Aditivos Probióticos, Prebióticos e Simbióticos na Alimentação Animal

Marco Antônio Bensimon Gomes Zootecnista, MSc. em Produção Animal

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ÍNDICE Página 1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................... 2. PROBIÓTICOS..................................................................................................................... 2.1. Principais microorganismos e características dos probióticos............................. 2.2. Modo de ação.............................................................................................................. 2.2.1. Exclusão competitiva......................................................................................... 2.2.2. Antagonismo direto............................................................................................ 2.2.3. Estímulo ao sistema imune............................................................................... 2.2.4. Efeito nutricional................................................................................................ 2.2.5. Supressão da produção de amônia.................................................................. 2.2.6. Neutralização de enterotoxinas........................................................................ 2.3. Ações benéficas atribuídas ao uso de probióticos ................................................ 2.3.1. Monogástricos................................................................................................... 2.3.2. Ruminantes........................................................................................................ 2.4.Tolerância a inibidores e uso de probióticos e antibióticos 2.5. Microorganismos de maior interesse....................................................................... 2.5.1. Lactobacillus .................................................................................................... 2.5.2. A Levedura (Saccharomyces cerevisiae)......................................................... 2.5.2.1. Características Fisiológicas ............................................................... 2.5.2.2. Reprodução.......................................................................................... 2.6. Modo de ação das leveduras .................................................................................... 2.6.1. Monogástricos................................................................................................... 2.6.2. Ruminantes........................................................................................................ 2.6.2.1. Consumo de oxigênio......................................................................... 2.6.2.2. O pH ruminal........................................................................................ 2.7. Leveduras e a resistência a peletização da ração.................................................. 3. PREBIÓTICOS.................................................................................................................... 3.1. Modo de ação dos prebióticos.................................................................................. 4. SIMBIÓTICOS...................................................................................................................... 5. CLASSIFICAÇÃO E LEGISLAÇÃO REFERENTE............................................................. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................... 3 4 4 4 4 5 5 5 5 5 6 6 6 6 7 7 8 9 9 10 10 11 11 11 12 12 13 15 15 16 16

8%). torna-se importante pesquisar alternativas para substituir os antibióticos usados como promotores. Esta classe de compostos inclui antibióticos produzidos naturalmente por leveduras. tem sido prática comum desde os anos 50. comparativamente ao grupo controle. Em segundo lugar. levando a um espessamento (Visek. expondo os leitões a uma maior carga de estresse. resultado de redução no turnover do tecido intestinal no período imediatamente antes do desmame. 1981. Em resumo. 1990). a parede intestinal torna-se mais fina. Estas irritam a parede intestinal. fungos e outros microorganismos e quimioterápicos quimicamente sintetizados. A utilização de antibióticos resulta em redução de bactérias patogênicas.1%). mais significativamente. devido tanto a ação de amônia como aminas ou. em especial a E.3 1. 1999). coli sp e Salmonelas. pois reduz o crescimento da parede intestinal. 1987). ocorre uma melhora na digestibilidade e absorção de aminoácidos. Os autores concluíram que o aumento das enzimas nas microvilosidades reflete um aumento na proporção de células maduras nas vilosidades. Anadón e Larranaga. O estresse é freqüentemente acompanhado por uma queda no consumo alimentar seguido por uma deficiência energética e mobilização das reservas corporais. Diante dessa situação. Os pesquisadores descobriram que dosagens sub-terapêuticas de antibióticos na ração de aves melhoravam sensivelmente o crescimento e a eficiência de produção. (1986) demonstraram que a presença de antibióticos aumentou a digestibilidade ileal aparente do nitrogênio (+2. que se encontram normalmente presentes no intestino dos animais. valina (+2.4%). Atualmente essas substâncias ainda são utilizadas em razão dos benefícios que apresentam no aumento da eficiência alimentar. A pressão econômica levou produtores a aumentar a produtividade de matrizes suínas ao forçar o desmame cada vez mais precoce. glicina (+4. O peso do intestino dos animais livres de agentes patogênicos é menor do que os convencionais.. reduz o turnover de enterócitos e reduz a umidade fecal. desidratação e morte.2%) e metionina (+3. mas também a sanidade e o bem estar do lote. 2001). INTRODUÇÃO Do ponto de vista de produção animal. devido à ação de toxinas bacterianas. há uma preocupação crescente de que o uso de concentrações subterapêuticas dos antibióticos cause o crescimento de microrganismos resistentes e que essa resistência possa ser transferida aos microrganismos patogênicos que infectam os humanos. a atividade dos agentes antimicrobianos ocorre em dois níveis. Estas alterações são representadas por aumento nas vilosidades e em uma maior relação vilosidade/cripta. adicionarem doses preventivas ou sub-terapêuticas de antibióticos (Vitamex. Os autores sugeriram que a redução na produção de produtos tóxicos oriundos da atividade microbiana na microvilosidade poderiam reduzir lesões nos enterócitos e assim reduzir o turnover intestinal. Os leitões que receberam antibióticos e probióticos apresentaram maior ganho de peso aos 31 dias de idade. ocorre uma redução no turnover celular da superfície de enterócitos. Primeiro.3%). . A má digestão e a má absorção podem agravar ainda mais a situação e resultar em perturbação digestiva principalmente devido ao crescimento bacteriano e fúngico no trato gastrintestinal. A ação benéfica destes aditivos ocorre mais sobre enzimas localizadas nas microvilosidades do que no citosol. na diminuição da mortalidade e na melhoria do bem-estar das aves. A patologia digestiva de suínos é causada por bactérias gram negativas. Por outro lado. com maior ênfase na comunidade Européia. facilitando a absorção de nutrientes (Henderickx et al. Diante disso. lisina (+1. produção de ovos e leite. Segundo Cromwell (1991) agentes antimicrobianos são compostos que em concentrações baixas reduzem ou inibem o crescimento de microorganismos. A melhora na nutrição de suínos. comparativamente ao grupo controle. Sendo assim Para evitar as patologias e sintomas associados como perda de peso. conseqüentemente. Microorganismos presentes no lúmen intestinal produzem substâncias tóxicas como amônia. Dierick et al. o desempenho produtivo visa uma melhora na eficiência reprodutiva e maior direcionamento de nutrientes para a deposição muscular. 1978) e morfologia da mesma (Parker e Armstrong. aves e também dos ruminantes não busca unicamente maior ganho de peso e eficiência alimentar. principalmente de origem nutricional. que é indicativo de baixa taxa de migração de enterócitos.. várias campanhas para banir os antibióticos utilizados na alimentação animal como promotores de crescimento estão em curso em todo mundo. e mantiveram esta vantagem até 81 dias de idade (Collington et al.

2. Existem relatos antigos da ação dos probióticos na saúde humana. quando Louis Pasteur provou que as leveduras vivas eram responsáveis pela fermentação.4 Como alternativa ao uso de promotores de crescimento antibióticos na alimentação animal. Ser estável e viável na preparação comercial. que as propriedades das leveduras começaram a ser entendidas. Sobreviver à ação das enzimas digestivas. administrados em quantidades adequadas.C) recomendava a ingestão de leite fermentado no tratamento da gastroenterite. agindo no crescimento e beneficiando a saúde do hospedeiro pelo estímulo às propriedades existentes na microbiota natural. (1989). a definição atualmente aceita internacionalmente é que eles são microrganismos vivos. Segundo Fuller e Cole. O estabelecimento de uma flora microbiana pode ser interpretado como complementar a funções digestivas do hospedeiro ao aumentar a gama de enzimas digestivas e. os probióticos têm a capacidade de se instalar e proliferar no trato gastrointestinal. pelo aumento do ganho de peso e melhoria da conversão alimentar. começando pelo antigo testamento (Gênesis 18:8). em condições normais. fornecer uma barreira contra a invasão de patógenos. como as Salmonelas. 1989).coli e Lactobacillus foram protegidos de S. os estudos indicam a possibilidade de se utilizar probióticos. que afetam beneficamente o animal hospedeiro. World Health Organization. promovendo o balanço de sua microbiota intestinal (Fuller. 1989). Não ser tóxico e/ou patogênico. Streptococcus. Abraão atribui sua longevidade ao leite fermentado que consumia com freqüência. Diversas outras definições de probióticos foram publicadas nos últimos anos (Sanders. A importância da microflora intestinal no controle de agentes patogênicos pode ser explicada pelo princípio da exclusão competitiva.2. Pintos “germ-free” tratados com a combinação de E. por exemplo. 2. na manufatura de pão. Estimular a imunidade . Também são capazes de reduzir a colonização intestinal por alguns enteropatógenos. Bifidobacterium. Suplementos alimentares compostos de culturas definidas ou indefinidas de microrganismos vivos. Plínio. 2003).1. Diversos mecanismos de ação podem ser postulados para os probióticos dentre eles. Bacillus e leveduras. MODO DE AÇÃO Os probióticos agem melhorando os índices econômicos conferindo maior produtividade.1.(1997). Jin et al. 2003). para um microorganismo ser considerado probiótico tem que possuir os seguintes pré-requisitos: • • • • Fazer parte normal da flora intestinal do hospedeiro. em “A História de Roma” (76 a. 2001. quatro são mencionados para descrever seus mecanismos de ação (Fuller e Cole. Ser cultivável em escala industrial. prebióticos e simbióticos. Entretanto. O mecanismo envolvido parece ser a aderência dos probióticos a sítios de ligação no epitélio intestinal • • • • • Ter ação antagonista aos microrganismos patogênicos. relataram diversos estudos em que a alimentação de frangos com Lactobacillus resultou em menores números de coliformes no intestino delgado e nos cecos. PRINCIPAIS MICROORGANISMOS E CARACTERÍSTICAS DOS PROBIÓTICOS Os principais microrganismos utilizados como probióticos são dos gêneros Lactobacillus. Enterococcus. Sanders. 2. Sobreviver e colonizar rapidamente o intestino do hospedeiro. typhimurium mais efetivamente que com cada organismo isoladamente. 2. Somente em 1860. PROBIÓTICOS Os probióticos foram definidos como suplementos alimentares à base de microrganismos vivos. 2. Ser capaz de aderir ao epitélio intestinal do hospedeiro. que conferem benefícios à saúde do hospedeiro (Food and Agriculture Organization of United Nations. As Leveduras também foram tradicionalmente usadas por civilizações durante séculos. vinho e cerveja. Exclusão competitiva.

2. A atividade antagônica especialmente das bactérias láticas contra patógenos pode ser atribuída a substancias bactericidas.5. portanto. Supressão da produção de amônia Como no caso de antibióticos.2.(1997) Leedle (2000) revisaram o assunto. 2. Jin. A ligação de bactérias patogênicas à superfície da mucosa do hospedeiro e a produção de enterotoxinas na superfície é atualmente reconhecido como o passo inicial e essencial na patogênese (Jones e Rutter.coli utilizados. 1972). Leedle 2000). Jin et al. O componente da fímbria bacteriana que realmente se adere é lectina. 1997). Foi demonstrado também que probióticos promovem alguma digestão de fibras em aves e que alguns Lactobacillus secretam amilase. assim como a ausência de letalidade para as células produtoras. (2000). proliferação de células T e produção de interferon.2. Esta reconhece estruturas específicas de carboidratos na superfície da parede intestinal. 2. Efeito nutricional Um efeito nutricional bem observado é a redução do pH intestinal promovido pro bactérias láticas.2.6. chamadas fímbrias visíveis nessa figura (seta) os quais auxiliam o microorganismo a se fixar à parede intestinal. Segundo Williams (1991). Figura 1: A bactéria E. Bacteriocinas são substâncias de natureza protéica produzidas por bactérias e que têm atividade bactericida. embora não exista demonstrações diretas no caso de aves (Jim et al. tais como bacteriocinas ácidos orgânicos e peróxido de hidrogênio. ativação de macrófagos. Neutralização de enterotoxinas Uma das propostas é que enterotoxinas produzidas por bactérias patogênicas podem ser neutralizadas por substâncias produzidas por organismos probióticos. Muita atenção tem sido dada ao papel que um probiótico poderia ter em afetar a ligação de organismo patogênico a parede intestinal e. proporcionando maior absorção de ácidos de cadeia curta Leedle. (1997) citaram pesquisas em que probióticos contendo Lactobacillus acidophillus. Streptococcus faecium e Bacillus subtilis reduziram a concentração de amônia nas escretas de frangos e que L.5 competindo com outras bactérias. a bactéria secreta toxinas que infectam o animal. casei reduziu a atividade da urease no intestino delgado de frangos. principalmente na proteção contra antígenos que causam reações inflamatórias no intestino. Et al. protease e lipase (Jim et al. A maior parte das bactérias se adere à superfície intestinal via fímbria bacteriana. o papel de um microorganismo probiótico é manter o balanço da microflora entérica em favor de espécies não patogênicas.3. Lactobacillus podem ser importantes no desenvolvimento de imunocompetência em animais jovens. existem também indicações de que os probióticos tenham efeito de reduzir a produção intestinal de amônia.2. Estímulo ao sistema imune Alguns gêneros de bactérias intestinais como o Lactobacillus e Bifidobacterium estão diretamente relacionados com o aumento da resposta imune. . 2. 1989).coli tem longas projeções.(1993) isolaram 103 Lactobacillus de dois probióticos (DFM) “diretc-fed microbial” comerciais e testaram sua capacidade de inibir patógenos.2. A competição por nutrientes disponíveis é muitas vezes citada como um mecanismo de ação para controlar populações bacterianas. Uma vez fixada. Antagonismo direto Chateau et al. 2. na produção de enterotoxinas (Fuller.2. 1997. que pode ser tóxica às células epiteliais. mas não existem evidencias para essa proposta. É provavelmente o efeito da ligação e da produção de toxinas que contam para a maior proporção da alta taxa de síntese protéica na parede intestinal. cerca de metade dos isolados inibiram as duas espécies de Salmonella e os seis sorotipos de E. eliminando as patogênicas. em forma de dedos. indicando efeitos no aumento da produção de anticorpos.4.

• Ação inibitória no crescimento de bactérias patogênicas (produção de bacteriocinas que agem inibindo o crescimento de outras bactérias). • Produção de metabólitos que inibem bactérias Gram negativas e positivas patogênicas. A questão que se coloca é se seria possível combinar os benefícios tanto dos probióticos quanto dos antibióticos para melhorar o desempenho da produção. os probióticos precisam estar ativos ao longo do trato intestinal e serem resistentes aos ácidos e à bile. ocorre uma sucessão de diferentes cepas de Lactobacillus.4. MONOGÁSTRICOS • Auxílio na digestão e absorção de nutrientes (envolvimento na bioquímica intestinal. 2.1. Os antibióticos mais comumente utilizados que inibem bactérias gram-negativas são: carbenicilina (família das penicilinas). Os probióticos.3. Os probióticos são combinações de bactérias vivas ou leveduras que são administradas de estabelecer uma microbiota intestinal desejável para competir com as bactérias indesejáveis do trato intestinal. os promotores de crescimento mais comumente utilizados são ativos contra bactérias grampositivas. que poderia resultar em diminuição da ingestão de alimentos e do desempenho do crescimento. Um possível modo de ação para a atividade de um probiótico é a de que um organismo probiótico compete com bactéria patogênica pelos sítios de ligação na superfície intestinal. especialmente em relação à ação sobre os sais biliares). 1990). O uso de antibióticos pode diminuir a espessura da parede intestinal. TOLERÂNCIA A INIBIDORES E USO PROBIÓTICOS COM ANTIBIÓTICOS O efeito metabólico de um antibiótico não está bem estabelecido e pode variar desde a estimulação da resposta imunológica do suíno até um aumento na maturação dos enterócitos.Tanto a Salmonela como a E. seria prudente utilizar um antibiótico que ataque bactérias gram-negativas. coli se ligam via grupos de manose específicos. a fímbria da bactéria deve ser similar e reconhecer o mesmo sítio de ligação. RUMINANTES • Aumento da digestibilidade das fibras • Redução dos níveis de amônia ruminal • Maior ingestão de matéria seca • Estabilidade nos processos digestivos • Antecipação da ruminação em bezerros • Redução de diarréias nos bezerros 2. Por outro lado. os antibióticos podem suprimir as bactérias do trato intestinal que causam doenças subclínicas o que reduz a estimulação crônica do sistema imunológico pela microbiota intestinal. favorecem o ganho de peso e a eficiência alimentar. sinergia nutricional. • Produção de vitaminas do grupo B. uma segunda estratégia seria utilizar antibióticos contra os quais o probiótico . existe um antagonismo entre probióticos e antibióticos. • Produção de lactato e acetato que reduzem o pH do meio. Logo.3. o que indica uma alteração na natureza dos componentes de adesão no intestino (Tannock et al. Durante as primeiras semanas de vida do leitão. pois estes matariam ou inibiriam os probióticos. através da inibição competitiva ou da modificação do ambiente intestinal (pH. Como a maioria dos probióticos são gram-positivos.. gentamicina (família dos aminoglicosídeos). Para que isto ocorra.3. Aparentemente. AÇÕES BENÉFICAS ATRIBUÍDAS AO USO DE PROBIÓTICOS 2. aumentando assim a eficiência da absorção de nutrientes e reduzindo a massa total do intestino. • Restauração da microbiota intestinal após antibioticoterapia. 2.2. assim excluindo o patógeno e impedindo a produção de toxinas. anulando qualquer resposta positiva por parte dos probióticos. Para serem eficientes. potencial de redução da oxidação). exercendo efeito antibacteriano. • Estímulo do sistema imunológico através da ativação dos macrófagos. o que por sua vez diminui a necessidade de manutenção do animal. Finalmente. colistina e polimixina B (família dos polipeptídeos). • Ativação do sistema imunológico contra células malignas.

a suplementação com Lactobacillus reduz consistentemente a incidência de diarréia. como Staphylococcus aureus.. o principal produto final de fermentação é o ácido lático (Wu. • Leuconostoc (seis espécies). pode também produzir amilase. Chaves et al.7 tenha resistência natural. 1999). subtilis e B. Salmonella sp.1. MICROORGANISMOS DE MAIOR INTERESSE 2. Tabela 2:ANTIBIÓTICOS E ANTIHELMINTICOS MAIS USADOS E COMPATÍVEIS COM B.. na alimentação de monogástricos e bezerros jovens. consistindo de vários gêneros e espécies. A utilização de qualquer um dos aditivos para ração listados não afeta o desempenho de B. • Pediococcus (oito espécies). inibição da atividade de enterotoxinas. embora o ganho de peso não tenha sido afetado pela suplementação com Lactobacillus. a incidência de diarréia diminuiu (Abu et al. subtilis e B. 1996). No quadro abaixo foi testado e considerado naturalmente resistente a diversos antibióticos e antihelmínticos em testes in vitro. 1997). Lactobacillus sp. principalmente. Os Lactobacilos criam um ambiente desfavorável aos patógenos. licheniformes quando feita nos níveis recomendados . . Várias teorias foram desenvolvidas para tentar explicar o processo. Aparentemente. licheniformes CHR Hansen 2. auxiliando na digestão do alimento. e adesão à parede do trato intestinal. O uso de lactobacilos tem-se dado. Figura 2: Aspecto de cultura de Lactobacillus A sua utilização baseia-se no fato de que estresse e doenças alteram o equilíbrio de microorganismos no trato intestinal e favorecem a proliferação de patógenos.5. evitando colonização por patógenos. 1996. A população microbiana de bactérias produtoras de ácido lático no intestino depende do tipo de animal e do regime alimentar. Em alguns casos. incluindo a redução do pH.5. • Streptococcus (29 espécies) • Lactococcus (três espécies) (Cruywagen et al. e Escherichia coli enteropatogênica. por causa da produção de ácido lático e peróxido de hidrogênio. Gêneros na família Lactobacillaceae: • Lactobacillus (62 espécies). LACTOBACILLUS Os lactobacilos são bactérias anaeróbicas facultativas. produção de bacteriocinas por lactobacilos e estreptococos. e podem utilizar a maioria dos carboidratos como fonte de energia..

na produção de cerveja e do vinho e na fermentação do pão. Internamente delimitando o citoplasma. A LEVEDURA (Saccharomyces cerevisiae) Leveduras são fungos unicelulares. Figura 3: estrutura celular das leveduras As leveduras fermentativas vêm sendo exploradas pelo homem há milhares de anos. . aves. que se reproduzem assexuadamente e por brotamento desenvolvendo-se na fermentação alcoólica e também sexuadamente.5. embora. que é composta principalmente por β-glucanos e mananoligossacarídeos (MOS). mais evidente em células adultas. possuem na sua composição uma fração de carboidratos (20% a 40%). separadas em cerca de 39 gêneros.2. pouco espessa em células jovens e rígidas em células adultas. Outros componentes são os nucleotídeos. existe a membrana citoplasmática. eqüinos e ruminantes. representados pelos ácidos nucléicos podem ter efeito sobre o trato gastrointestinal. 350 espécies diferentes de leveduras. As leveduras são as mais antigas fontes de proteínas unicelulares. Existem. substancias que tem impacto no sistema imunológico e a capacidade de prevenir a colonização de bactérias patogênicas no trato gastrointestinal. que na grande maioria fazem parte da parede celular. Possui constituição variável. aumentando o crescimento e influenciando positivamente a flora intestinal. O núcleo pequeno esférico é bem definido e de localização variável. vivas ou não. Figura 4: esquema da membrana celular de leveduras.8 2. Nas últimas décadas foi aprimorado o uso de levedura Saccharomyces cerevisiae na alimentação de suínos. aproximadamente. As leveduras. somente no século dezenove tenha sido reconhecida a natureza biológica dos agentes responsáveis por estes processos. Apresentam membrana celular bem definida. com predominância de hidratos de carbono e menor quantidade de proteínas e gorduras.

contido no interior da célula .5. Os ascósporos são geralmente em número de 4 a 8.5 .5 2. Características Fisiológicas • • • • Faixa de temperatura de crescimento: 0 – 35ºC Temperatura ótima: 20 – 30ºC Faixa de pH de crescimento: 2. processo pelo qual na superfície da célula adulta (célula mãe) desenvolve-se uma pequena saliência (célulafilha) que se transformará numa nova célula. Figura 6: Reprodução assexuada e assexuada.2.5.2. Figura 5: Reprodução assexuada Reprodução Sexuada: As leveduras se reproduzem assexuadamente por esporos endógenos (Ascósporos).9 2. Reprodução Reprodução Assexuada: As leveduras se multiplicam por brotamento.1. .mãe.5.8.2.0 . agora transformada em asca. variando de acordo coma espécie envolvida: são esférico em Saccharomyces cerevisiae.5 pH ótimo: 4.

.... 1999. 2003). diminuindo a população destes no TGI. difficile devido à produção de uma serinoprotease de 54kDa que cliva as toxinas A e B e seus respectivos receptores na mucosa intestinal (CASTAGLIUOLO et al. RODRIGUES et al. Os mecanismos levantados foram: ntados • a imunomodulação (BUTS et al. 1994.. . Apenas duas leveduras são usadas. tes • e em trabalhos recentes um novo mecanismo de ação da levedura envolvendo uma possível inibição da produção de óxido nítrico pela levedura (GIRARD et al...10 2. 1996) e uma diminuição . 1995... 1990. 1982). sódio e potássio induzidas pelas toxinas de Vibrio cholerae (CZERUCKA et al.. 1996.. 1986. CZERUCKA .. cerevisiae na alimentação animal A animal. pois existem trabalhos mostrando que esta inibição não ocorre in . a S. DIAS et al. vivo. vantagem de se trabalhar com levedura é que ela pode ser liofilizada..6. boulardii na medicina humana e a S... tais como lactase. . 1989a. nos níveis populacionais de algumas espécies de Cândida (DUCLUZEAU & BENSAADA. sacarase e maltase (BUTS et al. • a inibição de perdas de água. coli enteropatogênica e modulação da sinalização induzida durante a infecção por esta mesma bactéria (CZERUCKA et al. .. 1999). JAHN et al. coli e Salmonelas. 2000). • a preservação da função de barreira de células infectadas com E. 1986. • a inibição da ação das toxinas do C. MODO DE AÇÃO DAS LEVEDURAS 2.. 1983).1 MONOGÁSTRICOS NOGÁSTRICOS Um primeiro mecanismo de ação da levedura seria a inibição total ou parcial de vários microrganismos patogênicos (BRUGIER & PATTE. • a diminuição dos níveis de cAMP induzidos pela toxina da cólera devido á ação de uma ição proteína de 120 kDa (CZERUCKA et al. é rapidamente eliminada .. POTHOULAKIS et al. 1996). toxina A (QAMAR et al 2001)..... onde apenas uma proteção é observada (RODRIGUES et al. A maior parte dos probióticos comercializados são bactérias.. • a ligação de alguns microrganismos na superfície da levedura (GEDEK. • o aumento da atividade de diversas dissacaridases na mucosa intestinal. CAETANO et al. NEVES et al. 1994. 1993) e um aumento na resposta imune contra a .6.. CASTAGLIUOLO et al. et al. & RAMPAL.. CZERUCKA et al. 1999). 1975).. • a inibição da ação da toxina da cólera devido à ligação da toxina em sítios específicos da levedura diminuindo a quantidade de toxina livre capaz de se ligar aos receptores intestinais (BRANDÃO et al. Figura 7: Algumas cepas de Saccharomices cerevisiae têm a capacidade de aderir bactérias patogênicas (fímbrias do tipo I) como E.. . 1994) e de Escherichia coli em células epiteliais intestinais (MASSOT et al. Este efeito de inibição total é observado apenas in vitro. 2002). al. . 2000). MCFARLAND . 1998.

as leveduras devem ser suplementadas continuamente (Newbold et al. . Kung et al. DAWSON (2000). assim como enzimas hidrolíticas. Os carboidratos estruturais da planta. Williams et al. além de contribuírem para a nutrição do bovino.6. O conteúdo ruminal é essencialmente anaeróbico. em pH próximo de 6. Consumo de oxigênio Saccharomyces cerevisiae é um fungo aeróbico e tem grande afinidade por oxigênio. mais profusamente. Como a atividade respiratória de S. Assim.5. 1989.33 g/L) incluídas nas dietas de ruminantes podem ser benéficas. O oxigênio entra no rúmen (60 mmol/min/L a 100 mmol/min/L) através do alimento e da saliva.. melhorando as condições do rúmen para os microorganismos anaeróbicos. descreve os efeitos das leveduras no rúmen em decorrência dos seguintes fatores: • • • aumento da taxa inicial da digestão da matéria seca ruminal nas primeiras 24 horas de incubação. há também redução na taxa de crescimento de fungos. em trabalho de revisão. 1991). No rúmen. O uso em alimentação de bovinos de corte foi ligado ao aumento na digestibilidade da matéria seca.5. 1997).11 após interrupção da terapia e não é afetada pelo uso de antibacterianos (BLEHAUT et al.. RUMINANTES WALLACE (1994) cita que o aumento da ingestão de alimentos decorrente do uso das leveduras parece estar dirigido em parte pelo aumento na taxa de quebra da fibra e parte pelo aumento do fluxo duodenal de nitrogênio absorvido.2. 1996. (1991) observaram aumento na digestibilidade da matéria seca apenas no período inicial de digestão após exposição à levedura.. Estabilização do pH ruminal se dá pelo redução de O2 que estimula o aumento de Selenomonas ruminantium que utilizam manitol (precursor de lactato) prevenindo o acúmulo de ácido lático no rúmen e a queda do pH. são as principais fontes de energia para o ruminante. pequenas quantidades de levedura (1.1. dos quais a celulose é o principal componente. 2... Rose. e respondem mais favoravelmente à presença de levedura (Newbold et al. alteração do metabolismo do nitrogênio ruminal refletindo em menor concentração de amônia ruminal e aumento de concentrações de bactérias ruminais seguido de maior fluxo de nitrogênio bacteriano para o intestino delgado. a taxa de crescimento do fungo é menor. 1997. mas pequenas concentrações de oxigênio dissolvido podem ser encontradas. Se por um lado há disponibilização dos nutrientes armazenados nos fungos para os microorganismos do rúmen e para o bovino. especialmente da fibra. Existe variação na eficiência das diferentes cepas de Saccharomyces cerevisae em promover melhoria no desempenho dos bovinos (Newbold et al. explica-se em parte o aumento da quebra das fibras e aumento da estabilidade na fermentação ruminal de animais que recebem este aditivo.2. Estas observações sugerem maior atividade da população microbiana evidenciada pelo aumento da contagem de bactérias anaeróbicas no fluído ruminal. BODDY et al. As bactérias celulolíticas parecem especialmente sensíveis ao teor de oxigênio dissolvido. e as bactérias que utilizam o ácido lático são estimuladas pela presença de ácido dicarboxílico.2. estimulada por uma mais rápida atividade ruminal.2. Os números de bactérias celulolíticas são aumentados. 2. aminoácidos e enzimas. 1996). O pH ruminal O pH para crescimento ótimo de Saccharomyces é cerca de 4. melhorando a eficiência alimentar e ganho de peso. É muito palatável. 1995. sendo assim. Tais compostos vão servir de fatores de crescimento para as bactérias do rúmen..6. Ele é tóxico a bactérias anaeróbicas e reduz a adesão das bactérias celulolíticas à celulose. cerevisae (200 mmol/min/g a 300 mmol/min/g) é muitas ordens de magnitude maior que a concentração de oxigênio no fluido ruminal. e ele secreta compostos químicos como nucleotídeos.6. 2. 1996).

sendo os oligossacarídeos de cadeia curta. com aumento das bactérias anaeróbicas. lipídeos. com pressão de vapor de 2. DAWSON (2000) RESULTADOS PARÂMETROS FAVORÁVEIS Ingestão de matéria seca (IMS) Digestibilidade de nutrientes Alteração pH ruminal Alteração AGV ruminal Alteração N-NH3 ruminal Alteração lactato ruminal Aumento de micro. Em experimento realizado no INRA. No entanto. . Diversas substâncias como carboidratos. Sob estas condições. com temperatura do pellet até 84 C na saída da peletizadora. fibras e álcoois podem ser classificados como prebióticos. Em função deste invólucro. a empresa dá uma garantia de 8 bilhões de UFC / g. temperatura e umidade normalmente utilizadas no processo de peletização. proteolíticas e as que utilizam ácido láctico. No processo as leveduras vivas são encapsuladas por uma camada de células mortas.12 • • mudança na população microbiana ruminal. na França. Bilhões de UFC / g de ração 10 8 6 4 2 0 42 51 60 64 67 73 77 82 84 86 90 BIOSAF Esperado Temperatura do pellet ao sair da prensa (C) 3. através de um processo patenteado especial que assegura viabilidade das células vivas desde que a temperatura de peletização não ultrapasse os 85ºC. o Grupo Lesaffre já desenvolveu processo que permite a preparação de produto termo-resistente.8 bar e temperatura de 145 C. ruminais Produção leiteira Composição do leite Ganho em peso 3 (30%) 4 (40%) 0 (0%) 2 (22%) 2 (50%) 2 (100%) 7 (100%) 12 (67%) 1 (14%) 5 (63%) SEM ALTERAÇÃO 10 (70%) 6 (60%) 10 (100%) 7 (78%) 2 (50%) 0 (0%) 6 (33%) 6 (86%) 3 (37%) NÚMERO TOTAL 13 10 10 9 4 2 7 18 7 8 2. foi utilizada uma peletizadora RUSSEL. PREBIÓTICOS O conceito de prebiótico engloba ingredientes alimentares que estimulam seletivamente o crescimento e/ou atividade de bactérias benéficas no intestino e que não sofrem ação das enzimas digestivas. Tabela 1:Efeitos do uso de cultura de leveduras vivas (Saccharomyces cerevisiae) na nutrição e desempenho de bovinos de um total de 34 trabalhos publicados. peptídeos. que são considerados como um dos modelos para explicar os vários efeitos deste aditivo. não houve perda de capacidade fermentativa.7. LEVEDURAS E A RESISTÊNCIA A PELETIZAÇÃO DA RAÇÃO As leveduras vivas não são resistentes às condições de pressão. Figura 8: Estabilidade de BIOSAF SC 47 durante peletização. mantendo sua capacidade fermentativa mesmo após a peletização. celulolíticas. fabricação industrial do extrato de leveduras e seus metabólitos ativos.

que está localizada do lado externo da membrana plasmática. usado como aditivo de rações.1. A camada externa consiste de manoproteínas que estão covalentemente ligadas à camada interna de glucanas. os prebióticos têm o papel primordial de nutrir e conseqüentemente de favorecer as bactérias probióticas. A parede celular de leveduras consiste principalmente de proteína e carboidrato. Da camada interna provém firmeza da parede celular. Os prebióticos agem intimamente relacionados aos probióticos.3 e beta-1. • Induzir efeitos benéficos sistêmicos ou no intestino do hospedeiro.13 como os mananoligossacarídeos (MOS).1995). o que faz com estas sejam eliminadas passando com a digesta sem causar . Os prebióticos são ingredientes ou grupo de ingredientes seletivamente o crescimento e a atividade de bactérias benéficas no intestino. FOS são polímeros ricos em frutose. GOS e MOS são obtidos a partir de parede celular de leveduras. glicose e proteína.6 que estão complexadas com quitina. precisam inicialmente aderir-se à superfície epitelial. Enzimas periplasmáticas estão confinadas entre a membrana plasmática e a camada rígida interna da parede. e esta é constituída por glucanas beta-1. consiste de fragmentos de parede celular de Saccharomyces cerevisae com uma estrutura complexa de manose fosforilada. Segundo Young (1998). cuja ação final é melhorar a saúde do hospedeiro. podendo ser naturais. 2000). Portanto. consiste de duas camadas. as bactérias se ligam a um oligossacarídeo dietético. a qual contém os dois principais açúcares (glucose e manose) em proporções semelhantes e N-acetilglucosamina. os frutoliogossacarídeos (FOS) e os glucoligossacarideos (GOS) os mais estudados por apresentarem melhores resultados como prebióticos (Rostagno et al. MODO DE AÇÃO DOS PREBIÓTICOS Para que as bactérias consigam colonizar o trato intestinal e criar uma condição patológica. • Possuir capacidade de alterar a microbiota intestinal de forma benéfica ao hospedeiro. A principal ação dos prebióticos é estimular o crescimento e ativar o metabolismo de algum grupo de bactérias benéficas do trato intestinal. resultante da polimeração da frutose (Gibson e Roberfroide. Gibson & Roberfroid (1995) citam algumas das características desejáveis de um prebiótico: • Não deve ser metabolizado ou absorvido durante a passagem pelo trato digestivo superior. O MOS. 3. derivados de plantas (inulina) ou sintéticos. A parede celular. Esta adesão ocorre através de glicoproteínas (lectinas ou fímbrias) que reconhecem determinados açúcares da superfície do epitélio intestinal. Figura 9: Composição e estrutura da parede celular da Saccharomyces cerevisiae. constituindo o “alimento” das bactérias probióticas.. que por sua vez irão atuar beneficiando o hospedeiro. e não à mucosa intestinal. • Deve servir de substrato para as bactérias intestinais benéficas que serão estimuladas a crescer e/ou tornar-se metabolicamente ativas.

A alteração da microbiota intestinal causada pelo uso de prebióticos pode ocorrer de duas maneiras: 1. Desta forma. O autor ainda comenta que o referido produto melhora a saúde e o desempenho de leitões expostos a desafio sanitário. cerevisiae. .05) da altura do vilo. sendo este efeito mais acentuado na primeira semana de vida do frango. Figura 10: MOS os mananoligossacarídeos são capazes de bloquear a aderência dos patógenos e evitar a colonização. Recentes estudos em nossos laboratórios mostraram os efeitos da adição de parede celular de S. com aumento significativo (P < 0. melhorou o desempenho dos animais.05) aos 42 dias de idade. A utilização mais eficiente do produto pode ser obtida ao fornecer altos níveis de mananoligossacarídios após o desmame e então reduzir gradualmente o nível conforme os suínos avançam a idade. cerevisiae mostraramse maior (P < 0. Tabelas 3 e 4 – Altura do vilo (AV). os mananoligossacarídeos são capazes de bloquear a aderência dos patógenos e evitar a colonização. pelo reconhecimento por parte das bactérias patogênicas. profundidade da cripta (PC) e relação vilo/cripta (V/C) no duodeno. Pettigrew (2000) forneceu mananoligossacarídios para suínos pós-desmame até a fase de terminação.14 problemas digestivos para os animais. jejuno e íleo de frangos tratados e não tratados com prebiótico. Os resultados mostram que a adição deste prebiótico na ração de frangos tem efeito sobre o desenvolvimento das vilosidades intestinais. 2. reduzindo a colonização intestinal indesejável. tornando esta apta a exercer suas funções. Existe indicativo de que é possível que a utilização de mananoligossacarídios melhore o desempenho de animais em terminação. resultando em menor inicidência de infecções e melhor integridade da mucosa intestinal. quando comparada com os frangos não tratados com este prebiótico. O autor concluiu que ao adicionar este produto na dieta inicial de leitões. aos 07 dias de idade. com o fornecimento de nutrientes para as bactérias desejáveis aumentando sua população. o ganho de peso das aves tratadas com parede celular de S. Contudo. nos 03 segmentos do intestino delgado. de sítios de ligações nos oligossacarídeos como sendo da mucosa intestinal. a qual é constituida de mananoligossacarídeos (MOS) sobre o desenvolvimento da mucosa intestinal de frangos (Tabelas 3 e 4).

Biedrzyck. vitaminas. antioxidantes. b. promotores de crescimento e/ou eficiência alimentar . e. aromatizantes. Isto pode. Mattila Sandholm et al. c. f. b. em alguns casos. f. l. nutracêuticos. g. Bielecka. Schillinger. seus sais e análogos. provitaminas. antiumectantes. d. adsorventes. corante e pigmentantes. enzimas. A interação entre o probiótico e o prebiótico in vivo pode ser favorecida por uma adaptação do probiótico ao substrato prebiótico anterior ao consumo.. 2002. umectantes Aditivos sensoriais a. simbióticos. Majkowska. aglomerantes. k. esse efeito simbiótico pode ser direcionado às diferentes regiões “alvo” do trato gastrintestinal. j. b. i. palatabilizantes Aditivos zootécnicos a.15 4. antiaglomerantes. h. probióticos. c. uréia pecuária e seus derivados. 2002. emulsificantes. SIMBIÓTICOS Um produto referido como simbiótico é aquele no qual um probiótico e um prebiótico estão combinados. conservantes.13 de 30/11/04. 5. oligoelementos ou compostos de oligoelementos (microminerais). d. e. a Instrução Normativa No. d.. regulador da acidez. se ele for consumido juntamente com o prebiótico. b. g. e substâncias quimicamente definidas de efeitos similares. prebióticos. as categorias de aditivos passam a ser: Aditivos nutricionais a. Alternativamente. CLASSIFICAÇÃO E LEGISLAÇÃO REFERENTE Nova regulamentação do MAPA. c. Aditivos tecnológicos a. ácidos orgânicos. uma vez que o estímulo de cepas probióticas conhecidas leva à escolha dos pares simbióticos substrato/microrganismo ideais (Holzapfel. segundo orientações do Codex Alimentarius. O consumo de probióticos e de prebióticos selecionados apropriadamente pode aumentar os efeitos benéficos de cada um deles. estabilizantes. PuupponenPimiä et al. gelificantes. aminoácidos. resultar em uma vantagem competitiva para o probiótico. 2002. o intestino delgado e grosso. c. 2002). espessantes.

Mudanças na flora ocorrem normalmente mas quando o equilíbrio entre populações é alterado onde as bactérias patogênicas dominam sobre as benéficas causam problemas digestivos importantes que tem impacto sobre os custos e a produtividade. portanto sua integridade é fundamental para obtenção de bons resultados econômicos. algumas bactérias estimulam o sistema imune promovendo a produção de anticorpos. M. efeito ante adesivo de microrganismos patogênicos. n. O sistema gastrointestinal de monogástricos e ruminantes é livre de microorganismos ao nascer. facilitando sua eliminação. inibição de toxinas e efeito inibidor sobre bactérias patogênicas. AL-SAIADY. Staphilococus. H. a ligação de bactérias patogênicas. estas bactérias produzem substâncias anti-bacterianas como ácidos graxos de cadeia curta que tem ação antibacteriana. fecal coliform. 1996. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABU-TARBOUSH. CONSIDERAÇÕES FINAIS O trato gastrointestinal é a interface entre o alimento fornecido e o animal. and lactobacilli of young dairy calves. leveduras e oligossacarídeos são alternativas viáveis para atender as demandas da população e dos mercados nacional e internacional por segurança alimentar em substituição a dosagens subclinicas de antimicrobianos.Uma flora subdominante com aproximadamente 10% formada por E. A. . A. 39-49. 7. R.coli e Enterococus . Além das bacteriocinas e peróxido de hidrogênio também são liberados. O Mecanismo de ação é dado pelo fornecimento de nutrientes para as bactérias desejáveis ligação das bactérias patogênicas aos prebióticos. p. estas bactérias competem por nutrientes e ao multiplicarem-se. Y. H. CBNA-Campinas. KEIR-EL-NIN. prebióticos e simbióticos compostos por bactérias vivas. Lactobacillus e Bacteróide. e uma flora residual menor que 0.Nos ruminantes modificam as condições de fermentação no rúmen melhorando o pH.. Os probióticos. Normalmente há grande variedade de espécies (400 a 500 cepas diferentes) chegando um animal adulto a ter 100 trilhões de UFC no aparelho gatrointestinal. Proteus e Leveduras da espécie Cândida.. ANADÓN. LARRAÑAGA. Amsterdam. M. 57. M. manejo e instalações. Animal Feed Science and Technology. O mecanismo de ação dos probióticos são a competição por sítios de ligação onde ocupam sítios e impedem. proporcionando aumento da população bacteriana melhorando a digestibilidade de dietas ricas em fibras e ou concentrados. As leveduras embora não sejam capazes de colonizar os aparelhos digestivos de monogástricos ou de ruminantes. In: Simpósio sobre as implicações Sócio-econômicas do uso de aditivos na produção animal. (1995). proliferação de linfócitos T e produção de interferon. ativação de macrófagos. v. glucoligossacarídios (GOS). 105-128. estimulação da imunidade. mananoligossacarídios (MOS) que não são digeridos e afetam beneficamente o hospedeiro estimulando seletivamente o crescimento e ou a atividade de um limitado número de bactérias no cólon Gibson & Roberfoid. M. fisicamente. Evaluation of diet containing lactobacilli on performance.Nos monogástricos sua principal ação é a hidrólise de dissacarídeos .16 6. (1999). Os Prebióticos são ingredientes alimentares geralmente oligossacarídeos compostos por Frutoligosacarídios (FOS). mas é rapidamente colonizado após 5 ou 6 dias do nascimento pela flora presente no ambiente onde vive. consomem nutrientes que seriam utilizados pelas bactérias patogênicas. A flora gastrointestinal pode variar dentro da mesma espécie durante toda a vida do animal dependendo diretamente da alimentação. Segundo Gedek (1999) nesta grande população pode-se distinguir uma flora dominante com mais de 90% da contagem total composta por Bifidobacterium.01% composta por Clostridia. Pseudomonas . 1-2. têm efeitos positivos quando suplementadas vivas nas dietas destas categorias animais.

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