Fábrica de Temperos Secos Apresentação do Negócio As plantas utilizadas para condimentar e dar um sabor especial a diversos pratos típicos

acompanham a história e a ambição do homem. Quando Cabral chegou ao Brasil, as ,ou temperos, eram mercadorias valiosíssimas no comércio internacional. Quando os nativos experimentaram a comida daqueles que acabaram de chegar, detestaram e cuspiram os alimentos, achando-os demasiadamente temperados. Os portugueses jamais abriram mão de especiarias como cravo, canela, baunilha, gengibre, mostarda e erva-doce, trazidas da Índia e de outros países da Ásia ou da África. Durante muito tempo, cada frota que chegava ao Brasil era acompanhada por uma nau de mantimentos carregada de alimentos e temperos que, aos poucos, passaram a ser cultivados também por aqui, como a noz-moscada e o cravo-da-índia, por exemplo. Na época, porém, o legítimo tempero brasileiro era o ionquê, mistura de sal com pimenta vermelha socada, preparada habitualmente pelos indígenas. Durante o período da escravidão, os portugueses aprenderam a comer banana frita com azeite-de-dendê e a preparar pratos com gengibre, coentro e cheiro-verde, por exemplo. Índios, escravos, invasores e imigrantes resultaram, finalmente, na mistura de raças que constitui o Brasil de hoje, contribuindo para enriquecer o variado cardápio alimentar adotado correntemente no país. O plantio da cúrcuma, um tubérculo de sabor próximo ao do gengibre, foi de muita utilidade para marcar os caminhos percorridos durante as expedições dos bandeirantes, que desbravaram o país em busca de ouro e pedras preciosas. Em alguns lugares, como Minas Gerais, seu uso tornou-se indispensável para deixar o arroz amarelinho.

Foi com os imigrantes que o Brasil aprendeu a gostar dos temperos, alguns escreviam aos parentes pedindo que mandassem sementes de ervas aromáticas. Dessa forma, os brasileiros aprenderam com os italianos a fazer massas com manjerona ou manjericão; a usar a hortelã com os árabes; a saborear azedinha com os libaneses; a utilizar páprica nos ensopados com os povos do leste europeu; a preparar pratos com açafrão com os espanhóis; a usar salsão e cheiro-verde como tempero com os franceses, dentre outras. Hoje, em função da globalização, é possível encontrar especiarias, molhos e temperos de todos os cantos do mundo nas prateleiras dos supermercados e criar novos hábitos, até para mexer o cafezinho. Mercado Transcorrido 500 anos de descobrimento do Brasil, percebe-se que os temperos secos movimentam negócios no valor de US$ 15 bilhões por ano no mercado mundial. O Brasil ainda participa desse mercado de forma tímida e atua muito mais como comprador do que como vendedor. Com exceção de poucos produtos, cultivados para atender ao mercado interno. Os agricultores brasileiros denotam ainda estar distantes da profissionalização na plantação de culturas destinadas a produção de temperos. As indústrias de tempero, principalmente as de pequeno porte, também não se especializaram na qualificação da produção em escala comercial nesse tipo de mercado, por isso estamos ainda numa condição embrionária na industrialização e comercialização de temperos. O mercado de temperos secos é dominado por grandes empresas e o mercado consumidor que se resume às vendas em supermercados, restaurantes, mercearias e firmas responsáveis pela distribuição de alimentos. No entanto, existe um grande mercado a ser explorado que é o de consumidores de cidade e bairros periféricos que não são atendidos adequadamente pelas grandes empresas. Tais localidades geralmente tem apenas pequenos “mercadinhos” ou mercearias deixando de ser um nicho interessante para o grande empreendedor. O mercado de ervas e temperos orgânicos mostra-se atualmente com uma taxa média de crescimento em torno de 30% anuais. A taxa de crescimento do mercado convencional é de 2% ao ano. Localização A definição da localização do empreendimento deverá basear-se na formatação que o empreendedor queira e espera dar a sua empresa de fabricação de temperos secos, tanto no que tange a volume de produção quanto a sua forma de atuação perante o público consumidor. Deve-se aliar a facilidade de identificação da empresa pelos consumidores, o acesso ao local, a agilidade nos deslocamentos de sua equipe na distribuição das entregas aos pontos de vendas ou mesmo diretamente para os consumidores individuais e a oferta de estacionamento para a clientela. O empreendedor deverá procurar o órgão específico da Prefeitura Municipal visando levantar a possibilidade de instalar esse tipo de empresa na localidade escolhida. Isto se faz necessário uma vez que normalmente todos os municípios brasileiros têm o Plano Diretor Urbano – PDU, no qual é definido que tipo de negócio pode ou não ser instalado em determinadas

áreas. bairros. . etc.

-Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano. 2ª Etapa . -Secretaria da Receita Federal (CNPJ).Ao definir o imóvel para instalação da empresa de fabricação de temperos secos deverá optar por um espaço bem localizado e de fácil acesso. a Contribuição Sindical Patronal). -Secretaria Estadual de Fazenda. -Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento. -Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”. Exigências legais específicas O empreendedor de uma empresa de fabricação de temperos secos deverá cumprir algumas exigências iniciais e somente poderá se estabelecer depois de cumpridas. b) Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua empresa de fabricação de temperos secos para fazer a consulta de local e emissão das certidões de Uso do Solo e Número Oficial. transformando-se em um chamariz para os possíveis consumidores. quais sejam: Etapas do Registro 1ª Etapa: a) Registro da empresa nos seguintes órgãos: -Junta Comercial. -Corpo de Bombeiros Militar. que tenha uma fachada bem elaborada.

c) Lei Federal nº. respectivamente. O estabelecimento produtor deve adequar-se às exigências do Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas) para obter o Alvará de Licença Sanitária. e dá outras providências. Os produtos deverão ser registrados junto ao Ministério da Agricultura e Abastecimento. estabelece as sanções respectivas. TEMPEROS E MOLHOS”.437. e dá outras providências. O empreendedor deverá atentar que em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária .967/89. altera a Lei nº. de 20 de agosto de 1977 . estadual e municipal fica a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde. 6. b) Lei Federal nº. Para obter essa licença o estabelecimento deve estar adequado às exigências do Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas). estadual e municipal fica a cargo da Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde. conforme segue: a) Resolução da Diretoria Colegiada .a) Antes de iniciar a produção o empreendedor deverá obter o Alvará de licença sanitária. o empreendedor deverá atentar ainda a algumas legislações específicas. de 22 de setembro de 2005. Dispõe sobre o valor das multas por infração à legislação sanitária.RDC 276. 7. Em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. .437.Configura infrações à legislação sanitária federal.ANVISA. 6. de 20 de agosto de 1977. Além do processo de registro legal da empresa. diz sobre as disposições do “REGULAMENTO TÉCNICO PARA ESPECIARIAS. bem como receber autorização físico-sanitária do Ministério da Saúde via ANVISA.

259. de 08 de julho de 2003. de 21 de outubro de 1969.674.d) Portaria nº. de 23 de dezembro de 2003. de 24 de janeiro de 1961. de 30 de julho de 1997. m) Portaria nº. de 26 de março de 1965. de 02 de janeiro de 2001. de 11 de setembro de 1990. 1. de 19 de agosto de 2002. w) Resolução RDC nº. u) Resolução RDC nº. o) Resolução nº. de 13 de janeiro de 1998.040. 23. de 05 de agosto de 1999. f) Decreto nº. h) Decreto-lei nº. 326. de 02 de janeiro de 2001. 27. (Código de Defesa do Consumidor). 175. Aprova o Regulamento Técnico. 691. As legislações abaixo são assuntos correlacionados direta ou indiretamente sobre a produção de temperos secos e) Decreto nº. 29.428. 986. l) Portaria nº. 17. j) Lei nº. 10. v) Resolução RDC nº. de 26 de novembro de 1993. 12. aa) Resolução RDC nº. de 21 de outubro de 2002. n) Portaria nº. 382.871. t) Resolução nº. k) Portaria nº. p) Resolução nº. . q) Resolução nº. 234. de 20 de setembro de 2002. de 15 de março de 2000. 326/SVS/MS/97. de 16 de maio de 2003. 275. 16. de 13 de janeiro de 1998. 4. 50. 55. de 24 de novembro de 1988. 8. de 15 de março de 2000. i) Resolução nº. g) Decreto nº. y) Resolução RDC nº. de 30 de abril de 1999. s) Resolução nº. 386. x) Resolução RDC nº. z) Lei nº. 22. Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos. de 13 de março de 1962. r) Resolução nº. de 05 de agosto de 1999.078. de 30 de abril de 1999. 359. 1. bb) Resolução RDC nº.

cc) Resolução RDC nº.área de estocagem dos produtos acabados. de 23 de dezembro de 2003.Os ambientes . área de exposição. produção ou embalagem. 360. 3) Vestiário. Todos os espaços indicados acima devem ser dotados de lay-out adequado. pois simplifica a divisão dos ambientes requeridos para esse tipo de empreendimento. expedição. linha de produção. onde o funcionário responsável pela fabricação deve se higienizar e paramentar adequadamente para adentrar a linha de produção. conforme segue: 1) Recepção e exposição dos produtos industrializados na empresa. 6) Estoque de produtos acabados. 5) Estoque de matéria-prima. respeitando a facilidade de movimentação dos funcionários e clientes. A área de produção deve estar sempre visível. Estrutura A estrutura mínima para a instalação de uma empresa de fabricação de temperos secos irá girar em torno de 30m2. porém impedindo a entrada pessoas não envolvidas na linha de produção para evitar possíveis contaminações durante o manuseio da matéria-prima. mas para estar instalada adequadamente seria bastante interessante um espaço em torno de 160m2. de preferência em forma de galpão.devem ser integrados. 2) Local para preparação dos temperos. Pessoal . 4) Escritório.

O quadro de pessoal de irá variar de acordo com o tamanho do empreendimento e o nível de capacidade de fabricação. Saquinhos. proveniente de uma árvore das Ilhas . colheres. que será responsável pela parte de recepção e serviços de escritório. Balanças. esses profissionais além de atuarem na linha de produção também deverão ser os responsáveis para fazer a higienização da área produtiva da empresa. Equipamentos Os equipamentos necessários para a montagem de uma empresa de porte médio são os seguintes: Assim os principais equipamentos são: 1. Rotuladora. Pilão. espátula). Utensílio de cozinha (faca. Tem o aroma muito agradável e diversas aplicações na cozinha. caso esta seja a intenção do empreendedor. Seladora. Equipamento da área industrial: Moedora. no preparo de picles ou nos presuntos e assados de porco. que tenha Carta de motorista e de motociclista. 2. Caso o empresário entenda como importante. Além desse quadro fixo a empresa poderá contar com um número variável de vendedores autônomos. • 1 – Entregador. • 2 – Na área de fabricação de temperos. será interessante a contratação um gestor profissional para comandar a empresa. b) Cravo: O cravo é um botão de flor que não desabrochou. Pode-se iniciar as atividades operacionais com um número aproximado de 4 (quatro) empregados: • 1 – Auxiliar administrativo. cita-se abaixo alguns itens que se utilizam na fabricação de temperos: a) Coentro: O coentro poderá ser preparado e embalado sob a forma de grão ou em pó. Materiais para escritório: Mesa Cadeira Computador Impressora Fax Telefone Matéria Prima / Mercadoria São vários os produtos que podem ser utilizados em uma fábrica de temperos que podem variar nas aplicações sendo que certos produtos se aplicam a culinária e outros para fins medicinais. Estufas. É utilizado para pães. pois assim o empreendedor terá mais tempo para fazer a alta gestão de seu empreendimento tanto na parte de fabricação quanto na comercial.

peixe. carnes. doces e até nas carnes. . similar a um caroço e precisa ser ralada para ser usada. Sua utilização é bastante ampla. Antigamente o açafrão não podia faltar nos doces e bolos. a pimenta-do-reino. também conhecida como pimenta-preta. molhos brancos. Por exemplo. bebidas à base de chocolate. É uma especiaria muito procurada e bastante cultivada no Brasil. Seu uso é bastante antigo. risoto e frango. podendo ser considerado como um velho tempero de aroma suave.Molucas. peixes. tanto como tempero quanto como um objeto decorativo. sopas claras e no tempero de saladas. já a em pó tem uma infinidade de uso. Em pó ou semente. O uso de açafrão normalmente ocorre em bolos. g) Açafrão: Sua forma de industrialização normalmente é em pó. a pimentabranca não é tão picante como a preta. As formas de ser ofertado ao mercado é em pó ou em sementes. crustáceo. d) Noz Moscada: Sua forma natural e a de uma semente. pães. pode ser usado em bebidas quentes ou frias. Serve para maioneses. aos quais emprestava seu agradável e convidativo matiz. Organização do processo produtivo O empreendecor deve adequar a matéria-prima principal beneficiada segundo os preceitos legais requeridos pelos órgãos fiscalizadores. em especial a ANVISA. legumes e frutas assadas e cozidas. Aromático e picante poderá ser preparado para comercialização tanto em pó quanto na forma original. delicado e que dá coloração amarela aos pratos que recebem sua aplicação. serve para doces. e) Pimenta-do-Reino: A forma de industrialização tanto pode ser em grãos quanto em pó. tem uma gama ampla de aplicações. f) Pimenta Branca: Embora se origine da mesma planta que produz a pimenta-preta. é reservada para conservas. nas Índias Ocidentais. Em grãos. c) Canela: As principais formas de industrialização são em pau (pequenos pedaços) ou em pó. sendo usada em pratos de coloração claras.

socados em pilão ou em grãos serão embalados. Nessa fase os produtos moídos. conforme o caso. validar se está totalmente limpa e com a assepsia adequada. c) Outros tipos de matéria-prima – normalmente estará na faixa de 65ºC. pode ser utilizado a secagem via estufa.. seguida da forma de apresentação. podendo acrescentar . Após o processo de transformação: . passa-se então para a última parte que é a embalagem. quais sejam: a) No rótulo do condimento vegetal. A secagem natural não é muito utilizada devido ao grande tempo demandado nesse processo e também pelo aumento expressivo de cuidados que deverá ser adotado. 1ª Parte Antes de se iniciar a secagem. moagem e embalagem.No contexto geral a fabricação de temperos secos pode-se distinguir em três processos básicos. terra. b) Ainda deve fazer constar no rótulo a denominação "Condimento preparado". conforme abaixo: a) Folhas e Flores – temperatura ideal para secagem é de 35ºC. quais sejam: . Sendo obrigatório a indicação em rótulo de algumas informações exigidas em Lei. deve constar a denominação da especiaria.por exemplo:Superior . se não tem entrada de luz e avaliar se está na temperatura ideal para a erva que será colocado no processo de secagem. Na seqüência passa-se para o processo de secagem. Esse processo é extremamente importante para garantir também que a matéria-prima seja classificada de acordo com a sua qualidade. já que a exposição torna a matéria-prima mais suscetível a contaminação.secagem. 3ª Parte Concluído a 2ª Parte. ervas diversas e outros materiais estranhos. No processamento de ervas e outras matérias-primas envolvidas na produção de temperos secos. passa-se então para a transformação das diversas matérias-primas em produtos. em sua concepção para embalagem. média. segundo o que requer a de preparação de ervas em temperos. Deve-se verificar as condições internas da estufa. 2ª Parte Executado a tarefa de secagem. deve-se separar a matéria-prima para obter um rigoroso controle do que vai ser industrializado. etc. selados e rotulados. deverá ser analisado o produto final. Assim nessa etapa os produtos serão moídos ou socados. Existem alguns níveis de temperatura que normalmente são requeridos na aplicação do processo de secagem. inferior. A matéria-prima passa obrigatoriamente por um processo de “limpeza” para deixá-la totalmente livre de insetos.moer ou socar. e se os que foram socados em pilão também apresentam a condição esperada para a obtenção de um produto totalmente uniforme. Assim descreve-se abaixo o processo produtivo. visando certificar que o produto moído está na textura requerida para o caso de moagem. b) Plantas não aromáticas – a temperatura será de 40ºC.

É obrigatória a declaração do teor de amido adicionado. c) Os rótulos dos condimentos mistos devem trazer os nomes das especiarias empregadas. peso bruto e peso líquido e o preço. ingredientes. data de validade. número do lote de fabricação. .um nome de fantasia. d) Deverá obrigatoriamente constar no rótulo da data de fabricação. seguido das especiarias empregadas.

Caso o empreendedor queira deixar esta opção para um segundo momento será necessário a execução provisóriados controles em planilhas eletrônicas construídas segundo as necessidades e expectativas do empreendedor. Seladora – 5 = R$ 625. visando melhorar o resultado operacional da empresa.920.. Rotuladora – 5 = R$ 450.Para esse processo o ideal é ter um software para auxiliar na gestão... supermercados...00 6.00 3.. Pilão – 5 = R$ 600. Inicialmente com três microcomputadores será possível viabilizar uma gestão automatizada.00 . Moedora – 10 = R$ 600.. Saquinhos p/embalagem – 400 = R$ 300.. espátula) – variado a quantidade.. Estufas – 3 = R$ 2.... Futuramente será necessário identificar no mercado um sistema integrado capaz de auxiliar em todo o processo administrativo. Investimentos Investimento em maquinário necessário a estruturação de uma empresa de fabricação de temperos secos: Área de produção: 1. O processo de escolha do sistema poderá ser apoiado por profissionais qualificados visando à definição de um software ERP que possibilite a gestão integrada da empresa em todas as suas áreas. Além desses pontos..Automação O nível de automação não é tão expressivo..00 8.. via fone com entregas em domicílio ou de porta em porta. O próprio empresário deverá tratar de negociar estes “incentivos” com os donos dos pontos de vendas. Isto porque o processo produtivo é bastante simples e pode ser manual..000.. Utensílio de cozinha (faca. padarias.. Total Equipamentos. R$ 5.... seja com a “oferta de bônus” para os proprietários ou disponibilizando “displays” estilizados com a marca da empresa nos possíveis pontos de vendas para acondicionarem exclusivamente as embalagens dos temperos de sua marca para comercialização. açougues. dentre outros. comercial e operacional. Será necessário investir nessa área.00.. colheres. a empresa deverá atuar como ponto de venda direta em seu próprio local de fabricação. Balanças – 2 = R$ 1.. Canais de distribuição A empresa de fabricação de temperos secos tem como canais de distribuição os pontos de revendas para seus produtos..00 7. por exemplo: mercearias.145... A formação dos canais de distribuição exigirá do proprietário um esforço expressivo para conquistar novos pontos de vendas para seu empreendimento.00 2.... mas o investimento será de aproximadamente – R$ 200. financeiro... financeira.00 5. comercial e operacional. estocagem e também para o controle da área administrativa..O ideal é que o empreendedor invista em automação visando dinamizar toda a sua área de fabricação...00 4. inclusive que viabilize o controle de custos de produção.

MOBILIÁRIO PARA A ÁREA ADMINISTRATIVA/OPERACIONAL .

pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua. ADEQUAÇÃO DO IMÓVEL Para este segmento empresarial o ideal é que o espaço escolhido seja na forma de galpão.. O capital de giro precisa de controle permanente. dentre outros espaços..1.00 3..00 5.. as condições das instalações elétricas...00...00 4. Cadeira – 6 = R$ 720. hidráulicas. mas estima-se algo em torno de R$ 5. .000..00 2. área de escritório.00 TOTAL DE EQUIPAMENTOS/MOBILIÁRIO = R$ 10.2 = R$ 500.070.... Microcomputador – 2 = R$ 2.000..00 6. bem como de embalagem e armazenamento de matéria-prima. Fax – 1 = R$ 450.600. Capital de giro Capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio.00 Total mobiliário. O custo de adequação será bastante variável. R$ 5...990. produto semi-acabado e produto acabado. quanto industrial. Impressora laser – 1 = R$ 600..00 à R$ 10. Telefone – 4 = R$ 200.00. já que existe a necessidade de diversos espaços a serem utilizado tanto na etapa pré-industrial. pois dependerá de como será encontrada a estrutura atual. Mesa ..

-Aumento de despesas financeiras. Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente sua auto-sustentação. O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão. possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. pois se trata de uma empresa que atua em um mercado de pouca concorrência direta. que as empresas que estão estabelecidas e atuam nesse segmento normalmente são grandes corporações. -Altos níveis de estoques. à ocorrência dos fatores a seguir: -Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa. -Aumento dos índices de inadimplência.O desafio da gestão do capital de giro deve-se. pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer. . em decorrência das instabilidades desse mercado. O empresário deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado. principalmente. -Pagamento das parcelas de possíveis financiamentos. -Baixo volume de vendas. O empreendedor deve realizar um levantamento criterioso da Necessidade de Capital de Giro que seu empreendimento irá requerer em um determinado período devendo ser considerado uma relação percentual da ordem de cerca de 70% do montante investido na estruturação da empresa. No entanto. reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio. Ressalta-se que se o empresário for um empreendedor pró-ativo o tempo de retorno desse segmento empresarial poderá estar sendo atingido no intervalo entre o longo e médio prazo. vale ressaltar. o que pode dificultar o nível de penetração no mercado.

Despesas com vendas. produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio. Ressalta-se que o empresário deverá buscar manter em sua linha de produção a maior variedade possível de temperos secos. impostos. a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas.Custos São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou serviços prestados. deverá computar como custo a aquisição desses mostruários e ainda os gastos relativos à reposição de estoques. Provavelmente haverá desembolso de “bônus” para os proprietários dos pontos de venda para manter exclusividade ou mesmo tê-los como revendedores de seu produto. buscando assim “sugerir” aos consumidores “outras expectativas de consumo” . Telefone e acesso a internet. Assessoria contábil. maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. Os custos indicados serão bastantes variáveis. depreciação de maquinário e instalações. matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção. honorários profissionais. despesas de vendas. Aquisição de matéria-prima base para produção de temperos. taxa de condomínio. visando atender vários tipos de cliente. água. salários. 3. como: aluguel. Valores para quitar possíveis financiamentos de máquinas e construções. 6. já que o processo de inovar na forma de produzir o tempero seco manterá a empresa em constante evidência junto ao consumidor. Os custos para abrir uma empresa de fabricação de temperos secos devem ser estimados considerando os itens abaixo: 1. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra. 13. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários. na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios. Quanto menores os custos. Fardamento para paramentar os funcionário envolvidos na produção de temperos. . Diversificação / Agregação de valor Nesse segmento de mercado diversificar é o ponto delimitador da barreira entre ser um empresário comum ou de sucesso. Tributos. comissões (caso tenha vendedores internos e/ou externos) e encargos. 2. O empreendedor deverá estar sempre atento à possibilidade de descobrir novos temperos ou misturas de ervas que traduzam em novos sabores. 11. 4. Água. Recursos para manutenções corretivas. indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso. Luz. 10. contribuições e taxas. 5. luz. 9. 8. Propaganda e Publicidade da empresa. segurança. pois os “bônus” variam de região para região. 7. 12. Salários. Aluguel. O empreendedor de caso entenda que seja interessante disponibilizar “displays estilizados” nos pontos de venda. Despesas com estocagem e transporte.

caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240. assim entendida a fabricação de especiarias. poderá optar pelo SIMPLES Nacional .00 (microempresa) ou R$ 2. pelo menos uma receita de consumo/aplicação diferente por cada lote produzido.00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei. por isso o empresário deverá se esforçar ao máximo para colocar sua empresa na maior quantidade de pontos de distribuição possíveis. Outro ponto a ser a ser incrementado na agregação de valor de seus produtos é.Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. -COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social). -PIS (programa de integração social). -INSS (contribuição para a seguridade social). O principal canal de divulgação é a propaganda do boca a boca. incluir em cada embalagem. instituído pela Lei Complementar nº 123/2006. O empresário da área de fabricação de temperos deve estar sempre atento ao processo de vincular o seu produto à saúde de seus consumidores. jornais e revistas especializadas.Com a tendência mundial de preservação ambiental. -ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços).400. que são os consumidores. Os rótulos deverão conter essa informação. Isto com certeza será um importante “ingrediente” de comercialização dos temperos produzidos na empresa. -IPI (imposto sobre produtos industrializados). Divulgação A divulgação de uma empresa de fabricação de temperos deverá seguir os conceitos tradicionais de divulgação existentes no mercado. já que a sua matéria-prima – ervas – deverá ser adquirida preferencialmente de produtores que respeitem o meio ambiente e se possível que produzam produtos cultivados na concepção de – plantio orgânico.000. via os meios de comunicação como. outdoors. Informações Fiscais e Tributárias O segmento de fábrica de temperos secos. o empreendedor deverá inserir-se nesse mercado visando à valorização dos recursos naturais. A maioria desses meios de comunicação apresenta um custo bastante expressivo. As donas de casa ou mesmo os chefe de cozinhas. o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições. -CSLL (contribuição social sobre o lucro).000. molhos. por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional): -IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica). por exemplo: Rádio. temperos e condimentos. . por exemplo. internet. Nesse regime. exaltando cada vez mais a qualidade na produção e a pureza de seu produto e ainda o fato de estar atuando rigorosamente dentro das normas requeridas para esse segmento. tanto falarão bem de seu produto ou não.

que inclui as normas e regulamentos que devem ser atendidos para operacionalização dessa atividade. Essa opção de tributação poderá ser amplamente vantajosa para o segmento de fábrica de temperos secos. motivo pelo qual sugerimos uma avaliação cuidadosa do regime de tributação apresentado.) usado para condimentar e ou temperar alimentos. noz-moscada. Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências legais especificas. Especiarias: qualquer produto de origem vegetal. canela. pimenta. dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. . Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007.5% até 12. para esse ramo de atividade. vão de 4. as alíquotas do SIMPLES Nacional. Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o ICMS. bebidas e outros alimentos. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional. aromático (cravo.Conforme o Anexo II da referida Lei Complementar nº 123/2006. do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade. etc. Glossário Características organolépticas: propriedades que possuem os corpos ou substâncias de impressionar os sentidos e influenciar no sabor de alimentos e bebidas. a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze). como receita bruta total acumulada. o empreendedor utilizará.11%.

visando produzir temperos puro e altamente adequado para consumo humano. sua aplicabilidade. começar a produzir temperos partindo de ervas de procura garantida. deve ter algumas características básicas.Extrato Etéreo: Extrato feito de éter. 2. que tem relação direta com o sabor das ervas e seu resultado nos temperos e condimentos. alecrim para carnes. Pode ser definido pelo engrossamento mais ou menos globoso em qualquer parte de uma planta. O empresário também deverá integrar a gestão das diversas áreas da empresa principalmente no início das atividades do novo empreendimento. com tecidos de reserva. O consumo e a procura por sabores diversificados por parte dos consumidores estão crescendo e abrindo oportunidades de negócios para agricultores na área de ervas e empresários de transformação dessas ervas em temperos e condimentos. Dicas do Negócio O candidato a empresário no segmento de fabricação de temperos deve entrar nesse negócio consciente de que terá que estar presente tempo integral. Matiz: coloração especial aplicada em diversos alimentos. de grande tamanho. . quanto operacional e na gestão financeira do negócio. tanto na forma do casco quanto no velame. muito utilizado na época das grandes descobertas. usada até no chá. por intermédio de temperos e condimentos. tais como: 1. tanto na parte comercial. dentre outros. rico em substâncias nutritivas. com acastelamentos na proa e na popa. Só depois disso deve-se incrementar a sua linha de produção com algumas ervas mais incomuns e até mesmo exóticas como o estragão e a segurelha. Nau: antigo navio redondo. pimenta-do-reino. Será necessário contar com o apoio de um químico respeitado e com amplos conhecimentos técnicos e científicos sobre análise de ervas. para massas. como o manjericão. Substâncias Sápidas: substâncias saborosas. Estar amparado nas tendências de mercado e estar preparado para ultrapassar as possíveis sazonalidades de plantio e colheita das ervas aplicadas na produção de temperos e condimentos. Páprica: espécie de tempero vermelho produzido a partir do pimentão. utilizado na transformação de ervas em condimentos e temperos. Características específicas do empreendedor O empreendedor que iniciar uma empresa de fabricação de temperos secos. e hortelã. -Para que a linha de temperos se qualifique e mantenha-se no mercado é preciso ter em mente que se deve partir do tradicional. Ter conhecimento específico sobre produção e plantio de ervas e período de colheita e outras variações. Tubérculo: espécime de caule curto e grosso. ou seja.

Acesso em: 08 fevereiro 2008. 6.puntofocal. EMPREGA BRASIL.empregabrasil. enfim com todos que de forma direta ou indireta tenha ligação com a empresa. pois não basta ter conhecimento de fabricação de temperos secos é necessário também estar preparado para gerir o seu empreendimento. CERTTO RECEITAS ESPECIAIS. Disponível em: <http://www. Acesso em: 08 fevereiro 2008.ar>.engetecno.certto.>. atuando com antecipação de tendências.3.>.com>. 5. NORMAS TÉCNICAS ESPECIAIS PARA CONDIMENTOS OU TEMPEROS. além de estar sempre antenado com as inovações tecnológicas e de mercado. tendo como foco e objetivo de estar sempre a frente de seus concorrentes.br/omossoroense/>. Ter habilidade no tratamento com pessoas tanto com seus colaboradores quanto com clientes. tanto com a participação em cursos específicos sobre fabricação de temperos. Acesso em: 05 fevereiro 2008. Além destas características acima listadas o empresário de uma empresa de fabricação de temperos secos tem que ser uma pessoa extremamente criativa.globo.br/legislacao/t. Acesso em: 05 fevereiro 2008. Acesso em 05 fevereiro 2008.com. quanto de gestão empresarial.. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://globorural.br>..com. conservação adequada de temperos. Ser empreendedor com visão prospectiva. fornecedores.org. 4. Secretaria de Comercio Interior da Argentina. ter visão de futuro no que tange o interesse e expectativa de mercado e dos consumidores. feiras de alimentos. sempre com capacidade de criar formas inovadoras de produção e comercial.br/culinaria/Tempe.. Disponível em: <http://www. Acesso em: 05 fevereiro 2008.. Bibliografia Complementar REVISTA GLOBO RURAL.com.uol. Disponível em: <http://www2. JORNAL O MOSSOROENSE.. MINISTÉRIO DE ECONOMIA Y PRODUCCION.gov. . condimentos e das ervas in natura. Ser uma pessoa que sempre busca melhorar o nível de seu negócio.