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brasilia, salvador, maio de 2011

boletim informativo do deputado federal valmir assunção ‹pt bahia›

dias de luta no Parlamento

“temos de discutir como o estado brasileiro vai pagar as reservas dos pequenos agricultores”
Foto: Ag Câmara

Editorial
Foto: Ag Câmara

Lei compLementar

Mudanças na LRF ajudam municípios baianos
O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) entrou com um Projeto de Lei Complementar na Câmara Federal propondo modificações na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), no que se refere às despesas geradas na contrapartida em mão-de-obra oferecida pelos municípios na execução de programas do Governo Federal. Segundo Valmir, o objetivo da Lei Complementar é excluir da despesa total com pessoal a mãode-obra contratada pelo Município como contrapartida em programas com a União. A contrapartida é representada pela alocação de pessoal, cujas despesas acabam impactando os orçamentos das prefeituras, que estão sujeitos ao limite de 54% da receita corrente líquida, nos termos do que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal. – A grande maioria dos Municípios brasileiros – e em particular os menores – são, como se sabe, altamente dependentes das transferências constitucionais (que chegam a representar em alguns casos, perto de 100% do total de suas receitas). Ora, se o aporte de recursos da União está condicionado à contrapartida em mão-deobra pelo Município, a tendência é a de que o limite admitido pela legislação seja ultrapassado, inviabilizando a cooperação entre essas duas esferas da Federação, disse.

Para a eternidade, um dia equivale a um segundo. Mas para nós, simples mortais, um dia pode significar muito ou nada. Um período de ociosidade ou de intenso trabalho. Para nós, que vimos trabalhando antes mesmo de sermos escalados, pela força do voto popular, para exercer o nosso mandato de deputado federal em Brasília, cada dia significa novos desafios, novas tarefas, novas conquistas. E quando somamos cada dia e atingimos a marca do 100º dia, podemos olhar para trás e perceber que realizamos aquilo que esperavam que fizéssemos os diversos movimentos sociais, quando nos deram a outorga de representá-los no parlamento. Ao fazermos um pequeno balanço de nossas ações, contudo, percebemos que se já fizemos alguma coisa, ainda há muito por fazer. E os 100 dias de trabalho continuam, com novos desafios a serem vencidos e com novas propostas de realizações. Para nós, cada dia significa muito. E 100 dias significam muito mais. Vamos em frente!

Para nós, cada dia significa muito. E 100 dias significam muito mais.”

intoLerÂncia

Frente parlamentar sai em defesa dos povos de terreiros
Foto: Mayrá Lima

Valmir Assunção Deputado federal (PT-BA)

A fiscalização do poder executivo para a aplicação de políticas públicas propostas por comunidades de terreiro foi o principal tema discutido entre deputados e representantes de comunidades negras em evento em Brasília, que marcou a criação da Frente Parlamentar em defesa das comunidades tradicionais de terreiros. A frente tem como objetivo não apenas fiscalizar, mas impedir manifestações e ações discriminatórias contra as comunidades negras no Brasil. Um dos idealizadores da frente, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) disse que “é inadmissível nós termos esse tipo de discriminação com as religiões de matriz africana em um país laico, onde conseguimos tantos avanços. Essa mobilização é a expressão maior que estamos reafirmando a nossa resistência”, avaliou o deputado.

É inadmissível nós termos esse tipo de discriminação com as religiões de matriz africana em um país laico”
A frente terá o papel de promover ações em defesa das religiões de matriz africana para a promoção da liberdade de culto e contra a intolerância religiosa, de modo que os terreiros tenham o mesmo tratamento que outros templos religiosos.

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expediente: falavalmir.com.br é um jornal publicado sob responsabilidade do Mandato Popular do Deputado Federal Valmir Assunção coordenação de Gabinete: Ivan Alex comunicação: Adílson Fonseca (DRT 969 - BA), Mayrá Lima (MTB 1877 - CE), Jonas Santos edição: Adílson Fonseca Diagramação: Jonas Santos escritório Salvador / Ba: Rua Conquista, 132 – Parque Cruz Aguiar Rio Vermelho – CEP 41960-610 – Tel: (71)3019.7200 Gabinete Brasília / DF: Câmara dos Deputados – Anexo IV, Gabinete 739CEP 70160-900 – Fones: (61) 3215.5739 / 3739

Foto: Ag Câmara

cÓDiGo FLoreStaL

O futuro ambiental em jogo
Ao assumir meu primeiro mandato como deputado federal, cheguei com um compromisso bem definido: defender a reforma agrária, tal como possibilitar mecanismos de incentivo à agricultura familiar e camponesa, fortalecendo os movimentos sociais do campo e da cidade. Meus compromissos também incluem a luta pelo desenvolvimento social e combate à fome, a defesa do conjunto dos direitos humanos, promoção da igualdade racial e de políticas para a juventude. Compreendo que um deputado federal, como extensão das lutas que acontecem nas ruas do nosso Brasil, deve manter a coerência e o lado pelo qual foi designado a estar num espaço, como é a Câmara dos Deputados. Praticamente, o relatório aprovado livra o agronegócio do adjetivo “desmatador” da maneira mais torta possível: ao invés de discutirmos formas de coibir a ação de um modelo de agricultura que, ao visar a exportação de commodities produzidas sob o sistema de monoculturas, de desrespeito às leis trabalhistas e, muitas vezes, sem cumprir o preceito constitucional da função social da

Novo código aumenta em até 80% área que pode ser desmatada
terra, o relatório do deputado Aldo Rebelo abriu as porteiras para que a expansão deste modelo predador avance sob áreas antes protegidas. Mais ainda: possibilita que os desmatadores sejam anistiados, absolvidos. Uma vergonha! A agricultura familiar e camponesa, a responsável por mais de 70% da produção de alimentos, no entanto, em nada se viu beneficiada neste relatório. Por exemplo: o texto votado permite que áreas de até quatro módulos rurais sejam isentos de recomposição de reserva legal desmatada. Ora, do jeito que está não há diferença de quem produz sob um modelo familiar daquele que só usa sua propriedade para lazer de fim-de-semana, ou mesmo de um latifúndio divi-

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do em várias matrículas, isentando-se de restrições da lei. O texto permite que a compensação da reserva legal do agronegócio seja em qualquer parte do Brasil, dentro do mesmo bioma. Isso é um perigo para nós que lutamos contra a concentração fundiária, pois um mesmo latifundiário pode se aproveitar da especulação de terras, principalmente em regiões mais baratas, principalmente terras de pequenos agricultores, para comprar mais áreas para recompor reserva. Ainda atendendo o latifúndio, o texto de Aldo Rebelo não acatou a demanda que criaria o fundo ambiental para a pequena agricultura, ou seja, o pagamento para que o camponês/a possa garantir reserva legal de florestas e vegetação nativa. A proposta, que tem o apoio da presidenta Dilma e é proveniente dos movimentos sociais do campo e sindicatos da agricultura familiar, foi simplesmente ignorada pelo relator. A emenda 164 termina de consolidar o pacote do agronegócio. A medida dá poder aos estados para definir política ambiental e determina que poderão ser mantidas as atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas de preservação permanente (APPs) caso o desmatamento tenha ocorrido até 22 de julho de 2008, ou seja, liberação sem limites, mais devastação ambiental e descaracterização de todo o avanço que o Governo já tinha obtido nas negociações junto ao relatório. E não para por aí: o relatório libera a criação de camarões em áreas próximas aos mangues. Permite que espécies exóticas sejam plantadas em metade das áreas das reservas legais dos grandes proprietários: isso é o mesmo que escrever às transnacionais de plantio de eucalipto, como as do sul da Bahia, que fiquem sossegadas, por que será aumentada a área em que poderão lucrar, mesmo que destrua a terra, os mananciais de água que possuímos, que não gere empregos... Defender a agricultura familiar e camponesa também é defender o meio ambiente, nossas matas e florestas, nossos rios, nossa terra, por que precisamos dele para sobreviver. Faz parte da nossa cultura camponesa. Este relatório é uma afronta a tudo que construímos, enquanto camponeses e camponesas. Mas a luta ainda não acabou e seguiremos em vigília para que o retrocesso não se consolide no Senado e nem no Executivo.

Entenda o novo Código Florestal

Como é?
Na Amazônia só 20% da área propriedade rural pode ser desmatada Toda propriedade rural precisa preservar um trecho de reserva A vegetação em topo de morros, margens de rios e nascentes é área de proteção permanente (APP) Aplica-se o Código Florestal a qualquer área de vegetação Cursos d´água com menos de 10 metros de largura impõem a necessidade de uma área de proteção permanente (APP), de 30 metros.

O que vai ser?
Aumenta em até 80% o percentual da propriedade que pode ser desmatada Propriedades menores (com até 25 hectares) podem ser inteiramente desmatadas A vegetação em morros, nascentes de rios e nascentes deixa de ser protegida por lei O Código Florestal deixa de valer em áreas urbanas Prevê APPs com 15 metros, para cursos de água com menos de cinco metros de largura

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mULHereS no poDer

Lucinha do MST assume o comando

Foto: Jonas Santos

A primeira dama do Estado, Fátima Mendonça, disse que não tinha palavras para expressar a emoção da solenidade e preferiu recitar trechos do poema “Perguntas e Respostas”, de Castro Alves. Já a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, expressou a manifestação das centenas de mulheres reunidas no auditório da Fundação Luís Eduardo

Magalhães, com flores. A deputada Alice Portugal emocionou o público ao falar da trajetória de luta das mulheres. E a senadora Lídice da Mata foi mais pragmática ao afirmar que o momento era ímpar para as mulheres. O auditório da FLEM ficou pequeno ante a presença das mulheres nas suas mais diversas representações políticas e sociais. A

mesa foi composta pela primeira dama, Fátima Mendonça, senadora Lídice da Mata, deputada Alice Portugal, Eva Chiavon, da Casa Civil do governador Jaques Wagner, a cantora Margareth Menezes e dezenas de personalidades, entre deputadas, vereadoras, prefeitas e representantes de movimentos sociais. Na platéia, os deputados fe-

derais Valmir Assunção, Nelson Pelegrino, Luís Alberto, Josias Gomes, Sérgio Carneiro, Emiliano José e Antonio Brito. E os estaduais Marcelino Galo, Ângela Souza, Fátima Nunes, Maria Del Carmen e Luiza Maia, além do vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, também misturados a prefeitos, vereadores, líderes e integrantes de movimentos sociais. No seu discurso, Vera Lúcia Barbosa disse que a nova secretaria vai propiciar a inclusão das políticas públicas para as mulheres de todos os segmentos sociais. “A garantia dos direitos e adoção de políticas públicas para as mulheres é um dever do Estado, mas seremos nós que discutiremos a situação das mulheres em todos os espaços que tivermos. E não admitiremos machismos e comportamentos homofóbicos”, disse.

GaBinete em aÇÃo

Audiência com Otto rende benefícios
Foto: Adílson Fonseca

Levados pelos deputados federal Valmir Assunção (PT-BA), e estadual, Marcelino Galo (PT), os prefeitos de Maraú, Antonio Silva Santos “Pito”, e de Santa Bárbara, Jaílson Costa dos Santos, tiveram suas reivindicações atendidas pelo governador em exercício, Otto Alencar, que os recebeu em seu gabinete hoje de manhã. As reivindicações dos dois prefeitos dizem respeito à iluminação pública nos acessos às respectivas sedes municipais, mudanças e reestruturação na área de segurança pública e recuperação de estradas vicinais. No caso de Maraú, a 428 quilômetros de

Salvador, foi solicitada a recuperação dos 31 quilômetros que liga a sede às BRs-101 e 030, outros 21 quilômetros entre a sede

e a BA-001, iluminação pública na Avenida Beira Mar, além da construção de um complexo policial. Já em, Santa Bárbara, a

141 quilômetros de Salvador, foi solicitada a iluminação de quatro quilômetros da BR-116, que atravessa a cidade e a aquisição de equipamentos para recuperação das estradas vicinais. O governador se comprometeu a atender as reivindicações que são de responsabilidade do Estado, e hoje mesmo começou a adotar as providências junto às secretarias de Segurança Pública, InfraEstrutura e ao Derba. No caso da recuperação do trecho entre Maraú e as BRs-101 e 030, Otto Alencar garantiu que irá fazer gestões junto ao Ministério dos Transportes e ao DNIT.

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