UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE CARUARU BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

CONVERGÊNCIA ENTRE WEB E TV DIGITAL: UMA PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO COM O SIGA

MAVY DIEGO PEREIRA DE MORAIS

ORIENTADOR: VINICIUS CARDOSO GARCIA

CO-ORIENTADOR: HUMBERTO ROCHA DE ALMEIDA NETO

MONOGRAFIA SUBMETIDA À UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

MAVY DIEGO PEREIRA DE MORAIS

CONVERGÊNCIA ENTRE WEB E TV DIGITAL: UMA PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO COM O SIGA

Monografia parcial para

apresentada obtenção

como do

requisito de

diploma

Bacharel em Sistemas de Informação pela Faculdade de Ciência e Tecnologia de Caruaru – Universidade de Pernambuco.

Caruaru, 10 de dezembro 2009.

Monografia de Graduação apresentada por Mavy Diego Pereira de Morais do Curso de Graduação em Sistemas de Informação da Faculdade de Ciência e Tecnologia de Caruaru - Universidade de Pernambuco, sob o título “Convergência entre Web e TV Digital: uma proposta de integração com o SIGA”, orientada pelo Prof. Vinicius Cardoso Garcia e aprovada pela Banca Examinadora formada pelos professores: _________________________________________ Prof. Fernando Carvalho Departamento de Sistemas de Informação / UPE

_____________________________________________ Prof. Vinicius Cardoso Garcia Departamento de Sistemas de Informação / UPE

_________________________________________ Prof. Humberto Rocha De Almeida Neto Departamento de Sistemas de Informação / UPE

Visto e permitida a impressão. Caruaru, 10 de dezembro de 2009.

Resumo

Este projeto visa propor uma nova interface de comunicação com o Sistema Integrado de Gestão Acadêmica - SIGA. Uma vez que utilizado nas universidades públicas de Pernambuco é baseado no sistema web, o objetivo é fazer com que o mesmo também possa ser empregado com os novos recursos da TV Digital, com isso buscando uma maior abrangência. A linha percorrida de estudo envolve os aspectos do sistema de TV Digital interativa, arquitetura, componentes técnicos e acessibilidade, além das linguagens de programação para a viabilidade do projeto, contudo se fez uso de um protótipo objetivando estabelecer a comunicação entre um servidor web e um aplicativo de TV Digital.

Palavras-chave: Universidades, Sistema integrado de Gestão Acadêmica, TV Digital, abrangência e Web.

Abstract

This project aims to propose a new communication interface with the Sistema Integrado de Gestão Acadêmica - SIGA. Since it is used in the public universities of Pernambuco and is a web-based system, the goal is to make that the system on also be used with the new features of digital TV, always looking for a wider range, improving the accessibility requirements, quality and functionality. The path covered in this study involves aspects of the interactive Digital TV system, architecture, technical components and accessibility, and programming languages for the viability of the project, but use was made of a prototype order to establish communication between a web server and a Application of Digital TV.

Keywords: Universities, SIGA, digital TV and Web coverage

Sumário 1. Introdução ............................................................................................................. 12 1.1 1.2 1.2.1 1.2.2 1.3 1.4 Motivação .....................................................................................12 Objetivos.......................................................................................14 Objetivo geral ................................................................................ 14 Objetivo específico........................................................................ 14 Proposta do trabalho .................................................................... 15 Estrutura da dissertação ...............................................................15

2. Fatores para aceitação de um sistema .................................................................. 16 2.1 2.1.1 2.1.2 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 Utilidade........................................................................................18 Abrangência .................................................................................. 19 Funcionalidade .............................................................................. 19 Usabilidade ...................................................................................20 Interface com usuário ................................................................... 20 Flexibilidade.................................................................................. 21 Operacionalidade.......................................................................... 22 Qualidade .....................................................................................22

3. TV Digital e o Sistema Brasileiro de TV Digital ......................................................23 3.1 3.2 3.3 3.3.1 3.3.2 3.4 3.5 Composição do sistema de TV Digital .......................................... 25 Sinal e transmissão ...................................................................... 27 Middleware ...................................................................................29 O Middleware Declarativo .............................................................31 O Middleware Procedural ..............................................................32 Interatividade ................................................................................ 32 Acessibilidade............................................................................... 34

4. Sistema Integrado de Gestão Acadêmica .............................................................36 5. Proposta (SigaTV) ................................................................................................37 5.1 5.2 Processo de desenvolvimento .......................................................38 Levantamento de requisites ...........................................................39 5.2.1 Definição do perfil do usuário.........................................................39 5.2.2 Diagramas do sistema ................................................................... 40 5.2.3 Ferramentas utilizadas ................................................................... 41 5.3 5.4 5.4.1 5.4.2 5.5 Prototipação.................................................................................. 43 Layout ...........................................................................................43 Avaliação de Interfaces ................................................................44 Modelos de Telas .......................................................................... 46 Codificação ...................................................................................47 5.5.1 Comunicação entre telas ...............................................................47 5.5.2 Canal de Retorno ........................................................................... 51 5.5.3 Simulador do SIGA ........................................................................ 52 6. Conclusão ............................................................................................................. 55 6.1 Trabalhos futuros ........................................................................... 59

Anexo A ...................................................................................................................64 Anexo B ...................................................................................................................67

Lista de Figuras Figura 1. Modelo Conceitual para avaliação de Sistemas de Informação (Dias, 2002)..........................................................................................................................17 Figura 2. Receptor de TV Digital (Soares e Barbosa, 2009)......................................26 Figura 3. Efeitos do ruído no sinal analógico e digital (Montez e Becker, 2005)........28 Figura 4. Quadro resumo para plano de transição proposto (DTV, 2009).................29 Figura 5. Arquitetura da TV Digital com tecnologia usada em camadas baseado (Soares, 2008)............................................................................................................30 Figura 6. Modelo Proposto pela BBCi (Valdecir Becker, 2008)..................................35 Figura 7. Função de administração Acadêmica ........................................................36 Figura 8. Modelo de processo para desenvolvimento baseado Tqtvd (TOTVS QUALITY para TV Digital)..........................................................................................38 Figure 9. Arquitetura do Sistema................................................................................40 Figure 10. Caso de Uso para SigaTV ........................................................................41 Figura 11. Tela de serviços disponíveis com analise do foco de visão......................44 Figura 12. Tela de acesso aos Serviços proposta para o SigaTV..............................47 Figura 13. Visão de layout composer.........................................................................48 Figura 14. Parte inicial da Visão estrutural do SigaTV no composer.........................49 Figura 15. Visão Textua no composer do SigaTV.......................................................50

Figura 16. Código Lua de comunicação.....................................................................52 Figura 17. Servidor Web em funcionamento no container Tomcat.............................53 Figura 18. Ginga-NCL funcionando na máquina Virtual.............................................54 Figura 19. Principais elementos encaixados..............................................................56

Lista de tabelas

Tabela1. Exemplo de medida de usabilidade (ABNT/NBR9141-11, 2002)................20 Tabela 2. Comparativo TV Digital X TV analógica (Montez e Becker, 2005)..............24

Listas de Abreviaturas e Siglas

TV TVD SIGA SBTVD CPU HDTV CPqD SO MRSBTVD Ginga-NCL NCL BBCi UFPE UNIVASF UFPR UPE

Televisão TV Digital Sistema Integrado de Gestão Acadêmica Sistema Brasileiro de TV Digital Central Processing Unit High Definition Television Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações Sistema Operacional Middleware de Referência do Sistema Brasileiro de TV Digital Ginga Nested Context Language Nested Context Language British Broadcasting Corporation Britânica Universidade Federal de Pernambuco Universidade Federal do Vale do São Francisco Universidade Federal Rural de Pernambuco Universidade de Pernambuco

HTTP MVC XML JavaEE

Hyper Text Transfer Protocol Model – View - Controler eXtensible Markup Language Java Enterprise Edition

1.

Introdução

As constantes modificações no Sistema Tecnológico vêm alterando o meio e o tipo de comportamento dos usuários. A digitalização de dados viabiliza melhorias como, o armazenamento de informações e buscas mais ágeis e eficientes, além de uma maior segurança. Isso torna o processo de interatividade cada vez mais dinâmico demandando uma necessidade constante de conectividade. Portanto, a velocidade da informação proporciona novos meios de comunicação e entretenimento. Dentre esses está a televisão (TV), a qual vem trazer a sinergia entre pessoas, empresas e informação.

A presença da TV deve ser vista como algo marcante no cotidiano da população brasileira, fato constatado pelo IBGE (2008), sendo o eletroeletrônico mais presente no domicílio dos brasileiros. O advento da TV Digital (TVD) possibilita uma maior interação com o telespectador. Onde o mesmo deixa de ser somente um elemento passivo do sistema e passa a participar ativamente com seus diversos graus de necessidade.

Assim, o aparecimento de um mundo de novos serviços e informação, complementares ao já existente, vem alterando a maneira de se relacionar com a informação recebida pela TV. São novas possibilidades de serviços que passam a ficar ao alcance do controle remoto de uma maneira mais simples e direta. 1.1 Motivação Com a necessidade de facilitar e aperfeiçoar as transmissões das informações e com ações de interiorização cada vez mais marcante das universidades públicas em Pernambuco, a utilização do SIGA para a gestão acadêmica tem sido uma necessidade e uma alternativa a interiorização, tornando possível acesso em qualquer local com internet, de modo a realizar tarefas do cotidiano curricular. 12

O sistema está implantado, é utilizado pelo corpo docente, discente, administrativo e técnico das Universidades Federais e Estadual de Pernambuco. Onde se encontra distribuído em nove cidades, localizadas setorialmente na Capital, Zona da Mata, Agreste e Sertão do estado. Logo é de fundamental importância um sistema integrado apoiado pela tecnologia disponível de gerenciamento de dados.

O SIGA encontra-se baseado no modelo de web, mesmo a internet estando bastante difundida no Brasil, pesquisas mostram que o percentual de brasileiros que possuem desktop ou laptops com acesso a internet chega a 27% em suas residências e a margem no nordeste chega apenas a 11,6%, apresentando o pior índice das demais regiões do país conforme IBGE (2008). Esses resultados mostram que a internet ainda não faz parte do cotidiano da maioria da população.

Em contra-partida, a presença quase que maciça de televisores no âmbito nacional, faz da TV Digital uma ferramenta que vem apontando como um dos importantes meios de inclusão digital. “A interatividade na televisão é possível graças ao envio de softwares junto com o áudio e o vídeo. Esses softwares permitem que o telespectador interaja com a televisão, procedimento comparável ao dos

computadores pessoais” (Bittencourt e Bennert, 2007). Tendo em vista que os aparelhos estão presentes em 95,6% dos brasileiros contatado por IBGE (2008).

Observando as potencialidades de utilizar a TV para benefício público através de um terminal de acesso1 podem ocorrer serviços do governo, e da rede privada, ocasionando o crescimento da cadeia produtiva como ferramenta de trabalho cooperativo, assim compreendido como um desejo do governo brasileiro. O caminho para pesquisas que visam o oferecimento de novos serviços usando TV

1

Compreendendo qualquer aparelho que possa decodificar o sinal da TV digital, como: o Set-Top-Box, ou TV com receptor embutido, e outros.

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Digital Interativa (TVI) apresenta em fase inicial estando este trabalho nesse contexto. 1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivo geral

Propor uma maior inclusão digital em ambientes universitários por meio do gerenciamento das informações acadêmicas fazendo uso da TV Digital. 1.2.2 Objetivo específico

a) Analisar o atual Sistema integrado de Gestão Acadêmico (SIGA), focalizando na camada de apresentação sobre o ponto de vista do aluno;

b) Demonstrar a viabilidade de integração do Sistema Integrado de Gestão Acadêmica utilizado nas universidades públicas de Pernambuco com o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD);

c) Implementar um ambiente para simular a comunicação com o SIGA que execute em um servidor Web;

d) Desenvolver um ambiente para TV Digital com interatividade fazendo uso de canal de retorno.

14

1.3

Proposta do trabalho Num contexto geral, esse trabalho trata de aspectos que envolvem a

convergência digital entre os meios da TV Digital e a Web. Sendo assim, foi desenvolvido um protótipo funcional, onde foram considerados vários fatores e um deles foi o layout da interface gráfica, onde foi aplicando um modelo internacional para o desenvolvimento das telas. Portanto, percebeu-se que as especificações do layout teriam uma verificação com ferramenta case de atração visual, com objetivo de diminuir a curva de aprendizado do sistema.

Ressaltando que para a viabilidade do projeto será estabelecida a comunicação em ambos os sentidos entre a TV Digital e Web. Considerando os aspectos técnicos envolvidos na implantação do TV Digital com o modelo do SBTVD. 1.4 Estrutura da dissertação No Capítulo inicial é apresentada uma introdução do assunto abordado. Nos posteriores serão apresentados os estudos realizados para embasamento teórico-prático com o fim de atingir os objetivos planejados. No Capítulo 2 - Fatores para aceitação de um sistema – é estabelecida uma métrica para avaliação de sistemas e feito um levantamento a respeito dos itens que compõe essa metodologia. No Capítulo 3 – TV Digital e o Sistema Brasileiro de TV Digital – explicar os principais componentes, o funcionamento do sistema de SBTVD, as possibilidades de aplicações definindo o middleware e o modelo de acessibilidade para o mesmo. O Capítulo 4 - Sistema Integrado de Gestão Acadêmica – é feito um levantamento de algumas peculiaridades a respeito do SIGA. O Capítulo 5 – SigaTV – apresenta o escopo do projeto e o modelo de desenvolvimento adotado, com a arquitetura e requisitos implementados para a implantação do projeto. Capítulo 6 - Conclusões - apresenta os objetivos atingidos e próximas etapas a serem cumpridas.

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2. Fatores para aceitação de um sistema
A implementação de um novo sistema ou mesmo as modificações em um já existente objetiva minimizar suas consequências negativas e maximizar sua aceitação. Para isso, é necessária a análise do ambiente onde será aplicado e o tipo de usuário que irá utilizá-lo, objetivando seu uso de forma social e responsável.

Duarte e Cendón (2009) definem um sistema como “um conjunto de recursos tecnológicos e computacionais capazes de aplicar, obter, processar, armazenar e transmitir dados e informações”, mas para que isso ocorra o usuário deve interagir e sentir-se familiarizado com o mesmo. Porém, para isso devem-se definir métricas de análise.

Quando se trata da estrutura de análise de um sistema, isso pode ser realizada de diversas formas, não há um padrão universal. Pode-se quantificá-la em vários aspectos, como por exemplo, análise de tráfego, capacidade de

processamento ou até mesmo modelo de desempenho do sistema.

Mas isso não atenderia às necessidades de análise quando direcionado ao usuário, sendo necessário um modelo mais sucinto para tal finalidade. Com base nisso, foi proposto, para uma melhor viabilidade, adotar o modelo conceitual apresentado por Dias (2002), o qual tem como foco a Figura 1, que põe em evidência o usuário direto e os princípios fundamentais, destacando as seguintes características: utilidade, usabilidade e qualidade.

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Figura 1: Modelo Conceitual para avaliação de Sistemas de Informação (Dias, 2002)

O processo de implantação de qualquer sistema apresenta uma relação de custo versus benefício. Para Arouck (2001) o custo pode ser facilmente mensurado se comparado aos benefícios. Sendo que esse último pode ser analisado de maneira mais subjetiva possível e se necessário pode ainda ser feito uso de ferramentas cases para determinar sua análise. Vejamos a opinião de outros autores.

Quanto ao desempeno e a confiabilidade fica definido “um sistema tem mais de uma dimensão. Podemos dividi-lo em pelo menos duas categorias distintas: o desempenho e a confiabilidade” (Dias, 2002). Embora não fique restrito a apenas essas duas, a facilidade de como a informação é utilizada por meio do seu acesso, vem se destacando e apresentando a necessidade de se observar a sua 17

abrangência e a sua funcionalidade. Tudo isso, levando em conta a obrigatoriedade de uma operação eficiente.

Em virtude do modelo apresentado na Figura 1, conclui-se que a avaliação de um sistema de informação é bastante complexa. Mas mesmo assim é possível perceber que uma grande abrangência nem sempre é sinal de eficiência, pois a sua funcionalidade depende da forma como é usada direta ou indiretamente.

Pode-se concluir que para um sistema ser eficiente é preciso que ele seja aceito pelo usuário de forma social ou individual. Ou seja, a satisfação do cliente está ligada à eficiência com que a informação chega ao destino final. É preciso que a mensagem seja consistente e contínua, além de ser correta e precisa. 2.1 Utilidade

Os avanços da tecnologia trazem a necessidade de sistemas de informação cada vez mais eficientes. Isso, para atender a uma rede de clientes cada vez mais diversificada e exigente. Num dado momento um sistema atenderá uma empresa, em outro já será um usuário doméstico. Essa variação faz com que ele, independente do segmento atendido, deva prezar pela eficiência e funcionalidade.

Segundo Moresi (2000) a utilidade do sistema visa agregar valor e deve ser traduzida como uma equação onde todos os fatores estejam presentes para uma avaliação. A qual o valor da informação deixe claro quem é o cliente. Dessa forma, cria-se questionamentos como: Qual a finalidade de sua utilização? Quais os níveis organizacionais a serem atendidos e os resultados esperados? Todas essas questões serão respondidas de acordo com a satisfação do usuário final do sistema criado. Terão respostas positivas se o cliente ficar satisfeito, negativa será a resolução vier causar insatisfação de quem consome o produto.

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2.1.1. Abrangência

Esse fator verifica se o software executa as rotinas responsáveis para seu completo funcionamento. Avaliando assim, a correspondência entre os

procedimentos executados pelo software e as funções descritas como necessárias para cumprir com todos os objetivos dos sistemas de informação. Observando sob a visão da informática, esse fator poderá ser qualificado pela razão entre a quantidade de rotinas que foram automatizadas, e que contribuem para o atendimento das necessidades dos usuários e a quantidade total de rotinas solicitadas pelo usuário. Desde que todas elas estejam disponíveis ao usuário. Na ótica da informação, esse fator poderá ser quantificado pelo tamanho de sua base de informações segundo Dias (2002).

No cenário do ambiente de software a abrangência determina “o universo de funcionalidades que ele pode tratar” (Meireles, 2001) para que essas funcionalidades venham desempenhar o papel de uma informação relevante, ela deve ser bem transmitida sendo necessário observar se o público-alvo foi atingido. Contudo, a abrangência de um sistema nada mais é do que a constatação de que todo o processo executado pelo programa irá satisfazer e agregar o valor esperado pelo usuário. 2.1.2. Funcionalidade O desempenho que um usuário deverá apresentar na sua organização, depende muito da funcionalidade da operação do sistema. Existindo assim um conjunto de métricas que gerem o funcionamento e as necessidades do usuário final. Listando os possíveis erros, organizando-os e corrigindo-os.

A necessidade de existir programas cada vez mais complexos e que venham a definir o perfil de seu público-alvo, poderá ser quantificada pela razão entre a quantidade de requisitos atendidos e a de solicitados pelo usuário, 19

executando as correções requeridas. Ou seja, a resposta que o programa deve executar tem que ser maior do que as possíveis solicitações dos usuários (Junior). 2.2 Usabilidade

Qualquer tarefa que o usuário venha a executar no programa tem a sua devida importância, pois é a partir da sua eficiência e rapidez que se pode definir a usabilidade. Segundo a norma ISO 9241-11 (1998), a qual pode ser entendida como uma qualidade interna do sistema, considerando um sistema de boa usabilidade, aquele que apresenta pouco ou nenhum erro e também quando o tempo de resposta de acesso é o mínimo possível. Dessa forma, tornando-o eficiente para a percepção e aprendizagem do usuário.

Embora a usabilidade seja o objetivo estabelecido pela ABNT/NBR914111 (2002), é bastante improvável que seja plenamente alcançada por todos. Devido a esse fator ela é subdividida em eficiência, eficácia e satisfação, como demonstrado na Tabela 1.

Tabela 1. Exemplo de medida de usabilidade (ABNT/NBR9141-11, 2002) Objetivos da Usabilidade Medida de satisfação

Medidas de eficácia

Medidas de eficiência

Usabilidade global

Porcentagem de objetivos alcançados; Porcentagem de usuários completando a tarefa com sucesso; Média da acurácia de tarefas completadas

Tempo para completar uma tarefa; Tarefas completadas por unidade de tempo; Custo monetário de realização da tarefa

Escala de satisfação; Frequência de uso; Frequência de reclamações

2.3

Interface com usuário

É por meio de modelo desejado de interação que a interface de comunicação com usuário é planejada e elaborada. É preciso do apoio de diversos 20

especialistas, dentre eles analistas de negócios e design de interface, tudo isso visando o desenvolvimento de um programa funcional e de alta qualidade, que facilite a interação entre o sistema e o usuário.

A comunicação entre o usuário e o sistema deve ocorrer de maneira simples e didática. Para isso, as interfaces gráficas devem ser elaboradas e bem planejadas de modo a viabilizar a integração completa desses elementos. É aqui que entra a capacidade criativa de especialistas como o analista de negócio e o design para proporcionar o desenvolvimento de um produto funcional e de alta qualidade.

O encapsulamento de elementos visuais busca um maior alcance do indivíduo na captação da mensagem que é transmitida. De modo a realizar interações - física, perceptiva e cognitiva – no desenvolvimento das tarefas. Corrobora-se o dito com as palavras de Prates e Barbosa:

“A dimensão física inclui os elementos de interface que o usuário pode manipular, enquanto a dimensão perceptiva engloba aqueles que o usuário pode perceber. A dimensão conceitual resulta de processos de interpretação e raciocínio do usuário desencadeado pela sua interação com o sistema, com base em suas características físicas e cognitivas, seus objetivos e seu ambiente de trabalho” (Prates e Barbosa, 2003).

Esse assunto será analisado com mais detalhe na seção 3.4 onde trataremos especificamente do modelo para o SBTVD. No qual se faz necessário considerar a acessibilidade. Uma vez que existem algumas especificações em contra partida à maneira usual de interagir com sistemas baseados em web. 2.4 Flexibilidade Quando um analista planeja e constrói um sistema é preciso que ele observe inúmeros fatores para que o programa seja aceito e facilmente executado. Além de verificar se o ambiente gráfico é agradável e de fácil acesso, deve considerar possíveis erros, de modo que sejam corrigidos e que o usuário tenha uma afinidade em operar o que está sendo construído. 21

Levando em consideração a adaptabilidade que o sistema terá ao ambiente onde será executado, e como será seu comportamento, com as variações de fatores, como display, disponibilidade de hardware, tipos de usuários e input e output em que ele estará sendo usado, é de extrema importância considerar que para diversas pessoas alcançarem um objetivo, existem diversas formas distintas de se chegar ao mesmo resultado.

Para alcançar tal objetivo é preciso que o sistema supere interações primitivas como, uso do mouse ou tecla de atalho para acionar funções do sistema, ou até mesmo soluções de problemas distintos, demonstrando a flexibilidade para se adaptar a essa idiossincrasia analisa Prates e Barbosa (2003). 2.5 Operacionalidade Com a tecnologia atingindo estágios de desenvolvimento cada vez mais avançados, os usuários não querem mais softwares que garantam apenas funcionalidade. Buscam-se produtos que proporcione prazer e satisfação na operação dos mesmos. O cliente/usuário quer ter o poder de manusear o programa de acordo com as suas necessidades e gosto.

Em síntese, operacionalidade nada mais é que a capacidade do produto de software possibilitar ao usuário alterá-lo, operá-lo e controlá-lo de acordo com a sua necessidade. Sendo esse o elemento chave da sua satisfação. Avaliando assim, pode-se afirmar que a facilidade de comunicação com o usuário é o elemento crucial para se alcançar a máxima qualidade do produto desenvolvido. 2.6 Qualidade Num universo de desenvolvimento de software a qualidade compreende a necessidade dos desejos implícitos e explícitos do cliente. Devem ser

compreendidas questões como segurança e outros fatores subjetivos. O padrão e as diretrizes que um software deve seguir para garantir a sua qualidade estão elencados nas normas ISO 15504 (2003), que define um processo de avaliação da 22

qualidade do software tendo que trabalhar em conjunto com ISSO/DIS 9241-11 (1998). 3. TV Digital e o Sistema Brasileiro de TV Digital Quando se fala do surgimento de novas mídias essas não pretendem revolucionar a maneira usual de interagir com os meios de comunicação, mas trazer particularidades que venham agregar valor às já existentes. Com a TV Digital não seria diferente.

Assim como, um dia, a TV analógica e a internet foram movimentos revolucionários na sociedade e nos meios da comunicação, a TVD surgiu e vem sendo incorporada à sociedade e ao meio profissional como um novo meio de transmitir e receber informações.

Logo, a TVD é um sistema formado por grupos de elementos relacionados em composição e estrutura funcional, no qual deve ficar inicialmente especificado que não corresponde a um tipo de aparelho, mas sim um tipo de sinal de transmissão de dados. Segundo o qual, os sistemas de transmissões abertas deverão obedecer a padrões internacionais, ou nacionais, preestabelecidos antes de sua adoção.

O progresso que ocasionando a mudança da transmissão analógica para digital se faz sentir inicialmente por diferentes fatores tais como qualidade de som e imagem, dentre outros. Para enfatizar o assunto tratado, a Tabela 2 traz uma comparação entre a TV analógica e a TV Digital.

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Tabela 2. Comparativo TV Digital X TV analógica (Montez e Becker, 2005)

O modelo de aplicação da TV Digital brasileira deve ser encarado como algo significativo para a melhoria da transmissão de programas televisivos. E também para agregar uma demanda de dados que podem ser usados como aplicativos interativos, informações adicionais da programação e outros serviços. Essa nova tecnologia pode ser empregada junto à programação já existente ou em um canal diferente totalmente digitalizado. Devemos considerar tais serviços como:       Serviços educacionais (T-learning); Serviços Governamentais (T-government); Serviços de saúde (T-health); Serviços de bancários (T-banking); Serviços de comércio (T-commerce); Guias de programação.

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O governo brasileiro em relatório da ANATEL (2001) demonstra interesse em tornar acessíveis serviços que considera vital à população. Nos quais se destacam: tele-educação - onde se encontra a proposta desse trabalho; tele medicina; inclusão digital e governo eletrônico. Nesse último, o governo planeja implantar canais específicos para uso governamental. Tudo isso após o funcionamento pleno da TV Digital.

Esses novos serviços demandarão o uso da convergência, embora o uso de um serviço convergido não significa simplesmente transmiti-lo em uma nova mídia. Porém, devem ser considerados fatores como, comportamento do usuário, quanto tempo este deve ficar no ar, se é necessário vincular a vídeo ou um áudio principal, dentre outros. A convergência traz embutidos três processos relevantes: mudança tecnológica, reestruturação de espaços (globalização/transnacionalização), e mudanças político-institucionais (desregularização/ re-regularização) enfatizada por Santos (1998).

Um fator primordial para um serviço permanecer ou melhorar seu contexto na passagem da web para a TV é a acessibilidade compreendida no contexto da usabilidade no modelo SBTVD garantida em (Decreto Presidencial 4901, 2003) onde também estabelece a portabilidade e a conectividade. 3.1 Composição do sistema de TV Digital Um sistema de TV Digital necessita ser componentizado para uma melhor compreensão do mesmo. Segundo a divisão proposta por Montez e Becker (2005), o sistema será composto de três partes principais:

“... (i) um difusor, responsável por prover o conteúdo a ser transmitido e dar suporte às interações dos telespectadores; (ii) um receptor, que recebe o conteúdo e oferece a possibilidade do telespectador reagir ou interagir com o difusor; e (iii) um meio de difusão, que habilita a comunicação entre o difusor e o receptor.”

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No processo para o desenvolvimento de conteúdo televisivo considerando o envio de imagem, áudio e dados, deve existir a capacidade de processamento no receptor. Podendo os dados trabalhar de diversas formas em relação ao áudio e o vídeo, Backman respalda e define essa possibilidade como sendo a “capacidade de difundir dados digitais que não sejam fluxos de áudio e vídeo, nesse sinal é conhecido como datacasting, e é o pilar da interatividade na televisão digital” (Backmann, 2009), podendo ser definidos de acordo com seu acoplamento dos dados em relação ao áudio e vídeo:  Fortemente acoplado temporariamente acoplado podendo se agregado de acordo o desejo do usuário;   Fracamente acoplado estão relacionados, mas não sincronizados; Desacoplado informações fluem como no sistema web fluindo entre telespectador e o provedor.

A forma de utilizar os meios de transmissão está disponível de três maneiras distintas: a cabo, via satélite e por difusão, podendo ser implementados de acordo com a possibilidade do padrão de referência. Quando se trata de recepção o sistema considera o terminal de acesso, conforme apresentado na Figura 2.

Figura 2: Receptor de TV Digital (Soares e Barbosa, 2009)

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O receptor captura o sinal e decodifica as informações em seus devidos módulos. Sendo seus principais elementos o demulador que separa os canais de frequências, ou seja o sintonizador, o demultiplexador que tem o papel de separar e enviar os dados aos seus devidos decodificadores e a Central Processing Unit (CPU) de processamento de dados. 3.2 Sinal e transmissão O ruído aleatório está presente em todo tipo de frequência e não pode ser evitado, ocorrendo a queda do sinal que pode causar a interferência. Assim, a relação entre a potência do sinal e o nível de ruído é essencial, pois quando essa relação diminui a qualidade do sinal recebido é reduzida. Segundo Soares e Barbosa (2009) as possíveis causas dessa desestruturação do sinal são:     Interferências elétricas como força contra- eletromotriz (F.C.E.M); Múltiplos percursos desde sua origem (reflexões); Interferência entre símbolos (ISI – Inter-Symbol interference); Distância entre o emissor e receptor.

No caso do sinal de TV ocorrem “transmissões não-guiadas (caso da TV terrestre analógica e digital) o canal de transmissão introduz diversas interferências e ruídos (noise) no sinal original“ (Soares e Barbosa, 2009). Podendo esse ser tratado por código corretores de erros até certo limite, sendo esse algoritmo implantado por todos os padrões de sistema digital terrestre. Isso não ocorre no sistema de transmissão analógico onde uma imagem e o áudio são repassados na onda na forma de chuviscos e ruídos sendo cumulativos, como na Figura 3.

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Figura 3. Efeitos do ruído no sinal analógico e digital (Montez e Becker, 2005)

A TV Digital transmite suas imagens e sons sem possuir nenhuma falha no sinal de transmissão. Pois, se houver qualquer problema não existirá recepção alguma, ou seja, o sistema de TV Digital se comporta da seguinte forma, ou trabalha com perfeição total, ou para todo o sistema.

Com uma melhor resolução, a tecnologia do modelo brasileiro, tornou possível fazer com que em uma mesma faixa de frequência ocorra a “fragmentação da banda de freqüência em até quatro canais diferentes, com o uso de tecnologias de compressão de vídeo” (CNI; IEL;CONFEA, 2007), quando observada de forma independente essa tecnologia é conhecida como multiprogramação.

A transmissão de programas televisivos pode ser feita a baixa qualidade, a qual é definida como one-seg e é especificada para os dispositivos móveis, e para o High Definition Television (HDTV) com até seis (6) canais de áudio, definido como full-seg.

O sinal digital encontra-se indisponível a grande parte população. Fato esse, constatado por pesquisas realizadas em 2006 pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), o qual analisou as estimativas de

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implantação da TV Digital, considerando o marco zero para 2007. Segundo essa pesquisa somente em 2013 a TV Digital atingira todo o país.

Enquanto não ocorre a total migração para o sistema digital, é realizado um processo denominado simulcast onde os dois sistemas são transmitidos simultaneamente, ocorrendo de maneira mais simples na transmissão por difusão terrestre, utilizado no SBTVD. Conforme o gráfico da Figura 4 o processo de simulcast deve ser encerrado no Brasil em 2016, cumprindo as perspectivas do Ministério das Comunicações.

Figura 4: quadro resumo para plano de transição proposto (DTV, 2009)

3.3

Middleware Segundo Soares (2008) fica definido middleware como a “camada de

software posicionada entre o código das aplicações e a infra-estrutura de execução (plataforma de hardware e sistema operacional)”. Sendo assim, o suporte a aplicativos de TV Digitais fica generalizado no SBTVD as normas do middleware, diferentemente do que ocorre aos dispositivos móveis, onde se faz necessário um

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modelo de aplicação para cada Sistema Operacional (SO) do fabricante do aparelho, dentre outras variáveis.

Quanto ao seu objetivo fica elucidado pelo consórcio Middleware de Referência do Sistema Brasileiro de TV Digital (MRSBTVD) (2005) no trecho que a veremos seguir:

“... prover

um

conjunto

de ferramentas

para

possibilitar

a

interoperabilidade entre sistemas de transmissão de vídeo para vários tipos de mídias de transmissão incluindo satélites, cabos, redes terrestres e micro-ondas. Esse conjunto de ferramentas também compreende serviços interativos usando diferentes tipos de canais de retorno e suporte a outras funcionalidades como informação dos serviços (SI - Service Information) entre outras.”

O middleware baseado nas normas do SBTVD foi nomeado como Ginga. Sendo o “componente mais importante de TV digital” (Soares e Barbosa, 2009). A idéia central é trabalhar o Ginga para fornecer serviços à camada superior por meio da inferior, permitindo o desenvolvimento rápido e fácil de aplicações. arquitetura está demonstrada na Figura 5. Essa

Figura 5. Arquitetura da TV Digital com tecnologia usada baseada em camadas (Soares, 2008)

30

O Ginga está dividido em dois grupos distinguidos quanto ao processo do conteúdo da aplicação, sendo eles: declarativos (Ginga-NCL) e procedural (GingaJ). No primeiro, encontra-se compreendido os documentos multimídia, símbolos, marcação, regras de estilo, scripts, imagens posicionadas sob o documento, áudio e vídeo. Já no segundo, tem-se um programa JavaTV (Xlet) compilado em bytecodes Java afora um conjunto de outros elementos multimídia como gráficos, áudio e vídeo (Oliveira, 2008). No entanto, pode ocorrer dos dois estarem presentes em um único aplicativo. 3.3.1 O Middleware Declarativo Existem vários conteúdos que requerem interatividade e aspecto visual com o usuário, a alternativa para minimizar os custos do desenvolvimento do projeto é a utilização da linguagem declarativa. Ela facilita o desenvolvimento de aplicações para profissionais que não dominam as ferramentas de programação. Assim, não requer do programador domínio de cada passo a ser executado pelo programa, fornecendo apenas conjuntos de tarefas a serem realizadas. Cabendo ao escutador da linguagem, interpretar, copilar a própria em máquina real ou virtual.

O conteúdo declarativo é recebido via fluxo de transporte por radiodifusão, sendo armazenado no terminal de acesso local podendo ser executado mediante uma solicitação do canal de retorno. Seu conteúdo restringe-se basicamente a elementos de multimídia, o qual é formado por diferentes tipos de mídias sincronizadas, composto por áudio e vídeo em seu fluxo normal.

Portanto, o middleware declarativo consiste em uma aplicação residente de navegação do usuário, implementada nativamente no terminal de acesso, que possibilitará a interação do usuário com o conteúdo. O middleware declarativo é compreendido pelo Ginga-Nested Context Language (Ginda-NCL) o qual “é a inovação totalmente brasileira do SBTVD” (Soares e Castro), sendo esse desenvolvido pela Pontifícia Universidade do Rio de Janeiro (PUC-RIO) junto com linguagem de script Lua a qual esta relacionada ao ambiente de apresentação. O 31

Ginda-NCL trabalha com Nested Context Language (NCL) que fica especificada como uma linguagem da união de elementos a qual pode ser manipulada por script da linguagem Lua2 para ações mais especificas. 3.3.2 O Middleware Procedural O Ginga-J oferece suporte à aplicações desenvolvidas usando a linguagem Java em um ambiente de aplicações procedural. Termo agregado as linguagens não declarativas, embora não seja essa a terminologia usual em linguagem de programação. Aplicações nesta plataforma requerem domínio da linguagem de programação, pois todo o fluxo de controle e execução do programa deverá ser informado. O desenvolvedor necessita de poder sobre o programa, sendo indispensável conhecimento dos recursos das linguagens de implementação.

Se a entidade Java for usada para criar o programa inicial ficará possibilitado criar, modificar e destruir documentos NCL através das APIs de comandos de edição Ginga. Em contrapartida, ocorrendo da entidade Java ser filha, ela atua como um objeto de mídia NCL, podendo se registrar para receber eventos NCL. Esses eventos NCL poderão acionar métodos das classes Java do objeto. Sendo que esse é o foco do trabalho. 3.4 Interatividade A interatividade está presente em boa parte das realizações feitas pelas pessoas, é uma palavra de aspecto muito abrangente, onde se faz necessário limitar a sua significação. Para aplicação nesse trabalho foi utilizada a definição de com enfoque na tecnologia onde “Interatividade é a troca entre o usuário de um sistema informático e a máquina por meio de um terminal dotado de tela de visualização” (Houaiss e koogan, 1995). De modo que quando relacionada nesse contexto ela é apresentada por um ambiente computacional, onde o usuário participa ou modifica

2

http://www.lua.org

32

uma ação de alguma maneira. Dessa forma, fica evidenciado o comportamento daquele de se utiliza do novo sistema de TV Digital. Para corroborar o dito, faz uso das palavras de Melo (2007).

“O usuário deixa de ter um papel passivo de telespectador e passa a ter um papel ativo, permitindo-lhe atuar com o programa transmitido, tomando ações que podem interferir na forma e no conteúdo exibidos na televisão”.

As implicações das mudanças se darão na forma de como produzir conteúdo televisivo pelas emissoras e fazer publicidade. Além disso, também mudará a forma como o governo se comunica com os cidadãos. Para que isso não ocorra de forma hostil deve estabelecer algumas características de como o sistema deve se comportar. Assim ressalta Lippman (1998):

Interruptabilidade possibilidade de interromper o processo e restabelecer quando bem entender;

 

Granularidade fator esperado como uma resposta do sistema a um bloqueio; Degradação suave refere-se ao comportamento do sistema onde o usuário nunca deve ficar sem resposta;

Previsão limitada fator que quando ocorre algo não previsto o sistema ainda deve ter condições de responder;

Não-default o sistema não deve forçar a direção a ser seguida pelo telespectador.

Estabelecendo como ponto central a interatividade na televisão (Lemos, 1997) considerou necessário estabelecer uma classificação de interação

ponderando situações especificas. Lemos (1997) julgou relevante a classificação em 8 níveis. Partindo da simples limitação de ligar e desligar a TV e regular áudio a mudar canal estabelecendo o nível 0 e chegando ao nível onde o telespectador passa a se confundir com o transmissor, podendo gerar conteúdo e

desmonopolizando o sistema de TV compreendendo no nível 7. Esse trabalho 33

encontra-se no nível 4, onde a participação ocorre em tempo real com a rede telemática enviando dados. Porém, ainda contradiz com Lippman (1998) onde o sistema estará induzindo a direção a ser seguida pelo usuário.

O que nos leva a considerar que a principal interface de comunicação na TV é o controle remoto. É o meio para modificar a composição da imagem e do

som tornando o configurador do sistema. Considerando a TV um veículo de comunicação de uso coletivo deve ressaltar o poder que o controle fornece ao operador, considerado um Totem do mundo contemporâneo, porém o uso do mesmo interfere a todos os presentes no ambiente televisivo referenciado por Natário (2006).

Para um esclarecimento a respeito da TVD e do computador e suas funções, assim sendo o “computadores deixam de importunar o cotidiano das pessoas comuns e passam a enriquecê-lo suavemente através das TVs Digitais e interativas” (Valdecir Becker, 2008) devendo assim analisar com cuidado o desenvolvimento de aplicativos para essa nova alternativa desse meio tão presente no cotidiano brasileiro. 3.5 Acessibilidade O modelo brasileiro de TV Digital tem um objetivo muito maior do que uma mudança na tecnologia. Ele impõe um novo meio de transmissão com uma ferramenta geradora de inclusão social. Todavia, para que isso ocorra, as necessidades devem ficar claras e possuir quantidade e qualidade na informação. Contudo o padrão SBTVD impõe a usabilidade numa linguagem simples onde o conceito de acessibilidade é essencial.

Devendo ser analisado é que para atingir a acessibilidade esperada, é necessário a obtenção de padrões pré-estabelecidos para evitar a ocorrência do contrário. Deve-se impedir que ao invés de melhor, dificulte a acessibilidade.

34

Neste trabalho adotaremos os padrões da emissora de TV British Broadcasting Corporation Britânica (BBCi). Os quais citam em seu guia de referência (BBC Londres, 2005) os diversos elementos que são destacados, por Valdecir Becker (2008) sendo eles: o corpo dos textos, na maioria dos casos, não deve usar tipos menores que 24 pontos; nenhum texto, em qualquer circunstância, deve ter tipos menores que 18 pontos; textos claros em fundos escuros são ligeiramente mais legíveis na tela; textos na tela necessitam de entrelinhas maiores que textos impressos; quanto tecnicamente possível, o espaço entre os caracteres deve ser aumentado em 30%; em uma tela completa de textos deve conter o máximo de 90 palavras aproximadamente; os textos devem ser divididos em pequenos blocos para que possam ser lidos instantaneamente. Para facilitar a compreensão dos tópicos citados, veja Figura 6 com uma pequena demonstração.

Figura 6. Modelo Proposto pela BBCi (Valdecir Becker, 2008)

Ficando demonstrado na figura acima os principais elementos com os devidos tamanhos de pontos as quais as letras devem possuir segundo a BBBi.

35

4 Sistema Integrado de Gestão Acadêmica Utilizar sistemas gerenciáveis voltados para gerir informações caracteriza uma importante ferramenta para o efetivo gerenciamento de instituições. Contudo, sistemas não resolvem todos os problemas institucionais, pois o tipo de decisão não depende somente da qualidade da informação e sim da qualidade da interpretação que o gestor faz dela.

Dentre os principais problemas do sistema de informação, está o interesse no sistema e como sustentá-lo. Para muitos, isso significa burocracia e perda de tempo conforme Pasta e Souza (2007), o que não ocorre com o modelo de gestão acadêmica. Isso devido à grande quantidade de informação necessária para o seu gerenciamento. Veja a demonstração na Figura 7.

Figura 7: Função de Administração Acadêmica (Pasta e Souza, 2007)

O SIGA foi desenvolvido em meados de 2000 e implantado em 2002 para integrar módulos operacionais e gerenciais. Ele cobre uma lacuna de um sistema mais abrangente, fazendo a interação com administradores e acadêmicos. O sistema se mantém ativo e em sincronia com o plano de interiorização das universidades em Pernambuco. 36

Segundo relato do Núcleo de tecnologia de Informação sobre o projeto SIGA “... o Sistema dá suporte em toda a área de gestão universitária e está em constante desenvolvimento para atender a demanda de informação da UFPE” (NTI, 2009) demonstrando o interesse e compromisso com a gestão acadêmica. Desenvolvido com o objetivo de gerenciar as informações curriculares dos alunos possibilitando matrículas on-line e informações de disciplinas. Atualmente em funcionamento na Universidade de Pernambuco (UFPE), Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP) e Universidade de Pernambuco (UPE), suas principais características são o acesso amplo por meio da Internet, a flexibilidade, a descentralização e a segurança. 5. Proposta (SigaTV)

No cenário da TV Digital interativa as possibilidades de desenvolvimento de aplicações são grandes e variadas. Sendo assim, a proposta deste projeto é o desenvolvimento de aplicações interativas, que sejam direcionadas aos alunos que utilizam o SIGA. O SigaTV propõe aos usuários uma interface de comunicação com a TV Digital por meio do uso do controle remoto.

O sistema SigaTV não propõe uma mudança quanto ao modo de fazer negócios no SIGA, ele disponibiliza um meio a mais de comunicação para o modelo existente. Isso devido à baixa inserção da internet no nordeste brasileiro, em contrapartida à massificação da televisão nesses domicílios é bem superior. Desse modo se faz uso das métricas estabelecidas na seção 2.1 possibilitando uma maior abrangência do sistema e com algumas funcionalidades disponíveis no SIGA utilizado no modelo Web que foram usadas no protótipo desenvolvido.

Propõe também a análise de alguns elementos que compõem o sistema, referente à abstração de aluno sobre a camada de apresentação de modo à torná-lo mais acessível simples sua usabilidade, decomposto a camada de apresentação do sistema levando em conta os modelos de acessibilidade propostos na seção 3.5 37

para TV Digital considerando também os detalhes da metodologia de análise de sistemas proposta na seção 2.2 que compreende a usabilidade nas medidas da ABNT. 5.1 Processo de desenvolvimento Neste trabalho foi adotado o modelo de desenvolvimento proposto TQTVD (TOTVS - QUALITY para TV Digital), empresa responsável pelo desenvolvimento de uma implantação profissional do middleware Ginga,

demonstrado por (Santos, 2009) apresentado da Figura 8.

Figura 8. Modelo de processo para desenvolvimento baseado Tqtvd (Santos, 2009).

No

escopo

desse

trabalho

ficou

compreendido

o

modelo

de

desenvolvimento apresentado, observando o fluxograma da Figura 8, mostrando cinco etapas que foram finalizadas com sucesso e que em cada etapa tornou-se dependente da anterior que serão descritas nas seções subseqüentes, apenas a etapa de aprovação não foi realizada devido a limitações de tempo.

38

5.2 Levantamento de requisites Essa etapa se faz necessária para identificação de problemas de domínio relativos ao escopo, que deve estar em sincronia com o tempo de desenvolvimento, apresentando prioridades para a viabilidade de cada etapa. O levantamento de requisitos do software é apresentado de modo mais detalhado em documento que se encontra no Anexo B. 5.2.1 Definição do perfil do usuário

O Aluno será a pessoa beneficiada com as vantagens do sistema com seus devidos serviços. Assim todos os esforços realizados tiveram como objetivo promover a satisfação do usuário/aluno. Esse usuário deverá ter conhecimentos mínimos de informática e utilização do controle remoto da TV Digital para acessar o sistema, que será exibido via uma interface de TV. Além de estar devidamente matriculado em pelo menos uma das universidades de Pernambuco da rede pública compreendendo os estudantes das devidas instituições:   

Universidade Federal de Pernambuco; Universidade Federal do Vale do São Francisco; Universidade Federal Rural de Pernambuco; Universidade de Pernambuco.

39

5.2.2 Diagramas do sistema

Figure 9. Arquitetura do Sistema

A figura 9 apresenta a arquitetura do SigaTV que compreende um modelo de cliente/servidor onde é estabelecida uma constante iteração entre a emissora e servidor , com a emissora sendo a responsável por emitir o modelo de apresentação da TVD para o telespectador, de modo que a comunicação entre o servidor e a emissora e dada por protocolo Hyper Text Transfer Protocol (HTTP) e no servidor do SIGA fica estabelecido no padrão arquitetural de model – view - controller (MVC).

A figura 10 apresenta o diagrama de Caso de Uso do SigaTV.

40

Figure 10. Caso de Uso para SigaTV

Este caso de uso visa representar a unidade funcional do sistema, demonstrando uma seqüência lógica do usuário no SigaTV baseado ao modelo do SIGA na Web. De modo que não compreende como o sistema é construído, mas sim como deverá se comportar quando o protótipo estiver em funcionamento.

Encontra-se estabelecido um único tipo de usuário que compreende o aluno de modo que o mesmo deve validar seu login dado pelo número de matricula, possibilitando que a partir dessa tela possa solicitar ajuda com objetivo de facilitando seu uso, seguido por uma nova verificação de segurança onde deve ser informada a senha para acesso aos serviços onde a parti deles que será feita a comunicação com o servidor estabelecido no modelo MVC como apresentado na arquitetura do sistema. 5.2.3 Ferramentas utilizadas Para a viabilidade do projeto além das linguagens de programação foi necessária fazer uso de outros aplicativos para auxiliar o desenvolvimento. No caso específico do eclipse foram empregadas duas versões por conta da compatibilidade 41

dos plugins utilizados, seguindo abaixo a lista dos programas e seu aproveitamento no projeto:     Adobe Photoshop CS4 – Desenho e tratamento das imagens; Foxit Reader v3.0- Leitor de PDF; Composer 2.2.2(beta)–Ambiente de desenvolvimento NCL; Ginga-NCL Player V1.1.1 – Emulador do middleware Ginga para ambiente declarativo;     Visual Paragm for UML 6.2 comunity edition – Modelaguem do Sistema; Feng-gui – analisador de interface gráfica quanto a atenção; Eclipse (Gamemedia e galileo) – Ambiente integrado de desenvolvimento; VMware Workstation 6.02 – Ferramenta de Virtualização. Dentre os pluguins empregados estão compreendidos os de

desenvolvimento de programação para TV Digital, e outros com funções específicas como: o Lua socket o qual se fez necessário a instalação no núcleo do ginga para estabelecimento e um canal de retorno com protocolo HTTP; o Web Tools para desenvolver um ambiente visando uma iteração básica de simular o SIGA.

    

Lua eclipse v 1.2.0; Ncl eclipse v 1.0.0 (ALPHA); NCL Eclipse 1.4.0 (BETA); Lua Socket 2.0.2; Eclipse Web Tools Platform.

Para testar a escalabilidade e robustez no desenvolvimento testou-se o protótipo em diversos sistemas operacionais, tais como:  Windons XP 32bits; 42

 

Windons Serven 64bits; Linux Fedora 32bits.

5.3 Prototipação

A fim de determinar um produto final para que as iterações ocorressem com o mínimo de riscos para entrega do projeto, foi estabelecido um modelo de protótipo evolutivo. Segundo o qual pode conseguir uma flexibilidade maior do código, podendo ainda ser testado em laboratório, mesmo em fase inicial.

A prototipação é constituída das partes essenciais do projeto onde podem ser adicionadas novas funcionalidades e melhorias no software, sendo ela baseadas no levantamento de requisito, seguindo a prioridade do documento. Assim, para viabilização de negócio com o produto desenvolvido, foram contemplados os seguintes objetivos:     Entendimento de requisitos; Criar um pequeno protótipo de prova de conceitos; Modelagem da aparência do produto com foco na usabilidade; Interligar telas com sistema desenvolvido.

5.4 Layout

Ficando definido o layout como “protótipos não-operacionais do sistema para a avaliação junto ao cliente e devem ser refinados até que atendam às necessidades dele” (Padovan, Maracci, et al., 2009) ficando compreendido para o escopo desse projeto.

43

5.4.1 Avaliação de Interfaces

Foi utilizado um serviço on-line com versão gratuita para analisar a eficácia da atração dos recursos visuais. Tendo como base um algoritmo de inteligência artificial que simula a visão humana durante 5 segundos de exposição a elementos visuais, simulando o movimento do olhar através da tela (Group of artificial vision scientists and interactive designers, 2009). Nas figuras a seguir é estabelecido um comparativo entre as telas propostas pelo SigaTV e as do SIGA.

Figura 11 (a)

Figura 11 (b)

Figura 11 (c)

Figura 11 (d)

44

Figura 11 (e)

Figura 11 (f)

Figura 11. Tela de serviços disponíveis com analise do foco de visão.

As análises das figuras demonstradas na interface do SIGA, as Figuras 11 (a,c,e) demonstra aos usuário distorções. No primeiro momento o usuário foca a sua atenção em outros elementos que não são objetivo principal para uso do sistema, ocasionando uma maior curva de aprendizado, por conta do desvio de atenção. O que não ocorre nas novas telas projetadas para o projeto SigaTV3.

Na Figura 11 (b) a visão do usuário estabelece inicialmente direcionada para os formulários, em seguida sendo direcionada para o teclado e botões de acesso e botão de ajuda, o que não ocorre em Figuras 11 (a) na qual a atenção fica dispersa na tela.

Na Figura 11 (d) a atenção do usuário é estabelecida novamente no formulário a primeiro momento, passando pelos botões e logomarca, em seguida percorrendo rapidamente a área de eventos que foi analisada como um objeto secundário – já nas Figuras 11 (c) a atenção compreende em qualquer outro elemento menos o elemento chave da tela, dificultando a interação com o sistema.

3

Será considera nesse trabalho SIGA o atual sistema em uso por acadêmicos baseada em internet e SIGATV a proposta para TV digital utilizando o padrão SBTVD.

45

A Figura 11 (f) o objetivo é alcançado com facilidade, mas a Figura 11 (e) demonstra que a tela é projetada com descuido por conta do design, pois os elementos de acesso estão apagados e confusos, com isso aparenta que o objetivo era somente demonstrar a logomarca do sistema esquecendo a importância de acessar aos serviços. 5.4.2 Modelos de Telas

As telas abaixo foram desenvolvidas levando em consideração o modelo de usabilidade proposto pela BBCi, conforme visto na seção 3.5. Foram implantadas utilizando como medida a porcentagem, ao contrário da maneira usual de medida por pixel de modo a facilitar uma possível migração de sua visualização em displays de diferentes tamanhos. Dessa maneira, podendo ser também executado através de sistemas móveis o qual e dado suporte pelo modelo do SBTVD.

Dentre os detalhes relevantes considerados para esse projeto, foi analisado o layout e um redesenho da logomarca, visando contemplar a nova roupagem proposta no SIGA. Todo o trabalho foi realizado seguindo as recomendações de acessibilidade levando em conta as cores e o background escuro com letras claras, citados na seção 3.5.

Em relação à segurança foi elaborada uma proposta de um teclado virtual além do advento de um botão de ajuda. Conforme apresentado na Figura 12. Todas as telas desenvolvidas encontram-se no Anexo A.

46

Figura 12. Tela de acesso aos Serviços proposta para o SigaTV

5.5 Codificação

O principal objetivo da aplicação SigaTV é propor melhorarias ao SIGA utilizando as métricas vistas no capítulo 2 voltadas ao usuário direto. Assim foi aplicada uma interface visual para TV Digital fazendo uso do canal de retorno. Desse modo tornou-se viável através de um script Lua acessar um servidor Web de acesso remoto, onde a comunicação é realizada através de um servlet, possibilitando gravar informações em um banco de dados. 5.5.1 Comunicação entre telas

Após a etapa de planejamento e avaliação do layout do SigaTV se fez necessário a comunicação entre as telas. Se tratando de uma etapa da camada de apresentação foi utilizado uma aplicação do tipo Ginga-NCL, como visto na seção 3.3.1, para o ambiente do middleware declarativo.

47

A Ferramenta utilizada inicialmente foi o composer, que possui abstrações definidas nos diversos tipos de visões, destacando a visão de layout que possibilita uma facilidade no desenvolvimento para o posicionamento dos elementos em relação as telas e suas dependências, como apresentado na Figura 13.

Figura 13. Visão de layout composer

Na visão de layout, pode-se observar a visualização em modo árvore na sessão 13(1) ajudando assim nas dependências entre componentes visuais. Contudo em 13(2) e 13(3) são estabelecidas as áreas de edição de região, onde para 13(3) é estabelecida por valores numéricos podendo estabelecer a medida em pixel ou porcentuais e em 13(2) através do arraste e clique do mouse.

Estabelecido o posicionamento dos elementos visuais a serem usados, foi determinado como seria a comunicação entre os elementos. Nessa etapa foi 48

utilizada a visão estrutural, onde as comunicações podem ser observadas através de objetos de mídia, apresentados na Figura14.

Figura 14. Parte inicial da Visão estrutural do SigaTV no composer

A figura 14, demonstra como nó de partida para a aplicação a TELA1, na qual esta diretamente relacionada aos botões do teclado numérico e a TELA2. Embora seja muito útil para aplicações simples a medida que a aplicação exige maior complexidade de elementos, torna-se difícil distinguir os elementos devido a estrutura visual de grafo. Para facilitar a visualização na Figura 13, se encontram os principais elementos que compõem o SigaTV.

49

Devido a complexidade que o SigaTV foi adquirindo, a visão estrutural foi deixada apenas como forma ilustrativa estabelecendo o visão textual encontra na Figura 15. que se

Figura 15. Visão Textua no composer do SigaTV

A Figura 15 encontra a visão textual a qual é divida em duas partes: a área da esquerda correspondente a 15(1) exibe a árvore eXtensible Markup Language (XML) do documento, na qual os elementos que o compõem podem ser expandidos ou colapsados; onde a parte 15(2) apresenta o código do

documento NCL que é nossa linguagem de ligação dos elementos.

Na visão do código apresentado ressaltado as linha 153 a 159 onde fica estabelecido um link de comunicação entre a TELAhelp2 e a TELA2 o qual e disparado quando o usuário se encontra na TELAhelp2, e ao pressionar o botão 50

vermelho do controle remoto é indicando a parada da TELAhelp2 e a iniciação da TELA2. Apesar da ferramenta composer sincronizar todas as visões ao salvar, observou-se que ficou melhor codificar no modo textual através da IDE eclipse, devido a recursos mais avançados de auto-complete e indicador de erro. 5.5.2 Canal de Retorno

O canal de retorno a ser adotado nesse projeto foi estabelecido através do protocolo HTTP. Quanto ao canal de retorno, o Ginga possui um modulo incorporada na documentação conhecida como event TCP, embora esse módulo ainda não esteja incorporado as funcionalidades do Ginga.

Quanto à implementação do canal de retorno foi utilizado à linguagem de script Lua, contemplando os recursos providos pelo Ginga-NCL. O software utiliza a linguagem Lua para a transmissão entre o terminal de acesso e o servidor desenvolvido como protótipo. Desse modo, a comunicação foi viabilizada através de uma biblioteca de extensão da linguagem Lua adicionando suporte as

funcionalidades normalmente necessárias a aplicações que lidam com a Internet, a qual a biblioteca é conhecida como Lua socket.

Portanto aplicativo de protótipo poderá ser executado em qualquer receptor que possua uma implementação do Ginga e a biblioteca de comunicação LuaSockets (Lua-Socket, 2009) para acesso remoto.

O código de Lua para estabelecimento do canal de retorno pode ser visto na Figura 16.

51

Figura 16. Código Lua de comunicação

No código da Figura 16 da linhas 3 até a 14 é implementada uma função chamadas de comunicacoa com objetivo de modularizar as chamadas, na linha 4 é feita uma requisição do módulo socket.http. Na linha 6 são armazenados parâmetros em uma variável local que são encapsulados.

Na linha 8, com a variável url do endereço do aplicativo no servidor e os parâmetros a serem enviados. Já na linha 10 ocorre a requisição armazenada em forma de resposta a qual é exibida por uma saída na linha 12, finalizando o código com a chamada da função criada anteriormente. 5.5.3 Simulador do SIGA

Para que o canal de retorno pudesse estabelecer a comunicação, foi exigido a necessidade do desenvolvimento de um projeto web com a arquitetura do sistema apresentada na seção 5.2.2, no qual foi utilizado o padrão de projeto MVC, de modo a viabilizar o fornecimento de uma resposta as requisições.

52

Para que o projeto pudesse estabelecer uma comunicação, ele demandou a necessidade de estabelecer um servidor Web para ser hospedado. Foi então colocado em funcionamento o Apache Tomcat o qual foi desempenhada a função de servidor web/HTTP, sendo usado na implementação da aplicação, no qual foi colocada em funcionamento através da IDE eclipse como visto na Figura 17.

Figura 17. Servidor Web em funcionamento no container Tomcat.

Na figura apresentada encontra-se na perspectiva para aplicações Java Enterprise Edition (JAVA EE) onde são demonstrados na visão Project explore da Figura 17(1) a estrutura em árvore com os elementos principais que constituem o servidor e o projeto web.

Na Figura 17(2) demonstra o código de um servlet com o método doGet estabelecendo uma resposta quando acessado, contudo Figura 17(3) e apresentada 53

a visão Server que apresenta o servidor funcionado em sincronia com o projeto web denominado WebSigaTV.

5.6 Testes e Validação Foram utilizadas vários ambientes de teste open-source, em sua maioria ainda em fase de desenvolvimento, embora todas tenham como principal objetivo desenvolver uma plataforma fiel as especificações do SBTVD. Desse modo, foi adotado na fase final do trabalho o ambiente da Máquina virtual Linux para VMWare, contendo Ginga-NCL C++ v. 0.10.1 rel.21 demonstrado na Figura 18 e além de se encontrar numa fase estável e possibilitando a instalação de plugins no middleware.

Figura 18. Ginga-NCL funcionando na máquina Virtual

54

Na Figura 18 é demonstrado o Ginga-ncl que possui um controle básico com as principais funções. Para que o código pudesse ser executado demandou a necessidade de estabelecer uma conexão com o sistema operacional através de Secure Shell (SSH) e transferência do código por Protocolo de Transferência de Arquivos (FTP).

Desse modo o protótipo foi validado nesse ambiente de teste o qual teve a finalidade de abordar a questão de interface com o usuário, validar requisitos e apresentar a viabilidade do sistema. 6. Conclusão

Este Trabalho teve como proposta a apresentação de resultados provenientes de experiências-piloto na construção de uma aplicação de TV Digital interativa a partir do uso do Middleware brasileiro. Validando os conceitos de usabilidade já estabelecidos internacionalmente para o modelo brasileiro.

Com os altos custos da adoção de infra-estrutura no contexto de aquisição de um computador em modo on-line para grande parte da população apresenta ainda impraticável gerando uma maior exclusão, contudo a adoção de serviços essenciais a população por meio da TV Digital aponta como uma possibilidade viável e de baixo custo.

As experiências da proposta demonstraram a possibilidade de viabilização de um maior alcance do SIGA e também de outros serviços nativos da Web, onde algumas funcionalidades foram implementadas e testadas com sucesso

aproveitando a tecnologia da TV Digital a qual aponta um futuro promissor no Brasil e em outros países que venham adotar o modelo SBTVD.

55

Figura 19. Principais elementos encaixados

Como termino obteve-se um produto demonstrado por meio ilustrativo na Figura 19 dos principais elementos que puderam ser integrados nesse trabalho, assim sendo expostos como um quebra-cabeça onde as peças podem ser encaixadas dadas as necessidades da convergência tecnológica. 6.1 Trabalhos futuros

Para trabalhos futuros pode-se estabelecer a comunicação da TV Digital em sistemas embarcados e móveis como celulares e PDAs, utilizando um serviço completo e finalizando seus testes com a validação como usuário final.

Aprofundando os estudos quanto à acessibilidade na TV Digital representando as áreas de estudos comportamentais e os impactos na sociedade, uma vez que os usuários da TV Digital têm comportamentos diferentes daqueles da informática, já que o material eletrônico a ser visualizado na TV pode ser adaptado para ser mostrado em telefones celulares e em PDAs. 56

Possibilidade de verificação de métricas expostas no trabalho com usuário final quando estabelecido o uso do meio da TV Digital estipulando a importância da usabilidade, qualidade e utilidade num público específico de serviços baseados no SBTVD com acesso remoto impactando na maior telespectador. motivação quanto ao

Analise de viabilidade da utilização de um serviço com transmissão contínua em um canal de uso governamental ou da rede privada e o retorno social e financeiro orçado num projeto desse tipo.

57

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62

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W3COUNTER.

Global

Web

Stats,

2009.

Disponivel

em:

<http://www.w3counter.com/globalstats.php>. Acesso em: 04 novembro 2009.

63

Anexo A

MAVY DIEGO PEREIRA DE MORAIS

CONVERGÊNCIA ENTRE WEB E TV DIGITAL: UMA PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO COM O SIGA

Monografia parcial para

apresentada obtenção

como do

requisito de

diploma

Bacharel em Sistemas de Informação pela Faculdade de Ciência e Tecnologia de Caruaru – Universidade de Pernambuco.

Caruaru, 10 de dezembro 2009. 64

Protótipo de Telas com conceitos de acessibilidade para TV Digital

Tela 1 Tela de validação para o sistema com proposta de teclado numérico virtual e teclas coloridas no padrão do SBTVD.

Tela 2 Acesso aos serviços com desenvolvimento de teclado virtual e opções teclas no padrão do SBTVD.

65

Tela 3 Orientação quanto à navegação.

Tela 4 Opções de serviços.

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Anexo B

MAVY DIEGO PEREIRA DE MORAIS

CONVERGÊNCIA ENTRE WEB E TV DIGITAL: UMA PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO COM O SIGA

Monografia parcial

apresentada obtenção

como do

requisito de

para

diploma

Bacharel em Sistemas de Informação pela Faculdade de Ciência e Tecnologia de Caruaru – Universidade de Pernambuco.

Caruaru, 10 de dezembro 2009.

Licença: GPL
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Histórico de revisões
Versão (1.0) Data (27/08/2009) Autor Mavy Diego Pereira de Morais Descrição Desenvolvimento e analise Localização

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Índice
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 70 1.1. 1.2. 1.3. 1.4. PROPÓSITO ........................................................................................................................... 70 PÚBLICO ALVO ....................................................................................................................... 70 ESCOPO ................................................................................................................................ 70 VISÃO GERAL DO DOCUMENTO ............................................................................................... 70

1.6. PADRÕES E CONVENÇÕES .......................................................................................................... 71 2. VISÃO GERAL DO PRODUTO ................................................................................................. 72 2.1. 2.2. 2.3. 3. DESCRIÇÃO DOS USUÁRIOS ................................................................................................... 72 TECNOLOGIAS ....................................................................................................................... 72 DESCRIÇÃO DOS ATORES ....................................................................................................... 73

REQUISITOS FUNCIONAIS ...................................................................................................... 74 3.1. 3.2. 3.3. 3.4. 3.5. RF001- REALIZAR MATRÍCULA ............................................................................................... 74 RF002- CONSULTA DE NOTAS .............................................................................................. 75 RF003- FAZER SOLICITAÇÕES .............................................................................................. 76 RF004- INFORMAÇÕES ACADÊMICAS .................................................................................... 76 RF005- ATUALIZAR DADOS ................................................................................................... 77

4.

REQUISITOS NÃO FUNCIONAIS............................................................................................. 78 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 DESEMPENHO ....................................................................................................................... 78 USABILIDADE ......................................................................................................................... 78 CONFIABILIDADE .................................................................................................................... 78 SEGURANÇA .......................................................................................................................... 79 PADRÕES .............................................................................................................................. 79 REQUISITOS DE HARDWARE E SOFTWARE ............................................................................. 79

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1. Introdução
1.1. Propósito
Este documento especifica os requisitos dos sistemas a serem desenvolvidos por Mavy Diego P. de Morais, fornecendo aos desenvolvedores as informações necessárias para o projeto e implementação, assim como para a realização dos testes e homologação do sistema.

1.2. Público Alvo
Este documento se destina aos arquitetos de software, engenheiros de software e testadores.

1.3. Escopo
Este documento realiza a Elicitação de requisitos do Sistema Integrado de Gestão Acadêmica na TV.

1.4. Visão geral do documento
  Na seção 2 descreve o escopo do sistema e seus usuários de maneira geral. A seção Erro! Fonte de referência não encontrada. especificam todos os requisitos funcionais do sistema através de fluxos de eventos, casos de uso, entradas e saídas.  Na seção 3 especificam todos os requisitos não-funcionais do sistema.

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1.6. Padrões e Convenções
Para a especificação dos requisitos, utilizaremos a seguinte

representação:

A cada requisito será atribuída uma prioridade. A descrição de cada uma segue abaixo:  Essencial é um requisito imprescindível. Sem ele, o sistema não funcionará.  Importante é um requisito que deve ser implementado, mas, se não for, o sistema funcionará do mesmo jeito, mas de maneira insatisfatória.  Desejável é um requisito que trará um diferencial adicional ao sistema. Por isso, pode ser deixado para ser implementado por último.

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2. Visão Geral do Produto
Suas respectivas funcionalidades envolvem um subgrupo do SIGA, o produto esta sendo implementado para obtenção do titulo de bacharel na universidade de Pernambuco o qual encontram elementos da TV digital propondo uma nova perspectiva do sistema existente sendo esse documento baseado em um já existente para o modelo web e ambos trabalhando no mesmo domínio, dentre as soluções proposta deve demonstrar e apresentar uma solução a baixa abrangência da internet no nordeste brasileiro com uma proposta da convergindo com o desejo do governo federal de inclusão social.

2.1. Descrição dos usuários
Universitário de Pernambuco da rede publica compreendendo os estudantes das devidas instituições:     Universidade de federal de Pernambuco Universidade de federal do vale do São Francisco Universidade de federal Rural de Pernambuco Universidade de Pernambuco

2.2. Tecnologias
A interface do SIGATV deverá ser para TV digital; isso significa que os usuários só precisarão um terminal de acesso com TV Digital integrada, esse terminal de acesso deve constar com o middleware ginga e o lua-socket instalado no mesmo para interagir com o sistema.

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A base de dados utilizada será a já existente no SIGA; o servidor de aplicação web deverá ser o mesmo do SIGA; e a linguagem de desenvolvimento deverá ser Java especificamente xlets, NCL e Lua.

Operações O sistema deverá operar no modo multi-usuário, possibilitando que vários usuários o utilizem simultaneamente.

Requisitos de Adaptação Para o funcionamento do produto é necessária a instalação do módulo ao sistema principal, o SIGA, além de fazer eventuais adaptações do sistema para a correta comunicação entre ambos.

2.3.

Descrição dos atores

Alunos O Aluno é a pessoa que utilizará o serviço. É o cliente principal do sistema, ou seja, todos os esforços realizados terão como objetivo trazer a sua satisfação. Esse usuário deverá ter conhecimentos mínimos de informática, utilização do controle remoto da TV digital para acessar o sistema, que será exibido via uma interface da TV.

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3. Requisitos Funcionais

Figura 1. Caso de uso

3.1. RF001- Realizar matrícula
Permite ao aluno visualizar as cadeiras disponíveis para o mesmo no período a ser matriculado.
Prioridade Atores Requisitos Não Funcionais Associados Pré-Condição Estar logado no SIGA e estar no período de matrícula Pós-Condição Confirmação de matrícula
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essencial Aluno NF007, NF005, NF003

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Entrada Saída

Nome do curso e da turma Número de comprovante e nome das cadeiras

Fluxo de Eventos Principal 1. O usuário informa número de matrícula e envia ao sistema 2. O usuário informa senha e envia ao sistema 3. Seleciona opção matrícula.

3.2. RF002- Consulta de Notas

Este caso de uso permite ao usuário exibir detalhes do aluno referentes as notas. Prioridade Atores Requisitos Não Funcionais Associados Pré-Condição Pós-Condição Entrada Saída O usuário deve estar logado no SIGA O aluno selecionado Detalhes do Aluno selecionado Essencial Aluno NF007, NF005, NF003

Fluxo de Eventos Principal 1. 2. 3. 4. O usuário informa número de matrícula e envia ao sistema O usuário informa senha e envia ao sistema Seleciona opção consultar nota. É apresentado um formulário contendo os dados do aluno: lista de disciplinas que está pagando e suas devidasdas notas.

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3.3. RF003- Fazer Solicitações
Prioridade Atores Requisitos Não Funcionais Associados Pré-Condição Pós-Condição Entrada Saída Estar logado no SIGA Nome do curso e da turma Número de comprovante e tipo de solicitação Desejável Aluno NF007, NF005

Fluxo de Eventos Principal

1. 2. 3. 4. 5.

O usuário informa número de matrícula e envia ao sistema O usuário informa senha e envia ao sistema Seleciona opção consultar nota. É apresentado lista de opções disponíveis. Enviar ao sistema.

3.4. RF004- Informações Acadêmicas
Prioridade Atores Requisitos Não Funcionais Associados Pré-Condição Pós-Condição Entrada Saída Estar logado no SIGA Nome do curso e da turma Histórico Importante Aluno NF007, NF005

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Fluxo de Eventos Principal

1. 2. 3. 4.

O usuário informa número de matrícula e envia ao sistema O usuário informa senha e envia ao sistema Seleciona opção consultar nota. É apresentado um formulário contendo os dados do aluno: lista de disciplinas que está pagando e suas devidas notas.

3.5. RF005- Atualizar Dados
Prioridade Atores Requisitos Não Funcionais Associados Pré-Condição Pós-Condição Entrada Saída Estar logado no SIGA Nome do curso e da turma Confirmação de transação realizada com sucesso Importante Aluno NF007, NF005

Fluxo de Eventos Principal

1. 2. 3. 4.

O usuário informa número de matrícula e envia ao sistema O usuário informa senha e envia ao sistema Seleciona opção consultar nota. É apresentado um formulário contendo os dados do aluno: lista de disciplinas que está pagando as quais serão atualizadas. 5. Enviar informação ao sistema.

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4. Requisitos Não Funcionais

4.1 Desempenho
NF001- Tempo de Resposta

O tempo máximo de resposta de uma requisição de um Gestor de Alunos deve ser de no máximo 12 segundos.
NF002- Número de Acessos

O sistema deve ser capaz de atender em média a 5 usuários por segundo nos momentos de pico de acesso.

4.2 Usabilidade
NF003- Interface Gráfica do Usuário

O sistema deve possuir uma interface amigável, simples e intuitiva. Baseado nos padrões da BBC britânica. A preocupação com as duas últimas características é reforçada pelo fato de ser previsto que os usuários irão acessar o sistema esporadicamente. Esta interface será do tipo TV Digital.

4.3 Confiabilidade
NF005- Disponibilidade

O sistema tem que sempre estar sempre disponível (24 horas por dia).

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NF006- Consistência dos Dados

Fica garantida pelo sistema do SIGA no modelo Web.

4.4 Segurança
NF007- Restrições de Acesso

Somente

aqueles

que

estejam devidamente

matrículados

nas

universidades públicas de Pernambuco.

4.5 Padrões
NF008- Desenvolvimento

O sistema seguirá uma metodologia de desenvolvimento ágil baseada no Scrum, embora seja um projeto prototipado composto por membro único.

4.6 Requisitos de Hardware e Software
NF009- Hardware

Disponibilidade de sinal de TV digital com televisor analógico com settop-box interligados ou televisor digital com terminal de acesso embutido.

NF010- Software

A base de dados e servidor web serão os já utilizados pelo sistema principal SIGA; e a linguagem de desenvolvimento deverá ser Java com xlets, NCL e Lua.

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