LQR

Lingua Quintae Respubiicae

CHEZ

LE

MÊME

ÉDITEUR

- Pierre Bourdieu, Sur la télévision, suivi de L'emprise du journalisme, 1996 - ARESER (Association de réflexion sur les enseignements supérieurs et la recherche). Diagnostics et remèdes urgents pour une université en péril, 1997 - Julien Duval, Christophe Gaubert, Frédéric Lebaron, Dominique Marchetti, Fabienne Pavis, Le « décembre » des intellectuels français, 1998 - Pierre Bourdieu, Contre-feux. Propos pour servir à la résistance contre l'invasion néo-libérale, 1998 - Keith Dixon, Les évangélistes du marché, 1998 - Jacques Bouveresse, Prodiges et vertiges de l'analogie, 1999 - Loïc Wacquant, Les prisons de la misère, 1999 - Keith Dixon, Un digne héritier, 2000 - Frédéric Lordon, Fonds de pension, piège à cons ? Mirage de la démocratie actionnariat, 2000 - Laurent Cordonnier, Pas de pitié pour les gueux. Sur les théories économiques du chômage, 2000 - Pierre Bourdieu, Contre-feux 2. Pour un mouvement social européen, 2001 - Rick Fantasia et Kim Voss, Des syndicats domestiqués. Répression patronale et résistance syndicale aux États-Unis, 2003 - Frédéric Lordon, Et la vertu sauvera le monde... Après la débâcle financière, le salut par l'« éthique » ?, 2003 - Christian de Montlibert, Savoir à vendre. L'enseignement supérieur et la recherche en danger, 2004 - Pierre Tévanian, Le voile médiatique. Un faux débat : « l'affaire du foulard islamique », 2005 - Serge Halimi, Les nouveaux chiens de garde (1997), nouvelle version actualisée et augmentée, 2005 - Pierre Rimbert, Libération de Sartre à Rothschild, 2005
Les manuscrits non publiés ne sont pas renvoyés.

H AZAN

LQR
La propagande du quotidien

RAISONS D'AGIR É D I T I O N S

Éditions RAISONS D'AGIR 27, rue Jacob, 75006 Paris © ÉDITIONS RAISONS D'AGIR, février 2006 editions@raisonsdagir-editions.org

// s'agit de faire le tableau d'une sourde oppression que toutes les sphères sociales exercent les unes sur les autres, d'une maussaderie générale mais inerte, d'une étroitesse d'esprit faite d'acceptation et de méconnaissance, le tout bien encadré par un système de gouvernement qui, vivant de la conservation de toutes les vilenies, n'est lui-même que la vilenie au gouvernement.
Karl Marx, Introduction à la Critique de la philosophie du droit de Hegel

Et faites vite. Je perds mon temps à écouter vos conneries.
Jean Genet, Le Balcon

i
À:

Naissance d'une Langue

De 1933 à 1945, Victor Klemperer, professeur juif chassé de l'université de D r e s d e , t i e n t un j o u r n a l où il d é c r i t la n a i s s a n c e et le d é v e l o p p e m e n t d ' u n e l a n g u e n o u v e l l e , celle d e l ' A l l e m a g n e n a t i o n a l socialiste. Sauvé de l ' e x t e r m i n a t i o n p a r son m a r i a g e avec u n e « a r y e n n e » (et in extremis p a r le b o m b a r d e m e n t de D r e s d e ) , il p u b l i e son texte en 1 9 4 7 sous le titre LTI — Notizbuch Eines Philologen, où LTI s o n t les initiales de Lingua Tertii Imperii, la langue du I I I R e i c h . M a l g r é les circonstances de sa rédaction, on ne trouve dans ce livre a u c u n pathos. Klemperer se voit c o m m e un r e p r é s e n t a n t de la véritable A l l e m a g n e d o n t le n a z i s m e n'est q u ' u n travestissement temporaire, et cette distanciation lui p e r m e t d e m e n e r p r e s q u e c a l m e m e n t u n travail scientifique au milieu m ê m e des persécutions. « L'effet le plus puissant [de la p r o p a g a n d e nazie], note-t-il, ne fut pas p r o d u i t p a r des discours isolés, ni par des articles ou des tracts, ni par des affiches ou des drapeaux, il ne fut o b t e n u p a r rien de ce q u ' o n était forcé d'enregistrer par la pensée ou la perception. Le nazisme s'insinua dans la chair et le sang du g r a n d n o m b r e à travers des expressions isolées, des t o u r n u r e s , des formes syntaxiques q u i s'imposaient à des
e 1

I duit

- En français, LTI, par Elisabeth

la langue du III

e

Reich, carnets d'un philologue, trapar Sonia Combe et Alain

Guiliot,

présenté

B r o s s â t , P a r i s , A l b i n M i c h e l , 1996.

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m i l l i o n s d'exemplaires et q u i furent a d o p t é e s de façon m é c a n i q u e et inconsciente. » P o u r Klemperer, le I I P Reich n'a forgé q u e très p e u de m o t s , mais il a « changé la valeur des m o t s et leur fréquence [...], assujetti la langue à son terrible système, gagné avec la langue son m o y e n de p r o p a gande le plus puissant, le plus public et le plus secret ». A u t r e t e m p s , autre langue, mais elle aussi a d o p t é e « de façon m é c a n i q u e et inconsciente » : celle de la V R é p u blique, q u e j ' a p p e l l e r a i Lingua Quintae Respublicae ( L Q R ) e n h o m m a g e à K l e m p e r e r . Elle est a p p a r u e a u cours des années i 9 6 0 , lors d e cette b r u t a l e m o d e r n i s a tion du capitalisme français t r a d i t i o n n e l q u e fut le gaullop o m p i d o l i s m e . Ses « expressions isolées, ses t o u r n u r e s , ses f o r m e s s y n t a x i q u e s », sans cesse reprises p a r la c h a î n e u n i q u e de télévision, les radios et les j o u r n a u x — e n s e m b l e q u ' o n n'appelait pas encore les médias, pluriel latin alors p e u e m p l o y é et q u i s'écrivait media —, m o d i f i è r e n t en p r o f o n d e u r u n e l a n g u e p u b l i q u e d ' u n archaïsme aujourd'hui frappant, mélange d ' u n e rhétorique héritée de la I I I R é p u b l i q u e e t d u style h é r o ï q u e d e l a R é s i s t a n c e . M a i s c'est s e u l e m e n t u n e t r e n t a i n e d'années plus tard q u e la L Q R a a t t e i n t son plein d é v e l o p p e m e n t , d e v e n a n t au cours des années 1 9 9 0 l ' i d i o m e d u néolibéralisme, dernier en date des avatars du c a p i t a l i s m e .
1 e e 2

1 - /bld., pp. 38-39. 2 - « N é o l i b é r a l i s m e » est un t e r m e qui a plusieurs s e n s . D a n s son c o u r s de mique de 1978, Michel F o u c a u l t l'appliquait à la p o l i t i q u e é c o n o d'après 1945 et à la réaction américaine

l'Allemagne

c o n t r e le N e w D e a l un peu plus t a r d ( N a i s s a n c e de la biopolitique, Cours au Collège de France, 1978-1979, Paris, Hautes Etudes-

G a l l i m a r d - S e u i l , 2004). Il est plus habituel de d é s i g n e r sous ce n o m la v e r s i o n a c t u e l l e du c a p i t a l i s m e , c a r a c t é r i s é e par la d é r é g l e m e n t a t i o n des m a r c h é s f i n a n c i e r s et la l i b e r t é de m o u v e m e n t des capitaux, la rentabilité du capital é t a n t d é s o r m a i s m i e u x a s s u r é e par la s p é c u lation que p a r l ' i n v e s t i s s e m e n t i n d u s t r i e l .

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N ' é t a n t ni linguiste ni p h i l o l o g u e , je n'ai pas t e n t é de m e n e r u n e é t u d e scientifique d e l a L Q R d a n s s a forme du XXI siècle. Mais, le travail d'éditeur m ' a y a n t fait entrer par la petite p o r t e d a n s le d o m a i n e des m o t s , j ' a i relevé d a n s ce q u e je lisais et e n t e n d a i s ici et là certaines expressions m a r q u a n t e s de la l a n g u e p u b l i q u e actuelle. Il était t e n t a n t d ' e n faire un lexique, mais le caractère hétéroclite du matériel et m e s propres lacunes m ' o n t fait a b a n d o n n e r ce projet. A défaut, d a n s u n e d é m a r c h e q u i t i e n t p o u r b e a u c o u p de l'association d'idées, j ' a i classé ces m o t s , ces t o u r n u r e s , ces procédés en fonction de leur e m p l o i d a n s la propagande médiatique, politique et économique actuelle. Le t e r m e de p r o p a g a n d e é v o q u e é v i d e m m e n t le souvenir de l'excellent Dr G o e b b e l s q u i en avait la charge sous le I I I Reich, et l'on p o u r r a arguer q u e ce r a p p r o c h e m e n t implicite est q u e l q u e p e u aventureux. Il est vrai q u e la LTI, c r é a t i o n des services dirigés p a r G o e b b e l s , était é t r o i t e m e n t c o n t r ô l é e p a r les o r g a n e s de sécurité nazis alors q u e la L Q R évolue sous l'effet d ' u n e sorte de d a r w i n i s m e s é m a n t i q u e : les m o t s et les formules les plus efficaces prolifèrent et p r e n n e n t la place des é n o n c é s m o i n s performants . La l a n g u e du I I I Reich disait de la façon la plus « vulgaire » possible le racisme le p l u s s a u v a g e ; la L Q R cherche à d o n n e r un vernis de respectabilité au
e e 1 e 2

1 - Performant est un

mot L Q R type.

Par exemple,

la t e c h n o l o g i e

f r a n c o - b r i t a n n i q u e de lutte c o n t r e les clandestins utilise d é s o r m a i s « la d é t e c t i o n é l e c t r o n i q u e dans les c a m i o n s par r e p é r a g e des é m a n a t i o n s de gaz c a r b o n i q u e p a r la r e s p i r a t i o n , et t o u t r é c e m m e n t la mise en place du " h e a r t beat d e t e c t o r " , plus performant, qui p e r m e t de r e p é r e r les b a t t e m e n t s du c œ u r » (Le Figaro, S o u l i g n é par m o i ) . 2 - Joseph Goebbels dans Kampf um Berlin, Munich, Eher Verlag, 16 n o v e m b r e 2004.

I 932 ( t r a d . fr. É d i t i o n s S a i n t - J u s t , I 966) : « N o u s p a r l o n s la langue du p e u p l e [...] il faut utiliser son langage, p a r l e r sa p r o p r e langue » ( c i t é par J e a n - P i e r r e Faye, in Le Langage meurtrier, P a r i s , Hermann, 1996).

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racisme ordinaire. La LTI visait à galvaniser, à fanatiser ; la L Q R s'emploie à assurer l'apathie, à p r ê c h e r le m u l t i t o u t - c e - q u ' o n - v o u d r a d u m o m e n t q u e l'ordre libéral n'est pas m e n a c é . C ' e s t u n e a r m e p o s t m o d e r n e , b i e n a d a p t é e aux c o n d i t i o n s « d é m o c r a t i q u e s » où il ne s'agit plus de l ' e m p o r t e r d a n s la g u e r r e civile m a i s d ' e s c a m o t e r le conflit, de le r e n d r e invisible et i n a u d i b l e . Et c o m m e un prestidigitateur q u i c o n c l u r a i t son n u m é r o e n disparaiss a n t d a n s s o n p r o p r e c h a p e a u , la L Q R réussit à se r é p a n d r e sans q u e p e r s o n n e o u p r e s q u e n e s e m b l e e n r e m a r q u e r les progrès — sans m ê m e parler de les d é n o n cer. C e q u i s u i t est u n e t e n t a t i v e p o u r identifier e t d é c r y p t e r cette nouvelle version de la banalité du m a l .

L a L Q R n'est pas née d ' u n e décision prise e n h a u t lieu, pas plus qu'elle n'est l ' a b o u t i s s e m e n t d ' u n c o m p l o t . Elle est à la fois l ' é m a n a t i o n du néolibéralisme et s o n i n s t r u m e n t . Plus p r é c i s é m e n t , elle résulte de l'influence croiss a n t e , à p a r t i r des a n n é e s 1 9 6 0 , de d e u x g r o u p e s a u j o u r d ' h u i o m n i p r é s e n t s p a r m i les décideurs de la constellation libérale, les é c o n o m i s t e s et les publicitaires. Je me souviens de Giscard, j e u n e m i n i s t r e des Finances de P o m p i d o u et génie a u t o p r o c l a m é de l ' é c o n o m i e , fais a n t à la télévision des d é m o n s t r a t i o n s au t a b l e a u . Ses i n t o n a t i o n s a r i s t o c r a t i c o - a u v e r g n a t e s o n t b e a u c o u p fait p o u r r é p a n d r e le m o t problème — qu'il p r o n o n ç a i t problaîme. A u p a r a v a n t , on parlait p l u t ô t de « q u e s t i o n » (la q u e s t i o n d ' O r i e n t , la q u e s t i o n s o c i a l e . . . ) . La s u b s t i t u t i o n n ' é t a i t é v i d e m m e n t pas n e u t r e . À u n e q u e s t i o n , les réponses possibles s o n t s o u v e n t m u l t i p l e s et c o n t r a d i c toires alors q u ' u n p r o b l è m e , s u r t o u t posé en t e r m e s chiffrés, n ' a d m e t en général q u ' u n e solution et u n e seule. La d é m o n s t r a t i o n , t o u j o u r s p r é s e n t é e c o m m e objective,

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obéit à des règles d é t e r m i n é e s p a r des spécialistes. Passer de la q u e s t i o n au p r o b l è m e , c'était d o n c ouvrir g r a n d la p o r t e a u x experts q u i n ' o n t fait q u e proliférer d e p u i s , en F r a n c e , d a n s l ' E u r o p e d e Bruxelles e t d a n s l e m o n d e entier. Les affaires de la collectivité s o n t segmentées en séries d e p r o b l è m e s t e c h n i q u e s . P o u r c h a c u n d ' e u x , les spécialistes d é t e r m i n e n t u n e s o l u t i o n optimale q u i sera é v i d e m m e n t a d o p t é e , parfois après u n d é b a t d e p u r e forme, p a r l e m e n t a i r e ou autre. Si les experts e s t i m e n t q u e les contraintes extérieures - i m p o r t a n t e expression de la L Q R , à la fois v a g u e et i m p é r i e u s e - s ' o p p o s e n t à telle o p t i o n , il n'y a guère q u ' à s'incliner. Ce rôle d o m i n a n t a sa t r a d u c t i o n s é m a n t i q u e sous la f o r m e d ' u n anglicisme r a m p a n t : le r e m p l a c e m e n t de la b o n n e vieille expérience, celle de K a n t et de Lavoisier, p a r X expertise. A i n s i a p p r e n d - o n q u e les « c o m m i s s i o n s de spécialistes » de l'école de j o u r n a l i s m e de Sciences-Po o n t élu c o m m e p r o fesseurs associés des p e r s o n n a l i t é s m é d i a t i q u e s q u i , d'après l'AFP, « dès le second semestre [2004] p a r t a g e r o n t leurs expertises avec les é t u d i a n t s ».
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Le p r i m a t du langage é c o n o m i q u e se manifeste souvent par des choix m é d i a t i q u e s clairs. Ainsi, q u a n d le directeur du Monde v e u t expliquer p o u r q u o i il écarte le d i r e c t e u r de la r é d a c t i o n et s'apprête à r e m a n i e r t o u t e l'équipe, ce n'est pas d a n s son p r o p r e j o u r n a l qu'il choisit de s'exprimer. Les raisons « réelles » s o n t exposées d a n s un e n t r e t i e n a c c o r d é a u s u p p l é m e n t É c o n o m i e d u Figaro ( 2 3 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) sous le titre : « N o u s v o u l o n s bâtir des synergies avec Lagardère ». D a n s cet e n t r e t i e n , pas un

I - P a r m i ces p e r s o n n a l i t é s , N i c o l a s B e y t o u t , d i r e c t e u r de la r é d a c t i o n du Figaro, H e r v é B r u s i n i , d i r e c t e u r a d j o i n t de l ' i n f o r m a t i o n à F r a n c e 3, A l a i n G e n e s t a r , d i r e c t e u r g é n é r a l de la r é d a c t i o n de Paris Match, E t i e n n e Mougeotte, vice-président de T F I .

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m o t n e p o r t e sur l e c o n t e n u d u j o u r n a l : i l p o u r r a i t aussi b i e n s'agir d ' a g r o a l i m e n t a i r e . Il n'est q u e s t i o n q u e de restructuration (= l i c e n c i e m e n t s ) , de refinancement (= e n t r é e de L a g a r d è r e au capital), d'avancée historique (= p e r t e de l ' i n d é p e n d a n c e ) , de positionnement, de stratégie. La p a g e est lisse, p r e s q u e n e u t r e . Le r e s s e n t i m e n t , l'incertitude de l'avenir ne s o n t là q u ' e n t r e les lignes. La L Q R : u n écran s é m a n t i q u e p e r m e t t a n t d e faire t o u r n e r le m o t e u r sans jamais en dévoiler les rouages, « le m o y e n de p r o p a g a n d e le plus puissant, le plus p u b l i c et le plus secret », disait Klemperer.

L'apport des publicitaires à la L Q R est différent : il est d ' a b o r d syntaxique. C'est à e u x q u e l'on d o i t les phrasesc h o c sans v e r b e à la « u n e » des j o u r n a u x . Le 28 a o û t 2 0 0 4 , le respectable Figaro titre : « Irak : l'aveu de B u s h ». Autrefois cette m a n c h e t t e aurait sans d o u t e été q u e l q u e chose c o m m e : « Le p r é s i d e n t Bush a d m e t son échec d a n s ses p r é v i s i o n s p o u r l ' I r a k ». Avec ou sans v e r b e , les p h r a s e s s ' e n t r e c h o q u e n t , j u x t a p o s é e s sans a r t i c u l a t i o n s l o g i q u e s , sans p l u s de ces donc, en effet, car et a u t r e s c o n j o n c t i o n s q u e les a g e n c e s d e p u b l i c i t é o n t d e p u i s longtemps éliminées .
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U n a u t r e s y m p t ô m e d e l ' i n f l u e n c e p u b l i c i t a i r e est l'inflation de l ' h y p e r b o l e , en p a r t i c u l i e r d a n s ce fertile sous-ensemble de la L Q R q u e c o n s t i t u e n t les critiques de

I - P a r e x e m p l e : « B N P P a r i b a s a j o u é dans c e t t e affaire un r ô l e de c h e v a l i e r blanc. P o u r é v i t e r de v o i r le C r é d i t mutuel m e t t r e la main sur C o f i n o g a . P a r t e n a i r e h i s t o r i q u e des G a l e r i e s , l a B N P d é t e n a i t déjà 4 9 % d e C o f i n o g a e t p o s s è d e par ailleurs C e t e l e m . C e qui r e n dait difficile, p o u r des r a i s o n s de c o n c u r r e n c e , une fusion des d e u x e n t i t é s . U n e g a r a n t i e de tranquillité p o u r C o f i n o g a » (Le Journal du dimanche, I 5 mai 2 0 0 5 ) .

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livres et de films. Les affiches d a n s la ville et les placards dans les j o u r n a u x s o n t de plus en plus s o u v e n t construits a u t o u r d e q u e l q u e s m o t s p e r c u t a n t s extraits d e « critiques Les journalistes facilitent le travail a u x créatifs des a g e n c e s e n p a r s e m a n t leurs articles d e f o r m u l e s enthousiastes, riches en adjectifs et q u i p e u v e n t resservir telles quelles : ainsi, d a n s Le Monde des livres du 17 septembre 2 0 0 4 , la recensión d'un r o m a n de René de Ceccatty, c o l l a b o r a t e u r régulier du Monde des livres, se termine par : « une puissance visionnaire absolue p o u r dire l ' i m m e n s i t é d ' u n a m o u r », c h u t e d o n t on voit b i e n le parti publicitaire q u ' o n p e u t tirer. La relation incestueuse avec la publicité c o n t r i b u e à faire de la L Q R un instrument d'émotion programmée, une langue d ' i m p u l s i o n c o m m e o n d i t « u n achat d ' i m p u l sion ». D ' a u t a n t q u e la frontière se fait sans cesse plus poreuse e n t r e l'espace publicitaire et le « r é d a c t i o n n e l ». D a n s les p r i n c i p a u x h e b d o m a d a i r e s , la d i s t i n c t i o n n'est plus g r a p h i q u e m e n t décelable, la mise en page est la m ê m e . On a m ê m e vu apparaître ces dernières a n n é e s le « concept » ( c o m m e ils disent) d'' infopublicité, m o t i m p r i m é en t o u t petits caractères en h a u t d ' u n e page consacrée à tel vignoble de Bordeaux ou tel club de vacances, et q u i est censé m e t t r e en garde le lecteur contre t o u t e confusion. Le Monde a p u b l i é en p r e m i è r e page un article d o n t le signataire est p r é s e n t é c o m m e « publicitaire et p h i l o -

I - A i n s i p e u t - o n lire dans te M o n d e du 8 o c t o b r e 2004 - un e x e m p l e e n t r e mille de f r a g m e n t s d ' a r t i c l e s utilisés p o u r le m a r k e t i n g - la publicité p o u r le r o m a n de J e a n - P a u l D u b o i s , Une vie française: « D u grand a r t » ( F r é d é r i c B e i g b e d e r , Voici); « U n c h e f - d ' œ u v r e » ( G i l l e s P u d l o w s k i , Le Point). Et dans le m ê m e n u m é r o , à p r o p o s de La Mort de Don Juan de Patrick Poivre d'Arvor : «Un vrai romantique»

( P a t r i c k B e s s o n , Le Point); « U n h y m n e à la c r é a t i o n » ( J . - R . B a r l a n d , Lire); « A u s s i fascinant q u ' é l é g a n t » ( C h r i s t i n e A r n o t h y , Le Parisien).

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s o p h e ». D e s termes c o m m e positiver ou optimiser, lancés par les experts en communication des hypermarchés, n ' o n t pas tardé à être adoptés par les politiciens. D a n s le m a r k e ting, les échanges se font d'ailleurs d a n s les d e u x sens : la sécurité, g r a n d t h è m e des campagnes électorales françaises, est r a p i d e m e n t passée chez les lessiviers (« La sécurité p o u r ce q u e vous avez de plus fragile », lainages ou bébés sauvegardés par le b o n détergent). La diction des présentatrices du j o u r n a l de 20 heures sur les principales chaînes de télévision est calquée sur celle des clips publicitaires, m ê m e q u a n d elles sont chargées de répéter le c o m p t e r e n d u du conseil des ministres, rédigé en L Q R p u r e et concentrée p a r le porte-parole du g o u v e r n e m e n t .

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L ' u n des t r a i t s c o m m u n s à l a L Q R , l ' i d i o m e des p u b l i c i t a i r e s et la l a n g u e du I I I R e i c h — parallèle q u i n'implique é v i d e m m e n t aucune assimilation entre n é o libéralisme et n a z i s m e — est la r e c h e r c h e de l'efficacité aux dépens m ê m e s de la vraisemblance. Après Staling r a d , les nazis les p l u s c o n v a i n c u s n e p o u v a i e n t p a s a c c o r d e r foi a u x c o m m u n i q u é s de victoire sur le f r o n t russe qui é m a n a i e n t de Berlin. Mais si p e u crédibles q u ' i l s fussent, ces c o m m u n i q u é s t r i o m p h a u x c o n t r i b u a i e n t à r e n f o r c e r la c o n v i c t i o n q u ' i l fallait se b a t t r e j u s q u ' à l a m o r t . D e m ê m e , q u a n d o n e x h o r t e les F r a n çais à « ê t r e r é p u b l i c a i n s a u j o u r d ' h u i , à a s s u m e r u n e a p p a r t e n a n c e q u i t r a n s c e n d e t o u s les clivages, q u ' i l s s o i e n t s o c i a u x , c u l t u r e l s , r e l i g i e u x ou e t h n i q u e s » ;
e 2

1 - D o m i n i q u e Q u e s s a d a , « T o u t d o i t d i s p a r a î t r e » , 24 s e p t e m b r e 2004. 2 - J e a n - L o u i s D e b r é , « Ê t r e r é p u b l i c a i n a u j o u r d ' h u i », Le Monde, 6 juillet 2004.

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Q U O T I D I E N

q u a n d J e a n - P i e r r e Raffarin, alors P r e m i e r m i n i s t r e , p r o m e t sur T F 1 « u n e baisse d u c h ô m a g e , u n e r é f o r m e p o u r réussir à l'école et u n e l u t t e c o n t r e la vie c h è r e » (19 septembre 2 0 0 4 ) ; o u q u a n d « l ' o p p o s i t i o n » d e m a n d e a u g o u v e r n e m e n t d e « p o u s s e r les feux e n d i r e c t i o n de l ' e m p l o i des j e u n e s et des p l u s de 50 a n s », c e s o n t é v i d e m m e n t des p h r a s e s auxquelles p e r s o n n e n e croit, e t s u r t o u t p a s c e u x q u i les p r o n o n c e n t . M i e u x vaut d'ailleurs q u e certains énoncés soient invraisemblables : p r i s au m o t , ils r i s q u e r a i e n t d ' e n t r a î n e r de g r a n d e s difficultés. Slavoj Z i z e k , p h i l o s o p h e s l o v è n e , explique q u e d a n s l'ex-Yougoslavie « l'idéologie officielle e x h o r t a i t les gens à s'investir d a n s le p r o c e s s u s a u t o g e s t i o n n a i r e , à p r e n d r e en m a i n leurs c o n d i t i o n s de vie en d e h o r s du Parti et des s t r u c t u r e s é t a t i q u e s "aliénées" ; les m é d i a s officiels d é p l o r a i e n t l'indifférence des g e n s , leur fuite d a n s l ' i n t i m i t é de la vie privée, etc. - mais ce q u e le r é g i m e craignait j u s t e m e n t le p l u s , c'était q u e les gens e x p r i m e n t leurs b e s o i n s et s ' o r g a n i s e n t selon des p r i n cipes a u t o g e s t i o n n a i r e s . T o u t e u n e série d e m a r q u e u r s discursifs i n t i m a i e n t , e n t r e les lignes, l ' o r d r e de ne pas p r e n d r e les sollicitations officielles de façon littérale, et indiquaient que ce que voulait vraiment le régime, c'était u n e a t t i t u d e c y n i q u e à l'égard de l'idéologie officielle - la p l u s g r a n d e des c a t a s t r o p h e s e û t été p o u r le r é g i m e de voir s o n idéologie prise au sérieux et m i s e en œ u v r e p a r ses s u j e t s ».
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1 - L a u r e n t F a b i u s , « La F r a n c e f l o t t e », Le Monde, 26 a o û t 2004. 2 — Vous avez dit totalitarisme? Cinq interventions sur les (mês)usages

d'une notion, tr. fr. P a r i s , É d i t i o n s A m s t e r d a m , 2004, p. I I I .

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D a n s le succès de la n o v l a n g u e , la c o n c e n t r a t i o n des p r i n c i p a u x « outils d ' o p i n i o n » français e n t r e très p e u de m a i n s - q u a t r e ou c i n q b é t o n n e u r s , m a r c h a n d s d ' a r m e m e n t s , a v i o n n e u r s , g r a n d s financiers - a certes s o n influence, mais l'explication n'est pas suffisante . Le Politb u r o d e Staline n ' a u r a i t r i e n p u faire sans l ' i m m e n s e réseau des a p p a r a t c h i k s locaux (dans The Road to Terror, A r c h G e t t y m o n t r e q u e c'est la crainte du lâchage de ce réseau q u i a d é c l e n c h é la g r a n d e t e r r e u r de 1 9 3 7 ) . De m ê m e , l'oligarchie p o l i t i c o - f i n a n c i è r e française, si b i e n intégrée qu'elle soit p a r les m o u v e m e n t s croisés de pers o n n e s issues des m ê m e s écoles et les renvois d'ascenseur, n e p o u r r a i t rien i m p o s e r , e t s û r e m e n t pas u n e l a n g u e , sans l e c o n c o u r s d e t o u s c e u x q u i o n t m a t é r i e l l e m e n t i n t é r ê t a u m a i n t i e n d e l'ordre. Par millions sans d o u t e , cadres des entreprises de sécurité, professeurs de p h i l o s o p h i e p o l i t i q u e , juges antiterroristes, agents i m m o b i l i e r s , maîtres des requêtes, c h r o n i q u e u r s de France C u l t u r e et présidents de régions parlent, écrivent et r é p a n d e n t la L Q R . Sans vouloir e x h u m e r la vieille n o t i o n d'« alliance objective » chère à Iejov et Vichinski, on p e u t n é a n m o i n s d i s c e r n e r c e rôle m o t e u r d e l a c o m m u n a u t é d ' i n t é r ê t s
1 2

1 - P o u r une analyse a c t u e l l e de c e t t e c o n c e n t r a t i o n , en F r a n c e et a i l l e u r s , v o i r n o t a m m e n t A n d r é Schiffrin, Le Contrôle de la parole l'édition sans éditeurs, suite, Paris, La Fabrique, 2005. Un exemple

e n t r e mille : le 27 s e p t e m b r e 2004, dans le s u p p l é m e n t « Femina » du Journal du dimanche qui a p p a r t i e n t au g r o u p e H a c h e t t e , on o u v r e sur une double page c o n s a c r é e à L'Album photo des Français de 1914 à

nos Jours, publié par C h ê n e - H a c h e t t e L i v r e , puis v i e n t un livre de Sabine Savoir de pour la Brosse, j o u r n a l i s t e à Paris Match le cancer du sein, (groupe publié Hachette). Éditions

guérir,

vaincre

aux

Filipacchi ( g r o u p e H a c h e t t e ) , puis une page sur les Guides du Routard (Hachette Livre). 2 - J. A r c h G e t t y and O l e g V. N a u m o v , The Road to Terror, Stalin and the Self-Destruction of the Bolsheviks, 1932-1939, New Haven, Yale

University Press,

1999.

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Q U O T I D I E N

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dans des circonstances et des lieux très divers. La j o u r n a liste israélienne A m i r a H a s s n o t e p a r exemple : « D e s centaines de milliers d'Israéliens (au m o i n s ) o n t intérêt à ce q u e les colonies restent en place et s ' é t e n d e n t , à ce q u e l'on contruise de nouvelles routes et à ce qu'Israël garde le c o n t r ô l e de toutes les sources d'eau de C i s j o r d a n i e [ . . . ] . T o u t un réseau c o m p l e x e d'intérêts s'est d é v e l o p p é , q u i , avec le m a n t r a du risque sécuritaire existentiel, fait régner le silence en Israël sur la résistance p a l e s t i n i e n n e . » Faire régner l e silence o u r é p a n d r e u n e l a n g u e : o n p o u r r a i t penser qu'il s'agit d'activités opposées e n t r e lesquelles il faut choisir c o m m e entre les d e u x faces de la m ê m e pièce, mais il a p p a r a î t q u e les d e u x p e u v e n t se m e n e r en m ê m e t e m p s . Il existe en Israël u n e très riche l a n g u e nationaliste et s é c u r i t a i r e parallèle à l ' o c c u l t a t i o n des P a l e s t i n i e n s . Q u a n t a u x i m m e n s e s silences français, ils s o n t c o m m e l ' o m b r e p o r t é e de la L Q R .
1

Cette langue a u n e d y n a m i q u e propre, un caractère performatif q u i fait sa force : plus elle est parlée et plus ce qu'elle d é f e n d - sans j a m a i s l ' e x p r i m e r c l a i r e m e n t — a ,:eu. Elle n ' i n d u i t a u c u n e i m m u n i t é , m ê m e c h e z c e u x qu'elle a i d e à o p p r i m e r . D a n s le livre de K l e m p e r e r , le passage le plus effrayant décrit la façon d o n t les Juifs euxm ê m e s a b s o r b e n t la L T I : « [le d o c t e u r P.] faisait siens tous les p r o p o s antisémites des nazis, s p é c i a l e m e n t ceux de H i t l e r [ . . . ] . Il ne p o u v a i t p r o b a b l e m e n t plus juger luim ê m e d a n s quelle m e s u r e il se raillait du Ftihrer, d a n s quelle m e s u r e il se raillait de l u i - m ê m e et d a n s q u e l l e mesure ce langage d ' h u m i l i a t i o n volontaire était d e v e n u sa seconde n a t u r e . Ainsi, il avait l ' h a b i t u d e de ne jamais
I - h t t p / / w w w . m i f t a h . o r g , 28 a o û t 2004.

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adresser la parole à un h o m m e de son " g r o u p e de Juifs" sans faire précéder son n o m de la m e n t i o n "Juif". "Juif L ô w e n s t e i n , a u j o u r d ' h u i tu dois faire m a r c h e r la petite c o u p e u s e " — "Juif M a h n , voilà t o n certificat de m a l a d i e p o u r le Juif des d e n t s " (ce par q u o i il désignait n o t r e d e n tiste ) . Les m e m b r e s d u g r o u p e a c c e p t è r e n t c e t o n , d'abord en plaisantant, puis par habitude. Certains d ' e n t r e eux avaient la p e r m i s s i o n de se servir du tramway, d ' a u t r e s d e v a i e n t aller à pied. En c o n s é q u e n c e de q u o i , on distinguait les "Juifs m o t o r i s é s " [Fahrjuden] des "Juifs à p i e d " [Laujjuden] ». Et K l e m p e r e r c o n c l u t : « L a n g u e du v a i n q u e u r [...] on ne la parle pas i m p u n é m e n t , on la respire a u t o u r de soi et on vit d'après elle . »
1

I - Op. cit., pp. 251

et 259. Le « g r o u p e » d o n t il e s t q u e s t i o n est

f o r m é de celles et c e u x qui s o n t plus ou moins p r o t é g é s de la d é p o r t a t i o n par leur mariage avec des a r y e n ( n e ) s . ils s o n t r e g r o u p é s dans des « maisons des Juifs ».

Mots, tournures, procédés

FONCTIONS

DE

L'EUPHÉMISME

Le m e n s o n g e p o l i t i q u e est de t o u s les t e m p s , d e p u i s les fariboles d'Alcibiade p o u r c o n v a i n c r e les A t h é n i e n s de se lancer d a n s l ' e x p é d i t i o n de Sicile j u s q u ' a u x bulletins de s a n t é de M i t t e r r a n d . Dans L'Art du mensonge politique, J o n a t h a n Swift en i n d i q u a i t i r o n i q u e m e n t la finalité : « L'Auteur règle et d é t e r m i n e avec b e a u c o u p de j u g e m e n t les différentes p o r t i o n s [de vérité en m a t i è r e de gouvern e m e n t ] q u e les h o m m e s d o i v e n t avoir selon leurs différ e n t e s c a p a c i t é s , l e u r s d i g n i t é s , leurs c h a r g e s et leurs p r o f e s s i o n s . » D e p u i s la guerre de Succession d ' E s p a g n e - à laquelle Swift était o u v e r t e m e n t o p p o s é -, le m e n s o n g e p o l i t i q u e n ' a fait q u e se p e r f e c t i o n n e r grâce a u x progrès de l'information. Au c o n t r a i r e le c y n i s m e affiché est p l u t ô t rare d a n s la l a n g u e p u b l i q u e française, qu'il s'agisse d ' é n o n c é s scand a l e u s e m e n t o p p o s é s à la « m o r a l e » ou à 1'« o p i n i o n » p u b l i q u e s , destinés à p r o u v e r q u e le proférateur se situe au-dessus d e ces c o n t i n g e n c e s , o u e n c o r e d ' é n o n c é s d o n t c h a c u n sait qu'ils s o n t faux m a i s q u e p e r s o n n e n ' o s e r a c o n t r e d i r e — variante p l u t ô t stalinienne, la p r e m i è r e vers i o n é t a n t p l u t ô t h i t l é r i e n n e . L e c y n i s m e p u b l i c est l e
1

i

- L'Art du mensonge politique, A m s t e r d a m ,

I 733

( e n français) ; r é é d .

G r e n o b l e , J é r ô m e M i l l i o n , 1993, p. 37.

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d o m a i n e réservé de quelques représentants de Y élite, n o u v e a u x seigneurs q u i e s t i m e n t n ' a v o i r a u c u n c o m p t e à r e n d r e à q u i q u e ce soit, « m i l i t a n t s », actionnaires, électeurs o u autres. ^ e a n - M a r i e Messiei, q u i fut salué p a t t o u s les m é d i a s - q u o i qu'ils en disent a u j o u r d ' h u i - c o m m e un héros n a t i o n a l parti à la c o n q u ê t e des États-Unis, célébré m ê m e p o u r ses chaussettes, était c y n i q u e en proclam a n t « la fin de l'exception culturelle française » depuis le fauteuil présidentiel d ' u n g r o u p e p r o d u i s a n t des films et des livres. Le b a r o n Seillière, ex-président du l o b b y p a t r o nal, était c y n i q u e e n déclarant e n u n r a i s o n n e m e n t parfaitement circulaire : « Q u a n d on dit : ou bien on travaille plus ou bien l'emploi ne p e u t pas être conservé, c'est b i e n la d é m o n s t r a t i o n q u e l'acquis social d o i t céder d e v a n t la nécessité é c o n o m i q u e . » C l a u d e Perdriel, d i r e c t e u r d u Nouvel Observateur, était c y n i q u e en p r é c i s a n t : « Si je crois à la qualité de l ' i n f o r m a t i o n d ' u n j o u r n a l , je crois et j ' a c c e p t e plus facilement les pages de publicité q u e je lis. D e plus, c o m m e les articles sont p l u t ô t longs chez n o u s , le t e m p s d ' e x p o s i t i o n à la p a g e de p u b l i c i t é est p l u s g r a n d » {Stratégies, 12 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) . Patrick Le Lay, P - D G de T F 1 , a poussé le cynisme jusqu'à u n e gaffe délibérée par l a q u e l l e il passera p e u t - ê t r e à la p o s t é r i t é : « P o u r q u ' u n message publicitaire soit perçu, il faut q u e le cerveau d u téléspectateur soit d i s p o n i b l e . N o s émissions o n t p o u r v o c a t i o n de le r e n d r e d i s p o n i b l e : c'est-à-dire de le divertir, de le d é t e n d r e p o u r le p r é p a r e r e n t r e d e u x messages. C e q u e n o u s v e n d o n s à C o c a - C o l a , c'est d u t e m p s de cerveau h u m a i n d i s p o n i b l e . »
1 2

1 - Le figaro Magazine, 2 - In Les Dirigeants

28 face

a o û t 2004. ou changement, Paris, Les Éditions du

H u i t i è m e J o u r , 2004. Le pari de Le Lay est gagné puisque Télérama lui a c o n s a c r é un d o s s i e r de dix pages (I I s e p t e m b r e 2 0 0 4 ) .

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M a i s la L Q R vise au c o n s e n s u s et n o n au scandale, à l'anesthésie et n o n au c h o c du cynisme provocateur. C'est p o u r q u o i l ' u n de ses p r i n c i p a u x t o u r s est au c o n t r a i r e l'euphémisme — point c o m m u n avec la l a n g u e d e s nazis q u i forgeaient u n e u p h é m i s m e p o u r c h a c u n d e leurs crimes, avec p o u r finir l'imbattable Endlosung, la solution finale. Le g r a n d m o u v e m e n t e u p h é m i s t i q u e q u i a fait disparaître au cours des trente dernières années les surveillants généraux des lycées, les grèves, les infirmes, les c h ô m e u r s - remplacés p a r des conseillers principaux d'éducation, des m o u v e m e n t s sociaux, des h a n d i c a p é s , des d e m a n d e u r s d'emploi - a enfin p e r m i s la réalisation du vieux rêve de L o u i s - N a p o l é o n Bonaparte, l'extinction du p a u p é r i s m e . Il n'y a plus de pauvres mais des gens modestes, des conditions modestes, des familles modestes. Être orgueilleux q u a n d on n'a pas d'argent n'est pas p o u r a u t a n t interdit, mais cette façon de dire i m p l i q u e au m o i n s u n e certaine modération dans les exigences. De la p o p u l a t i o n des modestes émerge parfois u n e figure brillante d o n t les origines sont toujours soulignées. Q o h n Edwards, sénateur d e Caroline d u N o r d et colistier de J o h n Kerry, « riche avocat, est issu d ' u n e famille m o d e s t e - son père travaillait dans u n e filature ».) Il ne faut d é c o u r a g e r p e r s o n n e , c h a c u n d o i t avoir sa chance : « L'ESSEC [grande école de c o m m e r c e ] a privilégié un a c c o m p a g n e m e n t sur la d u r é e de lycéens avec un réel potentiel mais d o n t les origines modestes l i m i t e n t la chance d'accéder à des études supérieures de h a u t niveau » [LeMonde, 22 juin 2 0 0 5 ) .
1

E n m a t i è r e d ' e u p h é m i s m e s , l a L Q R est capable d e renchérir sur ses propres i n v e n t i o n s . Ainsi a p p r e n d - o n qu'« il ne faut pas dire "restructuration", "fusion", "réorganisation" et encore m o i n s "absorption". Après la réussite de
I - Libération. 7 juillet 2004.

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l'offre p u b l i q u e d ' a c h a t ( O P A ) lancée par le g r o u p e p h a r m a c e u t i q u e Sanofi-Synthélabo sur s o n h o m o l o g u e Avenu s , l e m a î t r e m o t d u p r o c e s s u s d ' u n i f i c a t i o n est "intégration" » {Le Monde, 8 s e p t e m b r e 2 0 0 4 ) .

O n p e u t distinguer à l ' e u p h é m i s m e L Q R d e u x fonctions distinctes. La p r e m i è r e est le c o n t o u r n e m e n t - é v i t e m e n t . Soit l'expression partenaires sociaux: je reviendrai sur l'essorage de l'adjectif « social », m a i s p a r t e n a i r e s ? Au bridge, en d o u b l e de tennis, le partenaire est celui ou celle avec qui on fait la paire. D ' a p r è s Le Petit Robert, un p a r t e naire est « u n e p e r s o n n e avec laquelle q u e l q u ' u n est allié contre d'autres joueurs ». Le principal du collège La C o u r tille à Saint-Denis, interrogé par Le Figaro ( 1 6 - 1 7 octobre 2 0 0 4 ) , e m p l o i e d o n c le m o t à juste titre en p r é c o n i s a n t « un partenariat étroit avec la police et la justice » p o u r rétablir l'ordre dans les cours de récréation. Mais s'agissant de « négociations » entre p a t r o n a t et syndicats, la formulat i o n « discussions e n t r e p a r t e n a i r e s sociaux », si banale qu'elle ne retient pas la m o i n d r e attention, c o n t o u r n e un n o n - d i t , à savoir q u e p a t r o n a t et états-majors syndicaux œ u v r e n t e n s e m b l e au m a i n t i e n de la paix sociale, qu'ils s o n t - p o u r reprendre l'une de ces images sportives q u e la L Q R affectionne - du m ê m e côté du filet. L'entretien avec le b a r o n Seillière, cité plus h a u t , est titré par la rédaction : «Je suis frappé par la lucidité des syndicats ». Les auteurs de la n o t e annuelle de l'association Entreprise et Personnel (6 o c t o b r e 2 0 0 4 ) , « s t r u c t u r e à laquelle a d h è r e n t 1 6 0 grandes entreprises et qui est spécialisée dans le conseil en
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I - 28 a o û t 2004. La p h r a s e c o m p l è t e e s t : « E n t o u t c a s , je suis frappé par la lucidité des analyses faites au s o m m e t dans les s y n d i cats sur la n é c e s s i t é de r é f o r m e r par le dialogue s o c i a l . »

LA PROPAGANDE DU QUOTIDIEN

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ressources h u m a i n e s », n o t e n t q u e « les syndicats m a s q u e n t derrière des protestations indignées l'acceptation de fait des réformes ». A u t r e é v i t e m e n t , le t e r m e de privatisation, q u i j o u e sur l ' o p p o s i t i o n public/privé, où « privé » est pris dans le sens positif de ce q u i v o u s a p p a r t i e n t en p r o p r e (vie privée, p r o p r i é t é p r i v é e . . . ) . D i r e q u ' u n e entreprise a été privatisée, c'est exploiter c e t t e c o n n o t a t i o n , c'est faire o u b l i e r q u ' o n a pris au contraire un bien a p p a r t e n a n t en p r o p r e à la collectivité et q u ' o n l'a d o n n é - ou v e n d u à vil prix - à des actionnaires q u i v o n t le rationaliser p o u r en optimiser les résultats (la L Q R évite les t e r m e s é v o q u a n t sans fard l ' a c c u m u l a t i o n des richesses : il n'est g u è r e q u e s t i o n de bénéfice mais de résultat net, ni de profit mais de retour sur investissements). Lors des privatisations les plus i m p o p u l a i r e s , o n insiste sur l ' a c h a t d ' a c t i o n s p a r l e g r a n d public, q u i n e p e u t é v i d e m m e n t pas dépasser l'ordre d u dérisoire. Et le t e r m e m ê m e de privatisation disparaît dans les cas les plus scandaleux, s'agissant de la police, des prisons, de la guerre. D a n s l'évitement/substitution, le recours aux anglicismes est fréquent. C'est ainsi q u e préventif, sans d o u t e trop clair, est l e n t e m e n t remplacé par préemptif. « L'idée d ' u n e frappe p r é e m p t i v e [sur les installations nucléaires iraniennes] fait a u j o u r d ' h u i l'objet d'intenses débats à Tel-Aviv» {Le Monde, 26 n o v e m b r e 2 0 0 4 ) . D a n s le m ê m e registre, la gouvernance a fait son e n t r é e d a n s la L Q R , p r e n a n t des parts de m a r c h é à g o u v e r n e m e n t (trop étatique), à direct i o n (trop disciplinaire), à m a n a g e m e n t (trop t e c h n o c r a t i q u e , b i e n qu'assez a n c i e n d a n s l a n o v l a n g u e ) . D a n s Le Monde des livres du 2 s e p t e m b r e 2 0 0 4 , Alain R e n a u t ,
1

I

- Les A m é r i c a i n s l'utilisent principalement dans corporate governance,

c'est-à-dire la direction des entreprises par leurs actionnaires.

30

L Q R

auteur, n o u s dit-on, de « l'un des essais les plus percutants de la rentrée », déclare : « Séparé de sa c o m p o s a n t e sacrée, le p o u v o i r est n u . P o u r en réorganiser l'exercice, il faut trouver, secteur par secteur, de nouvelles modalités de gouv e r n a n c e . » Lors d u 1 0 F o r u m E c o n o m i e - S a n t é , t e n u le 18 n o v e m b r e 2 0 0 4 avec la participation du ministre de la S a n t é et de B e r n a r d K o u c h n e r , l ' u n e des conférences était consacrée à « la nouvelle gouvernance de l'assurancesanté ». D ' a p r è s les « C a h i e r s du m a n a g e m e n t » de L'Expansion (septembre 2 0 0 4 ) , « M e t t r e le système d'inform a t i o n (SI) au service de la prise de décisions, c'est l'ambit i o n - r é v o l u t i o n n a i r e - de la " g o u v e r n a n c e S I " ». Le 27 m a i 2 0 0 5 , à la veille du référendum constitutionnel, le Journal officiel publiait u n e a n n o n c e é m a n a n t du cabinet du P r e m i e r m i n i s t r e , d o n t l'objet était : « Prestation d ' é t u d e sur les stratégies de g o u v e r n a n c e d a n s différents pays européens ainsi qu'aux États-Unis, et sur l'évolution des attentes des o p i n i o n s publiques ». Sur ce dernier point, la réponse n'a guère t a r d é .
1 e 2

D a n s u n registre v o i s i n , E r n e s t - A n t o i n e Seillière explique q u e la n o t i o n d'« e n t r e p r e n e u r » - q u i désignait n a g u è r e un p e t i t p a t r o n du b â t i m e n t - « s'est parfaitem e n t e n r a c i n é e p o u r essayer de se s u b s t i t u e r à celle de "chef d ' e n t r e p r i s e " (hiérarchique) et à celle de " p a t r o n " (qui est un p e u a r c h a ï q u e q u a n d on l'associe à " p a t r o -

1 - À

r a p p r o c h e r de directeur

la q u e s t i o n du Conseil

posée

par son de la

ami

Luc Ferry, (sic) :

aujourd'hui

d'analyse

société

« C o m m e n t ce qui n'est q u ' I m m a n e n c e à l'humain p o u r r a i t - i l e n c o r e posséder ce caractère sacré en divertissement et vanité?» (Le l'absence du duquel t o u t n'est q u e Le Livre de

Sens

beau,

Paris,

p o c h e , B i b l l o essais, 2002, p. 303. « C l a r t é , é r u d i t i o n . Intelligence du propos, tout est dans cette somme», estime Le Figaro Magazine,

16 o c t o b r e 2 0 0 4 ) . 2 - On t r o u v e r a dans Nouveaux Regards, r e v u e de la F S U ( n ° 29, avril-juin 2 0 0 5 ) , un bon d o s s i e r s u r « La g o u v e r n a n c e et ses enjeux ».

LA

P R O P A G A N D E

DU

Q U O T I D I E N

31

n a t " ) . Il faut faire attention à la terminologie. " E n t r e p r e n e u r " , c'est positif, " p a t r o n " , c'est a u t o r i t a i r e , "chef d'entreprise", c'est t e c h n o l o g i q u e ». On voit le soin q u e n o s « élites » m e t t e n t à affiner le vocabulaire de la L Q R . C'est d'ailleurs le m ê m e Seillière q u i a r e m p l a c é la d é n o m i n a t i o n a r c h a ï q u e d u syndicat p a t r o n a l - l e C N P F o u C e n t r e n a t i o n a l du p a t r o n a t français - p a r le plus « positif » M o u v e m e n t des entreprises de France ou Medef.
1

L'autre fonction de l ' e u p h é m i s m e consiste à p r e n d r e un m o t banal, à en évacuer progressivement le sens et à s'en servir p o u r dissimuler u n vide q u i p o u r r a i t être i n q u i é t a n t . Soit p a r exemple, p o u r cette f o n c t i o n d e m a s q u e , l ' o m n i p r é s e n t e réforme: en L Q R , le m o t a d e u x usages p r i n c i p a u x . Le p r e m i e r est de r e n d r e a c c e p t a b l e s le d é m a n t è l e m e n t d ' i n s t i t u t i o n s p u b l i q u e s et l'accélération de la modernisation libérale : « Seule la m i s e en place i m m é d i a t e et accélérée d ' u n p r o g r a m m e de réformes p e u t rétablir n o t r e s i t u a t i o n é c o n o m i q u e », écrit E r n e s t A n t o i n e Seillière d a n s Le Monde du 1 j u i n 2 0 0 5 , au lend e m a i n d u r é f é r e n d u m sur l a C o n s t i t u t i o n e u r o p é e n n e . Et d a n s le m ê m e j o u r n a l , E d o u a r d Balladur, ancien Prem i e r m i n i s t r e , livre u n e belle d é n é g a t i o n : « Q u i d i t r é f o r m e n e d i t pas n é c e s s a i r e m e n t injustice, b i e n a u contraire » (17 a o û t 2 0 0 5 ) .
e r

D a n s son a u t r e usage, réforme est u n e m a n i è r e p o u r les g o u v e r n a n t s de signifier, face à u n e q u e s t i o n v r a i m e n t litigieuse, q u e la décision est prise de l'enterrer sous les e n q u ê t e s , r a p p o r t s et travaux de c o m m i s s i o n s . Le l o b b y des c o n s t r u c t e u r s c o n t r a i n t - i l le m i n i s t r e de l'Écologie à a b a n d o n n e r son projet de « m a l u s » p o u r l'assurance des
I - Entreprendre, d é c e m b r e 2004 (souligné p a r m o i . )

32

L Q R

voitures neuves les plus p o l l u a n t e s ? « Il a c o n f i r m é q u e d e u x g r o u p e s d e travail p a r l e m e n t a i r e s s e r a i e n t m i s e n place d'ici à fin s e p t e m b r e p o u r é t u d i e r c e t t e r é f o r m e et q u e des discussions a u r a i e n t l i e u . » Les d é p u t é s refusent-ils les C V a n o n y m e s p r o p o s é s p a r C l a u d e Bébéar, l'ancien P - D G d'Axa ? J e a n - L o u i s B o r l o o , m i n i s t r e de la C o h é s i o n sociale, a n n o n c e q u e cette r é f o r m e (le projet d ' a n o n y m a t ) sera étudiée p a r u n e c o m m i s s i o n t e c h n i q u e sous l'autorité d e l'ancien p r é s i d e n t d u H a u t C o n s e i l d e l'intégration et p a t r o n de S a i n t - G o b a i n , Roger F a u r o u x .
1

Bref, d e r r i è r e réforme, il n'y a rien q u e du v i d e . « Le m o t réforme ne renvoie en définitive à a u c u n e r é f o r m e particulière mais consacre la distance e n t r e ce q u i est b o n p o u r le p e u p l e et ce q u e celui-ci d é s i r e . » M a i s les politiciens, q u i s'affirment t o u s « réformistes », font leur p o s sible p o u r q u e c e t t e n o t i o n reste c r é d i b l e . J e a n - P i e r r e Raffarin affirmait d a n s un e n t r e t i e n a c c o r d é au Figaro Magazine (6 s e p t e m b r e 2 0 0 4 ) : « Il y a u n e "voie française" p o u r la réforme. J ' e n suis c o n v a i n c u : c'est u n e voie q u i n'est pas idéologique. L'idéologie c o n d u i t à l'impasse et à l ' i m m o b i l i s m e . [Cette voie française] repose sur u n e é q u a t i o n q u e je r é s u m e ainsi : " R é f o r m e = é c o u t e + j u s tice + fermeté" [ . . . ] . Il faut q u e la réforme soit é q u i t a b l e et q u ' à c e t t e fin, elle r e p o s e sur des leviers de j u s t i c e solides. »
2

D a n s ces p r o p o s , d e u x m o t s m é r i t e n t q u ' o n s'y arrête. Le p r e m i e r est idéologie, s e r v a n t ici à e x p r i m e r q u e « la voie française p o u r la réforme » se situe h o r s du c h a m p de la p o l i t i q u e - ce q u i reste difficile à é n o n c e r en ces t e r m e s p o u r u n P r e m i e r m i n i s t r e q u e l q u ' i l soit. L e

1 - la

Tribune,

15 s e p t e m b r e 2004. entretien avec Léa Gauthier et J e a n - M a r c

2 - Jacques

Rancière,

A d o l p h e , Mouvements, é t é 2004, p. 4 2 .

L A

P R O P A G A N D E

D U

Q U O T I D I E N

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s e c o n d m o t est équitable. D e p u i s la Théorie de la justice de J o h n Rawls, Y équité a. envahi le langage néolibéral en c h a s s a n t l'égalité d o n t l a p a s s i o n - c o m m e H a n n a h A r e n d t , R a y m o n d A r o n et François Furet o n t cherché à n o u s l ' a p p r e n d r e — m è n e d r o i t au goulag.

U n e réforme est s o u v e n t présentée c o m m e le m o y e n de sortir d ' u n e crise. C e t a u t r e m o t - m a s q u e est issu du vocab u l a i r e de la m é d e c i n e classique : la crise est le b r e f m o m e n t - q u e l q u e s heures - où les signes de la m a l a d i e ( p n e u m o n i e , t y p h o ï d e ) a t t e i g n e n t u n pic, après q u o i l e p a t i e n t m e u r t ou guérit. É t e n d u à l ' é c o n o m i e et à la politique, le t e r m e de crise a l o n g t e m p s désigné à juste titre un épisode grave mais limité d a n s le t e m p s : la crise de 1 9 2 9 , si p a r a d i g m a t i q u e q u ' o n l'appelle e n c o r e parfois « la Crise », fut un m o m e n t d ' e x c e p t i o n où l'on vit des b a n q u i e r s sauter par les fenêtres - ce q u i ne s'est m a l h e u r e u s e m e n t jamais r e p r o d u i t . Sous la I V R é p u b l i q u e , on a c o n n u d ' i n n o m b r a b l e s « crises ministérielles » et p e u t - ê t r e est-ce à ce m o m e n t - l à q u e le t e r m e de crise a cessé d'être réservé à des é v é n e m e n t s aigus. La dérive du m o t , actuell e m e n t e m p l o y é à contresens, n'est pas i n n o c e n t e : parler de crise à p r o p o s du l o g e m e n t , de l'emploi, du c o g n a c ou de l ' é d u c a t i o n n ' i m p l i q u e pas q u e leurs problèmes v o n t être résolus à c o u r t t e r m e . C h a c u n sait qu'ils s o n t t o u t à fait c h r o n i q u e s mais l'évocation d ' u n e crise, t e r m e a u q u e l c o n t i n u e à s'attacher malgré t o u t la n o t i o n d ' u n e t e m p o ralité brève, c o n t r i b u e à calmer les i m p a t i e n c e s , ce q u i est b i e n l'un des b u t s des e u p h é m i s m e s de la L Q R .
e

La m è r e de t o u t e s les crises actuelles, la crise économique, d u r e d e p u i s le d é b u t des a n n é e s 1 9 7 0 avec des fluctuations toujours expliquées p a r les t u r b u l e n c e s d ' u n é l é m e n t f o n d a m e n t a l , la croissance. La croissance sera-

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L Q R

t-elle au rendez-vous ou pas ? Les experts q u i s ' ex pr i men t sur cette q u e s t i o n o n t le sérieux des augures r o m a i n s exam i n a n t des entrailles. O n n e t r o u v e p a r m i e u x a u c u n é m u l e de ce g é n é r a l à q u i l ' o n d é c o n s e i l l a i t de livrer bataille parce q u e les p o u l e t s sacrés n'avaient pas m a n g é et q u i fit j e t e r les volatiles à la m e r en d i s a n t q u e s'ils n'avaient pas faim ils avaient p e u t - ê t r e soif. A u t o u r de la croissance s ' é t e n d u n e z o n e d ' é t o n n a n t e c r é d u l i t é : des é c o n o m i s t e s d e r e n o m s ' o p p o s e n t s u r les v a r i a t i o n s m i n i m e s (1,5 % au lieu de 1,6 %) d ' u n e g r a n d e u r part o u t p r é s e n t é e c o m m e s o u m i s e à des v a r i a t i o n s aléatoires : « E u r o p e : le spectre de la croissance m o l l e », titre Le Monde du 4 d é c e m b r e 2 0 0 4 , sans hésiter d e v a n t cette i r r u p t i o n de N o s f e r a t u chez v o n H a y e k . Et d a n s le corps de l'article : « A p r è s l'espoir, l ' i n q u i é t u d e : alors q u e la p r e m i è r e partie de l'année avait p l u t ô t réservé de bonnes surprises, la s e c o n d e voit s'accumuler les mauvaises. » Et d i x - h u i t m o i s plus tard : « L'économie française va-t-elle b a s c u l e r d a n s le r o u g e ? La c r o i s s a n c e française, encore vigoureuse au quatrième trimestre 2004 [les augures n ' o n t jamais p e u r de se c o n t r e d i r e ] , est a t t e n d u e en n e t t e baisse au p r e m i e r t r i m e s t r e 2 0 0 5 » {Le Journal du dimanche, 15 m a i 2 0 0 5 ) . C o m m e il n'est pas possible de c o n v e n i r o u v e r t e m e n t du caractère imprévisible de la croissance, la L Q R utilise des m é t a p h o r e s t a n t ô t m é t é o r o l o g i q u e s (« C o u p de froid enregistré p a r la croissance française au p r e m i e r t r i m e s t r e 2 0 0 5 », Le Figaro Economie, 24 m a i 2 0 0 5 ) ; t a n t ô t a é r o n a u t i q u e s (« Le t r o u d'air est derrière n o u s », i n d i q u e T h i e r r y B r e t o n , m i n i s t r e de l ' É c o n o m i e , q u i a v o u e c e p e n d a n t , en un é t o n n a n t l o o p i n g , q u e « le p l a n c h e r de [sa] p r é c é d e n t e f o u r c h e t t e de prévisions est p l u t ô t d e v e n u le plafond », Le Monde, 21 j u i n 2 0 0 5 ) ; ou e n c o r e h i p p i q u e s : « D ' u n e m a n i è r e générale, les é c o n o mistes p a r i a i e n t s u r u n i m p a c t m o d é r é e t i n d i r e c t [ d u

L A

P R O P A G A N D E

D U

Q U O T I D I E N

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r é f é r e n d u m c o n s t i t u t i o n n e l ] sur la croissance » {Les Echos, 30 mai 2005). L a croissance tient u n e g r a n d e place d a n s l a L Q R p o u r d e u x raisons. La p r e m i è r e est le caractère m a g i q u e des d o n n é e s chiffrées, q u i confère aux énoncés les plus invrais e m b l a b l e s o u les p l u s o d i e u x u n e r e s p e c t a b i l i t é q u a s i scientifique. Ainsi p e u t - o n lire d a n s Le Figaro (10 j u i n 2 0 0 5 ) : « Le m i n i s t r e de l ' I n t é r i e u r , N i c o l a s Sarkozy, a a n n o n c é hier avoir fixé à ses services un objectif de hausse de 50 % des r e c o n d u i t e s à la frontière de clandestins en 2 0 0 5 . "Il faut retrouver la maîtrise q u a n t i t a t i v e des flux", a déclaré le p r é s i d e n t de l ' U M P . » Ou b i e n sur un m o d e différent d a n s Le Journal du dimanche du 12 j u i n 2 0 0 5 : « La part d ' a u d i e n c e [de La Ferme 2] est de 3 9 , 1 % sur les f e m m e s de m o i n s de 50 ans à 20 h 50 et de 4 3 , 3 % sur la m ê m e cible à 19 h e u r e s . » Ou e n c o r e , en plus sinistre : « En d é p i t des guerres et de la pauvreté, le c o n t i n e n t n o i r a enregistré en 2 0 0 4 sa plus forte croissance d e p u i s h u i t a n s » {LeMonde, 24 m a i 2 0 0 5 ) . Les h a b i t a n t s des t o w n ships d ' A f r i q u e d u S u d , les travailleurs-esclaves des complexes industriels du Nigeria, les 25 millions de séropositifs du « c o n t i n e n t n o i r » s e r o n t s û r e m e n t c o n t e n t s de l'apprendre. La s e c o n d e raison q u i fait l'intérêt « p o l i t i q u e » de la croissance est son caractère m y s t é r i e u s e m e n t i n c o n t r ô lable. Elle est la principale des contraintes extérieures sur lesquelles on ne p e u t rien sauf en déplorer les effets rétrécissants sur la marge de manœuvre. Les effets erratiques de la croissance s o n t censés n ' é p a r g n e r p e r s o n n e . Rares s o n t les mauvais esprits q u i font r e m a r q u e r q u ' e n 2 0 0 3 , alors q u e la croissance française n'a été q u e de 0,6 %, les salaires des p a t r o n s d u C A C 4 0 o n t a u g m e n t é d e 10,3 % . Dans l'ébauche de p r o g r a m m e récemment publiée par trois anciens ministres socialistes, la croissance est appelée

36

L Q R

au secours à p l u s i e u r s reprises, c o m m e Achille d a n s Y Iliade: « S o r t i r la F r a n c e de l ' a t o n i e é c o n o m i q u e en r e n o u a n t avec u n e croissance plus f o r t e . . . » ; « Sans croiss a n c e , pas de m o y e n s suffisants p o u r la s o l i d a r i t é . . . » Avec la « p o l i t i q u e v o l o n t a r i s t e et progressiste », le « c o n t e n u fort du r é f o r m i s m e de g a u c h e », la d é m o c r a t i e « p o u r un m o d è l e de d é v e l o p p e m e n t d u r a b l e », cet article c o n s t i t u e u n véritable f l o r i l è g e d e L Q R signé par M a r t i n e Aubry, Jack L a n g et D o m i n i q u e Strauss-Kahn (« Du c o u rage p o u r faire gagner la g a u c h e », Le Monde, 6 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) . L'accession de la croissance à un statut de m a s q u e magique témoigne de la décadence de la pensée et du vocabulaire économiques depuis trente ans. D a n s sa leçon du 7 mars 1 9 7 9 , M i c h e l F o u c a u l t p o u v a i t encore dire qu'« à la suite de la g r a n d e crise des a n n é e s 1 9 7 0 , t o u s les g o u v e r n e m e n t s quels qu'ils soient savaient b i e n q u e les éléments é c o n o m i q u e s qu'ils devaient nécessairem e n t p r e n d r e e n c o n s i d é r a t i o n , quelle q u e soit l a n a t u r e de ces o p t i o n s , quels q u e soient ces choix et ces objectifs, c'étaient le plein e m p l o i , la stabilité des prix, l'équilibre de la b a l a n c e des p a i e m e n t s , la croissance du PNB, la r e d i s t r i b u t i o n des revenus et des richesses et la f o u r n i t u r e des biens s o c i a u x », é n u m é r a t i o n où la croissance n'est q u ' u n é l é m e n t mis sur le m ê m e p l a n q u e les a u t r e s .
1

M e n e r des réformes p o u r sortir de la crise si, n o n pas D i e u , mais la croissance le p e r m e t , telle est la c o n d u i t e p r ô née par les experts, approuvée par les financiers et mise en pratique par les politiciens. C'est p o u r d o n n e r à ce fauxsemblant un vernis de respectabilité q u e l'on crée de H a u t s C o m m i s s a r i a t s , d e H a u t s Conseils, d e H a u t e s Autorités,

I

-

Naissance

de

la

blopoiltique,

Cours

au

Collège

de

France,

1978-

/ 9 7 9 , op. cit., p. 200 (souligné p a r m o i ) .

L A

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ou la majesté du Haut sert à m a s q u e r le vide : « François Fillon [ministre de l'Education nationale] devrait créer u n e H a u t e Autorité de l'Éducation, mais qui ne déciderait pas des p r o g r a m m e s » {Libération, 1 8 n o v e m b r e 2 0 0 4 ) . O n i m a g i n e quels v o n t être les p o u v o i r s du H a u t C o n s e i l à l'intégration ou de la H a u t e Autorité contre les discriminations r é c e m m e n t mis en place. D e r n i è r e m e n t , on m ' a fait r e m a r q u e r à quel p o i n t les e u p h é m i s m e s de la langue vectrice de l'idéologie néolibérale en France ressemblent aux discours t e n u s en U n i o n soviétique dans sa phase t e r m i n a l e . « N o u s accomplissons actuellement - écrivait en 1989 V a d i m Zagladine, politologue - u n e restructuration psychologique. » Et plus loin : « Selon la c o n c e p t i o n soviétique actuelle, la sécurité ne p e u t être assurée q u e p a r les efforts conjoints de t o u s les m e m b r e s de la c o m m u n a u t é m o n d i a l e . » Nikolaï Sliounkov, m e m b r e du Bureau politique et secrétaire du C o m i t é central du P C U S , affirmait la m ê m e année : « N o u s aspirons à ce q u e les intérêts individuels s'allient h a r m o n i e u s e m e n t à ceux de la société. C ' e s t ce à q u o i n o u s v o u l o n s aboutir au m o y e n de la transparence et de la garantie de la participation réelle de c h a c u n à la gestion . » Ne dirait-on pas Chirac, ou Borloo, ou Strauss-Kahn ?
1 2 3

P a r m i les m o t s - m a s q u e s , les c o m p o s é s en post- constit u e n t un s o u s - g r o u p e i m p o r t a n t : le préfixe post d o n n e à p e u de frais l'illusion du m o u v e m e n t là où il n'y en a pas.

1 - Ce « o n » désigne un ami du groupe Tiqqun qui tient à l'anonymat. 2 Pour la restructuration et l'humanisation des relations internationales,

M o s c o u . Éditions de l'agence de presse N o v o s t i . 1989, pp. 78 et 80. 3 La restructuration de l'économie est un objectif politique majeur,

M o s c o u , É d i t i o n s de l'agence de p r e s s e N o v o s t i , 1989, p. 29.

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Post-colonialisme, par exemple, expose au d a n g e r d'oublier ou de faire oublier q u e le pillage c o n t i n u e après les c h a n g e m e n t s d ' é t i q u e t t e s d a n s les pays en développement {émergents s'ils o n t des ressources pétrolières et en t o u t cas j a m a i s « du t i e r s - m o n d e », expression b a n n i e , é v o q u a n t les mauvais souvenirs des luttes de libération des années 1960) - et q u ' e n France m ê m e sévissent toujours l'imaginaire et les p r a t i q u e s coloniales. C e t t e p e r m a n e n c e s'est m a n i f e s t é e lors d u v o t e p a r l ' A s s e m b l é e n a t i o n a l e , l e 10 février 2 0 0 5 , d ' u n e loi i m p o s a n t aux p r o g r a m m e s scolaires d'« a c c o r d e r à l ' h i s t o i r e de la p r é s e n c e française o u t r e - m e r , n o t a m m e n t e n A f r i q u e d u N o r d , l a place qu'elle m é r i t e ». Un tel r é v i s i o n n i s m e légal, o u t r e qu'il est, sauf erreur, sans p r é c é d e n t e n F r a n c e , m o n t r e b i e n q u e p a r m i « nos élites » l'esprit du colonialisme est t o u j o u r s bien vivant. Selon la vulgate néolibérale, n o u s vivons dans u n e société post-industrielle. Faire disparaître l'industrie a bien des avantages : en r e n v o y a n t l'usine et les ouvriers d a n s le passé, on r a n g e du m ê m e c o u p les classes et leurs luttes d a n s l e p l a c a r d aux a r c h a ï s m e s , o n a c c r é d i t e l e m y t h e d ' u n e i m m e n s e classe m o y e n n e solidaire e t conviviale d o n t ceux q u i se t r o u v e n t exclus ne p e u v e n t être q u e des paresseux ou des clandestins. Le glissement est facilité par les modifications d a n s le r e c r u t e m e n t de ceux q u i c o n t i n u e n t à faire t o u r n e r l'industrie. S'il n'est plus q u e s t i o n des fameux OS des années 1 9 6 0 - 1 9 7 0 (« ouvriers spécialisés », e u p h é m i s m e d é s i g n a n t alors ceux q u i travaillaient à la c h a î n e , n o n spécialisés j u s t e m e n t ) , c'est qu'il n ' y a p l u s b e a u c o u p de « F r a n ç a i s de s o u c h e » ni m ê m e de Blancs p a r m i leurs successeurs sur les chaînes d e m o n tage. C e l a aide à leur o c c u l t a t i o n en t a n t qu'ouvriers — ce q u i n e les e m p ê c h e é v i d e m m e n t pas d ' a p p a r a î t r e , d a n s d'autres r u b r i q u e s et d'autres lieux, en t a n t qu'immigrés.

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Pour les c h a m p s de bataille de la guerre civile m o n d i a l e où les a r g u m e n t s s o n t des balles réelles, les médias et les politiciens français o n t mis a u p o i n t u n e e u p h é m i s a t i o n particulière q u i m o n t r e leur souci d e défendre l ' h o m m e blanc, en b u t t e aux attaques déloyales d'intégristes plus ou m o i n s basanés. T i t r e r «Bavure» {Libération, 7 o c t o b r e 2 0 0 4 ) un article é v o q u a n t le m e u r t r e d ' u n e écolière palest i n i e n n e p a r des soldats israéliens q u i « avaient pris s o n cartable p o u r u n e charge explosive », c'est transformer un c r i m e d e guerre e n u n e grosse bêtise m é r i t a n t u n e b o n n e r é p r i m a n d e . Qualifier d'offensive - c o m m e s'il s'agissait d ' u n e m a n œ u v r e d e R o m m e l o u d e Rokossovski — u n e r é o c c u p a t i o n motorisée d u n o r d d e l a b a n d e d e G a z a o u des raids américains sur les villes irakiennes (« Les forces américaines o n t poursuivi leur offensive visant les bastions de la rébellion s u n n i t e », Le Figaro, 7 o c t o b r e 2 0 0 4 ) , c'est o c c u l t e r q u e ces a c t i o n s m e n é e s avec des chars et des avions visent essentiellement des p o p u l a t i o n s civiles. Parler de rebelles (« Q u e l q u e 1 6 0 0 m e m b r e s de la police irak i e n n e et 1 2 0 0 soldats a m é r i c a i n s s o n t déployés à M o s s o u l depuis m a r d i et s'apprêtent à d o n n e r l'assaut aux p o s i t i o n s rebelles p o u r rétablir l ' o r d r e » , Le Monde, 2 1 22 n o v e m b r e 2 0 0 4 ) , c'est accréditer l ' o p i n i o n qu'il existe e n Irak u n p o u v o i r l é g i t i m e a u q u e l s ' o p p o s e r a i e n t des « rebelles » (venus de l'étranger). Q u a n d un g r o u p e a r m é d é t r u i t un fortin israélien à Rafah, dans le s u d de la b a n d e de Gaza, qualifier cet acte de résistance d'attaque de terroristes ou d'attentat (France 2, 13 d é c e m b r e 2 0 0 4 , et France 3, m ê m e date), c'est reprendre les termes qu'utilisait c o n t r e la Résistance le regretté P h i l i p p e H e n r i o t , secrétaire d ' E t a t à l ' I n f o r m a t i o n du g o u v e r n e m e n t de Vichy, a b a t t u p a r un corps franc en avril 1 9 4 4 . Au l e n d e m a i n de ses funérailles solennelles, on p o u v a i t lire d a n s Combats, le journal de la Milice : « Philippe H e n r i o t , n o u s

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L Q R

vous renouvelons la promesse de c o m b a t t r e , p o u r gagner, p o u r débarrasser la F r a n c e de ces b a n d e s de pillards q u i terrorisent nos p r o v i n c e s . »
1

U n e f o r m e p a r t i c u l i è r e d e l ' e u p h é m i s m e est l'amplific a t i o n r h é t o r i q u e . Par un effet de d é r é a l i s a t i o n , elle p e r m e t d e tirer p a r t i d u p o u v o i r d r a m a t i s a n t d e certaines expressions sans a u c u n r i s q u e d ' ê t r e pris au m o t . Tel est le cas des i m a g e s et m é t a p h o r e s guerrières p a r lesquelles la l a n g u e p u b l i q u e c h e r c h e à c o n v a i n c r e de la d é t e r m i n a t i o n de nos dirigeants. Lors de l'enlèvement de C h r i s t i a n C h e s n o t et de G e o r g e s M a l b r u n o t en Irak - je reviendrai sur « leur chauffeur syrien » -, t o u s les q u o t i d i e n s , t o u t e s les r a d i o s e t t é l é v i s i o n s o n t d é c r é t é l a mobilisation générale, suivis p a r C h i r a c d a n s sa déclarat i o n du 29 a o û t 2 0 0 4 : « Le G o u v e r n e m e n t , sous l ' a u t o r i t é d u P r e m i e r m i n i s t r e , est e n t i è r e m e n t m o b i l i s é . » L ' a n t i e n n e est reprise lors de la l i b é r a t i o n des otages : « La m o b i l i s a t i o n a p a y é », t i t r e Le Parisien du 2 2 d é c e m b r e 2 0 0 4 . L e m ê m e jour, mobilisation a p p a r a î t c i n q fois d a n s la d o u b l e p a g e c o n s a c r é e p a r Le Monde à l ' é v é n e m e n t , e t d e u x fois d a n s l ' é d i t o r i a l ( « B o n h e u r e n c o r e d'avoir assisté à u n e m o b i l i s a t i o n , à u n e solidarité sans failles... »). Et J a c q u e s C h i r a c salue d a n s u n e d é c l a r a t i o n télévisée « la m o b i l i s a t i o n et l ' u n i t é de t o u s les Français ». Q u e l q u e s m o i s p l u s t a r d , après le référend u m c o n s t i t u t i o n n e l , l e m ê m e affirme q u e « [l'emploi] exige u n e m o b i l i s a t i o n n a t i o n a l e . C e t t e m o b i l i s a t i o n , j e suis d é c i d é à l ' i n s c r i r e r é s o l u m e n t d a n s le r e s p e c t de n o t r e m o d è l e français » (discours sur t o u t e s les chaînes nationales, 30 mai 2 0 0 5 ) . Le 2 juin, D o m i n i q u e de

I

- Jacques

Delperrié

de

Bayac,

Histoire de la Milice,

Paris,

Fayard,

1969, p. 503.

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V i l l e p i n , n o u v e a u P r e m i e r m i n i s t r e , d é c l a r e sur T F 1 : « Le p r é s i d e n t de la R é p u b l i q u e a fixé la feuille de r o u t e , c'est la bataille p o u r l ' e m p l o i q u i va c o n s t i t u e r la p r i o rité de ce g o u v e r n e m e n t . » La feuille de route, déjà passab l e m e n t usée a u P r o c h e - O r i e n t , r e p r e n d n é a n m o i n s d u service sous d ' a u t r e s d r a p e a u x : F r a n c o F r a t t i n i , a n c i e n m i n i s t r e des Affaires é t r a n g è r e s d e B e r l u s c o n i e t n o u veau commissaire européen en charge de la Justice et des Affaires i n t é r i e u r e s , a n n o n c e q u ' i l « p r é s e n t e r a au d é b u t d e l'an p r o c h a i n u n e "feuille d e r o u t e " p o u r a m é liorer la c o o p é r a t i o n e n t r e les polices afin de m i e u x p r o t é g e r les f r o n t i è r e s e x t é r i e u r e s de l ' E u r o p e à 25 » {Le Figaro Economie, 13 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) . T h i e r r y Bret o n , P - D G d e F r a n c e T e l e c o m , est n o m m é m i n i s t r e des F i n a n c e s : « C e n t r i s t e c o n v e r t i a u l i b é r a l i s m e [ . . . ] , "il est t e n d u à 100 % vers l'efficacité, il d o n n e u n e feuille de r o u t e à ses t r o u p e s avec des objectifs très p r é c i s à atteindre coûte que coûte", témoigne un consultant » {Le Journal du dimanche, 27 février 2 0 0 5 ) . C ' e s t d a n s l e m ê m e registre b e l l i q u e u x q u e l'on p e u t r a n g e r la guerre de civilisations (« L ' u n i q u e o b j e c t i f des "jihadistes", inspirés p a r B e n L a d e n , est d ' a l l u m e r l'étincelle d ' u n e guerre de civilisations », écrit Patrick Sabatier e n b o n d i s c i p l e d e S a m u e l H u n t i n g t o n , d a n s Libération du 30 a o û t 2 0 0 4 ) ; ou b i e n e n c o r e la prise en otage des usagers du R E R p a r les grévistes, le coup de main de Bolloré sur H a v a s , le fer de lance de l ' é c o n o m i e , la garde rapprochée de tel ou tel o l i g a r q u e , Y offensive sur le front des prix avec opérations coup de poing {Le Figaro Economie, m ê m e d a t e ) . Les m i n i s t r e s montent au créneau p o u r d é f e n d r e le o u i au r é f é r e n d u m sur la C o n s t i t u t i o n e u r o p é e n n e . « A Bercy, on voit déjà u n e "fenêtre de t i r " a p r è s le r é f é r e n d u m si le o u i l ' e m p o r t e » {Le Monde, 18 m a i 2 0 0 5 ) .

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L Q R

M a i s le v e r s a n t g u e r r i e r de la L Q R ne se l i m i t e pas à ces inoffensives i m a g e s . D è s qu'il y a r u m e u r de guerre d a n s l e m o n d e , o n v o i t s'avancer e n p h a l a n g e les p e n seurs casqués de l'ex-nouvelle p h i l o s o p h i e , les stratèges de la g u e r r e p r é v e n t i v e et les clausewitziens des g r a n d s quotidiens. Déjà, en 1987, Jean-Paul Escande, A n d r é G l u c k s m a n n , B e r n a r d K o u c h n e r e t Yves M o n t a n d e n j o i g n a i e n t au g o u v e r n e m e n t français de j o i n d r e « Le geste et la p a r o l e » en i n t e r v e n a n t m i l i t a i r e m e n t au T c h a d : « N o u s ne s o m m e s pas des " b o u t e - f e u " , n o u s ne s o u h a i t o n s en a u c u n cas q u e n o t r e pays déclare et fasse la g u e r r e à la Libye. M a i s n o u s ne p o u v o n s n o u s satisfaire de la barrière fictive du 1 6 parallèle, n o t i o n stratég i q u e q u i ne p r o t è g e pas n o s a m i s de la mitraille. Il faut rester fermes [ . . . ] . Intellectuels, n o u s s o u h a i t o n s q u e l a F r a n c e j o i g n e le geste à la p a r o l e . » D a n s ces q u e l q u e s lignes, on p e u t repérer certains traits récurrents du d i s c o u r s L Q R - v a - t - e n - g u e r r e : la d é n é g a t i o n ( n o u s ne s o m m e s p a s d e s « b o u t e - f e u » m a i s des h u m a n i s t e s ) , l ' a u t o l é g i t i m a t i o n ( n o u s s o m m e s des experts, des intell e c t u e l s ) et la v a n i t é d e s b a r o u d e u r s ( s u p e r b e à cet égard, la c r i t i q u e p a r B e r n a r d K o u c h n e r du livre de Bern a r d - H e n r i Lévy, Réflexions sur la guerre : « C i n q g r a n d s articles é c r i t s , d e n t s serrées, p o u r Le Monde, d a n s la s u e u r et la fatigue, sur des c h e m i n s q u i b r i s e n t le d o s , là où le réel e n t r e p a r les p i e d s , grâce à l'effort et au c o u rage. Je les c o n n a i s ces r o u t e s de l ' e x t r ê m e . Je les ai p a r c o u r u e s avec u n e t r o u s s e d e m é d e c i n e n p e n s a n t q u e l ' h u m a n i t a i r e s a n s l a p o l i t i q u e est aussi i n u t i l e q u e
e 1

I

- Le Monde, des

I

e r

janvier et

1987. D i x - h u i t ans plus t a r d , on r e t r o u v e de leurs amis (Pascal Bruckner, André

nombre

mêmes

G l u c k s m a n n , R o m a i n G o u p i l , B e r n a r d - H e n r i L é v y ) signant u n appel p o u r soulager la famine au N i g e r : la g u e r r e p r é v e n t i v e et l'action h u m a n i t a i r e s o n t bien les deux faces de la m ê m e m o n n a i e .

LA

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DU

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l'inverse. On n'écrit pas la guerre dans son salon », Le Monde, 26 o c t o b r e 2 0 0 1 ) . D e v a n t la perspective de voir la France c o m p r o m e t t r e l e d é c l e n c h e m e n t d e l a g u e r r e e n Irak, A n d r é G l u c k s m a n n s'inquiète : « Le 30 janvier 2 0 0 3 , à 14 h 3 0 , je sortais du Q u a i d'Orsay. A b a s o u r d i . Triste. Je devinais q u e la France, décidée à pousser sa querelle, allait user du m a x i m u m de ressources, influences, amitiés, pouvoirs, ruses et ficelles disponibles p o u r b l o q u e r le " c a m p " américain et i n t e r d i r e t o u t e i n t e r v e n t i o n m u s c l é e e n Irak, pis, t o u t e menace d'intervention . »
1

U n e fois la guerre lancée et « g a g n é e », les intellectuels e n treillis e x p r i m e n t l e u r satisfaction d a n s u n l a n g a g e s t é r é o t y p é : « Karzaï [le p r é s i d e n t de l'Afghanistan] est u n h o m m e des L u m i è r e s . C ' e s t l e p r o t o t y p e d e ces m u s u l m a n s éclairés, m o d e r n e s , d o n t i l faut p a r t o u t r e n forcer les p o s i t i o n s », e x p l i q u e B e r n a r d - H e n r i L é v y . Au l e n d e m a i n d e l a p r i s e d e B a g d a d , Pascal B r u c k n e r , André G l u c k s m a n n et R o m a i n Goupil s'exclament : « Q u e l l e joie de voir le p e u p l e i r a k i e n en liesse fêter sa l i b é r a t i o n et ses l i b é r a t e u r s » {Le Monde, 15 avril 2 0 0 3 ) . A u c u n e g ê n e p o u r les p r o n o s t i c s n o n réalisés, les c o m p r o m i s s i o n s q u e le t e m p s s'est chargé de r e n d r e i n d é f e n dables. D ' é d i t o r i a l e n éditorial, o n v o i t P a t r i c k Sabatier, l ' u n des j o u r n a l i s t e s les p l u s p o u s s e - à - l a - g u e r r e d ' I r a k (« Ecraser le n i d de vipères », Libération, 5 avril 2 0 0 3 ) , r e t o u r n e r d o u c e m e n t sa veste : « La victoire est a m è r e de c o n s t a t e r q u e t o u s les risques c o n t r e lesquels les É t a t s U n i s a v a i e n t été m i s e n g a r d e p a r c e u x q u i j u g e a i e n t aussi a v e n t u r e u s e q u e m a l f o n d é e leur "guerre p r é v e n 2

1 - Ouest contre Ouest, P a r i s , H a c h e t t e L i t t é r a t u r e , 2004, p. I I. 2 - Récidives, P a r i s , G r a s s e t , 2004, p. 8 4 1 .

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tive", s o n t d e v e n u s r é a l i t é » {Libération, 19 m a r s 2 0 0 4 ) . Sabatier a u r a i t pu préciser qu'il n'avait pas à l ' é p o q u e de m o t s assez d u r s c o n t r e « c e u x q u i j u g e a i e n t . . . »). P o u r qualifier la s i t u a t i o n en I r a k et en A f g h a n i s t a n , l ' i m a g e du bourbier r e v i e n t fréquemment dans les médias. L'envie me v i e n t de dire c o m m e les enfants : « C ' e s t c'lui q u i l'dit q u ' y est. »

UN

RENVERSEMENT

DE LA D É N É G A T I O N F R E U D I E N N E ? D a n s l e l a n g a g e p s y c h a n a l y t i q u e , l a d é n é g a t i o n est l ' e x p r e s s i o n , s u r l e m o d e d u refus, d ' u n désir refoulé. J ' i g n o r e s i les p s y c h a n a l y s t e s o n t u n m o t p o u r d é s i g n e r c e q u i e n serait c o m m e u n e s o r t e d e v a r i a n t e inversée. La L Q R fait g r a n d usage de ce t o u r : p r é t e n d r e avoir ce q u ' o n n'a pas, se féliciter le p l u s p o u r ce q u ' o n sait p o s séder le m o i n s . Ainsi, dans les l o r s q u e la p r é c a r i t é est v e n u e s'ajouter au entreprises, lorsque la consommation des c o n t r ô l e disciplinaire p o u r effacer ce q u i restait d ' h u m a i n d r o g u e s p s y c h o t r o p e s p a r les salariés a c o m m e n c é à exploser, les anciens directeurs du p e r s o n n e l se s o n t vus transformés en directeurs des ressources humaines, les D R H . (La p a r e n t é est curieuse entre les théories n é o l i b é rales du « capital h u m a i n » et la b r o c h u r e de Staline l o n g t e m p s diffusée p a r les É d i t i o n s Sociales, L'Homme, capital le plus précieux?) De m ê m e , q u a n d t o u t c o n c o u r t à l'isolement, il n'est q u e s t i o n q u e de dialogue, Rechange, de communication et le m o t ensemble — j ' y reviendrai — prolifère sur les m u r s . D a n s l'opacité r é g n a n t e — « p o l i t i q u e », financière, p o l i cière - , o n e n t e n d d i r e d e p u i s l o n g t e m p s q u e seule l a

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transparence p e r m e t le j e u d é m o c r a t i q u e . Le juriste J e a n Jacques D u p e y r o u x ironisait déjà sur la n o t i o n il y a plus de dix ans, à l'occasion d ' u n e loi sur le p a t r i m o i n e et les revenus des p a r l e m e n t a i r e s (« B o n a p p é t i t , messieurs », Le Monde du 28 o c t o b r e 1 9 9 2 : « Et c'est finalement un texte b i d o n q u i n ' i m p o s e p l u s a u c u n e t r a n s p a r e n c e d e q u o i q u e ce soit q u i a été a d o p t é en p r e m i è r e lecture à l'Assemblée, à la sauvette et - fait extraordinaire - à m a i n l e v é e » ) . D é s o r m a i s , o n v o i t l a « t r a n s p a r e n c e » confiée a u x r e n s e i g n e m e n t s g é n é r a u x : « D è s m o n arrivée au m i n i s t è r e [de l ' I n t é r i e u r ] , j ' a i d e m a n d é à avoir u n e p h o t o g r a p h i e la plus précise possible de la s i t u a t i o n de l'islam en F r a n c e . C a r sans ce travail de t r a n s p a r e n c e , c'est l a p e u r q u i l ' e m p o r t e » ( D o m i n i q u e d e V i l l e p i n , e n t r e t i e n accordé au Parisien, 7 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) . I l entre s o u v e n t u n e p a r t d e c o m i q u e involontaire d a n s ces efforts de p r o m o t i o n à t o u t prix. À u n e é p o q u e où l'on c o m p t e u n n o m b r e i n h a b i t u e l d'escrocs e t d e m e n teurs au plus h a u t niveau des grandes sociétés, des partis et de l'État, où l'on ne sait plus si le m o t affaires a trait a u x activités é c o n o m i q u e s ou aux scandales financiers, les oligarques et leur p e r s o n n e l de h a u t r a n g s o n t présentés d a n s les m é d i a s c o m m e nos élites^. D a n s l'éditorial de Libération p a r u le l e n d e m a i n du r é f é r e n d u m c o n s t i t u t i o n n e l , Serge J u l y écrit q u e les p a r t i s a n s d u n o n o n t rejeté « la c o n s t r u c t i o n e u r o p é e n n e , l'élargissement, les élites, la r é g u l a r i s a t i o n du l i b é r a l i s m e , le r é f o r m i s m e , l ' i n t e r n a t i o n a l i s m e , m ê m e la g é n é r o s i t é ». Le m ê m e j o u r (30 m a i 2 0 0 5 ) , on p o u v a i t lire d a n s Le Parisien:

I

-

Il

esc

révélateur

que

le

terme

d'oligarques

soit

rarement

e m p l o y é p o u r d é s i g n e r les h o m o l o g u e s français de c e u x qui r é g n e n t sur la R u s s i e p o s t - s o v i é t i q u e par l'intrication des affaires et de la « p o l i t i q u e ».

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« Le r é s u l t a t - q u e M i c h è l e A l l i o t - M a r i e t i e n t p o u r "une défaite de la France" - est d o n c , p o u r les élites, un désaveu cruel. » Le 1 j u i n , A l a i n - G é r a r d Slama affirmait sur France C u l t u r e q u e « La victoire du n o n consacre le discrédit d a n s lequel n o s élites s o n t t o m b é e s ». Le 2 j u i n , Le Nouvel Observateur titrait en c o u v e r t u r e : « Le p o u v o i r rejeté, les élites d é s a v o u é e s , l ' E u r o p e s a n c t i o n n é e » et, dans le m ê m e n u m é r o , Jacques Julliard notait dans sa c h r o n i q u e : « D a n s t o u s les cas, c'est le c o n t r a t n a t i o n a l q u i est g r a v e m e n t a t t e i n t . . . L a faute e n i n c o m b e d ' a b o r d aux élites. » R e m p l a ç a n t p r e s q u e n a ï v e m e n t , sans guillem e t s ni i r o n i e a u c u n e , le s y n t a g m e caste dominante, le t e r m e d'élites aligne le vocabulaire « p o l i t i q u e » sur celui des c o m m e n t a i r e s sportifs o ù i l est d e p u i s l o n g t e m p s q u e s t i o n - à juste titre d'ailleurs - de l'élite du cyclisme italien ou du football brésilien.
e r

S'agissant d e l a x é n o p h o b i e e t d u r a c i s m e a m b i a n t s , on v o i t j o u e r à p l e i n l ' a u t o justification p r é v e n t i v e . P o u r s'écarter sans r i s q u e des p o s i t i o n s lepénistes, on exalte le métissage (« e n t r é au P a n t h é o n » avec A l e x a n d r e D u m a s , selon la m é m o r a b l e m a n c h e t t e du Mondé) et s u r t o u t le multi ou pluriculturalisme. A i n s i a - t - o n a p p r i s q u ' à l'Assemblée n a t i o n a l e , le 9 j u i n 2 0 0 5 , « l ' U M P a choisi de consacrer sa deuxième C o n v e n t i o n p o u r un projet p o p u l a i r e à la q u e s t i o n de l ' i m m i g r a t i o n et de l'intégrat i o n . R é a l i t é des flux m i g r a t o i r e s , pluriculturalisme, q u a r t i e r s sensibles, i d e n t i t é d e l a F r a n c e , e n j e u x d e l a c o n s t r u c t i o n e u r o p é e n n e : ces sujets s o n t p e r ç u s avec p a s s i o n p a r les F r a n ç a i s ». La m a n œ u v r e est a d r o i t e : c o m m e n t n e pas suivre l e p r e m i e r m o u v e m e n t d ' e m p a t h i e , c o m m e n t n e pas s e laisser s é d u i r e p a r l ' i d é e d e p l u r a l i t é culturelle ? D ' a u t a n t p l u s q u e sévit en c o n t r e p o i n t le d i s c o u r s sur l'universalité de la R é p u b l i q u e et q u e l ' a n a t h è m e est l a n c é s u r le communautarisme et

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l'identitaire . M a i s le m u l t i c u l t u r a l i s m e est u n e n é b u leuse où il est facile de s'égarer. F a b i e n O l l i e r a d é c r i t le l a n c e m e n t d e l a n o t i o n a u c o u r s des a n n é e s 1 9 7 0 - 1 9 8 0 p a r l ' e x t r ê m e d r o i t e la plus i n t e l l i g e n t e et la p l u s d u r e , celle d ' A l a i n d e B e n o i s t e t d e s m e m b r e s d u G R E C E ( G r o u p e m e n t d e r e c h e r c h e e t d ' é t u d e s d e l a civilisation e u r o p é e n n e ) . L e u r c h a m p s é m a n t i q u e , « focalisé a u t o u r de l ' a n t i é g a l i t a r i s m e ( i d e n t i t é s p a r t i c u l i è r e s , d r o i t à la différence, personnalités ethnoculturelles), de l'antij u d é o c h r i s t i a n i s m e (l'histoire n'a pas de sens, l'universal i s m e est t o t a l i t a i r e ) e t d u p a g a n i s m e (la c u l t u r e i n d o - e u r o p é e n n e c o n f o r m e a u x lois du vivant) », a fini p a r c o n t a m i n e ! le d i s c o u r s g é n é r a l . « À l ' i n t e r f a c e de d e u x idéologies sécrétées p a r le c a p i t a l i s m e , l'idéologie libérale et l'idéologie fasciste, le m u l t i c u l t u r a l i s m e c'est dire le partage mais faire l'apartheid. S o n v e r s a n t c o n t r e h é g é m o n i q u e n'est q u ' u n l e u r r e . »
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On assiste depuis q u e l q u e t e m p s à la relève du m u l t i culturalisme par un m o t m o i n s savant, celui de diversité, qui occupe désormais, au chapitre de la dénégation, u n e place centrale. Déjà C l a u d e Allègre, ineffable ministre de l'Éducation nationale, préconisait (Le Monde, 17 octobre 1998) « la prise en c o m p t e de tous les talents, ce q u i i m p l i q u e l'égalité dans la diversité » - c'est-à-dire quelque chose q u i ressemble singulièrement à l'inégalité. Le m ê m e journal a p u b l i é le 2 m a i 2 0 0 3 un article de Nicolas Sarkozy,

1 - A l a i n - G é r a r d Slama, dans Le Figaro Magazine du 28 août 2004 : « Elle [la République] est ébranlée par le vaste c o u r a n t intellectuel qui r e m e t en cause son universalisme individualiste et laïque et qui rend ses principes responsables de !a m o n t é e de l'intolérance. C e t t e idéologie, qui encourage les revendications d'appartenance ethnique et religieuse, c o m p r o m e t son unité, affaiblit sa justice, abaisse ses défenses. Le v é r i table ennemi de la République est le fléau i d e n t i t a i r e . » 2 Fabien Ollier, L'Idéologie multiculturallste en France, 14. entre fascisme

et libéralisme, P a r i s , L ' H a r m a t t a n , 2004, pp. 40 et

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ministre de l'Intérieur, intitulé « Vers u n e nouvelle citoyenneté française », où l'on apprenait q u e « La R é p u b l i q u e respecte c h a c u n dans sa différence, le traite également et lui r e c o n n a î t les m ê m e s droits », ce q u i ne m a n q u e pas de p i q u a n t dans un pays où la capitale c o m p t e à elle seule plus de 20 0 0 0 sans-abri. D a n s un message lu par le ministre de l'Intérieur devant la deuxième université d'été du m o u v e m e n t « N i putes ni soumises» (8 octobre 2 0 0 4 ) , le présid e n t de la R é p u b l i q u e exaltait la diversité avec le lyrisme particulier de ceux qui écrivent ses discours : « Votre c o m bat, c'est aussi et bien sûr le c o m b a t p o u r l'égalité qui passe par la lutte contre toutes les formes de discriminations et par le refus des c o m m u n a u t a r i s m e s . La France est u n e terre d'accueil et d'ouverture. Elle est riche d ' u n e diversité q u i est au c œ u r de s o n i d e n t i t é . Diversité des cultures, des croyances, des origines. Diversité des f e m m e s et des h o m m e s qui, à chaque génération, sont venus rejoindre la c o m m u n a u t é nationale et p o u r q u i la France a d'abord été un idéal avant de devenir u n e patrie. » Lors de son circuit asiatique, le président a choisi p o u r t h è m e de son discours devant les étudiants de H a n o ï « Éloge de la diversité ». L'entreprise elle aussi « s'ouvre à la diversité : d a n s l'agence d ' i n t é r i m A d e c c o o u chez Total, o n n o m m e des directeurs de la diversité. L ' I n s t i t u t M o n t a i g n e , c l u b de réflexion p a t r o n a l , et Yazid Sabeg, p r é s i d e n t de l ' e n t r e prise d e rélécoms C S ( C o m m u n i c a t i o n e t Systèmes) e t héraut de la discrimination positive , vont rendre
1

I

-

L'Institut

Montaigne

a

été fondé

par

Claude

Bébéar,

ancien

P - D G d ' A x a . D a n s sa d e r n i è r e é t u d e (Le Monde, 16 o c t o b r e 2 0 0 4 ) , il p r é c o n i s e « une c o n n a i s s a n c e e t h n o - r a c i a l e des salariés qui s e r v i rait à la fois à m e t t r e en l u m i è r e des d i s c r i m i n a t i o n s e x i s t a n t e s et à m o n t r e r les p r o g r è s v e r s une plus g r a n d e d i v e r s i f i c a t i o n des r e c r u t e m e n t s » . C S e s t une s o c i é t é s p é c i a l i s é e dans des s y s t è m e s d e s u r veillance sophistiqués d'application essentiellement militaire.

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p u b l i q u e u n e Charte de la diversité, signée par plusieurs dizaines d e g r a n d s g r o u p e s (Axa, P i n a u l t P r i n t e m p s R e d o u t e , France Télévisions, C a s i n o . . . ) q u i s'engagent à refléter la diversité de la société française » [Libération, 5 octobre 2004). Le m o t a la m ê m e a m b i g u ï t é q u e « m u l t i c u l t u r a l i s m e » : on p r ô n e la d i v e r s i t é , ce q u i ne d é r a n g e évid e m m e n t personne, et dans le m ê m e m o u v e m e n t on justifie q u e « l ' a c c u e i l et l ' o u v e r t u r e », é v o q u é s p a r C h i r a c d e v a n t Fadela A m a r a et ses amies de « Ni p u t e s ni s o u m i s e s », s o i e n t m i s en œ u v r e diversement selon cette diversité — la « l u t t e c o n t r e t o u t e s les formes de disc r i m i n a t i o n » é t a n t le p a r a v e n t r h é t o r i q u e h a b i t u e l . P r ô ner le multiculturalisme dans u n e société rongée par l ' a p a r t h e i d r a m p a n t , se féliciter de la diversité alors q u e l ' u n i f o r m i s a t i o n et l'inégalité p r o g r e s s e n t p a r t o u t , telle est la ruse de la L Q R . M a i s m a l g r é s o n affinité affichée p o u r le divers et le m u l t i p l e , la l a n g u e des m é d i a s et des p o l i t i c i e n s a u n e p r é d i l e c t i o n p o u r les m o t s q u i s o n t a u c o n t r a i r e les plus g l o b a l i s a n t s , i m m e n s e s c h a p i t e a u x dressés d a n s l e c h a m p s é m a n t i q u e e t sous lesquels o n n'y v o i t r i e n . J e p e n s e à totalitarisme, à fondamentalisme, à mondialisation, n o t i o n s m o l a i r e s c o m m e disait D e l e u z e , p r o p r e s à en i m p o s e r a u x masses - p a r o p p o s i t i o n a u x outils m o l é culaires faits p o u r l'analyse et la c o m p r é h e n s i o n . C ' e s t u n artifice très a n c i e n q u e l ' e m p l o i d e ces g r a n d s m o t s creux. L ' E t r a n g e r de P l a t o n e x p l i q u a i t déjà q u e « c'est la m ê m e [faute] q u e si, e n t r e p r e n a n t de diviser en d e u x le g e n r e h u m a i n , on faisait la division à la façon d o n t la f o n t la p l u p a r t des g e n s d'ici : en d é t a c h a n t les G r e c s c o m m e u n i t é m i s e à p a r t d e t o u t l e reste, t a n d i s q u ' à l ' e n s e m b l e de t o u t e s les autres races, alors qu'elles s o n t en n o m b r e i n d é t e r m i n é et qu'elles ne se m ê l e n t pas les

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u n e s a u x autres n i n e p a r l e n t l a m ê m e l a n g u e , ils a p p l i q u e n t l a d é n o m i n a t i o n u n i q u e d e "Barbare", s ' a t t e n d a n t q u e , à leur a p p l i q u e r u n e seule e t m ê m e d é n o m i n a t i o n , ils en a i e n t fait un seul g e n r e ».
1

L'ESSORAGE SÉMANTIQUE Forgé p a r des publicitaires et des experts en c o m m u n i c a t i o n , l'outil L Q R f o n c t i o n n e sur l a r é p é t i t i o n . U n m o t clair et utile, repris sans fin d a n s les é d i t o r i a u x financiers, les « 20 h e u r e s » des g r a n d e s c h a î n e s , les d i s c o u r s p o l i tiques et les affiches dans le m é t r o , devient u n e bouillie d ' o ù le sens s'évapore p e u à p e u . Tel a été le sort, ces dernières années, d'espace («espace santé», «espace d é t e n t e », « espace A l b e r t C a m u s »), d'écologie, d'utopie q u i a repris du service d a n s la l u t t e c o n t r e t o u t e mise en cause de l'ordre existant : « Sous la f o r m e d ' u n e h u m a n i t é p o s t - h u m a i n e e t d ' u n e n a t u r e e n t i è r e m e n t artificialisée, l'utopie n o u s e n v a h i t e t n o u s m e n a c e d e son accomplissem e n t m ê m e » - j u g e m e n t extrait des e n t r e t i e n s d'Alain F i n k i e l k r a u t avec Peter Sloterdijk, sorte de version a c t u a lisée des a v e n t u r e s intellectuelles d e B o u v a r d e t P é c u c h e t . La République, p o u r laquelle certains se s o n t fait c o u p e r la tête au t e m p s de la vieille R e s t a u r a t i o n , en est v e n u e , sous la restauration actuelle, à désigner un système régi p a r les experts, où la d i s t r i b u t i o n des savoirs se superp o s e le p l u s e x a c t e m e n t p o s s i b l e à la d i s t r i b u t i o n des p o s i t i o n s . Très l o g i q u e m e n t , c'est sur le seuil de l'École
3 2

1 - P l a t o n , Le Politique, 262d, P a r i s , G F, p. 87. 2 - Les Battements du monde, 3 - Voir sur ce Paris, P a u v e r t , 2003, La Haine p. 208. de la démocratie,

point J a c q u e s

Rancière,

P a r i s , La F a b r i q u e , 2005, p. 76.

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q u e c a m p e n t a u j o u r d ' h u i les républicains. Ainsi François Fillon, ex-ministre de l ' É d u c a t i o n n a t i o n a l e , s'en p r e n a i t il à celles q u i « s o u h a i t e n t en d é c o u d r e avec la R é p u b l i q u e » — e n t e n d e z les jeunes filles q u i se p r é s e n t e r a i e n t voilées à la rentrée scolaire — avec des accents à la SaintJust : « Il faut q u e cette partie-là sache q u e la R é p u b l i q u e sera i n t r a i t a b l e , qu'elle sera d ' u n e f e r m e t é a b s o l u e » (France Inter, 8 juillet 2 0 0 4 ) . D a n s un registre voisin, la R é p u b l i q u e était a p p e l é e à la rescousse p o u r d é f e n d r e l ' e n s e i g n e m e n t t r a d i t i o n n e l : la c o m m i s s i o n T h é l o t sur l'avenir de l'école a vu s'opposer les « p é d a g o g u e s » a u x « r é p u b l i c a i n s » p a r m i lesquels A l a i n F i n k i e l k r a u t q u i a préféré d é m i s s i o n n e r p l u t ô t q u e de céder à la passion égalitaire : « Du fait q u e t o u s les h o m m e s s o n t égaux, on a tiré des c o n s é q u e n c e s désastreuses. Au n o m du d r o i t à la libre expression, on a d o n n é la parole aux élèves sans leur d o n n e r la maîtrise de la langue. Sous prétexte d'égalité, on a accueilli les élèves les plus faibles d a n s les classes les p l u s avancées et révisé les exigences à la baisse » (Le Monde, 10-11 o c t o b r e 2 0 0 4 ) . La p e r t e de sens du m o t « R é p u b l i q u e » se m a n i f e s t e sur l e m o d e l y r i q u e sous l a p l u m e d u p r é s i d e n t d e l'Assemblée n a t i o n a l e : « H é r i t i è r e de t o u s ceux q u i o n t e x p r i m é l'insuffisance des libertés formelles de l'individu face aux forces du m a r c h é , la R é p u b l i q u e , après avoir jeté les bases de la d é m o c r a t i e représentative, a su concilier l ' é c o n o m i e libérale et son é t h i q u e , fondée sur la r é c o m p e n s e du m é r i t e ou la responsabilité individuelle, avec le service p u b l i c et les exigences de l'intérêt général » (JeanL o u i s D e b r é , Le Monde, 6 juillet 2 0 0 4 ) . On s o n g e au sabre de m o n s i e u r P r u d h o m m e , q u i servait à défendre les i n s t i t u t i o n s et au besoin à les c o m b a t t r e . A c c o m p a g n a n t l'essorage de « la R é p u b l i q u e », le vocabulaire de la R é v o l u t i o n prolifère a u j o u r d ' h u i de m a n i è r e

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p a r a d o x a l e . Citoyen(ne) était u n n o m q u e s e d o n n a i e n t avec fierté les acteurs de la r u p t u r e avec l'Ancien R é g i m e - « Ici, o n s e d o n n e d u t u e t o n s ' h o n o r e d u n o m d e citoyen », p o u v a i t - o n lire d a n s un e s t a m i n e t du q u a r t i e r des Gravilliers en 1 7 9 3 . Par un curieux r e t o u r n e m e n t , le n o m est d e v e n u un adjectif q u i sert à qualifier les a t t i t u d e s p u b l i q u e s et les c o m p o r t e m e n t s c o m m e r c i a u x les plus c o n f o r m e s à l'esprit du t e m p s : initiative citoyenne, entreprise citoyenne, Jeux olympiques citoyens. De m ê m e , avec jacobin on fustige a u j o u r d ' h u i un c e n t r a l i s m e tatillon exercé p a r u n e b u r e a u c r a t i e p a r i s i e n n e autoritaire et inefficace - en i g n o r a n t q u ' a u club des J a c o b i n s ( d o n t le véritable n o m était « C l u b de l'égalité et de la fraternité ») on défendait l'unité et l'indivisibilité de la R é p u b l i q u e à u n m o m e n t h i s t o r i q u e précis, q u a n d les « fédéralistes » travaillaient à la c o n t r e - r é v o l u t i o n dans les provinces, à Lyon, à Marseille, en V e n d é e . ( O n p o u r r a i t c o m p a r e r ce glissement à celui q u i a d o n n é à cartésien le sens d e rationaliste b o r n é , faisant d u p h i l o s o p h e d u d o u t e s y s t é m a t i q u e u n e sorte de m o n s i e u r H o m a i s à j a b o t de dentelle.) Q u a n t aux droits de l'homme, de p a r a d i g m e de la R é v o l u t i o n (« le r o c h e r des droits de l ' h o m m e », disait C h a u m e t t e , le président de la C o m m u n e insurrectionnelle d u 1 0 a o û t 1 7 9 2 ) , ils s o n t d e v e n u s u n p r o d u i t d ' e x p o r t a t i o n ou de p a r a c h u t a g e vers les pays en développement, en c o m p a g n i e de s a n g c o n t a m i n é , de m é d i c a m e n t s p é r i m é s , d e m i n e s a n t i p e r s o n n e l e t d e directives du Fonds monétaire international. Ces dérives s é m a n t i q u e s v o n t de pair avec la dévalorisat i o n de l'idée de révolution en général et de la R é v o l u t i o n française en particulier. D e p u i s la m a s c a r a d e du b i c e n t e naire, c'est le révisionnisme q u i d o m i n e dans les m é d i a s e t l ' e n s e i g n e m e n t u n i v e r s i t a i r e . L ' u n des p l u s e n v u e p a r m i les historiens de la R é v o l u t i o n parle à son p r o p o s

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d'« u t o p i e m e u r t r i è r e », d'« idéocratie » et livre c r û m e n t s o n o p i n i o n p e r s o n n e l l e : « Le s c é n a r i o est d'ailleurs c o n n u , il n'a cessé de se répéter depuis d e u x siècles. De ce p o i n t de v u e , t o u s les régimes révolutionnaires se ressemb l e n t . Il suffit de p i o c h e r au h a s a r d . »
1

P a r m i les m o t s essorés, il en est d e u x d o n t l ' é m i e t t e m e n t du sens me p a r a î t e x e m p l a i r e : ce s o n t social et modernité. Q u e l e p r e m i e r n e veuille p l u s r i e n d i r e aujourd'hui, j ' e n veux p o u r preuve la m a n c h e t t e du Figaro du 20 s e p t e m b r e 2 0 0 4 : a n n o n ç a n t le r e m p l a c e m e n t d e J i a n g Z e m i n p a r H u J i n t a o à l a tête d e l'armée en C h i n e , le j o u r n a l de Dassault titrait « Social : q u a n d la C h i n e se réveille ». Il fallait un m o t avant les d e u x p o i n t s et l'allusion au livre d'Alain Peyrefitte, gloire du Figaro d ' a u t r e f o i s . Social faisait l'affaire à p e u de frais et sans a u c u n sens. Social(e) est un m o t ancien q u i a l o n g t e m p s signifié de façon n e u t r e : q u i a p p a r t i e n t à, ou relève de la s o c i é t é . C'est ainsi q u e d a n s Le Contrat social R o u s s e a u parle de lien social, d e p a c t e s o c i a l ; q u ' e n avril 1 7 9 1 , d a n s l e m é m o r a b l e d i s c o u r s « sur le m a r c d ' a r g e n t » ( c o n t r e le suffrage censitaire), Robespierre d e m a n d e : « Est-ce d o n c p o u r q u e v o u s laissiez t o m b e r n o n c h a l a m m e n t , d a n s cette c o n s t i t u t i o n , des vices essentiels q u i d é t r u i s e n t les p r e m i è r e s bases de l'ordre social, q u e vingt-six m i l l i o n s
2

1 -

Patrice

Guéniffey, 1789-1794. le plus

la

Politique

de

la

Terreur, 2000, p.

essai sur 339. du

la

violence

révolutionnaire. 2 L'usage

Paris, ancien,

Fayard,

directement

dérivé

latin

socialls,

désigne ce qui est en r e l a t i o n a v e c les alliés. Il n'en r e s t e plus q u e le n o m de G u e r r e s o c i a l e (Sociale bellum) p o u r désigner la g u e r r e de la r é p u b l i q u e r o m a i n e c o n t r e ses alliés du L a t i u m qui r é c l a m a i e n t le droit de cité.

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L Q K

d ' h o m m e s o n t mis entre vos m a i n s l e r e d o u t a b l e d é p ô t de leurs destinées ? » ; q u e d a n s Le Libérateur du 2 février 1 8 3 4 A u g u s t e B l a n q u i é c r i t : « Q u ' i l a d v i e n n e c e qu'il v o u d r a de cette plate b o u f f o n n e r i e q u ' o n appelle si p o m p e u s e m e n t nos i n s t i t u t i o n s , n o u s n ' e n avons guère souci, n o u s , q u i s o m m e s p r o f o n d é m e n t indifférents à la forme, et q u i allons d r o i t au f o n d de la société. Si en effet, n o u s n o u s disons r é p u b l i c a i n s , c'est q u e n o u s espérons de la r é p u b l i q u e u n e refonte sociale q u e la F r a n c e r é c l a m e i m p é r i e u s e m e n t et q u i est d a n s sa d e s t i n é e . »
1

Ce sens de « social » n'a pas t o u t à fait d i s p a r u et l'on en t r o u v e d a n s la L Q R des f o r m e s a b â t a r d i e s : la fracture sociale de la c a m p a g n e c h i r a q u i e n n e de 1 9 9 5 , le p l a n de cohésion sociale de J e a n - L o u i s Borloo, m i n i s t r e « issu de la société civile» (Le Monde, 15 s e p t e m b r e 2 0 0 4 ) , p u i s q u e « sa p r e m i è r e vie est celle d ' u n avocat d'affaires, expert du d r o i t des faillites et de la reprise d ' e n t r e p r i s e s en difficulté », ce q u i n'était p e u t - ê t r e pas u n e mauvaise p r é p a r a t i o n à ses fonctions actuelles. S o n p l a n c o m p o r t e , e n t r e a u t r e s merveilles, le « c o n t r a t d ' a v e n i r », q u i fait s u i t e c o m m e le r e m a r q u e Libération (14 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) au T U C (travail d ' u t i l i t é collective), a u C E S ( c o n t r a t emploi-solidarité) et au C E C (contrat d'emploi consolidé), i n g é n i e u s e s trouvailles t o u t e s d e s t i n é e s au traitement social du chômage. Le malaise sur « le social » s'exprime parfois fort d o c t e m e n t : Pierre Rosanvallon, q u i fut à l'origine de la fondation Saint-Simon et q u i représente au Collège de France la t e n d a n c e intellectuelle d u néolibéralisme, distingue d a n s

I

- Robespierre, 2000, Le

Pour le p. 78, (éd.).

bonheur et pour la liberté, et Louis Auguste

discours,

Paris, Œuvres

La /,

Fabrique, Dominique

Blanqui, de

Nuz

Presses

universitaires

Nancy,

1993,

p. 261 (souligné par m o i ) .

LA

P R O P A G A N D E

DU

Q U O T I D I E N

55

un article intitulé « L'Europe sociale ou sociétale ? » trois grandes catégories : « le social-redistributif, le social-régulateur et le social-protecteur » - ce dernier est jugé essentiel, car « si l'ancien d r o i t du travail m e t t a i t l'accent s u r la défense d u syndicat considéré c o m m e l'expression d ' u n e classe h o m o g è n e , le n o u v e a u droit du travail s'attache plus directement à protéger les individus, c h a c u n étant l'expression d ' u n e particularité » (Le Monde, 8 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) : la protection sociale, palissade p o u r clore le terrain vague où l'on m e t à la casse la n o t i o n de collectif.

Au fil du t e m p s , d'autres b r a n c h e s se s o n t greffées sur ce t r o n c p r i n c i p a l du « social ». L'une d'elles r e m o n t e à la s e c o n d e m o i t i é du XIX siècle : la république sociale - la Sociale t o u t c o u r t c h e z Vallès, Lissagaray, M o n t é h u s c'était le p e u p l e au pouvoir. Avec la d é m i s s i o n i n t e r n a t i o nale des socialistes à l'été 1 9 1 4 et l ' a b a n d o n de l'idée de révolution par les dirigeants du m o u v e m e n t ouvrier français a u t o u r de 1 9 3 0 , ce sens-là a fait place à l'acception a u j o u r d ' h u i d o m i n a n t e , où social se r a p p o r t e à ce q u i est réalisé p o u r faire accepter leur sort aux catégories les plus « modestes », les plus « défavorisées », n o n plus du p eu p l e mais de la population. « Si le terrorisme ne réussit pas à casser la formidable d y n a m i q u e de l ' é c o n o m i e m o n d i a l e en cours et si la lutte c o n t r e la pauvreté réussit à d o n n e r aux plus pauvres quelques m o y e n s d'espérer... » : ainsi d é b u t e la c h r o n i q u e de Jacques Attali dans L'Express du 20 sept e m b r e 2 0 0 4 . Ne n o u s laissons pas p r e n d r e à l'apparence d'ironie : l'ancien directeur de la B a n q u e e u r o p é e n n e de d é v e l o p p e m e n t est sérieux, si l'on p e u t d i r e . L'époque s'y
e 1

I

- O n s e s o u v i e n t qu'il fut f e r m e m e n t é c a r t é d e c e p o s t e p o u r

avoir abusé du m a r b r e , de la m o q u e t t e et des frais s o m p t u a i r e s .

56

L Q R

prête, où resurgit - chez G e o r g e W. Bush, D o m i n i q u e de Villepin et Nicolas Sarkozy entre autres — le m o t de compassion q u e l'on aurait pu croire e n t e r r é avec les r o m a n s de George Sand. C'est précisément « pour d o n n e r aux plus pauvres quelques m o y e n s d'espérer » qu'il y a des travailleurs sociaux, des l o g e m e n t s sociaux, des prestations sociales, du dialogue social entre partenaires sociaux — et q u e la « g a u c h e » r é c l a m e u n e « E u r o p e sociale », sans jamais dire d'ailleurs de q u o i elle serait faite. Il y a aussi m a l h e u r e u s e m e n t des cas sociaux, p o u r lesq u e l s m ê m e les t r a v a i l l e u r s s o c i a u x n e p e u v e n t p a s g r a n d - c h o s e . E t p o u r faire b o n n e m e s u r e , les p l a n s sociaux, q u i s o n t u n e a u t r e façon de dire « l i c e n c i e m e n t s collectifs », et les c h a n t i e r s sociaux, q u i s o n t en général des c h a n t i e r s de d é m o l i t i o n (« l ' u n des vastes c h a n t i e r s sociaux de l ' a u t o m n e , le t o i l e t t a g e du d r o i t du travail » — Le Journal du dimanche, 19 s e p t e m b r e 2 0 0 4 — e n t e n d e z l'assouplissement des p r o c é d u r e s de l i c e n c i e m e n t , avec e n t r e a u t r e s u n e n o u v e l l e d é f i n i t i o n d u l i c e n c i e m e n t é c o n o m i q u e i n c l u a n t la « sauvegarde de la c o m p é titivité de l'entreprise », c'est-à-dire t o u t ce q u ' o n voudra). P a r a l l è l e m e n t à ce social c o m p a s s i o n n e l , la L Q R a b o n d e en exemples où le m o t est e m p l o y é sans véritable sens, s i n o n t a u t o l o g i q u e . « La jungle sociale est s y n o n y m e de recul » (Jean-Pierre Raffarin, e n t r e t i e n d a n s Le Figaro Magazine, 4 s e p t e m b r e 2 0 0 4 ) ; « La crise q u i a secoué le m o n d e d e l a r e c h e r c h e est p o r t e u s e d ' u n e g r a n d e espérance. Elle recèle en g e r m e la p r o m e s s e d ' u n pacte r e n o u velé entre c h e r c h e u r s et citoyens. D ' u n n o u v e a u "contrat
1

1 - te Figaro Entreprises, I 3 d é c e m b r e 2004 : « L ' a s s o u p l i s s e m e n t des p r o c é d u r e s de l i c e n c i e m e n t i n s c r i t e s dans la loi B o r l o o facilitera les restructurations.» Évidemment.

L A

P R O P A G A N D E

D U

Q U O T I D I E N

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social" » {Le Monde, 1 juillet 2 0 0 4 ) ; « Ê t r e réformiste d a n s le c a d r e d ' u n c a p i t a l i s m e m o n d i a l i s é c o n s i s t e à rechercher un c o m p r o m i s social d a n s un sens q u i cesse de défavoriser le travail au profit du capital » ( Z a k i Laïdi, p o l i t o l o g u e , Libération, 1 o c t o b r e 2 0 0 4 ) .
e r

e r

C o m m e b e a u c o u p d e Parisiens, j ' a i r e ç u u n e l e t t r e signée d u d é p u t é d e l ' a r r o n d i s s e m e n t , a d j o i n t a u m a i r e de Paris chargé entre autres de la p r é v e n t i o n et de la sécur i t é : « A i n s i q u e s'y était e n g a g é le m a i r e de Paris dès 2 0 0 1 , p l u s i e u r s dispositifs de médiation sociale o n t été m i s en place d a n s la capitale. En ce q u i c o n c e r n e p l u s p a r t i c u l i è r e m e n t votre quartier, la Ville de Paris et la m a i rie d u X I X a r r o n d i s s e m e n t travaillent d e p u i s d e n o m b r e u x m o i s à la création d ' u n service de c o r r e s p o n d a n t s de n u i t . » C e s c o r r e s p o n d a n t s , d o n t il est b i e n précisé qu'ils ne s o n t pas des policiers, o n t p o u r mission d'assurer « u n e présence n o c t u r n e , u n e veille technique et sociale sur le q u a r t i e r ». N o u s voilà rassurés.
e

D a n s le cas de modernité, le b r o u i l l a g e du sens se fait p a r un p r o c é d é différent : la n o v l a n g u e j o u e sur l ' i m p r é cision d u m o t p o u r l'utiliser d a n s d e u x d i r e c t i o n s d i a m é t r a l e m e n t o p p o s é e s . T a n t ô t l a m o d e r n i t é est p r é s e n t é e c o m m e u n idéal q u i s u p p o s e , p o u r être accessible, q u e s o i e n t intériorisées les précieuses valeurs occidentales. Ce q u i e x c l u t d ' e m b l é e , h é l a s , les pays « a r a b o - m u s u l m a n s ». Les b o n n e s â m e s s ' i n t e r r o g e n t : ces m a l h e u r e u s e s c o n t r é e s p o u r r o n t - e l l e s u n j o u r accéd e r à la m o d e r n i t é ou b i e n leur religion est-elle o n t o l o g i q u e m e n t i n c o m p a t i b l e avec elle ? P o u r R e n a n déjà, l ' i n c a p a c i t é à séparer le t e m p o r e l du s p i r i t u e l faisait de l ' i s l a m u n e r é g r e s s i o n . A v e c la « l u t t e a n t i t e r r o r i s t e », régression r i m e avec agression. D a n s u n p s e u d o - Q C M

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L Q R

p u b l i é d a n s Libération ( 2 3 juillet 2 0 0 4 ) , on d e m a n d a i t : q u i a d i t « La d e u x i è m e é v a n g é l i s a t i o n n ' e s t p l u s la m o d e r n i s a t i o n de l'islam mais l'islamisation de la modernité » ? Réponses proposées : Tariq Ramadan, D a l i l B o u b a k e u r et Gilles K e p e l — je s o u p ç o n n e q u e la t r o i s i è m e est la b o n n e , m a i s poser u n e telle q u e s t i o n est déjà révélateur. Que s'est-ilpassé ? d e m a n d e lui aussi Bern a r d Lewis, i s l a m o l o g u e anglais très célèbre en F r a n c e , conseiller de Paul W o l f o w i t z , d a n s l ' u n de ses d e r n i e r s livres s o u s - t i t r é L'islam, l'Occident et la modernité, ce q u i en d i t assez dès la c o u v e r t u r e .
1

T a n t ô t a u c o n t r a i r e l a m o d e r n i t é est p r é s e n t é e c o m m e u n e sorte d e m a l é d i c t i o n , l e m o t e u r des g r a n d s désastres q u i v o n t des massacres d e S e p t e m b r e d a n s les p r i s o n s p a r i s i e n n e s en 1 7 9 2 à la K o l y m a et à A u s c h w i t z . Elle est à l'origine des difficultés de la cité actuelle : les jeunes t e n t é s p a r le nouvel antisémitisme p r é s e n t e n t t o u s « des traits c o m m u n s : la perte de repères traditionnels, la f r u s t r a t i o n sociale liée à un c o n t a c t b r u t a l et s a n s c o h é r e n c e avec l a m o d e r n i t é , l a d e s t r u c t i o n des l i e n s f a m i l i a u x » . C ' e s t q u e l a m o d e r n i t é est f i l l e d e s L u m i è r e s , d o n t elle a t i r é la p a s s i o n de l'égalité et le culte i m m o d é r é de la raison qui sont à l'origine de nos malheurs, selon u n e relation modernité-catastrophe
2

1 - P a r i s , G a l l i m a r d . Le d é b a t , 2002. La t h è s e du livre est q u e les malheurs actuels interne», laquelle des est pays musulmans s o n t liés à leur « f a i b l e s s e religion qui les tient à

inséparable

d'une

l ' é c a r t de la m o d e r n i t é et de la d é m o c r a t i e . 2 - J e a n - C h r i s t o p h e R u f i n , « É c r i v a i n , m é d e c i n et r e s p o n s a b l e de nombreuses associations d'aide humanitaire» dans Le Figaro du

19 o c t o b r e 2004 (souligné par m o i ) . H u m a n i t a i r e m u s c l é , qui p r é c o nise dans u n r a p p o r t officiel « u n e répression vigoureuse, notam-

m e n t à l'école où les affaires d o i v e n t ê t r e j u d i c i a r i s é e s » et un t e x t e de loi r é p r i m a n t s p é c i f i q u e m e n t les a c c u s a t i o n s d'apartheid et de

racisme portées contre Israël.

L A

P R O P A G A N D E

D U

Q U O T I D I E N

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f o n d é e sur u n e l e c t u r e biaisée d e T h e o d o r A d o r n o e t d e Walter Benjamin .
1

C e u x q u i instruisent l e procès d e l a m o d e r n i t é c o m m e désastre lui r e p r o c h e n t e n t r e a u t r e s de s ' a t t a q u e r à « n o t r e » système d ' e n s e i g n e m e n t . D a n s Le Point (30 sept e m b r e 2 0 0 4 ) , M a r c F u m a r o l i signe u n article i n t i t u l é « U n e é d u c a t i o n à revoir » : « La p r u d e n c e v o u l a i t q u e l ' o n ne sacrifiât pas le meilleur de l'ancien système, q u i avait fait ses preuves, mais q u ' o n l'étendît en l ' a d a p t a n t et en le diversifiant. Au lieu d ' u n e évolution, on a eu u n e r é v o l u t i o n p e r m a n e n t e q u i a t o u c h é les p o i n t s forts de l'ancien système, le primaire et le secondaire, t o u t en c o m p l i q u a n t son p o i n t faible, les universités. C e r t a i n s d o c t r i n a i r e s d e c e t t e r é v o l u t i o n o n t affirmé, a u n o m d ' u n e histoire d e l ' é d u c a t i o n sans réplique, q u e d u passé élitiste de l'école il fallait faire table rase [ . . . ] . L'école, q u e d i a b l e ! d o i t s'ouvrir a u " m o n d e " , alléger ses h o r a i r e s d ' é t u d e , substituer à t r o p d'exercices la créativité des loisirs, et enseigner c h e m i n faisant la c i t o y e n n e t é . B r o c h a n t sur le t o u t , l ' i n f o r m a t i q u e et l ' I n t e r n e t p o u r t o u s , i n s t r u m e n t s p o u r t a n t aussi favorables aux a n c i e n s a p p r e n t i s sages q u ' a u x n o u v e a u x b o u i l l o n s d e c u l t u r e , o n t p a r u

I - De B e n j a m i n , on cite s o u v e n t « le " m o d e r n e " c o m m e t e m p s de l ' e n f e r » , q u e l'on t r a n s f o r m e e n « l a m o d e r n i t é c ' e s t l ' e n f e r » a l o r s que la suite du p a r a g r a p h e r é v è l e une i n t e n t i o n t o u t e d i f f é r e n t e : « Le visage du m o n d e ne se m o d i f i e jamais dans ce qu'il y a de plus nouveau, cette e x t r ê m e nouveauté d e m e u r e en tous points ident i q u e à e l l e - m ê m e . C ' e s t cela qui fait l ' é t e r n i t é de l ' e n f e r » - ce qui est u n e c r i t i q u e n o n pas de la m o d e r n i t é mais de la n o t i o n de r u p t u r e h i s t o r i q u e . O n l a r e t r o u v e u n p e u plus l o i n : « A v o i r c o n s c i e n c e d e f a ç o n d é s e s p é r é m e n t lucide d e s e t r o u v e r dans une c r i s e d é c i sive est un phénomène chronique dans l'histoire de l'humanité.

C h a q u e é p o q u e se s e n t i n é l u c t a b l e m e n t v o u é e à ê t r e un âge n o u v e a u . Mais le " m o d e r n e " est aussi v a r i é q u e les différents a s p e c t s d'un m ê m e k a l é i d o s c o p e » ( W a l t e r B e n j a m i n , Le Livre des passages, 1989, pp. 560 et 562).

t r a d . fr. J e a n L a c o s t e , P a r i s , É d i t i o n s du C e r f ,

60

L Q R

a p p o s e r le sceau de la m o d e r n i t é sur la nouvelle et p i m p a n t e é p o q u e , a m n é s i q u e de l ' a n c i e n n e . » É t r a n g e r é q u i sitoire, o ù s o n t cités p ê l e - m ê l e c o m m e t é m o i n s L é o n Trotski, E u g è n e Pottier et B e r n a r d Pivot. A u t r e é l é m e n t à charge d a n s le dossier a n t i m o d e r n i t é , ses liens avec les avant-gardes e u r o p é e n n e s et les m o u v e m e n t s d ' é m a n c i p a t i o n q u i s e c o u è r e n t autrefois l'Allem a g n e et la j e u n e Russie des Soviets. Jean Clair, directeur du m u s é e Picasso, rejette « cette e s t h é t i q u e du faux et du c l i n q u a n t , d u brillant e t d u p l a q u é , q u i sera l'esthétique du m o d e r n e ». P o u r lui, « d a n s l e u r a s p i r a t i o n à un m o n d e meilleur d o n t [les avant-gardes] croient précipiter la v e n u e , elles s ' a p p u i e n t s i m u l t a n é m e n t sur la t r a d i t i o n matérialiste de la R é v o l u t i o n issue du siècle des Lumières, q u e le c o m m u n i s m e est s u p p o s é p o r t e r à son t e r m e , et sur les croyances q u i p r ê c h e n t le salut de l'être h u m a i n à travers le culte des m o r t s et l'invocation des e s p r i t s ». Et d a n s l'atelier d ' A n d r é B r e t o n , r u e F o n t a i n e , « d a n s ce m é l a n g e sans connaissance mais s o u v e n t aussi sans grâce, d e l a p l u m e d ' I n d i e n , d u m a s q u e n è g r e , d u dessin d ' a l i é n é , d e l ' œ u v r e d ' a r t , d e l'objet t r o u v é , d u "ready madê' plus ou m o i n s "assisté", ce q u i se m o n t r e , c'est la d é r o u t e d ' u n savoir q u i avait, e n O c c i d e n t , p e n d a n t q u a t r e siècles, l e n t e m e n t o r d o n n é et l'art et ses p r o d u c t i o n s ». Défaite de la pensée, d é r o u t e du savoir, la m o d e r n i t é c o n s t i t u e en o u t r e un obstacle au r e t o u r du sacré et de la t r a n s c e n d a n c e : « Peut-il m ê m e exister u n e " g r a n d e u r
1 2 3

1 - « Le puits et le p e n d u l e » . Le Débat, n° 44, pp. par H e n r i M e s c h o n n i c in Modernité modernité,

120 et 125, cité Folio

Paris, Gallimard,

essais, 2000, p. 2 0 1 . 2 - Du surréalisme considéré dans ses rapports avec le totalitarisme et

aux tables tournantes, P a r i s , Mille et une nuits, 2 0 0 3 , pp. 51-52. 3 - /bld., p. 7 2 .

LA

P R O P A G A N D E

DU

Q U O T I D I E N

61

m o d e r n e " , u n e b e a u t é m o d e r n e ? L a g r a n d e u r n'est-elle pas liée de m a n i è r e indissociable à la r e p r é s e n t a t i o n d ' u n univers transcendant, extérieur aux individus et p o u r c e t t e r a i s o n m ê m e i m p o s a n t ? [...] L'avenir d e l'art c o n t e m p o r a i n ne réside plus, cela au m o i n s est certain, d a n s la r é p é t i t i o n v i d e et m o r n e du geste de la r u p t u r e avec la t r a d i t i o n en t a n t q u e telle, mais p e u t - ê t r e d a n s la recherche d ' u n e expression des n o u v e a u x visages du sacré à visage h u m a i n , d e c e t t e t r a n s c e n d a n c e d a n s l ' i m m a n e n c e q u i seule désormais c o n v i e n t à u n m o n d e d é m o cratique . »
1

D a n s la n o v l a n g u e la plus distinguée, la boucle est b o u clée. C o m m e l'écrit Lyotard, il y a « d a n s les invitations m u l t i f o r m e s à s u s p e n d r e l ' e x p é r i m e n t a t i o n artistique, un m ê m e r a p p e l à l ' o r d r e , u n désir d ' u n i t é , d ' i d e n t i t é , d e s é c u r i t é , de p o p u l a r i t é ». L'art c'est l'art o c c i d e n t a l , représentatif et t r a n s c e n d a n t a l . Pas q u e s t i o n de descendre d a n s la r u e avec les nègres et les aliénés.
2

S i l a L Q R d i s p o s e ainsi d ' u n e m o d e r n i t é réversible, idéal ou é p o u v a n t a i l selon le p r o p o s et le p u b l i c , la modernisation, elle, est toujours présentée c o m m e un processus indispensable p o u r éviter le déclin, l'entropie m e n a ç a n t e : « N o u s a v o n s a t t e n d u avec espoir, p u i s avec impatience et maintenant nous exprimons fortement n o t r e exigence de m o d e r n i s a t i o n dans le cadre de l'entreprise française » ( E r n e s t - A n t o i n e Seillière, Entreprendre, n° 1 8 9 ) . J e a n - P i e r r e Le G o f f a é t u d i é le v o c a b u l a i r e

1 - Luc

Ferry,

Le

Sens

du

beau,

aux

origines

de

la

culture

contempo-

raine, P a r i s , Le L i v r e de p o c h e , B i b l i o essais, 2 0 0 2 , pp. 303 et 309. 2 - Le Postmoderne expliqué aux enfants, Paris, Galilée, 1988; Le Livre

de p o c h e , Biblio essais, p. 13.

62

L Q R

m o d e r n i s a t e u r d e l ' e n t r e p r i s e . L a direction d ' E D F - G D F m e t à la disposition de ses centres des outils « d'assistance à l'élaboration de bilans de c o m p é t e n c e s et de c o m p o r t e m e n t », sous f o r m e de d e u x logiciels. L'un, q u i p o r t e le n o m d'« O r i e n t E x p e r t », s'adresse à ceux q u i « p l a f o n n e n t dans leur e m p l o i , q u i aspirent à un c h a n g e m e n t et q u i s o u h a i t e n t bâtir avec l'aide des Conseillers en O r i e n t a t i o n Professionnelle d ' U n i t é et leur hiérarchie un projet p r o f e s s i o n n e l » . L'autre, baptisé P e r f o r m a n S e , se p r é s e n t e c o m m e « un système expert p r o d u i s a n t la d e s c r i p t i o n de la p e r s o n n a l i t é d ' u n i n d i v i d u à p a r t i r de son auto-évaluat i o n o u d e l'observation d e tiers [...]• U n e arborescence c o m p l e x e du logiciel ainsi q u ' u n travail fouillé, c o p r o d u i t par l e C N R S e t u n g r o u p e d e psychologues d u c o m p o r t e m e n t , c o n d u i t à sélectionner les é l é m e n t s de p e r s o n n a l i t é p a r m i les 3 8 0 0 pages de traits de caractère m é m o r i s é s d a n s l'outil ». Ce discours est à p r e n d r e au sérieux. D a n s la stratégie du m a i n t i e n de l'ordre, son b u t est d o u b l e : faire croire q u e la m o d e r n i s a t i o n est un processus m e n é d a n s l'intérêt de tous et qu'il n'y a ni raison ni m o y e n de s'y o p p o s e r ; et m a s q u e r le fait i n q u i é t a n t q u e , p a r m i 1'« élite dirigeante », p e r s o n n e ne sait où l'on va.

1

I

-

La

Barbarie

douce,

la

modernisation 1999.

aveugle

des

entreprises

et

de

l'école,

P a r i s , La D é c o u v e r t e ,

Les citations qui s u i v e n t s o n t

e x t r a i t e s d e c e livre.

L'esprit du temps

SOCIÉTÉ

CIVILE

De la l a n g u e nazie, Jean-Pierre Faye écrit : « Le plus é t o n n a n t , c'est q u e ses inconséquences mêmes la servent: car celles-ci j o u e n t é g a l e m e n t d a n s le c h a m p q u i les a p r o d u i t e s , elles t e n d e n t , d i r a i t - o n , à le r e c h a r g e r . » La L Q R ne craint pas, elle n o n plus, l ' i n c o n s é q u e n c e . C'est ainsi q u e , d ' u n e p a r t , on exalte la d é m o c r a t i e p a r l e m e n t a i r e et le m o d e de g o u v e r n e m e n t q u i lui est p r o p r e , et d ' a u t r e p a r t et s i m u l t a n é m e n t on célèbre les vertus de la société civile sans se soucier de la c o n t r a d i c t i o n q u e recèle cette d o u b l e p r o m o t i o n . « Société civile » est u n e expression a n c i e n n e q u e l'on t r o u v e e n F r a n c e chez Bossuet, chez M o n t e s q u i e u , chez Rousseau, avec p o u r « civile » le sens n e u t r e de civitatis, « de la C i t é » (avec un C : d a n s u n e n o t e du Contrat social Rousseau précise : « Le vrai sens de ce mot s'est presque entièrement
2 1

effacé

chez

les

m o d e r n e s ; la p l u p a r t p r e n n e n t u n e ville p o u r u n e C i t é et u n b o u r g e o i s p o u r u n C i t o y e n » ) . J u s q u ' à l a fin d u X V I I I siècle, en A n g l e t e r r e et en F r a n c e , la « société civile » se c o n f o n d avec la « société » t o u t c o u r t . M i c h e l F o u c a u l t , d a n s sa leçon du 4 avril 1 9 7 9 , identifie la p r e e

1 - Le Langage meurtrier, s o n t de l'auteur.

Paris,

Hermann,

1996, p. 8 I,

Les

italiques

2 - Le Contrat social, I, V I , P a r i s , G a r n i e r - F l a m m a r i o n , p. 57.

66

L Q K

m i è r e a p p a r i t i o n de l ' o p p o s i t i o n société civile/gouvernem e n t chez T h o m a s Paine : « La société est un p a t r o n [au sens a n g l a i s : u n p r o t e c t e u r ] , l e g o u v e r n e m e n t est u n p u n i s s e u r . E n t o u t e s c i r c o n s t a n c e s , l a société est u n e b é n é d i c t i o n . L e g o u v e r n e m e n t n'est a u m i e u x q u ' u n m a l nécessaire, au p i r e il est i n t o l é r a b l e . » P l u s t a r d , Karl M a r x réglera son c o m p t e à la dualité État-société civile : « L'État p o l i t i q u e se c o m p o r t e envers la société civile [bürgerliche Gesellschaft] d ' u n e m a n i è r e aussi spiritualiste q u e le ciel envers la terre. Il se t r o u v e envers elle d a n s la m ê m e o p p o s i t i o n , il en v i e n t à b o u t de la m ê m e m a n i è r e q u e l a religion s u r m o n t e l a l i m i t a t i o n d u m o n d e profane, c'est-à-dire qu'il est d e n o u v e a u c o n t r a i n t d e l a r e c o n naître, de la rétablir et de se laisser l u i - m ê m e d o m i n e r p a r elle. D a n s sa réalité la p l u s i m m é d i a t e , d a n s la société civile, l ' h o m m e est un être profane. Et c'est j u s t e m e n t là o ù , à ses propres yeux et aux yeux des autres, il passe p o u r u n i n d i v i d u réel, qu'il est u n e figure sans vérité. E n revanche, d a n s l'État, où il est considéré c o m m e un être g é n é r i q u e , l ' h o m m e est l e m e m b r e i m a g i n a i r e d ' u n e société illusoire, d é p o u i l l é de sa vie réelle d ' i n d i v i d u et e m p l i d ' u n e universalité irréelle . »
1 2

L a L Q R rétablit u n divorce q u i sert les intérêts d o m i n a n t s . Elle d é s i g n e p a r « société civile » tout ce qui n'appartient pas au monde politique, à l'univers é t a t i q u e , et m ê m e s ' o p p o s e ( p o s i t i v e m e n t ) à eux : a s s o c i a t i o n s , O N G , syndicats, i n d i v i d u s j o u a n t u n rôle p u b l i c d u fait de leur type d ' a c t i o n ou de leur métier. « Le p r e m i e r élé-

1 -

Thomas

Paine,

Common W. la and

Sense T.

Adressed

to

the Cité

Inhabitants par

of

America, Foucault, 2 -

Philadelphie, Naissance la de

Bradford, op. cit.,

1776. p.

Michel

biopolitique,

314. Gallimard, Folio,

Sur

question

juive.

Philosophie,

Paris,

pp. 58-59.

LA

P R O P A G A N D E

DU

Q U O T I D I E N

67

m e n t qui me semble parcourir toute cette t h é m a t i q u e générale de la p h o b i e d ' É t a t , disait Foucault, c'est d o n c cette puissance intrinsèque de l'État par r a p p o r t à son objet-cible q u e serait la société civile . »
1

Faire la p r o m o t i o n de la société civile, toujours présentée c o m m e h o n n ê t e , efficace, désintéressée, c'est a d m e t t r e du m ê m e c o u p la d é c r é p i t u d e d ' u n e « p o l i t i q u e » fondée sur les j e u x p a r l e m e n t a i r e s et l'activité des p a r t i s , c'est reconnaître q u e les « représentants du p e u p l e » ne représ e n t e n t plus rien de connaissable. Ce q u i expose parfois à d ' é t r a n g e s c o n t o r s i o n s : « M. B e r n a r d K o u c h n e r , secrétaire d ' É t a t à l'action h u m a n i t a i r e , a a n n o n c é d i m a n c h e 1 2 m a i [1991] son i n t e n t i o n d e créer u n m o u v e m e n t q u i s'appellera "Société civile". " L ' i n v e n t i o n p o l i t i q u e ne se fait pas d a n s les partis. Elle se fait d a n s la société civile et d a n s les a s s o c i a t i o n s . [ C e m o u v e m e n t ] a p p o r t e r a à la p o l i t i q u e ce r e t o u r à la noblesse d o n t elle a besoin" » {Le Monde, 14 m a i 1 9 9 1 ) . On p e u t se d e m a n d e r s'il est bien r a i s o n n a b l e d ' o c c u p e r u n e place m i n i s t é r i e l l e d a n s u n système g o u v e r n e m e n t a l où l'on ne cultive ni l ' i n v e n t i o n p o l i t i q u e ni la noblesse. M a i s derrière ces i n t e n t i o n s se d e s s i n e n t p a r t r a n s p a r e n c e les a r g u m e n t s e n faveur d u « m o i n s d ' É t a t » libéral et se r e c o n n a î t « le p a r a d o x e q u i fait valoir sous le n o m de d é m o c r a t i e la p r a t i q u e c o n s e n suelle d'effacement des formes de l'agir d é m o c r a t i q u e ».
2

P r o t a g o n i s t e d ' u n e f o r m e e x t r ê m e d e cet effacement, V l a d i m i r P o u t i n e fit usage de la n o t i o n de société civile p o u r rassurer l ' o p i n i o n après s o n c o u p d ' É t a t d e l'été 2 0 0 4 : « C o n t r e p a r t i e de ce r e n f o r c e m e n t de la "verticale du p o u v o i r " [ a d m i r a b l e e u p h é m i s m e ] , une plus grande participation de la société civile a été é v o q u é e par le prési-

I

-

Leçon

du

7 mars

1979,

in

Naissance de la

biopolitique, op. 1995, p.

cit. 142.

1 - Jacques

Rancière,

La Mésentente,

Paris, G a l i l é e ,

68

L Q R

d e n t russe. D e s "forums d e l ' o p i n i o n p u b l i q u e " p o u r r o n t être créés, q u i s e r o n t c o n s u l t é s p a r l e p o u v o i r , n o t a m m e n t sur des projets de loi en c o u r s d ' é l a b o r a t i o n » {Le Monde, 15 s e p t e m b r e 2 0 0 4 . Souligné par m o i ) . C r o i r e a u x capacités d ' o p p o s i t i o n de la société civile face au pouvoir, y t r o u v e r selon les t e r m e s de F o u c a u l t « cette réalité q u i s'impose, q u i l u t t e et q u i se dresse, q u i s'insurge et q u i é c h a p p e au g o u v e r n e m e n t , ou à l'État, ou à l ' i n s t i t u t i o n », c'est m é c o n n a î t r e qu'il s'agit en réalité d ' u n relais d a n s la t e c h n o l o g i e m o d e r n e du pouvoir. Le g o u v e r n e m e n t l u i - m ê m e , p a r m é d i a s interposés o u direct e m e n t , c h e r c h e à p r o m o u v o i r l'idée d ' u n e société civile q u i lui ferait c o n t r e p o i d s . P e r s o n n e n e s ' é t o n n e n i n e d é n o n c e u n e confusion des genres e n a p p r e n a n t qu'« u n e s e m a i n e a v a n t l'arrivée de Sarkozy à la tête de l ' U M P , le ministre de la Justice, D o m i n i q u e Perben, a a n n o n c é qu'il allait réactiver le club D i a l o g u e et Initiative, f o n d é p a r Raffarin, M i c h e l Barnier, Jacques Barrot et l u i - m ê m e en 1 9 9 9 . O b j e c t i f : " D i a l o g u e r avec la société civile" et r e c r u t e r 20 0 0 0 m e m b r e s d'ici à 2 0 0 7 » {Libération, 2 0 n o v e m b r e 2 0 0 4 ) . L e m ê m e j o u r n a l i n d i q u e sans c o m m e n t a i r e s qu'« à l'initiative de l'institut F e r n a n d - B r a u d e l , un think tank de Sâo P a u l o , la m a i r i e , la p o l i c e et la société civile se réunissent c h a q u e m o i s p o u r définir les m o y e n s de l u t t e c o n t r e la v i o l e n c e » ( 2 9 s e p t e m b r e 2004). ( D a n s les pays « en d é v e l o p p e m e n t » s o u m i s à des régimes dictatoriaux, l ' o p p o s i t i o n se désigne s o u v e n t ellem ê m e c o m m e « société civile », expression q u i recouvre alors u n e t o u t a u t r e réalité. E d w a r d Said écrit p a r exemple : « J'ai l'expérience du m o n d e arabe, où la société civile a d i s p a r u au cours des vingt ou v i n g t - c i n q dernières
1

I

- Naissance de la

biopolitique,

op.

cit,

p.

300.

LA

P R O P A G A N D E

DU

Q U O T I D I E N

69

années. D a n s des pays c o m m e l'Irak ou la Syrie, il n'y a pas de société civile ; t o u t , y c o m p r i s l'université, a été politisé, est d e v e n u partie de la société p o l i t i q u e . » D a n s ce passage, « société p o l i t i q u e » v a u t p o u r « régime de dictature ».) D a n s l'idéalisation de la société civile, les organisations n o n g o u v e r n e m e n t a l e s ( O N G ) j o u e n t les premiers rôles. L e u r p o p u l a r i t é r e m o n t e à la fin des années 1 9 6 0 avec les d é b u t s d e G r e e n p e a c e e t d e M é d e c i n s sans frontières. M a i s à n o t r e é p o q u e où le « n o n - g o u v e r n e m e n t a l » et P« h u m a n i t a i r e » t i e n n e n t u n e telle place q u e l'on a m ê m e i n v e n t é u n e nouvelle catégorie du d r o i t i n t e r n a t i o n a l , le droit humanitaire , les O N G s o n t s o u v e n t d é t o u r n é e s de leur b u t . Selon A r u n d h a t i Roy, « En I n d e , p a r exemple, le b o o m des O N G s u b v e n t i o n n é e s a c o m m e n c é à la fin des années 1 9 8 0 et d a n s les années 1 9 9 0 . Il a coïncidé avec
1 2

l ' o u v e r t u r e des m a r c h é s i n d i e n s au n é o l i b é r a l i s m e . A l ' é p o q u e , l'État, se c o n f o r m a n t aux exigences de l'ajustem e n t s t r u c t u r e l , r e s t r e i g n a i t les s u b s i d e s d e s t i n é s a u d é v e l o p p e m e n t r u r a l , à l ' a g r i c u l t u r e , à l'énergie, a u x t r a n s p o r t s et à la santé p u b l i q u e . L'État a b a n d o n n a n t s o n rôle t r a d i t i o n n e l , les O N G o n t c o m m e n c é à travailler d a n s ces d o m a i n e s . La différence, b i e n sûr, est q u e les fonds mis à leur disposition ne f o r m a i e n t q u ' u n e m i n u s cule fraction des c o u p e s o p é r é e s d a n s les finances p u b l i q u e s . L a p l u p a r t des O N G s o n t f i n a n c é e s e t p a t r o n nées par les agences d'aide au d é v e l o p p e m e n t q u i s o n t à leur t o u r financées par les g o u v e r n e m e n t s o c c i d e n t a u x , la B a n q u e m o n d i a l e , les N a t i o n s unies e t q u e l q u e s e n t r e -

1 - Powers, Politics and Culture, L o n d r e s , (ma t r a d u c t i o n ) .

B l o o m s b u r y , 2004, p.

191

2 - V o i r le d o s s i e r du Monde « G u e r r e c o n t r e le t e r r o r i s m e et d r o i t h u m a n i t a i r e » , 30 juin 2004.

70

L Q R

prises m u l t i n a t i o n a l e s [ . . . ] . Sur le l o n g t e r m e , elles s o n t responsables envers leurs d o n a t e u r s , pas envers les gens p a r m i lesquels elles travaillent. Plus la dévastation causée p a r l e n é o l i b é r a l i s m e est i m p o r t a n t e , p l u s elles p r o l i fèrent. R i e n n'illustre cela de m a n i è r e plus p o i g n a n t e q u e les E t a t s - U n i s s ' a p p r ê t a n t à envahir un pays et p r é p a r a n t s i m u l t a n é m e n t les O N G à s'y r e n d r e p o u r n e t t o y e r les d é g â t s ». E n F r a n c e , les m é d i a s utilisent les O N G e t l ' h u m a n i taire p o u r c o m b l e r un v i d e q u i n'est pas — en t o u t cas pas s e u l e m e n t - financier : il s'agit de fournir à la d é m o c r a t i e libérale le « s u p p l é m e n t d ' â m e » d o n t elle a, p a r a î t - i l , besoin. C e r t e s , le d o u t e s'est i n s i n u é chez certains d e v a n t les b o m b a r d e m e n t s h u m a n i t a i r e s de l'ex-Yougoslavie et la récupération par le social-libéralisme d'associations c o m m e S O S R a c i s m e o u N i p u t e s n i soumises. I l n ' e m p ê c h e : la L Q R c o n t i n u e à p r o m o u v o i r la société civile et à p r ô n e r la r é d e m p t i o n p a r l ' h u m a n i t a i r e .
1

VALEURS

UNIVERSELLES

U n e a u t r e i n c o n s é q u e n c e spécifique d e l a l a n g u e d e l a V R é p u b l i q u e est la façon d o n t elle exalte les valeurs universelles d o n t la France est s u p p o s é e p o r t e u s e . Les valeurs, l'universalisme français r e v i e n n e n t sans cesse dans les p r o p o s officiels récents. D a n s un e n t r e t i e n avec les lecteurs d u Parisien (13 s e p t e m b r e 2 0 0 4 ) , D o m i n i q u e d e Villepin é v o q u e « n o s valeurs partagées », « la fidélité à n o s valeurs et à la d é m o c r a t i e ». Le soir du r é f é r e n d u m c o n s t i t u t i o n nel, p r e n a n t la parole sur les c h a î n e s p u b l i q u e s en t a n t
e

I - C o n f é r e n c e d o n n é e à San F r a n c i s c o le 16 a o û t 2004 (Le Monde diplomatique, septembre 2004).

L A

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q u e m i n i s t r e de l'Intérieur, il c o n c l u t : « Il est essentiel de m e s u r e r les attentes et les aspirations du p e u p l e français e t d e n o u s r a s s e m b l e r a u t o u r des valeurs d e l a R é p u blique. » D ' a p r è s l'article 1-2 du projet de traité c o n s t i t u t i o n n e l rejeté ce j o u r - l à , « L ' U n i o n [ e u r o p é e n n e ] est fondée sur les valeurs de respect et de d i g n i t é h u m a i n e , de liberté, de d é m o c r a t i e , d'égalité, de l'État de droit ainsi q u e d u respect des d r o i t s d e l ' h o m m e , y c o m p r i s des d r o i t s des p e r s o n n e s a p p a r t e n a n t à des m i n o r i t é s , d a n s u n e société caractérisée p a r le pluralisme, la n o n - d i s c r i m i n a t i o n , la tolérance, la justice, la solidarité et l'égalité e n t r e les f e m m e s et les h o m m e s ». Les é l é m e n t s de ce v e r t u e u x catalogue s o n t recyclés à l'infini. Ainsi, q u a n d Jean-Pierre Raffarin, alors Premier m i n i s t r e , a n n o n c e la f o n d a t i o n de la « C i t é n a t i o n a l e de l'histoire de l ' i m m i g r a t i o n » d a n s le b â t i m e n t c o n s t r u i t à la porte Dorée par Albert Laprade p o u r l'Exposition coloniale de 1 9 3 1 , il fait l'éloge de la France « fidèle à son histoire et à ses valeurs de tolérance et d'universalisme », e s t i m a n t q u ' u n Français a u j o u r d ' h u i , « c'est un c i t o y e n q u i a en p a r t a g e ces valeurs [la liberté, l'égalité, la fratern i t é ] , q u i croit e n l'universel, e t q u i p e n s e e t r a i s o n n e d a n s n o t r e langue, n o t r e langue q u i est le vecteur m ê m e d e n o t r e c i v i l i s a t i o n » ( 8 juillet 2 0 0 4 ) . J a c q u e s C h i r a c , dans l'allocution d e v a n t les militantes de Ni putes ni s o u mises d o n t j ' a i déjà parlé, p r o n o n c e cinq fois « valeurs de la R é p u b l i q u e » en m o i n s de trois pages et, sur la lancée, il v a n t e r a à H o n g k o n g les « valeurs d é m o c r a t i q u e s » du régime q u i sévit sur ce territoire {Le Monde, 14 o c t o b r e 2004). Théoriciens et journalistes du maintien de l'ordre p u i s e n t eux aussi d a n s la boîte des valeurs républicaines et universelles. Le Figaro du 17 n o v e m b r e 2 0 0 4 i n d i q u e par exemple q u e « d a n s le "socle" p r o p o s é p a r le r a p p o r t

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T h é l o t sur l'avenir du système scolaire, seront dispensées u n e c u l t u r e h u m a n i s t e et scientifique ainsi q u e les valeurs de la R é p u b l i q u e ». {Socle est un m o t q u i se r é p a n d aujourd'hui dans la L Q R c o m m e une amanite en a u t o m n e . « Q u e l est le socle c o m m u n sur lequel croyants et non-croyants peuvent s'entendre?» demande M g r Jean-Pierre Ricard, p r é s i d e n t de la C o n f é r e n c e des évêques de France, dans un entretien publié dans Le Monde Au 17 j u i n 2 0 0 5 . ) A l'Assemblée n a t i o n a l e , le 10 d é c e m b r e 2 0 0 4 , C h r i s tine B o u t i n d é n o n c e la m e n a c e queer c o n t r e l'universel : « La France en vient p e u à p e u à renier les principes q u i o n t fait s a g r a n d e u r . C ' e s t l a t r a d u c t i o n i n s i d i e u s e d e l'idéologie du gender, influente à l ' O N U et au P a r l e m e n t e u r o p é e n , q u i r e m e t e n q u e s t i o n l a différence sexuelle c o m m e fait objectif et universel sur lequel repose l'organisation sociale! [...] Basculer d a n s la reconnaissance de désirs subjectifs et i n d i v i d u e l s , c'est a t t e n t e r a u x bases m ê m e s de n o t r e système normatif. » Plus prosaïque, N i c o l a s S a r k o z y s'en t i e n t a u x valeurs e u r o m é d i t e r r a n é e n n e s . En visite en Israël, il p r o n o n c e un discours à la conférence d ' H e r z l i y a (16 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) : « N o u s partageons la m ê m e m e r : la M é d i t e r r a n é e . Vos valeurs s o n t celles des E u r o p é e n s . V o u s êtes p l u s p r o c h e s d e n o u s culturellement q u e de certains de vos voisins » (lesquels ?). L a m o r t d e D e r r i d a - q u i était t o u t sauf u n p o r t e u r d e valeurs - a p e r m i s a u x officiels de b r o d e r é l é g a m m e n t sur le t h è m e . Le p r é s i d e n t de la R é p u b l i q u e l'a t r a i t é de « p e n s e u r de l'universel », ce q u i ne m a n q u e pas de p i q u a n t , s'agissant du père de la d é c o n s t r u c t i o n ; le Prem i e r m i n i s t r e a é v o q u é « sa p u d e u r et sa v o l o n t é de c o m p r e n d r e l'autre » {l'autre, s o u v e n t o r t h o g r a p h i é l'Autre, est un p e r s o n n a g e f r é q u e m m e n t r e n c o n t r é q u a n d il est q u e s tion de valeurs) ; le m i n i s t r e de la C u l t u r e et de la C o m -

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m u n i c a t i o n a i n d i q u é qu'il « a su allier la g r a n d e tradition p h i l o s o p h i q u e à des sources plus mystérieuses, plus silencieuses, n o t a m m e n t en p u i s a n t dans la pensée juive, son legs familial ». Après Sartre, après Foucault, après Deleuze, on p o u v a i t espérer en avoir fini avec l'exploitation des valeurs universelles. Q u ' e l l e soit d e v e n u e q u o t i d i e n n e et é h o n t é e représente un cas du s y m p t ô m e déjà décrit q u i consiste à se féliciter p o u r ce q u ' o n possède le m o i n s , p o u r ce q u ' o n est le m o i n s . La F r a n c e pays des droits de l'homme, la France terre d'accueil ces expressions récurrentes n ' o n t été justifiées q u ' à des m o m e n t s h i s t o r i q u e s très c o u r t s : q u e l q u e s m o i s p e n d a n t la R é v o l u t i o n , q u e l q u e s semaines p e n d a n t la C o m m u n e de Paris — d o n t le m i n i s t r e du Travail était Léo Frankel, un ouvrier a l l e m a n d , et q u i avait confié à d e u x i m m i g r é s p o l o n a i s la c o n d u i t e de ses c o m b a t t a n t s . L e reste d u t e m p s - c'est-à-dire, e n s o m m e , p r e s q u e t o u t l e t e m p s - , les étrangers o n t été a u m i e u x harcelés et au pire p e r s é c u t é s , le r é g i m e de V i c h y et le p o u v o i r a c t u e l é t a n t allés j u s q u ' à p u n i r s é v è r e m e n t l ' h é b e r g e m e n t de ceux q u i é t a i e n t / s o n t en situation « irrégulière ». Villepin, a u t e u r d ' u n livre q u e la c r i t i q u e aux o r d r e s a qualifié d ' h u m a n i s t e , s o u h a i t e p a r v e n i r à « 20 0 0 0 éloignements [admirez l ' e u p h é m i s m e ] d ' é t r a n gers en situation irrégulière en 2 0 0 5 » et insiste p o u r q u e
1 2

1 - Il s'agissait de D o m b r o w s k i , qui s e r a t u é s u r une b a r r i c a d e r u e M y r h a , et de W r o b l e w s k i , qui c o n d u i s i t la c o n t r e - a t t a q u e de la

B u t t e - a u x - C a i l l e s et p a r v i n t à s ' é c h a p p e r . « T h i e r s , la b o u r g e o i s i e , le Second E m p i r e a v a i e n t c o n t i n u e l l e m e n t t r o m p é l a P o l o g n e par d e professions de sympathie, tandis qu'en réalité ils la

bruyantes

livraient à la R u s s i e d o n t ils faisaient la sale b e s o g n e . La C o m m u n e a fait aux fils h é r o ï q u e s de la P o l o g n e l ' h o n n e u r de les p l a c e r à la t ê t e des d é f e n s e u r s de P a r i s » ( K a r l M a r x , Adresse au Conseil général de l'Association Internationale des travailleurs, Londres, 30 mai 1871).

2 - Le Requin et la Mouette, P a r i s , P i o n , 2004.

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les préfets s'assurent de « la validité des certificats d'héberg e m e n t » (Le Monde, 10 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) . Ma famille et m o i - m ê m e d e v o n s n o t r e survie à des fonctionnaires de la mairie de Marseille q u i o n t pris le risque, en 1 9 4 3 , de ne pas obéir à pareilles i n j o n c t i o n s . P e n d a n t les s o i x a n t e - d i x ans d e l a I I P R é p u b l i q u e — e n t r e la répression de la C o m m u n e sous l'œil des P r u s siens et la r e d d i t i o n au M a r é c h a l en j u i n 1 9 4 0 à B o r d e a u x —, il était p l u t ô t q u e s t i o n de la mission civilisatrice de la France. Je me souviens d'avoir reçu autrefois, à u n e d i s t r i b u t i o n des prix, des livres d ' u n e c o l l e c t i o n q u i s'appelait « 1 1 0 m i l l i o n s de F r a n ç a i s » . L'expression est a u j o u r d ' h u i c o m i q u e , m a i s les m a n u e l s scolaires c o n t i n u e n t à m a i n t e n i r l'équilibre e n t r e crimes et « bienfaits » d e l a c o l o n i s a t i o n française, t o u j o u r s p r é s e n t é e c o m m e plus h u m a i n e q u e les autres, celle de L é o p o l d au C o n g o , du Kaiser chez les H e r r e r o s , des Anglais en I n d e . D a n s le discours de Raffarin au futur m u s é e de l ' i m m i g r a t i o n , la seule a l l u s i o n au fait q u e « l ' é p o p é e c o l o n i a l e » n ' a pas toujours été u n e idylle t i e n t e n u n e phrase d ' u n e absolue symétrie : « La colonisation et la d é c o l o n i s a t i o n font partie de n o t r e histoire, avec les o m b r e s et les lumières, les réalisations et les d r a m e s atroces, le b o n h e u r et les guerres. » G a g e o n s q u e si ce m u s é e voit le jour, on n ' y verra pas de salles consacrées aux massacres o r d o n n é s p a r les g é n é r a u x d o n t le n o m a été d o n n é à des rues et des avenues d a n s t o u t e la France, de B u g e a u d à Faidherbe, de Lyautey à de Lattre. S'agissant de l ' i m m i g r a t i o n , on n'y é v o q u e r a sans d o u t e ni le d r a m e des I n d o c h i n o i s i m p o r tés de force p o u r servir de m a i n - d ' œ u v r e d a n s les usines d ' a r m e m e n t p e n d a n t la Première G u e r r e m o n d i a l e ; ni la petite île de P o u l o - C o n d o r au s u d de la C o c h i n c h i n e , q u i servit de lieu d ' e n f e r m e m e n t et de t o r t u r e aux m i l i t a n t s nationalistes ; ni le sort des « tirailleurs sénégalais » (terme

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g é n é r i q u e p o u r t o u s les Africains enrôlés dans les Forces françaises libres) ; ni les Algériens jetés d a n s la Seine le 17 o c t o b r e 1 9 6 1 . Le devoir de mémoire, f o r m u l e d u e à Mitterrand, me semble-t-il, et répandue depuis dans la L Q R , c o r r e s p o n d à u n e f o r m e de n é g a t i o n n i s m e : n ' o u b l i o n s pas les m a l h e u r s q u e n o u s avons subis, m a i s m a i n t e n o n s a u t a n t q u ' i l est p o s s i b l e l e silence s u r n o s p r o p r e s forfaits.

LES NOBLES SENTIMENTS « À certains m o m e n t s , il faut savoir c h a r m e r ; à d'autres, en imposer. » Cet aphorisme d ' E d o u a r d de Rothschild - « p a t r i c i e n s o u c i e u x du d é b a t p u b l i c », successeur de J e a n - L u c L a g a r d è r e à la p r é s i d e n c e de F r a n c e G a l o p et a c t i o n n a i r e de référence de Libération — illustre le p r o cédé t y p i q u e m e n t L Q R c o n s i s t a n t à p r é s e n t e r les « élites d i r i g e a n t e s » c o m m e u n e s o r t e d e b o n p a p a collectif, sévère mais bienveillant, f e r m e m e n t décidé à faire régner la justice p o u r le b o n h e u r des p o p u l a t i o n s . C ô t é père F o u e t t a r d , le v o c a b u l a i r e est a b o n d a n t et varié. On est déterminé: « La France c o n t i n u e r a à opposer u n e d é t e r m i n a t i o n sans faille à toutes les formes de terro1

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- te Journal du dimanche, d'un Rothschild dans

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d é c e m b r e 2004. le journal fondé

La prise de participapar J e a n - P a u l Sartre

tion

m a r q u e l e stade final d ' u n e é v o l u t i o n d o n t G u y H o c q u e n g h e m d é c r i vait déjà le début en Mao au Rotary, A g o n e , 2003). écrivait que 1986 (Lettre ouverte à ceux qui sont passés du col une préface 3 de Serge Halimi, Marseille,

r é é d . avec

D a n s son éditorial du «son investissement

d é c e m b r e 2004, S e r g e July de Rothschild] dans

[celui

Libération s e r a son p r e m i e r pas de p a t r i c i e n s o u c i e u x du d é b a t public et du r ô l e i r r e m p l a ç a b l e qu'y j o u e la p r e s s e q u o t i d i e n n e é c r i t e et p a y a n t e » . S u r ce sujet, v o i r P i e r r e R i m b e r t , L i b é r a t i o n de Sartre à Rothschild, Paris, Raisons d'Agir Éditions, 2005.

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risme », a n n o n c e le président de la R é p u b l i q u e dans u n e i n t e r v e n t i o n télévisée après la libération des journalistes otages (22 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) . On est résolu, responsable, courageux. « Il faut avoir le courage de poser la q u e s t i o n des p r o c é d u r e s d ' é l o i g n e m e n t [ e n t e n d e z : d ' e x p u l s i o n ] », affirme Nicolas Sarkozy d a n s un article du Monde intitulé « P o u r q u o i des sans-papiers ?» (18 janvier 2 0 0 3 - a u c u n h u m o u r décelable dans ce titre). On sait faire preuve de rigueur et de fermeté: « I n v i t é du j o u r n a l télévisé de 2 0 heures sur T F 1 , l e ministre d e l'Intérieur, Jean-Louis D e b r é , a réitéré ses p r o p o s de fermeté, précisant u n e n o u velle fois qu"'il n'y aura pas de régularisation" [des sanspapiers] » {Le Monde, 18 a o û t 1996). François Fillon, on l'a vu, s'était engagé à « u n e fermeté absolue » envers les jeunes filles q u i se présenteraient à la rentrée scolaire avec un foulard sur la tête (France Inter, 8 juillet 2 0 0 4 ) . Les r é a c t i o n s d o i v e n t être r a p i d e s , en temps réel c u r i e u s e expression d e l a L Q R : q u e p o u r r a i t b i e n être u n e r é a c t i o n e n t e m p s v i r t u e l ? C o n t r e les f a u c h e u r s d ' O G M , u n e circulaire d e D o m i n i q u e Perben, garde des Sceaux, d e m a n d a i t a u x m a g i s t r a t s ( 4 j u i n 2 0 0 4 ) « d e veiller à ce q u e les a u t e u r s de tels faits, dès lors qu'ils a u r o n t été identifiés et a p p r é h e n d é s p a r les services d ' e n q u ê t e , s o i e n t p o u r s u i v i s avec r i g u e u r e t f e r m e t é , e n t e n a n t c o m p t e de leur p e r s o n n a l i t é , suivant les voies de traitement en temps réel sous les qualifications pénales les plus adaptées aux faits de l'espèce ». (La m a n i è r e d o n t il sera t e n u c o m p t e de la p e r s o n n a l i t é des d é l i n q u a n t s n'est pas précisée.) On est b i e n d é c i d é à u n e tolérance zéro c o n t r e t o u t m a n q u e m e n t à l'ordre républicain. O n n'accepte plus ces zones de non-droit où m ê m e la police n'ose plus aller. On c o m b a t toutes les démissions — de la famille, de l'école, de la justice —, tous les laxismes c o n d u i s a n t à la fin de l'autorité.

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Il ne m a n q u e pas de b o n s esprits p o u r déplorer cette fin, d o n t ils t r o u v e n t les prémisses d a n s la « pensée 68 ». Ainsi A l a i n R e n a u t , g r a n d p o u r f e n d e u r d e cette p e n s é e ( r e p r é s e n t é e p a r M i c h e l F o u c a u l t , Pierre B o u r d i e u , J a c q u e s D e r r i d a e t a u t r e s fossoyeurs d e l ' a u t o r i t é ) , p r e n d - i l p o s i t i o n sur le carcéral : « Si c h a c u n ou p r e s q u e v o i t sans difficulté, a u j o u r d ' h u i , q u e l a p r i v a t i o n d e liberté, sous la f o r m e de l'incarcération, n'est pas forcém e n t la solution la plus appropriée, on c o m m e n c e aussi à apercevoir q u e l'attitude q u ' i n d u i s a i t la d é c o n s t r u c t i o n de la pénalité m o d e r n e n'est pas n o n plus, en o u v r a n t s o u v e n t sur u n e s i m p l e d é n o n c i a t i o n d e " l ' É t a t p é n a l " c o m m e tel, celle q u i , de t o u t e évidence, risque de s'avérer la plus f é c o n d e . À déculpabiliser en effet le c r i m i n e l , à p s y c h o l o g i s e r ou à sociologiser son acte, on ne l'aide a u c u n e m e n t à se r e c o n s t r u i r e u n e v o l o n t é responsable, bref à construire u n e subjectivité q u i lui a en partie fait d é f a u t . » La r e c o n s t r u c t i o n de la v o l o n t é et de la subjectivité par la prison, il fallait y penser.
1 2

C e p e n d a n t , ces ministres austères, ces inflexibles j o u r nalistes, ces chefs d ' e n t r e p r i s e d é t e r m i n é s , ces intellectuels i n c o r r u p t i b l e s n e d o i v e n t s u r t o u t pas être m i s e n scène c o m m e i n h u m a i n s . L'intitulé m ê m e des différents ministères et secrétariats d ' É t a t i n d i q u e déjà t o u t e la sollic i t u d e du p o u v o i r envers les couches défavorisées de la p o p u l a t i o n . C ' e s t ainsi q u e l e g o u v e r n e m e n t V i l l e p i n , c o n s t i t u é au l e n d e m a i n du rejet de la C o n s t i t u t i o n e u r o p é e n n e , c o m p r e n d u n m i n i s t r e d é l é g u é à l'Égalité des

1 - Luc F e r r y et A l a i n R e n a u t , La Pensée 68, P a r i s , G a l l i m a r d , F o l i o , 1988. 2 - La Fin de l'autorité, P a r i s , F l a m m a r i o n , 2004, p. 224.

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chances, un a u t r e à l ' E m p l o i , au Travail et à l'Insertion p r o f e s s i o n n e l l e des j e u n e s , u n e m i n i s t r e d é l é g u é e à la C o h é s i o n sociale et à la Parité, un a u t r e à la S é c u r i t é sociale, aux Personnes âgées, aux Personnes h a n d i c a p é e s et à la Famille. Le p r é c é d e n t g o u v e r n e m e n t c o m p o r t a i t en o u t r e un secrétaire d ' É t a t à la L u t t e c o n t r e la précarité et l'exclusion. J e u n e s et vieux, h a n d i c a p é s , femmes, p r é caires, familles, exclus et victimes en t o u t g e n r e o n t ainsi u n ( e ) m i n i s t r e q u i veille sur eux d e p u i s les h a u t e u r s de l'exécutif républicain. La L Q R s o u l i g n e t o u t e s les o c c u r r e n c e s o ù , face à l'inacceptable, à l'intolérable, à l'odieux, ceux q u i d i r i g e n t et i n f o r m e n t le pays se m o n t r e n t capables, c o m m e vous et m o i , d ' é m o t i o n , ci indignation et m ê m e d'effroi. Le 25 m a r s 2 0 0 2 , à l'occasion d ' u n e grève des c o n d u c t e u r s d ' a u t o b u s marseillais après u n e agression, D a n i e l Bilalian apparaît, bouleversé, au journal de 13 heures de F r a n c e 2 : « On ne sait plus quel adjectif employer. On p o u v a i t p e n s e r à l ' i m p e n s a b l e s u r v e n u la s e m a i n e d e r nière à Évreux, d a n s un s u p e r m a r c h é à N a n t e s , ou encore à B e s a n ç o n avec ces d e u x jeunes filles t o r t u r a n t u n e trois i è m e . . . Eh b i e n à Marseille, c'est a u t r e c h o s e . » C e t t e « agression » a n n o n c é e avec t a n t d ' é m o t i o n trois semaines avant l'élection présidentielle était simulée p a r le chauffeur p o u r o b t e n i r u n e m u t a t i o n . Lors d ' u n e autre agress i o n d u m ê m e g e n r e , celle d e M a r i e L . e t d e son b é b é d a n s le R E R (9 juillet 2 0 0 4 ) , s u r v e n u e c o m m e t o u s les
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I - N i c o l a s S a r k o z y a c r é é (16 juin 2005) une « d é l é g a t i o n c o m m u ne à la p o l i c e et à la g e n d a r m e r i e c h a r g é e de p i l o t e r la p o l i t i q u e d'aide aux v i c t i m e s au sein du m i n i s t è r e de l ' I n t é r i e u r » . Le l e n d e main, Pascal C l é m e n t , m i n i s t r e de la J u s t i c e , a d é c l a r é au Monde qu'il avait désigné deux m e m b r e s de s o n c a b i n e t « p o u r s ' o c c u p e r du p r o b l è m e des v i c t i m e s » . « P e r s o n n e , a-t-il p r é c i s é , n'a l e m o n o p o l e des victimes. »

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m é d i a s l ' o n t souligné « au l e n d e m a i n du discours h a u t e m e n t symbolique de Jacques Chirac au C h a m b o n - s u r L i g n o n a p p e l a n t t o u s les Français à un "sursaut" face à la m o n t é e de l ' a n t i s é m i t i s m e », le p r é s i d e n t de la R é p u blique a « e x p r i m é son effroi » et d e m a n d é q u e les auteurs de « cet acte o d i e u x » soient retrouvés, « jugés et c o n d a m nés avec t o u t e la sévérité q u i s ' i m p o s e » (Le Monde, 1 3 juillet). A u l e n d e m a i n d e l'incendie d u centre social juif de la rue P o p i n c o u r t - œ u v r e d ' u n pauvre fou, juif de surcroît —, C h i r a c fait p a r t de sa « p r o f o n d e i n d i g n a t i o n », c o n d a m n e « avec force cet acte inqualifiable » et rappelle « la d é t e r m i n a t i o n a b s o l u e [la d é t e r m i n a t i o n p r é s i d e n tielle est t a n t ô t absolue, t a n t ô t sans faille] des p o u v o i r s publics à rechercher les a u t e u r s de ces agissements i n a c ceptables ». B e r t r a n d D e l a n o ë se déplace sur les lieux, où il se déclare ému de ces é v é n e m e n t s q u i « i n t e r v i e n n e n t d a n s un c l i m a t m a l s a i n et d a n g e r e u x » (Le Monde, 24 a o û t 2 0 0 4 ) . Jack L a n g s'enflamme : « H a l t e aux b e a u x d i s c o u r s , a u x l a r m e s d e c r o c o d i l e , a u x paroles verbales et a u x s e m p i t e r n e l s regrets ou p l e u r n i c h e r i e s , place à l'action. » (Il ne précise pas quel type d'action il envisage.)

M a i s c'est bien malgré elles q u e nos élites s o n t a m e n é e s à s'indigner car leur t e n d a n c e naturelle les p o r t e r a i t au c o n t r a i r e à Y écoute bienveillante du p e u p l e e n f a n t - en p a r t i c u l i e r après l e r é f é r e n d u m c o n s t i t u t i o n n e l d e m a i 2 0 0 5 : « Il faut intégrer u n e d i m e n s i o n d ' é c o u t e . N o t r e rôle n'est pas u n i q u e m e n t d e faire d e l ' a r g e n t , m a i s d'avoir un m i n i m u m de responsabilité d a n s la société », déclare H u g u e s A r n a u d Meyer, e x - c a n d i d a t à la succession de Seillière à la tête du M e d e f (Le Monde, 1 j u i n 2 0 0 5 ) . N o s dirigeants n e m a n q u e n t jamais u n e occasion de manifester leur i n d u l g e n c e p o u r ceux q u i ne s o n t pas
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assez é d u q u é s - i n f o r m é s p o u r c o m p r e n d r e l e sens des efforts faits p o u r leur venir en aide. Leur solidarité avec ceux q u i souffrent est sans faille, s u r t o u t q u a n d ces derniers s o n t d e v e n u s célèbres. C h i r a c , q u a n d il a p p r e n d la libération d e Georges M a l b r u n o t e t C h r i s t i a n C h e s n o t , « i n t e r r o m p t i m m é d i a t e m e n t ses vacances à M a r r a k e c h , où il vient d'arriver ». L'ensemble des m é d i a s souligne ce sacrifice en r a p p e l a n t l'implication personnelle du présid e n t t o u t au l o n g de l'affaire. Vanessa S c h n e i d e r rappelle q u e « le 5 m a i 1 9 8 8 , il est le p r e m i e r à se précipiter sur le t a r m a c de l ' a é r o p o r t p o u r serrer les m a i n s de M a r c e l C a r t o n , M a r c e l F o n t a i n e e t J e a n - P a u l K a u f f m a n n libérés après trois ans de d é t e n t i o n au L i b a n » et q u ' e n 1 9 9 5 « il se r e n d de n o u v e a u à Villacoublay p o u r accueillir les d e u x pilotes français retenus q u a t r e m o i s en Bosnie après q u e l e u r M i r a g e a été a b a t t u » (« C h i r a c , p r o f e s s i o n n e l du regard m o u i l l é », Libération, 23 d é c e m b r e 2 0 0 4 . On le r e t r o u v e r a é v i d e m m e n t six m o i s p l u s t a r d au bas de la passerelle de l'avion r a p a t r i a n t Florence A u b e n a s ) . Les h o m m e s d ' E t a t n ' o n t pas l e m o n o p o l e d u c œ u r . Les financiers s o n t eux aussi des â m e s sensibles, c o m m e leurs j o u r n a l i s t e s n e m a n q u e n t pas d e l e s o u l i g n e r . L e b a r o n Seillière s'attriste q u e l ' o n « a t t r i b u e facilement à l'entreprise le fait d'être licencieur, p o l l u e u r , harceleur, m e n t e u r , etc. L e c o m b a t p o u r l'entreprise est u n c o m b a t p o u r p r é s e n t e r les v a l e u r s d e c e m é t i e r q u i s o n t a u contraire l ' e m b a u c h e , l ' i n n o v a t i o n , la f o r m a t i o n , la p r o m o t i o n des h o m m e s e t des f e m m e s e t f o n d a m e n t a l e ment, la source du progrès et du c h a n g e m e n t dans la société» {Entreprendre, d é c e m b r e 2 0 0 4 , p . 3 5 ) . W e n d e l I n v e s t i s s e m e n t , f o n d s de p l a c e m e n t a p p a r t e n a n t à Seillière, vient de faire un d o n de 3,5 millions d'euros à l ' I n s e a d , école d e m a n a g e m e n t i n t e r n a t i o n a l e liée a u C e n t r e i n t e r n a t i o n a l W e n d e l p o u r les entreprises fami-

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liales. M m e Priscilla de M o u s t i e r , q u i assure Y interface ( m o t L Q R type), précise : « N o u s s o m m e s c o n t r i b u t e u r s , n o n s e u l e m e n t financièrement, mais aussi intellectuellem e n t . Le g r o u p e familial fait l'objet d ' u n cas d'enseignem e n t » {Le Monde, 10 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) . M i c h e l F o u c a u l t , dans son cours du 21 mars 1 9 7 9 , expliquait q u e « les gens q u i o n t des revenus élevés s o n t des gens q u i d é t i e n n e n t , c o m m e le p r o u v e le caractère élevé de leurs revenus, un capital h u m a i n élevé. Et le p r o b l è m e p o u r eux, c'est de t r a n s m e t t r e à leurs enfants n o n pas t e l l e m e n t un héritage au sens classique du t e r m e , q u e cet autre é l é m e n t q u i , lui aussi, lie les g é n é r a t i o n s les unes aux autres, mais sur un t o u t a u t r e m o d e q u e l'héritage t r a d i t i o n n e l , c'est la transmission du capital h u m a i n ».
1

La p o l i t i q u e de la Ville de Paris ruisselle elle aussi de b o n n e s i n t e n t i o n s . D a n s s a c a m p a g n e p o u r les J e u x à Paris en 2 0 1 2 , le m a i r e a répété qu'il les voulait « p o p u laires, solidaires, écologiques et é t h i q u e s », l'accent é t a n t mis sur « des m o d e s de t r a n s p o r t propres, des infrastructures c o n f o r m e s aux n o r m e s d e H a u t e Q u a l i t é E n v i r o n n e m e n t a l e ainsi q u e sur le d é v e l o p p e m e n t d u r a b l e ». La liste des sponsors — B o u y g u e s , Carrefour, Axa, Lagardère, A c c o r . . . - laissait prévoir ce q u i en aurait été. B e r t r a n d D e l a n o ë précisait q u e « cette "trace o l y m p i q u e " est aussi s y n o n y m e de convivialité et de t o l é r a n c e accrues : c'est d a n s cet esprit q u e n o u s avons mis l'accent sur l'accessibilité des lieux a u x p e r s o n n e s h a n d i c a p é e s , car la cité de d e m a i n ne d o i t pas exclure mais au c o n t r a i r e s'enrichir des différences et favoriser leur expression h a r m o n i e u s e » (éditorial de la r e v u e m u n i c i p a l e A Paris, n o v e m b r e d é c e m b r e 2 0 0 4 , c'est-à-dire au d é b u t d ' u n e vague de froid. Les milliers de p e r s o n n e s q u i d o r m e n t dans les rues

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- Naissance

de

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biopolitique,

op.

cit.,

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de la capitale a u r o n t t r o u v é là u n e occasion de s'enrichir de leur différence). P a r m i les t h è m e s rassurants destinés à faire c o n t r e p o i d s au d i s c o u r s répressif, la convivialité est l ' u n des p l u s r é p a n d u s . Elle est conseillée p a r voie d'affiches d a n s les t r a n s p o r t s e n c o m m u n parisiens, c e q u i n ' e m p ê c h e pas leurs responsables de faire patrouiller d a n s les couloirs du m é t r o des équipes de sécurité b e a u c o u p plus terrifiantes q u e la police, avec leurs chiens d ' a t t a q u e . La S N C F lance le « i-tgv » sur sa ligne M é d i t e r r a n é e : la r a m e c o m p o r t e r a trois espaces, « bien-être », « convivialité » et u n e voiture « d é c o u v e r t e ». Les c o n t r ô l e u r s p r e n d r o n t le n o m de « superviseurs ». D a n s un terrain vague du X I I a r r o n d i s s e m e n t t r a n s f o r m é e n « j a r d i n p a r t a g é » d e 2 3 6 m , les bénéficiaires « se s e n t e n t frustrés de n'avoir à b i n e r q u e leur seul enclos malgré la convivialité des soupes collectives régulières» {Libération, 13 o c t o b r e 2 0 0 4 ) . E n t r e la place de la R é p u b l i q u e et la gare de l'Est, à l ' a u t o m n e 2 0 0 4 , on p o u v a i t lire sur des p a n n e a u x en regard des trav a u x : « Afin d ' a m é n a g e r v o t r e q u a r t i e r en v é r i t a b l e espace de vie convivial et tranquille, la M a i r i e de Paris va t r a n s f o r m e r le boulevard M a g e n t a en espace civilisé. » Au p r e m i e r plan de l'image de synthèse illustrant les travaux t e r m i n é s , u n e j e u n e f e m m e seule, assise sur u n b a n c , s e m b l e réfléchir à son p r o c h a i n suicide. D a n s un a r r o n d i s s e m e n t voisin, u n p a n n e a u d e m ê m e style précise q u e les bacs à fleurs p a r lesquels on s'apprête à défigurer la r u e des Rosiers - projet réalisé à l'été 2 0 0 5 - s o n t là p o u r « favoriser u n e plus g r a n d e convivialité dans un e n v i r o n n e m e n t végétalisé ». (Je conseillerais volontiers aux p o u r chasseurs professionnels du « nouvel antisémitisme » de se p e n c h e r sur cette végétalisation-là.)
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Convivialité de Paris-Plage, de la N u i t b l a n c h e , de ce qu'est d e v e n u e la G a y Pride, des « espaces civilisés » : le

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b u t est de représenter u n e ville p r o p r e et joyeuse v i v a n t des e x p é r i e n c e s festives et c o m m u n a u t a i r e s sous l'œil bienveillant de ses édiles de g a u c h e . La sécurité n'est pas p o u r autant oubliée. David M a n g i n , « architecte, urban i s t e , l a u r é a t d u p r o j e t d e r é n o v a t i o n des H a l l e s d e P a r i s » , a p p o r t e des p r é c i s i o n s sur c e p o i n t d a n s u n article p r ô n a n t la fluidité de la ville : « Il n'est pas du t o u t p r o u v é q u ' u n système d'espace p u b l i c passant (des rues, p o u r parler simple) avec covisibilité j o u r et n u i t et distrib u a n t des cours, des jardins, des clos, n ' a p p o r t e pas t o u t a u t a n t u n e cosurveillance efficace et citoyenne, de m ê m e q u e des possibilités d ' i n t e r v e n t i o n r a p i d e d ' u n e g e n d a r m e r i e et d ' u n e police de p r o x i m i t é » [Le Monde, 17 j u i n 2 0 0 5 , s o u l i g n é p a r m o i ) . L a c o s u r v e i l l a n c e efficace e t c i t o y e n n e c o m m e p r e m i e r t e m p s de la d é l a t i o n ?
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UNE

SÉMANTIQUE

«ANTITERRORISTE»

P o u r des raisons t e n a n t à l'histoire et à la c u l t u r e p o l i tique, les suites du 11 s e p t e m b r e 2 0 0 1 o n t été plus graves en France q u e dans les autres pays e u r o p é e n s . Le dispositif policier déjà b i e n fourni a été renforcé et des lois sécuritaires c o m m e o n n ' e n avait pas v u d e p u i s V i c h y o n t été votées sans t r o p de p r o t e s t a t i o n s . M a i s ces mesures spectaculaires n e s o n t p e u t - ê t r e pas l e p l u s i m p o r t a n t d e l'affaire. Les m o t s et s y n t a g m e s q u i firent alors leur a p p a r i t i o n d a n s la L Q R , les modifications de forme et s u r t o u t de sens d'expressions a n c i e n n e s , t o u t e cette dérive a u r a p e u t - ê t r e u n i m p a c t plus d u r a b l e q u e des décrets, arrêtés

I — S u r c e t t e r é n o v a t i o n et sur ce p r o j e t , v o i r F r a n ç o i s F r o m o n o t , La Campagne des Halles, les nouveaux malheurs de Paris, Paris, La

F a b r i q u e , 2005.

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et lois abrogeables du j o u r au l e n d e m a i n . C ' e s t q u e les faits de langage s o n t plus têtus q u e les autres, et s u r t o u t qu'ils s o n t performatifs : p a r leur a p p a r i t i o n , ils révèlent des t e n d a n c e s qu'ils c o n t r i b u e n t e n s u i t e à renforcer, c o n t a m i n a n t p a r o n d e s successives d ' a u t r e s m i l i e u x , d'autres castes, d'autres m é d i a s . Ainsi a - t - o n v u surgir d u m a g m a m é d i a t i c o - p o l i t i q u e u n e e n t i t é nouvelle, Xarabo-musulman, q u i a g a g n é en quelques semaines t o u t e la L Q R j u s q u e dans ses variantes les plus distinguées. D a n s un entretien accordé au Monde (28 a o û t 2 0 0 4 ) , o ù c h a q u e m o t est pesé, D o m i n i q u e d e Villepin, à l'époque ministre de l'Intérieur, laisse échapper u n e ligne révélatrice : p a r l a n t des « actions violentes à caractère antisémite sur les sept premiers mois de l'année », il précise que « c i n q u a n t e [d'entre elles] o n t été commises p a r des i n d i v i d u s d'origine arabo-musulmane». À l'autre b o r d (si l'on p e u t dire), M i c h e l Rocard écrit dans Le Figaro du 16 n o v e m b r e 2 0 0 4 : « Il faut aussi trouver des alliés, au sein du monde arabo-musulman, p o u r t r i o m p h e r des forces de destruction q u i s'y d o n n e n t libre cours. » On connaissait les judéo-bolcheviques, les hitléto-trotskistes, mais les a r a b o - m u s u l m a n s ? Le succès de la formule, repose d'abord sur l'ignorance des Français, d o n t b e a u c o u p s o n t c o n v a i n c u s q u e les Turcs et les Iraniens s o n t des A r a b e s et q u e t o u s les A r a b e s s o n t m u s u l m a n s . Arabomusulman renforce cette ignorance et favorise l'amalgame de tous les basanés. Elle aide à légitimer la « lutte antiterroriste » dans le m é t r o , les cités, les aéroports. C e u x qui sont fouillés au corps, gardés à v u e , r e c o n d u i t s à la frontière, sont-ils des citoyens de la R é p u b l i q u e d é m o c r a t i q u e algérienne, du Royaume marocain, de la République tunisienne ? Viennent-ils d'ailleurs, Saoudiens, Syriens ou, q u i sait, Palestiniens ? Peu i m p o r t e au fond, ce sont des arabom u s u l m a n s , cible n° 1 de la « lutte antiterroriste ».

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P o u r r é c u p é r e r les A r a b e s c i t o y e n s français d a n s l e grand amalgame, on dispose d ' u n m o t plus ancien, maghrébin, a p p a r u après l ' i n d é p e n d a n c e p o u r r e m p l a c e r nord-africain — t r o p lié à nordaf, l ' u n e des expressions m é p r i s a n t e s d u b o n vieux t e m p s . Q u e maghrébin soit u n m o t d u c o l o n i a l i s m e m e s e m b l e é v i d e n t p o u r plusieurs r a i s o n s . Il y a la f r é q u e n c e du f a n t a s m e : M a r i e L., la m y t h o m a n e d u R E R d o n t j ' a i parlé plus h a u t , n'est q u e l ' u n e des centaines de f e m m e s décrivant leurs agresseurs c o m m e « des jeunes de type m a g h r é b i n ». De plus, e n t r e A g a d i r et D j e r b a , les gens à q u i l ' o n d e m a n d e r a i t « ce qu'ils s o n t » r é p o n d r a i e n t sans d o u t e m a r o c a i n s , o u kabyles, ou de Bizerte, ou arabes, mais pas m a g h r é b i n s . La L Q R a r e m p l a c é nord-africain p a r l ' e u p h é m i q u e maghrébin d a n s les a n n é e s 1 9 6 0 , m o m e n t où elle a a b a n d o n n é l ' e u p h é m i s m e israélite p o u r désigner le juif — évol u t i o n croisée q u i e n d i t l o n g sur l a place des d e u x groupes d a n s la société française. C o m m e leurs p a r e n t s , les fils et filles de maghrébins s o n t désignés en L Q R p a r u n e expression globalisante : issu(e)s de l'immigration. D a n s un g u i d e intitulé Laïcité et enseignement distribué par la C o n f é r e n c e des présidents d'universités, C h r i s t i a n Mestre, ancien président de l'université S t r a s b o u r g III écrit : « C e t t e d é m o c r a t i s a t i o n [de l ' e n s e i g n e m e n t s u p é r i e u r ] a a m e n é d a n s les universités des p o p u l a t i o n s q u i n'y allaient pas jusque-là, en p a r t i c u lier des j e u n e s issus d e l ' i m m i g r a t i o n q u i a v a i e n t u n e a u t r e religion, d'autres p r a t i q u e s culturelles . » (La p o n c t u a t i o n est révélatrice : un p r é s i d e n t d ' u n i v e r s i t é écrit n o r m a l e m e n t : « des j e u n e s , issus de l ' i m m i g r a t i o n , q u i a v a i e n t . . . » ; l ' a b s e n c e de v i r g u l e après i m m i g r a t i o n , o u t r e qu'elle est g r a m m a t i c a l e m e n t fautive, r e n f o r c e
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I - France Soir, 13 s e p t e m b r e 2004.

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l'essentialisation d e ces j e u n e s - l à , q u i e n c o m b r e n t n o s halls d ' i m m e u b l e s , nos centres de r é t e n t i o n , nos prisons.) D a n s L'Express d u 2 0 s e p t e m b r e 2 0 0 4 , P i e r r e - A n d r é Taguieff s'avance : « La c o n d i t i o n de t o u t e action collective c o n t r e la " m o n t é e de l ' a n t i s é m i t i s m e " est de reconnaître q u e l'intégration des j e u n e s issus de l ' i m m i g r a t i o n a en partie é c h o u é . » Ni c o l a s Weill, p o u r f e n d e u r j o u r n a listique de l'antisémitisme dans sa version estampillée L i k o u d , parle de « n o u v e a u x acteurs de la h a i n e antijuive, n o m m é m e n t des agresseurs issus des b a n l i e u e s o u d e l ' i m m i g r a t i o n ».
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M a l g r é l a x é n o p h o b i e généralisée p o s t - 1 1 s e p t e m b r e , on n ' e n t e n d jamais traiter d'issu(e)s de l'immigration des j e u n e s gens ou jeunes filles nés en France de p a r e n t s p o r tugais, italiens ou p o l o n a i s . C ' e s t q u e l'expression a un sens clair p o u r t o u t le m o n d e : né(e)s de parents « maghrébins ». C e s « j e u n e s »-là, proies t o u t e s désignées p o u r le r e d o u t a b l e salafisme, h a b i t e n t des quartiers sensibles ( o n p e u t regretter q u e les m o d e s d'expression de cette sensibilité n e s o i e n t j a m a i s précisés). U n r é c e n t r a p p o r t d e l a section « dérives urbaines » des r e n s e i g n e m e n t s généraux - des situationnistes infiltrés aux RG ? - p r o p o s e h u i t critères p o u r d é t e r m i n e r si un quartier sensible est m a r q u é p a r u n r i s q u e d e repli communautaire: « u n n o m b r e i m p o r t a n t d e familles d ' o r i g i n e i m m i g r é e , p r a t i q u a n t parfois la p o l y g a m i e ; un tissu associatif c o m m u n a u t a i r e ; la présence de c o m m e r c e s e t h n i q u e s ; la m u l t i p l i c a t i o n de lieux de c u l t e m u s u l m a n ; le p o r t d ' h a b i t s o r i e n t a u x et religieux ; les graffitis a n t i s é m i t e s et a n t i - o c c i d e n t a u x ; l'existence, au sein des écoles, de classes r e g r o u p a n t des

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- La République

et les Antisémites,

Paris,

Grasset,

2004,

p.

15.

Ce

livre paraît dans la c o l l e c t i o n « N o u v e a u c o l l è g e de p h i l o s o p h i e » , dirigée par A l a i n R e n a u t .

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p r i m o - a r r i v a n t s ne p a r l a n t pas français ; la difficulté à m a i n t e n i r u n e p r é s e n c e d e Français d ' o r i g i n e » (Le Monde, 6 juillet 2 0 0 4 ) . « S e n s i b l e » est un qualificatif q u i p e u t s e m b l e r t r o p a n o d i n . D a n s Le Figaro ( 1 6 d é c e m b r e 2 0 0 4 ) , J e a n P h i l i p p e M o i n e t , f o n d a t e u r d e l ' O b s e r v a t o i r e d e l'extrém i s m e , i n d i q u e q u e son « p l a n d ' a c t i o n et d ' i n f o r m a t i o n civique », p r é s e n t é p a r le H a u t C o n s e i l à l ' i n t é g r a t i o n , p r o p o s e u n e « série d'actions de p r o x i m i t é ciblées vers les 2 0 0 quartiers classés "ultra-sensibles" p a r les services de l ' I n t é r i e u r et d e v e n u s des foyers d ' i n t o l é t a n c e i n a c c e p tables ». Il s'agit de « m a r g i n a l i s e r le p r o s é l y t i s m e d ' u n autre âge de q u el q u es extrémistes ». Faire de Vultra-sensibilité u n e cible à r é d u i r e p a r des a c t i o n s de proximité p a r a î t en effet un p r o g r a m m e civique à m e t t r e en œ u v r e d ' u r g e n c e , car « les forces q u i exploitent les identités exacerbées ne s o n t pas inactives en France, c o m m e ailleurs en E u r o p e ».

Lslamiste, autre m o t déferlant de l'après-11 s e p t e m b r e , est si s o u v e n t utilisé d a n s les faits-divers, les r a p p o r t s d'experts et les j o u r n a u x télévisés q u ' o n p e r d de v u e sa n a t u r e de d o u b l e t pervers, q u i a sur islamique l'avantage de r i m e r avec terroriste. D a n s le dossier du Monde s u r « L'état de la " m e n a c e islamiste" trois ans après le 11 sept e m b r e » (11 s e p t e m b r e 2 0 0 4 , les guillemets s o n t de la r é d a c t i o n d u j o u r n a l ) , Gilles Kepel e x p l i q u e : « J ' a i o p t é très tôt p o u r le t e r m e "islamiste", plus e x a c t e m e n t " m o u v e m e n t islamiste". E u x s'appellent harakat islamiyya, le " m o u v e m e n t islamique". D e v o n s - n o u s calquer leur term i n o l o g i e ? N o n . O n n e d o i t pas p r e n d r e p o u r a r g e n t c o m p t a n t l a façon d o n t u n m o u v e m e n t o u u n g r o u p e s e définit. » M a i s q u i sont-ils d o n c , « eux », ceux d o n t il faut

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L Q R

éviter de r e p r e n d r e les t e r m e s ? R é p o n s e de Kepel : « Q u i a c o m m i s les a t t e n t a t s de M a d r i d ? D e s j e u n e s émigrés dévoyés q u i faisaient p a r t i e du tissu social de l ' i m m i g r a t i o n locale. Il y a là un véritable p r o b l è m e q u i t i e n t à la p o r o s i t é d u passage e n t r e l e salafisme, cette m o u v a n c e ultrarigoriste q u i i n t i m e aux j e u n e s de se laisser pousser la b a r b e , a u x filles de se voiler, p r ô n e la r u p t u r e au q u o t i d i e n avec l ' e n v i r o n n e m e n t i m p i e d é c r i é , e t l a m o u v a n c e salafiste d j i h a d i s t e q u i , elle, d é b o u c h e sur l e t e r r o r i s m e [ . . . ] . La m e n a c e ne sera é r a d i q u é e q u e si les sociétés civiles s ' e m p l o i e n t d ' u r g e n c e à l ' é r a d i q u e r . » C e l u i q u i p r ô n e ainsi u n e société civile éradicatrice, c o m m e les g é n é r a u x - b o u r r e a u x d e l'Algérie, n'est n i u n policier ni un expert de la « l u t t e a n t i t e r r o r i s t e » : Gilles K e p e l est u n « spécialiste r e c o n n u d e l'espace a r a b o m u s u l m a n » ( d ' a p r è s Le Mondé), t i t u l a i r e de la c h a i r e M o y e n - O r i e n t - M é d i t e r r a n é e à S c i e n c e s - P o . D a n s ses p r o p o s et ses livres, il est fidèle à u n e t r a d i t i o n r e m o n t a n t à T o c q u e v i l l e , l ' u n des g é n i e s t u t é l a i r e s de c e t t e école, q u i écrivait e n 1 8 4 1 : « A p r è s l ' i n t e r d i c t i o n d u c o m m e r c e , l e s e c o n d m o y e n [de r é d u i r e l a r é s i s t a n c e a r a b e en Algérie] est le ravage du pays. Je crois q u e le d r o i t de la guerre n o u s autorise à ravager le pays et q u e n o u s d e v o n s le faire soit en d é t r u i s a n t les m o i s s o n s à l ' é p o q u e de la récolte, soit d a n s t o u s les t e m p s en faisant d e ces i n c u r s i o n s rapides q u ' o n n o m m e razzias e t q u i o n t p o u r objet de s'emparer des h o m m e s et des t r o u p e a u x . » Ravager le pays (Tocqueville, 1 8 4 1 ) , éradiquer la m o u v a n c e salafiste en F r a n c e (Kepel, s e p t e m b r e 2 0 0 4 ) , nettoyer a u K â r c h e r l a C i t é des 4 0 0 0 d e L a C o u r n e u v e (Sarkozy, j u i n 2 0 0 5 ) : la seule vraie différence est d a n s la
1

I

Travail

sur

l'Algérie,

1841,

in

Sur

l'Algérie,

Paris,

Garnier-

F l a m m a r i o n , 2003, p. ! 14.

L A

P R O P A G A N D E

D U

Q U O T I D I E N

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langue, d ' u n c y n i s m e élégant chez le h o b e r e a u n o r m a n d , d ' u n e b r u t a l e vulgarité chez le professeur et le m i n i s t r e .

Les islamistes s o n t t o u j o u r s s u s p e c t s d ' ê t r e liés à AlQaida, expression q u o t i d i e n n e m e n t r e n c o n t r é e d a n s la L Q R . Peu i m p o r t e q u e d a n s t o u t e l ' E u r o p e des procès se soient t e r m i n é s p a r la déconfiture d'accusations fondées sur u n n o m , u n e p h o t o floue, u n m o n t a g e policier bâclé. Peu i m p o r t e qu'il soit d é s o r m a i s clair q u ' A l - Q a i d a , e n t a n t q u ' o r g a n i s a t i o n t e n t a c u l a i r e e t s t r u c t u r é e , n'existe t o u t s i m p l e m e n t pas. U n ancien responsable d e l a C I A , chargé d e l ' i n f d t r a t i o n d ' a g e n t s a u M o y e n - O r i e n t p e n d a n t plus de vingt ans, r é p o n d aux q u e s t i o n s de Libération (21 n o v e m b r e 2 0 0 3 ) : « J e ne vois rien q u i p e r m e t t e de parler d ' u n "cerveau" derrière ces a t t e n t a t s [à I s t a n b u l ] . A l - Q a i d a est u n e idée, pas u n m o u v e m e n t s t r u c turé. Je pense m ê m e q u e le 11 s e p t e m b r e a été c o m m i s en " s o u s - t r a i t a n c e " . » Ce q u i n ' e m p ê c h e pas Patrick Sabatier d e c o n c l u r e d a n s u n é d i t o r i a l p u b l i é sur l a m ê m e page : « N o u s s o m m e s n o u s aussi des cibles à abattre p o u r les fous d'Allah. Les m a c h i n e s infernales de Ben L a d e n seront un j o u r ou l'autre lancées c o n t r e Berlin ou Paris, c o m m e elles l ' o n t été c o n t r e N e w York ou Istanbul, et ce q u o i qu'il arrive e n I r a k o u e n Palestine. D a n s c e t t e guerre, la neutralité n'est pas u n e o p t i o n . » Sinistres p r é dictions en vérité, q u i me font penser à un épisode i r o n i q u e m e n t cité p a r M a c h i a v e l d a n s le Discours sur la première décade de Tite-Live : « Un p l é b é i e n , n o m m é
1

I — Il me s e m b l e bien a v o i r é t é p a r m i les p r e m i e r s à le d i r e en France (Chronique de la guerre civile, Paris, La Fabrique, mars 2004).

V o i r plus r é c e m m e n t l'analyse d é t a i l l é e d ' O l i v i e r R o y ( « A l - Q a i d a , label ou o r g a n i s a t i o n ? » , Le Monde diplomatique, s e p t e m b r e 2 0 0 4 ) .

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L Q R

M a r c u s C e d i t i u s , v i n t déclarer au S é n a t q u e , passant la n u i t d a n s la r u e N e u v e , il avait e n t e n d u u n e voix p l u s forte q u ' u n e voix h u m a i n e lui o r d o n n e r d ' a v e r t i r les m a g i s t r a t s q u e les G a u l o i s v e n a i e n t à [ s ' a p p r ê t a i e n t à envahir] R o m e . P o u r expliquer la cause de tels prodiges, il faudrait avoir u n e connaissance des choses naturelles et s u r n a t u r e l l e s q u e je n'ai p a s . Il se p o u r r a i t q u e l'air, d ' a p r è s certains p h i l o s o p h e s , fût p e u p l é d ' i n t e l l i g e n c e s q u i , assez d o u é e s p o u r p r é d i r e l'avenir, e t t o u c h é e s d e c o m p a s s i o n p o u r les h o m m e s , les avertissent p a r des signes de se m e t t r e en g a r d e c o n t r e le péril q u i les menace . »
1

P a r m i les effets du 11 s e p t e m b r e en F r a n c e , il faut c o m p t e r la levée des b a r r a g e s n a g u è r e dressés, d a n s la langue p u b l i q u e , p a r la bienséance et le sens des c o n v e nances. La h a i n e de l'islam s'exprime désormais d a n s des m i l i e u x , des revues, des i n s t i t u t i o n s q u e l ' o n p e n s a i t s i n o n i m p e r m é a b l e s au racisme, du m o i n s opposés à son expression ouverte. C'est ainsi q u e R o b e r t M i s r a h i , p r o fesseur é m é r i t e à la S o r b o n n e , explique dans Le Figaro du 16 o c t o b r e 2 0 0 4 q u e « si les islamistes s o u h a i t e n t la m o r t n o n s e u l e m e n t de leurs victimes mais encore des n a t i o n s qu'ils c o m b a t t e n t , les d é m o c r a t e s , de leur côté, ne visent q u e l ' a n é a n t i s s e m e n t d u t e r r o r i s m e e t n o n pas des n a t i o n s m u s u l m a n e s . C e t t e dissymétrie, q u i e m p ê c h e l e retour à l'état de n a t u r e intégral, est à l ' h o n n e u r de toutes les d é m o c r a t i e s . M a i s elle n e d o i t pas d e v e n i r l ' a r m e
2

1 -

Discours

sur

la

première

décade

de

Tite-Live,

livre

premier,

LVI,

P a r i s , G a l l i m a r d , c o l l . La P l é i a d e , p. 500. 2 - Je l'écris a v e c un / c o m m e le v e u t le c o d e t y p o g r a p h i q u e s'agissant de la r e l i g i o n , mais j ' a u r a i s aussi bien pu l ' é c r i r e avec un I, c a r la haine en q u e s t i o n englobe aussi bien la civilisation islamique.

L A

P R O P A G A N D E

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u l t i m e des islamistes [ . . . ] . À t r o p v o u l o i r s a u v e g a r d e r n o t t e p u r e t é e t n o t r e légalisme, n o u s n o u s ferions les complices des agresseurs et n o u s m a n q u e r i o n s , p a r n o t r e passivité, à la responsabilité q u e n o u s avons à l'égard de t o u t e s les victimes de la violence i d é o l o g i q u e ». C o ï n c i d e n c e ou malice du m e t t e u r en page ? L'article du Pr M i s r a h i , spécialiste d e S p i n o z a , p a r a î t s u r l a m ê m e p a g e q u ' u n placard publicitaire p o u r l'European Security Advocacy G r o u p , o r g a n i s m e de sécurité privé q u i incite à « des mesures fortes c o n t r e le t e r r o r i s m e . . . en c o o p é r a n t , en p a r t a g e a n t l ' i n f o r m a t i o n et l'expertise, et en utilisant t o u t e la force de nos lois » (www. esag.info). D a n s la revue f o n d é e p a r R a y m o n d A r o n {Commentaire, n° 1 0 7 , a u t o m n e 2 0 0 4 ) , Alain Besançon, directeur d'études à l'Ecole des h a u t e s é t u d e s , m e m b r e de l'Instit u t , e x p l i q u e , d a n s u n article m o d e s t e m e n t i n t i t u l é « L'islam », q u ' à la différence du j u d a ï s m e et du christian i s m e , il ne s'agit pas d ' u n e religion révélée. Le C o r a n , « n é g a t i o n de l'histoire », ne saurait avoir le m ê m e s t a t u t q u e l a Bible o u l e N o u v e a u T e s t a m e n t . E n c o n s é q u e n c e , « il f a u d r a i t veiller à e x p u r g e r du d i s c o u r s c h r é t i e n c o n t e m p o r a i n des expressions aussi dangereuses q u e "les trois religions a b r a h a m i q u e s " , "les trois religions révélées" et m ê m e "les trois religions m o n o t h é i s t e s " ». E x p u r g e r est é v i d e m m e n t plus u r b a i n qu'éradiquer. « La plus fausse de ces expressions [visant à m e t t r e ces trois religions sur le m ê m e plan] est "les trois religions du livre". Elle ne signifie pas q u e l'islam se réfère à la Bible, mais qu'il a p r é v u p o u r les chrétiens, les juifs, les sabéens et les zoroastriens u n e catégorie j u r i d i q u e , "les gens du Livre". » Lesquels gens, p o u r s u i t l ' a c a d é m i c i e n , o n t b i e n de la c h a n c e car « ils p e u v e n t p o s t u l e r au s t a t u t de dhimmi, c'est-à-dire, m o y e n n a n t d i s c r i m i n a t i o n , garder leur vie et leurs biens au lieu de la m o r t ou de l'esclavage auxquels s o n t p r o m i s

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L Q R

les kafir, ou païens ». Il y a d a n s le Tartuffe u n e e x t r a o r d i naire didascalie intercalée d a n s le discours de l ' h o m m e en n o i r et q u i précise : c'est un scélérat qui parle.

L a L Q R est t o u t aussi é l o q u e n t e p a r c e qu'elle n e dit p a s . D a n s les p r e m i e r s j o u r s de la « m o b i l i s a t i o n g é n é rale » q u i a suivi l ' e n l è v e m e n t de C h r i s t i a n C h e s n o t et de Georges M a l b r u n o t en Irak, p e r s o n n e ne s'est s o u v e n u de « l e u r c h a u f f e u r syrien ». J a c q u e s C h i r a c , le 29 a o û t 2 0 0 4 : « Mes chers compatriotes, depuis u n e semaine, d e u x journalistes français, C C e t G M , o n t été enlevés e n Irak. Et c'est à eux, à leurs familles et à leurs p r o c h e s , q u e je veux dire, au n o m de t o u s les Français, n o t r e solidarité et n o t r e d é t e r m i n a t i o n [ . . . ] . A u j o u r d ' h u i , c'est t o u t e la N a t i o n q u i est rassemblée, car ce q u i est en jeu, c'est la vie d e d e u x F r a n ç a i s . . . » Pas u n m o t d u chauffeur. Q u a n d les m é d i a s s e s o n t r e n d u c o m p t e qu'il était m a l a d r o i t de l'oublier au m o m e n t précis où l'on c h e r c h a i t à p e r s u a d e r les ravisseurs q u e les Arabes et les m u s u l m a n s é t a i e n t des F r a n ç a i s t o u t à fait c o m m e les a u t r e s , on a commencé à parler de « CC, GM et leur chauffeur syrien ». L'idée q u ' u n Syrien, chauffeur de surcroît, puisse avoir un n o m ne les a effleurés q u e très tard, lorsqu'il est a p p a r u q u e les otages étaient sans d o u t e passés en Syrie et q u e M o h a m m e d al-Joundi, était p e u t - ê t r e u n p e r s o n n a g e plus i m p o r t a n t q u ' o n ne le pensait d a n s cette affaire.

L'EFFROI, LA VIOLENCE D a n s un passage célèbre du 18 Brumaire de Louis Bona-

parte, Karl M a r x d é c r i t l'état d ' e s p r i t de la b o u r g e o i s i e française à la veille du c o u p d ' É t a t : « [...] on c o m p r e n d r a

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P R O P A G A N D E

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Q U O T I D I E N

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q u e d a n s cette c o n f u s i o n incroyable de fusion, de révision, d e p r o r o g a t i o n , d e c o n s t i t u t i o n , d e c o n s p i r a t i o n , d e coalition, d ' u s u r p a t i o n et de t é v o l u t i o n , le bourgeois ait crié d a n s un accès de fureur à sa R é p u b l i q u e p a r l e m e n taire : " P l u t ô t u n e fin effroyable q u ' u n effroi sans fin !" ». D a n s l'actuelle « c o n f u s i o n i n c r o y a b l e », les accès de fureur n e s o n t pas d e m i s e . P o u r les g o u v e r n e m e n t s c o m m e p o u r les sociétés cotées en Bourse, l'une des règles de la « b o n n e g o u v e r n a n c e » est q u e l'effroi des dirigeants ne d o i t pas se r é p a n d r e . Les sujets de t r o u b l e s o n t d o n c traités p a r les m é d i a s et les politiciens d a n s u n e version particulièrement neutre et technique de la L Q R , d'où s o n t exclus à la fois les présages funestes et les excès verb a u x - insolence, o u t r a n c e et insultes. On p o u r r a i t y voir c o m m e un effet de la pacification des m œ u r s décrite par N o r b e r t Elias s'il n'existait un d o m a i n e où la langue p u b l i q u e conserve ou retrouve les m o t s de la violence : q u a n d se déroule le c o m b a t p o u r la défense planétaire de l ' h o m m e blanc, au loin, c o m m e dans les i m p o r tations hexagonales de la guerre civile m o n d i a l e . C e u x q u i o s e n t c r i t i q u e r l a p o l i t i q u e des É t a t s - U n i s f o r m e n t l ' u n e des p r e m i è r e s cibles d e c e t t e v i o l e n c e . A i n s i , d a n s u n article i n t i t u l é « C r i s p a t i o n a m é r i c a n o p h o b e » (26 n o v e m b r e 2 0 0 4 ) , Patrick Jarreau, naguère grisâtre c o r r e s p o n d a n t du Monde à W a s h i n g t o n , s'en p r e n a i t avec u n e l o u r d e ironie aux détracteurs d u p r é s i d e n t réélu : « G e o r g e Bush n'a pu l ' e m p o r t e r q u ' a u bénéfice de la p e u r et grâce aux m a n i p u l a t i o n s sordides du diabolique Karl Rove. Pensez d o n c ! Le d é b a t a p o r t é sur les "valeurs morales". Q u e l l e h o r r e u r ! C o m m e n t p e u t - o n vouloir discuter, a u j o u r d ' h u i , de m o r a l e ? Q u e l o b s c u r a n t i s m e ! [...] Il est e n t e n d u q u ' u n e vaste c o n s p i r a t i o n de zélotes évangélistes, t o u s plus b o r n é s , i g n o r a n t s et réactionnaires les u n s q u e les autres, a pris le p o u v o i r a u t o u r de G e o r g e

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Bush, q u i serait en q u e l q u e sorte le Savonarole de cette Florence p u i s s a n t e et s u r a r m é e . » P o u r A l e x a n d r e A d l e r - autrefois k r e m l i n o l o g u e h a l l u c i n é d a n s Libération, désormais p r o m u géopoliticien, a m e n é p a r ses analyses à prédire q u e la guerre d ' I r a k n'aurait pas lieu (Le Figaro, 8 m a r s 2 0 0 3 ) , malgré la présence d ' a r m e s de d e s t r u c t i o n massive (France C u l t u r e , 2 1 juillet 2 0 0 3 ) , e t q u e J o h n K e r r y serait élu p r é s i d e n t des É t a t s - U n i s (Le Figaro, 6 s e p t e m b r e 2 0 0 4 ) -, « L'antiaméricanisme est un sentim e n t fascisant q u i , de fait, se t t o u v e en s y m p a t h i e avec le "fascisme m u s u l m a n " p r o p a g é p a r les islamistes ».
1

S e l o n J e a n - F r a n ç o i s Revel, d e l ' A c a d é m i e française, « D a n s le d o m a i n e de l ' a n t i - a m é r i c a n i s m e , le tréfonds de la d é c h é a n c e intellectuelle — je ne m e n t i o n n e m ê m e pas l ' i g n o m i n i e m o r a l e , sur laquelle on est blasé, je ne parle q u e de l ' i n c o h é r e n c e des idées - a été a t t e i n t en s e p tembre 2 0 0 1 ». Les e x - n o u v e a u x p h i l o s o p h e s n e s o n t pas e n reste. A n d r é G l u c k s m a n n : « Les v i t u p é r a t i o n s vieilles d ' u n siècle v i s a n t W a l l Street p u i s H o l l y w o o d s o n t à p e i n e rafraîchies p a r l ' i n c r i m i n a t i o n d e C N N , M c D o , C o c a e t du F M I . Des générations d'académiciens, de Georges D u h a m e l à Maurice D r u o n , o n t rarement oublié de m a u d i r e l'inculture y a n k e e tandis q u e , sous la c o n d u i t e d e M a u r i c e T h o r e z e t d e José Bové, les d é m u n i s s o n t appelés à défder c o n t r e le "système", c o n t r e le Kapital, l'impérialisme et la m o n d i a l i s a t i o n . » Et B e r n a r d - H e n r i
2 3

1 - J'ai

vu

finir

le

monde

ancien,

Paris.

Grasset,

2002;

Hachette

P l u r i e l , p. 69. Ce livre a o b t e n u le P r i x du livre p o l i t i q u e 2 0 0 3 , d é c e r n é par u n jury p r é s i d é par P h i l i p p e S o l l e r s , o ù siégeaient e n t r e a u t r e s B e r n a r d G u e t t a , A l a i n - G é r a r d S l a m a , L a u r e n t Joffrin e t J e a n Pierre Elkabbach. 2 L'Obsession anti-américaine, Ouest, op. Paris, cit., p. Pocket, 23. 2002, p. 24.

3 — Ouest contre

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DU

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Lévy : « L'anti-américanisme français, cette passion polit i q u e d o n t on ne rappellera jamais assez qu'elle a p p a r u t , chez n o u s , d a n s la m o u v a n c e des fascistes français des a n n é e s 3 0 , c e délire i d é o l o g i q u e q u i m a s q u e m a l des s e n t i m e n t s aussi d o u t e u x q u e la h a i n e de la d é m o c r a t i e t o c q u e v i l l i e n n e , le m é p r i s p o u r un pays artificiel f o n d é s u r la f i c t i o n d ' u n c o n t r a t social quasi r o u s s e a u i s t e , la nostalgie des vraies c o m m u n a u t é s enracinées d a n s un sol, u n e race, u n e m é m o i r e c o m m u n e , l e fantasme enfin d ' u n pays c o s m o p o l i t e vivant sous la loi du l o b b y juif, l'antia m é r i c a n i s m e français, d o n c , est u n a t t r a c t e u r d u pire d o n t les s é d u c t i o n s s e r a i e n t d ' a u t a n t p l u s d a n g e r e u s e s q u ' u n c o u p d ' a r r ê t s y m b o l i q u e , v e n u d ' e n h a u t , n e lui serait pas très vite o p p o s é . »
1

La « l u t t e a n t i t e r r o r i s t e », les é v é n e m e n t s du P r o c h e O r i e n t e t leurs p r o l o n g e m e n t s e n F r a n c e s o n t d ' a u t r e s c h a m p s o ù f l e u r i t l'insulte. D a n s u n e n t r e t i e n avec Elisab e t h S c h e m l a diffusé sur le site P r o c h e - o r i e n t . i n f o le 13 o c t o b r e 2 0 0 3 , A l e x a n d r e A d l e r se laisse aller à dire : « Au fond, Tariq R a m a d a n , il n'est ni affreux ni s y m p a t h i q u e . Je suis b e a u c o u p plus c h o q u é p a r des traîtres juifs c o m m e les B r a u m a n e t d ' a u t r e s . A l o r s é v i d e m m e n t , monsieur M e r m e t , le journaliste brejnévien, monsieur Langlois, le chef de Politis, et q u e l q u e s autres, ils savent dire les choses a u t r e m e n t . E t c'est c o m m e ç a q u ' o n n e p e u t pas les coincer, ceux-là. C e s gens-là m e s e m b l e n t infiniment plus méprisables, infiniment plus répugnants. » D a n s ce c o n c e r t , on t r o u v e j u s q u ' à des psychanalystes : « A u j o u r d ' h u i , un terroriste q u i va c h e r c h e r des enfants
I - Récidives, P a r i s . G r a s s e t , 2004, p. 873.

96

L Q R

juifs cachés sous un lit p o u r les t u e r ne les voit p e u t - ê t r e pas c o m m e des h u m a i n s ; ce s o n t de p u r s obstacles à sa p l é n i t u d e narcissique, ou à sa loi, d o n t il a posé q u e c'est la vraie, vu q u e c'est la s i e n n e . » Ou encore, du m ê m e : « H a ï r "les Juifs ", c'est d ' a b o r d haïr sa faille identitaire, q u e l'on trouve p a r t o u t d a n s sa vie mais q u e les Juifs r a p p e l l e n t p l u s q u e d ' a u t r e s . C e t t e h a i n e c o m p o r t e des variantes : on p e u t m ê m e les jalouser p o u r leur m a l h e u r , p o u r A u s c h w i t z , face a u q u e l d'autres m a l h e u r s p e u v e n t sembler m i n c e s , et en p r e n d r e o m b r a g e . »
1 2

T h é o Klein, « avocat d e g a u c h e , a n c i e n p r é s i d e n t d u Crif, é t r a n g e m e n t d o c i l e et aveuglé » ; M g r G a i l l o t , « célèbre d é m a g o g u e christiano-gauchiste à la française » ; « le trotskiste supposé b i e n - p e n s a n t D a n i e l Bensaïd » ; « le b o y - s c o u t José Bové, m é l a n g e d'austérité r o u b l a r d e et de narcissisme terne, i n c a r n a n t l ' u n e de ces m u l t i p l e s réédit i o n s r é c e n t e s de Tartuffe » ; N o r m a n Mailer, « v i e u x p a m p h l é t a i r e , d é m a g o g u e g a u c h i s t e » ; l ' a b b é Pierre, « a m i célèbre de R o g e r G a r a u d y et e n n e m i déclaré du " l o b b y s i o n i s t e m o n d i a l " » : on ne se c o n t e n t e pas d'insulter l'adversaire, on le désigne à la v i n d i c t e d a n s un ouvrage où les q u i n z e pages d ' i n d e x se lisent c o m m e u n e liste de p r o s c r i p t i o n .
3

De tels p r o p o s ne s o n t pas publiés dans des feuilles à d e u x sous, ils n e s o r t e n t pas d'officines p l u s o u m o i n s clandestines. Ils s o n t proférés sur les o n d e s nationales, ils paraissent d a n s les grands q u o t i d i e n s , ils figurent dans des livres édités p a r des m a i s o n s réputées et d o n t la critique

1 - D a n i e l Sibony, L'Énigme antisémite, 2 - Ibid, p. 87. 3 Pierre-André Taguieff, Prêcheurs

P a r i s , S e u i l , 2004, p. 69.

de

haine,

traversée

de

la judéo-

phobie planétaire, P a r i s , Mille et une nuits, 2004, pp. 263 et 2 7 2 ; pavé de p r è s de I 000 pages où Taguieff, qui fut a u t r e f o i s un h i s t o r i e n

c o n v e n a b l e , a c c u m u l e amalgames e t e r r e u r s factuelles.

L A

P R O P A G A N D E

D U

Q U O T I D I E N

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fait l'éloge. O n p e u t s e d e m a n d e r p o u r q u o i l a L Q R , d ' o r d i n a i r e p o r t é e , c o m m e on l'a vu, à l ' e u p h é m i s m e et au c o n f o r m i s m e a n e s t h é s i a n t , p e u t ainsi « d é r a p e r ». La réponse est s i m p l e : il n'y a là a u c u n e c o n t r a d i c t i o n mais u n e s i m p l e r é p a r t i t i o n des rôles. P o u r les idéologues du n e t t o y a g e généralisé - de K a b o u l à Grozny, de Rafah à La C o u r n e u v e —, la l a n g u e p u b l i q u e la plus a d a p t é e est celle d e l ' i n t i m i d a t i o n . E t c e u x q u i o n t c h o i s i c o m m e terrain de guerre civile le m a i n t i e n des fictions r é p u b l i caines et r é f o r m a t r i c e s p r é f è r e n t s ' a c c o m m o d e r de la bouffonnerie d ' u n e sagesse désabusée.

Effacer La division

E n 4 0 3 a v a n t n o t r e ère, u n e a r m é e h é t é r o c l i t e f o r m é e p a r les d é m o c r a t e s a t h é n i e n s en exil m i t en d é r o u t e les hoplites des Trente « tyrans ». C ' é t a i t la fin d ' u n e brève p a r e n t h è s e oligarchique, après la défaite d ' A t h è n e s d a n s la guerre du P é l o p o n n è s e . D a n s La Cité divisée, N i c o l e L o r a u x retrace les é v é n e m e n t s q u i e u r e n t lieu à A t h è n e s en ce m o m e n t c r u c i a l . Les résistants d é m o c r a t e s , « r e t r o u v a n t leurs c o n c i t o y e n s , adversaires d'hier, [jurèrent] avec e u x d ' o u b l i e r le passé d a n s le consensus ». Les A t h é n i e n s , de n o u v e a u rassemblés, p r ê t è r e n t s o l e n n e l l e m e n t le s e r m e n t de ne pas rappeler les m a l h e u r s du t e m p s de la t y r a n n i e , q u i se t r o u v è r e n t ainsi rejetés d a n s l'oubli collectif. La Cité divisée m o n t r e q u e cette a m n i s t i e n'est pas aussi s u r p r e n a n t e qu'il y paraît. Elle p e u t en effet se lire c o m m e la c o n s é q u e n c e d ' u n souci c o n s t a n t chez les A t h é n i e n s , celui d e refuser o u d'occulter la stasis - m o t q u i « ne désigne é t y m o l o g i q u e m e n t q u ' u n e p o s i t i o n », mais q u i en vient à signifier succ e s s i v e m e n t prise d e p o s i t i o n , p a r t i , s é d i t i o n , e t enfin g u e r r e c i v i l e . La p o l y s é m i e de stasis m e t sur la trace
1 2

1 -

La

Cité

divisée,

l'oubli

dans

la

mémoire

d'Athènes,

Paris,

Payot

et

Rivages,

1997;

Petite

bibliothèque

Payot, 2005.

L e s citations qui

s u i v e n t sans r é f é r e n c e s s o n t e x t r a i t e s d e c e livre e x c e p t i o n n e l . 2 - M ê m e si N i c o l e L o r a u x souligne que l'expression « g u e r r e c i v i l e » est r o m a i n e e t non g r e c q u e .

102

L Q R

d ' u n e s o r t e de d é n é g a t i o n chez les A t h é n i e n s : ils se refusent à accepter q u e « la division d e v e n u e d é c h i r u r e » soit f o r c é m e n t p r é s e n t e d a n s la p o l i t i q u e et m ê m e la constitue, à l'état de spectre, de j o u t e oratoire ou de lutte a r m é e . Les historiens et les philosophes p r é s e n t e n t t o u jours la guerre civile c o m m e un fléau et la victoire y est considérée c o m m e « mauvaise victoire », sans rien de c o m parable à la gloire des guerres extérieures. Par l'amnistie, l'Athènes convalescente efface j u s q u ' à la m é m o i r e de la division. C e t t e mise à l'écart de la stasis passe p a r u n e réécriture de l'histoire. Nicole Loraux d o n n e en exemple le cas d'Ephialte, chef d é m o c r a t e célèbre, m a î t r e à penser de Périclès, q u i avait osé réduire les prérogatives du conseil a r i s t o c r a t i q u e de l ' A r é o p a g e et fait d e s c e n d r e les v é n é rables s u p p o r t s des lois de S o l o n de la colline sacrée de l'Acropole vers l'Agora. Ephialte fut assassiné en 4 6 0 - 4 6 1 et t o u t laisse à penser qu'il s'agit d ' u n m e u r t r e politique. O r , sur ce p e r s o n n a g e i m p o r t a n t , « n o u s ne savons vraim e n t ni q u i il était, ni ce q u e fut sa vie, ni ce q u e furent les circonstances exactes de sa m o r t [ . . . ] . D ' A r i s t o t e , q u i d o n n e les seules i n f o r m a t i o n s d o n t n o u s disposons réellem e n t (le n o m du m e u r t r i e r et la précision q u e ce fut " u n m e u r t r e p a r ruse", en d'autres t e r m e s un g u e t - a p e n s ) , à D i o d o r e p o u r q u i t o u t s i m p l e m e n t "il d i s p a r u t u n e nuit", on p e u t suivre le travail d ' u n très r e m a r q u a b l e processus d'effacement progressif du m e u r t r e ».
1

L'histoire n'est pas le seul t e r r a i n où se j o u e l'effacem e n t . Il y a aussi l'usage des m o t s . L'un des plus fortem e n t associés à l ' A t h è n e s classique est démocratie. O r , d a n s d é m o c r a t i e , il y a kratos q u i signifie la supériorité, la

I - Je me sens a u t o r i s é à e m p l o y e r des n o t i o n s c o m m e « dénégation » par l'exemple même de Nicole Loraux dans la Cité divisée

( v o i r en p a r t i c u l i e r p. 74 sq.).

L A

P R O P A G A N D E

D U

Q U O T I D I E N

103

victoire. C ' e s t p o u r q u o i , « c o m m e si les cités refusaient d ' a d m e t t r e q u e , d a n s l'exercice du p o l i t i q u e , il y ait pu avoir place p o u r du kratos, parce q u e cela r e v i e n d r a i t à e n t é r i n e r la victoire d ' u n e partie de la cité sur u n e autre, et d o n c à r e n o n c e r au fantasme d ' u n e cité u n e et indivisible, l e m o t est é t r a n g e m e n t a b s e n t d e l ' é l o q u e n c e civique o u d u récit des historiens [ . . . ] . E n évitant d e p r o n o n c e r un n o m q u i a d ' a b o r d été infligé au r é g i m e p a r ses adversaires c o m m e le plus dépréciatif des sobriquets, [les démocrates] a d m e t t e n t i m p l i c i t e m e n t q u e demokratia signifie qu'il y a eu division de la cité en d e u x parties et victoire de l ' u n e sur l'autre ». N i c o l e L o r a u x détaille les stratégies d ' é v i t e m e n t du m o t demokratia : la s u b s t i t u t i o n r a m p a n t e p a r politeia (« c o n s t i t u t i o n »), la d e s t r u c t i o n du sens sous l'hyperbole (la « b o n n e d é m o c r a t i e » exaltée en é v o q u a n t mille ans de passé radieux, de T h é s é e à Solon) et, plus significatif e n c o r e , le r e m p l a c e m e n t de demokratia par polis, la C i t é , « q u e l'on s u p p o s e i n e n t a m é e en son essence p a r t o u s les b o u l e v e r s e m e n t s q u i affectent sa c o n s t i t u t i o n parce qu'elle a p o u r elle le t e m p s , un t e m p s q u i ressemble é t r a n g e m e n t à l'éternité. Aussi les m a l h e u r s q u e les A t h é n i e n s j u r e n t u n p a r u n d'oublier n e l'ont-ils pas v r a i m e n t modifiée. Sans d o u t e la cité est-elle le sujet q u i les a ressentis n a g u è r e et en a souffert, mais m a i n t e n a n t qu'il s'agit d'en faire un jadis, elle les assume, avec l'étrange responsabilité de q u i n ' e n était pas responsable, c o m m e son p r o p r e passé, à c o n d i t i o n toutefois q u ' e n soit d o n n é e la b o n n e version. La version "politique", au sens où ce t e r m e i m p l i q u e l'effacement du conflit ».

Il est p e u p r o b a b l e q u e les agents p r o p a g a t e u r s de la L Q R soient d'attentifs lecteurs d e Lysias, d e T h u c y d i d e o u d'Aristote. Mais l'autolégitimation de la d é m o c r a t i e libé-

104

L Q R

raie passe par la c o n s t r u c t i o n de sa p r o p r e histoire, p a r l'établissement de son arbre généalogique. Or, dans cette généalogie rêvée, la démocratie a t h é n i e n n e tient u n e place originaire. Il s'agit é v i d e m m e n t d ' u n e démocratie présentable, d ' u n e cité d ' o ù la stasis est t o t a l e m e n t a b s e n t e. « C'est ainsi, écrit Nicole Loraux, q u e s'inaugura le topos de l'éloge d ' A t h è n e s c o m m e cité de Yhomonoia [l'entente entre les citoyens] ou p l u t ô t de la démocratie a t h é n i e n n e c o m m e p a r a d i g m e de "la Cité", construction idéologique d o n t n o u s avons hérité et dont, oserais-je le dire, nous ne nous sommes jamais libérés» (souligné par m o i ) . La Citée divisée parle d ' e u p h é m i s m e s , de s u b s t i t u t i o n s , d'effacement. V i n g t - q u a t r e siècles après les é v é n e m e n t s décrits d a n s ce livre, la L Q R m e t en œ u v r e des procédés du m ê m e ordre. Je ne pense pas qu'il faille voir d a n s cette ressemblance quelque constante anthropologique. Je p e n s e p l u t ô t q u e l'Athènes d u I V siècle e t l a V R é p u b l i q u e du X X I s o n t c o n f r o n t é e s à la m ê m e q u e s t i o n : c o m m e n t occulter le litige, c o m m e n t faire régner l'illusion de la cité u n i e , a u t r e m e n t dit c o m m e n t éliminer la p o l i t i q u e ? P o u r y r é p o n d r e , les politiciens, les médias, les é c o n o m i s t e s , les publicitaires et de façon générale t o u s ceux q u i c h e r c h e n t à « réaliser la p o l i t i q u e p a r la suppression de la p o l i t i q u e » utilisent la L Q R c o m m e un d i s p o sitif g é n é r a l . J e p r o p o s e d ' y d i s t i n g u e r , a r b i t r a i r e m e n t p e u t - ê t r e , trois m o d e s opératoires : l'évitement des m o t s du litige, le recollage p e r m a n e n t des m o r c e a u x et le recours à l'éthique.
e e e 1

I

- Jacques

R a n c i è r e , La Mésentente, op. cit., p. 97.

LA

P R O P A G A N D E

DU

Q U O T I D I E N

105

L'ÉVITEMENT DES MOTS DU LITIGE D e p u i s q u i n z e ans, on a pris l ' h a b i t u d e de p r é s e n t e r la c h u t e d u m u r d e Berlin, l ' é c r o u l e m e n t d u c o m m u n i s m e de caserne, c o m m e le t r i o m p h e de la d é m o c r a t i e . La seule q u e s t i o n a d m i s e est de savoir si ce t r i o m p h e est définitif — a u q u e l cas c'est à la fin de l'histoire q u e n o u s s o m m e s conviés — ou si la d é m o c r a t i e reste t o u j o u r s m e n a c é e , version q u i t e n d à prévaloir d e p u i s s e p t e m b r e 2 0 0 1 . Q u o i q u ' o n en p e n s e , il faut r e c o n n a î t r e un fait étrange : la fin d ' u n e U n i o n soviétique, p a r v e n u e a u p o i n t zéro d a n s l a p l u p a r t des d o m a i n e s et m ê m e au-dessous d a n s celui des idées, a e n t r a î n é l ' o b l i t é r a t i o n d ' u n c e r t a i n n o m b r e d e m o t s et expressions, aussi b i e n d a n s la L Q R « de base » q u e d a n s sa version plus élaborée, celle des sociologues, p o l i t o l o g u e s e t a u t r e s g é o p o l i t i c i e n s . T o u t s'est passé c o m m e si l ' o n avait saisi l'occasion de faire le m é n a g e . D a n s l a préface d ' u n livre q u i e u t u n g r a n d retentissem e n t , François Furet écrivait il y a dix ans : « Les peuples qui sortent du c o m m u n i s m e semblent obsédés par la n é g a t i o n du régime où ils o n t vécu. La l u t t e des classes, la d i c t a t u r e d u prolétariat, l e m a r x i s m e - l é n i n i s m e o n t disp a r u au profit de ce qu'ils é t a i e n t censés avoir r e m p l a c é : la p r o p r i é t é bourgeoise, l'Etat d é m o c r a t i q u e et libéral, les droits de l ' h o m m e , la liberté d ' e n t r e p r e n d r e . Rien ne s u b siste des régimes nés d ' O c t o b r e q u e ce d o n t ils é t a i e n t la n é g a t i o n . » C e j u g e m e n t c o n c e r n e les pays sortis d u c o m m u n i s m e à la s o v i é t i q u e , m a i s il ne fait g u è r e de d o u t e q u e d a n s l'esprit de s o n a u t e u r il a valeur générale et, d e p u i s , le t h è m e ne cesse d'être repris p a r les t h é o r i ciens d u m a i n t i e n d e l'ordre.
1

I

-

Le

Passé

d'une

illusion.

Essai

sur

l'idée

communiste

au

XX

e

siècle,

P a r i s , R o b e r t Laffont, 1 9 9 5 ; L i v r e de p o c h e h i s t o i r e , p. 8.

106

L Q R

Les m o t s , les n o t i o n s , les c o n c e p t s q u e l'on s'attache ainsi à déconsidérer o n t un trait c o m m u n : ils font partie d u v o c a b u l a i r e d e l ' é m a n c i p a t i o n — m o t d'ailleurs l u i m ê m e s u s p e c t - et de la l u t t e des classes. Il n'est p l u s guère q u e s t i o n de classes d a n s la société et e n c o r e m o i n s d ' u n e lutte q u i les o p p o s e r a i t e n t r e elles. M ê m e la classe m o y e n n e n'a plus la cote de n a g u è r e , elle d o n t le dével o p p e m e n t i l l i m i t é , p h a g o c y t a n t les « e x t r ê m e s », a été l'idéal des p e n s e u r s m o d é r é s d e p u i s A r i s t o t e . P o u r segmenter la c o m m u n a u t é pacifiée, la L Q R p r o p o s e des n o t i o n s d e r e m p l a c e m e n t issues d e p s e u d o - e n q u ê t e s s o c i o l o g i q u e s et de s o n d a g e s d ' o p i n i o n : les couches sociales, d ' u n e r a s s u r a n t e h o r i z o n t a l i t é , les tranches — d ' â g e , de r e v e n u s et d ' i m p o s i t i o n — et les catégories, s o c i o p r o f e s s i o n n e l l e s o u a u t r e s . T o u t e s ces n o t i o n s s e p r ê t e n t à des statistiques et des d i a g r a m m e s . Elles t e n d e n t vers l ' i m a g e d ' u n e p o p u l a t i o n facile à d é c o m p t e r et à contrôler, où l'on a a u t a n t de c h a n c e de r e n c o n t r e r de la stasis q u e d a n s u n e tranche de cake ou u n e couche de b é c h a m e l . S'il faut a d m e t t r e la présence de n o y a u x d ' h é t é r o g é n é i t é , la L Q R fait parfois i n t e r v e n i r la n o t i o n de milieu, b o u r s i e r ou cycliste, t h é â t r a l ou i n t é g r i s t e . C e s m i l i e u x s o n t censés avoir des o p i n i o n s , faites t a n t ô t d ' i n q u i é t u d e (« les m i l i e u x financiers s ' a l a r m e n t de la m o n t é e d u p r i x d u p é t r o l e » ) e t t a n t ô t d e satisfaction (« les milieux de l'athlétisme i n t e r n a t i o n a l se réjouissent du choix de L o n d r e s p o u r les Jeux de 2 0 1 2 »), mais t o u jours u n a n i m e s . À l'inverse du meson des Grecs q u i était p r é c i s é m e n t le lieu du d é b a t p u b l i c , un milieu d a n s la d é m o c r a t i e libérale et pacifiée ne saurait être divisé .
1

I - « Le meson, ce c e n t r e de la c i t é , c o m m u n à t o u s et lieu de la mise e n c o m m u n qui, p o u r des c i t o y e n s égaux e t i n t e r c h a n g e a b l e s , d e s s i ne l'espace d ' u n e p a r o l e et d ' u n e a c t i o n au s e r v i c e du ko/non ( d u " c o m m u n " ) » (La Citée divisée, op. cit., p. 9 8 ) .

L A

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D U

Q U O T I D I E N

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L e prolétariat est s o r t i d u l a n g a g e p o l i t i c o - m é d i a t i q u e p a r l a m ê m e p o r t e q u e l a classe o u v r i è r e : e n a p p e l e r a u x prolétaires de tous les pays passerait a u j o u r d'hui p o u r u n e bouffée incontrôlée de nostalgie du g o u l a g . C e t t e classe p a s c o m m e les a u t r e s , cet o p é r a t e u r d u litige q u i p o r t a i t e n lui l a d i s p a r i t i o n d e t o u t e s les classes a été c o n g é d i é en m ê m e t e m p s q u ' e l l e s , ce q u i est l o g i q u e . Avec lui o n t d i s p a r u d e r r i è r e l e d é c o r les opprimés et les exploités. Les e s p r i t s c o m p a t i s s a n t s a d m e t t e n t q u e d e telles catégories existent a u l o i n , d a n s les favelas brésiliennes ou les sweatshops asiatiques. M a i s d a n s la d é m o c r a t i e libérale il ne s a u r a i t être q u e s t i o n d'exploitation ni d'oppression. Ces m o t s impliquer a i e n t en effet qu'il existe des e x p l o i t e u r s et des o p p r e s seurs, ce q u i s'accorderait m a l avec la fin p r o c l a m é e des r e l a t i o n s de classe. P o u r t a n t , il fallait b i e n t r o u v e r u n e façon d e d é s i g n e r c e u x q u i v i v e n t d a n s l a m i s è r e , d é s o r m a i s t r o p n o m b r e u x p o u r être s i m p l e m e n t f r a p pés d ' i n v i s i b i l i t é . Les e x p e r t s les o n t b a p t i s é s : ce s o n t les exclus. Le r e m p l a c e m e n t des exploités p a r les exclus est u n e excellente o p é r a t i o n p o u r les t e n a n t s d e l a p a c i f i c a t i o n c o n s e n s u e l l e , car il n'existe pas d'exclueurs identifiables q u i s e r a i e n t les é q u i v a l e n t s m o d e r n e s des e x p l o i t e u r s d u p r o l é t a r i a t . « C o n t r a i r e m e n t a u m o d è l e des classes sociales, d a n s l e q u e l l ' e x p l i c a t i o n d e l a m i s è r e d u " p r o l é t a r i a t " r e p o s a i t s u r l a d é s i g n a t i o n d ' u n e classe (la b o u r g e o i s i e , les d é t e n t e u r s des m o y e n s d e p r o d u c t i o n ) responsable de son "exploitation", le modèle d'exclus i o n p e r m e t d e d é s i g n e r u n e n é g a t i v i t é sans passer p a r l ' a c c u s a t i o n . Les e x c l u s n e s o n t les v i c t i m e s d e p e r sonne, m ê m e si leur a p p a r t e n a n c e à u n e c o m m u n e h u m a n i t é exige q u e leurs souffrances s o i e n t prises e n c o m p t e e t qu'ils s o i e n t s e c o u r u s , n o t a m m e n t p a r l ' É t a t

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selon la tradition politique française . » D'ailleurs, n o n seul e m e n t les exclus ne sont victimes de personne, mais ce q u i leur arrive est le plus s o u v e n t de leur faute. D a n s u n e société où c h a c u n est l'entrepreneur de l u i - m ê m e , c h a c u n est responsable de sa propre faillite. Pousser l'Etat à secourir les exclus est u n e t e n t a t i o n à laquelle il faut résister, c o m m e à celle de s u b v e n t i o n n e r des entreprises n o n rentables, ce q u i ne p e u t q u e les enfoncer davantage (discours très p r o c h e de celui qui se tient de plus en plus ouvertem e n t sur les pays ex-colonisés, en particulier d'Afrique ). Le passage de l'exploitation à l'exclusion p e u t servir de d é m o n s t r a t i o n p o u r ceux qui d o u t e n t q u e la L Q R soit u n e langue performative. Ce glissement s é m a n t i q u e a m è n e en effet à accepter q u e la lutte contre l'injustice soit remplacée par la compassion, et la lutte p o u r l'émancipation par les processus de réinsertion et l'action h u m a n i t a i r e . L'image
2

1

traditionnelle de l ' h o m m e du peuple héroïque - Jean Valjean - fait place à la figure pitoyable de l'exclu, « défini d ' a b o r d par le fait d'être sans : sans parole, sans domicile, sans papiers, sans travail, sans d r o i t s ».
3

En s u b s t i t u a n t aux m o t s du litige ceux de la sociologie vulgaire, la L Q R révèle sa véritable n a t u r e d ' i n s t r u m e n t idéologique de la pensée policière, de langue du faux où les « idées » s o n t présentées c o m m e aux origines d ' u n syst è m e q u i , en réalité, les forge et les m e t en f o r m e p o u r servir à sa p r o p r e l é g i t i m a t i o n .
4

1 -

Luc

Boltanski

et

Ève

Chiapello,

Le

Nouvel Esprit du

capitalisme,

Paris, Gallimard, 2 Par exemple

1999, p. 426. Stephen Smith dans l'abject Négrologie, pourquoi le prix

l'Afrique meurt,

P a r i s , C a l m a n n - L é v y , 2003.

Ce livre a r e ç u

F r a n c e T é l é v i s i o n s du m e i l l e u r essai ( 2 0 0 5 ) . 3 Le Nouvel Esprit du capitalisme, op. cit., p. 429.

4 - « P o l i c i è r e » e s t e m p l o y é ici au sens d o n n é à ce m o t par J a c q u e s R a n c i è r e , en p a r t i c u l i e r dans La Mésentente, op. cit., p. 5 I.

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LE RECOLLAGE PERMANENT DES M O R C E A U X Si les élites politiciennes, financières et m é d i a t i q u e s consac r e n t t a n t d ' é n e r g i e à d o n n e r de la c o n s i s t a n c e au fant a s m e d ' u n e cité u n e e t i n d i v i s i b l e , si, avec l'aide des « s a v a n t s », la L Q R s'emploie si a c t i v e m e n t à écarter ou d é n a t u r e r les m o t s du litige, c'est q u e les dirigeants s o n t t e n u s d'effectuer d e u x t â c h e s q u e l q u e p e u c o n t r a d i c toires. La p r e m i è r e est de c o n t r ô l e r les m o u v e m e n t s c e n trifuges, les surgissements d u p o l i t i q u e q u i s u r v i e n n e n t ici et là. C o n t r ô l e r ne v e u t pas dire - pas toujours en t o u t cas — arrêter et jeter en p r i s o n . Il s'agit p l u t ô t de réparer les mailles du filet t o u t en évitant le pire, c'est-à-dire de r e c o n n a î t r e la stasis : ceux q u i e x p r i m e n t un désaccord ne s o n t pas des e n n e m i s n i m ê m e v r a i m e n t des adversaires. Ils s o n t d a n s l'erreur parce qu'ils s o n t m a l i n f o r m é s o u p a r c e q u e l e u r n i v e a u i n t e l l e c t u e l n e leur p e r m e t pas d'avoir u n e v u e juste du p r o b l è m e posé. Après le référend u m c o n s t i t u t i o n n e l d u 2 9 m a i 2 0 0 5 , t o u s les m é d i a s o n t souligné q u e « la France du n o n » était s u r t o u t rurale e t p e u d i p l ô m é e , j e u n e e t p e u f o r t u n é e . Façon polie d e dire q u e le pays a p e n c h é vers le n o n à cause de j e u n e s p l o u c s sans a r g e n t n i é d u c a t i o n . O n n e saurait leur e n v o u l o i r d ' a v o i r m a l v o t é . S i m p l e m e n t , o n leur a m a l expliqué. La s e c o n d e t â c h e est p l u s difficile. Elle c o n s i s t e à convaincre u n e population de contribuables, de consomm a t e u r s e t d ' u s a g e r s q u e s o n ê t r e - e n - c o m m u n est fait d ' a u t r e c h o s e q u e d e chiffres. E n laissant s e r é p a n d r e
1

I

- P a r ce

mot, j'entends

les

psychologues

d'entreprise,

les

son-

d e u r s , les s o c i o l o g u e s de m i n i s t è r e s , e t c . Il ne s'agit pas de s ' a s s o c i e r au m o u v e m e n t actuel de culpabilisation de la s c i e n c e , qui va de pair avec la v a l o r i s a t i o n de l'irrationnel et la p r o m o t i o n de la t r a n s c e n d a n c e tous azimuts.

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Y individualisme, le d a n g e r est de p e r d r e t o u t e motivation. Or ce d a n g e r est grave. En effet, le t e m p s n'est plus où le système de p r o d u c t i o n reposait sur le c o n t r ô l e direct. Les cadres des a n n é e s 1 9 6 0 , d o n t l'autorité était fondée sur la stabilité et la hiérarchie, s o n t désormais remplacés p a r des managers, des coaches, chargés n o n plus de c o n t r ô l e r mais d'animer. Intuitifs, h u m a n i s t e s , créatifs, ils ne s o n t p l u s des i n g é n i e u r s mais des m e n e u r s d ' h o m m e s . E n c o n s é q u e n c e , il n'est plus possible d'évaluer leur activité avec les m ê m e s m é t h o d e s q u e p o u r les cadres d'autrefois. L'appareil p r o d u c t i f repose sur la confiance q u i leur est a c c o r d é e , l a q u e l l e s u p p o s e qu'ils a i e n t i n t é r i o r i s é l a n o r m e , qu'ils p r a t i q u e n t l ' a u t o c o n t r ô l é . C'est là q u e surgit la difficulté : à l'ère des p r i v a t i s a t i o n s , des fusionsa c q u i s i t i o n s , des r e s t r u c t u r a t i o n s et des p l a n s sociaux, plus p e r s o n n e , m a n a g e r ou pas, ne p e u t s'identifier à un « projet d ' e n t r e p r i s e », à u n e c o m p a g n i e , u n e firme, un g r o u p e q u i p e u t l e licencier o u m ê m e disparaître presque du jour au lendemain. Pour m a i n t e n i r la « cohésion sociale » - a u t r e façon de dire l'ordre -, il ne suffit pas q u ' u n m i n i s t è r e lui soit c o n s a c r é . I l faut u n s u b s t i t u t s y m b o l i q u e à la société-famille où l'on travaillait t o u t e sa vie e n m o n t a n t u n p a r u n les échelons hiérarchiques. C e s u b s t i t u t (j'allais dire ce placebo) est u n e fois e n c o r e le « f a n t a s m e d ' u n e cité u n e et indivisible », la d é m o c r a t i e pacifiée, le c o n s e n s u s rêvé p a r J a c q u e s Attali au l e n d e m a i n du r é f é r e n d u m c o n s t i t u t i o n n e l : « Les Français d e v r a i e n t s e p a r l e r e t o u v r i r ainsi, t o u t d e s u i t e , u n e g r a n d e réflexion fraternelle sur leur i d e n t i t é et leur projet commun . » C ' e s t à la L Q R q u e revient l'essentiel du recollage des m o r c e a u x . C'est grâce à elle q u e l'on r e m e t à leur place
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I - L'Express, 30 mai 2005.

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— c'est-à-dire nulle p a r t — les lycéens révoltés, les ouvriers agricoles m a r o c a i n s ou les salariés de François P i n a u l t à la S a m a r i t a i n e , p o u r p r e n d r e q u e l q u e s - u n s des accès d e f i è v r e p o l i t i q u e d u p r i n t e m p s 2 0 0 5 . C ' e s t e n L Q R égalem e n t q u e l'on s'adresse a u x t r o u p e s néolibérales p o u r les dissuader de déserter, d'aller élever des chèvres o u , pire e n c o r e , de c h a n g e r de c a m p c o m m e les Saxons à la bataille de Leipzig.

P o u r réaliser ce p r o g r a m m e , le principal p r o c é d é est la r é p é t i t i o n . C'est ainsi q u e , d e p u i s les grèves de d é c e m b r e 1 9 9 5 (le « m o u v e m e n t social»), l a prolifération d u m o t ensemble crée sur les m u r s et les écrans u n e i n j o n c t i o n p e r m a n e n t e à foyers disséminés. Les passants s o n t exhortés à tenir p r o p r e s les trottoirs e n s e m b l e , à être vigilants d a n s le m é t r o (« Attentifs, e n s e m b l e », avec un logo où de petits p e r s o n n a g e s multicolores se t i e n n e n t p a r la m a i n ) , à « vivre e n s e m b l e » (publicité p o u r R T L ) , à coopérer, car c'est « faire e n s e m b l e » (publicité p o u r le C r é d i t coopérat i f ) , ou e n c o r e , « e n s e m b l e », à « respecter l ' e n v i r o n n e m e n t » (sacs recyclables L e c l e r c ) . B e r t r a n d D e l a n o ë est u n infatigable m a n i e u r d u rassemblement. A u l e n d e m a i n du choix de L o n d r e s p o u r les Jeux 2 0 1 2 , il confie de Sing a p o u r au Figaro (7 juillet 2 0 0 5 ) : « Je p e n s e d ' a b o r d à t o u s ceux q u i , à Paris, en F r a n c e et d a n s le m o n d e , o n t
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I - Il peut a r r i v e r que c e t t e f a ç o n de r a s s e m b l e r e x h i b e soudain ses dessous p o l i c i e r s : « Extrémismes et fondamentalismes s'entretienn e n t dans de d a n g e r e u s e s alliances o b j e c t i v e s qui a t t e i g n e n t , dans certains territoires p e r d u s de la République, les f o n d e m e n t s de

n o t r e d é m o c r a t i e et les c a p a c i t é s du " v i v r e e n s e m b l e " » (Le Figaro. 16 d é c e m b r e 2004, sous la plume de J e a n - P h i l i p p e M o i n e t , « f o n d a t e u r d e l ' O b s e r v a t o i r e d e l ' e x t r é m i s m e , c h a r g é d ' u n e mission d e lutte contre le racisme et l'antisémitisme par le ministre de la

C o h é s i o n s o c i a l e ».)

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p o r t é c e t t e c a n d i d a t u r e [de Paris], s o n e x i g e n c e , ses valeurs, à c e u x q u i o n t eu le plaisir de c o n s t r u i r e e n s e m b l e en é t a n t différents » ; et p l u s loin : « Il y a eu t r o p d e générosité, d e p e r f o r m a n c e , d e r a s s e m b l e m e n t , d ' u n i t é entre n o u s p o u r q u ' o n n'en fasse rien. Je ne sais pas e n c o r e q u o i m a i s je sais p o u r q u i : les citoyens, les jeunes, ceux q u i espèrent, q u i o n t envie d'être différents et e n s e m b l e . » Jacques C h i r a c utilise ce m ê m e t h è m e dans c h a q u e discours, souvent plusieurs fois. Lors de la libérat i o n de Florence A u b e n a s et H u s s e i n H a n o u n , il déclare qu'« e n c e m o m e n t d e r a s s e m b l e m e n t , nos pensées v o n t aussi vers t o u t e s celles et t o u s ceux q u i s o n t d é t e n u s en otages à travers le m o n d e », a j o u t a n t : « Ce fut un m a g n i fique t é m o i g n a g e de solidarité et d'espoir. » La solidarité, a u t r e m a n t r a c h i r a q u i e n , s'étale p a r t o u t en couches épaisses sans q u ' o n sache toujours c l a i r e m e n t de q u i avec q u i (« N o t r e solidarité est aussi c o m m u n i c a tive », i n d i q u e p a r exemple u n e publicité d a n s Le Figaro Entreprises du 22 n o v e m b r e 2 0 0 4 ) . À p r o p o s du l u n d i de P e n t e c ô t e n o n c h ô m é , l ' e n t o u r a g e d e Jean-Pierre Raffar i n e s t i m a i t q u e « les F r a n ç a i s o n t c o m p r i s , si ce n'est accepté, q u e ces sept h e u r e s de travail en p l u s p e r m e t t a i e n t de financer la s o l i d a r i t é » {Le Monde, 18 m a i 2 0 0 5 ) . M o n b o u l a n g e r v e n d ses pains a u c h o c o l a t d a n s des sachets q u i p o r t e n t l'inscription « É c o n o m i e solidaire et c i t o y e n n e — P o u r les causes de l ' e n f a n c e ». Il y a q u e l q u e chose de malsain d a n s cette façon de s'affirmer
1

solidaires sans a u t r e p r é c i s i o n , c'est-à-dire é v i d e m m e n t solidaires de n o u s autres — m ê m e s'il arrive qu'ensemble,

I - P e r s o n n e à ma c o n n a i s s a n c e n'a rappelé que déjà l'ineffable Paul R a m a d i e r , a l o r s ministre des F i n a n c e s , avait c r é é dans les a n n é e s i960 la v i g n e t t e a u t o m o b i l e p o u r f i n a n c e r la s o l i d a r i t é avec les

v i e u x . On l'appelait à ses d é b u t s la vignette des Weux.

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« n o u s » m a n i f e s t i o n s n o t r e solidarité avec des p o p u l a tions victimes de catastrophes diverses. C o m m e la police des frontières, n o t r e solidarité divise le genre h u m a i n en d e u x files, ceux q u i y o n t n a t u r e l l e m e n t d r o i t et ceux q u i à t o u t m o m e n t d a n s la q u e u e p e u v e n t s ' e n t e n d r e dire : « Veuillez n o u s suivre p a r ici. » On d e v r a i t se s o u v e n i r q u e , dans les années 1 9 3 0 , le m o u v e m e n t fasciste fondé p a r le p a t f u m e u r F r a n ç o i s C o t y s'appelait la Solidarité française.

P o u r d o n n e r corps à l'illusion de la cité u n i e , les efforts p o u r agréger les individus dissous d a n s la p o p u l a t i o n ne suffisent pas. Il faut aussi m o n t r e r q u e les g o u v e r n a n t s d é m o c r a t i q u e m e n t choisis et les dirigeants p a r v e n u s à la tête des g r a n d s groupes industriels et financiers ne constit u e n t pas u n e oligarchie « hors du c o m m u n », qu'ils n ' o n t pas p e r d u le c o n t a c t avec leurs m a n d a n t s et leurs a c t i o n naires, ni avec les u s a g e r s - c o n s o m m a t e u r s . C ' e s t p o u r quoi reviennent dans d'innombrables déclarations et articles, c o m m e u n d é n i o b s e s s i o n n e l e t p a t h é t i q u e , l'écoute, la proximité, le terrain — sans c o m p t e r les adverbes véritablement et concrètement, parsemés d a n s les discours et les interviews c o m m e a u t a n t de petites taches de lâcheté intellectuelle. La proximité est un cas p a r t i c u lier : si le commerce de proximité est censé c o n t r e b a l a n c e r l ' a n o n y m a t des g r a n d e s surfaces, ce q u ' o n c h e r c h e surt o u t à r a p p r o c h e r de la p o p u l a t i o n par ce m o t , ce s o n t les i n s t i t u t i o n s de la v i o l e n c e légale — justice de proximité, police de proximité. Q u a n t au terrain, les m i n i s t r e s ne cessent d e l'arpenter, e n t o u s sens e t t o u t e s saisons. A u j o u r n a l d e 1 3 h e u r e s d e F r a n c e I n t e r (22 juillet 2 0 0 5 ) , o n a a p p r i s q u e D o m i n i q u e d e V i l l e p i n s'est r e n d u d a n s u n c e n t r e aéré e n N o r m a n d i e . A y a n t t o m b é l a veste

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m a i s n o n la cravate, il a déclaré i n a c c e p t a b l e q u e trois m i l l i o n s d ' e n f a n t s ne p u i s s e n t pas p a r t i r en vacances et a c o n c l u : « O n a p p r e n d b e a u c o u p d e choses e n allant s u r le t e r r a i n . »

LE R E C O U R S À L ' É T H I Q U E D e p u i s u n e v i n g t a i n e d ' a n n é e s , o n a v u proliférer les c o m i t é s d ' é t h i q u e . Ils s o n t c o m p o s é s d ' e x p e r t s e n t o u s genres, de p h i l o s o p h e s , de sociologues, de juristes et de r e p r é s e n t a n t s des « principales familles spirituelles » : en m a r s 2 0 0 5 , le p r é s i d e n t de la R é p u b l i q u e a désigné p o u r siéger au C o m i t é c o n s u l t a t i f n a t i o n a l d ' é t h i q u e p o u r les sciences de la vie et de la s a n t é un professeur de p h i l o s o p h i e é t h i q u e à la faculté p r o t e s t a n t e de théologie de Paris, m e m b r e d u c o m i t é d e r é d a c t i o n d e l a revue Esprit; u n polytechnicien, membre du m e m b r e de la c o m p a g n i e de Jésus, d'éthique biomédicale du département

C e n t r e Sèvres (facultés jésuites de Paris) ; un r a b b i n , a u m ô n i e r général israélite de l'armée de l'air ; et u n e agrégée de p h i l o s o p h i e , professeur de p h i l o s o p h i e m o r a l e et politique, présidente du H a u t Conseil à l'intégration. C o n s t i t u é s sur ce m o d e , ces c o m i t é s s o n t chargés de définir les limites de la vie et de la m o r t , de d o n n e r leur o p i n i o n sur des questions c o m m e le s t a t u t de l ' e m b r y o n et le clonage h u m a i n . A d ' a u t r e s i n s t i t u t i o n s , m o i n s prestigieuses m a i s n o n m o i n s écoutées, on d e m a n d e de se p r o n o n c e r sur le bien et le m a l dans des d o m a i n e s prosaïques c o m m e la Bourse, le s p o r t ou l ' i m p a r t i a l i t é de l ' i n f o r m a t i o n d a n s les p r o g r a m m e s d e r a d i o e t d e télévision p u b l i q u e s . D a n s les textes a d m i n i s t r a t i f s q u i d é f i n i s s e n t la m i s s i o n de ces divers c o m i t é s , Y équilibre, m o t clé de la L Q R , revient en

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leitmotiv. Ainsi l e c o m i t é d ' é t h i q u e d u C N R S a-t-il p o u r mission, e n t r e autres, de « sensibiliser les p e r s o n n e l s de recherche à l ' i m p o r t a n c e de l'éthique de façon à garantir un juste équilibre e n t r e leur liberté intellectuelle et leurs devoirs vis-à-vis du C N R S et de la s o c i é t é » - é t r a n g e p r o p o s i t i o n , i m p l i q u a n t qu'il faille u n c o m i t é p o u r surveiller les r e l a t i o n s e n t r e r e c h e r c h e scientifique, liberté intellectuelle et devoirs envers la société . Ce fatras b i e n - p e n s a n t ne fait q u e c o n f i r m e r les t e n d a n c e s de la d é m o c r a t i e libérale actuelle : r e t o u r à la b o n n e vieille m o r a l e , a u x valeurs t r a n s c e n d a n t e s e t a u sens d u sacré, é p a n d a g e é t h i q u e m a s q u a n t les réalités financières, faux p r o b l è m e s é t h i q u e m e n t m o n t é s e n épingle p o u r éviter les questions g ê n a n t e s . Un vaste territoire a m é n a g é p o u r les âmes naïves, où experts, a c a d é m i ciens et autorités spirituelles s'expriment d o c t e m e n t sur le séquençage du g é n o m e h u m a i n , le transfert des j o u e u r s d e football, l e r e t r a i t e m e n t des d é c h e t s n u c l é a i r e s o u l ' e n s e i g n e m e n t d u français.
1 2

M a i s p o u r étayer le m y t h e de la cité u n i e , il existe un a r g u m e n t é t h i q u e b e a u c o u p plus efficace. Il p e u t s'énoncer s i m p l e m e n t : si t o u t ne va pas p o u r le m i e u x d a n s le meilleur des m o n d e s possibles, c'est qu'il y a des fautes

1 -

Décision

portant

création

du

Comité

d'éthique

du

CNRS,

20 a o û t 2002, a r t . 2-4. S o u l i g n é par m o i . 2 - Le secteur public n'a d'ailleurs plus le m o n o p o l e de l'éthique. N i c o l e N o t â t , ancienne secrétaire générale de la C F D T et liquidatrice des tendances « g a u c h i s t e s » de ce syndicat, dirige depuis 2002 la s o c i é té Vigeo, spécialisée dans l'évaluation des entreprises sur le plan

éthique - gestion des ressources humaines, politique e n v i r o n n e m e n tale. Vigeo leur d o n n e une n o t e , qui leur p e r m e t de se classer I S R (investissement socialement responsable). Il existe dans le m o n d e une trentaine de sociétés c o m m e Vigeo (Le Monde, 17 juin 2005).

L Q R

c o m m i s e s q u i v i e n n e n t t r o u b l e r les équilibres du m a r c h é ; si le néolibéralisme ne d é b o u c h e pas sur la félicité c o m m u n e , c'est qu'il y a des personnages ou des i n s t i t u t i o n s q u i transgressent la n o r m e m o r a l e régissant le processus d ' a c c u m u l a t i o n des richesses. La finance est l ' u n des d o m a i n e s où cet a r g u m e n t trouve ses meilleures applicat i o n s . P o u r c a l m e r les i n q u i é t u d e s d e v a n t u n c h a o s d e v e n u c h r o n i q u e , les analystes financiers m e t t e n t e n cause le m a n q u e de rigueur et s u r t o u t de transparence q u i m i n e la nécessaire confiance. La t r a n s p a r e n c e qu'ils p r é c o n i s e n t d o i t être totale, grâce à u n e s o r t e de p a n o p t i q u e inversé où les actionnaires groupés d a n s les cellules périp h é r i q u e s s u r v e i l l e r a i e n t e n p e r m a n e n c e les conseils d ' a d m i n i s t r a t i o n siégeant p u b l i q u e m e n t a u centre d u dispositif. Ainsi seraient d é m a s q u é s les dirigeants coupables, tels ceux d o n t l'appât du gain ou la folie des g r a n d e u r s o n t c o n d u i t , d a n s l'opacité la plus totale, à la faillite de sociétés c o m m e Alcatel o u V i v e n d i Universal. D a n s Et la vertu sauvera le monde, Frédéric L o r d o n a m o n t r é ce q u e v a l e n t ces e x p l i c a t i o n s : le m é c a n i s m e premier, celui q u i m è n e aux malversations - é v i d e m m e n t réelles —, est la d é r é g l e m e n t a t i o n financière avec sa conséq u e n c e , le r e m p l a c e m e n t du capitalisme industriel par le c a p i t a l i s m e financier. Si le p r e m i e r a d u r é p l u s d ' u n siècle, c'est q u e les s t r u c t u r e s financières ne laissaient q u ' u n e place marginale aux m a r c h é s boursiers - l'épargne r e s t a n t p o u r l'essentiel à l'écart. La d é r é g l e m e n t a t i o n a e n t r a î n é à la fois la volatilité et la b r u t a l i t é des m o u v e m e n t s financiers. D é s o r m a i s soumises à l ' o p i n i o n capricieuse des a c t i o n n a i r e s (la démocratie actionnariat), les
1

I

- Et la

vertu

sauvera

le

monde

- Après

la

débâcle

financière,

le salut

par l'« éthique » ?, P a r i s , R a i s o n s d'agir É d i t i o n s , 2003.

LA

P R O P A G A N D E

DU

Q U O T I D I E N

entreprises cotées en Bourse s o n t obligées, p o u r survivre, de fournir de leur santé le meilleur bilan possible. « Bien conscients de ces m o m e n t s à h a u t risque q u e c o n s t i t u e n t les a n n o n c e s de résultats et de la c a t a s t r o p h e potentielle q u e représente un profit warning dans un univers d ' u n e telle instabilité, certains chefs d'entreprise en s o n t venus assez l o g i q u e m e n t à la c o n c l u s i o n q u e le m a q u i l l a g e des c o m p t e s était u n e s o l u t i o n d i l a t o i r e possible, c e r t a i n e m e n t préférable à l ' é c r o u l e m e n t général d e leur e n t r e prise, de l e u r p o u v o i r à sa tête, et de leur f o r t u n e personnelle . »
1

Si la L Q R financière d é n o n c e avec u n e sorte de jubilat i o n les dirigeants q u i p u b l i e n t de faux bilans ou p a r t e n t avec la caisse ( E n r o n , W o r l d c o m ) , c'est q u e « les affreux q u i se s o n t fait p r e n d r e la m a i n d a n s le sac [ont] p o u r t o u s leurs collègues accrochés à leur fauteuil l ' i m m e n s e avantage de p o r t e r sur leurs épaules l'intégralité du p o i d s de la c a t a s t r o p h e . Ah les vilains, les braves gens, les providentielles crapules ! T o u t est de l e u t faute, h e u r e u s e m e n t qu'ils sont l à ».
2

En a t t r i b u a n t les vices du système politico-financier au m a n q u e d e v e r t u des d i r i g e a n t s , o n fait c o u p d o u b l e . D ' u n c ô t é , c e u x q u i j o u e n t l e rôle d e c e n s e u r s m a n i festent leur courage et leur i n d é p e n d a n c e . Il faut de b i e n mauvais esprits p o u r faire r e m a r q u e r q u e les cibles d a n g e reuses ne s o n t désignées du d o i g t q u e si leur p o s i t i o n les e m p ê c h e d e r é p o n d r e (chef d e l ' É t a t , p r é s i d e n t d u Conseil c o n s t i t u t i o n n e l ou du Sénat) ou si elles s o n t déjà à terre. De l'autre, le t o u r n a n t é t h i q u e p e r m e t à la L Q R d e fournir, p o u r l'essentiel des m a u x , des e x p l i c a t i o n s

1 - Ibid., p. 8 5 . Le profit warning esc un avis lancé par une e n t r e p r i s e a n n o n ç a n t que ses profits s e r o n t inférieurs aux p r é v i s i o n s . 2 - Ibid., p. 6 5 .

t e n a n t à des p e r s o n n e s , les responsables. Elle a c c r é d i t e ainsi l'illusion q u e la cité u n i e et pacifiée est à l'horizon d u possible, q u e l e consensus c o m m u n a u t a i r e p e u t être o b t e n u à c o n d i t i o n q u e les mauvais bergers soient éliminés — lors des p r o c h a i n e s élections p a r exemple. M o n t e s q u i e u , l'un des pères de la pensée libérale, l'affirmait déjà il y a d e u x cent c i n q u a n t e ans : le p r i n c i p e de la d é m o cratie n'est autre q u e la v e r t u .

C O N C L U S I O N

La langue de la V R é p u b l i q u e n'a rien en c o m m u n avec la langue p o p u l a i r e - l'argot d'autrefois et a u j o u r d ' h u i le parler c o d é et m o q u e u r des banlieues. D e p u i s q u ' i l y a des r u e s , on y i n v e n t e de n o u v e l l e s expressions, d o n t c e r t a i n e s n e d u r e n t q u ' u n e saison e t d'autres s o n t si bien trouvées qu'elles finissent dans le dict i o n n a i r e d e l ' A c a d é m i e . L a L Q R a u c o n t r a i r e n e crée q u e très p e u de m o t s , q u i ne s o n t jamais utilisés d a n s la c o n v e t s a t i o n s i n o n p a r dérision. Elle n'est pas n o n plus u n e l a n g u e savante c o m m e celle des astrophysiciens o u des n e u r o c h i r u r g i e n s : ses n o t i o n s , ses concepts ( m o t - c l é des p u b l i c i t a i r e s ) s o n t v a g u e s e t i n t e r c h a n g e a b l e s . A u lycée, il y a b i e n des années, on a p p r e n a i t q u e la g é o m é trie était l'art de r a i s o n n e r juste sur des figures fausses. La L Q R est la langue q u i dit ou suggère le faux m ê m e à partir du vrai. Les exemples ne s o n t jamais loin : sur la table o ù j'écris, u n n u m é r o d u Monde ( 2 a o û t 2 0 0 5 ) p o r t e e n m a n c h e t t e : « Le g o u v e r n e m e n t a s s o u p l i t le d r o i t du l i c e n c i e m e n t ». La nouvelle est vraie, p u i s q u e les c o n t r a t s « nouvelles e m b a u c h e s » e n t r e r o n t en v i g u e u r le l e n d e m a i n . M a i s c o m m e n t ne pas voir t o u t ce q u e ce s i m p l e verbe, « assouplit », recèle de s o u s - e n t e n d u s ? Le n o u v e a u d r o i t du l i c e n c i e m e n t sera d o n c souple. A d i e u les rigidités et autres r h u m a t i s m e s sociaux, b i e n v e n u e à la flexibilité, à la v e r s i o n m i s e à j o u r de la b o n n e vieille i d é o l o g i e du p a t r o n a t français.

e

120

L Q R

M a i s la critique de la L Q R ne d o i t pas se limiter à la critique des m é d i a s , si justifiée qu'elle soit. Il serait t r o m p e u r de les r e n d r e seuls responsables de l'état actuel d ' u n e langue p u b l i q u e d o n t la diffusion les d é b o r d e de toutes parts. Celui/celle q u i p a r c o u r t le j o u r n a l d a n s le m é t r o , q u i jette un c o u p d'œil aux affiches publicitaires d a n s les stations, q u i p a r c o u r t d i s t r a i t e m e n t les i n j o n c t i o n s de la R A T P p l a c a r d é e s d a n s les w a g o n s , q u i é c o u t e les a n n o n c e s (« À la suite d ' u n arrêt de travail de certaines catégories de p e r s o n n e l . . . »), q u i passe par le s u p e r m a r c h é a v a n t de r e n t r e r à la m a i s o n , q u i o u v r e le c o u r r i e r e n v o y é p a r la m a i r i e ou l'école de ses e n f a n t s , celui-là a b s o r b e des é n o n c é s et des textes rédigés d a n s la m ê m e l a n g u e , avec « les expressions isolées, les t o u r n u r e s , les formes syntaxiques » q u i s'imposent, c o m m e disait K l e m perer, à des millions d'exemplaires. U n e telle c o h é r e n c e a de q u o i s u r p r e n d r e , vu q u e les s u p p o r t s de la L Q R s o n t i n n o m b r a b l e s et q u e les publics a u x q u e l s elle s'adresse s o n t i n f i n i m e n t variés. Il n ' y a p o u r t a n t là n u l paradoxe. S'il y a cohérence, c'est qu'il y a c o m m u n a u t é d e f o r m a t i o n e t d ' i n t é r ê t s chez c e u x q u i ajustent les facettes de cette langue et en assurent la dissém i n a t i o n . C o m m u n a u t é de f o r m a t i o n : les m e m b r e s des c a b i n e t s m i n i s t é r i e l s , les d i r e c t e u r s c o m m e r c i a u x d e l ' i n d u s t r i e , qu'elle soit c h i m i q u e , c i n é m a t o g r a p h i q u e , hôtelière ou autre, les chefs de r u b r i q u e s des q u o t i d i e n s ou les responsables de l ' i n f o r m a t i o n télévisuelle s o r t e n t des m ê m e s écoles d e c o m m e r c e , d ' a d m i n i s t r a t i o n o u d e sciences politiques, où on leur a appris les m ê m e s t e c h n i q u e s avec les m ê m e s m o t s , après l e u r avoir e x p l i q u é qu'ils v o n t former l'élite de la n a t i o n — c e r t i t u d e i n c u l q u é e a u x élèves dès les classes p r é p a r a t o i r e s d a n s les grands lycées parisiens. C o m m u n a u t é d'intérêts : du s o m m e t de l'État au dernier des directeurs du m a r k e t i n g , cha-

LA

P R O P A G A N D E

DU

Q U O T I D I E N

121

c u n sait q u e s a place d é p e n d d u m a i n t i e n d e l a g u e r r e civile sur le territoire français au stade de drôle de guerre. Q u e l a L Q R d e v i e n n e s o u d a i n inaudible, e t l'on verrait bien ce q u i resterait du décor. C o h é r e n t e et m é g a p h o n i q u e , cette langue souffre p o u r t a n t d ' u n l o u r d h a n d i c a p : elle ne d o i t s u r t o u t pas a p p a raître p o u r c e qu'elle est. L'idéal serait m ê m e q u e s o n existence en t a n t q u e langage global ne soit pas r e c o n n u e . Q u e ses l e i t m o t i v s , ses tics, ses r é p é t i t i o n s , ses d é t o u r s restent à l'état de messages infraliminaux et q u ' e n t o u t cas leur p r o l i f é r a t i o n n e soit pas p e r ç u e c o m m e celle d ' u n e n s e m b l e - m ê m e p a r ceux q u i , c h a c u n d a n s leur coin, oeuvrent à cette prolifération. Il s'est créé u n e l a n g u e , et pas n ' i m p o r t e laquelle, m a i s il ne faut pas q u e cela se sache, faute de q u o i le risque est de voir les c o n s o m m a teurs, les sondés et les usagers réagir c o m m e les h a b i t a n t s de Clayton devant l'entrée du stade où se déroule la p a r a d e du G r a n d T h é â t r e d ' O k l a h o m a : « Il y avait bien des tas de gens d e v a n t l'affiche, mais elle n'avait pas l'air de p r o v o q u e r g r a n d e n t h o u s i a s m e . Il y a t a n t d'affiches ! On ne croit plus aux affiches . »
1

Si les milieux dirigeants, t o u t e s t e n d a n c e s c o n f o n d u e s , o n t m i s t a n t de h â t e à c o l m a t e r ensemble les b r è c h e s ouvertes p a r l'élection présidentielle de 2 0 0 2 et le référ e n d u m c o n s t i t u t i o n n e l d e 2 0 0 5 , c e n'est pas t a n t d e v a n t l e t r o u b l e i n s t i t u t i o n n e l p r o v o q u é p a r ces é v é n e m e n t s q u e d e v a n t l ' é n o r m e raté d e l a L Q R . O n e n avait fait t r o p , il aurait fallu le faire oublier au plus vite. Au lieu de q u o i , d e n o u v e a u x p i l o n n a g e s s o n t v e n u s p r o l o n g e r ceux q u i avaient si p i t e u s e m e n t é c h o u é . C'est q u e la langue de

I

-

Franz

Kafka,

Le

Grand

Théâtre

d'Oklahoma,

dernier

chapitre

de

L'Amérique, P a r i s , G a l l i m a r d , c o l l . La P l é i a d e , t. I, p. 235.

4

122

L Q R

la d o m i n a t i o n partage les faiblesses du néolibéralisme q u i lui a d o n n é naissance. R é g n a n t sans c o n t r e p o i d s , t e n u e à ne pas apparaître sous sa vraie n a t u r e , diffusée p a r ceux qu'elle c o n t r i b u e à abrutir, elle ne p e u t q u e r e t o m b e r sans fin d a n s ses p r o p r e s plis.

TABLE

DES

MATIÈRES

9 23

Naissance d ' u n e l a n g u e M o t s , t o u r n u r e s , procédés Fonctions de l'euphémisme, 25. — Un renversement de la dénégation freudienne? 44. — L'essorage sémantique, 50. L'esprit d u t e m p s Société civile, 65. — Valeurs universelles, 70. - Les nobles sentiments, 75. - Une sémantique antiterroriste, 83. - L'effroi, la violence, 92. Effacer la division L'évitement des mots du litige, 105. - Le recollage permanent des morceaux, 109. - Le recours à l'éthique, 114. Conclusion

63

99

119

Un grand merci à Maria Muhle et à Sabrina Berkane pour leur vigilante et amicale lecture du manuscrit.

Achevé d'imprimer sur rotative l'imprimerie Darantiere à Dijon-Quétig en mars 2006

Diffusion : Le Seuil Dépôt légal : 1 trimestre 2006 № d'impression : 26-0587
er

Imprimé en France

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