UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE ARTES E ARQUITETURA "Escola Prof.

Edgar Albuquerque Graeff"

INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES

Prof. António Manuel Corado Pombo Fernandes
professor arquiteto

1994
(revisto em 2002)

INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES

APRESENTAÇÃO

Este texto pretende ser um instrumento expedito que capacite o estudante de arquitetura a incorporar ao seu ato projetivo o entendimento da insolação dos edifícios que lhe permitirá, com segurança, tratar de algumas questões importantes referentes ao conforto térmico, tais como: insolação de fachadas, a partir de suas orientações, definindo seus horários de insolação nos períodos principais do ano, equinócios e solstícios; projeto de proteções solares, os brises-soleil, capazes de proteger convenientemente as aberturas envidraçadas evitando as consequências negativas do efeito estufa tendo em vista que nos situamos em região tropical onde o calor é a grande preocupação. Pedagogicamente optou-se por um texto enxuto e objetivo que, sem cair na forma de receituário, possa transformar um conhecimento mínimo indispensável em um instrumento de aplicação, simples e imediata, coadjuvante do ato conceptivo arquitetônico. Com a mesma preocupação, prefere-se, sempre que possível, tratar o assunto de forma gráfica, abdicando, conscientemente, de cálculos matemáticos mais complexos e extensos visto que é o desenho a forma precípua de comunicação e de estudo do arquiteto. Primeiramente, na Introdução, apresentam-se alguns conceitos e determinadas informações que, em princípio, justificam a importância do estudo que o presente texto traz para uma concepção arquitetônica preocupada com a questão do conforto térmico assim como com a racionalização do consumo de energia nos edifícios. A lembrança de Le Corbusier como o criador dos brises-soleil é ponto desse prólogo. Depois, em sequência, apresentam-se: os dados astronômicos básicos sobre a posição relativa Sol e Terra assim como os movimentos desta, rotação e translação; o movimento aparente do Sol na imaginária abóboda celeste, ao longo do ano; o sistema de projeção adotado – projeção estereográfica horizontal - e a obtenção das cartas solares, seu entendimento e manuseio; em seguida, a primeira aplicação à arquitetura, isto é, os horários de insolação de uma fachada, dada sua orientação (azimute) nos momentos notáveis das estações, equinócios e solstícios, conhecida a latitude do local. Esta primeira aplicação, embora de grande significado prático, é operação gráfica muito simples constituindo-se no posicionamento disciplinado de uma linha reta sobre a carta solar representativa da latitude do local. A sequência final apresenta: o chamado transferidor de ângulos de sombra que, sobreposto corretamente à carta solar, permitirá relacionar a sombra desejável com a geometria dos elementos de proteção solar capazes de promovê-la, sem, contudo, predeterminar a forma final dos brises-soleil; questões estéticas e construtivas deverão coadjuvar a definição final; os tipos de brises - horizontais, verticais e em grelha - e suas correspondentes máscaras assim como suas potencialidades de proteção em função da orientação das fachadas; e, finalmente, uma série de exercícios de fixação da aprendizagem. Em anexo apresentam-se, a carta solar para 16º Sul e o transferidor de ângulos de sombra, instrumentos básicos para o estudo da insolação e o projeto das proteções. A contribuição deste texto diz respeito à área de tecnologia do projeto. É, portanto, mais um instrumento à disposição do projetista. O seu uso não é determinante da arquitetura, mas, sem dúvida, poderá ser coadjuvante, como esperamos, na concepção de uma arquitetura mais qualificada, comprometida com seu usuário e com o meio ambiente.
Prof. António Manuel C. P. Fernandes http://www.ucg.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.htm

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P. verticais. Desde então. Prof. as proteções solares são elementos da composição arquitetônica e. António Manuel C. desnecessária e onerosamente. pois a obra foi concebida tomando partido plástico do referido aparato. os brises-soleil de Corbu são agora um dispositivo arquitetônico aceito e de valor comprovado. da redução das cargas térmicas que penetram no espaço interno dos edifícios comprometendo sua habitabilidade ou elevando. Fernandes http://www. horizontais. Em todas as áreas tropicais e semitropicais do mundo. essa cortina externa de persianas pode conservar o interior fresco sem obstruir muito a vista dos espaços externos. a combinação de uma parede de cortina de vidro protegida por uma grade de dispositivos de controle do sol. o Ministério da Educação no Rio foi o primeiro grande edifício em que se fez pleno uso do dispositivo.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. tem sido uma solução comum para os edifícios modernos. que a consequência não será apenas a redução de um aparato técnico. ou seja. Entender e manipular tecnicamente a questão da insolação e da geometria mais adequada para sua proteção é tarefa relativamente simples se comparada à quela outra. as dimensões artísticas do objeto arquitetônico. mas. acima ilustrado. na concepção original do projeto.htm 3 . devem incorporar. ou seja. Até nos edifícios com ar condicionado. êsses dispositivos de controle do sol ajudam a reduzir sensivelmente a carga e a despesa do ar condicionado. incorporar tais subsídios à obra de arquitetura com sensibilidade artística.ucg. principalmente. etc. muito mais que um aparato técnico. pode-se perceber. Feito este preâmbulo que consideramos de grande relevância tendo em vista a fase de formação de conceitos no aprendizado do estudante de arquitetura passaremos a discorrer sobre alguns princípios e informações que sustentam a importância. Bem projetada." [4] O texto acima em epígrafe e a respectiva ilustração [1] foram especialmente escolhidos com o objetivo de salientar que.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES INTRODUÇÃO "Embora Corbu viesse trabalhando no conceito das persianas para controle do sol muitos anos antes de 1936. circulares. especialmente em climas tropicais. com certeza. o empobrecimento da arquitetura. como tal. assumindo-o conceitualmente como um brise-soleil. os gastos energéticos com a climatização artificial. Se imaginarmos subtrair os brises-soleil do edifício do Ministério da Educação.

d . Fernandes http://www. o chamado efeito estufa.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. b .um modismo . Além de apresentarem transmissão térmica elevada e permitirem fácil passagem aos ruidos. António Manuel C. os brises. emitem radiações que. etc. Os elementos internos. inimigo implacável na perseguição da habitabilidade térmica em climas quentes.são refletidas pelo vidro. O projetista preocupado poderá recorrer a quatro alternativas para efetivar ações de controle solar e reduzir a carga térmica sobre o edifício [2]: a . a sua transparência permite. isto é. assim. As novas soluções estruturais e construtivas têm permitido tais arroubos gerando as famosas caixas de cristal. no caso do vidro plano comum [1] .radiações de onda larga . são. normal à superfície. c . COMPARAÇÃO ENTRE ÁREAS DE ALGUNS FECHAMENTOS ENVIDRAÇADOS QUE DEIXAM PASSAR A MESMA QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR.que se transforma em calor interno. suas espessuras sempre muito delgadas e sua condutibilidade térmica elevada facilitam a passagem do calor por condução e convecção derivando um aporte de carga térmica significativo. Prof.htm 4 . tais fechamentos transparentes são elementos frágeis de um edifício.orientação solar das fachadas e dimensão das áreas envidraçadas. Configura-se.. cortinas. Percebe-se.as cortinas ou peles de vidro têm comparecido com muita ênfase na arquitetura partindo muito mais para caracterizar uma linguagem plástica aceita e desejada pela sociedade . que as proteções internas assim como os vidros especiais têm uma eficiência reduzida quando se comparam com o resultado obtido com as proteções externas. provocando o aumento da temperatura do ar interno. e mais importante para o presente texto. No entanto. mais caros que os fechamentos opacos. segundo. Nas últimas décadas. P.ucg.proteções solares externas: os brises-soleil.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES Parte da envolvente dos edifícios é constituida por fechamentos transparentes necessários não só para permitir o recurso à iluminação natural como também para oferecer ao usuário a visão do espaço exterior de grande significado psicológico. invariavelmente. Quanto à transmissão térmica são dois os inconvenientes: primeiro. aquecidos. Na figura abaixo apresenta-se a eficiência relativa entre algumas dessas alternativas. obviamente. uma elevada transmissão da radiação solar .do que para garantir as duas necessidades apontadas no início deste parágrafo.vidros especiais.proteções solares internas: persianas.0. as extensas superfícies envidraçadas . mantendo-se no espaço interior. com facilidade. Adaptado de [1]. por suas características .85 da radiação incidente.

62 Prof. com cores escuras o resultado é quase desprezível: ao absorverem a radiação.06 0. A = 0. DESEMPENHO TÉRMICO DE ALGUNS VIDROS DIANTE DA RADIAÇÃO SOLAR Tipos de Vidro T A 1. Comum 0.42 0. por radiação e convecção.07 0.os vidros absorventes (vulgarmente chamados de "fumê") embora apresentem coeficientes de transmissão ( T ) que podem ser bastante reduzidos quanto mais escuros forem.htm R 0.8 ----- 5 . bastante onerosas. por outro lado. vidro absorvente escuro: T = 0.11 0.41 3. por reflexão. Refletor Médio 0.6 ta + 26. Outra crítica diz respeito à reflexões provocadas e que passam a s ser incomodativas aos usuários dos edifícios vizinhos assim como aos próprios transeuntes das vias públicas.68 0.56 0.07 0. resulta pouco eficiente pois. têm. coeficientes de absorção ( A ) progressivamente elevados (vidro comum: T = 0. Quanto aos vidros especiais podemos fazer algumas breves considerações [2. Absorvente Escuro 0. só conseguem uma certa eficiência quando a cor de suas superfícies viradas para o exterior é branca ou muito clara devolvendo para fora. boa parte do calor absorvido (40% ou bem mais quando há refrigeração e a temperatura interna é bem menor que a externa) além de se constituirem como superfícies quentes e radiantes de extremo desconforto para o corpo humano.43 0.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. António Manuel C.0 ta + 23.08 0. ao assumirem temperaturas bastante elevadas resultado da absorção (mais de 25º C acima da temperatura do ar exterior) transmitem para o interior ( Ai ).09 0. parte da radiação.45 ).05 0. P.86 5. A = 0. Absorvente + Câmara de Ar + Comum 0.42 7.85 . Refletor Escuro 0.47 0. Fernandes http://www. inversamente e em contrapartida.32 0. inviabilizando sua adoção na maioria das vezes.28 0. persianas ou cortinas. Para melhor entendê-las acompanhe a leitura observando a figura e a tabela abaixo: .85 0. .6 ta + 21. Absorvente Médio 0.88 0.85 0.57 ts ta + 7.08 0.25 0.09.os vidros refletores conseguem boa eficiência quando refletem para o exterior grande parcela da radiação incidente ( R > 0.42 6.ucg.52 0. Absorvente Claro 0.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES As proteções solares internas. é proporcional à sua capacidade de reflexão pois agregam películas especiais de reflexão seletiva (refletem as radiações invisíveis).07 2.07 .63 4.33 0. que muitas vezes ilude os desavisados.0 ta + 22. Essa barganha. seu custo.31 0.3 ta + 26. instauram o efeito estufa e passam a aquecer o ar interior.3] que elucidem certos equívocos bastante comuns .06 G 0.86).

br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES -------------------------------------------Legenda (adaptado de [1])-------------------------------------------------T = coef.htm 6 . Os números apresentados são bastante elucidativos e a sua interpretação. G = coef global transmissão (G = T + 0. REDUÇÃO DA CARGA TÉRMICA NOS EDIFÍCIOS Item Projeto Convencional Projeto Racional Redução _____________________________________________________________________ envidraçado 80/100% das fachadas 30/35% das fachadas 15% tipo de vidro comum antitérmico refletivo 8 a 15% maior eixo: norte/sul maior eixo: leste/oeste orientação solar maiores fachadas: maiores fachadas: 11% leste e oeste norte e sul venezianas internas 15% proteção solar inexistente --------------------------------brises-soleil 30% iluminação fluorescente normal alta eficiência 5% cores externas médias/escuras claras 5% carga total 100% 60 a 65% 35 a 40% carga unitária 160 a 180 w/m2 100 a 120 w/m2 60 w/m2 ______________________________________________________________________ Fonte: Agência para Aplicação de Energia/SP . ta = temperatura do ar exterior (C) R = coef. acredita-se. de motivar a criação de novas formas arquitetônicas. pode-se verificar a eficiência comparativa entre as diversas alternativas de trato da questão. sombreando eficientemente as superfícies envidraçadas.ucg. inclusive.retirado de [7] O principal objetivo do presente texto de estudo da insolação dos edifícios e de suas proteções é proporcionar um instrumental para combater o problema na raiz eliminando ou reduzindo drasticamente a entrada da radiação solar direta.4 A) A = coef. convenientemente projetadas. de reflexão (normal à sup). nas dimensões das áreas envidraçadas e proteções exteriores. isto é. sempre que possível. pois só elas oferecem possibilidade de solução significativa: orientação adequada das fachadas com parcimônia. pode ser extremamente pedagógica e persuasiva. ts = temperatura superficial máxima ao s Com estas considerações fica claro que a raiz do problema deve ser atacada e resolvida abordando as outras duas alternativas. Na tabela abaixo. de absorção (normal à sup). Não pode ser apenas força de expressão mas sim uma postura consciente. P. António Manuel C. Uma atitude consequente capaz. construir a sombra é uma necessidade básica para obter-se uma arquitetura comprometida com o homem e com o meio ambiente. Num país como o nosso quase todo de clima tropical. de transmissão (normal à superfície). Prof. Fernandes http://www. quando necessárias.

veria o Sol subir do horizonte verticalmente passando. é de 365 dias e 4 horas. a geometria da insolação. na verdade.htm 7 . ao meio-dia. no zênite. ou seja. em torno de seu próprio eixo caracterizando o movimento de rotação que provoca a ocorrência do dia e da noite no período de 24 horas. o plano que contém o semicírculo apresentar-se-ia "deitado" para Norte com a inclinação correspondente. também verticalmente. a eclíptica. isto é. mudasse de latitude. ou seja. em todos os dias do ano o Sol nasceria exatamente no ponto cardeal Leste. Um observador. após o meio-dia. E se o observador se posicionasse no polo o semicírculo estaria completamente "deitado".INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES A TERRA E O SOL A Terra gira em torno do Sol numa trajetória elíptica de pequena excentricidade. caso o observador se deslocasse no sentido Norte ou Sul. ao longo de cada dia. P. O tempo dessa translação. desceria.ucg. isto é. suficientemente. o Sol giraria sobre o horizonte dando uma volta completa em 24 horas: não haveria nascer nem pôr do Sol. a posição relativa Terra-Sol seria idêntica para todos os momentos do movimento de translação. Fernandes http://www. sobre o horizonte oposto. O ponto crucial. no ponto mais alto do céu. não seria dia nem noite! Prof. no entanto. por-se-ia exatamente a Oeste e faria sempre. como se pode ver na ilustração abaixo.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. A longa experiência didática no trato do assunto leva-nos a iniciar a abordagem da questão de forma hipotética como se segue. pois não será necessário para entender-se. também. mais "em pé" ou mais "deitado". 45º . para uma latitude Sul de 45º . invariavelmente um semicírculo. isto é. como se sabe. da relação Terra-Sol é a posição relativa entre o eixo de rotação da Terra e o seu plano de translação em torno do Sol. só sofreria alteração. ou seja. Para efeito deste texto não iremos muito além no que diz respeito à astronomia. isto é. O Sol posiciona-se num desses focos. os focos da elipse situam-se muito perto entre si. confundir-se-ia com o horizonte. Caso o eixo de rotação fosse perpendicular à eclíptica. por exemplo. Êsse caminho. António Manuel C. Caso o observador se deslocasse. A Terra gira. posicionado no equador. um mesmo caminho no céu.

com mais facilidade para o iniciante da matéria.5º . A diversidade bioclimática seria muito mais reduzida. e o Sol nasce e se põe exata e respectivamente a Leste e a Oeste.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES Abóboda N S N S Nesta hipótese não haveria estações. os solstícios. No primeiro é verão no Norte e inverno no Sul. a duração do dia é igual à da noite. isto é. Na figura abaixo. havendo. ao longo do ano. Prof. A Terra. apenas dois momentos em que essa posição se repete com simetria entre os hemisférios. ao contrário. Só nesses dois momentos a posição TerraSol equivale à da hipótese levantada anteriormente. 12 horas. P. é verão no Sul e inverno no Norte. António Manuel C. será arredondado para 23. Os outros dois pontos notáveis da translação ilustrados acima.htm 8 . pois todos os dias do ano seríam iguais tendo o período diurno e noturno sempre a mesma duração de 12 horas em qualquer latitude. Talvez o ser humano nem existisse! A hipótese levantada cumpriu um objetivo didático de introduzir. A geometria específica desses dois momentos opostos está representada na figura a seguir. ao girar em tôrno do Sol no movimento de translação. têm características distintas e simétricas: num deles o hemisfério Norte está visivelmente mais insolarado que o hemisfério Sul e no outro. Na realidade o eixo de rotação da Terra faz com a eclíptica um ângulo de 23º e 27 minutos que. no segundo. para efeito de simplificação.ucg. o Sul está mais insolarado que o Norte. inversamente. ambos os hemisférios recebem igualmente a radiação solar. Fernandes http://www. os dois momentos referidos recebem o título de equinócios: a reta que une os centros da Terra e do Sol é perpendicular ao eixo de rotação da Terra. a geometria da posição Terra-Sol. A região equatorial seria bem mais quente e as regiões de latitudes elevadas muito mais frias. mantêm o referido eixo paralelo a si mesmo decorrendo daí que a posição relativa Terra-Sol modifica-se a cada dia. que ilustra o fenômeno.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.

Trópico de Câncer.htm 9 . desde Copérnico e Galileu. isto é. A cada dia que passa essa trajetória altera-se paralela e gradativamente em função das sucessivas variações da posição relativa Terra-Sol. Neste momento todo o sistema toma nova perspectiva. Até agora consideramos o observador fora da Terra.ucg. Os momentos extremos são o solstício de verão e o solstício de inverno e o momento intermediário representa os equinócios. Esse movimento aparente é. Fernandes http://www. na verdade. que não é o Sol que roda em volta da Terra. Círculo Polar Ártico e Círculo Polar Antártico -. Prof. aquilo que nós observamos cotidianamente embora saibamos. Nessa posição identificam-se os movimentos de translação e de rotação do planeta estando o Sol num ponto fixo. P.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. Ao longo de seis meses a trajetória "caminha" 47º ( 2 x 23. Trópico de Capricórnio. de primavera e de outono. e a perspectiva do sistema para a latitude 30º Sul (Porto Alegre). António Manuel C. do Equador ao Polo Sul. Para efeito de simplificação do estudo os desenhos vão-se restringir a estas três trajetórias que representam os quatro momentos notáveis anteriormente mostrados. Para podermos avançar no estudo precisamos reposicionar o observador situando-o sobre a superfície terrestre. o Sol é que gira em volta da Terra "desenhando" sua trajetória no céu.são decorrentes do ângulo que o eixo de rotação da Terra faz com a normal ao plano da eclíptica.5 ) e nos seis meses seguintes volta sobre si mesma até atingir o ponto inicial ao completar o ciclo anual. Nos desenhos ao lado e abaixo ilustra-se a explicação acima mostrandose as projeções ortogonais (vistas de Leste para Oeste) representando diversas latitudes.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES Verifica-se que as posições dos paralelos notáveis -.

Fernandes http://www.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.htm 10 .INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES obs:desenhos adaptados de[1]. P. António Manuel C.ucg. Prof.

e principalmente na vista ortogonal (de Leste para Oeste). a situação da cidade de Goiânia. Na perspectiva. C.htm 11 . sob a forma de arcos de circunferência decorrendo evidente simplicidade gráfica motivo principal da escolha deste tipo de projeção. eqüidistante horizontal). entre outras (ortográfica horizontal. do ponto notável chamado nadir (centro de projeção) e que contém o ponto a ser projetado. que estão desenhadas na abóboda celeste. 1954) por ser de simples entendimento e fácil graficação.. por aproximação. Prof. Esta reta projetante. a projeção será uma simples linha reta. P. escolheu-se.. Assim.ucg. identifica nele um ponto (A'. Fernandes http://www. também. os arcos de circunferência desenhados na abóboda projetam-se. Nos desenhos abaixo podemos entender o procedimento que permite projetar as trajetórias do Sol.a carta solar . invariavelmente.. ao atravessar o plano de projeção.) é projetado no plano de projeção por meio de uma reta que parte.) que é a projeção desejada. pode-se resgatar as informações básicas iniciais. Em situações limite. António Manuel C.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES AS CARTAS SOLARES Para transformar-se este conhecimento em instrumental de projeto . a projeção estereográfica horizontal (Pleigel. Qualquer ponto da abóboda (A.é necessário optar-se por um sistema de projeção capaz de tornar coplanares aquelas informações tridimensionais. no plano do horizonte que se transforma no plano de projeção do sistema. Os desenhos anteriormente apresentados referem-se à latitude 16º Sul que é. quando o arco passa pelo zênite e está contido em um plano perpendicular ao plano do horizonte.. Estendendo-se tal procedimento a todos os pontos da trajetória do Sol obtém-se a projeção da referida trajetória no plano de projeção. Na projeção estereográfica. B.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. O ponto nadir é simétrico do zênite que é o ponto superior da abóboda celeste. simplificando-as e operacionalizando-as. C'. B'.

htm 12 .ucg.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. na qual se pode perceber a simetria das trajetórias a Norte e a Sul representa a latitude 0º graus.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES ou seja. passa em São Paulo. logo abaixo. O desenho maior. em projeção. isto é. algumas cartas solares referentes a diversas latitudes. a variação anual da trajetória do Sol ( 23. a linha do Equador que passa perto de Belém e Manaus.a carta solar -. além das três trajetórias notáveis. P. por sua vez. Nestes desenhos aparecem. ou seja. Fernandes http://www. No canto inferior direito a carta de 40º Sul que passa abaixo de Mar del Plata na Argentina. é a carta solar para 16º Sul que foi mostrado antes de forma simplificada e que se utiliza para Goiânia. obs: desenhos retirados de [2]. Prof. ao lado e abaixo. António Manuel C. Abaixo desta temos a de 24º Sul que é. apenas com as três trajetórias notáveis.5º x 2 = 47º ) e a latitude do local expressa tanto na declinação entre a linha do horizonte e o polo Sul celeste como na declinação entre o zênite e o ponto B que representa o meio-dia na trajetória dos equinócios. por arredondamento. mais outras quatro referentes a datas intermediárias assim como as linhas determinantes da variação horária do Sol e os círculos concêntricos que identificam. O terceiro desenho representa o resultado final -. Feitas todas estas explicações apresentamos.ali graficada ainda de forma simplificada. A carta ao lado. a referente ao Trópico de Capricórnio e que. as alturas angulares da posição do Sol na abóboda celeste.

Este valor altera-se em função do local e ao longo do tempo.solstícios e equinócios . e 21/mar. a linha-base da fachada a qual irá interceptar as trajetórias do Sol em determinados pontos a partir dos quais se deduz os horários procurados. podemos introduzir tal informação na carta solar desenhando a normal à fachada e. C (solstício de verão . ortogonal a esta.22/dez. É bom lembrar que o ponto cardeal é o Norte verdadeiro e não o Norte magnético indicado pela bússula. como se vê no desenho abaixo. é necessário.htm 13 .ucg. Para tanto.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES INSOLAÇÃO DE UMA FACHADA Identificar os horários de insolação. essa declinação é. B (equinócios . determinar a orientação da fachada em estudo e ter em mãos a carta solar referente à latitude do local.22/jun): do nascer do Sol até às 14:30 h. A orientação de uma fachada é dada pelo seu azimute que se constitue no ângulo que a normal à fachada faz (em planta) com o ponto cardeal Norte medido. P. de 17º (o Norte verdadeiro situa-se. Em Goiânia. Determinado o azimute da fachada. LEGENDA A (solstício de inverno . aproximadamente. Prof. atualmente. no sentido horário a partir do Norte. no sentido horário). apenas. António Manuel C. Fernandes http://www. pelo menos nas quatro datas notáveis das estações . Há uma diferença angular significativa entre ambos.de uma determinada fachada é a primeira aplicação do conhecimento já apresentado. a partir do Norte magnético.): do nascer do Sol até às 13:00 h. Os desenhos abaixo ilustram as considerações que acabamos de fazer.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.): do nascer do Sol até às 11:30 h. sempre. no exemplo acima Az. = 45º .23/set.

s até à 12:30 h. s após as 13:00 h. após as 12:30 h. 45º ) Sudeste (Az. após as 11:00 h. s até à 11:00 h. oposta e paralela à primeira. o que é a mesma coisa. até à 11:30 h. pois seus azimutes são suplementares (+ 180º ). A fachada Noroeste. Az. 315º ) ______________________________________________________________________ . s após as 14:30 h. Todas estas informações ficam graficamente concentradas e simplificadas em duas únicas retas perpendiculares entre si sendo que cada uma representa duas fachadas opostas. a fachada Sudeste. de Verão ______________________________________________________________________ Nordeste (Az. como é o caso do esquema anterior. s após as 11:30 h. se a fachada Nordeste tem Az. = 135 + 90 = 225º ). = 45 + 270 = 315º . s até à 09:30 h. como é adjacente à fachada Sudeste. = 45 + 180 = 225º (ou. terá Az.135º ) Sudoeste (Az. A fachada Sudoeste. Assim. como se vê no desenho abaixo. terá Az. Os horários de insolação das quatro fachadas estão identificados na tabela. terá Az. = 45 + 90 = 135º . adjacente à anterior no sentido horário. por sua vez. de Inverno Equinócios Solst. após as 09:30 h. 225º ) até à 14:30 h.Quando o edifício tem planta retangular. ______________________________________________________________________ Fachada Solst. podemos rapidamente determinar os horários de insolação das outras fachadas visto que as fachadas adjacentes são ortogonais e as fachadas opostas são paralelas. Noroeste (Az. até à 13:00 h. = 45 graus.

quanto a graduação vertical (90º ). Fernandes http://www.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. Para determinarmos a posição de um ponto qualquer situado nessa semiabóboda em relação ao plano da fachada fazemos passar pelo referido ponto dois planos auxiliares: um vertical que secciona a semi-abóboda definindo um arco de 90º . tanto a graduação horizontal (180º ). Observe os desenhos abaixo: a perspectiva.ucg. as vistas lateral e superior e a projeção estereográfica da situação acima descrita. com uma varredura de 90º . o ponto P' é a projeção estereográfica do ponto P no plano de projeção (que é o próprio plano do horizonte) sendo que a projeção P' fica determinada no cruzamento do segmento OM (projeção estereográfica do arco ZPM) com o arco LP'T (projeção estereográfica do arco LPT). 90 à direita e 90 à esquerda. passaremos a apresentar o segundo e último instrumento necessário para o projeto das proteções solares dos envidraçados: o Transferidor de Ângulos de Sombra. o ponto P é o ponto na abóboda a determinar. neste tipo de projeção cônica o ponto N (nadir) é o centro de projeção. e outro passando pela LT (linha de terra). O Transferidor de Ângulos de Sombra proporciona reunir.htm 15 . assim como verticalmente da linha do horizonte até o zênite. Prof. em uma única projeção. P. Uma fachada é um plano vertical (poderá não ser excepcionalmente) que "vê" metade da abóboda celeste.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES O TRANSFERIDOR DE ÂNGULOS DE SOMBRA Após o estudo da carta solar e da insolação de uma fachada. o plano PH é o plano do horizonte. abordados nos ítens anteriores. o ponto Z é o zênite. António Manuel C. O plano PF é o plano da fachada. Considerando uma janela nessa fachada e um observador olhando por ela para o exterior o mesmo poderá ver a semi-abóboda olhando-a horizontalmente com uma varredura de 180º .

apresentar o desenho final e completo do Transferidor de Ângulos de Sombra identificando. relativa à fachada Nordeste (Az.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. o ponto P. o desenho do Transferidor. nos s equinócios.htm 16 . Fernandes http://www. demarcam a varredura vertical. 45º ) de um edifício localizado em Goiânia (lat. António Manuel C. Prof. de 10 em 10º . 16º Sul) mostrada no exemplo da página 12 ? E à 16:00 h. Para completar o entendimento do Transferidor de Ângulos de Sombra faremos. abaixo. agora. no solstício de verão s em relação à fachada Sudoeste? No desenho abaixo. 90 à direita e 90 à esquerda. P. Repare. nele. sem necessidade de maiores explicações (o desenho fala por si) identificam-se as respostas. uma primeira e simples aplicação de seu uso respondendo à seguinte pergunta: qual é a posição do Sol (ângulo horizontal e vertical). As linhas radiais. Os arcos. do horizonte até o zênite.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES Dadas as explicações acima. demarcam a varredura horizontal de 180º . também de 10 em 10º . podemos. à 08:00 h.ucg. a seguir. e acusando os ângulos horizontal (H) e vertical (V) que o referenciam ao plano da fachada. acima referido.

Assim.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. apresentando. em verdadeira grandeza. P. a mesma máscara. Cada um dos brises tem desenho diferenciado mas qualquer um deles oferecerá a mesma proteção e o mesmo desempenho desde que o ângulo de sombra vertical seja o mesmo. por placas inclinadas. podendo constituir-se. Reflita sobre estas afirmações observando os desenhos abaixo. o ângulo de sombra vertical que os mesmos proporcionam.htm 17 . As dimensões lineares e mesmo eventuais inclinações das placas que os constituem nada têm a ver com sua geometria de proteção. Fernandes http://www. portanto. inclusive. O estudo dos brises horizontais faz-se a partir da vista em corte pois é nessa representação que aparece. são elementos cuja dimensão preponderante está em um eixo longitudinal horizontal. caberá à intenção e à circunstâncias de cada projeto s arquitetônico a opção pelo desenho mais conveniente. O número de peças e seus desenhos não determinam o desempenho da proteção.ucg. brises horizontais. António Manuel C.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES PROTEÇÕES SOLARES HORIZONTAIS As proteções solares horizontais. Prof.

O estudo dos brises verticais faz-se a partir dos desenhos em planta pois é nessa representação que se obtém a verdadeira grandeza do ângulo de sombra horizontal. António Manuel C.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. mesmo tendo definido certo ângulo de sombra horizontal necessário.htm 18 . Prof. Fernandes http://www. O arquiteto. podendo constituir-se por placas de topo ou inclinadas à fachada.ucg. P. o número de elementos. brises verticais. suas dimensões lineares e formas não determinam seu desempenho. são elementos cuja dimensão preponderante está em um eixo longitudinal vertical. terá sempre vasta gama de opções geométricas para adequar suas intenções construtivas e plásticas. Como nas proteções horizontais. Observando os desenhos abaixo podemos refletir sobre o exposto acima.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES PROTEÇÕES SOLARES VERTICAIS As proteções solares verticais.

a mesma máscara.ucg.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES PROTEÇÕES SOLARES EM GRELHA Os brises em grelha constituem-se em associações combinadas de proteções horizontais e verticais oferecendo tanto ângulo de sombra vertical quanto horizontal.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.htm 19 . P. Fernandes http://www. isto é. António Manuel C. dois exemplos de brises em grelha com a mesma capacidade de proteção. nos desenhos a seguir. O estudo dos brises em grelha faz-se a partir da vista em corte e da planta pois as sombras proporcionadas apresentam-se tanto em ângulo vertical quanto em ângulo horizontal. Prof. Observe.

Na época do solstício de inverno. o resultado plástico do claro-escuro é de grande beleza. um belo exemplo de um brise em grelha formado por um painel de módulos premoldados em concreto armado paralelo à fachada acompanhando a suave curva que esta faz a certo ponto. ver.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES O edifício "Palácio da Justiça". equinócios solst. inv. apresenta. Fernandes http://www. em Goiânia. D (Az = ) Prof.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. P. identifique os azimutes e os horários de insolação de cada uma delas: fachada A (Az = ) B (Az = ) C (Az = ) solst. EXERCÍCIOS 1) Considerando as quatro fachadas de um edifício cuja orientação é dada ao lado.ucg. na sua fachada Norte.htm 20 . António Manuel C. A cada momento do dia temos um desenho diferente elaborado pelo contraste luz e sombra. quando acontece a insolação máxima desta fachada.

identifique os horários de insolação dessas janelas: fachada A B solst.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES 2) Considerando que nas fachadas A e B acima temos janelas protegidas por brises horizontais com ângulo de sombra vertical de 30º (e portanto. Partindo destas considerações surgiram duas geometrias de solução com o mesmo desempenho. 3) Brise horizontal >> ângulo de sombra vertical.htm 21 . que a proteção solar deveria se constituir num brise em grelha. Definiu-se.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index. Por uma opção de projeto decidiu-se sombrear totalmente esta fachada. BIBLIOGRAFIA Prof. pergunta-se: qual o ângulo de sombra horizontal mínimo para que não entre Sol nenhum à tarde? O brise vertical ficaria à direita (D) ou à esquerda (E) da janela? Resposta: _____º . verão equinócios solst inverno 4) Considerando uma fachada com azimute 340º e nessa fachada uma janela protegida com um brise horizontal com ângulo de sombra de 50º . Brise vertical >> ângulo de sombra horizontal. também. 5) Num determinado edifício temos uma fachada exatamente Norte (Az 0º ). Complete as lacunas a seguir: a) ângulo de sombra vertical = 60º + ângulo de sombra horizontal (dir/esq) = ___ º b) ângulo de sombra vertical = ___ º + ângulo de sombra horizontal (dir/esq) = 60º Observações: 1) Considere sempre Goiânia (16º Sul). 2) O observador olha de dentro para fora para decidir à direita ou à esquerda. Fernandes http://www. 60º aberto). verão equinócios solst inverno 3) Idem para as fachadas C e D mas com ângulo de sombra vertical de 40º: fachada C D solst. P.ucg. António Manuel C. ( ).

Arquitetura e Clima.. Luzzatto Editores. 6. 3. 5. Mayhew. 7. António Manuel C. 1978.... 1969. Cavaleiro e Silva. J. V. FAU/USP. UFSCar..Minas Centro-Oeste (revista). 1994. O. I.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES 1. H. 1977. A. Laboratório Nacional de Engenharia Civil. ANEXO I Prof. Mascaró. Geometria de Insolação e Iluminação Solar (mimeo).. Luz. Construção . Fernandes http://www. Viviendas y Edificios en Zonas Cálidas y Tropicales. A. Blake. Szokolay. Le Corbusier e o Domínio da Forma. Geometria da Insolação de Edificios. Clima e Arquitetura. Malato. S.. Koenigsberger. J.. março/1992. P.. Distribuidora Record. Rivero. 1986.ucg.htm 22 . Paraninfo S/A. R. P. G. R. L. Ingersoll. 2. Basso. 1966. Vol. T. 4. Editora Pini. Os Grandes Arquitetos.. A.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.

INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES Carta Solar para 16 graus Sul Projeção Estereográfica Horizontal Obs: desenho adaptado de [3].br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.htm 23 . António Manuel C. P. ANEXO II Prof. Fernandes http://www.ucg.

htm 24 . P.ucg. António Manuel C.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES Transferidor de Ângulos de Sombra Projeção Estereográfica Horizontal Prof. Fernandes http://www.br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.

António Manuel C. Fernandes http://www.htm 25 .br/deparcursos/arq/ConfortoTermico/index.INSOLAÇÃO DE EDIFÍCIOS E O PROJETO DE SUAS PROTEÇÕES SOLARES Obs: desenho adaptado de [3].ucg. Prof. P.