, málias, vidas µaraÌeÌas.
O sucesso econômico de µaises
emergentes como 8rasiÌ e Ìndia,
que são µaises lantásticos, com
uma enorme quantidade de |o-
vens e de riqueza, não µode se
lundar numa sociedade a duas
veÌocidades dilerentes, com dis-
µaridade. ®
EN!RE\|S!Æ
Ærre H|4a|ze
'4 orc/c/|arc ccmorca oréJ/cs ocrc |rcas/crmc/cs cm /c|/|c(cc scc/c/'
vice-prefeita de Paris, Anne Hidalec diz que a scluçac prcpcsta pelcs erandes arquitetcs é misturar a pcpulaçac e nac afastar as classes de baixa renda para as periferias cu para as favelas
PARIS. Alastar as cÌasses
µoµuÌares µara lora da
cidade ou concentrá-Ìas
num Ìugar ~ como nas laveÌas ~ e uma receita ex-
µÌosiva: gera vioÌência e µerdas µara a economia Ìo-
caÌ. Quem diz isso e Anne HidaÌgo, vice-µreleita de
Paris e candidata mais cotada µara assumir o co-
mando da cidade em 2O14. Lm entrevista ao GLO-
8O, em Paris, eÌa conta como a caµitaÌ lrancesa,
uma das mais caras do mundo, decidiu aµostar na
¨mixite" (mistura sociaÌ) e está Ìevando as cÌasses
µoµuÌares de voÌta µara as regiões centrais.
HidaÌgo diz que Paris está coÌaborando com o Rio vi-
sando aos 1ogos de 2O16 ~ a caµitaÌ lrancesa loi can-
didata a sediar os |ogos de 2O12, mas µerdeu µara Lon-
dres. Conhecedora da reaÌidade das laveÌas cariocas,
a vice-µreleita diz que e lundamentaÌ manter morado-
res de baixa renda nas áreas mais nobres das metro-
µoÌes, e, µor isso mesmo, mais inacessiveis a esses ci-
dadãos. HidaÌgo reveÌa que em Paris |á existe um sis-
tema de cotas que obriga os construtores a destina-
rem µarte das unidades à cÌasse media baixa.
Deborah BerIinck
D SLDBD: Oouc Rio c Sôo Pou
lo poJcm oprcnJcr com Poris?
ANNE H!DALSD: O ateÌiê de
urbanismo de Paris, que eu
µresido, trabaÌha com o Rio
neste momento, sobretudo na
relorma dos bairros µara os
1ogos OÌimµicos. O Rio quis
aµroveitar o enorme trabaÌho
que lizemos µara a candidatu-
ra de Paris aos 1ogos de 2O12,
que µerdemos µara Londres. A
ideia era que todas as modili-
cações nos bairros µermane-
cessem deµois dos 1ogos.
¬ Ouc ouiros cxpcricncios po
Jcm scr oprocciioJos?
H!DALSD: Iizemos um traba-
Ìho com arquitetos µara o µro-
|eto Grande Paris (Ìançado em
2OO7 µeÌo µresidente NicoÌas
Sarkozy, com o ob|etivo de la-
zer de Paris uma metroµoÌe
mais comµetitiva). Reunimos
dez equiµes internacionais de
arquitetos, µÌuridisciµÌinares,
sob a direção de Christian de
Portzamµarc. Havia arquitetos
como Richard Rogers (ingÌês
que µro|etou o centro Georges
Pomµidou |unto com o itaÌiano
Lnzo Piano). Lm nove meses de
trabaÌho, eÌes revoÌucionaramo
µensamento urbano. A soÌução
dos arquitetos e que se deve
misturar tudo. Lm Paris, nos
insµiramos muito nisso.
¬ O ouc clcs criorom Jc iôo
rccolucionório?
H!DALSD: LÌes trouxeram a
ideia de que Paris tem que ser
mista em todos os sentidos.
Primeiro, sociaÌmente. Uma ci-
dade µrecisa de oµerários µa-
ra µoder luncionar. Não µode-
mos coÌocar os emµregados e
os oµerários que são uteis ao
luncionamento da cidade mo-
rando a bO quiÌômetros de Pa-
ris. Lm Paris, µessoas que mo-
ram em habitações sociais são
instrutores, enlermeiros, as-
sistentes de saude, são cÌas-
ses medias baixas. Cerca de
7O/ dos µarisienses µreen-
chem as condições µara obter
habitação sociaÌ. Há Ìixeiros,
µessoas que se ocuµam de
nossos liÌhos nas creches, mo-
toristas de ônibus, de metrô.
¬ L sc ioJo cssc pcssool lossc
poro o pcrilcrio?
H!DALSD: A cidade não lun-
ciona.
¬ O ouc coccs csiôo lozcnJo
poro monicr os closscs mois
boixos cm Poris?
H!DALSD: Decidimos que cada
habitação nova construida tem
que ter obrigatoriamente bO/
de habitações sociais, e o resto
µrivado. L o que estamos lazen-
do, µor exemµÌo, em CÌichy 8a-
tignoÌÌes (área lerroviária na
lronteira de Paris, que será
translormada em bairro) e no
norte de Paris. AÌem disso, no
centro de Paris, cada vez que
há uma construção nova, imµo-
mos a todos os construtores
µrivados que 2b/ dos aµarta-
mentos têm que ser sociais. No
inicio, eÌes não estavamconten-
tes. Mas agora entenderam que
este e o µreço que têm que µa-
gar µara construir em Paris. L
quando o µredio e bem µeque-
no, nos deixamos o emµreende-
dor acumuÌar os 2b/ µara de-
µois construir um µredio µara
habitação sociaÌ. No 1b
o
- Arron-
dissement (bairro em Paris), há
um µredio novo onde uma µar-
te loi vendida muito cara, mas
uma outra entrada do µredio dá
µara habitações sociais: e a uni-
ca dilerença, µois a lachada do
µredio e a mesma.
Divuleaçac
Æ \|OE-PRE|E|!Æ de Paris, Anne Hidalec. cclabcraçac para 0limpíadas
Ón
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ә 2ª edição º 0 0L0B0 º Dcminec, 12 de |unhc de 2011
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¬ Foi Jilïcil lozcr muJoncos?
H!DALSD: Levou temµo. Mas e
µreciso vontade µoÌitica µara la-
zer. De 2OO1 a 2OO8, linanciamos
8O miÌ novas habitações sociais
emParis. De 2OO8 a 2O14, haverá
mais 4O miÌ habitações sociais,
se|a em construções novas ou
não. Lm aÌguns casos, a µrelei-
tura comµrou µredios inteiros
µara translormá-Ìos em habita-
ção sociaÌ e manter uma µoµu-
Ìação que seria rechaçada. Nos-
so µro|eto µoÌitico e que a cida-
de se|a mista no µÌano sociaÌ.
¬ Como luncionom os hobiio
cõcs sociois cm Poris?
H!DALSD: Deµendendo da ren-
da da µessoa, há três categorias
de habitação sociaÌ: uma µara
as µessoas muito deslavoreci-
das, que vivem graças à a|uda
do estado ou da cidade. Das 7O
miÌ habitações que teremos ate
2O14, estas µessoas vão se be-
neliciar de um terço. Com a a|u-
da, o µreço µode ser reduzido
µara 11 euros o metro quadra-
do. Uma segunda categoria, que
se beneliciará de outro terço
destas habitações, são as cÌas-
ses medias baixas, como a µro-
lessora, o emµregado de escri-
torio, os Ìixeiros da cidade, que
trabaÌham mas têm uma renda
baixa, em torno de saÌário mini-
mo. Lstas µessoas vão µagar
entre 12 euros a 14 euros o me-
tro quadrado, e ainda vão rece-
ber uma a|uda à habitação dada
µeÌo Lstado. A µreleitura acres-
centa uma a|uda às muÌheres
sozinhas com crianças. Isso
µermite que estas µessoas vi-
vam em Paris.
¬ L o icrcciro coicgorio o sc
bcnclicior?
H!DALSD: Lsta terceira cate-
goria ganha meÌhor, entre 8 miÌ
a 4 miÌ euros µor mês µor casaÌ
comcrianças. LmParis, comes-
te saÌário, não se consegue mo-
rar conlortaveÌmente numa ha-
bitação µrivada. Neste caso, a
a|uda µermite um aÌugueÌ em
torno de 18 euros a 2O euros o
metro quadrado. Lstas µessoas
não têma|uda do Lstado, mas o
µreço que vão µagar µeÌo aÌu-
gueÌ sera 2b/ a 8O/ mais baixo
do que o µreço de mercado.
¬ Como é o Jisiribuicôo?
H!DALSD: L diliciÌ, µorque a
demanda e muito grande. Cria-
mos um sistema de distribuição
transµarente µara que não ha|a
cÌienteÌismo. Antes de 2OO1
(quando os sociaÌistas chega-
ram ao µoder em Paris), o µre-
leito dava aµartamento µara
quem eÌe quisesse. Nos criamos
uma comissão, da quaÌ lazem
µarte eÌeitos da direita e da es-
querda, assim como associa-
ções que se ocuµam de µrobÌe-
mas de habitação. A cada sema-
na, a comissão se reune, exami-
na os dossiês e decide.
¬ Ouol o scu consclho poro ci
JoJcs como o Rio?
H!DALSD: Não cabe a mim dar
conseÌhos, µorque cada cidade
tem sua µarticuÌaridade. Mas
acho que e µreciso evitar lazer
cidades com zonas muito dile-
rentes. Os que µensam que µo-
dem conter as µessoas em lun-
ção de sua renda vão ter µrobÌe-
mas de segurança. AsoÌução µa-
ra as cidades e lazer µessoas de
cuÌturas e niveis de vida dileren-
tes viverem |untas. Uma cidade
mista me µarece uma condição
sinc ouo non µara segurança.
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c a/aeaém'
¬ Por ouc o misiuro sociol é
iôo imporionic?
H!DALSD: Quando você coÌo-
ca as µessoas que não têm mui-
ta renda na µerileria e eÌas vê-
em o esµetácuÌo dos que vivem
bem e estão conlortáveis, lor-
çosamente, a vontade destas
µessoas vai ser entrar no que,
µara eÌas, µarece um µaraiso.
Lu não acho que se µode viver
bem assim. Uma cidade tem ne-
cessidade de todas as catego-
rias µara luncionar. Cria-se vio-
Ìência e cobiça quando se coÌo-
cam as µessoas de lora.
¬ Conccniror os closscs po
brcs nos locclos Jo Rio é um
crro?
H!DALSD: Lu acho que e µre-
ciso mais lÌuidez. CÌaro, não es-
tamos laÌando das mesmas rea-
Ìidades. Lm2OOb, houve revoÌtas
nas µerilerias de Paris, de µes-
soas que achavam que não
eramconsideradas, e que não ti-
nham nem o direito de vir a Pa-
ris µara trabaÌhar, µorque não
havia meios de transµorte. CÌi-
chy-sous-8ois (bairro da µerile-
ria de Paris onde começou a re-
voÌta), lica a aµenas 1b quiÌôme-
tros de Paris, mas as µessoas Ìe-
vam 1h4Om no transµorte.
¬ Arccolio Jc ?006 é umcxcm
plo Jo ouc poJc ocorrcr?
H!DALSD: L um exemµÌo que
mais se µarece com cidades co-
mo Rio e São PauÌo, e que mos-
tra que não µodemos deixar a
riqueza, muitas vezes ostenta-
toria, concentrada num Ìugar e
deixar de lora a µoµuÌação que
solre. São µessoas de boa le,
que tambem querem que seus
liÌhos estudem e se|am bem-su-
cedidos. Desde 2OO1, decidimos
que Paris deve se abrir às co-
munidades que solrem mais.
TrabaÌhamos com comunida-
des como AuberviÌÌiers (na µe-
rileria). Pagamos uma µarte
dos equiµamentos deÌes. Iize-
mos um acordo com CÌichy-
sous-8ois (onde começou a re-
voÌta) µara trabaÌhar sobre a
questão cuÌturaÌ e dos |ovens. L
no diáÌogo entre a µerileria e
Paris que µodemos resoÌver.
São Ìugares mais µobres, mas
com um µotenciaÌ extraordiná-
rio. O Deµartamento de Seine
Saint Denis (na µerileria da ca-
µitaÌ) e o mais µobre da Irança,
mas e o mais |ovem e com µes-
soas do mundo inteiro.
¬ Trozcr closscs populorcs po
ro o ciJoJc poJc prococor
mclhoro no scguronco?
H!DALSD: Lstou convencida
que sim. Mas e uma convicção
que se aµoia na reaÌidade.
¬ /sso sc oplico oo Rio c Sôo
Poulo?
H!DALSD: Penso que sim, µara
todas as cidades. Se não Ìeva-
mos em consideração questões
como µobreza, acesso à educa-
ção e mistura sociaÌ, e uma re-
ceita µara a catástrole. Paris não
tem Ìição µara dar a ninguem,
mas minha convicção e essa: se
não damos condições dignas de
vida às µessoas, criamos µrobÌe-
mas enormes em materia de se-
gurança, málias, vidas µaraÌeÌas.
O sucesso econômico de µaises
emergentes como 8rasiÌ e Ìndia,
que são µaises lantásticos, com
uma enorme quantidade de |o-
vens e de riqueza, não µode se
lundar numa sociedade a duas
veÌocidades dilerentes, com dis-
µaridade. ®
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vice-prefeita de Paris, Anne Hidalec diz que a scluçac prcpcsta pelcs erandes arquitetcs é misturar a pcpulaçac e nac afastar as classes de baixa renda para as periferias cu para as favelas
PARIS. Alastar as cÌasses
µoµuÌares µara lora da
cidade ou concentrá-Ìas
num Ìugar ~ como nas laveÌas ~ e uma receita ex-
µÌosiva: gera vioÌência e µerdas µara a economia Ìo-
caÌ. Quem diz isso e Anne HidaÌgo, vice-µreleita de
Paris e candidata mais cotada µara assumir o co-
mando da cidade em 2O14. Lm entrevista ao GLO-
8O, em Paris, eÌa conta como a caµitaÌ lrancesa,
uma das mais caras do mundo, decidiu aµostar na
¨mixite" (mistura sociaÌ) e está Ìevando as cÌasses
µoµuÌares de voÌta µara as regiões centrais.
HidaÌgo diz que Paris está coÌaborando com o Rio vi-
sando aos 1ogos de 2O16 ~ a caµitaÌ lrancesa loi can-
didata a sediar os |ogos de 2O12, mas µerdeu µara Lon-
dres. Conhecedora da reaÌidade das laveÌas cariocas,
a vice-µreleita diz que e lundamentaÌ manter morado-
res de baixa renda nas áreas mais nobres das metro-
µoÌes, e, µor isso mesmo, mais inacessiveis a esses ci-
dadãos. HidaÌgo reveÌa que em Paris |á existe um sis-
tema de cotas que obriga os construtores a destina-
rem µarte das unidades à cÌasse media baixa.
Deborah BerIinck
D SLDBD: Oouc Rio c Sôo Pou
lo poJcm oprcnJcr com Poris?
ANNE H!DALSD: O ateÌiê de
urbanismo de Paris, que eu
µresido, trabaÌha com o Rio
neste momento, sobretudo na
relorma dos bairros µara os
1ogos OÌimµicos. O Rio quis
aµroveitar o enorme trabaÌho
que lizemos µara a candidatu-
ra de Paris aos 1ogos de 2O12,
que µerdemos µara Londres. A
ideia era que todas as modili-
cações nos bairros µermane-
cessem deµois dos 1ogos.
¬ Ouc ouiros cxpcricncios po
Jcm scr oprocciioJos?
H!DALSD: Iizemos um traba-
Ìho com arquitetos µara o µro-
|eto Grande Paris (Ìançado em
2OO7 µeÌo µresidente NicoÌas
Sarkozy, com o ob|etivo de la-
zer de Paris uma metroµoÌe
mais comµetitiva). Reunimos
dez equiµes internacionais de
arquitetos, µÌuridisciµÌinares,
sob a direção de Christian de
Portzamµarc. Havia arquitetos
como Richard Rogers (ingÌês
que µro|etou o centro Georges
Pomµidou |unto com o itaÌiano
Lnzo Piano). Lm nove meses de
trabaÌho, eÌes revoÌucionaramo
µensamento urbano. A soÌução
dos arquitetos e que se deve
misturar tudo. Lm Paris, nos
insµiramos muito nisso.
¬ O ouc clcs criorom Jc iôo
rccolucionório?
H!DALSD: LÌes trouxeram a
ideia de que Paris tem que ser
mista em todos os sentidos.
Primeiro, sociaÌmente. Uma ci-
dade µrecisa de oµerários µa-
ra µoder luncionar. Não µode-
mos coÌocar os emµregados e
os oµerários que são uteis ao
luncionamento da cidade mo-
rando a bO quiÌômetros de Pa-
ris. Lm Paris, µessoas que mo-
ram em habitações sociais são
instrutores, enlermeiros, as-
sistentes de saude, são cÌas-
ses medias baixas. Cerca de
7O/ dos µarisienses µreen-
chem as condições µara obter
habitação sociaÌ. Há Ìixeiros,
µessoas que se ocuµam de
nossos liÌhos nas creches, mo-
toristas de ônibus, de metrô.
¬ L sc ioJo cssc pcssool lossc
poro o pcrilcrio?
H!DALSD: A cidade não lun-
ciona.
¬ O ouc coccs csiôo lozcnJo
poro monicr os closscs mois
boixos cm Poris?
H!DALSD: Decidimos que cada
habitação nova construida tem
que ter obrigatoriamente bO/
de habitações sociais, e o resto
µrivado. L o que estamos lazen-
do, µor exemµÌo, em CÌichy 8a-
tignoÌÌes (área lerroviária na
lronteira de Paris, que será
translormada em bairro) e no
norte de Paris. AÌem disso, no
centro de Paris, cada vez que
há uma construção nova, imµo-
mos a todos os construtores
µrivados que 2b/ dos aµarta-
mentos têm que ser sociais. No
inicio, eÌes não estavamconten-
tes. Mas agora entenderam que
este e o µreço que têm que µa-
gar µara construir em Paris. L
quando o µredio e bem µeque-
no, nos deixamos o emµreende-
dor acumuÌar os 2b/ µara de-
µois construir um µredio µara
habitação sociaÌ. No 1b
o
- Arron-
dissement (bairro em Paris), há
um µredio novo onde uma µar-
te loi vendida muito cara, mas
uma outra entrada do µredio dá
µara habitações sociais: e a uni-
ca dilerença, µois a lachada do
µredio e a mesma.
Divuleaçac
Æ \|OE-PRE|E|!Æ de Paris, Anne Hidalec. cclabcraçac para 0limpíadas
30

RIO Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

RIO

PÁGINA 30 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 10: 40 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Ciclovia da Zona Oeste: do sonho à realidade
Além de problemas de execução, alterações no projeto licitado reduziram gastos com drenagem, pavimentação e iluminação
Duilo Victor e Selma Schmidt
● Primeiro, foram identificados
rachaduras e obstáculos na ci-
clovia de 21,5 quilômetros na
Zona Oeste, que custou R$
19.314.543,49 e foi inaugurada
pela prefeitura no fim de maio.
Mas, mesmo se estivesse em
bom estado, essa pista estaria
longe da ciclovia dos sonhos
de quando a obra foi encomen-
dada. O projeto básico, que foi
licitado, ganhou um outro for-
mato depois que virou projeto
executivo. Com o respaldo da
legislação, itens como drena-
gem, pavimentação, ilumina-
ção e engenharia de tráfego
perderam recursos. Em contra-
partida, os orçamentos de
transporte de materiais, pintu-
ra, consultoria especializada e
parques e jardins engordaram.
— Houve modificações na
obra, adaptando a situação en-
contrada no local, para não ge-
rar mais gastos financeiros.
Não puderam fazer a ciclovia
dos sonhos. Aí foram quebran-
do galhos — avalia o engenhei-
ro civil Abílio Borges, assessor
da presidência do Conselho
Regional de Engenharia e Ar-
quitetura (Crea), que acompa-
nhou repórteres do GLOBO
três vezes na Zona Oeste.
O engenheiro civil Eduardo
König, que também esteve na
Zona Oeste com uma equipe
do jornal, atribui tantas altera-
ções na obra licitada à lei fede-
ral 8.666/83:
— A lei precisa ser modifica-
da, de modo que a elaboração
do projeto executivo preceda a
licitação. Hoje, os órgãos públi-
cos podem, se quiserem, licitar
o projeto básico, cabendo à em-
presa vencedora detalhá-lo.
Até o prazo mudou: obra
ficou pronta 2 meses antes
Opróprio prazo de execução
da obra da ciclovia, que incluía
serviços de urbanização, mu-
dou. Em vez dos 240 dias fixa-
dos em contrato, a construtora
Andrade Gutierrez — vencedo-
ra de concorrência feita pela
Secretaria municipal de Meio
Ambiente —se comprometeu a
concluir o serviço dois meses
antes, o que foi formalizado em
duas rerratificações (mudan-
ças no orçamento inicial).
Essas “rerratificações” é que
fizeram os gastos com serviços
de engenharia cair de R$ 1,27
milhão para R$ 325 mil. Já o or-
çamento de galerias, drenos e
outros itens da rede de drena-
gem despencou de R$ 1,12 mi-
lhão para R$ 238 mil, numa área
carente de infraestrutura. O
trecho da ciclovia ao longo da
Reta João XXIII, em Santa Cruz,
é uma mostra de que ainda há
muito o que fazer para melho-
rar a drenagem na região. Ci-
clistas não têm opção senão
passar por poças d’água que se
formam a cada chuva. Diante
do problema, o morador Luiz
Carlos de Oliveira deu seu jeito:
instalou um tubo de PVC junto
ao meio-fio de sua casa:
—Não dá para ficar comuma
poça d’água na ciclovia emfren-
te à minha casa. Se não instala-
ram a tubulação, eu faço.
O orçamento de iluminação
praticamente zerou: passou de
R$ 80 mil para pouco mais de
mil reais. Foi mantido, no entan-
to, o item especial que previa a
instalação de 38 postes solares,
que custaram cerca de R$ 500
mil (R$ 14,2 mil cada um).
Compavimentação, os gastos
caíram de R$ 5,15 milhões para
R$ 4,23 milhões. O chamado pi-
so intertravado (peças de con-
creto que se encaixam), coloca-
do em áreas reurbanizadas pelo
Rio Cidade Santa Cruz em2004 e
que ainda está em bom estado,
acabou praticamente eliminado
da obra. Pelo projeto básico, se-
riam instaladas 30 mil unidades
na cor natural e coloridas em
calçadas de Campo Grande a
Santa Cruz. Esse número caiu
para menos de 800.
Já altas, as cifras relativas a
transporte, carga e descarga
quase duplicaram: passaram
Pedro Kirilos
de R$ 1,83 milhão para R$ 3,05
milhões. Os gastos com pintu-
ra também inflaram: foram de
R$ 14 mil para R$ 185,7 mil.
Por sua vez, os serviços de
consul tori a especi al i zada
cresceram de R$ 53 mil para
R$ 60,8 mil. E o item que inclui
mobilização e apoio tecnológi-
co foi de R$ 1,59 milhão para
R$ 1,68 milhão.
Com parques e jardins, o or-
çamento cresceu de R$ 580,87
mil para R$ 814,25 mil — mui-
to por conta do aumento do
número de bicicletários, que
eram 856 e viraram mil. Ocio-
sos, alguns são usados por
passageiros para se recostar
enquanto aguardam o ônibus.
Advogados: largura mínima
não foi obedecida
Percorrendo a ciclovia, é pos-
sível ver que ainda há muito o
que fazer. Não faltamobstáculos
no caminho dos ciclistas. O se-
cretário municipal de Meio Am-
biente, Carlos Alberto Luiz, ga-
rante que foram retirados cinco
postes durante a obra e que a
remoção de outros depende de
acordo com concessionárias.
Em relação ao projeto, uma
das críticas é feita pelo enge-
nheiro Eduardo König. Segundo
ele, a ciclovia não deveria pas-
sar no meio da calçada da Rua
Francisco Belizário, em Santa
Cruz, deixando as laterais para
a circulação de pedestres. Me-
lhor seria, diz ele, se a calçada,
que é larga e muito movimenta-
da, fosse dividida e delimitada
por pequenas tachas, para aler-
tar os deficientes visuais. O ci-
clista Jorge Luiz Castro também
se mostra insatisfeito:
— Prefiro ir pelo meio da
rua. Não quero atropelar nin-
guém. A calçada está sempre
cheia de pedestres.
Para advogados especialis-
tas em direito administrativo
e licitações públicas, o tópi-
co 4 do edital de licitação,
que trata do “objeto”, foi des-
cumprido. A cláusula 4.02
desse item enumera, entre
“as parcelas de maior rele-
vância técnica”, a “execução
de ciclovia com largura supe-
rior ou igual a 2,5 metros” (in-
ciso 8). Nas medições feitas
pelo GLOBO em 16 pontos, a
largura da ciclovia variou de
1,20 metro a 2,45 metros.
— Em razão de o edital de-
terminar expressamente que a
via deve ter 2,5 metros de lar-
gura, a obra não poderia ser
entregue fora dos padrões exi-
gidos, a não ser por um moti-
vo muito relevante — avalia o
advogado Manoel Peixinho,
professor da PUC.
O advogado Hermano Ca-
bernite complementa:
— O próprio edital cita o
projeto básico da obra, que ra-
tifica como “parcela de maior
relevância a execução de ci-
clovia comlargura superior ou
igual a 2,5 metros”.
De acordo com o procura-
dor da OAB-RJ e mestre em
direito processual civil Ro-
naldo Cramer, o texto princi-
pal do edital deixa claro que
a largura mínima exigida é de
2,5 metros.
— É uma questão de língua
portuguesa, mais do que de di-
reito. O item 4.02 especifica os
serviços a serem executados e
prevê metragem mínima para
a ciclovia. Se isso não foi ob-
servado, a obra foi feita de for-
ma inadequada. ■
.
Para secretário, mudanças no
orçamento melhoraram a obra
● Para o secretário municipal de Meio Am-
biente, Carlos Alberto Muniz, as mudan-
ças não afetaram a qualidade da obra. Ao
contrário:
— Com as alterações, tivemos ganhos
substanciais em qualidade — afirma.
Até o início da obra, houve três orçamen-
tos, que não mexeram no preço final. A pre-
feitura alega que a redução dos gastos como
item drenagem ocorreu após consulta à Rio
Águas: ficou decidido que seriam usados tu-
bos de diâmetro menor. Para compensar, diz
o município, foi implantada uma grande ga-
leria pluvial em Cosmos. Essas intervenções
ficaram registradas em outras planilhas, co-
mo a de transporte de carga.
Para os cortes em pavimentação, outra jus-
tificativa: pisos intertravados para as calçadas,
considerados de difícil manutenção, foram
substituídos por revestimento de concreto cin-
za, que é mais barato. Quanto a despesas que
aumentaram, como as referentes à pintura, a
prefeitura diz que precisou ampliar os gastos
com tinta amarela. A cor é usada para alertar
para os limites entre a calçada e a ciclovia,
além de obstáculos, como postes.
Sobre a largura da ciclovia, que pelo edital
deveria ter no mínimo 2,5 metros, tanto a
prefeitura quanto a Andrade Gutierrez inter-
pretam que o limite é apenas um requisito
técnico para a habilitação dos concorrentes.
A largura certa consta das plantas da obra,
segundo o governo.
— Se puder construir ciclovias com 2,5 me-
tros, 1,5 metro ou 1,2 metro, vou construir.
Quero consolidar o sistema cicloviário do Rio
— disse o secretário de Meio Ambiente.
Após a ordem do prefeito Eduardo Paes pa-
ra que fossem feitas correções na obra, a Se-
cretaria de Meio Ambiente diz que foram re-
paradas trincas e que 37 dos 38 postes de
energia solar estão funcionando. Informa ain-
da que foram corrigidos itens de sinalização,
drenagem e que foi solicitada à construtora a
melhoria do acabamento do piso em trechos
da Reta João XXIII. Segundo a prefeitura, no ca-
so de qualquer defeito na obra, há garantia de
90 dias. Já a Andrade Gutierrez afirmou que os
preços do orçamento que venceu a concorrên-
cia foram calculados com base no Sistema de
Custos de Obras de Engenharia da prefeitura,
pesquisados pela Fundação Getúlio Vargas.
CICLISTA ELEVA as pernas para não se molhar ao passar por uma poça d’água na ciclovia na Reta João XXIII POSTE NO meio da ciclovia: pintura na base para alertar os ciclistas
BICICLETÁRIO OCIOSO é usado por passageiros que esperam ônibus
Fotos de Selma Schmidt

Prefiro ir pelo meio da rua. Não
quero atropelar ninguém. A calçada
está sempre cheia de pedestres.
Jorge Luiz Castro, ciclista
DIA ÚTIL SÁBADO DOMINGO
LARGURA ALTURA R$ R$ R$
1 col.(4,6 cm) 3 cm 729,00 765,00 1.155,00
1 col.(4,6 cm) 4 cm 972,00 1.020,00 1.540,00
1 col.(4,6 cm) 5 cm 1.215,00 1.275,00 1.925,00
2 col.(9,6 cm) 3 cm 1.458,00 1.530,00 2.310,00
2 col.(9,6 cm) 4 cm 1.944,00 2.040,00 3.080,00
2 col.(9,6 cm) 5 cm 2.430,00 2.550,00 3.850,00
2 col.(9,6 cm) 7 cm 3.402,00 3.570,00 5.390,00
2 col.(9,6 cm) 8 cm 3.888,00 4.080,00 6.160,00
3 col. (14,6 cm) 4 cm 2.916,00 3.060,00 4.620,00
3 col. (14,6 cm) 6 cm 4.374,00 4.590,00 6.930,00
3 col. (14,6 cm) 7 cm 5.103,00 5.355,00 8.085,00
3 col. (14,6 cm) 10 cm 7.290,00 7.650,00 11.550,00
• Para outros formatos consulte: 2534-4333, de 2ª a 6ª feira, das 8 às 20h.
• Loja: Rua Irineu Marinho, 35, Cidade Nova, de 2ª a 6ª feira, das 9 às 18h.
• Plantão final de semana / feriados: 2534-5501, Sábado das 10 às 11h para publicações no domingo (2ª edição).
Sábado das 10 às 16h para demais dias. Domingo das 16 às 19h.
Pagamento à vista somente em dinheiro ou cheque.
MARIA JOSÉ AFFONSO FERREIRA - ZECA
✩ 1913 ✝ 2011
MISSA DE 7º DIA
Seus filhos Paulo Cesar e Marcos Luiz, noras, netos, bisnetos e demais familiares
convidam para a Missa de 7º Dia a ser celebrada na Igreja de Santa Mônica - Rua
José Linhares - Leblon, na 3ºfeira (terça-feira), às 18:30h, do dia 14 de Junho.
JOHNNY, PAULO RENATO, NETOS, NORAS E DEMAIS
FAMILIARES CONVIDAM PARA A MISSA DE SÉTIMO DIA
DO FALECIMENTO DE SUA MÃE, AVÓ E SOGRA
DULCE MARIA DE CASTRO FIGUEIREDO
A SER CELEBRADA ÀS 19 HORAS, DO DIA 13 DE JUNHO, NA
IGREJA DE SÃO JOSÉ, SITUADA NA AVENIDA BORGES DE
MEDEIROS, 2735 - LAGOA.
RIO

31 Domingo, 12 de junho de 2011 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 31 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 26 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Rio terá ajuda de seringueiras
para cumprir meta olímpica
Parceria público-privada vai plantar 2 milhões de mudas
Emanuel Alencar
● O Estado do Rio contará
com uma força da Amazônia
para cumprir sua meta de
plantio de 24 milhões de mu-
das até os Jogos Olímpicos de
2016. Uma parceria da Empre-
sa de Pesquisa Agropecuária
do Estado do Rio de Janeiro
(Pesagro), com a Secretaria
Estadual do Ambiente e a Mi-
chelin viabilizará o cultivo,
nos próximos cinco anos, de 2
milhões de seringueiras em 21
municípios fluminenses.
Além de ajudar a recompo-
sição florestal de áreas degra-
dadas e no sequestro de CO2,
um gás do efeito estufa, as se-
ringueiras representam uma
chance de renda extra a 170 fa-
mílias, a longo prazo. Vincula-
da à Secretaria estadual de
Agricultura e Pecuária, a Pesa-
gro estima que, nos próximos
14 anos, a venda de látex mo-
vimentará R$ 280 milhões na
economia estadual.
— Em nossas estimativas,
um proprietário rural que
plantar 1 hectare (o equivalen-
te a um campo de futebol ofi-
cial) terá potencial de ganho
mensal de cerca de R$ 6 mil
com a comercialização do lá-
tex — avalia o presidente da
Pesagro, Silvio Galvão.
O dinheiro para custear a pri-
meira fase da disseminação das
Hevea Brasiliensis — planta ori-
ginária da região Amazônica e
principal fonte de borracha na-
tural do mundo — virá do Fun-
do Estadual de Conservação
Ambiental e Desenvolvimento
Urbano (Fecam). AMichelin ain-
da não bateu o martelo, mas
mostra interesse em comprar o
produto das seringueiras, para
fabricar pneus. ■
Primeira etapa
terá R$ 1 milhão
do Fecam
Agricultores poderão
financiar plantio com
linhas de crédito
● Até o fim de 2012, a Pesagro
trabalha com a expectativa de
colocar nos campos as primei-
ras 500 mil mudas. A autarquia
informou que vai enviar, até o
fim deste mês, a proposta ao
Fecam. Mas o secretário esta-
dual do Ambiente, Carlos Minc,
acena coma possibilidade de li-
beração de R$ 1 milhão. Os
agricultores interessados na
produção do látex terão à dis-
posição linhas de crédito do
Banco do Brasil e da InvestRio
— o banco de fomento do es-
tado —, num total de R$ 10 mi-
lhões. Todas oferecerão prazos
de 12 anos com carência de se-
te (tempo que a seringueira le-
va para entrar emprodução). O
montante vai garantir a susten-
tabilidade dos seringais, já que
o retorno financeiro não é ime-
diato.
— É por este motivo que
vamos incentivar sistemas
mistos, os plantios consor-
ciados. Ao lado das serin-
gueiras, incentivaremos os
pequenos e médios produto-
res a plantarem café, bana-
na, feijão. Esta alternativa
garantirá a subsistência das
f amí l i as no cur t o pr azo.
Além dos 2 milhões de serin-
gueiras, vamos ofecerer 4
milhões de mudas nativas
para recompor áreas degra-
dadas. Com isso, estamos
nos comprometendo a con-
tribuir em 25% para a meta
olímpica — assinala o enge-
nheiro agrônomo Silvio Gal-
vão. — A Michelin assinou
conosco um acordo de coo-
peração técnica para desen-
volver a heveicultura como
alternativa econômica à agri-
cultura familiar. A empresa
t em t odo o i nt eresse em
comprar o látex para fabri-
car pneus. Estamos acertan-
do alguns detalhes finais.
Empresa que fabrica luvas
pode participar
Outras empresas podem
entrar na parceria. Uma de-
las é a Lemgruber, fabricante
de luvas, com sede em Paraí-
ba do Sul. Hoje, a companhia
importa o látex. O secretário
estadual do Ambiente, Car-
los Minc, se diz entusiasta da
ampliação dos seringais. Ho-
je o estado conta com ape-
nas al gumas pl ant ações,
concentradas nas Baixadas
Litorâneas.
— Temos uma meta, e conta-
mos com o apoio da silvicultu-
ra. É uma excelente ideia e va-
mos levar adiante. Além de as
seringueiras seremfonte de ren-
da, capturam carbono e ajudam
a recompor áreas degradadas.
Temos verdadeiros desertos
cinzas no Norte-Fluminense e
no Vale do Paraíba — diz Minc,
que dá como certa a liberação
de recursos para iniciar o pro-
jeto: — Além do Fecam, vamos
disponibilizar verbas do Fundo
Estadual de Recursos Hídricos
(FUNDRHI). ■
Divulgação/Pesagro
SERINGAL em Silva Jardim: usada para recuperar solos, árvore também é alternativa financeira
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RIO Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

RIO

PÁGINA 32 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 02: 19 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Umaarquiteturacarioca, de BanguaIpanema
Paulo Casé faz 80 anos lançando um livro e apostando no futuro da cidade na qual tem seus principais projetos
Marcelo Carnaval
O ARQUITETO Paulo Casé passeia pelas ruas de Ipanema, onde observou que o projeto Rio Cidade do bairro tem problemas de conservação
Rogério Daflon
● “Paulo Casé 80 anos: vida,
obra e pensamento” (Casa da
Palavra) é o nome do livro a ser
lançado no próximo dia 30, pro-
positadamente no mês em que
o arquiteto carioca comemora
seu aniversário. O clima de ba-
lanço de trajetória de vida, po-
rém, passa longe das comemo-
rações programadas, entre elas
uma “festa de arromba” filmada
pelo filho e produtor de cinema,
Augusto. Nascido em 2 de ju-
nho de 1931, Casé adora falar
sobre o Rio de agora. O tom é
de crítica e paixão.
Em seu escritório em Botafo-
go, em que privilegia a ilumina-
ção natural, com janelas a partir
do chão, ele compara dois bair-
ros, ao mesmo tempo em que
expõe sua visão de mundo.
— Se alguém quiser fazer ur-
banismo, que vá a Copacabana.
Lá, os cruzamentos aglutinamas
pessoas. Já a Barra não tem es-
quinas, botequins, praças. É um
bairro com pouquíssimos espa-
ços de encontro e prédios sem
qualidade arquitetônica, nos
quais cada arquiteto projetou
um monumento a si mesmo.
Sem fugir da polêmica do
Pórtico de Ipanema
Casé faz uma pergunta, a
qual ele mesmo responde:
— Por que Nova York é tão
bonita? Porque os prédios são
bonitos e se comunicam com a
cidade. A boa arquitetura tem o
homem como princípio.
Não, Paulo Casé não se esqui-
va do assunto Pórtico de Ipane-
ma — no cruzamento da Rua
Visconde de Pirajá com a Ave-
nida Henrique Dumont — der-
rubado no início do mandato
do prefeito Eduardo Paes, em
meio a reclamações de morado-
res, que diziam que o equipa-
mento era uma passarela que li-
gava nada a lugar nenhum.
— Não guardo ressentimen-
tos. Aquele arco representava a
divisão entre Leblon e Ipanema,
ou seja, a entrada de um bairro
conhecidonomundotodo. Todo
lugar importante tem seus refe-
renciais. Paris, por exemplo, tem
o Arco do Triunfo. E o Obelisco
fica nopontocentral de umlargo
histórico do bairro, onde o Bar
20 abriu uma tradição de bote-
quins como centro de encontro.
Só que o projeto original,
conta Casé, era outro:
—Descobrimos que ali obon-
de dava volta, e encontramos os
trilhos após escavações. Eu que-
ria pôr um bonde e os trilhos na
superfície com o trajeto de an-
tigamente. Não foi possível.
Em Ipanema, as variações de
humor de Paulo Casé não pas-
sam despercebidas. Num pas-
seio pelo bairro, ele aponta a vi-
vacidade das esquinas e se mos-
tra feliz. Ao andar mais um pou-
co, surge um ar irritadiço ao ver
suas ideias para oprojetoRioCi-
dade tão deformadas.
— Ainda não saímos da Idade
Média — dizia, indicando fia-
ções e caixas a enfear seus pos-
tes inclinados, apelidados de
“postes bêbados”. — Esses pos-
tes e todo o meu projeto de Ipa-
nema remetem à característica
de contestação do bairro, com
Leila Diniz, o Pasquim...
Na calçada, Casé criou placas
de bronze com nomes de pes-
soas e lugares importantes ao
longo da Visconde de Pirajá. Fo-
ram arrancadas.
— Eram placas assinalando
algo como “este prédio foi pro-
jetado por Niemeyer” ou “aqui
morou Aníbal Machado” —
acrescentava ele, atônito por
não ver mais aquelas placas no
chão. — Ninguém percebe o va-
lor dessas coisas. Vá modificar
alguma coisa em Paris e Nova
York. A própria população não
deixa. A cidade não é da prefei-
tura, ela é de cada um de nós.
Casé, contudo, não quer seu
nome vinculado tão fortemente
ao bairro da Zona Sul. Com ra-
zão. Seus traços unem diferen-
tes pontos do Rio. No projeto
Rio Cidade, seus desenhos e
ideias passaram também por
Bangu. E, no projeto Favela-Bair-
ro, dedicou-se à urbanização da
Mangueira. O antigo Hotel Le
Méridien, no Leme, também le-
va sua assinatura:
— Infelizmente, os novos do-
nos modificaram a fachada.
O arquiteto se transporta pa-
ra Bangu, na Zona Oeste, onde
fez o projeto Rio Cidade:
— Quando cheguei à parte
mais central de Bangu, vi aquela
via combarro no chão, 42 graus,
falta de sombra e, não à toa,
quase ninguém circulando. Criei
então um sistema de cobertura,
com aspersores lançando água,
para diminuir a temperatura, e
projetei escadas rolantes, que
passarama ligar dois Bangus an-
tes separados pela linha férrea.
Obstáculos na urbanização
da Mangueira
Aourbanizar a Mangueira, Ca-
sé fez uma espécie de viaduto
que vai ao topo daquele comple-
xo. Provavelmente devido ao
tráfico de drogas, ali há poucos
carros circulando. Com a futura
instalação da Unidade de Polícia
Pacificadora (UPP), talvez a
obra de Casé ganhe mais vida.
— Na Mangueira, fizemos no-
vos caminhos e drenagem, o
que diminuiu o risco de casas
serem afetadas com as grandes
chuvas. Foi a primeira grande fa-
vela a ser enfrentada dentro dos
princípios do programa Favela-
Bairro. As plantas naquela épo-
ca não tinham a precisão tecno-
lógica das de hoje. Elas não le-
vavam em conta uma rocha
num determinado lugar, uma ár-
vore. O tráfico de drogas tam-
bém foi um obstáculo.
Filho de Ademar Casé, radia-
lista pioneiro no Brasil, irmão do
diretor de TV Geraldo Casé, o
arquiteto é casado com Guga
Casé e tem quatro filhos, Hamil-
ton, Paulo, Luís e Marcelo. Sua
aposta no Rio é alta:
— O Rio tem um povo e uma
paisagem heterogêneos. E isso
é a riqueza dessa cidade. ■
O GLOBO NA INTERNET
VÍDEO Arquiteto comenta suas
maiores intervenções na cidade
oglobo.com.br/rio
Jorge Willian/24-10-2002 Fábio Rossi/07-01-2011
O ANTIGO Hotel Le Méridien, no Leme, é um dos projetos de Paulo Casé na cidade.
O arquiteto também fez o Rio Cidade em Bangu, na Zona Oeste, em que elaborou uma
cobertura climatizada ao longo do comércio, num dos bairros mais quentes do Rio
33 Domingo, 12 de junho de 2011
O GLOBO
E CONOMI A
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O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 33 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 18 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
A TRANSAÇÃOIMOBILIÁRIA
Na segunda certidão, as empresas de Valle (Schulter) e Oberg (KOF) vendem as mesmas áreas para a MMX por R$ 10,3 milhões
A primeira certidão registra a venda, em setembro do ano passado, de uma das três áreas da família Azizi para as empresas
de Alexandre Valle e Alexandre Oberg por R$ 15 mil (as três área, somadas, custaram R$ 50 mil).
O‘X’ donegócio
MMX, de Eike, paga 20.500% mais caro por terras de autoridades
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NA ILHA DA MADEIRA, em Itaguaí, propriedades particulares dão lugar ao futuro pátio de estocagem de minérios do Superporto do Sudeste, de Eike. Secretário e procurador lucraram R$ 10,250 milhões com negócio
ESCOLA PÚBLICA na Ilha da Madeira terá de ser desativada para dar lugar ao projeto
Chico Otavio
Enviado especial
● ITAGUAÍ (RJ). A escolha de Itaguaí, a
73 quilômetros do Rio, para abrigar
o Superporto do Sudeste, da MMX
do empresário Eike Batista, repre-
sentou a arrancada do município
rumo ao progresso. Um ano após o
início das obras, porém, poucos são
os moradores já visitados pela pros-
peridade. Entre eles, destacam-se os
pequenos empresários Alexandre
Valle e Alexandre Oberg. Certidões
extraídas de um cartório local re-
velam que a dupla precisou de três
meses para lucrar R$ 10,250 milhões
com a compra barata e venda pos-
terior de uma área para o projeto do
megaempresário.
Se Valle e Oberg fossem apenas
pequenos empresários, teria sido
um negócio da China. O problema é
que a dupla é também autoridade
pública. Alexandre Valle é o se-
cretário municipal de Indústria, Co-
mércio e Turismo de Itaguaí. Con-
siderado o braço-direito, foi tesou-
reiro das campanhas eleitorais do
prefeito Carlo Busatto,
o Charlinho (PMDB).
Alexandre Oberg é o
procurador-geral do
município. Alémde per-
tencer ao comando po-
lítico da cidade, res-
ponde pelo exame de
todos os negócios mu-
nicipais.
A transação imobiliá-
ria envolveu três terre-
nos, no total de 40 mil
metros quadrados, na
bucólica Ilha da Madei-
ra, comunidade de pes-
cadores escolhida para
sediar o superporto. De
acordo com as certi-
dões de matrícula ex-
pedidas pelo 3
o
- Ofício do Registro
de Imóveis de Itaguaí, as proprie-
dades foram vendidas pelos her-
dei ros do comerci ante Azi zi
Abrahão, em setembro do ano pas-
sado, por R$ 50 mil, a três empresas:
a KOF Empreendimentos e Parti-
cipações, de Oberg, a Schulter do
Brasil Empreendimentos e Partici-
pações, de Valle, ambas constituí-
das dias depois da compra, e a FLR,
de Fernando Azevedo Ramos, um
dos antigos sócios da pedreira local,
também vendida a Eike.
Área servirá para
estocar minérios
● As mesmas certidões, com o his-
tórico dos imóveis, atestam que a
KOF, a Schulter e a FLR venderam
em dezembro os terrenos da família
Abrahão para a MMX, atual res-
ponsável pela execução do projeto,
por R$ 10,3 milhões, uma valori-
zação de 20.500%. Os imóveis serão
destinados à ampliação do pátio de
estocagem de minérios, que terá,
com a aquisição, a sua capacidade
dobrada para 100 milhões de to-
neladas anuais.
Enquanto Valle e Oberg negocia-
vamcoma MMXemcaráter privado,
a Prefeitura de Itaguaí discutia com
a mesma empresa assuntos estra-
tégicos para o projeto. Além das
terras dos Abrahão, o futuro pátio
vai passar por cima de uma antiga
vila de moradores da Madeira. A
maioria das casas já foi adquirida e
derrubada, mas ainda restam de pé
os equipamentos públicos — a es-
cola municipal General Hildebrando
Bayard de Melo, um posto de saúde
e um ginásio poliesportivo.
Prefeitura terá de
desativar escola
● A MMX está devendo uma pro-
posta que leve a prefeitura a pedir à
Câmara Municipal a desafetação
(perda da destinação pública de um
bem de uso comum) dos três equi-
pamentos e das vias públicas. Sem
isso, não há como ampliar o pátio de
estocagem. A conclusão do projeto
está prevista para 2012.
Outras questões for-
talecem a suspeita de
conflito de interesse en-
tre o público e o pri-
vado. Para obter os li-
cenciamentos necessá-
rios, a LLX (na época,
gestora do projeto)
comprometeu-se a in-
vestir R$ 20 milhões na
implantação de um par-
que municipal. Embora
a licença mais impor-
tante tenha sido assi-
nada pelo Instituto Es-
tadual do Ambiente
(Inea), o projeto preci-
sou de autorização da
Prefeitura para a exe-
cução da obra.
Alexandre Valle trabalha com
Charlinho há mais de uma década,
desde que o atual prefeito de Itaguaí
exercia o mesmo cargo em Man-
garatiba, município vizinho. Foi res-
ponsável pelo comitê financeiro das
campanhas municipais de Carlo Bu-
satto em 2004 e 2008. Porém, na
última, quando o comitê local do
PMDB fez toda a doação dos re-
cursos da campanha, os recibos jun-
tados aos autos da prestação exi-
bem assinatura do outro Alexandre,
o Oberg, no campo de identificação
do responsável pelo comitê.
No ano passado, mesmo dedicado
ao cargo e aos negócios imobiliários
de sua empresa, a Schulter, da qual
detém 99% das cotas, Valle teve
tempo para atuar como tesoureiro
da vitoriosa campanha da mulher do
prefeito, Andréia Busatto, a depu-
tada estadual. À Justiça Eleitoral,
foram declarados gastos de R$ 500
mil, sendo R$ 10 mil doados pelo
procurador Oberg.
Filho de um tradicional advogado
de Itaguaí, Alexandre Oberg é quem
assina os pareceres dirimindo dú-
vidas dos órgãos municipais. Difi-
cilmente, um projeto de lei chega à
Câmara Municipal sem, antes, pas-
sar pelas suas mãos.
Na Procuradoria de
Defesa da Cidadania
em Nova Iguaçu (res-
ponsável por Itaguaí),
corre um procedimen-
to envolvendo o nome
do procurador muni-
cipal. Ele é acusado de
pressionar 11 famílias
da comunidade rural
de Parque Chapecó a
sair de suas terras. A
denúncia, formalizada
por um destes mora-
dores, diz que Oberg
teri a i do ao l ocal
acompanhado de ho-
mens armados.
A mesma denúncia
também cita Alexan-
dre Valle. Ambos es-
tariam pressionando
os camponeses a ven-
derem as suas terras,
compradas por um
“empresário do Rio de
Janeiro”. As casas se-
riam demolidas, em
seguida, pelas máqui-
nas da prefeitura.
Da euforia inicial, o projeto de
Eike Batista para Itaguaí começa a
provocar desavenças. Indiferentes
aos grandes negócios (a Usiminas,
por exemplo, assinou contrato com
Eike para embarcar até 39 milhões
de toneladas de minério de ferro
entre 2012 e 2016), grupos locais se
enfrentam em torno das questões
ligadas à realidade dali.
O comerciante Cézar Augusto
Borges, marido de uma das her-
deiras de Azizi Abrahão, inconfor-
mado com a abissal diferença de
preço entre o que a família recebeu e
o que Eike pagou pelas mesmas
terras, acaba de contratar um ad-
vogado e tentará anular o negócio,
alegando má fé.
O conflito mais grave, porém,
ocorre em torno da Câmara Mu-
nicipal. Dos 11 vereadores, sete são
de oposição. A um ano das eleições
que escolherão o sucessor de Char-
linho, eles ameaçam abrir esta se-
mana uma CPI para investigar o
envolvimento dos assessores do
prefeito em milionários negócios
privados com a MMX.
● Um contrato de gaveta, de dezem-
bro de 2007, é o principal argumento
dos responsáveis pelo negócio en-
volvendoas terras da Ilha da Madeira
para justificar uma diferença tão
acentuada entre o preço de compra e
de venda das propriedades. No do-
cumento, a empresa TWG compra
por R$ 50 mil as terras de família
Azizi — a transação não aparece nas
certidões dos imóveis.
Para o secretário municipal de In-
dústria, Comércio e Turismo, Alexan-
dre Valle, o procurador municipal, Ale-
xandre Oberg, e o presidente da LLX
(até oiníciodoano, gestora doprojeto
do Superporto do Sudeste), Otávio
Lazcano, o documento, que tem as
firmas reconhecidas emcartório, com-
provaria que o primeiro negócio ocor-
reu quase três anos antes.
— Naquela época (2007), ainda
não tínhamos anunciado a intenção
de fazer um porto em Itaguaí. A
valorização posterior foi natural —
sustenta Lazcano.
O executivo também garante que
o preço pago pelo grupo de Eike, em
dezembro do ano passado, está de
acordo com o metro quadrado de
outras propriedades adquiridas pe-
lo projeto da Ilha da Madeira.
Alexandre Oberg, por sua vez,
alega que fez parte de um grupo de
investidores que começou a com-
prar terras na ilha, inicialmente,
com outros objetivos. Um deles,
segundo o procurador, seria buscar
uma solução para o passivo (re-
síduos) da Ingá, antiga fábrica be-
neficiadora de zinco.
Oberg disse que a TWG, do geó-
logo Alex Lara, foi usada para fechar
o negócio porque os demais inves-
tidores ainda não eram pessoas ju-
rídicas na época.
Já Alexandre Valle lamenta que o
caso tenha adquirido contornos de
escândalo em Itaguaí:
— Isso me entristece. Ninguém na
Prefeitura tirou vantagem de infor-
mação privilegiada. Foi apenas uma
boa oportunidade de negócios.
Para o secretário de Indústria e
Comércio, a razão da denúncia
seria a sua suposta candidatura à
sucessão de Charlinho, hipótese
que descarta com veemência.
(Chico Otavio) ■
Assessores do prefeito e grupo de Eike garantem que
terras foram compradas antes do anúncio do projeto
Editoria de Arte
Envolvidos no negócio acham
normal a diferença do preço
da cidade onde fará seu porto
Vereadores
ameaçam
abrir esta
semana uma
CPI para
investigar o
envolvimento
de assessores
do prefeito
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ECONOMIA 2ª edição • Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 34 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 24 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
COM ALVARO GRIBEL
oglobo.com.br/miriamleitao • e-mail: miriamleitao@oglobo.com.br
PANORAMA ECONÔMICO
MÍRIAM
LEITÃO
Sim, ela pode

A presidente Dilma Rousseff terminou a se-
mana passada instalada com um triunvirato de
mulheres em postos-chave. Ela própria, eleita
pelos milhões de votos que teve; a ministra-
chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e agora a
ministra da articulação política, Ideli Salvatti.
Ideli não há de ter sido escolhida por suas
desconhecidas habilidades de negociadora.
Não nego que, por um
momento, penso que é bom
ver tanta mulher poderosa,
numa política sempre tão
masculina. Certamente a es-
colha não foi por gênero,
mas pela avaliação da pre-
sidente sobre as qualidades
que vê nas escolhidas. Sim,
ela pode; é a presidente. E
os cargos são dela, pode
trocar, nomear ou pescá-los
onde bem entender.
Ideli Salvatti teria sido es-
colhida porque costuma de-
fender o governo “com
unhas e dentes”. O proble-
ma são exatamente as
unhas e os dentes. O cargo
talvez exigisse alguém me-
nos espinhoso. Para uma
presidente que jamais ex-
perimentou a política par-
lamentar, que demonstrou
em cinco meses pouca ap-
tidão para o jogo da cons-
trução da coalizão e cujo
governo entrou em crise na
largada, esse cargo é es-
tratégico.
Há articuladores que cui-
dam de um certo varejo,
enquanto grandes articula-
ções para aprovação dos
projetos de interesse do go-
verno são comandadas pelo
próprio dono da cadeira de
presidente. Mas no governo
Dilma, o ministro — agora a
ministra — terá mais res-
ponsabilidades. Nos primei-
ros meses a atuação foi em
dupla. Casa Civil e Relações
Institucionais atuaram em
conjunto. Não funcionou,
como se viu, mas é difícil
tirar da Casa Civil as atri-
buições políticas naturais;
principalmente num perío-
do em que o cargo será
ocupado por uma política e
não uma pessoa técnica.
Sim, ela pode, mas é ar-
riscado. Convidar para um
cargo que exige capacidade
de convencimento, habilida-
de e negociação uma pessoa
que nunca foi conhecida por
estes atributos pode ter o
efeito oposto ao desejado.
Levar para o ministério mais
poderoso uma pessoa que
desembarcou em Brasília
numa carreira e mandatoini-
ciais pode ser o caminho
para tropeços adiante. A mi-
nistra Gleisi Hoffmann teve
uma única boa experiência
em gestão empresarial, mas
num cargo que galgou por
indicação política. Em outro
cargo administrativo, como
secretária estadual, teve
presença breve.
Ogovernoentrounaúltima
semana em grave crise e ter-
minou em dúvida. As rebe-
liões, oradoPT, oradoPMDB,
vãocontinuar acadavotação.
A presidente que montou um
ministério à imagem e seme-
lhança do seu antecessor, e
benfeitor, agora parece estar
fazendo escolhas mais pes-
soais. A conformação do go-
verno mostra que a presi-
dente Dilma decidiu assumir
alguns riscos. Para que dê
certo ela precisa se envolver
maiscomdoisfronts: agestão
e a articulação.
O eleitor de Dilma Rous-
seff não achava que estava
votando num ás na política
e até poderia prever alguns
impasses no Congresso. O
país escolheu uma especia-
lista em fazer o governo
funcionar, já que é assim
que ela foi apresentada na
campanha. O problema é
ter impasses no Congresso,
como previsto, e o governo
empacado, como não se
previa. Os projetos estão
parados; os prazos, se es-
gotando; o melhor momen-
to, passando; tudo perma-
nece emperrado e parecen-
do meio à deriva.
O conflito na base não é
apenas a tradicional briga en-
tre PT e PMDB. É a confusão
completa, como se viu várias
vezes nos últimos episódios.
Odesarticulado ministro Luiz
Sérgio nem havia caído e o
líder do governo na Câmara,
CândidoVaccarezza, candida-
mente ou não, já tentava pes-
car o cargo para ele mesmo.
Enquanto continua a vo-
racidade por cargos que
produz brigas autofágicas
no partido da presidente e
manobras radicais do par-
tido do vice-presidente, as
notícias são de lentidão em
qualquer área. O ministro
das Comunicações, Paulo
Bernardo, anunciou mais
uma vez internet rápida pa-
ra todos. Anúncio já feito
inúmeras vezes antes e que
nunca vira realidade. OFun-
do de Universalização das
Telecomunicações tem bi-
lhões de reais herdados do
remoto governo Fernando
Henrique que poderiam ter
sido usados para o progra-
ma de tornar o acesso mais
rápido e mais fácil à in-
ternet banda larga. Não se
entende porque o governo
permanece tão desconecta-
do. O Ministério da Edu-
cação só aparece na im-
prensa por seus livros de-
seducativos. O Ministério
das Relações Exteriores
mostra que foi uma mira-
gem do deserto a ideia de
que com o novo governo
atualizaria a diplomacia. O
que se depreende das pa-
lavras da ministra Izabella
Teixeira é que sob sua ad-
ministração o Ministério do
Meio Ambiente decidiu tro-
car o sustentável pelo ro-
busto, como adjetivo para
licenças e projetos.
O ministro da Fazenda
acena com a negociação de
uma reforma que tentará de-
sonerar a folha salarial, mas
ainda nãoreveloucomofará
para não perder arrecada-
ção. Diz que vai conversar
comos setores. E os setores
já começam a disputa para
saber quem fica com a ba-
tata quente. A indústria se
prepara para dizer que o
varejo deveria pagar mais; o
varejo teme ser de novo o
escolhido para pagar a con-
ta. De concreto e palpável o
que se sabe até agora da
reforma tributária em fatias
do Ministério da Fazenda é
quase nada. E isso é tudo.
Nada mais parece funcionar
no mamútico Ministério que
já tem cadeiras para 38 se-
nhores ministros e senho-
ras ministras.
Sim, a presidente pode no-
mear as pessoas que achar
adequadas para os cargos
que escolher; o que ela não
pode é não governar. Seu
projeto tem que ficar mais
claro; as decisões, mais cé-
leres; a orientação, mais pre-
cisa. O mandato passa voan-
do e é no começo que os
governos são mais fortes. É
quando eles podem mais.
Candidatura de Stanley Fischer
esquenta disputa pela chefia do FMI
Cidadão americano e israelense, economista é atualmente presidente do BC de Israel
● TEL AVIV e NOVA YORK. Emuma
guinada surpreendente na suces-
são ao comando do Fundo Mo-
netário Internacional (FMI), o
presidente do Banco Central de
Israel, StanleyFischer —que tem
cidadania americana e israelense
— , decidiu lançar sua candi-
datura ao comando da institui-
ção, da qual foi vice-diretor-ge-
rente entre 1994 e 2001.
“Surgiu uma oportunidade ex-
traordinária e não planejada, tal-
vez a única da vida, de concorrer
à chefia do FMI. Depois de muito
ponderar, decidi que desejo ten-
tar”, afirmou em comunicado.
O mais novo candidato ao
cargo, que era ocupado até maio
pelo francês Dominique Strauss-
Kahn—acusadode crime sexual
contra uma camareira em Nova
York —, recebeu o apoio do
premier israelense, Benjamin Ne-
tanyahu, e do ministro de Fi-
nanças, Yuval Steinitz. “Aposição
cai comouma luva para Fischer”,
disse Steinitz em comunicado.
Fischer, de 67 anos, é forte
concorrente à até então favorita,
aministradeFinanças daFrança,
Christine Lagarde, e ao presi-
dente do BC do México, Agustín
Carstens. Mas, para elegê-lo, o
FMI teria que mudar regras para
permitir que um candidato com
mais de 65 anos possa ser no-
meado ao cargo no próximo dia
30. Outro fator que prejudica
Fischer é a tradição de se eleger
sempre um europeu para o pos-
to. Por isso, ele admitiu que “o
processo é complexo” e que há
“possíveis barreiras”.
Jáhaviaalgunsrumoresdeum
apoio crescente a uma candi-
datura de Fischer à chefia do
Fundo. Grandes jornais interna-
cionais, como “Financial Times”
e “Wall Street Journal”, expres-
saram sua predileção pelo chefe
do BC de Israel, que está no
postodesde2005equejápassou
ocupou também altos cargos no
Banco Mundial e no Citigroup.
Ele é considerado responsável
por recuperar a economia de
Israel durante a crise econômica
global, ao reduzir drasticamente
astaxasdejurosdopaísem2008.
Desde então, já elevou as taxas
dezvezesparaconter ainflaçãoe
impedir um superaquecimento
da economia, que tem previsão
de crescimento de 5% em 2011.
Pesquisa realizada pela Reu-
ters com economistas do mun-
do todo e publicada em maio
mostra que 32 dos 56 entre-
vistados viam Lagarde, que tem
o apoio da União Europeia, co-
mo favorita, apesar de Fischer
ter recebido a maioria dos votos
de “candidato ideal”.
Nadefiniçãodonomeaapoiar,
o Brasil buscará uma posição
conjunta com os demais países
da América do Sul, durante a
reunião de ministros da Fazenda
e presidentes do Banco Central
da União Sul-Americana de Na-
ções(Unasul), previstaparaofim
da próxima semana, em Buenos
Aires. A determinação da pre-
sidente Dilma Rousseff é que,
além dos Brics (Brasil, Rússia,
Índia, China e África do Sul), seja
ouvida a opinião dos vizinhos,
para evitar um racha.
E, segundo o jornal “The New
York Times”, o FMI foi atingido
recentemente por algo que es-
pecialistas em informática des-
crevem como um ciberataque
grande e sofisticado, cujas di-
mensões ainda são desconhe-
cidas. O ataque foi comunicado
aos funcionários na quarta-feira,
mas ainda não houve uma co-
municação oficial público.
Questionado sobre os relató-
rios dos ataques cibernéticos na
sexta-feira, umporta-voz do Fun-
do, David Hawley, se recusou a
fornecer detalhes ou conversar
sobre a invasão. Não há infor-
mações sobre quais dados os
invasores acessaram. A preocu-
pação como ataque foi tamanha
que o Banco Mundial, cuja sede
fica em frente à rua do FMI, em
Washington, cortou o link que
compartilha informações entre
as duas instituições. ■
Construtoras e bancos
em disputa com governo
Briga envolve valor de imóvel e renda para compra
com FGTS e pelo programa Minha Casa, Minha Vida
Geralda Doca e Martha Beck
● BRASÍLIA. Construtoras e ban-
cos privados estão em pé de
guerra com o governo federal.
A briga envolve dois pontos
que, hoje, são cruciais para
agentes da área habitacional: o
aumento do valor máximo dos
imóveis comprados com re-
cursos do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS),
de R$ 500 mil para R$ 750 mil, e
da faixa de renda limite das
famílias beneficiadas pelo pro-
grama Minha Casa, Minha Vi-
da, de R$ 4.900 para R$ 5.650.
O setor privado argumenta
que esses são ajustes impor-
tantes para atender à deman-
da da população que busca a
casa própria. No entanto, au-
toridades envolvidas no as-
sunto temem que as medidas
provoquem remarcação auto-
mática de preços de imóveis,
num mercado já inflacionado,
ou uma corrida para sacar os
recursos do FGTS.
Subir o valor de avaliação do
imóvel para utilização do FGTS
atinge diretamente a classe mé-
dia. Um trabalhador com R$
400 mil no Fundo e pretende
comprar um bem cotado a R$
510 mil, hoje, não pode usar o
dinheiro do FGTS, cujas taxas,
de até 12% ao ano, são mais
vantajosas. Como os imóveis
sofreram altas astronômicas
nos últimos anos, os bancos
privados foram ao Banco Cen-
tral (BC) argumentar que os
donos de contas do Fundo já
não conseguem mais comprar
bens devido à limitação de va-
lores imposta pela legislação.
Exclusão de compradores
de outras faixas de renda
Na outra ponta, a das clas-
ses mais baixas, o setor pro-
dutivo alega que não adian-
tou o governo subir para R$
170 mil o valor máximo de
imóveis nos grandes centros
para o Minha Casa, Minha
Vida, se a faixa de renda fa-
miliar não foi alterada.
— Não adianta o setor pro-
duzir se as famílias não con-
seguem comprar um imóvel.
Elas precisam dar entrada e,
geralmente, não têm poupança
— diz Maria Henriqueta, con-
sultora da Câmara Brasileira da
Indústria da Construção (Cbic).
Já o executivo de um grande
banco privado alega que, ao
elevar o valor do imóvel só na
baixa renda, o governo excluiu
outros segmentos:
— Ao reajustar o valor do
imóvel para R$ 170 mil, você traz
mais genteparaoprograma. Mas
alija novos adquirentes em ou-
tras faixas de renda.
Pedido do setor já foi
discutido com o BC
A Caixa, principal agente fi-
nanceiro, resiste a mexer nas
duas frentes. Uma preocupa-
ção é com o efeito que as
medidas teriam sobre a infla-
ção. Quanto mais aquecido o
mercado imobiliário, mais au-
menta a pressão sobre os pre-
ços da construção.
— Subir a faixa de renda e, ao
mesmo tempo, permitir que as
famílias possam financiar 100%
do valor da compra inevitavel-
mente teria efeito inflacionário
na economia —explicou umtéc-
nico do governo. — A elevação
para R$ 750 mil faria comque um
grande número de pessoas que
possuem saldo elevado do FGTS
sacasse esses recursos.
Ademandadosetor privadojá
foi discutida em reunião entre
Caixa, Ministério da Fazenda e
BC. Segundo fontes, o presidente
do BC, Alexandre Tombini, ainda
não se convenceu da necessi-
dade de revisãodos valores, mas
mantém o pedido em análise.
Na reunião, foi discutida tam-
bém a adoção de restrições, co-
molimitaçãodofinanciamentoa
80% do valor do imóvel e prazo
máximo de pagamento de 20
anos. O objetivo é evitar bolhas
ou, ao menos, garantir a evo-
lução sustentável do crédito
imobiliário. BC, Caixa e entida-
des do setor privado são fa-
voráveis, mas a Fazenda tem
posiçãocontrária. Otemor éque
esse tipo de restrição trave a
evolução do setor. O argumento
dos assessores do ministro Gui-
do Mantega é que no Brasil não
há uma bolha imobiliária comoa
que afetou os EUA em2008. Mas
é preciso estar atento a outros
movimentos como eventual der-
rubada dos preços de imóveis e
terrenos que foram comprados
pelas construtoras, o que afe-
taria fortemente os negócios. ■
Japoneses à
moda havaiana
Itsuo Inouye/AP
MODELO EXIBE visual de trabalho diferente
Claudia Sarmento
Correspondente
● TÓQUIO. Tóquio
se prepara para
um verão ines-
quecível. É pos-
sível que ternos
escuros sejam
trocados nos es-
critórios por ber-
mudas ou cami-
sas de manga cur-
ta, estilo havaia-
no, o que não sig-
nifica que os for-
mais japoneses
tenham se trans-
formado, subita-
mente, num povo
descont raí do.
Com o forneci-
mento de energia afetado pe-
los estragos do terremoto de
11 de março, o Japão terá
que economizar para não en-
trar em colapso, reduzindo,
entre outras medidas, o uso
do ar-condicionado. A tra-
gédia sem precedentes ex-
pôs ainda mais as fragilida-
des de um país que parece
ter alergia a reformas, mas se
viu obrigado a mergulhar, à
força, num debate sobre co-
mo mudar para sobreviver.
O desastre deu um caráter
de urgência à reflexão sobre o
futuro de uma economia que
já estava ficando para trás
bem antes da tsunami. A dis-
cussão envolve tanto mudan-
ças corporativas mais sim-
ples, como deixar de lado a
gravata quando o sol ameaça
derreter arranha-céus, quanto
questões gigantes, como saí-
das para a retomada do cres-
cimento. Enquanto o primei-
ro-ministro Naoto Kan ainda
tenta administrar as implica-
ções da crise nuclear de Fu-
kushima, as empresas plane-
jam fórmulas para driblar os
números da nova recessão.
Durante os três meses do
cruel verão oriental, monta-
doras e fabricantes de au-
topeças darão folga aos em-
pregados duas vezes por se-
mana, compensando nos fins
de semana, para aliviar a car-
ga sobre a rede elétrica quan-
do o consumo atinge o pico.
Todas as grandes compa-
nhias discutem medidas para
evitar apagões, entre elas a
adoção de turnos à noite. O
presidente da Suzuki, Osamu
Suzuki, defendeu uma “revo-
lução no vestuário” dos em-
pregados, que vão ter de eco-
nomizar noar-condicionadoe
poderiam usar roupas mais
leves. O chinelo foi liberado
em algumas empresas, e o
Ministério do Meio Ambiente
propôs o uso de camisas
“aloha”, frescas e coloridas.
O terremoto massacrou a
economia: o Produto Interno
Bruto (PIB) encolheu 3,7%en-
tre janeiro e março, as ex-
portações caíram 12% em
abril e a rede de distribuição
de peças ficou paralisada. Em
sua trajetória econômica des-
cendente, e anterior à crise
mundial, oJapãoenfrentapro-
blemas complexos, como re-
dução e envelhecimento da
população, perda da compe-
titividade industrial e o maior
déficit público do mundo in-
dustrializado. Um quadro as-
sim e mais um desastre na-
tural apocalíptico trazem
perspectivas sombrias.
— Muita coisa vem sendo
ignorada, como se os pro-
blemas fossem verdades in-
convenientes — diz Yasuchi-
ka Hasegawa, presidente da
Associação Japonesa de Exe-
cutivos, que tem fama de re-
formista. — Corporações tão
homogêneas quanto as japo-
nesas não podem sobreviver
em meio à diversificação do
mundo globalizado.
Eric Piermont/AFP/25-5-2011
STANLEY FISCHER: oportunidade única de concorrer ao FMI, disse ele
Contra apagão, empresas transformam vestuário
ECONOMIA

35 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 35 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 19 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
PERFIL • SÉRGIO BUTKA, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região
Butka, o homemque parou a Volkswagen
À frente dos metalúrgicos do Paraná há 20 anos, sindicalista se baseia no corpo a corpo e divide opiniões
Márcia Campos
SÉRGIO
BUTKA:
reuniões de
até 16 horas
para dar fim a
37 dias de
greve na
fábrica de São
José dos
Pinhais
nunca é no carro de som, é
sempre no corpo a corpo, é sem-
pre trabalhando as lideranças
sindicais e os delegados de base.
Quandovoudiscursar, sei que os
metalúrgicos estão envolvidos
na pauta de negociação.
Butka se recusa a negociar
com o sindicato patronal. As
conversas são feitas com as
empresas, separadamente. Só
neste semestre serão 130 ne-
gociações para discutir a PLR.
No segundo semestre, elas se
repetem. Desta vez, para dis-
cutir o reajuste salarial.
Com 22 mil fi-
liados ao sindica-
to (de um univer-
so de 60 mil tra-
balhadores do se-
tor na região), But-
ka diz que o ama-
durecimento sin-
dical do Paraná
passa, obrigato-
riamente, pelo fim
das empresas fa-
miliares de peque-
no e médio porte,
cujo número de
parentes emprega-
dos em cargos de
chefia acaba por
interferir na competitividade e
no crescimento.
Ao contrário de Lula, a vida
política do sindicalista de Cu-
ritiba foi breve. Em 1999, com a
instalação das montadoras em
São José dos Pinhais, elegeu-se
vereador pelo PSDB no muni-
cípio. Em 2002, foi candidato a
deputado federal, semconseguir
votação expressiva. Atualmente,
é filiado ao PMDB, mas garante
que sua carreira política está
encerrada. Seu sindicato é filiado
à Força Sindical.
Integrantes da CUT e me-
talúrgicos que fazem oposição
a Butka no sindicato dizemque
sua permanência por duas dé-
cadas à frente da entidade de-
nuncia um ciclo de privilégio
de 14 dirigentes — nove deles
remunerados pelo próprio sin-
dicato. De acordo com um des-
ses adversários, que prefere
não se identificar, Butka man-
tém sete imóveis em seu nome,
além de uma caminhonete 4x4,
uma motocicleta de 1.400 ci-
lindradas e uma lancha emPon-
tal do Sul, batizada de Paty.
Butka diz que tudo que pos-
sui foi conquistado com o seu
trabalho e desafia qualquer um
de seus inimigos a
provar que adqui-
riu bens de forma
ilegal. O presiden-
te não revela os
seus vencimentos
mensais, mas, se-
gundo apuração
de O GLOBO, gi-
ram em torno de
R$ 6 mil.
Entre os inimi-
gos de Butka estão
também empresá-
rios do setor de
eletroeletrônicos,
cujos empregados
já estiveram filia-
dos ao sindicato. Os principais
são Atilano Ohms Sobrinho e
Mário Celso Petraglia (ex-pre-
sidente do Clube Atlético Pa-
ranaense), quesãoproprietários
da Inepar, empresa que atua na
construção de equipamentos de
energia e telecomunicações. Os
dois teriam concentrado esfor-
ços para que o Sindicato de
Eletro-Eletrônicos de Curitiba
fosse criado, fugindo, assim, da
influência de Butka.
—Eu não sou de retaliações,
mas, quando o Atlético joga,
torço contra só por causa do
Petraglia e do Atilano — de-
volve o sindicalista. ■

Diferentemente do
Lula, meu estilo
de mobilização
nunca é no carro
de som, é sempre
no corpo a corpo
Marcus Vinicius Gomes
Especial para O GLOBO
● CURITIBA. Nas últimas sema-
nas, ogaúchoSérgioButka, de 54
anos, foi quaseumavisitaemsua
própria casa, no Bairro das Mer-
cês, em Curitiba (PR). Chegava
de madrugada — quando a mu-
lher, Helen, e os seis filhos (o
menor deles com apenas cinco
dias de vida) já estavam dor-
mindo — e saía pouco depois,
para uma série de reuniões que
tomava até 16 horas de seu dia.
— Por pouco, não se chamou
Felipe “Volkswagen” Butka —
brinca o pai, sobre o caçula.
A referência à montadora ale-
mã não é gratuita. Presidente há
duas décadas do Sindicato dos
Metalúrgicos de Curitiba e Re-
gião, Butka esteve à frente da
greve encerrada na sexta-feira
passada na fábrica da empresa
em São José dos Pinhais. A pa-
ralisação durou 37 dias — a
maior entre as unidades da em-
presa em todo o mundo — e
provocou prejuízo estimado em
até R$ 1 bilhão. Como desfecho,
oscercade3.100metalúrgicosda
fábrica conseguiram R$ 11,5 mil
de Participação nos Lucros e
Resultados (PLR), abono salarial
de R$ 4.200 e reajuste real de
2,5% na próxima data-base da
categoria, antecipada de setem-
bro para junho.
Butka acusa a montadora de
ter apostado, ao longo dos 37
dias, no enfraquecimento do mo-
vimento. E a verdade é que isso
quase aconteceu quando a Volks
deixou de depositar o salário
referente a maio dos metalúr-
gicos que cruzaram os braços.
Como alternativa, o sindicato
lançou mão do fundo de greve e
repassouacadagrevistaR$1mil.
No total, foramdepositados R$ 3
milhões nas contas bancárias
dos operários. Ainda assim, o
sindicalista admitiu que ao me-
nos 300 funcionários da linha de
produção cruzaram os portões
para bater o ponto. Aunidade de
São José dos Pinhais, uma das
mais modernas do país, produz
normalmente 840 carros/dia dos
modelos Golf, Cross Fox e Fox.
—Apesar do trabalho corpo a
corpo, é inevitável que exista o
fura-greve, que não concorda
com o sindicato — diz.
Diálogo foi o fator mais
importante, diz Volks
Em nota distribuída na sexta-
feira, o diretor de Relações Tra-
balhistas da Volkswagen, Nilton
Júnior, afirmou que “o diálogo foi
o fator mais importante” durante
as negociações e que espera “de-
senvolver um novo formato de
relações do trabalho” na fábrica
de São José dos Pinhais.
Nascido emMarcelino Ramos,
município de cinco mil habitan-
tes no Norte do Rio Grande do
Sul, Butka é neto de ucranianos.
Ele se mudou com a família —
pai, mãe e quatro irmãos —para
Curitiba em 1974. Seu primeiro
emprego com carteira assinada
foi como cobrador de ônibus.
Depois disso, foi vidraceiro de
automóveis e chegou a almo-
xarifeeauxiliar administrativona
Eletrofrio, especializada na fabri-
cação de frigoríficos para su-
permercados. Lá, ganhava R$
2.500. Butka estudou até o se-
gundo ano do atual Ensino Mé-
dio. Em 1977, ingressou no mo-
vimento sindical para, 13 anos
depois, tornar-se opresidente do
sindicato dos metalúrgicos.
Na última semana, houve
quem comparasse a paralisação
da Volks com as greves no ABC
paulista no fim dos anos 70 e
início dos 80 — que renderam
notoriedade ao então desconhe-
cido presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos deSãoBernardodo
Campo, Luiz Inácio Lula da Silva.
Se a tentativa era alinhar o perfil
de Butka ao do ex-presidente do
país, mostrou-se infrutífera. En-
quanto Lula discursava por mais
de uma hora, Butka costuma
resumir suas falas em palanque
a, no máximo, dez minutos.
— Quem me conhece sabe
que não sou de fazer grandes
discursos. Diferentemente doLu-
la, meu estilo de mobilização
36

ECONOMIA Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 36 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 56 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Siga, se houver, as instruções para
abertura disponíveis na embalagem
Não tente abrir embalagens com
dentes, facas ou outros instrumentos
não recomendados pelo fornecedor
No caso de produto que demande
instrumento específico para a
abertura, como vinho,
para evitar acidentes escolha
um de boa qualidade
Reclame à empresa caso encontre
dificuldade para abrir a embalagem.
Se não conseguir abri-la,
exija a troca
Em caso de acidente de consumo,
notifique o Inmetro:
http://tinyurl.com/3bcearh
Se houver necessidade de usar
serviços médicos, solicite laudo do
profissional e comprovante dos
gastos. Esses documentos
são essenciais para obter
o ressarcimento dos prejuízos
O Idec destaca que, em geral, é
fácil abrir embalagem de produtos
perigosos como medicamentos e
produtos sanitários de uso
domésticos (como água sanitária),
primeira e segunda causa de
intoxicação, de acordo com dados
do Sistema Nacional de
Informações Tóxico-
Farmacológicas (Sinitox)
OS RESULTADOS
DIFÍCIL
Exige muita força e o uso de instrumentos
não indicados pelo fabricante
EMBALAGEM PRODUTOS
Conservas e compotas,
como palmitos
Vinagre
Massas frescas e embutidos
Utensílios domésticos,
como abridores de latas,
entre outros
CDs e DVDs
Sardinha e atum
Vinho
Vidro com tampa metálica
com garras e lacre
Garrafa plástica transparente,
com tampa plástica e lacre tipo fita
Bandeja plástica transparente
Embalagem de papelão
e filme plástico
Filme plástico utilizado
como lacre
Lata
Garrafa de vidro com rolha
e lacre plásticos
DIFICULDADE MÉDIA
Demanda força e/ou a utilização do
instrumento recomendado pelo fabricante
EMBALAGEM PRODUTOS
Lata com anel “abre fácil”
Embalagem plástica com
lacre externo e bico conta-gotas
Pacote tipo “topo circular” com
tampa plástica e lacre plástico
Garrafa plástica com tampa plástica
e lacre de papel aluminizado
Pote plástico rígido transparente
com lacre e tampa
Pacote tipo “brik”
Sachê
Sardinha e atum
Adoçante líquido
Leite pasteurizado
Leite pasteurizado, suco de
frutas, iogurte e bebida láctea
Protudos a granel
Leite longa vida e
achocolatado
Molhos
FÁCIL
Exige pouca força
e uso das mãos
EMBALAGEM PRODUTOS
Caixa tipo “topo erguido” com
conjunto de tampa plástica e lacre
Garrafa plástica com
tampa e lacre plástico
Garrafa plástica com tampa
plástica e lacre externo
Copo plástico com
lacre de alumínio
Garrafa de vidro com
tampa metálica serrilhada
Copo de vidro com tampa
metálica e batoque de borracha
Suco de fruta
Refrigerante e água
Isotônico
Iogurte, água
e temperos
Azeite e bebidas
Produtos a vácuo (patês,
conservas e requeijão)
O QUE FAZER
BANCO DE ACIDENTES
DO INMETRO
FONTE: Idec
FONTE: Inmetro
Os acidentes com embalagens
estão em quarto lugar
no ranking
Produtos infantis
Eletrodomésticos
e similares
Alimentos
Embalagens
Produtos infantis
Eletrodomésticos
e similares
Alimentos
Embalagens
14,5%
12%
10,5%
7,4%
Destes, 89,7% ocorreram com
embalagens de alimentos, como
lata de leite (cortes nos dedos e
mão); lata de creme de leite (corte
profundo na mão) e de refrigerante
(corte no dedo). Os outros 10,3%
ocorreram com embalagens de
cosméticos e saneantes
B
D
Os
es
no
a
os
Sistema considerado
simples para abertura
A embalagem
não foi aberta
sem uso
de apetrechos
Registro de
acidentes de
corte nos dedos
DEFESA DO CONSUMIDOR
ONDE RECLAMAR • O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 17h, na Rua Desembargador Guimarães 21, Água Branca, São Paulo/SP, CEP: 05002-050 — Tel.: (11) 3874-2152
MALA DIRETA
Aespinhosatarefadeabrir embalagens
Teste do Idec reprova 7 a cada 10 produtos analisados, por problemas de abertura, além de risco de acidente
Luciana Casemiro
● Dente, faca, tesoura, garfo. Atire a
primeira pedra quem já não usou um
desses recursos para abrir uma em-
balagem. E, ainda assim, alguma vez,
não teve sucesso. Abrir a embalagem
de um produto pode não só ser uma
tarefa árdua como tambémperigosa. É
o que mostra o teste realizado pelo
Instituto Brasileiro de Defesa do Con-
sumidor (Idec) com 20 tipos de em-
balagens, classificando-as por grau de
dificuldade na abertura. Setenta por
certo foram consideradas com difi-
culdademédiaparaalta. E, nãoàtoa, as
embalagens aparecem como a quarta
causa mais relatada pelos consumi-
dores no Banco de Acidentes (http://ti-
nyurl.com/3bcearh ) do Instituto Na-
cional de Metrologia (Inmetro), com
7,4% do total de registros. Desse mon-
tante, 36%causamafastamento do tra-
balho e atendimento médico.
— A maioria dos acidentes com
embalagens está relacionada a pro-
dutos alimentícios. Os acidentes têm
umcustoparaoconsumidor etambém
para a sociedade. Nos Estados Unidos,
gasta-secomacidentesdeconsumo, de
forma geral, o equivalente ao PIB (total
das riquezas produzidas no país) bra-
sileiro. Aqui não temos ainda essa
avaliação, por isso, é fundamental que
o consumidor registre seu acidente no
banco de dados, seja ele grave ou não
— destaca Alfredo Lobo, diretor da
Divisão de Qualidade do Inmetro.
Faltam instruções de abertura
em 30% das embalagens
Entre os produtos avaliados noteste
estão CDs e DVDs, massas frescas,
vidros de conserva, copos de iogurte e
copos de azeitona. Coordenadora do
projeto e consultora técnica do Idec,
Silvia Vignolia diz que as pessoas que
participaramdotestetinhamliberdade
de tentar abrir a embalagem da forma
que achassem mais conveniente.
— Quando vimos uma das testa-
doras tentar abrir o lacre da garrafa
plástica do vinagre com a boca, man-
damos parar, não podíamos correr o
risco de vê-la quebrando um dente. O
vidro de palmito foi outra embalagem
que os testadores não conseguiram
abrir usando apenas as mãos. As em-
balagens de massa fresca também não
puderamser abertas semousode faca
ou tesoura, embora não houvesse in-
dicação para uso desses instrumentos
— relata Silvia.
Mercedes Sanchez, especialista em
usabilidade, diz que no seu blog, o Tá
Difícil (tadificil.wordpress.com), as
embalagens estão entre os cinco as-
suntos mais reclamados:
— As reclamações se referem às
dificuldades para abrir e também para
ler o que está escrito nas embalagens.
Há também queixas sobre mau fun-
cionamento, que acaba causando des-
perdíciodoproduto, comonocasodas
caixinhas com canudinhos de água de
coco, achocolatados e sucos.
A falta de instruções para aber-
tura, aliás, foi observada em 30%
dos produtos testados pelo Idec.
— Quando o fabricantes dá in-
formações ao consumidor está mos-
trando respeito, mas isso nem sem-
pre significa que a embalagemé fácil
de abrir — destaca a coordenadora
do teste.
Segundo Silvia, nossa regulamenta-
ção de embalagens está mais preo-
cupada coma questãosanitária doque
com a segurança. Lobo, do Inmetro,
tambémconsidera que é precisomaior
vinculação da regulamentação do pro-
duto à embalagem:
— Além de estabelecer requisitos
para os produtos, é preciso obser-
var o manuseio da embalagem e
identificar os riscos e como fazer
para mitigá-los ou eliminá-los. Foi
assim com o álcool. A regulamen-
tação fez mudar a embalagem desse
produto, o que ocasionou redução
no número de acidentes.
Enquanto destampar uma lata de
palmito pode ser uma missão quase
impossível, abrir um detergente, de-
sinfetante ou medicamento é tarefa
que pode ser executada semqualquer
dificuldade, segundo o teste do Idec.
— Isso é preocupante, pois esses
produtos são facilmente associados
por crianças a comida. E são as causas
mais frequentes de intoxicação. A in-
dústria deveria adotar sistemas de
abertura mais complexos, que dificul-
tassem o acesso — avalia Silvia.
Luciana Pellegrino, diretora-execu-
tiva da Associação Brasileira de Em-
balagens (Abre), diz que, no caso de
produtos de limpeza, há duas ques-
tões: segurança e praticidade de uso.
— Em relação aos medicamentos, o
usodatampadegirofalso, quedificulta
a abertura, vemcrescendona indústria
farmacêutica. Em relação a produtos
de limpeza, a primeira abertura exige
um esforço maior, mas como são pro-
dutos de uso contínuo, há exigência
tambémpor praticidade. Emambos os
casos, a indústria destaca nas em-
balagens que eles devem ficar fora do
alcance de crianças. O consumidor
tambémtemresponsabilidadenousoe
no armazenamento.
Luciana destaca ainda que o de-
senvolvimento econômico e social do
país aumentou as opções de emba-
lagens. E afirma que facilidade e se-
gurança no manuseio são levadas em
conta na elaboração de embalagens:
— São feitos testes de força em
laboratórios e com consumidores —
dizLuciana, acrescentandoque, muitas
vezes, háumaresistênciaproposital. —
A maior resistência, algumas vezes, é
para garantir a segurança de que o
produtonãoseja violadoousofra qual-
quer degradação antes do consumo. ■
■ Reclamações devem ser
encaminhadas pelo
http://oglobo.globo.com/servicos-
/defesa_consumidor/defesa-
_consumidor_1.asp ou no site do
jornal, www.oglobo.com.br, no
ícone “Defesa do Consumidor”.
Por carta, as queixas devem ser
enviadas para Rua Irineu
Marinho 70, 3
o
- andar, Centro,
CEP 20230-023 ou pelo fax: (21)
2534-5162. É preciso informar
endereço e telefone do
consumidor e da empresa.
Brinde vira
assinatura
Há anos assino as revistas “Época”
e “Casa e Jardim”. Em abril, recebi
uma ligação da Editora Globo ofe-
recendo-me a renovação de tais
assinaturas. Estranhei, pois só ven-
cerão em julho. A vendedora ar-
gumentou que eu poderia apro-
veitar uma promoção de renovação
das assinaturas que me daria di-
reito a brindes, que seriam o re-
cebimento de “Quem” e duas ou-
tras revistas durante um ano. Es-
colhi “Marie Claire” e “Globo Ru-
ral”. Entretanto, em 3 de junho,
recebo uma carta da editora in-
formando que eu estou assinando
as revistas “brindes” por um ano,
pelo valor de R$ 375,12. Liguei
para esclarecer e fui informada de
que não consta renovação de mi-
nhas assinaturas de “Época” e “Ca-
sa e Jardim”. E que na verdade
estou assinando as publicações do
brinde. Cancelei imediatamente
toda e qualquer assinatura com
essa editora. Essa é uma tática de
venda de má-fé.
ANA MARIA TAVARES DE SOUZA
Angra dos Reis, RJ
● A Editora Globo afirma que as
assinaturas estão canceladas e,
devido ao transtorno causado, foi
prorrogada a entrega da revista
“Época” por mais um mês, ter-
minando em agosto, e a da revista
“Casa e Jardim” por mais dois
meses, terminando em setembro.
Bloqueio de
conta paga
Contestei o valor de uma conta da
TIM, o que gerou um novo boleto,
no valor de R$ 328,06, que foi
pago. No entanto, mais uma vez a
TIM entrou em contato, dizendo
que havia um valor em aberto.
Expliquei o que havia ocorrido.
Verificando que tinha havido uma
falha da TIM, pediram cinco dias
úteis para regularização. Mas no
dia 2 de junho o serviço de celular
foi bloqueado. Liguei, mas o aten-
dente disse que não consegue ver o
motivo do bloqueio. Quero uma
solução definitiva.
LEANDRO BASTOS PACHECO
Ribeirão Preto, SP
● A TIM informa que a linha foi
desbloqueada.
Falta de peça
para conserto
Estou com uma lava-louças Bri-
tânia na assistência técnica desde
fevereiro, que não é consertada por
falta de peças. A mesma máquina,
no ano passado, ficou oito meses
em outra credenciada, e a retirei
também sem conserto pelo mesmo
motivo. A Britânia não faz a menor
questão de ajudar os clientes.
CARLOS A. CARDOSO COTA
Rio
● A Britânia afirma que está ve-
rificando a melhor forma de sa-
tisfazer a demanda do leitor.
Medidor
com defeito
Desde 2010, após dificuldade de
leitura do medidor de minha casa,
abri um pedido de troca do aparelho
na Cedae. Até hoje não fizeram a
troca e continuam chegando faturas
em uma média muito acima do uso
mensal, chegando a R$ 500.
ANA LUCIA ALVES MELLO
Rio
● A Cedae diz que o pedido foi
encaminhado ao setor responsável e
será tratado com prioridade.
Ampla: restabelecimento
de energia em até 9 horas
Compromisso firmado com Defensoria em juízo
prevê multa de R$ 20 mil por hora de atraso
● O Núcleo de Defesa do Con-
sumidor (Nudecon) da Defen-
soria Pública do Rio firmou um
termo de compromisso em juí-
zo com a distribuidora de
energia Ampla, na qual a em-
presa se obriga a restabelecer
o fornecimento de energia, em
caso de interrupção, no prazo
máximo de seis horas, em
áreas urbanas, e de até nove
horas, em áreas rurais.
O Nudecon informa ainda
que o acordo, que vale por
cinco anos, não abrange even-
tos decorrentes de problemas
na geração e na transmissão
de energia ou em caso fortuito
ou de força maior que impe-
çam a reação imediata da em-
presa, como inundação e que-
da de árvores, por exemplo.
Em caso de descumprimen-
to, a Ampla poderá ser multada
em R$ 20 mil para cada grupo
de mil unidades consumidoras
atingidas, durante a primeira
hora excedente, duplicando-se
a multa a cada hora que ul-
trapasse o prazo fixado.
— Não existe regulação sobre
o tempo de reação da empresa
quando há interrupção da ener-
gia. E temos observado em de-
terminadas localidades pessoas
sem luz por até 72 horas. Diante
dessevácuonaregulação, aAção
Civil Públicafoi usadaparaforçar
as companhias a atuarem com
mais eficiência — diz o defensor
público Fabio Schwartz.
A Ampla informa que cum-
prirá os termos do acordo. (Lu-
ciana Casemiro) ■
Editoria de Arte
ECONOMIA

37 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 37 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 56 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
R$ 50
R$ 12,26
Anuidade do cartão básico
Segunda via do cartão
Saque
• No país
• No exterior**
Pagamento de contas
Avaliação emergencial de crédito
SANTANDER
R$ 60
R$ 5
R$ 15
-
R$ 15
R$ 15
100%
-
200%
50%
653%
-
ITAÚ
UNIBANCO
R$ 48
R$ 10
R$ 5
-
2,99%
R$ 15
HSBC*
R$ 90
Isento
R$ 8
R$ 8
1,99%
R$ 15
CITIBANK*
R$ 90
R$ 5
R$ 8
R$ 8
R$ 1,99
Isento
CAIXA
R$ 45
R$ 5
R$ 5
R$ 12
R$ 7,50
R$ 15
BRADESCO
R$ 56
R$ 7,90
R$ 7,90
-
R$ 7,90
R$ 15
BANCO
DO BRASIL
R$ 45
R$ 8
R$ 6,50
R$ 12
R$ 15
R$ 15
Boleto avulso
ou isento (contas de
concessionárias
em débito)
Da conta (valor
mínimo de R$ 3)
Fontes: Banco Central e instituições financeiras
Santander
Os bancos oferecem diversas alternativas de cartões, com serviços e
benefícios, como descontos em ingressos de cinema, seguros de carro ou
milhas para passagens aéreas
1 no
4 no
7
Debitoi Credit Cll Sard
Debitoi Credit Cll Sard
Debitoi Credit Cll Sard
Cll Sard
no
* no
n o
6
3
n o
n o
n o
2no
5no
8no
0no 9
**
X
ANUIDADES DOS PRODUTOS DIFERENCIADOS
AS TARIFAS COBRADAS PELOS BANCOS
VALOR
MÁXIMO
Banco do Brasil Caixa Citibank HSBC Itaú
Unibanco
R$ 600
R$ 495
R$ 600
R$ 160
R$ 690
R$ 660
VALOR
MÍNIMO
R$ 60
R$ 960
R$ 56
R$ 105 R$ 99
Valor
mínimo
isento
R$ 72 R$ 84
TAXAS COLETADAS PELOBANCOCENTRAL
*Valor a cada 360 dias / **Valor por evento
R$ R$ 12,26 R$
Avaliação
emergencial
de crédito**
Pagamento
de contas**
Saque no
país**
Segunda
via do
cartão**
Anuidade
cartão básico
nacional*
R$ 8,56
R$ 18,86
R$ 5,35
R$ 300
R$ 30
R$ 240
R$ 15
VALOR MÉDIO
VALOR MÁXIMO
William de Moura
* O cartão básico é válido também no exterior
** Os saques com cartão de crédito no exterior são tributados com IOF, com alíquota de 6,38%
Em todas as instituições
financeiras (bancos privados,
públicos e Caixa Econômica
Federal) para cartões novos
(contratos a partir de 1º de
junho)
Diferença
entre
o maior e
menor valor
Bradesco
An Anui ui uida da dade de de dddoo ca cart rtão ão bbásico
Segunda via do cartão
Saque
BANCO
DO BRASIL
R$ 45
R$ 8
Nocartãodecrédito,
anuidadepodesair até
pelodobrodopreço
Novas regras do Banco Central simplificam cobrança,
mas não impedem distorção de preços entre os bancos
Lucianne Carneiro
● As novas regras do Banco
Central (BC) para os cartões
de crédito — que entraram em
vigor no dia 1
o
- de junho — não
impediram que a anuidade dos
cartões básicos saia até 100%
mais cara em alguns bancos.
Emalgumas tarifas, a diferença
chega a 653%. Levantamento
feito pelo GLOBO em sete ins-
tituições financeiras (Bancodo
Brasil, Bradesco, Caixa Econô-
mica Federal, Citibank, HSBC,
Itaú Unibanco e Santander)
mostra que a taxa de anuidade
da modalidade mais simples
do plástico pode variar de R$
45 — no Banco do Brasil e na
Caixa Econômica Federal — a
R$ 90 —no HSBCe no Citibank.
Nos dois últimos bancos, no
entanto, o plástico também é
válido no exterior, enquanto os
cartões mais baratos são acei-
tos apenas no Brasil.
Já para pagar contas com o
cartão de crédito o consumidor
desembolsa de R$ 1,99 no Ci-
tibank a R$ 15 no Banco do
Brasil e no Santander, uma va-
riação de 653%. Em alguns ca-
sos, ataxacobradaépercentual,
o que significa que pode até
ultrapassar R$ 15 se o valor da
contafor alto. Jáovalor cobrado
para saques no país vai de R$ 5
na Caixa e no Itaú Unibanco a R$
15 noSantander, ouseja, chega a
ser três vezes maior.
Asegunda via docartãopode
custar até R$ 10 — no Itaú
Unibanco —ou sair de graça no
HSBC. Eaavaliaçãoemergencial
de crédito custa R$ 15 em seis
das sete instituições financeiras
avaliadas: apenas no Citibank o
serviço é gratuito.
—Asimplificaçãodas tarifas
pelo Banco Central, com ape-
nas cinco delas, é muito po-
sitiva. Mas não quer dizer que
oconsumidor vai pagar menos.
É preciso ser muito cuidadoso
—afirma o assessor técnico do
Procon-SP Marcos Diegues.
Com as mudanças, o BC re-
duziu as mais de 70 tarifas exis-
tentes anteriormente e com di-
ferentes nomes para apenas cin-
co (anuidade, segunda via do
cartão, saque, pagamento de
contas e avaliação emergencial
decrédito). Nãopodemmais ser
cobradas, por exemplo, tarifas
para manutenção do cartão ou
renovação de pontos de milha-
gem. Admite-se, no entanto, a
cobrança por alguns serviços
não prioritários, como cartão
em formato personalizado ou
segunda via emergencial.
Comparação deve
estimular concorrência
Outra alteração é que agora
existe o cartão básico — ex-
clusivoparapagamentodecom-
pras, contas ouserviços ecomo
menor valor de anuidade —e os
diferenciados — que podem es-
tar associados a programas de
benefícios e recompensas.
Entre os sete bancos pesqui-
sados, a faixa de preços para a
anuidade dos cartões diferencia-
dos é bemampla e vai de R$ 54 a
R$ 960. Os serviços oferecidos,
no entanto, são muito diferentes.
Há os tradicionais programas de
milhagemou acúmulo de pontos
para troca por prêmios, prazo
maior para pagar a fatura, des-
contos em cinemas, em seguros
de carros ou de viagens, retorno
de um percentual da fatura em
crédito, acesso a salas VIPs de
aeroportos, entre outros.
Para o professor de finanças
da Fiap Marcos Crivelaro, o le-
vantamento mostra que ainda
há distorções grandes nos cus-
tos cobrados pelos bancos:
— Antes, reclamávamos da
diversidade de taxas e dos va-
lores elevados. A nova regu-
lação tornou mais simples a
comparação dos valores, mas
ainda há diferença grande de
valores entre as tarifas.
A expectativa, segundo Die-
gues, é que os consumidores
passem a comparar mais as ta-
rifas existentes — até pela uni-
formização da nomenclatura —
e isso estimule a concorrência,
reduzindo custos mais à frente.
— A nova regulação propõe
limites mais claros para consu-
midores fazerem comparações,
mas até agora o que houve foi
uma readequação de tarifas. Ain-
da veremos qual será o impacto
—diz oprofessor deFinanças do
Ibmec/Rio Gilberto Braga.
Ele lembra que o aumento
do percentual de pagamento
mínimo da fatura — outra das
mudanças — chega num mo-
mentoemque as taxas de juros
elevadas já deixam a rolagem
da dívida do cartão mais cara.
A gerente de marketing da
Universidade Veiga de Almeida,
Leila Vital, usa muitoocartãode
crédito, já que é fã das compras
on-line e gosta de concentrar
despesas no plástico para acu-
mular milhas para viagens. No
entanto, ela não paga anuidade
em nenhum de seus três car-
tões. Dois foramoferecidos pelo
banco já sem esse custo, e a
terceira isenção foi negociada
com a instituição financeira.
— Não pago anuidade, mas
já me assustei uma vez quando
atrasei um dia o pagamento e
me cobraram, além dos juros,
uma multa — diz Leila.
Na avaliaçãode GilbertoBra-
ga, o consumidor deve avaliar
o perfil de seu uso do cartão de
crédito para escolher entre o
cartão básico e o diferenciado,
ainda que a anuidade doúltimo
seja mais cara:
— Para quem usa muito o
cartão, pode ser mais vanta-
joso ter o modelo diferencia-
do, em que será recompen-
sado por suas compras, em-
bora pague anuidade maior.
Bancos alegam que taxas são
compatíveis com mercado
E, para o uso responsável do
cartão de crédito, especialistas
lembram que a principal reco-
mendação é evitar a todo custo
pagar apenasomínimodafatura,
para evitar os juros elevados.
Procurado, o Citibank escla-
receu que seu cartão básico, di-
ferentementedeoutrosprodutos
do mercado, é internacional, ca-
racterística alinhada como perfil
da maioria de seus clientes, do
segmento de alta renda. Já o
HSBC informou, por meio de sua
assessoria de imprensa, que as
taxas praticadas sãocompatíveis
com o mercado.
Sobre a tarifa de saque, o
Santander afirmou que a sua é
maisaltapoisofereceosserviços
de saque parcelado e supercré-
dito. Em relação ao pagamento
de contas, diz que está alinhado
com a média do mercado. O
Banco do Brasil, por sua vez,
apontouque nãocobra encargos
sobre o pagamento efetuado e
que o serviço de pagamento de
contas gera pontos no Programa
de Relacionamento.
O Itaú Unibanco destacou
que as tarifas cobradas pela
Itaucardestão dentro do preço
médio de mercado e são es-
tabelecidas de acordo com a
prestação dos serviços espe-
cíficos contratados. ■
Saiba o que mudou nas regras
.
Aprenda a
comparar as
cobranças
● A comparação de pre-
ços e serviços é uma das
principais indicações de
especialistas para definir
a melhor escolha de pro-
dutofinanceiro. Nositedo
Banco Central, o consu-
midor pode comparar as
tarifas cobradas pelas ins-
tituições para os cartões
de crédito, alémde outros
serviços bancários.
Ao entrar no si te
www.bcb.gov.br, o consu-
midor deve clicar, do lado
esquerdo, no link “Cida-
dão”, e em seguida, na
área “Bancos”. Aí é a vez
de ir em “Tarifas”. Depois,
clicar na frase “Saiba mais
sobre as tarifas bancárias”
e entrar em “Instituições e
respectivas tarifas”. Neste
momento, escolha “Ban-
cos privados + bancos pú-
blicos + Caixa Econômica
Federal”. Nesta área, terá
acessoaos dados detodos
os bancos do mercado e
poderá escolher aqueles
para os quais pretende
comparar as tarifas.
● O Banco Central acaba de
lançar novas regras para o
setor de cartão de crédito.
Confira a seguir as principais
mudanças:
● PRAZO: As alterações valem,
desde 1
o
- de junho, para os novos
cartões de crédito (comcontratos a
partir dessa data) e só serão obri-
gatoriamente estendidas aos an-
tigos cartões a partir de junho de
2012. Alguns bancos, no entanto,
já anteciparam esse processo.
● TIPO DE CARTÕES: A nova
regulação criou o cartão básico —
com a anuidade mais barata e sem
ligação com programas de recom-
pensas. Existem, ainda, os cartões
diferenciados, com variados ser-
viços e benefícios.
● TARIFAS: As dezenas de tarifas
comdiferentes denominações foram
reduzidas para apenas cinco tarifas
básicas: anuidade, segunda via de
cartão, saque, pagamento de contas
e avaliação emergencial de crédito.
● PAGAMENTO MÍNIMO: O per-
centual mínimo de pagamento da
fatura do cartão subiu de 10%para
15%. A partir de 1
o
- de dezembro,
este percentual sobe para 20%.
● CARTÕES NÃO SOLICITADOS:
Foi proibido o envio de cartões não
solicitados — regra presente no Có-
digo de Direito do Consumidor (CDC),
mas muitas vezes desrespeitada.
LEILA VITAL conseguiu negociar com os bancos e não paga taxa de anuidade de seus cartões de crédito
Pedro Kirilos Editoria de Arte
88
¬
LCONOVlA LCONOVlA
¬
8D 2ª edição º 0 0L0B0 º Dcminec, 12 de |unhc de 2011
Rº|rº
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BRASíL N0RUE0A
ß,5 miIhöes
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2,l72 triIhöes
l0.ß00
7,5%
324 miI
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EM ALTA
Em 2010, a Ncrueea
investiu mais nc Brasil
que parceircs tradicicnais
ccmc Espanha, Alemanha,
0creia dc Sul e
Pcrtueual
Oretrate 4es pa|ses
F0NTE. 0íA Wcrld Factbcck
Chefe 4c lbana rejeita rétu|c 4e 'carinba4cr'
Nc creac há 20 ancs, Trennepchl diz que a decisac de ccnceder licença a Belc Mcnte tem respaldc técnicc
Vivian DswaId e
Catarina AIencastro
¬ 8RASÌLIA. Assim que recebeu
o tão esµerado reÌatorio tec-
nico que serviria de base µara
a concessão da Ìicença de ins-
taÌação das obras da Usina de
8eÌo Monte, na tarde da sexta-
leira, 27 de maio, o µresidente
do Ibama, Curt TrenneµohÌ,
não µareceu se µreocuµar com
o temµo. NaqueÌe dia, aµos
seis meses de exµectativa e
µoÌêmica, o governo estava
com tudo µreµarado µara o
anuncio da mega-hidreÌetrica.
A emµresa resµonsáveÌ µeÌo
µro|eto tinha equiµes em cam-
µo aguardando o sinaÌ verde.
Mas este gaucho de laÌa man-
sa, esµeciaÌista em Direito Am-
bientaÌ, não se abaÌou. Agar-
rou-se aos documentos e car-
regou-os µara casa.
Não µor desconliança de va-
zamento da inlormação, mas
µorque queria esmiuçar Ìinha
µor Ìinha antes de chanceÌar a
autorização, que so sairia quatro
dias deµois. Lx-µrocurador ecor-
regedor do Ibama, autor do Ìivro
¨Inlrações contra o meio am-
biente: muÌtas e outras sanções
administrativas", considerado
entre os servidores do orgão ¨a
bibÌia dos liscais", conseguiu
aµÌacar as µressões µoÌiticas do
Lxecutivo, quenegater solrido, e
tranquiÌizar a equiµe reduzida de
tecnicos. Dois antecessores seus
cairam durante a bataÌha µor
8eÌo Monte.
'Acompanhar condicionantes
vai dar trabalho', diz
Os criticos de Curt dizem
que eÌe loi µosto aÌi aµenas
µara ¨carimbar" a Ìicença. Cha-
mam-no de burocrata, dada à
sua Ìonga µermanência no Iba-
ma, onde ocuµa vários µostos
desde 199O. LÌe, µorem, as-
sumiu o comando do orgão em
|aneiro dizendo que não daria
a Ìicença naqueÌe dia e, nos
meses que se seguiram, não se
comµrometeu com datas. Ago-
ra, vai mais Ìonge:
~ O acomµanhamento das
condicionantes vai dar mais
trabaÌho do que a µroµria aná-
Ìise da Ìicença. Se µerceber-
mos que as condicionantes
não estão sendo cumµridas,
cassamos, sem sombra de du-
vida. L isso |á ocorreu outras
vezes ~ garantiu ao GLO8O
em seu gabinete, no camµus
do Ibama em 8rasiÌia.
Quem trabaÌha com Curt vê
no lumante inveterado, que
não µerde a oµortunidade µa-
ra a µausa do cigarrinho no
µátio vizinho à sua saÌa, um
uorkoholic meticuÌoso.
~ Na gestão do Curt houve
umresgate da credibiÌidade dos
tecnicos. Por ter sido µrocu-
rador, vaÌoriza a µarte tecnica.
Tudo tem que estar muito bem
instruido. Nas gestões µassa-
das, os tecnicos estavam de-
sacreditados. OesµiritodeÌe e o
de incÌuir mais o tecnico na
tomada de decisões. A gente se
sente mais µarte das decisões.
LÌe está dividindo mais o barco,
não está tocando tudo sozinho
~disse umtecnico da diretoria
de Ìicenciamento, área que, em
anos recentes, loi loco de em-
bates com as decisões da µre-
sidência em casos como o avaÌ
às usinas do Rio Madeira.
~ LÌe e o curricuÌo de maior
quaÌilicação. Semµre dominou
a área tecnica e |uridica. LÌe
µassa muita segurança. Sem-
µre loi lieÌ à causa ambientaÌ,
esµeciaÌizou-se, estudou a lun-
do. LÌe não está aqui µara aµa-
gar logo. LÌe quer oxigenar um
PER||| º OUR! !RENNEPOH|, rrºs|1ºrlº 1º l|ara
O OUE E|E D|SSE...
µrocesso de renovação, de me-
Ìhoria do atendimento que o
Ibama µresta à sociedade ~
alirmou CarÌos Iabiano Car-
doso, coordenador-geraÌ de
Recursos IÌorestais.
A concessão da Ìicença de
8eÌo Monte, µorem, desµertou a
luria de ambientaÌistas e o tor-
nou aÌvo de intimidação do Mi-
nisterio PubÌico, que o ameaçou
com ações de imµrobidade ad-
ministrativa. NiÌo D`AviÌa, coor-
denador de PoÌiticas PubÌicas do
Greenµeace, e leroz:
~ Muito imµressionante o
esµirito de servidão (deÌe), a
a|uda que está dando em trans-
lormar o Ibama num cartorio
em vez de orgão Ìicenciador ~
ataca, ao criticar Curt, que teria
sido um dos resµonsáveis µeÌo
sistema de Ìicenciamento e sa-
beria exatamente a dilerença
entre µre-condicionantes e con-
dicionantes e, ainda assim, Ìi-
berou as obras.
Curt admite que o embate
com o MP Ìevou-o a retardar a
decisão:
~ Sei bem os eleitos de uma
ação de imµrobidade. Não me-
reço correr o risco de ser acio-
nado e, cinco anos mais tarde,
deµois de inocentado, ser aµon-
tado µeÌos coÌegas dos meus
netos como o µresidente do Iba-
ma alastado. Nossas decisões
têm embasamento tecnico.
Número de técnicos foi
ampliado para 400
Passado o turbiÌhão 8eÌo
Monte, TrenneµohÌ alirma que
a ÌegisÌação ambientaÌ tem ¨Ìa-
cunas e obscuridades" que
µrecisam ser revistas µara agi-
Ìizar os 1.67b µrocessos de
Ìicenciamento µendentes no
orgão e dar |ustamente mais
segurança |uridica aos tecni-
cos e emµreendedores.
Lx-ativista, |á chegou a
abraçar árvores µara imµe-
dir que lossem derrubadas.
Ho|e, alirma que e µreciso
ter a visão de con|unto. Pro-
teger o meio ambiente, sem
lrear o crescimento.
~ QuaÌquer interlerência
humana no meio ambiente
causa danos e o Ibama está aÌi
µara minimizá-Ìos. Não tem |ei-
to. De hidreÌetricas, recÌamam.
Termicas, e µau. NucÌear, en-
tão... So se eu abrir uma lá-
brica de veÌas ~ brinca.
Desde que assumiu o cargo,
conseguiu lortaÌecer a área
que atuaÌmente e a mais de-
mandada, o Ìicenciamento. Au-
mentou a equiµe de 28O µara
4OO tecnicos, dos quais 6O lo-
ram contratados este ano com
a autorização da µresidente
DiÌma Roussell, aµesar do con-
tigenciamento.
~ O Ibama e um orgão de
µreservação. Mas não nos ca-
be imµedir o crescimento ~
diz eÌe.
Aµosentado desde abriÌ, Curt
µoderiaaµroveitar µaradescan-
sar deµois de 22 anos de casa e
assistir ao concerto do vioÌi-
nista e maestro hoÌandês Andre
Rieu, de quem e lã de cartei-
rinha. Aceitou o desalio de co-
mandar o Ibama |á com seu
ingresso e o da muÌher com-
µrados. L alirma ter aceito o
convite µor acreditar que µode
trazer mudanças ¨à sua casa",
onde diz se sentir ¨à vontade":
~ Não sou µoÌitico. Sou um
neolito na LsµÌanada, mas es-
tou muito consciente do que
vim lazer. Sabia exatamente o
trabaÌho que me esµerava.
Aµesar dos µercaÌços, ga-
rante que 8eÌo Monte está Ìon-
ge de ter sido sua maior dor de
cabeça no Ibama.
~Não ve|o 8eÌo Monte como
umµrobÌema. Nãoloi umdivisor
de águas na minha carreira. Ioi
um trabaÌho comµÌexo, como |á
tive outros e terei mais µara
lrente. Como corregedor, enlren-
tei situações bem mais desgas-
tantes e constrangedoras ~
concÌui o tecnico, µrimeiro ser-
vidor a usar um coÌete escrito
¨liscaÌ", leito em casa, que de-
µois serviu de modeÌo µara o
institucionaÌ:
~ Ainda o tenho guardado
comigo. ®
0URT TRENNEP0HL |evou o processo da hidre|étrica para casa e se debruçou no materia| por quatro dias
0ivaldc Barbcsa
¨Ouoloucr inicrlcrcncio humono no mcio ombicnic
couso Jonos c o /bomo csió oli poro minimizólos. Nôo
icm jciio. Dc hiJrcléiricos. rcclomom. Térmicos. é pou.
Nuclcor. cniôo... So sc cu obrir umo lóbrico Jc cclos"
¨Sci bcm os clciios Jc umo ocôo Jc improbiJoJc.
Nôo mcrcco corrcr o risco Jc scr ocionoJo c. cinco
onos mois iorJc. Jcpois Jc inoccnioJo. scr
oponioJo pclos colcgos Jos mcus ncios como o
prcsiJcnic Jo /bomo olosioJo. Nossos Jccisõcs icm
cmbosomcnio iécnico"
MÆ|S EOONOM|Æ HOIE
NÆ |N!ERNE!:
oeIobo.com.br/economia
.............................................................
" ""
Accmpanhe a
ccbertura da
Eccncmia nc Twitter.
tw|tter.reæ/OO|ebe¸Erereæ|a
FDTDSALEP!A: 0 erau
de dificuldade de cada
embalaeem
CAPTDE5 DE CPÉD!TD:
Pereuntas e respcstas scbre
as ncvas reeras dc setcr
BLDS5: Accmpanhe as
discussces scbre
sustentabilidade nc Ecc
verde e nc Blce verde
'Æ ºare rersk | R|e'. Oa, eæ pertazaes: ser reraezaes re R|e
Ncrueea |á é citavc país que mais investe nc Brasil, dc petrclec e pesca à incvaçac. 0clônia na cidade cheea a 500 pesscas
Henrique Somes Batista
¬ No dia 17 de maio, terça-
leira, umanimadogruµode
44O µessoas ocuµava mui-
tas mesas do Porcão Rio`s.
Não era nenhuma lesta de
emµresa, mas a comemo-
ração do dia nacionaÌ da
Noruega µor grande µarte
da numerosa coÌônia do
µais escandinavo na cida-
de, que |á chega a bOO
µessoas ~ noruegueses
que chegam ao Rio na es-
teira dos crescentes inves-
timentos no µais. Há cinco
anos, cercade4Oemµresas
norueguesas estavam no
8rasiÌ. Ho|e esse numero
µassa de cem. O Rio e
escoÌhido como base µor
negocios em µetroÌeo e
µesca, mas ointeresseche-
ga a setores como inova-
ção, biocombustiveis, edu-
cação e Amazônia.
~ As reÌações entre os
dois µaises têm crescido
muito, emdiversas áreas.
De setembro a maio, µor
exemµÌo, cinco ministros
noruegueses estiveram na cidade
µara lazer negocios ~ alirma a côn-
suÌ Anne Vibeke LiÌÌoe.
Os numeros imµressionam. Se-
gundo o 8anco CentraÌ, em 2O1O o
µais trouxe US$ 1,b8b biÌhão ao 8ra-
siÌ, o oitavo maior da Ìista de in-
vestidores estrangeiros. Lsse vaÌor e
sete vezes maior que o de dois anos
antes, quando o µais trouxe US$ 2O7
miÌhões e ocuµava a 2b
a
- µosição
entre os investidores.
O µetroÌeo ainda e o segmento que
mais atrai os noruegueses, tanto µeÌas
µarcerias com a Petrobras como µeÌo
lorte crescimento da StatoiÌ no 8rasiÌ.
A µetroÌilera norueguesa quer ser a
segunda maior do setor, atrás aµenas
da estataÌ brasiÌeira. Ioi a StatoiÌ, se-
gundo a cônsuÌ, que lez a µoµuÌação
de noruegueses no Rio dar um saÌto.
Arve Aasebo T|aÌand, de b2 anos, está
entre os que vieram neste momento:
~ Lu morava em Caracas quando
me mudei µara o Rio, em 2OO8. Ioi
como sair do inlerno µara o ceu ~
conta Arve, que |á morou ainda no
Azerbai|ão e na Ltioµia.
ResµonsáveÌ µeÌa área administra-
tiva doescritorioque a StatoiÌ montava
no µais, Arve diz que toda a lamiÌia
aµrovou a vida no 8rasiÌ. De mudança
no lim do ano µara AngoÌa ~ a maior
µarte dos noruegueses lica umµeriodo
determinado na cidade, aÌgo entre dois
e cinco anos ~, eÌe alirma que sentirá
saudadesdoestiÌocarioca, que, emsua
visão, garante um µadrão unico de
vida, aÌem das µaisagens e µraias.
~ORioe a cidade que eumais amo
no mundo. VoÌtarei aqui como turista.
Precisamos de uma vida inteira µara
conhecer o 8rasiÌ ~ alirmou antes de
ir de Coµacabana ao LebÌon em seu
roÌÌerski, esµecie de ski com rodinhas
que eÌe trouxe de seu µais, como laz
todas as terças e quintas-leiras.
LÌe, como a imensa maioria da co-
Ìônia, adotouoIÌamengocomotimedo
coração. LebÌon e Iµanema são os
bairros que concentrama moradia dos
noruegueses, que, em menor escaÌa,
tambem vivem na Lagoa, no 1ardim
8otãnico e na 8arra. Mas eÌes não
convivem muito com os brasiÌeiros:
~Agora há noruegueses demais no
Rio. InleÌizmente, acabamos conviven-
do mais entre nos mesmos ~ alirma
HiÌda Heggebo, uma das organizado-
ras dos aÌmoços semanais quereunem
cerca de 2O mães norueguesas.
A maioria das muÌheres que vêm ao
8rasiÌ acomµanhando seus maridos
não consegue visto de trabaÌho. LÌas
aµroveitam o µeriodo µara aµrender
novos esµortes ~como surle ou tênis
~ e µara, em muitos casos, ter liÌhos.
~ As norueguesas não estão acos-
tumadas a licar sem trabaÌhar, então
eÌas encaram este µeriodo como lerias
oucomoumaoµortunidadeotimaµara
ter liÌhos, ainda mais contando com
babás, emµregadas e ate motorista,
aÌgo raro na Noruega ~ alirma a bra-
siÌeira Márcia Regina da SiÌva Håberg,
que e casada comumnorueguês e que
|á viveu seis anos em OsÌo.
Seu marido, 1ohnny Håberg, reµre-
sentante do ConseÌho Norueguês da
Pesca, Ìembra que estar no Rio não
signilicaaµenas quaÌidadedevida, mas
uma boa oµortunidade µrolissionaÌ.
~ Lssa vaga era disµutada µor cen-
tenas de µessoas, o 8rasiÌ está se
tornando cada vez mais imµortante
µara a Noruega. AÌem de ser o maior
imµortador mundiaÌ de bacaÌhau, te-
mos muitas µarcerias ~ conta.
Tanto as exµortações como as
imµortações entre os dois µaises
µassaramde umµatamar de US$ 2OO
miÌhões anuais, em2OOO, µara acima
de US$ 7OO miÌhões no ano µassado.
Mas eÌe alirma que lazer negocios no
Rio não e diliciÌ:
~ Um µrobÌema e que µoucas
µessoas laÌam ingÌês e muitos no-
ruegueses têm dilicuÌdades com o
µortuguês. Mas, lora o idioma, temos
muitas semeÌhanças, como o bom
humor e a inlormaÌidade.
Håberg Ìembra ainda que o excesso
deburocraciaeaÌgoqueincomodaum
µouco os noruegueses na hora de
lazer negocios. Outro µonto de cho-
que e a grande desiguaÌdade sociaÌ no
8rasiÌ. Praticamente todos os norue-
gueses alirmam que temiam µeÌa laÌta
de segurança antes de mudar µara o
8rasiÌ, mas viram que, morando na
Zona SuÌ do Rio, a situação não e tão
µreocuµante. No entanto, |á loram
registrados casos na coÌônia:
~ Meu liÌho de 18 anos loi as-
saÌtadoµor umhomemcomumalaca.
Aqui no Rio temos dilicuÌdade em
deixar nossos liÌhos adoÌescentes an-
darem sozinhos, como lazem na No-
ruega ~ conta Marit RodÌand.
AÌem da industria µetroÌilera e da
µesca, novas lrentes são abertas em
setores como biocombustiveis, ino-
vação, energias renováveis. Oµais |á
e o maior doador do Iundo Ama-
zônia. Reidun 8eate OÌsen, cônsuÌ
µara assuntos comerciais da No-
ruega no Rio, conta que a nova onda
são µarcerias entre universidades,
µara tentar suµrir a carência de
µrolissionais µreµarados no 8rasiÌ:
~ Os assuntos estão sendo di-
versilicados, temos novas lrentes.
Por isso, mantemos uma incuba-
dora de emµresas norueguesas no
Rio. L muitas emµresas estão tra-
zendo engenheiros da Noruega µra
cá, µois isso tem licado mais barato
do que contratar os exceÌentes en-
genheiros brasiÌeiros.
ARvE TJALAND, da Statoi|, com seu ro||er ski em 0opacabana. °Aqui é o céu" 0RUP0 DE mu|heres a|moça no Aprazíve|, em Santa Teresa, em ritua| semana|. comunidade ativa
Mônica ímbuzeirc Marcelc 0arnaval
.
Ac /crc
amc as/ac
Jc oc/cm/ccs
¬ 8RASÌLIA. Desde 2OO7,
quando estreÌou com um
µunhado de obras o Ìan-
çamento do Programa de
AceÌeração do Crescimen-
to (PAC), a HidreÌetrica de
8eÌoMonte e uma usina de
µoÌêmicas. Pro|etada há
três decadas, seus rumos
loram decididos várias ve-
zes µor arbitragem direta
de µresidentes. Recente-
mente, µor Luiz InácioLuÌa
da SiÌva e deµois, DiÌma
Roussell, comdisµutas lra-
tricidas entre ministros.
No camµo |uridico, o
emµreendimento de R$ 8O
biÌhões e b16 km2 de re-
servatorio no Rio Xingu,
no Pará, Ìevou ao enlren-
tamento de duas institui-
ções: Ministerio PubÌico
IederaÌ (MPI) e Advoca-
cia GeraÌ da União (AGU).
Pro|etada µara ser a ter-
ceira maior hidreÌetrica do
mundo, com 11.288 me-
gawatts de caµacidade, as-
sustou investidores e Ìe-
vou o Lstado a Ìiderar um
consorcio µara garantir o
emµreendimento.
Desµertou a ira de am-
bientaÌistas, que Ìutaram
ate na Organizaçãodos Ls-
tados Americanos (OLA)
µara barrar 8eÌo Monte.
Lm 1
o
- de |unho, o Ibama
concedeu a Ìicença. Não
sem µoÌêmica: 11 das 4O
condicionantes loram so
µarciaÌmente cumµridas.
Editcria de Arte
NO!Æ
¬
Ætrase eæ 1J,J% 4es ºees
A nuvem de cinzas exµe-
Ìidas µeÌo vuÌcão chiÌeno
Puyehue-Cordon CauÌÌe |á
deixouoesµaçoaereobra-
siÌeiro, mas µassageiros
continuaram a enlrentar
atrasos nos aeroµortos do
µais ontem com a reto-
mada de voos. A situação
loi agravadaµor nevoeiros.
PeÌoboÌetimda Inlraerode
19h, 92O voos domesticos,
ou 49,9/ dos µrograma-
dos, estavam atrasados.
Dos voos do dia, 18/ ti-
nham sido canceÌados.
88
¬
LCONOVlA LCONOVlA
¬
8D 2ª edição º 0 0L0B0 º Dcminec, 12 de |unhc de 2011
Rº|rº
Ur|1º
ls|ìr1|a
Saºc|a ||r|ìr1|a
Neraeza
D|rararca
Rass|a
Area (km
2
)
Pcpulaçac (milhces)
PíB* (US$)
PíB* (US$)
0rescimentc da
eccncmia em 2010
BRASíL N0RUE0A
ß,5 miIhöes
l90,ß
2,l72 triIhöes
l0.ß00
7,5%
324 miI
4,7
255 biIhöes
54.600
0,4%
*PíB de accrdc ccm a
paridade dc pcder de ccmpra
!NVE5T!MENTD5
EM ALTA
Em 2010, a Ncrueea
investiu mais nc Brasil
que parceircs tradicicnais
ccmc Espanha, Alemanha,
0creia dc Sul e
Pcrtueual
Oretrate 4es pa|ses
F0NTE. 0íA Wcrld Factbcck
Chefe 4c lbana rejeita rétu|c 4e 'carinba4cr'
Nc creac há 20 ancs, Trennepchl diz que a decisac de ccnceder licença a Belc Mcnte tem respaldc técnicc
Vivian DswaId e
Catarina AIencastro
¬ 8RASÌLIA. Assim que recebeu
o tão esµerado reÌatorio tec-
nico que serviria de base µara
a concessão da Ìicença de ins-
taÌação das obras da Usina de
8eÌo Monte, na tarde da sexta-
leira, 27 de maio, o µresidente
do Ibama, Curt TrenneµohÌ,
não µareceu se µreocuµar com
o temµo. NaqueÌe dia, aµos
seis meses de exµectativa e
µoÌêmica, o governo estava
com tudo µreµarado µara o
anuncio da mega-hidreÌetrica.
A emµresa resµonsáveÌ µeÌo
µro|eto tinha equiµes em cam-
µo aguardando o sinaÌ verde.
Mas este gaucho de laÌa man-
sa, esµeciaÌista em Direito Am-
bientaÌ, não se abaÌou. Agar-
rou-se aos documentos e car-
regou-os µara casa.
Não µor desconliança de va-
zamento da inlormação, mas
µorque queria esmiuçar Ìinha
µor Ìinha antes de chanceÌar a
autorização, que so sairia quatro
dias deµois. Lx-µrocurador ecor-
regedor do Ibama, autor do Ìivro
¨Inlrações contra o meio am-
biente: muÌtas e outras sanções
administrativas", considerado
entre os servidores do orgão ¨a
bibÌia dos liscais", conseguiu
aµÌacar as µressões µoÌiticas do
Lxecutivo, quenegater solrido, e
tranquiÌizar a equiµe reduzida de
tecnicos. Dois antecessores seus
cairam durante a bataÌha µor
8eÌo Monte.
'Acompanhar condicionantes
vai dar trabalho', diz
Os criticos de Curt dizem
que eÌe loi µosto aÌi aµenas
µara ¨carimbar" a Ìicença. Cha-
mam-no de burocrata, dada à
sua Ìonga µermanência no Iba-
ma, onde ocuµa vários µostos
desde 199O. LÌe, µorem, as-
sumiu o comando do orgão em
|aneiro dizendo que não daria
a Ìicença naqueÌe dia e, nos
meses que se seguiram, não se
comµrometeu com datas. Ago-
ra, vai mais Ìonge:
~ O acomµanhamento das
condicionantes vai dar mais
trabaÌho do que a µroµria aná-
Ìise da Ìicença. Se µerceber-
mos que as condicionantes
não estão sendo cumµridas,
cassamos, sem sombra de du-
vida. L isso |á ocorreu outras
vezes ~ garantiu ao GLO8O
em seu gabinete, no camµus
do Ibama em 8rasiÌia.
Quem trabaÌha com Curt vê
no lumante inveterado, que
não µerde a oµortunidade µa-
ra a µausa do cigarrinho no
µátio vizinho à sua saÌa, um
uorkoholic meticuÌoso.
~ Na gestão do Curt houve
umresgate da credibiÌidade dos
tecnicos. Por ter sido µrocu-
rador, vaÌoriza a µarte tecnica.
Tudo tem que estar muito bem
instruido. Nas gestões µassa-
das, os tecnicos estavam de-
sacreditados. OesµiritodeÌe e o
de incÌuir mais o tecnico na
tomada de decisões. A gente se
sente mais µarte das decisões.
LÌe está dividindo mais o barco,
não está tocando tudo sozinho
~disse umtecnico da diretoria
de Ìicenciamento, área que, em
anos recentes, loi loco de em-
bates com as decisões da µre-
sidência em casos como o avaÌ
às usinas do Rio Madeira.
~ LÌe e o curricuÌo de maior
quaÌilicação. Semµre dominou
a área tecnica e |uridica. LÌe
µassa muita segurança. Sem-
µre loi lieÌ à causa ambientaÌ,
esµeciaÌizou-se, estudou a lun-
do. LÌe não está aqui µara aµa-
gar logo. LÌe quer oxigenar um
PER||| º OUR! !RENNEPOH|, rrºs|1ºrlº 1º l|ara
O OUE E|E D|SSE...
µrocesso de renovação, de me-
Ìhoria do atendimento que o
Ibama µresta à sociedade ~
alirmou CarÌos Iabiano Car-
doso, coordenador-geraÌ de
Recursos IÌorestais.
A concessão da Ìicença de
8eÌo Monte, µorem, desµertou a
luria de ambientaÌistas e o tor-
nou aÌvo de intimidação do Mi-
nisterio PubÌico, que o ameaçou
com ações de imµrobidade ad-
ministrativa. NiÌo D`AviÌa, coor-
denador de PoÌiticas PubÌicas do
Greenµeace, e leroz:
~ Muito imµressionante o
esµirito de servidão (deÌe), a
a|uda que está dando em trans-
lormar o Ibama num cartorio
em vez de orgão Ìicenciador ~
ataca, ao criticar Curt, que teria
sido um dos resµonsáveis µeÌo
sistema de Ìicenciamento e sa-
beria exatamente a dilerença
entre µre-condicionantes e con-
dicionantes e, ainda assim, Ìi-
berou as obras.
Curt admite que o embate
com o MP Ìevou-o a retardar a
decisão:
~ Sei bem os eleitos de uma
ação de imµrobidade. Não me-
reço correr o risco de ser acio-
nado e, cinco anos mais tarde,
deµois de inocentado, ser aµon-
tado µeÌos coÌegas dos meus
netos como o µresidente do Iba-
ma alastado. Nossas decisões
têm embasamento tecnico.
Número de técnicos foi
ampliado para 400
Passado o turbiÌhão 8eÌo
Monte, TrenneµohÌ alirma que
a ÌegisÌação ambientaÌ tem ¨Ìa-
cunas e obscuridades" que
µrecisam ser revistas µara agi-
Ìizar os 1.67b µrocessos de
Ìicenciamento µendentes no
orgão e dar |ustamente mais
segurança |uridica aos tecni-
cos e emµreendedores.
Lx-ativista, |á chegou a
abraçar árvores µara imµe-
dir que lossem derrubadas.
Ho|e, alirma que e µreciso
ter a visão de con|unto. Pro-
teger o meio ambiente, sem
lrear o crescimento.
~ QuaÌquer interlerência
humana no meio ambiente
causa danos e o Ibama está aÌi
µara minimizá-Ìos. Não tem |ei-
to. De hidreÌetricas, recÌamam.
Termicas, e µau. NucÌear, en-
tão... So se eu abrir uma lá-
brica de veÌas ~ brinca.
Desde que assumiu o cargo,
conseguiu lortaÌecer a área
que atuaÌmente e a mais de-
mandada, o Ìicenciamento. Au-
mentou a equiµe de 28O µara
4OO tecnicos, dos quais 6O lo-
ram contratados este ano com
a autorização da µresidente
DiÌma Roussell, aµesar do con-
tigenciamento.
~ O Ibama e um orgão de
µreservação. Mas não nos ca-
be imµedir o crescimento ~
diz eÌe.
Aµosentado desde abriÌ, Curt
µoderiaaµroveitar µaradescan-
sar deµois de 22 anos de casa e
assistir ao concerto do vioÌi-
nista e maestro hoÌandês Andre
Rieu, de quem e lã de cartei-
rinha. Aceitou o desalio de co-
mandar o Ibama |á com seu
ingresso e o da muÌher com-
µrados. L alirma ter aceito o
convite µor acreditar que µode
trazer mudanças ¨à sua casa",
onde diz se sentir ¨à vontade":
~ Não sou µoÌitico. Sou um
neolito na LsµÌanada, mas es-
tou muito consciente do que
vim lazer. Sabia exatamente o
trabaÌho que me esµerava.
Aµesar dos µercaÌços, ga-
rante que 8eÌo Monte está Ìon-
ge de ter sido sua maior dor de
cabeça no Ibama.
~Não ve|o 8eÌo Monte como
umµrobÌema. Nãoloi umdivisor
de águas na minha carreira. Ioi
um trabaÌho comµÌexo, como |á
tive outros e terei mais µara
lrente. Como corregedor, enlren-
tei situações bem mais desgas-
tantes e constrangedoras ~
concÌui o tecnico, µrimeiro ser-
vidor a usar um coÌete escrito
¨liscaÌ", leito em casa, que de-
µois serviu de modeÌo µara o
institucionaÌ:
~ Ainda o tenho guardado
comigo. ®
0URT TRENNEP0HL |evou o processo da hidre|étrica para casa e se debruçou no materia| por quatro dias
0ivaldc Barbcsa
¨Ouoloucr inicrlcrcncio humono no mcio ombicnic
couso Jonos c o /bomo csió oli poro minimizólos. Nôo
icm jciio. Dc hiJrcléiricos. rcclomom. Térmicos. é pou.
Nuclcor. cniôo... So sc cu obrir umo lóbrico Jc cclos"
¨Sci bcm os clciios Jc umo ocôo Jc improbiJoJc.
Nôo mcrcco corrcr o risco Jc scr ocionoJo c. cinco
onos mois iorJc. Jcpois Jc inoccnioJo. scr
oponioJo pclos colcgos Jos mcus ncios como o
prcsiJcnic Jo /bomo olosioJo. Nossos Jccisõcs icm
cmbosomcnio iécnico"
MÆ|S EOONOM|Æ HOIE
NÆ |N!ERNE!:
oeIobo.com.br/economia
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Accmpanhe a
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Eccncmia nc Twitter.
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Pereuntas e respcstas scbre
as ncvas reeras dc setcr
BLDS5: Accmpanhe as
discussces scbre
sustentabilidade nc Ecc
verde e nc Blce verde
'Æ ºare rersk | R|e'. Oa, eæ pertazaes: ser reraezaes re R|e
Ncrueea |á é citavc país que mais investe nc Brasil, dc petrclec e pesca à incvaçac. 0clônia na cidade cheea a 500 pesscas
Henrique Somes Batista
¬ No dia 17 de maio, terça-
leira, umanimadogruµode
44O µessoas ocuµava mui-
tas mesas do Porcão Rio`s.
Não era nenhuma lesta de
emµresa, mas a comemo-
ração do dia nacionaÌ da
Noruega µor grande µarte
da numerosa coÌônia do
µais escandinavo na cida-
de, que |á chega a bOO
µessoas ~ noruegueses
que chegam ao Rio na es-
teira dos crescentes inves-
timentos no µais. Há cinco
anos, cercade4Oemµresas
norueguesas estavam no
8rasiÌ. Ho|e esse numero
µassa de cem. O Rio e
escoÌhido como base µor
negocios em µetroÌeo e
µesca, mas ointeresseche-
ga a setores como inova-
ção, biocombustiveis, edu-
cação e Amazônia.
~ As reÌações entre os
dois µaises têm crescido
muito, emdiversas áreas.
De setembro a maio, µor
exemµÌo, cinco ministros
noruegueses estiveram na cidade
µara lazer negocios ~ alirma a côn-
suÌ Anne Vibeke LiÌÌoe.
Os numeros imµressionam. Se-
gundo o 8anco CentraÌ, em 2O1O o
µais trouxe US$ 1,b8b biÌhão ao 8ra-
siÌ, o oitavo maior da Ìista de in-
vestidores estrangeiros. Lsse vaÌor e
sete vezes maior que o de dois anos
antes, quando o µais trouxe US$ 2O7
miÌhões e ocuµava a 2b
a
- µosição
entre os investidores.
O µetroÌeo ainda e o segmento que
mais atrai os noruegueses, tanto µeÌas
µarcerias com a Petrobras como µeÌo
lorte crescimento da StatoiÌ no 8rasiÌ.
A µetroÌilera norueguesa quer ser a
segunda maior do setor, atrás aµenas
da estataÌ brasiÌeira. Ioi a StatoiÌ, se-
gundo a cônsuÌ, que lez a µoµuÌação
de noruegueses no Rio dar um saÌto.
Arve Aasebo T|aÌand, de b2 anos, está
entre os que vieram neste momento:
~ Lu morava em Caracas quando
me mudei µara o Rio, em 2OO8. Ioi
como sair do inlerno µara o ceu ~
conta Arve, que |á morou ainda no
Azerbai|ão e na Ltioµia.
ResµonsáveÌ µeÌa área administra-
tiva doescritorioque a StatoiÌ montava
no µais, Arve diz que toda a lamiÌia
aµrovou a vida no 8rasiÌ. De mudança
no lim do ano µara AngoÌa ~ a maior
µarte dos noruegueses lica umµeriodo
determinado na cidade, aÌgo entre dois
e cinco anos ~, eÌe alirma que sentirá
saudadesdoestiÌocarioca, que, emsua
visão, garante um µadrão unico de
vida, aÌem das µaisagens e µraias.
~ORioe a cidade que eumais amo
no mundo. VoÌtarei aqui como turista.
Precisamos de uma vida inteira µara
conhecer o 8rasiÌ ~ alirmou antes de
ir de Coµacabana ao LebÌon em seu
roÌÌerski, esµecie de ski com rodinhas
que eÌe trouxe de seu µais, como laz
todas as terças e quintas-leiras.
LÌe, como a imensa maioria da co-
Ìônia, adotouoIÌamengocomotimedo
coração. LebÌon e Iµanema são os
bairros que concentrama moradia dos
noruegueses, que, em menor escaÌa,
tambem vivem na Lagoa, no 1ardim
8otãnico e na 8arra. Mas eÌes não
convivem muito com os brasiÌeiros:
~Agora há noruegueses demais no
Rio. InleÌizmente, acabamos conviven-
do mais entre nos mesmos ~ alirma
HiÌda Heggebo, uma das organizado-
ras dos aÌmoços semanais quereunem
cerca de 2O mães norueguesas.
A maioria das muÌheres que vêm ao
8rasiÌ acomµanhando seus maridos
não consegue visto de trabaÌho. LÌas
aµroveitam o µeriodo µara aµrender
novos esµortes ~como surle ou tênis
~ e µara, em muitos casos, ter liÌhos.
~ As norueguesas não estão acos-
tumadas a licar sem trabaÌhar, então
eÌas encaram este µeriodo como lerias
oucomoumaoµortunidadeotimaµara
ter liÌhos, ainda mais contando com
babás, emµregadas e ate motorista,
aÌgo raro na Noruega ~ alirma a bra-
siÌeira Márcia Regina da SiÌva Håberg,
que e casada comumnorueguês e que
|á viveu seis anos em OsÌo.
Seu marido, 1ohnny Håberg, reµre-
sentante do ConseÌho Norueguês da
Pesca, Ìembra que estar no Rio não
signilicaaµenas quaÌidadedevida, mas
uma boa oµortunidade µrolissionaÌ.
~ Lssa vaga era disµutada µor cen-
tenas de µessoas, o 8rasiÌ está se
tornando cada vez mais imµortante
µara a Noruega. AÌem de ser o maior
imµortador mundiaÌ de bacaÌhau, te-
mos muitas µarcerias ~ conta.
Tanto as exµortações como as
imµortações entre os dois µaises
µassaramde umµatamar de US$ 2OO
miÌhões anuais, em2OOO, µara acima
de US$ 7OO miÌhões no ano µassado.
Mas eÌe alirma que lazer negocios no
Rio não e diliciÌ:
~ Um µrobÌema e que µoucas
µessoas laÌam ingÌês e muitos no-
ruegueses têm dilicuÌdades com o
µortuguês. Mas, lora o idioma, temos
muitas semeÌhanças, como o bom
humor e a inlormaÌidade.
Håberg Ìembra ainda que o excesso
deburocraciaeaÌgoqueincomodaum
µouco os noruegueses na hora de
lazer negocios. Outro µonto de cho-
que e a grande desiguaÌdade sociaÌ no
8rasiÌ. Praticamente todos os norue-
gueses alirmam que temiam µeÌa laÌta
de segurança antes de mudar µara o
8rasiÌ, mas viram que, morando na
Zona SuÌ do Rio, a situação não e tão
µreocuµante. No entanto, |á loram
registrados casos na coÌônia:
~ Meu liÌho de 18 anos loi as-
saÌtadoµor umhomemcomumalaca.
Aqui no Rio temos dilicuÌdade em
deixar nossos liÌhos adoÌescentes an-
darem sozinhos, como lazem na No-
ruega ~ conta Marit RodÌand.
AÌem da industria µetroÌilera e da
µesca, novas lrentes são abertas em
setores como biocombustiveis, ino-
vação, energias renováveis. Oµais |á
e o maior doador do Iundo Ama-
zônia. Reidun 8eate OÌsen, cônsuÌ
µara assuntos comerciais da No-
ruega no Rio, conta que a nova onda
são µarcerias entre universidades,
µara tentar suµrir a carência de
µrolissionais µreµarados no 8rasiÌ:
~ Os assuntos estão sendo di-
versilicados, temos novas lrentes.
Por isso, mantemos uma incuba-
dora de emµresas norueguesas no
Rio. L muitas emµresas estão tra-
zendo engenheiros da Noruega µra
cá, µois isso tem licado mais barato
do que contratar os exceÌentes en-
genheiros brasiÌeiros.
ARvE TJALAND, da Statoi|, com seu ro||er ski em 0opacabana. °Aqui é o céu" 0RUP0 DE mu|heres a|moça no Aprazíve|, em Santa Teresa, em ritua| semana|. comunidade ativa
Mônica ímbuzeirc Marcelc 0arnaval
.
Ac /crc
amc as/ac
Jc oc/cm/ccs
¬ 8RASÌLIA. Desde 2OO7,
quando estreÌou com um
µunhado de obras o Ìan-
çamento do Programa de
AceÌeração do Crescimen-
to (PAC), a HidreÌetrica de
8eÌoMonte e uma usina de
µoÌêmicas. Pro|etada há
três decadas, seus rumos
loram decididos várias ve-
zes µor arbitragem direta
de µresidentes. Recente-
mente, µor Luiz InácioLuÌa
da SiÌva e deµois, DiÌma
Roussell, comdisµutas lra-
tricidas entre ministros.
No camµo |uridico, o
emµreendimento de R$ 8O
biÌhões e b16 km2 de re-
servatorio no Rio Xingu,
no Pará, Ìevou ao enlren-
tamento de duas institui-
ções: Ministerio PubÌico
IederaÌ (MPI) e Advoca-
cia GeraÌ da União (AGU).
Pro|etada µara ser a ter-
ceira maior hidreÌetrica do
mundo, com 11.288 me-
gawatts de caµacidade, as-
sustou investidores e Ìe-
vou o Lstado a Ìiderar um
consorcio µara garantir o
emµreendimento.
Desµertou a ira de am-
bientaÌistas, que Ìutaram
ate na Organizaçãodos Ls-
tados Americanos (OLA)
µara barrar 8eÌo Monte.
Lm 1
o
- de |unho, o Ibama
concedeu a Ìicença. Não
sem µoÌêmica: 11 das 4O
condicionantes loram so
µarciaÌmente cumµridas.
Editcria de Arte
NO!Æ
¬
Ætrase eæ 1J,J% 4es ºees
A nuvem de cinzas exµe-
Ìidas µeÌo vuÌcão chiÌeno
Puyehue-Cordon CauÌÌe |á
deixouoesµaçoaereobra-
siÌeiro, mas µassageiros
continuaram a enlrentar
atrasos nos aeroµortos do
µais ontem com a reto-
mada de voos. A situação
loi agravadaµor nevoeiros.
PeÌoboÌetimda Inlraerode
19h, 92O voos domesticos,
ou 49,9/ dos µrograma-
dos, estavam atrasados.
Dos voos do dia, 18/ ti-
nham sido canceÌados.
40
O M U N D O
Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 40 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 23: 05 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
ALEMANHA
O desastre nuclear no Japão ajudou o Partido Verde a
vencer em março as eleições regionais no mais rico
estado da Alemanha, Baden-Wurtenberg, há 58 anos
nas mãos da democracia-cristã (CDU) da chanceler
federal Angela Merkel. Mas o eleitor também sinalizou
descontentamento com a ajuda alemã a economias
europeias em crise
ITÁLIA
A coalizão de centro-direita de Silvio Berlusconi
sofreu uma dura derrota nas eleições locais de
maio, perdendo Nápoles e Milão, enquanto o
premier enfrenta acusações de corrupção e
prostituição de menores. Mesmo a oposição
deve rever sua estratégia: muitos eleitores
preferiram candidatos novos
IRLANDA
Primeiro país da UE que recebeu ajuda
financeira a ir às urnas, a Irlanda viu o governo
do partido conservador Fianna Fail, do premier
Brian Cowen, levar uma surra. O Fine Gael e os
trabalhistas, que formaram uma coalizão,
prometeram renegociar os termos impostos por
FMI e UE para o pacote de 85 bilhões de euros
PORTUGAL
O conservador Partido Social-Democrata, de Pedro Passos Coelho, derrotou os socialistas de José Sócrates nas eleições gerais do dia 5, em meio ao aumento do desemprego, que chega a 12,6%, cortes nos gastos sociais e uma expectativa de que a economia se
contraia cerca de 2%neste ano e em 2012
FRANÇA
A direitista UMP, de Nicolas Sarkozy, foi amplamente
derrotada pelo Partido Socialista nas eleições locais
em março, e por pouco não amargou um terceiro
lugar para a extrema-direita de Marine Le Pen. A
abstenção foi recorde: 56%. O presidente Sarkozy
atribuiu o resultado à crise econômica
ESPANHA
O governo de José Luis Zapatero sofreu uma
grande derrota nas eleições locais, em
meados de maio, com o Partido Popular
conquistando bastiões socialistas como
Castilla-La Mancha, Extremadura e
Barcelona. Como pano de fundo, desemprego
de 21%(chegando a 45%entre os jovens)
Arevoltadas urnas europeias
Pensadores creem que derrotas de governos se devem à falta de distinções entre direita e esquerda
Deborah Berlinck, Fernando Duarte,
Priscila Guilayn e Cristina Azevedo*
Correspondentes • PARIS, LONDRES e
MADRI e RIO*
É
como um dominó em queda
desenfreada. Desde fevereiro,
seis governos na Europa Oci-
dental caíram de joelhos —
um após outro — diante da fúria
irresistível das urnas, numa ma-
nifestação de desgosto gene-
ralizado do eleitor raras ve-
zes vista na História moder-
na do Velho Continente. À
esquerda e à direita, nin-
guém é poupado. O gover-
no de plantão, seja qual for
seu viés ideológico, vem
sendo irremediavelmente
castigado por um senti-
mento de desilusão emba-
lado principalmente —
mas não exclusivamente
— pelos efeitos da crise
econômi ca que desde
2008 engole empregos,
afunda padrões de vida e
escurece esperanças. Dois
primeiros-ministros — o
irlandês Brian Cowen e o
português José Sócrates
— perderam seus empre-
gos. Outros quatro governantes — a
alemã Angela Merkel, o francês Nico-
las Sarkozy, o italiano Silvio Berlus-
coni e o espanhol José Luis Zapatero
— viram acender a luz amarela, ga-
nhando uma sobrevida por enfrenta-
rem eleições regionais, e não nacio-
nais. Tal recado das urnas levanta
uma questão importante: a ideologia
deixou de importar para o eleitor eu-
ropeu, mais preocupado com resul-
tados pragmáticos apresentados
por seus governantes?
Filósofos e cientistas políticos
ouvidos pelo GLOBO em quatro paí-
ses são unânimes em apontar a de-
cepção do eleitor com seus repre-
sentantes — e, em muitos casos,
com o próprio sistema. E concor-
dam também que as pessoas veem
cada vez menos diferenças entre as
plataformas das chamadas direita e
esquerda tradicionais.
— O que está acontecendo é o
que eu chamaria de “fetichismo da
política”: não são os políticos que
estão a serviço do povo, e sim o po-
vo é que está a serviço dos políti-
cos. Isso gera uma reação crítica,
que se manifesta com o eleitor cas-
tigando o governo da vez e com ma-
nifestações como a dos Indignados
na Porta do Sol — diagnostica o fi-
lósofo espanhol Javier Sádaba.
Autor de mais de 20 livros e ca-
tedrático de Ética na Universidade
Autônoma de Madri, Sádaba foi ver
de perto o protesto do dia 15 de
maio em Madri — gênese do movi-
mento 15-M — e destaca como os
manifestantes atacavam tanto a di-
reita como a esquerda, em cartazes
com os dizeres “PSOE e PP são a
mesma porcaria” (referência aos
partidos socialista e conservador) e
“Não nos representam”.
— Isso sintetiza a postura dos
cidadãos — completa.
Avaliação pelo
desempenho
● Do outro lado da fronteira ibéri-
ca, o filósofo português José Gil in-
dica o que considera a ausência de
ideologia no atual debate político
europeu. Para ele, a esquerda não
se renovou após a queda do Muro
de Berlim, em 1989, e a direita, por
sua vez, nunca precisou de ideolo-
gia, aferrada a valores como “pá-
tria, terra e tradição”. Segundo Gil
— apontado pela “Nouvel Observa-
teur” um dos 25 maiores pensado-
res da atualidade — o socialismo
foi se aproximando cada vez mais
das necessidades pragmáticas do
capitalismo global, enquanto os va-
lores da direita também entraram
em transformação.
— O resultado é uma aproxima-
ção entre direita e esquerda de tal
maneira que já não se sabe quem é
direita e quem é esquerda — pon-
tifica ele.
O francês Philippe Moreau Defar-
ges, do Instituto Francês de Relações
Internacionais, assina embaixo.
— As duas correntes, na sua ver-
são moderada, propõem quase as
mesmas soluções — observa.
Mas Defarges vê a esquerda —
por suas raízes ligadas às reivindi-
cações e utopias sociais — pagando
um preço maior pelo desencanto do
eleitor europeu com a política.
— Esta decepção tem sido parti-
cularmente ressentida na esquerda,
porque ela encarna um projeto so-
cial e econômico generoso. A crise
quebrou este projeto — afirma.
Exemplo disso são Portugal e Gré-
cia, onde governos socialistas foram
obrigados a adotar receitas amargas
de austeridade mais identificadas
com a direita para tentar reerguer os
dois países de uma crise profunda.
Em Portugal, o premier José Sócra-
tes acaba de ser escoltado à porta de
saída pelas urnas, e na Grécia, Geor-
ges Papandreou tenta se equilibrar
diante de manifestações que vêm
reunindo sistematicamente dezenas
de milhares de pessoas emprotestos
no centro de Atenas.
Oriundo de um país de grande
tradição anarquista e que atraves-
sou uma destrutiva guerra civil
opondo socialistas e conservadores
na primeira metade do século XX, o
espanhol Sádaba concorda que a es-
querda está pagando um preço
maior nas urnas atualmente. Para
ele, a ideologia de direita clássica se
mantém viva com adap-
tações por sua “grande
capacidade darwiniana”
e o objetivo simples de
“controlar o poder e conservá-lo”. A
grande crise, indica, estaria na es-
querda emancipatória — “a que vai
além dos partidos políticos, quer
realmente transformar o sistema e
fazer uma sociedade verdadeira-
mente justa”.
— A esquerda verdadeira não foi
capaz de formular uma teoria econô-
mica alternativa. Quando teve um mí-
nimo de chance, se corrompeu e jo-
gou o mesmo jogo dos vencedores: o
capital — avalia o filósofo.
Temor da ascensão
da extrema-direita
● Nesse quadro de convergência
ideológica, as diferenças marcantes
de décadas passadas teriam se tor-
nado mais tênues, e a ausência de
maior distinção acaba levando os
eleitores a avaliar os partidos muito
mais por seu desempenho no poder
do que por suas posições históri-
cas. Uma postura essencialmente
pragmática, apontam alguns.
— Os eleitores trocam partidos
por pontos de vista que apreciam
ou não, independentemente da pla-
taforma apresentada. Também cres-
ce a importância da figura do líder
partidário, que não tinha
tanta preponderância
em sistemas parlamenta-
ristas no passado — diz
Justin Greaves, cientista
político da Universidade de Warwi-
ck, na Inglaterra.
Para o francês Defarges, a atual
rejeição das receitas pasteuriza-
das de ambos os lados do espec-
tro político revela algo além do
simples pragmatismo do eleitor
na hora de fazer escolhas nas ur-
nas — que, nos últimos meses, re-
sultou na derrota invariável dos
partidos governantes.
— Acho que há uma desilusão, um
medo. De quê? O medo de empobre-
cimento. O problema na Europa é o
empobrecimento da classe média. E
o projeto da direita também não está
convencendo. Estou inquieto pela Eu-
ropa — confessa Defarges.
Essa inquietude atende por um
nome: extrema-direita. Entre os in-
térpretes da cena política europeia,
o temor do crescimento dos parti-
dos radicais calcados em platafor-
mas nacionalistas, populistas e xe-
nófobas é uma constante. Na França,
a louríssima Marine Le Pen, da Fren-
te Nacional, com um discurso um
pouco mais suave que Jean-Marie Le
Pen, seu pai, virou o novo rosto da
extrema-direita. Ela tem chances
reais de chegar ao segundo turno
nas eleições presidenciais em 2012,
batendo de frente contra Nicolas
Sarkozy, apontamsondagens. Na Fin-
lândia, o partido Verdadeiros Finlan-
deses, com um discurso anti-imigra-
ção, anti-UE, antiaborto, e que fez
campanha contra a ajuda financeira
a “países esbanjadores” como Gré-
cia, Irlanda ou Portugal, prosperou
nas eleições de abril, obtendo 19%
dos votos. Até então, a Finlândia era
vista como membro-modelo da UE,
com políticas sociais de vanguarda.
O espanhol Sádaba vê aí um pro-
blema de “degeneração da democra-
cia”, que o português Gil corrobora
apontando o índice de abstenção de
41% nas eleições portuguesas, e o
jornal “Le Monde” sustenta ao afir-
mar em editorial que há um “senti-
mento de ausência de uma verdadei-
ra escolha política” entre o eleitora-
do. Para José Gil, no entanto, apesar
de assustar, a extrema-direita não
chega a constituir uma ameaça ver-
dadeira, por “não ter uma base so-
ciológica forte”. Ele se preocupa
mais com o que considera a aparen-
te falta de rumo dos políticos.
— Eles não estão ouvindo a men-
sagem das ruas e não sabem o que
fazer — avalia. — Há uma grande ca-
minhada à frente. É preciso reelabo-
rar as ideias de justiça social para
adaptá-las ao capitalismo global. ■
Editoria de Arte
O MUNDO

41 Domingo, 12 de junho de 2011 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 41 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 18 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Onde o casamento
gay é permitido
Vermont NOVA YORK
(emvotação)
New
Hampshire
Massachusetts
Connecticut
Washington DC
EUA
Iowa
Se aprovar a lei no dia 20, Nova York será o 6º
estado americano a permitir o casamento
homossexual, além do Distrito de Columbia, a capital
federal. Pesquisas indicam que a maioria da
população do estado apoia a iniciativa
Sembarreiras para o altar
Editoria de Arte
NY à espera
do ‘sim’ ao
casamento gay
Mil ativistas correm contra o relógio para
convencer 6 senadores estaduais a
mudar de lado e aprovar lei até o dia 20
Fernanda Godoy
Correspondente
● NOVA YORK. Juntos há 11
anos, Scott Stewart e Daniel
Santiago formam, com o filho
Benjamin, de 5 anos, uma famí-
lia integrada à comunidade de 3
mil habitantes de Corwall-on-
Hudson, no norte do estado de
Nova York. Scott é funcionário
da multinacional Procter &
Gamble, e Daniel, servidor do
Judiciário. A vida seria absolu-
tamente normal, se eles não
fossem um casal gay, e, por is-
so, obrigados a uma gincana
burocrática para assegurar di-
reitos. Scott e Daniel são alguns
dos milhares de residentes de
Nova York que torcem pela
aprovação da legalização do ca-
samento gay no estado, uma
batalha que enfrenta seus mo-
mentos finais — ao menos nes-
ta sessão legislativa — até a
próxima segunda, dia 20.
— Esperamos no futuro não
ter de enfrentar tantos proble-
mas legais. Tivemos que fazer
testamentos detalhados e docu-
mentos para garantir o acesso
do outro ao hospital se um es-
tiver internado — diz Scott.
— As pessoas estão prontas
para aceitar essa mudança. É
surpreendente que a legalização
ainda não tenha acontecido em
Nova York — completa Daniel.
Apesar do apoio da maioria
da opinião pública, a proposta
só conta até agora com os vo-
tos declarados de 26 senado-
res estaduais. Faltam seis vo-
tos para a maioria de 32. Para
evitar uma derrota como a de
2009, o governador de Nova
York, o democrata Mario Cuo-
mo, decidiu só enviar o projeto
de lei à votação quando a
maioria estiver assegurada.
Cuomo, eleito em 2010 com a
promessa de assinar a lei, se
diz “cautelosamente otimista”.
Voluntária compara causa a
direitos civis dos anos 60
Oalvo principal da campanha
são seis senadores considera-
dos suscetíveis a mudar de lado,
entre eles dois democratas. É
nos redutos deles (o voto é dis-
trital) que a campanha se con-
centra, mas não há flash mob, e
simflash dial: ligações conectan-
do o eleitor na rua com o gabi-
nete de seu senador, por meio
do celular de voluntários.
— O tempo das grandes ma-
nifestações de rua já passou.
Agora temos um trabalho de
horas a fio batendo de porta
em porta ou pendurados no
telefone. Não é mais aquela
empolgação de ficar gritando
palavras de ordem na rua —
diz Cathy Marino-Thomas, da
ONG Marriage Equality.
A campanha pelo casamento
homossexual, unificada como
nunca na história do movimen-
to gay em Nova York, é coorde-
nada pela aliança New Yorkers
United for Marriage, que con-
grega diversas ONGs do movi-
mento gay. Cerca de mil volun-
MANIFESTANTES
DEFENDEM casamento gay
no Bronx, em Nova York
(acima); ao lado, Anna
Wintour, editora da “Vogue”:
heterossexuais famosos
apoiam aprovação de lei
Guy Calaf/ New York Times
Michel Euler/ AP
NOTA

ATAQUES NO PAQUISTÃO
Duas explosões na cidade
de Peshawar, no Paquis-
tão, mataram ao menos 34
pessoas e feriram quase
100 em um dos ataques
mais letais desde a morte
do terrorista Osama bin
Laden no mês passado.
MAIS MUNDO HOJE
NA INTERNET:
oglobo.com.br/mundo
O GLOBO
INFOGRÁFICO: A
evolução das fronteiras
de Israel
SAIBA MAIS: Os direitos
dos casais homossexuais
pelo mundo
Chávez é operado de emergência em Cuba
Segundo chanceler, presidente da Venezuela teve abcesso pélvico e está com a família em Havana
● HAVANA. Opresidente da Vene-
zuela, Hugo Chávez, passou por
uma cirurgia de emergência na
sexta-feira, quando fazia uma vi-
sita oficial a Cuba, devido a um
abcesso pélvico. A notícia,
anunciada na madrugada de on-
tem, foi recebida com surpresa.
Chávez começou a sentir dores
durante uma reunião de traba-
lho entre Venezuela e Cuba. Ele
havia chegado ao país na ma-
drugada de quarta-feira e desde
então mantinha uma rotina ati-
picamente silenciosa. A discri-
ção incluiu até mesmo seu perfil
no Twitter, onde o último co-
mentário postado antes da ci-
rurgia foi incluído na segunda-
feira passada.
O procedimento foi bem-su-
cedido, informou o ministro das
Relações Exteriores venezuela-
no, Nicolás Maduro, semdar de-
talhes nem informar a causa do
abcesso. Segundo ele, a cirurgia
teve “resultados satisfatórios” e
Chávez já se encontra em pro-
cesso de recuperação “em com-
panhia de seus familiares, de
sua equipe médica e de parte da
equipe de governo”.
Segundo problema de
saúde em poucas semanas
Ainda assim, ele terá que es-
perar alguns dias para viajar. A
equipe de médicos venezuela-
nos e cubanos disse que só em
poucos dias ele “estará em con-
dições de regressar de maneira
segura à Venezuela”.
Este é o segundo problema
de saúde de Chávez em pou-
cas semanas. Há um mês, ele
adiou o primeiro encontro ofi-
cial com a presidente Dilma
Rousseff devido a uma lesão
no joelho esquerdo. Agora,
exames constataram um ab-
cesso pélvico (acúmulo de
pus causado por uma infecção
ou problemas decorrentes de
cirurgias) que o obrigou a
“submeter-se de maneira ime-
diata a uma operação correti-
va”, disse Maduro.
O presidente venezuelano
acabara de passar pelo Brasil —
onde finalmente se encontrou
com Dilma no último dia 6 — e
Equador e estava em Cuba des-
de quarta-feira. A viagem teria
agravado suas condições de
saúde, acrescentou o ministro.
Antes da cirurgia, Chávez se
reuniu com seu principal aliado
na América Latina, o líder cuba-
no Fidel Castro, e com o presi-
dente Raúl Castro para avaliar
projetos de cooperaçãobilateral
nas áreas de energia, agricultura
e telecomunicações. A Venezue-
la é o principal parceiro comer-
cial da ilha e envia cem mil bar-
ris/dia de petróleo a Cuba. Em
troca, recebe ajuda de mais de
40 mil profissionais cubanos,
dos quais 30 mil são médicos.
— O presidente ratifica sua
vontade inquebrantável de se-
guir trabalhando pelos supre-
mos interesses da pátria e envia
suas orientações a todo o povo
venezuelano — concluiu Madu-
ro em comunicado oficial. ■
Reuters
CHÁVEZ E Raúl Castro no último dia 8: viagem teria agravado problema
tários trabalham contra o reló-
gio para virar os votos dos seis
senadores que podem garantir
a aprovação da lei. Julia Benja-
min é uma das que dedicam ao
menos duas noites por semana
para pedir aos eleitores de No-
va York que pressionem seu re-
presentante no Parlamento es-
tadual a votar a favor do casa-
mento gay.
— Cresci ouvindo histórias
do movimento pelos direitos ci-
vis dos anos 60. Daqui a algum
tempo, vamos olhar para trás e
ver como é ridículo que homos-
sexuais não possam se casar,
assim como parece absurdo
que naquela época um negro
não pudesse se casar com uma
branca — diz Julia, de 28 anos.
As pesquisas apontam que
entre 52% a 58% dos nova-ior-
quinos apoiam o casamento
gay. Todo o foco agora está em
virar os poucos votos neces-
sários para a mudança na le-
gislação. Nova York seria o
sexto estado americano a per-
mitir o casamento homosse-
xual, além do Distrito de Co-
lumbia, a capital federal.
A coalizão tem levado ao ar
uma campanha de TV estrela-
da por figuras célebres da ci-
dade, como Anna Wintour, edi-
tora da revista “Vogue” (que
inspirou o filme “Odiabo veste
Prada”), o chef Mario Battali, e
atletas, todos heterossexuais
que apoiam o casamento gay.
Alteração em lei federal
esbarra em republicanos
Caso a lei seja aprovada, os
homossexuais terão assegura-
dos alguns direitos de heran-
ça, e o direito de tomar deci-
sões médicas em nome do
cônjuge. Outros direitos im-
portantes, como o de imigra-
ção e o de recebimento de be-
nefícios da Previdência Social,
continuarão fora de alcance,
porque dizem respeito à legis-
lação federal — e as certidões
de casamento são estaduais.
Muitos casais binacionais
acabamforçados a sair dos EUA
para permanecer juntos. Gor-
don Stewart, executivo da Pfizer,
e seu companheiro brasileiro,
com quem vive há 11 anos, se
mudaram para Londres.
—Nãotemos planos de voltar
para os EUA . Podemos ficar por
aqui quanto tempo quisermos, e
a recente decisão do Supremo
Tribunal Federal do Brasil nos
permite pensar em viver no Bra-
sil também — diz Stewart.
Duas leis que tramitam no
Congresso são vistas como pe-
ças fundamentais para garantir
os direitos que essa maioria
apoia: uma é a que repele o De-
fense of Marriage Act (Doma),
de 1996, uma lei que reconhece
apenas o casamento entre ho-
meme mulher. Emfevereiro pas-
sado, o presidente Barack Oba-
ma e o procurador-geral, Eric
Holder, determinaram que o go-
verno deixaria de defender essa
lei, por considerá-la inconstitu-
cional. A outra lei é o Uniting
American Families Act, que da-
ria a companheiros, inclusive do
mesmo sexo, o direito de se reu-
nir a seu parceiro nos EUA.
— Neste Congresso, de maio-
ria republicana, ambas as leis
serão batalhas difíceis — diz
Steve Ralls, da ONGImmigration
Equality, que defende os direitos
dos imigrantes nos EUA. ■
CORPO A CORPO
BARRINGTON WOLFF
‘Obama ainda não se convenceu sobre união’
● NOVA YORK. Tobias Barrington Wolff, profes-
sor de Direito da Universidade da Pensilvânia e
principal assessor de Barack Obama para direi-
tos de homossexuais na campanha de 2008, diz
que o presidente tem uma firme convicção da
igualdade de direitos, mas ainda não está con-
vencido sobre a defesa do casamento gay.
O GLOBO: Como o senhor avalia a posição de
Obama sobre a questão? Há possibilidade de
avanços num eventual segundo mandato?
TOBIAS BARRINGTON WOLFF: O presiden-
te Obama acredita em tratamento igual e em
dignidade para todas as pessoas, indepen-
dentemente de seu sexo ou orientação sexual.
Ele acredita firmemente neste princípio, e tem
agido com coragem. O único ponto em que
ele e eu divergimos é a questão da igualdade
no casamento. O presidente ainda não anun-
ciou apoio à igualdade completa de casais ho-
mossexuais perante a legislação dos estados.
Mas já deixou claro que está se debatendo
com esse assunto, e me alegro por isso.
● Se a legislação que dá direito de casamento
aos homossexuais for aprovada em Nova
York, que impacto isso terá sobre o país?
WOLFF: Seria um passo muito importante.
Nova York é o terceiro estado americano.
Quase 20 milhões de pessoas moram em No-
va York, ou 6% da população dos EUA. E a im-
portância cultural de Nova York é inegável.
● Para o senhor, a luta pelos direitos gays é a
batalha dos direitos civis do nosso tempo?
WOLFF: É uma batalha muito importante, mas
não a única. Nos EUA, mais de 50 anos depois
de a segregação racial ser declarada inconsti-
tucional, nossas escolas continuam em grande
medida segregadas. A capacidade das mulhe-
res de exercer o controle sobre seu corpo e sua
capacidade reprodutiva está sob constante
ataque. A maior batalha do nosso tempo é re-
conhecer as conexões entre esses assuntos.
42

O MUNDO 2ª edição • Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 42 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 18 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
EmGolã, drusos se dividementre Síria e Israel
Primavera Árabe desperta sentimentos contraditórios em área anexada, cujos laços com Damasco vão afrouxando
Daniela Kresch
Especial para O GLOBO
● MAJDAL SHAMS, Israel. À pri-
meira vista, a tranquilidade das
ruas do vilarejo druso de Majdal
Shams, na fronteira com a Síria,
pode enganar. Mas a cidade, on-
de mora metade dos 20 mil dru-
sos das Colinas de Golã — ter-
ritório ocupado por Israel na
Guerra dos Seis Dias, em 1967, e
anexado em1981 —está empol-
vorosa. Na quinta-feira, três mo-
radores foram detidos e outros
dois indiciados por terem joga-
do pedras na polícia, no domin-
go passado. Eles foram identifi-
cados através de imagens feitas
por jornalistas durante a tentati-
va de manifestantes sírios de
cruzar a fronteira, que acabou
com 23 mortos após soldados
receberem ordens de evitar a in-
vasão a todo custo.
O incidente — o segundo em
menos de um mês — reavivou
um conflito dormente numa das
fronteiras mais disputadas do
Oriente Médio. Há 44 anos, Israel
e Síria estão oficialmente em es-
tado de guerra. Em contraste, a
cerca que separa os dois países
se manteve pacífica. Mas as re-
centes revoltas no mundo árabe
e agitação política na Síria pare-
cem ter mudado esse status
quo. Ninguémsente mais as con-
sequências da mudança do que
os drusos, divididos entre a leal-
dade a Damasco e o dia a dia de
moradores de Israel.
— Nós nos sentimos em xe-
que-mate. Queremos paz e tran-
quilidade, mas 44 anos já se pas-
saram. Para tudo tem que haver
um fim — afirma Haiel Hossen
Abu Jabal, da ONG al-Marsad, o
Centro Árabe de Direitos Huma-
nos das Colinas de Golã. — Não
hesitaríamos em trocar a liber-
dade de expressão e desenvolvi-
mento econômico de Israel para
voltar a pertencer à Síria, mes-
mo com os problemas do país.
A maioria continua se sen-
tindo síria e se recusa a rece-
ber cidadania israelense, na
expectativa de que, um dia, o
território seja devolvido ao
país vizinho. Todos acompa-
nham os acontecimentos que
podem levar à queda do presi-
dente Bashar al-Assad como
se estivessem em Damasco.
Jovens se mostram mais
inclinados a Israel
A lealdade à “terra natal”, no
entanto, não evita que os mora-
dores das quatro aldeias drusas
de Golã discordem sobre o futu-
ro de Assad. Se no começo da
revolta, há dois meses, dois mil
manifestantes saíram às ruas da
aldeia de Buqata em apoio ao
presidente sírio, agora as opi-
niões se dividem. Alguns já de-
fendem, em voz alta, reformas
profundas no atual regime.
— Quero liberdade para os
sírios e, se a queda do regime
for o preço a ser pago para is-
so, que seja — afirma o blo-
gueiro Shefa Abu Jabal.
Mas as mudanças na realida-
de dos drusos parecemser mais
profundas do que deixam trans-
parecer. As novas gerações dão
sinal de que a lealdade à Síria
pode ser coisa do passado.
— O que acontece na Síria
não é problema nosso. Tenho
uma boa vida, não quero mudar
nada — afirma Hazem, de 21
anos, que estuda para o vestibu-
lar israelense numa escola em
Haifa. — Quero estudar hebrai-
co na faculdade e ser professor.
O sentimento tem eco:
— Às vezes fazemos manifes-
tações pró-Síria só para o caso
de que Golã seja devolvido. Mas,
se Israel se comprometesse a
não devolver o território por
200 anos, acho que deixaríamos
de ter medo de nos sentir parte
de outro país, mesmo que seja
Israel — confessa um funcioná-
rio público de Majdal Shams. ■
Tais pais, tais filhas
A exemplo de Keiko Fujimori no Peru, herdeira de Menem corteja a política
Janaína Figueiredo
Correspondente
● BUENOS AIRES. Na esteira do fenômeno
Keiko Fujimori no Peru, a filha do ex-pre-
sidente argentino Carlos Menem, a polê-
mica Zulemita, confessou estar analisando
a possibilidade de lançar sua candidatura
ao Congresso. A notícia surpreendeu os
argentinos não somente porque Zulemita
era considerada apenas uma dondoca,
mas, sobretudo, porque a filha de Menem
foi convidada pelos kirchneristas da pro-
víncia de La Rioja, sua terra natal, para in-
tegrar a lista de candidatos a deputados
nacionais do governo Cristina Kirchner.
Por incrível que pareça, as famílias Me-
nem e Kirchner se tornaram aliadas.
Estratégias eleitorais e projetos de po-
der parecem ter feito as famílias deixarem
para trás ódios do passado. Em 2005, Me-
nem disse que o então presidente Néstor
Kirchner terminaria “num hospital psi-
quiátrico ou na prisão”. O relacionamento
dos dois estava em seu pior momento.
Dois anos antes, Menem renunciara ao se-
gundo turno da eleição presidencial,
transformando Kirchner, automaticamen-
te, em presidente — com apenas 22% dos
votos, obtidos no primeiro turno.
Ainesperada reconciliaçãocomeçouno
ano passado, quando Menem se ausentou
de votações no Senado, favorecendo a
aprovação de projetos do governo. O ex-
presidente alegou motivos de saúde, mas
opositores denunciaram acordos com o
governo em troca de proteção judicial —
Menemenfrenta vários processos, como o
do suposto contrabando de armas para
Croácia e Equador, na década de 90. Re-
centemente, ele disse que Cristina, “a pes-
soa mais preparada para governar”, ven-
cerá o pleito de outubro — ao contrário
das críticas feitas a ela em 2007.
— Menem está buscando proteção
na Justiça — explicou o analista políti-
co Adrián Ventura.
Para o analista Carlos Fara, trata-se de
acordos naturais da política: Menem pre-
cisa da imunidade parlamentar, e o gover-
no precisa de seu voto no Senado.
— O pagamento a Menem por seus
votos no Congresso inclui a candidatu-
ra de Zulemita — aposta Fara.
Aos 40 anos, Zulemita, mãe do pequeno
Luca — do casamento com um empresá-
rio italiano que terminou em escandaloso
divórcio em Miami —, admitiu ter sido
convidada. Seguindo os passos da candi-
data presidencial derrotada por Ollanta
Humala no Peru, Zulemita faz questão de
resgatar o governo de seu pai.
— Poucos fazem da política uma arte,
como meu pai fez. Você poderá ou não
gostar do que fez, mas ele sempre teve có-
digos e respeitou adversários —disse a fi-
lha de Menem, que, comoKeiko, tornou-se
primeira-dama após o divórcio dos pais.
Keiko também iniciou sua meteórica
carreira política como deputada, sendo a
mais votada em 2006 — imune às denún-
cias por violações dos direitos humanos e
corrupção envolvendo o pai.
Zulemita e Keiko são senhoras de clas-
se alta. A peruana estudou nos Estados
Unidos, onde conheceu o marido, Mark
Vito Vilnella, pai de suas duas filhas, e mo-
ra numa bela casa em Surco, área nobre
de Lima. Zulemita vive em Las Cañitas,
bairro fashion da capital argentina, e cos-
tuma ser vista fazendo compras e fre-
quentando uma das academias de ginás-
tica mais sofisticadas de Buenos Aires.
Outra semelhança são escândalos en-
volvendoa formaçãoacadêmica. Zulemita
foi acusada de usar um walkie-talkie para
colar no curso de Administração na Uni-
versidade Argentina da Empresa. Uma das
colegas que a denunciou sofreu, meses
depois, um misterioso acidente de carro.
Já Keiko foi acusada de financiar com re-
cursos do Estado a graduação em Admi-
nistração na Universidade de Boston.
MENEM reza ao lado de Zulemita
UM DRUSO das
Colinas de
Golã joga
pedras contra
carros do
Exército
israelense, que
iam impedir a
invasão de
manifestantes:
prisão
AFP/5-6-2011
CORPO A CORPO
TAISSIR MARAY
‘Eles decidiram voltar sem a ajuda de políticos’
● MAJDAL SHAMS, Israel. O biólogo Taissir Ma-
ray, fundador da ONG Golã para Desenvolvi-
mento e o mais conhecido ativista pelos direi-
tos drusos, assistiu ao confronto entre solda-
dos de Israel e manifestantes que ameaçavam
cruzar a cerca entre os dois países — para ele,
foi apenas um trailer do que virá a seguir.
O GLOBO: Depois de 44 anos de calmaria, re-
fugiados sírios e manifestantes pró-palestinos
tentaram cruzar a fronteira com as Colinas de
Golã à força duas vezes. Por quê?
TAISSIR MARAY: Não há apenas uma razão.
Uma delas seria a tentativa de Bashar al-Assad
de desviar a atenção dos problemas internos
na Síria. Mas acho que há outros motivos mais
significativos, consequência das recentes revol-
tas árabes. De repente, os jovens árabes des-
cobriramque têmmais força do que pensavam
e que podem fazer o que antes parecia impos-
sível. Quer dizer: refugiados sírios e palestinos
decidiram voltar às suas casas em Golã sozi-
nhos, sem a ajuda de políticos ou exércitos.
● É correto que violem a soberania de Israel?
MARAY: O que você chama de “fronteira” é,
para nós, apenas uma linha de cessar-fogo de-
terminada em 1967. As Colinas de Golã são e
sempre serão da Síria. Os israelenses alegam
que é deles por direito porque habitavam a re-
gião há dois mil anos, certo? Por que os refu-
giados sírios não podem voltar a suas casas 44
anos depois da Guerra dos Seis Dias?
● Pode haver uma escalada de violência entre
Israel e Síria por conta desses incidentes?
MARAY: Dou isso como certo. Se não houver
um acordo de paz entre Israel e Síria em um
ou dois anos, vai ter conflito.
● Uma possível queda do governo Bashar
al-Assad pode mudar esse cenário?
MARAY: Não. Vejo duas possibilidades. Se hou-
ver uma abertura política na Síria e uma refor-
ma democrática no mundo árabe em geral, os
refugiados vão exigir seus direitos, incluindo
voltar a Golã. Infelizmente, podem usar a força.
O outro cenário é que extremistas islâmicos
substituamo atual regime. Nesse caso, também
haveria guerra. Se eu fosse governante israelen-
se, faria a paz com o mundo árabe antes que
um desses futuros se concretize. (D.K.)
AP/5-6-2011
DRUSOS OBSERVAM manifestantes pró-Palestina se aproximarem da fronteira entre Israel e Síria, nas Colinas de Golã: conflito adormecido
Arquivo/Reuters
Líder da al-Qaeda na
África Oriental é morto
Procurado por ataques a embaixadas dos
EUA, Fazul Mohammed estava na Somália
● MOGADÍSCIO. A polícia da So-
mália anunciou, ontem, que
um dos terroristas da al-Qae-
da mais procurados no conti-
nente africano foi morto no
início da última semana na ca-
pital do país, Mogadíscio.
Apontado como líder da al-
Qaeda na África Oriental, Fa-
zul Abdullah Mohammed era
acusado de ser um dos res-
ponsáveis pelos atentados
contra as embaixadas ameri-
canas em Dar es Salaam, na
Tanzânia, e em Nairóbi, no
Quênia, em 1998, nos quais
240 pessoas morreram.
Segundo o agente de seguran-
ça nacional somali Halima Aden,
o terrorista foi morto numa tro-
ca de tiros com a polícia local, à
meia-noite de terça-feira.
— Nós confirmamos que ele
foi morto pela nossa polícia
num posto de controle — disse
Aden. — Ele tinha um passapor-
te sul-africano falsificado, entre
outros documentos. Após uma
investigação meticulosa, confir-
mamos que era ele mesmo e, en-
tão, enterramos seu corpo.
A secretária americana de
Estado, Hillary Clinton, em vi-
sita ontem a Dar es Salaam,
disse que a morte de Moham-
med representa umgolpe duro
à al-Qaeda e seus aliados.
— É um fim justo para um
terrorista que provocou tanta
morte e sofrimento a muitos
inocentes em Nairóbi, Dar es
Salaam e outros lugares —
afirmou ela.
Havia uma recompensa de
US$ 5 milhões, oferecida pelo
governo americano, para quem
desse informações que levas-
sem à captura de Mohammed,
que era tido como um mestre
dos disfarces, das falsificações
e da fabricação de bombas. Na-
tural da República Federal Islâ-
mica de Comores, no Sudeste
da África, ele mantinha sua ba-
se de operações na Somália,
país que carece de um governo
nacional estável desde a queda
do ditador Mohammed Siad
Barre, em 1991. ■
O TERRORISTA Fazul Mohammed
AP
O GLOBO

CIÊNCIA

PÁGINA 43 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 23: 02 h
CIÊNCIA

43
S A Ú D E
Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Alertaaos viajantes
Surtos de sarampo e de bactéria letal na Europa preocupam; saída é a prevenção
Reino
Unido
Áustria
Romênia
Suíça
Grécia
Macedônia
Sérvia Bulgária
Turquia
Rep. Tcheca
Suécia Rússia
Noruega
Alemanha
Holanda
Bélgica
Luxemburgo
França
Espanha
OMAPA DAS DOENÇAS
PAÍSES ATINGIDOS PELO
SARAMPO E PELA E. COLI
PAÍSES ATINGIDOS
PELO SARAMPO
PAÍSES ATINGIDOS
PELA E. COLI
Fr
O país registra o
maior número
de casos de
sarampo, 5 mil
ha
O surto de E. coli
está centrado no
país onde foram
confirmadas
30 mortes
Antônio Marinho
O
passaporte é o documento indispen-
sável para quem pretende viajar ao
exterior. Porém, se o destino for a
Europa, a caderneta de vacinação
em dia e a adoção de algumas medidas de
prevenção de infecção são o melhor salvo-
conduto. Com epidemia de sarampo e surto
de bactéria letal, transitar no Velho Continen-
te sem proteção é, hoje, uma aventura arris-
cada. São mais de 6,5 mil casos de sarampo
em33 países, segundo a Organização Mundial
de Saúde (OMS), o que caracteriza epidemia.
E a bactéria que provoca diarreia severa e
problemas renais já se alastrou por 15 países,
matando 31 pessoas.
O país mais atingido pelo sarampo é a
França, com 5 mil casos da doença e seis
mortes. A Espanha, que registrara apenas
dois casos em 2004, soma pelo menos 1.300
este ano. Diante desse quadro, o Ministério
da Saúde reforçou que os brasileiros que
pretendam viajar para fora devem estar va-
cinados contra o sarampo (a tríplice viral
inclui ainda rubéola e caxumba). A orien-
tação vale também se o destino for Estados
Unidos e outras nações das Américas, de-
vido à grande circulação de turistas euro-
peus nessas áreas. Para se proteger da for-
ma rara e letal da bactéria Escherichia coli,
cujo foco é a Alemanha, onde foram regis-
tradas 30 das mortes, a recomendação das
autoridades sanitárias nacionais é redo-
brar os cuidados com a higiene pessoal e
evitar a ingestão de alimentos crus.
O Brasil não registrou nenhum caso da
bactéria letal. Este ano, o país teve apenas 11
casos de sarampo, todos eles importados,
segundo o ministério.
— O sarampo é grave, de notificação obri-
gatória no mundo — alerta Flávia Bravo, co-
ordenadora do Centro Brasileiro de Medicina
do Viajante. — O problema é que muita gente
não se lembra se tomou a vacina ou teve a
doença, especialmente adultos. Se for viajar e
não tiver certeza, é melhor se vacinar.
Flávia lembra que há outras viroses na in-
fância com sinais na pele que se confundem
com o sarampo.
Boa higiene protege
contra bactéria
● Quem já estiver lá fora e suspeitar que tem
sarampo deve procurar um médico antes de
retornar. O mesmo vale para a bactéria.
O Ministério da Saúde oferece a vacina trí-
plice para pessoas de até 39 anos. Isto por-
que, acredita-se, acima desta faixa etária é
pouco provável que o indivíduo jamais tenha
contraído sarampo.
— O ideal é tomar a vacina até dez dias
antes de embarcar (prazo mínimo para pro-
duzir imunidade). Mas mesmo para quem já
perdeu esse prazo, recomendo a vacina. Não
necessariamente o viajante vai chegar e en-
trar em contato imediato com um infectado.
E, mesmo quem tiver a doença, pode apre-
sentá-la de forma mais branda — diz o dire-
tor de Vigilância Epidemiológica do Ministé-
rio da Saúde, Claudio Maierovitch.
Ele reforça que não se deve tratar sarampo
como simples virose. Alémde ser de
fácil transmissão, pode evoluir para
meningite e pneumonia:
— Quem voltou do exterior e
está com sintomas de febre, mal-
estar, manchas e conjuntivite de-
ve ligar para seu médico.
Antes da inclusão da vacina nos
programas de imunização, ocor-
riam surtos de sarampo a cada
três a seis anos no Brasil. A última
grande epidemia aconteceu em
1997, com mais de 53 mil casos e
61 óbitos, 60% deles de menores
de 5 anos. Na Europa, há quem
atribua o atual surto aos grupos
que se denominam “movimento
antivacina”. Segundo o Centro Eu-
ropeu para a Prevenção e o Con-
trole de Doenças, são pessoas que
acreditam que doenças transmis-
síveis na infância reforçam as de-
fesas, ou apenas não tomamas va-
cinas como gesto de militância
contra a indústria farmacêutica.
— Este movimento está atra-
sando a eliminação de doenças
como o sarampo — disse José
Bayas, presidente da Sociedade
Espanhola de Imunização, em en-
trevista ao “El País”.
Com relação à bactéria letal, os
atuais suspeitos são os brotos ve-
getais. A dica é lavar as mãos an-
tes das refeições, depois de usar
banheiro, de ter contato com ani-
mais e ao preparar e tocar os ali-
mentos. Também se deve evitar
comer em ruas e feiras. O ideal é
usar água potável e cozinhar os
alimentos acima de 70 graus. ■
Ints Kalnins/Reuters
UMA TÉCNICA marca um tubo com uma amostra para testes da espécie letal da bactéria que já matou mais de 30 pessoas e infectou milhares na Europa
Mais sobre as
infecções
SARAMPO
● É uma doença transmitida por
vírus, aguda e muito contagiosa.
Os sintomas mais comuns são fe-
bre (nem sempre imediata), tosse
seca, manchas avermelhadas na
pele, coriza, conjuntivite e fotofo-
bia. A transmissão ocorre por
meio de secreções expelidas ao
tossir, falar ou respirar. O período
de transmissão varia de quatro a
seis dias antes do aparecimento
das manchas até quatro dias
após o surgimento delas.
E. COLI
● A E. coli é encontrada natural-
mente no intestino de humanos e
animais. A maioria de suas cepas
é inofensiva, mas a que apareceu
na Alemanha libera toxinas que,
além de fortes cólicas, diarreia
com sangue, vômitos e febre, po-
de causar síndrome caracterizada
por falência renal, destruição das
hemácias e redução no número
de plaquetas, responsáveis pela
coagulação do sangue. O tempo
entre a transmissão e o início do
aparecimento dos sintomas varia
de três a oito dias. A maioria re-
cupera-se em até dez dias.
As dúvidas mais frequentes
● Para as pessoas que pretendem embarcar
para o exterior ou já estão na Europa, há uma
série de cuidados que podem ser tomados
para reduzir os riscos de adoecer.
● Se já tive sarampo ou não me lembro de ter
sido infectado, posso tomar a vacina tríplice
viral? Quem já teve a doença está imuniza-
do para o resto da vida, mas não há pro-
blema em tomar a vacina. A tríplice viral
(contra sarampo, caxumba e rubéola) está
disponível nos postos de saúde e nas clí-
nicas privadas. Para crianças, são duas do-
ses, uma aos 12 meses e outra aos 4 anos.
Segundo o Ministério da Saúde, crianças
que receberam a tríplice viral entre os seis
e 11 meses devem ser revacinadas aos 12
meses. Para adolescentes já vacinados
uma vez, uma segunda dose é necessária,
recomenda a Associação Brasileira de Imu-
nizações (www.sbim.org.br). Os que nunca
tomaram, precisamde duas (comintervalo
mínimo de 30 dias entre elas). Para adultos
e idosos: uma ou duas doses (intervalo mí-
nimo de 30 dias) para homens e mulheres
até 49 anos, de acordo com histórico, de
forma que todos recebam no mínimo duas
doses. E dose única para homens e mulhe-
res acima de 49 anos.
● Quais são as contra-indicações da vacina
contra sarampo? A vacina geralmente é
contra-indicada para crianças menores de
seis meses, pessoas com baixa de imuni-
dade e gestantes. Mas a grávida que teve
contato com alguém infectado deve con-
sultar seu médico sobre a possibilidade
de tomar a vacina. Nesses casos, o risco
de sofrer sarampo ou rubéola é maior do
que o de tomar a vacina. Vale lembrar que
nenhuma vacina tem 100% de eficácia,
mas com a tríplice viral se consegue mais
de 95% de proteção. Por isso, médicos re-
comendam segunda dose para segurança.
Mas, se a pessoa apresenta febre e não sa-
be o motivo, deve-se adiar a vacinação
com a tríplice.
● O que fazer em caso de suspeita de saram-
po? O Ministério da Saúde (www.sau-
de.gov.br) diz que se deve procurar o ser-
viço de saúde mais próximo e evitar con-
tato com outras pessoas por sete dias,
contados a partir do aparecimento das
manchas vermelhas na pele, sinal comum
ao sarampo e à rubéola.
● Quais são os riscos de contaminação pela
espécie altamente tóxica da bactéria E. coli?
O epicentro da epidemia é a região de Ham-
burgo, no norte da Alemanha. Apesar de as
autoridades alemãs afirmaremque o núme-
ro de casos está diminuindo, são mais de
3,1 mil cidadãos infectados, de mais de dez
países, quase todos relacionados a viagens
à região. E a OMS diz que a bactéria pode
ser transmitida de uma pessoa a outra pelo
contato com as mãos mal lavadas ou ma-
terial fecal. É muito importante lavar bem
as mãos e se certificar de que o alimento
foi preparado de maneira adequada.
● Qual é o tratamento contra a bactéria? A
maioria das infecções bacterianas é trata-
da com antibióticos, porém a OMS e o Cen-
tro de Controle e Prevenção de Doenças
dos Estados Unidos não recomendam con-
tra a E.coli, porque há risco de a bactéria
liberar toxinas mais rapidamente, atacan-
do os rins. Também está contra-indicado o
uso de medicamentos antidiarreia, porque
podem piorar a situação. O tratamento re-
comendado restringe-se à hidratação e a
medidas de suporte necessárias em hospi-
tal, conforme avaliação médica.
Editoria de Arte
44

CIÊNCIA/SAÚDE Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

CIÊNCIA

PÁGINA 44 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 23: 02 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
QUAL É O SEU PROBLEMA?
Antônio Marinho (amarinho@oglobo.com.br)
DIREITO
• Participe da coluna "Qual é o Seu Problema" e escolha em nosso site
(www.oglobo.com.br/saude) o assunto que você gostaria de ler no próximo
domingo. Você poderá ainda tirar suas dúvidas diretamente com um especialista.
Avaliação precoce atrasa piora de Alzheimer
● O mal de Alzheimer é a principal
causa de demência acima de 60
anos no Brasil. Estudos indicam que
o problema atinge 1%dos idosos en-
tre 65 e 70 anos e sua prevalência
aumenta com os anos, alcançado
6% aos 70 anos e 30% aos 80 anos. A
doença ainda não tem cura, mas é
possível melhorar muito a qualida-
de de vida dos pacientes. O tema foi
o escolhido pelos leitores no site do
GLOBO para a coluna desta semana.
O neurologista Rogério Naylor, res-
ponsável pelo ambulatório de Al-
zheimer do Hospital Federal dos
Servidores do Estado, explica que
os tratamentos atuais visam retar-
dar a progressão da doença; e quan-
to mais cedo o tratamento tiver iní-
cio, melhor a qualidade de vida.
● O que caracteriza o mal de Al-
zheimer? O que diferencia esta
doença de outras demências?
ROGÉRIO NAYLOR: A principal ca-
racterística é o esquecimento, par-
ticularmente para fatos recentes.
Paralelamente, há desorientação,
redução na capacidade para os
atos cotidianos e de abstração,
perda de iniciativa, alterações de
comportamento, variáveis de pes-
soa para pessoa. A doença de Al-
zheimer é a forma mais comum de
demência, insidiosa e prolongada;
diferentemente de outras que po-
dem t er i ní ci o rel at i vament e
abrupto ou sintomas de Parkin-
son, por exemplo.
● Quais são os possíveis sinais?
NAYLOR: O esquecimento é indis-
pensável. Pode-se observar deso-
rientação, perda na capacidade de
gerir a própria vida, descuido quan-
to à higiene própria, apatia, depres-
são, inquietude, dificuldade de se
expressar com palavras e desorga-
nização de atos motores. Estes sin-
tomas são variáveis de um indiví-
duo para outro. A maioria dos pa-
cientes com Alzheimer tem mais de
60 anos e ela é mais comum no sexo
feminino.
● Hoje é possível confirmar ou ga-
rantir um diagnóstico a partir de
exames clínicos e de imagens?
NAYLOR: Os exames clínicos e de
imagem ainda não oferecem certeza
diagnóstica, mas apontam altera-
ções compatíveis com a doença, e
permitem afastar outras causas de
demência. A avaliação inclui testes
cognitivos aplicados por psicóloga
ou mesmo pelo médico, tomografia
ou imagem por ressonância magné-
tica de crânio, além de exames de
sangue. A história clínica, compatí-
vel com a doença, é indispensável.
● É possível prevenir?
NAYLOR: Hábitos ou estilo de vida
saudáveis não previnem a doença,
mas podem dificultar a sua expres-
são. Manter a pressão controlada
pode, por exemplo, evitar derra-
mes, que podem causar demência
por si ou agravar o Alzheimer. Man-
ter o cérebro em atividade no início
da doença pode ser útil.
● Quais são as fases da doença?
NAYLOR: Pode-se dizer que existem
três fases: inicial, intermediária e
avançada. Na inicial há pouca ne-
cessidade de assistência de outras
pessoas ao paciente, e pode até ha-
ver percepção do paciente de que o
seu desempenho não é mais o mes-
mo. Na intermediária há necessida-
de maior de atenção, e na avançada
a dependência é total, ou quase. A
resposta aos tratamentos é melhor
nas fases iniciais e intermediárias,
de um modo geral. Os fármacos
atuais buscam aliviar as deficiên-
cias ou mau funcionamento dos me-
canismos químicos cerebrais. Eles
tentam atrasar a progressão da
doença. Há várias opções de medi-
camentos.
● Como a família pode ajudar?
NAYLOR: Criando um ambiente sau-
dável, tranquilo, para que os fatores
comportamentais não sejam preci-
pitados ou intensificados. É impor-
tante consultar o neurologista tão
logo exista suspeita. Lembro que
não é qualquer esquecimento que
pode ser atribuído ao Alzheimer.
Atraso de pensão
Meu ex-marido, apesar de ter ótimos
recursos financeiros, costuma atrasar em
dois, três meses os pagamentos mensais da
pensão alimentícia dos nossos filhos. Com
isso, pago multas de escola, condomínio
etc. Procurei um advogado e ele disse que
os processos de execução de alimentos
demoram muito e se recusou a aceitar a
minha causa. Vou procurar outro
profissional, mas a minha vida financeira
está se desequilibrando com essa atitude do
meu ex. E ele faz isso para me hostilizar.
Qual é a sua opinião sobre o assunto? Como
devo proceder?
— JANETE, Rio de Janeiro, RJ
● As execuções de alimentos são
lentas pois os devedores buscam
todos os meios para retardar o
pagamento do valores que devem.
Procure um outro advogado de sua
confiança para requerer ao juiz de
família a determinação de uma data
para uma audiência especial. No
encontro, geralmente, o juiz adverte
o devedor e exige que ele cumpra o
combinado no acordo, podendo
inclusive determinar multas
representativas quando ocorrer o
atraso intencional. Depois dessa
audiência, acredito que o seu ex-
marido deixe de atrasar o
pagamento da pensão alimentícia
devida aos seus filhos. — PAULO
LINS E SILVA, advogado de família e
diretor internacional e do Instituto
Brasileiro de Direito de Família
(IBDFAM).
emmovimento
ANA LUCIA AZEVEDO•MARCIA FOLETTO•ROBERTA JANSEN
Ana Lucia Azevedo (ala@oglobo.com.br), Marcia Foletto (foletto@oglobo.com.br) e Roberta Jansen (roberta.jansen@oglobo.com.br)
• Conte para a gente qual é a sua
atividade física favorita e escolha que
assuntos você gostaria de ver na
coluna. Participe no nosso site
www.oglobo.com.br/saude.
O Tai Chi Chuan foi desenvolvido
há centenas de anos como uma série
de movimentos graciosos executados
em conjunto com a respiração.
Baseado nas filosofias budista,
taoísta e nos ensinamentos de
Confúcio, busca o equilíbrio entre as
forças opostas yin e yang. Hoje cerca
de 2,5 milhões de pessoas o praticam
ao redor do mundo.
Para Myeong Soo Lee, do
Instituto Korea de Medicina
Oriental, e Edzard Ernst, do
Peninsula Medical School, da
Universidade de Exeter, os
movimentos suaves sem dúvida
afetam os músculos e o sistema
circulatório.
Os pesquisadores encontraram 35
revisões de pesquisas sobre o tema
publicadas entre 2002 e 2010,
examinando se os exercícios
ajudavam ou não problemas como
câncer de mama, doenças cardíacas
e doenças da velhice. Dessas, 20
revisões confirmaram a eficiência
dos exercícios, oito não aprovaram e
sete foram inconclusivas.
No fim das contas, houve um
relativo consenso sobre a melhora
de saúde física e psicológica em
idosos, mas poucas evidências sobre
alívio nos sintomas de câncer ou
artrite reumatóide.
Malhação, nova arma contra o esquecimento
● Um novo estudo revela que exercícios físicos podem ser uma poderosa
arma contra a perda de memória. Cientistas da Johns Hopkins e da
Universidade da Califórnia dizem que, conforme envelhecemos, é normal
termos pequenos lapsos da memória. O problema é estrutural. O desgaste
físico de áreas do cérebro acaba dificultando o fluxo de informações. “O
exercício interfere diretamente neste processo”, diz o pesquisador Michael
Yassa, lembrando que a ginástica estimula o surgimento de células
nervosas, especificamente na área mais afetada.
p
r
o
d
u
t
o
s
REUTERS/Denis Balibouse/14.03.2011
À ESQUERDA, o lado direito de cérebro saudável, e outro com o mal de Alzheimer
Tai chi:
equilíbrio
e relax
Novo estudo mostra que técnica chinesa de exercícios lentos combinados à
respiração profunda ajuda a melhorar a saúde física e mental na terceira idade
Márcia Foletto
● Um novo estudo publicado na
“British Journal of Sports Medicine”
mostra que o Tai Chi Chuan pode
ajudar a terceira idade a evitar
quedas e aumentar o bem-estar
psicológico. Isto porque os
movimentos lentos desses antigos
exercícios chineses aumentam o
equilíbrio, e as técnicas de respiração
profunda ajudam a relaxar.

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F
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O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 1 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 23: 00 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
esportes
esportes
Domingo, 12de junhode 2011•2a. Edição oglobo.com.br/esportes
O
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ESPORTES

PÁGINA 2 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 23: 00 h
2 ESPORTES O GLOBO 12/06/2011 • 2ª edição
PRETO/BRANCO
FERNANDO
CALAZANS
Estreia incômoda
Estreia verdadeiramente complicada é esta
de Abel no Fluminense, contra o Corinthians
impulsionado pela torcida no Pacaembu. Se
um técnico pudesse ser consultado nesses
casos, duvido que algum deles escolhesse
esse cenário e esse adversário, que está
colocado em segundo lugar no principiante
Campeonato Brasileiro, mas um ponto
apenas na frente do time do Rio.
Não é que um empate e nem mesmo uma derrota
para o Corinthians, em seu campo, possam
atrapalhar ou desmerecer um trabalho (o do novo
Flu) mais incipiente até do que a própria
competição. A particularidade aqui é que a longa
espera por Abel gerou uma expectativa exagerada,
não apenas entre os tricolores, mas entre toda a
mídia. E, com a moral com que pousou nas
Laranjeiras, tudo o que Abel queria — e, aliás,
merecia, pelo entusiasmo que demonstrou em sua
volta ao Brasil e ao clube — era um compromisso
mais cômodo.
A vitória não é impossível, naturalmente, mas
comodidade é o que Abel e seus jogadores não
terão esta tarde, no duelo duríssimo. No treino
(estou falando de um treino), o que se viu foi um
time mais voltado para o ataque, não só por causa
de Deco e Conca (que já vinham atuando juntos),
mas principalmente pela posição mais adiantada e
audaciosa dos laterais Mariano e Carlinhos.
Ninguém fez mais elogios às primeiras horas de
Abel nas Laranjeiras do que o atacante Araújo.
Claro: virou titular da noite para o dia. A mudança
tem que ser recebida com certas reservas. Araújo
estava insatisfeito por ter poucas oportunidades,
mas é verdade também que não apresentara muita
coisa que justificasse sua efetivação.
O raciocínio de Abel é que, ao contrário de
Rafael Moura, jogador mais próximo da função e
da posição de Fred, Araújo se move mais pelos
lados, o que pode dar uma distribuição melhor
às jogadas de ataque. Faz certo sentido. Por
outro lado, comparados o rendimento de um e de
outro no time — Araújo e Rafael Moura — este
último está flanando na frente, embora, como
sabe toda criança, não chegue a ser nenhuma
sumidade do futebol. Essas primeiras
experiências de Abel começarão a ser julgadas a
partir de hoje. E devem ser julgadas com a
devida calma para não levar precipitação à era
de Abel no Fluminense.
SUANDO A CAMISA. O Corinthians aproveitou a
tranquilidade da sexta-feira para anunciar a
numeração fixa da camisa dos jogadores no
Campeonato Brasileiro. Assim, por exemplo,
Liédson ficou com a 9; Adriano “Imperador” com a
10; Emerson “Sheik” com a 11. Uma sequência
interessante para o ataque, não é?
A camisa 10 foi a que Adriano usou na sua
apresentação pelo clube. Uma beleza! Agora, o
mundo inteiro quer saber quando ele vai usar
dentro de campo, jogando.
CABELOS EM PÉ. Ao contrário do Abel no
Fluminense, Vanderlei Luxemburgo não quer saber
de novidade na escalação do Flamengo, contra o
Atlético Paranaense. Tirando Júnior César que
começa na lateral esquerda (contratado como
titular, será?), os outros são os mesmos, inclusive
Wanderley no centro do ataque, o que já deixa a
torcida de cabelos em pé e com os dois pés atrás.
A dúvida aqui em cima sobre a titularidade de
Júnior César decorre do fato de que, no São Paulo,
ele estava na reserva do Juan. Hum... reserva do
Juan? O mesmo Juan que foi dispensado pelo
Flamengo, por estar jogando cada vez menos.
Estranho, não é? Temos que prestar atenção na
lateral esquerda.
OUTRA COMPLICAÇÃO. O Botafogo pega logo
mais um Coritiba desanimado com a perda da Copa
do Brasil ou pega um Coritiba decidido e
estimulado a descontar no Campeonato Brasileiro o
que deixou fugir de seus pés quarta-feira? A julgar
pela participação do Coritiba na Copa do Brasil, o
técnico Caio Júnior, do Botafogo, tampouco terá
comodidade hoje, mesmo em seu próprio campo,
ao contrário do Flu. Jogo muito complicado
também para o Botafogo.
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Campeonato Brasileiro/Série A
CLASSIFICAÇÃO
Clubes PG J V E D GP GC
1. São Paulo 12 4 4 0 0 7 1
2. Corinthians 7 3 2 1 0 5 3
3. Figueirense 7 4 2 1 1 4 2
4. Palmeiras 7 3 2 1 0 3 1
5. Vasco 7 4 2 1 1 8 7
6. Atlético-MG 6 3 2 0 1 6 2
7. Grêmio 6 4 2 0 2 5 5
8. Fluminense 6 3 2 0 1 3 3
9. Flamengo 5 3 1 2 0 8 4
10. Santos 5 4 1 2 1 5 4
11. Internacional 4 3 1 1 1 5 4
12. Botafogo 4 3 1 1 1 3 3
13. Ceará 4 3 1 1 1 4 5
14. América-MG 4 4 1 1 2 6 10
15. Coritiba 3 3 1 0 2 6 4
16. Atlético-GO 3 3 1 0 2 1 3
17. Cruzeiro 2 4 0 2 2 3 5
18. Bahia 1 3 0 1 2 4 7
19. Avaí 1 4 0 1 3 4 12
20. Atlético-PR 0 3 0 0 3 0 5
QUINTARODADA
18/6 18h30m Fluminense x Bahia Engenhão
21h América-MG x Cruzeiro Arena do Jacaré
19/6 16h Palmeiras x Avaí Pacaembu
Grêmio x Vasco Olímpico
Figueirense x Atlético-PR Orlando Scarpelli
Ceará x São Paulo Presidente Vargas
18h30m Atlético-MG x Atlético-GO Arena do Jacaré
Coritiba x Internacional Couto Pereira
Flamengo x Botafogo Engenhão
10/8 21h50m Santos x Corinthians Vila Belmiro
QUARTARODADA
Ontem Avaí 2 x 2 América-MG Ressacada
Cruzeiro 1 x 1 Santos Arena do Jacaré
São Paulo 3 x 1 Grêmio Morumbi
Vasco 1 x 1 Figueirense São Januário
Hoje 16h Bahia x Atlético-MG Pituaçu
Atlético-GO x Ceará Serra Dourada
Internacional x Palmeiras Beira-Rio
Corinthians x Fluminense Pacaembu
18h30m Atlético-PR x Flamengo Arena da Baixada
Botafogo x Coritiba Engenhão
São Paulo vence
outra e segue 100%
● SÃOPAULO. Emseu melhor iní-
cio de Brasileiro na história dos
pontos corridos, o São Paulo
chegou ontem à sua quarta vi-
tória em quatro rodadas na
competição. No Morumbi, o ti-
me venceu o Grêmio por 3 a 1,
chegou a 12 pontos e manteve a
liderança isolada, sem depen-
der dos resultados de hoje.
O São Paulo abriu o placar
aos 12 minutos com um gol de
Casemiro. Mas o próprio Case-
miro, em gol contra, permitiu o
empate do Grêmio, aos oito do
segundo tempo. Aos 16, após
passe de Lucas, Marlos fez 2 a 1.
Aos 39, Jean fez o terceiro. O
Grêmio parou nos seis pontos.
Em Sete Lagoas, o Cruzeiro
não saiu de seu mau momento.
Mesmocontra otime reserva do
Santos, não passou do empate
em 1 a 1. Jogando mal, o Cruzei-
ro só abriu o placar após a ex-
pulsão do santista Vinícius. Aos
nove do segundo tempo, de pê-
nalti, comMontillo fez 1 a 0. Mas
Borges fez seu terceiro gol em
duas partidas pelo Santos e em-
patou o jogo aos 44 do segundo
tempo. O Cruzeiro está na zona
de rebaixamento, comdois pon-
tos. O Santos tem cinco.
Em Florianópolis, Avaí e
América-MG empataram em 2 a
2. Foi o primeiro ponto dos ca-
tarinenses no Brasileiro. Ales-
sandro abriu o placar para o
América-MG aos 37 do primeiro
tempo. O empate veio com o la-
teral Julinho, aos nove do se-
gundo. Aos 11, Fábio Júnior, de
pênalti, fez o segundo dos mi-
neiros. O empate do Avaí veio
aos 46, com o zagueiro Cássio.
Clássico no Sul
Hoje, em Porto Alegre, Inter-
nacional e Palmeiras jogam às
16h, no Beira-Rio. O Palmeiras,
com sete pontos, tenta se man-
ter entre os primeiros. Já o In-
ternacional, que montou um
elenco caro e ganhou só quatro
pontos até agora, flerta com a
crise desde a eliminação na Li-
bertadores. Após perder na se-
gunda rodada para o Ceará, em
casa, o time de Falcão se reabi-
litou ao bater o América-MG.
Com apenas um ponto, o Ba-
hia precisa desesperadamente
vencer o Atlético-MG, às 16h,
em Pituaçu. O técnico René Si-
mões espera ter o atacante Jób-
son. No entanto, como ele foi
emprestado ao Bahia pelo Atlé-
tico-MG, o clube baiano precisa
pagar R$ 60 mil aos mineiros pa-
ra escalá-lo. No Serra Dourada
(16h), o Atlético-GO, que vemde
duas derrotas, tenta a recupera-
ção diante do Ceará. ■
Time se impõe e faz 3 a 1 no Grêmio.
Cruzeiro tropeça nos reservas do Santos
Flatestaseujogona
pressãodaArena
Contra um Atlético-PR sem pontos e gols na competição, rubro-negro
carioca quer impor o seu estilo para vencer a primeira fora de casa
Miguel Caballero
O
técnico Vander-
lei Luxemburgo
considera que o
Fl amengo está
atingindo um pa-
drão de jogo de
seu agrado. Nas
três pri mei ras
partidas do Bra-
sileiro, apesar de não ter ven-
cido Bahia e Corinthians, o ti-
me rubro-negro teve mais pos-
se de bola que todos os adver-
sários, e conseguiu controlar
as ações na maior parte do
tempo. O jogo de hoje, às
18h30m, contra o Atlético-PR,
na Arena da Baixada, um está-
dio de onde o Flamengo nunca
saiu vencedor, aparece como
um desafio para a equipe im-
por seu estilo. É contra a forte
marcação que o Atlético-PR
costuma exercer em casa que
o meio-campo rubro-negro,
formado por jogadores que
gostam de trabalhar a bola,
como Renato, Bottinelli, Thia-
go Neves e Ronaldinho, preci-
sará provar sua eficiência.
— Um time que tem ambi-
ções tem de tentar impor seu
estilo em todos os jogos. Jogar
na Arena da Baixada é sempre
difícil. O Atlético marca muito
forte, pressiona a saída de bo-
la. Já alertei aos meus meias
que eles vão precisar ser mais
agudos nas jogadas de ataque,
fazer ultrapassagens, oferecer
sempre opção a quem estiver
com a bola. Mas não é por cau-
sa de um jogo que o estilo do
time está certo ou errado. O
que importa é a sequência da
competição —afirmou o técni-
co Vanderlei Luxemburgo.
Se a equipe paranaense cos-
tuma ser um anfitrião incômo-
do para os que visitam a Arena
da Baixada, ela mesma estará
pressionada hoje à noite. Em
três partidas, o Atlético-PR não
somou nenhum ponto e sequer
marcou gol. Por outro lado, o
histórico do confronto indica
dificuldades para o Flamengo.
— Sei que nunca vencemos
lá, mas não vamos entrar em
campo com 30 anos de histó-
ria nas costas. Cada jogo é
uma história. E eles precisam
vencer de qualquer maneira,
estão sem pontos, e vamos
tentar tirar proveito disso —
completou o treinador.
Júnior César titular
O lateral-esquerdo Júnior
César fará sua primeira partida
como titular do Flamengo. De-
pois de duas semanas treinan-
do com os companheiros, ele
garante já estar adaptado para
entrar na equipe. Leonardo
Moura confia que o novo refor-
ço poderá repetir o sucesso
que Juan teve na posição.
— A parceria que eu tive
com o Juan marcou época
aqui, e o Júnior César tem qua-
lidade para repetir isso. O time
está ficando mais forte, se qua-
lificando para alcançar os obje-
tivos no campeonato. Este é
um jogo difícil, fora de casa, e
vencer será uma demonstra-
ção de força — disse o lateral.
Atlético-PR: Márcio, Wendel
(Wagner Diniz), Manoel, Rafael
Santos e Paulinho; Deivid,
Marcelo Oliveira, Branquinho
e Madson; Adaílton e Nieto
(Guerrón). Flamengo: Felipe,
Leonardo Moura, Wellinton,
David Braz e Júnior César; Wil-
lians, Renato, Bottinelli e Thia-
go Neves; Ronaldinho Gaúcho
e Wanderley. Juiz: Elmo Alves
Resende Cunha (GO). ■
TRANSMISSÃO: Sportv, PFC e Rádio Globo
CAMPEONATO BRASILEIRO
Jorge William
O CRAQUE E os laterais: Ronaldinho Gaúcho descansa ao lado de Leonardo Moura e Júnior César, que será titular hoje pela primeira vez
SÉRI E B
ABC, Guarani eSport lideram
● Após quatro rodadas, ABC, Guarani e Sport dividem a
liderança com oito pontos cada. Ontem, o vice-campeão
pernambucano empatou, fora de casa, com o Asa de
Arapiraca, em 1 a 1, e perdeu a chance de se isolar na
liderança. Na sexta-feira, o Guarani derrotou o Ituiutaba, no
Brinco de Ouro, por 2 a 0 e também chegou ao oitavo
ponto. Na terça, o ABC vencera o Goiás por 2 a 0. Quem vai
mal é o Duque de Caxias que, também na sexta, perdeu a
segunda partida em casa, desta vez para o Vitória: 3 a 2. O
time da Baixada é o lanterna, com um ponto. Outros jogos:
Barueri 1 x 1 Portuguesa, Vila Nova 2 a 0 Criciúma.
12/06/2011 ESPORTES O GLOBO 3
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 3 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 17 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
RENATO
MAURÍCIO
PRADO
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Uma grande figura
Uma das coisas que mais me agradaram na
conquista do Vasco, na Copa do Brasil, foi
ver Ricardo Gomes ganhar o seu primeiro
título importante como treinador, no futebol
brasileiro. Zagueiro de grande qualidade
técnica, em seus tempos de Fluminense e
seleção, ele sempre se mostrou também
um jogador acima da média em termos
intelectuais e de educação. Um gentleman.
Era o capitão da equipe de Carlos Alberto
Parreira nas eliminatórias para a Copa de 94 e só
não participou da campanha do tetra porque uma
distensão muscular provocou o seu corte pouco
antes do Mundial nos EUA.
Quando se tornou técnico (em 96), a impressão
geral era de que logo alcançaria o sucesso na nova
função, tão claras eram suas ideias e firmes os seus
propósitos e a sua postura — expressos em
entrevistas articuladas e polidas.
Na prática, entretanto, não foi exatamente assim.
Embora tenha iniciado bem no Paris Saint- Germain
e chegado a fazer alguns bons trabalhos em clubes
médios do nosso futebol (Vitória, Sport, Guarani,
Coritiba e Juventude), Ricardo fracassou no
primeiro grande desafio: a seleção brasileira que
disputava vaga para os Jogos de Atenas — time que
contava, entre outros, com Diego e Robinho, no
auge da forma, no Santos.
Ao malogro naquele pré-olímpico, sucederam-se
dois outros maus momentos: as passagens ruins
pelo Fluminense e pelo Flamengo, em 2004. E
Gomes voltou para o futebol francês (onde treinou
o Bordeaux e o Monaco), só retornando ao Brasil
para dirigir o São Paulo em 2009.
No tricolor paulista, começou bem, mas acabou
perdendo a Libertadores, para o Inter, e o
Brasileiro, para o Flamengo. E, uma vez mais, ficou
a sensação de que suas boas intenções e seus bons
modos não conseguiam se traduzir em bons
resultados. Uma pena.
Até que chegou o convite do Vasco — autêntico
“abacaxi”. Avião em queda livre, necessitando de
reparos em pleno voo. O time começara o Estadual
de forma desastrosa e os líderes do elenco (Carlos
Alberto e Felipe) estavam afastados por
indisciplina. Com seu jeito tranquilo, Ricardo
conseguiu o que parecia impossível. Rearmar a
equipe e recuperar psicologicamente o grupo.
Que bom vê-lo, enfim, triunfar por aqui. Nosso
futebol precisa muito de pessoas simples, sérias,
éticas e — está provado agora — competentes
como ele. Parabéns, campeão!
O LUGAR CERTO. O Flamengo acerta a volta de
Aírton e Vanderlei Luxemburgo diz ainda não saber
a melhor forma de usá-lo, lembrando que o meio-
campo rubro-negro se acertou com Williams, como
primeiro volante, Renato Abreu, de segundo, e
Bottinelli e Thiago Neves, como meias — sendo que
o ex-tricolor se reveza com Ronaldinho Gaúcho nas
funções de armador e atacante.
É verdade. Por isso mesmo, salvo contusão de
algum titular, o ideal seria utilizar Aírton como
beque central, na vaga de Wellinton. Na campanha
do hexa, ele já atuou como terceiro zagueiro, para
permitir os avanços de Leonardo Moura e Juan.
O MEDO DE UM MITO. “Sir” Stirling Moss, “le
champion sans couronne”, como o chamavam os
franceses em seus tempos na Fórmula-1 (quando
conquistou quatro vice-campeonatos mundiais), se
aposentou das pistas na última quinta-feira, aos 81
anos de idade, durante os treinos para as 24 horas
de Le Mans deste ano. Ele nunca tinha parado de
correr, até então. Perguntado porque resolveu
encerrar a longa carreira, disse, com franqueza
emocionante:
— Pela primeira vez na vida senti medo num
carro de corrida. E cumpri minha promessa de
parar no dia em que isso acontecesse.
Entre 1954 e 1962, Moss disputou 318 corridas em
diversas categorias (ao mesmo tempo!) — inclusive
a F-1, onde foi vice, consecutivamente, de 1955 a
1958! Detalhe: ganhou mais da metade destas
provas. Não é à toa que é considerado o maior de
todos os pilotos que nunca chegou ao título. Sobre
a impressionante longevidade do britânico, restou a
fina ironia do meu amigo Nelson Ricciardi:
— E dizem que o Michael Schumacher está velho!
Perto do Moss ele é apenas um bebê...
GERAÇÃO DE PRATA. Na próxima terça-feira, a
partir das 19 horas, na Livraria da Travessa do
BarraShopping, ex-jogadores da seleção brasileira
masculina que conquistou a primeira medalha
olímpica do vôlei brasileiro, nos Jogos de Los
Angeles, autografarão o DVD “Geração de Prata”.
Daquele timaço faziam parte, entre outros, Bernard,
Fernandão, Xandó, Amauri, Renan, William e
Bernardinho.
DÁ-LHE, ABELÃO! Abel Braga, que estreia hoje no
comando do Flu, contra o Corinthians, não foi um
zagueiro tão virtuoso quanto Ricardo Gomes (longe
disso!). Mas já é treinador vitorioso, graças à
brilhante passagem pelo Internacional. Tomara que
consiga repetir o sucesso nas Laranjeiras — onde
vem faltando liderança e voz firme no comando.
Qualidades que Abelão sempre teve de sobra.
FluversãoAbelãosem
medodoCorinthians
Em sua volta ao comando tricolor, técnico espera ver time consistente,
que valorize a posse de bola e busque a vitória a todo custo
Fábio Juppa
S
e não estivesse de
volta ao comando
do Fluminense na
parti da de hoj e,
cont r a o Cor i n-
thians, às 16h, no
Pacaembu, o técni-
co Abel Braga co-
memorari a o di a
dos namorados com a mulher
Cláudia no hotel-cassino Con-
rad, em Punta del Este. Dali,
iria a Portugal visitar familia-
res e, na sequência, seguiria
para o Sul da Itália. Na impos-
sibilidade de cumprir o roteiro
que traçara, vai voltar ao Rio o
mais rapidamente possível pa-
ra jantar com Cláudia num de
seus restaurantes preferidos
no Leblon, quem sabe, com
uma vitória que retribua o ca-
rinho que tem recebido dos
tricolores e ilustrativa sobre o
que pensa para o time desta
tarde em diante.
— Só espero que o avião
não atrase! — brincou Abel,
antes de mandar um recado
otimista ao torcedor. — Esse
time vai ser difícil de ser bati-
do, não vai se acostumar a
perder, não...
Um time compacto
Abel teve apenas quatro
dias de trabalho, mas espera
ver um Fluminense bem dife-
rente daquele das três primei-
ras rodadas do Brasileiro —
ainda que com duas vitórias
— que acompanhou pela TV
dos Emirados Árabes. Pelo
que se pôde observar desde
quarta-feira, será um time
mais ousado, agressivo, com a
marcação adiantada, movi-
mentação constante dos ho-
mens de meio-campo e, sobre-
tudo, solidário, em que preva-
leça o espírito coletivo e, sem-
pre, a vontade de vencer.
— Em casa, fora, contra
quem for, o time vai para a
morte, sabendo que, quando
errar, haverá um colega do la-
do para socorrer — afirmou.
A compactação entre os se-
tores tende a ser uma marca
do novo Fluminense de Abel,
que insistiu nos trabalhos táti-
cos desde que chegou. Para
não ser surpreendido pelo ve-
loz time do Corinthians, ele
quer o time atacando e se de-
fendendo em bloco, para, se
não hoje, rapidamente ser ca-
paz rapidamente de apresen-
tar um padrão único de jogo,
seja qual for o adversário e o
local da partida:
—Para isso, vamos adiantar
a marcação. Não quero vazios,
pois são eles que permitem o
contra-ataque.
Apesar de reconhecer a for-
ça do Corinthians, Abel não
abre mão de que seu time ata-
que bastante no Pacaembu.
Ele quer o time pressionando,
até para impedir o contrário.
A ordem é para que Deco ou
Conca se aproximem de Fred e
Araújo, e os laterais apoiem
sempre que possível.
— Respeitamos o Corin-
thians, mas vamos lá para ga-
nhar o jogo — disse Araújo.
Corinthians: Júlio César, Wel-
dinho, Wallace, Leandro Cas-
tán e Fábio Santos; Ralf, Pauli-
nho e Danilo; Willian, Liédson
e Jorge Henrique. Fluminense:
Ricardo Berna, Mariano, Gum,
Leandro Euzébio e Júlio César;
Edinho (Marquinho ou Souza),
Valencia, Deco e Conca; Araú-
jo e Fred. Juiz: Márcio Chagas
da Silva. ■
TRANSMISSÃO: Rádio Globo e Rede Globo
CAMPEONATO BRASILEIRO
Ivo Gonzalez
ABEL ORIENTA Deco, Conca e Fred, observado ao fundo por Araújo: o técnico quer time agressivo hoje
Apostanotrioelétricoalvinegro
Com Maicosuel, Elkeson e Éverton entrosados,
Botafogo tenta arrancada em casa contra o Coritiba
Marcos Penido
● A cada semana que passa o
técnico Caio Júnior se anima
mais com o entrosamento de
seu trio de meia-atacantes, for-
mado por Maicosuel, Elkeson
e Éverton. Ele conta com o ta-
lento e a troca constante de
posições destes jogadores pa-
ra o Botafogo mostrar que es-
tá em processo de evolução e
vencer o Coritiba, hoje, às
18h30m, no Engenhão.
O desempenho do trio é
muito importante para dar di-
nâmica de jogo rápida à equi-
pe, facilitando a movimenta-
ção dos outros jogadores. E
com isso o time conseguir se
impor e conquistar três pon-
tos importantes em casa.
— O Éverton está evoluindo
e fazendo boa parceria com o
Cortês pelo lado esquerdo. O
Elkeson se destaca no lado in-
dividual e o Maicosuel vai me-
lhorando jogo a jogo — afir-
mou Caio Júnior.
Paranaense, o técnico co-
nhece bem o Coritiba e respei-
ta a força do adversário. Tanto
que não leva em conta o fato
de a equipe poder entrar em
campo abalada pela perda do
título da Copa do Brasil, na de-
cisão contra o Vasco.
— Ninguém chega à decisão
da Copa do Brasil semmostrar
um bom trabalho. É um time
forte, competitivo e um adver-
sário duro de ser batido — co-
mentou Caio Júnior.
Para o treinador, o impor-
tante é o Botafogo fazer bem a
sua parte e passar confiança
ao torcedor.
— Aos poucos, estamos
chegando no ponto que quero.
Um time agressivo, porém
equilibrado, e que lute até o
último minuto pelos três pon-
tos. Se o torcedor ver isso, vai
nos apoiar e ajudar muito —
acrescentou o técnico.
Três jogos em casa
As próximas três rodadas
são consideradas muito im-
portantes no planejamento fei-
to pela comissão técnica. É
uma oportunidade de o time
dar uma boa arrancada no
Campeonato Brasileiro, en-
frentando o Coritiba, Flamen-
go e Grêmio no Engenhão.
Para Caio Júnior, uma vitó-
ria sobre o Coritiba já vai ani-
mar a torcida para o clássico
contra o Flamengo.
— É uma questão de ir pas-
so a passo. Temos uma boa
chance de subir na tabela, mas
são três adversários difíceis.
Se consegui rmos somar o
maior número de pontos pos-
síveis dentro de casa, vamos
ficar em boa situação até to-
dos os reforços chegarem —
concluiu Caio Júnior.
Botafogo: Jéfferson, Ales-
sandro, Antônio Carlos, Fábio
Ferreira e Cortês; Marcelo
Mattos e Lucas Zen; Maico-
suel, Elkeson e Éverton; Herre-
ra. Coritiba: Edson Bastos, Jo-
nas, Demerson, Emerson e Lu-
cas Mendes; Willian, Léo Gago,
Rafinha e Davi; Marcus Paulo e
Bill. Juiz: Francisco Carlos
Nascimento (AL). ■
TRANSMISSÃO: PFC
Alexandre Cassiano
MAICOSUEL DOMINA a bola no treino do Botafogo: talento do jogador é uma das armas de Caio Júnior
4 ESPORTES O GLOBO 12/06/2011 • 2ª edição
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 4 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 23: 06 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
ATUAÇÕES
GratidãoemmãoduplanavoltadoídoloJuninho
Sintonia entre craque e torcida permanece intacta após dez anos, e meia promete devolver carinho recebido
JUNINHO COM a camisa comemorativa de sua volta ao Vasco
Fotos de Ivo Gonzalez
O CRAQUE abraça o presidente Roberto Dinamite durante a entrevista: pronto para jogar no início de julho
Miguel Caballero
D
entre os casos de ido-
latria de uma massa
por grandes craques
do futebol, a relação
de Juninho Pernambu-
cano com a torcida do
Vasco é especial. Ao expressar,
mais em atitudes que nas pa-
lavras, sua gratidão por quem
o venera, o craque que agora
reassume a camisa 8 alimenta,
como num ciclo vicioso, a ado-
ração dos vascaínos.
— Depois de 10 anos é o pri-
meiro dia que voltei a São Ja-
nuario e só tenho a agradecer.
Vou ajudar o Vasco a conti-
nuar vencendo. Muito obriga-
do, eu nunca vou esquecer o
que vocês fizeram por mim.
Um grande beijo no coração
— disse Juninho, ao ser apre-
sentado à torcida, ontem, no
início da noite, antes da parti-
da contra o Figueirense. Ele fi-
cou emocionado com a pre-
sença de antigos companhei-
ros, como Edmundo e o técni-
co Antônio Lopes.
De manhã, na sede náutica
da Lagoa, Juninho viu e pro-
vou como permanece intacta
sua sintonia com os torcedo-
res, forjada na época em que
mostrava a qualidade de joga-
dor nas quatro linhas e, fora,
inscrevia- se como um dos
grandes na história do clube
ao, por exemplo, combater a
Lei da Mordaça vez por outra
imposta pela antiga diretoria.
Fosse outro jogador, o retor-
no ao clube que o projetou na-
cionalmente, aceitando rece-
ber simbólicos salários de R$
600, poderia ser visto como
demagogia. O contrato, válido
até o fimdo ano, prevê premia-
ções por metas alcançadas.
— Sinto muito orgulho de
voltar ao Vasco. Meu contrato
protege o clube. Vim para jo-
gar, ter conquistas, mas pode
ser que eu não renda, porque a
vida é assim, então, de qual-
quer forma, terei a consciên-
cia tranquila de que o clube
está protegido. O que o Vasco
fez por mim foi muita coisa
também — afirmou.
Além da coletiva, Juninho
passou um longo tempo dan-
do autógrafos e tirando fotos
com torcedores e conselhei-
ros que foram ao local. Nos
dez anos em que esteve longe
de São Januário, Juninho viu o
Vasco viver um dos períodos
mais difíceis de sua história.
Ao mesmo tempo, a idolatria
pelo camisa 8 só aumentou,
imortalizada numa música da
torcida em homenagem ao his-
tórico gol na semifinal da Li-
bertadores de 1998 contra o
River Plate. Agora, Juninho
volta ao Vasco num momento
de recuperação do clube. E
agradece.
— Sinto-me privilegiado É
bom voltar num momento po-
sitivo. Torci muito na final da
Copa do Brasil — disse o cra-
que, que herdará a faixa de ca-
pitão do time do goleiro Fer-
nando Prass.
Juninho sabe que grande
parte do prestígio que temjun-
to à torcida vem da forma co-
mo sempre serviu ao clube, e
que ainda hoje pode ser com-
provada por detalhes que re-
velam seu profissionalismo.
Quando o presidente Roberto
Dinamite foi ao Qatar para que
o meia assinasse o contrato,
Juninho pediu ao dirigente
que levasse algumas bolas que
são usadas no Brasil, para que
ele já começasse a se readap-
tar ao principal material de
trabalho. Ele começa a treinar
na próxima semana:
— A torcida está ansiosa pa-
ra saber como estou. Em três
semanas estarei em plena for-
ma, podendo ser relacionado
no primeiro jogo de julho.
CAMPEONATO BRASILEIRO
Gostoamargonofimdafesta
Noite de comemorações em São Januário só não é completa pelo gol sofrido aos 44 minutos do segundo
tempo, que decretou o empate em 1 a 1 com o Figueirense e impediu o Vasco de chegar à vice liderança
Fotos de Jorge William
ÉLTON AGRADECE a Éder Luís o belo passe que resultou no gol que deu ao Vasco a vitória sobre o Figueirense ontem, em São Januário
JOGADORES SE preparam para receber as faixas da Copa do Brasil
A
noite dos vascaínos
foi quase completa
ontem, em São Ja-
nuário. Teve a entre-
ga das f ai xas aos
campeões da Copa
do Brasil; teve a re-
cepção ao ídolo Ju-
ninho Pernambuca-
no, apresentado pouco antes
de o time entrar em campo; e
quase teve uma vitória sobre o
Figueirense para coroar. No
entanto, um gol sofrido aos 44
minutos do segundo tempo
deu um sabor amargo ao em-
pate em 1 a 1.
Com o estádio apagado, luzes
apenas Juninho Pernambucano
surgir pelo túnel em forma de
trembala. Minutos depois, os jo-
gadores entravam em campo
para receber as faixas de cam-
peão. Até a plateia era vip. A
cantora Fernanda Abreu, que
participara da recepção a Juni-
nho, ex-ídolos e até Erasmo Car-
los acompanhavam o jogo. Num
camarote, o atacante do Milan
Alexandre Pato surgiu ao lado
da namorada Barbara Berlusco-
ni, filha do primeiro ministro ita-
liano. Surpresa tão grande que
gerou uma saia justa: o diretor
executivo do Vasco, Rodrigo
Caetano, que normalmente as-
siste aos jogos do local, cumpri-
mentou os visitantes mas prefe-
riu ir para uma área vip perto da
arquibancada.
Velocidade como arma
Diante de tanta festa, temia-
se pelo time no jogo com o Fi-
gueirense. Fosse pelo cansaço,
pela falta de concentração ou
pela falta de seis titulares. Mas
o início do Vasco foi no ritmo
de quem tem vontade de ven-
cer mais. E coube a Éder Luís,
um dos cinco titulares escala-
dos, ser o destaque. O Vasco
jogava em velocidade, impu-
nha seu ritmo habitual. Melhor
para Éder Luís, que aos 17 deu
lindo passe para Élton chutar
com precisão e fazer 1 a 0.
O Vasco poderia ter decidi-
do o jogo antes do intervalo.
Éder Luís ainda perdeu boa
chance aos 31, num chute cru-
zado, e aos 34, ao cabecear
mal diante do goleiro Wilson.
Quase custou caro. Aos 45,
Ygor cabeceou rente à trave
de Fernando Prass.
O Vasco do segundo tempo
parecia ter menos fôlego do
que no primeiro. Era compreen-
sível, mas custaria caro. Embo-
ra o Figueirense tivesse mais a
bola, oferecia poucos riscos. As
melhores chances foram do
Vasco e, curiosamente, em dois
passes de Fernando. No primei-
ro, um cruzamento para Élton
cabecear e Wilson defender. No
segundo, um lindo lançamento
que Bernardo só não transfor-
mou em gol por preciosismo.
Erros fatais. Aos 44 minutos, em
seu único ataque bem organiza-
do, o Figueirense achou, com
Aloísio, o gol que tirou o Vasco
da vice liderança do Brasileiro.
Vasco: Fernando Prass, Fág-
ner, Ânderson Martins, Fernan-
do e Márcio Careca; Jumar (Die-
go Rosa), Rômulo (Leandro), Al-
lan e Bernardo (Jefferson); Éder
Luís e Élton. Figueirense: Wil-
son, Bruno, João Paulo, Édson e
Juninho; Ygor, Túlio (Joílson),
Coutinho (Héber) e Maicon (Pit-
toni); Rhayner e Aloísio. Juiz:
Luiz Flávio de Oliveira (SP). Car-
tões amarelos: Jumar, Fernando
e Rhayner. Renda: R$ 533.015.
Público: 14.680 pagantes. ■
Vasco
FERNANDO PRASS: Não foi
exigido.● Nota 6.
FÁGNER: Foi bem na marcação,
mas não teve o mesmo
desempenho no apoio.● Nota 5.
FERNANDO: Vinha bem, mas errou
no gol de empate. ● Nota 5.
ÂNDERSON MARTINS: Seguro na
marcação e bem nas bolas altas,
melhora a cada partida.● Nota 7.
MÁRCIO CARECA: A maioria das
jogadas de ataque tiveram sua
participação. ● Nota 7.
JUMAR: Saiu passando mal aos 26
minutos.Sem Nota.DIEGO ROSA
entrou bem, dando movimentação
ao meio-campo. ● Nota 6,5.
RÔMULO: Deu segurança à defesa,
mas pouco fez na criação.● Nota 5.
LEANDRO entrou e pouco
acrescentou. ● Nota 5.
ALLAN: Errou pouco, mas não foi
criativo.● Nota 6.
BERNARDO: Apagado, não chegou
a incomodar. Perdeu um gol feito. ●
Nota 5. JÉFERSON: entrou no fim
e também pouco fez. ● Nota 5.
ÉDER LUÍS: O melhor jogador em
campo. Criou as principais jogadas
do Vasco. ● Nota 8,5
ÉLTON: Mostrou oportunismo no
gol. ● Nota 7.
RICARDO GOMES
Mesmo desfalcado, seu time foi
superior e mereceu vencer.● Nota 6.
FIGUEIRENSE
O time dirigido pelo tetracampeão
Jorginho esteve bem armado, mas
acabou sendo envolvido.
ARBITRAGEM
O paulista Flávio de Oliveira
conduziu o jogo de perto.
2ª edição • 12/06/2011 ESPORTES O GLOBO 5
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 5 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 17 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
RicardoGomessemfolclore
Técnico do Vasco desmistifica imagem de homem culto, sofisticado, tranquilo, e afirma ser uma pessoa
comum. Com a maturidade, aprendeu a não fazer planos a longo prazo, nem mesmo para a Libertadores
CAMPEONATO BRASILEIRO
● A carreira de Ricardo Go-
mes foi meteórica, tanto co-
mo jogador quanto como
técnico. Aos 17 anos, já era
profissional do Fluminense;
aos 19, ganhou seu primei-
ro título pelo tricolor, o Ca-
rioca de 83. E também foi
campeão brasileiro de 84 e
chegou à seleção. Em 88, foi
para o Benfica, teve passa-
gem pelo Paris Saint-Ger-
main (1991 a 1995), onde
começou como treinador
aos 31 anos em 1996.
O ZAGUEIRO ergue o troféu de campeão brasileiro pelo Flu em 84
Tatiana Furtado
S
ofisticado, tranqui-
lo, paciente e culto.
Estes adjetivos cos-
t umam def i ni r o
técnico do Vasco,
Ricardo Gomes. Por
outras pessoas. Por
ele mesmo, o treina-
dor campeão da Co-
pa do Brasil se desmistifica.
Nenhuma sofisticação, tran-
quilidade suficiente para não
perder a linha e cultura ape-
nas mediana.
— Tem muito folclore no que
escrevem sobre mim. Eu não
sou assim, meus amigos que es-
tão sempre por perto sabem
disso. Dizemisso por ter ido pa-
ra a Europa cedo, porque morei
na França. Não sou profundo
conhecedor de vinhos, apenas
apreciador, não sou tão fã de ja-
zz, não sou tão calmo como pa-
rece. Sou umhomemcomum—
garante o técnico, que admite
uma paixão: a leitura. — Adoro
ler tudo que é bem escrito. Sou
fã do João Ubaldo Ribeiro.
Proposta árabe recusada
Nem mesmo tão vencedor,
apesar dos 18 títulos conquista-
dos como jogador e técnico. Ele
computa derrotas e vitórias na
profissão e na vida da mesma
forma. Tudofaz parte doproces-
so. Assim como não pensa em
seleção brasileira, também não
pensa em Libertadores. Com
contrato até o fim do ano, deixa
em aberto sua permanência no
Vasco, que terá de ser renego-
ciada. Ontem, Ricardo descar-
tou acerto para dirigir a seleção
da Arábia Saudita nas eliminató-
rias para a Copa de 2014. Emseu
site oficial, a federação saudita
anunciou que negociava a con-
tratação do treinador brasileiro,
oferecendo R$ 20 milhões por
três anos de contrato.
— Não tem chance. Os ca-
ras têm interesse, mas não
vou negociar até o fim do ano
— disse o técnico.
Para Ricardo, o que importa
é sempre o dia seguinte. Pla-
nos, só a curto prazo:
—Temque se preparar para
cada dia. Procuro fazer o me-
lhor, mas não faço grandes
planos. Se me derem um agen-
da, vai ser bem pequena, de
uma semana no máximo.
Prova do amadurecimento do
tijucano de 46 anos, casado com
Cláudia há 26, e pai de Diego, 24
anos, e Ana Carolina, 19 anos.
Adolescente na época da reaber-
tura política do país, estudante
do Pedro II, da Tijuca, o filho de
seu Raimundo, militar e ex-com-
batente, tinha posições bem ra-
dicais sobre política e vida:
— Participei de movimentos,
fui umdos primeiros jogadores a
falar de Fernando Henrique e Lu-
la noiníciodos anos 80. Hoje, ve-
jo tudo de uma forma bem dife-
rente. Aos 19 anos, você acha
que sabe tudo, que é de ferro.
Depois, percebe que não sabe
tanto assim. Quando envelhece,
descobre que não sabe nada.
Prova de que a linha dura do
pai militar serviu para formar o
caráter do filho. Disciplina, mas
sem ditadura, que passou bem
longe da casa da Rua São Fran-
cisco Xavier, onde passou a in-
fância. Único homem e caçula
de quatro irmãos, recebeu de
seu Raimundo o gosto pelo fute-
bol. Aos 4 anos, já tinha como
passatempo predileto a bola:
— É uma das primeiras lem-
branças que tenho e único brin-
quedo que não largava logo.
E o domingo era sinônimo de
futebol na Quinta da Boa Vista,
seguido por jogo no Maracanã.
Porém, não seguia o time de co-
ração do pai rubro-negro.
—Fui Botafogo até os 6 anos,
até que vi uma partida contra o
Fluminense e fiquei com raiva.
Dos 6 aos 12, a pressão foi gran-
de para eu virar rubro-negro,
assisti a muitos jogos do Zico.
Depois, fui para o Flu, onde pas-
sei dez anos — disse Ricardo,
semconfirmar que seja tricolor,
como os filhos.
Tanto como peladeiro, na in-
fância na Tijuca, como jogador,
tem um marco na vida:
— Se tem uma coisa que
marcou a minha vida foi o Ma-
racanã. Tudo aconteceu ali.
Ricardo não sonhava ser joga-
dor de futebol. Com 8 anos, foi
levado para o futsal do Vila Isa-
bel, por uma vizinha. Gostava de
jogar, mostrou técnica e foi pa-
rar na base do Fluminense. No
mesmo ano em que começava a
faculdade de Engenharia, que
durou poucos dias por causa
dos jogos, subiupara otime pro-
fissional. Somente após o pri-
meiro jogo, teve certeza de que
podia ser profissional.
— Meu pai me deixou jogar
futebol, mas tinha que ter outra
formação porque a carreira era
curta e os valores não eram tão
grandes — lembra ele, que ain-
da tentou a faculdade de Admi-
nistração, também inacabada.
A carreira quase foi mais cur-
ta do que imaginava. Aos 19
anos, teve lesão nos ligamentos
cruzados do joelho. Problema
simples. O que complicou foi a
infecção hospitalar, que o dei-
xou 45 dias no hospital. Foram
oito meses de fisioterapia:
— Só queria recuperar a mi-
nha saúde — recorda.
Seul-88: calo na carreira
Depois da recuperação, tudo
aconteceu muito rápido na vida
de Ricardo Gomes. Campeão
brasileiro pelo Fluminense em
1984, braçadeira de capitão do
tricolor aos 20 anos, convoca-
ção para a seleção sub-20 e para
a principal pelas mãos do técni-
co Edu. Em 1988, foi comprado
pelo Benfica por US$ 600 mil. O
título português veio logo na
primeira temporada.
Casado há pouco tempo com
Cláudia e com o filho Diego re-
cém-nascido embarcou para a
Europa. Lá, deparou-se com ou-
tro nível de país e de estrutura
de futebol — comparação que,
segundo ele, vale até os dias de
hoje. No Estádio da Luz, viveu
momentos inesquecíveis. E foi
o primeiro estrangeiro a rece-
ber a faixa de capitão do time.
De 1991 a 1995 jogou no Paris
Saint-Germain. Encerrou a car-
reira no Benfica em 1996 e logo
foi convidado para dirigir sua ex-
equipe francesa. Depois, vieram
11 clubes. Sucesso na França,
com três títulos da Copa da
França. No Brasil, o reconheci-
mento veio agora, com a Copa
do Brasil, apesar dos títulos de
campeão baiano e da Copa do
Nordeste, com o Vitória.
Em seu país é mais gostoso
vencer, disse Ricardo após a de-
cisão. Ajuda a cicatrizar feridas
causadas pelas críticas por não
ter classificado o Brasil para os
Jogos de Atenas, em2004 . Real-
mente umdos calos na carreira,
mas não o mais doloroso.
— Não ter ido às Olimpíadas
de 88, quando o Benfica não me
liberou, marcou muito — lem-
bra, afirmando que o corte, por
lesão, da Copa do Mundo de
1994 foi coisa do destino.
Por essas e outras, vive ape-
nas o presente, que no mo-
mento é o Vasco. ■
Preferências do técnico
Romário e Zico, entre os
melhores que marcou
● MELHOR TIME EM QUE JOGOU
“O Fluminense de 83, com Washington, Assis, Delei e todos os outros.
O Benfica de 88 era muito bom também, mas o Flu era um time muito
equilibrado.”
● MELHOR TREINADOR
“Esta eu vou passar, teve muita gente importante, sempre vou esquecer
de alguém.”
● MELHOR JOGADOR.
“Não só os que vi jogar, mas que joguei contra. Romário, Maradona e
Zico.”
● MELHOR JOGADOR QUE TREINOU
“Também não dá para responder um só, são vários, como Raí, Leo-
nardo. Trabalhei com muitos jogadores excelentes.”
● SELEÇÃO BRASILEIRA
“Esse foi o sonho da vida, é o que todo jogador imagina, é incrível.”
Alexandre Cassiano
RICARDO GOMES: o técnico foi o condutor do “Trem-Bala da Colina”, que conquistou a Copa do Brasil e resgatou o orgulho vascaíno NO BENFICA, festejando o gol
CAPITÃO da seleção
brasileira, ergue o
troféu da Copa
América de 89
RICARDO recebe
apoio de Parreira
após o corte da
Copa de 94
AO LADO do auxiliar
Cristóvão Borges em
treino da seleção pré-
olímpica no Chile
RICARDO, os filhos
Ana e Diego e o
troféu de campeão
da Copa do Brasil
Reprodução/12-1984
Arquivo/8-5-1989
Arquivo/14-6-1994
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RICARDO GOMES: início no Flu
COMEMORAÇÃO no PSG
Arquivo pessoal
6 ESPORTES O GLOBO 12/06/2011
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 6 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 08 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Acompanhe as
partidas de
Fluminense,
Flamengo
e Botafogo
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do Canadá
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de Juninho
Pernambucano
a São Januário
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imagens da quarta
rodada do
Campeoanto
Brasileiro
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Correndoatrásdoshomens
A Copa do Mundo da Alemanha, de 26 de junho a 17 de julho, conta com estrelas como
Marta e a alemã Prinz para diminuir o abismo entre o futebol das mulheres e o dos homens
MUNDIAL FEMININO
Destaques na TV
Turfe/Programa de hoje
1 PÁREO •13h45m • 2.000 • (G)
1 Ianomani,M.Cardoso (***) ...................... 56-1
2 University Heights,H.Fernandes (**)......... 56-2
3 Unit Price,V.Borges................................. 56-3
4 Gambetero,C.Lavor................................. 56-4
5 Olympic Grey,D.Duarte (*) ...................... 56-5
6 Light My Fire,L.S.Machado ..................... 56-6
2 PÁREO •14h15m • 2.000 • (G)
1 Nisio,M.Soares (**)................................ 56-1
2 Bola Cheia,V.Borges ............................... 54-2
3 El Macareno,C.G.Netto ........................... 56-3
4 Furacão do Pici,M.Almeida...................... 56-4
5 Porto Castelo,D.Duarte (***) ................... 56-5
6 Uncle Nell,I.Correa (*) ............................ 56-6
7 Union Jet,E.Ferreira Filho........................ 56-7
8 Pasodoble,C.Henrique ............................ 56-8
3 PÁREO •14h45m • 1.400 • (G)
1 Robalão,H.Fernandes (*)......................... 56-1
2 Juguete,M.Soares................................... 56-2
3 Olympic Confusion,D.Duarte (***) ........... 58-3
4 Rotulado,Jean Pierre .............................. 56-4
5 Nixon In China,I.Correa........................... 58-5
6 Gorino,C.Lavor (**) ................................ 58-6
7 Furacão Latino,L.S.Machado ................... 57-7
8 Hipobelo,B.Reis..................................... 56-8
4 PÁREO •15h20m • 2.400 • (G) •
HANDICAP
1 Trapeze,C.Lavor (***) ............................. 57-1
2 Tsuguharu Foujita,D.Duarte (**) .............. 56-2
3 Ten Above,B.Reis ................................... 58-3
4 Torta de Frango,M.Cardoso (*)................. 58-4
5 Fera do Nenem,H.Fernandes ................... 57-5
6 Harry,M.Soares...................................... 54-6
7 Tank Boy,I.Correa................................... 57-7
5 PÁREO •15h55m • 2.000 • (G) •
INÍCIO DO PICK 7 • CLÁSSICO RIBOLET-
TA
1 Rubia Street,I.Correa (***) ...................... 59-1
2 Espanhola,M.Soares............................... 54-2
3 Mima,C.Lavor........................................ 54-3
4 Victoria Beach,H.Fernandes..................... 54-4
5 Time To Fly,M.Mazini (*)......................... 59-5
6 Lapidar,D.Duarte.................................... 57-6
7 Half Step,M.Cardoso (**) ........................ 57-7
8 Avant Toujours,V.Gil ............................... 57-8
6 PÁREO •16h25m • 1.500 • (G)
1 Vrom Vrom,C.Lavor .............................. 55- 1
2 Jebel Ali,C.G.Netto............................... 55- 2
3 Avattore,D.Duarte (***) ........................ 55- 3
4 Iceman,M.Soares ................................. 55- 4
5 Urso Polar,M.Cardoso (*) ...................... 55- 5
6 Energia de Ouro,B.Reis......................... 55- 6
7 Upper East Side,V.Borges...................... 55- 7
8 Viking Heights,I.Correa ......................... 55- 8
9 Vientos Del Aire,W.Alencar .................... 55- 9
10 Nativo da Roseira,H.Fernandes (**) ....... 55-10
11 Super Dust,Jean Pierre ......................... 55-11
7 PÁREO •17h05m • 1.500 • (G)
1 Mega Vovô,H.Fernandes (*)................... 55- 1
2 Il Danzatore,W.Alencar ......................... 55- 2
3 Olympic Astron,D.Duarte ...................... 55- 3
4 Foguete do Sissi,M.Soares..................... 55- 4
5 Energia Deliver,B.Reis........................... 55- 5
6 Languedoc,E.Ferreira Filho.................... 55- 6
7 Fla-Rio,A.M.Silva ................................. 55- 7
8 Ferucci Mio,M.Almeida (**)................... 55- 8
9 Son-Jack,I.Correa (***)......................... 55- 9
10 Voador,V.Borges ................................... 55-10
11 Nochero,C.Lavor .................................. 55-11
12 Urso de Ouro,M.Cardoso....................... 55-12
8 PÁREO •17h40m • 1.400 • (G)
1 Espatódia,L.S.Machado .......................... 56-1
2 Cemdita,D.Duarte (**)............................ 56-2
3 Una Mirada,B.Reis (*) ............................ 56-3
4 Glowing,H.Fernandes.............................. 56-4
5 Best Estilo,Jean Pierre ............................ 56-5
6 Certa Hora,V.Borges (***) ....................... 56-6
7 Rota de Fuga,F.Chaves............................ 56-7
8 Desejada Dizzy,I.Correa .......................... 56-8
9 PÁREO •18h20m • 1.600 • (G) •
INÍCIO DO OPEN BETTING
1 Tsonga,M.Cardoso (*) ............................. 56-1
2 Emilio de Roma,B.Reis ........................... 56-2
3 Olympic Time,M.Soares .......................... 56-3
4 Epic Leader,V.Borges .............................. 56-4
5 Correspondente,C.Lavor (***).................. 56-5
6 Um Show,I.Correa.................................. 56-6
7 Sofiaschoice,A.M.Silva............................ 56-7
8 Olympic Dragon,D.Duarte (**)................. 56-8
10 PÁREO •18h50m • 1.600 • (G)
1 Utopian,H.Fernandes............................ 56- 1
2 Xangodebakerstreet,B.Reis .................... 56- 2
3 Nick Naj,D.Duarte................................ 56- 3
4 Parc St.George,E.Ferreira Filho .............. 56- 4
5 Bleu de Bresse,R.Salgado ..................... 56- 5
6 Assaré,I.Correa (**).............................. 56- 6
7 Artic Ice,C.Henrique ............................. 56- 7
8 Um Craque,V.Borges (*)........................ 56- 8
9 Xerife,M.Cardoso.................................. 56- 9
10 Utap,Jean Pierre (***) .......................... 56-10
11 For-Index,C.Lavor ................................. 56-11
11 PÁREO •19h25m • 1.600 • (G)
1 Tutta Carina,M.Almeida (**).................. 56- 1
2 Xena Guerreira,C.Henrique.................... 56- 2
3 Lady Longchamp,L.S.Machado.............. 56- 3
4 Explora,A.M.Silva................................. 56- 4
5 Fiss,H.Fernandes (*)............................. 56- 5
6 Olympic Immensity,D.Duarte (***) ......... 56- 6
7 Unbeliaveble Lady,I.Correa.................... 56- 7
8 Bel Paese,V.Borges............................... 56- 8
9 Ventura Baby,B.Reis ............................. 56- 9
10 Charm Di Rafaela,M.Cardoso ................ 56-10
11 Ma Petite,Jean Pierre............................ 56-11
OBS: (*) Força; (**) e (***) Principais rivais
REDE GLOBO
09:25 ”Esporte espetacular“
09:45 Liga Mundial de Vôlei:
Brasil x Estados Unidos
14:00 F-1: GP do Canadá
16:00 Série A: Corinthians x Flu
TV BRASIL
15:00 “Stadium”
21:00 “Esportvisão”
REDETV!
18:45 “Bola na Rede”
BAND
13:30 “Band esporte clube”
16:00 Série A: Corinthians x Flu
18:00 “Terceiro tempo”
SPORTV
07:15 Mundial de Motovelocidade —
Moto 2 — GP da Inglaterra
09:00 Mundial de Motovelocidade —
Moto GP — GP da Inglaterra
10:30 Mundial de Motovelocidade —
125cc — GP da Inglaterra
12:00 Racing Festival — etapa de
Brasília
15:45 Eurocopa Sub-21:
Espanha x Inglaterra
17:45 “Pré-jogo”
18:30 Série A: Atlético-PR x Flamengo
20:30 “Troca de passes”
23:00 “Sportvnews”
SPORTV 2
10:00 Taça Brasil de Pólo aquático
— final feminina
11:15 Taça Brasil de Pólo aquático
— final masculina
13:00 Eurocopa Sub-21:
República Tcheca x Ucrânia
16:00 Liga Mundial de Vôlei:
Brasil x Estados Unidos (VT)
20:00 Mundial de Motocross —
GP de Portugal — MX2 (VT)
SPORTV HD
07:15 Mundial de Motovelocidade —
Moto 2 — GP da Inglaterra
09:00 Mundial de Motovelocidade —
Moto GP — GP da Inglaterra
10:30 Mundial de Motovelocidade —
125cc — GP da Inglaterra
18:30 Série A: Atlético-PR x Flamengo
ESPN BRASIL
10:30 Tênis: Torneio de Queen’s — final
ESPN
21:00 NBA: Miami Heat x Dallas
Mavericks — finais — jogo 6
PFC 1
16:00 Série A: Bahia x Atlético-MG
PFC 3
16:00 Série A: Atlético-GO x Ceará
PFC 4
16:00 Série A: Inter x Palmeiras
PFC 5
16:00 Série A: Corinthians x Flu
PFC 6
18:30 Série A: Botafogo x Coritiba
ESPORTE INTERATIVO
20:15 Campeonato Argentino:
Huracan x Velez Sarsfield
OBS: Horários e programação
fornecidos pelas emissoras.
TÊNISDEMESA
Escolas diferentes no corpo
técnico da seleção brasileira
Francês e cubano foram convocados. Atletas
garantem que a iniciativa vem dando resultado
Victor Costa
● Em busca de uma medalha
inédita nas Olimpíadas, a Con-
federação Brasileira de Tênis
de Mesa (CBTM) buscou ajuda
além das fronteiras nacionais.
No início deste ano, foram in-
tegrados ao corpo técnico da
seleção o francês Jean-René
Mounie e o cubano Alexandre
Arado, que disputou os Jogos
de Sidney em 2000.
Disciplinador e organizado,
Mounie não alivia os atletas. O
estilo agrada a Hugo Hoyama,
maior medalhista brasileiro
nos Jogos Pan-Americanos e
principal nome do esporte no
país. Segundo Hoyama, esta
atitude estimula os atletas.
— Os jogadores estão se
concentrando melhor e os re-
sultados estão aparecendo.
Quando comecei, meu técnico
exigia muito de mim e acho
que isso estava faltando na se-
leção nos últimos anos.
Para manter a concentra-
ção, Mounie aplicou medidas
mais rígidas. Durante as com-
petições e viagens, os notebo-
oks e celulares dos jogadores
são recolhidos depois das 22h.
Nada pode atrapalhar o horá-
rio de descanso.
Mounie se transformou no
principal canal da equipe bra-
sileira com as competições eu-
ropeias. Desde a sua chegada,
as promessas da seleção têm
viajado frequentemente:
— Este intercâmbio é funda-
mental para os jovens. Além
de ganharem experiência, eles
também aprendem novas téc-
nicas jogando com os melho-
res atletas do mundo.
Caroline Kumahara, de 15
anos, confirma a evolução
com as viagens:
— Já fui competir na Europa
três vezes este ano e evoluí-
mos a cada jogo. Aqui, só en-
contramos adversários de alto
nível se chegarmos à final.
Atletas de talento na base
O outro reforço de peso já é
mais familiarizado com o país.
Naturalizado brasileiro e casa-
da com uma paulista, o cuba-
no Alexandre Arado foi joga-
dor da modalidade.
Atualmente, o ex-atleta é o
técnico da equipe do São Cae-
tano do Sul (SP). Para ele, o
Brasil tem muitos jogadores
talentosos, mas ainda falta
uma boa formação:
—Temos atletas nas catego-
rias de base com potencial pa-
ra chegar longe. O grande de-
safio agora é fazer com que to-
do esse talento não seja perdi-
do na transição para as com-
petições adultas. ■
Divulgação/CBTM
OS TÉCNICOS Mounie (à esquerda) e Arado no Maracanãzinho
Graça Magalhães-Ruether
Correspondente • BERLIM
O
futebol feminino
espera diminuir
um pouco a abis-
sal diferença que
o separa do es-
porte praticado
pe l os home ns
com a realização
da Copa do Mun-
do da Alemanha, entre 26 de
junho e 17 de julho. Uma das
ações neste sentido foi o lan-
çamento, em maio, da “Barbie
do futebol”, a boneca com fi-
gura de modelo que usa o uni-
forme da seleção alemã.
Para a presidente do Comitê
Organizador da Copa, a ex-jo-
gadora Steffi Jones, a principal
diferença entre o futebol das
mulheres e o masculino é que
no primeiro não circulam os
milhões que costumam ser co-
mercializados no segundo.
Mas ela garante que o entu-
siasmo é igual na Alemanha.
— Tudo indica que vamos
viver de novo na Alemanha
um verão mágico, como acon-
teceu na Copa do Mundo de
2006 — afirmou Jones, filha de
uma alemã com um soldado
amer i cano e nasci da em
Frankfurt há 39 anos.
O futebol feminino vem se
popularizando nos quatro
cantos do mundo. Ainda as-
sim, a Nigéria, que faz parte
do Grupo A, que tem ainda
Alemanha, França e Canadá,
foi o único país muçulmano a
garantir vaga no Mundial. Ou-
tro país africano classificado
é a Guiné Equatorial, que está
no Grupo D, do qual fazem
parte ainda Brasil, Austrália e
Noruega. No total, 16 seleções
disputarão o torneio, que se-
rá aberto em Berlim, no dia
26, com o jogo entre o país an-
fitrião, que em 2007 conquis-
tou o seu segundo título mun-
dial, e o Canadá.
Brasil tenta primeiro título
Embora tenha Marta, eleita
nas últimas cinco temporadas
a melhor do mundo, o futebol
feminino brasileiro ainda cor-
re atrás de seu primeiro título
mundial. Alemanha (2007 e
2003), Estados Unidos (1991 e
1999) e Noruega (1995) já le-
vantaram a taça.
A seleção brasileira, treina-
da por Kleiton Lima, estreia
em 29 de junho contra a Aus-
trália, em Moenchengladbach.
Mesmo sem jamais ter sido
campeã, a equipe brasileira é
vista por Steffi Jones como
uma das favoritas ao título,
juntamente com os Estados
Unidos, a Inglaterra e o Japão,
sem falar no país anfitrião.
Para a trei nadora Si l vi a
Neid, a equipe alemã, que tem
a artilheira Birgit Prinz como
destaque, está pronta para lu-
tar pelo tricampeonato mun-
dial e se igualar aos homens
do país, que foram campeões
em 1954, 1974 e 1990.
— Na Alemanha, fomos aju-
dadas pelos nossos colegas do
futebol masculino e pela fede-
ração, que disse que futebol é
um esporte bom também para
moças. Este apoio é funda-
mental para o nosso sucesso
— disse Jones ao GLOBO.
Atualmente, 340 mil mulheres
praticam futebol na Alemanha,
a maioria como amadoras. Em
quase todas as cidades do país,
há um time feminino. Os jogos
do Campeonato Nacional já são
transmitidos pela televisão,
mas a audiência não é a mesma
das partidas dos homens.
A presidente do Comitê Orga-
nizador conta como carisma de
grandes jogadoras, como Marta
e a própria alemã Prinz, para
que o torneio chame a atenção
da mídia internacional:
— Eu conheci a Marta, que é
bem mais jovem do que eu, em
disputas nos Estados Unidos,
em 2002 e 2003. Como adver-
sária, não gostava da sua velo-
cidade e seu estilo cheio de
truques. Mas falando sério, ela
é uma jogadora sensacional e
merece ser considerada há al-
guns anos a melhor jogadora
do mundo.
A ex-jogadora alemã, que
começou a jogar quando o fu-
tebol feminino era ainda visto
como “coisa de louca”, fez 9
gols em 111 jogos internacio-
nais. Foi campeã mundial em
2003 e recebeu o apelido de
“Kaiserin” (Imperatriz), numa
alusão ao Kaiser Franz Be-
ckenbauer, campeão mundial
como jogador (1974) e como
treinador (1990) e considera-
do o melhor jogador alemão
de todos os tempos.
— Eu gostaria muito que a
final, no dia 17 de julho, em
Frankfurt, fosse disputada por
duas grandes seleções. Por
exemplo, Alemanha e Brasil —
torce Jones, lembrando que
seria uma forma de aumentar
ainda mais a popularidade do
futebol feminino. — Mas não
queremos os milhões que cir-
culam no futebol masculino.
Nos parece algo imoral —
completa a dirigente. ■
Christof Stache/AFP
MODELOS COM trajes típicos da Bavária divulgam a Copa do Mundo que será disputada na Alemanha
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 7 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 19: 17 h
2ª edição • 12/06/2011 ESPORTES O GLOBO 7
PRETO/BRANCO
Tronoparaopríncipetímido
Ídolo do esporte no Japão, Ryo Ishikawa, de 19 anos e com visual de cantor de rock, é um superastro
capaz de doar toda sua premiação em torneios às vítimas do tsunami que varreu o país asiático em março
GOLFE
Robyn Beck/AFP/06-04-2011
ISHIKAWA EM AÇÃO no Masters de Augusta, nos EUA: um fã declarado do americano Tiger Woods
Yoshikazu Tsuno/AFP/23-01-2009
RYO ISHIKAWA brinca com o globo terrestre: ídolo da juventude
Claudia Sarmento
Correspondente• TÓQUIO
O
nome Ryo I shi -
kawa pode não di-
zer nada para os
brasileiros mas,
se você mencio-
ná-lo para um ja-
ponês e contar
que esteve cara a
cara com a pes-
soa em questão, seu interlocu-
tor vai ficar muito impressio-
nado, pode apostar. “Mentira!
Jura?? Como ele é?”, querem
saber os japoneses — homem
ou mulher — que nunca esti-
veram diante do mito. Ishi-
kawa tem apenas 19 anos e jei-
to de vocalista de banda de ro-
ck, com suas roupas moder-
nas e cabelos despenteados.
Tudo fachada: o garoto é, na
verdade, um dos maiores es-
portistas do Japão, um prodí-
gio do golfe cujo rosto está es-
palhado pelos outdoors de Tó-
quio, seja vendendo carros,
aparelhos de TV 3D ou refrige-
rantes. É uma máquina de
marketing, mas também um
campeão. Para os japoneses é
mais do que isso: um modelo
de seriedade, um herói, que
prometeu doar tudo o que ga-
nhar nos torneios deste ano —
coisa acima de US$ 1 milhão —
para as vítimas da tsunami de
11 de março.
Garoto-propaganda
Só no ano passado Ishikawa
estrelou comerciais de 15
companhias — todas grandes
marcas. Calcula-se que tenha
faturado mais de US$ 10 mi-
lhões em contratos. A primei-
ra vez que rendeu manchetes
esportivas, em 2007, tinha 15
anos: nunca um jogador tão jo-
vem ganhara um torneio pro-
fissional de golfe. O recorde
até então pertencia a uma len-
da, o espanhol Seve Balleste-
ros, que venceu seu primeiro
campeonato aos 20 anos. Em
2009, Ishikawa já dominava o
esporte no Japão — onde o
golfe é bastante popular —
tornando-se o mais moço dos
japoneses entre os 50 primei-
ros do ranking mundial. No co-
meço da carreira, ficou conhe-
cido como “o príncipe tímido”,
por estar sempre sorridente,
porém envergonhado, na fren-
te das câmeras. Agora um mi-
lionário, que anda cercado de
assessores e causa tumulto
por onde passa, Ishikawa não
treme diante de um holofote.
—Sempre me perguntam co-
mo faço para suportar a pres-
são, mas não sinto isso e me
pergunto que luta é essa que
as pessoas acham que estou
sempre travando — disse ele
ao GLOBO, numa entrevista
para a imprensa estrangeira.
— Não vejo as expectativas
como um peso negativo, mas
como um apoio, sem o qual
um jogador de golfe profissio-
nal não sobrevive — afirmou,
de maneira educada e firme.
Maturidade é um dos pon-
tos fortes de um jogador que
descobriu sua paixão aos 6
anos e teve a ajuda da família,
principalmente do pai, sempre
presente nos treinos, para se
dedicar ao esporte. A inspira-
ção veio de Tiger Woods, ídolo
de Ishikawa que atravessa
uma fase ruim. O americano
perdeu o título de número um
do mundo e, depois de um es-
cândalo sexual, viu seu jogo
ser abalado por contusões no
joelho esquerdo, que já o leva-
ram várias vezes a uma mesa
de cirurgia.
— Acompanho as notícias
sobre Tiger Woods como fã e
não como jogador. Já tive a
chance de treinar ao seu lado e
fiquei até com vergonha de jo-
gar. Nunca vi ninguém fazer a
bola se mover como ele — dis-
se Ishikawa que, ao contrário
de Woods, estará na semana
que vem no US Open, um dos
mais importantes do mundo.
Rock star do golfe
Enquanto a estrela de Woods
desce, a da nova geração do
golfe sobe, empurrando para o
topo os nomes de Ishikawa na
Ásia, Rory McIlroy na Europa e
Rickie Fowler nos EUA. Os três
só entram em campo vestidos
para matar, cheios de estilo. As
peças verde-limão, rosa ou la-
ranja usadas pelo japonês po-
dem parecer um crime para os
tradicionalistas, mas reforçam
o culto adolescente em torno
de Ishikawa. O visual de rock
star, no entanto, vem acompa-
nhado por uma postura de hu-
mildade, bemtípica dos japone-
ses, e por isso o jogador é tão
querido no país.
— O golfe me ensinou tudo.
Aprendi a ter consideração
com os outros, a ser educado
e ter sensibilidade. Não tenho
poder para mudar a vida das
vítimas da tragédia do 11 de
março, mas o que eu puder fa-
zer será através do golfe —
disse Ishikawa, que em julho
visitará o nordeste do Japão,
área varrida pela tsunami.
O jogador não está na me-
lhor fase de sua carreira, pelo
contrário. Nas últimas sema-
nas, teve o pior desempenho
de sua vida no Japan Golf Tour
Championship. Mais do que
nunca, o Japão acompanha ca-
da tacada do menino: além
dos prêmios deste ano, ele
prometeu doar US$ 1,2 mil por
cada birdie. Ano passado fo-
ram mais de 340.
— Todo jogador comete er-
ros. A questão é como você se
recupera. É um ciclo que pre-
cisa ser vencido: quanto mais
você quer acertar o buraco,
mais longe manda a bola —
admitiu ele, dizendo ver a par-
ticipação no US Open como
um aprendizado. — Sei que
ainda existe uma grande dife-
rença entre o meu jogo e o dos
primeiros do ranking.
Na última quinta-feira, Ishi-
kawa deu uma mancada: foi
pego dirigindo com uma car-
teira internacional que não era
válida no Japão. Seus patroci-
nadores, como é comum no
país, já se apressaram em pe-
dir desculpas. O incidente, no
entanto, não parece ser sufi-
ciente para tirar o ídolo ado-
lescente do trono dado a ele
por um povo que, mais do que
nunca, precisa de um rei. ■
Seleçãobrasileira
viajaparaLondres
● Cesar Cielo e outros 17
dos 22 atletas da seleção
brasileira de natação que
vai ao Mundial de Xangai,
em julho, viajam hoje para
Londres, onde treinarão no
Crystal Palace, centro que
servirá de base para o Brasil
nas Olimpíadas de 2012. Nos
dias 25 e 26, os nadadores
disputarão o Aberto de
Paris, torneio preparatório
para o Mundial.
NATAÇÃO
Dallaspodeser
campeãohoje
● O Dallas Mavericks, do
alemão Dirk Nowitzki,
poderá se sagrar campeão
da NBA pela primeira vez
hoje, se derrotar o Miami
Heat, de LeBron James, em
Miami, na sexta partida
das finais. O Dallas lidera a
melhor de sete por 3 a 2,
após ter superado o rival
na quinta-feira, em casa:
112 a 103. O jogo começa
às 21h, pela ESPN.
BASQUETE
● MONTREAL, Canadá. Já deve
ter-se tornado uma agradável
rotina para Sebastian Vettel. O
atual campeão mundial de F-1,
piloto da Red Bull, conquistou
ontem a sexta pole position
em sete corridas da tempora-
da e larga na frente no GP do
Canadá, hoje, às 14h.
Vettel marcou 1m13s014, pa-
ra assegurar a oitava pole da
RBR desde 2010 e largar na pri-
meira fila pela 12
a
- vez. Foi sua
21
a
- pole na carreira, e ele luta
pelo bi, o que não ocorre desde
2005 e 2006, com Alonso.
— Obrigado por terem con-
sertado o carro depois que ba-
ti no muro (sexta-feira) — dis-
se aos mecânicos, pelo rádio,
o alemão líder do Mundial
com 145 pontos contra 85 de
Lewis Hamilton, da McLaren.
Bom duelo na Ferrari
Alonso e Felipe Massa, am-
bos da Ferrari, disputaram até
o fim o segundo lugar. Alonso
obteve 1m13s199, e o brasilei-
ro, 1m13s217. Massa tem-se
esforçado para superar Alon-
so e mostrar que merece igual-
dade de tratamento. Já Ru-
bens Barrichello, da Williams,
larga em 16
o
-, com 1m15s361.
Grid: 1. Sebastian Vettel
(RBR), 1m13s014; 2. Fernando
Alonso (Ferrari), 1m13s199; 3.
F e l i pe Ma s s a ( F e r r a r i ) ,
1m13s217; 4. Mark Webber
(RBR), 1m13s429; 5. Lewis Ha-
milton (McLaren), 1m13s565; 6.
Nico Rosberg (Mercedes),
1m13s814; 7. Jenson Button
(McLaren), 1m13s838; 8. Mi-
chael Schumacher (Mercedes),
1m13s864; 9. Nick Heidfeld (Re-
nault), 1m14s062; 10. Vitaly Pe-
trov (Renault), 1m14s085; 11.
Paul Di Resta (Force India),
1m14s752; 12. Pastor Maldona-
do (Williams), 1m15s043; 13.
Kamui Kobayahi (Sauber),
1m15s285; 14. Adrian Sutil (For-
ce India), 1m15s287; 15. Sebas-
tien Buemi (STR), 1m15s334; 16.
Rubens Barrichello (Williams),
1m15s361; 17. Pedro de la Rosa
(Sauber), 1m15s587; 18. Jaime
Alguersuari (STR), 1m16s294;
19. J ar no Tr ul l i ( Lot us) ,
1m16s745; 20. Heikki Kovalai-
nen (Lotus), 1m16s786; 21. Vi-
t a n t o n i o L i u z z i ( HRT) ,
1m18s424; 22. Timo Glock (Ma-
russia), 1m18s537; 23. Narain
Karthikeyan (HRT), 1m18s574;
24. Jérome D’Ambrosio (Marus-
sia), 1m19s414. ■
TRANSMISSÃO: Rede Globo
FÓRMULA-1
Vettel mantémsuadocerotina
No Canadá, campeão mundial obtém sexta pole em sete GPs. Na briga
particular na Ferrari, Massa é o terceiro com Alonso em segundo lugar
Stan Honda/AFP
ALONSO (À DIREITA) saúda Vettel (ao centro), e Massa observa
VÔLEI
Pela Liga Mundial, Brasil
derrota os americanos
Rodrigo Taves
● BELO HORIZONTE. Durante to-
do o primeiro set, parecia que o
fantasma da final dos Jogos
Olímpicos de 2008 voltaria a as-
sombrar a seleção brasileira. Os
Estados Unidos, que nos tiraram
o ouro olímpico, voltaramjogan-
do com as mesmas armas de
três anos atrás: um saque fortís-
simo e um bloqueio eficiente. A
diferença é que, desta vez, o Bra-
sil soube virar a partida jogando
com paciência, e venceu bem,
ontem, por 3 a 1 (19/25, 25/21,
25/19 e 25/21), na primeira das
duas partidas contra os ameri-
canos pela primeira fase da Liga
Mundial. O segundo jogo será
hoje, às 9h50m, no Mineirinho,
com transmissão da TV Globo.
— O ponteiro Anderson fez
conosco no primeiro set o que o
oposto Stanley fez no segundo
set da final olímpica. Eles têm
três jogadores que sacammuito
bem—admitiu Bernardinho. —
Mas também pecamos. Temos
de jogar commais consistência.
E se há um fundamento em que
temos de melhorar como umto-
do no Brasil, é o saque.
A partir do segundo set, após
tensa conversa no intervalo, o
Brasil melhorou. Para virar a
partida, o técnico lançou mão
de quase todos os reservas. ■
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 8 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 23: 16 h
o globo.com.br/esportes
8 12/06/2011
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
SÉRIE: O BRASIL QUE POUCO REVELA
Pedro Motta Gueiros
A
ntes do bate-estaca
das obras, o que se
ouve é odiscursore-
petitivo sobre o le-
gado da Copa e das
Olimpíadas. Além
dos ganhos em es-
trutura e na imagem
do país, dirigentes e
autoridades citamopoder de in-
clusão social do esporte como
palavra mágica. Na quarta-feira,
a despedida de Ronaldo reviveu
a saga do menino pobre que ga-
nhou o mundo. Sua volta olím-
pica solitária revelou, no entan-
to, que o fenômeno é pessoal e
intransferível. Para um craque
que passa no funil do alto de-
sempenho, há milhares de crian-
ças na mesma situação que Ro-
naldo tinha em Bento Ribeiro.
Apesar do roteiro de conto de
fadas, não há magia sem uma
mão habilitada a produzi-la. Seja
na escola ou no clube, a massi-
ficação passa pelo professor de
Educação Física (EF), mas a
principal ferramenta de inclusão
se sente excluída do processo.
— Jamais fomos consultados
nesse grande projeto — lamen-
ta Rogério Melo, doutor na dis-
ciplina, lamentando a ausência
do Conselho Regional, da Con-
federação e do Sindicato dos
Profissionais de EF nos debates
que podem fazer dos eventos
mais do que apenas um mês de
ilusão — Se a gente não traba-
lhar para aumentar a base, fal-
tará no alto rendimento.
Mesmo que o tempo da cons-
truçãocivil seja diferente doque
se fabrica uma potência olímpi-
ca, a sensação é de que as duas
áreas estão atrasadas. Em regi-
me de urgência, as prioridades
se invertem por
se discutir a co-
bertura antes
de se mexer
nos alicerces,
seja na reforma
do Maracanã
ou no perfil da
rede pública de
ensino. Na últi-
ma quinta-feira,
a missãodoCOI
c o n he c e u o
Morro dos Pra-
zeres, onde a
prefeitura pre-
tende inaugurar
até fevereiro o
Ginásio Experi-
mental Olímpi-
co, com oferta
de 11 modalida-
des em tempo
integral para
500 alunos, se-
lecionados pela
aptidão física.
Até 2013, a Se-
cretaria Munici-
pal de Educação (SME) quer
inaugurar mais três escolas, em
que a prática esportiva tomará
três das oito horas diárias.
— Quem disse que amanhã o
gordinho não será umatleta? No
cabo de guerra, ele se torna rei
da turma — disse Rogério, em
defesa da oferta plural e indis-
criminada de modalidades co-
mo base para qualquer projeto
— Acredito na EF como meio e
não umfim. Orientada por resul-
tados, se torna elitista, seleciona
só os melhores.
Além da escola piloto nos
Prazeres e de projetos extracur-
riculares, a SME oferece a disci-
plina em suas 1.064 escolas,
mesmo que só 619 tenhamequi-
pamentos esportivos. Nas de-
mais, as aulas ocorrem em clu-
bes e instituições conveniadas.
Dentro dos 37 mil professores
da rede municipal, os 3.436 de
EF têmsalário de R$1.286,05 por
16 horas semanais. Na rede es-
tadual, são 1.457 escolas, sendo
1.378 equipadas, e 2.639 profes-
sores da disciplina com o mes-
mo salário base (R$ 765/16 ho-
ras) que os demais integrantes
do corpo docente, em greve
desde a última terça-feira.
Em tese, a EF é direito de to-
dos. Na prática, a rede temfuros
por onde a alegria do gol se con-
funde com uma tremenda bola
fora. Por força de lei federal, a
disciplina é obrigatória na edu-
cação básica. Diante de limites
genéricos, a questão foi balizada
por algumas prefeituras que fle-
xibilizarama obrigatoriedade do
profissional da área. Em dezem-
bro, para dirimir o conflito, uma
portaria do Conselho Nacional
de Educação (CNE) determinou
que a professora de sala pode
ministrar aulas de EF e Artes até
o quinto ano do ensino funda-
mental na falta de ummestre es-
pecífico. Com base na lei que
trata a atividade como prerroga-
tiva exclusiva do professor, o
Conselho Regional de Educação
Física da 1
a
- Região (Crefi 1)
questiona a decisão. No ano
passado, o Crefi 1 flagrou 37 mo-
nitores em exercício ilegal da
profissão em escolas particula-
res do Rio e Espírito Santo.
— Ainda se trata a EF como
lazer. Faltou professor, manda o
aluno para a quadra — lamenta
Niger Morie, professor estadual,
que sabe bemo peso da respon-
sabilidade que carrega nas cos-
tas junto com as bolas e o ma-
terial pago do próprio bolso. —
É preciso ter muito amor. Mas
amor não pode ser sinônimo de
sofrimento.
Da escola onde trabalha em
Maricá, Niger recebeu quatro
bolas (futsal, vôlei, handebol e
basquete) para usar no ano to-
do com suas seis turmas de cer-
ca de 35 alunos. Nos fundos do
terreno, a quadra principal está
interditada por causa do entupi-
mento do sistema de esgoto que
leva insalubridade para o espa-
ço que seria de saúde. Na área
reduzido da quadra auxiliar, o
professor amplia os limites da
atividade, não apenas por ofere-
cer rúgbi e corda bamba para
mexer no equilíbrio físico e
emocional do alunos.
— Acabamos atuando como
psicólogos e orientadores. É na
EF que o aluno dá os primeiros
sinais de desajuste.
Na quinta-feira, mesmo com a
greve, Niger saiu às 6h e pegou a
van na Central
para estar em
Maricá antes da
primeira aula.
Não haveria ati-
vidades naque-
le dia mas ele
fez questão de
explicar a situa-
ção. Ouviu da
t ur ma que a
greve era justa
diante da remu-
neração da ca-
tegoria e voltou
para casa con-
victo do valor
da profissão e
dos seus alu-
nos. Diante da
facilidade de
crianças e ado-
lescentes em
responder à
questões de in-
teresse da so-
ciedade, é na
escola que a EF
temsua modali-
dade mais transformadora. Ain-
da mais num momento em que
o mundo virtual concorre como
desenvolvimento motor das
crianças. Com a perda de liber-
dade nas metrópoles, o esporte
é questão de classe:
—Hoje, o professor é quase o
único responsável pela relação
da criança com a atividade —
disse Marcelo Braz, professor
da área de fitness há 22 anos. —
O mercado me levou para essa
lado, mas a maior lição da nossa
profissão é de que não há nada
mais sério do que uma criança
brincando.
Dirigentes pensam primeiro
em medalhas. Enquanto confe-
derações buscammudar o perfil
de uma nação forjada no espor-
te coletivo, as atividades indivi-
duais produzem resultados
questionáveis. Dos 22.988 pro-
fissionais registrados no Crefi 1
desde 2005, apenas 3900 atuam
emescolas. Entre o culto ao cor-
po e a qualidade de vida, quem
trabalha em academia pode au-
mentar a automia de idosos e re-
cuperar ex-atletas com proble-
mas de peso, como Ronaldo.
Um gênio da bola é capaz de se
formar sozinho mas a infância
carente precisa de outro trata-
mento. Soterrado pela poeira da
obras e pelo discurso bate-esta-
ca, o professor sobrevive heroi-
camente, na base de tudo. ■
“É preciso ter
muito amor.
Mas amor
não pode
ser
sinônimo de
sofrimento”
— Niger Morie,
professor estadual
Comatrasoe
foradostrilhos
Trem pagador
do esporte de alto
rendimento deixa
professores de
Educação Física
pelo caminho
Modelo americano
COM O MATERIAL que paga do próprio bolso, Niger Morie caminha em direção à Central aonde pega a van para dar aula em Maricá
Voluntário, Joaquim Cruz dá
lição de política esportiva
leiro. — Todos podem ajudar
na formação e educação es-
portiva da criança. Eu, minha
patroa, filhos, amigos, vizi-
nhos, professores, diretores,
empresários... todos somos
voluntários. Fui o treinador de
basquete do meu filho mais
velho e ele tem sido o treina-
dor do irmão dele nos últimos
três anos. E assim se constrói
a tradição na comunidade.
Ele explica que em todo o
projeto de construção urbana
está incluído um centro comu-
nitário, parque e estações es-
portivas. Na cidade de San
Diego (3 milhões de habitan-
tes), na Califórnia, existem 50
centros comunitários.
— O problema é precisamos
de quantidade para tirar a
qualidade. E começa nas esco-
las, na escolha de professores,
na mudança da cultura de
competição, com torneios pa-
ra preparar os atletas — diz o
campeão olímpico dos 800m
em Los Angeles-1984.
Carol Knoploch
SÃO PAULO
● Joaquim Cruz sabe bem que
a questão central de uma po-
tência olímpica está na base,
mais precisamente na escola.
Recentemente, o campeão
olímpico veio ao Brasil para fa-
lar sobre como os Estados
Unidos fazem de sua política
esportiva um fator de integra-
ção e orgulho nacional. Ao
contrário do que acontece
aqui, o esporte está enraizado
na cultura escolar do país. Ele
vive nos EUA há quase 30
anos. Foi como atleta bolsista
e hoje é casado com uma ame-
ricana, pai de dois meninos e
trabalha como funcionário do
comitê paraolímpico local.
— Sou voluntário da escola
secundária onde o meu filho
mais velho estuda. Estou mais
do que convencido que a es-
sência do sucesso americano
está no sistema esportivo e
educacional — opina o brasi- JOAQUIM CONVERSA com atleta durante o Parapan do Rio
Alexandre Cassiano/10-8-2007
Ivo Gonzalez
Próximo domingo
● Como o Brasil investe em
suas apostas para 2016
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 1 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 01: 34 h
SEGUNDO CADERNO
SEGUNDO CADERNO
DOMINGO, 12 DE JUNHO DE 2011
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
YouTube Brasil fecha acordo com Ecad e pagará pelo
menos R$ 258 mil por ano de direitos autorais • 2
Amigos se reúnem em casas e escritórios para praticar
‘light painting’, desenhando com luzes no ar • 10
P
la
n
e
ta
M
ú
s
ic
a
MARC WEINSTEIN,
fundador da cadeia,
em seu escritório, em
Berkeley: “Nosso time
de colaboradores vive
procurando acervos
nos cantos mais
remotos dos EUA”;
ao lado a loja de Los
Angeles, palco de
shows memoráveis
Carlos Albuquerque
P
ara qualquer apaixo-
nado por música, ir à
Amoeba é como che-
gar ao nirvana, en-
contrar Shangri-lá, vi-
sitar Meca, entrar no
paraíso, subir aos
céus ou colocar os pés na terra pro-
metida. Classificada pela revista
“Rolling Stone”, com muita justiça,
como a melhor loja de discos do pla-
neta, ela faz jus ao culto e à paixão
que exerce no público, que passeia
pelos seus corredores comocrianças
em uma fábrica de chocolate. Suas
prateleiras vivem abarrotadas de vi-
nis ou CDs, de praticamente todos os
gêneros, novos ou usados. Dos mais
recentes lançamentos do rock à mais
obscura raridade do jazz, passando
por eletrônica, hip-hop, blues, salsa,
sons africanos, MPB e trilhas sono-
ras, além de uma vasta seção de
DVDs (inclusive não musicais), é di-
fícil pensar em algo que não possa
ser encontrado em suas três unida-
des, todas na Califórnia — em Berke-
ley, São Francisco e Los Angeles (a
maior de todas, um galpão com 42
mil metros quadrados).
Criada por Marc Weinstein e seus
três sócios, essa “catedral da músi-
ca”, como disse o cantor Beck, che-
ga agora aos 20 anos, nadando bra-
vamente contra a maré. Enquanto
grandes cadeias, como Virgin e
Tower Records, desabaram frente à
concorrência com as lojas on-line, e
outras, como a HMV, se mantêmpor
um fio, a independente da Califórnia
segue firme e forte, emsintonia com
os novos tempos (seu site vai se
transformar em loja on-line), mas
sem perder a ligação com uma tra-
dição que Paul McCartney — que já
fez um histórico pocket-show na loja
de LA, em 2007 — classificou de
“glamourosa”. Na Amoeba, a música
é, literalmente, para ser tocada.
— O conceito de nuvem, de acu-
mular música em provedores na in-
ternet, é interessante, semdúvida, e
aprendemos todos os dias com es-
sas novidades. Tanto que vamos
aperfeiçoar nosso site, com ênfase
na venda de discos independentes
— diz Weinstein, por telefone, falan-
do dos escritórios da loja de Berke-
ley, a primeira que fundou. — Mas
eu, particularmente, vou preferir
sempre pegar um disco de vinil de
Miles Davis emminhas mãos e ouvir
as músicas vendo a capa e lendo o
encarte. Não é uma questão de nos-
talgia. É simplesmente paixão pela
música. Tanto que o vinil representa
25% de nossas vendas, e esse per-
centual não para de crescer.
Para Weinstein — um fã de jazz e
rock experimental —, é essa paixão,
aliada à sensação de coletivo e à
adrenalina de não saber o que pode
ser encontrado na próxima pratelei-
ra, que faz com que a experiência de
estar numa boa loja de discos real se-
ja, ainda hoje, imbatível, mesmo fren-
te à concorrência da internet.
— Vejo outras lojas de discos fe-
chando com tristeza, mas acredito
que a Amoeba se mantém forte
porque temos consumidores apai-
xonados, que cultivam uma rela-
ção especial com a música. E não
nos limitamos a um estilo ou seg-
mento. Temos de tudo em nossas
prateleiras — diz ele, que traba-
lhou por 15 anos em uma loja até
conseguir fundar a sua própria. —
Na Amoeba celebramos a música,
seu toque, seus artefatos, a capa
do vinil, a caixa de CDs, a camiseta,
o livro e, acima de tudo, o contato
entre as pessoas, a possibilidade
de poder gritar como amigo ao seu
lado quando você encontrar um
disco raro. A Amoeba é uma loja
com soul (alma).
Para manter essa usina musical
funcionando, Weinstein não fica es-
tático, esperando as grandes gra-
vadores enviarem os seus “produ-
tos”. Ele mantém olheiros por todo
o país, capazes de farejar um bom
acervo à venda em feiras de discos
ou nas mãos de colecionadores.
— Temos os últimos lançamentos,
é claro, inclusive das grandes grava-
doras, mas não é só isso que nos ali-
menta —conta. —Nosso time de co-
laboradores vive procurando acer-
vos nos cantos mais remotos dos Es-
tados Unidos. Além disso, toda hora
aparece alguém nas nossas lojas,
com uma sacola debaixo do braço,
querendo vender algum disco. Te-
mos, aliás, histórias divertidíssimas
sobre isso. Teve um cara que nos
vendeu o vinil de “At the Fillmore
East”, dos AllmanBrothers, umdisco
clássico. Quando abrimos o encarte,
descobrimos fotos dele, pelado, ao
lado da namorada. Foi bizarro.
Como guias em um museu, os
funcionários da Amoeba têm que
exibir apurado conhecimento so-
bre esse acervo, para guiar o pú-
blico. Assim, diz Weinstein, a sele-
ção desse staff acaba, naturalmen-
te, privilegiando aqueles que são
também apaixonados por música
— como o personagem de Nick
Hornby no filme “Alta fidelidade”.
— Temos verdadeiras enciclo-
pédias em cada área. Mais uma
vez, é esse contato humano que
nos diferencia das lojas on-line. Fa-
ço verdadeiros questionários so-
bre música para cada pessoa que
se oferece para trabalhar conosco.
Temos, por isso, os melhores nerds
do mercado. Não há Google que se
compare a isso — brinca.
Uma parte valiosa do que Weins-
tein chama de “experiência Amoe-
ba” — que inclui ativismo ecológico
ou ações de caridade, para as víti-
mas do furacão Katrina, por exem-
plo — passa pelas ocasionais apre-
sentações ao vivo nas lojas de São
Francisco e Los Angeles. Por lá, já
passaram artistas e grupos como
Patti Smith, Elvis Costello, Black
Flag, Jimmy Page &Robert Plant, TV
On The Radio e Iggy Pop.
— O show do Black Flag foi in-
crível, arrepiante, mas a apresen-
tação que mais me marcou foi a de
Paul McCartney. Quando o vi, to-
cando seu baixo cercado de discos
de vinil por todos os lados, não ti-
ve como não me emocionar.
Weinstein garante se emocionar
tambémquandopega nas mãos opri-
meiro disco que comprou na vida.
—Meupai era umdisc-jockey e tra-
balhava numa rádio. Por isso, sem-
pre trazia discos para casa —lembra
ele. — Mas nunca esqueci do primei-
ro disco que eu comprei, quando ti-
nha 12 anos. Foi “Are you experien-
ced”, de Jimi Hendrix. Ele fica aqui,
no meu escritório em Berkeley, me
olhando todos os dias. Acho que é
por isso que falo tanto que estar na
Amoeba é uma experiência. ■
Divulgação/Jared Kelly
A AMOEBA de
São Francisco,
considerada a
melhor loja de
discos do
mundo pela
revista “Rolling
Stone”: do mais
recente
lançamento do
rock à mais
obscura raridade
do jazz
A cultuada Amoeba, principal loja de discos dos EUA,
comemora 20 anos resistindo à ditadura dos ‘downloads’
Fotos de divulgação
2

SEGUNDO CADERNO Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 2 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 01: 34 h
PRETO/BRANCO
SEGUNDA-FEIRA
Felipe
Hirsch
QUARTA-FEIRA
Francisco
Bosco
QUINTA-FEIRA
PELO MUNDO
Eduardo Graça,
de Nova York
Eduardo Levy,
de Los Angeles
SEXTA-FEIRA
Hermano
Vianna
SÁBADO
José Miguel
Wisnik
DOMINGO
Caetano
Veloso
TERÇA-FEIRA
PELO MUNDO
Cristina Ruiz,
de Berlim
CAETANO VELOSO
Xuxa e Todorov
Numa cena de “12 homens e uma sentença”, de Sid-
ney Lumet, cuja ação se resume às discussões dos
jurados no julgamento de umgaroto acusado de ma-
tar o pai (o que o pode levar à cadeira elétrica), um
personagem fascistoide quer desqualificar moral-
mente o réu (mesmo levá-lo à condenação) com o
argumento de que ele “não fala inglês correto”. Em
inglês, o fascistão usa “don’t” em vez de “doesn’t”,
ao referir-se ao acusado (o que é um erro de con-
cordância verbal). Umoutro membro do júri, emrea-
ção antifascista, corrige o inglês de quemquer negar
os direitos do garoto. Ao apenas dizer “doesn’t even
speak…”, o sensato opositor do fascista, semsequer
explicar que o argumento deste é inaceitável, mostra
que, mesmo sabendo usar melhor as regras do in-
glês culto, não rejeita as premissas que exigem res-
peito ao réu, independentemente de ele ser mais ou
menos letrado. Tudo isso, no filme, está dentro de
um contexto que caracteriza o menino como de ori-
gem pobre e habitante de cortiço degradado. Pois
bem, a atitude do jurado que dá o quinau no fascis-
tão é um paradigma do que fizeram os professores
de linguística ao defenderem o livro de Heloisa Reis
dos jornalistas que o acusam de “ensinar a falar er-
rado”: repetidas vezes esses professores apontaram
erros de regência, concordância ou sintaxe nos que
atacaram o livro de Heloisa.
Podem dizer que sou chato
(não será nem a milionésima
vez), voltando a um papo que
já saiu das manchetes. Mas,
em primeiro lugar, colunas
não são escravas de notícias.
E, depois, mas não menos im-
portante, eu sou apaixonado
demais pelo tema para deixar
passar equívocos que doe-
riam em mim. Volto ao assun-
to em parte por causa de ou-
tra Heloisa, a Faissol, cuja en-
trevista a Jô que vi no YouTu-
be (me mandaram um link,
com a palavra “Imperdível!”
no subject) é cheia de momen-
tos excitantes e intrigantes. O
próprio Jô, a certa altura, faz
(emcumplicidade velada com
o telespectador) um paralelo
entre a alegação feita pela mo-
ça de que umfunk (de sua au-
toria) que ela acabara de can-
tar temvalor educativo, e ofa-
moso livro didático aprovado
pelo MEC, não. Ri, fascinado e
meio nervoso (eu
estava sozinho,
aqui na frente do
computador), sin-
tonizado com a
ironia do apresen-
tador. Mas logo
me veio à cabeça
que muitas vezes
me doeu ouvir o
próprio Jô dizer
c o i s a s c o mo
“houveram várias
tentativas de não-
sei-o-quê”. Sem-
pre me dói (como
se diz popular-
mente de erros
crassos que eles “doem no
ouvido”) quando alguém fle-
xiona o verbo haver quando
ele não está emfunção de ver-
bo auxiliar, ou seja, quando
ele é impessoal e tem o dever
de ficar estacionado na tercei-
ra pessoa do singular. Ouço
muito isso — não só, é claro,
do Jô — e tenho especial an-
tipatia pelo erro.
A Heloisa, não a da cartilha
ou livro de conselho para
educadores (nunca ficou cla-
ro para mim), mas a do funk,
a filha do famoso dentista de
Collor e atual cunhada e co-
madre de João Gilberto, me
fez viajar por várias regiões
misteriosas das classes so-
ciais e por várias camadas e
graus de educação. Como
muitos devem saber, ela ga-
nhou (e adotou) o apelido de
“Heloisa Quebra Mansão”, em
simetria contrastante com o
“Quebra Barraco” da Tati. Es-
ta é uma favelada que exibe,
com grande graça, em funks
desabusados, sua proficiên-
cia sexual. Já Helô é menina fi-
na da Zona Sul, rica de nas-
cença, acostumada a passar
férias emAngra. Nenhumerro
de concordância em suas res-
postas a Jô. Mas muitas afir-
mações (nas falas e no texto
das músicas) que doeriam
nos ouvidos da classe média
alta de onde ela vem. “Dou
sem dó”, “dou pra cachorro”,
“eu dou no primeiro encon-
tro”. Jô se comportava como
alguém sóbrio em frente de
alguém que bebeu demais,
para dizer o mínimo. Mas não
era malevolente. Uma certa
leveza e doçura mitigava a in-
sinuação de ridículo que ele
fazia diante da entrevistada.
Esta não registrava em abso-
luto o teor. Oque lhe dava um
ar de independência e mes-
mo de pureza d’alma.
Estarei mentindo se disser
que esse foi o primeiro con-
tato que tomei com a nova
fase de Heloisa. Não. Já tinha
lido em jornais. Tinha ouvi-
do conversas em que se co-
mentavam alguns versos
seus. Na verdade eu conheci
Heloisa em Buenos Aires, faz
anos, quando
João e eu fize-
mos um show lá
e ela foi com a ir-
mã. Mas assistir
à entrevista, com
Jô citando livro
da Reis — e pou-
co depois de ter
assistido a “12
homens e uma
sentença” na TV
—foi instigante e
revelador. Quis
compar t i l har
com meus 17 mil
leitores a expe-
riência. E algu-
mas conclusões.
Eu tinha chegado de um
encontro com Tzvetan Todo-
rov na casa de Bia e Pedro
Correa do Lago, aonde che-
guei diretamente do Projac,
onde tinha ido participar do
programa dos 25 anos do
“Xouda Xuxa”. Ouda Xuxa na
Globo. Ou na TV (não sei se
eles contam os cruciais anos
que ela passou na Manchete).
Seja como for, de Xuxa a To-
dorov, me movi com natura-
lidade e semtempo para pen-
sar. Vendo a Faissol com Jô
no YouTube e Lumet na TV,
pensei em quão relevante po-
de ser ver televisão.
E me animei a voltar a
“pegar os peixe”, pois, ape-
sar de poder parecer dife-
rente, eu me pus desde logo
perto de Zé Miguel e João
Ubaldo. No mínimo, estra-
nhava tanto Possenti quan-
to Clóvis Rossi. Gosto de
que esse episódio tenha
chamado a atenção para o
que dizemos professores de
linguística. Mas o artigo de
Pasquale sobre o assunto
foi o mais equilibrado. Jus-
tamente o professor de gra-
mática que os professores
de linguística adoram odiar.
Podem dizer
que sou chato
(não será nem
a milionésima
vez), voltando
a um papo que
já saiu das
manchetes
YouTube Brasil pagaráaoEcad
aomenos R$258mil por ano
Acerto entre as partes também prevê ‘taxa de assinatura’ de R$ 645 mil
Cristina Tardáguila
P
ara exibir na internet
ví deos que conte-
nham parte ou a ínte-
gra das músicas pro-
tegidas pelo Escritório de Ar-
recadação e Di stri bui ção
(Ecad) em território nacional,
o YouTube Brasil terá que pa-
gar trimestralmente à entida-
de 2,5%da receita bruta advin-
da das páginas do site que ti-
verem “conteúdo assistível”.
Se o valor atrelado a essa por-
centagem não chegar a R$ 258
mil emumano, o maior site de
vídeos do planeta repassará
esse montante previamente
estabelecido ao órgão que re-
colhe e paga os direitos auto-
rais de todos os músicos do
país na forma de “remunera-
ção mínima anual”.
Assim ficou acertado na
carta de intenções assinada
em 9 de julho de 2010 pela su-
perintendente do Ecad, Glória
Braga, e pelo presidente de
operações globais de venda e
desenvolvimento de negócios
do Google (dono do YouTu-
be), Nikesh Arora.
No documento de seis pá-
ginas ao qual o GLOBO teve
acesso, também fica decidi-
do que o YouTube pagará ao
Ecad R$ 645 mil como “taxa
de assinatura”. Esse valor,
segundo i nf orma o docu-
mento, deveria ser repassa-
do ao escritório arrecada-
dor 45 dias depois da assi-
natura da carta e daria qui-
tação à cobrança de direitos
autorais relativa a todas as
execuções públicas feitas
pelo site no Brasil entre o
início de suas operações no
país e a data do contrato.
Seria uma cobrança retroa-
tiva dos direitos autorais
dos músicos com repertório
protegido.
Dois anos de experiência
Uma cláusula de sigilo im-
pediu, até agora, que as par-
tes revelassem o que foi acor-
dado em relação à cobrança
de direitos autorais no You-
Tube Brasil no segundo se-
mestre do ano passado, mes-
mo estando previsto para es-
te mês o primeiro repasse de
dinheiro recolhido pelo escri-
tório junto ao site.
Segundo a carta de inten-
ções, as regras e valores estabe-
lecidos devem valer pelos pró-
ximos dois anos, período consi-
derado “de experimentação”.
A identificação das obras
executadas no YouTube —
informação vital para o cor-
reto repasse do dinheiro ar-
recadado — será feita com a
colaboração das duas par-
tes envolvidas. Sobre o as-
sunto, o texto determi na
que Ecad e YouTube se pau-
tem “com a máxima boa-fé e
sigilo” no que diz respeito a
esse processo.
Nas considerações finais
do documento, o Ecad regis-
tra ainda que tem o direito
de exi gi r di retamente do
usuário da ferramenta em-
bedded (aquela que torna
di sponí vel no websi te de
terceiros um reprodutor de
vídeo que remete ao acervo
do YouTube no Brasil) a de-
vida autorização para explo-
ração do reper t óri o. Em
miúdos, quem adicionar um
player do YouTube Brasil a
seu próprio site continuará
sujeito à cobrança de direi-
tos autorais.
Para apresentar detalhada-
mente o modelo de distribui-
ção que o escritório arrecada-
dor vai adotar neste mês para
repassar aos músicos o di-
nheiro recolhido junto ao
YouTube, O GLOBO enviou
dez perguntas ao Ecad.
Em nota, o escritório res-
pondeu a algumas delas. In-
formou que o critério de dis-
tribuição obedecerá ao ran-
king das composições mais
executadas no YouTube Bra-
sil e que “a quantidade de
fonogramas que comporá o
ranking será determinada
pela verba a ser distribuída
e pela quantidade de execu-
ções musicais visualizadas
nos vídeos”.
O Ecad também afirmou
que o repasse será pago se-
mestralmente, sempre nos
meses de junho e dezembro, e
que somente serão distribuí-
dos os direitos relativos às
músicas protegidas, ou seja,
àquelas que estiverem devi-
damente registradas em uma
das nove associações que o
compõem.
O escritório não respon-
deu, no entanto, quanto arre-
cadou na rubrica criada espe-
cialmente para o YouTube
Brasil no último semestre de
2010 — o valor que deverá
distribuir até o fim do mês. In-
formou que a previsão é reco-
lher aproximadamente R$ 510
mil em 2011.
O escritório de advocacia
Montaury Pimenta, Machado
& Vieira de Mello, que cuida
dos interesses do Google no
país, citou a cláusula de sigilo
da carta para não se pronun-
ciar sobre o assunto. ■
CARTADEINTENÇÕES
ECADX YOUTUBE
A posse de Dilma no cinema e em 3D
Curta realizado pelo fotógrafo oficial da Presidência abre hoje festival em NY
André Miranda
O
filme é sobre Dilma
Rousseff, mas quem
certamente vai tocar
os espectadores é Jo-
sé Alencar, o ex-vice-presiden-
te falecido em março. Numa
das cenas de “A posse da pre-
sidenta Dilma Rousseff”, de Ri-
cardo Stuckert, a mulher de
Alencar, Mariza, diz, emtomde
ameaça, que iria pedir o divór-
cio caso ele desrespeitasse as
recomendações médicas e via-
jasse para Brasília para a posse
de Dilma, em 1
o
- de janeiro des-
te ano. Alencar não viajou. Mas
suas imagens e declarações no
documentário levaram Dilma e
Lula às lágrimas há um mês,
numa sessão especial no Palá-
cio da Alvorada.
Agora é a vez de o filme de
Stuckert emocionar outros
públicos. O curta, de 24 minu-
tos de duração, ainda inédito
a não ser pela exibição presi-
dencial privada, abre hoje a
programação do Cine Fest Pe-
trobras Brasil — NY, uma
mostra de filmes brasileiros
realizada há nove anos em
Nova York pelo Circuito Inffi-
nito de Festivais.
O projeto começou a ser de-
senvolvido em novembro do
ano passado, pouco após a
confirmação da vitória de Dil-
ma. Stuckert, fotógrafo oficial
da presidência da República
durante os dois governos de
Lula, contactou a produtora
paulista Casablanca coma ideia
de registrar cada detalhe da
posse e em 3D. Ele reuniu, en-
tão, uma equipe de 16 pessoas
para operar oito câmeras.
— É a primeira vez que al-
guémfilma a posse de umpre-
sidente em 3D — diz Stuckert.
— No dia, começamos a tra-
balhar às 6h, para pegar o mo-
vimento das pessoas chegan-
do para assistir à cerimônia.
Depois, fomos com Lula para
São Paulo, quando ele deixou
Brasília e foi direto visitar o
José Alencar. Fizemos uma
edição que mostrasse tudo is-
so em paralelo. Há uma cena,
por exemplo, em que o Lula
fala que o Alencar se tornou
seu melhor amigo.
Após a exibição em Nova
York, Stuckert planeja lançar
seu filme no Brasil, provavel-
mente em julho, para as férias.
O documentário também será
disponibilizado na internet.
— O filme é um registro his-
tórico. Eu entrei na presidência
em 2003, e acabamos montan-
do um site com todas as ima-
gens, em domínio público, de
todos os eventos dos quais Lu-
la participou. É um acervo que
vai ficar para sempre, e que po-
derá ser usado para pesquisas,
trabalhos acadêmicos ou infor-
mação jornalística. Nosso cur-
ta vai integrar isso. Espero que
daqui para a frente todos os
governos percebam a impor-
tância de se guardar esse tipo
de imagem para o futuro. É um
legado — afirma Stuckert.
Depois de “A posse da presi-
denta Dilma Rousseff”, o Cine
Fest Petrobras Brasil — NY vai
seguir até o próximo domingo,
exibindo filmes como “A supre-
ma felicidade”, de Arnaldo Ja-
bor, e “Canções do exílio: a la-
bareda que lambeu tudo”, de
Geneton Moraes Neto. ■
Editoria de Arte
DILMA E LULA no curta de Ricardo Stuckert: lançamento em julho
Divulgação
SEGUNDO CADERNO

3 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 3 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 38 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
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SEGUNDO CADERNO Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 4 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 01: 34 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Crianças eperdas: oJapãodeKore-eda
Maior nome do cinema de seu país na atualidade, diretor do aplaudido ‘Ninguém pode saber’ retoma seu tema preferido em ‘I wish’
Brasileiros elegemsuas obras favoritas na mostra
Christian Marclay e pavilhões de Reino Unido, Alemanha e Áustria são os preferidos de artistas e curadores em visita à exposição
Divulgação/Carlito Carvalhosa
CÔMODO
criado pelo
britânico
Mike Nelson:
ambiente
“carregado
de memória”
para Carlito
Carvalhosa
Suzana Velasco
O ALTAR
da “Igreja
do medo”,
com obras
do alemão
Christoph
Schlingensief
Reprodução
“THE CLOCK”, do americano Christian Marclay: sequência de cenas que marcam as horas dura um dia e é sucesso de público
Divulgação/Marcos Chaves
OBRA do austríaco Markus
Schinwald: perversa, mas com
humor, segundo Marcos Chaves
Suzana Velasco
Enviada especial • VENEZA
A
presença de artistas
brasileiros na Bienal de
Veneza é escassa — Ar-
tur Barrio no pavilhão
do Brasil e Neville D’Almeida no
da América Latina —, mas a ex-
posição mantém sua tradição e
importância para o país. Apesar
da sensação geral de que esta
bienal não é forte no conjunto —
e talvez por isso mesmo —, há
obras quase unânimes para ar-
tistas, curadores e galeristas bra-
sileiros que estiveram em Vene-
za: os pavilhões de Reino Unido,
Áustria e Alemanha e o trabalho
do americano Christian Marclay,
um dos mais comentados da se-
leção da curadora Bice Curiger.
Filas para os pavilhões
No filme de 24 horas “The clo-
ck”, Marclay faz uma colagem de
cenas com relógios de todos os
tipos marcando as horas ou per-
sonagens se referindo a elas. É
uma sequência cronológica exi-
bida em sintonia com o tempo
real: quando o relógio marca
12h23m na tela, são 12h23m no
relógio do espectador. A obra,
disponível no horário de visita-
ção da bienal, teve uma exibição
especial de 24 horas por cinco
dias e fascinou o artista Marcos
Chaves, o curador Alberto Sarai-
va e a galerista Paola Colacurcio.
Exibida em 2010 em Londres e
Nova York, onde provocou filas
de madrugada numa galeria, ela
também está no Los Angeles
County Museumof Art, que a ad-
quiriu. O trabalho deu a Marclay
o Leão de Ouro de melhor artista
e vem sendo tratado como uma
das obras-primas deste século.
— É uma narrativa dentro
de cada minuto, que criou
uma conexão total com o es-
pectador — diz Saraiva.
Entre os pavilhões nacionais,
a instalação do britânico Mike
Nelson é uma das mais popula-
res, e não só entre os brasileiros.
O boca a boca sobre “I, impos-
tor” vem provocando filas de
duas horas em frente ao pavi-
lhão do Reino Unido, totalmente
transformado em três meses.
Nelson partiu de sua instalação
num edifício do século XVII em
Istambul, em 2003, e construiu
uma casa que remete às histó-
rias interligadas de Turquia e Ve-
neza, comumlabirinto de cômo-
dos e corredores e um pátio. Foi
uma das obras que mais atraí-
ram Moacir dos Anjos, curador
do pavilhão brasileiro, e o artista
plástico Carlito Carvalhosa.
—É umcenário de coisas ver-
dadeiras, trazidas de longe, colo-
cadas meticulosamente ao aca-
so, entre Oriente e Ocidente —
diz Carlito. — Cadeiras, sobras
de construção, tijolos, camas ve-
lhas, dois estranhos laboratórios
fotográficos, dois quartos iguais
em locais diferentes, um pátio
aberto para o céu, lixo... Tudo
carregado de memória.
O artista ainda destaca a
obra de Artur Barrio por sua
potência transformadora de
um ambiente. Essa recriação
dos espaços tem sido um ele-
mento comum aos pavilhões,
como o da Alemanha, com um
conjunto de obras de Christo-
ph Schlingensief, reunidas por
Susanne Gaensheimer. Com a
morte do artista em agosto de
2010, a curadora decidiu exi-
bir alguns dos trabalhos im-
portantes na trajetória do ale-
mão, que foi diretor de teatro,
cinema e ópera — em 2007,
montou o “Navio fantasma”,
de Wagner, no Teatro Amazo-
nas, em Manaus. Acabou ga-
nhando o prêmio de melhor
pavilhão em Veneza, um dos
preferidos também de Neville
D’Almeida e Saraiva.
Vídeos, sons e fotos em tor-
no de questões existenciais e
pessoais, como sua luta con-
tra o câncer — a curadora
usou um spray no pavilhão pa-
ra transformar a palavra “Ger-
mani a” em “Egomani a” —
compõem “A church of fear vs.
the alien within”, projeto tea-
tral do artista, uma igreja de
atmosfera densa, com música
de Wagner e sua voz falando
do medo da morte.
Em contraste com o caos
desconcertante que faz jus a
Schlingensief, que já reconhe-
cera um tanto de esquizofrenia
em sua obra, o austríaco Mar-
kus Schinwald explora de for-
ma sutil a arquitetura dos anos
1930 do pavilhão de seu país,
labiríntico e clean, com um ví-
deo, esculturas e telas a óleo
que compra em lojas de anti-
guidade e mercados de pulgas,
fazendo interferências nos re-
tratos — rostos cobertos, obje-
tos no nariz e na boca —, numa
técnica tão precisa que pare-
cem parte dos originais.
— São interferências um pou-
co perversas, mas com humor
— diz Marcos Chaves. ■
Claudia Sarmento
Correspondente • TÓQUIO
O
cineasta Hirozaku Ko-
re-eda, considerado o
maior nome do cine-
ma japonês da atuali-
dade, chegou a acreditar, recen-
temente, que não conseguiria
mais trabalhar. Primeiro perdeu
a mãe, cuja doença se arrastou
por alguns anos. Em 2009, seu
produtor, Masahiro Yasuda, que
sempre o acompanhara, tam-
bémfaleceu. Acabou encontran-
do ânimo num projeto no qual
as estrelas do set eram crianças,
da mesma maneira que já fizera
antes no tristíssimo “Ninguém
pode saber”. Ofilme de 2004, so-
bre quatro irmãos abandonados
numapartamento de Tóquio, foi
uma homenagem à mãe do dire-
tor. O novo — “I wish” (“Eu de-
sejo”), que estreou neste fim de
semana no Japão — é para ou-
tra personagem feminina de sua
vida: a filha de 3 anos. Kore-eda
parece estar um pouco mais le-
ve agora, mas seu foco continua
virado para as grandes perdas.
— Essa é a minha visão de
mundo que gostaria de mostrar
à minha filha umdia, quando ela
tiver 10 anos — disse o cineasta
em Tóquio, após uma exibição
do filme para a imprensa.
Comparação com os mestres
O tal mundo que ele quer re-
velar à menina é menos sombrio
do que o abordado ao longo de
sua trajetória — poética, difícil,
mas nunca melodramática. Ko-
re-eda começou a carreira diri-
gindo documentários para a TV.
Há 15 anos, lançou o primeiro
longa (“Maborosi — A luz da ilu-
são”), cuja heroína era a viúva
de um homem que se suicidara
sem nenhum motivo aparente.
Em“Depois da vida”, de 1998, os
mortos estão num limbo onde
podem escolher uma única me-
mória a ser levada para a eter-
nidade. “Tão distante” (2001)
conta a história de quatro ami-
gos que perderamparentes num
atentado chocante. E “Ninguém
pode saber”, que fez dele uma
celebridade internacional, com-
parado pela crítica aos mestres
da “era de ouro” do cinema ja-
ponês das décadas de 1950 e
1960, é uma tragédia que parte
de uma mãe ausente. O filme
rendeu o prêmio de melhor ator
em Cannes ao menino Yuya Ya-
gira, de 14 anos.
A volta de Kore-eda ao sem-
pre perigoso universo infantil,
terreno fértil para o sentimenta-
lismo, está bemmais para a vida
do que para a morte. “I wish”
(ainda semdistribuição prevista
para o Brasil) é um drama fami-
liar — delicada tradição dos
grandes cineastas japoneses, e
Kore-eda não esconde a influên-
cia que Yasujiro Ozu e Mikio Na-
ruse tiveram sobre ele. Separa-
dos pelo divórcio dos pais, dois
irmãos (interpretados por ir-
mãos na vida real, os meninos
Koki e Oshiro Maeda) vão morar
em cidades afastadas. O mais
velho fica com a mãe, o menor-
zinho com o pai. O primogênito
sofre e deseja que o mundo ex-
ploda, literalmente, sendo toma-
do pela lava de um vulcão que,
ao longe, já solta cinzas. Acredi-
ta que, assim, a família será obri-
gada a se reunir. O mais moço é
daquelas crianças abençoadas
com a capacidade de ignorar a
tensão dos adultos e se diverte,
onde quer que esteja.
Com a ajuda de amigos, os
dois partem numa aventura pa-
ra se encontrar no meio do ca-
minho. Acabam descobrindo
que, embora milagres não exis-
tam, o mundo é bem maior — e
talvez até mais bonito —do que
imaginavam. Isso não quer dizer
que Kore-eda, aos 49 anos, te-
nha sucumbido a finais felizes.
— O ponto central não era
mostrar desejos realizados,
mas o ato de desejar — diz ele,
que rejeita a ideia de ter se tor-
nado um sujeito mais otimista
por causa da paternidade. —
Não acho que o fato de ser pai
tenha tido, necessariamente,
uma influência sobre a minha
obra, mas entendo que as pes-
soas talvez imaginem isso ven-
do este último filme. O que
aconteceu foi que os dois ir-
mãos são crianças muito posi-
tivas e me deixei ser levado
por eles, por sua liderança,
acho que por isso “I wish” aca-
bou ficando muito mais otimis-
ta do que eu havia planejado.
Elenco infantil sem roteiro rígido
Vidas pautadas por memórias
são sua marca registrada. Odire-
tor, porém, já tentou explorar ca-
minhos menos lineares. “Hana”
(2006) é um filme de samurais e
“Air doll” (2009) uma fábula so-
bre uma boneca inflável que vira
gente. O público e a crítica japo-
nesa esperam um filme de Kore-
eda com expectativa, mas o re-
sultado nemsempre é bem-suce-
dido. O mais conhecido fora do
Japão continua sendo o angus-
tiante “Ninguémpode saber”, ba-
seado num caso real. Kore-eda
gosta dos grupos infantis.
— Não tenho uma técnica
específica, mas acho que crian-
ças juntas no set tendem a pro-
vocar reações químicas muito
interessantes — diz ele, que,
respeitando a formação de do-
cumentarista, deixa seus ato-
res mirins sem um script rígido.
— Queria mostrar crianças rin-
do, sorrindo, correndo, como
se estivessem saindo da tela.
O diretor diz que nunca sabe
muito bem o que responder
quando perguntam que emo-
ções tentou provocar no público
com suas obras. O que tem em
mente é sempre uma pessoa pa-
ra quem quer contar sua histó-
ria. O que sua filha verá, um dia,
no filme feito para ela, é a visão
de um diretor que evita crucifi-
car pais pela tristeza dos filhos,
numJapãobemmenos moderno
do que imagina o Ocidente. E
que gostaria que ela entendesse
que perdas são inevitáveis, mas
a vida tem lá as suas riquezas.
Talvez ela venha a chorar, como
boa parte da plateia. ■
Divulgação
OS IRMÃOS (na vida real) Koki e Oshiro Maedae em “I wish”, que estreou neste fim de semana no Japão
HIROZAKU KORE-EDA: filme em homenagem à filha, de 3 anos
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a
-
BIENAL DE VENEZA
SEGUNDO CADERNO

5 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 5 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 38 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
LUIS TURIBA, poeta
● “Namorei muito na barca para Pa-
quetá. Uma hora e meia de viagem, a
baía, os golfinhos, tudo muito ro-
mântico. Na época, Lúcia, com
quem casei e tive
três filhos, adorava
espremer espinhas
no meu rosto. Um
dia, me espremeu
tanto, que quase jo-
guei ela na Baía de
Guanabara.”
CARLOS RELVAS, advogado
● “Bomera pegar o Fusca e à tarde sair
do Centro, depois do trabalho, rumo ao
Recreio. Década de 80. Subíamos o
morro do Pontal, eu e minha namora-
da, e nos beijávamos nus, sem alma
por testemunha. Não chamo isso de
corrida de submarino, tinha charme.
Era hotel das estrelas. Depois descía-
mos ao bar Gaivota, para degustar um
camarão com um belo vinho.”
ROGÉRIO MARTINS, engenh.
● “Lembro como se fosse hoje, quan-
do, em dias de verão, nós iamos à
praia em frente à Redentor, e à noite
emendávamos no Palhota, na Barra.
Antes, passávamos no Maracujina pa-
ra tomar um drink para calibrar.”
MAURICIO CORREA, físico
● “Quem não ouviu falar no ‘Namore
modernamente’, na Estrada do Joá?
Eu ia muito lá, e paguei o maior mico,
em 1972. Você estacionava o carro
em uma das baias e corria pro abraço.
Neste dia, chovia muito. Eu já estava
no banco de trás quando precisei ir ao
banheiro. Quando voltei, correndo, ha-
via dois Fuscas azuis, um ao lado do
outro. O mané aqui tinha que entrar no
carro errado. Caí por cima de um casal
no início das preliminares.”
MARCELO LIMA, jornalista
● “Além da corrida de submarino, que
virou moda nos anos 70, no Arpoador
tinha a paquera do pisca-pisca dos fa-
róis. Você chegava no seu fusquinha,
estacionava distante do automóvel
que estava à sua frente e começava a
azaração. Uma piscada, significava
que era mulher ao vo-
lante; duas indicava
que tinha homem ali.
E aí então acontecia o
encontro. Foi assim
que eu conheci a Eli-
sia, e nós estamos
juntos até hoje.”
JOSÉ MARIA QUEIROZ, advog.
● “Aos domingos, depois do cinema
no Odeon, eu ia pro Aterro junto aos
jardins do MAM dar uns amassos na
namorada. De vez em quando apa-
recia uma árvore andando. Eram os
voyeurs de plantão, que pegavamum
galho para se esconder e ficar vendo
a gente se amassando.”
PAULO FEIJÓ, aposentado
● “Omelhor lugar para assistir corridas
de submarino era no bar e restaurante
Drive-In, na Niemeyer, onde depois foi
levantado o Hotel Nacional, de frente
para o “retão das Cagarras”. Com sor-
te, acontecia o ‘Dia da namorada dos
outros’ — aparecia uma moça destra-
tada pelo acompanhante, e o abando-
nava no carro.”
COM CLEO GUIMARÃES, MARIA FORTUNA E FERNANDA PONTES • E-mail: genteboa@oglobo.com.br
GENTE BOA
JOÃO JONES BESSA, advogado
● “Eu e minha mu-
lher namorávamos
muito nas praias da
Barra, Recreio e Gru-
mari, em nosso lindo
Bugrinho Azul. De-
p o i s , í a mo s a o
quiosque da dona
Maria Augusta, lá no Quebra Mar,
bem no finalzinho da Barra, para sa-
borear um delicioso cachorro-quente
com Coca-Cola bem gelada. Era
1984, o começo da nossa história.”
MAURICIO LEVI, artesão
● “Como tijucano, a boa era namorar no
Alto da Boa Vista, na Kombi do meu
pai. É claro que, dependendo dos âni-
mos, ficávamos pelo caminho, na Cur-
va do ‘S’ mesmo. De vez em quando,
vinha uma patrulhinha e acabava com
a festa. Hoje continuo indo ao Alto com
a Kombi para passear na floresta.”
GLORIA LEÃO, escritora
● “Eu e meu namorado íamos ver
corrida de submarinos, em 1976,
na Praia da Barra, quando lá era
um areal e não tinha luz, ambiente
superpropício para os amassos.
Um guarda nos pegou, pelados, no
Fusca dele. Queria propina, tocou o
terror. Eu tinha 18 anos, ainda era
virgem, comecei a chorar feito lou-
ca. Meu namorado, hoje marido,
pagou uma grana e o PM foi embo-
ra achacar outros casais.”
SERGIO HERNANDES
● “Na década de 80, umdos points da
diversão na Zona Norte era a Ilha do
Governador. Nesta época eu ia sempre
à boate Farol da Ilha dançar, e depois
convidava a gata, hoje minha esposa,
para saborear umcachorro-quente nos
trailers da Praia do Moreno. Dentro do
Fusca 1971, assistíamos a uma bela
corrida de submarinos.”
JUAN CUENCA, publicitário
● “A corrida de sub-
marino mais bacana
era a do Arpoador nos
anos 70. Madrugada
adentro, carros dispu-
tavam vagas perto da
pedra, estacionavam
lado a lado, guardan-
do uma distância prudente.Tudo de
frente pro mar, com as luzes ainda es-
parsas do Vidigal, e a silhueta escura
do Dois Irmãos ao fundo. Noites de pa-
ra-brisas embaçados. Inesquecível.”
NULIMAR DE MORAES, advog.
● “As preliminares começavam no
escurinho do cinema Mascote, no
Méier. Dali, eu levava as meninas até
as escadarias do Colégio Estadual
Visconde de Cairu.”
SELMA FUKS, arquiteta
● “Tive que ter muito preparo físico pa-
ra conquistar o meu marido, Marcelo,
com quem estou casada há 30 anos.
Nós pulávamos das pedras do Arpoa-
dor, íamos nadando até o píer e vol-
távamos correndo. Namoramos no
Jardim Botânico, no drive-in da Lagoa,
íamos a todos os blocos de carnaval,
descemos no tobogã do Tivoli Park, an-
dávamos de pedalinho na Lagoa e de-
pois comíamos o sorvete comcalda de
chocolate do Gordon, em Ipanema.”
Leitores comemoram o Dia dos Namorados contando
suas aventuras românticas pelos cenários do Rio
Hotel das estrelas
JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS
Fotos de arquivos particulares

Eu e a Judith
íamos à praia
em frente à
Redentor, e à
noite
jantávamos no
Palhota, na
Barra. Antes a
gente dava uma
passada no bar
Maracujina,
para calibrar
Rogério Martins,
engenheiro
(ao lado, com Judith)

A boa era
namorar com a
Surama no Alto
da Boa Vista,
na Kombi do
meu pai.
Dependendo dos
ânimos,
acabávamos
ficando pelo
caminho, ali na
Curva do ‘S’
Maurício Levi, artesão
(ao lado, com Surama)

Eu e o Marcelo
namoramos no
Jardim Botânico,
no drive-in da
Lagoa, íamos a
todos os blocos de
carnaval e
descíamos no
tobogã do Tivoli
Selma Fuks, arquiteta
(ao lado, com Marcelo)
EXPEDIENTE
Editora: Isabel De Luca (ideluca@oglobo.com.br)
Editores assistentes: Bernardo Araujo (bbaraujo@oglobo.com.br), Fátima Sá
(fatima.sa@oglobo.com.br) e Nani Rubin (nani@oglobo.com.br)
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Correspondência: Rua Irineu Marinho 35, 2º andar. CEP: 20233-900
Novo U2, só em 2012
● O U2 adiou para 2012 o
lançamento de seu próxi-
mo disco. Apesar de já ter
dezenas de músicas com-
postas, a banda vai se de-
dicar à turnê “360°”. Bono
e The Edge ainda traba-
lhamna trilha de “Homem-
Aranha” para a Broadway.
Cohen toca Liszt
● O pianista Arnaldo Cohen
se apresenta hoje, às 16h,
no Teatro Municipal (2332-
9191), com a Orquestra Pe-
trobras Sinfônica, emhome-
nagem aos 200 anos de nas-
cimento de Liszt. No pro-
grama, os dois concertos
para piano e orquestra.
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SEGUNDO CADERNO Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 6 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 38 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Este caderno não se responsabiliza por mudanças em preços e horários. Ambos são fornecidos pelos organizadores dos espetáculos.
Como nem todas as casas fornecem a classificação etária, é recomendável a pais e responsáveis a consulta prévia por telefone, fax ou e-mail.
NOS BAIRROS
ZonaSul
> Cine Glória —Praça Luís de Camões, s/nº, Me-
morial Getúlio Vargas, subsolo, Glória — 2556-
1586. O cinema funciona de terça-feira a domingo.
(116 lugares): Belair, 14h, 18h; e O gringo, 16h,
20h. R$ 12 (ter, qua e qui) e R$ 14 (sex a dom).
> Cine Joia —Av. Nossa Senhora de Copacabana
680, subsolo H, Copacabana — 2236-5624. O ci-
nema funciona de ter a dom. Sala 1 (87 lugares):
Belair, 14h; José e Pilar, 16h; Hanami —Cerejeiras
em flor, 18h30m; e Chantal Akerman, de cá, 21h.
Cineclube Cine Joia (ver programação de filmes).
R$ 10. Para Cineclube Cine Joia: grátis.
> Cinemark Botafogo — Praia de Botafogo,
400, Botafogo Praia Shopping, 8° piso, Botafogo —
2237-9485. Sala 1(124lugares): X-Men: Primeira
classe, 13h, 15h50m, 18h50m, 21h40m. Sala 2
(139 lugares): X-Men: Primeira classe, 12h20m,
15h20m, 18h10m, 21h. Sala 3 (219 lugares):
Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 11h30m, 13h50m,
16h10m, 18h30m, 20h50m. Sala 4 (186 luga-
res): Se beber, não case 2, 12h30m, 15h,
17h20m, 19h40m, 22h. Sala 5 (290 lugares):
Qualquer gato vira-lata, 12h, 14h10m, 19h30m,
21h50m; e Piratas do Caribe — Navegando em
águas misteriosas, 16h30m. Sala 6 (290 lugares):
Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 12h15m, 14h30m,
16h45m; leg, 19h, 21h20m. R$ 13 (qua), R$ 14
(seg, ter e qui, até as 17h), R$ 16 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 17 (sex a dom e feriados, até as
17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, após as 17h),
R$ 22 (qua, 3-D), R$ 23 (seg, ter e qui, 3-D) e R$
27 (sex a dome feriados, 3-D). Maiores de 60 anos
e crianças menores de 12 pagam meia-entrada.
Toda semana, na Sessão Desconto, é selecionado
umfilme nas sessões das 15hemque o espectador
paga R$ 4 (consulte qual é o filme da semana por
telefone, no site www.cinemark.com.br ou no pró-
prio cinema).
> Cinépolis Lagoon — Av. Borges de Medei-
ros 1.424, Estádio de Remo da Lagoa, Leblon
— 3029-2544. Sala 1 (235 lugares): Se be-
ber, não case 2, 12h25m, 14h40m, 17h,
19h15m, 21h30m. Sala 2(150lugares): Qualquer
gato vira-lata, 12h (dom), 14h10m, 16h20m,
18h30m, 20h40m. Sala 3 (162 lugares): pré-es-
treia de “Meia-noite em Paris”: 20h20m (ter); e X-
Men: Primeira classe, 11h55m (dom), 14h45m,
17h35m, 20h20m (exceto ter). Sala 4 (173 luga-
res): Kung Fu Panda 2, dub, 11h30m (dom),
13h40m, 15h50m, 18h, 20h; e Piratas do Caribe
— Navegando em águas misteriosas, (3-D), 22h.
Sala 5 (161 lugares): X-Men: Primeira classe, dub,
11h25m(dom), 16h40m; e Namorados para sem-
pre, 14h15m, 19h25m, 21h50m. Sala 6 (232 lu-
gares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 12h40m,
14h50m, 17h05m, 19h05m; leg, 21h10m. R$
19,50 (seg a qui, exceto feriados), R$ 23,50 (sex a
dom e feriados), R$ 25,50 (seg a qui, exceto feria-
dos, 3-D) e R$ 29,50 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Espaço Museu da República — Rua do
Catete, 153, Catete — 3826-7984. (90 luga-
res): Como arrasar um coração, 14h, 16h, 18h,
20h. R$ 10 (seg a qui) e R$ 12 (sex a dom e fe-
riados).
> Estação Sesc Botafogo — Rua Voluntários
da Pátria, 88, Botafogo — 2226-1988. Sala 1
(280lugares): Opequeno Nicolau, 13h15m; Santa
paciência, 15h, 19h20m; e O homem ao lado,
17h10m, 21h30m. Sala 2 (41 lugares): Cinco dias
sem Nora, 13h30m, 19h30m; A minha versão do
amor, 15h20m; O amor chega tarde, 17h50m; e
Caminho da liberdade, 21h20m. Sala 3 (66 luga-
res): Estamos juntos, 13h, 16h30m; Todo mundo
tem problemas sexuais, 14h50m, 20h10m; O
gringo, 18h20m; e Estrada para Ythaca, 21h50m.
R$ 15 (seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados).
> Estação Sesc Espaço — Rua Voluntários da
Pátria, 35, Botafogo — 2266-9952. Sala 1 (267
lugares): Saturno em oposição, 13h, 15h10m,
17h20m, 19h20m, 21h20m. Sala 2 (228 luga-
res): Namorados para sempre, 13h10m, 15h20m,
17h30m, 19h40m, 21h50m. Sala 3 (104 luga-
res): Minhas tardes com Margueritte, 13h20m,
15h, 16h40m, 18h20m, 20h; e Incêndios,
21h40m (dom). R$ 15 (seg a qui) e R$ 18 (sex a
dom e feriados).
> Estação Sesc Ipanema — Rua Visconde de
Pirajá, 605, Ipanema — 2279-4603. Sala 1 (141
lugares): Festival Varilux de Cinema Francês, até 16
de junho (ver programação de filmes). Sala 2 (163
lugares): Minhas tardes com Margueritte, 13h,
14h40m, 16h20m, 18h, 19h40m, 21h20m. R$
16 (seg a qui) e R$ 20 (sex a dom e feriados).
> Estação Sesc Laura Alvim—Av. Vieira Sou-
to, 176, Ipanema — 2267-4307. Sala 1 (73 lu-
gares): Santa paciência, 13h40m, 15h40m, 20h;
O homem ao lado, 17h40m; e Todo mundo tem
problemas sexuais, 22h. Sala 2 (37 lugares): Um
novo despertar, 14h10m; Cinco dias sem Nora,
16h, 19h50m; e Como arrasar um coração,
17h50m, 21h40m. Sala 3 (45 lugares): Cisne ne-
gro, 13h; Homens e deuses, 15h, 19h40m; Incên-
dios, 17h15m; e Caminho da liberdade, 21h50m.
R$ 16 (seg a qui) e R$ 20 (sex a dom e feriados).
> Estação Vivo Gávea —Rua Marquês de São
Vicente, 52, Shopping da Gávea, 4º piso, Gávea —
3875-3011. Sala 1 (79 lugares): Estamos juntos,
13h, 18h40m; Todo mundo tem problemas se-
xuais, 15h10m, 20h30m; e O gringo, 16h50m,
22h10m. Sala 2 (126 lugares): Se beber, não case
2, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Sala 3(91lugares): O
homem ao lado, 13h20m, 21h30m; Cinco dias
sem Nora, 15h30m; Santa paciência, 17h20m; e
Como arrasar umcoração, 19h30m. Sala 4 (84 lu-
gares): Saturno em oposição, 13h20m, 17h10m,
19h20m, 21h20m; e Bebês, 15h30m. Sala 5
(156 lugares): Namorados para sempre, 13h10m,
15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m. R$ 18
(seg a qui) e R$ 24 (sex a dom e feriados).
> Instituto Moreira Salles —Rua Marquês de
São Vicente, 476, Gávea. —3284-7400. Ocinema
funciona de ter a dom. Sala 1(120lugares): Família
Braz - Dois tempos, 14h (ter e qui), 16h (qua), 18h
(dom), 20h (dom, ter e qua); Festival Varilux de Ci-
nema Francês, até 16de junho (ver programação de
filmes). R$ 15 (ter, qua e qui) e R$ 17 (sex a dom
e feriados).
> Kinoplex Fashion Mall —Estrada da Gávea,
899, Fashion Mall, 2º piso, São Conrado — 2461-
2461. Sala 1 (139 lugares): O poder e a lei, 14h
(qui), 19h10m; e Se beber, não case 2, 14h30m
(dom), 16h50m, 21h40m. Sala 2 (195 lugares):
Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 14h (dom), 16h,
18h, 20h; leg, 22h. Sala 3 (114 lugares): X-Men:
Primeira classe, 15h40m, 18h50m, 21h30m. Sa-
la 4 (129 lugares): Qualquer gato vira-lata,
15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h50m. R$ 20
(seg a qui), R$ 24 (sex a dom e feriados), R$ 26
(seg a qui, 3-D) e R$ 30 (sex a dom e feriados, 3-
D).
> Kinoplex Leblon — Av. Afrânio de Melo
Franco, 290, Shopping Leblon, 4º piso, Leblon
— 2461-2461. Sala 1 (170 lugares): Se beber,
não case 2, 14h20m, 16h40m, 19h, 21h25m.
Sala 2 (171 lugares): X-Men: Primeira classe,
15h30m, 18h20m, 21h10m. Sala 3 (172 luga-
res): Namorados para sempre, 14h05m, 19h15m,
21h40m; e Piratas do Caribe — Navegando em
águas misteriosas, 16h20m. Sala 4 (161 lugares):
Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 14h, 16h, 18h, 20h;
leg, 22h. R$ 20 (seg a qui, exceto feriados), R$ 24
(sex a dome feriados), R$ 26 (seg a qui, 3-D) e R$
30 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Leblon —Av. Ataulfo de Paiva, 391, lojas A e B,
Leblon —2461-2461. Sala 1 (640 lugares): Qual-
quer gato vira-lata, 14h40m, 17h, 19h20m,
21h40m. Sala 2 (300 lugares): Kung Fu Panda 2,
(3-D), dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m; leg, 21h.
R$20(seg a qui, exceto feriados), R$24(sex a dom
e feriados), R$ 26 (seg a qui, exceto feriados, 3-D) e
R$ 30 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Rio Sul —Rua Lauro Müller, 116, Shopping Rio
Sul, 4º piso, Botafogo — 2461-2461. Sala 1 (159
lugares): Se beber, não case 2, 14h30m, 16h50m,
19h10m, 21h30m. Sala 2 (209 lugares): Kung Fu
Panda 2, (3-D), dub, 14h, 16h, 18h, 20h; leg, 22h.
Sala 3 (151 lugares): X-Men: Primeira classe,
15h40m, 18h30m, 21h20m. Sala 4 (156 luga-
res): Qualquer gato vira-lata, 14h40m, 16h50m,
19h, 21h10m. R$ 14 (qua), R$ 15 (seg, ter e qui,
até as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui, após as 17h), R$
18 (sex a dome feriados, até as 17h), R$ 20 (sex a
dom e feriados, após as 17h), R$ 23 (seg a qui, 3-
D) e R$ 26 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Roxy — Av. Nossa Senhora de Copacabana,
945, Copacabana — 2461-2461. Sala 1 (304 lu-
gares): Se beber, não case 2, 14h30m, 16h50m,
19h10m, 21h30m. Sala 2 (306 lugares): X-Men:
Primeira classe, 15h40m, 18h30m, 21h20m. Sa-
la 3 (309 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
14h, 16h, 18h, 20h; leg, 22h. R$ 14 (qua), R$ 15
(seg, ter e qui, até as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até as
17h), R$ 20 (sex a dom e feriados, após as 17h),
R$ 23 (seg a qui, 3-D) e R$ 27 (sex a dom e fe-
riados, 3-D).
> São Luiz — Rua do Catete, 311, Largo do
Machado —2461-2461. Sala 1 (140 lugares):
Se beber, não case 2, 14h10m, 16h20m,
18h40m, 21h30m. Sala 2(258lugares): Qualquer
gato vira-lata, 14h40m, 17h, 19h20m, 21h40m.
Sala 3 (267 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
14h, 16h, 18h, 20h; leg, 22h. Sala 4 (149 luga-
res): X-Men: Primeira classe, 15h, 17h50m, 21h.
R$ 14 (qua), R$ 15 (seg, ter e qui, até as 17h), R$
17 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 18 (sex a dom
e feriados, até as 17h), R$20(sex a dome feriados,
após as 17h), R$ 24 (seg a qui, 3-D) e R$ 28 (sex
a dom e feriados, 3-D).
> Unibanco Arteplex — Praia de Botafogo,
316, Botafogo — 2559-8750. Sala 1 (150 luga-
res): Festival Varilux de Cinema Francês, até 16 de
junho (ver programação de filmes). Sala 2 (126 lu-
gares): Singularidades de uma rapariga loura, 13h,
14h30m, 16h, 20h30m, 22h; e Belair, 18h30m.
Sala 3 (109 lugares): Bollywood dream—O sonho
bollywoodiano, 13h10m; Se beber, não case 2,
15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m. Sala 4
(165 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m; leg,
21h30m. Sala 5 (136 lugares): Transcendendo
Lynch, 13h40m; Família Braz - Dois tempos,
15h20m, 17h, 20h20m; Quebrando o tabu,
18h40m, 22h. Sala 6 (250 lugares): X-Men: Pri-
meira classe, 13h30m, 16h10m, 18h50m,
21h30m(exceto seg). R$ 14 (qua), R$ 16 (seg, ter
e qui), R$ 20 (sex a dom e feriados), R$ 24 (seg a
qui, 3-D) e R$ 26 (sex a dom e feriados, 3-D).
BarradaTijuca/Recreio
> Cinemark Downtown — Av. das Américas,
500, Downtown, bloco 17, 2º piso, Barra —2494-
5004. Sala 01 (143 lugares): Kung Fu Panda 2,
dub, 11h, 13h10m; e Namorados para sempre,
15h20m, 17h40m, 20h20m. Sala 02 (131 luga-
res): Inverno da alma, 14h; e X-Men: Primeira clas-
se, dub, 16h, 19h, 22h05m. Sala 03 (261 luga-
res): X-Men: Primeira classe, 12h30m, 15h30m,
18h30m, 21h40m. Sala 04 (286 lugares): Kung
Fu Panda 2, (3-D), dub, 12h10m, 14h30m,
16h50m; leg, 19h05m, 21h25m. Sala 05 (159
lugares): Se beber, não case 2, 11h30m, 13h50m,
16h10m, 18h40m, 21h10m. Sala 06 (156 luga-
res): Kung Fu Panda 2, dub, 11h10m, 13h25m,
15h50m, 18h10m, 20h30m. Sala 07 (172 luga-
res): Qualquer gato vira-lata, 11h20m, 13h40m,
16h05m, 18h20m, 20h40m. Sala 08 (297 luga-
res): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 12h35m,
15h10m, 17h30m; leg, 19h50m, 22h10m. Sala
09 (154 lugares): Estamos juntos, 13h05m,
15h15m; e Se beber, não case 2, 17h35m, 20h,
22h20m. Sala 10 (172 lugares): Piratas do Caribe
— Navegando em águas misteriosas, 11h40m,
14h40m, 18h (exceto dom), 21h; e pré-estreia de
Mamonas para sempre, 18h (dom). Sala 11 (145
lugares): X-Men: Primeira classe, 12h, 15h,
17h50m, 20h50m. Sala 12 (267 lugares): Piratas
do Caribe —Navegando emáguas misteriosas, (3-
D), 12h40m, 15h40m, 18h50m, 22h. R$ 11
(qua), R$ 14 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 16
(seg, ter e qui, após as 17h; sex a dome feriados, até
as 17h), R$18(sex a dome feriados, após as 17h),
R$ 21 (qua, 3-D), R$ 22 (seg, ter e qui, 3-D) e R$
24 (sex a dom e feriados, Sala 3-D). Toda semana,
na Sessão Desconto, é selecionado um filme nas
sessões das 15h em que o espectador paga R$ 4
(consulte qual é o filme da semana pelo telefone,
no site www.cinemark.com.br ou no próprio cine-
ma).
> Cinesystem Recreio Shopping — Av. das
Américas, 19.019, Recreio dos Bandeirantes —
4003-7049. Sala 1 (286 lugares): Kung Fu Panda
2, dub, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Sala 2 (286 lu-
gares): Kung Fu Panda 2, dub, 13h30m (até qua),
15h30m (até qua), 17h30m (até qua), 19h30m
(até qua); e Estamos juntos 13h30m (qui),
15h30m (qui), 17h30m (qui), 19h30m (qui),
21h30m(qui). Sala 3 (212 lugares): Se beber, não
case 2, 14h30m, 17h10m, 19h20m, 21h40m.
Sala 4 (212 lugares): X-Men: Primeira classe,
13h50m, 16h30m, 19h10m, 21h50m. R$ 7 (ter
e qua), R$ 12 (seg e qui, exceto feriados), R$ 16
(sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a
dome feriados, após as 17h) e R$ 20 (seg e qui, 3-
D). Promoção do Beijo: às quintas-feiras, o casal
que der umbeijo na bilheteria paga R$12(o casal)
nas sessões normais e R$ 20 (o casal) nas sessões
3-D. Promoções por tempo indeterminado e não
válidas em feriados.
> Espaço Rio Design —Avenida das Américas,
7777, Rio Design Barra, 3º piso, Barra — 2438-
7590. Sala 1 (149 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-
D), dub, 14h, 16h, 18h, 20h; leg, 22h. Sala 2 (88
lugares): Se beber, não case 2, 14h30m, 17h,
19h30m, 22h. Sala Vip (116 lugares): X-Men: Pri-
meira classe, 13h50m, 16h20m, 19h, 21h30m.
R$ 19 (seg a qui), R$ 24 (sex a dome feriados), R$
25 (seg a qui, 3-D), R$ 29 (sex a dome feriados, 3-
D), R$ 32 (seg a qui, Sala VIP) e R$ 40 (sex a dom
e feriados, Sala VIP).
> Estação Sesc Barra Point — Av. Armando
Lombardi, 350, Barra Point, 3º piso, Barra —
3419-7431. Sala 1 (165 lugares): Festival Varilux
de Cinema Francês, até 16 de junho (ver progra-
mação de filmes). Sala 2(165lugares): Saturno em
oposição, 13h50m, 17h50m, 22h; Santa paciên-
cia, 15h50m; e O homem ao lado, 19h50m. R$
15 (seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados).
> UCI New York City Center — Av. das Amé-
ricas, 5.000, Barra — 2461-1818. Sala 01 (168
lugares): Kung Fu Panda 2, dub, 12h15m (dom),
14h15m(seg a qui), 16h15m(seg a qui), 18h15m
(seg a qui); e Se beber, não case 2, 13h30m(dom),
15h45m (dom), 18h (dom), 20h15m, 22h30m.
Sala 02 (238 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D),
dub, 12h (dom), 14h, 16h, 18h, 20h; leg, 22h.
Sala 03 (383 lugares): Kung Fu Panda 2, dub,
12h30m (dom), 14h30m, 16h30m, 18h30m,
20h30m; e Os agentes do destino, 22h30m. Sala
04 (383 lugares): Kung Fu Panda 2, dub, 14h15m
(dom), 16h15m (dom), 18h15m (dom), 20h15m
(dom), 22h15m (dom). Sala 05 (299 lugares):
Qualquer gato vira-lata, 13h, 15h10m, 17h20m,
19h30m, 21h40m. Sala 06 (173 lugares): Piratas
do Caribe — Navegando em águas misteriosas,
dub, 12h10m(dom), 15h05m, 18h; leg, 20h55m.
Sala 07 (158 lugares): Namorados para sempre,
13h50m, 16h15m, 18h40m, 21h05m. Sala 08
(297 lugares): Se beber, não case 2, dub, 12h25m
(dom), 14h40m, 16h55m, 19h10m, 21h25m.
Sala 09 (159 lugares): Rio, dub, 13h10m,
15h20m; Estamos juntos, 17h30m, 21h25m; e
Belair, 19h35m. Sala 10 (166 lugares): Velozes &
furiosos 5 — Operação Rio, dub, 12h20m (dom);
leg, 15h, 17h40m (dub), 20h20m. Sala 11 (215
lugares): X-Men: Primeira classe, dub, 13h40m,
16h25m, 19h10m, 21h55m. Sala 12 (252 luga-
res): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 13h, 15h, 17h,
19h, 21h. Sala 13(383lugares): Kung FuPanda 2,
dub, 13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m,
21h30m. Sala 14 (252 lugares): Piratas do Caribe
— Navegando em águas misteriosas, dub,
13h40m, 16h35m, 19h30m, 22h25m. Sala 15
(215 lugares): Se beber, não case 2, 14h05m,
16h20m, 18h35m, 20h50m. Sala 16 (166 luga-
res): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub, 12h
(dom), 14h15m; e Thor, dub, 16h20m, 18h45m;
leg, 21h10m. Sala 17 (297 lugares): X-Men: Pri-
meira classe, 12h40m (dom), 15h20m, 18h,
20h40m. Sala 18 (277 lugares): X-Men: Primeira
classe, 13h, 15h40m, 18h20m, 21h. R$ 13
(qua), R$ 14 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 18
(seg, ter e qui, após as 17h; sex a dome feriados, até
as 17h), R$20(sex a dome feriados, após as 17h),
R$ 23 (seg a qui, 3-D) e R$ 26 (sex a dom e fe-
riados, 3-D). Sessão Família: sáb, dom e feriados,
os ingressos para as sessões iniciadas até as
13h55mcustamR$ 13. Ticket Família: na compra
de quatro ingressos —dois adultos e duas crianças
de até 12 anos —, a família paga R$ 39 para as-
sistir a qualquer sessão (exceto na sala 3-D) emto-
dos os dias da semana. Na sala 3-D, o valor do Ti-
cket Família é R$ 55. Promoções por tempo inde-
terminado e não válidas para sessões em 3-D.
> Via Parque — Av. Ayrton Senna, 3.000, Barra
— 2461-2461. Sala 1 (242 lugares): Se beber,
não case 2, dub, 13h40m(dom), 16h, 21h20m; e
Piratas do Caribe — Navegando em águas miste-
riosas, dub, 18h20m. Sala 2 (311 lugares): Kung
Fu Panda 2, dub, 15h, 17h, 19h, 21h. Sala 3(308
lugares): X-Men: Primeira classe, dub, 14h50m,
17h40m, 20h30m. Sala 4(311lugares): Qualquer
gato vira-lata, 15h, 17h10m, 19h20m, 21h30m.
Sala 5 (313 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Sala 6 (242 lugares): X-
Men: Primeira classe, 15h20m, 18h10m, 21h. R$
10 (qua e qui), R$ 12 (seg e ter), R$ 14 (sex a dom
e feriados, até as 17h), R$17(sex a dome feriados,
após as 17h), R$ 21 (seg a qui, 3-D) e R$ 24 (sex
a dome feriados, 3-D). Maiores de 60anos e crian-
ças menores de 12 anos pagammeia-entrada. Se-
gunda Irresistível: ingresso a R$ 7. Promoções por
tempo indeterminado e não válida para feriados e
filmes em 3-D.
ZonaNorte
> Cinecarioca Nova Brasília — Rua Nova
Brasília s/n, Bonsucesso. (93 lugares): O gringo,
11h; e Kung Fu Panda 2, 14h, 16h, 18h, 20h,
21h50m. R$4(, moradores da região, estudantes e
professores) e R$ 8.
> Cinemark Carioca — Estrada Vicente Carva-
lho, 909, Carioca Shopping, Vicente de Carvalho —
3688-2340. Sala 1(282lugares): X-Men: Primeira
classe, dub, 11h20m, 14h10m, 17h, 19h50m.
Sala 2 (188 lugares): X-Men: Primeira classe, dub,
12h10m, 15h, 17h50m, 20h45m. Sala 3 (188
lugares): Qualquer gato vira-lata, 12h20m,
14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. Sala 4
(312 lugares): Kung Fu Panda 2, dub, 11h30m,
13h40m, 15h50m, 18h, 20h; e X-Men: Primeira
classe, 22h05m. Sala 5 (312 lugares): Kung Fu
Panda 2, dub, 11h, 13h10m, 15h20m, 17h30m,
19h40m, 21h50m. Sala 6(228lugares): Se beber,
não case 2, dub, 11h40m, 16h20m, 18h40m,
21h; e Não me abandone jamais, 14h. Sala 7(188
lugares): Piratas do Caribe —Navegando emáguas
misteriosas, dub, 13h, 16h, 19h, 22h. Sala 8(282
lugares): Kung Fu Panda 2, dub, 12h, 14h20m,
16h40m, 18h50m; e Piratas do Caribe — Nave-
gando em águas misteriosas, dub, 21h20m. R$ 9
(seg, ter e qui, até as 17h; qua), R$ 11 (seg, ter e
qui, após as 17h), R$ 14 (sex a dome feriados, até
as 17h) e R$ 16 (sex a dom e feriados, após as
17h). Toda semana, na Sessão Desconto, é sele-
cionado umfilme nas sessões das 15hcomentrada
a R$ 4 (veja qual é o filme pelo telefone, no site
www.cinemark.com.br ou no cinema).
> Cinesystem Via Brasil Shopping — Rua
Itapera, 500, Vista Alegre — 4003-7049. Sala 1
(143 lugares): Velozes & furiosos 5 — Operação
Rio, dub, 13h55m, 21h55m; e Piratas do Caribe
— Navegando em águas misteriosas, dub,
16h35m, 19h15m. Sala 2 (192 lugares): Kung Fu
Panda 2, dub, 15h, 17h, 19h, 21h. Sala 3 (161
lugares): X-Men: Primeira classe, dub, 13h50m,
16h30m, 19h10m, 21h50m. Sala 4 (267 luga-
res): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 14h, 16h, 18h,
20h; leg, 22h. Sala 5(213lugares): Kung FuPanda
2, (3-D), dub, 13h30m, 15h30m, 17h30m,
19h30m; e Piratas do Caribe — Navegando em
águas misteriosas, (3-D), dub, 21h30m. Sala 6
(184lugares): Se beber, não case 2, dub, 14h20m,
16h40m, 19h20m, 21h30m. R$ 5 (ter e qua, ex-
ceto feriados), R$9(ter e qua, exceto feriados, 3-D),
R$12(seg e qui, exceto feriados), R$16(sex a dom
e feriados, até as 17h), R$18(sex a dome feriados,
após as 17h), R$ 20 (seg e qui, exceto feriados, 3-
D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Promoção
do Beijo: às quintas-feiras, o casal que der umbeijo
na bilheteria paga R$12(o casal) e R$20(o casal,
em sala 3-D). Promoção por tempo indeterminado
e não válida para feriados.
> Kinoplex Nova América —Av. Martin Luther
King Jr., 126, Shopping Nova América, Del Castilho
—2461-2461. Sala 1(206lugares): Qualquer ga-
to vira-lata, 14h30m, 16h40m, 18h50m,
21h20m. Sala 2 (144 lugares): X-Men: Primeira
classe, 15h20m, 18h10m, 21h. Sala 3 (183 lu-
gares): Se beber, não case 2, dub, 14h, 16h20m,
18h40m, 21h10m. Sala 4 (155 lugares): X-Men:
Primeira classe, dub, 14h20m, 17h10m, 20h. Sa-
la 5 (274 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
15h, 17h, 19h; e Piratas do Caribe — Navegando
em águas misteriosas, (3-D), 21h. Sala 6 (311 lu-
gares): Piratas do Caribe — Navegando em águas
misteriosas, dub, 14h30m, 17h30m; e Se beber,
não case 2, 20h30m. Sala 7 (285 lugares): Kung
Fu Panda 2, (3-D), dub, 13h20m(dom), 15h20m,
17h20m, 19h20m, 21h20m. R$ 11 (qua), R$ 13
(seg, ter e qui, exceto feriados, até as 17h), R$ 15
(seg, ter e qui, exceto feriados, após as 17h), R$ 17
(sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 19 (sex a
dom e feriados, após as 17h), R$ 21 (seg a qui,
exceto feriados, 3-D) e R$ 24 (sex a dome feriados,
3-D). Maiores de 60 anos e crianças menores de
12 anos pagammeia-entrada. Segunda Irresistível:
ingresso a R$ 7. Promoções por tempo indetermi-
nado e não válidas para feriados e sessões em 3-
D.
> Kinoplex Shopping Tijuca —Av. Maracanã,
987, Loja 3, Tijuca — 2461-2461. Sala 1 (340
lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 13h30m
(dom), 15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m.
Sala 2 (264 lugares): X-Men: Primeira classe,
14h40m, 17h50m, 20h40m. Sala 3 (197 luga-
res): X-Men: Primeira classe, 15h40m, 18h30m,
21h20m. Sala 4 (264 lugares): Kung Fu Panda 2,
(3-D), dub, 14h, 16h, 18h; e Piratas do Caribe —
Navegando emáguas misteriosas, (3-D), 21h. Sala
5 (340 lugares): Qualquer gato vira-lata, 15h10m,
17h20m, 19h30m, 21h40m. Sala 6 (405 luga-
res): Se beber, não case 2, 14h10m, 16h30m,
18h50m, 21h10m. R$ 15 (qua; seg, ter e qui, até
as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 18
(sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 20 (sex a
dom e feriados, após as 17h), R$ 24 (seg a qui, 3-
D) e R$ 28 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Madureira Shopping — Estrada do Portela,
222, loja 301, Madureira — 2461-2461. Sala 1
(159 lugares): Qualquer gato vira-lata, 14h30m,
16h40m, 18h50m, 21h. Sala 2 (161 lugares): Se
beber, não case 2, dub, 15h20m; Velozes & fu-
riosos 5 — Operação Rio, dub, 17h40m; e Piratas
do Caribe — Navegando em águas misteriosas,
dub, 20h30m. Sala 3 (191 lugares): X-Men: Pri-
meira classe, dub, 14h40m, 17h30m, 20h20m.
Sala 4 (191 lugares): Kung Fu Panda 2, dub,
13h10m (dom), 15h10m, 17h10m, 19h10m,
21h10m. R$7(qua, exceto feriados), R$9(seg, ter
e qui) e R$ 12 (sex a dom e feriados). Segunda Ir-
resistível: ingresso a R$ 7. Promoções por tempo
indeterminado e não válidas para feriados.
> Ponto Cine — Estrada do Camboatá, 2.300,
Guadalupe Shopping - 1º piso, Guadalupe —3106-
9995. O cinema funciona de ter a dom. (73 luga-
res): Estamos juntos, 14h, 18h; e O gringo, 16h,
20h. R$ 6.
> Shopping Iguatemi — Rua Barão de São
Francisco, 236, 3º piso, Vila Isabel —2461-2461.
Sala 1(240 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
13h10m (dom), 15h10m, 17h10m, 19h10m,
21h10m. Sala 2 (156 lugares): X-Men: Primeira
classe, 13h20m (dom), 16h, 18h45m, 21h30m.
Sala 3 (156 lugares): X-Men: Primeira classe, dub,
13h (dom), 15h45m, 18h30m, 21h15m. Sala 4
(188 lugares): Kung Fu Panda 2, dub, 13h40m
(dom), 15h40m, 17h40m, 19h40m, 21h40m.
Sala 5 (155 lugares): Qualquer gato vira-lata,
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 6 (152
lugares): Piratas do Caribe —Navegando emáguas
misteriosas, dub, 14h50m, 17h50m, 20h50m.
Sala 7 (146 lugares): Se beber, não case 2, dub,
14h, 16h20m, 18h40m, 21h20m. R$ 9 (qua, ex-
ceto feriados), R$ 11 (seg, ter e qui), R$ 14 (sex a
dom e feriados, até as 17h), R$ 16 (sex a dom e
feriados, após as 17h), R$ 17 (seg a qui, 3-D) e R$
19 (sex a dome feriados, 3-D). Maiores de 60 anos
e crianças menores de 12 anos pagam meia-en-
trada. Segunda Irresistível: ingresso a R$ 7. Pro-
moções por tempo indeterminado e não válidas pa-
ra feriados e sessões em 3-D.
> UCI Kinoplex — Av. Dom Helder Câmara,
5.474, Pátio NorteShopping, Del Castilho —2461-
0050. Sala 01(244lugares): Kung Fu Panda 2, (3-
D), dub, 13h10m, 15h25m, 17h30m, 19h35m;
leg, 21h40m. Sala 02(182lugares): Se beber, não
case 2, dub, 13h15m, 15h30m, 17h45m, 20h,
22h15m. Sala 03 (170 lugares): Rio, (3-D), dub,
12h30m(dom); e Piratas do Caribe —Navegando
em águas misteriosas, (3-D), dub, 14h30m,
17h25m, 20h20m. Sala 04 (178 lugares): Qual-
quer gato vira-lata, 13h40m, 15h50m, 18h,
20h10m, 22h20m. Sala 05(471lugares): X-Men:
Primeira classe, dub, 13h, 15h45m, 18h30m,
21h15m. Sala 06(471lugares): Kung Fu Panda 2,
dub, 12h (dom), 14h05m, 16h10m, 18h15m,
20h20m; e Velozes & furiosos 5 — Operação Rio,
dub, 22h30m. Sala 07 (165 lugares): X-Men: Pri-
meira classe, 13h50m, 16h30m, 19h10m,
21h50m. Sala 08 (159 lugares): Se beber, não ca-
se 2, 12h20m (dom), 14h35m, 16h50m,
19h05m, 21h20m. Sala 09 (166 lugares): Piratas
do Caribe — Navegando em águas misteriosas,
13h30m; e Namorados para sempre, 16h20m,
18h40m, 21h. Sala 10 (230 lugares): Kung Fu
Panda 2, (3-D), dub, 12h30m (dom), 14h35m,
16h40m, 18h45m, 20h50m. R$ 10 (qua, exceto
feriados), R$ 12 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 14
(seg, ter e qui, após as 17h), R$ 16 (sex a dom e
feriados, até as 17h) e R$ 18 (sex a dome feriados,
após as 17h). Maiores de 60 anos e crianças me-
nores de 12 anos pagammeia-entrada. Sessão Fa-
mília: R$ 11 (sáb, dome feriados, emsessões ini-
ciadas até as 13h55m). Ticket Família: na compra
de quatro ingressos —dois adultos e duas crianças
de até 12 anos —, a família paga R$ 39 para as-
sistir a qualquer sessão (exceto na sala 3-D) em
todos os dias. Na sala 3-D, o valor do Ticket Família
é R$ 53. Promoções por tempo indeterminado e
não válidas para feriados e sessões em 3-D.
Centro
> Caixa Cultural Rio — Av. Almirante Barroso,
25, Centro — 2544-4080. El deseo – O apaixo-
nante cinema de Pedro Almodóvar, até 19 de junho
(ver programação de filmes). R$ 4.
> Centro Cultural Banco do Brasil — Rua
Primeiro de Março, 66, Centro — 3808-2007. O
cinema funciona de ter a dom. Mostra Hitchcock,
até 14 de julho (ver programação de filmes). Cine-
ma Nacional Legendado e Audiodescrito (ver pro-
gramação de filmes).
> Cine Santa Teresa — Rua Paschoal Carlos
Magno, 136, Largo dos Guimarães, Santa Teresa —
2222-0203. (56 lugares): Como arrasar um cora-
ção, 15h20m; Belair, 17h20m; O amor chega tar-
de, 19h; e Incêndios, 21h. R$ 12 (exceto sáb e
dom) e R$ 14 (sáb e dom e feriados).
> Cinemateca do MAM — Av. Infante Dom
Henrique, 85, Aterro do Flamengo — 2240-4944.
O cinema funciona de ter a dom. (180 lugares):
Som e imagem, até 12 de junho (ver programação
de filmes).
> Odeon — Praça Floriano, 7, Centro — 2240-
1093. (600 lugares): Todo mundo tem problemas
sexuais, 13h40m, 19h; O gringo, 15h20m,
20h40m(exceto qua); Estamos juntos, 17h10m; e
Festival Varilux de Cinema Francês, até 16de junho
(ver programação de filmes). R$ 12.
IlhadoGovernador
> Cinesystem Ilha Plaza — Av. Maestro Paulo
e Silva, 400, Ilha Plaza Shopping - 3º piso, Ilha do
Governador — 4003-7049. Sala 1 (292 lugares):
X-Men: Primeira classe, 13h40m, 16h20m, 19h,
21h40m. Sala 2 (206 lugares): Se beber, não case
2, 14h30m, 17h10m, 19h20m, 21h30m. Sala 3
(206 lugares): Kung Fu Panda 2, dub, 13h30m,
15h30m, 17h30m, 19h30m; e Piratas do Caribe
— Navegando em águas misteriosas, 21h35m.
Sala 4(292 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
14h, 16h, 18h, 20h; leg, 22h. R$ 7 (ter e qua,
exceto feriados), R$ 10 (ter e qua, exceto feriados,
3-D), R$ 12 (seg e qui, exceto feriados), R$ 16 (sex
a dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e
feriados, após as 17h), R$ 20 (seg e qui, exceto
feriados, 3-D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D,
após as 17h).
ZonaOeste
> Cine 10 Sulacap — Avenida Marechal Fon-
tenelle, JardimSulacap. Sala 1 (406 lugares): Kung
Fu Panda 2, (3-D), dub, 13h50m, 15h50m,
17h50m, 19h50m; leg, 21h50m. Sala 2 (235 lu-
gares): X-Men: Primeira classe, dub, 14h,
16h30m, 19h, 21h30m. Sala 3 (255 lugares): Se
beber, não case 2, dub, 14h40m, 17h, 19h20m,
21h40m. Sala 4 (239 lugares): Kung Fu Panda 2,
dub, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Sala 5 (137 lu-
gares): Qualquer gato vira-lata, 15h, 17h20m,
19h40m, 22h. Sala 6 (101 lugares): Festival Va-
rilux de Cinema Francês, até 16 de junho (ver pro-
gramação de filmes). R$ 6 (ter e qua), R$ 8 (seg e
qui, até as 17h), R$ 10 (ter e qua, 3-D; seg e qui,
após as 17h), R$ 12 (sex a dom e feriados, até as
17h; seg e qui, 3-D. Até as 17h), R$ 14 (seg e qui,
3D. Após as 17h; sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 16 (sex a dome feriados, 3D. Até as 17h)
e R$ 18 (sex a dom e feriados, 3D. Após as 17h).
> Cine Sesc Freguesia — Rua Gabinal , salas
205/07, Freguesia. Sala 1 (158 lugares): Kung Fu
Panda 2, dub, 13h30m, 15h30m, 17h30m,
19h30m, 21h30m. Sala 2 (94 lugares): O gringo,
13h, 17h10m; e Estamos juntos, 15h, 19h10m,
21h40m. Sala 3 (92 lugares): Piratas do Caribe —
Navegando em águas misteriosas, dub, 14h,
19h20m; e Opoder e a lei, 16h30m, 21h50m. R$
12 (seg a qui) e R$ 16 (sex a dom).
> Cinesercla Pátio Mix Itaguaí — Rodovia
Rio Santos s/n, Itaguaí, Shopping Pátio Mix, 1° piso,
Itaguaí —3781-8694. Sala 1 (121 lugares): Qual-
quer gato vira-lata, 14h30m, 16h30m, 18h30m,
20h30m. Sala 2 (178 lugares): Kung Fu Panda 2,
(3-D), dub, 14h, 15h40m, 17h20m, 19h,
20h40m. Sala 3 (177 lugares): X-Men: Primeira
classe, dub, 13h50m, 16h10m, 18h30m,
20h50m. Sala 4 (121 lugares): Se beber, não case
2, dub, 14h45m, 16h45m, 18h45m; e Piratas do
Caribe — Navegando em águas misteriosas, dub,
20h45m. R$ 8 (seg e qua), R$ 10 (ter e qui) e R$
12 (sex a dom). Às terças e quintas-feiras, preço
único para todos: R$ 5. Promoção por tempo in-
determinado e não válida para feriados.
> Cinesystem Bangu Shopping — Rua Fon-
seca, 240, loja 145, Bangu —4003-7049. Sala 1
(371 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 14h,
16h, 18h, 20h; leg, 22h. Sala 2 (368 lugares):
Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 13h30m, 15h30m,
17h30m, 19h30m; e X-Men: Primeira classe, dub,
21h30m. Sala 3 (197 lugares): Se beber, não case
2, dub, 14h20m, 16h50m, 19h10m, 21h20m.
Sala 4 (187 lugares): Piratas do Caribe — Nave-
gando em águas misteriosas, dub, 13h55m,
21h55m; e Velozes & furiosos 5 — Operação Rio,
dub, 16h35m, 19h15m. Sala 5 (211 lugares): X-
Men: Primeira classe, dub, 13h40m, 16h20m,
19h, 21h40m. Sala 6(201lugares): Qualquer gato
vira-lata, 14h10m, 16h10m, 18h10m, 20h10m,
22h10m. R$ 7 (ter e qua), R$ 10 (ter e qua, 3-D),
R$12(seg e qui, exceto feriados), R$16(sex a dom
e feriados, até as 17h), R$18(sex a dome feriados,
após as 17h), R$ 20 (seg e qui, exceto feriados, 3-
D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Promoção
Terça Mais Cinema: às terças-feiras, todos pagam
R$7. Nas salas 3-D, R$10. Promoção do Beijo: às
quintas-feiras, o casal que der um beijo na bilhe-
teria paga R$14(o casal). Nas salas 3-D, R$20(o
casal). Promoções por tempo indeterminado e não
válidas em feriados.
> Kinoplex West Shopping — Estrada do
Mendanha, 550, loja 401 E, Campo Grande —
2461-2461. Sala 1 (223 lugares): X-Men: Pri-
meira classe, dub, 15h10m, 18h, 20h50m.
Sala 2 (221 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D),
dub, 14h10m, 16h10m, 18h10m; e Piratas do
Caribe — Navegando em águas misteriosas, (3-D),
dub, 21h10m. Sala 3 (202 lugares): Qualquer gato
vira-lata, 14h40m, 17h, 19h10m, 21h30m. Sala
4 (133 lugares): Se beber, não case 2, dub, 14h,
16h20m, 18h40m, 21h. Sala 5 (285 lugares):
Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 15h20m, 17h20m,
19h20m, 21h20m. R$ 11 (qua, exceto feriados),
R$ 14 (seg, ter e qui, exceto feriados), R$ 16 (sex a
dom e feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom e
feriados, após as 17h), R$ 21 (seg a qui, exceto fe-
riados, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D).
Segunda Irresistível: ingresso a R$ 7. Promoções
não válidas para feriados e sessões em 3-D.
> Star Center Shopping Rio — Av. Geremá-
rio Dantas, 404, Tanque, Jacarepaguá —
3312-5232. Sala 1 (208 lugares): Kung Fu
Panda 2, dub, 15h, 16h50m, 18h40m,
20h30m. Sala 2 (148 lugares): X-Men: Pri-
meira classe, dub, 13h (dom), 15h40m,
18h20m, 21h. Sala 3 (148 lugares): Piratas do
Caribe — Navegando em águas misteriosas, dub,
15h20m, 18h, 20h40m. Sala 4 (148 lugares): Se
beber, não case 2, dub, 14h20m (seg a qui),
16h30m (seg a qui), 18h40m, 20h50m; e Rio,
dub, 14h40m (dom), 16h40m (dom). R$ 6 (qua,
exceto feriados), R$ 8 (ter, exceto feriados), R$ 12
(seg e qui) e R$ 16 (sex a dom e feriados). Quarta-
Maluca: toda quarta, R$12, commeia-entrada pa-
ra todos. Promoção por tempo indeterminado e não
válida para feriados.
Baixada
> Cinemaxx Imperial — Rua Dominique Level,
Centro, Paracambi. (272 lugares): Piratas do Caribe
—Navegando emáguas misteriosas, dub, 18h (ex-
ceto seg); e Velozes & furiosos 5 — Operação Rio,
dub, 20h50m (exceto seg). R$ 8 (seg a qui, exceto
feriados, até 17h59m), R$ 10 (seg a qui, exceto fe-
riados, após 18h; sex a dom e feriados, até
17h59m) e R$12(sex a dome feriados, após 18h).
Terça-feira, exceto feriado, todos pagam meia-en-
trada.
> Cinemaxx Unigranrio Caxias — Rua Mar-
quês de Herval, 1.216, loja A, box 306, Jardim
Vinte e Cinco de Agosto, Duque de Caxias —
2672-2875. Sala 1 (120 lugares): Kung Fu Pan-
da 2, dub, 14h10m, 16h10m, 18h10m, 20h10m.
Sala 2 (195 lugares): X-Men: Primeira classe, dub,
14h50m, 17h30m, 20h20m. R$ 8 (seg a qui) e
R$ 10 (sex a dom e feriados). Maiores de 60 anos
e crianças menores de 12 pagam meia-entrada.
Promoção por tempo indeterminado e não válida
para feriados: às segundas, quartas e domingos, to-
dos pagam meia-entrada.
> Cinesercla Nilópolis Square — Rua Pro-
fessor Alfredo Gonçalves Filgueiras, 100, Centro, Ni-
lópolis — 2792-0824. Sala 1 (172 lugares): Kung
Fu Panda 2, (3-D), dub, 14h, 15h40m, 17h20m,
19h, 20h40m. Sala 2(102lugares): Piratas do Ca-
ribe — Navegando em águas misteriosas, dub,
13h50m, 21h; e Velozes & furiosos 5 —Operação
Rio, dub, 16h20m, 18h40m. Sala 3(102lugares):
X-Men: Primeira classe, dub, 13h50m, 16h10m,
18h30m, 20h50m. R$ 8 (seg e qua), R$ 10 (ter e
qui) e R$ 12 (sex a dom e feriados). Às terças e
quintas-feiras, preço único para todos: R$ 5. Pro-
moção por tempo indeterminado e não válida para
feriados.
> Iguaçu Top —Rua Governador Roberto Silveira,
540, 2º piso, Centro, Nova Iguaçu — 2461-2461.
Sala 1 (222 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
14h30m, 16h30m, 18h30m, 20h30m. Sala 2
(234 lugares): X-Men: Primeira classe, dub,
14h40m, 17h40m, 20h40m. Sala 3 (200 luga-
res): Piratas do Caribe — Navegando em águas
misteriosas, dub, 13h10m (dom), 18h20m; e Se
beber, não case 2, dub, 16h, 21h10m. R$ 10
(qua), R$ 12 (seg, ter e qui), R$ 14 (sex a dom e
feriados, até as 17h), R$ 17 (sex a dom e feriados,
após as 17h), R$ 18 (seg a qui, 3-D) e R$ 21 (sex
a dome feriados, 3-D). Maiores de 60anos e crian-
ças menores de 12 pagammeia-entrada. Segunda
Irresistível: R$ 7. Promoções por tempo indetermi-
nado e não válidas para feriados e sessões em 3-
D.
> Kinoplex Grande Rio — Rodovia Presidente
Dutra, 4.200, Jardim José Bonifácio, São João de
Meriti —2461-2461. Sala 1(304lugares): X-Men:
Primeira classe, dub, 15h20m, 18h10m, 21h. Sa-
la 2 (305 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
14h, 16h, 21h10m; e Piratas do Caribe — Nave-
gando emáguas misteriosas, (3-D), dub, 18h. Sala
3 (231 lugares): Qualquer gato vira-lata, 14h50m,
17h, 19h10m, 21h20m. Sala 4 (232 lugares): Se
beber, não case 2, dub, 13h50m, 16h10m,
18h40m, 20h50m. Sala 5 (304 lugares): Kung Fu
Panda 2, (3-D), dub, 13h30m (dom), 15h30m,
17h30m, 19h30m, 21h30m. Sala 6 (305 luga-
res): Kung Fu Panda 2, dub, 14h30m, 16h30m,
18h30m; e Piratas do Caribe — Navegando em
águas misteriosas, dub, 20h30m. R$ 10 (qua), R$
12 (seg, ter e qui), R$ 14 (sex a dome feriados, até
as 17h), R$17(sex a dome feriados, após as 17h),
R$ 19 (seg a qui, 3-D) e R$ 22 (sex a dom e fe-
riados, 3-D). Segunda Irresistível: ingresso a R$ 7.
Promoção não válida para feriados e sessões em3-
D.
> Multiplex Caxias Shopping — Rodovia
Washington Luiz, 2.895, Caxias Shopping, 2º piso,
Parque Duque, Duque de Caxias — 2784-2240.
Sala 1 (392 lugares): Qualquer gato vira-lata,
13h30m (dom, seg e qua), 15h30m, 17h30m,
19h30m, 21h30m. Sala 2 (273 lugares): Kung Fu
Panda 2, (3-D), dub, 14h, 15h45m, 17h45m,
19h45m; e Piratas do Caribe — Navegando em
águas misteriosas, (3-D), dub, 21h30m. Sala 3
(254 lugares): Kung Fu Panda 2, dub, 13h (dom,
seg e qua), 15h, 17h, 19h, 21h. Sala 4 (204 lu-
gares): Se beber, não case 2, dub, 15h, 17h, 19h,
21h. Sala 5 (193 lugares): X-Men: Primeira classe,
dub, 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Sala 6 (193
lugares): Piratas do Caribe —Navegando emáguas
misteriosas, dub, 14h, 16h30m; e Velozes & fu-
riosos 5 — Operação Rio, dub, 19h, 21h30m. R$
5 (qua), R$ 7 (seg; qua, 3-D), R$ 9 (seg, 3-D), R$
10 (ter e qui), R$ 13 (ter e qui, 3-D), R$ 15 (sex a
dome feriados, até as 17h59m) e R$17(sex a dom
e feriados, a partir das 18h).
Niterói/SãoGonçalo
> Bay Market — Av. Visconde do Rio Branco,
360, loja 3, Centro — 2461-2461. Sala 1 (221
lugares): X-Men: Primeira classe, dub, 14h40m,
17h30m, 20h20m. Sala 2 (221 lugares): Piratas
do Caribe — Navegando em águas misteriosas,
dub, 14h10m, 17h10m, 20h10m. Sala 3(207lu-
gares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub, 15h, 17h,
19h, 21h. Sala 4(207lugares): Se beber, não case
2, dub, 14h20m, 16h30m, 18h50m, 21h20m.
R$ 10 (qua, exceto feriados), R$ 11 (seg, ter e qui;
sex a dome feriados, até as 17h), R$13(sex a dom
e feriados, após as 17h), R$ 17 (seg a qui, 3-D) e
R$ 20 (sex a dom e feriados, 3-D). Segunda Irre-
sistível: R$7. Promoções por tempo indeterminado
e não válidas para feriados e sessões em 3-D.
> Box Cinemas São Gonçalo Shopping —
Rodovia Niterói-Manilha, Km 8,5, Boa Vista —
2461-2090. Sala 1 (169 lugares): Kung Fu Panda
2, (3-D), dub, 14h40m, 16h40m, 18h40m,
20h40m. Sala 2 (159 lugares): Piratas do Caribe
— Navegando em águas misteriosas, dub,
15h15m, 18h15m, 21h15m. Sala 3 (169 luga-
res): Se beber, não case 2, dub, 14h15m,
16h30m, 18h50m; e X-Men: Primeira classe, 21h.
Sala 4 (169 lugares): Qualquer gato vira-lata,
14h30m, 16h45m, 19h, 21h20m. Sala 5 (169
lugares): X-Men: Primeira classe, dub, 15h,
17h45m, 20h30m. Sala 6 (169 lugares): Kung Fu
Panda 2, dub, 14h10m, 16h10m, 18h10m,
20h10m. Sala 7 (215 lugares): X-Men: Primeira
classe, dub, 13h15m, 16h, 18h45m, 21h30m.
Sala 8 (215 lugares): Kung Fu Panda 2, dub,
13h10m, 15h10m, 17h10m, 19h10m, 21h10m.
R$ 9 (seg), R$ 10 (qua), R$ 12 (ter e qui), R$ 15
(sex a dome feriados), R$ 18 (seg a qui, 3-D) e R$
20 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Cinemark Plaza Shopping —Rua Quinze de
Novembro, 8, Plaza Shopping, 3º piso, Centro —
2722-3926. Sala 1 (207 lugares): Qualquer gato
vira-lata, 12h15m, 14h30m, 16h45m, 19h,
21h20m. Sala 2 (301 lugares): X-Men: Primeira
classe, 12h50m, 15h40m, 18h35m, 21h30m.
Sala 3 (345 lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D), dub,
12h10m, 14h25m, 16h30m, 18h45m; e Piratas
do Caribe — Navegando em águas misteriosas,
21h. Sala 4(345lugares): Kung Fu Panda 2, (3-D),
dub, 11h, 13h15m, 15h30m, 17h45m, 20h10m;
leg, 22h15m. Sala 5(195lugares): X-Men: Primei-
ra classe, dub, 12h, 17h50m, 20h40m; e Velozes
& furiosos 5 — Operação Rio, 15h. Sala 6 (225
lugares): Se beber, não case 2, 12h30m, 14h50m,
17h10m, 19h30m (exceto ter e qui), 21h50m; e
Um lugar qualquer, 19h30m (ter e qui). Sala 7
(317 lugares): Piratas do Caribe — Navegando em
águas misteriosas, (3-D), dub, 13h10m; leg,
16h10m, 19h10m, 22h10m. R$ 10 (seg, ter e
qui, até as 14h), R$12(sex a dome feriados, até as
14h), R$ 15 (seg, ter e qui, das 14h às 17h; qua),
R$ 17 (sex a dom e feriados, das 14h às 17h; seg,
ter e qui, após as 17h), R$19(sex a dome feriados,
após as 17h), R$ 20 (qua, 3-D), R$ 22 (seg, ter e
qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dome feriados, 3-D). Toda
semana, na Sessão Desconto, é selecionado umfil-
me nas sessões das 15h emque o espectador paga
R$ 4 (consulte qual é o filme da semana pelo site
www.cinemark.com.br ou no próprio cinema).
Redondezas
> Cine Bauhaus — Rua Dr. Nelson de Sá Earp,
88, lojas 8 e 12, Centro, Petrópolis — (0xx24)
2237-0312. Sala 1 (155 lugares): Se beber, não
case 2, 14h30m, 16h30m, 18h30m, 20h30m.
Sala 2 (130 lugares): Piratas do Caribe — Nave-
gando em águas misteriosas, 15h, 18h, 21h. R$
10 (seg a qui, exceto feriados, até as 15h59m), R$
12 (seg a qui, exceto feriados, após as 16h; sex a
dome feriados, até as 15h59m) e R$14(sex a dom
e feriados, após as 16h).
> Cine Itaipava — Estrada União e Indústria,
11.000, Shopping Estação Itaipava - loja 102 C,
Centro, Itaipava — (0xx24) 2222-3424. O cinema
funciona de ter a dom. (84 lugares): Kung Fu Panda
2, 15h (exceto dom e seg), 17h (exceto seg), 19h
(exceto seg). R$ 6 (ter e qua, exceto feriados) e R$
14 (sex a dom e qui e feriados).
> Cine Show Nova Friburgo — Praça Getúlio
Vargas, 139, Friburgo Shopping, 3º piso, Centro, Fri-
burgo — (0xx22) 2523-1626. Sala 1 (188 luga-
res): X-Men: Primeira classe, 14h, 16h30m, 19h,
21h30m. Sala 2 (198 lugares): Kung Fu Panda 2,
(3-D), dub, 14h30m, 16h30m, 18h30m,
20h30m. Sala 3 (190 lugares): Kung Fu Panda 2,
dub, 15h20m, 17h15m; e Se beber, não case 2,
19h10m, 21h15m. R$ 11 (seg e ter), R$ 14 (qua
e qui), R$ 16 (sex a dom e feriados; seg e ter, 3-D),
R$ 20 (qua e qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e fe-
riados, 3-D).
> Cine Show Teresópolis — Rua Edmundo
Bittencourt, 202, loja 201, Várzea, Teresópolis —
(0xx21) 2641-4961. Sala 1 (174 lugares): X-Men:
Primeira classe, 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Sa-
la 2 (127 lugares): Kung Fu Panda 2, dub,
15h20m, 17h15m; e Se beber, não case 2,
19h10m, 21h15m. Sala 3 (200 lugares): Kung Fu
Panda 2, (3-D), dub, 14h30m, 16h30m,
18h30m, 20h30m. R$ 11 (seg e ter), R$ 14 (qua
e qui), R$ 16 (sex a dom; seg e ter, 3-D), R$ 20
(qua e qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-
D). Promoção: meia-entrada todos os dias. Promo-
ção por tempo indeterminado.
> Cinemaxx Mercado Estação — Rua Paulo
Barbosa, 296, Centro, Petrópolis — (0xx24) 2249-
9900. Ocinema funciona de ter a dom. Sala 1(113
lugares): X-Men: Primeira classe, 15h30m (exceto
seg), 18h10m (exceto seg), 20h50m (exceto seg).
Sala 2 (117 lugares): X-Men: Primeira classe, dub,
15h10m (exceto seg), 17h50m (exceto seg),
20h30m(exceto seg). Sala 3(93lugares): Rio, dub,
15h (exceto seg); e Se beber, não case 2, dub, 17h
(exceto seg), 19h (exceto seg), 21h (exceto seg). R$
10 (ter, qua e qui, até as 15h59m) e R$ 12 (sex a
dom e feriados, até as 15h59m).
> Top Cine Hipershopping ABC —Rua Teresa,
1.415, HiperShopping ABC, 2° Piso, Alto da Serra,
Petrópolis — (0xx24) 2249-9900. O cinema fun-
ciona de ter a dom. Sala 1 (210 lugares): Kung Fu
Panda 2, dub, 14h30m (exceto seg), 16h30m (ex-
ceto seg), 18h30m (exceto seg), 20h30m (exceto
seg). Sala 2(208lugares): Piratas do Caribe —Na-
vegando em águas misteriosas, dub, 15h (exceto
seg); leg, 17h50m(exceto seg); e Velozes &furiosos
5 — Operação Rio, dub, 20h40m (exceto seg). R$
10 (ter, qua e qui, exceto feriados, até as 15h59m)
e R$ 12 (sex a dom e feriados, até as 15h59m).
RIO SHOW
CINEMA
Os endereços das salas de exibição e os preços
das sessões estão na seção Nos Bairros.
Pré-Estreia
> ‘Mamonas para sempre’. “Mamonas para
sempre”. (Brasil, 2009).
Documentário. A história da banda Mamonas
Assassinas, cuja meteórica carreira de oito me-
ses e mais de três milhões de discos vendidos foi
interrompida pelo acidente aéreo que matou
seus cinco integrantes. 84 minutos. Não reco-
mendado para menores de 10 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
10: 18h (dom).
Estreia
> ‘Belair’. “Belair”. De Noa Bressane, Bruno
Safadi (Brasil, 2009).
Documentário. Documentário sobre a produtora
Belair filmes, de Julio Bressane e Rogério Sgan-
zerla, que realizou sete longas em apenas cinco
meses, em 1970. 120 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 09: 19h35m.
Centro: Cine Santa Teresa: 17h20m.
Zona Sul: Cine Glória: 14h, 18h. Cine Joia:
14h. Unibanco Arteplex 2: 18h30m.
> ‘Chantal Akerman, de cá’. “Chantal Aker-
man, de cá”. De Gustavo Beck, Leonardo Luiz
Ferreira (Brasil, 2011).
Documentário. Entrevista com a realizadora belga
Chantal Akerman expondo suas impressões sobre
o cinema, a vida e sua própria obra. 61 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Zona Sul: Cine Joia: 21h.
> ‘Família Braz — Dois tempos’. “Família
Braz — Dois tempos”. De Dorrit Harazim, Arthur
Fontes (Brasil, 2010).
Documentário. O filme retrata a vida da família
Braz dez anos depois do primeiro filme, que do-
cumentou a vida de seus integrantes, mostrando
como a realidade deles e do Brasil se transformou
em uma década. 74 minutos. Livre.
Zona Sul: Instituto Moreira Salles: 14h (ter e
qui), 16h (qua), 18h (dom), 20h (dom, ter e
qua). Unibanco Arteplex 5: 15h20m, 17h,
20h20m.
> ‘O gringo’. “O gringo”. De Darko Bajic, Re-
nato Martins (Brasil/Sérvia, 2011).
Documentário. A trajetória do jogador de futebol
sérvio Dejan Petkovic, sua vida e as passagens
por clubes brasileiros, especialmente o Flamen-
go. 90 minutos. Livre.
Centro: Odeon: 15h20m, 20h40m (exceto qua).
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília: 11h.
Ponto Cine: 16h, 20h.
Zona Oeste: Cine Sesc Freguesia 2: 13h,
17h10m.
Zona Sul: Cine Glória: 16h, 20h. Estação Sesc
Botafogo 3: 18h20m. Estação Vivo Gávea 1:
16h50m, 22h10m.
> ‘Kung Fu Panda 2’. “Kung Fu Panda: the
kaboom of doom”. De Jennifer Yuh (EUA,
2011). Vozes de Jack Black, Jackie Chan,
Dustin Hoffman.
Animação. Continuação de Kung Fu Panda,
de 2008. O panda Po, o animal mais tranqui-
lo do Vale da Paz, vive novas aventuras. 90
minutos. Livre.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 1 (dub):
14h10m, 16h10m, 18h10m, 20h10m. Cine-
sercla Nilópolis Square 1 (3-D/dub): 14h,
15h40m, 17h20m, 19h, 20h40m. Iguaçu Top
1 (3-D/dub): 14h30m, 16h30m, 18h30m,
20h30m. Kinoplex Grande Rio 2 (3-D/dub):
14h, 16h, 21h10m. Kinoplex Grande Rio 5 (3-
D/dub): 13h30m (dom), 15h30m, 17h30m,
19h30m, 21h30m. Kinoplex Grande Rio 6
(dub): 14h30m, 16h30m, 18h30m. Multiplex
Caxias 2 (3-D/dub): 14h, 15h45m, 17h45m,
19h45m. Multiplex Caxias 3 (dub): 13h (dom,
seg e qua), 15h, 17h, 19h, 21h.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
01 (dub): 11h, 13h10m. Cinemark Downtown
04 (3-D): dub, 12h10m, 14h30m, 16h50m; leg,
19h05m, 21h25m. Cinemark Downtown 06
(dub): 11h10m, 13h25m, 15h50m, 18h10m,
20h30m. Cinemark Downtown 08 (3-D): dub,
12h35m, 15h10m, 17h30m; leg, 19h50m,
22h10m. Cinesystem Recreio Shopping 1 (dub):
14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Cinesystem Recreio
Shopping 2 (dub): 13h30m (até qua), 15h30m
(até qua), 17h30m (até qua), 19h30m (até qua).
Espaço Rio Design 1 (3-D): dub, 14h, 16h, 18h,
20h; leg, 22h. UCI New York City Center 01
(dub): 12h15m (dom), 14h15m (seg a qui),
16h15m (seg a qui), 18h15m (seg a qui). UCI
New York City Center 02 (3-D): dub, 12h (dom),
14h, 16h, 18h, 20h; leg, 22h. UCI NewYork City
Center 03 (dub): 12h30m (dom), 14h30m,
16h30m, 18h30m, 20h30m. UCI New York City
Center 04 (dub): 14h15m (dom), 16h15m
(dom), 18h15m (dom), 20h15m (dom),
22h15m (dom). UCI New York City Center 12 (3-
D/dub): 13h, 15h, 17h, 19h, 21h. UCI New York
City Center 13 (dub): 13h30m, 15h30m,
17h30m, 19h30m, 21h30m. Via Parque 2
(dub): 15h, 17h, 19h, 21h. Via Parque 5 (3-
D/dub): 14h, 16h, 18h, 20h, 22h.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 3
(dub): 13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m.
Cinesystem Ilha Plaza 4 (3-D): dub, 14h, 16h,
18h, 20h; leg, 22h.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 3 (3-D/dub):
15h, 17h, 19h, 21h. Box Cinemas São Gonçalo
1 (3-D/dub): 14h40m, 16h40m, 18h40m,
20h40m. Box Cinemas São Gonçalo 6 (dub):
14h10m, 16h10m, 18h10m, 20h10m. Box Ci-
nemas São Gonçal o 8 ( dub) : 13h10m,
15h10m, 17h10m, 19h10m, 21h10m. Cine-
mark Plaza Shopping 3 (3-D/dub): 12h10m,
14h25m, 16h30m, 18h45m. Cinemark Plaza
Shoppi ng 4 ( 3- D) : dub, 11h, 13h15m,
15h30m, 17h45m, 20h10m; leg, 22h15m.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília: 14h,
16h, 18h, 20h, 21h50m. Cinemark Carioca 4
(dub): 11h30m, 13h40m, 15h50m, 18h, 20h.
Cinemark Carioca 5 (dub): 11h, 13h10m,
15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m. Cine-
mark Carioca 8 (dub): 12h, 14h20m, 16h40m,
18h50m. Cinesystem Via Brasil Shopping 2
(dub): 15h, 17h, 19h, 21h. CinesystemVia Bra-
sil Shopping 4 (3-D): dub, 14h, 16h, 18h, 20h;
leg, 22h. Cinesystem Via Brasil Shopping 5 (3-
D/ dub) : 13h30m, 15h30m, 17h30m,
19h30m. Kinoplex Nova América 5 (3-D/dub):
15h, 17h, 19h. Kinoplex Nova América 7 (3-
D/dub): 13h20m (dom), 15h20m, 17h20m,
19h20m, 21h20m. Kinoplex Shopping Tijuca 1
(3-D/dub): 13h30m (dom), 15h30m, 17h30m,
19h30m, 21h30m. Kinoplex Shopping Tijuca 4
(3-D/dub): 14h, 16h, 18h. Madureira Shopping
4 (dub): 13h10m (dom), 15h10m, 17h10m,
19h10m, 21h10m. Shopping Iguatemi 1 (3-
D/dub): 13h10m (dom), 15h10m, 17h10m,
19h10m, 21h10m. Shopping Iguatemi 4 (dub):
13h40m (dom), 15h40m, 17h40m, 19h40m,
21h40m. UCI Ki nopl ex 01 ( 3- D) : dub,
13h10m, 15h25m, 17h30m, 19h35m; leg,
21h40m. UCI Kinoplex 06 (dub): 12h (dom),
14h05m, 16h10m, 18h15m, 20h20m. UCI
Ki nopl ex 10 (3-D/ dub): 12h30m (dom),
14h35m, 16h40m, 18h45m, 20h50m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 1 (3-D): dub,
13h50m, 15h50m, 17h50m, 19h50m; leg,
21h50m. Cine 10 Sulacap 4 (dub): 14h, 16h,
18h, 20h, 22h. Cine Sesc Freguesia 1 (dub):
13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m,
21h30m. Cinesercla Itaguaí 2 (3-D/dub): 14h,
15h40m, 17h20m, 19h, 20h40m. Cinesystem
Bangu 1 (3-D): dub, 14h, 16h, 18h, 20h; leg,
22h. Cinesystem Bangu 2 (3-D/dub): 13h30m,
15h30m, 17h30m, 19h30m. Kinoplex West
Shopping 2 (3-D/dub): 14h10m, 16h10m,
18h10m. Kinoplex West Shopping 5 (3-D/dub):
15h20m, 17h20m, 19h20m, 21h20m. Star Cen-
ter 1 (dub): 15h, 16h50m, 18h40m, 20h30m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 3 (3-D/dub):
11h30m, 13h50m, 16h10m, 18h30m,
20h50m. Cinemark Botafogo 6 (3-D): dub,
12h15m, 14h30m, 16h45m; l eg, 19h,
21h20m. Cinépolis Lagoon 4 (dub): 11h30m
(dom), 13h40m, 15h50m, 18h, 20h. Cinépolis
Lagoon 6 (3-D): dub, 12h40m, 14h50m,
17h05m, 19h05m; leg, 21h10m. Kinoplex
Fashion Mall 2 (3-D): dub, 14h (dom), 16h,
18h, 20h; leg, 22h. Kinoplex Leblon 4 (3-D):
dub, 14h, 16h, 18h, 20h; leg, 22h. Leblon 2
(3-D): dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m; leg,
21h. Rio Sul 2 (3-D): dub, 14h, 16h, 18h, 20h;
leg, 22h. Roxy 3 (3-D): dub, 14h, 16h, 18h,
20h; leg, 22h. São Luiz 3 (3-D): dub, 14h, 16h,
18h, 20h; leg, 22h. Unibanco Arteplex 4 (3-D):
dub, 13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m;
leg, 21h30m.
Redondezas: Cine Itaipava: 15h (exceto dom e
seg), 17h (exceto seg), 19h (exceto seg). Cine
Show Nova Friburgo 2 (3-D/dub): 14h30m,
16h30m, 18h30m, 20h30m. Cine Show Nova
Friburgo 3 (dub): 15h20m, 17h15m. Cine
Show Teresópolis 2 (dub): 15h20m, 17h15m.
Cine Show Teresópolis 3 (3-D/dub): 14h30m,
16h30m, 18h30m, 20h30m. Top Cine Hi-
pershopping ABC 1 (dub): 14h30m (exceto
seg), 16h30m (exceto seg), 18h30m (exceto
seg), 20h30m (exceto seg).
> ‘Namorados para sempre’. “Blue Valenti-
ne”. De Derek Cianfrance (Estados Unidos,
2010). Com Ryan Gosling, Michelle Williams,
Mike Vogel.
Drama. Casal vive uma crise no casamento. À me-
dida que o relacionamento piora, eles relembram
os momentos felizes juntos. 120 minutos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
01: 15h20m, 17h40m, 20h20m. UCI New
York Ci ty Center 07: 13h50m, 16h15m,
18h40m, 21h05m.
Zona Norte: UCI Ki nopl ex 09: 16h20m,
18h40m, 21h.
Zona Sul : Ci népol i s Lagoon 5: 14h15m,
19h25m, 21h50m. Estação Sesc Espaço 2:
13h10m, 15h20m, 17h30m, 19h40m,
21h50m. Estação Vivo Gávea 5: 13h10m,
15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m. Kino-
plex Leblon 3: 14h05m, 19h15m, 21h40m.
SEGUNDO CADERNO

7 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 7 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 37 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
RIO SHOW
O BONEQUINHO VIU...
RIO SHOW
> ‘A família Braz — Dois tempos’. Do-
cumentário. “Um retrato de um Brasil no-
vo, formado na última década não apenas
por forças políticas e econômicas, mas
também pela perseverança de seus prota-
gonistas.” (André Miranda)
> ‘Cisne negro’. Drama. “Darren Aronofs-
ky liberta o demônio que mora na graciosa
Natalie Portman.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Estrada para Ythaca’. Aventura. Para
Rodrigo Fonseca, o Bonequinho aplaude de
pé: “Um ‘Paris, Texas’ glauberiano, doce e
doído, sobre a identidade de uma geração”.
Para Ely Azeredo, o Bonequinho sai do cine-
ma: “Não chega a lugar algum”.
> ‘Incêndios’. Drama. “Com roteiro bri-
lhante, interpretações intensas, qualidade
de fotografia e trilha sonora, Dennis Ville-
neuve exibe forte domínio narrativo.” (Su-
sana Schild)
> ‘Inverno da alma’. Drama. “Uma es-
pécie de tragédia grega recheada de mis-
tério e suspense.” (Mário Abbade)
> ‘O pequeno Nicolau’. Comédia. “Um
filme inesquecível.” (Érico Reis)
> ‘Rio’. Animação. “É difícil segurar o fô-
lego frente à exuberância de seu visual.”
(Rodrigo Fonseca)
> ‘Singularidades de uma rapariga
loura’. Drama. “Produz ritmos doces, mo-
mentos de intensa beleza visual e deliciosas
situações de humor.” (Ruy Gardnier)
> ‘Um lugar qualquer’. Drama. “Sofia
Coppola faz com delicadeza uma exegese
do tédio a partir de uma relação de pater-
nidade.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘O amor chega tarde’. Comédia ro-
mântica. “A trama é abordada com delica-
deza e humor.” (Susana Schild)
> ‘Bebês’. Documentário. “Um bem-hu-
morado tratado antropológico.” (Érico Reis)
> ‘Belair’. Documentário. “Não se trata de
um filme sobre o que o cinema brasileiro fez
e, sim, sobre o que ele pode fazer seguindo
bons exemplos.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Chantal Akerman, de cá’. Documen-
tário. “Uma bela lição de cinema.” (Ruy
Gardnier)
> ‘Cinco dias sem Nora’. Comédia.
“Mariana Chenillo consegue ser suave
sem ser superficial.” (Susana Schild)
> ‘O homem ao lado’. Drama. “Um con-
fronto onde o espectador sai ganhando.”
(Susana Schild)
> ‘Homens e deuses’. Drama. “Uma
obra austera, reflexiva e extremamente
contemporânea.” (Susana Schild)
> ‘José e Pilar’. Documentário. “Na tela,
o escritor engajado desfruta de uma insus-
peita harmonia, se não com o universo,
pelo menos com a plenitude do amor da
maturidade.” (Susana Schild)
> ‘Namorados para sempre’. Drama. “É
necessário reconhecer que sua história tem o
poder de tocar.” (André Miranda)
> ‘Não me abandone jamais’. Drama.
“Uma meditação poética e triste sobre a nos-
sa mortalidade.” (Mario Abbade)
> ‘Piratas do Caribe — Navegando
em águas misteriosas’. Aventura.
“Uma experiência imersiva e descompro-
missada, na qual a diversão dita a regra.”
(Tatiana Monassa)
> ‘Kung Fu Panda 2’. Animação. “Nar-
rativa surpreendente mesmo quando usa
clichês.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Santa paciência’. Comédia. “O filme
não deixa de refletir sobre uma realidade
insana.” (Marcelo Janot)
> ‘Se beber, não case 2’. Comédia.
“Tem o trunfo de surpreender o espectador
com o absurdo.” (André Miranda)
> ’Thor’. Ação. "Um espetáculo suntuoso
que conjuga realidade dentro de um uni-
verso de fantasia." (Mario Abbade)
> ‘X-Men: Primeira classe’. Ação.
“Além de harmonizar adrenalina e inteli-
gência num espetáculo que caminha para
a surpresa, Vaughn mergulha no universo
da década de 1960 e mimetiza elementos
do imaginário cinéfilo da época para re-
criá-la.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Os agentes do destino’. Ação. “O di-
retor estreante George Nolfi atingiu um re-
sultado correto.” (Susana Schild)
> ‘Caminho da liberdade’. Drama. “Pe-
ter Weir tira partido de paisagens deslum-
brantes.” (Ely Azeredo)
> ‘Como arrasar um coração’. Comé-
dia romântica. “Consegue ser popular e
engraçado.” (Mario Abbade)
> ‘O gringo’. Documentário. “Acerta o
passe quando se concentra no jogador e
pisa na bola nos momentos que investe
em Pet como ator.” (Mario Abbade)
> ‘Hanami — Cerejeiras em flor’. Dra-
ma. “As lágrimas são o destino certo para
qualquer espectador que já amou alguém
por mais de uma estação.” (André Miran-
da)
> ‘A minha versão do amor’. Comédia
romântica. “Um filme apenas correto.”
(Ruy Gardnier)
> ‘Minhas tardes com Margueritte’.
Comédia dramática. “Becker se apoia na
potencial atração de um rito de passagem
vivido por personagens díspares em cená-
rios provincianos.” (Ely Azeredo)
> ‘Quebrando o tabu’. Documentário.
“Procura mostrar como as ações de repres-
são ao uso de drogas falharam durante
anos.” (André Miranda)
> ‘Saturno em oposição’. Drama. “A
mensagem nunca deixa de ser positiva, fu-
gindo dos clichês e com uma certa dose de
ironia.” (Mario Abbade)
> ‘Todo mundo tem problemas se-
xuais’. Comédia. “Uma obra pautada pelo
diálogo inteligente.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Bollywood dream — O sonho bol-
lywoodiano’. Drama. “A suposta home-
nagem à cultura indiana se revela uma ex-
ploração de clichês.” (Tatiana Monassa)
> ‘Estamos juntos’. Drama. “Os perso-
nagens permanecem ilhados em suas ca-
rências” (Ely Azeredo)
> ‘Hop — Rebeldes sem Páscoa’. Ani-
mação. “A experiência é enfadonha tanto
para as crianças como também para os
adultos.” (Mario Abbade)
> ‘Qualquer gato vira-lata’. Comédia.
“Não consegue alcançar o ritmo divertido
da peça.” (Mario Abbade)
> ‘O poder da lei’. Drama. “Muitas idas e
vindas, muitos falsos finais, muitos perso-
nagens envolvidos num único caso.” (An-
dré Miranda)
> ‘Transcendendo Lynch’. Documentá-
rio. “Somente uma superfície pitoresca e
mercantil.” (Ruy Gardnier)
> ‘Umnovo despertar’. Comédia. “O fil-
me beira o ridículo.” (Érico Reis)
> ‘Velozes & furiosos 5 — Operação
Rio’. Ação. “Um convite à hibernação. E
ao desrespeito.” (Rodrigo Fonseca)
> ‘Qualquer gato vira-lata’. De Tomas Portel-
la (Brasil, 2009). Com Cleo Pires, Malvino Sal-
vador, Dudu Azevedo.
Comédia. Tati é abandonada por Marcelo e bus-
ca a ajuda de Conrado, um cético professor. Para
ela reconquistar o namorado, ele sugere uma
mudança de comportamento. 95 minutos.
Baixada: Kinoplex Grande Rio 3: 14h50m, 17h,
19h10m, 21h20m. Mul t i pl ex Caxi as 1:
13h30m (dom, seg e qua), 15h30m, 17h30m,
19h30m, 21h30m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
07: 11h20m, 13h40m, 16h05m, 18h20m,
20h40m. UCI New York City Center 05: 13h,
15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. Via
Parque 4: 15h, 17h10m, 19h20m, 21h30m.
Niterói/São Gonçalo: Box Cinemas São Gonçalo
4: 14h30m, 16h45m, 19h, 21h20m. Cine-
mark Plaza Shopping 1: 12h15m, 14h30m,
16h45m, 19h, 21h20m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 3: 12h20m,
14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. Kino-
plex Nova América 1: 14h30m, 16h40m,
18h50m, 21h20m. Kinoplex Shopping Tijuca
5: 15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. Ma-
durei ra Shoppi ng 1: 14h30m, 16h40m,
18h50m, 21h. Shopping Iguatemi 5: 14h30m,
16h40m, 18h50m, 21h. UCI Kinoplex 04:
13h40m, 15h50m, 18h, 20h10m, 22h20m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 5: 15h, 17h20m,
19h40m, 22h. Cinesercla Itaguaí 1: 14h30m,
16h30m, 18h30m, 20h30m. Cinesystem Ban-
gu 6: 14h10m, 16h10m, 18h10m, 20h10m,
22h10m. Kinoplex West Shopping 3: 14h40m,
17h, 19h10m, 21h30m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 5: 12h, 14h10m,
19h30m, 21h50m. Cinépolis Lagoon 2: 12h
(dom), 14h10m, 16h20m, 18h30m, 20h40m.
Kinoplex Fashion Mall 4: 15h10m, 17h20m,
19h30m, 21h50m. Leblon 1: 14h40m, 17h,
19h20m, 21h40m. Ri o Sul 4: 14h40m,
16h50m, 19h, 21h10m. São Luiz 2: 14h40m,
17h, 19h20m, 21h40m.
> ‘Saturno em oposição’. “Saturno contro”.
De Ferzan Ozpetek (França, Itália e Turquia,
2007). Com Stefano Accorsi, Margherita Buy,
Pierfrancesco Favino.
Drama. Um grupo de amigos que viveu a juven-
tude nos anos 80 e 90 está à beira dos 40 anos
e avalia o sentido da amizade, de seus romances
e de suas vidas. 110 minutos. Não recomenda-
do para menores de 12 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Estação Sesc Barra
Point 2: 13h50m, 17h50m, 22h.
Zona Sul : Estação Sesc Espaço 1: 13h,
15h10m, 17h20m, 19h20m, 21h20m. Esta-
ção Vi vo Gávea 4: 13h20m, 17h10m,
19h20m, 21h20m.
Continuação
> ‘Os agentes do destino’. “The adjustment
bureau”. De George Nolfi (EUA, 2010). Com
Matt Damon, Emily Blunt, John Slattery.
Ação. Baseado em um conto de Philip K. Dick
Davi é um carismático congressista. Depois que
conhece Elise Sellas, uma linda bailarina, ele
percebe que circunstâncias estranhas atrapa-
lham o romance. 106 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 03: 22h30m.
> ‘O amor chega tarde’. “Love comes lately”.
De Jan Schütte (Alemanha/Áustria/EUA, 2007).
Com Otto Tausig, Caroline Aaron, Olivia Thirlby.
Comédia romântica. Baseado em um conto de
Isaac Bashevis Singer. Max Kohn, aclamado escritor
de contos e imigrante austríaco que vive em Nova
York, está chegando aos 80 anos, mas sente que
sua vida está apenas começando. 86 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Centro: Cine Santa Teresa: 19h.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 17h50m.
> ‘Bebês’. “Bébé(s)”. De Thomas Balmès
(França, 2010).
Documentário. O filme acompanha quatro bebês
desde o nascimento até o primeiro ano de vida.
80 minutos. Livre.
Zona Sul: Estação Vivo Gávea 4: 15h30m.
> ‘Bollywood dream — O sonho bollywoo-
diano’. “Bollywood dreams”. De Beatriz Seigner
(Brasil/Índia, 2009). Com Paula Braun, Lorena
Lobato, Nataly Cabanas.
Drama. Três atrizes brasileiras decidem tentar a
sorte em Bollywood, indústria cinematográfica
da Índia. 90 minutos. Livre.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 3: 13h10m.
> ‘Caminho da liberdade’. “The way back”.
De Peter Weir (EUA, 2010). Com Colin Farrell,
Ed Harris, Jim Sturgess.
Drama. Baseado no livro homônimo de Slavomir
Rawicz. A história de sete prisioneiros que escapam
de um Gulag soviético em 1940. 132 minutos.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 21h20m.
Estação Sesc Laura Alvim 3: 21h50m.
> ‘Cinco dias sem Nora’. “Cinco días sin No-
ra”. De Mariana Chenillo (México, 2008). Com
Fernando Lujan, Enrique Arreola, Ari Brickman.
Comédia. Antes de morrer, Nora elabora umplano
para que José, seu ex-marido, tenha que cuidar
pessoalmente do velório, seguindo toda a tradição
judaica, durante cinco dias. 92 minutos. Não re-
comendado para menores de 12 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 13h30m,
19h30m. Estação Sesc Laura Alvim 2: 16h,
19h50m. Estação Vivo Gávea 3: 15h30m.
> ‘Cisne negro’. “Black swan”. De Darren Aro-
nofsky (EUA, 2010). Com Natalie Portman, Vin-
cent Cassel, Mila Kunis.
Drama. O sonho de Nina é ser a primeira bai-
larina da companhia de dança. Mas, pressiona-
da pelo diretor artístico de uma montagem de "O
lago dos cisnes", ela terá que resolver sérios pro-
blemas interiores. 107 minutos. Não recomen-
dado para menores de 16 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 3: 13h.
> ‘Como arrasar um coração’. “L’arnacoeur”.
De Pascal Chaumeil (França/Mônaco, 2010). Com
Romain Duris, Vanessa Paradis, Julie Ferrier.
Comédia romântica. Alex Lippi tem como profis-
são seduzir mulheres comprometidas e separá-
las de seus acompanhantes, mas é um profis-
sional com muita ética: só aceita separar casais
que estejam infelizes. Endividado, ele se vê obri-
gado a quebrar essa regra. 105 minutos. Não re-
comendado para menores de 12 anos.
Centro: Cine Santa Teresa: 15h20m.
Zona Sul: Espaço Museu da República: 14h, 16h,
18h, 20h. Estação Sesc Laura Alvim 2: 17h50m,
21h40m. Estação Vivo Gávea 3: 19h30m.
> ‘Estamos juntos’. De Toni Venturi (Brasil,
2011). Com Cauã Reymond, Leandra Leal, Na-
zareno Casero.
Drama. Uma médica descobre que está com
uma doença fatal, sua rotina se transforma e ela
passa a se relacionar com um enigmático ho-
mem. 95 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
09: 13h05m, 15h15m. Cinesystem Recreio
Shopping 2: 13h30m (qui), 15h30m (qui),
17h30m (qui), 19h30m (qui), 21h30m. UCI
New York City Center 09: 17h30m, 21h25m.
Centro: Odeon: 17h10m.
Zona Norte: Ponto Cine: 14h, 18h.
Zona Oeste: Cine Sesc Freguesia 2: 15h,
19h10m, 21h40m.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 13h,
16h30m. Est ação Vi vo Gávea 1: 13h,
18h40m.
> ‘Estrada para Ythaca’. De Guto Parente,
Luiz Pretti, Pedro Diógenes (Brasil, 2010). Com
Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes.
Aventura. Quatro amigos em luto decidem, após
uma noite de bebedeira, fazer uma viagem até a
cidade natal do colega morto. 70 minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 21h50m.
> ‘O homem ao lado’. “El hombre de al lado”.
De Mariano Cohn, Daniel Aráoz) (Argentina,
2009). Com Rafael Spregelburd, Eugenia Alon-
so, Inés Budassi.
Drama. A tranquilidade da família de Leonardo,
um profissional bem-sucedido que mora numa
casa luxuosa de Buenos Aires, é ameaçada
quando seu vizinho decide abrir uma janela com
vista para sua casa. 110 minutos. Não recomen-
dado para menores de 14 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Estação Sesc Barra
Point 2: 19h50m.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 1: 17h10m,
21h30m. Est ação Sesc Laur a Al vi m 1:
17h40m. Estação Vivo Gávea 3: 13h20m,
21h30m.
> ‘Homensedeuses’. “Des hommes et des dieux”.
De Xavier Beauvois (França, 2010). Com Lambert
Wilson, Michael Lonsdale, Olivier Rabourdin.
Drama. Em uma vila, oito monges franceses vi-
vem em harmonia com a população muçulmana
até que um grupo de trabalhadores estrangeiros
é massacrado. 122 minutos. Não recomendado
para menores de 12 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Laura Alvim 3: 15h,
19h40m.
> ‘Hop — Rebeldes sem Páscoa’. “Hop”. De
Tim Hill (EUA, 2011). Vozes de James Marsden,
Elizabeth Perkins, Russell Brand.
Animação. Depois que o coelhinho é atropelado
acidentalmente por um carro, cabe ao motorista
salvar a Páscoa. 97 minutos. Livre.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 16 (dub): 12h (dom), 14h15m.
> ‘Incêndios’. “Incendies”. De Denis Villeneuve
(Canadá, 2010). Com Lubna Azabal, Mélissa
Désormeaux-Poulin, Maxim Gaudette.
Drama. Adaptação da peça homônima de Wajdi
Mouawad. Na leitura do testamento da mãe, os
gêmeos Simon e Jeanne descobrem que têm um
irmão e que o pai, que os dois achavam que es-
tava morto, ainda vive. 130 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Centro: Cine Santa Teresa: 21h.
Zona Sul: Estação Sesc Espaço 3: 21h40m
(dom). Estação Sesc Laura Alvim 3: 17h15m.
> ‘Inverno da alma’. “Winter’s bone”. De De-
bra Granik (EUA, 2010). Com Jennifer Lawren-
ce, John Hawkes, Kevin Breznahan.
Drama. A jovem Ree Dolly precisa encontrar o
pai, em liberdade condicional e foragido, para
não perder a casa onde mora com seus irmãos
pequenos. 100 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 16 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
02: 14h.
> ‘A minha versão do amor’. “Barney’s Ver-
sion”. De Richard J. Lewis (Canadá/Itália,
2010). Com Paul Giamatti, Dustin Hoffman,
Minnie Driver.
Comédia romântica. Baseado no livro de Morde-
cai Richler. A história de Barney Panofsky, um
homem aparentemente normal, cujas confissões
abrangem quatro décadas, dois continentes e
três casamentos. 134 minutos. Não recomenda-
do para menores de 14 anos.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 2: 15h20m.
> ‘Minhas tardes comMargueritte’. “La tête
en friche”. De Jean Becker (França, 2010). Com
Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Maurane.
Comédia dramática. A vida do semianalfabeto
Germain muda quando ele conhece, no parque
aonde vai todos os dias, uma senhora que co-
meça a ler para ele em voz alta. 82 minutos.
Zona Sul: Estação Sesc Espaço 3: 13h20m,
15h, 16h40m, 18h20m, 20h. Estação Sesc
Ipanema 2: 13h, 14h40m, 16h20m, 18h,
19h40m, 21h20m.
> ‘Não me abandone jamais’. “Never let me
go”. De Mark Romanek (Reino Unido/EUA,
2010). Com Carey Mulligan, Andrew Garfield,
Keira Knightley.
Drama. Ruth, Kathy e Tommy cresceram juntos
em um internato, na Inglaterra. Já jovens adul-
tos, os três são obrigados a encarar a verdade
sobre a infância. 103 minutos. Não recomenda-
do para menores de 12 anos.
Zona Norte: Cinemark Carioca 6: 14h.
> ‘O pequeno Nicolau’. “Le petit Nicolas”. De
Laurent Tirar (França, 2009). Com Maxime Go-
dart, Valérie Lemercier, Kad Merad.
Comédia. Baseado na obra de Jean-Jacques Sempé
e René Goscinny. Nicolau é umgarotinho muito ama-
do pelos pais que leva uma vida tranquila até que sua
mãe fica grávida. 91 minutos. Livre.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 1: 13h15m.
> ‘Piratas do Caribe — Navegando em
águas misteriosas’. “Pirates of the Caribbean —
On stranger tides”. De Rob Marshall (EUA, 2011).
Com Johnny Depp, Penélope Cruz, Geoffrey Rush.
Aventura. Jack Sparrow reencontra uma mulher
de seu passado, que o convence a procurar a mí-
tica Fonte da Juventude. Quando ela o força a
entrar a bordo do navio de Barba Negra, Jack se
vê em uma aventura inesperada. 141 minutos.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 18h (exceto
seg). Cinesercla Nilópolis Square 2 (dub):
13h50m, 21h. Iguaçu Top 3 (dub): 13h10m
(dom), 18h20m. Kinoplex Grande Rio 2 (3-D/dub):
18h. Kinoplex Grande Rio 6 (dub): 20h30m. Mul-
tiplex Caxias 2 (3-D/dub): 21h30m. Multiplex Ca-
xias 6 (dub): 14h, 16h30m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
10: 11h40m, 14h40m, 18h (exceto dom),
21h. Cinemark Downtown 12 (3-D): 12h40m,
15h40m, 18h50m, 22h. UCI New York City
Center 06: dub, 12h10m(dom), 15h05m, 18h;
leg, 20h55m. UCI New York City Center 14
(dub): 13h40m, 16h35m, 19h30m, 22h25m.
Via Parque 1 (dub): 18h20m.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 3:
21h35m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 2 (dub):
14h10m, 17h10m, 20h10m. Box Cinemas São
Gonçalo 2 (dub): 15h15m, 18h15m, 21h15m.
Cinemark Plaza Shopping 3: 21h. Cinemark
Plaza Shopping 7 (3-D): dub, 13h10m; leg,
16h10m, 19h10m, 22h10m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 7 (dub): 13h,
16h, 19h, 22h. Cinemark Carioca 8 (dub):
21h20m. Cinesystem Via Brasil Shopping 1
(dub): 16h35m, 19h15m. Cinesystem Via Bra-
sil Shopping 5 (3-D/dub): 21h30m. Kinoplex
Nova América 5 (3-D): 21h. Kinoplex Nova
América 6 (dub): 14h30m, 17h30m. Kinoplex
Shopping Tijuca 4 (3-D): 21h. Madureira Shop-
ping 2 (dub): 20h30m. Shopping Iguatemi 6
(dub): 14h50m, 17h50m, 20h50m. UCI Kino-
pl ex 03 ( 3- D/ dub) : 14h30m, 17h25m,
20h20m. UCI Kinoplex 09: 13h30m.
Zona Oeste: Cine Sesc Freguesia 3 (dub): 14h,
19h20m. Cinesercla Itaguaí 4 (dub): 20h45m.
Cinesystem Bangu 4 (dub): 13h55m, 21h55m.
Kinoplex West Shopping 2 (3-D/dub): 21h10m.
Star Center 3 (dub): 15h20m, 18h, 20h40m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 5: 16h30m. Ci-
népolis Lagoon 4 (3-D): 22h. Kinoplex Leblon 3:
16h20m.
Redondezas: Cine Bauhaus 2: 15h, 18h, 21h.
Top Cine Hipershopping ABC 2: dub, 15h (ex-
ceto seg); leg, 17h50m (exceto seg).
> ‘O poder e a lei’. “The Lincoln lawyer”. De
Brad Furman (EUA, 2011). Com Matthew Mc-
Conaughey, Marisa Tomei, Ryan Phillippe.
Drama. Um advogado que trabalha no banco de
trás de seu automóvel Lincoln acredita que a lei não
tem nada a ver com a verdade. 118 minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos.
Zona Oeste: Cine Sesc Freguesia 3: 16h30m,
21h50m.
Zona Sul: Kinoplex Fashion Mall 1: 14h (qui),
19h10m.
> ‘Quebrando o tabu’. De Fernando Grostein
Andrade (Brasil/EUA/Portugal/Holanda/Colôm-
bia/Suíça/França/Argentina, 2011).
Documentário. Há 40 anos os EUA levaram o
mundo a declarar guerra às drogas. Mas os da-
nos causados por elas nas pessoas e na socie-
dade só cresceram. Num mosaico costurado por
Fernando Henrique Cardoso, o filme escuta vo-
zes das realidades mais diversas do mundo em
busca de soluções. 80 minutos. Não recomen-
dado para menores de 18 anos.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 5: 18h40m,
22h.
> ‘Rio’. De Carlos Saldanha (EUA, 2011). Vozes
de Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Jamie
Foxx.
Animação. Blu é uma ararinha-azul domestica-
da que nunca aprendeu a voar e vive nos Estados
Unidos, até descobrir que existe uma fêmea de
sua espécie no Rio. Exibição em 3-D em algu-
mas salas. 96 minutos. Livre.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 09 (dub): 13h10m, 15h20m.
Zona Norte: UCI Ki nopl ex 03 (3-D/dub):
12h30m (dom).
Zona Oeste: Star Center 4 (dub): 14h40m
(dom), 16h40m (dom).
Redondezas: Cinemaxx Mercado Estação 3
(dub): 15h (exceto seg).
> ‘Santa paciência’. “The infidel”. De Josh
Appignanesi (Reino Unido, 2010). Com Yigal
Naor, Steward Scudamore.
Comédia. Mahmud Nasir, muçulmano convicto, é
um bem-sucedido empresário que descobre que é
adotado e tem origem judaica. 105 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Estação Sesc Barra
Point 2: 15h50m.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 1: 15h,
19h20m. Est ação Sesc Laur a Al vi m 1:
13h40m, 15h40m, 20h. Estação Vivo Gávea 3:
17h20m.
> ‘Se beber, não case 2’. “The hangover 2”. De
Todd Phillips (EUA, 2011). Com Bradley Cooper,
Ed Helms, Bradley Cooper, Zach Galifianakis.
Comédia. Continuação de "Se beber, não case".
Phil, Stu, Alan e Doug viajam para a exótica Tai-
lândia para o casamento de Stu. 102 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Baixada: Iguaçu Top 3 (dub): 16h, 21h10m. Ki-
noplex Grande Rio 4 (dub): 13h50m, 16h10m,
18h40m, 20h50m. Multiplex Caxias 4 (dub):
15h, 17h, 19h, 21h.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
05: 11h30m, 13h50m, 16h10m, 18h40m,
21h10m. Cinemark Downtown 09: 17h35m,
20h, 22h20m. Cinesystem Recreio Shopping 3:
14h30m, 17h10m, 19h20m, 21h40m. Espa-
ço Rio Design 2: 14h30m, 17h, 19h30m, 22h.
UCI New York City Center 01: 13h30m (dom),
15h45m ( dom) , 18h ( dom) , 20h15m,
22h30m. UCI New York City Center 08 (dub):
12h25m (dom), 14h40m, 16h55m, 19h10m,
21h25m. UCI New York Ci ty Center 15:
14h05m, 16h20m, 18h35m, 20h50m. Via
Par que 1 ( dub) : 13h40m ( dom) , 16h,
21h20m.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 2:
14h30m, 17h10m, 19h20m, 21h30m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 4 (dub):
14h20m, 16h30m, 18h50m, 21h20m. Box Ci-
nemas São Gonçal o 3 ( dub) : 14h15m,
16h30m, 18h50m. Cinemark Plaza Shopping
6: 12h30m, 14h50m, 17h10m, 19h30m (ex-
ceto ter e qui), 21h50m.
Zona Nor te: Ci nemark Cari oca 6 (dub):
11h40m, 16h20m, 18h40m, 21h. Cinesystem
Vi a Br asi l Shoppi ng 6 ( dub) : 14h20m,
16h40m, 19h20m, 21h30m. Kinoplex Nova
América 3 (dub): 14h, 16h20m, 18h40m,
21h10m. Kinoplex Nova América 6: 20h30m.
Ki nopl ex Shoppi ng Ti j uca 6: 14h10m,
16h30m, 18h50m, 21h10m. Madureira Shop-
ping 2 (dub): 15h20m. Shopping Iguatemi 7
(dub): 14h, 16h20m, 18h40m, 21h20m. UCI
Ki nopl ex 02 ( dub) : 13h15m, 15h30m,
17h45m, 20h, 22h15m. UCI Kinoplex 08:
12h20m (dom), 14h35m, 16h50m, 19h05m,
21h20m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 3 (dub): 14h40m,
17h, 19h20m, 21h40m. Cinesercla Itaguaí 4
(dub): 14h45m, 16h45m, 18h45m. Cinesys-
tem Bangu 3 (dub): 14h20m, 16h50m,
19h10m, 21h20m. Kinoplex West Shopping 4
(dub): 14h, 16h20m, 18h40m, 21h. Star Cen-
ter 4 (dub): 14h20m (seg a qui), 16h30m (seg
a qui), 18h40m, 20h50m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 4: 12h30m, 15h,
17h20m, 19h40m, 22h. Cinépolis Lagoon 1:
12h25m, 14h40m, 17h, 19h15m, 21h30m.
Estação Vivo Gávea 2: 14h, 16h, 18h, 20h,
22h. Kinoplex Fashion Mall 1: 14h30m (dom),
16h50m, 21h40m. Ki nopl ex Lebl on 1:
14h20m, 16h40m, 19h, 21h25m. Rio Sul 1:
14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. Roxy
1: 14h30m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. São
Luiz 1: 14h10m, 16h20m, 18h40m, 21h30m.
Unibanco Arteplex 3: 15h20m, 17h30m,
19h40m, 21h50m.
Redondezas: Ci ne Bauhaus 1: 14h30m,
16h30m, 18h30m, 20h30m. Cine Show Nova
Friburgo 3: 19h10m, 21h15m. Cine Show Te-
resópolis 2: 19h10m, 21h15m. Cinemaxx Mer-
cado Estação 3 (dub): 17h (exceto seg), 19h
(exceto seg), 21h (exceto seg).
> ‘Singularidades de uma rapariga loura’.
“Singularidades de uma rapariga loura”. De Ma-
noel de Oliveira (Portugal/Espanha/França,
2009). Com Ricardo Trêpa, Catarina Wallens-
tein, Diogo Dória.
Drama. Numa viagem para o Algarve, Macário
conta as atribulações de sua vida amorosa a
uma senhora desconhecida. 65 minutos. Livre.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 2: 13h, 14h30m,
16h, 20h30m, 22h.
> ‘Thor’. “Thor”. De Kenneth Branagh (EUA,
2011). Com Chris Hemsworth, Natalie Port-
man, Anthony Hopkins.
Ação. Baseado nas histórias em quadrinhos da
Marvel. Thor é expulso de casa depois de reini-
ciar uma antiga guerra e enviado à Terra, onde
terá que conviver com mortais e aprender a ser
um verdadeiro heróil. Exibição em 3-D em algu-
mas salas. 114 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 10 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 16: dub, 16h20m, 18h45m; l eg,
21h10m.
> ‘Todo mundo temproblemas sexuais’. De
Domingos Oliveira (Brasil, 2011). Com Pedro
Cardoso, Cláudia Abreu, Priscilla Rozenbaum.
Comédia. História de diferentes casais vivendo
problemas sexuais em situações ao mesmo tem-
po hilárias e graves, que colocam em risco seu
relacionamento amoroso. 80 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Centro: Odeon: 13h40m, 19h.
Zona Sul: Estação Sesc Botafogo 3: 14h50m,
20h10m. Estação Sesc Laura Alvim 1: 22h. Es-
tação Vivo Gávea 1: 15h10m, 20h30m.
> ‘Transcendendo Lynch’. De Marcos Andra-
de (Brasil, 2009).
Documentário. Um olhar íntimo e pessoal sobre
a viagem que o diretor americano David Lynch
fez ao Brasil para divulgar a meditação transcen-
dental e lançar o livro que escreveu sobre o as-
sunto. 83 minutos. Não recomendado para me-
nores de 18 anos.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 5: 13h40m.
> ‘Um novo despertar’. “The beaver”. De Jo-
die Foster (EUA, 2010). Com Mel Gibson, Anton
Yelchin, Jodie Foster.
Comédia. A história de um homem que entra em
crise e encontra esperança em um fantoche de
castor achado no lixo, que conversa comele com
sotaque britânico. 91 min. Não recomendado
para menores de 12 anos.
Zona Sul : Est ação Sesc Laur a Al vi m 2:
14h10m.
> ‘Velozes & furiosos 5 — Operação Rio’.
“Fast 5”. De Justin Lin (EUA, 2011). Com Vin
Diesel, Dwayne Johnson, Paul Walker.
Ação. Depois que Brian e Mia tiram Dom da pri-
são, são obrigados a cruzar várias fronteiras para
escapar das autoridades. Encurralados no Rio de
Janeiro, os três devem executar um último ser-
viço para conquistar a liberdade. 130 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 20h50m
(exceto seg). Cinesercla Nilópolis Square 2
(dub): 16h20m, 18h40m. Multiplex Caxias 6
(dub): 19h, 21h30m.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 10: dub, 12h20m (dom); leg, 15h,
17h40m, 20h20m.
Niterói/São Gonçalo: Cinemark Plaza Shopping
5: 15h.
Zona Norte: Cinesystem Via Brasil Shopping 1
(dub): 13h55m, 21h55m. Madureira Shopping
2 (dub): 17h40m. UCI Kinoplex 06 (dub):
22h30m.
Zona Oeste: Ci nesystem Bangu 4 (dub):
16h35m, 19h15m.
Redondezas: Top Cine Hipershopping ABC 2
(dub): 20h40m (exceto seg).
THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
DOMINGO, 12 DE JUNHO, 16H
S É R I E V E S P E R A L
apresenta
TEMPORADA 2011
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Franz Liszt
Rapsódia Húngara n° 2, emré menor
(Liszt-Doppler)
Concerto n° 1 para piano e orquestra,
emMi bemol Maior, S. 124
Concerto n° 2 para piano e
orquestra, emLá Maior, S. 125
Os Prelúdios, Poema Sinfônico
n° 3, S. 97
Isaac Karabtchevsky, regente
Arnaldo Cohen, piano
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Plateia R$ 96 • Balcão Nobre R$ 96 • Balcão Superior R$ 50 • Galeria R$ 20
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8

SEGUNDO CADERNO Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 8 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 02 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
RIO SHOW
> ‘X-Men: Primeira classe’. “X-Men: first
class”. De Matthew Vaughn (EUA, 2011). Com Ja-
mes McAvoy, Jason Flemyng, Michael Fassbender.
Ação. A história do épico início da saga dos X-Men
e sua relação comimportantes eventos globais. An-
tes dos mutantes se revelarem ao mundo, havia
dois jovens descobrindo seus poderes. 132 minu-
tos. Não recomendado para menores de 12 anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub):
14h50m, 17h30m, 20h20m. Cinesercla Niló-
polis Square 3 (dub): 13h50m, 16h10m,
18h30m, 20h50m. Iguaçu Top 2 (dub):
14h40m, 17h40m, 20h40m. Kinoplex Grande
Rio 1 (dub): 15h20m, 18h10m, 21h. Multiplex
Caxias 5 (dub): 14h, 16h30m, 19h, 21h30m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown 02
(dub): 16h, 19h, 22h05m. Cinemark Downtown
03: 12h30m, 15h30m, 18h30m, 21h40m. Cine-
mark Downtown 11: 12h, 15h, 17h50m,
20h50m. Cinesystem Recreio Shopping 4:
13h50m, 16h30m, 19h10m, 21h50m. Espaço
Rio Design Vip: 13h50m, 16h20m, 19h,
21h30m. UCI New York City Center 11 (dub):
13h40m, 16h25m, 19h10m, 21h55m. UCI New
York City Center 17: 12h40m (dom), 15h20m,
18h, 20h40m. UCI NewYork City Center 18: 13h,
15h40m, 18h20m, 21h. Via Parque 3 (dub):
14h50m, 17h40m, 20h30m. Via Parque 6:
15h20m, 18h10m, 21h.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 1:
13h40m, 16h20m, 19h, 21h40m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 1 (dub):
14h40m, 17h30m, 20h20m. Box Cinemas São
Gonçalo 3: 21h. Box Cinemas São Gonçalo 5
(dub): 15h, 17h45m, 20h30m. Box Cinemas São
Gonçalo 7 (dub): 13h15m, 16h, 18h45m,
21h30m. Cinemark Plaza Shopping 2: 12h50m,
15h40m, 18h35m, 21h30m. Cinemark Plaza
Shopping 5 (dub): 12h, 17h50m, 20h40m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 1 (dub): 11h20m,
14h10m, 17h, 19h50m. Cinemark Carioca 2
(dub): 12h10m, 15h, 17h50m, 20h45m. Cine-
mark Carioca 4: 22h05m. Cinesystem Via Brasil
Shopping 3 (dub): 13h50m, 16h30m, 19h10m,
21h50m. Kinoplex Nova América 2: 15h20m,
18h10m, 21h. Kinoplex Nova América 4 (dub):
14h20m, 17h10m, 20h. Kinoplex Shopping Ti-
juca 2: 14h40m, 17h50m, 20h40m. Kinoplex
Shopping Tijuca 3: 15h40m, 18h30m, 21h20m.
Madureira Shopping 3 (dub): 14h40m, 17h30m,
20h20m. Shopping Iguatemi 2: 13h20m (dom),
16h, 18h45m, 21h30m. Shopping Iguatemi 3
(dub): 13h (dom), 15h45m, 18h30m, 21h15m.
UCI Kinoplex 05 (dub): 13h, 15h45m, 18h30m,
21h15m. UCI Kinoplex 07: 13h50m, 16h30m,
19h10m, 21h50m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 2 (dub): 14h,
16h30m, 19h, 21h30m. Cinesercla Itaguaí 3
(dub): 13h50m, 16h10m, 18h30m, 20h50m.
Cinesystem Bangu 2 (dub): 21h30m. Cinesys-
tem Bangu 5 (dub): 13h40m, 16h20m, 19h,
21h40m. Kinoplex West Shopping 1 (dub):
15h10m, 18h, 20h50m. Star Center 2 (dub):
13h (dom), 15h40m, 18h20m, 21h.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 1: 13h, 15h50m,
18h50m, 21h40m. Cinemark Botafogo 2:
12h20m, 15h20m, 18h10m, 21h. Cinépolis La-
goon 3: 11h55m (dom), 14h45m, 17h35m,
20h20m (exceto ter). Cinépolis Lagoon 5 (dub):
11h25m (dom), 16h40m. Kinoplex Fashion Mall
3: 15h40m, 18h50m, 21h30m. Kinoplex Leblon
2: 15h30m, 18h20m, 21h10m. Rio Sul 3:
15h40m, 18h30m, 21h20m. Roxy 2: 15h40m,
18h30m, 21h20m. São Luiz 4: 15h, 17h50m,
21h. Unibanco Arteplex 6: 13h30m, 16h10m,
18h50m, 21h30m (exceto seg).
Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 1: 14h,
16h30m, 19h, 21h30m. Cine Show Teresópolis 1:
14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Cinemaxx Mercado
Estação 1: 15h30m (exceto seg), 18h10m (exceto
seg), 20h50m (exceto seg). Cinemaxx Mercado Es-
tação 2 (dub): 15h10m (exceto seg), 17h50m (ex-
ceto seg), 20h30m (exceto seg).
Reapresentação
> ‘Hanami — Cerejeiras em flor’. “Kirschblu-
ten – Hanami”. De Doris Dorrie (Alemanha/França,
2008). Com Hanelore Elsner, Elmar Wepperl.
Drama. Trudi vive um dilema, pois é a única pes-
soa a saber que seu marido Rudi tem uma doen-
ça em estágio terminal. 127 minutos. Não re-
comendado para menores de 14 anos.
Zona Sul: Cine Joia: 18h30m.
> ‘José e Pilar’. “José e Pilar”. De Miguel Gon-
çalves Mendes (Espanha/Brasil/Portugal, 2010).
Documentário. Um retrato intimista da relação
entre José Saramago e a jornalista espanhola Pi-
lar Del Rio. 125 minutos. Livre.
Zona Sul: Cine Joia: 16h.
> ‘Um lugar qualquer’. “Somewhere”. De So-
fia Coppola (EUA, 2010). Com Stephen Dorff,
Michelle Monaghan, Chris Pontius.
Drama. Um ator encrenqueiro leva uma vida de
excessos. Com a visita de sua filha de 11 anos,
ele é forçado a rever suas atitudes. 97 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Niterói/São Gonçalo: Cinemark Plaza Shopping
6: 19h30m (ter e qui).
Extra
Grátis >CinemaNacional LegendadoeAudio-
descrito. Amostradefilmesbrasileirosparaportado-
resdedeficiênciasauditivaevisual exibe“Éproibidofu-
mar”, deAnnaMuylaert (Brasil, 2009). Livre.
Centro: Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primei-
ro de Março 66, Centro — 3808-2020). Dom, às
16h (distribuição de senhas às 15h).
> El Deseo — O Apaixonante Cinema de
Pedro Almodóvar. A mostra, que segue até dia
26 de junho, exibe 40 filmes: 17 longas do cineasta
espanhol e 23 que ele produziu ou que o influencia-
ram. Dom, no Cinema 1, às 14h, “Fale comela”, de
Pedro Almodóvar (Espanha, 2002). Não recomen-
dado para menores de 14 anos. Às 16h15m, “Má
educação”, de Pedro Almodóvar (Espanha, 2004).
Não recomendado para menores de 18 anos. Às
18h15m, “Volver”, de Pedro Almodóvar (Espanha,
2006). Não recomendado para menores de 14anos.
No Cinema 2, às 16h, “Horas de desespero”, de
Michael Cimino (Estados Unidos, 1990). Não re-
comendado para menores de 14 anos. Às
18h15m, “A tortura do medo”, de Michael Powell
(Reino Unido, 1960). Não recomendado para me-
nores de 16 anos.
Centro: Caixa Cultural Rio/Cinemas 1 e 2 (Av. Al-
mirante Barroso 25, Centro — 2544-4080). R$
4. Para o filme “Horas de desespero”: grátis.
> Festival Varilux de Cinema Francês. Ofes-
tival promove até o dia 16 a exibição de dez filmes
inéditos, uma mostra em homenagem à atriz San-
drine Bonnaire com oito longas-metragens e exibição
de dois filmes ao ar livre. No Cine 10 Sulacap: às
14h, “Um gato em Paris”, de Alain Gagnol e Jean-
LoupFelicioli (França, 2010). Livre. Às 15h20m, “Si-
mon Werner desapareceu...”, de Fabrice Gobert
(França, 2009). Não recomendado para menores de
12 anos. Às 17h15m, “Vênus negra”, de Abdellatif
Kechiche (França, 2009). Não recomendado para
menores de 16 anos. Às 20h20m, “Os nomes do
amor”, de Michel Leclerc (França, 2010). Não reco-
mendado para menores de 12 anos. No Estação
Sesc Barra Point: às 14h, “Um gato em Paris”, de
Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli (França, 2010). Li-
vre. Às 15h30m, “Simon Werner desapareceu...”, de
Fabrice Gobert (França, 2009). Não recomendado
para menores de 12 anos. Às 17h30m, “Vênus ne-
gra”, de Abdellatif Kechiche (França, 2009). Não re-
comendado para menores de 16 anos. Às 20h30m,
“Os nomes do amor”, de Michel Leclerc (França,
2010). Não recomendado para menores de 12anos.
No Estação Sesc Ipanema: às 13h, “Os nomes do
amor”, de Michel Leclerc (França, 2010). Não reco-
mendado para menores de 12 anos. Presença do di-
retor. Às 15h30m, “Loup – Uma amizade para sem-
pre”, de Nicolas Vanier (França, 2009). Não reco-
mendado para menores de 12 anos. Às 18h, “Vênus
negra”, de Abdellatif Kechiche (França, 2009). Não
recomendado para menores de 16 anos. Às
21h30m, “Potiche: esposa troféu”, de François Ozon
(França, 2010). Não recomendado para menores de
12 anos. No Instituto Moreira Salles: às 14h, “Aos
nossos amores”, de Maurice Pialat (França, 1983).
Não recomendado para menores de 14 anos. Às
16h, “Xeque-mate”, de Caroline Bottaro (França,
2009). No Unibanco Arteplex: às 14h, “Umgato em
Paris”, de Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli (França,
2010). Livre. Às 15h45m, “Simon Werner desapa-
receu...”, de Fabrice Gobert (França, 2009). Não re-
comendado para menores de 12 anos. Presença de
Alain Gagnol. Às 18h05m, “Uma doce mentira”, de
Pierre Salvadori (França, 2009). Não recomendado
para menores de 12 anos. Às 21h15m, “Copaca-
bana”, de Marc Fitoussi (França, 2009). Não reco-
mendado para menores de 12 anos.
Barra: Estação Sesc Barra Point (Av. Armando Lom-
bardi 350, Barra Point, 3
o
- piso, Barra — 3419-
7431; R$ 18.
Zona Norte: Cine 10 Sulacap (Av. Marechal Fon-
tenele 3.555, Jardim Sulacap); R$ 12 (sex a dom e
feriados, até as 17h) e R$ 14 (sex a dom e feriados,
após as 17h).
Zona Sul: Estação Sesc Ipanema (Rua Visconde de
Pirajá 605, Ipanema — 2279-4603); R$ 20. Ins-
tituto Moreira Salles (Rua Marquês de São Vicente
476, Gávea — 3284-7400); R$ 10 (para “O nome
dela é Sabine”, grátis). Unibanco Arteplex (Praia de
Botafogo 316. Botafogo — 2559-8750). R$ 20.
> Mostra Hitchcock. Amostra dedicada ao mes-
tre do suspense segue até 14 de julho. Dom, na Sala
1, às 19h30m, “Marnie, confissões da uma ladra”.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Centro: Centro Cultural Banco do Brasil/Cinemas 1e
2 (Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-
2007). R$ 10.
> Som + Imagem. Último dia da mostra que faz
parte do 2
o
- Seminário Internacional Cultura da Mú-
sica. Às 16h, “Cidade Nua”, de Jules Dassin (EUA,
1948). Não recomendado para menores de 14anos.
Às 18h, “Omandacaru vermelho”, de Nelson Pereira
dos Santos (Brasil, 1961). Livre.
Centro: Cinemateca do MAM(Av. Infante DomHen-
rique 85, Aterro — 2240-4944). R$ 5.
TEATRO
SHOW
EXPOSIÇÃO
INFANTIL/JOVEM
DANÇA
MÚSICA
EVENTOS
PISTA
> A Banda Mais Bonita da Cidade. Sensação
no Youtube como clipe de “Oração”, o grupo toca na
festa de lançamento da 2
a
- edição do Festival Fora do
Eixo. Abertura: Leo Fressato & Ana Larrouse.
Teatro Rival: Rua Álvaro Alvim 33/37, Cinelân-
dia — 2240-4469. Dom, às 21h. R$ 30 (para
os 150 primeiros pagantes) e R$ 50. Não reco-
mendado para menores de 18 anos.
> Brasov Motel. A banda faz seu tradicional show
do Dia dos Namorados misturando música e perfor-
mance. Participações de Tono, Anna Ratto, Marcos
Sacramento, Elisa Addor e Fernanda Gabriela.
Espaço Acústica: Praça Tiradentes 2 e 4, Centro
— 2222-7525. Dom, às 21h. R$ 25. Não re-
comendado para menores de 18 anos.
> Escangalha a Maçaneta. O grupo comanda
uma roda de samba com clássicos do gênero e
músicas autorais e inéditas.
Semente: Rua Joaquim Silva 138, Lapa —
9781-2451 (informações). Dom, às 21h30m.
R$ 18 (mulher) e R$ 20 (homem). Não reco-
mendado para menores de 18 anos.
> Festival de Guitarras. Dino Rangel recebe
Gabriel Improta na segunda edição do festival.
Sala Baden Powell: Av. Nossa Senhora de Co-
pacabana 360, Copacabana — 2255-1067.
Dom, às 20h. R$ 1. Livre.
> Trio Ternura. No Dia dos Namorados, a banda
do ator Thiago Martins toca canções românticas.
Nuth. Av. Armando Lombardi 999, Barra —
3575-6850. Dom, às 16h. R$ 20 (mulher) e
R$ 50 (homem). Não recomendado para meno-
res de 18 anos.
Gay/Bares
> Boy Bar. Rua Raul Pompéia 102, Copacaba-
na — 2523-7933. Dom, às 21h: R$ 5. Não re-
comendado para menores de 18 anos.
Videokê do Lobão (dom): O participante paga
R$ 2 por música e acompanha a letra no telão.
Gay/CasasNoturnas
> 1140. Rua Capitão Menezes 1.140, Praça Se-
ca, Jacarepaguá — 3017-1792. Dom, a partir
das 22h. R$ 10 (até as 23h) e R$ 15. Não re-
comendado para menores de 18 anos.
Especial Dia dos Namorados (dom): DJs Mar-
cão Rezende, Robson Araújo e Claudinho (house
e pop) e show com Karina Karão, Kayka Saba-
tella, Suzy Brasil e Samara Rios.
> Le Boy. Rua Raul Pompéia 102, Copacaba-
na — 2513-4993. Dom, a partir das 23h. Ho-
mem: R$ 10 (até a meia-noite) e R$ 15. Mu-
lher: R$ 50. Não recomendado para menores
de 18 anos.
Noite dos Namorados (dom)Na pista 1, DJs Vi-
ne e Ricardo Rodrigues (house tribal). Na pista
2, DJ Arli Pinsard (mix music).
> Arnaldo Cohen e Petrobras Sinfônica. O
pianista toca os dois concertos de Franz Liszt,
acompanhado da Petrobras Sinfônica. Regida por
Isaac Karabtchevsky, a orquestra executa, ainda,
outras obras desse compositor, como o grande
poema sinfônico “Os prelúdios”.
Teatro Municipal: Praça Floriano s/n
o
-, Centro —
2332-9105. Dom, às 16h. R$ 20 (galeria), R$ 50
(balcão superior), R$ 96 (plateia e balcão nobre) e
R$ 576 (frisa e camarote). Livre.
Grátis >MúsicanoMuseu. OpianistaCláudioVet-
tori easopranoÂngeladeCarvalhointerpretamobras
dePuccini, Verdi eVicentePaiva.
Museu de Arte Moderna: Av. Infante Dom Hen-
rique 85, Parque do Flamengo — 2240-4944.
Dom, às 11h30m. Livre.
Eventos
> Salão do Livro para Crianças e Jovens.
Realizado pela Fundação Nacional do Livro Infantil
e Juvenil, o evento reúne 67 editoras, além de au-
tores e ilustradores. Um dos destaques da progra-
mação de hoje é o lançamento de “Desenrola”, de
Juliana Lins e Rosana Svartman, às 11h. No mes-
mo horário, haverá performance do ilustrador Jô
Oliveira, seguido de Fernando Vilela, ao meio-dia e
meia, e de Ivan Zigg, às 15h. A programação pode
ser vista em <www.fnlij.org.br>.
Centro de Convenções SulAmérica: Av. Paulo de
Frontin 1, Cidade Nova — 3293-6700. Seg a
sex, das 8h30m às 18h. Sáb e dom, das 10h às
20h. R$ 4. Até 17 de junho. Livre.
Cinema
Grátis >SessãoCriança. Ofilme deste fimde se-
mana é a animação “Selvagem”, de Steve Spaz Wil-
liams(EUA, 2006).
Centro Cultural Banco do Brasil (Sala de Cine-
ma): Rua Primeiro de Março 66, Centro —
3808-2020. Dom, às 14h (distribuição de se-
nhas às 13h). Livre.
Teatro
> ‘Abadia contra o bafo astral’. Texto: Marco
Palito e Rô Sant’Anna. Direção: Fernando Gomes.
Com Dig Dutra, Jone Brabo e outros.
Abadia está triste com a viagem do seu noivo, Pa-
trick. Brutão aproveita para se aproximar dela.
Teatro Clara Nunes:Shopping da Gávea, 3
o
- pi-
so. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-9696. Sáb e dom, às 16h. R$ 50. Até 31
de julho. Livre.
Grátis >‘Obelorei’. Direçãoedramaturgia: Mario-
zinho Telles. ComMaria Rita Rezende, Guilherme
Salvador, MaruCamargoeoutros.
Encenada a céu aberto, a peça remete à sensi-
bilidade masculina.
Parque das Ruínas: Rua Murtinho Nobre 169,
Santa Teresa — 2215-0621. Sáb e dom, às
16h. Livre.
> ‘A Borralhona’. Direção: Richard Riguetti.
Com Lilian Moraes.
O espetáculo do grupo Off-Sina conta a história
de Currupita, que vive lavando e cozinhando.
Teatro do Jockey: Rua Mário Ribeiro 410, Lagoa
— 3114-1286. Dom, às 16h30m. R$ 1. Últi-
mo dia. Livre.
> Leitura de Contos. Leitura de contos, ensaios
e trechos de romances por diversos atores com di-
reção de Amir Haddad. Participação de Renata Sor-
rah, Carolina Dieckmann e Antonio Calloni.
Midrash Centro Cultural: Rua Gal. Venâncio Flores
184, Leblon — 2239-2222. Dom, às 20h30m. O
ingresso é uma lata de leite em pó. Livre.
Grátis > São João Carioca. Emsua 2
a
- edição, a
festajuninatemquadrilha, brincadeirasecomidastí-
picas, alémdeshows, comapresentaçãodeSerginho
Groissman. A programação começa às 14h, com
brincadeiras infantis. Às 17h, apresentação de Qua-
drilha do Sampaio, comparticipação da Banda dos
Fuzileiros Navais. Às 17h40m, Banda Tono. Às
18h15m, Trio Virgulino. Às 19h30m, showde Elba
Ramalho, que recebe Caetano Veloso, Gilberto Gil,
Dominguinhos, Geraldo Azevedo, Alcione, Gusttavo
LimaeExaltasamba.
Quinta da Boa Vista: Av. Pedro II s/n
o
-, São Cristóvão
— 2589-4279. Dom, a partir das 14h. Livre.
> ’Giselle’. O espetáculo marca as comemora-
ções de dez anos de atividade da Cia. Brasileira
de Ballet.
Teatro Carlos Gomes: Praça Tiradentes s/n
o
-,
Centro — 2568-1988. Dom, às 17h. R$ 1. Li-
vre. Último dia.
Estreias
> ‘Cyrano de Bergerac’. Texto: Edmond Ros-
tand. Direção: João Fonseca. ComBruce Gomlevsky,
Julia Carrera, Sérgio Guizé, Gaspar Filho, Tatsu Car-
valho, Gustavo Mello e outros.
Apaixonado por sua prima, o narigudo Cyrano julga-
se demasiadamente feio para conquistá-la.
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro 2): Rua
Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020.
Qua a dom, às 20h. R$ 10. 120 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos. Até 31
de junho. Estreou quinta.
> ‘Dispare’. Texto e direção: Roger Mello. Com
Daniel Carfa, Leonardo Arantes, Ludmila Wi-
chansky e Marcus Pina.
A trama começa com um personagem armado
em uma sala de espelhos.
Casa de Cultura Laura Alvim: Av. Vieira Souto
176, Ipanema — 2332-2015. Qui a sáb, às
21h. Dom, às 19h. R$ 30. 80 minutos. Não re-
comendado para menores de 12 anos. Até 31 de
julho. Estreou sexta.
> ‘As eruditas’. Texto: Molière. Direção: José
Henrique. Com Theresa Amayo, Élcio Romar,
Gláucia Rodrigues, Jacqueline Brandão, Marco
Pigossi e outros.
A Cia. Limite 151 interpreta o clássico sobre duas
irmãs que vivem num mundo de falsidade.
Teatro Glauce Rocha: Av. Rio Branco 179, Centro
— 2220-0259. Sex a dom, às 19h. R$ 20. 100
minutos. Não recomendado para menores de 10
anos. Até 24 de julho. Estreou sexta.
> ‘A moça mais bonita do Rio de Janeiro’.
Texto: Augusto Pessôa. Direção: Pedro Paulo
Rangel. Com Augusto Pessôa, Rodrigo Lima e
René Stern.
Fadinha é apaixonada por Remígio, um homem
simples e honesto. O pai aprova o casamento,
mas a mãe prefere um marido rico.
Caixa Cultural (Teatro de Arena): Av. Almirante
Barroso 25, Centro — 2544-4080. Qua a dom,
às 19h30m. R$ 10. 60 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos. Até 26 de junho.
Estreou quinta.
> ‘O retorno ao deserto’. Texto: Bernard-Ma-
rie Koltès. Direção: Moacir Chaves. Com Monica
Biel, José Karini, Peter Boos, Elisa Pinheiro, An-
dy Gercker, Ana Barroso e outros.
Depois de anos de separação, uma família volta
a se reunir (e a se odiar).
Casa de Cultura Laura Alvim: Av. Vieira Souto
176, Ipanema — 2332-2015. Qui a sáb, às
21h. Dom, às 20h. R$ 30. 100 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos. Até 31
de julho. Estreou sexta.
Reestreias
OGLOBOindica >‘Atodecomunhão’.Texto: Lau-
taroVilo.Tradução:AmirHarif.Direçãoeatuação:Gil-
bertoGawronski.
O monólogo é baseado na história real de um ale-
mão que seleciona, pela internet, um homem para
ser vítima de canibalismo.
Teatro Maria Clara Machado (Planetário): Av.
Padre Leonel Franca 240, Gávea — 2274-7722.
Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 20. 55 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 18 anos.
Até 26 de junho. Reestreou sexta.
> ‘Havana Café’. Texto: Luiz Fernando Lobo e
João Batista. Direção: Luiz Fernando Lobo. Com An-
na Paula Black, Cláudio Basttos, Cristiane di Souza,
Gilberto Miranda, Helena Bittencourt e outros.
No musical, o público fica no meio do cenário de
um cabaré e é servido por garçonetes.
Armazém da Utopia: Armazém 6. Av. Rodrigues
Alves s/n
o
-, Cais do Porto — 2253-8726. Sex e sáb,
às 22h. Dom, às 19h. R$40. Não recomendado pa-
ra menores de 16 anos. 80 minutos. Até 3 de julho.
Reestreou sexta.
> ‘Nise da Silveira — Senhora das ima-
gens’. Texto e direção: Daniel Lobo. Direção
musical: João Carlos Assis Brasil. Com Mariana
Terra.
Um painel dos acontecimentos marcantes da vi-
da da psiquiatra.
Teatro Municipal de Niterói: Praça Quinze de
Novembro 35, Centro, Niterói — 2620-1624.
Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 20. 90 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 16
anos. Até 19 de junho. Reestreou sexta.
Continuação
> ‘3 mulheres 1 destino’. Texto e direção: Fa-
brisio Coelho. Com Flávia Sequeira, Rita Luz.
Amigas que viveram a transformação política
dos anos 80 reencontram-se após 18 anos.
Teatro Princesa Isabel: Av. Princesa Isabel 370,
Copacabana — 2227-3160. Dom, às 20h. R$
40. 80 minutos. Não recomendado para meno-
res de 12 anos. Até 29 de julho.
OGLOBOindica >‘Os39degraus’. Texto: Patrick
Barlow. Direção: Alexandre Reinecke. ComDan
Stulbach, Danton Mello, Henrique Stroeter e Fa-
biana Gugli.
História de um sedutor que conhece uma agente
secreta, que é misteriosamente assassinada.
Teatro do Leblon (Sala Marília Pêra): Rua Conde
Bernadotte 26, Leblon —2529-7700. Qui a sáb, às
21h. Dom, às 18h. R$ 39 (qui e sex), R$ 80 (dom)
e R$90(sáb). 100minutos. Não recomendado para
menores de 12 anos. Até 31 de julho.
> ‘45 minutos’. Texto: Marcelo Pedreira. Dire-
ção, cenografia e iluminação: Roberto Alvim.
Com Caco Ciocler.
Sozinho em um palco vazio, um ator é obrigado a
entreter o público por 45 minutos.
Teatro Sesi: Av. Graça Aranha 1, Centro —
2563-4163. Qui a dom, às 19h30m. R$ 40.
45 minutos. Não recomendado para menores de
12 anos. Até 26 de junho.
> ‘Admirável só para selvagens’. Adapta-
ção: Miriam Virna e Yuri Vieira. Direção: Miriam
Virna e Hugo Rodas. Com Miriam Virna e Ales-
sandro Brandão.
Um casal confinado em um reality show sofre
uma crise de abstinência de uma droga.
Teatro do Jockey: Av. Bartolomeu Mitre 1.110,
Gávea — 3114-1286. Sex a dom, às 21h. R$ 20.
70 minutos. Não recomendado para menores de
14 anos. Até 26 de junho. Excepcionalmente hoje,
ingresso a R$ 1.
OGLOBOindica >‘Adultério’.Adaptaçãoedireção:
Daniel Herz. ComaCiaAtoresdeLaura.
A peça fala sobre a linha divisória entre o real e
o imaginário, mostrando uma realidade dentro
da outra.
Teatro do Leblon (Sala Fernanda Montenegro):
Rua Conde Bernadotte 26, Leblon — 2529-
7700. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 50
(qui e sex) e R$ 60 (sáb e dom). 80 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Até 31 de julho.
> ‘Astronautas’. Textos científicos, literários e
filosóficos. Concepção e direção: Maria Borba.
Com Augusto Maulboisson, Isabel Lessa, Maria
Borba.
Questões existenciais são abordadas num espe-
táculo que mistura textos científicos, literários e
filosóficos, física e cenas de filmes.
Parque das Ruínas: Rua Murtinho Nobre 169,
Santa Teresa — 2215 0621. Sex e sáb, às 20h.
Dom, às 18h30m. R$ 5. Livre. Até 26 de junho.
Excepcionalmente hoje, ingresso a R$ 1.
> ‘Aversão — A comédia’. Texto: Mariana Re-
belo. Direção: Rodrigo Sant’anna. Com Leandro
Lamas e Mariana Rebelo.
A peça retrata situações engraçadas vividas pelo
casal Nick e Julie.
Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica
63, Ipanema — 2267-7295. Qui a sáb, às 21h.
Dom, às 20h. R$ 30 (qui e sex) e R$ 40 (sáb e
dom). 70 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14 anos. Até 24 de julho.
> ‘Baby, o musical’. Texto: Sybille Pearson. Le-
tras: Richard Maltby Jr. Música: David Shire. Direção:
Fred Hanson. Com Tadeu Aguiar, Amanda Acosta,
Sylvia Massari e outros.
A história de três casais de idades diferentes que
esperam o nascimento de seus bebês.
Teatro João Caetano: Praça Tiradentes s/n
o
-, Cen-
tro — 2332-9257. Qui a sáb, às 20h. Dom, às
18h. R$ 50 (qui e sex) e R$ 70 (sáb e dom). 150
minutos. Livre. Até 28 de agosto.
> ‘Chopin & Sand: romance sem palavras’.
Texto: Walter Daguerre. Direção: Jacqueline
Laurence. Com Marcelo Nogueira, Françoise
Forton e Linda Bustani.
O relacionamento entre Chopin e a escritora e fe-
minista francesa George Sand.
Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco
241, Centro — 3261-2550. Sex a dom, às 19h.
R$ 30. 90 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14 anos. Até 27 de julho.
> ‘Chuva de arroz’. Texto: Felipe Barenco. Dire-
ção: Vinicius Arneiro. Com Carine Klimeck.
Prestes a subir ao altar, noiva descobre que foi
traída e procura um novo marido.
Sesc Tijuca: Rua Barão de Mesquita 539, Tijuca
— 3238-2100. Sex a dom, às 20h. R$ 16. 70
minutos. Não recomendado para menores de 14
anos. Até 26 de junho.
OGLOBOindica > ‘Cozinha e dependências’.
Texto:AgnèsJaoui eJean-PierreBacri.Direção:Bianca
ByingtoneLeonardoNetto. ComBiancaByington, Sil-
viaBuarque, KikoMascarenhaseoutros.
Um grupo de amigos se reúne para jantar e o en-
contro acaba virando uma discussão.
Teatro Poeira: Rua São João Batista 104, Botafogo
— 2537-8053. Sex e sáb, às 19h30m. Dom, às
18h30m. R$ 30. 60 minutos. Não recomendado
para menores de 14 anos. Até 26 de junho. Quem
comprar também o ingresso de “Um dia como os
outros” paga R$ 40 pelas duas.
> ‘Crônica da casa assassinada’. Texto: Dib
Carneiro Neto baseado no romance de Lucio Cardo-
so. Direção: Gabriel Villela. Com Cacá Toledo, Flávio
Tolezani, Xuxa Lopes e outros.
A peça utiliza cartas, diários e confissões das
personagens para estruturar a narrativa.
Teatro Maison de France: Av. Presidente Antônio
Carlos 58, Centro — 2544-2533. Sex e sáb, às
21h. Dom, às 19h. R$ 40 (sex), R$ 50 (dom) e
R$ 60 (sáb). 70 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 12 anos. Até 17 de julho.
> ‘Deixa solto’. Texto: Fernando Ceylão. Dire-
ção: Alexandre Régis. Com Fernando Ceylão e
Rafael Infante.
Mistura de stand-up comesquetes, a peça reúne
conceitos novos no humor.
Casa da Gávea: Praça Santos Dumont 116, Gá-
vea — 2239 3511. Sáb, às 21h. Dom, às 20h.
R$ 40. 70 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14 anos. Até 26 de junho.
> ‘Depois do filme’. Texto, direção e atuação:
Aderbal Freire-Filho.
O monólogo foi baseado no personagem Ulisses,
que Aderbal interpretou no filme “Juventude”.
Teatro Poeirinha: Rua São João Batista 104, Bo-
tafogo — 2537-8053. Sex e sáb, às 21h. Dom, às
19h. R$ 30. 70 minutos. Não recomendado para
menores de 14 anos. Até 26 de junho.
> ‘Devil’s bar’. Texto: Andrea Gaspar. Direção:
Ivan Fernandes. Com Andrea Gaspar e Victor
Mafra.
Uma compilação de esquetes cômicos que têmcomo
pano de fundo passagens bíblicas.
Sede da Cia. de Teatro Contemporâneo (Teatro
II): Rua Conde de Irajá 253, Botafogo — 2537-
5204. Sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 30. 80 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 16
anos. Até 26 de junho.
> ‘Doidas e santas’. Texto: Regiana Antonini.
Direção: Ernesto Piccolo. Com Cissa Guimarães,
Giuseppe Oristanio e Josie Antello.
A comédia conta a história de uma mãe de família
que está cansada da vida sem aventuras.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-
7246. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$60
(qui e sex), R$ 70 (dom) e R$ 80 (sáb). 90 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 31 de julho.
> ‘Enfim, nós’. Texto: Claudio Torres Gonzaga e
Bruno Mazzeo. Direção: Cláudio Torres Gonzaga.
Com Marcius Melhem e Regiane Alves.
A primeira noite de Dia dos Namorados de um
casal que acaba de ir morar junto.
Teatro Miguel Falabella: NorteShopping, 2
o
- an-
dar. Av. Dom Helder Câmara 5.332, Cachambi
— 2595-8245. Sex e sáb, às 21h. Dom, às
20h. R$ 50. 70 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 14 anos. Até 26 de junho.
> ‘Ox exculaxados’. Texto: Beto Moreno. Di-
reção: Chico Anysio. Com Alexandre Maguolo,
Beto Moreno e outros.
Cariocas típicos fazem sátiras do cotidiano.
Centro Cultural Anglo Americano: Av. das Amé-
ricas 2.603, Barra — 2439-8002. Sáb, às
21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 40. 60 minu-
tos. Até 26 de junho. Quem levar 1kg de ali-
mento não perecível paga meia-entrada. Hoje,
casais pagam meia.
> ‘O filho eterno’. Texto: Cristóvão Tezza.
Adaptação: Bruno Lara Rezende. Direção: Da-
niel Herz. Com Charles Fricks.
As dificuldades de um pai que tem um filho com
Síndrome de Down.
Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro 63,
Flamengo — 3131-3060. Sex a dom, às 19h30m.
R$ 15. 70 minutos. Não recomendado para meno-
res de 12 anos. Até 11 de setembro.
> ‘Garotos’. Texto: Leandro Goulart. Direção:
Afra Gomes e Leandro Goulart. Com Rafael Al-
meida, Ícaro Silva e outros.
Em cena, cinco jovens relatam as aventuras de
um homem desde os 10 anos.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2540-6004. Sáb, às 19h. Dom, às 18h30m.
R$ 50. 60 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14 anos. Até 26 de junho.
> ‘O gato branco’. Texto: Jô Bilac. Direção: João
Fonseca. Com Paloma Duarte, Camilo Bevilacqua,
Fernanda Nobre e outros.
Durante um jantar num barco, uma pessoa é as-
sassinada, e todos a bordo viram suspeitos.
Espaço Cultural Sergio Porto: Rua Humaitá 163,
Humaitá — 2535-3846. Sex e sáb, às 21h. Dom,
às 20h. R$ 20. 100 minutos. Não recomendado
para menores de 14 anos. Até 26 de junho. Ex-
cepcionalmente hoje, ingresso a R$ 1.
> ‘Gimba, o presidente dos valentes’. Texto:
Gianfrancesco Guarnieri. Adaptação: Paulo Lins
e Caíque Botkay. Direção: Caíque Botkay. Com
Cintia Rosa, Silvio Guindane, Antônio Pitanga,
Maria Ceiça e outros.
A vida na favela carioca em1958 é retratada por
meio da história de um malandro.
Sesc Ginástico: Av. Graça Aranha 187, Centro
— 2279-4027. Qui a dom, às 19h. R$ 20. 90
minutos. Não recomendado para menores de 14
anos. Até 26 de junho.
> ‘Hell’. Texto: Lolita Pille. Adaptação: Hector Ba-
benco e Marco Antonio Braz. Direção: Hector Baben-
co. Com Bárbara Paz e Paulo Azevedo.
Retrato devastador da juventude rica e consu-
mista de Paris.
Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2239-
1095. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$
60 (qui), R$ 70 (sex) e R$ 80 (sáb e dom). 70
minutos. Não recomendado para menores de 14
anos. Até 31 de julho.
OGLOBOindica >‘Ahistóriadenós2’.Texto:Lícia
Manzo. Direção: Ernesto Piccolo. ComAlexandra Ri-
chter eMarceloValle.
Comédia sobre os estereótipos de um casal.
Teatro dos Grandes Atores (Sala Vermelha):
Barra Square. Av. das Américas 3.555, Barra —
3325-1645. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h.
R$ 70 (sex a dom) e R$ 80 (sáb). 65 minutos.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Até 31 de julho.
> ‘La careta que cae’. Texto: Federico García-
Lorca. Adaptação: Daniel Chagas. Direção: Breno
Sanches. Com Adriano Pellegrini, Camile dos Anjos,
Hugo Souza, Marcéli Torquato e outros.
A farsa de García-Lorca se passa na Espanha do
começo do século XX e tem como personagem
central Rosita, que é prometida para um homem
cruel e vive uma história de amor proibida.
Teatro Ziembinski: Av. Heitor Beltrão s/n
o
-, Tijuca
— 2254-5399. Sex a dom, às 20h. R$ 20. 70
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 31 de julho. Excepcionalmente hoje,
ingresso a R$ 1.
> ‘Lente de aumento’. Texto e atuação: Leandro
Hassum. Direção: Daniela Ocampo.
Stand-up comedy sobre as pequenas coisas da
vida.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2540-6004. Sex e sáb, às 21h. Dom, às
20h30m. R$ 70. Não recomendado para me-
nores de 12 anos. Até 31 de julho.
> ‘A lição e a Cantora Careca’. Texto: Eugene
Ionesco. Direção de Camilla Amado e Delson An-
tunes. Com Nelson Xavier, Cecil Thiré, Thelma
Reston e outros.
A comédia reúne dois textos de Ionesco para re-
tratar a solidão do ser humano.
Teatro Fashion Mall: Fashion Mall, 2
o
- piso. Estrada
da Gávea 899, São Conrado — 3322-2495. Sex e
sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 60. 14 anos. 110
minutos (com intervalo). Até 26 de junho.
> ‘Mulheres alteradas’. Texto: Maitena. Dire-
ção: Eduardo Figueiredo. Adaptação: Andrea
Maltarolli. ComLuiza Tomé, Mel Lisboa, Adriane
Galisteu e Daniel Del Sarto.
Amigas vivem situações típicas da mulher con-
temporânea.
Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-
9696. Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 70
(qui e dom) e R$ 80 (sex e sáb). 80 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos. Até 31 de
julho. Hoje, casais pagam meia.
> ‘Quem vai ficar com ela?’. Texto: Felipe
Adleer. Direção: Luiz Furlanetto. Com Felipe
Adleer, Luciana Simi e Lucas Lins e Silva.
Uma mulher carente procura um namorado num
site de relacionamentos.
Teatro dos Grandes Atores: Barra Square. Av.
das Américas 3.555, Barra — 3325-1645.
Sáb, às 19h. Dom, às 18h. R$ 50. 70 minutos.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Até 31 de julho.
> ‘Rosa’. Texto: Martin Sherman. Direção: Ana
Paz. Com Debora Olivieri.
Monólogo sobre uma senhora judia que, durante o
shivah, relembra sua vida.
Teatro do Leblon (Sala Tônia Carrero): Rua Con-
de Bernadotte 26, Leblon —2529-7700. Qui a sáb,
às 19h. Dom, às 18h. R$ 50 (qui e sex) e R$ 60
(sáb e dom). 80 minutos. Não recomendado para
menores de 12 anos. Até 31 de julho.
OGLOBOindica >‘Subversões 21’. Texto: Aloí-
sio de Abreu e Luis Salem. Direção: Stella Mi-
randa. Com Aloísio de Abreu, Márcia Cabrita e
Luis Salem.
O projeto faz versões de músicas famosas.
Teatro do Leblon (Sala Tônia Carrero): Rua Con-
de Bernadotte 26, Leblon —2529-7700. Sex e sáb,
às 21h30m. Dom, às 20h. R$60(sex) e R$70(sáb
e dom). 75 minutos. Não recomendado para meno-
res de 12 anos. Até 26 de junho.
OGLOBOindica >‘Umviolinistanotelhado’.Tex-
to: Joseph Stein. Adaptação: Claudio Botelho. Dire-
ção: Charles Möeller. Direção musical: Marcelo Cas-
tro. ComJosé Mayer, Soraya Ravenle, Rachel Ren-
nhack, MaluRodrigueseoutros.
O musical conta a história de um casal judaico que
precisa lidar com as filhas, que não querem seguir
alguns rituais da religião.
Oi Casa Grande: Av. Afrânio de Melo Franco
290, Leblon — 2511-0800. Qui e sex, às 21h.
Sáb, às 17h30m e às 21h30m. Dom, às 19h.
Qui e sex: R$ 40 (balcão setor 3), R$ 80 (balcão
setor 2), R$ 100 (plateia setor 1) e R$ 120 (pla-
teia VIP e camarotes). Sáb e dom: R$ 60 (balcão
setor 3), R$ 100 (balcão setor 2), R$ 120 (pla-
teia setor 1) e R$ 150 (plateia VIP e camarotes).
130 minutos (com intervalo). Não recomendado
para menores de 5 anos. Até 18 de setembro.
OGLOBOindica >‘Umdiacomoosoutros’.Texto:
Agnès Jaoui e Jean-Pierre Bacri. Direção: Bianca
ByingtoneLeonardoNetto.ComAnaluPrestes,Bianca
Byington, SilviaBuarqueeoutros.
Uma família recebe um bar como herança.
Teatro Poeira: Rua São João Batista 104, Bo-
tafogo — 2537-8053. Sex e sáb, às 21h. Dom,
às 20h. R$ 30. 80 minutos. Não recomendado
para menores de 14 anos. Até 26 de junho.
Quem comprar também o ingresso de “Cozinha
e dependências” paga R$ 40 pelas duas.
Abertura
Grátis >CaixaCultural RiodeJaneiro. Av. Almi-
rante Barroso 25, Centro —2544-4080. Ter a sáb,
das10hàs22h. Dom, das10hàs21h.
‘Um Cavaliere entre dois mundos’: Oitaliano Vir-
gilio Calegari, radicado em Porto Alegre, exibe 20
imagens da vida urbana na capital gaúcha durante os
séculos XIX e XX. Até 17 de julho.
‘Secretos sobre negros’: A exposição reúne 22 fo-
tografias registradas pelo ator espanhol Antonio Ban-
deras, que apresenta uma visão íntima e pessoal do
universo feminino. Até 26 de junho.
Grátis >CentroCultural Correios. RuaVisconde
deItaboraí 20, Centro—2253-1580. Ter adom, do
meio-diaàs19h.
‘Ano da Itália no Brasil’: Em homenagem ao Ano
da Itália no Brasil, fotógrafos italianos, entre eles
Fulvio Roiter, Antonio Biasiucci e Giancarlo Meca-
relli, apresentammostras individuais. Destaque pa-
ra Roiter que durante o mandato de Juscelino Ku-
bitschek registrou diferentes regiões brasileiras, à
convite do então presidente. Cinco fotógrafos nacio-
nais, ,entre eles Leonardo Aversa e Walter Carvalho,
participam da homenagem. Até 17 de julho.
‘Estúdio de arte irmãos Vargas — A fotografia
de Arequipa, Peru 1912/1930’: A mostra reúne
70 imagens, incluindo retratos e registros de ce-
nas do cotidiano, de Carlos e Miguel Vargas, con-
siderados expoentes da fotografia latino-ameri-
cana. Destaque para o ensaio com atores, dan-
çarinos e artistas da época. Até 17 de julho.
‘Vizinhos distantes — Fotografia chinesa con-
temporânea’: Como parte da programação do
Fotorio, coletiva reúne trabalhos de nove chine-
ses, dentre eles Yang Fan, Dai Xiang e Mo Yi. Cu-
radoria de Michael Ende, Ângela Magalhães e
Nadja Fonseca Peregrino. Até 17 de julho.
Grátis >CentroCultural daJustiçaFederal. Av.
Rio Branco 241, Centro —3261-2550. Ter a dom,
domeio-diaàs19h.
‘Ama + Zônia’: Acompanhadas de poemas de
Márcia Theóphilo, cuja obra é dedicada à causa
ambiental, são exibidas 24 fotografias da italia-
na Fabian. Até 31 de julho.
‘Exercícios de arte lúdica’: Com curadoria de
Patrícia Gouvêia, a mostra é composta por sete
fotografias em grandes formatos e cinco vídeos.
Até 31 de julho.
Grátis >‘Extremos —Fotografias na coleção
daMaisondeEuropéenedeLaPhotographie’.
RealizadaemparceriacomaMaisondeEuropéenede
La Photographie, de Paris, a mostra reúne 115ima-
gens que representamsituações extremas da história
dassociedades,dosindivíduosedoscostumesaolongo
dosúltimos65anos.ComcuradoriadeMiltonGuran,a
exposição apresenta trabalhos de fotógrafos como
Henri Cartier-Bresson, Irving Penn, Neil Armstrong,
Pierreet Gilleseoutros. Até28deagosto.
Instituto Moreira Salles: Rua Marquês de São Vi-
cente 476, Gávea —3284-7400. Ter a sex, das 13h
às 20h. Sáb, dom e feriados, das 11h às 20h.
> ‘José Resende’. O artista criou sete escul-
turas feitas de aço, elementos de cobre, madei-
ra, vidro e pedra, de até cinco metros de altura,
para ocupar o espaço monumental do museu.
Uma oitava obra será instalada na Avenida Bei-
ra-Mar, junto à passarela que leva ao MAM. Cu-
radoria de Ronaldo Brito. Até 14 de agosto.
Museu de Arte Moderna: Av. Infante Dom Hen-
rique 85, Parque do Flamengo —2240-4944. Ter a
sex, do meio-dia às 18h. Sáb, dom e feriados, do
meio-dia às 19h. Grátis (até 12 anos) e R$ 8. Dom,
ingresso-família a R$ 8.
Grátis >‘VivaFavela10Anos’. Participamdaco-
letiva, quecomemoraos dez anos doprojetoVivaFa-
vela, os fotógrafos Walter Mesquita, Tony Barros,
MárciaFarias eDeiseLane, entreoutros. Sãoaotodo
24imagens produzidas por correspondentes comu-
nitárioseeditoresdoprojeto. Até3dejulho.
Centro Cultural Laurinda Santos Lobo:: Rua
Monte Alegre 306, Santa Teresa —2242-9741.
Ter a dom, das 10h às 19h.
Museusecentrosculturais
Grátis >CaixaCultural —UnidadeBarroso. Av.
Almirante Barroso 25, Centro —2544-4080. Ter a
sáb, das10hàs22h. Dom, das10hàs21h.
‘World Press Photo’: A exposição, que é resul-
tado do prêmio do fotojornalismo internacional,
reúne 177 imagens que retratam acontecimentos
de 2010. A foto vencedora é de Jodi Bieber, com
o registro de uma afegã que teve o nariz mutilado
pelo marido. Imagens dos mineiros chilenos,
quando estavam presos no subsolo, também fa-
zem parte da mostra. Uma seleção de fotos do
GLOBO completa o evento. Até 19 de junho.
Grátis >CasaFrança-Brasil. RuaViscondedeIta-
boraí 78, Centro—2332-5120. Ter adom, das10h
às20h.
‘2892’: Daniel Senise mostra quatro obras. No
trabalho que dá nome à exposição, o artista do-
ou lençóis brancos ao Instituto Nacional do Cân-
cer e a um motel e mostra, 18 anos depois, as
peças com a informação de que foram usadas
por 2.892 pessoas. Já a série “Mil” consiste em
telas com tijolos feitos de papel proveniente de
material de exposições, como folders, catálogos
e convites.Até 10 de julho.
Grátis > Centro Cultural Banco do Brasil. Rua
Primeiro de Março 66, Centro —3808-2020. Ter a
dom, das9hàs21h.
‘Eu me desdobro em muitos — A autorepresen-
tação na fotografia contemporânea’: Com cura-
doria de Joana Mazza e Milton Guran, a mostra
reúne 69 imagens dos brasileiros André Parentei,
Fernanda Magalhães e Rodrigo Braga, entre ou-
tros, alémde uma série de artistas europeus e nor-
te-americanos da coleção da Maison Européenne
de la Photographie, de Paris. Até 10 de julho.
‘I in U — Eu em tu’: Retrospectiva da artista
multimídia, cantora e compositora americana
Laurie Anderson com 31 obras, incluindo duas
inéditas. Até 26 de junho.
‘Introdução ao Terceiro Mundo’: Marilá Dardot
ocupa a Sala A Contemporânea com obras ins-
piradas no argentino Jorge Luis Borges (1899-
1986), entre outros escritores.
‘Oneness’: Exposição da japonesa Mariko Mori
comesculturas, vídeos, fotos e instalações. “Wa-
ve UFO”, por exemplo, é uma espécie de nave
espacial que mostra imagens projetadas segun-
do as ondas cerebrais dos espectadores que usa-
rem eletrodos. Até 10 de julho.
> Fundação Eva Klabin. Av. Epitácio Pessoa
2.480, Lagoa — 3202-8550. Ter a dom, das
14h às 18h. Grátis (menores de 10 anos) e R$
10.
‘Projeto Respiração’: Na 13
a
- edição do evento, o
convidado é Carlito Carvalhosa, que usou mais de
200 lâmpadas, além de copos e taças de vidro, em
sua incursão no projeto, que prevê intervenções no
acervo da fundação. Até 26 de junho.
Grátis >InstitutoMoreiraSalles. Rua Marquês
de São Vicente 476, Gávea —3284-7400. Ter
a sex, das 13hàs 20h. Sáb, dome feriados, das
11h às 20h.
‘Saul Steinberg — As aventuras da linha’: A
mostra reúne 111 desenhos produzidos entre
1940 e 1960 pelo romeno Saul Steinberg, na-
turalizado americano, que trabalhou como ilus-
trador da revista “The New Yorker”. Quatro de-
senhos em rolos de papel de até dez metros e
dois trabalhos com inspiração brasileira, feitos
quando o artista passou pelo país, também in-
tegram a exposição. Até 21 de agosto.
> Museu Casa do Pontal. Estrada do Pontal
3.295, Recreio — 2490-3278. Ter a dom, das
9h30m às 17h. R$ 10.
‘Máquinas poéticas —AbrahamPalatnik’: A ex-
posição promove o encontro da arte cinética de
Abraham Palatnik com os artistas populares
Adalton, Laurentino, Nhô Caboclo e Saúba. Até
7 de agosto.
> Museu Chácara do Céu. Rua Murtinho Nobre
93, Santa Teresa — 3970-1126. Qua a seg, do
meio-dia às 17h. Grátis (às quartas) e R$ 2.
‘Bonito por natureza — O Rio ontem e hoje’:
Imagens em aquarelas multicolores do Rio dos
séculos XIX a XXI, de navegantes europeus, além
de fotografias de artistas contemporâneos como
Jaime Acioli e Almir Reis, integrama mostra. Até
19 de setembro.
> Museu da República. Rua do Catete 153,
Catete — 3235-3693. Ter a sex, das 10h às
17h. Sáb, dom e feriados, das 14h às 17h30m.
Grátis (qua e dom) e R$ 6.
‘A Res publica brasileira’: A exposição se divide
em seis ambientações que pretendem recriar, his-
toricamente, o período republicano.
‘Paisagem x Retrato’: Berthe Salegos apresenta
21 figuras do período republicano do Brasil. Até
31 de julho.
‘Você conhece, você se lembra — Tá quente, tá
frio’: Três peças do acervo do museu foram expos-
tas para instigar o público a adivinhar ou reconhecer
suas respectivas funções. Até 31 de julho.
> Museu de Arte Contemporânea de Nite-
rói. Mirante da Boa Viagem s/n
o
-, Niterói —
2620-2400. Ter a dom e feriados, das 10h às
18h. R$ 5.
‘Pinceladas no ar e outras pinturas abstratas’:
Lauro Müller expõe 23 obras. Até 30 de junho.
> Museu de Arte Moderna. Av. Infante Dom
Henrique 85, Aterro do Flamengo — 2240-
4944. Ter a sex, do meio-dia às 18h. Sáb, dom
e feriados, do meio-dia às 19h. Grátis (até 12
anos) e R$ 8. Dom, ingresso-família a R$ 8.
‘Daniel Blaufuks — Hoje é sempre ontem’:
Uma instalação parte de duas projeções de fotos
feitas pelo artista, criando uma espécie de filme
em looping. Até 21 de agosto.
‘Roberto Cabot — Em busca do aleph’: Pintu-
ras, mídia digital, arquitetura e literatura com-
põem a abordagem do artista sobre o aleph, que
o escritor Jorge Luis Borges (1899-1986) criou
como um ponto privilegiado em que tudo fica vi-
sível. Até 26 de junho.
> Museu Histórico Nacional. Praça Marechal
Âncora s/n
o
-, Praça Quinze — 2550-9220. Ter a
sex, das 10h às 17h30m. Sáb, dome feriados, das
14h às 18h. Grátis (aos domingos) e R$ 6.
‘Brasil e a transformação da paisagem’: Expo-
sição com 52 imagens do fotógrafo sergipano
José Caldas, que mostra a transformação das
paisagens. Até 26 de junho.
‘Novo circuito de exposições de longa duração’:
O museu exibe quatro grandes núcleos de expo-
sição, que abrangemda pré-história brasileira ao
século XXI, incluindo obras de artistas contem-
porâneos.
> Museu Nacional de Belas Artes. Av. Rio
Branco 199, Centro — 2219-8474. Ter a sex,
das 10h às 18h. Sáb, dom e feriados, do meio-
dia às 17h. Grátis (dom) e R$ 5.
Oscar Oiwa: O artista mostra 15 telas. Até 20 de
junho.
Grátis >OiFuturoFlamengo.RuaDoisdeDezem-
bro 63, Flamengo —3131-3060. Ter a dom, das
11hàs20h.
‘Power pixels’: Miguel Chevalier expõe seus tra-
balhos de arte virtual e digital. Para complementar
a mostra, o artista exibe duas projeções, a “Se-
gunda natureza 2011” na fachada do Oi Futuro
Ipanema, e a “Fractal flowers in vitro 2011”, na
estação General Osório. Até 3 de julho.
‘Concerto para encanto e anel’: Nelson Felix
apresenta sua primeira escultura sonora. Até 3
de julho.
Coletivas
Grátis >‘Criativos dacasa’. Acoletiva inaugura o
espaçodedicadoaLygiaClark. Até29dejunho.
Clark Art Center: Rua Teresa Guimarães 35, Bo-
tafogo — 2531-8137. Seg a sex, das 11h as
17h. Sáb e dom, do meio-dia às 17h.
Individuais
> ‘Criança in defesa’. A mostra reúne 20 te-
las a óleo do artista plástico Ronaldo Araújo,
cuja ideia é chamar a atenção para as questões
que envolvem as crianças na sociedade con-
temporânea utilizando seu próprio cotidiano.
Até 30 de junho.
Palácio Tiradentes: Saguão Presidente Getúlio
Vargas. Rua Primeiro de Março s/n
o
-, Centro —
2588-1000. Seg a sáb, das 10h às 17h. Dom e
feriados, do meio-dia às 17h.
> ‘Esperando Outono’. Márcio RM apresenta
um ensaio com 18 fotografias realizado em Bue-
nos Aires e cidades próximas como Ai Tigre e
San Isidro. Até 26 de junho.
Centro Cultural Paschoal Carlos Magno: Rua
Lopes Trovão s/n
o
- , Icaraí — 2610-5748. Seg a
sex, das 10h às 17h. Sáb e dom, das 10h às
15h.
Grátis >‘Liberdade’. Carlos Vergara mostra traba-
lhos feitos a partir da implosão do Complexo Peniten-
ciárioFrei Caneca. Umainstalaçãoécompostapor 32
portas decelas, expostas comfotos doprocessodere-
ciclagemquetransformoupartedessematerialempre-
gosevergalhões. Até7deagosto.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Rua
Jardim Botânico 414, Jardim Botânico —
3257-1800. Seg a qui, das 9h às 22h. Sex a
dom, das 10h às 17h.
Grátis >‘Machotoys’. Fábio Carvalho mostra 30
objetos e colagens que partemda reflexão sobre os
brinquedosquesãodestinadosameninosouameni-
nas, como bolas, carros, armas, bonecas e panelas
emminiatura. Até18dejunho.
Galeria Anna Maria Niemeyer: Praça Santos Du-
mont 140-A, Gávea — 2540-8155. Ter a sex,
do meio-dia às 21h. Sáb e dom, das 14h às
18h.
Grátis >‘Tomadinha, ensaiosobreprazer’. Fer-
nando de la Rocque exibe desenhos, esculturas e ví-
deos, nosquaisusaolixocomomaterial.
Toulouse Arte Contemporânea: Shopping da
Gávea, 3
o
- piso. Rua Marquês de São Vicente
52, Gávea — 2274-4044. Seg a sáb, das 10h
às 22h. Dom e feriados, de 15h às 21h. Até 26
de junho.
Fotografia
> ‘Autorretrato sensorial’. O fotógrafo Edu
Monteiro apresenta nove imagens ilustradas por más-
caras criadas por ele mesmo, uma instalação e um
vídeo. Até 30 de junho.
Centro Cultural Parque das Ruínas: Rua Mur-
tinho Nobre 169, Santa Teresa — 2215-0621.
Ter a dom, das 8h às 18h.
> ‘Foto & grafia — Imagens em versos’. A
mostra reúne fotos inspiradas em poemas de ar-
tistas convidados, entre eles, Igor Cotrim, Cairo
Trindade e Fernando Pires.
Espaço Cultural Monumento Estácio de Sá: Av.
Infante Dom Henrique s/n
o
-, Parque do Flamen-
go — 9857-3457 (informações). Ter a dom, das
9h às 17h. Até 19 de agosto.
> ‘Foto-matriz —Síntese #1’. Aexposição reú-
ne fotos, vídeos e uma instalação de 15 alunos de
Simone Rodrigues na EAV. Até 10 de julho.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Rua
Jardim Botânico 414, Jardim Botânico —
3257-1800. Seg a qui, das 9h às 22h. Sex a
dom, das 10h às 17h.
> ‘FotoRio no CAHO’. Tatiana Guinle, Ana Ro-
drigues, Vicente de Mello e outros participam da
mostra de fotografia. Até 10 de julho.
Centro de Artes Hélio Oiticica: Rua Luís de Ca-
mões 68, Praça Tiradentes — 2232-2213. Seg
a sex, do meio-dia às 20h. Sáb e dom, das 11h
às 17h.
> ‘Regina Alvarez —Experiência fotossen-
sível’. A mostra apresenta cem fotografias pro-
duzidas por Regina Alvarez (1948-2007) com a
técnica de pinhole, na década de 1970, na In-
glaterra. Até 10 de julho.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Rua
Jardim Botânico 414, Jardim Botânico —
3257-1800. Seg a qui, das 9h às 22h. Sex a
dom, das 10h às 17h.
Grátis >‘Meumundoteu’. Atroca de correspon-
dênciasentredoisadolescentesquenãoseconhecem
é tema do trabalho de Alexandre Sequeria na mostra
queintegraoFotoRio. Até1
o
-dejulho.
Galeria 535: Rua Teixeira Ribeiro 535, Maré —
3105-0204. Diariamente, das 9h às 18h.
Extra
> ‘Ensaio Aberto 18 anos — Armazém da
Utopia’. Mostra com recursos multimídia que
inclui os cenários das peças da Cia. Ensaio Aber-
to e conta a história do grupo. Até 3 de julho.
Armazém 6: Cais do Porto. Av. Rodrigues Alves
s/n, Centro — 2516-4893. Sex a dom, das 17h
às 20h.
Grátis >HistóriadaLagoaRodrigodeFreitas.
Umalinhadotempocontaos fatos mais importantes
ocorridos na Lagoa, desde 1900até 2010. No mes-
mo espaço é possível acompanhar o andamento das
açõesquefazempartedoProjetoLagoaLimpa
Encontro das Águas: Av. Borges de Medeiros
1.444, Lagoa. Diariamente, das 10h às 19h.
SEGUNDO CADERNO

9 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 9 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 00: 01 h
PRETO/BRANCO
A ARTE DE ZOAR Reinaldo
Vitor Cafaggi VALENTE
ZOÉ E ZEZÉ J. Scott - R. Kirkman
LULUZINHA TEEN
OS TROGLO - Cisko Diz TIRINHA DO LEITOR
EI,PAI,O
QUE É ISTO?
HÃ?
PARECE
GRANDE
DEMAIS!
COMO UM
ORANGOTANGO?
É UMA
CAMISOLA QUE
SUA AVÓ FEZ
PARA MIM
QUANDO EU
TINHA A SUA
IDADE!
EXPERIMENTA!
ELA SEMPRE
FAZIA GRANDE
PARA EU USAR
QUANDO FICASSE
GRANDE!
CLAUDIA LISBOA
H O R Ó S C O P O
HOJE NO CÉU
H Q s
ÁRIES (21/3 a 20/4)
Elemento: fogo. Modalidade: impulsivo. Signo com-
plementar: Libra. Regente: Marte. Sobre o signo: A
falta de ação é um desafio.
Ao sermos confrontados com dureza ou rispidez,
não significa que se deva contestar com excesso de
firmeza. A sabedoria maior consiste em agir de mo-
do a desconcertar o oponente, de forma indiscu-
tível. É tempo de não se desgastar desnecessa-
riamente para ser capaz de enxergar um hori-
zonte mais amplo.
TOURO (21/4 a 20/5)
Elemento: terra. Modalidade: fixo. Signo comple-
mentar: Escorpião. Regente: Vênus. Sobre o signo:
A incerteza é uma provocação.
Uma das muitas causas de nossos conflitos está
na tentativa de parecer aquilo que não somos.
Obstinadamente, insistimos em ajustar as cir-
cunstâncias de forma que os outros atendam aos
nossos desejos. É tempo de agir com discerni-
mento e não dar passos maiores do que as
pernas permitem.
GÊMEOS (21/5 a 20/6)
Elemento: ar. Modalidade: mutável. Signo comple-
mentar: Sagitário. Regente: Mercúrio. Sobre o sig-
no: A solidão é inoportuna.
Às vezes, quando nos sentimos incomodados com as
atitudes alheias, tentamos resolver a situação da ma-
neira aparentemente mais fácil: evitamos a convivên-
cia, de modo a eliminar a fonte de insatisfação. É tem-
po de entender que agir comindiferença pode re-
solver certos tipos de conflitos, desde que não
provoque o surgimento de novos problemas.
CÂNCER (21/6 a 22/7)
Elemento: água. Modalidade: impulsivo. Signo
complementar: Capricórnio. Regente: Lua. Sobre o
signo: A falta de emoção é desagradável.
Ter segurança de nossos sentimentos é invariavelmen-
te uma grande força, capaz de transmitir uma enorme
sensação de bem-estar. Quando as emoções são in-
tensas e surgem de forma inesperada, devemos usar a
imaginação para garantir que isso se reverta em nosso
benefício. É tempo de encontrar um modo criativo
de se expressar e compartilhar as emoções.
LEÃO (23/7 a 22/8)
Elemento: fogo. Modalidade: fixo. Signo comple-
mentar: Aquário. Regente: Sol. Sobre o signo: O
corriqueiro é rejeitável.
Se existe um desejo incontrolável de tomar decisões
a qualquer custo, algo provavelmente está fora de
compasso. É preciso, primeiramente, restaurar o
equilíbrio emocional, para depois pensar em tomar
algum tipo de atitude mais radical. É tempo de es-
tabelecer a real importância dos seus objetivos
antes de seguir em frente.
VIRGEM (23/8 a 22/9)
Elemento: terra. Modalidade: mutável. Signo com-
plementar: Peixes. Regente: Mercúrio. Sobre o sig-
no: A organização é uma virtude.
Aproveitar bem a associação entre praticidade e
bom gosto é tudo o que precisamos fazer quando
queremos desenvolver a criatividade ou produzir
algo que tenha a nossa marca. É tempo de ser fiel
aos seus critérios de harmonia, tendo em conta
que é na rotina diária que as coisas ganham o
seu devido valor.
LIBRA (23/9 a 22/10)
Elemento: ar. Modalidade: impulsivo. Signo com-
plementar: Áries. Regente: Vênus. Sobre o signo:
Alimentado pela justiça.
Há que se pensar que a falta é sempre um caminho
certo para que reconheçamos o valor daquilo que,
durante muito tempo, pouco significou para nós.
Nos relacionamentos, costumamos perder o encan-
tamento inicial e tudo se torna excessivamente ba-
nal. É tempo de reconhecer o valor do que temos
enquanto ainda o possuímos.
ESCORPIÃO (23/10 a 21/11)
Elemento: água. Modalidade: fixo. Signo complemen-
tar: Touro. Regente: Plutão. Sobre o signo: As emoções
se multiplicam.
Quando estamos enamorados, tudo ganha uma in-
tensidade extra, capaz de provocar desejos que, sob
outras condições, mantêm-se adormecidos no inte-
rior da alma. A paixão é capaz de nos devolver a
alegria de viver. É tempo de pensar que quando
amamos somos bem mais capazes de ver as coi-
sas como devem ser vistas.
SAGITÁRIO (22/11 a 21/12)
Elemento: fogo. Modalidade: mutável. Signo complemen-
tar: Gêmeos. Regente: Júpiter. Sobre o signo: Os desafios
são ampliados.
Atitudes delicadas podem ser instrumentos de
sedução que, como um ímã, atraem aquilo que
desejamos para nós mesmos. É tempo de inten-
sificar os laços de afetividade, agregando
mais valor à vida, investindo nos bons mo-
mentos da relação e aproveitando a potencia-
lidade do amor.
CAPRICÓRNIO (22/12 a 20/1)
Elemento: terra. Modalidade: impulsivo. Signo
complementar: Câncer. Regente: Saturno. Sobre o
signo: O trabalho é essencial.
A satisfação dos desejos poderá ser alcançada se
soubermos reconhecer os duros limites da reali-
dade. Com os pés no chão é bem mais fácil que-
rer o que é passível de realização. É tempo de
aproveitar a experiência adquirida para per-
severar nas buscas que dão à vida um sentido
todo especial.
AQUÁRIO (21/1 a 19/2)
Elemento: ar. Modalidade: fixo. Signo complemen-
tar: Leão. Regente: Urano. Sobre o signo: A liber-
dade é inegociável.
Ainda que a liberdade seja uma condição indispensável
para se viver bem, também é importante criar vínculos
e usufruir os benefícios de amar e ser amado. Construin-
do uma estrutura emocional sólida, poderá investir na
durabilidade das relações sem, contudo, ferir a neces-
sidade de ter o seu próprio mundo. É tempo de se de-
dicar a construir relacionamentos estáveis.
PEIXES (20/2 a 20/3)
Elemento: água. Modalidade: mutável. Signo com-
plementar: Virgem. Regente: Netuno. Sobre o signo:
A imaginação é o alimento principal.
Quando a atmosfera é acolhedora, ficamos mais à
vontade e nos dedicamos com mais afinco ao que
precisamos fazer. A união da força criativa com o de-
sejo de realização é mais uma qualidade que, se ex-
plorada, poderá produzir resultados surpreendentes.
É tempo de viver em harmonia com o desejo de
obter estabilidade.
● Hoje no céu iremos homenagear o planeta Vênus, que está associado diretamente ao signo de libra.
Vênus, ou Afrodite, na mitologia grega, era a deusa do amor e da beleza. Um dia, correu a notícia de que existia na terra uma mulher mortal,
chamada Psiquê, ainda mais bela do que a própria deusa. Afrodite, descontente com a ideia de uma concorrente, pediu ao filho Eros, o deus
do amor, que a matasse. Eros, ao vê-la, apaixonou-se e a levou para o Olimpo. Para viver com uma mortal, o deus não pode mostrar seu corpo.
Por isso, encontravam-se sempre à noite. Uma noite, Psiquê acendeu uma lamparina para ver o rosto do amado, mas acabou queimando o ombro
de Eros, que se irritou com sua desobediência e a abandonou. Psiquê iniciou uma busca desesperada para recuperar Eros, indo até ao templo
de Afrodite, onde o deus se recuperava do ferimento. Afrodite exigiu o cumprimento de provas difíceis, que a jovem realizou com muito sacrifício.
Eros, comovido, levou Psiquê de volta para o Olimpo, e pediu a Zeus que a transformasse em imortal, para que pudessem se casar.
Portanto, nada melhor do que aproveitar o dia de hoje para se relacionar com equilíbrio e confiança e, acima de tudo, celebrar o amor.
Tenham todos um dia de paz.
Veja em oglobo.com.br/cultura como submeter sua HQ ao júri do GLOBO
Sesc-Tijuca: Rua Barão de Mesquita 539, Tijuca
— 2208-5332. Sáb e dom, às 17h. R$ 12. Até
26 de junho. Livre.
> ‘A doce Ariel’. Texto e direção: Carlos Veranai.
Com Gabriela Cavalcante, Vittor Mota e outros.
Vítima de bullying na escola, Ariel come muito
para disfarçar a tristeza.
Teatro dos Grandes Atores: Barra Square. Av.
das Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Sáb
e dom, às 17h. R$ 30. Até 31 de julho. Livre.
> ‘Fala que é amor’. Texto: Rogério Blat. Di-
reção: Ricardo Blat. Com Laura Becker e Nelson
Yabeta.
Fafá e Joca brigam e, depois, usam vários meios
de comunicação para tentar salvar a amizade.
Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro 63,
Flamengo — 3131-3060. Sáb e dom, às 16h.
R$ 10. Até 10 de julho. Livre.
> ‘A festa no céu’. Texto: Solange Lima e Di-
nho Valladares. Direção: Dinho Valladares. Com
Talita Stein, Carolina Floare e outros.
O sapo Léo e o jabuti Botija armam um plano
para entrar numa festa de animais alados.
Sede da Cia. de Teatro Contemporâneo: Rua
Conde de Irajá 253, Botafogo — 2537-5204.
Sáb e dom, às 17h30m. R$ 30. Até 30 de se-
tembro. Livre.
Grátis >‘Joãopor umfio’. Texto e adaptação: Ro-
ger Mello. ComRicardoSchöpke.
João, filho de um pescador e de uma rendeira, é
um menino solitário e sonhador que passa sua
vida ligado a fios reais e imaginários. Acrobacia
aérea e cama elástica, alémdas projeções video-
gráficas, são usados para contar a história.
Centro Cultural Banco do Brasil:Rua Primeiro
de Março 66, Centro — 3808-2020. Sáb e
dom, às 16h. Grátis (distribuição de senhas às
15h). Até 10 de julho. Livre.
> ‘Loja de brinquedos’. Texto: Claudio Figuei-
ra. Direção: Carlos Arthur Thiré e Claudio Figuei-
ra. Com a Cia. Só de Sapato.
No musical, uma menina rica entra numa loja
em busca de brinquedos novos, mas acaba
aprendendo a dividir o que tem.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-7246. Sáb e dom, às 18h30m. R$ 50.
Até 28 de agosto. Livre.
> ‘Na cola do sapateado’. Texto: Gisela Sal-
danha, Mabel Tude, Maria Dulce Saldanha e Tâ-
nia Nardini. Direção: Tânia e Tony Nardini. Com
Anderson Müller, Maria Clara Gueiros e outros.
Sete alunas usam o sapateado para colar na pro-
va de geografia, para desespero do professor.
Teatro do Leblon: Rua Conde Bernadotte 26, Le-
blon —2529-7700. Sáb e dom, às 17h. R$ 40.
Até 31 de julho. Livre.
> ‘O patinho feio’. Texto: Hans Christian An-
dersen. Adaptação: Maria Clara Machado. Dire-
ção: Bernardo Jablonski e Fabiana Valor. Músi-
cas, direção musical e arranjos: John Neschling.
Com George Sauma, Fabiana Valor e outros.
Versão do clássico de Hans Christian Andersen.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2540-6004. Sáb e dom, às 17h. R$ 50. Até 28
de agosto. Livre.
> ‘A pequena sereia’. Texto: Hans Christian
Andersen. Adaptação e direção: Roberto Rezen-
de. Com Ana Cláudia Padilha e Érika Thomas.
A história da sereia que, após se apaixonar por
um homem, deseja virar humana.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-7246. Sáb e dom, às 17h15m. R$ 50.
Até 31 de julho. Não recomendado para meno-
res de 2 anos.
> ‘Peter Pan —Eu acredito emfadas!’. Tex-
to e direção: Tay Dias. Com Raphael Rossatto,
Tay Dias e outros.
Versão musical do clássico de J.M. Barrie.
Teatro Fashion Mall: Fashion Mall, 2
o
- piso. Es-
trada da Gávea 899, São Conrado — 2422-
9800. Sáb e dom, às 17h. R$ 40. Até 26 de
junho. Livre.
> ‘Porquinhos — O musical’. Texto e direção:
Deise Reis e Leandro Bispo. Com Evelyn Castro,
Bruno Camurati e outros.
A clássica história dos porquinhos que vivem na
floresta e decidem construir suas casas.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-7246. Sáb e dom, às 16h. R$ 50. Até 30
de outubro. Livre.
> ‘O que podemos contar’. Texto e direção:
Marco dos Anjos. Com Daniel Carneiro, Hikari
Amada e outros.
Sem História, um adulto sério, escolheu guardar o
passado para não sentir saudade. Nina, uma menina
esperta e curiosa, surge para acionar sua memória.
Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco
241, Centro — 3261-2550. Sáb e dom, às
16h. R$ 30. Até 21 de agosto. Livre.
> ‘O Rei Leão’. Direção: Roberto Rezende. Com
Erika Thomas, Leticia Botelho e outros.
Omusical utiliza o universo circense, comacrobacias
aéreas e coreografias utilizando trapézios e tecido pa-
ra contar a história do clássico da Disney.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-7246. Sáb e dom, às 15h. R$ 50. Até 31
de julho. Livre.
> ‘O Reino do Feijão Preto’. Texto e direção:
Helton Tinoco. Com Tito Sant’anna, Helton Ti-
noco, Tatiane Santoro e outros.
A feijoada será a salvação para o falido Reino do
Feijão Preto, mas, para isso, Samba, o porco
compositor, terá que morrer.
Teatro do Jockey: Rua Bartolomeu Mitre 1.110,
Gávea — 3114-1286. Dom, às 18h30m. R$
20. Até domingo. Livre.
> ‘Os saltimbancos’. Texto: Luiz Henríquez e
Sergio Bardotti. Direção: Maria Lucia Priolli.
Com Telma Leite, Ruben Gabira e outros.
A história de quatro animais, fugidos de seus do-
nos por maus-tratos, que se encontram numa
estrada. Versão de Chico Buarque.
Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824,
Ipanema — 2523-9794. Sáb e dom, às 17h.
R$ 30. Até 26 de junho. Livre.
> ‘O travesseiro (poema nº1 para a crian-
ça)’. Texto e direção: Kiko Marques. Com Ale-
jandra Sampaio, Flávia Pucci e Silvio Restiffe.
O espetáculo é centrado na pequena Didi e sua
busca pela solução de um enigma: seu irmão se
transformou num travesseiro.
Oi Futuro Ipanema: Rua Visconde de Pirajá 54,
Ipanema — 3201-3010. Sáb e dom, às 16h.
R$ 10. Até 10 de julho. Livre.
> ‘Os três porquinhos’. Texto e direção: Bri-
gitte Blair. Com Jardiel Gomes, Alan Oliveira,
Adriana Luna e Pedro Machado.
Obrigados a viver trancados na casa onde mo-
ram por serem perseguidos por um terrível lobo
mau, os três porquinhos decidem construir uma
nova residência numa clareira da floresta.
Teatro Brigitte Blair: Rua Miguel Lemos 51-H,
Copacabana — 2521-2955. Sáb e dom, às
17h. R$ 30 (crianças pagam meia). Até 31 de
julho. Livre.
Planetário
> Planetário da Gávea. Os visitantes podemver
as exposições “Museu do Universo”, com 56 expe-
rimentos interativos de Astronomia, e “Número e
cores: uma história da Astronomia”. Na cúpula, há
sessões de filmes de média-metragem para o pú-
blico infanto-juvenil, com temática espacial.
Planetário da Gávea: Rua Vice-Governador Ru-
bens Berardo 100, Gávea — 2274-0046. Ter a
sex, das 9h às 17h. Sáb, dom e feriados, das 15h
às 18h. Sessões na cúpula: sáb, dom e feriados,
às 15h30m, às 16h45m e às 18h. R$ 8 (só a
exposição) e R$ 16 (exposição e sessão na cú-
pula). Livre.
Museusecentrosculturais
> Espaço Cultural da Marinha. O espaço é
dedicado à história do Brasil e da navegação. O
visitante pode ainda fazer o passeio à Ilha Fiscal
em escuna, de quinta a domingo, ao meio-dia e
meia, às 14h e às 15h30m.
Espaço Cultural da Marinha: Av. Alfred Agache
s/n
o
-, Praça Quinze — 2233-9165. Ter a dom,
do meio-dia às 17h. Peça: sáb e dom, às
14h30me às 16h. Grátis (visitação e peça) e R$
10 (passeio). Livre.
> Museu Nacional. No acervo do museu, há
três mil itens de Antropologia, Botânica, Ento-
mologia e Paleontologia.
Museu Nacional: Quinta da Boa Vista s/n
o
-, São
Cristóvão —2562-6042. Ter a dom, das 10h às
> ‘O casamento de Dona Baratinha’. Adap-
tação e direção: Guga Gallo. ComAmanda Gallo,
Danielly Dallier, Guga Gallo e Victor Vieira.
Baratinha está varrendo o quintal de casa e acha uma
caixinha cheia de ouro. Mas, como tempo, sente fal-
ta dos amigos e de um par romântico.
Teatro Fashion Mall: Fashion Mall, 2
o
- piso. Es-
trada da Gávea 899, São Conrado — 2422-
9800. Sáb e dom, às 17h. R$ 40. Até 2 de ju-
lho. Livre.
> ‘Chiquinho, quinta-feira’. Texto: Liliana
Laccoca. Direção: Aramis David Correia. Com
Wesley Cardozo.
Para mudar o dia sem graça que está vivendo,
Chiquinho resolve criar uma brincadeira e trans-
formar o domingo em uma quinta-feira.
Teatro Ziembinski: Rua Heitor Beltrão s/n
o
-, Ti-
juca —3234-2003. Sáb e dom, às 16h. R$ 20.
Excepcionalmente neste domingo, ingresso a R$
1. Até 26 de junho. Livre.
> ‘Um chorinho pra Dona Baratinha’. Texto e
letras: Pedro Murad. Direção geral: Gabriel Cortez.
Com Carla Diaz, Thiago Oliveira e Bruno Macedo.
Embalada ao ritmo de grandes clássicos do choro, a
peça retrata as peripécias de Dona Baratinha.
Teatro Miguel Falabella: NorteShopping. Av.
Dom Helder Câmara 5.332, Cachambi —
2595-8245. Sáb e dom, às 16h. R$ 30. Até 28
de agosto. Livre.
> ‘Os colegas’. Texto: Lygia Bojunga. Adapta-
ção e direção: Alice Reis. Com Andrea Bacellar,
Chris Mello e outros.
Cinco animais se tornam grandes amigos, mas
são separados por diversas circunstâncias e ten-
tam se reencontrar.
Teatro Maria Clara Machado: Planetário da Gá-
vea. Av. Padre Leonel Franca 240, Gávea —
2274-7722. Sáb e dom, às 16h. R$ 25. Excep-
cionalmente neste domingo, ingresso a R$ 1.
Até 10 de julho. Livre.
> ‘Um concerto para o sol’. Adaptação: Cia.
Trança de Folia. Direção: Walkyria Alves. Com
Joana Lyra, Niuxa Drago, Norma Nogueira e ou-
tros.
Quatro contos da cultura popular (de Brasil, Egi-
to, Inglaterra e Macedônia) abordam amizades,
gratidão e perseverança, com música ao vivo.
16h. R$ 3. Livre.
> Programa emFamília. O programa dominical
do leva crianças e adultos a explorar uma coleção
de materiais utilizados por artistas.
Museu de Arte Moderna: Av. Infante Dom Hen-
rique 85, Parque do Flamengo — 2240-4944.
Dom, às 15h. Grátis (crianças até 12 anos) e R$
8 (aos domingos, ingresso-família, para até cinco
pessoas). Livre.
Recreação
> Fazendinha Estação Natureza. O espaço
promove vivência rural e arvorismo.
Fazendinha Estação Natureza: Estrada dos
Bandeirantes 26.645, VargemGrande —2428-
3288. Sáb, dom e feriados, das 10h às 17h. R$
40 (menores de 2 anos não pagam). Livre.
> Jardim Zoológico. O parque conta com
1.900 animais.
Quinta da Boa Vista: São Cristóvão — 3878-
4200. Ter a dom, das 9h às 16h30m. R$ 6.
Crianças com menos de um metro, maiores de
60 anos e deficientes físicos não pagam. Livre.
Patinaçãonogelo
> Barra On Ice. A pista tem 450 metros qua-
drados e capacidade para 100 pessoas.
Hipermercado Extra 24 horas: Av. das Américas
1.510, Barra — 3151-3354 e 2431-4602. Ter
a qui, das 14h às 21h. Sex, das 14h às 22h.
Sáb, dom e feriados, das 13h às 22h. R$ 30,
por uma hora de patinação incluindo equipa-
mento de segurança (de terça a quinta, preço
promocional de R$ 25). Recomendado para
maiores de 5 anos.
> Norte On Ice. A pista de patinação no gelo
tem 300 metros quadrados
NorteShopping: Av. DomHélder Câmara 5.474,
Estacionamento Pedras Altas, Cachambi —
2178-4606 e 2178-4607. Seg a qui, das 14h
às 21h. Sex, das 14h às 22h. Sáb, dom e fe-
riado, das 13h às 22h. R$ 25, por uma hora de
patinação (de segunda a quinta, preço promo-
cional de R$ 20). Recomendado para maiores
de 5 anos.
RIO SHOW
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 10 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 11/06/2011 — 01: 33 h
10

Domingo, 12 de junho de 2011
SEGUNDOCADERNO
SEGUNDOCADERNO
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Amigos, ideias, músicae luzes, muitas luzes
Grupo de arquitetos, designers e ilustradores se reúne em festas fechadas para a prática do ‘light painting’
Catharina Wrede
N
uma noi te de fri o
cortante e céu es-
trelado no Leblon,
uma movimentação
diferente acontecia em uma
cobertura detonada da Rua
Venâncio Flores. Com uma la-
tinha de cerveja e um cigarro
numa mão e fios e tomadas
na outra, o arquiteto Duke
Capellão avisava:
— Agora é a hora em que eu
vou tomar um megachoque!
A ameaça não se confir-
mou. Em vez disso, uma luz
verde se acendeu. Em volta,
um grupo gritava, comemo-
rando. Com a última lâmpa-
da devidamente conectada
ao emaranhado de exten-
sões pelo chão do aparta-
mento em obras, o iPod liga-
do e a cerveja gelada, eles
puderam começar o evento
da noite: mais uma sessão de
light painting — técnica em
que pincéis dão lugar a dife-
rentes tipos de lâmpadas, a
tradicional tela é a imensi-
dão do ar, e tudo se materia-
liza em fotografias.
Lâmpadas, lanternas e velas
Munidos de lanternas, stro-
bos, lâmpadas coloridas, sa-
bres de luz e até velas que sol-
tam faíscas, os arquitetos Du-
ke Capellão e Diego Uribbe, os
designers João Tolentino e
Pedro Themoteo, e os ilustra-
dores Meton Joffily e Igor Ma-
chado, se reúnem — sem re-
gularidade definida, eles fa-
zem questão de frisar — para
criar imagens com resultados
incríveis. Os encontros são
restritos a poucas pessoas,
amigos, amigos de amigos, na-
moradas e, desta vez, uma
jornalista. Conhecido desde a
época do Colégio Santo Iná-
cio, e formado nos pilotis da
PUC, o grupo faz tudo na base
da experimentação e da curti-
ção levada a sério:
— Quando uma coisa surge
na hora, a gente se apropria
dela. Bora fazer o boom box?!
— pergunta João, se referin-
do à imagem de um homem
com uma caixa de som nos
ombros.
Para criar o desenho, todos
se posicionam em suas mar-
cas, definidas pelo enquadra-
mento da câmera fotográfica.
Para o efeito dar certo, é pre-
ciso colocar o equipamento
num tripé, fechar ao máximo o
obturador, usar a menor asa
possível e deixar a máquina
em longa exposição — de 20 a
30 segundos, dependendo da
complexidade da imagem que
vai ser desenhada no ar.
— O desafio é visualizar o
traço sem realmente vê-lo, pa-
ra não passar por cima do que
já foi desenhado ou perder a
noção de tamanho e espaço —
explica Meton.
Quando o o.k., ou melhor,
o “lights, please!”, é dado por
Diego, todos começam a se
movimentar ao som de “The
robots”, do grupo al emão
Kraftwerk, as luzes em pu-
nho numa inevitável e empol-
gante performance até o tem-
po estipulado acabar. O re-
sultado permanece misterio-
so, e t odos cor rem par a
olhar o visor da câmera, que
plasma a fotografia final, co-
memorada ou não.
A ideia de resgatar o light
painting — que até Pablo Pi-
casso utilizava — veio quan-
do João descobriu um estú-
dio de fotografia inutilizado
no antigo escritório de de-
sign em que trabalhava. Com-
prou as luzes, fios e exten-
sões e fez alguns testes. Gos-
tou. Mais tarde, abriu seu
próprio escritório, o Estúdio
Utopia, no Jardim Botânico,
no mesmo prédio onde Diego
e Duke montaram o seu, o
Movimento Arquitetura, res-
ponsável pela reforma da co-
bertura detonada que virou
cenário perfeito para o light
painting. A proximidade aca-
bou gerando um novo coleti-
vo, o MUDA (união do Estú-
dio Utopia e do Movimento
Arquitetura).
Paralelamente a isso, Me-
ton também já começava a
arriscar alguns rabiscos lu-
mi nosos no ar. Em 2008,
quando fez um workshop de
stopmotion em light painting
pelo festival Anima Mundi,
ele conheceu uma colega de
classe japonesa. O contato
foi mantido e, no início do
ano, após o terremoto que
assol ou o Japão, a ami ga
contactou Meton para que
enviasse trabalhos em light
painting em forma de mensa-
gens solidárias às vítimas da
tragédia. O grupo se reuniu e
criou fotografias que foram
l evadas ao outro l ado do
mundo. Depois disso, as reu-
niões começaram a ser mais
frequentes, cada vez no es-
critório de alguém.
— Dá certo porque somos
da área criativa. É mais uma
técnica que descobrimos e
que pode se encaixar muito
bem nos diferentes estilos de
trabalho de cada um: seja
ilustrando, fazendo um vídeo
ou uma arte gráfica, e acho
que vamos acabar incorpo-
rando o light painting no nos-
so trabalho comercial de al-
guma forma. Isso é possível
— vislumbra João.
Mas os encontros são, em
sua essência, para a diversão.
Dar vazão às mai s l oucas
ideias que surgem entre um
ataque de riso e outro, um go-
le de cerveja, ou o beat de uma
música. O objetivo, segundo
João, nunca foi comercializar
as obras, mas isso pode vir a
acontecer:
— Acho que uma exposição
é o que se aproxima mais do
que queremos, na verdade.
Mas o importante é curtir o
processo. O produto final é
consequência. ■
FOTOGRAFIAS GERADAS a partir da técnica de desenhar no
ar com luzes coloridas: o importante é curtir o processo
Fotos de divulgação/MUDA
HUMOR
AGAMENON
Greve de bombeiro é fogo
EU E ISAURA, a minha patroa, fomos comemorar o Dia dos Namorados no Restaurante de 1 Real. Fiz questão
de levar um amigo bombeiro para rachar a mulher e a despesa. Não necessariamente nessa ordem
FIGURAÇA DA SEMANA
Ronaldo Fofômeno
● O Brasil assistiu emocionado à des-
pedida de um dos maiores jogadores
de todos os tempos: Ronaldinho Na-
zário, o Fenômeno. No seu jogo de
despedida contra a seleção do Vigilan-
tes do Peso, Ronaldo entrou em cam-
po dando a mão para dez travestis ca-
rentes e, ao final da partida, teve que
dar a volta olímpica num carrinho de
golfe. Logo que saiu do Pacaembu, Ro-
naldo Fenômeno foi comemorar com
os amigos numa churrascaria rodízio.
Ronaldo Fofômeno já entrou para os
anais do futebol como um craque vi-
torioso. Superou todos os seus pro-
blemas físicos e sempre foi um guer-
reiro. Principalmente quando encarou
três travestis num motel. Nesse mo-
mento seminal de sua carreira, Ronal-
do, que muitos julgavam acabado pa-
ra o futebol, conseguiu dar uma “ca-
neta” nos três botando a bola por de-
baixo das pernas cabeludas dos trans-
formistas. Mas esse episódio é coisa
do passado, ficou para trás. Para trás
do Ronaldinho. Como todo jogador
que se aposenta, Ronaldo Fofômeno
agora vai virar comentarista. Comen-
tarista de restaurante.
RONALDO FOFÔMENO mal abandonou o futebol
e já vai estrear na carreira artística. O craque
acaba de ser contratado para se apresentar
ao lado de Shamu no SeaWorld
A
greve dos bombeiros vem causando
sérios transtornos à cidade e à minha
vida sexual. Desde que a paralisação
dos bravos soldados do fogo come-
çou, 400 bombeiros estão entocados na minha
residência, o Dodge Dart 73, enferrujado, que
fica estacionado na porta de O GLOBO (e que
também participa como ator do meu filme, “As
aventuras de Agamenon, o repórter”). Mesmo
em greve, os heroicos bombeiros tentam de-
sesperadamente apagar o fogo de Isaura, a mi-
nha patroa. É triste para um homem da minha
idade ter que conviver diariamente, naquele
ambiente úmido, cheirando a borracha quei-
mada, com tantas mangueiras enormes e indo-
máveis balançando pra lá e pra cá.
Na semana passada, também fiquei revoltado
com o espancamento de um garoto com apenas
6 anos de idade por um outro de 14 que acon-
teceu no tradicional Colégio São Arrebento. Co-
mo todos sabem, o São Arrebento não admite a
entrada de mulheres mesmo porque os reclusos
monges beneditinos detestam concorrência. O
São Arrebento sempre foi conhecido por sua dis-
ciplina rigorosa. É por isso que eles não deixam
entrar mulher: para não provocar a libido peca-
minosa dos alunos e atrapalhar os estudos. O
Mosteiro de São Arrebento também é conhecido
pelo canto gregoriano. Os reclusos sacerdotes
pegamos inocentes alunos ainda impúberes e le-
vam para o canto. Canto gregoriânus. Caretas e
conservadores, os monges só admitem a tradi-
cional prática da pedofilia apostólica romana de
acordo com a encíclica papal Retum Norabum.
Papal com trocadilho, por favor. A direção man-
dou avisar que não existe bullying no colégio, só
bullinorum. Em latim fica bem melhor.
AGAMENON MENDES PEDREIRA é jornalista beneditino
BOACHANCE BOACHANCE
DOMINGO, 12 DE JUNHO DE 2011
O GLOBO

BOA CHANCE

PÁGINA 1 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 20: 52 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Cadernos
classificados:
O melhor entre as
ofertas de emprego
Concursos
e estágios:
As inscrições
abertas

2
Possofalar
comvocê?
Marcio Coutinho
Paula Dias e Ione Luques
P
or mais legal que o seu
gestor seja, chefe é chefe,
e o velho jargão já diz que
para ele não se leva proble-
ma: apenas solução. Apesar de
essa mentalidade estar mudan-
do — nas empresas modernas, as
lideranças estão mais abertas e flexíveis — o
relacionamento entre funcionários e superiores,
em boa parte dos casos, ainda significa tensão,
analisam especialistas em recursos humanos.
Tal condição é capaz de tornar mais difíceis os mo-
mentos em que é preciso chamar o chefe na chincha
para fazer um pedido com jeitinho de proposta indecen-
te ou dizer o que se pensa. Afinal, quem nunca sentiu o
estômago dar um nó (1) ao pedir um aumento? As mãos ge-
larem (2) ao se queixar sobre um colega de trabalho? Sim,
porque essas são duas das cinco conversas que consultores
de RH, a pedido do Boa Chance, elegeram como as mais
complicadas de se ter com o chefe. Pedir para trocar de
setor na empresa (3) e para tirar um ano sabático (4) com-
pletam a lista, ao lado da avaliação 360° (5), em que o fun-
cionário analisa, cara a cara, o desempenho “do homem”.
Mesmo apresentando motivações diferentes, todas as
conversas escondem um componente comum: o medo de
uma reação negativa do gestor, afirma Elaine Saad, geren-
te-geral da Right Management no Brasil.
— Os profissionais têm receio de perder o emprego ou
sofrer retaliação. Eles se questionam: o que acontecerá co-
migo? Amaioria fica preocupada de se expor ou de o clima
ficar ruim após a conversa — diz Elaine, que lamenta que
esse tipo de dificuldade exista no ambiente de trabalho. —
Afinal, se as pessoas conseguissem resolver todos os seus
problemas sozinhas, para que precisariam de um chefe?
No caso de C.M, que trabalha em uma empresa de óleo e
gás, o incômodo com uma das colegas — apelidada de “cas-
ca”, de cascavel — foi mais forte do que o medo de relatar
suas falhas de caráter para a gerente. Mas faltou coragem
suficiente para tratar do assunto sozinha. A saída foi bater
um papo com a chefe junto com outras pessoas da equipe:
— Foi difícil, porque sabíamos que a conversa poderia
render a cabeça dela. Mas também cogitamos que a geren-
te poderia não concordar, o que criaria uma indisposição à
toa. No fim, a menina foi chamada para conversar e a si-
tuação melhorou. Pelo menos por enquanto.
Para Eliane Figueiredo, diretora-presidente da Projeto
RH, fazer complô está longe de ser a melhor solução para
resolver esse tipo de problema. Conversar diretamente com
a colega seria a
primeira opção, mas
só se a pessoa for ética
e madura, alerta:
— É preciso tomar cuida-
do com quem estamos lidando.
Se o relacionamento for imprati-
cável, vale chamar o chefe e dizer
que, apesar de gostar da pessoa, seu es-
tilo de trabalho é diferente do dela. Mas
se ele não arranjar uma solução, o jeito é
procurar outro setor ou mudar de emprego.
Amáxima dos “incomodados que se mudem” va-
le ainda para o pedido de troca de setor. A tentativa
pode ser bemsucedida apenas se o funcionário diagnos-
ticar que o gestor é uma pessoa aberta o suficiente para
entender suas necessidades, ressalta Rafael Meneses, sócio-
gerente da Asap, consultoria de recrutamento e seleção:
— É uma situação delicada, em que o chefe tem que ser o
primeiro a saber. O primeiro passo é estar bem preparado e
embasar o pedido com argumentos. Mas só vale a pena ten-
tar se o chefe for uma pessoa flexível e madura. Se não, a
chance de ele negar e o clima ficar ruim depois é grande.
E que tal pedir para ficar de seis meses a um ano afas-
tado do trabalho e, ainda por cima, com a condição de que
sua vaga estará te esperando quando voltar?
— Como são raras as organizações que têm políticas cla-
ras sobre ano sabático, cabe ao funcionário negociar sua
vaga ou pedir demissão. É umrisco grande para a empresa,
que geralmente só concede o benefício a um talento que
ela não quer perder — diz Elaine. Continua na página 3
As cinco conversas mais difíceis para se ter
com o chefe, segundo especialistas em RH
O GLOBO NA INTERNET
OPINIÃO Qual a conversa mais difícil que você já teve com um chefe?
oglobo.com.br/economia/boachance
2

BOA CHANCE Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

BOA CHANCE

PÁGINA 2 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 20: 53 h
PRETO/BRANCO
ESTÁGIOS &
FINEP: A empresa, vinculada ao Ministério da Ciência e Tec-
nologia, promove concurso que visa a formar cadastro de
reserva para os cargos de analista (nas áreas de RH, con-
tabilidade, suporte, planejamento e serviço social, entre
outras) e de técnico (nas áreas de apoio administrativo,
secretariado e suporte). As oportunidades são para Rio e
São Paulo, com salários que vão de R$ 1.728 a R$ 6.295,35.
Os interessados podem se inscrever até 3 de julho. Serão
cobradas taxas de R$ 42 e R$ 80.
■ Inscrições: www.cesgranrio.org.br
TFR - 2ª REGIÃO: O Tribunal Regional Federal da 2
a
- Região,
que engloba os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo,
abriu concurso para preencher 48 vagas de juiz federal
substituto, com remuneração de R$ 21.766.16. Os candida-
tos devem ser bacharéis em direito há pelo menos três
anos, comprovar atividade jurídica por igual período e
possuir registro na Ordemdos Advogados do Brasil (OAB).
As inscrições preliminares ocorrem até 6 de julho, median-
te o pagamento de uma taxa de R$ 160. As provas objetivas
serão aplicadas nas cidades do Rio e de Vitória. As demais
etapas serão realizadas somente no Rio.
■ Inscrições: www.cespe.unb.br
INFRAERO: A empresa vai formar cadastro de reserva em car-
gos de níveis técnico e superior. Os postos são de profis-
sional de engenharia e manutenção (desenhista projetista,
topógrafo e técnicos em edificações, eletrônica, eletrotéc-
nica, estradas e mecânica), de serviços técnicos, de nave-
gação aérea e de tráfego aéreo, todos de nível médio, e de
analista superior, para o qual podem concorrer graduados
em TI, comunicação social, advocacia, economia, adminis-
tração, arquitetura e engenharia, entre outros cursos. Os
salários vão de R$ 1.924,86 a R$ 4.839,19. Inscrições até 8
de julho, com taxas de R$ 59 e de R$ 75.
■ Inscrições: www.concursosfcc.com.br
POLÍCIA CIVIL-RJ: Seguem abertas, até o dia 30 deste mês, as
inscrições para a seleção de peritos legistas. São 44 vagas
para profissionais graduados em medicina, odontologia,
bioquímica e farmácia. A remuneração inicial é de R$ 3.474.
Será cobrada taxa no valor de R$ 80.
■ Inscrições: www.concurso.fgv.br
BANCO DO BRASIL: Terminam amanhã as inscrições para a se-
leção externa do banco, que visa à formação de cadastro
de reserva para o cargo de escriturário em seis estados,
incluindo o Rio. Para ocupar a função, os candidatos pre-
cisam ter ensino médio completo e idade mínima de 18
anos. O salário inicial é de R$ 1.280,10, mais gratificação
semestral de 25%. Será cobrada taxa de R$ 40.
■ Inscrições: www.cesgranrio.org.br
PREFEITURA DE PARACAMBI: O município fluminense vai pre-
encher 102 vagas em cargos de nível médio e superior. Os
salários vão de R$ 626,87 a R$ 912,79. Os cargos são de
professor comlicenciatura plena emartes, física, língua es-
panhola, geografia, história, matemática, língua portugue-
sa e ciências, além de professor com especialização em
educação infantil e em ensino fundamental do 1
o
- ao 5
o
- ano
de escolaridade, secretário escolar, orientador educacio-
nal e supervisor escolar. As inscrições devem ser feitas até
10 de julho via internet ou até o dia 8 do mesmo mês, em
dias úteis, no Telecentro, localizado na Biblioteca Munici-
pal Demistóclides Baptista. As taxas são de R$ 60 (nível
médio) e de R$ 85 (nível superior).
■ Inscrições: www.iesap.com.br
SÃO PAULO PREVIDÊNCIA: A SPPrev abriu concurso para 156
vagas para o cargo de técnico em gestão previdenciária de
nível médio. Osalário inicial pago é de R$ 1.400. Do total de
vagas, 148 são para a cidade de São Paulo e duas para São
José do Rio Preto. As seis vagas restantes estão distribuí-
das pelas cidades de Avaré, Bauru, Franca, Marília, São Jo-
sé dos Campos e Sorocaba. Os candidatos deverão fazer
suas inscrições exclusivamente via internet até quarta-fei-
ra. O valor da inscrição é de R$ 40.
■ Inscrições: www.iesap.com.br
MUDES: A Fundação Mudes tem 440 vagas de estágio esta se-
mana. Entre as de formação superior estão ciência da com-
putação (6), informática (11), pedagogia (9) e comunica-
ção social (15). Para o nível médio, há oportunidades para
técnicos em enfermagem (2), eletrônica (3) e administra-
ção (25). O candidato deve levar declaração da escola, car-
teira de identidade e CPF a postos, como o localizado na
Rua Nilo Peçanha, 11, 5
o
- andar, Centro.
■ Informações: 3094-1181 ou www.mudes.org.br
CIEE: O CIEE oferece 1.152 vagas esta semana. Entre as opor-
tunidades de nível superior estão marketing (11), hotelaria
(2), sistema de informação (5) e desenho industrial (12).
No caso do nível médio, há vagas para técnico em eletro-
técnica (7), mecânica (2), contabilidade (5) e telecomuni-
cações (11). É necessário levar declaração da escola, iden-
tidade e CPF a um dos postos do CIEE, como o da Rua da
Constituição, 67, Centro.
■ Informações:3535-4545 ou www.ciee.org.br
O GLOBO
BOA CHANCE
EDITORA: Léa Cristina
DIAGRAMADOR: Marcio Coutinho
boa@oglobo.com.br
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A ESTRATÉGIA
MCKINSEY
EMPRESAS FEITAS PARA SERVIR GRUPOS: O PODER DA CONSTRUÇÃO COLETIVA
● SINOPSE: A autora fornece
ferramentas e conselhos prá-
ticos para os funcionários
que nasceram entre os anos
60 e 80 se adaptarem às mu-
danças do ambiente corpora-
tivo, redefinirem as priorida-
des no trabalho e convive-
rem bem com a geração Y.
● AUTOR: Tamara Erickson
● EDITORA: Campus-Elsevier
● PREÇO: R$ 59,90
E AGORA, GERAÇÃO X?
● SINOPSE: Resultado da expe-
riência do empresário à frente
da United, rede de supermerca-
dos famosa pelo bom desempe-
nho, o livro mostra como a va-
lorização das pessoas e a cria-
ção de uma cultura de serviço
aumentam a produtividade.
● AUTOR: Dan J. Sanders
● EDITORA: Sextante
● PREÇO: R$ 24,90
● SINOPSE: Direcionado aos
líderes, o livro mostra que co-
nhecer as dinâmicas, os pro-
cessos e as estratégias do tra-
balho em grupo melhora a
convivência entre as equipes,
maximizando resultados.
● AUTORES: Carlos da Cunha
e Denise Lemos
● EDITORA: Qualitymark
● PREÇO: R$ 29,90
● SINOPSE: Professor asso-
ciado da Kenan-Flager Busi-
ness School, onde leciona
consultoria de gestão e es-
tratégia, o autor apresenta
um guia que traz soluções de
negócios para resolver pro-
blemas entre equipes e esti-
mular o comprometimento.
● AUTOR: Paul Friga
● EDITORA: Campus-Elsevier
● PREÇO: R$ 69,90
O que você está lendo?
● “Inspirado
no livro ‘Good
to great’, de
Ji m Col l i ns,
Forces for go-
od (sem tra-
dução para o
por t uguês)
apresenta as
melhores prá-
ticas de gestão de ONGs de alto
impacto”. Rodrigo Teles, presi-
dente do Instituto Endeavor.
● AUTOR:
L. Crutchfield e
H e a t h e r M .
Grant
● E D I T O R A :
John Wi l ey &
Sons
● PREÇO:
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BOA CHANCE

3 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

BOA CHANCE

PÁGINA 3 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 20: 53 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Asaídaestánopoder deconvencimento
Profissionais devem se preocupar em reunir bons argumentos para justificar mudanças e reivindicações
POSSO FALAR COM VOCÊ? •
Continuação da página 1
PARA NÃO PERDER O TOM DA CONVERSA
Apósaaposentadoria, otrabalho
Empresas oferecem programas para profissionais que saíram do mercado
E
xperiência e, principal-
mente, tempo de vida
são aspectos considera-
dos benéficos por insti-
tuições, que estão apostando
na contratação de funcionários
que já se aposentaram. Ogrupo
Pão de Açúcar, por exemplo,
tem o programa Terceira Idade,
que oferece oportunidades de
trabalho para profissionais a
partir dos 55 anos. Oprojeto foi
implantado em2004, conta Van-
dreia Oliveira, gerente de RH-Di-
versidade da empresa.
— Recebíamos com muita
frequência elogios por parte
de nossos clientes e gestores
em relação à atuação desses
profissionais. Optamos por es-
truturar umprograma e forma-
lizar a entrada deste grupo pa-
ra atuar em especial nas lojas
— destaca Vandreia.
O sucesso destes funcioná-
rios na rede é grande, conti-
nua Vandreia. Já está em estu-
do, inclusive, a ampliação das
contratações para esta gera-
ção. Os candidatos devem se
cadastrar pelo bit.ly/mC7jGC.
— O programa foi muito
bom para mim, pois tinha difi-
culdade de conseguir empre-
go. É como se não fôssemos ca-
pazes de realizar funções —
diz Edna Vieira Agostinho, de
56 anos e funcionária do super-
mercado Extra há dois meses.
O Comitê Olímpico Brasileiro
(COB), por sua vez, criou o Ins-
tituto Olímpico Brasileiro. A es-
cola, além de dar qualificação
profissional a gestores adminis-
trativos e treinadores, também
se dedica a reintegrar ex-atletas
ao mercado de trabalho.
‘Mesma vontade de superar
os desafios dos mais jovens’
— Muitos ex-atletas se en-
contram perdidos porque não
sabem o que fazer fora do es-
porte. É nosso dever preservar
os ídolos. Para isso, os capaci-
tamos com os conhecimentos
e informações necessários pa-
ra o gerenciamento de qual-
quer organização esportiva —
diz Marcus Vinícius Freire, su-
perintendente do COB.
Em São Paulo, desde 2003 o
restaurante Pizza Hut de São
Paulo oferece a pessoas com
mais de 60 anos a oportunida-
de de recolocação profissio-
nal. O programa Atividade ga-
rante, além de um emprego,
benefícios como planos de
saúde e odontológico, cesta
básica e seguro de vida.
Até o momento, cerca de
200 pessoas já passaram pelo
projeto, e o recrutamento é fei-
to via cadastro do currículo no
site www.pizzahutsp.com.br.
— Nestes sete anos de proje-
to, fortalecemos nosso quadro
de funcionários com cidadãos
que têm a experiência dos mais
velhos, mas a mesma vontade
de superar os desafios dos mais
jovens — conta Jorge Aguirre,
diretor da Pizza Hut SP. ■
● AUMENTO: Ponto básico:
na hora de pedir um reajuste
de salário, motivos pessoais
devem ficar de fora da con-
versa. O profissional precisa
focar em desempenho e resul-
tados, deixando claro os be-
nefícios que a empresa terá.
Além de avaliar qual é o me-
lhor momento, vale se infor-
mar sobre pesquisas salariais
de mercado e a política de re-
muneração da organização.
● QUEIXA: Só se deve recla-
mar de um colega de traba-
lho para o gestor depois de
tentar conversar diretamente
como parceiro de equipe. Ca-
so o problema não seja resol-
vido, a dica é bater um papo
com o gestor e dizer que,
apesar de reconhecer as qua-
lidades da pessoa, seus esti-
los de trabalho são diferen-
tes. Convencer outros cole-
gas a reclamarem em grupo,
alertam especialistas, é mo-
tim e está fora de cogitação.
● 360 GRAUS: A avaliação
360 graus, em que o funcioná-
rio analisa o desempenho do
gestor, deve ser pontuada
por situações concretas. Di-
zer apenas que o chefe é de-
sorganizado, além de não aju-
dar, pode aumentar a tensão.
E não deixe os pontos positi-
vos de fora. Informe-se sobre
mudanças ocorridas recente-
mente na empresa e as reais
atribuições do gestor.
● ANO SABÁTICO: Ao fazer o
pedido, o funcionário preci-
sa, antes de tudo, deixar cla-
ro como, após o retorno, seu
afastamento temporário po-
derá contribuir para os resul-
tados da empresa. Como a
maioria das empresas não
tem regras claras sobre o te-
ma, cabe ao profissional ne-
gociar o tempo da licença, se
ela é remunerada ou não.
● TROCA: Se o profissional
não estiver mais satisfeito
em sua área e quiser trocar
de setor, o chefe deve ser o
primeiro saber. Mas só vale
pedir caso ele seja uma pes-
soa aberta para entender
suas necessidades. Se não, é
melhor pedir demissão.
P
rofissionais de RH até
têm opiniões diferentes
sobre como abordar o
chefe, mas todos con-
cordam que conversas sobre te-
mas delicados sempre serão di-
fíceis, independentemente do
estilo do gestor. E que podem
ser mais complicadas que o nor-
mal quando ele não sabe ouvir.
— Cultivar um relacionamen-
to amistoso e agradável com a
chefia minimiza o impacto ao se
fazer um pedido. O problema é
que nem sempre as pessoas
conseguem isso — diz Rafael
Meneses, da Asap, que incentiva
o profissional a chamar seu ges-
tor para conversar e convencê-
lo de que é possível administrar
de jeito diferente. — Por mais
difícil que pareça, vale tentar.
Para Jacqueline Resch, da
Resch Recursos Humanos, não
importa se o chefe é ou não um
bom ouvinte: o funcionário de-
ve se preparar para a conversa
reunindo argumentos que mos-
trem os impactos positivos
que as reivindicações podem
trazer para a sua carreira.
— E já que estamos falando
em equilíbrio, também é essen-
cial explicar de que modo a
empresa poderá ser compen-
sada a respeito das mudanças
que deseja realizar — diz.
Foi o que Marcelle Santos,
funcionária de uma agência de
comunicação, tentou fazer
quando precisou pedir aumen-
to para o gerente. Após um ano
na empresa, ela ganhou mais
quatro clientes para adminis-
trar, mas o reajuste não veio.
Foram meses pensando quan-
do e como abordar o tema:
— Um dia tomei coragem e
enfatizei os resultados do meu
trabalho. Ele agiu como se já
soubesse porque eu estava ali.
No fundo sabia que eu merecia.
A sensação de desconforto,
nesse caso, tem menos a ver
com dinheiro e mais com falta
de reconhecimento, afirma Elia-
ne Figueiredo, da Projeto RH:
— Dinheiro pode ser assunto
tabu, mas o problema por trás
do pedido de aumento é que o
funcionário sempre espera ser
reconhecido sem ter de alertar
o gestor, o que é um erro: ele
precisa se valorizar e mostrar
por que merece ganhar mais.
A tensão de bater um papo
franco com o chefe não diminui
nemmesmo quando o diálogo é
preestabelecido pela empresa.
O processo saudável de o fun-
cionário dar umfeedback sobre
o desempenho do gestor, atra-
vés da avaliação 360 graus, é,
normalmente, um tormento.
— É preciso se sentir confor-
tável e lembrar que, se o obje-
tivo é dar retorno, ele tem que
ser pontuado com situações
concretas — diz Meneses. ■
Comunicação através da arte
Empresa cria soluções lúdicas de endomarketing para surpreender o funcionário
● Treinamentos e projetos de integração
são iniciativas sérias, mas por que pre-
cisamser chatas? Apergunta foi o impul-
so que a arte-educadora Balu Carvalho
precisava para se lançar no universo
corporativo com uma proposta diferen-
te: trabalhar a comunicação interna atra-
vés de uma linguagem interativa e sur-
preendente para o funcionário.
Era o início da Trupe Etc, consultoria
que oferece soluções lúdicas de endo-
marketing para pequenas, médias e
grandes empresas. A ideia é facilitar a in-
teração entre equipes através do teatro,
da música, do circo e de outras expres-
sões artísticas. Segundo Balu, o trabalho
é apoiado em uma metodologia própria,
chamada comunicação ativa, capaz de
afetar o outro. E que, consequentemen-
te, exige que os atores tenham noções
de improvisação e coautoria.
— Como a intervenção muitas vezes
acontece de baia em baia, eles precisam
estar preparados para uma réplica ou até
uma tréplica —conta Balu, para quemas
pessoas estão cada vez mais indiferentes
aos modelos tradicionais de comunica-
ção. — Aquele sistema de o consultor vi-
sitar a empresa e fazer uma palestra já
está ultrapassado. Apostamos na quebra
da resistência através do humor.
Como no caso da Oi, que contratou a
empresa, no ano passado, para ajudar no
processo de unificação de diferentes ge-
rências dentro da área de Canais. Cerca
de 180 pessoas da diretoria foram dividi-
das emseis equipes para montar uma pe-
ça de teatro em estilo grego. O objetivo
da ação — que durou 30 dias — era es-
clarecer a importância do papel de cada
grupo para o sucesso do produto final.
— Situações de mudança criam resis-
tências naturais. E o comprometimento
não pode ser uma medida imposta. As
pessoas precisam introjetar o conheci-
mento. Esse tipo de ação tem resultados
eficazes tanto na integração e motiva-
ção, quanto na transmissão e fixação
dos conceitos — diz Balu, que no dia 27
de julho vai dar uma palestra gratuita so-
bre sua metodologia a profissionais de
recursos humanos no Espaço Ideal, no
Centro. As inscrições podem ser feitas
pelo e-mail trupe@trupeetc.com.br.
TEATRO GREGO com diretoria de Canais da Oi: o projeto, que durou 30 dias, tinha como objetivo unificar diferentes gerências
Divulgação
NOTAS

PARA EXECUTIVOS
O Instituto de Desenvolvi-
mento de Conteúdo para
Executivos (IDCE) promove
14 cursos de formação exe-
cutiva, com duração de três
meses cada, a partir de sá-
bado. Há cursos de comuni-
cação empresarial, estraté-
gias de negócios e finanças
corporativas, entre outros.
Cada um sai a R$ 594. Infor-
mações: www.idce.com.br.

BOLSA DE PESQUISA
O Real Gabinete Português
de Leitura, com apoio da
Fundação Calouste Gulben-
kian, está com inscrições
abertas para seis bolsas de
pesquisa com duração de
um ano. A seleção é para es-
tudantes de graduação e pós
nas áreas de letras e sociolo-
gia, entre outras. Inscrições
até o dia 20. Informações:
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4 Domingo, 12 de junho de 2011
O GLOBO

BOA CHANCE

PÁGINA 4 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 20: 54 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Comotrazer umafranquia
internacional paraopaís
Adaptar o negócio à realidade brasileira é um dos desafios das redes
C
om o Brasil na rota dos investi-
mentos internacionais, não são
poucos os empreendedores que
pensam em representar franquias
estrangeiras no país. Mas trazer uma mar-
ca de fora exige mais do que vontade de
fazer onegóciodar certo. Alémde adaptar
a franquia à realidade brasileira, o empre-
sário deve se preocupar com questões re-
lacionadas ao registro da marca e realizar
pesquisas para se certificar de que o pro-
duto comercializado terá uma boa aceita-
ção fora de casa, dizem especialistas.
Não à toa, as negociações para as
marcas internacionais encontrarem
parceiros no Brasil costumam ser de-
moradas. Muitas levam até nove meses
para fechar contrato e, após esse perío-
do, quase um ano para permitir a aber-
tura da primeira franquia.
— Todo processo de internacionali-
zação não é uma simples replicação: é
praticamente uma reimplantação da re-
de. É preciso tomar cuidados adminis-
trativos, mercadológicos, operacionais,
técnicos e jurídicos. E isso leva tempo
— explica Alain Guetta, presidente do
Conselho Consultivo da Associação
Brasileira de Franchising (ABF-Rio).
No caso da Salad Creations, adaptar
as características da franquia aos cos-
tumes da cultura local foi essencial pa-
ra consolidar o posicionamento da mar-
ca no país. Criada em 2004, a rede ame-
ricana de fast food saudável chegou
três anos depois a São Paulo com uma
proposta ousada: provar aos brasileiros
que salada pode ser, sim, prato princi-
pal. Mas para garantir o sucesso da ope-
ração, novos produtos e ingredientes
foram inseridos no cardápio.
— Dependendo do contrato assinado
com a franquia, é preciso “tropicalizar”
a comunicação e parte dos processos.
Criamos produtos sazonais, como so-
pas e quiches, por causa do inverno. E
também começamos a vender sucos na-
turais, de até duas frutas, porque sen-
timos a demanda do público. Isso sem
falar de ingredientes que não são ofere-
cidos nas unidades americanas, como
tomate seco e palmito — explica Ale-
xandre Botelho, um dos empresários
que representam a marca no Brasil.
Negociar todo esse processo de
adaptação com o franqueador no exte-
rior é apenas um dos trabalhos extras
que o empreendedor brasileiro terá ao
decidir abrir uma franquia internacio-
nal. Remeter dólares para fora do Bra-
sil, por exemplo, envolve questões le-
gislativas tão complexas que podem
exigir a intervenção de um especialista.
Também é necessário avaliar se a mar-
ca já foi registrada no país por outro
empresário, o que pode impedir a ope-
ração do negócio com o mesmo nome.
— No início, foi muito difícil fazer os
fornecedores acreditarem no nosso ne-
gócio, já que muitos não conheciam a
marca — acrescenta Botelho.
Prós e contras
do pioneirismo
● Para evitar situações como essa, Guetta
alerta para a importância de o empreen-
dedor, antes de qualquer ação, verificar se
a penetração da marca no exterior é gran-
de o suficiente para ultrapassar fronteiras,
o que tornaria sua aceitação mais rápida:
— O empreendedor que representa
uma franquia de fora encontrará os la-
dos bom e ruim de ser pioneiro, como
ausência de concorrência e falta de ca-
sos locais para se espelhar.
É o que acontece com o administra-
dor Luiz Rodrigues, um dos represen-
tantes brasileiros da Re/Max, rede ame-
ricana de franquias imobiliárias presen-
te em 86 países. Como o segmento é no-
vidade por aqui, o empresário compen-
sa a falta de parâmetros no mercado
aliando a experiência profissional como
ex-funcionário da imobiliária Apolar, do
Sul, com o suporte da regional da marca
no Brasil. Os treinamentos, por exem-
plo, são constantes.
— Adaptar o sistema americano para
o brasileiro foi um dos principais desa-
fios, pois o mercado imobiliário brasilei-
ro é muito burocrático e envolve uma sé-
rie de documentos — conta Rodrigues,
que investiu cerca de R$ 100 mil para
abrir a franquia, em março, em Copaca-
bana. — A vantagem está em represen-
tar um serviço novo, em que é possível
comercializar imóveis em diferentes paí-
ses através de uma rede interligada.
Veja algumas dicas para trazer uma
franquia internacional para o país:

PESQUISA: É preciso verificar se há
mercado no Brasil para o novo negócio.
Pesquise se a marca é bem-sucedida lá
fora e conhecida por aqui.

VALOR: O preço que o produto chega
ao país, considerando as taxas de im-
portação, tem que estar de acordo com
o poder de compra do público.

LOGÍSTICA: Prestar atenção aos as-
pectos logísticos da operação é ques-
tão fundamental, principalmente se a
franquia usar matéria-prima de fora. ■
CONFIRA AINDA
● PEGN: A edição deste mês da revista “Peque-
nas Empresas, Grandes Negócios” traz uma re-
portagem que explica o passo a passo para tra-
zer uma franquia do exterior.
- HELIANA MARINHO ENTREVISTA
Abra as portas do escritório
‘Falta visão sobre a inovação’
● Faz parte do trabalho de
Heliana Marinho, gerente da
área de Desenvolvimento da
Economia Criativa do Se-
brae-Rio, identificar novas
profissões e dar suporte a
mercados que desenvolvam
produtos e serviços inovado-
res. Mas, para isso, “é preci-
so desenhar novos modelos
de negócios e mensurar os
impactos econômicos des-
sas intersetorialidades”, diz.
O GLOBO: Como você defi-
ne economia criativa?
HELI ANA MARI NHO: É
uma economia limpa e ba-
seada em recursos não es-
gotáveis que usa criativida-
de e conhecimento como re-
cursos para a criação de no-
vos produtos e serviços.
● No Brasil, os segmentos
mais evoluídos quando o
assunto é intercâmbio de
novas ideias são moda, de-
sign e arquitetura. Por quê?
HELIANA: Historicamente,
o Brasil é referência em ta-
lentos que fazem parte des-
ses segmentos, principal-
mente da arquitetura. Já o
design é considerado um im-
portante vetor de transver-
salidade: é importante para
a moda, para a arquitetura e
pode ser um instrumento de
transformação da velha eco-
nomia industrial, que preci-
sa inovar seus processos.
● Quais são os outros seto-
res que podem crescer atra-
vés da economia criativa?
HELIANA: Música, artes vi-
suais, audiovisual e informá-
tica são importantes para a
economia fluminense. E,
quando integrados, descor-
tinam novas vocações para
o Rio, como os musicais,
que revigoram as artes cêni-
cas. O que precisamos é de-
senhar novos modelos de
negócios e mensurar os im-
pactos econômicos dessas
intersetorialidades.
● Quais os entraves para o
desenvolvimento da econo-
mia criativa no Brasil?
HELIANA: Ainda é preciso
identificar novas profissões
e suas demandas por quali-
ficação, além de estimular
mercados e dar suporte tec-
nológico ao desenvolvimen-
to de produtos e serviços
inovadores. Também é es-
sencial criar mecanismos
que promovam a conver-
gência de setores, infraes-
trutura e oportunidades.
● Os empresários ainda
têm receio de investir em
processos que estimulem a
criatividade e a inovação?
HELIANA: Não é receio. A
prática é que dificulta uma
visão ampla sobre o papel e
os resultados da inovação.
Há desconhecimento sobre
as vantagens de agregar va-
lor ao produto. Mas a cultura
empresarial brasileira já está
sendo pressionada a se
transformar; se distanciando
do modelo de produção de
commodities para usar bens
intangíveis na diferenciação
de produtos e serviços.
O verdadeiro sexto sentido
sam horas, em terra, refa-
zendo com as mãos os ca-
minhos que vão traçar em
suas acrobacias aéreas. Fi-
cam dizendo a seu incons-
ciente o que fazer, através
da repetição. Até porque,
para o cérebro, diz a neu-
rocientista Nanci Aze-
vedo Cavaco, “não há
diferença entre aquilo
que se vê e aquilo que
é imaginado”.
E-mail: click!@oglobo.com.br
TROCA IDEIAS
● Qual a origem da fogueira das festas
juninas? Participe pelo oglobo.glo-
bo.com/economia/boachance. ● Da edição anterior: Segun-
do a ONU, em 2100 o Brasil terá 177 milhões de habitantes,
apesar dos 190 milhões de hoje. Até 2030, cresceremos. Mas a
partir dali, a população começará a diminuir. Só 15% dos lei-
tores acertaram a projeção; 57% optaram por 230 milhões.
Léa Cristina e Paula Dias
CLICK!
Sabe o que nos permite
sentar numa cadeira, sem
olhar pra trás, ajustando a
velocidade do corpo e a for-
ça da musculatura? É o tal
sentido da propriocepção
— não tão evidente como
visão, tato, olfato, audição
e paladar — que é formado
por sensores anatômicos
situados em todas as arti-
culações do corpo. Pois é
ele que explica o treina-
mento imaginário dos pilo-
t os da Ai r Race. Como
maestros, esses ases pas-
ALEXANDRE BOTELHO, da Salad Creations: adaptação do negócio à realidade brasileira foi essencial para posicionar a marca no Brasil
Marcos Alves
● Quando o pessoal da agên-
cia Supermetric, de comuni-
cação e design, se mudou
para um grande edifício co-
merci al em Nova
York, a saída para
quebrar o gelo e co-
nhecer os outros cem
inquilinos do prédio
foi cri ar o Stackd
(stackd.biz), site que
estimula pessoas que
trabalham próximas
a se encontrarem e
contratarem serviços
uns dos outros.
— As pessoas com quem
cruzamos todos os dias e
compartilhamos o elevador
são as que mais devem fazer
parte da nossa rede so-
cial. É com elas que
passamos boa parte
do dia — diz Olaf
Kreitz, um dos funda-
dores do site que, em
um ano, já conta com
550 usuários espalha-
dos por 140 prédios
comerciais emtodo o
mundo, inclusive, é
claro, no Brasil.
E
d
i
t
o
r
i
a
d
e
A
r
t
e
VESTIBULAR 2011:
2º SEMESTRE
Inscrições Abertas.
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www.esns.org.br
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A escolha que faz toda a diferença
No início do ano de 2009, o jovem estudante
Alexandre Ikenami participou do processo seletivo de
uma grande seguradora. Entre 10 vagas para mais de
100 candidatos a estágio, conseguiu o segundo lugar
e começou a trabalhar, sem ter qualquer experiência.
O que fez a diferença foi estar no segundo período
do Curso Superior de Administração com Linha de
Formação em Seguros e Previdência, da Escola
Superior Nacional de Seguros. Após seis meses
de estágio, foi efetivado e, no início deste ano, teve
oportunidade de ir para outra empresa.
Como você chegou a essa graduação e o que o
levou a fazê-la?
Quando decidi cursar administração, busquei uma
instituição de ensino de qualidade para agregar
valor à minha carreira. Minhas primeiras opções
eram FGV, PUC e Ibmec, porém, como eu não podia
arcar com os custos, aceitei a indicação do meu pai,
que considera o mercado de seguros promissor. Vi
o anúncio do vestibular, me inscrevi e hoje estou
totalmente satisfeito. Estudo em uma faculdade
reconhecida pelo mercado e avaliada com a nota
4 pelo MEC, faltando muito pouco para atingir a
pontuação máxima, não deixando nada a desejar
para outras universidades, públicas ou privadas.
Alexandre Ikenami, aluno de Administração
do 4º período da Escola Superior Nacional de
Seguros. Trabalha numa grande seguradora.
O conhecimento acadêmico é uma
vantagem competitiva, que se reflete
no desempenho na empresa.


O mercado valoriza mais quem está tendo uma
formação mais específica como a sua?
Para o mercado de seguros faz muita diferença uma
faculdadecomênfasenosetor, pois todooconteúdoda
graduação regular de administração utiliza o mercado
de seguros como foco e como exemplo. Facilmente,
o aluno vai conhecendo os conceitos e técnicas que
fazem a diferença na colocação profissional.
Quais os pontos fortes do curso?
A Escola Superior Nacional de Seguros dispõe
de uma infraestrutura muito superior à média das
universidades e oferece todas as condições para o
desenvolvimento do aluno. O corpo docente é outro
diferencial, pois, além dos professores terem títulos de
mestrado e doutorado, todos possuemexperiência
no mercado de seguros, trazendo para a sala
muitos exemplos reais e práticos.
Agraduação temajudado você no dia a dia
de trabalho?
No trabalho, aplico muitos conceitos
aprendidos em sala de aula. O conhecimento
acadêmico é uma vantagem competitiva, que
refletenonossodesempenhodentrodaempresa.
Muitas vezes, a empresa não precisa investir
tanto em treinamento, pois saímos
muito bem preparados para os
desafios propostos.
O que você espera da carreira em seguros?
Pretendo continuar adquirindo experiência prática, aliando
aos conceitos aprendidos na sala de aula e continuar a
desenvolver outras habilidades indispensáveis, como
inglês e Excel. No futuro, quero fazer o MBA Executivo em
Seguros e Resseguro. Almejo chegar a cargos de gestão e
liderança dentro do mercado de seguros.
INFORME PUBLICITÁRIO
MORARBEM MORARBEM
DOMINGO, 12 DE JUNHO DE 2011
O GLOBO

MORAR BEM

PÁGINA 1 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 20: 51 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
PAPO DE CORREDOR PAPO DE CORREDOR PAPO DE CORREDOR
Cadernos
classificados:
O melhor entre as
ofertas de imóveis
● Lapa (SP), 2005. A cobertura com-
prada pela jornalista Alessandra
Siedschlag nobairropaulistanotinha
duas vagas na garagem. Apenas uma
delas seria usada. A segunda ficou
disponível para locação. O primeiro
inquilino que ligasse ficaria com ela:
a vaga ou a jornalista? O analista de
sistemas Ricardo Fernandes, mora-
dor do 202, ficou com as duas.
Ale estava há cinco meses solteira
e pretendia ficar por um bom tempo
assim. Quando Ricardo ligou para
saber da vaga, a jornalista até achoua
sua voz interessante. Mas até o dia do
pagamento do primeiro mês aluguel,
torceu para que o rapaz não fosse
interessante. Engano seu. Fazia a li-
nha moreno, alto, bonito e sensual.
Ao vê-lo sair do elevador, a moça não
resistiu e, no mesmo dia, convidou-o
para jantar com sua amiga.
O encontro acabou com cada um
emseuapartamento. Mas amanheceu
com um buquê de rosas na porta da
casa de Ale. Ainda querendo dizer
para si mesma que nada aconteceria
entre os dois, ela quis acreditar que o
vizinho pudesse ser gay, por dividir o
apê com uma amiga e um gato. Mas o
primeiro beijo desfez essa ideia.
As desculpas para um visitar a
casa do outro começaram com o
pedido de uma xícara de açúcar e
terminaram com o pedido de ca-
samento. Hoje, eles moram com um
gato e um cachorro.
Foi tudo culpa da
vaga na garagem
vem para dançar. Acostumada a bai-
lar sozinha, teve dificuldades para
acompanhar o anfitrião.
— Parecia uma luta corporal. Não
imaginava que dali pudesse sair algo
mais — recorda o engenheiro.
Mas foi essa dança descompas-
sada que provocou um maior con-
tato entre os dois nos meses se-
guintes. O clima romântico foi es-
tabelecido quando o vizinho come-
çou a dar aulas particulares de ma-
temática para Maria.
Ao contrário do que alguns pos-
sam pensar, a proximidade entre
vizinhos, apesar de favorecer um
maior número de encontros, pode
ser complicado devido a intensa
vigilância das famílias dos envol-
vidos numa relaçãoamorosa. Ocaso
de Antônio e Maria não foi diferente.
Eles começaram a namorar com um
aperto carinhoso de mãos. Conti-
nuaram o romance no portão de
casa, com a presença de parentes e
foram parar no altar. Neste ano, eles
comemoram 35 anos de casamento.
Sem vizinhos para vigiá-los.
● Indianópolis (SP), 1970. A festa
para comemorar o ingresso de An-
tônio de Pádua, de 17 anos, na
faculdade de engenharia recebeu
toda a vizinhança daquele conjunto
de casas geminadas da classe média
paulistana. A cearense Maria das
Graças, de 14 anos, foi parabenizar o
vizinho com o seu melhor vestido.
— Ele era muito politizado para a
idade que tinha. E eu não entendia
nada daquilo. Achava que não tinha
chances —lembra Maria das Graças
Kalume, professora universitária.
Na festa, Antônio convidou a jo-
Foi tudo culpa da festa na casa da vizinha
Foi tudo culpa do poço de ventilação
● Méier, 1991. O poço de ventilação
do prédio era o fiel delator das mal-
criações deFláviaSecioso, de13anos,
moradora do 202. Quando Adriano
Góes, 17, do 902, escutava a mãe da
mocinha gritar da cozinha "Vem co-
mer, menina!", continuava pendurado
na janela dobanheiropara obter mais
informações de sua paquera. Flávia
tambémgostava de ficar pertodovão
para saber o que acontecia no 9
o
-
andar. Mas quando se encontravam
no play fingiam que nada acontecia.
Até que durante uma festinha ame-
ricana do condomínio, Adriano rou-
bou o primeiro beijo da vizinha. Dali,
os dois seguiram para os encontros
diários no play e as fugas para as
escadas. Mas depois de um mês, o
casal já não tinha mais o que ex-
plorar no edifício alcoviteiro. A re-
lação caiu na rotina e acabou.
— Morar no mesmo edifício com
encontro todos os dias pode des-
gastar a relação — diz Adriano.
O casal passou um tempo sem se
esbarrar pelos corredores. Apesar de
que Flávia, no elevador, até "esque-
cia" de apertar o botão de seu andar,
deixando-se levar pelo "destino" até o
9
o
- piso. E Adriano, por sua vez, con-
tinuava a ter o poço de ventilação
como aliado para ter notícias da ex.
O namoro voltou com a criação de
algumas regras. A primeira: não usar
o interfone. A segunda: não marcar
encontros no play durante a semana.
E a última, imprescindível: manter as
fugas paraas escadas. Parecequedeu
certo. Passados 20 anos, Adriano,
hoje músico, e Flávia, designer de
interiores, continuam juntos.
Histórias de namoro entre
vizinhos que começaram no
prédio e acabaram no altar
Oamor
mora
ao lado
Ystatille Freitas
S
e as paredes dos edifícios
falassem, muitos romances
poderiam ser contados. Há
aqueles que começam num
flerte dentro do elevador.
Outros, nascem no playground e
sobem pelas escadas. São casos que
podem não passar de um amor de
condomínio ou acabar na união es-
tável de escovas de dentes. No Dia
do Namorados, o Morar Bem conta
histórias de casais que começarama
relação quando moravam lado a la-
do. Emostramcomoa vizinhança e a
estrutura de um empreendimento
podem contribuir para o início ou
fim de um relacionamento.
Os amores são narrados em pe-
ríodos distintos. A relação entre An-
tônio de Pádua e Maria das Graças
Kalume começou no fim dos anos 60
num conjunto de casas de India-
nópoliis, São Paulo. Sob a vigilância
constante de familiares, os dois re-
sumiam seus encontros ao chamado
namoro de portão. Já Adriano Góes e
Flávia Secioso fizeram uso do poço
de ventilação, garagem e elevador
para intensificar a relação no prédio
em que moravam no Méier, nos anos
90. Quinze anos depois, em meados
de 2005, Alessandra Siedschlag e Ri-
cardo Fernandes começaram a tro-
car olhares aoacertaremoaluguel da
garagem. E aquela desculpa da falta
de açúcar deu em casamento.
Simone Marinho
Marcos Alves
Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
2

MORAR BEM Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

MORAR BEM

PÁGINA 2 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 20: 51 h
PRETO/BRANCO
900
1.200
1.500
Valores médios em R$ (três quartos)
LAGOA MÉIER LARANJEIRAS
4.000
3.500
8.000
2.500
3.000
3.500
ALUGUEL
7.223
4.450
4.670 5.225
6.013
6.795
JAN MAI DEZ ABR FEV MAR JAN MAI DEZ ABR FEV MAR JAN MAI DEZ ABR FEV MAR
1.100 972
980
1.042
1.000
1.114
2.936
2.729
2.760
3.013
2.875
3.156
LAGOA MÉIER LARANJEIRAS
Valores médios em R$ (três quartos)
JAN MAI DEZ ABR FEV MAR JAN MAI DEZ ABR FEV MAR
1.000
1.500
2.000
6.000
7.000
8.000
2.000
2.500
3.000
1.754.118
1.391.622
1.373.936 1.361.034
1.441.184
1.678.605
740.413
729.923
754.134
773.703
726.869
765.159
COMPRA E VENDA
JAN MAI DEZ ABR FEV MAR
242.577
211.075 234.352
264.792
267.892
229.660
Fonte: Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis do Rio de Janeiro (Secovi Rio) — * Não estão incluídos imóveis com preços fora do valor de mercado/Em caso de primeira locação, esses preços aumentam, e no de falta de elevador, diminuem
O GLOBO
MORAR BEM
EDITORA: Léa Cristina
DIAGRAMADOR: Marcio Coutinho
bem@oglobo.com.br
Fonte: Abadi/Taxas de maio
Preços dos imóveis no Rio de Janeiro (R$)
ALUGUEL
COMPRA E VENDA
INDICADORES
4QUARTOS 3QUARTOS 2QUARTOS 1QUARTO
4QUARTOS 3QUARTOS 2QUARTOS 1QUARTO
NOTAS
.
Máximo Médio Mínimo Máximo Médio Mínimo Máximo Médio Mínimo Máximo Médio Mínimo
Barra da Tijuca 600.000 460.472 260.000 770.000 522.593 330.000 1.100.000 724.701 500.000 2.200.000 1.504.961 960.000
Botafogo 550.000 389.548 225.000 890.000 636.764 380.000 1.160.000 793.961 495.000 1.250.000 1.382.419 880.000
Centro 310.000 206.000 130.000 430.000 300.302 185.000 * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Copacabana 600.000 438.864 250.000 1.000.000 694.215 430.000 1.500.000 953.818 630.000 2.200.000 1.500.116 940.000
Flamengo 550.000 376.422 210.000 850.000 604.742 400.000 1.600.000 942.100 685.000 2.450.000 1.699.070 1.050.000
Gávea * * * * * * * * * 1.300.000 846.957 550.000 1.700.000 1.138.824 795.000 2.200.000 1.908.182 1.600.000
Ilha do Governador 195.000 143.286 80.000 280.000 197.529 120.000 390.000 280.702 165.000 860.000 668.296 465.000
Ipanema 1.100.000 662.571 460.000 1.900.000 1.208.929 800.000 3.000.000 2.082.973 1.250.000 5.500.000 3.740.263 2.300.000
Jacarepaguá 168.000 114.893 88.000 280.000 193.471 120.000 400.000 278.528 175.000 590.000 450.882 250.000
Jardim Botânico * * * * * * * * * 1.260.000 755.926 480.000 1.400.000 870.000 620.000 3.250.000 2.118.889 1.450.000
Lagoa 1.380.000 956.250 820.000 1.580.000 1.036.000 680.000 2.630.000 1.754.118 1.100.000 3.800.000 2.721.316 1.620.000
Laranjeiras 510.000 466.500 380.000 760.000 558.357 330.000 1.100.000 765.159 490.000 2.000.000 1.439.903 800.000
Leblon 1.100.000 725.100 460.000 1.600.000 1.104.688 700.000 2.800.000 1.821.837 1.200.000 4.500.000 2.727.000 1.900.000.
Madureira 90.000 75.600 62.000 165.000 112.438 68.000 175.000 125.500 60.000 * * * * * * * * *
Méier 190.000 130.423 82.000 250.000 171.933 105.000 345.000 242.577 148.000 * * * * * * * * *
Recreio dos Bandeirantes 580.000 417.500 260.000 635.000 401.636 260.000 880.000 622.931 380.000 1.350.000 853.030 550.000
São Cristovão 155.000 110.833 73.000 280.000 197.850 120.000 320.000 236.111 150.000 * * * *** ***
Tijuca 300.000 215.686 130.000 490.000 343.182 210.000 665.000 465.394 285.000 820.000 584.500 380.000
Máximo Médio Mínimo Máximo Médio Mínimo Máximo Médio Mínimo Máximo Médio Mínimo
Barra da Tijuca 2.200 1.608 950 3.500 2.417 1.500 6.000 3.910 2.500 7.800 5.451 3.200
Botafogo 2.000 1.588 1.200 4.000 2.821 1.800 4.800 3.292 2.400 * * * * * * * * *
Centro 1.000 695 500 1.300 896 600 * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Copacabana 2.800 1.961 1.500 4.200 2.787 1.800 5.800 3.763 2.400 9.000 6.375 4.500
Flamengo 2.500 1.775 1.200 3.700 2.450 1.800 6.000 3.445 2.550 * * * * * * * * *
Gávea * * * * * * * * * 4.500 3.462 2.500 4.500 3.700 2.500 * * * * * * * * *
Ilha do Governador 1.100 721 480 1.300 925 650 2.300 1.611 900 * * * * * * * * *
Ipanema 3.800 2.577 1.800 6.000 4.250 2.750 10.000 6.727 4.500 17.000 11.590 7.500
Jacarepaguá * * * * * * * * * 1.400 952 600 1.500 1.117 800 * * * * * * * * *
Jardim Botânico 3.000 2.231 1.500 4.200 3.260 2.300 6.000 3.900 2.100 * * * * * * * * *
Lagoa * * * * * * * * * 5.000 3.420 2.400 9.000 7.223 5.000 * * * * * * * * *
Laranjeiras 1.900 1.517 1.000 3.500 2.469 1.700 4.500 2.936 2.200 * * * * * * * * *
Leblon 4.500 3.147 2.000 7.000 4.440 3.000 8.500 5.709 3.800 13.000 8.900 5.500
Madureira 650 513 400 650 502 400 * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Méier 680 488 300 1.200 764 500 1.500 1.100 850 * * * * * * * * *
Recreio dos Bandeirantes * * * * * * * * * 2.700 1.776 1.150 3.600 2.363 1.600 * * * * * * * * *
São Cristovão 650 583 480 * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Tijuca 1.200 960 750 2.000 1.515 900 2.500 1.758 1.200 * * * * * * * * *
Índice Periodicidade Multiplicador Percentual
IPC-RJ Anual 1,0687 6,87%
IPC/FGV Anual 1,0602 6,02%
ICC Anual 1,0829 8,29%
IPC/Fipe Anual 1,0605 6,05%
INPC Anual 1,0636 6,36%
INCC Mensal 1,0028 0,28%
Bimestral 1,0069 0,69%
Trimestral 1,0137 1,37%
Semestral 1,0215 2,15%
Anual 1,0744 7,44%
IGP-M Mensal 1,0100 1,00%
Bimestral 1,0180 1,80%
Trimestral 1,0250 2,50%
Semestral 1,0625 6,25%
Anual 1,1130 11,30%
IGP Mensal 1,0096 0,96%
Bimestral 1,0194 1,94%
Trimestral 1,0233 2,33%
Semestral 1,0617 6,17%
Anual 1,1112 11,12%

CIDADE EM DISCUSSÃO
Os arquitetos e urbanistas
Pedro Évora e Pedro Rivera
comandam a partir de ama-
nhã o curso “Rio 4X: ideias
para a cidade”, no Polo de
Pensamento Contemporâneo
(POP). O objetivo é discutir o
que podemos esperar da ci-
dade, com tantas mudanças
em vista, e como o desenho
do espaço participa deste
processo. Serão quatro aulas
às segundas-feiras. E a cada
semana um novo tema: casa,
rua, bairro e cidade. O preço
do curso é R$ 340. Mais in-
formações pelo 2286-3299.

PREÇOS ESTÁVEIS
Pelo segundo mês consecu-
tivo, o Custo Unitário Básico
da construção civil no Rio
ficou estável: subiu 0,13% —
pouco acima do 0,1% apu-
radoemabril e abaixodoIGP-
M, que ficou em 0,43% em
maio. O índice é calculado
pelo Departamento Técnico
do Sindicato da Indústria da
Construção Civil do Rio.

MÓVEIS ASSINADOS
Hans Donner relança sua linha
de móveis em fibra de vidro
na próxima quinta. Com de-
sign geométrico e futurista, as
peças têm as cores da ban-
deira nacional em pintura au-
tomotiva e serão vendidas pe-
la loja Domme. São cinco mo-
delos: duas bases para mesa
de jantar, um banco, uma ca-
deira e uma poltrona, todas
com assinatura do designer.

PRESENTE ON-LINE
O CasaShopping está lançan-
do um serviço on-line de che-
que-presente. Sãotrês valores
(R$ 100, R$ 200 e R$ 500), que
podem ser comprados atra-
vés do site do shopping para,
depois, serem usados em
qualquer uma de suas lojas.

MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO
A desembargadora Marilene
Melo Alves fala sobre me-
diação e conciliação no âm-
bito judiciário na Associação
dos Advogados do Mercado
Imobiliário (Abami). A pales-
tra acontece nesta terça, às
18h30m. Inscrições gratuitas
pelo telefone 2533-7271.

LONA COLORIDA
A Florense lançou estofados
feitos com tecido de lonas
recicladas, estonadas e tin-
gidas em cores vibrantes, co-
mo berinjela e oliva, choco-
late, grafite, ferrugem e azul.
MORAR BEM

3 Domingo, 12 de junho de 2011 O GLOBO
O GLOBO

MORAR BEM

PÁGINA 3 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 20: 51 h
PRETO/BRANCO
Móveis, hotéis e
sustentabilidade
em nova feira
Evento reúne cem
expositores esta
semana no Riocentro
U
ma nova feira para os
profissionais de arqui-
tetura, decoração e
design acontece esta
semana na cidade. A ExpoRio
Móbile, que será realizada de
terça a sexta no Riocentro, vai
reunir cerca de cem exposi-
tores dos mais variados seg-
mentos de móveis e decoração.
A expectativa é atrair cerca de
seis mil visitantes e movimen-
tar mais de R$ 70 milhões.
— Buscamos o que há de
melhor em design e decora-
ção. Afinal, este é um evento
técnico do setor moveleiro —
explica Francisco Gomes, ad-
ministrador da feira.
No evento, haverá uma mos-
tra de arquitetura e design com
foco em hotelaria e gastrono-
mia. Projetado por Paulo Nie-
meyer, o Espaço Niemeyer con-
tará com a participação de ar-
quitetos e designers que vão
criar ambientes com as novi-
dades para o setor hoteleiro.
—Vamos mostrar diferentes
propostas para que os hotéis
possam buscar novos concei-
tos. O setor crescerá muito no
Rio nos próximos anos, por
conta de todos os eventos que
a cidade vai abrigar, e será
necessário pensar em renova-
ção — acredita Gomes.
Espaço exclusivo para a
responsabilidade social
Outro destaque da feira é o
espaço Brasil Eco Show, que
vai reunir expositores brasi-
leiros que produzem móveis
com responsabilidade social e
ecológica, além de projetos ar-
quitetônicos concebidos com
matéria-prima reciclável. No
espaço, também acontecerão
palestras diárias sobre susten-
tabilidade direcionadas não
somente a arquitetos e deco-
radores como a lojistas.
—Eles precisamconhecer as
vantagens dos produtos e até
aprender a usar embalagens de
papelão, por exemplo. Tudo se-
rá contemplado — diz Gomes.
O salão não será aberto ao
público. Informações pelo te-
lefone 2178-4243. ■
CARTAS
AsrespostasdestaediçãosãodoadvogadoRenatoAnet
P
E
L
O
S
4
CANTOS
■ As cartas para o “MORAR
BEM” devem ser enviadas para a
Rua Irineu Marinho 35, 2
o
- andar,
Centro, CEP 20233-900, ou para o
endereço eletrônico
bem@oglobo.com.br
Corretagem 1
Em dezembro de 2004, comprei
um apartamento em construção no
estande de vendas de uma cons-
trutora. Dei um sinal no ato e fiquei
obrigado ao pagamento de uma
pequena importância entre 10 de
dezembro de 2004 a 10 de junho
de 2005, na presunção de que o
valor total seria quitado até essa
data (já que eu receberia uma in-
denização trabalhista em março de
2005, o que foi informado ao cor-
retor e a seu gerente de vendas).
Para a assinatura do contrato de
compra e venda, a corretora exigiu,
como garantia, a emissão, em seu
nome, de três notas promissórias,
todas com vencimento em 10 de
junho. Em 1
o
- de março do mesmo
ano, quitei integralmente o saldo
devedor e recebi uma planilha com
a quitação mês a mês dos valores
das parcelas. Tudo pago, verifiquei
que as três promissórias não cons-
tavam nessa planilha. A corretora
informou que as promissórias se
destinavam ao pagamento de des-
pesas contratuais, sendo que uma
delas fora entregue ao corretor. Em
nenhum momento me informaram
que haveria corretagemimobiliária.
Sou obrigado a pagar por isso?
ADAUTO MOREIRA DA SILVA
Copacabana, Rio
● A comissão de corretagem cabe
ao vendedor — no caso, a cons-
trutora. Caso a comissão seja aba-
tida do preço final da venda, não
existe nenhuma ilegalidade. Caso,
por ocasião da assinatura da es-
critura mencionada, a construtora
tenha dado plena quitação ao leitor,
nenhum valor mais será devido.
Corretagem 2
Adquiri um apartamento financia-
do, utilizando a forma de paga-
mento usual: 20% de entrada, pa-
gos à construtora, e os 80% res-
tantes financiados por um banco.
No valor de entrada, foi embutida a
comissão de corretagem. É correta
tal prática? É justo o comprador
arcar com a despesa em questão?
Em caso negativo, como devo pro-
ceder para reaver a quantia paga?
JURANDI DOS ANJOS
Vila da Penha, Rio
● Na forma da lei, a comissão de
corretagemcabe ao vendedor —no
caso, a construtora. Caso a comis-
são seja abatida do preço total da
venda, não existe nenhuma ilega-
lidade. Em caso contrário, ou seja,
caso o valor em questão tenha sido
acrescido ao preço de venda do
imóvel, entendo ser direito do con-
sumidor reaver judicialmente o va-
lor pago a este título, sendo certo
que a jurisprudência não é pacífica
neste sentido. Em se constatando a
segunda hipótese, será necessário
que o leitor notifique a construtora
para devolver o valor pago inde-
vidamente, dando-lhes prazo para
tanto, sob pena de ser proposta
demanda judicial neste sentido.
Lote inutilizado
Em 2005, comprei um lote num
condomínio em Niterói. Quando
quis construir um imóvel, fui in-
formada pela prefeitura que deveria
comparecer à Serla/Feema para sa-
ber sobre a margem não edificante.
A prefeitura aprovou o condomínio
com a margem de seis metros, mas
a Feema diz que a exigência é de 15
metros. Conclusão: não poderei
construir no terreno pois ele fica ao
lado do rio. Pago IPTU e con-
domínio há mais de cinco anos por
umterreno que não poderei utilizar.
Como devo proceder para ter de
volta o valor da compra, além de
todos os gastos comimpostos? Ten-
tei pagar o condomínio emjuízo até
que a questão fosse resolvida, mas
o síndico disse que o condomínio
não tem nada a ver com isso.
MARIA VIRGÍNIA
Por e-mail
● Entendo que no caso caberia pro-
por uma ação de indenização contra
a prefeitura, o proprietário (lotea-
dor) do terreno que efetuou a venda
do mesmo e a própria Feema, hoje
Instituto Estadual do Ambiente
(Inea), uma vez que a leitora não
poderá usufruir economicamente do
terreno em razão do “esvaziamento
econômico” do bem, face sua de-
sapropriação indireta.
Condomínio
Numa área pertencente a uma em-
presa que encerrou as suas ati-
vidades industriais, estão sendo
alugados imóveis para fins varia-
dos, como lojas, confecções e pe-
quenas indústrias. Como a procura
está aumentando, a formação de
um condomínio se faz necessária.
Gostaria de uma orientação de co-
mo proceder, já que não temos
nenhuma experiência no assunto.
RICARDO CONTTI
Por e-mail
● Tratando-se de imóvel perten-
cente a um único proprietário, não
há que se falar em condomínio.
Entretanto, para normatizar direi-
tos e deveres dos que dividem a
unidade em questão e viabilizar e
organizar o rateio de todas as des-
pesas do local, pode-se instrumen-
talizar um “ato-regra”. Ele irá re-
gular a conduta e as regras de
comportamento, assegurar direi-
tos e impor deveres ao proprie-
tário, aos funcionários, prepostos,
visitantes, locatários e usuários em
geral (como se fosse uma con-
venção condominial). Para tanto,
sugiro a contratação de um ad-
vogado especializado na área.
Curatela
Adquiri, em abril de 2003, um imó-
vel, com financiamento bancário. O
contrato foi assinado pela irmã da
proprietária, que tinha uma procu-
ração sua desde janeiro de 2002.
Quando fui fazer o registro no RGI,
fui informada de que isso não po-
deria ser feito, pois a irmã da pro-
prietária do imóvel tinha conseguido
na justiça a curatela (incumbência
legal de zelar pelos interesses dos
que por si não o possam fazer) do
imóvel em agosto de 2002. Apre-
sentei todas as certidões para con-
seguir a carta de crédito. Como o
banco não detectou a existência da
curatela? O dinheiro da carta de
crédito podia ter sido liberado para a
procuradora? Já paguei 100 dos
240 meses do financiamento. A an-
tiga proprietária morreu em2009. E
eu não consigo o registro definitivo.
Como posso resolver essa situação?
LUIZ ANTONIO DE BRITO
Vila da Penha, Rio
● Quando o banco faz a análise dos
documentos para a concessãode um
financiamento, o faz através das cer-
tidões do proprietário e do imóvel,
inclusive a de interdições e tutelas,
onde constaria, a princípio, a in-
terdição da proprietária requerida
pela irmã da mesma, que foi quem
assinou a escritura. A venda de um
imóvel pertencente a uma pessoa
interditada depende de alvará ju-
dicial. Portanto, oriento-o a verificar
se na época foi concedido alvará
judicial para tanto — em caso po-
sitivo, este supriria a exigência do
cartório. Considerando que passado
tanto tempo e tendo ocorrido o fa-
lecimento da proprietária, resta sa-
ber se o imóvel foi arrolado no in-
ventário da falecida e, em caso po-
sitivo, para quem foi partilhado o
mesmo. Oideal seria procurar a irmã
da proprietária para verificar estes
dados. De posse deles, sugiro pro-
curar um advogado para verificar a
documentação. A princípio, o agente
financeiro somente libera o valor do
financiamento ao vendedor ou seu
procurador após apresentado o tí-
tulo de compra registrado no car-
tório do registro de imóveis com-
petente, portanto, estranhamente o
valor do financiamento foi liberado e
as prestações estão sendo pagas re-
gularmente, sem que o registro ti-
vesse ocorrido. Por último, consi-
derando que, a princípio, a proprie-
tária recebeu, seja por si ou através
de sua curadora, o valor total da
venda, caberia uma ação de adju-
dicação compulsória, sem prejuízo
da garantia que foi dada ao banco
que financiou a aquisição do bem.
Teto quente
Sou proprietário de um apartamen-
to num prédio de cinco andares em
que duas unidades foram desig-
nadas como C01 e C02, apesar de
não serem exatamente coberturas.
O morador do C02 reclama cons-
tantemente do calor que emana do
telhado e torna seu apartamento
quente. Já fizemos obras para co-
locação de placas de isopor e novos
caibros de madeira para amenizar a
temperatura, obedecendo ordem
judicial ganha por ele há cerca de
15 ou 20 anos. Agora, o problema
volta à tona. Qual a responsabi-
lidade do condomínio e como de-
vemos agir? Sabemos que, no caso
de infiltrações, a responsabilidade
é do condomínio, tanto que por
várias vezes já trocamos o mo-
biliário e restauramos a pintura nas
duas unidades. A ação impetrada
ainda é válida? Qual procedimento
jurídico devemos seguir?
ALBERTO MARIO WAJNBERGIER
Laranjeiras, Rio
● Se há mais de 20 anos foi realizada
a obra determinada por ordem ju-
dicial que sanou o alegado pro-
blema, entendo que a obrigação foi
cumprida. Para realização de novas
obras somente de comum acordo
ou por nova determinação judicial.
A princípio, no meu entendimento,
a questão de isolamento do teto do
apartamento do último pavimento
não é de responsabilidade do con-
domínio, se este mantém o telhado
em perfeito estado.
Ganho de capital
Herdei juntamente com meu único
irmão (que é solteiro) dois apar-
tamentos, num dos quais ele mora
sozinho. Gostaríamos de vender o
outro, que está alugado. Mas o
valor que consta no inventário de
nossa mãe é de R$ 360 mil, muito
superior aos valores constantes no
IPTU, de R$ 94.742, e no Imposto
de Renda, de R$ 120 mil. Teremos
que pagar imposto sobre lucro imo-
biliário? Quais serão os valores uti-
lizados neste cálculo? Podemos
atualizar para valor de mercado,
junto ao imposto de renda? Como?
Qual órgão governamental avalia o
imóvel para saber se há lucro imo-
biliário? Acredito que o valor de
mercado seja R$ 650 mil.
ANA MARIA BRAGA
Por e-mail
● A leitora e seu irmão terão, sim,
que pagar o imposto (lucro imo-
biliário) devido, que é de 15% so-
bre o ganho de capital (diferença
entre o valor que consta no IR e o
valor efetivo da venda). O cálculo
deverá ser feito com base no valor
de venda e o valor que consta do IR
do vendedor, abatido eventual re-
dutor a que a leitora faça jus pelo
tempo que possui a propriedade.
Neste caso, deverá baixar o pro-
grama de “ganho de capital” no site
da Receita Federal e lá lançar os
valores nos campos específicos
que o próprio programa irá efetuar
o cálculo do valor a pagar. Não é
possível atualizar o valor do imó-
vel no seu IR. A Receita não avalia
imóveis para efeito de pagamento
de imposto de ganho de capital. O
ideal seria consultar um contador
ou a própria Receita. O valor que
deveria constar do IR é aquele que
foi partilhado no inventário, ou
seja, a metade de R$ 360 mil para
cada irmão. Por outro lado, caso a
leitora venha a adquirir com o
produto da venda outro imóvel
residencial noprazode até 180 dias
da data da venda, ficará isenta do
pagamento do imposto incidente
sobre o ganho de capital.
Arte e design em peças
para lá de grifadas...
Móveis com interferência artística serão leiloados
Fotos de divulgação
FAIXA PRESIDENCIAL
e irreverência de Juarez
NINHO COM
instrumentos
para os
batuqueiros,
de Brown
BRASÍLIA
na poltrona
“Joatinga”,
por Metsavaht
NO ENCOSTO
da espreguiçadeira,
anjos da Catedral.
De Azeredo
C
arlinhos Brown, claro, se
inspirou na batucada para
transformar o “Moebius” de
Roque Frizzo num ninho
musical. Juarez Machado usou seu
humor ferino para uma crítica aos
políticos de Brasília. Oskar Metsa-
vaht juntou a paixão pela natureza
como amor à fotografia e estampou
belas paisagens em poltrona for-
rada de algodão cru. Vik Muniz
desenhou, pontinho por pontinho,
imagens da arquitetura brasiliense
no “Biombo-lê” de Verônica Rodri-
gues. E Maurício Azeredo resolveu
dar um descanso aos anjos da Ca-
tedral de Brasília e estampou suas
imagens na espreguiçadeira criada
por Fernando Mendes de Almeida e
Roberto Hirth, também em home-
nagem a Sérgio Rodrigues.
As peças fazem parte do projeto
“50 anos em 5” criado no ano
passado pela loja Saccaro, em ho-
menagem à Brasília. Agora, expos-
tas no Casa Cor São Paulo, vão a
leilão beneficente no próximo dia
21 no espaço Casa Talento, um dos
ambientes do evento. A renda de
cada peça será doada a institui-
ções escolhidas pelos cinco ar-
tistas. A expectativa é que cada
uma delas tenha lance mínimo en-
tre R$ 8 mil e R$ 10 mil.
— A ideia era mostrar 50 anos de
designemcincopeças. Por isso, nós
escolhemos algumas bemrepresen-
tativas criadas em projetos ante-
riores que homenagearam Sérgio
Rodrigues e Zanine Caldas — conta
a curadora da mostra
Marta Micheli. —To-
das elas têm uma
história — com-
plementa.
A poltrona “Joatinga,” por exem-
plo, foi criada por Zanini de Zanine
em homenagem ao pai Zanine Cal-
das. Responsável por transformá-la
numa obra de arte, o empresário e
estilista Oskar Metsavaht não dei-
xou por menos. Foi até Brasília cap-
tar imagens da paisagem candanga.
Durante a exposição e o leilão, o
filme é projetado na poltrona. Mas
como não dá para levar os pro-
jetores para casa, quem arrematá-la
poderá escolher uma das imagens
para estampar emtecidode algodão
cru que vai forrar a peça.
Outromóvel feitoemhomenagem
paterna foi o “Biombo-lê”, primeiro
desenhado pela arquiteta Verônica
Rodrigues, filhadeSérgioRodrigues.
Transformá-la em obra de arte foi
um trabalho para o artista plástico
Vik Muniz, que recorreu a artesãs
gaúchas para reproduzir as imagens
do Palácio do Planalto e da estátua
dos Dois Candangos na peça.
Já Juarez Machado brincou com
a poltrona “Tempo", de Carlos Mot-
ta. A peça ganhou até novo nome:
“E a corte cavalgou para Brasí-
lia...”. Para representar essa car-
ruagem, as pernas da poltrona vi-
raram patas de cavalo e o encosto
ganhou uma faixa presidencial —
emreferência àqueles funcionários
que deixam o paletó na cadeira e
saem por aí. No assento, um balde
de gelo com um garrafa da bebida
nacional: cachaça!
— O legal das peças é que elas
podem ser normalmente usadas
em casa. Menos a do Juarez. Pen-
sando bem, até a dele... Pode ser
um bar! — brinca Marta.
Sugestões para esta coluna
devem ser enviadas para
bem4cantos@oglobo.com.br
4 Domingo, 12 de junho de 2011
MORARBEM MORARBEM
O GLOBO

MORAR BEM

PÁGINA 4 - Edição: 12/06/2011 - Impresso: 10/06/2011 — 20: 52 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O lixo
que é
um luxo
Peças feitas com sobras de
diferentes tipos de materiais
fazem bonito na decoração
Marco Antonio Cavalcanti
Marco Antonio Cavalcanti
Fotos de divulgação
FEITA A PARTIR
de um latão de
óleo cortado ao
meio, a mesa da
Olhar o Brasil
recebeu pátina
branca: R$ 1.350
Karine Tavares
O
tambor de óleo virou
uma simpática mesa
lateral; os restos de lã,
linha e fita deram for-
ma a uma cadeira; as
sobras de madeira te-
ca da indústria moveleira serviram
para criar um novo revestimento
de parede; e até os restos de ossos
e chifres de gado bovino são apro-
veitados como revestimento de cô-
modas e mesas. Na indústria de
móveis é assim: o lixo de uns pode
muito bem se tornar a riqueza de
outros, ao ser transformado em
peças de design arrojado.
É o caso do pufe “Rosenbaum”,
criado pelo arquiteto Marcelo Ro-
senbaum e vendido no Rio pela
Velha Bahia. Em formato que lem-
bra os coloridos balões de São
João (perigosos e nada ecológicos,
diga-se de passagem), ele tem es-
trutura de alumínio e é revestido
por uma espécie de corda feita com
garrafas PET recicladas coloridas.
O mesmo efeito de cores é visto na
cadeira “Arco-íris”, da designer
uruguaia Natalia Cantarelli, à ven-
da no Rio pela Guimar. O encosto e
o assento são tramados comrestos
de lã, linha e fita, o que faz comque
cada peça — feita pessoalmente
pela designer — seja única.
Madeira de todos
os estilos e origens
● Já a madeira teca parece ser
mesmo polivalente. Na Indonésia,
pedaços retirados de antigas em-
barcações estão se transformando
em novos móveis, trazidos ao Rio
pela Stilo Asia. Enquanto isso, por
aqui, os restos de móveis produ-
zidos a partir desse material estão
virando revestimento de parede na
Mediterrani. Em forma de pasti-
lhas, que tanto podem ser usadas
no tom natural como impermea-
bilizadas e pintadas de tinta ouro,
o revestimento serve para ambien-
tes internos e externos.
— Por ser madeira, ele ajuda
inclusive na acústica dos espaços e
por isso é muito usado em home
theaters — destaca Clair Bizzo, di-
retor de Marketing da Mediterrani.
Outro tipo de revestimento —
neste caso, bem diferente e apli-
cado em mesas e cômodas — são
os restos dos chifres e ossos dos
calcanhares de bois abatidos por
frigoríficos. Os defensores dos ani-
mais podem até não gostar, dizem
profissionais do setor, mas a ver-
dade é que o que sempre foi jogado
no lixo, agora está sendo reapro-
veitado pela indústria moveleira.
O revestimento é manualmente
trabalhado por artesãos e, depois,
encaixado nos móveis formando
um mosaico. Os ossos dos cal-
canhares possuem um acabamen-
to off-white como o da mesa de
centro “Linova”; já as peças feitas
com chifres tem mais opções de
cores, como o mel visto no tampo
da mesa lateral “Cassino”, além do
preto e do marrom.
Na Olhar o Brasil, de Chicô Gou-
vêa, a mesa lateral vem de um
material ainda mais inusitado: um
latão de óleo. Cortada ao meio, a
peça recebeu pintura de pátina
branca e um certo ar rústico. ■
CHIFRE DE BOI
na mesinha lateral
(R$ 4.982) e osso
na mesa de centro
(R$ 6.497). Do
Empório Beraldin
CADEIRA
feita com
resíduos
de linhas,
lãs e fitas:
R$ 15.756,
na Guimar
REVESTIMENTO
feito de sobras de
madeira teca: a placa
de 30cm por 30cm
sai a R$ 52,25
O PUFE
parece de
corda, mas
é de PET
reciclado:
R$ 1.446
na Velha Bahia
MESA DE CENTRO de madeira teca, com base
sobre rodas de ferro: R$ 4.860 na Stilo Ásia
Revista
da
DOMINGO, 12DEJUNHODE2011 OGLOBO
BRANCO
Homens de
Diantedascâmeras,
médicostiram
dúvidasdopúblicoe
ganhamespaçona
programação
Detalhe do
jaleco usado
pelo cirurgião
plástico que
participa do
“Mais você”
3 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
A TV DE... Paulo Tiefenthaler
3 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
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o
-andar CEP: 20230-901
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Siga a Revista da TV no Twitter: twitter.com/Revista_da_TV
A
s consultas marcadas e as
cirurgias previstas para a
semana passaram a dividir
espaço na agenda com as
gravações em estúdio. E, assim, aquele
médico, antes visto apenas no
consultório ou escondido atrás de
máscaras e luvas nos hospitais, virou
figura assídua em vários programas de TV.
Esclarecer dúvidas do público, com uma
linguagem de fácil entendimento, é a
missão de um seleto grupo. Por um outro
lado, os doutores vêm se adaptando às
transformações que a nova função causou
em suas vidas. Eles, que agora entram na
casa dos telespectadores através da telinha,
fazem “plantão” até nas ruas, reconhecidos
pelos fãs. O repórter Zean Bravo ouviu
alguns desses profissionais e descobriu que
teve até quem se viu forçado a dar um
diagnóstico em pleno táxi.
Clarissa Frajdenrajch, editora assistente.
COM REPORTAGEM DE Tatiana Contreiras
MTV/Kelly Fuzaro
E
le é do tipo que
joga nas 11.
Coapresentador
do “Rock gol”, na
MTV, Paulo Tiefenthaler
também está em
negociações avançadas
para renovar o “Larica
total”, seu programa de
baixa culinária no Canal
Brasil. E, em 2012, ainda
vai protagonizar uma série
no HBO.
Fã de futebol e de bons
quitutes, Paulo compara o
“Rock gol” a “um chopinho”:
— Mas ainda vamos
flambar o programa com
querosene. Chegando
devagarinho pra pegar o
gosto do freguês. Já, já,
vira um Bloody Mary de
beira de estrada brabo!
Eliária Andrade
4
Aos 78anos, Goulart deAndrade
trabalhacomofreelancer no“SBT
Repórter” efalasobreos planos de
emplacar umanovaatração.
Divulgação/Marcela Morgado
8
Ocantor PauloMiklos segueos
passos deoutros companheiros
dos Titãs eseaventuracomo
apresentador nocanal Mix TV.
O GLOBO: Lance futebolístico
inesquecível exibido na TV:
PAULO TIEFENTHALER: Até
hoje me emociono quando vejo
o gol de falta do Branco na Copa
de 1994, nos Estados Unidos, e
Romário desviando. Branco jo-
gou bola a vida toda no Flumi-
nense e na Europa, para um dia
ser reserva emfimde carreira nu-
ma Copa e ter a calma, a expe-
riência pra bater aquela falta. Ele
veio ao mundo pra bater aquela
falta, e sabia disso. Está nos olhos
dele correndo. Acredito que
Branco tenha batido a falta já
chorando de tanta consciência.
Qual o melhor chef no ar?
PAULO: Claude Troisgros.
Se pudesse reprisar um jogo de
futebol no horário nobre...
PAULO: Brasil X Argentina, na
Copa de 1982. Deu um prazer
apaixonante a cada gol que en-
trava: 3 a 1 Brasil!
Qual a melhor receita que
aprendeu na TV?
PAULO: Não assisto a progra-
mas de culinária, mas um dia
peguei a Ana Maria Braga apren-
dendo um pão com ovo com o
chef do Antiquarius, do Rio, que
é simplesmente du biru!
Desenho animado da infância:
PAULO: “Os Flintstones”, “Os
Jetsons”, “Superamigos”, “Corri-
da maluca”, “Jonny Quest”,“Os
impossíveis” etc.
Se pudesse ser um personagem
de novela, filme ou série...
PAULO: “Lúcio Flávio, o passa-
geiro da agonia”, interpretado
com maestria pelo Reginaldo
Faria no filme dirigido pelo
Hector Babenco.
Que atração esportiva marcou
sua vida?
PAULO: “Esporte espetacular”,
nos anos 70, com aquela músi-
ca de abertura: “Pá-pá--pá-pá-
pá”. Assistia ao lado do meu
pai, que sempre deitava no ta-
pete da sala para ler jornal e ver
o programa. As transmissões de
Wimbledon com o Borg (Bjorn,
tenista) arrepiando na grami-
nha também!
Quitute ideal para petiscar em
frente à TV:
PAULO: Qualquer uma das co-
midinhas preparadas pela Regi-
na Tiefenthaler, mi madre muy
amada e querida.
Fotos de divulgação
4 O GLOBO

Domingo, 12 de junho de 2011
Vem
COMIGO!
Noar fazendomatériasparao‘SBTRepórter’, Goulart de
Andradesonhautilizar seuenormeacervoemnovoprograma
PERFIL
Thaís Britto • thais.britto@oglobo.com.br
C
om mais de 50 anos de televisão e 78 de
idade, Goulart de Andrade continua nos
convidando para ir com ele, sem
previsão de parar. O jornalista, que
eternizou o bordão “Vem comigo!” em programas
como o tradicional “Comando da madrugada”, em
diferentes emissoras, é um dos maiores
representantes da reportagem investigativa televisiva
do país: suas cerca de 15 mil horas de material
gravado ocupam hoje dezenas de prateleiras da
Cinemateca Brasileira, em São Paulo. E, se
depender de sua disposição, ainda vão ganhar a
companhia de muitas outras. Atualmente, Andrade
trabalha como freelancer fazendo matérias para o
“SBT Repórter” — exibido às quartas, às 23h15m
—, mas já tenta emplacar uma nova atração na
emissora de Silvio Santos. Além disso, sua esposa,
Margareth Bianchini, está escrevendo a biografia
do jornalista. Mas a previsão de lançamento,
segundo ele, ainda é uma incógnita:
— Ela começou a escrever há três anos e parou
nos meus 18 anos de idade. Acho que ela morre
antes de chegar à minha idade atual. Imagina
quanta coisa ainda tem para contar — diz, bem-
humorado, por telefone, de São Paulo.
Carioca de nascimento e paulista por adaptação,
Andrade fala com empolgação das reportagens
que vem produzindo para o “SBT Repórter”. Ele
destaca, por exemplo, um programa sobre as
tendências mais modernas para tratamentos
cardíacos; outro sobre a “visão dos cegos” e como
os deficientes visuais conseguem jogar futebol e
tirar fotografias, além de um intitulado “As
poderosas”, sobre as mulheres modernas (“Sempre
foram poderosas, mas o sexo masculino é tão
imbecil que não repara”, afirma). Seu método de
trabalho, ele conta, não mudou muito. Mas a
facilidade é maior hoje em dia.
— Faço dois ou três programas ao mesmo tempo
sem problemas. São 50 anos de experiência, né?
Preciso aproveitar esse know-how — gaba-se.
Mas a voz de Andrade ganha brilho mesmo é
quando ele fala de “Túnel do tempo”, seu
projeto-xodó que aguarda a resposta do SBT
para virar realidade.
— A ideia envolve todo o meu acervo. No
programa, escolheríamos, por exemplo, uma
reportagem que fiz há 30 anos e proporíamos a um
grupo de jovens jornalistas o desafio de atualizar
aquilo. No final, compararíamos as duas matérias
para ver o que mudou e discutiríamos as projeções
para o futuro. Tenho um carinho muito grande por
esse projeto porque envolve a importância de mexer
com a nova geração e conquistar a molecada. Estou
agora na expectativa de que a Daniela (Beyruti,
diretora artística e de programação do SBT) goste da
ideia, aprove que eu faça e, consequentemente, me
contrate! — explica, ansioso.
Não é por acaso que Andrade decidiu vender
seu projeto mais querido para o SBT. Segundo ele,
a familiaridade com a emissora é forte e o
carisma de Silvio Santos e o carinho que sente
pelo apresentador contribuem para que se sinta à
vontade trabalhando lá.
— Fui o fundador do “SBT Repórter”, quando
passei por lá pela primeira vez. Sou
companheiro do Silvio desde a época em que
ele alugava espaços na TV Tupi, onde eu
trabalhava, lá nos idos de 1964. Visitava muito a
casa dele, jogávamos sinuca... Não temos tanta
intimidade hoje em dia, mas tenho um carinho
enorme por ele e pelo SBT. Embora eu já tenha
passado por quase todas as emissoras, confesso
que o lugar onde melhor me adaptei
trabalhando foi lá — relembra.
Na hora de eleger suas reportagens mais
marcantes, ele escorrega dizendo ser impossível
escolher uma. Mas fala sobre alguns programas
clássicos, normalmente citados pelos
espectadores. Lembradas pelo inusitado de seus
temas ou por trazerem à tona assuntos ainda
pouco explorados profundamente pelo
jornalismo, suas matérias sempre despertaram
amor e ódio. O que em muito se deve ao estilo
do jornalista, que não costuma medir esforços
para mostrar o que deseja.
— Não é muito prático nem ético para mim
ficar elegendo dentro deste volume todo os
melhores momentos. Eu me reconheço em cada
uma das matérias que eu fiz, lembro exatamente
de todas. São todos filhos e filhas que me fizeram
trabalhar com paixão, o que move meu trabalho.
As pessoas me perguntam como aguento, com 78
anos, ficar pulando para lá e para cá. Vou
permanecer fazendo até me expulsarem ou
abaterem — decreta, rindo. — Mas é claro que há
algumas matérias sempre citadas pelo público em
geral. Uma é a dos travestis, com a qual acabei
ganhando um prêmio em Nova York. Outra bem
famosa mostrava o nascimento do meu neto, que
hoje tem quase 30 anos. Fiz ainda a reportagem
sobre o primeiro buraco para construir a primeira
linha do metrô em São Paulo —– lista.
Os exemplos citados por Andrade ajudam a
entender sua forma de trabalho. Para documentar
o estilo de vida dos travestis do underground
paulista, ele “se montou” e saiu a campo para
sentir na pele as dificuldades. Já no programa
sobre partos, filmou e expôs a cesariana da
própria filha. Seus detratores costumam citar
como exagerada sua reportagem sobre a morte
de PC Farias. Na época, ele exibiu imagens da
autópsia do corpo do tesoureiro do ex-presidente
Fernando Collor, assassinado em 1996.
Enquanto aguarda a batida do martelo sobre
seu projeto, Andrade segue desenvolvendo suas
pautas para o “SBT Repórter”. Ele se derrama em
elogios à equipe que o ajuda nesta empreitada.
— Eles são excelentes. A produtora, Aline
Sgarbi, me ajuda demais. Tenho também um
repórter cinematográfico, o Serginho (Sérgio Lúcio
de Oliveira), que é precioso. É o mais competente
fabricante de pimenta do Cone Sul, mas ainda
assim insiste no jornalismo. Entendo perfeitamente
porque sou igualzinho — diz, rindo.
O GLOBO NA INTERNET
VÍDEO Assista a trecho de reportagem de Goulart de
Andrade
oglobo.com.br/revistadatv
2 O GLOBO

Domingo, 12 de junho de 2011
5 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
NA CINEMATECA
Brasileira, o
jornalista guarda
as reportagens
realizadas ao longo
da carreira
Eume
reconheçoem
cadaumadas
matériasque
eufiz, lembro
exatamentede
todas.”
Goulart deAndrade
Eliária Andrade
6 O GLOBO

Domingo, 12 de junho de 2011 6 O GLOBO
● Domingo, 12 de junho de 2011
PATRÍCIA KOGUTcontrole remoto kogut@oglobo.com.br
10
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ComELIZABETEANTUNESeFLORENÇAMAZZA•E-mail paraestacoluna: kogut@oglobo.com.br
Mande as suas sugestões de notas dez e zero para o site www.oglobo.com.br/kogut, leia as sugestões dos
outros leitores e discuta com eles se quiser. Todos os domingos serão publicadas três opiniões de internautas
Divulgação
Quilometragem
Apresentador do
“Passagem para”, Luís
Nachbin aparecerá numa
nova série do Futura,
“Entre fronteiras”. “Em
2010, viajei mais de 100
mil quilômetros para
percorrer nossas
fronteiras e documentar
realidades pouco
conhecidas. Continuo
viajando sozinho”, conta
ele, que gravou 20
episódios.
ANITAFONTANA: ParaEribertoLeão, oPedrode“Insensato
coração”. Oator foi muitocriticado, masestá
conseguindovirar ojogoemostrar seutalento.
ParaAçucenadanovela“Cordel encantado”. Aatriz
BiancaBinéboa. Ozerovai paraapersonagem, queé
muitoirritante.
CRISTINACARVALHOARAÚJOFORTES: ParaHigor Rocha,
que vemcrescendonacompetiçãoe surge agora
comofavoritoparavencer o“Ídolos 2011”.
ParaosomdatransmissãodaGlobonojogode
despedidadeRonaldo.Nodiscurso, amúsicadeZeca
Pagodinhoficoumaisaltadoqueavozdojogador.
LUNAMARIE: Paraocasal André (LázaroRamos) e Carol
(CamilaPitanga), em“Insensatocoração”. Ele vem
mostrandoque dávalor àfamília.
ParaBibi (MariaClaraGueiros, queéótima), em
“Insensatocoração”. Éapersonagemmaisvazia, fútil
einútil dahistóriadaTV.
10
Para Zezé Polessa e Marcos Caruso, atores
sensacionais que estão dando show como a
Ternurinha e o Patácio de “Cordel
encantado”. Mesmo a novela sendo aquele
espetáculo, o público fica esperando
ansiosamente a dupla entrar em cena.
0
Para uma antiga temporada de “Malhação”,
atualmente no ar no Viva. O canal é tão
bacana, um verdadeiro concentrado de
programação que merece ser revista. Não
precisava misturar com algo que já era
desinteressante na época em que passou.
Divulgação
o ar em “Cordel encantado”, Felipe Camargo apresenta — orgulhoso —
Antônio. Seu filho com Malu Guimarães completará três meses no dia 14.
— Ele tem um sorriso largo que nos deixa completamente apaixonados —
coruja o ator, emendando: — E os olhos dele, você viu? São azuis. Os do Gabriel
(de 18 anos, filho de Felipe com Vera Fischer) também eram e, depois, ficaram verdes.
Apesar de a rotina de gravações estar se intensificando, Felipe garante ser daqueles
pais que ajudam a dar banho e a trocar as fraldas. E não descarta a possibilidade de
virem novos rebentos por aí. Mais em oglobo.com.br/kogut.
Ursinhos
Grávida de sete meses de um
menino, Eliana já prepara o
quarto do seu bebê. A
apresentadora diz que o lugar
será “bem confortável,
aconchegante, em cores
claras e repleto de ursinhos”.
Cinema
Emanuelle Araújo, a
Florinda de “Cordel
encantado”, tem planos
para depois da novela: em
setembro, a atriz embarcará
para São Paulo, onde
terminará de rodar “Aos
ventos que virão”.
Dossiê
Geneton Moraes Neto
acaba de chegar dos EUA
onde gravou “Dossiê Globo
News: Segredos de Estado”.
Numa de suas entrevistas,
ouviu de um ex-soldado
que virou pacifista:
“Quando chegamos ao
Iraque, descobri que os
terroristas éramos nós”. A
série vai ao ar na semana
dos dez anos dos atentados
de 11 de Setembro.
Objetos de desejo
Um vestido de oncinha
usado por Angélica no
“Video game” liderou o
ranking dos itens mais
cobiçados pelo público em
maio. O registro é da
Central de Atendimento ao
Telespectador da Globo.
Além do figurino dela, uma
pulseira dourada de franjas
chamou a atenção.
28,95%
71,05%
SIM
NÃO
Total: 525 VOTOS
VOCÊ APROVA AS ATITUDES
DE NORMA (GLÓRIA PIRES)
NA ATUAL FASE DE
'INSENSATO CORAÇÃO'?
N
7 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
CRÍTICA
‘Brothers & sisters’, o fim
Os que ainda choram com a notícia de
que “Brothers & sisters” acabou para
sempre devem recorrer a uma caixa de
lenços tamanho GG para enfrentar o último
episódio. Quando criaram o encerramento,
seus produtores ainda não tinham a
certeza de que o programa não seria
renovado. Então, várias situações foram
levadas a termo, e novas possibilidades se
estabeleceram para a eventualidade de
uma nova temporada. Noves fora, os
roteiristas não ficaram devendo nada, nem
economizaram nas situações
emocionantes. Preparem seus corações.
Na cena final, a matriarca, Nora (Sally
Field), observa a família que construiu e
que continua se transformando — cheia de
novos membros — e cita uma frase de
George Eliot (pseudônimo da escritora
inglesa Mary Ann Evans): “Nunca é tarde
para ser o que você poderia ter sido”. A
pensata de Norma resume bem as cinco
temporadas. Aliás, resumo é uma boa
palavra para se usar num texto sobre
“Brothers & sisters”: a família Walker é um
composto, sempre em movimento, de
muitos dos principais elementos da
sociedade americana. A mãe e a maioria
dos filhos são democratas convictos. Kitty
(Calista Flockhart), republicana militante;
Kevin (Matthew Rhys), advogado
conservador, é casado com Scotty (Luke
Macfarlane). Trata-se de uma união gay,
mas bem burguesa, só a maneira como
eles se tornaram pais foi bem heterodoxa.
Há o amoroso tio Saul (Ron Rofkin), que
saiu do armário e foi ganhando uma
participação mais central, como merecido.
Um dos filhos, Justin (Dave Annable), foi à
guerra, voltou mal. Recuperou-se. Nisso
tudo, o coração dos Walker — Norma — se
manteve firme e aberto para receber o que
a vida oferecesse. As tramas surpreenderam
sem que a coluna vertebral da história se
corrompesse por qualquer intercorrência
alheia ao projeto, como a saída de atores.
Houve algumas, e a mais complicada de se
resolver foi a de Rob Lowe, um
personagem importantíssimo.
“Brothers & sisters”, ainda no ar no
Universal, manteve a coerência e acabou
bem. Não à toa, Nora abre o capítulo
recitando Charles Dickens: “Foi o melhor
dos tempos, foi o pior dos tempos” (de “A
tale of two cities”). Pena que acabou.
7 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
JORNALISMO
Informação
SEGURA
Comentaristado‘RJTV’, RodrigoPimentel tambémvai falar
sobreviolênciaapartir deamanhãno‘BomdiaBrasil’
TV Globo/João Cotta
PIMENTEL (À
esq.) com Renato
Machado e
Renata
Vasconcellos:
dicas para os
telespectadores
Natalia Castro• natalia.castro@oglobo.com.br
H
á mais de um ano no “RJ TV”, no qual
faz comentários sobre a segurança
pública na cidade, Rodrigo Pimentel
estreia agora em rede nacional. A partir
de amanhã, o ex--capitão do Batalhão de
Operações Especiais da Polícia Militar do Rio
estará também no “Bom dia Brasil”, às 7h30m, na
Globo, em função dupla: além de acompanhar,
quinzenalmente, um repórter em uma grande
matéria sobre questões ligadas à violência,
Pimentel vai dividir o estúdio com Renata
Vasconcellos e Renato Machado, três vezes na
semana, para responder a dúvidas do público.
— No “RJ TV,” falamos mais sobre o factual. Já
no “Bom dia Brasil” vamos tratar do assunto de
forma mais abrangente, em matérias que vão
desde o aumento do consumo de crack à
violência no campo — explica ele.
Com 8 mil seguidores no Twitter e 2.500
amigos no Facebook, Pimentel acredita que as
pessoas têm muito interesse em tudo que
envolve a polícia.
— Elas querem saber como os policias agem, e
por que agem daquela forma. São preocupadas,
têm curiosidades mórbidas. Infelizmente, a violência
faz parte do nosso cotidiano — analisa ele, que vai
dar dicas de como os telespectadores podem se
proteger de crimes como a “saidinha de banco”, o
sequestro-relâmpago e os assaltos a joalherias.
Miguel Athayde, editor chefe do jornal, considera
importante a presença do especialista no debate.
— A segurança é uma das grandes preocupações
dos brasileiros. Rodrigo Pimentel tem muitas fontes.
Traz informações em primeira mão e conhece o
tema como ninguém. Dará ainda mais
credibilidade ao “Bom dia Brasil” — valoriza.
8 O GLOBO

Domingo, 12 de junho de 2011
Em outros
PALCOS
PauloMiklosestreiacomoapresentador nocanal MixTV
ereforçaotimedeexeatuaismúsicosdosTitãsnoar
VARIEDADES
Zean Bravo • zean.bravo@oglobo.com.br
P
or que não? Foi essa a reação de
Paulo Miklos, vocalista dos Titãs, ao
ser convidado para integrar o elenco
do canal Mix TV. O músico se prepara
para comandar o semanal “Dose tripla”,
atração exibida ao vivo e com estreia marcada
para terça-feira, às 22h30m. Depois de atuar no
cinema (em longas como “O invasor”, de 2001,
e “É proibido fumar”, de 2009) e em uma
novela (“Bang bang”, de 2006), o cantor segue
a mesma trilha de Tony Bellotto, Charles Gavin
e Arnaldo Antunes, integrantes (ex e atuais) da
mesma banda que conciliam a música com o
trabalho de apresentadores.
— Vamos fazer 30 anos com os Titãs ano
que vem. É natural ter uma bagagem depois
de todo esse tempo para poder cumprir
outros papéis. Quando o Beto Brant (diretor
de “O invasor”) me chamou para fazer o
filme, foi uma coisa totalmente nova para
mim. Neste convite agora, o que mais me
interessou foi a possibilidade de fazer algo
um pouco fora da música — explica Miklos.
O convite da Mix TV partiu de Cris Lobo,
diretora de programação e produção do
canal. Os dois já se conheciam dos tempos
em que ela trabalhava na MTV. Programa de
variedades, “Dose tripla” trará o músico ao
lado da ex-VJ da MTV Marina Santa Helena e
de Gustavo Braun, fenômeno do Twitter com
@nairbello (perfil em homenagem à atriz).
Juntos, os três irão comentar os assuntos da
semana e interagir com o público da emissora
através das redes sociais.
— Já fiz muita TV para divulgar a banda,
mas a adrenalina será diferente. Gravei uns
pilotos (testes) do “Dose tripla” e percebi
onde como mosca. Vou usar teleprompter
(aparelho que exibe o texto) e ponto
eletrônico. É uma coisa de maluco ouvir um
cara falando na sua orelha — brinca o cantor.
Companheiro de banda, Tony Bellotto, há
dez anos à frente do “Afinando a língua”, no
Canal Futura, acredita que Miklos tem o perfil
ideal para encarar a nova empreitada.
— Ele é um tremendo ator e fica muito à
vontade na frente das câmeras — elogia.
O guitarrista e escritor planeja o
lançamento de um disco de inéditas com os
Titãs para 2012 e se prepara para o show de
abertura do Rock in Rio, em setembro, ao
lado dos Paralamas do Sucesso. No mesmo
mês, vai estrear mais uma temporada do
programa do Futura com a participação dos
músicos Marcelo Jeneci, Thais Gullin, Tiê e
Divulgação/Ana Paula Amorim
TONY BELLOTTO
comanda
“Afinando a
língua”, no
Canal Futura
Aparelhos Auditivos
SURDEZ
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INTRACANAL
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BARRA: ☎2495-7388 / 3268-1547
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9 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
MTV/Kelly Fuzaro Divulgação/Juliana Torres
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PAULO MIKLOS:
músico, ator e agora
apresentador
ARNALDO ANTUNES
promove shows
mensais no “Grêmio
recreativo”, da MTV
CHARLES GAVIN com
Caetano Veloso em
“O som do vinil”, do
Canal Brasil
Teste
Qual personagem Paulo
Miklos fez em “Bang bang”?
a) Kid Cadillac
b) Don Pepe
c) Ben Silver
Resposta na página 23
Rubinho Jacobina, todos representantes da
novíssima geração da MPB. Para Bellotto, o
trabalho na TV só faz sentido por ter ligação
com as suas outras atividades profissionais.
— As entrevistas com os músicos ganharam
mais espaço nas últimas temporadas. Eu
também poderia conversar com escritores e
poetas na TV. Só não consigo me imaginar
apresentando uma atração com outro formato.
Adoro fazer o “Afinando a língua”, mas a
satisfação que tenho no palco com a banda
não tem programa que dê. O meu maior barato
ainda é tocar guitarra — admite.
Com vontade de voltar aos palcos em breve,
o ex-baterista dos Titãs Charles Gavin hoje
dedica boa parte do seu tempo a “O som do
vinil”. Ele é outro que só está no ar por ter a
chance de falar sobre um assunto que domina.
Em exibição desde 2007 pelo Canal Brasil, a
atração passa todas as sextas, às 21h30m.
— Estava trabalhando numa das próximas
edições agora, antes de falar com você —
conta Gavin, durante entrevista por
telefone. — Eu também dirijo algumas
delas e me envolvo muito com a pesquisa
do programa — acrescenta.
Colecionador de discos raros em vinil,
Gavin fala na TV sobre os bastidores que
envolveram a produção de álbuns clássicos.
— O programa investe em pesquisa e
resgate de carreira ao falar dos discos
importantes. Mas, infelizmente, a música não
tem tanto espaço assim na TV aberta —
lamenta Gavin.
O som também tem espaço no “Grêmio
Recreativo”, atração sob o comando de
Arnaldo Antunes desde março na MTV.
Registro de um show com a presença de
diferentes convidados, a atração, exibida
sempre na última quinta-feira do mês,
mostra ainda toda a informalidade que rola
nos ensaios. A próxima edição será exibida
dia 30, às 23h30m.
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10 O GLOBO

Domingo, 12 de junho de 2011
TAPETE VERMELHOrevistadatv@oglobo.com.br
10 O GLOBO
● Domingo, 12 de junho de 2011
COM REPORTAGEM DE Natalia Castro, Thaís Britto e agências internacionais
FRASES DA SEMANA
JOVEM: Em “Rebelde”, Carla (Mel
Fronckowiak) usa o Atrevida, e Pilar
(Rayana Carvalho), o Militar. Ambos, da
Colorama (0800 701 0114). Preço
sugerido: R$ 2,45 (cada). Já Roberta (Lua
Blanco) prefere o Diamante Roxo, enquanto
Alice (Sofia Abrahão) aposta na francesinha
com Renda e Bianco Puríssimo. Os tons
são da Risqué (0800 011 11 45). Preço
sugerido: R$ 2,75 (cada)
“Nãoacredite
empessoas
boazinhas.”
Ney Latorraca, no
“MaríliaGabriela
entrevista”, noGNT
“Eusótrabalhoparaa
GloboeparaoSporTV
enãoganhonada.
Nemlanche!”
RonaldoFenômeno, brincandocom
GalvãoBueno, no“Bemamigos”
“Nãosoufaxineira. Souassessorade
poeirasedetritos.”
Valéria(RodrigoSant’Anna), no“Zorratotal”
“Euadorofutebol esei atéonomede
algunsjogadores... Osdecoxagrossa.”
Bibi (MariaClaraGueiros), em“Insensatocoração”
“Nãoconsigover essanovela,
passomal, eleémaudemais.”
ReginaBraga, no“Vitrine”, docanal Futura, aofalar
sobreLéo, personagemdeseufilho, Gabriel Braga
Nunes, em“Insensatocoração”
COLABORECOMAGENTE. Envieume-mail comseunome, a
frase, quemdisseeemqual programadeTVpara
revistadatv@oglobo.com.br
EU QUERO! revistadatv@oglobo.com.br
ASSUSTOU
Literatura
Chris Colfer, o Kurt de “Glee”, é o
mais novo autor do pedaço. O rapaz
assinou um contrato para escrever
dois livros para adolescentes. O
primeiro, “The land of stories”, fala
sobre contos de fadas num contexto
moderno. A obra deve ser lançada
ainda neste ano.
Arte moderna
O figurino exótico de Lady Gaga
não resistiu às poses da cantora
em um prêmio de moda em Nova
York. Devido aos movimentos, o
corpete desceu e os seios de
Gaga ficaram totalmente expostos
na transparência. Se era mais uma
tentativa para roubar todos os
flashes, ela conseguiu.
Quebra tudo!
Filho de Nicolas Cage, Weston Cage, de
20 anos, foi internado em um clínica
psiquiátrica após brigar com seu
treinador. A confusão ocorreu em um
restaurante de Los Angeles. Irritado pela
restrição em seu cardápio, Weston
agrediu o profissional e destruiu o local.
Graduada!
Diploma para
Dakota Fanning. A
atriz, que começou
pequena no
cinema, celebrou
sua formatura na
Campbell Hall
Episcopal High
School, em Los
Angeles. Ao seu
lado, os pais e a
irmã, a atriz Elle
Fanning (à esq., de
branco).
Respira, Kim
O modelito color
blocking Gucci foi
pouco para Kim
Kardashian: a saia
apertada estufou a
barriga. Mas essa não
é a única saia justa de Kim. O
jogador de futebol Bret Lockett diz na
revista “In touch” que os dois tiveram
um affair até há pouco tempo. E ela
casa, em breve, com o jogador de
basquete Kris Humphries.
Fotos de reprodução AP
11 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
11 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO

A quantidade
de gente que
passou a me
seguir no
Twitter foi
assustadora.”
Rachel Sheherazade
FRASES DA SEMANA
JOVEM: Em “Rebelde”, Carla (Mel
Fronckowiak) usa o Atrevida, e Pilar
(Rayana Carvalho), o Militar. Ambos, da
Colorama (0800 701 0114). Preço
sugerido: R$ 2,45 (cada). Já Roberta (Lua
Blanco) prefere o Diamante Roxo, enquanto
Alice (Sofia Abrahão) aposta na francesinha
com Renda e Bianco Puríssimo. Os tons
são da Risqué (0800 011 11 45). Preço
sugerido: R$ 2,75 (cada)
JOGO RÁPIDO
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Âncora de TV há oito anos, Rachel
Sheherazade virou celebridade da
internet quando o vídeo com seus
comentários ácidos sobre o carnaval no
Brasil caiu na rede. Agora, a ex-
apresentadora da TV Tambaú, na
Paraíba, divide a bancada com Joseval
Peixoto no “SBT Brasil”.
O GLOBO: Você se assustou com a
repercussão de seu vídeo?
RACHEL SHEHERAZADE: Muito! Senti
na pele esse poder da internet. O que
também me deixou muito surpresa foi
que 90% dos
comentários eram
de apoio. Quando
decidi falar sobre
o assunto, achei
que seria
crucificada!
A fama mudou
sua rotina?
RACHEL: A
quantidade de
gente que passou
a me seguir no
Twitter foi
assustadora.
Passei quatro noites virada para
responder a todos. Depois, entrei numa
paranoia e resolvi sair da internet por
um tempo. Não sei se as pessoas
pensaram que eu tinha virado estrela.
Mas sou uma pessoa de imprensa, não
tenho assessor e secretário. Sou eu
mesma quem responde tudo!
E como tem sido a experiência à
frente do “SBT Brasil”?
RACHEL: A gente trabalhou muito para
trazer esse formato mais leve, com uma
linguagem mais próxima do espectador.
Queremos exibir matérias gostosas de
assistir. Todo muito se apaixonou pelo
projeto e tem sido muito bom.
“Nãoconsigover essanovela,
passomal, eleémaudemais.”
ReginaBraga, no“Vitrine”, docanal Futura, aofalar
sobreLéo, personagemdeseufilho, Gabriel Braga
Nunes, em“Insensatocoração”
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Natalia Castro
OUSADAS: Em “Insensato coração”,
Carol (Camila Pitanga) não dispensa o
Toque de Ira nas unhas. Já Natalie
(Deborah Secco) vai de Rose Bombom.
Os dois são da Risqué (0800 011 11
45). Preço sugerido: R$ 2,75 (cada)
COMPETIÇÃO: Patricia
(Thais Fersoza), de “Vidas
em jogo”, opta pelo
Sensual. Sua rival na
trama, Rita (Julianne
Trevisol) prefere o Atrevida.
Os dois são da Colorama
(0800 701 0114). Preço
sugerido: R$ 3,45 e
R$ 2,45, respectivamente
DINOS E ROBÔS: Os
esmaltes da coleção de “Morde
& assopra” têm alto poder de
cobertura e coloração intensa.
Por R$ 3 (cada). Da Hits
Speciallitá (11) 2606-1012
MADURAS: Em “Tapas & beijos”, as inseparáveis Sueli (Andrea
Beltrão) e Fátima (Fernanda Torres) são chegadas no vermelho.
Fátima usa o Garota Verão, da Colorama (0800 701 0114). Preço
sugerido: R$ 2,45. Já a amiga gosta do Boneca de Luxo, da Impala
(0800 702 7277). Preço sugerido: R$ 2,90. Por cima, elas aplicam o
Rebu, da Risqué ( 0800 011 11 45). Preço sugerido: R$ 2,75
E
les já fazem parte dos figurinos
dos personagens de TV. Em
diversas cores e texturas, os
esmaltes podem modificar um visual.
Por isso, se tornaram itens
queridinhos das telespectadoras.
Escolhemos aqui alguns deles. Qual
combina com você?
12 O GLOBO

Domingo, 12 de junho de 2011
Consulta
ELETRÔNICA
Osucessodosprogramase
quadrossobresaúdeabreum
novonichonatelevisãopara
médicosdeverdade
O CIRURGIÃO
Guilherme
Furtado, titular
do “S.O.S. Mais
você”, com Ana
Maria Braga
CAPA
Zean Bravo • zean.bravo@oglobo.com.br
O
s doutores Gregory House, Doug Ross,
John Dorian e Meredith Grey não
existem. Mas, depois de tantos anos no
ar, parecem reais para os
telespectadores que acompanham seus
diagnósticos e suas conturbadas vidas nas séries
“House”, “ER”, “Scrubs” e “Grey’s anatomy”,
respectivamente. Muito populares na ficção, os
temas médicos contaminaram a programação.
Titular de quadros sobre saúde no “Fantástico”,
Drauzio Varella parece ter feito escola entre a
turma de jaleco. Hoje, médicos como Guilherme
Furtado (do “Mais você”, da Globo), Caio
Rosenthal (do time de especialistas do “Bem
estar”) e Antonio Sproesser (do vespertino “E aí,
doutor?”, da Record) demonstram desenvoltura seja
traduzindo termos mais científicos ou tirando as
dúvidas do público na televisão.
— O interesse da população por uma vida
saudável é crescente — afirma o cirurgião Furtado,
do quadro “S.O.S. Mais você”, enquanto lê um
resumo da pauta do dia no seu iPad, antes de
entrar em cena ao lado de Ana Maria Braga.
Ao final da sua participação, ao vivo, ele confere,
via Twitter, a repercussão do quadro. Especialista
em cirurgia plástica pelo instituto de Ivo Pitanguy, o
médico, de 34 anos, no ar há pouco mais de um
ano, agora é constantemente reconhecido nas ruas.
Isso sem falar na fama de galã.
— O assédio não me atrapalha. Outro dia, no
táxi, o motorista foi fazendo uma consulta do início
ao fim da corrida. Quando cheguei, ele não queria
cobrar — conta, durante gravação acompanhada
pela Revista da TV. — Mas nunca recebi cantada
de paciente — garante.
Diretora-geral do “Mais você”, Vivi de Marco
ressalta que o site do programa registra um
aumento considerável de sugestões de pauta
sempre que o quadro semanal, sem dia fixo, é
exibido. Mérito, diz ela, do doutor.
— Dr. Guilherme traduz a linguagem médica para o
telespectador sem ser professoral — elogia a diretora.
Infectologista do Instituto de Infectologia Emílio
Ribas e do Hospital do Servidor Público Estadual,
em São Paulo, Caio Rosenthal também dá plantão
na TV. O profissional faz parte da equipe de médicos
fixos do “Bem estar”, composta ainda por Ana Maria
Escobar, Roberto Kalil Filho e Alfredo Halpern —
todos contratados da emissora. Ele assume que a
maior dificuldade na nova função é “usar uma
linguagem mais popular”.
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13 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
O GLOBO NA INTERNET
TESTE Teste seus conhecimentos
sobre os médicos da ficção
oglobo.com.br/revistadatv
Consulta
ELETRÔNICA
Osucessodosprogramase
quadrossobresaúdeabreum
novonichonatelevisãopara
médicosdeverdade
— Mas o clima no programa é tão intimista que fico
mais à vontade falando ali do que num congresso —
acrescenta Rosenthal, de 62 anos, preocupado com a
ética: — Tem um lado de vaidade pessoal por ter sido
escolhido para estar na TV, mas a ética vem em
primeiro lugar. Você precisa manter uma postura e
não pode usar o espaço para alavancar seu
consultório. Sempre fui fã do Drauzio Varella e ele
nunca usou o vídeo para ganhar mais pacientes.
Varella, cuja estreia no vídeo foi em 2000, lança
novo quadro no “Fantástico” (sobre hepatite) em julho.
Ele é apontado como referência por vários colegas.
— Fazer TV do jeito que eu faço dá trabalho.
Uma coisa é falar, outra é mostrar o assunto in loco.
— pondera o médico oncologista, de 68 anos, que
viajou até o Acre para gravar a nova série.
Segundo Varella, “o pessoal da TV agora percebeu
que saúde dá audiência”. Apesar de estar no ar há
mais tempo, ele não se julga um dos precursores:
— Vejo de forma positiva este aumento de médicos
no vídeo, mas não sou o responsável por isso. Assisto
aos colegas falando coisas de um jeito que eu não
falaria. Mas o conjunto é muito interessante.
Para a médica Maria Rosa de Araújo, presidente
do Conselho Regional de Medicina do Estado do
Rio de Janeiro (Cremerj), o único perigo da
medicina na TV é o sensacionalismo:
— É necessário muito cuidado ao se falar para o
público leigo. Mas tudo que traga educação e
informação é positivo. Esses programas só não
devem nunca perder seu cunho científico.
Chefe da disciplina de Pediatria Preventiva e
Social da Faculdade de Medicina da USP, Ana
Maria Escobar acrescenta que o “Bem estar” foi
bem recebido entre o meio médico.
— Vários colegas já vieram me dizer que
gostariam de estar lá — diz a médica, de 53 anos.
Um dos sinais do sucesso dos doutores na TV é a
disputa por alguns dos profissionais. Alfredo
Halpern, chefe do grupo de Obesidade e Síndrome
Metabólica do Serviço de Endocrinologia do
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da
USP, trocou suas aparições diárias, em um boletim
da Band News, pelo “Bem estar”:
— Não estou ali por vaidade ou para buscar novos
pacientes. Mas o fato de fazer parte de uma produção
da Central Globo de Jornalismo contou ponto. Além
de participar do programa, também sou um dos
consultores. Dá mais trabalho do que o público
pensa. Não é só chegar no estúdio e falar.
TV Globo/Zé Paulo Cardeal
PROGRAMAÇÃO: “BomdiaRio”(Globo, seg. asex., 6h30m), “Maisvocê”
(Globo, seg. asex., 8h30m), “Bemestar”(Globo, seg. asex., 9h55m), “RJ TV: 1
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-
edição”(Globo, segasab., 12h), “Estúdioi”(GloboNews, seg. asex., 14h), “Eaí,
doutor?”(Record, segasex., 16h), “Ser saudável”(TVBrasil, qua., 20h30m).
CAIO ROSENTHAL, um dos médicos fixos do “Bem estar”,
ao lado da apresentadora Mariana Ferrão, na Globo
DRAUZIO VARELLA estreia novo quadro no “Fantástico”
em julho: um dos primeiros na TV
ANA PAULA Araújo com o médico Luis Fernando Correa,
que dá expediente no “RJ TV” e no “Bom dia Rio”
ANTONIO SPROESSER comanda “E aí, doutor?”, na Record:
informação científica e entretenimento
TV Globo/Divulgação
TV Globo/João Cotta
Record/Antonio Chahestian
Já o ginecologista José Bento é da turma dos
veteranos. Ele começou no vídeo no “Note & anote”,
da Record, na década de 1990, época em que Ana
Maria Braga ainda apresentava a atração. Depois de
aparecer nos últimos meses como o especialista do
quadro “Dr. responde”, do programa “Eliana”, do
SBT, ele agora é convidado do “Bem estar”.
— Eu me sinto bem fazendo esse trabalho na TV
por atingir várias camadas da sociedade. Mas sou
médico e não artista. O meu negócio é no hospital
e no consultório — garante Bento.
As gravações duas vezes por semana alteraram a
rotina da psiquiatra Lívia Hartmann, apresentadora
contratada do “Ser saudável”, da TV Brasil, ao lado
do médico de família Enrique Barros. Ela diz que o
mais difícil na função foi se soltar diante das câmeras.
— Falo ali da mesma forma acessível como
converso com meus pacientes. No começo, não
sabia como me colocar no vídeo e ficava
constrangida. Mas, em pouco tempo, perdi o medo
da câmera — afirma a psiquiatra, de 29 anos.
Titular do “E aí, doutor?”, o clínico geral e
médico de família Antonio Sproesser hoje tem boa
parte do seu tempo tomado pelo cotidiano como
apresentador da Record.
— Separei a parte da tarde para as atividades fora
do consultório — conta o médico, de 57 anos, há
menos de um mês na função: — Na TV, posso
personalizar a medicina de uma forma muito
democrática.
Especialista do “Estúdio i”, da Globo News, Luis
Fernando Correa já aprendeu a conciliar as atividades
médicas com o vídeo e o boletim diário da rádio
CBN. Chefe da emergência do Hospital Samaritano
do Rio, ele também dá expediente no “Bom dia Rio”
(na coluna “Saúde do idoso”) e no “RJ TV: 1
a
-
edição”, onde ainda acompanha reportagens na rua.
— No dia da invasão do Complexo do Alemão (em
novembro passado), eu troquei o jaleco pelo colete à
prova de balas e gravei dentro de uma ambulância
que estava no local para o resgate dos policiais —
lembra Correa, que teve sua primeira experiência
numa grande cobertura na enchente em Niterói, em
abril de 2010: — Esta fronteira entre a medicina e o
jornalismo está começando a se quebrar. A gente vai
para o local da matéria olhando aspectos que o
repórter não presta atenção. A figura do especialista
acrescenta outro ponto de vista.
14 O GLOBO

Domingo, 12 de junho de 2011
Doutores pelo
MUNDO
Realityshowsde
cirurgiaplásticae
emagrecimento
mostramcotidiano
clínicoematrações
vindasdoexterior
ROBERT REY
está no ar em
reprises na
Rede TV!
CAPA
Zean Bravo • zean.bravo@oglobo.com.br
D
ono de um figurino extravagante, o
bronzeadíssimo Robert Rey — “nome de
guerra” do cirurgião plástico brasileiro
Roberto Miguel Rey Júnior — tornou-se
estrela do reality show “Dr. 90210”, em 2004.
Produzida pelo canal E! Entertainment, a atração
mostra o cotidiano do consultório em Beverly
Hills, no qual o médico, famoso nos Estados
Unidos, atua ao lado de sua equipe. Rebatizado
no Brasil como “Dr. Hollywood”, o programa já
teve as suas seis temporadas exibidas pela Rede
TV!. Atualmente, a emissora reprisa os melhores
episódios aos domingos, às 23h30m.
O reality estrelado pelo excêntrico Rey não é a
única atração médica produzida no exterior que é
popular entre o público brasileiro. Alçado ao
posto de celebridade depois de participar de um
quadro fixo no programa de Oprah Winfrey, o
cirurgião cardíaco Mehmet Oz ganhou espaço
próprio na TV americana com o “The Dr. Oz
show”. Exibido no Brasil pelo Fox Life (de
segunda a sexta, às 19h), o formato — que, entre
seus quadros, tem um game com participantes da
plateia sobre assuntos médicos — também
inspirou uma versão brasileira: “E aí, doutor?”,
com Antonio Sproesser, na Rede Record.
O inglês Christian Jessen, especializado em
saúde sexual, é outro nome acostumado aos
holofotes da televisão. Cuidadoso com sua
imagem, ele dá demonstrações de sua vaidade ao
exibir seus músculos em fotos na internet.
Conhecido por sua participação em programas
como “Skinny celebrities” e “Embarrassing
bodies”, o doutor também pode ser visto na TV
brasileira no “Magros X obesos”, no qual uma
pessoa magra experimenta os hábitos alimentares
de outra gorda, e vice-versa. A atração conta
ainda com a nutricionista Gillian McKeith
(conhecida por outro reality, “Você é o que você
come”). “Magros X obesos” terá episódios
inéditos da sua terceira temporada exibidos pelo
GNT nos próximos dias 22 e 29, às 15h.
Sem contraindicação
“Saúde é o que interessa, o resto não tem
pressa”. O bordão do marombeiro
personagem Paulo Cintura poderia muito bem
vender a programação do Discovery Home &
Health. Especializado em atrações sobre
medicina e qualidade de vida, o canal exibe
títulos curiosos como “Eu não sabia que
estava grávida” — sobre mulheres que só
descobriram sua gestação em estágio já
avançado. O programa, no ar às 23h30m, faz
parte do bloco “Segundas de saúde”, que
começa às 19h com “Detetives da saúde” e, às
20h, traz a personal trainer Jillian Michaels
com o seu “Em forma com Jillian”. A boa
forma também é o tema do “Em busca da
perfeição”, às 21h. Já os mistérios da ciência
têm vez em “Enigmas da medicina”, às 22h. A
atração é seguida por “Casos bizarros”, que
desvenda casos hospitalares extremos, às 23h.
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DR. OZ ganhou
fama ao lado de
Oprah Winfrey
antes de ter
atração própria
CHRISTIAN
JESSEN participa
do “Magros X
obesos”, exibido
pelo GNT
15 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
BASTIDORES
Um verdadeiro
GARIMPO
Comotrabalhamosprodutores
deelencoqueselecionamatores
paranovelas, sérieseespeciais
erecrutamnovostalentos
Simone Marinho
A EQUIPE da TV Globo: Fábio Zambroni
(1), Frida Richter (2), André Reis (3),
Gabriella Medeiros (4), Luiz Antonio
Rocha (5), Nelson Fonseca (6), Rosane
Quintaes (7), Vanessa Veiga (8),
Luciano Rabelo (9), Andréa Imperatore
(10), Yolanda Rodrigues (11), Malu
Fontenelle (12), Bruna Bueno (13),
Márcia Andrade (14), Juliana Silveira
(15) e Daniela Ciminelli (16)
Tatiana Contreiras • tatiana.contreiras@oglobo.com.br
Q
uando um ator não funciona em um
determinado papel, sempre há quem diga
que o sujeito foi mal escalado. Quando o
personagem é um sucesso, o mérito
costuma ser exclusivamente do ator. No entanto,
entre a primeira sinopse de uma novela e a estreia da
trama na TV há o trabalho de um grupo que não
costuma aparecer muito e permanece nos bastidores:
os produtores de elenco. Na TV Globo, eles são 17,
divididos entre as produções de teledramaturgia da
emissora, incluindo séries e especiais. O grupo ao
lado — quase completo — é responsável pela
escalação de novos e velhos rostos na programação.
— Os produtores de elenco estão nas atrações
onde existem personagens, e não atores. Onde há
dramaturgia há gente a ser escalada — explica Ana
Margarida, gerente de produção de elenco na Globo.
De posse dos perfis dos personagens, os produtores
analisam o material e já preparam uma lista de atores
que poderiam interpretar cada um dos papéis, numa
seleção que chega a ter dez nomes — e que costuma
ser maior quando envolve crianças ou atores para
produções mais jovens, como “Malhação”.
— Em “Araguaia”, para escolhermos nove crianças,
primeiro selecionamos 200. Depois, reduzimos para 50
até chegarmos às escolhidas — conta Frida Richter.
Depois da escalação do elenco fixo (protagonistas,
coadjuvantes e personagens de apoio que seguem
até o fim da trama), vêm as participações — atores
que entram em alguns capítulos, para dar uma
dinâmica maior à novela. “Insensato coração”, por
exemplo, explora bastante este artifício.
— Até o capítulo 30, a novela teve mais de 100
participações. Isso dá mais autonomia ao produtor e,
apesar de ser um volume muito grande de escalações,
elas são mais diluídas — acrescenta André Reis.
Os testes e o cadastro no banco de dados da
emissora, eles avisam, não são pagos.
— Faz parte da nossa rotina ir ao teatro, ver TV e ir
ao cinema. Somos caçadores de talentos. Hoje, a
internet e o YouTube ajudam — diz Yolanda Rodrigues,
que, certa vez, precisou escalar uma atriz de origem
nipônica para um papel e viu uma das candidatas
chegar para o teste com cabelos cor-de-rosa: — Numa
novela de época, por exemplo, não posso escalar
atrizes com cabelo diferente ou sobrancelha muito fina.
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16 O GLOBO

Domingo, 12 de junho de 2011
Arma de
SUPERAÇÃO
TANIRA LEBEDEFF
entrevista Joseph
Serino, sobrevivente da
guerra do Iraque que
surfa em Del Mar
ESPECIAL
Thaís Britto • thais.britto@oglobo.com.br
A
Globo News estreia hoje, às 20h30m, o
primeiro programa de uma série sobre os
dez anos dos atentados de 11 de
Setembro. Na atração, dividida em duas
partes — hoje e no próximo domingo —, a repórter
Tanira Lebedeff mostra a recuperação dos soldados
que retornaram feridos das guerras do Iraque e do
Afeganistão, em consequência ao ato terrorista. Ela
viajou até a praia de Del Mar, em San Diego, na
Califórnia, onde eles usam o surfe como terapia.
— O que mais impressiona é a determinação dos
jovens. Eles não querem perder tempo se
lamentando por terem sido mutilados; querem voltar
à vida normal. Essa vontade é fundamental para sua
recuperação física e moral — conta Tanira.
A jornalista colecionou histórias de superação,
como a do soldado Joseph Serino, que perdeu as
duas pernas quando patrulhava as ruas de Bagdá:
— Ele dirige por quatro horas da cidade onde mora
até San Diego para surfar. Imagine entrar com uma
prancha no mar, remar contra a maré, sem o auxílio
das pernas. Mas o exercício lhe ajuda a combater as
dores e lhe permitiu diminuir as doses de analgésicos.
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O GLOBO
SERIAIS Lívia Brandão • Tatiana Contreiras seriais@oglobo.com.br
E AINDA...
17 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
Dia dos Namorados em pleno
domingão, perfeito para relembrar os
melhores episódios dedicados à data!
1. “Glee”. “Silly love songs” é o título do
episódio e uma das canções que o Glee
Club apresentou no Valentine’s Day com
uma trilha sonora para lá de romântica.
2. “Friends”. Em “The one with Unagui”,
a comemoração de Dia dos Namorados
de Monica e Chandler vai pelo ralo
quando a voz estridente de Janice
aparece na fita da trilha sonora do jantar.
3. “Buffy”. Em “Bewitched, bothered
and bewildered”, Xander estava todo
pimpão com o colar que comprou para
Cordelia quando toma um fora!
4. “The Big Bang Theory”. Em “The
Large Hadron Colliseum”, Leonard
arruma uma viagem de trabalho
justamente no Dia
dos Namorados e
Penny e Sheldon
disputam quem vai
com ele. Tenso.
5. “Brothers & sisters”.
O início do
relacionamento
entre Kitty e o
Senador McCallister
é o tema de
“Valentine’s Day
massacre”.
Polícia para quem precisa
Márcia Abos
•marcia.abos@sp.oglobo.com.br
O
drama dos personagens e
os crimes a serem
solucionados são o foco
dos sete episódios do
segundo ano da série brasileira “9
MM”, que estréia na terça, às 21h, na
Fox. Exibida na América Latina e
vendida para Japão e Portugal, a
produção da Moonshot Pictures,
criada por Roberto d’Avila, Newton
Cannito e Carlos Amorim, narra o
cotidiano de uma delegacia de
homicídios em São Paulo. Na primeira
temporada, cujos 13 capítulos foram
exibidos entre 2008 e 2009, os autores
mostraram os conflitos políticos e
institucionais dos policiais civis. Para
chegar ao tom hiper-realista da
narrativa, contaram com a consultoria
de 30 investigadores, delegados e
corregedores da vida real.
— O princípio de nosso trabalho foi
buscar o máximo de verossimilhança
possível. Além da pesquisa que nos
rendeu uma coleção de histórias reais
incorporadas ao roteiro, optamos por
selecionar atores desconhecidos do
grande público, para enfatizar os
personagens — explica d’Avila, que
encerrou o primeiro ano com uma
reconstituição fictícia da onda de
ataques liderada por uma facção
criminosa na capital paulista em 2006.
Numa delegacia caindo aos
pedaços, o grupo de investigadores
sob o comando do delegado Eduardo
(Luciano Quirino) trabalha sufocado
por problemas comezinhos, como a
privada entupida, a falta de papel
higiênico e uma impressora quebrada.
— São essas situações limite que
nos interessam, porque é lidando
com elas que os personagens se
revelam — diz d’Avila.
Eduardo conseguiu sobreviver ao
caos no primeiro ano, mas, depois
da morte de seu pai, vai descer ao
inferno nos próximos episódios.
— Ele se isola, abandona a equipe,
abusa de bebidas e mulheres. Mas,
depois de chegar ao fundo do poço,
dará a volta por cima e irá contra
tudo e todos — adianta Luciano
Quirino, que dá vida ao delegado.
Eduardo não será o único a ter
uma jornada sombria. Horácio,
investigador da velha guarda
interpretado por Norival Rizzo,
encara um processo na corregedoria
por causa de seus métodos pouco
ortodoxos de combate ao crime,
que vão de tortura a assassinato.
— A partir da história de Horácio,
que foi ligado a um grupo de
torturadores na ditadura militar,
vamos revisar a História recente do
Brasil e aprofundar a discussão
sobre os valores e princípios morais
do personagem, muito próximos da
realidade brasileira, na qual a zona
cinzenta é muito maior do que o
preto e o branco — conta d’Avila.
Completam o time de protagonistas
da série os investigadores Luisa
(Clarissa Kiste), 3P (Nicolas
Trevijano) e Tavares (Marcos
Cesana). Cesana morreu aos 44 anos
em 2010, pouco depois do fim dos
dois meses de gravação da segunda
temporada. O ator é homenageado
nos créditos finais de cada episódio.
• BAZINGA! Jim Parsons, o Sheldon de
“The Big Bang Theory”, vai fazer uma pe-
quena participação em... “i-Carly”. Isso
mesmo: na série teen, ele será Caleb, um
sujeito que acredita que veio do futuro.
Archie Panjabi consegue
deixar todo mundo com
raiva de sua Kalinda em
“The good wife” (Universal
Channel). Ela arrasa!
Casalzinho insosso esse de
“Mike & Molly” (Warner),
hein? Gostávamos mais de
Melissa McCarthy, como a
Sookie de “Gilmore girls”!
A EQUIPE de uma
delegacia de homicídios
em São Paulo é mostrada
em “9MM”, na Fox
Divulgação
Mais uma baixa
Depois de substituir William Petersen em
“CSI”, Lawrence Fishburne dá adeus à
série. Na pele do Dr. Raymond Langston,
ele ficou duas temporadas e meia na
atração. Agora, quer se dedicar ao cinema.
Até breve
Hoje, às 20h, termina a terceira temporada
de “Breaking bad”. Às 21h, é o fim do ano
três de “Damages” — ambos no AXN. Já
na quarta, no Sony, às 23h, tem o desfecho
do segundo ano de “Cougar town”.
MAIS-MAIS
Fotos de reprodução
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18 O GLOBO

Domingo, 12 de junho de 2011
RESUMOS
Osresumosdoscapítulosestãosujeitosamudançasemfunçãodaediçãodasnovelas.
Q
ue Léo (Gabriel Braga Nunes) e Wanda (Natália
do Vale) não são flor que se cheire, todo
mundo sabe. Mais uma vez mal-intencionados,
filho e mãe saem para jantar com Cortez
Enquanto Maria (Graziela Schmitt) está em Cuba, onde
participa de treinamento para se tornar uma guerrilheira, José
Guerra (Claudio Lins) continua no Brasil, onde se envolve cada
vez mais com Miriam (Thaís Pacholek), em “Amor e revolução”.
José até chega a trocar correspondências com Maria, mas, com
Miriam no seu pé, fica difícil resistir. Após beijar a vilãzinha,
José é interrogado por ela, que o questiona sobre seu
sentimento pela futura guerrilheira.
TV Globo/Alex Carvalho
SBT/Lourival Ribeiro
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AMANHÃ TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA SÁBADO
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Catarina fica desolada com a falta
de notícias de Raquel. Theo decide
ficar na casa de Railda enquanto
Lurdes e Geraldo viajam. Lúcio per-
gunta se Pedro abandonaria Cata-
rina para ter Raquel de volta. Railda
dá uma bicicleta nova para Lorelai.
Catarina chama Babi para ir a um
baile funk em Vila Zuleima. Lúcio
pede para falar com Catarina.
Lúcio mostra a Catarina a gravação
da conversa que teve comPedro so-
bre Raquel. Babi briga com Maicon
por causa de Flavinho. Theo é ob-
servado ao chegar ao colégio coma
bicicleta de Lorelai. Kátia pensa
que Theo é namorado de Railda e
se apresenta como filha dela. Ca-
tarina afirma para Pedro que está
apaixonada por Guilherme.
Cesária cuida de Herculano, que
decide se render. Antônia sofre
por causa de Inácio. Açucena fo-
ge para encontrar seu noivo. Ni-
colau ameaça contar todas as ar-
mações de Úrsula caso ela pro-
cure Herculano. Jesuíno reco-
nhece Herculano como pai e ten-
ta impedir Batoré de levá-lo para
a prisão.
Penélope não deixa Bel tentar
salvar Herculano e o cangaceiro a
culpa pela prisão do capitão.
Herculano se emociona com a vi-
sita de Jesuíno. Timóteo liberta
Antônia. Jesuíno diz a Benvinda
que ajudará Herculano a fugir.
Jesuíno fala para Cândida que vai
se unir aos cangaceiros para li-
bertar seu pai.
sária em casamento. Timóteo
suspeita da identidade do líder do
bando da Alvorada.
Pedro arromba a porta e socorre Ali-
ce. Becky desiste de ir ao showcom
Lupi para ficar com Cilene. Os re-
beldes apresentamo primeiro show.
Eva e Luli ficam animadas com o
sucesso da banda. Téo diz a Márcia
que os dois estão namorando e a
beija. Luli conta a Diego e Roberta
que Jonas suspenderá Pedro. Jonas
obriga Pilar a almoçar com ele.
Pilar revira o quarto dos meninos.
Beth e Pedro se entendem. Roberta
conta a Jonas todas as armações de
Pilar. Jonas briga comPilar e diz que
não fará mais vista grossa para as
armações da filha. Eva mostra para
Roberta uma foto de Leila, sua ami-
ga de faculdade, e ela desconfia de
que ela seja mãe de Tomás. Pedro e
Alice fazem as pazes.
Júlia diz a Abner que foi Minerva
quemmandou incendiar suas sacas
de café. Naomi robô pede a Ícaro
para não contar a Leandro que ela é
uma androide. Abner decide ir atrás
de Minerva. Wilson combina sua fu-
ga com Keiko. As duas Naomis dis-
cutem por causa do quarto e a robô
fica furiosa. Abner procura Júlia e
pede perdão.
Abner tenta se reconciliar comJúlia,
mas ela o rejeita. Minerva ameaça
processar o SPA. Kimmy entrega
uma carta de Keiko para Wilson pe-
dindo que ele leve sua filha para
Hoshi cuidar. Salomé surge na casa
de Ícaro e descobre que existem
duas Naomis. Salomé liga Zariguim
e exige que ele lhe conte onde estão
os diamantes.
Virgínia diz que ganhou seu vestido
de John, mas Minerva desconfia.
Salomé pressiona Zariguim a dizer
onde estão os diamantes e ele dá
coordenadas falsas. Abner surge no
baile e tira Júlia para dançar. Xavier
não temdinheiro para pagar a conta
e Janice sugere que ele e seus con-
vidados limpem o salão. Abelha se
declara para Cristiano e o beija.
Norma diz a Jandira que não vai
deixar Pedro colocar Léo na ca-
deia. Pedro planeja com Nando
um esquema para conseguir gra-
var uma confi ssão de Zeca.
Eduardo termina seu namoro
com Paula. Marina ouve uma
conversa telefônica de Léo e fica
apreensiva. Paula presenteia Na-
talie com um broche de Clarice.
Wagner se desentende com Léo.
Alice vê Daisy sair da casa de Be-
to e fica abalada. Wagner chega
atrasado a uma reunião por cau-
sa de Léo. Marina recebe fotos
comprometedoras de Léo. Ismael
segue Pedro até a casa de Zeca.
Zeca telefona para Léo assim que
Pedro vai embora e Nando grava
a conversa telefônica dos dois. te de Luciana.
Ernesto convence Divina que
apenas fingiu bancar o detetive
para ficarem à vontade. Cleber
coloca uma venda em Regina e a
leva em seu carro. Rita pressiona
Carlos, mas ele não revela seu se-
gredo. Cleber leva Regina venda-
da até o local onde um jatinho os
espera. Após viajarem, Cleber e
Regina passeiam de lancha.
Cleber e Regina se beijam. Os
pais de Juliana pensam em mo-
rar fora do país. Tatiana chama
Juliana para morar em sua casa.
Andrea se culpa pela morte de
Peixoto. Betão vai até o restau-
rante de Severino e cobra da tur-
ma do bolão o dinheiro que Ivan
estava devendo. Francisco bota o
agiota para fora.
Jeová cuida dos ferimentos de
Duarte. Julia confessa que Olivia
tinha sinais de asfixia. José pede
que ela deponha contra Filinto.
Jandira pergunta se Maria quer
voltar com ela para o Brasil. Ma-
ria fica pensativa. Maria decide
ficar em Cuba e treinar na guer-
rilha. Decidido, Batistelli diz que
quer ir embora com Jandira.
Marcela questiona os sentimen-
tos de Marina com relação a ela.
Elas são interrompidas por telefo-
nema de Luis, que conta a Mar-
cela que sua mãe morreu. Bete
pergunta a Marta de quem ela
gosta. Marta diz para Bete pen-
sar um pouco. Duarte diz para
Nina fugir porque os policiais vão
prendê-la.
Theo acredita que a pessoa que
está mandando mensagens te-
nha destruído a bicicleta de Lo-
relai. Pedro se enfurece com Ca-
tarina quando ela diz que talvez
Raquel não tenha sido seques-
trada. Fred e Andrea se beijam.
Tereza termina com João. Fausto
desabafa com Catarina e acredi-
ta que não encontrarão Raquel.
Dora e Felipe se beijam. Hercu-
lano é interceptado pelo tenente
e alguns soldados. Úrsula se de-
sespera ao ouvir tiros no cinema.
Os cangaceiros percebem que
Herculano não está com eles. Ce-
sária encontra Herculano ferido.
Jesuíno, Quiquiqui, Setembrino e
Galego impedem a entrada dos
soldados da volante no cinema.
Os rebeldes pensam em uma ma-
neira de evitar que Jonas assista ao
show, já que Pingo não aceitou aju-
dá-los. Débora leva Maria para fazer
o teste de gravidez. Márcia briga
comVitória por ter espalhado o beijo
entre ela e Téo. Alice socorre Pilar,
que está passando mal. Os rebeldes
vão para o show. Pilar tranca Alice,
que fica desesperada.
Zariguim aconselha Naomi robô a
parar de brigar para não ser des-
ligada e a androide se desculpa
com a Naomi verdadeira. Ícaro
aconselha Júlia a contar para Ab-
ner o que ela sabe sobre o incên-
dio. Júlia consegue o emprego na
universidade. Júlia procura Abner
e afirma que vai provar que não foi
a mandante do incêndio.
Marina se casa com Léo. Norma
se emociona ao ouvir Teodoro di-
zer que a ama. Teodoro tem uma
parada cardíaca e Gilda consola
Norma. Vinícius finge sofrer ao
saber da morte de Teodoro. Raul
conta a Pedro que Marina se ca-
sou com Léo. Pedro descobre que
houve sabotagem no avião que
causou a morte de Luciana.
Patrícia fica chocada ao saber da
farsa sobre seu aborto planejada
por sua mãe. Juliana chega ao
quarto de Raimundo e o casal já
se beija. Belmiro convida Marga-
rida para ser sócia de seu restau-
rante. Fátima vai até o hotel e en-
trega para Belmiro a quantia da
venda do apartamento que esta-
va lhe devendo.
José e Miriam se beijam. Jandira
passa mal e desmaia. Batistelli a
reanima. Diego aconselha Jandi-
ra a ir para Havana ou retornar ao
Brasil. Beto diz a Nina que está
apaixonado por ela. Lobo Guerra
afirma a Filinto que Ana se tornou
uma ameaça, como Olivia. Filinto
diz ao pai que Dr. Ruy quer trans-
feri-la para casa.
18 O GLOBO
● Domingo, 12 de junho de 2011
(Herson Capri) e Natalie (Deborah Secco), em
“Insensato coração”. O objetivo: faturar em cima dos dois.
Assim que vê a ex-mulher de Raul (Antonio Fagundes), o
banqueiro elogia seu visual. E Wanda, sabendo que Cortez
não aprova o figurino de Natalie, aproveita bem a deixa. Ela
se finge de fã da “celebridade” e, após a conversa, acaba se
tornando a mais nova consultora de estilo da ex-
participante de reality. Com direito a comissão.
19 Domingo, 12 de junho de 2011

O GLOBO
Nesta semana, em “Morde & assopra”, Salomé (Jandira
Martini) finalmente consegue sequestrar Zariguim. Com a
ajuda de Marcos (Sérgio Marone), a viúva pega o robozinho
na esperança de forçá-lo a contar a localização exata dos
diamantes da fazenda de Abner (Marcos Pasquim).
Em “Malhação”, o relacionamento cheio de conflitos entre
Maicon (Marcello Melo Jr) e Babi (Maria Pinna) vai ganhar mais
um problema. Ele vai conhecer Flavinho (Yago Machado), meio-
irmão da moça, que é um verdadeiro pestinha e vai dar um
jeito de botar a culpa de todas as suas traquinices no jogador.
TV Globo/Renato Rocha Miranda
TV Globo/Alex Carvalho
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Pedro se irrita com a revelação de
Catarina. Theo conta para Kátia que
Railda o abandonou quando ele
nasceu. Maicon tenta evitar que Ba-
bi vá ao baile funk. As pessoas con-
tratadas por Lúcio observam Gui-
lherme. Fred tenta beijar Josiane
assim que Duda sai do quarto. Pe-
dro vê os colegas de Lúcio se apro-
ximarem de Catarina e Guilherme.
Guilherme reclama com Catarina e
a convence de não falar com Pedro.
Maicon começa a dançar e Babi se
afasta. Seu Pintinho tenta conven-
cer Dona Zica a refazer seus exa-
mes. As pessoas contratadas por
Lúcio seguem Guilherme. Babi es-
noba o baile para Maicon não achar
que ela se divertiu. Pedro decide
ajudar Guilherme.
Não há exibição.
Úrsula visita Herculano e os dois
se beijam. Açucena revela a Ti-
móteo que sabe que foi ele o res-
ponsável pela morte de Cícero.
Jesuíno e Açucena se reconci-
liam. Batoré tira Herculano da
cela, que se tranquiliza ao ver
Cesária na delegacia. Ternuri-
nha foge do acampamento dos
cangaceiros.
Penélope fica arrasada quando o
tenente leva Herculano de volta
para a delegacia. Jesuíno ouve
Timóteo tramando com Fausto
para separá-lo de Açucena. Bal-
dini vê Augusto e Cesária se bei-
jando. Jesuíno e os cangaceiros
interceptam o tenente e os sol-
dados da volante para libertar
Herculano.
Fubá e Bel conseguem libertar
Herculano. Baldini recrimina Au-
gusto por causa de Cesária. Açu-
cena foge para procurar Jesuíno.
Augusto desaprova a empolgação
de Cesária ao saber da libertação
de Herculano. Augusto pede Ce-
sária em casamento. Timóteo
suspeita da identidade do líder do
bando da Alvorada.
Pedro arromba a porta e socorre Ali-
ce. Becky desiste de ir ao showcom
Alice e Pedro não conseguem es-
conder dos amigos o romance. Ro-
berta mostra para Alice a possível
mãe de Tomás. Os rebeldes se di-
vertem na casa de Eva. Roberta
consegue descobrir comJonas o pa-
radeiro da mãe de Tomás. Tomás
escuta Diego e Roberta falando so-
bre a investigação em torno da mãe
do amigo e quer saber o que é.
Roberta e Diego decidem contar tu-
do a Tomás. Pilar é educada e todos
estranham a atitude da vilã. Silvia
enrola Ofélia e descobre o paradeiro
da mãe de Tomás. Alceu sai da clí-
nica e aparece de surpresa na Vila
Lene. Roberta diz a Alice que o em-
presário de sua mãe marcou umno-
vo show para a banda. Carla tenta
ajudar Tomás.
Não há exibição.
Salomé pressiona Zariguim a contar
onde estão os diamantes, mas a ba-
teria do robô acaba. Abner acorda
ao lado de Celeste e não entende o
que aconteceu entre eles. Abner dei-
xa Celeste emcasa e Júlia vê. Pink e
Dorival tentam subornar Guilherme
para trazer comida. Dulce aconse-
lha Júlia a procurar Abner e dizer
que está apaixonada por ele.
Abner admite que gosta de Júlia e
decide ir atrás dela. Naomi robô pe-
de que Leandro fique sempre por
perto dela. Ícaro alerta Naomi que a
vida de Rafael está em risco. Gui-
lherme conta para Dulce que irá
acompanhar os hóspedes do SPAao
jantar dançante. Cristiano leva Júlia
e Abelha ao baile. Virgínia chega
com o mesmo vestido de Minerva.
Virgínia diz que ganhou seu vestido
de John, mas Minerva desconfia.
Salomé pressiona Zariguim a dizer
onde estão os diamantes e ele dá
coordenadas falsas. Abner surge no
baile e tira Júlia para dançar. Xavier
não temdinheiro para pagar a conta
e Janice sugere que ele e seus con-
vidados limpem o salão. Abelha se
declara para Cristiano e o beija.
Norma diz a Jandira que não vai
deixar Pedro colocar Léo na ca-
deia. Pedro planeja com Nando
um esquema para conseguir gra-
var uma confi ssão de Zeca.
Eduardo termina seu namoro
com Paula. M