MBA EXECUTIVO GESTÃO ESTRATÉGICA DE RECURSOS HUMANOS

DIREITO DO TRABALHO (24 ha)

Belo Horizonte 2011

Prof.: Marcelino Pereira Marques

FAMINAS BH
MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Marcelino Pereira Marques PLANO DE CURSO DISCIPLINA: Direito do Trabalho PROFESSOR Marcelino Pereira Marques OBJETIVO DA DISCIPLINA: desenvolver no aluno a habilidade de direção e a capacidade de formulação de soluções de problemas em presariais em legislação social, em consonância com as diretrizes estabelecidas na Legislação.
 

RESULTADOS ESPERADOS: a aptidão do aluno para aplicar na sua rotina profissional as regras do direito do trabalho, a fim de minimizar riscos, aumentando consequentemente a sustentabilidade de seu empreendimento, com o objetivo principal de seguir os princípios do estado democrático de direito, garantindo aos trabalhadores condições dignas de trabalho.

E E T

Á

Ministrar aulas sobre legislação social, relações de trabalho, relação entre empregado e empregador, relação entre empregador e o estado, 24 h.a. previdência social e sobre direitos e deveres de empregado e empregador.

PLANO DE AULA Data Conteúdo a ser Abordado
Direito do Trabalho: conceito, objetivos, histórico, fontes e princípios. Dicotomia entre trabalho e emprego. Emprego na iniciativa privada e na iniciativa pública. Conceito de Empregado e Empregador, Estagiário e Trabalhador Autônomo Trabalhador . Doméstico e Rural Prescrição Trabalhista. Terceirização. Contrato de trabalho (requisitos e forma de pactuação) Alteração das condições de trabalho. Suspensão e interrupção do contrato de trabalho. Remuneração Jornada de Trabalho. Descanso Semanal. Férias. Rescisão do Contrato de Trabalho. Justa Causa. Rescisão indireta. Aviso Prévio. 13º salário e FGTS

05.02.2011 18.02.2011 19.02.2011 12.03.2011 26.03.2011 09.04.2011

BIBLIOGRAFIA y MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho ± 11ª ed. - São Paulo - Ed. Atlas, 2010 y VIANNA, Cláudia Salles Vilela. Manual prático das relações trabalhistas ± 10ª ed. ± São Paulo ± Ltr, 2009 y DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho - 8ª ed. - São Paulo - Ltr, 2009

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MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Marcelino Pereira Marques MINICURRICULO DO PROFESSOR

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Aluno ouvinte de disciplinas isolada no Doutorado em Direito Privado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Mestre em Direito de Empresas pela Faculdade de Direito Milton Campos; Especialista em Direito Tributário pela Faculdade de Direito Milton Campos; Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos; Coordenador do curso de Pós Graduação em Gestão Pública da UNA ; Professor da Pós Graduação da UNA; Professor da Pós Graduação do IETEC; Professor da Graduação da UNA.

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MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Marcelino Pereira Marques

DIREITO

DO

TRABA LHO

CONCEITO: Segundo Hernainz Marques: ³ é o conjunto de normas jurídicas que regulam, na variedade de seus aspectos, as relações de trabalho, sua preparação, seu desenvolvimento, conseqüências e instituições complementares que nelas intervêm ³. OBJETIVO: É objetivo do Direito do Trabalho a paz e a harmonia social, ou seja, possui finalidade político social. Visa solucionar o conflito entre o capital e o trabalho, através de normas jurídicas próprias que visam assegurar ao trabalhador uma posição de defesa de seus direitos, num mesmo plano. FUNDAMENTO: Proteção do ser humano que trabalha. BREVE HISTÓRICO: o trabalho humano, prestado por alguém em benefício de outrem, se inicia na escravidão, com ausência de direitos em benefício do trabalhador; depois temos as servidões, onde os senhores feudais davam proteção política e militar aos servos; seguindo a linha histórica temos a época das corporações de ofício, com início de fuga para as cidades e pequeno progresso, surgindo oficinas onde se contava com o trabalho de ajudantes remunerados, até chegarmos no marco histórico trazido pela Revolução Francesa, que trouxe o ideal de liberdade do homem.
No Brasil, os governos de Getúlio Vargas fazem surgir regras trabalhistas, a partir de 1.930. Em 1.936 temos a instituição do salário mínimo, em 1.939 a Justiça do Trabalho e em 1.943 temos a aprovação da CLT ± Consolidação das Leis do Trabalho. A nossa constituição atual, de 1.988, trata de direitos trabalhistas nos artigos 7º a 11.

FONTES:
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FONTES MATERIAIS: compreendem o conjunto dos fenômenos sociais, que contribuem para a formação da substância da matéria do direito.

Ex: pressão exercida sobre o estado capitalista pela ação reivindicadora dos trabalhadores. Assim, o próprio fato social é determinante no surgimento do direito. -

FONTES FORMAIS: são os meios pelos quais se estabelece a norma jurídica:
Ex: a constituição, a lei, o regulamento, a sentença normativa ( fontes heterônomas, pois resultam de órgãos estatais ), a convenção coletiva, o acordo coletivo, o contrato de trabalho, o regulamento de empresa e o costume ( fontes autônomas, sejam produzidas pelos próprios destinatários, sejam produzidos espontaneamente pelo ambiente de trabalho ).

PRINCÍPIOS : Temos alguns princípios que informam e orientam o Direito do Trabalho, e, ao mesmo tempo, visam compensar a superioridade econômica e jurídica do empregador frente ao empregado:
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³ IN DUBIO PRO OPERARIO ³: havendo duas interpretações viáveis, aplica-se a mais favorável ao empregado, sem afrontar qualquer legislação ou matéria processual. DA NORMA MAIS FAVORÁVEL E CONDIÇÃO MAIS BENÉFICA : aplicação da norma mais favorável ao empregado, assim como prevalência das condições mais vantajosas existentes nos
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nem entre o trabalho intelectual. sobre condições legais menos vantajosas.ARTs. regulamentos de empresa e derivadas de instrumentos coletivos de trabalho. a empresa. 2º Considera-se empregador. cada uma delas. a redução salarial é vedada. OUTROS PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO: boa-fé. 10 e 448/CLT Art. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. personalidade jurídica própria. salvo casos excepcionais e através de instrumentos coletivos de trabalho. para os efeitos exclusivos da relação de emprego. as instituições de beneficência. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. sob a dependência deste e mediante salário. admite. para os efeitos da relação de emprego.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof.Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. assumindo os riscos da atividade econômica. SUCESSÃO DE EMPREGADORES .Pessoa física 5 . 10. serão. individual ou coletiva. ainda que haja uma simulação expressa.ART. não afetará os direitos adqui idos por seus r empregados. inciso VI da constituição. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa. Parágrafo único . constituindo grupo industrial. § 1º Equiparam-se ao empregador. EMPREGADO . técnico e manual.ART. DA IRREDUTIBILIDADE DO SALÁRIO: conforme artigo 7º.Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador. - - EMPREGADOR . as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. tendo embora. que admitirem trabalhadores como empregados. estiverem sob a direção. 3º . 448. com ntuito de mascarar a i realidade. 02º/CLT Art. Art. § 2º Sempre que uma ou mais empresas. . controle ou administração de outra. justiça social e equidade. que. Marcelino Pereira Marques contratos. 03º/CLT Art. - DA PRIMAZIA DA REALIDADE : os fatos como verdadeiramente são é que vão definir a verdadeira relação jurídica. os profissionais liberais.

A idéia aqui é de continuidade. continuidade e uma forma de contraprestação ( pagamento ). . não cria vínculo empregatício de qualquer natureza. da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental. tanto na hipótese do § 1o do art. subordinação. Marcelino Pereira Marques . Se quem presta o serviço não é dirigido pelo empregador. não ocasional. além de integrar o itinerário formativo do educando. § 2o O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular. O estagiário difere da figura do empregado ( contrato de trabalho ). subordinação. sendo que a referida Lei assim o conceitua: Art. de ensino médio. conforme consta do art.Não eventual: contínuo. pois o contrato de trabalho é um contrato de trato sucessivo. de forma inequívoca. Para que o estágio seja efetivamente diferente do contrato de trabalho. sendo que a referida Lei assim o conceitua: O estagiário difere da figura do empregado ( contrato de trabalho ). 3o O estágio. na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.788 de 25 de setembro de 2008 e deve proporcionar a complementação de ensino e da aprendizagem. A idéia de eventual nos remete a um acontecimento incerto. objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. 2º/CLT. que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior. . 2o desta Lei quanto na prevista no § 2o do mesmo dispositivo. da educação especial e nos anos finais do ensino fundamental. ESTÁGIO O estágio deve ser desenvolvido de acordo com a Lei nº 11. na modalidade 6 . vejamos: Art. continuidade e uma forma de contraprestação ( pagamento ). de ensino médio. O contrato de trabalho é oneroso ( não é gratuito ). sujeito a sanções e penalidades disciplinares. de fazê-lo sob as ordens e fiscalização do empregador. alguns requisitos devem ser cumpridos.788 de 25 de setembro de 2008 e deve proporcionar a complementação de ensino e da aprendizagem. § 1o O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso. mas por ele próprio. de educação profissional.Dependência / Subordinação: obrigação de trabalhar. embora haja pessoalidade. embora haja pessoalidade. de educação profissional. desenvolvido no ambiente de trabalho.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof.Pessoalidade: " prestação pessoal dos serviços ". por possuir objetivo de formação profissional do estagiário ( finalidade pedagógica ). O empregado não pode fazer-se substituir por outra pessoa. será autônomo. não inserido nos fins normais da empresa.Salário/ Onerosidade: é a contraprestação do trabalho paga pelo empregador. observados os seguintes requisitos: I ± matrícula e freqüência regular do educando em curso de educação superior. não episódico. 1o Estágio é ato educativo escolar supervisionado. O estágio deve ser desenvolvido de acordo com a Lei nº 11. . por possuir objetivo de formação profissional do estagiário ( finalidade pedagógica ). que não se fixa numa fonte de trabalho com caráter de permanência. habitual.

podem oferecer estágio. VI ± elaborar normas complementares e instrumentos de avaliação dos estágios de seus educandos. para orientar e supervisionar até 10 (dez) estagiários 7 . II ± celebração de termo de compromisso entre o educando. III ± indicar funcionário de seu quadro de pessoal. DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO Art. autárquica e fundacional de qualquer dos Poderes da União. de relatório das atividades. Marcelino Pereira Marques profissional da educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino. 9o As pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos da administração pública direta. observadas as seguintes obrigações: I ± celebrar termo de compromisso com a instituição de ensino e o educando. Importante analisarmos as obrigações de cada uma das três partes: as instituições de ensino. DA PARTE CONCEDENTE Art. e com a parte concedente. do Distrito Federal e dos Municípios. da área a ser desenvolvida no estágio. como responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades do estagiário. reorientando o estagiário para outro local em caso de descumprimento de suas normas. no início do período letivo. VII ± comunicar à parte concedente do estágio. à etapa e modalidade da formação escolar do estudante e ao horário e calendário escolar. profissional e cultural. com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário. III ± indicar professor orientador. a parte contratante e o estagiário. as datas de realização de avaliações escolares ou acadêmicas. IV ± exigir do educando a apresentação periódica. dos Estados.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. III ± compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso. bem como profissionais liberais de nível superior devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização profissional. indicando as condições de adequação do estágio à proposta pedagógica do curso. § 2o O descumprimento de qualquer dos incisos deste artigo ou de qualquer obrigação contida no termo de compromisso caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e previdenciária. V ± zelar pelo cumprimento do termo de compromisso. II ± avaliar as instalações da parte concedente do estágio e sua adequação à formação cultural e profissional do educando. 7o São obrigações das instituições de ensino. zelando por seu cumprimento. em relação aos estágios de seus educandos: I ± celebrar termo de compromisso com o educando ou com seu representante ou assistente legal. em prazo não superior a 6 (seis) meses. II ± ofertar instalações que tenham condições de proporcionar ao educando atividades de aprendizagem social. quando ele for absoluta ou relativamente incapaz. a parte concedente do estágio e a instituição de ensino.

A duração do estágio. § 1o O estágio relativo a cursos que alternam teoria e prática. 11. II ± 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais. relatório de atividades. poderá ter jornada de até 40 (quarenta) horas se anais. nos casos de o estágio ter duração inferior a 1 (um) ano. O estagiário poderá receber bolsa ou outra forma de contraprestação que venha a ser acordada. desde que isso m esteja previsto no projeto pedagógico do curso e da instituição de ensino. § 2o Os dias de recesso previstos neste artigo serão concedidos de maneira proporcional. 13. não poderá exceder 2(dois) anos. da no educação profissional de nível médio e do ensino médio regular. V ± por ocasião do desligamento do estagiário. período de recesso de 30 (trinta) dias. nos períodos em que não estão programadas aulas presenciais. § 1o A eventual concessão de benefícios relacionados a transporte. § 2o Poderá o educando inscrever e contribuir como segurado facultativo do Regime Geral de -se Previdência Social. dos períodos e da avaliação de desempenho. 12. com vista obrigatória ao estagiário. segundo estipulado no termo de compromisso. É assegurado ao estagiário. exceto quando se tratar de estagiário portador de deficiência. não caracteriza vínculo empregatício. Marcelino Pereira Marques simultaneamente. § 2o Se a instituição de ensino adotar verificações de aprendizagem periódicas ou finais. conforme fique estabelecido no termo de compromisso. VII ± enviar à instituição de ensino. VI ± manter à disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio. a carga horária do estágio será reduzida pelo menos à metade.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Art. na modalidade profissional de educação de jovens e adultos. entregar termo de realização do estágio com indicação resumida das atividades desenvolvidas. com periodicidade mínima de 6 (seis) meses. Aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho. A jornada de atividade em estágio será definida de comum acordo entre a instituição de ensino. devendo constar do termo de compromisso ser compatível com as atividades escolares e não ultrapassar: I ± 4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais. sendo sua 8 . Art. IV ± contratar em favor do estagiário seguro contra acidentes pessoais. nos períodos de avaliação. na mesma parte concedente. Art. 14. Art. na hipótese de estágio não obrigatório. no caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental. sendo compulsória a sua concessão. alimentação e saúde. § 1o O recesso de que trata este artigo deverá ser remunerado quando o estagiário receber bolsa ou outra forma de contraprestação. a parte concedente e o aluno estagiário ou seu representante legal. a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares . cuja apólice seja compatível com valores de mercado. para garantir o bom desempenho do estudante. entre outros. no caso de estudantes do ensi superior. 10. bem como a do auxílio -transporte. DO ESTAGIÁRIO Art. sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano.

Por fim. este já deverá ser feito sob as regras atuais. § 3o Quando o cálculo do percentual disposto no inciso IV do caput deste artigo resultar em fração. Não há sujeição ao poder de direção do empregador e nem há fixação de horários. poder ser á arredondado para o número inteiro imediatamente superior. no momento que desejar. onde o trabalhador assume os riscos de sua atividade. visando também um resultado específico. importante verificarmos a disposição da lei a evitar o desvio de finalidade no uso da mão de obra de estagiários. visando um resultado. considera-se quadro de pessoal o conjunto de trabalhadores empregados existentes no estabelecimento do estágio.com pessoalidade: consultoria. frente o número de funcionários do empregador: Art. Por fim. médico advogado. IV ± acima de 25 (vinte e cinco) empregados: até 20% (vinte por cento) de estagiários. O número máximo de estagiários em relação ao quadro de pessoal das entidades concedentes de estágio deverá atender às seguintes proporções: I ± de 1 (um) a 5 (cinco) empregados: 1 (um) estagiário. II ± de 6 (seis) a 10 (dez) empregados: até 2 (dois) estagiários. etc. por conta própria. O trabalho autônomo pode dar-se . sem traços de subordinação. A CLT não se aplica ao trabalho autônomo. § 4o Não se aplica o disposto no caput deste artigo aos estágios de nível superior e de nível médio profissional. E em caso de um novo pacto. mediante remuneração.788/08 continuam com suas disposições válidas até o seu vencimento ou rompimento por qualquer das partes. § 2o Na hipótese de a parte concedente contar com várias filiais ou estabelecimentos. de acordo com sua conveniência. os quantitativos previstos nos incisos deste artigo serão aplicados a cada um deles. . Marcelino Pereira Marques implementação de responsabilidade da parte concedente do estágio. a uma ou mais pessoas. onde o trabalho é certo e determinado.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. os contratos de estágio firmados antes da vigência da Lei 11. TRABALHADOR AUTÔNOMO Trabalho exercido habitualmente.sem pessoalidade: empreitada. sem subordinação jurídica. III ± de 11 (onze) a 25 (vinte e cinco) empregados: até 5 (cinco) estagiários. 17. § 5o Fica assegurado às pessoas portadoras de deficiência o percentual de 10% (dez por cento) das vagas oferecidas pela parte concedente do estágio. § 1o Para efeito desta Lei. podendo exercer livremente a sua atividade. EMPREGADO DOMÉSTICO 9 .. para realização de determinada obra.

já que ela recebe a remuneração no mesmo dia que presta serviço. constante) e com finalidade não lucrativa. ou seja.324 de 19.Salário mensal nunca inferior ao salário mínimo.Décimo terceiro salário ou gratificação natalina. é vista como trabalho sem interrupção.859/72 e Decreto 71.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. . de vinte dias úteis. Direitos Previdenciários: 10 . . . não são empregadas domésticas. Marcelino Pereira Marques É considerado empregado doméstico todo aquele que presta serviços à pessoa ou família de maneira contínua (freqüente. DIREITOS DO EMPREGADO DOMÉSTICO Direitos Trabalhistas: . com pagamento ao final de cada dia de trabalho. por motivos pessoais ou até mesmo compromissos em outras residências. . ao utilizar os serviços de um doméstico. todos aqueles que trabalham para uma pessoa física de forma contínua. além do salário normal. cujo pagamento deverá ser efetuado até dois dias antes do seu início. além de haver vinculação a outras residências.Nas férias.Repouso semanal remunerado.Férias remuneradas ( 30 dias .Carteira de Trabalho devidamente anotada desde o primeiro dia de trabalho. . zelador. São domésticos não só aqueles que trabalham na limpeza e organização da residência. etc. no âmbito residencial (Lei 5. dentro da vontade do contratante dos serviços. A continuidade. cozinheiras. assemelha-se ao trabalho prestado por profissionais autônomos. Caso não queira mais prestar serviço. mas também o jardineiro. por parte do empregador. governantas. quando o sítio ou local onde exerce a sua atividade não possui finalidade lucrativa. As faxineiras. em alguns dias da semana. Os serviços da doméstica correspondem às necessidade permanentes da família e do bom s funcionamento da casa. o que se aplica também ao fato da diarista. o empregado tem direito a um adicional de um terço do salário de férias. preferencialmente aos domingos. a diarista não precisa avisar ou submeter a qualquer outra formalidade.Irredutibilidade do salário.) não são considerados empregados domésticos. Os empregados que prestam serviços para condomínios residenciais (por exemplo faxineira. como babás.885/72).previsão da lei 11.06). porteiro. para caracterização do empregado comum. não poder ir trabalhar noutro local.Estabilidade da gestante ( previsão da lei 11. A continuidade. para o doméstico. prestados à mesma pessoa ou família.Aviso prévio de trinta dias corridos. Já o trabalho das diaristas. com relativa liberdade de horário. para fins de caracterização do doméstico é mais exigente que a não eventualidade. a enfermeira residencial. que prestam serviços sem continuidade ( apenas em alguns dias da semana . . o motorista particular. quando for dispensado do serviço.07.duas vezes na semana ).324 de 19. . . . ou seja. sem que exista a finalidade de lucro nem acréscimo patrimonial.Vale-transporte para deslocamento casa trabalho e vice-versa. etc.07. sem justa causa. O caseiro também é considerado empregado doméstico.06 ). após cada doze meses de serviços.

º 5.Seguro-Desemprego .Licença maternidade de cento e vinte dias. .Auxílio doença. contribuir para a Previdência por um certo tempo previsto em lei.Pensão por morte (devida aos dependentes a partir do óbito). Todos os descontos efetuados no salário do doméstico dependerão de acordo anterior entre as partes e deverão vir discriminados nos recibos de salários. . .º 11. a ser requerida junto a Previdência Social.com o recolhimento do FGTS.Fundo de Garantia por Tempo de Serviço .Indenização por tempo de serviço. respeitada a carência do INSS. 9º do Decreto 95247/87. Empregador assume o pagamento do restante. Com a edição da Lei n. se perder o emprego depois de quinze meses de recolhimento do FGTS. o empregado passará a ter direito a até três parcelas do Seguro-Desemprego no valor de um salário mínimo cada uma.Acidente de trabalho. . cumprir um período mínimo de carência. respeitada a carência do INSS (primeiros quinze dias pagos pelo empregador).324.Seguro Desemprego (ver direitos opcionais).Cadastramento no Programa de Integração Social .FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. .não justificadas com atestado médico ou que não foram autorizadas previamente pelo empregador. .a inclusão neste benefício depende de negociação entre patrões e empregados. . que é a parte do empregado no custeio do benefício. . .até 6% sobre o salário. . conforme determina o art.Aposentadoria por idade (65 anos para homens.FGTS . . que alterou artigos da Lei n.Adicional de insalubridade. .Vale transporte .Adicional de periculosidade. DESCONTOS SOBRE O SALÁRIO DO DOMÉSTICO . É necessário. há proibição de descontos de moradia.Multa por atraso de pagamento de verbas rescisórias.Jornada de trabalho fixada em lei. . 60 para mulheres).Fundo de Garantia por Tempo de Serviço . de 11 de dezembro de 1972. . os pagamentos mensais tornam-se obrigatórios).Salário Família. . ou seja.Pagamento de horas extras. alimentação e produtos de higiene pessoal utilizados no local de trabalho. .e o abono anual previsto em lei.(Tendo sido feito o primeiro recolhimento. Marcelino Pereira Marques . .Licença paternidade de cinco dias corridos.859.Faltas ao serviço .Previdência Social . . Direitos opcionais . de 19 de julho de 2006.8%. para alguns dos direitos previdenciários.Aposentadoria por invalidez .FGTS (ver direitos opcionais). . Não são direitos dos empregado doméstico: . .PIS .Auxílio reclusão (devido aos dependentes a partir da comprovação junto ao INSS da prisão). contados a partir da data de nascimento do filho.Adicional noturno. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO DOMÉSTICO: 11 .

de 1º de maio de 1943. o empregador pode descontar na rescisão o valor correspondente. . .Assinar os recibos de salários.aviso prévio. aviso prévio.Consolidação das Leis Trabalhistas. se o empregador assim o desejar.férias a que tiver direito. para as anotações devidas.Ser freqüente ao trabalho e desempenhar suas tarefas com empenho.Contribuir para o pagamento do INSS. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO DO DOMÉSTICO: O empregador deve fazer a rescisão elaborando um Termo de Rescisão onde constem todas as parcelas que estão sendo pagas ao empregado doméstico em razão do fim do contrato.Contribuir para o custeio do vale transporte até o limite de 6% do valor do salário. PAGAMENTOS DEVIDOS NA RESCISÃO DO CONTRATO: Se o empregado é dispensado sem justa causa: . pelas normas da Consolidação das Leis do Trabalho. A rescisão de contrato de trabalho do empregado doméstico não precis ser homologada na a Delegacia Regional do Trabalho. de no mínimo trinta dias. em propriedade rural ou prédio rústico. quando pedir demissão. 12 . . tanto por parte do empregador quanto do empregado. no que com ela não colidirem. .saldo de salário. O aviso prévio deverá sempre ser dado por escrito. férias. por escrito. com mais um terço. .452. EMPREGADO LEI Nº 5. presta serviços de natureza não eventual a empregador rural.décimo terceiro salário proporcional Se o empregado pede demissão: .se o aviso prévio não foi cumprido.889/73 RURAL Art.décimo terceiro salário proporcional . podendo o empregador descontar as faltas não justificadas ou aquelas que não tiverem sido autorizadas. Art. uma vez que a CLT .Apresentar o carnê de pagamento do INSS ao empregador. 477 . .FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. pagamento de décimo terceiro salário. art. 1º As relações de trabalho rural serão reguladas por esta Lei e.não se aplica ao empregado doméstico (caso haja determinação expressa a Rescisão de Contrato de Trabalho será homologado nas DRT's). .férias mais um terço: .Fornecer atestado de boa conduta e atestado médico. Marcelino Pereira Marques . . rescisão contratual e outros. se houver. vales transporte.Apresentar sua Carteira de Trabalho e Previdência Social ao empregador no ato da admissão e sempre que solicitado. . 2º Empregado rural é toda pessoa física que. .Conceder aviso prévio. dando quitação do valor recebido. se não desejar mais prestar serviços àquela pessoa ou família. sob a dependência deste e mediante salário. aprovada pelo Decreto-lei nº 5.

E ainda.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. diretamente ou através de prepostos e com auxílio de empregados. 3º Considera-se empregador rural. proprietário ou não.CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1. para os efeitos desta Lei.ação. 9º Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. integrem grupo econômico ou financeiro rur l. por força do advento da lei 5. habitualmente. ______________________________ _______________________ PRESCRIÇÃO TRABALHISTA . ------------------------------------------O art. 7º da CLT. posto que esta será sim aplicada em tudo quanto não contrarie a lei específica do empregado rural. quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. controle ou administração de outra. a exploração industrial em estabelecimento agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: "XXIX ." .CLT 13 . mesmo guardando cada uma sua autonomia. está revogada a definição contida na alínea b do art. que explore atividade agro-econômica. que diz que a CLT não se aplica aos empregados rurais. a pessoa física ou jurídica que. mediante utilização do trabalho de outrem. ou ainda quando. 7º da Constituição igualou os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. a pessoa física ou jurídica. § 2º Sempre que uma ou mais empresas.889/73. em caráter permanente ou temporário. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. execute serviços de natu reza agrária. § 1º Inclui-se na atividade econômica. referida no "caput" deste artigo. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Marcelino Pereira Marques Art. e por conta de terceiros. Art. N U L I D A D E NO D I R E I T O DO T R A B A L H O Art. embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria. em caráter profissional. 4º Equipara-se ao empregador rural. estiverem sob direção. responsáveis solidariamente nas a obrigações decorrentes da relação de emprego.988 Título II Dos Direitos e Garantias Fundamentais Capítulo II Dos Direitos Sociais Art. serão.

O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve: I . não eventual e subordinada de trabalho.Objeto lícito : prestação de fazer que não seja contrária à lei. à moral ou aos bons costumes. verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado.em cinco anos para o trabalhador urbano até o limite de dois anos após a extinção do contrato. IV . comprometendo -se a uma contraprestação econômica. II . não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta. 37.102. TERCEIRIZAÇÃO . desde que hajam participado da relação processual e constem também do título executivo judicial (art. ________________________________________________ CONTRATO DE TRABALHO Definição analítica: Negócio Jurídico de Direito Privado. 443/CLT: " O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácito ou expressamente. indireta ou fundacional (art.Forma prescrita e não defesa em lei.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. mediante o qual uma pessoa física se obriga a uma prestação pessoal. 11. Art.SÚMULA Nº 331/TST Contrato de prestação de serviços.06. de 21. Elementos Essenciais do Contrato: . 71 da Lei nº 8.1974). . III .A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal.A contratação irregular de trabalhador.1993). quanto àquelas obrigações. Marcelino Pereira Marques Art. que assume os riscos do empreendimento e dos serviços prestados.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. inclusive quanto aos órgãos da administração direta. 14 . por parte do empregador. formando o vínculo diretamente com o -se tomador dos serviços.1983) e de conservação e limpeza. das empresas públicas e das sociedades de economia mista. II.01. salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6. Legalidade I . de 20. de 03. colocando sua força de trabalho à disposição de outra pessoa física ou jurídica.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof.Agente capaz : maior de 16 anos ( aprendiz 14 anos ). desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.666. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços. da CF/1988). das autarquias. . bem como a de serviços especializados ligados à atividade -meio do tomador.019. mediante empresa interposta.06. das fundações públicas.

FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Parágrafo Único: O contrato de experiência não poderá exceder de 90 dias. por prazo indeterminado. 445/CLT: " O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2 anos. c) de contrato de experiência Que possui finalidade de testar o empregado. maior produção de determinado produto para o Natal. por ser de trato sucessivo. tácita ou expressamente. Marcelino Pereira Marques CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO: O contrato de trabalho. sendo necessária prova contra esta presunção pela parte interessada. Ex: empresa que funciona somente uma época do ano para fabricar ovos de páscoa. observada a regra do art. Ex: execução de serviços especificados: contratação de um técnico para treinamento de operador s de e determinado equipamento altamente sofisticado. § 1º Considera-se como prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. A indeterminação se presume. § 2º. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO: É exceção à regra. tanto para a função. " CONTRATOS SUCESSIVOS 15 . " Art. 451/ CLT: " O contrato de trabalho por prazo determinado que. b) de atividades empresariais de caráter transitório. 451. Ex: acontecimento suscetível de previsão aproximada: contrato de safra. é. É necessário o ajuste antecipado do seu termo. Recontratação /Prorrogação / Prazo Máximo Art. quanto sua adaptação ao meio de trabalho. for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo. em regra. O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo.

FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. eleição para CIPA ou dirigente sindical. f) seguro contra acidente do trabalho. .É obrigatório registrar-se na Carteira de Trabalho e Previdência Social do trabalhador sua condição de 16 . DE 3 DE JANEIRO DE 1974 . aquela cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas.O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora de serviço ou cliente deverá ser obrigatoriamente escrito e dele deverá constar expressamente o motivo justificador da demanda de trabalho temporário. e) adicional por trabalho noturno.Já o trabalhador temporário é aquele contratado por empresa de trabalho temporário.O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora ou cliente. . a outro contrato por prazo determinado. com relação a um mesmo empregado. quanto ao prazo. Ex: gravidez.Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa. Marcelino Pereira Marques Art. c) férias proporcionais. .Compreende-se como empresa de trabalho temporário. para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços. .O funcionamento da empresa de trabalho temporário dependerá de registro no Ministério do Trabalho. salvo se a expiração deste depender de execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos. b) jornada máxima de oito horas e horas extras. por elas remunerados e assistidos. para cumprimento dos serviços nas hipóteses acima. trabalhadores. d) repouso semanal remunerado.LEI Nº 6. assim como as modalidades de remuneração da prestação de serviço. temporariamente. São direitos do trabalhador temporário : a) remuneração equivalente à percebida pelos empregados de mesma categoria da empresa tomadora ou cliente calculados.019. não poderá exceder de três meses. devidamente qualificados. . salvo autorização conferida pelo órgão local do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Doença profissional ou acidente do trabalho não ensejam estabilidade. g) proteção previdenciária . " GARANTIA DE EMPREGO E CONTRATO POR TEMPO DETERMINADO : A existência de garantia de emprego obtida no curso do contrato não o transforma em indeterminado. 452/CLT : " Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder. TRABALHO TEMPORÁRIO . dentro de 6 meses.

Parágrafo único : À falta de prova ou inexistindo cláusula expressa a tal respeito. CARTEIRA DE TRABALHO: anotações geram presunção relativa em desfavor do empregado e presunção absoluta em desfavor do empregador ( confissão ). negando o empregador a prestação de qualquer serviço. prestação pessoal de serviços. Nos contratos de subempreitada responderá o subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho que celebrar. testemunhas. tratar-se de serviço autônomo. com ou sem fornecimento de material. salvo mediante autorização do Ministério do Trabalho. etc. Parágrafo único. Mas. . como se a tivessem estatuído os interessados na conformidade dos preceitos jurídicos adequados à sua legitimidade. O dono da obra não têm responsabilidade sobre empregados do subempreiteiro. entenderse-á que o empregado se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com a sua condição pessoal. ou por instrumento escrito e suprida por todos os meios permitidos em direito. Marcelino Pereira Marques temporário. periciais. A subempreitada envolve a descentralização da contratação anteriormente feita para outra pessoa. 447/CLT : " Na falta de acordo ou prova sobre condição essencial ao contrato verbal. 455. aos empregados o direito de reclamação contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro. ação regressiva contra o subempreiteiro e a retenção de importâncias a este devidas. PROVA DO CONTRATO DE TRABALHO Art. Já ao empregador caberá a prova dos fatos impeditivos que alegar: eventualidade da prestação. etc. cabendo. esta se presume existente. nos termos da lei civil. Art. etc.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. EMPREITADA E SUBEMPREITADA Art. 17 . cabe ao empregado provar a existência do contrato de trabalho. ÔNUS DE PROVA: de quem alega sua existência ( do contrato de trabalho ). mediante o pagamento global ou proporcional ao serviço feito.O contrato temporário não poderá exceder de 03 meses. para a garantia das obrigações previstas neste artigo. tais como documentos. 456/CLT : " A prova do contrato individual do trabalho será feita pelas anotações constantes da Carteira de Trabalho e Previdência Social. no caso o empregado. É a subcontratação. " MEIO DE PROVA: Todos os meios de prova em direito admitidos. todavia. cabendo lhe provar os elementos que configuram o contrato de trabalho: subordinação. confissão da parte. sem subordinação. Empreitada é o contrato onde uma das partes ( empreiteiro ) se obriga a realizar trabalho a outra ( dono da obra ). Ao empreiteiro principal fica ressalvado.

alterando também automaticamente as condições de trabalho ( CLT arts 444 e 468 ). desde que não resultem. deixando o exercício de função de confiança. terá sua vontade viciada. como parte hipossuficiente ( fraca ) da relação de emprego. acordo coletivo ou sentença normativa. uma determinação das obrigações assumidas pelas contratantes. fizer serviço equivalente. a sociedade. na mesma empresa. O bem juridicamente protegido pertence não só ao empregado.obrigatoriedade de entrega de cesta básica pactuada em Acordo Coletivo 18 . Mas esta pactuação não é genérica: O empregado irá prestar determinado trabalho e o empregador pagará certo salário. Parágrafo único. Todo contrato de trabalho pressupõe. pelo empregado. e de dar. mas a sua família. Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo. Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições. que traz uma substituição automática de cláusula contratual. há interesse público ( recolhimento previdenciário e fiscal ). que é subordinado ao empregador ( parte forte economicamente ). é comum as condições sofrerem alterações. Em princípio presumem -se definitivas as vantagens.alteração do adicional de horas extras pela Convenção Coletiva . assim como. o empregado. Obrigação de fazer. seja por aç ou ão omissão de uma das partes. " A IRRENUNCIABILIDADE NO DIREITO DO TRABALHO Art. prejuízos ao empregado. Art. direta ou indiretamente. Exemplos: . 468. por mútuo consentimento. Marcelino Pereira Marques EQUIVALÊNCIA SALARIAL Art. Ademais. e. 444. ainda. pelo empregador. assim.alteração de salário: seja mudança do mínimo ou de reajuste para a categoria. As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha as disposições de proteção ao trabalho. As disposições legais que regulam o trabalho humano são de ordem pública. sob este. anteriormente ocupado. Alteração das Condições de Trabalho Condições de trabalho : Obriga-se o empregado a prestar trabalho e o empregador a pagar salário. Alteração Obrigatória das condições de trabalho: É aquela derivada de lei. ou do que for habitualmente pago para serviço semelhante. sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. convenção coletiva. . assim. sendo irrenunciáveis os direitos. o empregado terá direito a perceber salário igual ao daquele que. 460/CLT : " Na falta de estipulação do salário ou não havendo prova sobre a importância ajustada. exceto quando a lei dispor diferente. Dado o caráter sucessivo do contrato de trabalho. seja por força de lei ou instrumento normativo. aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof.

a transferência do empregado exercente de cargo de confiança para outra localidade. A alteração provisória e momentânea é possível. é elemento essencial do contrato de trabalho. Mudança da Natureza do Trabalho .readaptação do empregado em nova função. Alteração bilateral O consenso das partes. em certos casos. direta ou indiretamente. o empregado adere a estas cláusulas.Não pode o empregador exigir do empregado serviço alheio ao contrato ( art. 19 . desde que guarde afinidade com a anterior. criando um direito adquirido ao empregado. Extinção do Cargo Não havendo diminuição moral ou patrimonial. a mudança da natureza do trabalho é possível. 2. permite modificações unilaterais. Mas por estar em posição hipossuficiente. Exemplos: . Regulamento da empresa: O regulamento de empresa é ato originariamente unilateral. 483/CLT ). por real necessidade de serviço. Assim. em decorrência de uma nova tecnologia. 3.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Alteração das condições de trabalho quanto ao seu objeto 1. A regra é a das alterações só poderem ser realizadas por mútuo consentimento. Para o empregado acidentado pode-se alterar a função. Marcelino Pereira Marques Alteração Voluntária das Condições de Trabalho 1. a alteração será nula se dela advier prejuízo ao empregado. o que dá-nos a noção do princípio da força obrigatória dos contratos. desde que o novo cargo tenha afinidade com o antigo. no caso de emergência. o acordo de vontades. Alteração Unilateral: Prescreve o art. deixando o exercício de c argo de confiança . A natureza do trabalho diz respeito à qualificação profissional.o retorno ao cargo anteriormente ocupado pelo empregado. toda vez que a alteração lhe seja prejudicial. . a alteração ou revogação das cláusulas regulamentares só atingirão os empregados admitidos após a mudança. em razão de deficiência física ou mental atestada pelo INSS 2. mas. Há presunção legal de coação do empregado. se a anteriormente exercida tornou-se incompatível. mas a própria lei. . sob pena até mesmo da empresa desaparecer. ao ser contratado. 468/clt " que nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento ".Alteração da função do empregado.

é possível. . nunca inferior a 25% dos salários que o empregado percebia naquela localidade. mas sendo normal na empresa a promoção. Aqui se entende que houve alteração benéfica do ponto de vista social e de proteção jurídica à saúde do trabalhador. Transferência do local de trabalho ( art. o empregado não pode recusá-lo. ele tem o direito à promoção. Transferência: O princípio legal é o da intransferibilidade do local de trabalho. enquanto durar esta condição ( da transferência ). Promoção: Havendo quadro de carreira. enquanto durar essa situação. Outras alterações de horário estão dentro do poder do empregador. Alteração do Horário Contratual: Empregado foi contratado para trabalhar em horário noturno. implícita ou explícita. 6. Rebaixamento: O rebaixamento de cargo é ilícito e nulo. não obstante as restrições do artigo anterior. e o empregado cumprindo os requisitos. sem a anuência do empregado. 20 . para o exercente de cargo de confiança. 7. Noutro passo. não havendo quadro de carreiro. pode haver reversão para o diurno. Não é transferência que não acarretar a mudança de domicílio do empregado Exceções: . § 2º : É lícita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em que trabalhar o empregado. para localidade diversa da que resultar do contrato. § 1º : Não estão compreendidos na proibição deste artigo os empregados que exerçam cargos de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição. salvo para o empregado acidentado. por real necessidade de serviço. nesse caso. 4. o retorno do empregado ao cargo efetivo.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. quando esta decorra da real necessidade de serviço. Marcelino Pereira Marques 3. 5. § 3º : Em caso de necessidade de serviço o empregador poderá transferir o empregado para localidade diversa da que resultar do contrato.cargo de confiança: empregado com poder de gestão pode ser transferido. 469/CLT: Ao empregado é vedado transferir o empregado.cláusula contratual explícita : poderão os empregados serem transferidos. mas. Modificação na jornada de trabalho: Nem pode exigir o empregador prestação além do limite de horas estipulado. salvo por motivos ponderosos. após exercer função de confiança. ficará obrigado a um pagamento suplementar. observando-se o adicional de 25%. se houver previsão expressa no contrato de trabalho ou no regulamento da empresa. com perda do adicional. Como visto anteriormente. é a possibilidade do primeiro resistir à ordem de transferência. 469/CLT ) Art. a transferência. sem a sua anuência. Esclareça-se que a diferença do empregado comum. não se considerando transferência a que não acarretar necessariamente a mudança de seu domicílio. assim como reduzir a quantidade do trabalho com prejuízo salarial para o empregado.

etc. enquanto outros entendem que abrangem também as despesas de retorno. pois há previsão legal para a hipótese. Define-se a transferência como definitiva aquela com ânimo de mudança definitiva de residência Sendo promovido o empregado. podendo ser suprimido quando do término da transferência A transferência definitiva não gera adicional algum. Ex: aeronauta.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. para desenvolver normalmente as suas atividades. nem em anuência do empregado. : Transferência num grupo econômico pode haver referida transferência. pois está sendo protegido o emprego. em que a empresa.Real necessidade de serviço : deve ser entendida no sentido de necessidade objetiva do serviço. O difícil é conseguir a anuência de sindicatos para esta questão. não há que se falar em pagamento de adicional de transferência pois estaremos diante de uma transferência definitiva. . também têm direito ao adicional. Marcelino Pereira Marques . Orientação jurisprudencial 113/TST: O empregado que exerce cargo de confiança e aqueles que têm cláusula explícita ou implícita em seus contratos de trabalho. Há controvérsia na jurisprudência sobre as despesas de retorno. . 21 . tanto na transferência provisória. valendo todas as condições já estudadas quanto à transferência e adicional. onde provavelmente estar-se-á fixando outros benefícios aos empregados.Extinção do estabelecimento: é lícita a transferência nesta hipótese. 8. pois a lei fala apenas em despesas de transferência. mesmo sem a anuência do empregado é lícita a transferência. Não há que se falar em real necessidade de serviço. a empresa arcará com os custos de mudança e locomoção. Percentual mínimo de 25%. uns defendem que não são de vidas. artista de teatro. Adicional de transferência: Só será devido em transferências provisórias. mas também à função desempenhada pelo empregado. Redução do salário por acordo: A constituição federal permite a redução salarial por acordo coletivo ou convenção coletiva ( art. O adicional de transferência não é cumulativo Despesas de transferência: exceto na transferência requerida apenas pelo empregado. com aumento de salário e com sua própria anuência. quanto na definitiva. Nesta hipótese. não poderá prescindir do empregado que é transferido. enquanto durar esta situação. motorista rodoviário. pagandose o adicional de 25%. Também se faz necessária a real necessidade de serviço. 7º. enquanto durar esta condição ( salário -condição ). ferroviário. se a transferência for provisória. VI ).cláusula contratual implícita : inerentes tanto à natureza da atividade da empresa. quanto à transferência. bancário.

testemunha ou jurado. 468/CLT. relativas ao comparecimento à justiça. em sua ausência. seja na obrigação salarial. e não do contrato. todas as vantagens que. Marcelino Pereira Marques Efeitos da alteração ilícita Conforme já visto no art. ao falecimento de parente próximo. do cumprimento das obrigações pertinentes ao contrato. As hipóteses de suspensão e interrupção do contrato de trabalho de um modo geral são previstas em lei. de forma total ou parcial. são asseguradas. de um modo geral. A suspensão pode ser: Total : Quando o empregador e empregado ficam desobrigados. ao casamento. À suspensão parcial. pois este se executa. enquanto na segunda ocorre ape nas a paralisação temporária da execução do contrato. crises econômicas. etc. 22 . etc. seja na contagem de tempo de serviço. como parte. Parcial : Quando o empregador deve remunerar o empregado sem que este lhe preste serviços. o nascimento de filho. transitoriamente. dáse a substituição automática pelo preceito legal ou convencional disciplinador da matéria. uma vez que na primeira a relação jurídica se extingue. ocorrendo a interrupção da prestação de serviços. tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa. a alteração ilícita é nula e uma vez tal condição seja declarada pelo juiz. dá-se o nome de interrupção do contrato de trabalho. As causas suspensivas/interruptivas do contrato de trabalho têm por fundamento. por ocasião de sua volta. Político-administrativas : Serviço militar e serviço cívico Político-sociais : Greves e Lockouts Jurídico-penais : Detenção policial e suspensão disciplinar do empregado Social e biológica : Repouso semanal remunerado e férias anuais remuneradas Cívica ou religiosa : Descanso em feriados Política social : exercício de representação sindical Além de outras. 471/CLT : Ao empregado afastado do emprego. r zões de a índole: Biológica: Enfermidade e maternidade Físico-econômicas : Acidentes. SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO: Art. caso a nulidade não contamine todo o contrato.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Considerações gerais: Há distinção entre a cessação e a suspensão do contrato de trabalho.

Caso tenha sido contratado um empregado para o lugar do afastado. o que na maioria dos casos de suspensão não ocorre. Nos casos de suspensão. A ilícita pod ensejar a rescisão e contratual. pode ser dispensado. prefeito. laudo arbitral ou sentença normativa ). g) Doença justificada após os primeiros dias ( seja ou não resultante do trabalho ) ( CLT art. Marcelino Pereira Marques Suspensão do Contrato de Trabalho Efeitos jurídicos : manutenção do vínculo contratual. e este tenha sido cientificado expressamente que foi contratado para uma situação transitória. 475 ) A aposentadoria por invalidez é. b) Serviço militar obrigatório ( CLT art. 42 ): O empregado não pode ser dispensado durante referido afastamento e há depósitos de FGTS. assim. vigora a regra de que o respectivo período não é computado. retorno ao serviço. ingresso na Magistratura. se não notificar o empregador. referido afastamento corresponde a licença não remunerada ( suspensão do contrato ). quando do retorno do empregado afastado. 4º. provisória. i) Acidente do Trabalho : O auxílio-doença será devido ao acidentado que ficar incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias. o empregado perde o direito ao retorno ao cargo que ocupava. Quem diz se a aposentadoria deixará de ser provisória é o médico do INSS. ou o fizer de forma espontânea. vantagens atribuídas à categoria do empregado. devendo o empregado submeter-se a exames médicos periódicos para se aferir se tem ou não condições de trabalhar. configura abandono de emprego. pois é contado como tempo de serviço. O instrumento jurídico que por fim à greve ( acordo ou convenção coletiva. período de afastamento e tempo de serviço. pois estaria o empregado descumprindo o contrato. prazo para retorno. em princípio. no prazo de 30 dias. neste prazo. o benefício cessará. 472 ): Ex: eleito vereador. tendo direito o empregado ao retorno à empresa na mesma função que ocupava. ante a inexecução do contrato. A suspensão do contrato poderá. OBS : nas hipóteses de serviço militar e exercício de cargo público. 23 . contados do início da aposentadoria ou do auxílio doença que a antecedeu. Recuperada a capacidade para o trabalho no prazo de 05 anos. ( CLT art. por escrito. d) Mandato Sindical: A princípio. caso a empresa esteja obrigada ao pagamento de salários neste período. e) Suspensão Disciplinar : punição disciplinar f) Greve: A greve lícita resulta em suspensão do contrato de trabalho. sem indenização ( aviso-prévio ).FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Hipóteses de suspensão do contrato de trabalho: a) Licença não remunerada. PU ) c) Exercício de cargo público ( CLT art. etc. contados da cessação do encargo a que estava sujeito. transformar-se em interrupção remunerada da prestação de serviço. 476 ) h) Aposentadoria por invalidez ( art. O silêncio. determinará ou não o pagamento integral dos salários e o cômputo como tempo de serviço. mas pode revestir-se de interrupção.

vantagens atribuídas à sua categoria.alistamento eleitoral: mediante comunicação prévia de 48 horas. C) Repouso Semanal Remunerado e feriados: é obrigação constitucional remunerar o empregado nos dias de repouso semanal compulsório e nos feriados. determina que esse período seja computado no tempo de serviço de empregado. com duração equivalente à suspensão. ou pessoa que. de convênio médico firmado pela empresa ou de médico da previdência social. ascendente. j) Suspensão bilateral do contrato de trabalho : Conforme art. .morte de parente: até 02 dias consecutivos. se em ambas hipótese o vínculo contratual não se s extingue. . 476-A da CLT. contados do parto. na suspensão. por um período de dois a cinco meses.licença-paternidade : 05 dias.conta-se igual período aquisitivo de férias ). viva sob sua dependência econômica. consecutivos ou não. retorno ao trabalho. parágrafo Único.Exigências do serviço militar : não se confunde com período de alistamento. 4º. Interrupção do Contrato de Trabalho Efeitos jurídicos: Remuneração do empregado. o contrato não se executa em nenhum de seus aspectos. .casamento : até 03 dias consecutivos. não valendo para provas de admissão em outros graus. mas apenas o tempo necessário para o comparecimento em juízo. O pai adotivo também faz jus. B) Doença até quinze dias: será considerada abonada a falta justificada por atestado médico da empresa. Marcelino Pereira Marques Embora tratar-se de hipótese suspensiva do contrato de trabalho. para efeito dos depósitos fundiários. É necessário que o empregado comprove perante o empregador os dias em que estará fazendo o exame. por até 02 dias. D) Férias anuais: Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. . a CLT. des cendente. computadas como tempo de serviço para todos os efeitos legais ( interrupção contratual ): . o salário do empregado e. o empregado poderá deixar de compa recer ao serviço. . declarada na CTPS do empregado. sem prejuízo do salário. irmão.doação voluntária de sangue: 01 dia em cada 12 meses de trabalho ( diferente de 01 vez por ano civil e de 12 meses após última doação . o contrato de trabalho poderá ser suspenso. O que mais distingue a suspensão da interrupção é que. cômputo do período de interrupção como tempo de serviço. . para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Hipóteses de interrupção do contrato de trabalho A) As hipóteses contidas no art. mediante aquiescência formal do empregado e previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho. art. 473/CLT: ausências legais pré-autorizadas. na interrupção o empregador está obrigado a pagar. o empregado terá direito 24 . . no falecimento de cônjuge.realização de provas em exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior: o abono das faltas é para todos os dias em que a pessoa estiver prestando vestibular. no todo ou em parte.pelo tempo em que tiver que comparecer como parte e/ou testemunha na justiça : não se abona todo o dia.

A licença maternidade da adotante é pago diretamente pela previdência social ( hipótese então de suspensão contratual ). desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. há estabilidade. que poderá descontar do repasse ao INSS dos referidos meses de licença o montante desembolsado a título de salário da funcionária licenciada. observado o disposto no seu § 5º. Marcelino Pereira Marques ao gozo de um período de férias. § 2º No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 1 (um) ano até 4 (quatro) anos de idade. mas o mesmo não há de se falar sobre a estabilidade.Na hipótese de natimorto. § 3º No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 4 (quatro) anos até 8 (oito) anos de idade. O direito à licença maternidade foi regulamentado para a mãe adotiva. 7º e art. 129 e 130 ). podendo ser estendido por mais 60 dias. o período de licença será de 120 (cento e vinte) dias. 130 consolidado ( CLT arts. O direito ficou assim assegurado: Art. pois o risco do empreendimento é do empregador ( art. . Estão agasalhadas por essa disposição também as mães adotivas. A extensão dar-se-á por simples pedido da gestante. Mãe adotiva ± em 2002 foi regulamentado o direito da mãe adotiva à licença maternidade. de acordo c a nova Lei nº 11.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. 02º da CLT ) G) Ausência do empregado justificada pela empresa Da Remuneração 25 . com duração de 120 dias. 392-A /CLT . A gestante terá abonadas as horas pelo tempo que necessitar para realização de no mínimo 06 consultas médicas e exames complementares.Em caso de aborto não criminoso (por ato da própria mãe empregada). O salário da empregada que deu à luz é pago integralmente pelo empregador. observada a gradação fixada no art. direito este específico da gestante. a empregada também faz jus a licença maternidade. . o período de licença será de 60 (sessenta) dias. mas a cada 12 meses da vigência do contrato. sem prejuízo da remuneração. F) Paralisação da empresa: voluntária e involuntária. para evitar que empregadores deixem de contratar adotantes ou as demitam. 392. o período de licença será de 30 (trinta) dias. E) Licença à gestante: previsão constitucional ( inciso XVIII DO ART. § 1º No caso de adoção ou guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade. o que até então não era previsto na legislação. Não será contado o prazo de 12 meses a partir da última concessão das férias. para sua recuperação física ( seu corpo voltar ao estado original ). 392/CLT ). À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos do art. até o fim do primeiro mês após o parto. § 4º A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do te rmo judicial de guarda à adotante ou guardiã. após a 23ª semana de gestação. a contar da concessão da guarda judicial. Além.770 de 09 de setembro de om 2008. esta terá um repouso remunerado de 02 semanas.

Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. Além do pagamento em dinheiro. em razão do contrato de trabalho ( salário + vantagens ). 458. para todos os efeitos legais. periculosidade e horas extras. percentagens. a alimentação. gratificações ajustadas. b) Elementos Integrantes do Salário. diárias para viagens. 354/TST. não é denominada salário. gratificações ajustadas. pelos serviço executados por força do pacto laboral. além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. por força do contrato ou do costume.CLT. vestuário ou outras prestações in natura que a empresa. Pelo fato de ser paga por terceiro e não pelo empregador. Gorjeta é o pagamento feito por terceiros ao empregado. h) Proteção do Salário. por força do contrato de trabalho. diárias para viagem ( desde que ultrapassem mais da metade do salário devido ao empregado ) e abonos pagos ao empregador ( CLT art. 1) DA REMUNERAÇÃO E DO SALÁRIO . não só a importância fixa estipulada. g) Participação nos lucros da empresa. Art. como também as comissões. no aviso-prévio.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. f) Adicionais Compulsórios. § 1º Integram o salário. d) Salário Mínimo . § 2º Não se incluem nos salários as ajudas de custo. em virtude do contrato de trabalho. É a retribuição das obrigações cumpridas pelo empregado. Integram o salário não só a importância fixa estipulada. Salário-Obra / Salário-tarefa e Salário-prêmio). as gorjetas que receber. habitação. Compreende-se na remuneração do empregado. Art. da disponibilidade do trabalhador. abonos pagos pelo empregador. compreendem-se no salário. 290/TST). É o total de proventos obtido pelo empregado. adicionais: noturno. 2) ELEMENTOS INTEGRANTES DO SALÁRIO: Art. fornecer habitualmente ao empregado. seja dado espontaneamente pelo cliente ou cobrado na nota de serviço. as ajudas de custo e as diárias. salvo quando estas ultrapassarem a metade do salário 26 . assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% ( cinquenta por cento ) do salário percebido pelo empregado. Remuneração é a resultante da soma do salário percebido pelo empregado e dos proventos auferidos de terceiros ( gorjetas. em decorrência dos serviços prestados. § 1º ) Não se incluem no salário. Marcelino Pereira Marques a) Da Remuneração e do Salário. c) Formas de Salário ( Salário -tempo. porém não se integram nos RSR's ( repousos semanais remunerados ).Conceito. e) Salário Profissional. 457. percentagens. por exemplo ) habitualmente.DISTINÇÃO LEGAL: Salário é a retribuição devida e paga diretamente pelo empregador ao empregado. 13º salário e FGTS. 457. conforme En. Desta forma não pode o salário ser entendido apenas como pag amento pelo serviço. pois nos casos de interrupção do contrato de trabalho o empregado não trabalha e recebe salário. das interrupções contratuais ou demais hipóteses previstas em lei. insalubridade. 457/CLT. como contraprestação do serviço. 457 e En. art. para todos os efeitos legais. mas remuneração ( que corresponde ao salário + gorjetas . As gorjetas integram o cálculo das férias. coma também as comissões.

Além do pagamento em dinheiro. considerados como salário-utilidade os vestuários. 166 ). equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados apenas no local de trabalho PARA a prestação dos serviços NÃO serão considerados salário. serão considerados como salário in natura. 457. § 2º . Marcelino Pereira Marques do trabalhador ( CLT art. é possível distinguir entre a parcela paga PELA ou PARA a prestação dos serviços. b) abono: é a antecipação pecuniária efetuada pelo empregador ao empregado ( adiantamento salarial ). ou seja caracteriza-se como contraprestação do trabalho desenvolvido pelo empregado. em razão do contrato de trabalho. transporte para o trabalho. seguros de vida e acidentes pessoais e previdência privada. Se a utilidade é fornecida PELA ( EM RAZÃO DA ) prestação dos serviços. fornecer habitualmente ( CLT art. Assim. o equipamento serve como MEIO ou CONDIÇÃO para o empregado poder trabalhar. estará DESCARACTERIZADA a natureza salarial. Não serão. 458 ). vestuários e outras prestações in natura que o empregador. representando vantagem concedida PELO trabalho e não apenas para o trabalho. Os vestuários. se a utilidade é fornecida PARA a prestação dos serviços. bem como as quotas do salário família e o vale-transporte. Com base ainda em referido artigo. REPRESENTANDO remuneração. 27 . art. d) Comissão: Paga ao empregado em razão de uma produção realizada ou alcançada pelo trabalhador. ELEMENTOS INTEGRANTES DO SALÁRIO: a) salário básico ( ou salário base ) : é a contraprestação fixa principal devida e paga pelo empregador ao empregado. conforme § 2º do art. Ao contrário. a habitação. equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado para serem utilizados no local de trabalho. assistência médica. por força do contrato ou do costume. c) adicional: consiste em parcela suplementar devida ao empregado em razão do exercício do trabalho em circunstância tipificada mais gravosa. se a vestimenta ( Uniforme ) não é utilizada apenas no emprego. hospitalar e odontológica. na prestação dos respectivos serviços ( CLT art.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. TERÁ natureza salarial. É o que ocorre com os equipamentos de proteção individual ( CLT. Nesse caso. 458/CLT. constituem salário ( salário-utilidade ) a alimentação. e) Gratificação: É parcela paga pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador ou por norma jurídica. porém. 458 § 2º ). que servem para utilização apenas no serviço. Também não são considerados como salário: educação. A alimentação fornecida por força do Programa de Alimentação do Trabalhador ( PAT ) não será considerado salário.

A forma de estipulação do salário é que define se o empregado é horista. Para evitar que os salários sejam fantasiados de diárias de viagens. as diárias serão consideradas.. caso não excedam de 50% do salário do empregado. diarista.2 Salário Por Unidade de Obra: corresponde a uma importância que varia com a quantidade de serviço 28 . independentemente do montante de serviços executados nos correspondentes períodos. de trabalho. Não pode esta ( prêmio ) ser a única forma de remuneração. respectivamente. 3. Ultrapassando este patamar. 459/CLT. como a produção e assiduidade. conforme art. em seu art. 3) FORMAS DE SALÁRIO ( SALÁRIO-TEMPO. etc. podendo o pagamento ser semanal. exceto comissões. Não se confunde o prêmio com a gratificação. A estipulação do salário não pode ser por período superior a um mês. que as diárias não se incluem nos salários. pois têm natureza de reembolso de despesas. dispõe a CLT. O prêmio depende do próprio esforço do empregado. Neste grupo estão os chamados horistas. tendo. mas da vontade do empregador. etc. NÃO SE INCLUEM NO SALÁRIO: a) Ajuda de custo: trata-se de uma importância paga pelo empregador com o objetivo de ressarcir o empregado ( natureza indenizatória ) das despesas oriundas de transferência. às horas. via de regra. aos dias.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Não se deve confundir a forma de salário com a época de seu pagamento: o empregado horista não é aquele que recebe o seu salário de hora em hora.1 Salário por unidade de tempo: corresponde a uma importância fixa. Marcelino Pereira Marques f) Prêmio: Decorrem da produtividade do trabalhador. caráter coletivo. pois esta independe de fatores ligados ao próprio empregado. hospedagem e alimentação e a sua manutenção quando precisa viajar para executar serviços em favor de seu empregador. SALÁRIO-OBRA. como salário. objetivando incentivar e recompensar atributos individuais. percentagens e gratificações. quinzenalistas e mensalistas. paga em razão do tempo que o empregado permanece à disposição do empregador. g) Diárias de viagem: são os pagamentos realizados ao empregado para indenizar despesas com deslocamento. quinzenal ou mensal. semanalistas. Em hipótese nenhuma as ajudas de custo integrarão o salário. 457. cujos horários correspondem. § 2º. por ser dependente de uma condição. diaristas. Ele pode ser horista ou diarista e receber o seu salário de mês em mês. devendo o empregado perceber pelo menos um salário fixo. servindo de base para depósitos de FGTS e para cálculo dos adicionais devidos no respectivo período. por exemplo. na sua integralidade. dizendo respeito a fatores de ordem pessoal deste. etc. SALÁRIO-TAREFA E SALÁRIOPRÊMIO ) 3.

acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho. convenção ou acordo coletivo e sentença normativa e levam em conta a natureza de determinada categoria profissional. podendo ser suprimidos.3 Salário-prêmio: corresponde a uma parcela complementar da remuneração principal ou básica. 192 . São base de cálculo de todas as incidências e direitos trabalhistas possuindo natureza salarial. A possibilidade de redução salarial por convenção ou acordo coletivo não pode ultrapassar o limite do salário mínimo. lazer. em qualquer região do país. da produção individual do empregado. uma vez tendo cessado a situação que lhe deu causa. sempre com previsão legal. às suas necessidades básicas e às de sua família com moradia.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. 3. etc. embora possuam caráter retributivo. Os adicionais compulsórios. Marcelino Pereira Marques produzido pelo empregado. 4) SALÁRIO MÍNIMO Conceito : Salário mínimo é a contraprestação mínima devida e paga diretamente pelo empregador a todo empregado. educação. FIXO é o valor ajustado para cada unidade de obra ( serviço ou peça ). a parcela não só deverá ser paga em referido mês. por jornada normal de trabalho. este patamar mínimo deverá ser observado. Tem por finaidade l incrementar a produtividade do empregado e sua dedicação à empresa. em complemento ao salário normal. Assim se um mês a produção não atingir o salário mínimo. ou seja. alimentação. 7º. segundo se classifiquem nos graus máximo. Insalubridade Máxima: adicional de 40% sobre o salário mínimo Insalubridade Média: adicional de 20% sobre o salário mínimo Insalubridade Baixa: adicional de 10% sobre o salário mínimo 29 . o que dá a idéia de que podem ser suprimidos. servindo como exemplo o empregado que recebe comissões sobre vendas. médio e mínimo. 6. 5) SALÁRIO PROFISSIONAL: Podem ser instituídos por lei. ( art. Nesta forma de salário.1) Insalubridade Art . paga em razão dos lucros auferidos pela empresa. VII CF. ou o patamar convencional superior. o adicional de hora extra incidirá sobre o valor do salário correspondente à produção obtida após a jornada normal. transporte e previdência social. higiene. são devidos apenas enquanto durar a situação anormal. como também não poderá ser compensada na produção de mês seguinte. assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento). capaz de satisf azer. IV CF ) A vedação de ganho inferior ao salário mínimo se aplica a quaisquer das formas de salário estudadas e é prevista no art 7º. constituindo sobre-salário.O exercício de trabalho em condições insalubres. 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da região. remunerar uma condição anormal de trabalho ou horas extraordinárias. 6º Lei 8542/92 c/c art. mas o TOTAL do salário VARIA com o nº de unidades produzidas nos períodos estipulados para pagamento do salário. vestuário. É comumente chamado de salário -tarefa. sem levar o tempo gasto na sua execução. saúde. mas não se incorporam ao salário. mesmo no caso de salário por unidade de obra. 6) ADICIONAIS COMPULSÓRIOS: visam.

INCIDÊNCIA . razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. com o qual é garantida uma parcela dos lucros ou resultados auferidos pelo empregador. Súmula Nº 39 do TST: PERICULOSIDADE . integra o cálculo de indenização e de horas extras. II .FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. 6.Os empregados que operam em bomba de gasolina têm direito ao adicional de periculosidade Súmula 191 do TST: ADICIONAL. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.Durante as horas de sobreaviso. A PLR não constitui salário. 7º/CLT. embora de forma intermitente. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. conforme art. ELETRICITÁRIOS. Art . Também será o instrumento coletivo que ditará as regras de sua constituição. para tornar-se exigível.2) Periculosidade Art . Súmula Nº 289 do TST: INSALUBRIDADE. INTEGRAÇÃO: I . 193 . nos termos desta Seção e das normas expedidas pelo Ministério do Trabalho. como forma de incentivar o empregador a remunerar os empregados em caso de lucro.101/00). 7) PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS DA EMPRESA: constitui método de remuneração complementar do empregado. devendo ser regulamentado por convenção ou acordo coletivo ou laudo arbitral. Súmula Nº 132: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.O adicional de periculosidade.Enquanto percebido.O direito do empregado ao adicional de insalubridad ou de periculosidade cessará com a e eliminação do risco à sua saúde ou integridade física. de 20. Assim a PLR não possui natureza salarial.369. § 2º . não estabeleceu nenhuma proporcionalidade em relação ao seu pagamento. Súmula Nº 361 do TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. 194 .1985. aquelas que. 30 . . prêmios ou participações nos lucros da empresa. ou mais de duas vezes no mesmo ano civil. Ela têm previsão legal de existência ( LEI 10. por sua natureza ou métodos de trabalho. Em relação aos eletricitários. mas há previsão legal de que o pagamento não pode ser realizado em periodicidade inferior a um semestre civil. dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral. Marcelino Pereira Marques Súmula Nº 139 do TST: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE . o adicional de insalubridade integra a remuneração para todos os efeitos legais. O trabalho exercido em condições perigosas.São consideradas atividades ou operações perigosas. porque a Lei nº 7. Cabe-lhe tomar as medidas que conduzam à diminuição ou eliminação da nocividade.O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações. pago em caráter permanente. PERICULOSIDADE. entre as quais as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo empregado. § 1º . 621/CLT. o empregado não se encontra em condições de risco. ADICIONAL.O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. nem se incorpora ao salário. conforme previsão do inciso XI do art. o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial.O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. FORNECIMENTO DO APARELHO DE PROTEÇÃO.09.O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o exime do pagamento do adicional de insalubridade. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE.

Esta regra visa proteger o empregado. 463. no modo. integral e intangível. conforme art. 7º. de forma inalterável. cf. d) 31 . como à redução salarial indireta ( redução da jornada ou serviço. dentro do horário de serviço ou logo após o encerramento deste. sendo que Sábado é considerado dia útil. a fim de assegurar o seu pagamento ao empregado. a 25% e 20% do salário contratual. como a efetivação da transação a que se referem.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Meios de pagamento: A regra é o pagamento em moeda corrente nacional. b) Poderá o pagamento ser realizado em moeda estrangeira em duas situações: técnico estrangeiro contratado para trabalhar no país e empregado brasileiro transferido para trabalhar no exterior. irredutível. nada se cobra do empregado. 466/CLT. Já para os empregados que recebem salário mínimo. abrange créditos bancários e cheques da praça e não cruzados. 465/CLT. proibindo qualquer possibilidade do empregador " restringir a liberdade do trabalhador de dispor de seu salário da maneira que lhe convier " ( art. Art. com consequente redução salarial. concedidos em tempo hábil para recebimento no prazo legal para pagamento dos salários. o que já foi objeto de estudo. O pagamento do salário realizado com inobservância deste artigo. conforme art. 8. 463/CLT. Não se aplicam as regras aqui expostas às comissões. procurou a lei cercá-lo de proteção especial de caráter imperativo. Já o prazo máximo para pagamento é o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido. Parágrafo único. 458/CLT. c) Irredutibilidade salarial: Conforme art. pois o risco do empreendimento é do empregador. os salários não poderão ser reduzidos. no prazo e lugar devidos. O pagamento em moeda corrente. sendo vedados aqueles descontos não previstos em lei. ou seja. VI da constituição federal. Marcelino Pereira Marques Obviamente a PLR não torna o empregado sócio da empresa. O pagamento dev ser realizado no e local de trabalho. 6º Convenção 95/OIT ). A prestação em espécie do salário será paga em moeda corrente do país. 462/CLT. conforme art. percentagens e gratificações. senão o único meio de sustento do trabalhador e de sua família. respectivamente. conforme art. Intangibilidade salarial: Há fixação legal de regra básica de vedação a descontos empresarias no salário do empregado. no caso de perdas. A irredutibilidade tanto se aplica à redução salarial direta ( diminuição nominal de salários ). 459/CLT é a mensal. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo.1 Proteção do salário contra abusos do empregador: a) tempo e lugar de pagamento: A periodicidade máxima para pagamento do salário ( salário básico e adicionais ). conforme art. considera-se como não feito. A habitação e a alimentação fornecidas como salário -utilidade não poderão exceder. art. 8) PROTEÇÃO DO SALÁRIO: Sendo o salário o principal. pois possuem fato gerador ao direito de recebimento vinculados a condições outras. Parte do salário pode ser pago em bens ou serviços ( Salário in natura ou salárioutilidade ). o mínimo de 30% de seus salários devem ser pagos em moeda corrente. na época.

Em caso de dano causado pelo empregado. previdência privada. d) impossibilidade jurídica da cessão do crédito salarial: não pode o empregador.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. que comporta apenas uma exceção. 32 . antes até mesmo de créditos tributários. pagar seu salário ao credor do empregado. salvo quando este resultar de adiantamentos. Marcelino Pereira Marques Art. a única forma que desonera o empregador do pagamento do salário é aquele feito diretamente ao próprio empregado.Proteção contra credores do empregado: a) impenhorabilidade: O salário é protegido contra qualquer forma de penhora. ainda que autorizado pelo empregado. para honrar dívidas do empregado. 464/CLT. O cotidiano e a jurisprudência trabalhista vêm permitindo outras hipóteses de desconto no salário do empregado. c) correção monetária: esta é aplicada sobre os créditos trabalhistas do empregado. onde o empregado poder até 30% dos seus vencimentos líquidos utilizados para pagamento do empréstimo. saúde pessoal e familiar. 8. onde as compensações deixadas para o acerto rescisório não podem ultrapassar o teto máximo de um mês de remuneração do empregado. basicamente. 462.. ou seja. com uma limitação. pensão judicial. relativos a bens ou serviços colocados à disposição do empregado pelo próprio empregador ou por entidade a este vinculada. como forma de recompor o valor destes. são. nenhum efeito esta produz sobre os salários. de caráter também alimentar e ainda mais emergencial. Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado. os descontos legais ( INSS. e) 8. As possibilidades de desconto. Falência do empregador: os créditos trabalhistas de até 150 salários mínimos serão satisfeitos prioritariamente. vale -transporte. IR deduzido na fonte. § 1º. como seguros coletivos. os adiantamentos salariais. desde que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado. É uma regra absoluta. Exceção a esta regra é verificada nos empréstimos consignados. contribuição sindical obrigatória. o desconto será lícito. caso a opção pelo desconto tenha sido totalmente livre e o desconto efetivamente trazer vantagem específica ao trabalhador e sua família. ainda. que é a pensão alimentícia devida pelo trabalhador. b) restrições à compensação: não se pode compensar créditos laborais com suas dívidas não trabalhistas. ). Já as dívidas trabalhistas podem ser compensadas. de dispositivos de lei ou de contrato coletivo.3 . ante os dispositivos legais que definem o prazo para pagamento dos salários e sua natureza de crédito superprivilegiado.2 . Conforme art.Proteções contra credores do empregador: a) Recuperação judicial do empregador: Aos salários dos empregados não se aplica a possibilidade de parcelamento e pagamento futuro trazida pela recuperação judicial. os descontos autorizados por convenção ou acordo coletivo e os descontos oriundos de danos causados por empregados ( desde que resultem de sua culpa e a possibilidade do desconto tenha sido pactuada por escrito e. etc. em caso de dolo ( intenção ) do empregado em causar o dano. etc.

igual salário. 461. Assim. 9) JORNADA DE TRABALHO Conforme art.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. no caso. § 2º Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira. a todo trabalho de igual valor. 7º. da Constituição : " a duração normal do trabalho não pode ser superior a 8 horas diárias e 44 semanais. Ou seja. ou ocupação de cargo vago. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antiguidade. para suceder outro de maior salário. " A substituição permanente. § 1º Trabalho de igual valor. não enseja equipa ração salarial. A simultaneidade é necessária. salvo se. ou seja. ainda que em lugares de trabalho distintos. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. § 3º No caso do parágrafo anterior. pois a terceirização não pode virar forma de tornar mais precário o trabalho humano. obrigatoriamente o empregado tem que ter substituído seu colega e não sucedido o seu colega. não enseja diferença salarial. 33 . o empregado substituto fará jus ao salário contratual do substituído.4 . A isonomia. c) Terceirização: A terceirização não pode propiciar tratamento discriminatório entre o trabalhador terceirizado e o trabalhador inserido em categoria ou função equivalentes na empresa tomadora de serviços. a situação era apenas de uma substituição que teria um termo final e. corresponderá. " A jornada de trabalho diz respeito ao número de horas diárias de trabalho que o empregado presta à empresa. Para as 44 horas semanais a terminologia correta é módulo semanal. passou a ser permanente. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos. dentro de cada categoria profissional. b) Substituição: Conforme Enunciado 159/TST: " Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual. Sendo idêntica a função. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antiguidade e merecimento. nacionalidade ou idade. XIII. inicialmente. na mesma localidade. § 4º O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. Assim. Marcelino Pereira Marques 8. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. como todas as verbas trabalhistas legais e normativas aplicáveis ao empregado da tomadora. para os fins deste capítulo. há de se garantir ao empregado da terceirizada a correspondência isonômica com o empregado da tomadora. em ocasião que o cargo ficou vago.Proteções contra discriminação salarial a) Equiparação salarial: Art. abrange não só padrão salarial. 461/CLT Art. prestado ao mesmo empregador. em algum período ambos empregados tem que ter exercido concomitantemente as mesmas funções. sem distinção de sexo. empregado contratado com menor salário.

74 ). 324 ). mas a incompatibilidade efetiva de horários do transporte com o trabalho enseja o direito aqui estudado. 90/TST ). 72. 244. ao lado dos intervalos remunerados. qual seja o tempo de prestação do trabalho ou.Tempo de sobreaviso: figura jurídica também específica para os ferroviários. Podemos dizer que a jornada de trabalho compõe-se então de : a) um tronco básico: qual seja o lapso temporal situado nos limites de horário de trabalho pactuados entre as partes. Assim. CLT ) e as horas ( ou tempo ) de sobreaviso ( art. Marcelino Pereira Marques Já o horário de trabalho é o espaço de tempo determinado em que o empregado presta serviços ao empregador. o tempo à : disposição.Horas " in itinere": Considera-se parte integrante da jornada o período em que o empregado venha despender no deslocamento de ida e volta para o local de trabalho considerado de difícil acesso ou não servido por transporte público. a medida da principal obrigação do empregado ( prestação de serviços ) e a medida da principal vantagem empresarial ( apropriação dos serviços pactuados ). CLT ) Dentre os componentes suplementares da jornada. As horas extraordinárias e à disposição se integram. 71. não se computando os intervalos. são figuras acidentais na composição da jornada suplementar. b) componentes suplementares: todos os demais períodos trabalhados ou apenas à disposição que não se situem nas fronteiras do horário de trabalho e os intervalos remunerados. conceito que abrange a condução contratada pelo empregador com terceiros. caput e § § 1º e 2º. com plenos efeitos. pelo menos a disponibilidade perante o empregador.1) Composição da Jornada de trabalho no Direito Brasileiro o tempo efetivamente trabalhado. 74/CLT ) 9. a jornada é. ( En. art. Também é obrigatória a ocorrência de pelo menos mais uma ocorrência: ou que o local seja de difícil acesso ou que não seja servido por transporte público regular. 244. A jornada mede a principal obrigação do trabalhador. ao mesmo tempo. as horas ( ou tempo ) de prontidão ( art. compreendendo o tempo em 34 . o tempo de deslocamento. inclusive o chamado tempo itinerante ( En. Já os intervalos remunerados ( Ex. CLT ).FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. 90/TST ). § 3º. dando a noção de tempo efetivamente laborado. apenas neste trecho será considerado que o empregado está a disposição do empregador. é obrigatório que o trabalhador seja transportado por condução fornecida pelo empregador. Se os requisitos disserem respeito a apenas parte do trajeto para o trabalho. Assim. a anotação do horário de trabalho na ficha de registro de empregados ( § 1º. o tempo de prontidão e o tempo de sobreaviso são os elementos básicos que compõem a jornada. o que não ocorre com os intervalos não remunerados ( ex. necessário esclarecer e definir: . as horas ( ou tempo ) à disposição ( art. Já a prontidão e o sobreaviso se integram à jornada com efeitos restritos. Assim são componentes suplementares: as horas extraordinárias ( art. tais como: afixação em local visível do horário dos empregados de referido estabelecimento ( art. ainda que custeada em parte pelo emp regado. CLT ). CLT ). A CLT fixa normas relativas ao horário de trabalho. § 2º. onde a mera insuficiência do transporte público não enseja horas in itinere. art. 59 e 61/CLT ). desde que transportado por condução fornecida pelo empregador ( En. . à jornada. art. 4º.

as horas extras trabalhadas. ou. desde que coletivamente negociada. 229. criado em 1. o que não limita seu deslocamento e disponibilidade pessoal para tratar de assuntos de interesse pessoais. A compensação deve ser realizada mediante termo escrito ( acordo ou convenção coletiva ). II) Banco de Horas: Sem que se ultrapasse 10 horas diárias de trabalho ( infração administrativa ). I) Compensação de jornada: ocorre quando o empregado trabalha mais horas em determinado dia para prestar serviços em número menor noutro dia. ficando à disposição exclusivamente do empr gador. Uma das formas de compensação é o banco de horas. 244. previsto no art. 59/CLT. o empregado fará e jus ou a horas normais de serviço ou a horas extras. ou não prestá-las em certo dia da semana. Marcelino Pereira Marques que o empregado fica em sua própria casa aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. até o limite constitucional ( 08 diária e 44 semanais ). c) é possível flexibilizar a jornada através de regime de compensação. A jurisprudência majoritária vem entendendo que não é o caso de configuração do sobreaviso. Em caso de rescisão do contrato de trabalho. assim 08 horas diárias de trabalho. sem que a compensação tenha sido levada a efeito. 35 . Continua valendo a exigência de termo escrito e previsão em acordo ou convenção coletivos. creditando e debitando as horas extras. 7º. fora do horário de trabalho. este fará jus ao recebimento. inclusive com previsão nos parágrafos 2º e 3º do art. Referida figura jurídica foi aplicada por analogia à categoria dos eletricitários. E invocando a analogia. através de negociação coletiva. pelo fato de diferentemente do que consta no art. sem que se extrapole a jornada de 44 horas semanais.2) Transação e flexibilização da Jornada: Possibilidades e limites: a) é valida a redução da jornada com respectiva redução salarial. extrapolandose. zerando -as. como extras. sendo efetivo o interesse pessoal do empregado. Exemplo: acordo de compensação. prevendo ausência de trabalho aos sábados. as empresas podem compensar. 224/CLT. Sugerese às empresas que criem documento para controle do banco de horas. através de acordo bilateral. onde podem ser convocados ao trabalho a qualquer hora. por força do En. ou havendo saldo credor em favor do empregado. de referidas horas. 9. muito se tem discutido sobre uso de Bips e Aparelhos Celulares pelos empregados. criada pela constituição de 88 ). como exceção. Mas. uma vez convocado ao trabalho. durante a semana.998. não há obrigatoriedade do empregado aguardar em casa o chamado para o trabalho.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. § 2º/CLT ). b) é válida a extensão da jornada especial em labor em turnos ininterruptos de revezamento ( jornada especial de 06 horas ao dia e 36 na semana. caso a caso. XIII. CF/88 ). tempo este contado à razão de 1/3 do salário hora normal ( art. no período de 01 ano. como no caso de outro emprego ou estudo. TST. conforme registros em cartões de ponto.

conforme art. tal condição obrigatoriamente deve ser anotada na CTPS e na ficha de registro do empregado. até porque cartões de ponto " britânicos " caem facilmente em juízo. assim como obstando o deferimento em juízo de horas extras superiores às realmente prestadas. comprar ou vender em nome do empregador e necessariamente precisam ter subordinados e padrão salarial mais elevado. almoxarifado em outro e escritório comercial em outro. por não se sujeitarem a nenhum controle de jornada. onde trabalh em pessoas e o empresário exerça sua atividade. é o divisor utilizado para o cálculo da hora de trabalho.4) Jornada padrão e legal de trabalho: 08 diárias e 44 semanais ( art. Assim. Marcelino Pereira Marques 9. quando da apuração de horas extras ( salário : 220 = salário hora ) 36 . Ultrapassados os limites temporais diários ou semanais. 7º. advertir. onde o empregado registra em cartão. C) Jornada não tipificada legalmente: Abrange os domésticos. Observações: a jornada controlada. 74/CLT. O módulo mensal padrão é de 220 horas. submetidos ou não a controle de horário. " para os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e saída.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. Já o módulo mensal padrão de 220 horas. Observe-se que. fazendo-os refletir a real jornada de trabalho. deixando caminho aberto para o empregado provar jornada falsa. em registro manual. Para os empregados que exercem atividade externa. mecânico ou eletrônico " Entenda-se como estabelecimento uma parte da empresa. já incluído o repouso semanal remunerado ( 7. registrada corretamente. referidos empregados também não se sujeitam a regime de horas extras. Obviamente. folha de ponto ou marca ponto eletrônico. o tempo excedente será considerado como hora extra. é importante que as empresas dêem credibilidade aos cartões de ponto. Ex: a empresa possui um escritório administrativo em um local. CF/88 ). punir. 62 da CLT apresenta duas situações em que a jornada de trabalho não será controlada: os empregados que exercem atividade externa e ao exercentes de cargo de confiança. que são trabalhadores que. XIII. Já os exercentes de cargo de confiança. facilitando a prova da realização de horas extras.33 horas x 30 dias = 220 horas ).3) Modalidades de jornada: a) Jornadas Controladas: é a forma mais usual de modalidade de jornada. 9. como admitir e demitir empregados. b) Jornadas Não Controladas: O art. são aqueles que exercem poderes de gestão. é forma de fazer prova do efetivo trabalho do empregado. que não se confunde com filial. não possuem jornada tipificada legalmente. Cada um destes locais será considerado um estabelecimento. livro.

quinzena ou mês. : b) Turnos ininterruptos de revezamento Conforme inciso XIV do art. de horas extras habituais.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. 73. por estar sujeito a movimentos e esforço repetitivo. por ato do empregador. como bancários. conforme art. Em caso de supressão. 402/CLT menores não poderão trabalhar em horário noturno. o que é obrigatório. ao trabalho noturno urbano. c) Atividade Contínua de Digitação: Quem labora nesta atividade. fixada em norma jurídica ou por cláusula contratual. exceto a resultante de regime de compensação. em face do maior desgaste que este tipo de jornada acarreta. multiplicado pelo valor da hora extra do dia da supressão. 73. adicional mínimo de 20%. dentre outras. pois o metabolismo estará sendo alterado rotineiramente. aeroviários em pista. cf/88 ). com jornadas de 06 horas. Há também. 72/CLT e En 346/TST. mas muitas CCTs prevêem adicionais maiores. e não 07 como aparenta. Marcelino Pereira Marques 9.5) Jornadas Especiais de Trabalho: a) Categorias Específicas: Há categorias profissionais com jornadas especiais. Referido horário abrange 08 horas de trabalho. CLT ). em contato com todas as diversas fases do dia e da noite. quem trabalha alternativamente.7) Trabalho Noturno: o horário noturno urbano compreende o lapso temporal situado entre as 22:00 h de um dia até 05:00 h do dia seguinte ( art. As horas extras recebidas habitualmente pelo empregado e seu respectivo adicional integram o salário para todos os fins ( parcelas trabalhistas e previdenciárias ). § 1º. mas que mantém o padrão. 73 da CLT. possui jornada especial de 06 horas diárias e 36 semanais. muito suscetível a contrair doença profissional. em cada semana. Aplica-se ainda. feitas por mais de um ano. quando analisado semanalmente. § 2º. categorias profissionais com jornadas diárias superiores à 08 horas. CLT . 7º da CRF/88. será devida com sobre-remuneração específica . dentre outras. o empregado tem direito a uma indenização de um mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviços acima da jornada normal.8) INTERVALOS TRABALHISTAS: A distribuição da jornada ao longo da semana faz-se mediante a 37 . O cálculo levará em conta a média das horas extras dos últimos 12 meses. pois a hora noturna não possui 60 minutos e sim 52'30'' ( hora ficta noturna ). trabalhadores em setores de petróleo. como aeronautas. Conforme art. conforme art. cabineiros de elevador. 7º. tem direito a um intervalo de 10 minutos a cada 90 laborados. Referida jornada visa a proteção do empregado e de sua saúde física e mental. eletricitários.o adicional de horas extras ( art. O adicional mínimo de horas extras é de 50%. a) Efeitos da Jornada extraordinária: Toda jornada extraordinária. normalmente inferiores à jornada padrão. XVI. cobrindo as 24 horas. conforme art. 9. 9.6) Jornada Extraordinária: é o lapso temporal de trabalho ou disponibilidade do empregado perante o empregador que ultrapasse a jornada padrão. conforme Enunciado 291/TST. 9.

através de acordo bilateral escrito ou negociação coletiva. Marcelino Pereira Marques interseção de dois tipos específicos de descansos: os intervalos situados dentro da jornada diária de trabalho ( intervalos intrajornadas ) e os intervalos situados entre uma jornada diária e outra subsequente ( intervalos interjornadas ) a) Intervalos intrajornadas: Conforme Art. sendo também remunerados.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. E perdendo a remuneração do repouso. razão também pela qual não são remunerados. é necessária não só a assiduidade. 38 . Outro ex. A não concessão de intervalo intrajornada enseja a remuneração de referido período com acréscimo de no mínimo 50% sobre a remuneração da hora normal de trabalho. remunerado. b) Intervalos interjornadas: Conforme art. A infringência desta previsão não gera horas extras. que será estudado a seguir. 71/CLT. 66/CLT. Referido intervalo acima não será computado na duração do trabalho. mas apenas infração administrativa. como a pontualidade. o empregado terá direito ao repouso semanal remunerado se tiver trabalhado durante toda a semana anterior. devido intervalo de 15 minutos. em que o empregado deixa de prestar os serviços e também não fica em disponibilidade em favor do patrão. Assim. para repouso e alimentação. é obrigatória a concessão de intervalo entre 1 e 2 horas. em que o empregado pode sustar a prestação de serviços e sua disponibilidade perante o empregador e também são consider ados como interrupção do contrato de trabalho. por isto. A infração deste dispositivo enseja pagamento a título de horas extras. Referidos intervalos não serão computados na duração do trabalho. eleitos pela legislação para comemorar-se datas cívicas ou religiosas. Já para trabalho entre 4 e 6 horas. cumprindo integralme te seu horário de n trabalho. de intervalo interjornada é o descanso semanal remunerado. entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso. situados ao longo do ano calendário. sendo. Já os feriados definem-se como lapso temporal de um dia. razão também pela qual não é remunerado. mas o dia de repouso em si. Condição de Pagamento: Conforme art. coincidindo preferencialmente com o domingo. visando o descanso e convívio familiar e social. Perde o empregado apenas o direito à remuneração do repouso. conforme ESúmulas 110 e 118/TST. Só é possível fixar intervalo superior a 02 horas. 6º da Lei 605/49. É período de interrupção de prestação de serviços. Lei 605/49 O descanso semanal ( ou repouso semanal ) define-se como o lapso temporal de 24 horas consecutivas situado entre as jornadas semanais do empregado. 10) Descanso Semanal Remunerado e em Feriados Descanso Semanal e em feriados. continuará prevalecendo. em qualquer trabalho contínuo com duração superior a 06 horas. referido dia será descontado no pagamento referente ao mês. Já o intervalo só poderá ser inferior a 01 hora com autorização do Ministério do Trabalho.

Súmula 27/TST. b) Para os que trabalham por hora. Não há possibilidade jurídica da substituição integral das férias por parcela em dinheiro. transação prejudicial coletivamente negociada. ). exceto se o empregador conceder a folga em outro dia da semana. As faltas justificadas não prejudicam a remuneração do repouso. 11) Das férias . Esta é a única flexibilização possível em relação às férias. 172/TST. As férias são compostas em princípio por um conjunto unitário de 30 dias seqüenciais. 39 . gratificações. c) Tratando-se de salário tarefa ou peça. Horas extras: As HE habituais integram o RSR. ao que se dá o nome de abono de férias. com o objetivo de recuperação e implementação de suas energias e de sua inserção pessoal. Caso o empregado trabalhe no repouso ou em feriados. cf. exceto as férias indenizadas. legalmente. constituído de diversos dias seqüenciais. em que o empregado pode sustar a prestação de serviços e sua disponibilidade perante o empregador. Comissionistas: Também farão jus ao pagamento do DSR ( RSR ). gorjetas e adicional de insalubridade e periculosidade não refletem no RSR.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. 354 e Orientação jurisprudência 103/TST. conf. Marcelino Pereira Marques Esta regra não se aplica para os sábados. 225. não podendo ser objeto de renúncia ou transação lesiva e. a remuneração do repouso será o equivalente ao salário correspondente às tarefas ou peças feitas durante a semana. até mesmo.art. também computando as horas extras habituais. familiar ou comunitária. nenhum inferior a 10 dias. 129/152 CLT As férias são o lapso temporal remunerado. a) Características: As férias possuem caráter imperativo. computando as horas extras habitualmente prestadas. Nossa legislação permite a divisão das férias em 02 períodos. semana quinzena ou mês: 01 dia de serviço. pois os pagamentos já são realizados levando-se em conta o mês. de freqüência anual. o valor corresponderá a uma jornada diária normal de trabalho. caso a empresa não exija serviços para este dia. nem em dias ponte entre feriados. será devida a remuneração de referido dia em dobro. uma vez rompido o contrato. sendo feito o cálculo à razão de um dia de vendas por semana. O fracionamento das férias nos casos excepcionais não se aplica aos menores de 18 e maiores de 50 anos . no caso de férias coletivas e em casos excepcionais ( necessidade imperiosa para atender a conclusão de um serviço inadiável. Súmula. dividido pelos dias de serviço efetivamente prestados ao empregador. Já as férias. no horário normal de trabalho. Mas 1/3 das férias podem ser vendidas pelo empregado. conforme Súmulas 147. caso a empresa tenha dispensado os e mpregados de trabalhar. Remuneração: a) Para os empregados que trabalham por dia. por ser considerado dia útil não trabalhado. etc.

mas. vemos que o número de faltas injustificadas do empregado no período aquisitivo ao direito pode reduzir ou extinguir o direito. afastamento pelo INSS por acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo INSS que não ultrapasse 06 meses. pelo empregador é obrigatória. Caso o empregado tenha 33 ou mais faltas no ano. a c) Fatores prejudiciais à aquisição das férias: A assiduidade do empregado é levada em consideração par aquisição do direito às férias. b) Período aquisitivo: o período aquisitivo corresponde a cada ciclo de 12 meses contratuais. iniciando no -se primeiro dia do contrato de trabalho. Enquanto interrupção contratual. em prazo definido em lei.comunicação escrita ao empregado. as férias são remuneradas.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. conf. traz quatro efeitos: .concessão extemporânea: A não concessão das férias no período regular. visto acima. e) Concessão das férias: I . não prejudicam o cômputo do período aquisitivo normal. constitui-se no lapso temporal de 12 meses imediatamente seguinte ao respectivo período de aquisição das férias O mês de concessão ou fruição das férias será aquele que melhor atenda os interesses do empregador. No art.o direito do empregado gozar as férias não concedidas. d) Situações especiais: Algumas situações como afastamento militar. no caso de absolvição do empregado. caput.penalidade administrativa pelo Ministério do Trabalho : III . o que tem relevância em caso de indenização das férias na rescisão contratual. Cada fração temporal no mês calendário que for superior a 14 dias conta-se como um mês. mediante recibo e com antecedência mínima de 30 dias. 146. 137. inclusive o terço constitucional.a permanência da obrigação de concessão das férias. suspensão administrativa e prisão temporária. 133/CLT elenca situações previstas em lei que ensejam a não caracterização do direito às férias. afastamento por licença maternidade. no caso de estudantes menores de 18 anos as férias deverão ser concedidas de forma que coincidam com as férias escolares.a remuneração das férias passará a ser dobrada ( art. também chamado período de fruição ou de gozo. . 40 . não pode o empregado prestar serviços neste período.anotação das férias na CTPS e na ficha de registro de empregados. não obstante a ausência de trabalho neste período. da data das férias. . não terá direito a férias. .Procedimentos específicos do empregador para concessão das férias . o novo período iniciar-se-á tão logo o empregado retorne ao serviço. Já o art. art. parágrafo único da CLT. 130/CLT. . Marcelino Pereira Marques Da mesma forma que a concessão das férias.concessão regular: o período concessivo das férias. Prejudicado um período aquisitivo. II . exceto se obrigado a fazê-lo em decorrência da existência de outro contrato de trabalho. CLT ).

abono pecuniário e adiantamento do 13º salário. para os menores de 18 anos e maiores de 50 anos. No tocante aos empregados menores de 18 e maiores de 50 anos. .Pagamento. Com isto. deverá ser afixado aviso correspondente às férias nos respec tivos locais de trabalho. inclusive do comunicado das férias. as férias coletivas devem ser comunicadas com antecedência mínima de 15 dias ao órgão local do Ministério do Trabalho e aos Sindicatos representativos dos empregados. após a fruição das férias coletivas. Quanto aos procedimentos concessivos.entrega da CTPS para anotação das férias. h) Férias e extinção contratual: 41 .Procedimentos específicos do empregado : . as férias coletivas gozadas eliminam as férias proporcionais de empregados admitidos com menos de 12 meses.concessão de recibos. Diferentemente das férias coletivas. g) Remuneração das férias : A remuneração das férias corresponde ao valor do salário pago pelo mesmo período de trabalho. novo período aquisitivo de férias. se requerido pelo empregado. nenhum inferior a 10 dias. No mesmo prazo. também. o que abrange inclusive o terço constitucional. A fixação das férias coletivas dá-se por ato unilateral do empregador ou através de acordo coletivo. permanecendo os demais procedimentos quanto a pagamento. o direito dos empregados estudantes gozarem férias por ocasião das férias escolares. Já as férias vencidas não usufruídas no período legal concessivo serão devidas em dobro. as férias coletivas só terão validade se concedidas integralmente. de sua remuneração. bem como. Caso a empresa pretenda que os empregados enquadrados no parágrafo acima não trabalhem durante o período das férias coletivas. acrescido de 1/3. IV .requerimento de antecipação de metade do 13º salário. iniciando-se. em até dois dias antes do início das férias. . aí inseridos de adicionais legais ou convencionais e média duodecimal de salário-prêmio e comissões. E mais. para os menores estudantes. As férias coletivas também eliminam o direito do empregado converter 1/3 de suas férias em abono pecuniário. só poderão ser concedidas férias coletivas concomitantemente às férias escolares. terço constitucional. f) Férias Coletivas : são aquelas cuja fixação da data de gozo atinge uma pluralidade de trabalhadores. .requerimento de abono ( 1/3 das férias ) em até 15 dia antes do término do período aquisitivo. prevalecendo. Marcelino Pereira Marques .FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. podendo atingir toda a empresa ou apenas parte desta. seu fracionamento em dois períodos. submetidos às regras comuns estabelecidas. permanece a obrigação de concessão das férias em um único período. este período será concedido como licença remunerada. pode dar-se sem a necessidade de haver motivo ou razão excepcional a justificá-lo.

. Art. não estaremos diante de rescisão motivada do contrato. . multa FGTS.Os artigos 482 e 483 da CLT são taxativos e não meramente exemplificativos. incluído o aviso prévio ). ou seja.rescisão por justa causa: não são devidas férias proporcionais com 1/3. deve levar se em consideração a gravidade do ato. JUSTA CAUSA E RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO DE TRABALHO . .rescisão por culpa recíproca: não são devidas férias proporcionais. . .Não se registra a justa causa na CTPS do empregado.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. por ocasião da dispensa.Não se pode aplicar dupla punição para uma mesma falta. conforme art. no caso de falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis e. as hipóteses legais para configuração da falta grave empresária ou do obreiro estão ali contidas.Na rescisão indireta. 482. Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: 42 .demais causas de rescisão.É necessária a imediatidade na aplicação da sanção.São devidas férias proporcionais na dispensa imotivada. no caso de recusa injustificada do empregado em realizar horas extras. Marcelino Pereira Marques .Na Justa causa. .Muito embora em alguns casos pode se caracterizar o ato faltoso em uma única ocorrência. exceto em situações de categorias específicas.Deve haver nexo de causalidade ( causa e efeito ) entre a falta grave e a dispensa. conforme parágrafo único do art. . 13º salário proporcional. ainda que seja idêntica à anterior. seguro desemprego. . . 240/CLT.pedido de demissão: são devidas férias proporcionais com 1/3. perde o empregado o direito a: aviso-prévio.Em quaisquer hipóteses de rescisão são devidas as férias vencidas e as férias simples ( integrais ).As férias proporcionas são calculadas pela fração de 01/12 por mês componente do contrato. em caso de urgência ou acidente. aos ferroviários. 508/CLT.Aos bancários se aplica mais um motivo para justa causa. podendo-se punir outra falta. . o empregador deverá pagar ao empregado todos os direitos que ele teria caso tivesse sido dispensado imotivadamente.Algumas CCTs exigem que na dispensa por justa causa seja comunicada a falta exata cometida pelo empregado. o saldo do FGTS. . . . férias proporcionais + 1/3. por ato unilateral empresário: devidas férias proporcionais com 1/3. Se não é possível enquadrar um fato em referidos artigos. . além de não poder levantar. .

contra ele ou pessoas de sua família. k) ato lesivo da honra e boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. 43 . contrários aos bons costumes. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo. O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: ( Rescisão Indireta ) a) forem exigidos serviços superiores às suas forças. nas mesmas condições. ou alheios ao contrato. d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato. d) condenação criminal do empregado. e) praticar o empregador ou seus prepostos. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. de forma a afetar sensivelmente a e importância dos salários. l) prática constante de jogos de azar. defesos por lei . c) correr perigo manifesto de mal considerável. e) desídia no desempenho das respectivas funções.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. própria ou de outrem. ou ofensas físicas. h) ato de indisciplina ou de insubordinação. salvo em caso de legítima defesa. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. própria ou de outrem. sendo este por peça ou tar fa. 483. g) o empregador reduzir o seu trabalho. Marcelino Pereira Marques a) ato de improbidade. i) abandono de emprego. própria ou de outrem. ato lesivo da honra e boa fama. g) violação de segredo da empresa. passada em julgado. j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. salvo em caso de legítima defesa. f) embriaguez habitual ou em serviço. ou for prejudicial ao serviço. Art. salvo em caso de legítima defesa. caso não tenha havido suspensão da execução da pena.

por trabalhador. A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160 BTN. Havendo culpa recíproca no ato que determinou a rescisão do contrato de trabalho. § 3º. Art. comprovadamente. § 5º. § 6º. 484. Marcelino Pereira Marques § 1º O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato. quando da ausência do aviso prévio. O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho. pelo Defensor Público e. não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato. e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho. DA RESCISÃO Art. § 2º. O ato da assistência na rescisão contratual (parágrafos 1º e 2º) será sem ônus para o trabalhador e empregador. § 7º. apenas. 477. quando o pagamento somente poderá ser feito em dinheiro. contado da data da notificação da demissão. indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. O instrumento de rescisão ou recibo de quitação. § 2º No caso de morte do empregador constituído em empresa individual. ou b) até o décimo dia. permanecendo ou não no serviço até final decisão do processo. 44 . paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa. Quando não existir na localidade nenhum dos órgãos previstos neste artigo. relativamente às mesmas parcelas. o tribunal do trabalho reduzirá a indenização à que seria devida em caso de culpa exclusiva do empregador. bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado. só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho. o trabalhador der causa à mora. ou. § 1º. pelo Juiz de Paz. sendo válida a quitação. a assistência será prestada pelo Representante do Ministério Público. conforme acordem as partes. salvo se o empregado for analfabeto.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. § 4º. em valor equivalente ao seu salário. firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço. devidamente corrigido pelo índice de variação do BTN. O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho. § 8º. quando tiver de desempenhar obrigações legais. Qualquer compensação no pagamento de que trata o parágrafo anterior não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração do empregado. salvo quando. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato. onde houver. deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor. na falta ou impedimento destes. por metade. poderá o empregado pleitear a rescisão do contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizações. é facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho. o direito de haver do empregador uma indenização. § 3º Nas hipóteses das letras "d" e "g". em dinheiro ou em cheque visado. incompatíveis com a continuação do serviço. É assegurado a todo empregado.

sem justa causa. que integra seu tempo de serviço para todos os efeitos legais. estadual ou federal. para os efeitos dos parágrafos anteriores. Art. os empregados terão direito. o cálculo. ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade.trinta dias aos que perceberem por quinzena ou mês. a título de indenização. § 1º. Marcelino Pereira Marques DA RESCISÃO EM CONTRATO POR PRAZO DETERM INADO Art. sem prejuízo do salário integral. beneficia o empregado pré avisado da despedida. É facultado ao empregado trabalhar sem a redução das 2 (duas) horas diárias previstas este 45 . No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho. Art. o empregador que. Quando cessar a atividade da empresa por morte do empregador. deverá avisar a outra da sua resolução. ( revogado pela CF/88 ) II . garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço. A falta de aviso por parte do empregado dá ao empregador o d ireito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo. e por metade. será obrigado a pagar-lhe. sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem. 486. a parte que. 485. e se a rescisão ti er sido v promovida pelo empregador. determinado no curso do aviso prévio. É devido o aviso prévio na despedida indireta. motivada por ato de autoridade municipal. aplicam-se. § 6º O reajustamento salarial coletivo. se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior. A falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso. Nos contratos que tenham termo estipulado. ou que tenham mais de doze meses de serviço na empresa.oito dias. sem justa causa. Art. à indenização a que se referem os artigos 477 e 497. 479. será feito de acordo com a média dos últimos doze meses de serviço. § 5º O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado. 487. ( NÃO É AVISO PRÉVIO E SIM INDENIZAÇÃO ) Art. 480. A indenização. 488. despedir o empregado. prevalecerá o pagamento da indenização. porém. quiser rescindir o contrato. Aos contratos por prazo determinado. não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em idênticas condições. será reduzido de duas horas diárias. com a antecedência mínima de: I . DO AVIS O PRÉVIO Art. 481. § 2º. o empregado não se poderá desligar do contrato. Art. § 1º. Parágrafo único. Havendo termo estipulado. que ficará a cargo do governo responsável. sem justo motivo. Não havendo prazo estipulado. § 4º. O horário normal de trabalho do empregado. a remuneração a que teria direito até o termo do contrato.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado. caso seja exercido tal direito por qualquer das partes. conforme o caso. mesmo que tenha recebido antecipadamente os salários correspondentes ao período do aviso. Em se tratando de salário pago na base de tarefa. durante o prazo do aviso. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. § 3º.

dispensa com ou sem justa causa. 467. por 46 . se a parte notificante reconsiderar o ato. Marcelino Pereira Marques artigo. o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador. sob pena de pagá -las acrescidas de cinqüenta por cento. durante o prazo do aviso prévio. Art. de forma compulsória. a parte incontroversa dessas verbas. 490. praticar ato que justifique a rescisão imediata do contrato. Requisitos: .FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. tanto realizado em novembro. e a segunda até o dia 20 de dezembro. o contrato continuará a vigorar. Caso haja discussão de base de cálculo. por 1 (um) dia. . perde o direito ao restante do respectivo prazo. inclusive multa do FGTS. PENALIDADE SOBRE PARCELAS RESCISÓRIAS INCONTROVERSAS Art. caso em que poderá faltar ao serviço. à outra parte é facultado aceitar ou não a reconsideração. O adiantamento. 13º SALÁRIO ( Gratificação Natalina ): Foi instituído pela Lei 4.pouco importa quem deu causa à rescisão ou o motivo dela ( pode ser pedido de demissão. O empregado que. Dado o aviso prévio. 489.é necessário que haja incontrovérsia ( incontestável. por exemplo ). Caso seja aceita a reconsideração ou continuando a prestação depois de expirado o prazo. antes do seu termo. sob o que não cabe nenhuma discussão ) sobre a parcela. de forma que todo empregado tem direito ao 13º salário. ou também sobre a própria existência da relação de emprego não se aplica penalidade. como se o aviso prévio não tivesse sido dado.ter havido rescisão. O cálculo do 13º salário é de 1/12 por mês ou fração igual ou superior a 15 dias de trabalho. na hipótese do inciso II do artigo 487 desta Consolidação. e por 7 (sete) dias corridos. quanto por ocasião das férias. .é devida a multa quando a empresa alega que pagou as verbas rescisórias mas não faz nenhuma prova neste sentido. sobre a existência do direito à parcela ( justa causa. mas. Parágrafo único. sem prejuízo do salário integral. A Lei 4. durante o prazo do aviso prévio dado ao empregado. rescisão indireta e por culpa recíproca. Em caso de rescisão de contrato de trabalho. O empregador que. Art.090/62. havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. É devido sobre a remuneração ( e não apenas o salário ) integral do mês de dezembro. a rescisão torna-se efetiva depois de expirado o respectivo prazo. sendo a primeira paga no máximo no mês de novembro. . sujeita-se ao pagamento da remuneração correspondente ao prazo do referido aviso. .entenda-se como parcelas rescisórias todas devidas na rescisão. 491. na hipótese do inciso I. sem prejuízo da indenização que for devida. à data do comparecimento à Justiça do Trabalho. cometer qualquer das faltas consideradas pela lei como justas para a rescisão. Art.749/65 dividiu o pagamento em duas parcelas.

a segunda parcela. o empregador depositará. a dedução dos saques ocorridos. compensa o valor nominal do adiantamento e paga-se a diferença. filiais ou agências. Enunciados que tratam do 13º salário 2.extinção da empresa. corresponde à metade do salário recebido pelo empregado no mês anterior e. na conta vinculada do trabalhador no FGTS. a importância correspondente a 8% ( + 0. Marcelino Pereira Marques requerimento do empregado. O 13º salário possui natureza salarial e as horas extras habituais o integram. para custear diferenças de planos governamentais. Na justa causa e na rescisão por culpa recíproca não fará jus o empregado ao 13º salário. conforme requisitos legais. . . para estes fins. inclusive a indireta. nos seguintes casos: . 34.FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof. não sendo permitida. 50. 148 e 157. Dos saques: poderá o empregado movimentar sua conta vinculada. será devido o 13º salário integral ou proporcional conforme o caso.pagamento total ou parcial do preço de aquisição de moradia própria.pagamento de parte de prestações do sistema financeiro de habitação. Na hipótese de despedida por culpa recíproca ou força maior. em dezembro.684/90. de culpa recíproca e por força maior. para custear diferenças de planos governamentais. . reconhecidas em juízo conforme Lei complementar 110/01 ) da remuneração paga ou devida no mês anterior. até o dia 07 de cada mês. ainda que indireta. 47 . O Prazo para o pagamento da multa do FGTS é o mesmo das parcelas rescisórias. reconhecidas em juízo conforme Lei complementar 110/01 ) do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho. . a ser pago de igual forma na conta vinculada do empregado.liquidação ou amortização extraordinária de saldo devedor de financiamento imobiliário do SFH.despedida sem justa causa. falecimento do empregador individual. . 46. por pedido de demissão. No caso de despedida sem justa causa.036/90 e Decreto 99. importância igual a 40% ( + 10% para o governo. O empregador é obrigado a depositar. conforme requisitos legais.falecimento do empregado. Há depósitos de FGTS nas hipóteses de interrupção do contrato de trabalho. Nos casos de rescisão do contrato de trabalho sem justa causa. 145. 14. 78. fechamento de seus estabelecimentos. sempre que qualquer destas ocorrências implicar na rescisão do contrato de trabalho. FGTS . em conta bancária vinculada ( impenhorável ). 3. por rescisão indireta ou por aposentadoria.Lei 8. conforme requisitos legais. de forma que a soma do adiantamento e do pagamento a ser realizado atinja a remuneração do empregado no mês de dezembro. assim como gratificações periódicas contratuais. 45. . o percentual será reduzido para 20%.aposentadoria concedida pela previdência social. atualizados monetariamente e acrescidos de juros.5% para o governo.

CI FGTS. 48 . .suspensão do trabalho avulso por período igual ou superior a 90 dias. .conta inativa ( sem depósitos ) por três anos ininterruptos. Marcelino Pereira Marques .FAMINAS BH MBA ± Gestão Estratégica de Recursos Humanos Direito do Trabalho ± Prof.aplicação em clubes de investimento .extinção normal do contrato por prazo determinado. .