Sumário
Apresentação 13 Introdução 17 Fundamentação Teórica da Gestalt 19 LEIS DA GESTALT Unidade Segregação Unificação Fechamento Continuidade Proximidade Semelhança Pregnância da Forma CONCEITUAÇÃO DA FORMA/PROPRIEDADES Forma Forma/Ponto Forma/Linha Forma/Plano Forma/Volume Forma/Configuração Real Forma/Configuração Esquemática CATEGORIAS CONCEITUAIS/FUNDAMENTAIS Harmonia Harmonia/Ordem Harmonia/Regularidade Desarmonia Desarmonia/Desordem Desarmonia/Irregularidade Equilíbrio Equilíbrio/Peso & Direção Equilíbrio/Simetria Equilíbrio/Assimetria Desequilíbrio Contraste Contraste/Luz e Tom Contraste/Cor Contraste/Vertical & Horizontal Contraste/Movimento Contraste/Dinamismo Contraste/Ritmo Contraste/Passividade Contraste/Proporção & Escala Contraste/Agudeza 27 29 30 31 32 33 34 35 36 39 41 42 43 44 45 46 47 49 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 64 65 66 67 68 69 70 71 72

75 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102

CATEGORIAS CONCEITUAIS / TÉCNICAS VISUAIS APLICADAS Clareza Simplicidade Complexidade Minimidade Profusão Coerência Incoerência Exageração Arredondamento Transparência Física Transparência Sensorial Opacidade Redundância Ambigüidade Espontaneidade Alealoriedadc Fragmentação Sutileza Difusidade Distorção Profundidade Superficialidadc Seqücncialidade Sobreposição Correção Óptica Ruído Visual

103 SISTEMA DE LEITURA VISUAL DA FORMA DO OBJETO 103 Leitura Visual da Forma do Objeto/Leis da Geslalt 104 Leitura Visual da Forma do Objeto/Categorias Conceituais 106 EXEMPLOS PRÁTICOS DE LEITURA VISUAL DA FORMA DO OBJETO 107 Leitura Visual da Forma do Objeto/Leis da Geslalt 111 Leitura Visual da Forma do Objelo/Categorias Conceituais 121 122 125 127 Referências Bibliográficas Bibliografia Geral Créditos das Imagens Perfil do Autor

Apresentação
A concepção deste Sistema de Leitura Visual da Forma do Objeto* leve como fundamentação científica os estudos e pesquisas realizadas pela Escola Gestalt, no campo da Psicologia Perceptual da Forma. Foi desenvolvido dentro de uma estrutura pragmática e objetiva, no sentido de proporcionar aos estudantes, profissionais e, de modo geral, a todas as pessoas que tenham interesse pelo assunto orientação por meio de informações e conhecimentos teórico-conceituais para proceder à compreensão dos objetos, em termos de análise, interpretação c síntese da organização visual da forma. A idéia de criar este sistema surgiu em função de procurar atender a três necessidades básicas. A primeira, como resultado de nossa experiência profissional na concepção de diversos projetos nas áreas do Design Industrial e do Design Gráfico. Constatamos que muitos dos conceitos c fatores da organização formal estudados pelos psicólogos da Gestalt coincidiam exatamente com as nossas preocupações c práticas projetuais relativas à concepção de produtos com configurações formais fundamentadas nos princípios de ordenação, equilíbrio, clareza e harmonia visual, alicerces da formulação gestáltica no campo da percepção da forma. A segunda necessidade surgiu pela descoberta efetiva de que poderíamos avançar com a abrangência deste sistema" de leitura para estendêlo, não só ao campo do design e suas diversas especializações, mas a todos os modos de manifestações visuais - de configurações bi ou tridimensionais —, como, por exemplo, à arquitetura, às artes gráficas, aos meios de comunicação social, às obras de artes, às configurações ambientais, às artes plásticas de modo geral. A terceira surgiu pela própria condição de professor ligado ao design e às artes plásticas, de almejar e ter a esperança de que este sistema possa servir de apoio à educação, preferencialmente em todas as áreas de ensino, no que diz respeito à própria formação educacional das pessoas no modo de ver as coisas. Contemplando desde o ensino básico, com os primeiros passos da criança (naturalmente, guardadas as devidas proporções), até as fases subseqüentes de sua formação como adulto.

Pensamos que este é um aspecto educacional que não tem sido levado cm consideração por quem de direito com a importância que merece e, o que é mais lamentável ainda, notamos que esta falha se verifica na maioria das escolas voltadas ao próprio ensino profissional das artes visuais ligadas aos campos de atividades mencionados. Estamos de acordo com o professor Caetano (1) quando, já nos anos 50, afirmava: Acreditamos ser ideal que toda pessoa adquira uma educação visual que a ajude a compreender melhor, e de maneira consciente, o mundo material à sua volta, independentemente de preconceitos ou de outros problemas relativos a fatores e modismos de ordem cultural, condicionantes da nossa postura e sensibilidade no modo de ver as coisas. Procuramos ainda, por meio deste sistema, reforçar a intenção do mesmo professor, quando dizia que ... é preciso desmistijicar, também, determinadas tendências que consideram a forma presa a conteúdos convencionais, onde, na maioria das vezes, se julga a beleza conto uma qualidade puramente subjetiva ("beleza não se discute", "tudo é relativo", etc.) desvinculada de quaisquer parâmetros de avaliação objetiva e de princípios ou procedimentos intelectuais. Acreditamos que o conteúdo deste sistema, que apesar de tratar apenas e tão-somente do universo da organização visual da forma, fornecerá subsídios conceituais importantes para este objetivo, ainda mais amplo, que é a questão da vivência de uma experiência estética, não só para fruir o sentimento de beleza, mas também para produzi-la nas diversas manifestações visuais. Isto posto, salientamos que a estruturação deste sistema de leitura visual consiste, primordialmente, nos rebatimentos* das leis da Gestalt e de diversas outras categorias conceituais sobre a organização formal dos objetos. Enfatizamos que este modo e procedimento intelectual de operação com os rebatimentos é que dá o sentido de originalidade e ineditismo a este trabalho. Como se sabe, os exemplos dos estudos e experimentos realizados pelos psicólogos da Gestalt tratam todos estes conceitos de percepção visual da forma, predominantemente, por meio de exemplificações e abstrações sob a forma de figuras geométricas, conforme refletido na própria Fundamentação Teórica da Gestalt. E, com relação às categorias conceituais — que dão suporte ao sistema - o mesmo se repete, ressalvando-se um ou outro exemplo na literatura, porém não tão sistematizado e processado como neste método. Basicamente, o sistema está estruturado nos seguintes passos:

1. Conceituação e exemplificação prática das leis da Gestalt, do significado da forma e de suas propriedades e das categorias conceituais. Tudo isso levado a efeito por meio dos rebatimentos sobre manifestações visuais fartamente ilustradas com imagens de objetos contendo definições e comentários adicionais, visando à sua assimilação c melhor compreensão. 2. Metodologia de como proceder à identificação dos conceitos, à análise e à respectiva interpretação da forma do objeto. 3. Colocação de vários e diversificados exemplos práticos de leitura visual da forma do objeto. Cabe lembrar ainda que este sistema fornece um instrumental de análise valioso e pragmático, não só à leitura e interpretação da forma, mas também, como é óbvio, á própria concepção de trabalhos. Constitui para o indivíduo uma base de reflexão sobre certos aspectos de sua prática projetual ou artística, ao fazer melhor uso do seu talento de maneira mais consistente e organizada, aliado a seus processos de criação intuitivos. Ao exercitar este sistema, o indivíduo também absorverá, de maneira natural, uma terminologia que muito o auxiliará em seu relacionamento profissional com pessoas, clientes e empresas de modo geral. Gostaria ainda de observar que este trabalho se constituiu num esforço de síntese enorme — pois esta é uma linha de pesquisa extensa pela sua abrangência e seus temas inesgotáveis —, justamente para tornálo o mais objetivo e prático possível. É evidente também que continuamos pesquisando e quaisquer críticas e sugestões construtivas serão bem-vindas. Antes de encerrar esta apresentação, quero deixar expresso meus agradecimentos à Faculdade de Belas Artes de São Paulo e sua mantenedora, Febasp Sociedade Civil, pelo patrocínio da primeira edição desta obra. Aos colegas que gentilmente cederam algumas imagens e, particularmente, a três queridos amigos: Profa. Dra. Élide Monzéglio, que me induziu a esta linha de pesquisa (em uma de suas disciplinas no curso de mestrado); ao meu orientador Prof. Dr. I.ucio Grinover, que, mesmo sabendo ser esta uma pesquisa desenvolvida à parte dos meus objetivos de dissertação no mestrado e de tese no doutorado, nunca faltou com seu apoio e incentivo, e ao Prof. Mc. Auresnede Pires Stephan (Prof. Eddy), coordenador do curso de Desenho Industrial da Faculdade de Belas Artes de São Paulo, que acreditou no sistema e o introduziu como uma das disciplinas regulares do curso. Concluindo, gostaria de destacar que este sistema foi testado com sucesso nos cursos de graduação e de pós-graduação de Design Industrial e de Artes Plásticas da Faculdade de Belas Artes de São Paulo c da Universidade São Judas, como disciplina regular de seus respectivos programas curriculares.

espontâneas.. vê-la como "todos" estruturados. assim como de reagir à luz. não arbitrárias. numa escultura ou em qualquer outro tipo dc manifestação visual. por isso. desenvolvidos pelo sistema nervoso. um resumo da origem dessa importante Escola. Todas essas respostas são naturais e atuam sem esforços. Estas organizações. desenvolvidos e construídos pelo homem. do artista ou de qualquer outro profissional c a dc conceber e desenvolver objetos que satisfaçam as necessidades de adequada estrutura formal. considerados indispensáveis — seja numa obra de arte. Deixar de lado qualquer preocupação cultural e ir à procura de uma ordem..(A) Em consonância com o exposto.. resultado de relações. o importante é perceber a forma por ela mesma. . conforme se verá no corpo desta obra. Pensamos que este objetivo possa ser alcançado tendo como referência e embasamento principal os estudos c experiências realizados pela Gestalt no campo da percepção visual da forma c agora. independentemente de nossa vontade e de qualquer aprendizado. originárias da estrutura cerebral são. num produto industrial. existe uma correspondência entre a ordem que o projetista escolhe para distribuir os elementos de sua "composição" e os padrões de organização. num edifício. . à escuridão ou aos movimentos bruscos são fatores importantes para o nosso modo de perceber e interpretar mensagens visuais..Introdução De acordo com a Gestalt. não temos de estudá-las e nem aprender a dá-las. finalmente. reforçado por este nosso sistema de leitura. acreditamos que a tarefa do designer. obviamente. As forças perceptivas e cinestésicas de natureza fisiológica são vitais para o processo visual. clareza e harmonia visual constituem para o ser humano uma necessidade e. Nossa maneira de permanecer de pé. E. ainda. respeitando-se os padrões culturais. . de nos movermos. modestamente. os fatores de equilíbrio. a arte se funda no princípio da pregnância da forma. captamos a informação visual de muitas maneiras. na formação de imagens. numa peça gráfica. estilos ou partidos formais relativos e intrínsecos aos diversificados objetos concebidos. de acordo com Dondis (3). dentro do todo. Ou seja. pois. antes da colocação da fundamentação teórica da Gestalt. Segundo Kepes (18).

Como curiosidade. no seu sentido mais amplo. cabe acrescentar ainda que o termo Gestalt. . que se generalizou dando nome ao movimento. Köhller . Transcreveremos uma síntese da "Fundamentação Teórica da Gestalt". o termo se vulgarizou significando "boa forma". Como curiosidade.Plástica III" . K. conduta exploratória e dinâmica de grupos sociais. extraída das obras de M. foi o precursor da psicologia da Gestalt. Wolfgang Kohler (1887/1967) e Kurt Koffka (1886/1941). forma.do trabalho do Professor Caetano (5). espanhol e português como estrutura. da Universidade de Frankfurt. Através de numerosos estudos e pesquisas experimentais. filósofo vienense de fins do século XIX.Escola Gestalt A Gestalt é uma Escola de Psicologia Experimental. F geralmente traduzido em inglês. Wertheimer. em termos de Design Industrial. linguagem. figura. Considera-se que Von Ehrenfels. com contribuição relevante aos estudos da percepção. A seguir. Koffka e W. leve seu início mais efetivo por meio de três nomes principais: Max Wertheimer (1880/1943). inteligência. os geslaltistas formularam suas teorias acerca dos campos mencionados. Mais tarde. significa uma integração de partes em oposição à soma do "todo".sobre a qual foi embasado cientificamente este Sistema de Leitura (retirada de um Trecho da "Aula 30 . Nesta transcrição literal. Esta maneira de abordar o assunto vem opor-se ao subjetivismo. O movimento gestaltista atuou principalmente no campo da teoria da forma. quando procura explicar a relação sujeito-objeto no campo da percepção. memória. motivação. A teoria da Gestalt. por volta de 1910. vai sugerir uma resposta ao porquê de umas formas agradarem mais e outras não. incluímos mais algumas figuras ilustrativas com o propósito de reforçar c tornar mais claros ainda alguns dos exemplos da Teoria da Gestalt. extraída de uma rigorosa experimentação. pois a psicologia da forma se apóia na fisiologia do sistema nervoso. aprendi/agem.

porque eles são vistos na dependência de sua posição dentro do ângulo. Isto é. pois. são. mas por extensão. Segundo essa teoria. Para a nossa percepção. que é resultado de uma sensação global. têm o mesmo tamanho (fig 1b). um processo posterior de associação das várias sensações. Da mesma maneira. para explicar a origem dessas forças integradoras. na percepção da forma. a linha superior nos parece menor que a inferior (fig. uma primeira divisão geral entre forças externas e forças internas: . Não existe. não arbitrárias. no que se refere a essas relações psicofisiológicas. à procura de sua própria estabilidade. isto é. toda forma psicologicamente percebida está estreitamente relacionada com as forças integradoras do processo fisiológico cerebral. Não vemos partes isoladas. pode ser assim definido: todo o processo consciente. quando procura explicar "por que vemos as coisas como as vemos". independentemente de nossa vontade e de qualquer aprendizado. a excitação cerebral se processa em função da figura total pela relação recíproca das suas várias partes dentro do todo. A excitação cerebral não se dá em pontos isolados. é atribuir ao sistema nervoso central um dinamismo auto-regulador que. fora desse todo. O postulado da Gestalt. Essas organizações. inicialmente. tende a organizar as formas em todos coerentes e unificados. originárias da estrutura cerebral. as linhas oblíquas não parecem paralelas e os dois círculos centrais. Análise das Forças Que Regem a Percepção da Forma Visual — Forças Externas e Forças Internas Koffka. vem possibilitar uma resposta a muitas questões até agora insolúveis sobre o fenômeno da percepção. A primeira sensação já é de forma. embora pareçam diferentes. após sistemáticas pesquisas. 1).Fundamentação Teórica da Gestalt A Gestalt. o que acontece no cérebro não é idêntico ao que acontece na retina. já é global e unificada. estabelece. A escola da Gestalt. colocando o problema nesses termos. quando estuda o fenômeno da percepção visual. Um retângulo nos parece maior do que outro. uma parte na dependência de outra parte. mas relações. Ia). No exemplo da ilusão de ótica (fig. espontâneas. A hipótese da Gestalt. as partes são inseparáveis do todo e são outra coisa que não elas mesmas. apresenta uma teoria nova sobre o fenômeno da percepção.

como uma densa neblina. quanto à maneira como se ordenam ou se estruturam as formas psicologicamente percebidas. num dinamismo cerebral que se explicaria pela própria estrutura do cérebro. (fig. mas sim. segundo a hipótese da Gestalt. ou melhor. Já ao contrário. que regem o processo da percepção da forma visual. 2) No nosso exemplo.As forças externas são constituídas pela estimulação da retina através da luz proveniente do objeto exterior. fatores. nas condições de luz em que se encontra. Não podemos perceber unidades visuais isoladas. das forças externas. Evidentemente. Mas. aqui. princípios básicos ou leis de organização da forma perceptual. entra-se numa segunda divisão ou na análise específica de alguns princípios básicos regendo as forças internas de organização: Princípios Básicos que Regem as Forças Internas de Organização Através de suas pesquisas sobre o fenômeno da percepção. As forças de unificação agem em virtude da igualdade de estimulação. Essas forças têm origem no objeto que olhamos. a partir das condições dadas de estimulação. os psicólogos da Gestalt precisaram certas constantes nessas forças internas. nenhuma forma será percebida. A maneira como se estruturam essas formas obedece a uma certa ordem. isto é. As forças de segregação agem em virtude de desigualdade de estimulação. é necessário que haja uma descontinuidade de estimulação (ou contraste). relações: um ponto na dependência de outro ponto. são as forças da segregação e unificação. o branco constitui fundo inseparável da unidade percebida. ou seja. As forças iniciais mais simples. para afirmação de unidades. pela diferença da estimulação. Essas constantes das forças de organização são o que os gestaltistas chamam de padrões. As forças internas têm a sua origem. . São essas forças ou esses princípios que explicam por que vemos as coisas de uma determinada maneira e não de outra. Se estivermos envolvidos numa estimulação homogênea (sem contraste). feitas com grande número de experimentos. um ponto preto se destaca num fundo branco. As forças internas são as forças de organização que estruturam as formas numa ordem determinada. essas forças internas de organização se processam mediante relações subordinadas a leis gerais.

a se prolongar na mesma direção e com o mesmo movimento. nenhuma qualidade absoluta de cor. Há apenas relações. quatro intervalos "vazados". em função do fator de fechamento. um triângulo (fig. vemos uma circunferência. na figura 1 (exemplo de ilusão de ótica). brilho ou forma. Na figura 4. Qual delas aparecerá como . Uma linha reta é mais estável do que uma curva. manchas. vemos o tamanho dos retângulos na dependência da sua posição dentro do ângulo. (fig. para uma ordem espacial. Ambas. ao lado. introduzindo um novo fator de organização da forma. e na segunda. Da mesma forma. não explicam. psicologicamente. 3a). 2a) do que sobre um fundo cinza claro (2b) e. por que uma superfície contornada se separa do resto do campo como unidade visual. se as forças de segregação e unificação explicam a formação de unidades como pontos. uma mancha preta se destaca mais sobre um fundo branco (fig. e b e c são adicionadas a a como sendo a sua continuação. num cinza escuro. menos ainda. pois. em função do fator fechamento. entretanto. que é o fechamento — importante para a formação de unidades. contudo. Existe a tendência psicológica de unir intervalos e estabelecer ligações. um quadrado e uma cruz central. linhas. tivéssemos apenas a parte designada por a. Nas figuras 5. Wertheimer explica o fato. Suponhamos que. Entretanto. quatro pares de linhas. nas figuras 6. Toda unidade linear tende. As forças de organização dirigem-se. segregando uma superfície. 2c) Para a nossa percepção não existe. que tende para a unidade em todos fechados. seguem seus respectivos rumos naturais. (fig. o fechamento estabelece unidades diferentes: na primeira. espontaneamente. do resto do campo. 3) Vemos. Outro fator de organização é boa continuação. tão completamente quanto possível.Assim.

Na figura 7. porque a continuação natural da curva foi interrompida. que a aparência das formas tridimensionais. A razão é clara. por causa da continuação e regularidade das diagonais. há uma impressão esteticamente desagradável. vemos dois hexágonos juntos. não só as formas bidimensionais. A lei da boa continuação explica. a linha anexa é b. porque as linhas retas do retângulo teriam de se quebrar. A figura 10b é ambígua. depende também da organização. Esse exemplo ilustra o fato de sempre termos uma certa impressão de como as partes sucessivas se seguirão umas às outras. segundo a Gestalt. o arranjo é menos definido: tanto b como c podem ser a continuação de a.9. pelas observações feitas nos seus experimentos. forçando a boa continuação. Uns acham que é o atributo original inato no homem e mais tarde desenvolvido e que se deve a uma capacidade especial da retina (paralaxe binocular). isto é. apresentam exemplos como estes (fig. vemos um retângulo com uma linha que o atravessa. como das bidimensionais. 10) (que não podem ser corretamente explicados pela paralaxe binocular). Não podemos ver dois quadriláteros irregulares. A continuação da vertical impede . que a nossa organização tende a se orientar no sentido da boa continuação. Afigura 10a é bidimensional. Na figura 8. na primeira figura. pois é assunto que requer ainda estudo. E também em função da boa continuação que organizamos uma ou duas figuras. Os gestaltistas. Os aspectos tridimensionais de figuras como cubos e outros desenhos em perspectiva foram sempre explicados pela experiência. Pode parecer bi ou tridimensional. O problema da percepção do espaço tem sido motivo de teorias divergentes. como as tridimensionais.alguma coisa de anexo? Sem dúvida. Aqui. fig. Outra posição é a que explica a percepção da profundidade como resultado da experiência do hábito que adquirimos com objetos distantes. sem negar o efeito desta e da paralaxe binocular. permitem-se concluir. Na segunda figura. Exemplificando esta afirmação.

isto é. 14). se perde ao menor movimento dos olhos. . pelo fator de semelhança de cor. mais unificação se dá. a figura se divide. tendem a ser vistos juntos. Proximidade: elementos óticos. Vemos abc . 11a. Só com muita dificuldade conseguimos ver o arranjo ad que. fatalmente. mas se formam dois grupos alternados de colunas. e a relação das partes é melhor na aparência tridimensional do que na bidimensional. por causa da organização. provocam agrupamentos de quatro colunas em pares. Neste exemplo. mais imperioso. isto é. a percepção é claramente tridimensional.11c. Na figura 11b. se percebe melhor a terceira dimensão. ainda. isto é. em relação à fig. diferentes distâncias. fig.uma percepção mais definida do espaço. que são os mais elementares: proximidade e semelhança. que se explica pela tendência de continuação das linhas 1 e 2. dois fatores de organização. Na figura 10c. os grupos são organizados pela semelhança de elementos. Há. Neste exemplo (fig. Quanto mais curta a distância entre dois pontos. sendo difícil uma organização em continuidade. a constituírem unidades. os espaços são iguais.12) é ab/cd. Na figura 13a. o agrupamento é. Aqui (fig. 13). Qualquer outro arranjo é possível. pois há quebra e irregularidade das linhas. Semelhança: a igualdade de forma e cor desperta a tendência dinâmica de constituir unidades. próximos uns aos outros.filas de 3 pontinhos. Na figura 14a. O agrupamento natural (fig. ainda. de estabelecer agrupamento das partes semelhantes. mais próximas. há uma clara superposição de figuras.

são os mesmos nas duas fases do experimento. do equilíbrio. mais diretamente. provenientes das cores. interessa ao nosso problema. Uma vez que os estímulos luminosos. da Boa Gestalt. ainda. Aqui. da unidade. Vemos filas bem definidas de pontos menores e pontos maiores. Entretanto. a sua possível validade não e o que. tanto quanto o permitam as condições preexistentes. se colocarmos uma agulha no meio do anel. Neste exemplo. veremos que no mesmo momento o semi círculo sobre o fundo vermelho tomará uma cor esverdeada e o semi círculo oposto tomará uma cor avermelhada. um principio geral que. fig. fig. Semelhança e proximidade: são dois fatores que agem em comum. em termos de um dinamismo sensorial à procura da sua própria estabilidade. na verdade. muitas vezes se reforçam ou se enfraquecem mutuamente. E necessário que estes tenham qualidades em comum. que é o conceito de Gestalt no campo de percepção e a constatação de princípios básicos regendo a organização da forma. enfim. o fato só pode ser explicado. estão se reforçando mutuamente. Segundo esse principio. Wertheimer nos dá um exemplo curioso da influência do que ele chama pregnância da forma. apesar da proximidade do hexágono e do ponto. formando dois semicírcu¬ los. A simples proximidade não basta para explicar o agrupamento de elementos. e sim a contribuição objetiva da escola — através da observação direta de dados fenomênicos —. 16. por exemplo. por força de organização que tende a manter unidade e a uniformidade de forma. É o princípio que se chama de pregnância da forma ou força estrutural. como diz Wertheimer. A Gestalt constata. está sujeita a discussões. como hipótese que é. abrange todos os outros. não existe um agrupamento ou uma unidade. O anel circular nesta figura 17 é visto. Todos esses experimentos nos mostram que há uma ordem no agrupamento das partes dentro do todo.A semelhança é fator mais forte de organização que a proximidade. mesmo porque o pouco conhecimento do que se tem da fisiologia cerebral não permite um maior aprofundamento do assunto. . mesmo na percepção das cores. A hipótese fisiológica da Gestalt. homogeneamente cinza. mais ou menos. Entretanto. as forças de organização da forma tendem a se dirigir tanto quanto o permitem as condições dadas no sentido da clareza.15.

nos quais foram empregadas figuras simples como pontos e linhas. de Gestalt. tal como é encarada pela escola. (1) Agora. As forças externas sendo os agentes luminosos bombardeando a retina. a importância da noção de unidade. O Valor da Experiência no Fenômeno da Percepção Foi mediante um grande número de experimentos do gênero. . ou seja: "vemos as coisas como as vemos por causa da organização (forças internas) que se desenvolve a partir do estímulo próximo (forças externas) ". rebatendo as leis da Gestalt sobre objetos. mais uma vez.Na primeira fase do experimento. na psicologia da percepção. qualquer manifestação visual concreta passível de ser lida. salienta-se. as forças de coesão. estimuladas pela unidade da figura. Salienta-se também a relação sujei¬ to-objeto. guardadas as devidas proporções. Com este experimento. que os Gestaltistas fundamentaram sua teoria e assim estabeleceram de modo nítido o valor da experiência no fenômeno da percepção. de estruturar. entendidos aqui como qualquer coisa visível. analisada e interpretável formalmente. esses estímulos exteriores. através deste nosso sistema de leitura visual da forma. são suficientemente fortes para resistir à fragmentação do anel em conseqüência da diversidade do fundo. avançar um pouco mais. da melhor forma possível. e as forças internas constituindo a tendência de organizar. procuramos igualmente. Dito ainda de outra maneira: cada imagem percebida é o resultado da interação dessas duas forças. o que acontece se a figura for seccionada pela agulha.

que dão o embasamento científico a este sistema de leitura visual.Leis da Gestalt A seguir. . foi criado o suporte sensível e racional. espécie de abc da leitura visual. Ou seja. com relação à utilização das demais categorias conceituais. que vai permitir e favorecer toda e qualquer articulação analítica e interpretativa da forma do objeto. a partir destas leis. sobretudo. são colocados os rebatimentos operados sobre as leis da Gestalt.

que configuram um todo. Nestes dois objetos. o próprio objeto. Ainda. edifício central e edifício lateral. em destaque. segregam-se em outras tantas sub-unidades como. configurado pelas diversas unidades dos andares e cobertura e. por outro lado. tem-se o exemplo de unidade que se encerra em si mesma. o edifício lateral. em primeiro plano. parte de um viaduto. brilhos. ou seja. se segrega em diversas outras unidades configuradas por muro gradeado. dentro da conceituação mais ampla. que se segrega em dois grandes elementos longitudinais. cada pessoa também pode ser considerada como uma unidade ou como uma sub-unidade. cores. finalmente. a parte do viaduto. por sua vez. As unidades formais. e a torre. Esta multidão. pode ser entendida como o conjunto de mais de um elemento.Unidades Uma unidade pode ser consubstanciada num único elemento. Ou seja. dentro do todo. obviamente. Neste conjunto arquitetônico. isolados ou combinados entre si. que se encerra em si mesmo. Por outro lado. o primeiro constituído pela esfera e o segundo. o edifício central que. linhas. segregam-se quatro unidades principais: o céu como unidade de fundo. as nuvens no céu. sombras. laterais esquerda e direita. fachada frontal. imediatamente atrás. se segrega em quatro grandes triângulos) e. constituídas pelos elementos de base. Nestes dois casos. numa conceituação mais ampla. . a parte superior da fachada. Uma ou mais unidades formais podem ser segregadas ou percebidas dentro de um todo por meio de diversos elementos como: pontos. em um único elemento. são percebidas. planos. configurando o "todo" propriamente dito. andar térreo. por exemplo. constitui uma unidade como um todo. geralmente. através de relações entre os elementos (ou sub-unidades) que as constituem. subdividida pelos planos horizontal (que contém mais sete elementos quadrados) e o grande retângulo vertical em "x" (que. ou como parte de um todo. na qual é possível se segregar mais quatro unidades geométricas principais. por sua vez. pela letra S. texturas e outros. não existe agrupamento e nem relações entre elementos dos objetos. Estas unidades. volumes.

espelhos retrovisores. Por exemplo. a moça e o mar. pode-se também estabelecer níveis de segregação. o sinal de trânsito. Já no veículo. as portas. o coco em suas mãos.que. pode-se segregar inúmeras outras unidades como: sua carroceria. etc. pode-se perceber inúmeras unidades segregadas pelos elementos de pontos. Neste trecho da Avenida Paulista. aerofólio. se necessário. em primeiro plano. Para efeito de leitura visual. as paredes. as plantas. em primeiro plano. brilhos. se desdobram em outras unidades compositivas em cada um deles. o solo. cores. Já no interior do edifício. situado no primeiro plano de imagem. o semáforo e a sinaleira de comunicação com os pedestres .Segregação Segregação significa a capacidade perceptiva de separar. poder-se-ia decompor também a moça em suas unidades principais como: cabeça. e assim por diante. Na moça. planos. desde que seja suficiente para o objetivo desejado de análise e/ou interpretação da forma do objeto. linhas. segregam-se como unidades ou partes principais: o teto. as unidades informacionais e outros. A segregação pode se. evidenciar ou destacar unidades formais em um todo compositivo ou em partes deste todo. sua saia. Naturalmente. Aqui também. linhas. suas rodas. seu biquíni. . por sua vez. Aqui na praia. feita por diversos meios tais como: pelos elementos de pontos. e assim por diante. planos. destaca-se o totem de comunicação visual. identificando-se apenas as unidades principais de um todo mais complexo. portas. no qual se segregam. brilhos. segregam-se como unidades principais: o veículo. Se necessário. identificar. se poderiam segregar os diversos elementos que constituem as unidades citadas como: as estruturas do teto e das paredes. dependendo da desigualdade dos estímulos produzidos pelo campo visual (em função das forças de um ou mais tipos de contrastes). consubstanciadas pelos diversos objetos existentes no cenário urbano. pára-brisa. a mureta. Como unidade mais evidente. a escada e corrimãos e. sombras. até se esgotar a percepção das unidades visíveis ou considerá-las suficientes para uma dada leitura visual. volumes. pernas e pés. sombras. braços e mãos. tronco. os degraus da escada. como unidades principais. podem-se segregar outras unidades como: seus óculos. a paisagem e o céu no fundo. os textos. volumes. segregam-se como unidades principais: a folhagem. Neste cenário. texturas e outros. faróis. cores e outros. pode-se segregar uma ou mais unidades.

apresenta alto grau de ordenação. A unificação se verifica quando os fatores de harmonia. é bem coerente. que são as leis de proximidade e semelhança quando presentes em partes ou no objeto como um todo conforme se verá mais adiante. 0 contraste de verticalidade presente confere leveza e sentido de elevação à torre. dois princípios básicos concorrem também fortemente para a unificação da organização formal. predominante em muitas das suas unidades compositivas e pelo seu equilíbrio perfeito.Unificação A unificação da forma consiste na igualdade ou semelhança dos estímulos produzidos pelo campo visual. e o contraste cromático dos seus elementos valoriza e torna a figura mais expressiva plasticamente. a unificação também se manifesta em graus de qualidade. a unificação se destaca principalmente pelo seu estilo e linguagem formal. Sua harmonia é plena. com os pesos visuais opostos contrabalançados e distribuídos homogeneamente. A harmonia da figura. a unificação da imagem é notável pelos fatores de proximidade e semelhança. varia em função de uma melhor ou pior organização formal. como um todo. Aqui. pelo objeto. a coerência da linguagem ou estilo formal das partes ou do todo estão presentes no objeto ou composição. 0 símbolo do ying-yang sintetiza exemplarmente o fator de unificação da figura pelo seu equilíbrio simétrico. Contempla na sua composição. Nesta representação. ordenação visual e. ou seja. a propriedade de simetria axial presente em todos os eixos. Nesse caso se poderá atribuir índices qualificativos numa dada leitura. 0 ponto central da figura funciona como um foco de forte atração visual. obviamente. Neste automóvel. na torre Eiffel. Sua harmonia é ordenada e seu design. a unificação da figura se dá pelo equilibro absoluto das suas unidades visuais. equilíbrio. exceto alguns ruídos visuais. além do fator de semelhança das elipses. sobretudo. Importante salientar que. Em tempo. em função dos pesos visuais simetricamente contrabalançados e distribuídos homogeneamente. .

Em outras palavras.Fechamento O fator de fechamento é importante para a formação de unidades. Em algumas imagens. um aspecto importante permeia todas estas imagens. . que é o fator de instigação e atração visual. ou seja. presente em praticamente todas as formas dos objetos. aliado a soluções obtidas com sutileza. com o fechamento físico. contorno dos elementos dos objetos. de que trata a lei da Gestalt. obtém-se a sensação de fechamento visual da forma pela continuidade numa ordem estrutural definida. para promover um refinamento formal delicado para a maioria destas figuras. Entretanto. sem dúvida. confirmando o significado formal desejado. As forças de organização da forma dirigem-se espontaneamente para uma ordem espacial que tende para a formação de unidades em todos fechados. Nestas diversificadas manifestações visuais. predomina o fator de funcionalidade. em outras. por meio de agrupamento de elementos de maneira a constituir uma figura total mais fechada ou mais completa. que reforça e concorre. o fator abstrato. Importante não confundir a sensação de fechamento sensorial. As forças de organização da forma dirigem-se sempre para uma ordem espacial lógica. o fator de fechamento se expressa exemplarmente.

no sentido de se alcançar a melhor forma possível do objeto. No exemplo. acima. 0 equilíbrio e a harmonia. formando unidades parciais. degradês. observa-se boa continuidade tanto formal como cromática. valoriza-o plasticamente. assim como na própria configuração formal da espiral no seu sentido de profundidade. planos. volumes. sem quebras ou interrupções na sua trajetória ou na sua fluidez visual. de maneira tal que permitam a boa continuidade de elementos como: pontos. quase sempre. E também a tendência dos elementos de acompanharem uns aos outros. Ou de um movimento numa direção já estabelecida. ou boa continuação. em termos de equilíbrio e harmonia visual. apesar de mudarem ao longo do círculo. brilhos. valorizam a boa forma dos produtos. A configuração sinuosa do objeto. evidentemente.Continuidade A boa continuidade. com exceção apenas da base de apoio dos frascos. passando a sensação de ligeiro movimento visual. apresentam uma variação dentro de um padrão em degradê. é a impressão visual de como as partes se sucedem através da organização perceptiva da forma de modo coerente. . a boa continuidade da forma aparece de maneira evidente. e outros. de maneira exemplar. a forma mais estável estruturalmente. bem resolvidos. cores. com boa continuação. a configuração formal de melhor continuidade. linhas. uma vez que o percurso do olhar não sofre nenhuma interrupção ou desvio no seu percurso. A linguagem do arredondamento da forma é notável. Neste terminal de informações para videolocadoras. em sintonia com a sua função de uso. 0 círculo é. no produto como um todo. a boa continuidade da forma aparece. As cores são coerentes em cada um deles. As cores. em que é rompido pelo plano de assento. texturas. o fator de boa continuação se manifesta na sua bela e simples forma orgânica. portanto. Neste exemplo. A boa continuidade atua ou concorre. No design dessa linha de perfumes. nos segmentos cromáticos. Nas próprias configurações dos círculos de modo alternado.

segundo. exatamente pelo fator de proximidade. A imagem apresenta uma boa harmonia. na parte de baixo. na parte superior do edifício.Proximidade Elementos ópticos próximos uns dos outros tendem a ser vistos juntos e. embora sua unificação. na paleta de cores. Interessante notar que as duas janelas situadas nas laterais da fachada. pelo fator de proximidade. direção. Já as outras duas unidades (10 de paus) aparecem como figuras isoladas não se integrando ao todo . e outros. todas iguais. os estímulos mais próximos entre si. formadas cada uma pelos conjuntos de 5 figuras de paus). apesar de semelhantes.reforçado pelo de semelhança. sobretudo na sua região inferior. porque.primeiro. exatamente por estarem mais distantes entre si. textura. porque a unidade 10 não é semelhante e. a constituírem um todo ou unidades dentro do todo. cor. como um todo. entre colunas e. principalmente. Em condições iguais.constituindo unidades é exemplificado pela clara segregação de três quartetos horizontais de unidades formadas: pelos elementos decorativos. pela linha formada por dois trios de toldos magentas. o conceito de proximidade. percebe-se claramente duas unidades absolutamente integradas (uma superior e uma inferior de cabeça para baixo. Na carta de baralho. por conseguinte. tamanho. as teclas pretas segregam-se claramente em 2 unidades triplas e 2 unidades duplas intercaladas. Proximidade e semelhança são dois fatores que muitas vezes agem em comum e se reforçam mutuamente. pelas duas linhas de janelas. apesar da figurinha de paus ser idêntica. segrega-se um segmento de arco irregular configurado pelos pequenos retângulos coloridos e contínuos. brilho. Aqui. não se unificam. seja por forma. Neste edifício. terão maior tendência a serem agrupados e a constituírem unidades. Neste teclado. . peso. As teclas brancas. ela é muito menor em relação às suas semelhantes. logo abaixo. reforçam o equilíbrio e a harmonia formal do objeto como um todo. esteja levemente prejudicada pelas quebras na uniformidade das cores dos retângulos no segmento. exatamente pelo fator de proximidade dessas unidades. reforçadas pelo fator de semelhança. tanto para constituírem unidades como para unificar a forma.

proporcionam uma boa unificação do objeto. os estímulos mais semelhantes entre si. à direita. ainda. e a coluna de teclas. . Neste complexo arquitetônico. exatamente pelos fatores de proximidade e semelhança. formada pelos três leds. segregam-se unidades formais configuradas. as três portas se unificam pelos mesmos fatores. Na imagem como um todo. formado pelas teclas de 1 a #. Semelhança e proximidade são dois fatores que. e o contraste de estilo formal. Neste produto segregam-se. peso. terão maior tendência a serem agrupados. exatamente pelo fator de proximidade estar quase eqüidistante nos dois sentidos. totalmente pretas. fruto de uma grande atração e instigação visual. Entretanto. isto é. principalmente. a linha vertical. basicamente. seja por forma. direção. Em condições iguais. daquilo que é visto. provoca interesse imediato. por apresentar alguns ruídos visuais . juntos. o retângulo vertical. não existe unificação entre estas duas unidades. 0 alto contraste de cores valoriza a imagem. em sua organização fragmentada. que compromete sua harmonia em termos de uma ordenação equilibrada. e outros.reforçadas pela cor .e. existe uma harmonia bem ordenada. Em condições iguais. formado pelos seis furos do alto-falante. nos dois tipos de construções. concorrem também para promoverem a unificação do todo. o mesmo acontecendo com as três janelas superiores. por diversas janelas que evidenciam linhas e colunas com boa unificação. reforçado pelo fator de proximidade que. os estímulos originados por semelhança e em maior proximidade terão também maior tendência a serem agrupados. no sentido da harmonia. segregam-se como unidades principais cinco linhas e cinco colunas. sem predomínio de uma ou de outra. as três unidades estelares básicas sobrepostas se segregam claramente pelos fatores de proximidade e de semelhança (sobretudo pelas formas triangulares e pelas cores). sobretudo. segregam-se diversas unidades formais. pela semelhança de seus elementos . Já na fachada da igreja. Nesta pintura. a constituírem partes ou unidades. de estabelecer agrupamentos de partes semelhantes. a constituírem unidades. Estes quatro agrupamentos se originaram em função dos fatores de semelhança formal e cromática e. tamanho. A figura como um todo apresenta uma unificação apenas razoável. pelo deslocamento da superposição das três unidades básicas. além de concorrerem para a formação de unidades. Nesta figura.e por proximidade. dentro da área elíptica. quatro conjuntos de unidades: o retângulo horizontal.acima da unidade central . ordem e equilíbrio visual. Nos edifícios. à direita. e o desenho de cada uma das unidades. tornam a imagem interessante do ponto de vista plástico.Semelhança A igualdade de forma e de cor desperta também a tendência de se construir unidades. cor.

Sua leitura requer atenção e um maior tempo para sua compreensão. no sentido da harmonia e do equilíbrio visual". com maior concentração e sem quase nenhuma regularidade horizontal ou vertical. porém. Comparando-se estas duas imagens. com massas e manchas dispersas e.mais soltos. Na figura à esquerda. Em outras palavras. portanto. que configura um trecho do mapa mundi. é menor o grau de pregnância. por apresentar elementos rebuscados que se confundem com a mesma linguagem formal e a mesma tonalidade cromática que configura a letra. Aqui na imagem da esquerda a pregnância formal é média. e um mínimo de complicação visual na organização de seus elementos ou unidades compositivas. Ela se destaca bem no contexto compositivo. o que provoca um alto contraste em relação aos outros elementos. pode-se afirmar que um objeto com alta pregnância é um objeto que apresenta um máximo de equilíbrio. Já a segunda imagem apresenta um número maior de elementos.Pregnância da Forma A pregnância é a Lei Básica da Percepção Visual da Gestalt e assim definida: "Qualquer padrão de estímulo tende a ser visto de tal modo que a estrutura resultante é tão simples quanto o permitam as condições dadas". percebe-se que a do lado esquerdo possui um índice de pregnância maior do que a do lado direito. sobretudo. por se tratar de um composição que apresenta uma certa dificuldade inicial de leitura por causa de algumas sobreposições e fusão de suas figuras compositivas. além de cores quentes e frias seguindo o mesmo padrão) apresenta baixa pregnância. criativamente elaborada dentro de uma linguagem espontânea e difusa (configurada por por meio de linhas irregulares. sem maiores dificuldades para sua apreensão e compreensão. aleatórias. clareza e unificação visual. a figura é menos legível que a primeira. A letra K é de clara e fácil leitura. Na figura à direita. até certo ponto. é alto o grau de pregnância. Já a pintura da direita. . ordenados e equilibrados visualmente. A razão é muito simples: a primeira imagem apresenta uma melhor organização formal pela própria disposição dos seus elementos na composição . A letra K é apenas de razoável leitura. com sua harmonia sensivelmente prejudicada. pela sua cor preta. "As forças de organização da forma tendem a se dirigir tanto quanto o permitam as condições dadas.

agindo no sistema nervoso do observador. que se traduz em excesso de unidades compositivas. na visão aérea deste parque aquático. Na figura central. tenderá a ser sempre a melhor possível do ponto de vista estrutural. Aqui também. 2. Este tempo maior decorre. Sua leitura é rápida e imediata. Na primeira figura. para efeito deste sistema. pode-se estabelecer um grau ou um índice de pontuação como. exigindo maior tempo para sua leitura e compreensão. as três figuras exigem do observador um tempo maior de atenção para sua leitura. Em resumo. no sentido psicológico. além de sua complexidade. procuram achar a melhor estrutura perceptiva possível no objeto. médio. sobretudo com relação às manchas em cores quentes e às muito escuras. sua harmonia visual é perturbada por diversas irregularidades e pela impressão de sobreposições de elementos formais. Nela predominam os fatores de simetria e de unificação. quanto pior ou mais confusa for a organização visual da forma do objeto menor será o seu grau de pregnância. Quanto melhor for a organização visual da forma do objeto. Já a imagem deste palácio e de seu entorno apresenta um elevado grau de organização formal em termos de harmonia e equilíbrio visual. com alta pregnância. Assim. tanto no edifício quanto no jardim e. portanto. uma boa pregnância pressupõe que a organização formal do objeto. em função de suas inúmeras unidades formais. pode-se afirmar e estabelecer o seguinte critério de qualificação ou julgamento organizacional da forma: 1.. maior será o seu grau de pregnância. no sentido da melhor para a pior qualificação. As três imagens acima apresentam baixos índices de pregnância pelo fator de complexidade. Na pintura abstrata. por exemplo: baixo. por proximidade e semelhança de suas unidades compositivas. Sua organização visual é irregular e confusa. porque as forças internas de organização da forma. alto ou uma nota de 1 a 10. de modo a permitir a sua decodilicação em alguma coisa mais clara e lógica. Naturalmente. . respectivamente. que não se ajustam de modo coerente. Para facilitar o julgamento da pregnância. exatamente. a organização formal do emblema é extremamente profusa em elementos simbólicos. em termos de facilidade de compreensão e rapidez de leitura ou interpretação. a baixa pregnância se caracteriza principalmente pelo fator de complexidade. orgânicos e geométricos.Pregnância da Forma Continuando. agravada por certo grau de ambigüidade. de modo a facilitar sua compreensão.

a forma pode se constituir num único ponto (singular). isto é. a forma é aquilo que determina a matéria para ser algo. é costume distinguir forma de conteúdo .. mas. de per si ou por inteira. a "linguagem". (Do lat. f. uma configuração. é "intelectual". S. Ou seja.espaço e tempo). a forma é não-sensível. após as definições. De um modo mais prático. as que mais se aproximam da conceituação do termo "forma" que elegemos para este sistema. um aspecto particular. Sentido lógico (. contemplando todas as propriedades citadas). metafisicamente. a "maneira". Na estética. forma. Entre estas definições..). 4. aristotélica como .. aquilo pelo qual alguma coisa é o que é ). Os limites exteriores da matéria de que é constituído um corpo e que conferem a este um feitio.. como idéia/ espécie/ gênero/ etc. FORMA (8). num volume (uma forma completa. Por outro lado. dentro destes parâmetros.. 1. a forma é o que permanece inalterável.. especificamente. ou numa linha (sucessão de pontos). 0 termo FORMA (7) comporta diferentes noções. 3.. ela nos informa sobre a natureza da aparência externa de alguma coisa...a lógica clássica distingue-se entre a forma e a matéria do juízo: a matéria é a que muda no juízo.entende-se usualmente por "forma" o "estilo". etc). . a forma possui propriedades que a consubstanciam. ou num plano (sucessão de linhas) ou. Kant quando fala das "formas a priori" e... Para efeito deste sistema de leitura. vamos considerar a forma de acordo com esta conceituação. são colocados os rebatimentos operados sobre a forma e suas propriedades com exemplificações práticas sobre imagens de objetos. das "formas a priori da sensibilidade" .. ainda. Tudo que se vê possui forma". que é a seguinte: " A forma pode ser definida como a figura ou a imagem visível do conteúdo. "conceituai". Como se percebe. Sentido filosófico geral e particularmente metafísico: (.. o termo "forma" comporta e admite diferentes significados. (. Sentido estético (... A matéria é aquilo com o qual se faz algo. Sentido epistemológico (. . 2.).Conceituação da Forma Propriedades A seguir... forma platônica. contextualizadas e comentadas. ficamos com a de Aristóteles. última. entre elas: 1. etc. ou seja. e a do Dicionário Aurélio. acima.)... 5..

a estrutura com seus respectivos panos de vela. ou seja. da boca e. é a de uma mulher. Para se perceber uma forma. a forma. Nesta foto. a forma das sobrancelhas. em função dos contrastes. por meio das forças internas de organização formal. segregam-se inúmeras formas. em parte. as formas das letras. Entretanto. nas palavras. que podem ser de diferentes tipos. As formas das diversas figuras nas fotografias. e assim sucessivamente. é necessário que existam variações. A forma das duas colunas de textos e. nestas. segregam-se as formas de duas mulheres. pelo fator de fechamento perceptual que fecha ora uma. A forma nos informa sobre a natureza da aparência externa do objeto. as roupas. as bandeiras e os tripulantes. dos elementos que configuram um determinado objeto ou coisa. como: o casco. tais como a forma do cabelo. determinada pela própria experiência visual. dos olhos. pelo próprio conceito de unidades configuracionais. Neste catálogo. ora outra figura. nestas. reforçados pelas cores e suas nuances. a forma dos lábios. . ou seja. do rosto e. As configurações esquemáticas das duas modelos e. e as condições e as imagens que prevalecem no sistema nervoso do observador. Aqui acontece uma coisa curiosa: percebemos a figura da esquerda ora como uma silhueta em um fundo branco. como um todo. Aqui. no rosto. Todas elas segregadas pelos diversos contrastes existentes. As diferenças acontecem por variações de estímulos visuais. diferenças no campo visual.Forma A forma pode ser definida como a figura ou a imagem visível do conteúdo. que é. na boca. as palavras e. A Gestalt explica esse fenômeno. Tudo que se vê possui forma. do nariz. Nesta instigante pintura. ora como uma figura branca sobreposta a um fundo escuro. dos cílios. pode-se perceber inúmeras outras formas. aparecem as formas das unidades principais do barco. A percepção da forma é o resultado de uma interação entre o objeto físico e o meio de luz agindo como transmissor de informação.

seja numa composição seja num objeto. . nos antigos televisores. representados pela sua forma perfeitamente esférica. por exemplo. pela sua retroiluminação. condição em que a atenção despertada é muito mais reforçada. quanto se é produzido pelo homem com algum propósito. Esta imagem simboliza o fenômeno do ajuntamento de pontos. amarelo e vermelho) e. Este semáforo exemplifica o conceito de ponto como forte elemento de atração visual. Estes exemplos demonstram também o sentido e o significado do ponto que queremos passar (desta e das outras propriedades da forma que vêm a seguir). tamanho e das diferentes distâncias entre si.Forma Ponto É a unidade mais simples e irredutivelmente mínima de comunicação visual. o sol aparece como principal ponto central de atração visual Como focos de atração visual secundários. considera-se como ponto qualquer elemento que funcione como forte centro de atração visual dentro de um esquema estrutural. tanto se sua existência é natural. não possui extensão. ainda. o arredondamento é sua formulação mais corrente. nas fotografias. sobretudo pela própria forma redonda dos faróis. Geometricamente ele é singular. Para efeito deste sistema de leitura. dependendo de sua quantidade. nos outdoors. Qualquer ponto tem uma grande força de atração visual sobre o olho. Nesta paisagem. pelo contraste das cores institucionalizadas (verde. e outros. enquanto rebatimento operado em exemplos sobre objetos reais. Na natureza. 0 olho e a bola de golfe sintetizam bem o conceito de um ponto como uma unidade singular e de forte atração visual. em que as imagens são configuradas a partir de numerosos pontos que. podem proporcionar maior ou menor qualidade de definição da imagem como. podem ser considerados também os pontinhos configurados pelos pássaros em sua trajetória.

No desenho desse avião. aumenta a sensação de direcionamento. Todas as suas diversas unidades configuracionais como: fuselagem. que não podem reconhecer-se individualmente. "Linhas Orgânicas". As cores contrastantes auxiliam a percepção visual em termos da segregação das diversas unidades que constituem o todo. o termo linha. espontaneidade e. distorção e difusidade. . as linhas jogam papel importante na configuração da imagem como um todo. contorna e delimita objetos e coisas de modo geral. na configuração das roupas (valorizada por textura que enfatiza seu volume) e. sobretudo. e outros. na qual estão presentes os aspectos de espontaneidade. dentro de uma linguagem altamente expressiva. dos países e delimitam as fronteiras entre eles. "Linhas Aerodinâmicas". inclusive. portas. "Linhas Geométricas". A linha conforma. Em design. asas e turbinas. sutileza valorizada pela tonalidade cromática homogênea. manchas e superfícies (chapadas e em profundidade) tudo isso numa sutil combinação cromática em tons frios e quentes que valorizam sua harmonia visual. em que o desenho ganha em graça. Nesta representação do mapa da América do Sul. As linhas realçam as sensações de movimentos e predominam sobre os demais elementos compostos por traços. a imagem é configurada predominantemente por linhas. Já nesta obra de arte. e a cadeia de pontos se converte em outro elemento visual distinto: a linha. Quando dois pontos estão tão próximos entre si. no plural. Nesta instigante pintura abstrata. Nesta equilibrada e harmoniosa composição de página do catálogo de moda da Unip97. o conceito de linha se expressa totalmente: no desenho das modelos. com exceção das fotos. as linhas representam toda a imagem do objeto. A linha pode definir-se também como um ponto em movimento. principalmente.Forma Linha A linha é definida como uma sucessão de pontos. as linhas configuram o contorno do continente. janelas. pára-brisa. nas letras dos textos e na marca-logotipo. define também estilos e qualifica partidos formais como "Linhas Modernas".

tampos de mesas. um plano. dependendo do contexto visual observado. Para efeito deste sistema de leitura. A porta ao lado ilustra o conceito cm que as dimensões da largura e altura de sua folha predominam sobre uma espessura diminuta. A estrada representa também um plano. um plano contínuo. neste caso. retos ou curvos). por definição. Se o comprimento e a largura predominarem fortemente com respeito à espessura (como. de ruas e estradas. Os planos são constituídos principalmente pelas suas fachadas frontais e. Em geometria. Outro conceito conhecido no dia-a-dia profissional e muito usual é o de plano enquanto superfície como. No espaço. não é possível expressar um plano sem espessura. Nesta embarcação. muros e portões. Aqui. diversos outros planos formados por paredes. e assim por diante. folhas de papel. considerar-se-ão estes dois conceitos: 1. os planos podem ser considerados como representados pelos elementos curvilíneos da vela esvoaçante e pelas laterais curvas do casco. Nesta auto-estrada. 2. inseridos nestas como unidades menores. só que dentro do conceito de superfície. portas. todas as edificações representam também o conceito de plano enquanto superfície. 0 plano existindo apenas enquanto superfície de qualquer objeto ou manifestação visual. por exemplo: superfícies de fachadas de edifícios. as placas de sinalização representam os planos. na configuração esquemática da rua Benedito Calixto.Forma Plano O plano é definido como uma sucessão de linhas. janelas. etc. de tetos e paredes. configurando assim a representação de um plano. porém. por exemplo: em folhas de portas. A diferença entre um sólido e um plano é então muito relativa. . cortinas. tem de existir como algo material. tem somente duas dimensões: comprimento e largura. de pisos de campos e quadras desportivas. poder-se¬ á considerar a forma percebida como um plano. independentemente da massa do material que o consubstancia.

Ou. o volume. que dão a sensação de volume à configuração. cores. etc. sombras. e outros. no desenho. ou solidez tridimensional é um efeito que pode ser criado por meio de artifícios. etc. como uma pessoa. Por outro lado. na ilustração. brilhos. 2. Já nestas duas outras imagens. etc. como na pintura. o conceito de volume expressa-se como algo criado pelo homem. brilhos. sombras. o conceito de volume é expresso significando algo real. 0 mesmo acontece com a imagem do motociclista. que avançam e recuam. ou seja.valoriza extraordinariamente as formas que constituem o conjunto pilotomotocicleta. texturas. Sua qualidade visual é a mesma em todos os casos. representado numa superfície plana. 0 sofisticado tratamento gráfico por meio de fortes contrastes com nuances de cores brilhantes e chapadas. A representação dos lutadores em plano bidimensional se traduz por meio de linhas. luz e sombra..Forma Volume Volume é definido como algo que se expressa por projeção nas três dimensões do espaço. . por intermédio de cores. de modo a ressaltar determinadas partes do objeto. Pode-se obter a sensação de espessura ou profundidade pelo emprego de luzes. de duas maneiras: 1. com o uso ou não da perspectiva linear. Pode ser físico: algo sólido como um bloco de pedra. como um edifício. algo real. Nestas duas imagens. formas que avançam sobre outras e também. frias e quentes. luta de sumô e motociclista. pictoricamente. representadas fotograficamente pelo avião e seio de mulher. sobre superfície plana. ainda. existente.

Estas duas imagens também expressam o conceito de representação real. produtos em geral. por exemplo. em primeiro plano. representar perfeitamente duas pessoas conhecidas. acontece a mesma coisa: percebe-se a configuração real de um automóvel Lotus. planos. e outros. volumes ou massas. Na fotografia desta paisagem. o observador o identifica e reconhece como um objeto específico. pode-se referir a duas propriedades visuais distintas dos objetos que são: 1. Desse modo. é o registro por meio de fotografias. Ou seja. em se tratando de configuração. por exemplo. porém. A representação real dos objetos. pelas suas características espaciais consideradas essenciais. estátuas. monumentos. bem como por meio de esculturas. A representação esquemática dos objetos. ou seja. linhas. como no desenho figurativo em que aparece o casal de jovens que pode. 2. deve ser entendida dentro do conceito de representação de um objeto. Nesta imagem. é possível reconhecer a configuração real representada pela estátua do Cristo Redentor. situada no Rio de Janeiro. . A representação real de objetos ou coisas de modo geral são os limites reais traduzidos pelos pontos. Tanto na fotografia em que aparece o Papa. ilustrações e pinturas figurativas.Forma Configuração Real Configuração é sinônimo de forma.

uma configuração esquemática nem sempre é percebida como a forma de uma coisa em particular. manchas. nos dois casos. Aqui neste desenho. o observador não consegue identificar ou reconhecer o grupo ou qualquer pessoa dentro do grupo de maneira particular. chapados. 0 animal está representado por meio de um desenho esquemático com configuração chapada. traços. portanto. podem assumir qualquer identidade. É um outro grupo de pessoas. As configurações esquemáticas são as formas materiais que se originam na nossa percepção. Nesta configuração esquemática. ou seja. mas que raramente coincidem com elas. As configurações esquemáticas. linhas de contornos. silhuetas e outros meios — em desenhos. . conhecida. podendo também assumir qualquer identidade. A figura pode ser representativa de qualquer elefante. formal e cromático. só que representado por outro tipo de linguagem gráfica. por contorno de linhas configurando a silhueta de quatro pessoas . fotografias. percebem-se as formas que consubstanciam as unidades do plano de fundo.obviamente não identificadas e que. existentes entre os elementos do conjunto. Ou seja. As figuras da imagem podem incorporar qualquer tipo de pessoa. da bicicleta e do ciclista em função dos contrastes. Aqui.Forma Configuração Esquemática A configuração esquemática é o registro por meio de representações esquemáticas de modo geral e da representação por meio do conceito de esqueleto estrutural. percebe-se apenas a "mancha" de um grupo de pessoas reunidas. Ambos estão indefinidos. ilustrações. Ou seja. portanto. Neste exemplo. Nesse sentido. fica evidenciado o conceito de esqueleto estrutural. é quando o esqueleto estrutural pode ser incorporado por uma grande variedade de formas. Seu desenho contempla uma configuração sombreada. são geralmente representadas por meio de sombras. e outros. acontece o mesmo.

não deverão possuir conotações determinísticas. coerência e incoerência. Algumas categorias foram transcritas literalmente. consideramos que. impera um certo grau de subjetividade. em função da melhor ou pior organização visual inscrita no objeto de leitura. poder-se-á utilizar os antônimos respectivos de cada categoria. tanto nas definições das categorias conceituais como nos próprios comentários feitos em relação a cada exemplo ilustrado. Dessa maneira. ao serem utilizadas para juízos críticos. Abarcam diversos autores e contemplam. Isto se justifica porque quase toda formulação visual tem o seu contrário e está naturalmente também relacionada com o controle dos elementos visuais que dão lugar à configuração e à forma dos objetos. sobretudo por filósofos e outros pensadores. Elas poderão ser utilizadas de modo positivo ou negativo na leitura e interpretação da forma. todavia. Importante ressaltar que estas categorias conceituais. Destacamos também que. para as referidas leituras com apreciações positivas ou negativas como. e outras. para o objetivo a que se destinam. acreditamos estarem relacionadas neste sistema as mais importantes e suficientes para a leitura adequada de qualquer manifestação visual.Categorias Conceituais Além das leis da Gestalt. dentro de todo o contexto deste sistema. opacidade e transparência. As categorias conceituais fundamentais e as categorias conceituais que têm como finalidade funcionar como técnicas visuais aplicadas serão explicitadas mais adiante. das artes plásticas e da psicologia da percepção. quando for o caso. principalmente. que naturalmente é inevitável em reflexões e pesquisas dessa natureza. obras ligadas aos campos do design. . mesmo porque grande parte dessas categorias é estudada e debatida universalmente há séculos. satisfazem a função. foram acrescentadas duas classes de categorias conceituais para complementar este sistema de leitura visual e torná-lo mais eficaz. Estas categorias e suas respectivas definições foram extraídas das diversas áreas do conhecimento. Entretanto. outras foram complementadas e outras foram criadas em função da nossa experiência e do próprio objetivo de ordem prática deste sistema. por exemplo: harmonia e desarmonia. ordem e desordem. As categorias conceituais escolhidas obviamente não esgotam o assunto.

que suportam o sistema em termos dos rebatimentos levados a efeito nas diversificadas manifestações visuais dos objetos. no contraste e no equilíbrio visual. Estas categorias têm como finalidade. Naturalmente caberá a cada leitor aprofundar maiores estudos sobre cada uma delas e até na criação ou descoberta de outras. muitas vezes se entrelaçam e/ou se superpõem (como. além de darem embasamento e consistência às leis da Gestalt. Categorias Conceituais Fundamentais A seguir são colocadas as categorias conceituais fundamentais consubstanciadas na harmonia. sobretudo com relação à sua lei básica da pregnância da forma. equilíbrio. já que os temas são inesgotáveis. por exemplo: forma.Importante anotar ainda que algumas dessas categorias se desdobram e. concorrer também como poderosas forças de organização formal nas estratégias compositivas. contraste. etc). com suas respectivas propriedades e desdobramentos em formulações opostas. harmonia. .

daquilo que é visto. tudo aliado a uma perfeita integração formal do círculo. Tudo isso valorizado pelo sutil e atraente posicionamento na composição. respectivas. como um todo. predominam os fatores de equilíbrio. sobrepostas a um fundo difuso que realça a figura da mulher. proximidade e semelhança. o equilíbrio simétrico com distribuição eqüitativa dos pesos visuais. a ênfase do fator harmonia se caracteriza principalmente na organização formal da imagem.Harmonia A harmonia diz respeito à disposição formal bem organizada no todo ou entre as partes de um todo. . de modo inequívoco. Na harmonia. sobretudo. A harmonia é. valorizada pela articulação de suas linguagens formais. de ordem e de regularidade visual inscritos no objeto ou na composição possibilitando. pode-se observar os fatores de regularidade. uma leitura simples e clara. Aqui.o conceito de harmonia se revela perfeitamente. na qual o equilíbrio c perfeitamente contrabalançado em função dos pesos visuais originados pelas cores em suas tonalidades claras e escuras. Nestas duas imagens — Arco do Triunfo e Taj Mahal . boa continuidade. Nelas. em síntese. regularidade e equilíbrio visual com distribuição homogênea das unidades e dos pesos cromáticos com suas cores integradas. os fatores de ordem. ordem c. absolutamente integradas e coerentes. geralmente. o resultado de uma perfeita articulação visual na integração e coerência formal das unidades ou partes daquilo que é apresentado. Esta figura exemplifica bem o conceito de harmonia por apresentar.

Harmonia Ordem A harmonia por ordem acontece quando se produz concordâncias e uniformidades entre as unidades que compõem as partes do objeto ou o próprio objeto como um todo. mais a sensação de movimento dos aviões. pelo fator de fechamento. a harmonia existente pelo conceito de ordem é exemplar. quando não existem alterações ou conflitos formais no padrão ou no estilo do objeto. ligeiramente desalinhadas . percebe-se claramente o sentido de harmonia pelo ordenamento aéreo de sua organização no espaço. valorizam extraordinariamente a composição plasticamente. A harmonia existente pelo conceito de ordem também é exemplar. Aqui ocorre a mesma coisa. A quebra de simetria no lado esquerdo rompe. Neste cenário.proporcionada pelos fatores de equilíbrio simétrico e coerência da linguagem geométrica da sua composição. A figura da bandeira apresenta uma harmonia no sentido de ordem visual quase que absoluta no seu todo . Aqui. dada pelos seus rastros. é possível observar relações inteligentemente bem ordenadas e simples. em parte. 0 brilho do sol. com o equilíbrio absoluto da imagem tornando-a mais interessante. . ainda. uma vez que quebra também seu equilíbrio passivo. que atrai a atenção. A harmonia se revela sobretudo pela simplicidade da organização formal proporcionada pelos fatores de regularidade e uniformidade na seqüência dos diversos planos longitudinais com equilíbrio simétrico. Nesta formação dos aviões no céu.com exceção da faixa e das estrelas. Os aviões estão perfeitamente distribuídos e alinhados. Ou seja. além de absoluta compatibilidade de linguagem formal no todo e até nos mínimos detalhes. por compatibilidade de linguagens formais. ordem pela presença de relações ordenadas naquilo que é visto ou. que configuram o desenho de um triângulo. Obtém-se.

Sobretudo pela ordem imposta através da regularidade. desvios ou desalinhamentos e. como um todo. que ora nos parecem ser às claras. ao mesmo tempo. Tudo isso redundando em alta pregnância formal no seu todo. o objeto ou composição alcance um estado absolutamente nivelado em termos de equilíbrio visual. A organização visual se encontra num equilíbrio perfeito. a proximidade e semelhança dos elementos e o fechamento . 0 trecho desta parede de tijolos representa igualmente bem o fator de regularidade pelo alinhamento perfeito dos tijolos no sentido horizontal e nas suas divisões verticais. Pode-se observar todas as leis da Gestalt nesta figura como: a boa continuidade. proporcionado pelo seu padrão de simetria absoluta no eixo vertical. A harmonia é ligeiramente prejudicada por alguns ruídos cromáticos. mesmo assim a leitura e a compreensão são fáceis e rápidas. ricamente ornamentada. Este é outro exemplo notável. além da absoluta coerência de seu estilo e linguagem formal. que sintetiza os conceitos de harmonia por ordem e por regularidade. apresenta como fator principal de harmonia o seu perfeito equilíbrio. com adequada distribuição dos pesos visuais. Esta imagem traduz o conceito de harmonia por regularidade. ora às escuras — e unificação.com o interessante efeito de ambigüidade das setas. na qual. A face da calculadora também apresenta um alto índice de pregnância visual. A harmonia é reforçada pelos fatores de boa continuidade e de unificação formal (pelos princípios de proximidade e semelhança em suas diversas unidades configuracionais). Esta obra de arte.Harmonia Regularidade A obtenção da harmonia por regularidade consiste basicamente em favorecer a uniformidade de elementos no desenvolvimento de uma ordem tal em que não se permitam irregularidades. torna o equilíbrio menos monótono e a imagem ganha em interesse visual. A harmonia é ligeiramente prejudicada pelas diferenças cromáticas e pelos seus efeitos tonais o que. do alinhamento dos seus elementos e pela sua coerência formal. .

A desarmonia é. desordens e desproporcionalidades visuais. irregularidades. daquilo que é visto. . uma impressionante concentração de peso visual da imagem como um todo. Temos ainda. conflitos entre os fatores de verticalidade e horizontalidade (em termos de pesos visuais parciais). principalmente na parte inferior da imagem. em função de inúmeros contrastes como: diferenciações volumétricas. poluição visual. observada desse ponto de vista. de sobreposições e sentidos de profundidades. irregularidades e desnivelamentos visuais. Nesta configuração urbana.Desarmonia A desarmonia é a formulação oposta da harmonia. na qual predominam todos os fatores visuais negativos na sua organização formal. observada deste ângulo. sobreposições fragmentadas. I Eis um trecho da cidade de Nova Iorque que. representa o conceito de desarmonia sobretudo considerando os enormes volumes arquitetônicos inseridos no espaço ambiental. num espaço aparentemente reduzido. para a visão de algo extremamente dinâmico c instigante em percepções sensoriais. Tudo isto concorre. em síntese. desvios. Nesta imagem são notáveis os padrões de irregularidades. distintos estilos estético-formais. o resultado de uma desarticulação na integração das unidades ou partes constitutivas do objeto. Nesta imagem. a desarmonia se manifesta de modo inequívoco. Ela se caracteriza pela apresentação de desvios. a desarmonia visual é evidente pela sobreposição aleatória dos seus diversos elementos compositivos. em partes ou no objeto como um todo. etc. consubstanciados em desordem. entretanto. Em suma uma completa desarticulação na integração do todo observado.

para tornar a imagem interessante e instigante sensorialmente. concorre. ainda. com baixo índice de pregnância da imagem como um todo.Desarmonia Desordem A desarmonia por desordem visual acontece quando se produz discordâncias entre elementos ou unidades dentro de partes de um todo ou do próprio objeto como um todo. 0 desequilíbrio. entre os quais: irregularidades. A desarmonia na sua organização visual se manifesta por diversos fatores. o fator de complexidade está presente em função das numerosas unidades informacionais inscritas nas fachadas das edificações. no entanto. Este cenário urbano exemplifica bem o conceito de desarmonia por desordem. sobretudo. além do uso de alto contrastes cromáticos na diagramação. Tudo traduzido em um ambiente caótico com baixíssima pregnância formal. Temos aqui um alto grau de poluição visual. mas também de seus suportes físicos com sobreposições em planos aleatórios. Observa-se ainda a presença de linguagens gráficas e tipológicas incoerentes por incompatibilidades formais. x a g e - . Tudo isso se traduz em poluição visual da organização da forma. Neste complexo industrial. redundâncias c m algumas das mensagens e d a logo-marca. A desarmonia por desordem se caracteriza também pela ausência de relações ordenadas naquilo que é visto ou por incompatibilidades de linguagens formais ou. fora de qualquer alinhamento e. expressa nos fatores de desalinhamentos. e por uma certa sensação de instabilidade. com sobreposições desniveladas dos seus elementos. a desarmonia visual é produzida pelo fator de assimetria. devido ao uso só de caixa alta) e. desalinhamentos. não só das informações. Nesta esquina. É uma visão completamente dissonante em que as discordâncias formais se manifestam nas diversas unidades em si. descontinuidades e irregularidades. principalmente. várias desproporcionalidades formais nos elementos gráficos. apesar de diminuir a pregnância formal. a desordem visual se expressa por absoluta falta de regularidade. . de suas unidades centrais que se apresentam desordenadas. A imagem apresenta um cenário confuso e caótico. quando os desvios são bastante fortes para alterar o padrão ou estilo visual do objeto. com equilíbrio irregular provocado pelo acentuado peso no lado esquerdo. e e rações dimensionais tipológicas (inclusive com peso visual excessivo. entre si e no conjunto como um todo. No cartaz. ainda.

inseridos e sobrepostos à fachada. este conceito pode ser utilizado como um fator muitas vezes estratégico. Aqui.pertencentes. A desarmonia nesta configuração do número pi também é evidente. Esta evidente desarmonia é reforçada pelo excessivo número de unidades formais que se transformam em poluição visual. com o propósito de causar efeitos visuais inesperados ou insólitos do ponto de vista psicológico. enfatizada por conflitos formais em sua configuração visual como um todo. A composição apresenta irregularidades e algumas sobreposições que atrapalham e confundem sua leitura. a desarmonia da imagem é evidente pelo fator de irregularidade. formado por linhas descontínuas e fragmentadas. 0 equilíbrio visual é passivo. Além disso. incoerentes e fragmentados . A desarmonia por irregularidade neste edifício é exemplar. a imagem é perturbada também pelos outros elementos do meio ambiente. ainda. situados na frente da fachada. pela falta de ordenação na disposição e organização visual dos números. Principalmente.Desarmonia Irregularidade A desarmonia por irregularidade é um fator oposto ao de regularidade. de aplicação de cores e. visível no contorno da abertura na parede. Ela se caracteriza pela ausência de ordem e de nivelamento. Não obstante. . Ela se caracteriza pelo fator assimétrico e por contrastes incoerentes de planos em alto e baixo relevo. Começando pela própria arquitetura de sua fachada. porém contrabalançado por forte efeito plástico no centro da figura. traduzidos pelos diversos elementos irregulares.

todos os fatores como configuração.Equilíbrio O equilíbrio é o estado no qual as forças. presente em todos os eixos. Esta figura expressa o conceito de equilíbrio absoluto. que origina forte apelo e atração visual na imagem. e o todo assume o caráter de "necessidade" de todas as partes. pela distribuição eqüitativa dos pesos visuais. concorre o fator de simetria axial. A harmonia. e pelas elipses gravitando em torno do ponto central. Eles se encontram distribuídos homogeneamente nos dois lados verticais das composições. por sua vez. é regular e bem ordenada. Na escultura feminina. se compensam mutuamente. numa composição equilibrada. Na imagem do monumento e do edifício. o equilíbrio assimétrico acontece pelo fato de que a parte superior do corpo é contrabalançada pela parte inferior. agindo sobre um corpo. apesar da imagem apresentar uma disposição ligeiramente assimétrica na figura central. tanto físico como visual. nestas duas imagens. Ele é conseguido. em sintonia com uma postura corporal harmoniosa. o equilíbrio é proporcionado pela distribuição eqüitativa dos pesos visuais. Por exemplo. 0 sentido da visão experimenta equilíbrio quando as forças fisiológicas correspondentes no sistema nervoso se distribuem de tal modo que se compensam mutuamente. 0 equilíbrio. 0 substrato losangular escuro projeta a figura central clara para o primeiro plano. o que valoriza plasticamente a harmonia do conjunto e realça a forte atração visual da imagem. Novamente. o equilíbrio é absoluto pelo fator de simetria no eixo vertical. direção e localização determinam-se mutuamente de tal modo que nenhuma alteração parece possível. . o equilíbrio se traduz por compensação de forças. Nesta pintura. na sua maneira mais simples por meio de duas forças de igual resistência que puxam em direções opostas. é o estado de distribuição no qual toda a ação chegou a uma pausa. Esta definição física é aplicável também ao equilíbrio visual. Os pesos visuais encontram-se homogeneamente distribuídos em todos os lados da composição. Para isto.

que um objeto colocado no centro pode ser contrabalançado por outros menores colocados fora dele. pelas cores. a monotonia da organização formal dos elementos horizontais.cabeça e o tronco. contrabalança o equilíbrio com a posição e a postura das pernas da atleta. em Brasília. . por exemplo. Observada deste ponto de vista. no entanto. influenciado em parte. com uma maior massa visual no corpo dos dois edifícios verticais interligados.Equilíbrio Peso e Direção Peso e direção são propriedades que exercem influência particular sobre o equilíbrio. Cada uma das direções visuais tem um forte significado associativo e é uma valiosa ferramenta. A razão é simples: nesta composição. 0 peso conseguido através da cor pode ser contrabalançado. 0 maior peso. apresenta uma ligeira descompensação no seu equilíbrio visual. A harmonia do conjunto. Isto significa. a figura do pássaro. pendendo para o lado esquerdo. 0 peso é sempre um efeito dinâmico. os referidos edifícios ajudam a quebrar. mantém-se inalterada. Porém. Uma "posição" forte no esquema estrutural pode sustentar mais peso do que uma localizada fora do centro ou afastada da vertical ou horizontal centrais. que representam o maior peso visual na imagem. proporcionando uma organização formal bastante harmoniosa. 0 peso sofre influência da localização. por exemplo. o equilíbrio acontece exatamente pela compensação dos pesos visuais. proporciona um forte equilíbrio no esquema estrutural. A direção da forma pode ser equilibrada pelo movimento em direção a um centro de atração. localizado no centro dos eixos diagonais e. Nesta composição. o maior peso visual está concentrado do lado direito da imagem. Nesta figura. tanto para soluções projetuais de objetos como para a composição de mensagens visuais. constituído pelos braços. existe um maior número de unidades desse lado e. sendo que. sem dúvida. A imagem do Congresso Nacional. . 0 conjunto resulta numa organização plástica atraente e harmoniosa visualmente. maior será o seu peso. sobretudo. pelo peso através da localização. contra um fundo muito claro. de modo interessante. inclusive. Quanto maior for a profundidade alcançada por uma área do campo visual.

A sobreposição das figurinhas com bastão na mão confere à imagem um efeito interessante c contribui para romper um pouco com a sensação estática provocada pela sua harmonia geral. em parte. e no edifício da corte americana. ao lado. pela ligeira sensação de flutuação das figuras no espaço. principalmente. A sensação de movimento. ou mais de um eixo. É uma configuração que dá origem a formulações visuais iguais. pela ligeira inclinação da perspectiva da imagem para trás. valorizando-a do ponto de vista plástico.as formas são iguais nos dois lados do eixo vertical central -. o equilíbrio é absolutamente perfeito. sem serem exatamente iguais. * No desenho ao lado. o que concorre para um equilíbrio visual harmônico. formado pelas duas auto-estradas e suas alças de acesso. Sua utilização pode resultar em algo enfadonho. com relação às figuras centrais e. todos eles inclinados. vertical. Agrupamentos simetricamente organizados tendem a ser percebidos mais facilmente do que agrupamentos assimétricos. Ou ainda. predominam os conceitos de ordem e. Na gravura. Neste complexo. a passividade da imagem é quebrada. ou seja. diagonal ou inclinada. em parte. no edifício.Equilíbrio Simetria A simetria é um equilíbrio axial que pode acontecer em um. para tornar a composição ou objeto mais interessante. 0 conceito de simetria se expressa em todos os eixos. a monotonia da imagem. guardem uma forte semelhança. . traduzida pelas enormes curvas das alças de acesso quebra. sobretudo. as unidades de um lado são idênticas às do outro lado. Nesta gravura africana. Nesse caso. tendo como ponto de atração visual e irradiador dos raios diagonais o círculo central. o equilíbrio e a harmonia tornam o conjunto perfeito. dentro de um certo relativismo. nas posições: horizontal. deve-se jogar com outros conceitos formais de equilíbrio. de simetria . A simetria está presente em quatro eixos principais. sem graça e estático. Todas as forças e pesos visuais estão distribuídos homogeneamente. pode-se considerar também como equilíbrio simétrico lados opostos que.

o que confere à imagem um resultado formal interessante c instigante visualmente. também contrastante. A harmonia também é notável. Na imagem das rochas. a imagem passa uma certa sensação. além de equilibrado. Nestas duas imagens. A foto desta mulher apresenta como novidade o fato de ser uma imagem simétrica e. .Equilíbrio Assimetria A assimetria é a ausência de simetria. Para se obter um resultado interessante com o fator assimétrico. Nesta imagem abstrata. Ao mesmo tempo. valoriza extraordinariamente o objeto ou a composição do ponto de vista plástico ou de instigação psicológica. A sua utilização para se conseguir equilíbrio visual é geralmente complicada. também se logrou o ajuste das forças de organização visual da forma. o contraste assimétrico se manifesta em todos os eixos. ao mesmo tempo. sob todos os ângulos. de modo natural e na da sereia. ou mesmo semelhantes. enriquecida pela sutileza das imagens. vertical ou diagonal. ao mesmo tempo. quando conseguido. e o equilíbrio c conseguido apesar de um acentuado peso visual à direita. de delicadeza e agressividade formal. estimulante. nenhum dos lados opostos são iguais. o jogo das cores e a mistura contrastante de formas agudas e arredondadas confere um resultado plástico. justamente pelo contraste de cor forte e acentuado num dos lados. Por outro lado. . por meio artificial. As duas composições apresentam o fator de assimetria. em ambas. Ou seja. requer-se o ajuste de muitas forças que. muito interessante do ponto de vista de ajuste das forças de organização visual da forma. Ela apresenta um resultado formal intrigante e. assimétrica. em nenhum dos eixos de referência: horizontal.

instável. A concentração de maior peso visual no lado esquerdo. A sensação de desequilíbrio da mulher desta figura provoca uma ligeira inquietação aos olhos do observador. esta instabilidade pode ser utilizada como uma técnica compositiva para provocar. inclusive. A inclinação planejada do primeiro objeto e a inclinação natural do segundo provocam evidente inquietação visual. As posições inclinadas concorrem para refletir e acentuar o desequilíbrio. passa uma esperada perda de estabilidade. Uma composição ou um objeto formal ou visualmente desequilibrado parece acidental. ambos chamam a atenção pelo inesperado. Numa composição ou num objeto. inquietar. somado a cores fortes e contrastantes. como forte recurso plástico. Naturalmente. em relação ao eixo do corpo da mulher. transitório e. Aqui. Obviamente. e o desequilíbrio funciona. o conceito de desequilíbrio se expressa nos patinadores e nas figuras da gravura africana. quentes e frias. provoca um resultado visual realmente surpreendente. surpreender ou chamar a atenção do observador. Tudo isto. . ao mesmo tempo que provocam sensação de movimento. por causa da sua instabilidade no eixo vertical. os elementos constitutivos apresentam uma tendência para mudar de lugar ou forma. portanto. não conseguem equilibrar-se mutuamente. agindo sobre um corpo. Ou seja é o estado no qual as forças. a fim de conseguir um estado que melhor se relacione com a estrutura total. 0 frasco de perfume inclinado à esquerda e a famosa Torre de Pisa são dois exemplos típicos de desequilíbrio.Desequilíbrio É a formulação oposta do equilíbrio.

também concorre para valorizar a cena. o meio para intensificar o significado e. portanto. É também um processo de articulação visual e uma força vital para a criação de um todo coerente. sacode. pelo fundo azul do céu. Já nesta composição. sobretudo.Contraste A importância e o significado do contraste começa no nível básico da visão através da presença ou ausência da luz. no movimento sutil das linhas sinuosas da jovem e da água jorrando. os contrastes se manifestam de diversas maneiras. o contraste se manifesta em tons e semitons. 0 contraste é também uma contraforça à tendência do equilíbrio absoluto. confere à imagem um efeito de perspectiva proporcionalmente atraente. o que chama a atenção de imediato é a esquiadora no primeiro plano e a sensação de movimento dinâmico da figura. no jogo do claro-escuro. numa escala de gradientes preto e branco. ele desequilibra. Aqui. com a frente da locomotiva em primeiro plano. num contraste interessante com o enorme tamanho da máquina. E a força que torna visível as estratégias da composição visual. Em todas as artes. É de todas as técnicas a mais importante para o controle visual de uma mensagem bi ou tridimensional. principalmente. o que confere á imagem uma certa carga de dramaticidade. 0 ruído visual provocado pela figura da mulher em segundo plano. com as forças visuais se autocompensando num equilíbrio perfeito conseguido de modo bastante criativo e harmonioso. As forças em equilíbrio se autocompensam. 0 contraste dimensional no sentido longitudinal. Nesta belíssima pintura. e a harmonia visual é intensificada pelo esquema estrutural proporcionado pela perspectiva resultante do ponto de vista observado. na proporcionalidade dos elementos compositivos e. num arranjo visual harmonioso valorizado pelos contrastes de cores quentes em oposição às cores frias intensificadas. Nas tonalidades cromáticas. para simplificar a comunicação. estimula e atrai a atenção. . o contraste é uma poderosa ferramenta de expressão. situada num lugar insólito e inusitado.

realçando a importância crucial do contraste para o controle do significado e da organização visual da forma do objeto.Contraste O contraste. A ênfase no eixo diagonal provoca uma ligeira instabilidade na figura. contornos. . cores. tonalidades. com todos os elementos básicos: linhas. Por exemplo. direções e. Contrastes de cores e dimensionais denotam. como também é capaz de dramatizar esse significado para fazê-lo mais importante e mais dinâmico. A composição apresenta uma organização visual atraente e sutil. Cada elemento visual oferece possibilidades múltiplas na produção de informação visual contrastada. Todas essas forças são valiosas na ordenação dos input e output visuais. Nesta pintura. pode-se associar uma outra coisa pequena perto desta. por sua vez. A imagem sintetiza diversos contrastes. sobretudo. tais como: linhas. sobretudo. o contraste se verifica sobretudo na variada gama de efeitos em tonalidades cromáticas do mais claro ao mais escuro. não só excita e atrai a atenção do observador. direções. Cada polaridade puramente conceituai pode associar-se mediante elementos e técnicas visuais que são. Equilíbrio estável. a proporção e a relação de escala entre os elementos desta configuração esquemática. A concentração de maior claridade no rosto da criança chama a atenção e se torna o ponto focai principal da imagem. movimentos e. denota proporção entre os diversos elementos e relações de escala. principalmente. 0 contraste pode ser utilizado. contornos irregulares. com a proporção e a escala. 0 olhar percorre a silhueta da figura com inúmeras quebras no seu percurso. no nível básico de construção e decodificação do objeto. como estratégia visual para aguçar o significado. Equilíbrio dinâmico. se se quer que uma coisa pareça claramente grande. o que provoca um efeito de equilíbrio dinâmico. associados ao seu significado.

pode-se utilizar uma escala de cinzas que vai do branco ao preto. Aqui. o equilíbrio é harmônico e valorizado pela passividade da figura do casal em contraste com o deslocamento da figura da lua dos eixos tradicionais de simetria. por outro lado. os semitons e o banho de luz sobre o rosto da mulher.Contraste Luz & Tom O contraste por luz e tom baseia-se nas sucessivas oposições de claro-escuro. Na figura à esquerda. a imagem como um todo sintetiza os conceitos expressos acercontraste tonai. Nestas duas imagens.ca do líbrio torna cena. na pintura e artes cênicas. obtida pelo uso de retículas e padrões. As imagens praticamente se dividem em duas porções. acontece quase a mesma coisa. reproduzindo-se sobre os objetos. Um mesmo tom muda seu valor conforme outro que se lhe associe. 0 contraste tonai é absoluto na figura do casal em contraponto com a figura da lua. . há uma grande variação de tons. 0 contraste por luz e tom é um recurso visual bastante explorado. por exemplo. dentro de certas relações contextuais. na fotografia. A organização formal denota também harmonia e equilíbrio em ambas as imagens. um efeito dinâmico na imagem. A figura apresenta as variações tonais citadas. 0 equiformal está dentro de um contexto de sensação de movimento que a muito interessante visualmente. Entre a luz e a escuridão. o contraste é bastante forte devido à pouquíssima variação tonai. dão um toque de grande refinamento. o fator de fechamento denotando o rosto do homem valoriza extraordinariamente a imagem. aliados ao fator predominante de sutileza presente na composição. Já na foto à direita. claras e escuras. 0 efeito da luz.com a presença ou ausência da cor. Numa representação monocromática. 0 resultado da organização formal da imagem como um todo é instigante. o que provoca. Nesta . Já o fundo apresenta um contraste tonai numa escala gradual que vai do claro ao escuro passando pelos gradientes acinzentados. cria a noção de volume .

As diversas cores desta tenda indígena atuam. como é evidente. As cores. por exemplo. representado esquematicamente. mais amenos ou mais agressivos. as cores frias proporcionam contrastes cromáticos leves. emocionais e. harmonioso. 0 equilíbrio é conseguido pela distribuição dos pesos visuais de modo irregular. por outro lado. emergencial. cromoterápicas e outras. dentro de um espaço bidimensional. 0 uso proposital. de acordo com o contexto em que atuam. Pode-se inferir também. realçando aspectos subjetivos. por exemplo. delicadeza formal e calor humano. E uma força poderosa do ponto de vista sensorial. porém. Aqui. através dos significados que se lhe adicionam simbolicamente. Este semáforo. sobretudo. as cores se apresentam tal como produzidas pela natureza. uma composição. .Contraste Cor A cor é aparte mais emotiva do processo visual. além de passar uma interessante sensação de primeiro plano dos elementos esverdeados em oposição a uma sensação de profundidade dos elementos azuis e das outras tonalidades reflexivas. Além disso. A cor pode ser explorada para diversas finalidades funcionais. como também valorizam a composição no aspecto emocional pelos fatores subjetivos de sutileza. pelo predomínio das cores quentes. as cores representam não só as evidências naturais. do claro-escuro e de cores quentes-frias pode fazer com que os objetos pareçam mais leves ou mais pesados. pode ser equilibrada ou desequilibrada. de modo simbólico e subjetivo. A cor pode ser um elemento de peso. como também tem um valor independente informativo. sensações de alegria e entusiasmo. transmitindo sensação de claridade e leveza visual. mercadológicas. psicológicas. 0 próprio volume do objeto pode ser alterado pelo uso da cor. simbólica. que elas ajudam a passar. A cor não só tem um significado universalmente compartilhado através da experiência. pelo jogo das cores que nele atuem. simboliza a utilização das cores dentro dos contextos institucionais nos quais se normatizam uma ou mais cores para passar determinados códigos ou significados diversos de ordem funcional. e outros. numa mistura de cores quentes e frias. principalmente. Nesta bela pintura abstrata. a ordem e a harmonia da imagem como um todo. o jogo de cores nesta composição acentua o equilíbrio. dando vida à composição. sutis e delicados. Nesta pintura. Possui uma grande força e pode ser empregada para expressar e reforçar a informação visual. podem fazer algo recuar ou avançar. dependendo de como se organizam. simbólicas.

por exemplo. de uma maior estabilidade de seus diversos elementos contrastantes. as formas verticais passam a sensação de leveza e menos estabilidade. acontece o contrário. A forma vertical se adapta ao eixo dominante do espaço. Neste monumento. esta composição passa uma percepção tendendo mais para baixo. Portanto. Apresenta uma mistura arquitetônica de construções formais horizontais e verticais.Contraste Vertical & Horizontal As direções horizontais representam o mundo concreto de ação do homem. visualmente terá mais peso. com algumas mais altas c outras mais baixas. Isto significa. as formas horizontais passam a sensação de maior solidez e de maior estabilidade sobre o plano em que se assentam. Em termos gerais. se deve fazer a metade superior mais curta. . que. sensação de segurança e confiabilidade funcional. forma ou cor. quando colocado mais alto. ou seja. enquanto que. De modo geral. o equilíbrio na direção vertical não pode ser conseguido colocando-se objetos iguais em diferentes alturas. sua própria forma transmite equilíbrio e também. a se elevar. se quisermos que duas metades sejam percebidas visualmente idênticas. Um objeto de certo tamanho. de modo subjetivo. ou seja. Esta configuração de cidade praticamente reúne e sintetiza estes dois conceitos. um plano horizontal atravessado por um eixo vertical. e todos os elementos do padrão se observam na relação adequada. Já aqui. Nesse caso. com as verticais. que é. portanto. tendendo a se levantar do solo. a horizontalidade do navio passa a impressão de que este está plenamente estabilizado sobre o mar. a esbeltez da forma produz uma sensação de leveza visual e acentua um aspecto característico das formas altas e finas. que é a impressão sensorial de algo que tende a se elevar do solo.

pelo desenho assumido pela própria postura do jogador . 0 fator de fechameto. valoriza a imagem conferindo-lhe forte expressividade.Contraste Movimento O movimento visual é definido como função de velocidade e direção. Equilíbrio dinâmico e harmonia plena. As sensações de movimento são acontecimentos que se dão em seqüência. o movimento é percebido de maneira evidente pelos fatores de sentido. 0 equilíbrio é estável pela condição simétrica de figuras opostas em cena. principalmente. 0 casal de bailarinos dá a impressão de movimento. pela figura do animal estar numa postura de flutuação no espaço. Ele está relacionado com o sistema nervoso que cria a sensação de mobilidade e rapidez. Aqui.com suas pernas e braços em diversos posicionamentos — reforçado pela sua flutuação no espaço. das quais se registra uma mudança estática. Nesta composição. e outras. através de estimulações momentâneas. inclinação e. Pode-se afirmar que qualquer imagem visual que apresenta os objetos por meio de qualidades perceptivas. o que a realça ainda mais. sobretudo. denotando os dois atletas. aliado ao gradiente tonai do fundo. direção e. superfície sombreada. direção oblíqua. A sensação de movimento é dada principalmente pelo sentido e direção inclinada das duas figuras acima. tais como forma de cunha. direção. 0 dramatismo cromático. pela qualidade da postura formal e o sentido de giro. dará impressão de movimento. a sensação de movimento é notável pelos fatores de sentido. . valoriza a composição em termos de equilíbrio e harmonia visual.

mobilidade e ação. mais forte ou mais veloz. a mancha branca com elementos pontiagudos e as barras sobrepostas. é um movimento mais exacerbado. só que levado a efeito em um plano inclinado. Exemplo típico. momentânea. frias na paisagem e a neve fragmentada conferem sutileza. a gama dos contrastes de direções. o dinamismo da imagem é notável. dentro dos conceitos já definidos. acentuam a agressividade e o dinamismo da imagem.Contraste Dinamismo O contraste por dinamismo é um movimento dinâmico. . 0 contraste das cores quentes na figura. Pode-se considerar como dinâmica uma composição visual em que predominem as sensações de movimentos e ritmos. todos inclinados. ou seja. com destaque para a postura do atleta que rompe violentamente para o primeiro plano de trás para frente. ou em partes do objeto. cores e pesos visuais desbalançados concorrem para enfatizar um atraente desequilíbrio formal. 0 equilíbrio é notável pela divisão dos pesos no eixo diagonal e a harmonia é bem ordenada. no objeto como um todo. 0 movimento nesta cena é muito forte. impera também o conceito de dinamismo. Aqui. pelos mesmos fatores já comentados. de maneira muito intensa. Somado a isso. acontece o mesmo efeito. 0 fundo negro. Nestas cenas. A sensação de movimento dinâmico reflete sobretudo. enfatizado pelos recursos gráficos de linhas retas e onduladas e pela flutuação no espaço do corpo do atleta. para frente e na direção ascendente.

0 equilíbrio é estável e a composição é harmoniosa como um todo. reforçam o equilíbrio estável. alternadas. Equilíbrio perfeito. com um pequeno ruído visual provocado pela figura do navegador. 0 ritmo da embarcação abaixo obedece ao mesmo conceito de movimento encadeado e repetitivo. As figuras ao lado apresentam uma sucessão de ondas encadeadas e seqüenciais. 0 equilíbrio é dinâmico e harmonioso. 0 contraste branco e preto. as forças visuais estão cem por cento contrabalançadas. o ritmo é caracterizado pela repetição das figuras dos cavalos e cavaleiros. reforçado pelas formas absolutamente idênticas dos atletas. As barras. o ritmo é dado por uma seqüência visual circular e ininterrupta de unidades iguais.Contraste Ritmo O ritmo é um movimento que pode ser caracterizado como um conjunto de sensações de movimentos encadeados ou de conexões visuais ininterruptas. ainda. que atravessam ambas as figuras. a sobreposição existente e o desenho das linhas finas e grossas do fundo reforçam a sensação de ritmo conferida à imagem. na maior parte das vezes. As setas passam uma sensação de contínuo e uniforme movimento. Nesta cena. uniformemente contínuas ou seqüenciais ou semelhantes ou. A figura de baixo acentua o seu ritmo visual pela descontinuidade de tamanho das diversas ondas. situado na extremidade esquerda. Já. neste exemplo. .

centralizada na composição. mais os contrastes cromáticos e as variações tonais do conjunto promovem uma certa impressão de movimento linear pela boa continuidade das formas. A harmonia ordenada da imagem como um todo. num forte contraste com os demais elementos. 0 posicionamento desta bomba de combustível representa bem a noção de passividade. A imagem dá a sensação de uma coisa em repouso. A profundidade longitudinal alcançada no sentido inclinado. é evidente. parada. Ou seja. valorizada pelas nuances do contraste degradê do claro-escuro ascendente do fundo e pela configuração da lua. é inerte e submisso.Contraste Passividade A passividade é definida como o estado natural de um ser que sofre uma ação sem reagir. originando uma certa ambigüidade. uma condição em que as forças visuais se encontram em repouso. A harmonia da imagem é perfeita. também prevalece o conceito de passividade. imóveis. a passividade dos elementos em si é relativamente rompida pela interessante perspectiva da imagem. sem produzir ou causar sensação de movimento. sobretudo. com relação à figura do animal. Aqui. 0 equilíbrio é absolutamente estático. A técnica de representação passiva produz uma força imóvel. os contrates formais do fundo e da base de apoio. 0 equilíbrio também é estável. Neste conjunto de esculturas. 0 equilíbrio é estável e ao mesmo tempo dinâmico. . não toma parte ativa. Pode-se também considerar como passiva ou estática qualquer composição ou objeto que apresente um equilíbrio absoluto. não exerce ação. mediante um equilíbrio absoluto.

mais fácil ainda. É fácil também intuir a proporção e a escala dessa tesoura. o dimensional. 0 contraste principal é o dimensional. Além dos contrastes dimensionais. Aqui. obviamente. Nesse caso. 0 contraste predominante na figura é. o que torna a composição atraente. Com relação ao veículo. é interessante ressaltar a predominância do acromatismo com seu contraste se restringindo ás variações tonais da cor cinza. A harmonia do conjunto se destaca pelo ordenamento e clareza visual. porque a referência é conhecida. esta figura demonstra bem o conceito de proporção. Representativa da evolução do Homem. geométrica ou determinada intuitivamente. o próprio homem. exatamente pelas dimensões da mão humana. É possível avaliar as dimensões do carro e de suas partes pela referência representada pela figura humana. A proporção implica. de maneira que cada um deles seja parte integrante do todo. as relações de escala destas dimensões. ou seja. Os elementos devem ser combinados com um sentido de ordem e unificação.Contraste Proporção As relações entre as medidas do contorno de um campo visual ou de um objeto e as medidas das partes ocupadas por elementos nele dispostos ou montados podem ser arbitrárias ou obedecer a uma ordem matemática. existem os contrastes cromáticos dados pelas variações tonais nas cores quentes e frias. . sempre uma comparação entre dois ou mais elementos. obviamente. acontece a mesma coisa. Podemos perfeitamente avaliar dimensionalmente o tamanho dos diversos indivíduos e estabelecer. 0 equilíbrio é dinâmico e a harmonia do conjunto é muito bem ordenada. de modo aproximado.

promovido pelo referido símbolo. posicionado de maneira bem proporcional ao texto. frio ou quente. é uma linguagem gráfica e uma organização formal absolutamente condizente com a sua função de dar segurança e clareza ao tráfego de veículos e pedestres. 1:10 ou 10:1. térmicas ou outras. 0 equilíbrio e a harmonia . Como.do conjunto resultam estáticos e enfadonhos.super ordenados e regulares . e sua harmonia é valorizada pelo ruído visual positivo. apresenta equilíbrio estável. vertical e horizontal. Esta peça gráfica do movimento ecológico é notável por uma ampla gama de contrastes como: tipológico. regularidade e simetria. Este edifício sintetiza bem os diversos contrastes citados. a escala sempre vai estabelecer uma certa proporção entre os referidos elementos ou categorias — escala natural. dimensional. sempre comparativamente a outro elemento próximo ao campo visual ou nas partes que configuram um objeto. tonais. . pesado ou leve. sobretudo da torre em relação ao corpo do edifício. com os pesos visuais distribuídos homogeneamente. os contrastes existentes do ponto de vista dimensional. a escala é evidentemente reduzida. Por outro lado. movimento instável do símbolo de três setas e variação tonai em cinza. reduzida ou ampliada. No cartaz ao lado. que pode ser considerado num tamanho exagerado em relação ao músico e seu instrumento. por exemplo: 1:1. claro ou escuro.Contraste Proporção & Escala Os elementos ou unidades formais definem-se uns em relação aos outros. 0 equilíbrio do conjunto é estável pela organização formal ordenada e coerente. como um todo. Um elemento é grande ou pequeno. sejam elas dimensionais. Essa relação chama-se escala e é um meio para reproduzir realisticamente as relações existentes entre os objetos. por conseguinte. e assim por diante. de proporcionalidade e escala dimensional. o destaque vai para o texto. maior peso visual concentrado nas duas primeiras letras em negrito e. Neste cruzamento viário. nesse caso. principalmente pelos fatores de ordenamento. A figura. Em resumo. 0 equilíbrio e a harmonia do conjunto estão em plena sintonia. por exemplo. etc. dimensional.

espontaneidade e até certa agressividade visual. A configuração do avião caracteriza. no seu design gráfico. precisos. rígidas e de contornos e arestas precisas. enquanto formas pontiagudas e de arestas bem definidas. diversas configurações: pontiagudas. retas. Nesta catedral. em que a profusão de unidades configuracionais se destaca pela riqueza simbólica. o conceito de agudeza é revelado principalmente pelas suas formas planas. . amiúde. e assim por diante. produz uma sensação de tensão e até uma certa agressividade formal e.Contraste Agudeza O contraste por agudeza está intimamente relacionado com a clareza e com a acuidade visual. principalmente. como: precisão. Todas passando e orientando significados os mais variados. Seu imenso volume transmite sensação de solidez à construção. que. a par de cumprir objetivos funcionais e operacionais. retas. Na imagem deste caminhão. o conceito de agudeza se manifesta predominantemente nas inúmeras torres e elementos decorativos e reforçam um certo sentido de elevação. unidades formais predominantemente dentro do conceito de agudeza formal. contornos precisos. rígidas. em organizações formais geométricas. que é a capacidade de discriminar estímulos visuais a fim de se obter nitidez de expressão da forma. de grande impacto visual. quase sempre. penetrantes e cortantes dos objetos. o conceito de agudeza. planas. A agudeza. dão também uma sensação de agressividade visual de grande impacto. informacional e ornamental. rígidas. de formas pontiagudas. A agudeza se consubstancia por meio de contornos retos. Esta característica predomina sobretudo. Estas três imagens contemplam e sintetizam. A fachada simétrica configura uma composição harmônica e equilibrada visualmente. Percebem-se nelas. sutileza. Esta linguagem formal geralmente torna a leitura visual simples e de rápida compreensão.

pelos poderosos programas computacionais existentes. Importante observar que estas técnicas não têm e não guardam qualquer relação com os numerosíssimos efeitos visuais e suas infinitas combinações. hoje em dia. que dizem respeito às categorias conceituais que elegemos como técnicas visuais aplicadas. estes efeitos podem incrementar ou adicionar. eventualmente. Elas têm a finalidade de. fornecer também subsídios valiosos para procedimentos criativos com relação à concepção de trabalhos e desenvolvimento de projetos de qualquer natureza. sobre diversos objetos. por exemplo. além de funcionar para a leitura visual da forma. Enfatizamos que. quando muito. . proporcionados. uma maior qualidade expressiva às técnicas visuais conforme tratadas e exemplificadas adiante. são colocados os rebatimentos. do tipo Photoshop.Categorias Conceituais Técnicas Visuais Aplicadas A seguir.

A figura da girafa em primeiro plano. portanto. independentemente de o objeto apresentar uma estrutura formal simples . sobretudo. Sua leitura visual se faz de maneira fácil e imediata. e por sua organização formal se apresentar harmoniosa. confere sutileza e um certo dinamismo à imagem como um todo. concorrendo para isso os fatores de equilíbrio. sobretudo. Sua leitura é de compreensão fácil e rápida. unificadas e. apresentam uma tal ordem que se traduz em clareza. constituí-se num foco de atração visual importante na imagem. A clareza pode se manifestar. o fato de possuir poucas unidades compositivas. harmoniosas e equilibradas. ordem e harmonia visual. Nesta obra de arte. onde se exige facilidade de leitura e rapidez na decodificação e/ou compreensão imediata do objeto. E uma técnica muito funcional. Sua organização formal se apresenta dentro dos melhores padrões de ordem. . Contribui para isso. ou complexa . irradiando gradiente de cores quentes para o fundo da composição. valorizando-a plasticamente. que possui apenas duas unidades principais . a técnica da clareza também é manifesta. do ponto de vista de decodificação e compreensão imediata do todo.com muitas unidades compositivas.incluindo o fundo -.Clareza Manifestações visuais bem organizadas. com destaque para seu pescoço alongado (que quebra em parte o equilíbrio da imagem). A figura do sol. Apesar de o todo conter numerosas unidades compositivas.com poucas unidades -. Esta é uma configuração em que o conceito de clareza se expressa de modo evidente. a clareza desta imagem também é notável. equilíbrio e harmonia visual.

e mais o contraste adequado das cores concorrem para esta simplicidade e clareza de compreensão. A harmonia da imagem se expressa. A simplicidade neste pictograma está presente principalmente por possuir poucas unidades formais. Como técnica visual. aliada a uma delicada e inquietante organização visual em "x". . Os elementos compositivos estão bem organizados e o equilíbrio formal está com seus pesos visuais balanceados. Neste portal. Sua forma c de clara e fácil apreensão. Quase sempre está associada à técnica da minimidade e da clareza. As palavras "Prêmio Design". acontece a mesma coisa. mais uma pequena sensação de movimento. a simplicidade se manifesta pelo alto grau de organização formal. pela clareza e harmonia. Ela cria a organização mais harmoniosa e unificada possível. principalmente pelos fatores de ordem e regularidade. A simplicidade se caracteriza por organizações formais fáceis de serem assimiladas. principalmente. Nesta capa de revista.Simplicidade A tendência à simplicidade está constantemente em ação na nossa mente. é livre de complicações e elaborações secundárias — normalmente tende a apresentar baixo número de informações ou unidades visuais. em vermelho. Neste premiado cartaz. lidas e compreendidas rapidamente. apesar de ela possuir muitas unidades. reforçando a característica de sutileza da imagem. a simplicidade se impõe pelo reduzido número de unidades formais e pela harmonia e clareza de sua leitura. introduzem um ruído visual positivo. 0 equilíbrio simétrico e a harmonia proporcionada. 0 desenho do ícone é equilibrado e harmonioso visualmente. 0 alto contraste da figura-fundo contribui ainda mais para sua rápida leitura.

possui uma organização formal sofisticada. chapada. o objeto apresenta baixa pregnância da forma. guardadas as devidas proporções. uma complicação visual graças à presença de numerosas unidades formais na organização do objeto. Geralmente. . por conseguinte.Complexidade A complexidade é urna formulação oposta à do conceito de simplicidade. E um fator que concorre para dificultar a leitura rápida de um dado campo perceptivo exigindo um maior tempo de observação. A leitura visual desses objetos é obviamente muito mais demorada de ser realizada. Tanto na motocicleta. sem profundidade. o que contribui para tornar a leitura visual um pouco mais difícil e demorada. 0 ambiente. é enriquecido por uma profusão de elementos funcionais e decorativos com perfeito equilíbrio pelo fator de simetria. são evidentes as numerosas unidades que os compõem. Já a gravura. São produtos que apresentam configurações complexas. Estas duas imagens possuem numerosas unidades compositivas. Estes outros exemplos. quase sempre. para sua compreensão. Implica. sua harmonia é apenas prejudicada pelo trecho deteriorado (mancha localizada abaixo) que interfere no desenho da obra. sintetizam bem o conceito de complexidade. à direita. tanto das partes como do todo em si. exige um tempo maior para a apreensão da forma e. à esquerda. como no navio.

todos esses exemplos contêm apenas as unidades essenciais à mensagem. claro e econômico. São compostas também por apenas duas unidades: o fundo e a configuração esquemática do homem e da mulher. Tudo muito simples. sobretudo. A sexta apresenta um relógio analógico cujo mostrador possui apenas dois ponteiros indicadores da hora. Naturalmente. A quarta e quinta imagens representam conceitualmente a identificação de sanitários masculino e feminino. nos seus respectivos pictogramas. A segunda representa o conceito de paz também composta por duas unidades: a palavra "peace" e o desenho da pomba. quase sempre apenas o essencial. . Em resumo. de um mínimo de unidades ou elementos informacionais. qualquer que seja a manifestação visual. Estas seis imagens sintetizam o conceito de minimidade formal. A terceira representa o conceito de socorro através do pictograma com três unidades.Minimidade A minimidade é uma técnica econômica de ordenação visual frugal na utilização de elementos numa composição ou num objeto. A informação é transmitida para o receptor da mensagem com um mínimo de unidades formais. as letras S. A minimidade realça visualmente os aspectos de clareza e simplicidade em função. a clareza e a simplicidade estão naturalmente implícitas nesta técnica. A primeira imagem representa a bandeira nacional do Japão composta por apenas duas unidades informacionais: o fundo branco e o círculo vermelho. 0 e S.

Profusão A profusão é uma técnica visual que também apresenta o fator de complexidade em termos de apresentação de numerosas unidades informacionais na elaboração de um objeto ou de uma composição. 0 equilíbrio e a harmonia ordenada do seu conjunto são coerentes e bem articulados. etc. nos estilos formais gótico. que é intrínseco ao simbolismo e significados que busca transmitir. que enfatizam uma obra. mediante o fator de ornamentação. nos estilos de determinadas peças gráficas e publicitárias. geralmente compondo o fundo da mensagem principal. arte deco. ao poder da riqueza como. As manifestações visuais resultantes são muito carregadas e tendem à apresentação de elementos adicionais. em decorações de interiores de habitações e muitos outros exemplos. nos elementos formados pelas alças e cabos. toda a sua linguagem formal. barroco. bem como por elaborados motivos artísticos agregados e inscritos nas superfícies das diversas peças. praticamente. A profusão está associada. associados ao estilo formal. Nele é possível perceber a riqueza de motivos ornamentais e decorativos. Desde os elementos mais simples até os mais complexos. Todos eles com função predominantemente decorativa. de produtos e de edificações arquitetônicas. Nesta obra monumental. o conceito de profusão é inerente e permeia. muitas vezes supérfluos. . a profusão também está presente e se realiza por meio de configurações extravagantes. A profusão de elementos adicionais é flagrante neste detalhe da arquitetura tailandesa. geralmente. * Neste conjunto de objetos. por exemplo. e de detalhes. uma composição ou um objeto.

principalmente. os contrastes cromáticos. Nesta gravura africana. Neste sofá. um estilo de época bem definido e compatível plasticamente. Possui. o conceito de coerência visual se expressa. Apresenta uma boa organização formal em termos de equilíbrio e harmonia visual.Coerência O conceito de coerência se caracteriza por uma organização visual do objeto em que o resultado formal se apresenta absolutamente integrado e harmonioso em relação ao seu todo. neste relógio público londrino. fixado ao edifício. pela compatibilidade de linguagem formal uniforme e integrada. Praticamente sintetiza os atributos de coerência visual em termos de organização e de compatibilidade de estilo e de linguagem formal. o jogo das tonalidades do claro-escuro e da própria proporcionalidade dos elementos na composição concorrem para o equilíbrio e o aspecto harmonioso da figura como um todo. Tanto no relógio e seu suporte como no edifício. Apresenta uma organização formal clara. Esta imagem de foliões mascarados do carnaval de Veneza apresenta um alto grau de coerência visual em todos os detalhes. o fator de coerência aparece de modo exemplar no estilo e na linguagem formal. equilibrada e harmoniosa. Aqui. A distribuição balanceada dos pesos visuais. . através de uma mesma linguagem formal. estes elementos estão absolutamente integrados e consoantes como um todo. Expressa sobretudo compatibilidade de estilo e linguagem formal uniforme e consonante. em qualquer objeto ou tipo de manifestação visual. como característica predominante. a coerência se manifesta no seu todo.

como um todo integrado e harmonioso. faróis e braços do conjunto de suspensão. uma total incoerência. pela utilização de linguagens formais distintas ou conflitivas. na falta de integração e harmonização da sua organização formal. além de uma inconsistência visual. Geralmente. é visível que não existe uma integração formal entre ambas. contribui para tornar o edifício. na desarmonia evidente dos pares de espelhos retrovisores. Sua harmonia visual é dissonante. nas partes ou no todo compositivo. principalmente. bem como. deste ponto de vista. ainda mais desarticulado formalmente. 0 equilíbrio assimétrico. A organização visual se caracteriza. principamente. os objetos apresentam resultados formais desarticulados. Este martelo. Ou seja. Neste veículo. em menor grau. A incoerência visual deste edifício de linhas orgânicas e geométricas se expressa. desintegrados e desarmônicos. quando na realidade esta impressão deveria transmitir a imagem do ônibus como um único objeto. o conceito de incoerência está presente de maneira inequívoca na falta de integração formal e de proporcionalidade do conjunto de rodas com relação à sua carroceria. . em função da incompatibilidade de linguagem formal existente entre o seu cabo e sua cabeça. 0 design deste ônibus apresenta como incoerência visual a dissociação entre as suas duas unidades principais: a parte de baixo e a de cima. com a distribuição de grandes e pequenas massas visuais de modo descompensados. constituído por apenas duas unidades principais.Incoerência O conceito de incoerência formal é o oposto ao de coerência. A impressão que se tem é de que são dois objetos apenas superpostos. revela. apesar de ser um objeto simples.

já por si mesmo monumental. o que produz um interessante contraponto. como um todo. evidentemente. podem conferir um caráter de riqueza visual e de chamamento da atenção à mensagem ou ao objeto. que funciona como ponto focai de atração visual. a técnica da exageração se manifesta exemplarmente em toda composição. . sobretudo. visando a uma expressão visual intensa e amplificada. Neste cartaz. com ênfase acentuada para a figura do boneco e. a exageração está evidente na frase "We the Peoples"que chama a atenção pelo seu tamanho desproporcional —. e da harmonização plástica do conjunto. de São Paulo. bem distribuídas no espaço. amiúde. no Shopping Center Iguatemi. porém. a configurações extravagantes. quando bem utilizados. somado às descontinuidades das linhas configuracionais das arquibancadas e linhas de contorno do campo. no todo ou em partes definidas do objeto. Aqui. eles chamam a atenção dos seus usuários. desequilibra e provoca uma razoável desarmonia visual deste ponto de vista do estádio. apresenta uma organização visual simples e clara em razão do equilíbrio de suas unidades textuais. 0 equilíbrio é passivo. Neste grafite.Exageração Trata-se de uma técnica que recorre. desordenada em função das irregularidades formais de inúmeras unidades compositivas. Obviamente. 0 maior peso visual concentrado na própria visão da cúpula. A harmonia da imagem é. porém com alguns elementos denotando características de movimento e dinamismo. no estádio de beisebol. Aqui. reforçada pelo interessante recurso da inclinação de sua linha. para sua boca. Em muitos casos. o conceito de exageração visual se manifesta na sua cúpula de cobertura parcial. a técnica de exageração predispõe à utilização também de elementos visuais em profusão que. o conceito de exageração se expressa pelos dois enormes cartazes publicitários agregados à fachada do edifício. A composição. violentando a harmonia da linguagem arquitetônica de parte da estética frontal do shopping. no todo.

. regularidade e ordenamento de todas as suas unidades compositivas se traduzem numa harmonia e equilíbrio visual exemplar. Sua leitura. eletroeletrônicos. Neste mini disc pager. Hoje em dia. quebras ou sobressaltos visuais. A leitura visual é mais fácil por causa da presença de tais formas na natureza. também acontece o predomínio da linguagem favorecendo o arredondamento volumétrico. Está também geralmente associado ao fator de boa continuidade. Seu sofisticado estilo formal. por exemplo. No design desta linha de perfumes. com os pesos visuais absolutamente distribuídos e contrabalançados. é uma técnica bastante utilizada no design de linhas de produtos dos mais variados tipos. por isso mesmo. A organização visual se traduz em perfeito equilíbrio simétrico. como: automóveis. A boa continuidade das linhas. denota equilíbrio e harmonia. inúmeras famílias tipológicas. elegância e sutileza formal. a linguagem formal é totalmente orgânica. é clara c agradável. Seu design é coerente com a sua função de uso e sua forma transmite suavidade volumétrica. o olhar percorre de maneira tranqüila o objeto sem maiores dificuldades. A forma transmite as características de suavidade e maciez. perfumaria. a técnica do arredondamento se verifica de modo predominante. Aqui. e muitos outros. Ou seja.Arredondamento O arredondamento tem como característica marcante a suavidade e maciez que as formas orgânicas geralmente transmitem. caracterizado por uma delicada elegância. A configuração do trem transmite uma percepção de marcante suavidade. 0 contraste entre cores fortes acentuam sua harmonia ordenada.

Este efeito se consegue concretamente por meio do uso de materiais como o vidro. o cristal. que deixam à mostra parcialmente o busto e. o acrílico. de modo que o que está atrás possa ser percebido pelo olhar. até um máximo de transparência. Estas três imagens exemplificam a técnica da transparência por meio do uso de materiais reais que possuem tal propriedade. É um recurso que. elegantes e sutis. em tonalidades escuras que permitem apenas uma transparência moderada. etc. Esta técnica é geralmente utilizada para finalidades obviamente funcionais e também para transmitir leveza e até certa delicadeza ao objeto do ponto de vista sensorial. . em usos não necessariamente funcionais. os grandes planos de vidros laminados dos edifícios. em objetos — desde um mínimo. finalmente. obviamente. média transparência no tecido das blusas das modelos.Transparência Física O conceito de transparência é utilizado para permitir a visualização de objetos ou de coisas sobrepostas. Nessas imagens. além das soluções práticas e funcionais. confere soluções visuais leves. é possível também perceber alguns níveis de transparências como: a transparência total do cristal do copo.

confere soluções visuais leves. Como exemplo dessas técnicas temos: desenhos. ilustrações. exemplificam a técnica da transparência sensorial. igualmente. Variando também o seu grau de transparência. elegantes e sutis. É uma técnica que. Na pintura abaixo. gravuras. materiais e tratamentos gráficos adequados. por outro lado. e outras. em que os semitons cromáticos e as demais unidades formais fortalecem visualmente a harmonia da composição. é produzida pelo uso de técnicas pictóricas tradicionais e/ou computacionais. a percepção de transparência. a pintura do objeto reproduz com muita fidelidade a sensação de cristal do vaso. . pinturas. também com muita fidelidade. material empregado nas diversas peças de laboratório representadas numa composição valorizada ainda mais pela criativa organização visual. através da utilização de meios. a sensação do vidro.Transparência Sensorial Neste caso. Na imagem superior. que passa uma sensação muito próxima de realidade dos objetos visualizados. a sensação de transparência é dada graficamente através da sobreposição ortogonal de largas faixas. produzida artificialmente. Na imagem central a ilustração reproduz. desde um mínimo até um máximo. Estas três imagens.

pode. como no caso do pictograma do cavalo. A técnica da opacidade. Na moça. implica o bloqueio ou ocultação de elementos visuais em partes do todo — em objetos ou em qualquer tipo de composição visual. naturalmente. a faixa vermelha inclinada se sobrepõe e esconde parte da figura e. a técnica da opacidade é das mais óbvias e.Opacidade Oposta à técnica da transparência. . além ' de ser usada para efeitos funcionais. por exemplo. ser utilizada também para gerar e criar interessantes composições visuais. na escultura. oculta os seus olhos. 0 conceito de opacidade se manifesta exemplarmente nestas três imagens. apesar de natural e bastante óbvia. o par de óculos. a estátua da frente encobre trechos da que está detrás. No pictograma de proibição de atividade eqüestres.

A imagem apresenta um equilíbrio estável. que realmente atrai e chama a atenção.Redundância A redundância é um fator que se caracteriza principalmente pela repetição ou por excesso de elementos iguais. no mais das vezes supérfluos. mais uma vez a redundância se verifica pela repetição de unidades idênticas configuradas pelos perfis do rosto humano. . valorizando ainda mais o fator de redundância. conferem a esta imagem uma perfeita harmonia. sobretudo. com uma ligeira sensação de movimento dada pela postura das bailarinas. Nesta gravura africana. aliados aos contrastes cromáticos e ao sentido de direção.absolutamente iguais. e as cores contrastantes e alternadas desses elementos conferem à imagem um ritmo interessante que quebra. de proximidade e semelhança e de boa continuidade formal. a técnica da redundância é percebida pela repetição da figura das bailarinas . pelos fortes contrastes cromáticos. o seu equilíbrio estático e valoriza sua harmonia. A forma. em parte. igualdade. normalmente. pela atração visual em cima de determinados aspectos que se desejam enfatizar ou chamar a atenção em um objeto ou numa composição. que causa uma leve sensação de movimento. Aqui. é fruto de um boa organização formal valorizada. A redundância se verifica igualmente pela repetição alternada dos bonequinhos. A harmonia da gravura. Os fatores de fechamento. que se justificam. absolutamente ordenada e regular. como um todo.

como um todo. aqui a elaboração formal é muito mais sofisticada. . são regulares e bem ordenados. 0 equilíbrio simétrico. A força dos contrastes existentes entre eles faz com que as forças internas de organização da forma atuem ora no sentido de se segregar um deles. na realidade. A ambigüidade acontece aqui em função do efeito de ilusão de óptica. A sobreposição de modo transparente destes dois símbolos do ying-yang e do movimento hippie provocam um efeito ambíguo muito instigante. são perfeitos. podendo induzir a interpretações diferentes daquilo que é visto. ora no sentido de se segregar o outro e. Naturalmente. a ambigüidade se revela na configuração ora de uma taça central. o mais incrível. Nesta figura. ora nas figuras dos dois perfis laterais do rosto humano. como um todo. 0 equilíbrio e a harmonia da imagem. também as forças de organização da forma agem de maneira a tentar achar a melhor configuração estrutural possível para facilitar o entendimento das respectivas figuras. é uma técnica que não deve ser utilizada para objetivos funcionais.Ambigüidade A ambigüidade é um fator que concorre para a indefinição geométrica ou orgânica da forma. mas. Entretanto. Ao contrário da imagem acima. É uma técnica também muito usada para produzir efeitos interessantes ou surpreendentes do ponto de vista de instigação psicológica ou surpresa visual. de maneira equilibrada. Naturalmente. é uma representação simplesmente impossível. seu efeito é surpreendente. nos quais se requeiram clareza e precisão na informação ou na configuração do objeto.gurações transmitem é de algo que parece correto. já clássica. o alto contraste e a harmonia da imagem. exige um certo tempo de observação para se identificar ambas as figuras. A sensação que os desenhos das duas confi.

realizada por manchas soltas e com marcante contorno dinâmico.Espontaneidade A espontaneidade se caracteriza por uma falta aparente de planejamento visual. A sensação de movimento da figura realça o equilíbrio dinâmico da imagem. . texturas e manchas voluntariosos. de maneira harmoniosa. esta técnica dificilmente se associa à precisão na organização formal do objeto. em que os elementos trabalhados ou articulados são inseridos de maneira livre. manchas. a espontaneidade pode ser igualmente observada por traços. 0 equilíbrio da figura é estável. No estudo desta linha de perfumes. obedecendo a uma ordem de composição. sobretudo. que os designers utilizam na fase preliminar de concepção dos produtos industriais. que apresentam um rigor geométrico um pouco maior em suas linhas. É uma técnica voluntária. com os desenhos dos demais elementos. texturas. apesar de dar a sensação de um certo movimento ritmado. a espontaneidade se revela por meio de uma configuração chapada. Neste detalhe de uma praça. sombras. etc. a espontaneidade se caracteriza pela linguagem dos esboços e desenhos configurados por traços leves e soltos. A espontaneidade deste casal de bailarinos é transmitida por meio de uma pintura feita por representação esquemática através de traços grossos e voluntariosos. Como é natural. nos desenhos de configuração das árvores e das pessoas contrastando. Possui uma grande carga emotiva e impulsiva. Já nessa pintura.

Na figura ao lado. de um modo previamente planejado. de que é algo pensado para transmitir a sensação visual de uma representação acidental. de uma desorganização ou apresentação acidental da informação visual. na pintura abstrata. também por meio de recursos gráficos.Aleatoriedade A técnica de aleatoriedade se caracteriza por elementos dispostos numa composição ou num objeto de maneira a obedecer a um esquema rítmico. é uma técnica que exige. E. Ou seja. além de criatividade. através de recursos visuais como a agudeza. a flutuação. por exemplo. com um determinado controle sobre o resultado desejado. . as cores quentes e os contrastes tonais. A técnica aleatória dá uma sensação de falta de planejamento prévio. de modo não seqüencial. porém. a ilustração passa de maneira criativa o efeito de um volume de água derramado por causas acidentais. etc. Na figura à direita. por meio do derramamento de tinta sobre uma superfície. Na figura acima. como: o movimento. Evidentemente. Tudo isto feito. pelo menos um certo controle visual para se alcançar resultados satisfatórios. a mesma coisa. Estas quatro imagens passam de maneira bastante clara o conceito de aleatoriedade. o interessante efeito plástico traduzido por unidades formais orgânicas e geométricas espontaneamente dispersas e com sentido aleatório. o desenho das chamas do fogo transmitem perfeitamente o efeito produzido pela realidade. as sombras.

conservando seu caráter individual. até uma certa agressividade visual. esta técnica exige também um adequado controle visual para alcançar resultados expressivos. a fragmentação se dá no sentido de uma organização formal profusa. e reflete uma sutileza elegante e refinadíssima. dependendo do assunto. A esfera. tanto no seu todo como em boa parte de suas unidades compositivas. sobretudo. . Nesta pintura. 0 equilíbrio é dinâmico e a harmonia é absolutamente desordenada. ao mesmo tempo. os tijolos e as linhas compõem uma fragmentação tridimensional. a harmonia da composição é. porém.Fragmentação A fragmentação é uma técnica de organização formal que geralmente está associada à decomposição dos elementos ou de unidades em peças separadas que se relacionam entre si. em função dos contrastes formais e de cores e. a moldura. Esta configuração demonstra. o conceito de fragmentação. Tudo isso dentro de um equilíbrio dinâmico. Aqui. pela falta de uma ordenação e sentido de regularidade. Expressa normalmente excitação e variedade e. temos um interessante exemplo de fragmentação produzida por um forte impacto visual causado pelo avanço dos elementos projetados para frente do primeiro plano da figura. Apesar dessas unidades irregulares. inclusive. na qual uma grande variedade de fragmentos irregulares compõe parte do rosto da Monalisa. exemplarmente. Como é evidente. absolutamente ordenada.

a organização formal. Neste produto. refinamento. o refinamento e a delicadeza formal de suas linhas. Por outro lado. Nesta imagem. praticamente. com harmonia e equilíbrio integrados. o conceito da sutileza se impõe por completo. . normalmente. Nesta obra de arte. o conceito de sutileza é revelado em toda sua composição. privilegiando a ênfase no sentido diagonal da figura na composição aliada aos contrastes do claro-escuro e das nuances cromátícas. A delicadeza e a suavidade da organização formal é realçada. valoriza o equilíbrio e a harmonia da imagem realçando o seu refinamento visual. a sutileza se reforça pela coerência da linguagem formal. Sobretudo nos traços do rosto da mulher que exprime suavidade e grande delicadeza. e a impressão de movimento na molheira caracterizam o fator de sutileza presente em sua organização plástica. em qualquer modo de manifestação formal. 0 contraste das cores valoriza e enriquece uma harmonia refinada. Ela é utilizada. As características da técnica se manifestam em termos de elegância. novamente.Sutileza A sutileza é uma técnica elegante. pelas linhas orgânicas do desenho. Aqui. É uma técnica que reflete bom gosto e cuja utilização cabe. para estabelecer ou conferir uma distinção afinada. delicadeza e leveza dos tecidos. delicada e de grande refinamento visual em relação ao todo ou às partes de uma composição ou de um objeto. a elegância. sobretudo.

Dependendo dos objetivos com que é utilizada. 0 equilíbrio é dinâmico e a h nia se apresenta ordenada. mas cria ambiente. . planos ou volumes rígidos. calor. ilusão. pode-se variar o grau de intensidade da diluição da imagem. no fundo da imagem. com ênfase para os olhos. pelo desfoque da fotografia. em função da sensação de movimento dinâmico que se revela na figura do atleta e. sobretudo. a r m o - | Nesta imagem. sonho. A figura é desfocada e.Difusidade A técnica da difusidade dá uma sensação de diluição. A difusidade originada cria uma certa inquietação psicológica com resultados plásticos inesperados e interessantes. sobretudo. 0 recurso artístico da fotografia em desfoque é muito utilizado quando não se exige nitidez. a difusidade se revela. pela superposição ambígua do fundo sobre o primeiro plano configurado por parte de um rosto feminino. principalmente. geralmente. não se associa à precisão. A diluição tonai em conjunto com os vários pontos luminosos do fundo realça e chama a atenção para o primeiro plano da composição. Concorrendo também para fortalecer impressões e conotações de significações surrealistas. e outros sentimentos. não é claramente definida por linhas. A difusidade se apresenta aqui.

para tornar a composição altamente chamativa. um nível de exageração. 0 efeito visual é intenso. produz respostas plásticas também muito intensas. principalmente em função da falta absoluta de proporcionalidade entre as partes do corpo. A distorção força o realismo. inclusive. embora dentro de um equilíbrio estável e harmonia muito bem ordenada. a técnica de distorção se evidencia em toda a composição visual. o que concorre. . Neste grafite. Nesta pintura. Aqui também. dramatiza e pretende controlar seus efeitos desviadores dos contornos regulares. a técnica de distorção é evidente. a técnica de distorção atinge. sem dúvida. 0 efeito produzido c dramático. no desenho esquemático dessas figuras humanas. A distorção proposital da figura humana força o realismo e.Distorção A técnica da distorção responde a um intenso propósito visual e que. sob o efeito de cores fortemente contrastantes. quando bem manejada. a imagem dá uma sensação de resposta plástica sensível e muito intensa.

A harmonia é afetada. sobretudo em relação aos balões. . cm primeiro plano. dramatiza a composição. embarcações. a figura do casal na moto. O equilíbrio da imagem é dinâmico. nesta paisagem. os contrastes dos tons e semitons com predomínio de cores quentes e a sensação de movimento dentro de um equilíbrio dinâmico emprestam à composição um efeito visual atraente e instigante. I A sensação de profundidade é frontal. pela evidente desarmonia interior provocada pelos vários elementos que constituem as rampas de transporte e locomoção. Acentuada. desde o solo até as nuvens no fundo e pela sucessão de planos onde se situam os balões. e outros. de certo modo. baseando-se em gradientes de estimulação ordinal. de cores quentes e frias e pela proporcionalidade dos elementos. onde se destaca. proporcionado pela flutuação dos balões e pelos desníveis no solo e ondulações das nuvens. 0 substrato negro da imagem origina duas unidades em espirais contínuas. convergindo para o fundo. Geralmente. em sua ordem. A perspectiva focada de cima para baixo dinamiza e. pela aparência de ruptura entre as duas unidades espiraladas. a harmonia do cenário é enriquecida pela profusão e pela variedade de contrastes dimensionais. As impressões sensoriais que acompanham as percepções de profundidade ou de distância em uma superfície contínua podem ser chamadas de profundidade de perspectiva. volumes. nuvens e linha do horizonte. a profundidade é revelada pelos gradientes formados pela sucessão de planos. céu.Profundidade A profundidade se sustenta principalmente nas variações de imagens retilíneas. cores. A profundidade é passada em perspectiva pela sucessão do planos seqüenciais: casal. sobretudo. estrada. mar. a percepção de profundidade se revela numa instigante configuração formal. Profundidade em perspectiva frontal. sombras. Aqui. texturas. apresenta sucessões de figuras consubstanciadas em elementos diversos como linhas. A variação cromática. Neste ambiente. planos. Por outro lado. brilhos.

predominantemente. chapada por causa da posição frontal da fotografia do instrumento. Representação chapada. Esta técnica se caracteriza por configurações planas. A figura é totalmente plana. Ou seja. Representação chapada do golfista. pela ausência do efeito de perspectiva da composição ou do objeto representado. apesar do objeto ser evidentemente tridimensional. e mesmo de volume. regidas. Aqui.Superficialidade A técnica da superficialidade diz respeito à representação de manifestações formais vistas de maneira bidimensional ou chapada. a representação se afigura. de suas unidades compositivas. praticamente. não existe profundidade no objeto como um todo. . o efeito de bidimensionalidade é sentido pelo fato da configuração ser delineada e preenchida por uma massa preta. . o efeito de bidimensionalidade é originado pela absoluta falta de sensação de profundidade. fundamentalmente. Representação absolutamente equilibrada e harmoniosa.

Seqüencialidade
Esta técnica se refere à ordenação de unidades ou de elementos organizados de modo contínuo e lógico, em qualquer tipo de disposição visual. A seqüência pode se dar através de diversos tipos de elementos como linhas, planos, volumes, cores, texturas, etc, dispostos em profundidade, em espiral, justapostos, sobrepostos, alinhados lado a lado, e assim por diante.

No interior desta casa, o conceito de seqüencialidade aparece na continuidade dos planos formados pelos degraus da escada e nos elementos configurados pelas barras verticais do corrimão de proteção, alinhadas lado a lado.'

Já neste ginásio de esportes, a seqüencialidade é configurada pelos conjuntos de assentos nas arquibancadas, e pelo conjunto de cadeiras em arranjos seqüenciais circulares. A cor desempenha importante papel, não só na segregação de conjuntos diferenciados por tonalidades frias e quentes mas, também, na criação de um clima alegre condizente com a função esportiva. Aqui no edifício, a seqüencialidade é percebida no posicionamento contínuo das colunas e, na parte superior, pelo conjunto de estátuas e seus suportes verticais, alinhados na mesma direção das colunais. A configuração em curva realça a harmonia e o equilíbrio por ritmo e movimento.

Nesta imagem, a seqüencialidade é proporcionada no sentido de profundidade. De modo sucessivo, pelos diversos elementos que configuram a paisagem - planos dos jardins, desenhos ao redor, plaquinhas laterais, árvores, etc. — tanto no piso como nas laterais. 0 equilíbrio simétrico e os contrastes cromáticos tornam a harmonia da imagem altamente ordenada.

Sobreposição
A técnica da sobreposição, traduzida pela organização de elementos uns em cima de outros, que podem ser opacos, translúcidos ou transparentes, expressa a interação de estímulos visuais situando pelo menos duas figuras e ativando a composição relacionada. A singularidade consiste no domínio e na busca do maior controle visual possível dos elementos sobrepostos em termos, por exemplo, de posicionamento, tamanho, densidade, proporção e escala, etc, de partes do objeto, ou do objeto como um todo.

Nesta imagem, a sobreposição envolve diversos elementos. Destacando-se, principalmente, o fator de proporção e escala, em função do tamanho exagerado das esferas, quando comparadas à figura do Arco do Triunfo, que é uma construção de grandes dimensões.

Nesta composição, a sobreposição dos elementos, em profundidade, aparece ordenada de maneira mais ou menos aleatória, provocando um desequilíbrio na imagem bastante estimulante visualmente.

Nesta figura, a sobreposição é proporcionada, com maior ênfase, pelo efeito de transparência - numa fusão singular com o fundo branco — sobreposto parcialmente à palavra COLORADO e, pouco abaixo, pela figura do equipamento de equitação. Ambas sobreposições provocam um efeito interessante do ponto de vista plástico.

Aqui, a sobreposição se dá em profusão, contemplando diversas unidades visuais, com ligeiro desequilíbrio provocado pela concentração de maior peso visual à esquerda. A disposição, um tanto quanto desordenada e fragmentada destas unidades, reforça também a desarmonia da composição. Entretanto, estes efeitos caóticos somados à desproporcionalidade de alguns elementos aliados à profundidade da figura, dão um tom instigante e atraente à imagem como um todo.

Ajuste Óptico
A técnica do ajuste óptico é utilizada de muitas maneiras, em diversos casos de configurações formais bi e/ou tridimensionais. 0 ajuste óptico funciona como um recurso inteligente que se aplica ao objeto ou composição. Ou seja, funciona como um refinamento no trato da forma do objeto e, em geral, se explica como um tipo de correção ou de controle visual do objeto, sobretudo, nas linhas que contornam ou delimitam as organizações formais.

Esta técnica de ajuste óptico é largamente utilizada pelos designers, por exemplo, no campo da produção gráfica. Tanto na concepção das diversas famílias tipográficas como na composição das palavras, dos textos de modo geral e no layout da página impressa - hoje em dia facilitado pelos programas computacionais. Seu uso se faz, principalmente, na correção desses elementos a fim de se obter o melhor ajuste e proporção possível em direção aos conceitos de equilíbrio e harmonia visual.

I

Também no design de veículos (aqui exemplificado no Lotus Esprit e no Corvett, abaixo), a técnica do ajuste óptico é bastante utilizada, e mesmo indispensável. Principalmente com relação às linhas que sobressaem e dão características especiais às suas aparências - são quase sempre curvas, por menor que seja o grau de curvatura. Isto significa dizer que, num bom design, quase não existem linhas retas, e isto acontece, exatamente, para se eliminar o efeito de linhas côncavas ou convexas que as linha retas costumam causar à nossa percepção visual. Obviamente, este conceito se estende ao design de qualquer tipo de produto ou objeto.

Na verdade, o conceito de ajuste óptico remonta aos projetistas do passado que, já nos templos greco-romanos, utilizavam esta técnica para produzir efeitos harmoniosos e de equilíbrio visual nas suas obras. As colunas, por exemplo, eram dimensionadas com ligeiras curvaturas convexas para que, aos olhos do observador e a certa distância, parecessem retas.

destacandose no rosto da modelo. obviamente. por ambigüidade. e assim por diante. .Ruído Visual O conceito de ruído visual diz respeito a interferências ou distorções que perturbam a harmonia ou a ordem num objeto ou composição. obviamente. obviamente. que é. para facilitar o uso ou controle de algum tipo de recurso técnico — num objeto. chama a atenção. Nesta imagem. pela cor. de emergência. o ruído visual evidente é constituído pela placa "DB" (em design gráfico moderno. no botão vermelho que. sobretudo. do ponto de vista plástico e funcional. No logotipo da empresa. a fim de criar centros ou pontos de interesse numa determinada manifestação visual (inclusive. uma vez que ele torna os três logotipos interessantes e. em inglês. 0 ruído visual pode ser utilizado de maneira criativa. além de atraente. por sutileza. bi ou tridimensionais. por redundância. Em todos esses casos. que dá o tom sofisticado de algo inusitado. o ruído visual é constatado no desenho e na cor da xícara que está. por exemplo) através dos mais diversos recursos: pela forma. o recurso ao ruído visual pode ser considerado de modo positivo e inteligente. sobreposta à fachada). não guarda a mínima identidade visual com a coerência de estilo e a linguagem arquitetônica da obra como um todo. Aqui. tem como finalidade desligar alguma coisa de modo imediato. seja em formas orgânicas ou inorgânicas. uma coisa inesperada num desfile de moda. substituindo a letra "o" da palavra COFFEE. Nesta bela construção de época. do ponto de vista operacional. obviamente. 0 ruído se manifesta por cor. o ruído visual se manifesta no tapa-olho. Nestes três exemplos. que. neste painel de instrumentos. o conceito de ruído visual tem uma função claramente operacional. geralmente de maneira parcial. a mesma coisa: a letra "i" foi substituída por um palito de fósforo. a letra "e" aparece numa cor diferente das outras. Na palavra 0H10. pela localização.

as seguintes leis da Gestalt. as dificuldades iniciais deverão desaparecer à medida que o leitor estudar e assimilar o conteúdo deste mesmo sistema e. uma vez que este é um processo que permite outras opções. naturalmente. dependendo apenas do talento e criatividade de cada um. . podemos considerar o sistema de leitura visual da forma. pela ordem. abaixo recapituladas: Unidades: que são os elementos que configuram a forma. Unificação: que é a coesão visual da forma em função do maior equilíbrio e harmonia da configuração formal do objeto. da sua maior ou menor sensibilidade. Entretanto. que são ofertados logo a seguir. os seguintes: Leitura Visual do Objeto pelas Leis da Gestalt Esta leitura. que embasa e dá sustentação para as leituras visuais mais completas da organização formal dos objetos. consubstanciado em dois passos básicos que deverão orientar a pessoa nesta iniciação — que. com o decorrer do tempo. de seu repertório cultural. perceber ou identificar as unidades. igualmente. apenas e tão-somente. aborda inicialmente.Sistema de Leitura Visual da Forma do Objeto A apreensão rápida do sistema e a maior facilidade para proceder à leitura visual da forma do objeto. por parte de qualquer leitor. consubstanciados em exemplos práticos de aplicação do sistema. obviamente. técnico e profissional. Fechamento: que apresenta características espaciais que dão a sensação de fechamento visual dos elementos constituintes da forma. se dispuser a realizar diversos exercícios práticos de leitura — de acordo com a metodologia e com os modelos de leitura. principalmente. Estes dois passos básicos são. vão depender. Segregação: que é o ato de separar. Boa continuação: padrão visual originado por configurações que apresentam seqüências ou fluidez de formas. Isto posto. poderá desenvolver seu próprio modo de leitura.

planos. Ou seja. para efeito da leitura visual. analisar e interpretar cada uma das leis da Gestalt em cada unidade. . relevos positivos ou negativos. por exemplo: baixo. da ordem e do equilíbrio visual. Leitura Visual do Objeto pelas Categorias Conceituais Neste segundo passo. mais uma vez deixamos claro. *0 termo objeto. ainda. cores. sobretudo. 3. e descrevê-las caracterizando-as. conforme já mencionado. 4. Pregnância da Forma: que é a lei básica de percepção visual: as forças de organização da forma tendem a se dirigir tanto quanto o permitam as condições dadas. significa qualquer tipo de manifestação visual passível de ser lida. texturas. pela sua própria e intrínseca organização e que também colaboram poderosamente para a unificação formal. brilho. realizar a sua análise. Aqui o leitor deverá se valer do conteúdo explicitado nas categorias conceituais fundamentais e nas categorias conceituais/técnicas visuais aplicadas. se consubstanciam em padrões de unidades. em termos de imagens bi ou tridimensionais. e assim por diante. até um nível considerado satisfatório. Examinar o objeto* e segregá-lo em suas partes ou unidades principais. originadas por segregações de natureza variada no objeto. Decompor estás unidades principais segregadas em suas outras unidades compositivas.Semelhança e/ou proximidade: que são as leis que. etc. 2. no sentido da harmonia. Este primeiro passo consiste nas seguintes etapas básicas: 1. interpretando a organização formal do objeto como um todo. naturalmente. Identificar. através destas. entram. como segregações físicas por meio de suas massas ou volumes e também por outros tipos de segregações como um ou mais de um dos seguintes elementos: pontos. linhas. Concluir a leitura visual. atribuir um índice de avaliação de 1 a 10. se quiser ser mais preciso. deverá procurar na leitura atenta do objeto aqueles conceitos que mais se aproximem ou coincidam com as diversas definições das igualmente diversas categorias conceituais — e. atribuindo um índice de qualidade para sua pregnância formal como. por exemplo. a sensibilidade e o repertório do leitor. e assim sucessivamente. e. médio ou alto ou. por características de acabamento como.

porém. 1. o leitor tem agora a possibilidade de emitir um juízo crítico acerca da organização visual e dar a sua interpretação formal do objeto considerado. estão explícitas ou inscritas na configuração das unidades e/ou do objeto como um todo. Interpretação Conclusiva/Pregnância da Forma: nesta etapa final.2. Eis as seguintes etapas complementares: 1. o leitor tem agora efetivas condições de passar ao segundo passo do sistema. Listar as categorias conceituais que. o índice será naturalmente proporcional à qualidade apresentada. para situações intermediárias. 2. em função da boa organização visual do todo e da articulação visual das partes que o compõem. mais detalhada e completa da organização visual do objeto. bem resolvidas. Apontar e articular intelectualmente as diversas categorias conceituais em textos descritivos (a exemplo dos vários textos que aparecem ao longo do sistema e que exemplificam os diversos rebatimentos). ou ainda. pelo contrário. Analisar a estrutura perceptiva do objeto em função do seu nível qualitativo. caso contrário. Esta interpretação. ou seja. Ou seja. vai conferir um índice de avaliação em termos de qualidade formal apresentada pelo objeto. finalmente. Obs. os dados suficientes para a interpretação formal do objeto considerado. e assim por diante.1. será baixo e. em última instância. segundo sua análise. que é o de realizar uma leitura continuada. regularidade.Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto & Interpretação Conclusiva Uma vez realizado o primeiro passo da leitura visual pelas leis da Gestalt. nas suas relações resultantes dentro do contexto. em função da extensa gama de categorias conceituais já estudadas. deverá ser atribuído um índice de pregnância visual — assim. Ou se. o leitor deverá julgar se a imagem do objeto reflete padrões de harmonia e equilíbrio no seu todo e/ou nas suas partes constitutivas. por exemplo: para organizações visuais consideradas boas.: a realização desta etapa de análise vai fornecer. ou seja. se existe coerência. . o objeto reflete desorganização visual em termos destes mesmos fatores. clareza. 1. se o objeto apresenta uma "mistura" de coisas bem resolvidas e outras não. o índice de pregnância será alto. por exemplo.

terminológica e os fundamentos científicos destas leis. que fecham e concluem este sistema. identificada por CATEGORIAS CONCEITUAIS. foram escolhidos objetos bi e tridimensionais diferenciados. apresenta um conjunto de exercícios de leituras realizados apenas por meio das leis da Gestalt. no caso de objetos tridimensionais. A primeira série. então. os mesmos apresentam mais de uma face ou lado e ainda diversos ângulos passíveis de análise e interpretação. Tendo em conta este critério. Dependendo do tipo de objeto e em função de sua maior ou menor complexidade. . apenas determinados atributos. Esta leitura completa se consubstancia na finalização deste sistema de leitura visual da forma do objeto. ora com maior. identificada por LEIS DA GESTALT. utilizando. de maneira a permitir um máximo de exemplificações úteis à compreensão do sistema. tanto quanto possível. A segunda série.Exemplos Práticos Leitura Visual da Forma do Objeto Os exemplos a seguir colocados. Cabe lembrar ainda que. que consideramos os mais importantes para aquele dado objeto de leitura. para alguns exercícios foram destacados. as outras categorias conceituais. apresenta um conjunto de exercícios levando em conta as leis da Gestalt e todas as outras categorias conceituais. pode-se estender a leitura quase que interminavelmente em função dos seus inúmeros desdobramentos. os exercícios exemplificativos apresentam resultados. Estes exercícios têm como finalidade proporcionar ao leitor a assimilação cognitiva. ora com menor aprofundamento de análise. objetivam demonstrar o sistema da leitura visual aplicada na prática. para prosseguir na segunda etapa com a realização da leitura completa do objeto. o que torna a leitura visual obviamente mais complexa e extensa. então. Os exemplos se dividem em duas séries. Por este motivo. Para tanto. sempre de acordo com o nível de informações que julgamos ser suficientes para a realização de cada exercício.

promovem a unificação da imagem.Leitura Visual da Forma do Objeto* Leis da Gestalt Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto Unidades Principais: três — círculo azul. apresenta continuidade perfeita. veremos um outro tipo de leitura feito de modo mais narrativo. sendo que a unidade azul. . A seguir. Segregação: a figura se segrega nas unidades formais do círculo azul c nas duas gotas. descrito de modo esquemático e itemizado seqüencialmente. Interpretação Conclusiva Pregnância da Forma A imagem do símbolo do Ying-Yang sintetiza praticamente os atributos da "boa Gestalt". Boa continuidade: presentes nas três unidades. A posição invertida e o alto contraste cromático entre as duas gotas perturbam ligeiramente a unificação. porém não alteram o padrão de boa qualidade formal da imagem. Unificação: o equilíbrio dos pesos visuais homogeneamente distribuídos e a harmonia absolutamente ordenada. *Este exemplo demonstra um exercício de leitura visual bastante simples e direto. A imagem possui um alto índice de pregnância da forma por apresentar os atributos de equilíbrio e harmonia visual muito bem resolvidos. pela sua forma circular. abrangendo cada lei da Gestalt. Proximidade e semelhança: presente nas unidades formais invertidas das gotas verde e magenta. aliados aos fatores de proximidade e semelhança. concorrendo para a unificação da figura. verde e magenta. gota verde e gota magenta. redundando em fácil e rápida leitura visual.

constituída pelas subunidades de aberturas laterais e craveihas de afinação musical. 0 instrumento apresenta. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A imagem do banjo.Leitura Visual da Forma do Objeto Leis da Gestalt Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto O banjo segrega-se em três unidades principais: a) corpo. em função da sobreposição de parte do braço e do fixador das cordas nestes. apoio e fixador de cordas. b) braço. nas linhas configuradas pelas cravelhas situadas na cabeça e no retângulo irregular configurado pelas cordas. constituído pelas subunidades de trastes e marcadores musicais (pontinhos) e c) cabeça. se traduz numa alta pregnância. boa continuidade na maioria das unidades mencionadas. apesar de possuir pequenas quebras e interrupções nas configurações dos elementos circulares. de forma geral. constituído pelas subunidades circulares. Leitura fácil e rápida. as circunferências configuradas pelos vários dispositivos de fixação e de ajustes (pequenas hastes) dispostos nos círculos externos e internos do corpo. simples. . em razão da coerência de seu estilo formal e de boa organização formal. Os fatores de proximidade e semelhança presentes nestas unidades concorrem também para proporcionar uma forte unificação do conjunto. como um todo. sobretudo pelos fatores de alinhamentos e regularidades formais. harmoniosa e equilibrada. 0 fator de fechamento segrega diversas unidades formais como.

torre. torna sua posição bastante instigante visualmente. Interessante ainda notar que a perspectiva do edifício. 4. não interferem nem prejudicam a leitura fácil e compreensiva do edifício. evidenciados nas janelas e colunas. corpo central-inferior e 5. . 2. 3. avanço e sobreposição das várias unidades nos planos frontais do edifício e também pela torre superior. volumes laterais-superior. embora existam pequenas perturbações na unificação do conjunto que. exceto na torre. entretanto. A pregnância formal pode ser considerada alta. em função de um equilíbrio estável e de uma harmonia absolutamente regular e ordenada. embora homogênea até certo ponto. volumes laterais-inferior. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A imagem do edifício como um todo apresenta uma boa organização visual da forma. é ligeiramente prejudicada em sua ordenação pelo recuo. Apresenta boa continuidade nas diversas colunas que são configuradas pelos conjuntos de janelas. em todas as unidades. com ênfase visual de baixo para cima. São também segregados inúmeros retângulos verticais pelo fator de fechamento sensorial em todas as unidades. cuja linguagem formal não se integra totalmente com o estilo formal do edifício. concorrem para promover a unificação da imagem do edifício. corpo-central recuado. Os fatores de proximidade e de semelhança. Esta unificação.Leitura Visual da Forma do Objeto Leis da Gestalt Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto Este edifício segrega-se em cinco unidades principais: 1.

tanto na unidade painel verde como na amarela. em ambos teclados. como um todo. Esta unificação é sensivelmente prejudicada por alguns elementos que provocam ruídos visuais. que também não se integra adequadamente à organização formal. pelo desbalanceamento do peso visual que pode ser observado no espaço vazio no lado direito superior na unidade do painel amarelo. A harmonia visual da calculadora como um todo é prejudicada. em parte. A unificação da organização formal da calculadora. Apresenta boa continuidade na unidade painel verde no conjunto formado pelo visor e teclado e ainda no teclado da unidade painel amarelo — proporcionada pelos alinhamentos verticais e horizontais perfeitos e sobretudo das teclas. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A calculadora apresenta um alto índice de pregnância pela facilidade de compreensão e rapidez de leitura. . fortalecidos pelos fatores de proximidade e semelhança na maioria das teclas. originados pelas teclas vermelhas. é proporcionada também pelos fatores de proximidade e semelhança da maioria dos seus elementos.Leitura Visual da Forma do Objeto Leis da Gestalt Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto Esta calculadora segrega-se em sete unidades principais: unidade painel verde/ unidade painel amarelo/ teclado maior/ visor/ teclado menor/ tecla isolada e texto. 0 fechamento sensorial segrega a figura de dois retângulos formados pelos conjuntos dos teclados . e no vazio que se observa à direita da tecla superior isolada e seu texto à direita.

. Sua interpretação visual carece de certo tempo de apreensão. provoca uma ligeira instabilidade visual que instiga. com a sua postura dando sensação de movimento. A cor escura do fundo promove o conjunto da escultura para frente. sua delicadeza e refinamento. é média. se traduzem numa harmonia plasticamente ordenada. sobretudo. em contraponto com sua base de apoio quase vertical e. clareza. sutileza. nas indefinições geométricas dos detalhes das formas orgânicas que configuram a base de apoio da estátua. extraordinariamente. o que valoriza também. A posição inclinada da estátua no eixo de simetria diagonal. 0 equilíbrio visual é neutro. alguns aspectos sobressaem de imediato: sua simplicidade. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A pregnância formal da composição. a figura. pois o desequilíbrio da estátua é compensado pelo equilíbrio estável da base de apoio. como um todo. ainda.Leitura Visual da Forma do Objeto Categorias Conceituais Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto Na leitura visual desta imagem. dado pelas sombras. em função das irregularidades presentes. surpreende e chama a atenção do observador mais atento e sensível. As formas orgânicas e os contrastes sutis do claro escuro.

Leitura Visual da Forma do Objeto Categorias Conceituais Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto Este cartaz segrega-se em cinco unidades principais: título. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma 0 índice de pregnância do cartaz é elevado em razão das informações estarem bem organizadas visualmente na composição. incluindo seus respectivos subtítulos. apresenta uma organização formal simples e clara. se evidencia na frase "We the peoples". do ponto de vista plástico. A técnica de exageração. A composição é equilibrada. de imediato. 0 cartaz. As colunas de textos apresentam irregularidades no seu alinhamento à direita e possuem muitos ruídos negativos. . sobretudo por conter poucas unidades visuais. com boa distribuição dos pesos visuais. entre as cores predominantes azul e branca. 0 alto contraste. concorre para facilitar a segregação das informações com muita clareza além de favorecer o fator funcional de sua leitura. o que concorre para tornar sua leitura fácil e rápida. constituindo-se num recurso funcional amplificado e interessante da composição. em algumas palavras que aparecem coloridas entre várias linhas dos textos. o que se traduz em percorrer o texto com facilidade funcional e rapidez de leitura. como um todo. A harmonia do conjunto é razoável. slogan e as três colunas de textos. aliada ao posicionamento inclinado e ao ruído visual na diferenciação da cor amarela aplicada à palavra "We". que chama a atenção do leitor.

somada às interferências na leitura da composição pelos elementos do piso e do fundo. num ponto de vista de baixo para cima. que não pertencem à obra. cromáticos e o jogo do claro-escuro contribuem fortemente para realçar a harmonia do conjunto. acentuam admiravelmente as características plásticas e naturalmente emocionais desta obra. de proporcionalidades. A composição do painel como um todo apresenta um equilíbrio dinâmico. como um todo. Por outro lado. as técnicas de distorção. Por outro lado. . por estar levemente dobrada.Leitura Visual da Forma do Objeto Categorias Conceituais Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto Neste painel exposto ao ar livre. ainda. a imagem do painel é um pouco prejudicada em sua ordem. de exageração e de profundidade com elementos sobrepostos em diversos planos e. Os fatores de contrastes dimensionais. os elementos do fundo e do piso que integram o contexto onde o painel se localiza agregam elementos formais estranhos e confusos à imagem da composição. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A pregnância formal da figura como um todo é média e proporciona uma leitura visual clara.

A extensão do jardim confere à imagem. como um todo.Leitura Visual da Forma do Objeto Categorias Conceituais Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto O palácio de Taj Mahal praticamente sintetiza todos os atributos positivos das leis da Gestalt. pode-se apreciar e sentir a ordem. Além disso. . muito interessante e atraente. rica em qualidades formais e de estilo. a regularidade e a clareza de uma obra absolutamente bem equacionada e resolvida formalmente. 0 equilíbrio visual é estático. ostenta tratamentos cromáticos e de superfícies artisticamente trabalhadas. A apreensão da organização visual da forma é rápida. é logicamente coerente. uma harmoniosa configuração. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A pregnância da forma é altíssima. ao mesmo tempo. sutis e igualmente harmoniosas. em função das variedades compositivas dadas pelas suas diversas unidades que se traduzem em impressionantes volumes formais e vazios recuados nos quais os pesos visuais se encontram contrabalançados em função do fator de simetria perfeita no eixo vertical. em termos perfeitos de equilíbrio e harmonia que concorrem para uma unificação exemplar. A linguagem. valorizada visualmente pela sua adequada integração formal. fácil e de compreensão imediata. porém. Nesta imagem.

As duas colunas. em função de algumas qualidades formais expressivas como: 1. do lado esquerdo. que proporciona uma segregação eficaz e de confortável legibilidade e acuidade visual para leitura. . A página como um todo apresenta uma diagramação atraente e interessante plasticamente. b) na coluna direita: pelo primeiro bloco de texto na cor branca e pelo desalinhamento e irregularidade do texto corrido. em que os textos grandes e em pequeno número. o forte contraste entre as cores: do azul ciano do fundo (uma cor fria. a organização visual da página apresenta boa pregnância formal por possuir simplicidade e clareza.desordenada e posicionada de modo irregular (o pingo do "i". Proporciona uma apreensão rápida e imediata do conteúdo da página. apesar dessas qualidades. sobretudo. no lado direito. o equilíbrio assimétrico. os ruídos visuais negativos das palavras "conceito" e "Por Wilton Azevedo". extraído da revista Design Belas Artes. inclusive. Entretanto. se contrabalançam com os blocos de textos pequenos e em grande número. 2. por sua vez. funciona como um ruído visual negativo interferindo plasticamente no "e" da palavra HIPER) e. ainda. a composição apresenta uma harmonia visual prejudicada em diversos aspectos: a) fraca unificação entre o título HIPER e o subtítulo "Design" que arrasta consigo a caixa "Uma Cultura do Acesso". segrega-se em três unidades principais: o fundo. uso expressivo do conceito de exageração dimensional nos textos da coluna esquerda com destaque maior para a palavra HIPER. por exemplo. devido aos espaços "vazios" do fundo e o adequado entrelinhamento do texto corrido e os espaços duplos entre os parágrafos. e 3. também mal localizadas e posicionadas. segregamse em várias outras unidades. com uma sobreposição parcial — do segundo sobre o primeiro . Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma Não obstante os fatores desarmônicos apontados. clara e repousante) e as cores pretoe-branco dos textos. facilitada. do lado direito. como um todo. obtido com sucesso. em razão da distribuição eqüitativa dos pesos visuais nas duas colunas. a coluna dos títulos e a coluna de texto corrido.Leitura Visual da Forma do Objeto Categorias Conceituais Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto O artigo acima.

instigante e atraente plasticamente. As irregularidades observadas nos diversos contrastes dimensionais. de profundidade e de altos e baixos prejudicam a unificação e a harmonia do conjunto como um todo. naturalmente. um tempo maior de observação para a apreensão e decodificação de suas formas por parte do observador. cromáticos. ou seja. de brilhos. apesar de estar dentro de um mesmo estilo e linguagem formal absolutamente coerente e.Leitura Visual da Forma do Objeto Categorias Conceituais Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto A organização formal deste complexo industrial apresenta praticamente todos os atributos que concorrem para o desequilíbrio e desarmonia visual. . irregularidade. sua leitura visual é difícil e exige. Trata-se de uma organização visual em que imperam os fatores de desordenação. desalinhamento e assimetrias da forma. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A pregnância da imagem é baixíssima. Sua estrutura possui numerosas unidades formais e sua visualização é caótica e confusa. até certo ponto.

. a pregnância é baixa. constituído pelo mar e céu. sobretudo. em parte. rochas. apresenta uma composição atraente e interessante do ponto de vista de relações contrastantes em que. se destaca a figura do automóvel altamente ordenada e. contra um fundo desequilibrado em função da distribuição de pesos visuais assimétricos e concentrados à esquerda da composição.Leitura Visual da Forma do Objeto Categorias Conceituais Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto O automóvel Lótus Sprit. pelos motivos expostos acima. por um lado. por outro. A imagem. para a leitura do automóvel. Por outro lado. o restante do cenário. A sua cor predominantemente branca. maçaneta. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A pregnância da imagem é alta em relação ao primeiro plano. o que resulta em facilidade de leitura visual imediata do veículo. em segundo plano. alçado ao primeiro plano da imagem. tomadas de ar e. 0 cenário de fundo. de linhas orgânicas e geométricas. situado sobre um piso homogêneo e limpo. mais as suas áreas transparentes e a extrema coerência visual de sua linguagem formal — embora ligeiramente prejudicada em sua unificação por alguns ruídos visuais consubstanciados pelas unidades configuradas pelas lanternas. As cores predominantemente frias realçam a sensação de um ambiente onde prevalece principalmente o fator de sutileza visual. apresenta características de simplicidade e minimidade de unidades formais em sua organização visual como um todo. a atenção do leitor se dirige.conferem ao veículo uma aparência leve e reforça sua clareza visual. em relação ao cenário de fundo. como um todo. arbustos e ondas localizados à esquerda da composição e que se traduz numa organização visual desequilibrada e desarmônica. a representação da configuração uniforme do céu harmoniza. Situada no último plano. no primeiro momento. pelo espelho retrovisor lateral que não se integra de modo coerente à sua linguagem formal . Como resultado óbvio. apresenta uma configuração acidentada e assimétrica em razão da disposição aleatória e fragmentada dos elementos configurados por ilha.

sobretudo. deste ponto de vista. apresentando fortes contrastes cromáticos. se apresentam de maneira desordenadas em função de desalinhamentos. irregularidades e descontinuidades visuais e. por causa do alto grau de poluição visual. A desarmonia é flagrantemente notável. apresenta-se confusa e caótica devido à profusão de unidades formais que. . fruto do excesso de informações e desarmonia visual. Sua leitura demanda um certo tempo para a apreensão. decodificação e compreensão do ambiente.Leitura Visual da Forma do Objeto Categorias Conceituais Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto Este cenário urbano de trecho de uma rua sintetiza praticamente todos os atributos que concorrem para a desarmonia da organização formal e visual da forma. ainda. em termos de relações contextuais inadequadas entre objetos. • Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A pregnância da imagem é muito baixa. por incoerência e incompatibilidade de linguagens e estilos formais. Tudo isso agravado por sobreposições aleatórias dos elementos informacionais e. A organização deste conjunto de signos visuais. por sua vez.

a harmonia da composição. não apresenta maiores dificuldades para sua apreensão e compreensão imediatas. praticamente. consubstanciadas nos elementos de orientação e de sinalização que. observado desse ponto de vista. se apresentam dentro de uma organização formal irregular e desordenada. . apresenta-se sensivelmente prejudicada pelas diversas unidades formais. que são: a figura do avião. prejudicando uma melhor clareza da imagem. finalmente. por sua vez.Leitura Visual da Forma do Objeto Categorias Conceituais Análise da Estrutura Perceptiva do Objeto Esta composição visual. como um todo. A leitura da composição. porém. de maneira bastante interessante. apresenta como pontos focais de interesse imediato três unidades principais que interagem plasticamente. 0 cenário. em movimento ascendente (com seu enorme volume tomando conta. com os demais elementos de sinalização e. com o volume da montanha situada no último plano ao fundo da imagem. apresenta-se bem equilibrado. Interpretação Conclusiva Pregnântia da Forma A pregnância da imagem é média. apesar da desarmonia constatada. que reúne diversos objetos situados dentro de uma perspectiva aberta. do primeiro plano da imagem) em contraponto com a figura do ônibus trafegando no solo.