* Rua Boaventura, 771, apto 402 G - CEP 31270-020 – Belo Horizonte - MG - BRASIL

Tel.: +55 (031) 3443-4623 - E-mail: edulrp@yahoo.com




VI SBQEE
21 a 24 de agosto de 2005

Belém – Pará – Brasil

Código: BEL 11 7578
Tópico: Modelagem e Simulações
MODELOS E PROCEDIMENTOS DE ANÁLISE DE FLUTUAÇÕES DE TENSÃO EM USINAS
EÓLICAS INTEGRADAS À REDE ELÉTRICA

EDUARDO L. R. PINHEIRO
UFMG
SELÊNIO R. SILVA
UFMG
EDUARDO N. CARDOSO
UFMG
JOSÉ A. S. BRITO
COELBA
JUAN J. J. P. FRANCO
COELBA
KLEBER FREIRE
COELBA

RESUMO

Neste trabalho são apresentados e discutidos os
modelos matemáticos e a metodologia de análise
de flutuação de tensão produzidos por usinas
eólicas conectadas à rede elétrica. Os modelos
matemáticos preservando as dinâmicas
dominantes para a faixa de freqüência de
interesse deste distúrbio (< 25 Hz) são discutidas
e em parte coincidem com os modelos utilizados
para estudos dinâmicos. São abordadas as
análises no domínio do tempo e da freqüência
para avaliação das flutuações de tensão e um
estudo de casos é apresentado.

PALAVRAS-CHAVE
Usinas eólicas, “flícker”, modelos, estabilidade da
energia.

1.0 INTRODUÇÃO
1.1 Estudo de “flícker” em usinas eólicas

O advento tecnológico aliado a um forte apelo
ambiental contribuiu para que, nas últimas
décadas, a produção de energia elétrica através
de aerogeradores assumisse uma participação
relevante na matriz energética de diversos
países. Se em um primeiro momento tal
crescimento mostra-se promissor no âmbito da
geração, em um segundo momento, pode
representar um problema de âmbito operacional,
uma vez que a integração dessas usinas à rede
elétrica podem incorrer em problemas de
qualidade de energia, os quais podem incidir
diretamente sobre o padrão de energia fornecida
ao consumidor.
Dentre os problemas de qualidade de energia
que podem advir desta conexão, a flutuação de
potência em baixa freqüência, produzindo
“flicker”, constitui-se um foco de atenção, uma
vez que hoje, constitui-se em um dos principais
inviabilizadores de instalação de novas centrais
eólica.
Diante do exposto, diversos estudos têm sido
realizados no sentido de quantificar e qualificar as
causas e, sobretudo os efeitos de tal distúrbio
sobre o sistema elétrico. Até então, estes
estudos, baseados, sobretudo, na norma
internacional IEC 61400-21 [1], contemplavam
amplamente as usinas de operação a velocidade
constante, por estarem estas, devido a seu
caráter construtivo, mais susceptíveis a
ocorrência deste distúrbio. Entretanto, o
crescimento verificado na instalação de usinas de
operação a velocidade variável trouxe foco para
as mesmas, requerendo de forma imediata
estudos que contribuam para os procedimentos
de análise de “flicker” neste tipo de usina.
Instalação de centrais eólicas com tecnologias
que operem à velocidade variável, uma vez que
estas, devido a suas características construtivas
e operacionais são mais robustas à ocorrência do
fenômeno. As turbinas eólicas a velocidade
variável apresentam normalmente dois elos de
armazenamento energético que funcionam como
filtros às flutuações de potência: as massas
girantes e os capacitores dos barramentos c.c.
dos conversores estáticos.
Segundo a referida norma [1], a caracterização
do fenômeno “flícker” pode se dar tanto por


492

medições temporais quanto por estudos no
domínio da freqüência. Para estudos no domínio
do tempo, os principais índices de caracterização
do fenômeno (P
st
e P
lt
) requerem longos tempos
de medições, não inferiores a 10min. Tal
procedimento incorre em um elevado esforço
computacional, muitas vezes inviabilizado os
estudos. À esta dificuldade apresenta-se como
alternativa a modelagem reduzida do sistema
como um todo, priorizando apenas as dinâmicas
que se encontrem dentro da faixa de freqüência
de interesse de estudo. O objetivo do estudo de
estabilidade transitória é calcular a resposta do
sistema para um definido conjunto de distúrbios,
que tipicamente consistem de faltas trifásicas e
monofásicas eliminadas pela abertura de linhas
de transmissão. A resposta dos geradores é
verificada através da manutenção dos
sincronismos, do adequado amortecimento de
oscilações de potência e da capacidade de
recuperação de tensão após a abertura da falta.
A modelagem da dinâmica de usinas eólicas
deve representar todos os efeitos pertinentes ao
período de tempo de interesse, tipicamente
alguns segundos após uma falta. As oscilações
típicas de sistemas de potência encontram numa
faixa entre 0,2 e 2 Hz. A modelagem deve
representar também a habilidade da usina eólica
em controlar a tensão em seu ponto de conexão
durante este período de interesse. Modelos
desenvolvidos para estudos de estabilidade
podem ser válidos em período de tempo maior,
desde que agreguem os controles e dinâmicas
que atuam neste período de tempo, permitindo se
estudar o impacto de flutuações da potência
gerada nos níveis de “flicker”.
A realização de estudos no domínio da
freqüência [5] mostra-se hoje uma eficiente
ferramenta para estudo de “flicker”. A existência
de curvas como a IEEE 141 ou a 120V UIE (P
st
=
1) conferem aos estudos no domínio da
freqüência uma desejável facilidade na
caracterização e análise do fenômeno. Seguindo
as abordagens apresentadas, o presente trabalho
apresenta o estudo de usinas eólicas de
operação a velocidade variável com geradores de
indução duplamente excitados no domínio da
freqüência, quando serão privilegiadas apenas as
dinâmicas mecânicas do gerador.
Como complemento, o presente trabalho tem por
objetivo proceder uma análise comparativa da
ocorrência de “flicker” em duas topologias
distintas de usinas eólica: usinas que utilizam
geradores de indução duplamente excitados
(tecnologia mais utilizada hoje em todo o mundo)
[4] e usinas que utilizam geradores síncronos a
ímãs permanentes (tecnologia que apresenta um
futuro promissor no mercado mundial) [3], quando
serão apresentados resultados de simulação do
domínio do tempo em operação contínua
avaliando-se uma das causas principais de
ocorrência de flicker, o sombreamento de pás
pela torre de sustentação.

2.0 DESENVOLVIMENTO

2.1 O fenômeno “flícker”

“Flicker” é definido como a sensibilidade de um
observador à flutuação de fluxo luminoso de uma
lâmpada incandescente em conseqüência de
flutuações de tensão. Tal fenômeno causa
desconforto mental e irritação ao observador. O
nível admissível de “flicker” é dependente da
amplitude da flutuação de tensão e da freqüência,
e pode ser quantificado pela característica de
limiar de sensibilidade ou de irritabilidade
expressa em função destes parâmetros ou de
indicadores de curta duração (P
st
) ou de longa
duração (P
lt
), que além destes parâmetros agrega
o efeito de tempo de exposição [2].
2.2 “Flicker” em usinas eólicas

A operação de centrais eólicas em redes elétricas
provoca a ocorrência de “flicker” devido a
diversos fatores inerentes ao processo de
geração. Em operação contínua, os principais
efeitos superpostos ao conjugado médio são (1):
sombreamento das pás pela torre, gradiente de
vento, controle de direção do rotor (“yaw control”),
controle de passo (“pitch control”) ou pelas
turbulências naturais do vento incidente na
turbina eólica.
O sombreamento de pás refere-se à
perda de fluxo de vento quando da passagem
das pás da turbina frente à torre de sustentação.
Estudos comprovam que tal ocorrência infere em
uma perda de fluxo de vento de ±1m/s, o que
equivale a uma perda de potência de
aproximadamente 20% da potência nominal.
Dessa forma, em cada turbina da usina observa-
se uma flutuação de potência com freqüência
igual à freqüência de giro da turbina multiplicado
pelo número de pás da mesma.
A oscilação de conjugado em cada pá (i)
pode ser dada por:
( ) 2 ( )
T
m
T i W
ts ts i
N
b
ϕ ∆ = (1)
onde, N
b
é o número de pás e W
ts
um coeficiente
dependente do ângulo de posicionamento φ
i
da
pá durante seu giro.


493

A causa denominada “gradiente de
vento” refere-se à variação da componente
horizontal de vento com a altitude dentro da área
varrida pelo rotor. As pás experimentam uma
elevação da velocidade do vento equivalente
recebido na parte mais alta de sua trajetória em
relação àquela quando percorre a parte mais
baixa, provocando também uma oscilação no
conjugado da turbina. O gradiente de vento é
amplamente simulado pela seguinte equação:

( )
( )
V z z
V h h
α
=
| |
|
\ .
(2)
onde ( ) V h é a velocidade média de vento na
referência de altura h e α é o expoente
dependente de rugosidade do terreno e da faixa
de altura considerada.
O efeito de oscilação provocado pelo gradiente
de vento pode ser expresso por:
( ) 2 ( )
T
m
T i W
s s i
N
b
ϕ ∆ = (3)
onde o fator W
s
é dependente da altura, do raio
da pá e de sua posição.
Duas outras causas de ocorrência de “flicker”
estão associadas a ações de controle impostas à
turbina. A ação de controle denominada “controle
de direção” tem por objetivo direcionar a turbina
de forma a alinhar seu eixo de rotação com a
direção de vento instantâneo. Devido à variação
constante da direção do vento, da inércia das
nasceles e da resistência do ar, observa-se que
tal orientação não é rápida. Assim, durante o
período reorientação, as pás da turbina ficam
submetidas a ventos diferentes, provocando uma
oscilação do conjugado produzido.
A ação do controle de passo produz
atuações mecânicas sobre as pás de turbina que
têm por objetivo promover uma regulação da
potência gerada para valores de vento acima do
nominal. Tais ações, devido à constante de
tempo de atuação e à variação do vento em torno
da velocidade nominal, provocam uma oscilação
no conjugado, ocasionando “flicker”. Turbinas
com controle “pitch” apresentam maior
severidade no fenômeno que turbinas com
controle “stall”. As variações naturais de vento e o
peso das pás são fatores que também
contribuem para oscilação do conjugado da
turbina.
As principais causas para ocorrência de
“flicker” acima citadas estão relacionadas à
operação contínua das turbinas eólicas. Além
destas, também são causadores de “flicker” a
operação de conexão e desconexão das
unidades geradoras ou grupos destas, da rede
elétrica ou mesmo, nas usinas de operação a
velocidade constante, a conexão e desconexão
dos bancos de capacitores.
Assim, o conjugado produzido por cada
pá da turbina pode ser dado por:
( ) ( ) ( )
T
m
T i T i T i
ts s
N
b
= + ∆ + ∆ (4)
onde o conjugado médio da turbina pode é dado
por:
( ) ,
1
3 2
2
C
p
T R V
m
λ β
ρπ
λ
=
(5)
onde R é o raio da turbina, V a velocidade média
de vento, C
p
(λ,β) o coeficiente de potência
(rendimento) da turbina em relação à relação de
velocidade λ e do ângulo de passo β.
Para o presente trabalho considerou-se apenas a
oscilação de conjugado produzida pelo efeito de
sombreamento de pás pela torre sobre o valor
médio.
2.4 Modelos DFIG

Considerando que o DFIG é alimentado em
tensão pelo estator e em corrente pelo rotor, a
discussão sobre modelos reduzidos impõe uma
rica variedade de alternativas.
A questão da representação ideal do
conversor de rotor agrega uma simplificação do
processo de cálculo já que não são
considerados/representados os chaveamentos de
conversor e seu comando PWM. Neste sentido, o
conversor é representado por um ganho unitário
que sintetiza as próprias tensões ou correntes de
referências geradas pelos controladores.
2.4.1 Modelos DFIG 5ª ordem e 1ª ordem

A partir do modelo de 5ª ordem da máquina de
indução em rotor bobinado, escrita em vetores
espaciais em referencial síncrono (qualquer) e
expresso por: (convenção motora)
d
e e e e
v r i jw
s s s s e s
dt
e e e
L i Mi
s ss s r
λ λ
λ
= + +
= +
r r r
r
r r r
(6)
( )
d
e e e e
v r i j w w
r r r r e r r
dt
e e e
L i Mi
r rr r s
λ λ
λ
= + + −
= +
r r r
r
r r r
(7)
onde w
e
é a velocidade síncrona.
Considerando que, no caso do DFIG, tem-se:
• O estator alimentado por tensão da rede;


494

• O rotor alimentado por conversor
controlado em corrente.
É aceitável, para modelo reduzido, desprezar
as dinâmicas eletromagnéticas associadas aos
termos
s dt
d
λ
r
e
r dt
d
λ
r
. Considerando que as
entradas são:
• Tensão de estator:
sq sd s s
jV V V v + = =
r
r

(tensão na rede)
• Corrente de rotor: r
r
I i

=
r r
(saída das
malhas de controle de velocidade)
Pode-se calcular as variáveis de interesse
(
s
i
r
e
r
v
r
) as quais, escritas em componentes
cartesianos dos vetores espaciais são dadas por:
2
2 2 2
2
2 2 2
V r w L V w L MI w MI r
sd s e ss sq e ss rd e rq s e
i
sd
r w L
s e ss
V r w L V w L MI w MI r
sq s e ss sd e ss rq e rd s e
i
sq
r w L
s e ss
∗ ∗
+ − +
=
+
∗ ∗
− − −
=
+
(8)
( ) ( )
( ) ( )
e
v r I w w L I w w Mi
rd r rd e r rr rq e r sq
e
v r I w w L I w w Mi
rq r rq e r rr rd e r sd
∗ ∗
= − − − −
∗ ∗
= + − + −
(9)

A determinação da tensão de rotor
permitirá o cálculo da potência ativa fornecida ou
consumida pelo conversor de rotor, e assim
desenvolver a expressão para a dinâmica do elo
CC. O modelo se completa pela
representação da dinâmica mecânica, neste caso
representada pela equação abaixo para o caso
de se considerar eixo rígido (modelo de uma
massa):
2 T dw
t r
J T
e
P dt K
t
= −
(10)
onde:
( , )
2
1
2
C
p
T ARV
t
λ β
ρ
λ
=
(11)
3
2 2
P
e e
T M i I i I
e sq rd sd rq
∗ ∗
= −

(12)
2
J
t
J J
g
K
t
= +
(13)
K
t
= relação de transmissão de velocidades
P = número de pólos do gerador

A- Modelo do Sistema de Controle do
Conversor do Lado do Rotor (RSC):

As malhas de controle do RSC têm como função:
• Garantir a operação com máxima eficiência
da turbina eólica, controlando a velocidade da
turbina ou a potência ativa total drenada pelo
gerador;
• Regular o fluxo de reativos do estator com
a rede de forma a compensar deficiências da
rede ou operar a fator de potência constante.
As saídas das malhas de controle de
potência ativa ou de potência reativa do
conversor do lado do rotor deve ser orientadas
em função do fluxo de estator (ou
aproximadamente da tensão de estator, com as
devidas adaptações). Este referencial garante
desacoplamento do controle de conjugado e de
potência reativa do estator do DFIG utilizando-se
as correntes de eixo em quadratura e de eixo
direto do rotor, respectivamente.
A corrente de eixo em quadratura de rotor,
em referencial orientado pelo vetor fluxo de
estator, pode ser expressa, em função do
conjugado e do fluxo de estator, por:
3
2 2
T
s
e
I
rq
P M
s L
ss
λ


= −
(14)
onde T
*
e
é a referência de conjugado
eletromagnético a ser definido pela malha de
velocidade.
A corrente de eixo direto do rotor, em
referencial orientado pelo vetor fluxo de estator,
pode ser expressa, em função da potência reativa
de estator, por:
2
3 1
2 2
3
2 2
P
Q w
s e s L
s
ss
I
rd
P M
w
e s L
ss
λ
λ



=
(15)
Para realizar o controle é necessária a
estimação do fluxo de estator e de sua posição
angular. As equações para esta estimação são
obtidas de uma representação do modelo, por
exemplo:
e e e
v r i jw
s s s e s
e e
v r i
e
s s s
s
jw
e
λ
λ
= +

=
r r
r
r
r
r
(16)
As correntes de rotor obtidas das malhas
de controle devem ser adaptadas ao referencial
no qual são escritas as equações algébricas de
estator, antes de sua utilização nas expressões
do modelo da máquina. Isto pode ser feito por


495

( ) * * j w t s
s e
I I e
r r
θ −
=
r r
(17)

Figura 1. Controle de Velocidade da Turbina

B- Representação Ideal do Conversor Estático
do DFIG

O Conversor CA-CC-CA, que conecta o circuito
de rotor do DIFG à rede elétrica, contém uma
dinâmica predominante, representada pelo
carregamento de energia no capacitor do elo CC.
Esta dinâmica é lenta (na banda de freqüência
dos estudos de estabilidade dinâmica) e
susceptível aos distúrbios de fonte primária de
energia e de rede elétrica, podendo representar
uma condição operacional específica quando a
usina é sujeita a afundamentos de tensão.
A equação dinâmica associada ao barramento de
corrente contínua do conversor é
Re
dV
dc
C i i
dcRotor dc de
dt
= −
(18)
As componentes em corrente contínua
expressas anteriormente representam:
i
dcRotor
a corrente que chega ao capacitor CC
como reflexo da injeção de potência ativa pelo
circuito de rotor ao conversor;
i
dcRede
a corrente que sai do capacitor CC como
reflexo da injeção de potência ativa pelo
conversor na rede.
C- Modelo do Sistema de Controle do
Conversor do Lado da Rede(GSC):

As correntes de eixo direto e em quadratura de
referência das malhas de controle do conversor
do lado da rede são orientadas na direção do
vetor tensão da rede, garantindo assim
desacoplamento no controle dos fluxos de
potência ativa e reativa.
Se a tensão da rede no conversor do lado da
rede é considerada:
0 v V j
e
= +
r
(19)
então as potências ativa e reativa injetadas na
rede podem ser escritas por
3
Re
2
3
Re
2
P V I
de e d
Q V I
de e q

=

= −
(20)

As malhas de controle do GSC têm como
função:
• Garantir o nível de tensão constante no
barramento CC do conversor, controlando o fluxo
de potência ativa gerado/demandado pelo circuito
de rotor, em função de sua operação
supersíncrona/subsíncrona;
• Regular o fluxo de reativos do GSC com a
rede de forma a compensar deficiências da rede
ou operar a fator de potência constante.
Um diagrama de blocos simplificado do
controle é apresentado na Figura 2.


Figura 2. Controle da Tensão do Barramento CC
2.5 Estudos no domínio da freqüência:

Para implementação deste método, foi utilizado o
modelo de 1ª. ordem pois este já agrega as
dinâmicas significativas para análise:
• dinâmicas torsionais dos eixos, que
normalmente oscilam em freqüências em torno
de 2 Hz;
• dinâmicas de carregamento e
descarregamento dos capacitores dos
barramentos de corrente contínua dos
conversores fontes de tensão e seus controles;
• dinâmicas das malhas de controle mais
lentas como o controle de potência ou de
velocidade, responsáveis pela operação em
máxima eficiência da turbina.
A metodologia consiste no
desenvolvimento das relações que associam o
conjugado mecânico da turbina e a amplitude da
tensão no ponto de acoplamento da usina. Estas
relações se baseiam em expressões algébricas
não-lineares e equações diferenciais não-lineares
do modelo da usina e de seus controles, que
devem ser linearizadas e expressas na forma:
| | | || | | || |
| | | || | x C V
U B x A x
PCC
.
. .
= ∆
+ =




496

onde
| |



=
dc
r
V
x ...
ω
é o vetor de estados do sistema;

| |




=


r
dc
m
V
T
U
ω
é o vetor de entradas;
PCC
V ∆ é a amplitude de flutuação de tensão no
ponto de acoplamento comum da usina no
sistema elétrico. Das expressões apresentadas e
através do uso da Transformada de Laplace,
pode-se representar a relação entre ) (s V
PCC
∆ e
) (s T
m
∆ , que permitirá calcular as amplitudes de
flutuações de tensão para cada relação amplitude
de flutuação do conjugado mecânico e freqüência
de oscilação.
2.6 Estudos no domínio do tempo:

O estudos de usinas eólicas no domínio do tempo
foram realizados de forma a se comparar a
severidade de “flicker” no sistema elétrico
causada por duas distintas topologias de usinas
eólicas de operação a velocidade variável, sendo
as mesmas avaliadas para uma mesma
intensidade do distúrbio causador, o
sombreamento de pás pela torre de sustentação.
A simulação realizada no domínio do tempo
mostra-se viável para tempos menores de
simulação, uma vez que, não é simulado, durante
o intervalo de simulação, qualquer outro distúrbio,
ou seja, a causa pura de distúrbio é o
sombreamento o qual é contínuo e de freqüência
conhecida. Para o estudo em questão foi utilizado
um sistema elétrico passível de instalação de
uma usina de 192MW, sendo a relação de curto
circuito de aproximadamente 8%.

3.0 RESULTADOS

Os resultados obtidos mostram que, ainda que a
flutuação da potência gerada seja de mesma
amplitude e freqüência em ambas as topologias,
a topologia com gerador síncrono a ímãs
permanentes apresenta uma menor variação
relativa de tensão no PCC do que com a
topologia DFIG, de aproximadamente 0.4%. Este
resultado, conforme apresentado na figura 3
mostra-se satisfatório quanto ao fenômeno de
“flícker”, uma vez que configura um ponto
satisfatoriamente abaixo dos limites de ambas as
curvas de P
st
=1 (IEEE 141 e UIE).

Figura 3. Curvas de Flicker

4.0 CONCLUSÕES

O presente trabalho apresenta o os resultados de
simulação no domínio do tempo para duas
topologias de usinas. Estes resultados apontam
para uma maior robustez de usinas GSIP à
ocorrência de “flicker” que as usinas DFIG sendo
que, estudos em desenvolvimento apresentarão
resultados para diferentes topologias de sistemas
de controle. Apresenta-se ainda a metodologia
em utilização para estudos no domínio da
freqüência, cujos resultados,em desenvolvimento,
serão futuramente apresentados.

5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] IEC 61400-21, "Wind turbine generators systems -
Part 21: Measurements and assessment of power
quality characteristics of grid connected wind
turbines", IEC, Dec/2001.
[2] IEC 61000-3-7, “Electromagnetic Compatibility
(EMC). Part 3: Limits—Section 7 Assessment of
emission limits for fluctuating loads in MV and HV
power systems,” Bureau Central Commission
Electrotech. Int., Geneva, Switzerland, 1996.
[3] Pinheiro, E. L. R. “Análise do Comportamento
Dinâmico de Usinas Eólicas a Velocidade Variável
Utilizando ATPDraw”, Dissertação de Mestrado em
Engenharia Elétrica - Universidade Federal de
Minas Gerais, Junho/2004, Belo Horizonte.
[4] Oliveira, R. G. “Controle e Integração a Rede
Elétrica de um Sistema Eólico com Gerador de
Indução Duplamente Excitado”, Dissertação de
Mestrado em Engenharia Elétrica - Universidade
Federal de Minas Gerais, Junho/2004, Belo
Horizonte.
[5] C. Vilar, H. Amaris, J. Usaola. “A Frequency
Domain Approach to Wind Turbines for Flicker
Analysis”. IEEE Transactions on Energy
Conversion, vol. 18, No 2, June 2003

o presente trabalho tem por objetivo proceder uma análise comparativa da ocorrência de “flicker” em duas topologias distintas de usinas eólica: usinas que utilizam geradores de indução duplamente excitados (tecnologia mais utilizada hoje em todo o mundo) [4] e usinas que utilizam geradores síncronos a ímãs permanentes (tecnologia que apresenta um futuro promissor no mercado mundial) [3]. controle de passo (“pitch control”) ou pelas turbulências naturais do vento incidente na turbina eólica. A realização de estudos no domínio da freqüência [5] mostra-se hoje uma eficiente ferramenta para estudo de “flicker”. Nb é o número de pás e Wts um coeficiente dependente do ângulo de posicionamento φi da pá durante seu giro.0 DESENVOLVIMENTO 2. quando serão apresentados resultados de simulação do domínio do tempo em operação contínua avaliando-se uma das causas principais de ocorrência de flicker. os principais efeitos superpostos ao conjugado médio são (1): sombreamento das pás pela torre. 2. gradiente de vento.1 O fenômeno “flícker” “Flicker” é definido como a sensibilidade de um observador à flutuação de fluxo luminoso de uma lâmpada incandescente em conseqüência de flutuações de tensão. O nível admissível de “flicker” é dependente da amplitude da flutuação de tensão e da freqüência.2 “Flicker” em usinas eólicas A operação de centrais eólicas em redes elétricas provoca a ocorrência de “flicker” devido a diversos fatores inerentes ao processo de geração. A existência de curvas como a IEEE 141 ou a 120V UIE (Pst = 1) conferem aos estudos no domínio da freqüência uma desejável facilidade na caracterização e análise do fenômeno. Tal procedimento incorre em um elevado esforço computacional. e pode ser quantificado pela característica de limiar de sensibilidade ou de irritabilidade expressa em função destes parâmetros ou de indicadores de curta duração (Pst) ou de longa duração (Plt). Seguindo as abordagens apresentadas. quando serão privilegiadas apenas as dinâmicas mecânicas do gerador. em cada turbina da usina observase uma flutuação de potência com freqüência igual à freqüência de giro da turbina multiplicado pelo número de pás da mesma. priorizando apenas as dinâmicas que se encontrem dentro da faixa de freqüência de interesse de estudo. Tal fenômeno causa desconforto mental e irritação ao observador. permitindo se estudar o impacto de flutuações da potência gerada nos níveis de “flicker”. A resposta dos geradores é verificada através da manutenção dos sincronismos. O objetivo do estudo de estabilidade transitória é calcular a resposta do sistema para um definido conjunto de distúrbios. muitas vezes inviabilizado os estudos. não inferiores a 10min. Estudos comprovam que tal ocorrência infere em uma perda de fluxo de vento de ±1m/s. os principais índices de caracterização do fenômeno (Pst e Plt) requerem longos tempos de medições. que além destes parâmetros agrega o efeito de tempo de exposição [2].2 e 2 Hz. que tipicamente consistem de faltas trifásicas e monofásicas eliminadas pela abertura de linhas de transmissão. O sombreamento de pás refere-se à perda de fluxo de vento quando da passagem das pás da turbina frente à torre de sustentação. o presente trabalho apresenta o estudo de usinas eólicas de operação a velocidade variável com geradores de indução duplamente excitados no domínio da freqüência. . Como complemento.492 medições temporais quanto por estudos no domínio da freqüência. controle de direção do rotor (“yaw control”). o que equivale a uma perda de potência de aproximadamente 20% da potência nominal. Para estudos no domínio do tempo. o sombreamento de pás pela torre de sustentação. A oscilação de conjugado em cada pá (i) pode ser dada por: ∆Tts ( i ) = 2 Tm Nb Wts (ϕi ) (1) onde. do adequado amortecimento de oscilações de potência e da capacidade de recuperação de tensão após a abertura da falta. tipicamente alguns segundos após uma falta. A modelagem deve representar também a habilidade da usina eólica em controlar a tensão em seu ponto de conexão durante este período de interesse. 2. A modelagem da dinâmica de usinas eólicas deve representar todos os efeitos pertinentes ao período de tempo de interesse. À esta dificuldade apresenta-se como alternativa a modelagem reduzida do sistema como um todo. desde que agreguem os controles e dinâmicas que atuam neste período de tempo. Em operação contínua. As oscilações típicas de sistemas de potência encontram numa faixa entre 0. Modelos desenvolvidos para estudos de estabilidade podem ser válidos em período de tempo maior. Dessa forma.

Para o presente trabalho considerou-se apenas a oscilação de conjugado produzida pelo efeito de sombreamento de pás pela torre sobre o valor médio.4. Cp(λ. da rede elétrica ou mesmo. observa-se que tal orientação não é rápida. Além destas. também são causadores de “flicker” a operação de conexão e desconexão das unidades geradoras ou grupos destas. O efeito de oscilação provocado pelo gradiente de vento pode ser expresso por: ∆Ts ( i ) = 2 Tm Nb Ws (ϕi ) onde R é o raio da turbina. a conexão e desconexão dos bancos de capacitores. β ( ) λ (5) onde V ( h) é a velocidade média de vento na referência de altura h e α é o expoente dependente de rugosidade do terreno e da faixa de altura considerada. Tais ações. 2.493 A causa denominada “gradiente de vento” refere-se à variação da componente horizontal de vento com a altitude dentro da área varrida pelo rotor. A questão da representação ideal do conversor de rotor agrega uma simplificação do processo de cálculo já que não são considerados/representados os chaveamentos de conversor e seu comando PWM. as pás da turbina ficam submetidas a ventos diferentes. Turbinas com controle “pitch” apresentam maior severidade no fenômeno que turbinas com controle “stall”. A ação do controle de passo produz atuações mecânicas sobre as pás de turbina que têm por objetivo promover uma regulação da potência gerada para valores de vento acima do nominal. durante o período reorientação. Neste sentido.4 Modelos DFIG Considerando que o DFIG é alimentado em tensão pelo estator e em corrente pelo rotor. provocando também uma oscilação no conjugado da turbina. da inércia das nasceles e da resistência do ar. O gradiente de vento é amplamente simulado pela seguinte equação: V (z) V (h) velocidade constante. As pás experimentam uma elevação da velocidade do vento equivalente recebido na parte mais alta de sua trajetória em relação àquela quando percorre a parte mais baixa. no caso do DFIG. a discussão sobre modelos reduzidos impõe uma rica variedade de alternativas.β) o coeficiente de potência (rendimento) da turbina em relação à relação de velocidade λ e do ângulo de passo β. As principais causas para ocorrência de “flicker” acima citadas estão relacionadas à operação contínua das turbinas eólicas. nas usinas de operação a (6) (7) re re re λ r = Lrr ir + Mis onde we é a velocidade síncrona. provocando uma oscilação do conjugado produzido. 2. o conjugado produzido por cada pá da turbina pode ser dado por: T (i ) = Tm Nb + ∆Tts ( i ) + ∆Ts ( i ) (4) onde o conjugado médio da turbina pode é dado por: Tm = 1 2 z =  h α (2) ρπ R V 3 2 C p λ. Assim. ocasionando “flicker”. d re re re re v r = rr ir + λ r + j ( we − wr ) λ r dt . Assim. As variações naturais de vento e o peso das pás são fatores que também contribuem para oscilação do conjugado da turbina. o conversor é representado por um ganho unitário que sintetiza as próprias tensões ou correntes de referências geradas pelos controladores. Devido à variação constante da direção do vento. devido à constante de tempo de atuação e à variação do vento em torno da velocidade nominal. escrita em vetores espaciais em referencial síncrono (qualquer) e expresso por: (convenção motora) d re re re re λ s + jwe λ s v s = rs is + dt re re re λ s = Lss is + Mir (3) onde o fator Ws é dependente da altura. do raio da pá e de sua posição. Duas outras causas de ocorrência de “flicker” estão associadas a ações de controle impostas à turbina. Considerando que. V a velocidade média de vento. provocam uma oscilação no conjugado. tem-se: • O estator alimentado por tensão da rede.1 Modelos DFIG 5ª ordem e 1ª ordem A partir do modelo de 5ª ordem da máquina de indução em rotor bobinado. A ação de controle denominada “controle de direção” tem por objetivo direcionar a turbina de forma a alinhar seu eixo de rotação com a direção de vento instantâneo.

pode ser expressa. por: ∗s I rd = ∗ 2 3 P 1 Q s − 2 2 we L λ s ss 3 P M 2 2 we Lss λ s (15) (10) onde: 2 1 Tt = 2 ρ ARV 3 P 2 2 C p (λ . desprezar as dinâmicas eletromagnéticas associadas aos termos • d dt A. controlando a velocidade da turbina ou a potência ativa total drenada pelo gerador. β ) λ e ∗ − i sd I rq (11) Para realizar o controle é necessária a estimação do fluxo de estator e de sua posição angular. por: ∗ T e ∗s I rq = − 3 P M 2 2 Lss λ s ∗ ∗ e vrq = rr I rq + ( we − wr ) Lrr I rd + ( we − wr ) Misd (9) (14) A determinação da tensão de rotor permitirá o cálculo da potência ativa fornecida ou consumida pelo conversor de rotor. em função da potência reativa de estator. antes de sua utilização nas expressões do modelo da máquina. com as devidas adaptações).494 • O rotor alimentado por conversor controlado em corrente. por exemplo: re re re v s = rs is + jwe λ s re re v s − rs is re λs = jwe Te = M e ∗ isq I rd    (12) (16) J = Jg + Jt 2 Kt (13) Kt = relação de transmissão de velocidades P = número de pólos do gerador As correntes de rotor obtidas das malhas de controle devem ser adaptadas ao referencial no qual são escritas as equações algébricas de estator. e assim desenvolver a expressão para a dinâmica do elo CC. neste caso representada pela equação abaixo para o caso de se considerar eixo rígido (modelo de uma massa): J 2 dwr P dt = Te − Tt Kt onde T*e é a referência de conjugado eletromagnético a ser definido pela malha de velocidade.Modelo do Sistema de Controle Conversor do Lado do Rotor (RSC): do λs r e d dt λr . em referencial orientado pelo vetor fluxo de estator. pode ser expressa. em referencial orientado pelo vetor fluxo de estator. A corrente de eixo em quadratura de rotor. respectivamente. É aceitável. em função do conjugado e do fluxo de estator. escritas em componentes cartesianos dos vetores espaciais são dadas por: ∗ ∗ 2 Vsd rs + we LssVsq − we Lss MI rd + we MI rq rs e isd = 2 2 2 rs + we Lss ∗ ∗ 2 Vsq rs − we LssVsd − we Lss MI rq − we MI rd rs e isq = 2 2 2 rs + we Lss ∗ ∗ e vrd = rr I rd − ( we − wr ) Lrr I rq − ( we − wr ) Misq r r∗ r r (8) As malhas de controle do RSC têm como função: • Garantir a operação com máxima eficiência da turbina eólica. Isto pode ser feito por . O modelo se completa pela representação da dinâmica mecânica. • Regular o fluxo de reativos do estator com a rede de forma a compensar deficiências da rede ou operar a fator de potência constante. Este referencial garante desacoplamento do controle de conjugado e de potência reativa do estator do DFIG utilizando-se as correntes de eixo em quadratura e de eixo direto do rotor. r Considerando que as entradas são: Tensão de estator: (tensão na rede) r r v s = V s = V sd + jV sq • Corrente de rotor: ir = I r (saída das malhas de controle de velocidade) Pode-se calcular as variáveis de interesse ( is e v r ) as quais. As saídas das malhas de controle de potência ativa ou de potência reativa do conversor do lado do rotor deve ser orientadas em função do fluxo de estator (ou aproximadamente da tensão de estator. A corrente de eixo direto do rotor. As equações para esta estimação são obtidas de uma representação do modelo. para modelo reduzido.

dinâmicas • de carregamento e descarregamento dos capacitores dos barramentos de corrente contínua dos conversores fontes de tensão e seus controles. (18) 2. • dinâmicas das malhas de controle mais lentas como o controle de potência ou de velocidade. foi utilizado o modelo de 1ª. Figura 2.Modelo do Sistema de Controle Conversor do Lado da Rede(GSC): do As correntes de eixo direto e em quadratura de referência das malhas de controle do conversor do lado da rede são orientadas na direção do vetor tensão da rede. • Regular o fluxo de reativos do GSC com a rede de forma a compensar deficiências da rede ou operar a fator de potência constante. A equação dinâmica associada ao barramento de corrente contínua do conversor é C dVdc = idcRotor − idc Re de As malhas de controle do GSC têm como função: • Garantir o nível de tensão constante no barramento CC do conversor. idcRede a corrente que sai do capacitor CC como reflexo da injeção de potência ativa pelo conversor na rede. Esta dinâmica é lenta (na banda de freqüência dos estudos de estabilidade dinâmica) e susceptível aos distúrbios de fonte primária de energia e de rede elétrica. Controle de Velocidade da Turbina B. representada pelo carregamento de energia no capacitor do elo CC. em função de sua operação supersíncrona/subsíncrona. que devem ser linearizadas e expressas na forma: C. responsáveis pela operação em máxima eficiência da turbina. que normalmente oscilam em freqüências em torno de 2 Hz. contém uma dinâmica predominante.5 Estudos no domínio da freqüência: Para implementação deste método. Se a tensão da rede no conversor do lado da rede é considerada: r v = Ve + j 0 (19) então as potências ativa e reativa injetadas na rede podem ser escritas por [x] = [A][x] + [B][U ] . [∆VPCC ] = [C ][x] . controlando o fluxo de potência ativa gerado/demandado pelo circuito de rotor. A metodologia consiste no desenvolvimento das relações que associam o conjugado mecânico da turbina e a amplitude da tensão no ponto de acoplamento da usina. Controle da Tensão do Barramento CC dt As componentes em corrente contínua expressas anteriormente representam: idcRotor a corrente que chega ao capacitor CC como reflexo da injeção de potência ativa pelo circuito de rotor ao conversor.495 r* r * s j (θ s − wet ) Ir = Ir e (17) P de = Re 3 2 ∗ Ve I d 3 2 ∗ Ve I q (20) QRe de = − Figura 1. • . garantindo assim desacoplamento no controle dos fluxos de potência ativa e reativa. . Estas relações se baseiam em expressões algébricas não-lineares e equações diferenciais não-lineares do modelo da usina e de seus controles. podendo representar uma condição operacional específica quando a usina é sujeita a afundamentos de tensão. ordem pois este já agrega as dinâmicas significativas para análise: • dinâmicas torsionais dos eixos.Representação Ideal do Conversor Estático do DFIG O Conversor CA-CC-CA. que conecta o circuito de rotor do DIFG à rede elétrica. Um diagrama de blocos simplificado do controle é apresentado na Figura 2.

E. “Controle e Integração a Rede Elétrica de um Sistema Eólico com Gerador de Indução Duplamente Excitado”.    ∆ω r∗    ∆VPCC é a amplitude de flutuação de tensão no ponto de acoplamento comum da usina no sistema elétrico.. uma vez que configura um ponto satisfatoriamente abaixo dos limites de ambas as curvas de Pst =1 (IEEE 141 e UIE). [4] Oliveira. Dissertação de Mestrado em Engenharia Elétrica .. Este resultado. Part 3: Limits—Section 7 Assessment of emission limits for fluctuating loads in MV and HV power systems. Belo Horizonte. não é simulado. Geneva. R. Belo Horizonte. 1996.0 RESULTADOS Os resultados obtidos mostram que.Universidade Federal de Minas Gerais. Usaola. Int. cujos resultados.4%. 2. No 2. IEC. qualquer outro distúrbio. sendo as mesmas avaliadas para uma mesma intensidade do distúrbio causador. 3. Estes resultados apontam para uma maior robustez de usinas GSIP à ocorrência de “flicker” que as usinas DFIG sendo que. 5. "Wind turbine generators systems Part 21: Measurements and assessment of power quality characteristics of grid connected wind turbines". a causa pura de distúrbio é o sombreamento o qual é contínuo e de freqüência conhecida. Junho/2004. Amaris. de aproximadamente 0. Vilar. ou seja. que permitirá calcular as amplitudes de flutuações de tensão para cada relação amplitude de flutuação do conjugado mecânico e freqüência de oscilação. G. L. uma vez que. J.. o sombreamento de pás pela torre de sustentação. “Análise do Comportamento Dinâmico de Usinas Eólicas a Velocidade Variável Utilizando ATPDraw”.em desenvolvimento. “Electromagnetic Compatibility (EMC).” Bureau Central Commission Electrotech. June 2003 ∆Tm (s ) . a topologia com gerador síncrono a ímãs permanentes apresenta uma menor variação relativa de tensão no PCC do que com a topologia DFIG. conforme apresentado na figura 3 mostra-se satisfatório quanto ao fenômeno de “flícker”.Universidade Federal de Minas Gerais. H. . pode-se representar a relação entre ∆V PCC (s ) e Figura 3.6 Estudos no domínio do tempo: O estudos de usinas eólicas no domínio do tempo foram realizados de forma a se comparar a severidade de “flicker” no sistema elétrico causada por duas distintas topologias de usinas eólicas de operação a velocidade variável.0 CONCLUSÕES O presente trabalho apresenta o os resultados de simulação no domínio do tempo para duas topologias de usinas. [3] Pinheiro. durante o intervalo de simulação. Para o estudo em questão foi utilizado um sistema elétrico passível de instalação de uma usina de 192MW. A simulação realizada no domínio do tempo mostra-se viável para tempos menores de simulação. Apresenta-se ainda a metodologia em utilização para estudos no domínio da freqüência.  é o vetor de estados do sistema. [5] C. Curvas de Flicker 4.496 onde  ∆ω r  [x] =  . ainda que a flutuação da potência gerada seja de mesma amplitude e freqüência em ambas as topologias. sendo a relação de curto circuito de aproximadamente 8%. [2] IEC 61000-3-7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] IEC 61400-21. estudos em desenvolvimento apresentarão resultados para diferentes topologias de sistemas de controle. 18. Dec/2001. vol. “A Frequency Domain Approach to Wind Turbines for Flicker Analysis”. Switzerland. IEEE Transactions on Energy Conversion. Junho/2004. serão futuramente apresentados.   ∆Vdc     ∆Tm  ∗ [U ] = ∆Vdc  é o vetor de entradas. R. Dissertação de Mestrado em Engenharia Elétrica . Das expressões apresentadas e através do uso da Transformada de Laplace.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful