Quem são?

São um povo indígena e são originais do Maranhão do morro do Chapéu que vieram pro então Goias no começo dos 1900 Em 1976 houve uma expulsão por parte da cervejaria Bhrama na mata alagada São a mistura de dois povos que vieram da morro do Chapéu no Maranhão, pro então norte do Goias na década de 70. Ela Kanela e ele Krahô. Foi legalizada em 21/02/2007, somente 7 mil hectares, ficando ainda pendente 24 mil . Quantos são? 124 pessoas, na aldeia Lankraré Onde vivem? Municipio da Lagoa da Confusão Como Vivem? Da pesca e roça de toco, tem um associação que busca novas formas de Sustentabilidade, cacique, associação e conselhos, lideranças Praticas Culturais? Festa da batata e do milho, corrida de tora, cantos e rezas. Antigamente tinha o rito de transição de criança pra rapaz ou moça era o corte de cabelo, só a partir dos 16 anos pode se participar das reuniões. Comida típica? Paparuto ± beju com carne de caça ou gado commassa de mandioca Carne de caça, milho, banana, peixe, batata. Formação Social e Politica? Politica, terra, fiscalização, funai, funasa, Apoinkk( associação , Seduc, É uma politica que é voltada

. sul do Estado do Tocantins. chamadas de metades. ainda não tem um professor especifico da língua. (4) têm vários mitos e lendas comuns e (5) partilham inúmeros pratos e receitas típicas. Os índios Krahô e os Kanela pertencem ao grupo dos Timbira. que em geral ocorre com a aldeia competindo em duas partes. (2) apresentam aldeias circulares. conselheiro distrital de saúde. mas a prof que ministra as outras aulas. Apenas se sabe que uma família Krahô uniu-se a uma outra da etnia Kanela e juntas formaram os atuais Krahô-Kanela. Wagner KrahôKanela ± presidente da associação. com o fortalecimento da cultura. de taquiri. O que acaba com o meio ambiente do povo indígena.o restante dos alunos que são 20 Vão pra escola na cidade com ônibus. Curiosidade ± O povo indígena não aceita mais a mistura do índios com brancos. A origem desse grupo indígena encontra-se perdida no tempo. de pati. são as grandes plantações de arroz que Artesanato feito miçanga e palha de buriti.Educação só existe uma escola de 1 a 4 serie. Índios Krahô-Kanela: uma história de luta Os Krahô-Kanelatem uma extensa e árdua história em busca de seu reconhecimento como etnia indígena e pelo direito às suas terras. dentre o s quais: (1) ocupam desde tempos remotos a região central do Brasil e hoje estão presentes nos Estados do Maranhão. que falam a língua Timbira (da família lingüística Jê). mais precisamente na terra conhecida como ³Mata Alagada´. Pará e Tocantins. localizada no município de Lagoa da Confusão. e têm em comum inúmeros aspectos. Até onde se sabe eles habitavam a região de entorno da Ilha do Bananal. (3) praticam a corrida de toras de buriti. Capá Pra saber mais sobre os povos indígenas SEMANA DOS POVOS INDIGENAS DO 1ºA 5 DE MAIO EM BRASILIA COM TODOS OS INDIOS DO BRASIL. Existem pouquíssimos registros da história dos Krahô -Kanela. que apresentam um misto de tradições e costumes desses dois povos. Representante do KK no comitê regional da funai TO e já foi cacique durante dois anos.

Até recentemente o processo de luta por suas terras esteve andando a passos de tartaruga e só a pouco tomou notoriedade pública de âmbito estadual e nacional. para o Parque Indígena do Araguaia. Somente em 2001. Atualmente eles são 114 pessoas residindo na ³Casa do Índio´ em Gurupi. Desde essa época. Em 2001. através da Organização Indígena do Tocantins (OIT). O desenrolar dessa história passou a caminhar mais rapidamente quando diversas instituições da comunidade civil organizada criaram o ³Comitê pela Demarcação da Terra Indígena Mata Alagada´. Outro importante avanço foi o apoio que os Krahô -Kanela receberam das outras etnias do Estado. Em novembro de 2003. o governo destinou -lhes uma porção de terra pobre e sem condições de subsistência. Javaé e Avá-Canoeiro. há quase 30 anos. e almejam ser reconhecidas como . eles permaneceram sem apoio e reconhecimento por parte da FUNAI. Em junho de 1999. Naquele lugar. eles são transferidos do ³Assentamento Loroti´ para a ³Casa do Índio´ em Gurupi. segundo estimam. Dueré. ao município de Araguacema. eles até foram declarados como um grupo indígena extinto. Os fazendeiros que os expulsaram. Lagoa da Confusão e Formoso do Araguaia. desejam ser tratadas com dignidade e respeito. Agora. área onde atualmente habitam os índios Karajá. ainda na Ilha do Bananal. no interior da Ilha do Bananal. obtiveram ilegalmente as ações de título daquelas terras com a ajuda de autoridades do extinto IDAGO (Instituto de Desenvolvimento Agrário de Goiás). que passou então a pressionar os órgãos públicos e a mobilizar a sociedade na busca pelos direitos desse grupo. mas esse processo nunca foi levado a diante. depois de um longo conflito com fazendeiros daquela região. Desde que saíram de suas terras.No ano de 1977. juntamente com integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). eles novamente passaram a receber assistência e apoio do governo federal. Na verdade. os Krahô-Kanela foram conduzidos pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio). às margens do rio Araguaia. Em 1987. localizado no município de Dueré. Ali permaneceram por cerca de 2 anos. o processo de reconhecimento ao direito às suas terras. Todas essas pessoas têm algo em comum: querem ocupar suas terras tradicionais. existem pelo menos outras 300 pessoas que se autodenominam Krahô-Kanela e moram nos municípios de Gurupi. Cristalândia. eles foram expulsos dessas terras e passaram a habitar as cercanias da Ilha do Bananal. numa região ao norte da Ilha. iniciaram junto à FUNAI. eles tentam retornar para aquele lugar no qual estabeleceram uma relação simbólica de afetividade e um elo histórico ancestral. eles foram novamente retirados de sua morada e conduzidos pelo INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). mas. Os Krahô-Kanela em 1984. e ali permanecem até hoje. novamente foram removidos para outra localidade. dessa vez foram levados para o ³Projeto de Assentamento Loroti´. o que dificultou muito a sua luta.

edição n. de 01/05/2006. que envolva e acolha a todos indistintamente.com.com. Sabemos que historicamente os povos indígenas sempre foram relegados ao segundo plano. E é bem verdade também que ainda hoje. Portanto. APRESENTAÇÃO Esse Projeto de Educação Indígena foi elaborado para orientar a construção de um Projeto Pedagógico que possibilite o envolvimento dos estudantes índios da etnia Krahô-Kanela da Terra Indígena Mata Alagada que estudam em Escolas públicas no município de Lagoa da Confusão. E-mail: salerajunior@yahoo. isso ainda é frequente. mas ao invés disso tivemos como meta levantar alguns elementos favoráveis à construção de uma proposta .br Giovanni Salera Júnior Publicado no Recanto das Letras em 01/11/2006 Código do texto: T279250 http://recantodasletras.etnia ± direitos que estão expressos na nossa Constituição Federal. fi cando quase sempre à margem da sociedade. em muitos lugares. principalmente os povos indígenas de nosso município. uma educação transformadora. até mesmo na Escola. queremos através desse ³Projeto de Educação Indígena Krahô-Kanela´ trazer para as Escolas de Lagoa da Confusão uma educação diferenciada. 05. 13.br/ensaios/279250 Projeto de Educação Indígena Krahô-Kanela 1. p. Gurupi ± Estado do Tocantins. Nesse Projeto propomos a execução de diversas práticas pedagógicas para que todas as áreas e conteúdos do currículo escolar estejam envolvidos de forma transdisciplinar e multidisciplinar. Giovanni Salera Júnior é Mestre em Ciências do Ambiente e Especialista em Direito Ambiental. A nossa pretensão não foi a de apresentar um Projeto de Educação Indígena pronto e totalmente acabado. Estado do Tocantins. Publicado no Jornal Chico. com intuito de trazer para dentro da Escola um pouco da cultura dos índios Krahô -Kanela que vivem no município.

apostamos nas inúmeras habilidades e competências dos educadores locais que atuam de forma dedicada no ensino desses alunos indígenas e que. assim como diversos outros grupos indígenas do Brasil. a daqui em diante. Além disso. É basendo-se nessas idéias e conceitos que nos lançamos nessa bela e inovadora proposta através desse Projeto de Educação Indígena Krahô Kanela. encarar enfrentamentos e queremos sobrepôr obstáculos. pois. tem uma extensa e árdua história em busca de seu reconhecimento como etnia indígena e pelo direito às suas terras. existem alguns poucos relatos sobre esse grupo indígena que foram divulgados em jornais e revistas de circulação local. o que. ³Pluralidade Cultura´ e ³Cultura Indígena´. além disso. pois realizar um Projeto assim exige nos despirmos de conceitos e idéias pré-concebidas. estarão influenciados por outras inúmeras vertentes de estudo. não iremos contar apenas com disposição e força de vontade. Até o presente. inicialmente reunimos muitas informações sobre a temática ³Educação´. Assim. especialmente por levarmos em conta a falta de exemplos de propostas desse tipo em nosso Estado. notadamente daquelas pessoas e profissionais que conhecem. Assim. Sabemos da dificuldade para a realização de um Projeto dessa natureza. Estamos cientes que para pôr em prática tal iniciativa será preciso muito mais do que só força de vontade. 1. reunimos tais informações e apresentamos aqui uma síntese da . é claro. fará com que esse Projeto seja melhorado ainda mais. estaremos usando todas as ferramentas que um bom profissional de educação deve conhecer e saber manipular. inovações e novos caminhos para essa proposta. esperamos também poder contar com apoio de todos.diferenciada. Mudar a nossa comunidade para melhor. Assim. dando oportunidade para todos e acolhendo aqueles que historicamente foram marginalizados e excluídos exige empenho de todos. Os poucos estudos antropológicos enfocando esse grupo indíg ena tratam-se de relatórios técnicos solicitados pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) para identificação e delimitação da Terra Índígena Mata Alagada. Para tanto. especialmente buscando aquelas fontes e trabalhos que tratam diretamente do grupo indígena Krahô -Kanela e. que foram elaborados na época em que pleiteavam essa Terra. existem pouquíssimos registros da história dos índios Krahô -Kanela. consequentemente. certamente. incluíndo nisso o papel do professor e da Escola.1 UM POUCO DA HISTÓRIA DOS KRAHÔ -KANELA Os Krahô-Kanela. com o surgimento de diversas adaptações. amam e dedicam parte de suas vidas para estar ao lado desses índios.

desse modo ficou marca do e foi simbolicamente vinculado ao grupo.história desse grupo indígena para que todos os profissionais da Escola e das demais instituições envolvidas nesse Projeto possam conhecer melhor esses índios. onde acampam durante 5 dias próximo à sede da Fazenda Brahma. por volta de 1996. ali se territorializando. com o objetivo de tomar posse daquele lugar. física e culturalmente. inicia-se também a negociação da retirada dos Krahô-Kanela daquela localidade. Em 1994. Javaé. Em 1984. Atoleiro (1959 a 1960). Naquele lugar. até que. Desse modo. Após uma ordem de despejo. depois de um conflito com fazendeiros daquela região. Tapirapé e Avá-Canoeiro. em 1960. e estabeleceram ali a Fazenda Brahma. Um grupo de índios Krahô e Kanela. eles retornam a sua antiga morada. segundo suas expectativas coletivas. uma parte do grupo foi conduzida pelo Órgão Indigenista ao Parque Indígena do Araguaia. Agora. Formoso do Araguaia e Cristalândia. foram novamente removidos para outra localidade. dentro da trajetória Krahô-Kanela. os índios Krahô -Kanela se estabeleceram na localidade da ³Mata Alagada´. o grupo se estabeleceu em três localidades por períodos variados de tempo: Serra do Carmo (1933 a 1949). Em 22 de setembro de 2001. obtiveram ilegalmente as ações de título daquelas terras com a ajuda de autoridades do extinto IDAGO (Instituto de Desenvolvimento Agrário de Goiás). eles foram expulsos dessas terras e passaram a habitar a periferia de Dueré. parte do sul do Estado do Maranhão em meados da década 1920. encontram espaço que reunia as condições para se reproduzirem. eles deixaram a Ilha do Bananal e foram conduzidos pelo INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para o ³Projeto de Assentamento Tarumã´. o Governo Federal destinou-lhes uma porção de terra pobre e sem condições de subsistência. liderado por Florêncio Caboclo. há o início da ação de retirada dos posseiros que ocupavam o interior da Ilha e nessa época. (1949 a 1959). ³Mata Alagada´. No ano de 1977. Lagoa da Confusão. Três anos após. Em junho de 1999. Mumbuca. dessa vez foram levados para o ³Projeto de Assentamento Loroti´. em 1987. cidade mais próxima ao local que habitavam. no interior da Ilha do Bananal. os Krahô-Kanela solicitam reconhecimento e assistência da FUNAI. que abre então o ³Processo de Delimitação e Reconhecimento da Terra Indígena Mata Alagada´. foi o espaço eleito como constituidor de novo território. localizado no município de Lagoa da Confusão. Os fazendeiros que os expulsaram. a outra parte se dispersou por cidades próximas como Gurupi. área onde atualmente habitam os índios Karajá. no município de Araguacema. a cerca de 450 Km dessa região. Ali permaneceram por cerca . Nesse processo de reterritorialização.

Só com a realização do segundo trabalho técnico. Centro de Educação Popular. Os índios Krahô-Kanela não estavam satisfeitos com a FUNAI e o INCRA. em Brasília. Em todos esses momentos aos índios Krahô-Kanela eram feitos pedidos de calma e. desde então. Esse trabalho. Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM). as entidades que o compõem: CIMI (Conselho Indigenista Missionário). Arquidiocese de Palmas e de Porto Nacional. através da Organização Indígena do Tocantins (OIT). os Krahô-Kanela. Nesse período. em 2004. até mesmo. Através da criação do ³Comitê pela Demarcação da Terra Indígena Mata Alagada´. além disso. as lideranças dos índios Krahô-Kanela fizeram várias reuniões e manifestações em Gurupi. a qual passou. Palmas e. pelo Antropólogo André de Amaral Toral. acabou por influenciar a paralização do ³Processo da Terra Indígena Mata Alagada por cerca de 15 anos. Assim. Em outubro de 2005. Após esse conflito. Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB). ONG APA-TO. pela Antropóloga Graziela Rodrigues de Almeida.) do Estado. a considerar que a destinação de terras para essa comunidade fosse responsabilidade apenas do INCRA. ONG Eco -Terra. Centro de Direitos Humanos (CDH) de Palmas. Xerente. por caracterizar o grupo Krahô-Kanela como ³caboclos´ ou apenas ³remanescentes de índios´. em novembro de 2003. Centro Acadêmico da UFT buscam levar esta reflexão para o público com as quais atuam e apoiar concretamente a luta dos Krahô-Kanela. Apinajé etc. eles foram transferidos do ³Projeto de Assentamento Loroti´ para a ³Casa do Índio´ em Gurupi. Igreja Anglicana. Destacamos que um grande avanço nessa luta foi o apoio que os Krahô -Kanela receberam das outras etnias (Karajá. há um novo conflito na Fazenda Brahma. Organização Indígena do Tocantins (OIT). pois o ³Processo de Delimitação e Reconhecimento da Terra Indígena Mata Alagada´ estava parado. Krahô.de 2 anos. do Museu Nacional do Rio de Janeiro. em um diferente contexto sóciopolítico. juntamente com integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). é que se possibilitou um devido reconhecimento a essa etnia. o que acaba despertando atenção para sua luta. CEBs. Deve-se ter em mente que o primeiro trabalho técnico enfocando esse grupo indígena foi realizado em meados da década de 1980. a sociedade civil organizada reconheceu sua responsabilidade e sua dívida histórica para com este povo. Casa 8 de Março. solicitando o reconhecimento de seus direitos. eles sempre ouviam promessas de que o retorno às suas terras . sob os cuidados da FUNAI. que causa uma grande repercussão junto à mídia Nacional. assim como fez com que tal grupo estivesse desamparado pela FUNAI. Prelazia de Cristalândia.

É. proporcionando melhor convivência respeito mútuo e amizade entre todos os alunos.Possibilitar aos alunos índios da etnia Krahô -Kanela a divulgação de sua cultura. chegava a data de cumprimento da promessa e o Órgão Indigenista sempre adiava a data. Nessa época. todo o grupo foi para a Terra Indígena Mata Alagada.Contribuir para minimizar as atitudes de desrespeito e preconceito para com os índios. onde deram prosseguimento aos estudos nas Escolas locais. Ao final de 2006. cerca de 100 índios Krahô-Kanela que residiam na ³Casa do Índio´ em Gurupi retornaram por conta própria para o local onde estabeleceram um vínculo simbólico. . particularmente focando nos índios Krahô-Kanela. trazendo mudanças para as atitudes e posturas com relação a pluralidade cultural e a questão indígena. Isso foi se extendo até que um dia. em julho de 2006.Colaborar para a formação de uma consciência crítica e reflexiva da comunidade de Lagoa da Confusão. os estudantes Krahô-Kanela receberam apoio da Prefeitura Municipal de Lagoa da Confusão que disponibilizou um ônibus escolar para conduzir diariamente os estudantes até a cidade. depois de uma história polêmica e conturbada.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .1 OBJETIVO GERAL . cerca de 29 anos após sua expulsão da ³Terra Mata Alagada´. . funcionários da Escola. aqueles índios que estavam estudando em Gurupi permaneceram na ³Casa do Índio´ até o fim do ano para concluírem o período letivo escolar. suas tradições e seus valores na Escola. buscando integrar melhor a cultura dos índios que vivem no município de Lagoa da Confusão através das ações desenvolvidas pelos educadores locais que esse Projeto de Educação Indígena Krahô-Kanela foi elaborado. nesse contexto. renovando novamente o pedido de calma e fazendo mais promessas. e a partir de 2007. eles resolvem agir novamente por conta própria. 2 OBJETIVOS 2. Mas. e também por abrangência aos demais povos indígenas do Estado do Tocantins. . 2. e comunidade em geral.ocorreria em breve.Trabalhar as temáticas ³Diversidade Cultural´ e ³Cultura Indígena´ de forma prática e teórica dentro do currículo Escolas. cansados de tanta falta de compromisso por parte das autoridades. Assim.

. 4. PARCEIROS O Projeto Educação Indígena Krahô -Kanela contará com diversos parceiros: . Aquaviários e Pescadores de Lagoa da Confusão ± ABAPA. o reconhecimento dos direitos e valores dos povos indígenas. . AÇÕES PROPOSTAS As ações propostas pelo Projeto Educação IndígenaKrahô -Kanela se baseiam principalmente na metodologia dos trabalhos realizados pela equipe de professores da Fundação Bradesco. . . que se encontram referenciados ao final desse trabalho. .Instituto Natureza do Tocantins ± NATURATINS.Prefeitura Municipal de Lagoa da Confusão.3. 4. Essa sensibilização se dará com os professores organizando debates cujo objetivo será mostrar a história e os valores dos povos indígenas de modo geral.1 PROBLEMATIZAÇÃO/ SENSIBILIZAÇÃO O processo de sensibilização dos alunos indígenas e não -índios será realizado com a função de despertar o interesse deles. .Secretaria Estadual de Educação.Ministério Público Federal ± MPF.Núcleo de Estudos de Assuntos Indígenas ± NEAI/ UFT. Por fim.Fundação Nacional do Índio ± FUNAI.Associação de Barqueiros. .Secretaria Municipal de Educação de Lagoa da Confusão. há também a proposta do "1º Seminário de Povos Indígenas de Lagoa da Confusão". Os professores realizarão reuniões com os estudantes índios e demais membros da comunidade Krahô -Kanela . e dos Krahô-Kanela particularmente. e o conteúdo proposta para ser trabalhado pelos professores nas ações e atividades desenvolvidas em classe e nas visitas agendadas para a Terra Indígena Mata Alagada.Conselho Indigenista Missionário ± CIMI. Dessa maneira trazemos de forma suscinta a problematização/ sensibilização. . visando fomentar as ações de mobilização que possam contribuir para a aceitação. . Escola de Canuanã.Prelazia de Cristalândia. .Comissão Pastoral da Terra ± CPT.

. Abaixo apresentamos o conteúdo proposto para cada disciplina individualmente.Matemática Figuras geométricas presentes nas pinturas corporais e na pintura do artesanato indígena. reforçamos mais uma vez que as propostas aqui são apenas um norte para o professor que deverá sempre enfocar sua disciplina de forma a abordar tais questões dentro dos prin cípios da transversalidade e interdisciplinariedade. mitos populares de origem indígena. Formas geométricas dos diferentes tipos de construções residencias (casas ou ocas) dos principais grupos indígenas brasileiros.Lingua Portuguesa: Palavras e expressões de origem em línguas indígenas que estão presentes no nosso vocabulário. .Ciências/ Biologia Plantas medicinais.: hábito de tomar banho) e ambiental (produção de lixo).Meio Ambiente . 4. Os índios na literatura brasileira. sempre pensando na possibilidade da presença de convidados índios da Terra Mata Alagada. os professores organizarão o agendamento das atividades práticas e teóricas de acordo como o currículo Escolas. que se baseia principalmente em HERNANDEZ (2003): . Portanto. . Alimentos indígenas.para discutir a importância da realização desse Projeto. Lendas. contos. acreditamos que cada educador usará sua experiência e vivência profissional para incrementar as proposituras aqui apresentadas. Assim. Higiene pessoal (ex. após o despertamento desses alunos e das lideranças Krahô-Kanela para se envolverem no Projeto. Apresentar algumas curiosidades sobre formas diferentes de uso dos números e realização de contas entre os índios. Assim.2 CONTEÚDO PROPOSTO Há uma gama enorme de possibilidades que podem ser trabalhadas pelo professor enfocando as ³Culturas Indígenas´. DST/ AIDS. a ³Diversidade Cultural´ e a ³história dos índios Krahô-Kanela´.

(6) debates em classe. como por exemplo: (1) mostras de vídeos educativos. Localização. cantos e instrumentos musicais. Arte plumária.). altitude. (4) leitura de textos. (5) teatro e dramatização de lendas e contos populares.Geografia Relação homem e natureza. canoagem. Habitação e Saneamento básico. . trovão. . (7) exposição . Uso dos recursos naturais (solo.História História dos índios do Brasil. Relações sociais e de trabalho relacionada aos índios.Relação do índio com o meio ambiente. latitude. (3) oficinas de dança e canto. Influências culturais dos povos indígenas ao longo da história do Brasil. Jogos indígenas (peteca. Mitos sobre a origem e importância dos fenômenos naturais (eclipse. chuva. Economia.) para os povos indígenas. flora e fauna). . vento. marés. Criação de animais silvestres e domésticos.Informática Digitação de textos. (2) realização de oficinas de pinturas corporais. água. Músicas. Relembramos que tais conteúdos poderão ser tratados de diferentes maneiras. Uso do Fogo.Artes Intercâmbio cultural com uma visita a Terra Indígena Mata Alagada. . ar. longitude e coordenadas geográficas. etc. Métodos de produção e uso da terra. contos. etc. . lendas e mitos sobre povos indígenas.Física Pesquisar sobre a óptica da pesca e a trajetória da flecha durante a pescaria. Relação comercial. Rituais das nações indígenas do Tocantins. relâmpago. natação. Relação índio e não-índio. Artesanato indígena. Utensíliso domésticos e ferramentas de trabalho. Caça e pesca.

O ³1º Seminário de Povos Indígenas de Lagoa da Confusão´ será um momento especial aberto a toda comunidade. (2) alguns profissionais do MPF. no mês de novembro. 5. sempre contando com a atuação constante dos alunos. (4) os missinários do CIMI e representantes da CPT. estaremos organizando o ³1º Seminário de Povos Indígenas de Lagoa da Confusão´. como por exemplo: (1) o Doutor em Antropologia. Bispo da Prelazia de Cristalândia. Nesse Seminário haverá a apresentação resumida de tudo aquilo que foi trabalhado ao longo do ano em sala de aula e nas visitas à Terra Indígena Mata Alagada. Destacamos que o quantitativo de tais recursos previstos pode sofrer pequenas variações ao longo da execução das ações. Para esse evento.ª Benta Lopes Morais do Colégio Estadual de Lagoa da Confusão. conseguiremos o envolvimento de mais recursos humanos. como culminância do Projeto Educação Indígena Krahô -Kanela será realizado o 1º Seminário de Povos Indígenas de Lagoa da Confusão que está descrito a diante. o que. Além desses convidados de fora da cidade. que terá a duração de dois dias que estarão dedicados exclusivamente para essa temática. esperamos contar com a presença de pessoas de renome e grande experiência nas questões indígenas do Estado do Tocantins. debates e palestras com a presença de ambientalistas. 4. pois acreditamos que à medida que os resultados das primeiras ações forem chegando.3 SEMINÁRIO DE POVOS INDÍGENAS Para o final do segundo semestre. e (8) entrevistas. materiais e financeiros previstos para serem utilizados nas ações do Projeto Educação IndígenaKrahô -Kanela. certamente será favorável para a . especialmente o técnico Wellington Antenor de Souza e o antropólogo Márcio Martins dos Santos. e (5) Dom Hiriberto Hermes. contaremos também com a presença da prof.de fotos e artesanato. Ao final de tudo i sso. MATERIAIS E FINANCEIROS Essa parte descreve todos os recursos humanos. indigenistas e estudiosos do assunto. que é coordenador do Núcleo de Estudos de Assuntos Indígenas da UFT. Odair Giraldin. caso ocorra. (3) o Padre Brás Rodrigues da Costa da Igreja Anglicana de Aliança. que sempre está atuante nas questões indígenas locais. RECURSOS HUMANOS.

.Representantes da FUNAI. Dessa forma.Lideranças do povo Krahô-Kanela.Representantes da Igreja Anglicana de Aliança. lápis de cor. . tinta guache. .Representantes da Prelazia de Cristalândia.Representantes do MPF. .Representantes da UFT.Material didático: papéis variados.Representantes das ABAPA.Representantes do IBAMA.Representantes da Secretaria Estadual de Educação. . . 5. . . . .1 RECURSOS HUMANOS Os recursos humanos necessários para execução do Projeto de Educação Indígena Krahô-Kanela serão: . o que não inclui toda a parcela da comunidade de índios e não-índios que estará sendo atingida pelo presente Projeto. Informamos ainda que o item recursos humanos se refere apenas às pessoas que estarão executando as ações propostas.Equipe administrativa da Escola.2 RECURSOS MATERIAIS E FINANCEIROS Os recursos materiais e financeiros do Projeto de Educação Indígena Krahô -Kanela serão: .Representantes do Instituto Chico Mendes. .Representantes da CPT. pois a maioria dos profissionais que estarão sendo envolvidos já são servidores públicos da Escola ou das entidades e órgãos parceiros que atuam na temática indígena e ambiental. 5.Equipe pedagógica da Escola. . tinta plática . . Assim. não há previsão para gastos adicionais com os recursos humanos (como por exemplo com a contratação de prestadores de serviço).Representantes do CIMI.Representantes do NATURATINS.ampliação também dos recursos materiais e financeiros. . os gastos financeiros só serão aplicados na produção e aquisição de recursos materiais que estão detalhadamente descritos a seguir. pincel.

Quanto às demais metas. A avaliação do ³1º Seminário de Povos Indígenas de Lagoa da Confusão´ será realizada seguindo os mesmos princípios da avaliação das ações em sala de aula. etc. . faremos a divulgação dos resultados nos veículos de comunicação da cidade e região. . .Materiais recicláveis diversos (garrafas. cola branca. com caixas e microfone. etc. passando pela avaliação das parcerias estabelecidas.). fita adesiva. tesoura. isopor. e que conforme esperamos chegará a outros locais de nossa comunidade. . cola gliter. Ao final do segundo semestre. serão observadas de forma contínua e após a execução. Os conteúdos explorados também serão analisados pelos trabalhos e provas aplicadas em sala de aula durante cada bimestre.).Aparelho de DVD e televisor tela plana. Como instrumento de avaliação serão utilizados formulários e relatórios. desde o seu início quando ocorerrão os contatos e a sensibilização dos estudantes índios e não-índios. orais. etc. vidro.de cores variadas. até chegar a execução propriamente dita. Esperamos também contar com a colaboração dos convidados para o Seminário na avaliação do mesmo. . rádios. bem como a escolha. principalmente na ³Terra Indígena Mata Alagada´ e no ambiente familiar dos alunos não-índios e também no dia-a-dia dos funcionários da Escola. latinhas.Spray de cores diversas. cartolina. . Os alunos serão observados durante todo o Projeto de Educação Indígena Krahô Kanela. TNT. .Equipamento de som. premiação e divulgação dos melhores trabalhos através do boletim informativo e nos veículos de comunicação da cidade (canais de TV. através da análise do interesse. nos meses de novembro e dezembro. papel. participação.Aparelho de Data Show e computador portátil.Balões de festa de aniversário. verificando-se assim o cumprimento dos objetivos e das ações propostas. escritas e práticas. 6. realização das atividades. AVALIAÇÃO E DIVULGAÇÃO A avaliação do ³Projeto de Educação Indígena Krahô -Kanela´ irá ocorrer em todas as fases. jornais locais. Na fase de implantação será verificada a aceitação do Projeto pelos estudantes índios e não-índios. que ocorrerá dentro das Escolas.

br .X --X --X --X --X--X--X -.J -. FUNAI. Disponível em: http://www.X6ª ------------------------X ±X-. jun/jul-2003. (3ª) Sensibilização dos alunos indígenas e não-índios para participarem do Projeto.J -. Goiânia: Kelps.M -. ISBN 85 -7692-1286. 278 p.X ----------------------------------------4ª ------------------------X ±X-. 2006. (2ª) Estabelecimento de parcerias. CIMI ± Conselho Indigenista Missionário.Cronograma do Projeto -----------------Ações -----------------------Meses--------------------------------------------. Povos Indígenas Resistentes: Nem ressurgidos.X7ª ----------------------------------------------------. edição nº 256. 2004. 45p.X --X --X --X --X--X--X -.M. Brasília (DF). G.X ----------------------------------------3ª --------------X .cimi. São Paulo(SP): Editora Salesiana. e (7ª) Divulgação dos resultados do Projeto. (6ª) Avaliação do Projeto.X--X -. 2003.J-.XDescrição das Ações: (1ª) Elaboração do Projeto. Os Akroá e outros povos indígenas n as fronteiras do sertão: políticas indígena e indigenista no norte da capitania de Goiás. Outros 500: construindo uma nova história.A-. CRONOGRAMA DAS AÇÕES O Projeto de Educação Indígena Krahô -Kanela contará com o seguinte cronograma: -----------------------.A --S --O --N --D 1ª --------------X --------------------------------------------2ª --------------X .F -. APOLINÁRIO. Jornal Porantim. 256p. (4ª) Atividades multidisciplinares com convidados índios vindos da aldeia e não-índios. . BIBLIOGRAFIA ALMEIDA. atual Estado do Tocantins.R. 8. JucieneRicarte.X5ª -------------------------------------------------.7. (5ª) Organização do 1º Seminário de Povos Indígenas de Lagoa da Confusão.org. 2001.X -. nem emergentes. CIMI ± Conselho Indigenista Missionário. Relatório de Identificação e Delimitação da terra Indígena Krahô-Kanela. somos povos resistentes. Século XVIII.

G..php?txt_id=74964 SALERA JUNIOR. política e reelaboração cultural no Nordeste indígena. G. Palmas . Índios urbanos. Brasília (DF). 2008.. 13.com. . p. SOUZA. GALVÃO. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) . Projeto Ynã.recantodasletras. 2000. In: II Seminário de Iniciação Científica da UFT. Portelinha.recantodasletras. HERNANDEZ. Religiosidade e Cultura Indígena. 05. HERNANDEZ. Formoso do Araguaia (TO). MALVASIO.P. W. Gurupi (TO). 02. & SHOL. J.br/ensaios/304241 SALERA JUNIOR. M.S. MELO. G.usinadaspalavras. Versão Atualizada. Índios Krahô -Kanela: uma história de luta. nº 266: 8 -9. Meio Ambiente do Tocantins: um breve histórico. Gurupi (TO).com. Editora Paulinas. edição n.br/artigos/1226616 SALERA JUNIOR.br/ensaios/279250 SALERA JUNIOR.. 58 -59p. Disponível em: http://www. São Paulo (SP). Educação ambiental: os avanços na Escola de Canuanã.S. Rio de Janeiro (RJ): Contra Capa Livraria. 1999 (Org). M. de 13/09/2007. 2006.S. Índios Krahô -Kanela: um breve histórico. K. Gurupi (TO). 2001. Projeto de Educação Am biental na Escola. Projeto de Educação Ambiental na Aldeia. Ano XXVI. OLIVEIRA. CD-ROM. Diálogo: Revista de Ensino Religioso. L. 2008. Neuton Luiz Ramos de. Fundação Bradesco. Porantim. SALERA JUNIOR..recantodasletras. G. Fundação Bradesco.G. de 01/05/2006. M. 2001. A. Jornal Chico. G. Editora Paulinas. 2004. 54 -56p. 2007.Estado do Tocantins.. 2002. Disponível em: http://www. 13p. FRANKLIM. 18 p. O. Gurupi ± Estado do Tocantins. E. Escola de Canuanã. Versão Atualizada.Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Gurupi . Jornal Atitude. 11p. Escola de Canuanã. E. 2008. São Paulo (SP).FAFICH. Disponível em: http://www. LUCHIN. A viagem de volta: etnicidade. v. Gurupi ± Estado do Tocantins.com/ler. Giraldin.C. Diálogo: Revista de Ensino Religioso. Disponível em: http://www. 12. edição n.M. p. Povo Krahô -Kanela retoma sua terra tradicional.FIOREZE. T. Formoso do Araguaia (TO).G.E. Projeto Vez e Voz. G. T. Projeto Cultural Indígena: relato de experiência. Gurupi (TO).S.com. 2006. 2003. SALERA JÚNIOR.

nº 281: 10 -11. Povos indígenas no Nordeste: Contribuição a reflexão histórica sobre o processo de emergência étnica. UFRN ± Ceres. 2004. do CIMI.A. Giovanni Salera Júnior é Mestre em Ciências do Ambiente e Especialista em Direito Ambiental. E-mail: salerajunior@yahoo. Hernandez.br Giovanni Salera Júnior Publicado no Recanto das Letras em 24/10/2008 Código do texto: T1246149 . de Educação Ambiental. FUNAI.co.T. 1986. MNEME ± Revista de Humanidades. Disponível em: http://www. Brasília (DF). TORAL. e aos seus irmãos Sebastião. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xx Gurupi ± TO. Brasília (DF). K.com. Ano XXVI. Outubro de 2008. Agradecemos ainda aos Krahô -Kanela. AGRADECIMENTOS Esse Projeto de Educação Indígena Krahô-Kanela se inspira no trabalho da Orientadora Educacional.br/mneme SOUZA. A realização deste trabalho só foi possível com o apoio recebido da FUNAI. E. Luta pela terra impulsiona movimento indígena em Tocantins. Escola de Canuanã. do NATURATINS e da UFT. Porantim.com. Lucrécio Filho de Oliveira da Fundação Bradesco.Disponível em: http://www. Aldereise e Argemiro. A. e do ambientalista e prof. 2005. Não poderia deixar de mencionar também a inspiração proporcionada pelo trabalho da prof. Os caboclos de Dueré ± Relatório Técnico.recantodasletras. 9. especialmente ao cacique Mariano.seol.ª Benta Lopes Morais do Colégio Estadual de Lagoa da Confusão.br/artigos/1112201 SILVA. Elizete Sales S.

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