1 Resumo A literatura contemporânea em economia industrial e economia regional são repletas de estudos de caso sobre arranjos produtivos locais

. De fato, o entendimento destes tipos de organização regional passou a ser importante na implementação de políticas de desenvolvimento industrial, tecnológico e regional. Conseqüentemente, parte considerável dos estudos empíricos tem se concentrado em análises de arranjos já amplamente conhecidos, realizando uma avaliação das características destes arranjos e suas contribuições para o desenvolvimento local/regional/nacional. Em contraste, raros são os estudos que procuram (ou são capazes de) identificar o surgimento destes arranjos. Este fato, sem dúvida, cria grandes dificuldades para o entendimento da natureza e do padrão de desenvolvimento destes arranjos, uma vez que não permite identificar as condições que dão origem a tais arranjos no momento em que estes estão se formando. Do ponto de vista da elaboração de políticas de desenvolvimento econômico e regional, está lacuna é grave, pois leva a privilegiar arranjos já estabelecidos em detrimento daqueles em formação. Em vista disto, faz-se necessário avançar no desenvolvimento de metodologias que permitam suprir esta deficiência. Este é o objetivo deste trabalho , que procura desenvolver uma metodologia de identificação do arranjo produtivo local da Apicultura a partir de dados secundários. Através das técnicas e de análises indicando o potencial do setor em uma região específica para se transformar em um arranjo produtivo local. 1. Introdução Segundo pesquisas do SEBRAE (2008) as últimas décadas vêm sendo marcadas por profundas modificações no cenário sócio-econômico mundial. Com a aceleração da concorrência inter-capitalista e a busca de novas formas de acumulação de capital, a palavra de ordem passou a ser a competitividade. A busca de empresas e organizações pelo aumento da competitividade tem produzido, também, mudanças acentuadas na operacionalização das mesmas e, mais ainda, estas mudanças têm se refletido nas relações inter-empresariais. A mudança nas relações se reflete, principalmente, através das “parcerias” comerciais e de fornecimento, a implantação de atividades como os aspectos de controle e reposição de estoques, movimentação de materiais e mesmo desenvolvimento de produto.

2 Tais alterações têm conduzido a novas formas de arranjos inter-empresas tornando as relações mais estreitas e vinculadas, sem o estabelecimento de relações setoriais formais e propiciando vínculos diretos. É neste cenário que está caracterizado o “Arranjo Produtivo Local Apícola” escolhido como tema deste trabalho, por ser considerada uma das atividades econômicas das mais rentáveis para o pequeno agricultor familiar e por este na região não trabalhar em conjunto e sem contar a flora silvestre já existente . Apicultura é o ramo da agricultura que estuda as abelhas produtoras de mel e as técnicas para explorá-los convenientemente em beneficio do homem. Incluem técnicas de criação de abelhas, extração e a comercialização de mel, cera, geléia, pólen e própolis. Hoje todos os estados praticam a apicultura de forma racional, em maior ou menor força, dada a expansão do número de enxames nativos, e de apiários, apoiada na grande quantidade e variedade da flora apícola brasileira. Soma a esse processo o aparecimento de diversas empresas especializadas na venda de insumos e apetrechos para criação de abelhas. Além da criação de diversas linhas de pesquisa sobre o tema nos vários centros espalhados pelo País. Com as fronteiras de países como o Japão, França, Inglaterra, Alemanha e outros sendo abertas para o mel, pólen, própolis e outros produtos brasileiros, este tem chegado aos países importadores em escala cada vez maior, pois grande parte do mel brasileiro pode ser considerada orgânica, visto que as abelhas retiram o néctar e o pólen de flores pertencentes à flora silvestre, além das espécies introduzidas como eucaliptos, sendo estás isentas de produtos químicos e ainda considerando a importância da apicultura como fonte alternativa de renda aos pequenos e médios produtores, por poder ser criada em conjunto com outros tipos de agricultura e pecuária como o gado, com isso tentamos desenvolver formas de torna possível a APL Apícola na região. Na busca deste objetivo serão desenvolvidos estudos bibliográficos aprofundados sobre apicultura, como fonte secundária a fim de obter embasamento teórico, pesquisas de campo com elaboração de questionários, visitas em apiários, cooperativas, órgãos públicos e instituições de ensino.

3 Sendo abordado no estudo os seguintes temas: Arranjo Produtivo Local, produção de mel e outros produtos apícolas, custos e investimentos, comercialização, apoio público e privado para formação dos Arranjos Produtivos Locais e exportação. O objetivo é identificar a realidade existente na região, se existe a possibilidade para formação de Arranjo Produtivo Local, visando identificar a atividade apícola, suas características, estrutura, dificuldades e potencialidades, assim como os benefícios econômicos para o município. 2. Objetivos Implantação de projetos que sejam capazes de aproveitar as pontencialidades do município e região, pelo clima tropical e a produção agrícola aqui existente (café, fruticultura, eucaliptos, etc.) Garantir um desenvolvimento sustentável aos municípios, com ações que evitem a saída da população rural de seu habitar natural, prevenindo o empobrecimento de suas populações, principalmente os da área urbana com crescimento desordenado e sem planejamento. 2. 2 Objetivo Geral

Debater na literatura atual a economia regional, destacando os arranjos produtivos locais como um mecanismo fundamental para o desenvolvimento regional, avaliando os reais benefícios/ prejuízos , tanto para a população como para as organizações que estão investindo no projeto. Analisando a dinâmica da Cadeia Produtiva Apícola na região do sul de minas a fim de oferecer subsídios para o fortalecimento dos atores desta. 2. 3 • • Objetivo Específico

Promover a integração, cooperação e a sustentabilidade do negócio; Estimular parcerias nos processos de criação de abelhas, desenvolvendo a produção e comercialização dos produtos oriundos de apiários;

4 • • • • • • • Estreitar e integrar produtores envolvidos no processo de desenvolvimento do arranjo; Orientar as ações do arranjo produtivo para os mercados atuais e/ou potencias; Favorecer a inclusão de micro e pequenos produtores no mercado de maneira justa, com distribuição de riqueza (conhecimento, poder e renda); Desenvolver ações organizadas e padronizadas que seja auto-sustentável e duradoura; Incentivar o aumento do capital social, promovendo a integração e cooperação entre os apicultores, estabelecendo relações de confiança; Promover a entrada e acesso ao conhecimento, educação, pesquisa, saúde, linhas de financiamento, crédito, comercialização, logística e outros; Preservar o meio ambiente em todo o processo de produção, avaliando as ações desenvolvidas; 3. Metodologia Para poder, atingir nossos objetivos nesse estudo, ele foi dividido em duas partes, sendo que a primeira etapa do trabalho teve como propósito o levantamento de dados secundários, através de pesquisas bibliográficas em livros, revistas, jornais e em sites especializados, a respeito de termos que foram de extrema utilidade no decorrer do estudo, sendo eles: APL, Clusters, Cadeia Produtiva e Apicultura. Na segunda etapa, foi realizada a coleta de dados primários e pesquisas de campo, nos municípios de Boa Esperança- MG e Alfenas- MG, onde foram levantadas informações da Estrutura do Apiário, através de entrevistas (questionário abertos) aos atores participantes do processo produtivo do mel, coleta de informações relacionadas ao projeto através de observações de campo, entre outras que julgamos necessário ao bom desenvolvimento do trabalho. Ainda na segunda etapa do trabalho, foram aplicados estudos voltados a avaliar a viabilidade do projeto, assim como, o impacto gerado por sua implantação na região do sul de Minas Gerais. O estudo foi confeccionado exclusivamente a partir de pesquisas qualitativas, a qual segundo parâmetros destacados por Triviños (1987), é quando o pesquisador está

5 preocupado com o processo e não simplesmente com os resultados e com o produto. Além disso, o significado é as preocupações essenciais da abordagem, sendo importante considerar o que pensam os sujeitos das suas experiências de vida e de seus projetos. Ainda segundo Godoy (1995), a pesquisa qualitativa possibilita estudar os fenômenos que envolvem os seres humanos e suas relações sociais, estabelecidas em diversos ambientes; os estudos qualitativos buscam analisar um fenômeno numa perspectiva integrada, considerando-se os pontos de vistas das pessoas envolvidas e também os pontos de vistas relevantes. Por tudo, isso se resolve empregar no trabalho a pesquisa qualitativa por possuir uma ampla área de análise, pois ela ressalta a diversidade existente entre os trabalhos e enumera um conjunto de características essenciais capazes de identificar uma pesquisa desse tipo, como : • • • • 0 ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental; 0 caráter descritivo; 0 significado que as pessoas dão as coisas e a sua vida como preocupação do investigador; enfoque indutivo. Como mencionado anteriormente, foram aplicados questionários semi-estruturados na coleta de informações, os quais são definidos segundo Nanun (1995) como sendo um recurso de pesquisa, onde se busca levantar informações considerando opiniões abertas dos participantes do processo. 4. Referencial Teórico Com base em informações coletadas através de dados secundários na bibliografia e em sites especializados, realizamos a seguir o estudo de alguns termos que serviram de base para uma boa compreensão e interpretação das pesquisas que foram realizadas com a utilização de dados primários, e observação de campo.

organizações e relacionamentos. são influenciados pelo território localizado. que funcionam como um espaço primordial de interdependências intencionais e não-intencionais. desenvolvimento tecnológico e das exportações.6 Arranjos Produtivos Locais. disseminou-se uma vertente de estudos. ou seja. uma superfície ativa e aberta. Essas empresas simultaneamente são concorrentes e são capazes de cooperar entre si. atuando em atividades similares ou relacionadas e beneficiando-se de relevantes economias externas locais. • crescimento econômico. comercializáveis e não-comercializáveis. Essa forma particular de organização das atividades de produção e inovação tem recebido crescente atenção de economistas e governos em diferentes países. por sua importância para a geração de empregos. aumentam a competitividade local. Genericamente. sociais e culturais influenciam a formação e desenvolvimento dos clusters. clusters ou sistemas locais de produção podem ser definidos como sistemas locais de produção/inovação com aglomerações regionais de empresas. que se organizam ou coordenam-se sob formas determinadas. atuando em uma atividade comum (no mesmo ramo ou o mesmo segmento de um setor). A partir deste resgate conceitual do território “real”. pode-se pensar o território localizado como um espaço socialmente construído. tangíveis e intangíveis. Os Clusters podem ser classificados conforme demonstração a seguir: Micro Cluster ou Local – é o conjunto geograficamente próximo de empresas e instituições. o conhecimento e os processos de aprendizagem e de construção de competências a eles relacionados. que influencia e é influenciada pelas interações localizadas. Diferentes fatores institucionais. que se propõem a estudar as relações inter-firmas imersas no ambiente localizado. . Entretanto. não abstrato. Assim. e com isto. Clusters e Cadeia Produtivas A “economia baseada no conhecimento” é caracterizada por um ambiente competitivo. com forte conhecimento. inter-relacionadas por elementos comuns e complementares. globalização da produção e do financeiro e liberalizado comercialmente. no sistema de produção local ou clusters. na medida em que são processos essencialmente interativos e incorporados em pessoas.

em função da presença ou não de alguns dos elementos mencionados . coletivamente. • Cluster regional – é na essência um cluster industrial.7 • Cluster industrial ou cluster – é o conjunto de empresas inter-relacionadas.destacando as permitem acumulação do “capital imaterial” para o conjunto das empresas envolvidas.é amplamente reconhecido. de prestadores de serviços. particularmente pequenas e médias empresas. que esta forma de organização da produção no espaço tem auxiliado empresas dos mais variados tamanhos e. as firmas poderiam. atingir economias de escala acima da capacidade individual de cada empresa. Através de redes horizontais. de fornecedores especializados. Essas articulações podem repetir-se total ou parcialmente em outras regiões do País. realizar compras conjuntas de insumos. entre outros. . todas beneficiam da melhoria na competitividade. entre si e com outras entidades. Através de redes verticais. tanto teoricamente quanto empiricamente. articulação entre economias externas. cuja articulação principal funciona em um determinado espaço geográfico regional. cuja dinâmica de interação poderá levar a competitividade e a inovação a todo o conjunto. próximas geograficamente. a superarem barreiras ao seu crescimento. A proximidade física das empresas propiciaria o surgimento de um mercado de trabalho especializado e a criação por outro lado de condições para uma interação cooperativa. recorrendo às competências básicas complementares que podem explorar vantagens de interligação e articulação em rede. de empresas pertencentes a indústrias relacionadas e de instituições associadas (desde universidades a centros de certificação de qualidade e a associações comerciais) que desenvolvem a sua atividade em ramos de atividades diferentes.recorrendo a tecnologia distinta. mas cujos bens ou serviços satisfazem a procura de uma mesma grande área funcional de procura final. através de . realizar marketing conjunto. ações conjuntas dentro do próprio cluster levando a resultados no desenvolvimento de redes de cooperação e a ganhos de “eficiência coletiva”. • Mega Cluster.é um conjunto de atividades distintas. mas complementares. e que pela inovação que umas geram se concretizam benefícios para as outras. Independentemente da forma que o sistema produtivo local ou cluster assuma .

via de regra. dependendo do formato específico do sistema. o sistema de governança. o nível de renda per capita é baixo. mas interna ao local. na medida em que clusters ou sistemas de produção local são produtos históricos do espaço social local. institucionais e culturais. que tornaria possível a criação de um “espaço de aprendizagem coletiva”. prevalecendo.8 por outro lado. localmente. através da interação entre usuários e produtores. de coordenar ações e de realizar a resolução de problemas conjuntamente. além. a capacidade inovativa. reduzir os riscos associados à introdução de novos produtos e o tempo de transição da inovação entre o projeto e o mercado. uma mentalidade quase exclusivamente produtiva. (b) o ambiente organizacional é aberto e passivo . deve-se reconhecer o caráter específico que assumem na periferia capitalista. de ocupar segmentos de mercado mais lucrativos. Entretanto. e (d) o entorno destes sistemas é basicamente de subsistência. Porém a forma como as firmas se articulariam e o papel por elas desempenhado em cada sistema produtivo local poderia variar. os princípios de organização e a qualidade dos encadeamentos produtivos internos e externos ao “espaço industrial” determinariam a conformação de diferentes tipos de sistemas produtivos locais. os níveis educacionais são baixos. a complementaridade produtiva e de serviços com o pólo urbano é limitado e a imersão social é frágil. Com isso poderiam. onde: (a) as capacitações “inovativas” são. também. os atributos sócio-econômicos. com as idéias sendo trocadas e desenvolvidas e o conhecimento compartilhado numa tentativa coletiva de melhorar a qualidade de produtos e processos. neste caso. permitiriam a cooperação. (c) o ambiente institucional e macroeconômico é mais volátil e permeado por constrangimentos estruturais. . inferiores às dos países desenvolvidos. a densidade urbana é limitada. as firmas poderiam especializar-se no seu core business e dar lugar a uma divisão externa do trabalho. as funções estratégicas primordiais são realizadas externamente ao sistema.

vários setores relacionados ao produto local típico. interação. maior competitividade e inserção em novos mercados. Definido da seguinte forma arranjo produtivo local é o termo que se usa para definir uma aglomeração de empresas com a mesma especialização produtiva e que se localiza em um mesmo espaço geográfico. entre outros. . causada pela presença marcante de uma indústria que liga em um conjunto.9 Neste sentido. Apresentam um grau intensivo de cooperação e interação entre as empresas e se organizam por meio de um sistema de governança local representativo do APL. Presença de encadeamento para frente e para traz. instituições públicas e privadas que dão suporte a agentes econômicos dentro do território. Com este foco observa-se que este possui um papel fundamental papel no desenvolvimento econômico. há pequenas compradoras e fornecedores e há um fluxo de compra e venda tudo próximo. instituições de ensino e entidades públicas ou privadas. São empresas concentradas em uma mesma região. centros de tecnologia e pesquisa. mas a predominância é das pequenas e médias. Pode haver grandes empresas. cooperação e aprendizagem entre si. inclusive externos. a eficiência coletiva e o aumento da competitividade. Considerável especialização em nível local. Predominância de pequenas e médias empresas e ausência de uma firma líder ou dominante na estrutura de mercado que imponha barreiras á entrada no setor. contando também com apoio de instituições locais como Governo. Vejamos agora outras características do Arranjo Produtivo Local: • • Concentração geográfica e setorial em torno da cadeia produtiva principal. um grupo de autores vem adotando o termo geral arranjos produtivos locais (APLs) para definir aqueles sistemas de produção local associados ao processo de formação histórico periférico. Os APLs mantêm vínculos de articulação. • • • Ativas organizações. beneficiando todas as empresas e engajando comunidades locais. Tudo isso possibilita a geração de maior competência às empresas. a troca de informações. social e tecnológico de uma região. Os APLs atuam em torno de uma atividade produtiva principal abrangendo um território definido. As empresas instaladas em APLs exercem o aprendizado coletivo. associações empresariais.

É a partir deles que se inicia o processo de desenvolvimento de produtos ou serviços. Comercialização : depois de industrializados. estimula a acumulação de conhecimento específico. • Função técnica: são os atores responsáveis pela transformação da matériaprima • em produto final.cultural que facilita a cooperação no arranjo. onde serão empregadas técnicas de venda.10 • • • • • • • • Desintegração vertical em nível de empresa e alto nível de divisão do trabalho entre as firmas. ou até mesmo de agregação de valor. Produção nos distritos flexíveis. Existência de um eficiente sistema de transmissão de informação ao nível local que garante a rápida circulação de informações acerca dos canais de mercado. Considerável especialização da produção ao nível da firma que limita o campo de atividade. diretamente as estratégias mercadológicas e comercias. onde se caracteriza por uma rede constituída por deveres dos atores que geram relações de forças coletivas que influenciam. identificarmos as principais estruturas que compõem a rede: . Para • melhor entendermos o conceito de cadeia produtiva. é importante Sistema –Ator: é a definição para os fornecedores da matéria-prima.os atores iniciais que compõe a cadeia. mas existem elementos cooperativos. os produtos deverão passar pela penúltima fase da cadeia produtiva. Presença de alto nível de trabalhadores especializados na área como um resultado da sedimentação histórica de conhecimento sobre a tecnologia aplicada. Para estabelecer o APLs é necessário o conhecimento do significado de cadeia produtiva do produto. os quais serão encaminhados para a comercialização. adaptáveis as transformações e exigências do mercado. Existência de competição cooperativa existe competição. Ativo governo municipal e regional atuando no fortalecimento da capacidade inovativa da indústria local. objetivando viabilizar o consumo dos bens. ou seja. Uma identidade sócio .

a contribuição do agente se dá de maneira terciária. As Cadeias Produtivas são constituídas por grupos de interesses. este agente é responsável pela concretização do fluxo de comercio. situado de montante a jusante. a participação do agente é fundamental para que haja principalmente suporte tecnológico e financeiro. Representados como elos da cadeia. Outro aspecto importante a se considerar. Indiretos. esses grupos de interesse possuem fundamental importância dentro do processo de produção. . entre todos os estados de transformação. mão de obra. por não agregar valor ao produto ou serviço. No grupo dos Indiretos. industrialização ou comercialização dos produtos. Sendo sua participação essencial na geração de lucros empresariais. os quais podem ser compreendidos através da observação feita por (Morvan 1988): • • A cadeia de produção e uma sucessão de operações de transformação dissociáveis. um fluxo de troca. a participação e de forma paralela ao processo de produção. além daqueles que participam de forma independente. entre outros. entre fornecedores e clientes. Instituições de apoio. as instituições bancárias que financiam projetos. fornecedor de maquinários. seja oferecendo matéria prima. como é o caso de empresas de manutenção. desde que haja uma participação efetiva de cada elo. As universidades que desenvolvem pesquisas. pois os resultados positivos só serão alcançados. Já no grupo de interesse definido como Instituições de Apoio.11 • Consumidores: Embora não se caracterize empiricamente como um ator da cadeia produtiva. • A cadeia de produção e um conjunto de ações econômicas que presidem a valorização dos meios de produção e asseguram a articulação das operações. oferecendo suporte ao grupo de interesse Direto. capazes de ser separadas e ligadas entre si por um encadeamento técnico. No grupo definido como Diretos. ou seja. A cadeia de produção é também um conjunto de relações comerciais e financeiras que estabelecem. e com relação a características típicas do termo Cadeia Produtiva. os elementos da cadeia participam diretamente do processo de produção. estes grupos podem se classificar como Diretos.

aparecendo em brasões. como bebida alcoólica. pólen e cera Pesquisas arqueológicas demonstram que as abelhas já produziam e estocavam mel há 20 milhões de anos. Agentes de fiscalização e de direito econômico: PROCON. Ao longo tempo o mel e as abelhas já foram utilizados na medicina. ou simvlus”. as cadeias produtivas possuem quatro agentes envolvidos com sua estrutura organizacional.12 e até mesmo o setor público que muitas vezes atua como elemento incentivador nos processos de produção de determinadas cadeias produtivas. fabricantes. tempos depois no antigo Egito começou a ser maneja através de potes de barro. quando as abelhas chegaram a ser considerado símbolo de poder para reis e papas. pois se menciona o “simblous. Agentes do setor privado: Empresas de natureza privada como. contemporâneo de Homero. Quando o homem surgiu começou a consumir o produto como uma mistura de mel. e acredita-se que ela surgiu quando já havia razão e meio para existir. pólen. Basicamente. municipais. A exploração econômica do mel cresceu na Idade Média. etc. ..1 Abelha e o Mel Antes do surgimento do homem neste planeta a abelha já existia. 5. a apicultura sistemática já era um fato. O homem das cavernas saía à caça dos insetos. BNDES etc. que eram um tipo de colméia construída por mãos humanas. já foi símbolo de importância cultural e religiosa sendo considerados sagrados por muitas civilizações Na época do historiador Hesíodo. antes do surgimento do ser humano na Terra.c. empresas publicas e órgãos da administração pública. crias e cera. O alimento era ingerido como uma mistura de mel. são eles: • • • • Agentes do setor público: governos estaduais. mas não sabia como separar os produtos do favo. Histórico do Mel 5. Inmetro. chegando a ser colocado na legislação 1300 a. fornecedores de serviços e materiais. Agentes financeiros e de fomento: Caixa Econômica Federal. Bancos Estaduais.

Em 1845. muitas outras abelhas foram trazidas por imigrantes e viajantes procedentes do Velho Mundo. 5. no noroeste do Rio Grande do Sul. o padre Amaro Van Emelen trouxe abelhas da Itália para Pernambuco. Em 1906. Santa Catarina e Paraná. os enxames eram registrados em cartório e deixados de herança. Iniciava-se assim a apicultura brasileira. Frederico Hanemann trouxe abelhas italianas para o Rio Grande do Sul. o padre Antonio Carneiro Aureliano mandou vir colméias de Portugal e instalou-as no Rio de Janeiro. Em algumas regiões da Europa. Em 1839.13 cetros. Emílio Schenk também importou abelhas italianas. . mas não houve registro desses fatos. que hoje está presente em todos os estados. coroas.3 Apicultura É o ramo da agricultura que estuda as abelhas produtoras de mel e as técnicas para explorá-las convenientemente em benefício do homem. Por certo.2 Criação de Abelhas no Brasil As abelhas nativas já habitavam o território brasileiro antes da chegada dos colonizadores. Inclui técnicas de criação de abelhas e a extração e comercialização de mel. Em 1895. como forma organizada de produção. cera. Em 1841 já haviam mais de 200 colméias. instaladas na Quinta Imperial. geléia real e própolis. além destas. moedas e mantos reais. A atividade se expandiu a partir de 1956. com o cruzamento das espécies européias e africanas. A diversificação da flora brasileira contribuiu para a expansão da atividade. Mas a apicultura. porém vindas da Alemanha. Também em São Paulo e Rio de Janeiro havia uma atividade bem desenvolvida. que resultaram na raça africanizada. Durante mais de um século ela foi se desenvolvendo. 5. começou com os enxames trazidos pelos jesuítas que estabeleceram nas fronteiras entre o Brasil e o Uruguai. colonizadores alemães trouxeram abelhas da Alemanha e iniciaram a apicultura nos Estados do sul. Essas abelhas provavelmente se espalharam pelas matas quando os jesuítas foram expulsos da região e delas não se tiveram mais notícias. Entre 1870 e 1880. principalmente nos Estados do Rio Grande do Sul.

como a laranjeira. Dentro das caixas. com o conhecimento adquirido através dos tempos. O apicultor sabe qual é o melhor momento para colher o mel e que quantidade pode extrair sem prejudicar as abelhas. Mas. já que não é prático cultivar plantas para a produção de mel. que é uma caixa. As colméias artificiais que o homem fornece às abelhas são muito variadas e têm evoluído com o tempo. que são muito mais práticas e fáceis de manejar. A apicultura é uma atividade muito antiga. é feita de madeira. tendo que se refazer a cada ano. que podem ser utilizados novamente. ficam os quadros (ou caixilhos). Antes de engarrafá-lo. As abelhas são criadas por apicultores em colméias. México e Argentina são os principais países exportadores. utilizam-se diferentes tipos de caixas. 5. que são estruturas retangulares. hoje o convívio com a abelha é diferente. A parte destinada a conter os quadros com mel é chamada de melgueira. Tira unicamente os favos que contêm mel maduro e os coloca em uma máquina centrífuga. como molduras. As mais rústicas eram simples troncos ocos ou cestos de vime. Alemanha e Japão os maiores importadores. dispostas sobre um fundo (ou chão) e cobertas por uma tampa (ou teto). .4 Criação de Abelhas A espécie de abelha mais comum criada no Brasil e no mundo inteiro é a Apis mellifera. China. ou um conjunto de caixas empilháveis. que extrairá o mel sem quebrar os favos. Geralmente. O modelo de caixa mais comum é o Langstroth. destinadas a conter os favos feitos pelas abelhas. filtra-o para que fique livre dos restos de cera. suas origens estão na pré-história. O apicultor é a pessoa que se encarrega de cultivar os produtos proporcionados pelas abelhas. A exploração dessa atividade sempre foi feita de maneira muito rudimentar. Como norma. hoje em dia. Cada quadro possui uma placa com cera alveoláda (cheia de alvéolos) onde as abelhas irão depositar seu mel ou suas crias.14 As abelhas melíferas são criadas em áreas onde haja abundância de plantas produtoras de néctar. os maiores produtores de mel estabelecem suas colméias em zonas de agricultura intensiva. e os enxames eram quase totalmente destruídos no momento da colheita do mel.

. jaleco e calças ou macacão. Para iniciar o povoamento de um apiário pode-se comprar uma colméia ou utilizarse de caixas-iscas. luvas e máscara. e a partir daí iniciar a criação. A quantidade de colméias a se iniciar é variável. em um local apropriado que ofereça segurança para o manuseio e com disponibilidade de flores e de água. de preferência o branco. que irão capturar um enxame para uma de suas caixas. geralmente sobre suportes. O ideal é que sejam usadas apenas cores claras. Um item importante na ciração de abelhas é a vestimenta.Caixa das Abelhas Figura 3 – Quadro Figura 2 – Quadros dentro das Caixas Figura 4 – Cera Aveolada As colméias ficam dispostas em um apiário. recomenda-se o uso de botas. pois elas estimulam menos a agressividade das abelhas.15 Figura 1.

Na hora do manejo. Figura 5. pode ser feito de algodão (brim) ou de tecidos sintéticos. como nylon ou albene. . essencial para acalmar as abelhas.Fumegador e Vestimenta Completa O fumegador fará a fumaça.16 O macacão. as ferramentas essenciais são o fumegador. Figura 7.Formão Figura 6 – Disposições e local das Colméias. sem qualquer fresta ou aberturas. e o formão. ou o conjunto de jaleco e calça.

que geralmente encontram-se semilacradas pela própolis .Utilização do Garfo A colméia deve ser revisada aproximadamente uma vez por semana. . Figura 8. indicando que já está na época de colheita.Fumegador liberando fumaça Figura 9. Quando o mel está pronto as abelhas fecham o alvéolo com cera. verificando-se o correto desenvolvimento das abelhas e se já há mel depositado nos alvéolos. importante para retirar cuidosamente as abelhas dos quadros para a correta visualização dos mesmos.17 O formão é utilizado para abrir as caixas.

A seguir. latas ou tambores. que é a abertura dos opérculos fechados utilizando-se um garfo ou uma faca em um equipamento chamado mesa desoperculadora. o ideal é deixá-lo decantando por alguns dias e só depois colocar em baldes. na posição vertical. Após a centrifugação o mel deve ser passado por uma peneira fina.18 Devem-se então retirar os quadros cheios de mel. onde será feita a extração do mel dos quadros. retirar cuidosamente as abelhas e leva-los até um local apropriado chamado Casa do mel. Figura 10 – Retiradas dos Quadros Na casa do mel faz-se a desoperculação. que gira junto com o eixo até que todo o mel saia dos opéculos e caia no recipiente da centrífuga. Os quadros são então colocados numa centrífuga. Figura 11 – Centrifuga em funcionamento . Eles ficam apoiados no "cesto" da centrífuga.

19 Figura 12 – Mel passando pela peneira Figura 13 – Mel sendo colocado nos baldes Figura 14 – Garfo .

entre 2000 e 2004 o Brasil encontra-se na décima primeira posição em relação á produção mundial com 1. principalmente por causa do resultado de uma pesquisa que revelou que as abelhas reconhecem instintivamente as propriedades de algumas plantas. viabilidade. analisando a produção. cerca de 2.4% a região nordeste vem na segunda posição com 33. Abaixo alguns dados referentes a produtos apícolas: • O pólen no Brasil ainda há falta no mercado. comercialização. China e Argentina.000 toneladas. Tal fato elevou o preço do produto a níveis antes nunca registrados o que deu impulso necessário á explosão na produção de mel no Brasil como um todo. A exploração de mercados há oito anos atrás. • O mercado de própolis ganhou dinamismo nos últimos anos. considerando fatores como espaço geográfico. apoio de órgãos públicos e instituições de ensino.82% do total mundial. que ajudam na proteção da . em relação aos produtos apícolas representada majoritariamente pelo mel era inexpressiva se comparada com o mercado mundial. A região sul foi a principal fonte de produção de mel no país com 45. através da disciplina de práticas gerenciais IV em comunhão com as demais disciplinas identificar a potencialidade de um Arranjo Produtivo Local apícola.20 6.(fonte IBGE 2007) Seguindo o regime normal de produção. a época quase que totalmente direcionada ao mercado interno. Dessa forma há dificuldade de exportação em escala do pólen no momento dada há pequena produção registrada. a estrutura de toda cadeia produtiva e identificando a cadeia produtiva existente hoje. Dado o preço praticado que não dava estímulos ao aumento da produção.650 toneladas/ano. Hoje ele está localizado na quinta posição do ranking com uma produção de bem maior que a dos anos anteriores. investimentos e custos. dada a falta de divulgação de informações sobre o sistema de produção e o reconhecimento de demandas que justifiquem tal iniciativa. No entanto com a ocorrência de problemas envolvendo dois dos principais fornecedores mundiais em meados do ano 2000. houve forte queda na oferta do produto no mercado internacional da ordem de 50.4% da produção nacional. exportação. Desenvolvimento Pretende-se neste trabalho.

que consiste em aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território que apresentam especializações produtivas e mantêm vínculos de articulação. • Estudos científicos revelam ainda que o veneno das abelhas operárias é um eficiente medicamento para saúde humana. carboidratos. recomendada para doenças como artrite. inclusive no combate de doenças.21 colméia e também podem ser muito úteis para o homem. As principais dificuldades encontradas no comércio apícola são: • • • • • • Falta de produção para atender o mercado consumidor de grande porte. hormônios enzimas e substâncias minerais. porém de forma descentralizada onde não é explorada a potencialidade do mercado consumidor. Sua produção é incipiente. interação. . Assim torna-se viável a constituição de um Arranjo Produtivo Local (APL). reumatismo. porém ocorrem algumas limitações que prejudicam os apicultores associações e cooperativas que vendem seus produtos exclusivamente para o mercado local e regional. vitaminas. doenças oftalmológicas entre outras. • A geléia real apresenta aço biocatalizadora nos processos de regeneração de células no corpo humano dada a sua composição e quantidade proteínas. instituições de crédito. instituições de ensino e pesquisa. Pode-se notar o grande potencial da atividade apícola no Brasil. varejistas e distribuidores. nefrite afecções cutâneas. como governos associações empresariais. Altas taxas de impostos. Preços baixos. cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais. com foco em demandas de ordem médica. Qualidade do produto que não atende o mercado consumidor. bursite. Desconhecimento de alternativas de vendas. havendo um pequeno percentual que comercializa para prefeituras. Desta forma verifica-se que a região do sul de minas apresenta produção de produtos apícolas. Sazonalidade da demanda. tendinite.

Assim considera-se que a proposição de políticas ao setor deve contemplar a criação de políticas que assegurem condições de novos investimentos setoriais. com a conseqüente expansão do crescimento endógeno. amparado fortemente na valorização do conhecimento tácito no interior das empresas participantes do arranjo. Para SEBRAE (2004) “a estratégia para fortalecer a lógica da aglomeração visa o fortalecimento das próprias empresas. A união das pequenas e médias empresas em cooperação pode garantir o sucesso da atividade. Assim o governo federal deve assumir suas funções específicas como: a promoção da estabilidade.22 Poderiam aproveitar iniciativas como programas de desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas do Sebrae Nacional. que por sua vez podem estabelecer câmaras setoriais para discussão dos problemas para cadeia produtiva. a legislação de contratos e incentivos fiscais e colados a esses aspectos. a definição de mecanismos legais de incentivos a regulação de cooperação entre as firmas. promovendo a capacitação para novos surtos de investimentos. visto que a estrutura financeira atinge as possibilidades de estratégias a serem implementadas e afetam diretamente as pretensões tecnológicas de inovação e de desenvolvimento tecnológico. . entre outros”. 6. em parceria com entidades públicas e privadas. A transição para os Arranjos Produtivos Locais seria um passo a frente que dependeria de indicadores como instituições formadoras de mão-deobra especializada.1 Participação Pública As proposições de políticas governamentais discutidas são de aspecto genérico ao setor e deve contar com a participação efetiva dos agentes diretamente interessados. de associação de empresários que atue como animador do APL. a promoção de condições de infra-estrutura envolvendo condições físicas de educação e saúde. Estes se fazem a partir de ganhos conseguidos da união das pequenas e médias empresas.

das floradas e das abelhas. todas localizadas no Maranhão. Em todo o Estado existem hoje em torno de 30 mil colméias e 3500 apicultores. O que se pode observar foi: Baixo manejo com os enxames. pequenos apiários. Araci. predominando pessoas com o 2º grau. Este setor requer permanente busca de tecnologia e conhecimento: Atividade integrada com o meio ambiente.4 Cadeia Produtiva Apícola Com levantamento feito e entrevistas realizadas na região de Boa Esperança. As principais queixas dos produtores são as dificuldades para se legalizarem e obterem certificações de qualidade. O nível de instrução dos produtores varia muito. Tucano. Nova Soure. As principais matérias-primas utilizadas são oriundas da natureza. desde de primário até alguns de nível superior. grande distância do potencial produtivo da produção real. foram constatados dados como: atividade descentralizada. Inhambupe. recuperação de áreas degradadas.600. que inclui parte do norte do Estado da BA. Própolis. O número total de apicultores que atuam na região está estimado em 1. reunidos em 70 associações e 9 cooperativas singulares e uma central de cooperativas. propagação de plantas nativas. As cooperativas singulares. falta de centro de pesquisa apícola regional. têm aproximadamente 600 cooperados.2 Arranjos Apícolas Foram encontradas algumas formações de APLs apícolas na área do Arranjo Produtivo do Mel. Eles produzem basicamente mel. 6. São João do Batista. Em destaque estão Ribeira do Pombal. Sátiro Dias. raros incentivos de entidades de fomento agrícola e empresarial para a atividade na região. matas ciliares. Outros arranjos produtivos a serem destacados são de Santa Luzia do Paruá. Nova Olinda do Maranhão entre outras . nascentes água.23 6. . a falta de acompanhamento de entidades públicas dando suporte técnico e a falta de políticas locais de incentivo a formação de APLs. sendo que os produtores não cooperados também comercializam sua produção através das cooperativas. cooperativismo praticamente inexistente. que são à base do trabalho do Arranjo Produtivo do Mel. etc. Mercado consumidor local com distribuição no comércio local. Jeremoabo e Paulo Afonso. Pólen. atividade diversificada com Mel. Geléia Real. Cera e Veneno.

representando entidades públicas e apicultores da região. sendo essas informações.24 Pelo roteiro foram escolhidos os seguintes atores a serem entrevistados: UNIFENAS. onde foi questionada a viabilidade da implantação de um Arranjo Produtivo Local apícola na região do sul de minas. EMATER local. Todos aprovaram a idéia e ressaltaram que dessa forma a atividade ficaria organizada e com maior força no mercado nacional e possivelmente internacional. 6. e tecnológico inexplorado. Atividades e Produtos fornecidos pelas colméias .4 Formação da Cadeia Produtiva Apícola Figura 15 – Cadeia Produtiva Apícola 7. representando instituição de ensino. a maior prova da atividade apícola isolada e com verdadeiro potencial regional. climático. Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.

O Brasil é um dos pioneiros na utilização de polinizadores como auxiliares na produção agrícola. as abelhas podem ser úteis na agricultura. O governo já vem incentivando este tipo de polinização atualmente ele trabalha em 13 projetos sendo aqui em minas na cultura do tomate.2 Mel Figura 17 – Mel sendo filtrado Dos produtos fornecidos pelas abelhas. contribuindo para a polinização das plantas.Polinização Além de produzir mel. ajudando na produção do Biodisel e no aumento de produção de mel. o mel sem dúvidas é o mais importante. Entre tipos de polinização das abelhas já utilizados se destacam na cultura da maça.1 Polinização Figura 16.25 7. . na fruticultura e na preservação da biodiversidade. promovendo maior produtividade e aumentando a renda dos apicultores ele pode criar colméias móveis que podem ser alugados. 7. do melão e estudos recentes mostram que a a abelha pode trabalhar também na produção de mamona e do girassol fazendo com que a produção do óleo e na qualidade das sementes dos produtos aumente.

que contém em proporções equilibradas: fermento. Geralmente. basicamente. cipó-uva. aminoácidos. . hormônios. os méis claros e os méis escuros. o pH do mel (isto é seu grau de acidez) são de 3. até ser substituído. minerais.9. angico-de-bezerra ou jequitirina. "O mel é o produto final da elaboração pelas abelhas do néctar retiradas das flores e submetido a transformações químicas dentro de seu corpo e depois.2 mil toneladas. Com relação à coloração. conferem á região o terceiro lugar. portanto. mais ricos do ponto de vista nutritivo. obtido em pomares da fruta. partículas de pólen e de cera. enzimas. por exemplo. antes vêm o sul e o sudeste. sendo. que tem alta cotação no mercado. o mel apresenta ainda em sua constituição proteínas. A partir da revista GLOBO RURAL (2000) “O mel. o mel é dos poucos alimentos de reconhecida ação antibactericida. É ainda um alimento de alto potencial energético e de conhecidas propriedades medicinais. caju. O mel é. no Nordeste. por açucares refinados manufaturados. o único produto doce usado pelo homem em sua alimentação. ácidos e aminoácidos. genuínos. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam. vitaminas. O homem utiliza-se fartamente do mel como alimento. com 4. na produção dessa substância doce elaborado pelas abelhas”. na verdade o único produto doce que contém proteínas e diversos sais minerais e vitaminas essenciais à nossa saúde. entretanto. a maioria dos méis puros. os méis de coloração escura são sais mais ricos em proteínas e sais minerais. o mel durante muito tempo. já nas células de evaporação sob a ação do calor e ventilação dentro da colméia".26 Segundo APACAME. Além de vitaminas e sais minerais. gradualmente. Produto processado a partir do néctar das flores. como os extraídos da cana-de-açúcar e da beterraba. de qualidade incomparavelmente inferior. É o caso. mais. há. Conhecido desde a Antigüidade. do conhecido mel de flor de laranja. pode ter gosto de marmeleiro. Além disso. os méis de coloração clara apresentam sabor e aroma mais suaves e por isso mesmo. são mais apreciados. o mel tem sua cor e sabor diretamente relacionados com a predominância da florada. acaba cristalizando-se (açucarando) com o tempo. sem conhecer suas qualidades medicinais. dextrinas e um grande número de ácidos que apresenta. No entanto.

.... A melhor época para produção e colheita do mel seria no final de setembro até novembro onde a produção aumenta devido à época de floradas e na estação de inverno a produção diminui consideravelmente.. Sais minerais ... ferro.... etc. ácidos orgânicos (málico..27 A partir da entrevista realizada com o apicultor as condições necessárias para uma boa produção de mel é: Água abundante de boa qualidade distante do apiário até 500 mts..... maltose....02 .. Composição média por 100 g: Carboidratos .. Sais minerais: fosfatos de cálcio e ferro.... etc....... esta prática aumenta a produtividade do apiário.... C (ác... 92 % 02 % 0......... o mel oculta muitos segredos relacionados a manejo como boas práticas de higiene que deverão ser passados para as pessoas que terão contato direto visando à sanidade apícola. sódio...6 - 0......... Enzimas (diastases)..........000 kg de mel e a previsão de produção para 2006 será de 1. B2 (Riboflavina)... 300 Açucares: frutose.... o mel tem média de produção de 18 kg por colméia com duas colheitas ao ano e que no ano de 2005 com 65 colméias........ enxofre. etc... A comercialização do mel é feita de forma artesanal no próprio município com clientela já formada e fidelizada. pois. níquel.... foram produzidos aproxim. magnésio... Informou ainda e que o mel pode ser produzido totalmente a céu aberto.. Devido o mel ser o produto principal e de mais saída e lucratividade... Vitaminas: B1 (Tiamina).......500 kg de mel com 100 colméias instaladas.02 % .. de pasto apícola que tenham ao seu redor as floradas do assarpeixe........ potássio.... 1........... fósforo. bário.. a APL adotará determinados procedimentos para a garantia do sucesso.... glicose. levulose... ácido nicotínico (Niacina).... fórmico..... etc....330 Kcal Calorias .. cloro...... aroeira e mata-pasto.. ascórbico)..... manganês.. ..... procedendo desta forma poderemos garantir a produtividade e lucratividade.... B6 (piridoxina)... cítrico.). sacarose.. Segundo o entrevistado. silício. 65 Proteínas .

. para pastas de polimento e ilustração de móveis e veículos. A cera alveolada é uma lâmina de cera prensada. Segundo APACAME (2006) “A cera é matéria prima para a fabricação de velas de alta qualidade. o relevo de um hexágono do mesmo tamanho do alvéolo. para troca das envelhecidas das colméias.impossibilitando sua fixação. use a extensão de uma tomada com fio dos dois pólos elétricos ligados a uma resistência dessas que servem para aquecimento de ambientes . Também na industria farmacêutica têm seu uso". os quadros já são vendidos com o arame. com o auxilio de dois fios condutores. para industrias de componentes eletrônicos e de cosméticos. Com este material o produtor poupa trabalho de sua abelhas e ganha tempo na produção de mel. Para soldar a cera ao arame. atenção porque uma descarga muito prolongada poderá derreter a cera . Normalmente. A cera é fixada por meio de um arame que corre por dentro dos quadros.3 Cera Figura 18 – Cera aveolada A cera é uma substância produzida por glândulas existentes no abdômen das abelhas operárias. e sua instalação é fácil de ser feita. de ambos os lados. que servirá de guia para a construção dos alvéolos dos favos. O próprio apicultor necessita muito de cera pura. usadas para a construção de favos. Em seguida.com duas saídas: descanse a lâmina de cera sobre o arame.28 7. provoque um pequeno rápido curto nas extremidades do arame. Mas o método é prático e largamente empregado pelos apicultores. Pronto! A cera se soldará automaticamente pela ação do calor provocado pelo curto-circuito. Um importante aperfeiçoamento da apicultura moderna foi o desenvolvimento da cera alveolada. O quilo equivale a mais ou menos 10 reais. que apresenta.

Pode-se dizer a grosso modo. Segundo SAUDEANIMAL (2006) "A geléia real é um produto natural. vitaminas. Não se conhecem. é utilizada na alimentação das larvas de abelhas operárias até o terceiro dia de vida. A geléia real é mais conhecida como alimento por excelência da rainha.Geléia Real A geléia real é uma substância gelatinosa. em relação às operárias. substâncias minerais. fatores vitais específicos. produzidas pelas glândulas das abelhas jovens. de cor clara. biologicamente falando. e das larvas dos zangões. para grandes arranjos produtivos locais. O uso da centrifuga será obrigatória para que haja o aproveitamento de 100% dos alvéolos evitando ser esmagados e conseqüentemente inutilizados. Segundo APACAME (2006) "Os estudos e experiências com a utilização da geléia real pelo homem como alimento e dosagens controladas.4 Geléia Real Figura 19. que é graças à geléia real que a abelha rainha é superior. carboidratos. Na colméia. hormônios. tem demonstrado resultados benéficos a saúde". Para o homem a geléia real tem ação vitalizadora e estimulante do organismo. 7. desenvolvendo uma importante ação fisiológica". secretado pelas abelhas jovens e contém notáveis quantidades de proteínas. aumenta o apetite e tem comprovado efeito anti-gripal. enzima.29 O trabalho com a cera alveolada é indispensável. na . substâncias biocatalizadores nos processos de regeneração das células. pois como dito acima há necessidade de substituição das envelhecidas e o adianto na produção do mel. lipídeos.

longevidade e reprodução das espécies. esteróides. alfatocoferol (vitamina E). . hormônios e minerais.Pólem O pólen é o alimento masculino da planta cuja função é fecundar o elemento feminino e produzir novos seres da mesma espécie.5 Pólen Figura 20. 7. a produção de geléia real em escala econômica exige além de equipamento especializado. por isso será um caso a ser avaliado. aminoácidos. ácido pantotênico (vitamina B5). vitaminas como tiamina (vitamina B1). ácido ascórbico (vitamina C). motina (vitamina 14). ácidos orgânicos. açúcares. outra substância com semelhante efeito sobre o crescimento. muita experiência do apicultor. por ser de difícil obtenção e alcança a produção máxima de 70 gramas mensais por colméia e é comercializada em lojas de produtos naturais. fenóis. pois a difícil obtenção poderá elevar o custo e assim não ser viável para que seja adotado na APL. A Geleia Real compõem-se de água. riboflavina (vitamina B2). tais como cálcio. ácido fólico (vitamina BC) e mais. açúcares. adermina (vitamina B6).30 biologia e medicina. proteínas. fósforo e magnésio. contendo várias proteínas. calciferol (vitamina D). Segundo os apicultores de Alfenas. lipídios. Sua composição é complexa. minerais dentre outros.

melhora a pele e fortifica os cabelos. rins e fígado. Segundo os apicultores entrevistados em Alfenas. estimula o pâncreas. favorece a virilidade e a fertilidade. as abelhas não sobrevivem. baixa a tensão arterial e aumenta a taxa de hemoglobina do sangue. Apesar de ser riquíssimo em vitaminas (principalmente A e P). proteínas e hormônios. A partir de SAUDE ANIMAL (2006) "Pesquisadores franceses demonstraram que cobaias alimentadas com pequenas doses de pólen acusaram desenvolvimento mais rápido e acelerado ganho de peso". Com a difusão do hábito de alimentação natural a sua procura tem crescido intensamente. veicula biliar e digestão). Mesmos nas colônias populosas só é possível coletar 50 á 300 gramas ao dia. Aumentar a freqüência compromete a sobrevivência das abelhas que utilizam o pólen das flores como alimento. O pólen pode ser usado para: fortificante geral para desgaste físico e intelectual. O preço pago pelo quilo de pólen varia de 16 a 25 reais. regulariza o funcionamento dos intestinos. encerrando todos os elementos indispensáveis à vida dos organismos vivos. até hoje. abre apetite. na falta de pólen. combatendo os diabetes. O pólen constitui um alimento muito rico em substâncias gordurosas elementos minerais. e somente um profissional com muita experiência deverá assumir esta tarefa nos apiários. O pólen não é remédio e sim um alimento que fortalece o organismo. descongestiona a próstata. nos transtornos de gravidez e menopausa e nas afecções orgânicas funcionais (coração. o homem não conseguiu elaborar um substituto que pudesse ser fornecido às abelhas. O pólen é o alimento das abelhas. No entanto. Sua importância é tal que basta dizer que. diz que a coleta de pólen não é efetuada por pequenos apicultores devida o risco de destruição de enxames como mencionado. em 02 ou 03 operações semanais. aumenta a capacidade de trabalhar. Nesse caso há também restrições. e transportado para o interior da colméia em forma de pequenas bolotas que são depositadas no interior das células de armazenamento". vitaminas e fermentos. o pólen ainda não é muito empregado como produto medicinal. Conhecido também como pão das abelhas. É um produto tão perfeito que. pesquisadores soviéticos asseguram que o pólen apresenta ação eficaz nos casos de anemia. .31 Segundo APACAME (2006) “É coletado pelas ”campeiras“ nas primeiras horas da manhã quando ainda úmido pelo orvalho. o pólen é um produto riquíssimo em proteínas. vitaminas e hormônios de crescimento. estômago.

.. cobre.... etc.. etc. Lisina.................. ferro. cianocobalamina (B12).Enzimas ou fermentos: catalizadores de alguns processos orgânicos. nicotinamida. cera.... manganês............. folhas.... pólen e ácidos e gorduras......... Triptofano.... Leucina.......32 Composição média por 100g: Carboidratos ........... Isoleucina.. colhida nas hastes.. 7. Vitamina E ou tocoferol... Vitamina D... Arginina... ácido pantotenico..... Lipídeos ..... Aminoácidos: Ácido glutâmico. cálcio.........2 à 01 % Calorias . Treonina... Sais minerais: Potássio... Cistina................... ..... enxofre. biotina.. cloro.................... Metionina......... soldar peças e componentes móveis da sua morada e diminuir a entrada do alvado nas épocas frias....... gomos. ácido fólico. Proteínas . Valina...... Histidina....6 Própolis Figura 21.. botões de arvores pelas abelhas.... 20 10 02 à 35 % à 35 % à 01 % à 330 Kcal 0......... Sais minerais ...... fósforo... 300 Vitaminas: Tiamina (B1).. etc.... piridoxina (B6)............... a própolis é uma substância que as abelhas processam para fechar frestas da colméia.. Fenilalanina...... ácido ascórbico ( ( C )....... magnésio............... constituída de resinas vegetais. Riboflavina (B2)....Própolis A própolis é uma substância resinosa... silício........

antes da postura pela rainha". Mas existe um fator limitante: cada colméia rende anualmente de 50 a 250 gramas da substância. ou envolve corpo estranhos ao enxame. que não possam ser removidos. As abelhas empregam a própolis para impermeabilizar e envernizar as paredes da colméia. A partir da revista GLOBO RURAL (2000) “Dentre os produtos apícolas. O mercado japonês paga por quilo in natura ou sob a forma de extrato. as abelhas utilizam para higienização dos alvéolos.33 Segundo APACAME (2006) "Misturada com pólen. apesar de não possuir contra indicações. a própolis apresenta ações imunológicas. em concentrações variáveis. a própolis é vendida em solução alcoólica. pois a própolis possui a propriedade comprovada de um antibiótico natural. para que haja qualidade e aumento excessivo na produção da própolis e conseqüentemente uma ótima comercialização pela . Assim. os estudiosos recomendam os seus uso com cautela. A partir da entrevista realizada com o apicultor. largamente utilizado na Europa. Seu maior interesse para o homem. e seu processo decomposição é retardado por vários anos. Desta forma. O betume. sem exagero e sempre com pouca constância (máximo de 90 dias). fazem dois tipos de própolis: o betume e o balsamo. por exemplo é encapado com uma camada de própolis. o cadáver do animal fica mumificado com a camada de própolis. O produto tem sido testado experimentalmente. é um dos produtos apícolas de maior eficácia. Por ser um produto muito potente. quanto aos princípios ativos transmitidos da planta ao homem. qualquer corpo estranho que não consiga remover para fora da colméia como pequenos animais mortos. para impedir ou retardar o processo de putrefação. URSS. pulmão e infecções gerais. sem dúvida. Além de propriedades antibióticas. camundongos. antibióticas e anti-sépticas. as abelhas utilizam para vedação e fixação. A própolis. a própolis é o mais procurado. de 40 a 90 reais". mel ou saliva e cera em proporções diferenciadas conforme a finalidade. em doenças como faringites. Estados Unidos. O bálsamo. são suas ações analgésicas. mas pouco conhecido no Brasil. no entanto. câncer de garganta. Comercialmente. em diferentes concentrações. cicatrizantes e antiinflamatórias. Além disso. ela não deve ser usada como um profilático medicinal. anestésicas.

7..... foram produzidos aproximadamente 40 kg de própolis e que a própolis é vendido a um apicultor de Formiga / MG que exporta para o Japão...... lisina. nos seus predadores (reais ou presumidos). Ácidos fenólicos. assim seria mais apropriada a retirada ou a venda da própolis só em época de alta no preço... estrôncio).. ferro.... 08 à 10 % Pólen.. Segundo entrevistado a própolis tem média de produção de 0. muitas vezes acompanhada por dor intensa........ 700 mg de veneno.80 g por colméia a cada dez dias e que no ano de 2005... minerais (alumínio.. proteínas e outras moléculas menores.... ác.. formada por água. glutâmico... hidrocarbonetos e seus ésteres........... De acordo com APACAME (2006) “O veneno é uma substância química complexa. terpenóides... o sol escurece e torna-a mais sólida ficando imprópria para a comercialização.... É basicamente composto por uma ampla mistura de enzimas.. Operárias em fase de guarda ou forrageamento possuem entre 100 e 150 mg (milionésimos de grama) e as rainhas possuem....... que depende do porte e da sensibilidade da vítima.... Diversas pesquisas também apontam para uma possível utilidade no tratamento de artrite reumatóide... silício. já foram encontrados mais de 300 substâncias diferentes... histamina e outros componentes"....... com o auxílio do ferrão.. O seu uso nos tratamentos de dessensibilização é prática corrente... leucina. uma doença degenerativa das articulações.................. flavonóides*... 50 à 55 % 05 à 30 % Óleos essenciais . pois.. cálcio. Ceras .... serina.... açúcares. enquanto outras provocam uma reação alérgica de intensidade variável... Lembrando que a retirada excessiva da própolis prejudicará a produção de mel...... etc. ... Resinas e bálsamos ........ aminoácidos. Algumas de suas substâncias causam dor.. vanádio... treonina.. em média.... aspártico... O veneno ainda é objeto de muito pesquisa no mundo inteiro... Composição: Muito variável.34 APL é necessária que as colméias fiquem protegidas da luz solar...7 Veneno O veneno ou apitoxina é um produto sintetizado pelas glândulas de veneno das operárias e da rainha.... As abelhas injetam o veneno.... manganês. Aminoácidos (ác......

injeções subcutâneas. A extração do veneno é uma das mais recente atividade relacionadas à apicultura. na redução da taxa de colesterol do sangue contra a hipertensão arterial. afecção cutânea. paradoxalmente. mas é um caso a se pensar. Sem dúvida.35 O veneno das abelhas também está a serviço da saúde humana. No Brasil. Valor Unitário : R$ 23. A partir da entrevista realizada com o apicultor. a apitoxina é praticamente desconhecida. é bastante conhecido. caso as abelhas não sejam prejudicadas. será quase improvável que a APL como a maioria dos pequenos apicultores adote esta atividade nos apiários. 8. A comercialização é restrita ao exterior. Investimentos e Custos Máscara com Chapéu Tem como finalidade de proteger o rosto do apicultor contra as ferroadas das abelhas. quanto aplicado em grandes proporções. para conseguir 01 grama é preciso extrair veneno de quase 100 mil abelhas. o veneno das abelhas é um remédio popular indicado contra várias doenças. como os Estados Unidos e União Soviética. Apesar de ser um produto letal para o homem. pois havendo facilidade na extração futuramente poderá existir esta atividade. a apitoxina é administrada por meio de picadas naturais das abelhas. Mas a apitoxina. o veneno das abelhas é o mais valioso de todos os produtos: a cotação do grama é de 07 a 10 vezes superior ao valor do ouro. inalações e até mesmo comprimidos. porém sua obtenção exige técnicas de laboratórios e situa-se num plano mais elevado da atividade apícola. como ainda o mercado é pequeno para a comercialização da apitoxina. doenças oftálmicas. o veneno das abelhas é. um consagrado medicamento contra diversos distúrbios e afecções. Nos países de maior desenvolvimento na apicultura. a base de veneno de abelha. Em países como os Estados Unidos e a União Soviética. Entretanto. limitando-se aos casos de reumatismo. o tratamento contra reumatismo. e sua aplicação é empírica. pomadas.00 . é empregada com sucesso em tratamento contra nevrites e nevralgias.

00 . em curvin branco ou tecido branco reforçado. raspar a própolis e auxiliar a limpeza da colméia.36 Luvas Utilizadas na manipulação das abelhas.00 Macacão É a vestimenta do apicultor para se proteger das ferroadas das abelhas durante o trabalho no apiário ou com abelhas em geral. completam a indumentária do apicultor para sua proteção. Formão do Apicultor Utilizado no manejo das colméias para desgrudar e levantar a tampa.40 Centrifuga Horizontal de inox 16 quadros. sem destruir os favos. fabricadas em material a prova de ferrões.00 Fumigador Serve como proteção do apicultor para se defender da agressividade da abelha através da fumaça abundante e sem interrupção que libera.00 Bota Bota branca com fechamento seguro. Valor Unitário : R$ 77. Valor Unitário: R$ 11.00. como vaqueta.Radial/ Manual Servem para retirar o mel dos alvéolos dos favos pela força centrifuga. Valor Unitário: R$ 28. aumentando a chance de produzir mais mel. soltar os quadros. Valor Unitário : R$ 71. Valor Unitário: R$ 999. Valor Unitário : R$ 5. podendo ser reaproveitados na colméia.

que é uma espécie de selo ou tampa do favo.37 Garfo Desoperculador Garfo que serve como desoperculador dos alvéolos ou células fechadas dos favos. com espaço correto para os quadros e receptáculo para receber os opérculos e deixar escorrer o mel. Valor Unitário: R$7.00 Esticador de Arame No quadro que vai dentro das melgueiras e dos ninhos há um arame passado. para assegurar a Cêra alveolada.00 Tanque Decantador 25 kg aço inox É onde o mel recém-centrifugado deve descansar para a separação das impurezas por suspensão ou sedimentação por gravidade.00 . Valor Unitário : R$ 300. Valor Unitário: R$ 550.00 Colméia Completa com Melgueiras Casa onde ficam as colméias Valor Unitário: R$ 58. o esticador serve para prender o quadro para executar este serviço (passar o arame no quadro e estar esticado).00 Mesa Desoperculadora 16 quadros aço inox É uma mesa de formato retangular construída em aço inoxidável. Valor Unitário : R$ 75. ou remoção do opérculo.00 Balde de inox para 15 litros Guardar o mel e para o transporte do menos. Valor Unitário : R$ 13.

no caso que vimos eles colem e a terceirização da cera para se tornar cera alveolada.00 o kg Núcleo para captura e transporte de exames Utilizado no transporte e na captura de exames. Valor Unitário: R$ 25.00 Suporte Individual para Colméias Onde ficam as colméias.50 kg Carretilha manual p/ incrustar cera nos quadros Auxilia para incrustar a cera nos arames . Valor unitário : 19. Valor Unitário : R$ 30.00 . Valor Unitário : 75.00 Bandeja Galvanizada Utilizada na colheita do mel Valor Unitário: R$ 30.00 Peneira para tanque de decantação Serve para coar o mel.38 Cera Alveolada Ela pode ser comprada ou feita na no próprio apiário.00 Laminador de Cera Serve para incrustar a cera no sentido correto para a formação dos favos. Valor Unitário: R$ 39. Valor Unitário : R$ 20.00 Arame Galvanizado n° 24 Utilizado nas melgueiras e nos ninhos Valor Unitário : R$ 18.

UND. 04 71. 04 11.072. 01 999.00 Bota (par) UND.00 95. 04 23. 01 300. Galão m² 02 76 02 50 14 02 03 15 75. 04 28.00 Macacão UND. KG.39 Tinta Óleo Tinta branca para pintar as colméias já que abelhas só convivem bem com a cor branca.00 39.00 8.00 transporte de exames Peneira para tanque de decantação Cera Alveolada Bandeja Galvanizada Suporte Individual para Colméias Arame Galvanizado n°24 Carretilha manual para incrustar cera nos quadros Tinta Oléo Casa de Mel Total UND.00 14.00 Garfo Desoperculador UND.80 . UND.00 2900.00 44.00 1520. 50 58.00 1250.00 24.000. 05 19. KG.60 6.00 150. 03 5. 02 75. Valor Unitário: R$ 8.00 20.00 550.00 Balde de Inox UND.40 16.00 300.00 154.00 60.20 Centrifuga UND.00 284.00 30.00 Formão do Apicultor UND. 03 13.00 18.00 92.00 Mesa Desoperculadora UND.00 15.20 400 150.00 999.00 Esticador de Arame UND.50 30.00 ORÇAMENTO PARA IMPLANTAÇÃO DE APIÁRIO COM 50 COLMÉIAS ESPECIFICAÇÃO UNIDADE QTD R$ UNIT.00 259.00 60.000. Valor Unitário: R$ 6.20 Casa de Mel 15 m² Casa onde feita à manipulação dos favos de mel. 02 77. UND. 02 7.00 Luva (par) UND.00 Fumigador UND.00 Colméia Completa UND.00 112. 01 550.00 Núcleo para captura e UND.00 25.00 Tanque Decantador UND. R$ TOTAL Máscara com Chapéu UND.

00 Escritório Casa para Escritório Valor Unitário: R$ 20.00 R$ 1. Valor Unitário: R$ 33.40 OUTROS PRODUTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO E MANUTENÇÃO DE UM APIÁRIO Potes Armazenamento da cera. C/ tampa e gotejador Vidro âmbar 20 ml com bomba spray Pote para pólen cristal/ambar 45 gr Pote para Geléia Real cristal/âmbar com tampa 15 gr Transporte Carro para o transporte do produto.00 R$ 0.000.78 R$ 1.00 R$ 0.000. Bisnaga para mel redonda de plástico – 500 gr Pote de plástico para mel – 500 gr.94 R$ 0.40 R$ 0.000.00 Mesa de escritório Valor Unitário : R$ 80. saveiro.70 R$ 0.00 Cadeira de escritório Valor Unitário : R$ 100.40 .00 Computador Valor Unitário : R$ 2. Pote de plástico para mel – 1000 gr Vidro âmbar 20 ml p/ próp.68 R$ 0. própolis entre outros Valor Unitário e preços : Bisnaga para mel de plástico – 200 gr.

41 Materiais Diversos de Escritório (grampeador.00 ./ benef.00 H/D/Ano Captura de exames Valor Unitário: R$ 5.00 204. xeroz.00 Custeio (mão de obra da produção) Implantação de apiário Valor Unitário: R$ 5. etiqueta) Valor Total : R$ 800.00 H/D/Ano Manutenção colméia/ beneficiamento de mel Valor Unitário: 5.000. grampos.00 H/D/Ano Resp. furador .29 Mão de obra Administrativa Total (2 pessoas) Valor Total : 2.68 120. Manutenção col. folhas sufite./ mel Valor Unitário: R$ 5.00 Impressora Valor Total: 698.40 0.00 por H/D/Ano ORÇAMENTO PARA IMPLANTAÇÃO DE APIÁRIO COM 50 COLMÉIAS OUTROS PRODUTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO E MANUTENÇÃO DE Bisnaga para mel de plástico Bisnaga para mel redonda de plástico UM APIÁRIO 200 gr 300 500g 300 0.

00 700 2.000.40 30.00 0.00 120. que exigirá um investimento inicial de R$ 68.000.78 1.00 600. Manutenção col.00 5./ benef.00 30.00 800.00 300. C/ tampa e gotejador Vidro âmbar com bomba spray Pote para pólen cristal/ambar Pote para Geléia Real cristal/âmbar com tampa Automóvel Casa do escritório Computador Mesa de escritório Cadeira de escritório Diversos Escritório Impressora Mão de obra ( Adm) Implantação do apiário Captura de exames Manutenção colméia/ beneficiamento de mel Resp.09 .00 300.00 2.000.29 ./ mel Total Total da primeira parte Total da segunda parte Investimento total inicial Avaliação De Investimento Na APL Apícola identificamos a necessidade de elaborar um projeto de implantação de uma empresa com objeto social de produção de mel.057.29 1.000.94 0. e remunerará o capital investido conforme quadro a seguir: ANO RETORNO AO FINAL DE CADA ANO 15.09 500 g 1000g 20 ml 20 ml 45 gr 15 gr Unidade m² Unidade Unidade Unidade Unidades Unidade Unidade H/D/Ano H/D/Ano H/D/Ano H/D/Ano 300 300 300 300 300 300 1 20 1 2 6 1 2 40 120 116 60 0.00 160.984.00 800.00 5.984.057.00 200.00 300.00 698.00 600.00 52.00 210.000.00 5.00 80.00 100.00 282.29 68.42 Pote de plástico para mel Pote de plástico para mel Vidro âmbar p/ próp.00 1.00 580.600.00 14.00 5.00 234.00 698.072.70 0.80 52.29 800.

.43 1º E 2º Anos 3º E 4º ANOS 5º E 6º ANOS 22% do Investimento inicial a.a. 25% do Investimento inicial a.a.a 28% do Investimento inicial a.

3145% Como (TIR) 12.055.27 R$ 17.014.56 R$ 14.972.014.56 R$ 17.a. A TIR E MAIOR QUE O CUSTO DE CAPITAL.057.0000% 22% 22% 25% 25% 28% 28% VPL R$ 4.055. OU SEJA. .99 TMA 10.Taxa Mínima de Atratividade VPL . > 10 % a.99 R$ 19. O PROJETO SERÁ VIÁVEL.Valor Presente Líquido TIR .27 R$ 19.972.3145 a.09 R$ 14.Taxa Interna de Retorno Valor -R$ 68.a.Fluxo de Caixa Período Investimentos 00 01 02 03 04 05 06 Siglas: TMA .88 TIR 12.473. .

Elas reúnem representantes do governo e do setor privado para debater e propor políticas públicas para o agro-negócio brasileiro. científicos. o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). a inclusão social e a redução das desigualdades sociais. entre outras). do incentivo às exportações. leite. para atendimento dos consumidores brasileiros e do mercado internacional. a promoção da segurança alimentar. a Companhia de Entrepostos e Armazéns de São Paulo (Ceagesp). organizacionais e ambientais. da modernização da política agrícola. Tem como um de seus braços a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo-SDC. a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). açúcar e álcool. Uma das inovações da atual gestão do Ministério da Agricultura foi à criação de câmaras setoriais das diversas cadeias produtivas do agro-negócio (carne. As Delegacias Federais de Agricultura e as empresas vinculadas ao ministério Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). a Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg) e a Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa/MG) também executam as políticas públicas voltados ao agro negócio.negócio. com o objetivo de atender o consumo interno e formar excedentes para exportação”. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Essa é a missão institucional do Ministério da Agricultura. o Ministério da Agricultura formula e executa políticas para o desenvolvimento do agro-negócio. integrando aspectos mercadológicos. As prioridades de aplicação dos recursos do Departamento ocorrerão conforme as linhas de ação. Para cumprir sua missão. fruticultura. que tem como conseqüência a geração de emprego e renda. Segundo MINSTÉRIO DA AGRICULTURA 2006 “Estimular o aumento da produção agropecuária e o desenvolvimento do agro negócio. Incentivos Públicos na Apicultura. avicultura. A atuação do ministério baseia-se na busca de sanidade animal e vegetal.9. do uso sustentável dos recursos naturais e do bem-estar social. da organização da cadeia produtiva do agro. tecnológicos. Pecuária e Abastecimento (Mapa). a seguir: .

bem como orientar os associados. federações e confederações: Visa orientar e difundir as práticas associativistas e cooperativistas para os públicos potenciais. de modo a se obter excelência empresarial. instalar e operar incubadoras com aquela finalidade. • Educação associativista rural e cooperativista. marketing e distribuição. de modo a propiciar a prestação de serviços e troca de informações sobre experiências que resultaram em melhoria de desempenho da organização e no aumento da renda dos seus associados. • Cooperação entre Cooperativas: Visa apoiar e estimular o processo de cooperação integral. expansão de organizações de economia social rural e modernização gerencial e administrativa de cooperativas. monitoria e melhoria das operações gerenciais. • Formação e operação de incubadoras de cooperativas populares: Visa proporcionar apoio técnico e financeiro a entidades. • Capacitação de cooperativas em geral para exportação: Visa estimular a entrada de novas cooperativas nos negócios de exportação e aprimoramento daquelas já operantes. comunicação e de apoio ao processo decisório gerencial (sistemas de planejamento.• Capacitação tecnológica da base produtiva. cooperados e administradores quanto aos processos de autogestão e gestão social e na avaliação. em seus diversos ramos. de comercialização e distribuição de associações rurais e cooperativas em geral:Visa apoiar o ajustamento da base tecnológica dos diversos ramos de produção destas organizações associativas e de seus processos de comercialização. horizontal e vertical. que se disponham a desenvolver metodologias para a "incubação" de organizações de economia social em comunidades carentes. especialmente universidades. acompanhamento e . associações. da aquisição de móveis e equipamentos e instalações de redes de informação. a modernização gerencial e administrativa e o ajustamento da base tecnológica dos diversos ramos de produção e do processo de marketing destas organizações. mediante a capacitação de seu corpo técnico-funcional. entre cooperativas nacionais e internacionais. • Instrumentalização Institucional Interna: Objetiva a instrumentalização técnica e operacional do Denacoop para se integrar ao sistema cooperativista mundial.

e congresso. que começa a ser delineada na região nordeste com a . A assistência técnica se constituirá em um instrumento importante na estruturação da cadeia produtiva. em parceira com as entidades de classe dos apicultores. com os agentes de distribuição. “O novo conceito de visualizar a atividade como um processo que vai da propriedade rural ao consumidor final e que este processo passa por uma interação com fornecedores de insumos e serviços. workshop. seminários. no marketing de seus produtos nas feiras e exposições agropecuárias. Capacitar os dirigentes das Cooperativas Singulares e da Central em "Gestão e Gerenciamento" de cooperativas objetivando a eficiência e a eficácia técnica e administrativa dessas estruturas. Divulgar. através de cursos. garantirá um retorno seguro aos investimentos do governo e dos próprios apicultores. certamente. de gestão e gerenciamento para os dirigentes das cooperativas singular e central. As reuniões técnicas programadas terão a finalidade de estimular e conscientizar os apicultores da necessidade da organização.avaliação de projetos/atividades) além da sua necessária inscrição/filiação aos organismos internacionais do cooperativismo. Apoiar a construção de Cooperativas Singulares e de Cooperativa Central dos Apicultores nas diversas regiões administrativas do Estado. Assistir tecnicamente os apicultores da região nordeste do Estado com vista à definição de um sistema de produção único e capaz de uniformizar a produção e a qualidade do mel produzido. iniciando com a região nordeste da Bahia em decorrência de já existir um trabalho consistente neste sentido. o Programa de Desenvolvimento da Apicultura e trabalhar. encontros. Para SECRETÁRIA DA AGRICULTURA DO ESTADO DA BAHIA 2005. em todo o Estado da Bahia. Difundir tecnologias concernentes a manejos de apiários com vistas ao incremento da produtividade e da melhoria da qualidade dos produtos em toda a área geográfica do Estado. Serão ministrados cursos de manejo avançado para os apicultores.” Tem como objetivo Viabilizar o apoio à Cadeia Produtiva da Apicultura mediante ações de transferência de tecnologias de ponta e na construção de entidades capazes de estruturar a comercialização dos produtos da abelha.

zinco. com a CEMIG. e técnica a exemplo das Universidades Estaduais. estimular a agroindústria.(Prodamel). um real parceiro de todas as horas do empreendedor já estabelecido ou que pretenda iniciar um novo negócio no Estado. . a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC) e o Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas de Minas Gerais (SEBRAE-MG). metalurgia (ferro. eletrônica. de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG). trabalha em conjunto com os demais órgãos de fomento do Governo de Minas. Os impactos serão a criação de mais de 30. e na solução de questões energéticas. como a Cia. Escola Agrotécnica de Catu. biotecnológica e de mecânica de precisão.000 empregos diretos e indiretos. têxtil e de minerais não-metálicos. a CAR. O INDI tem como missão diversificar do parque produtivo mineiro. CEPLAC. Dentre as instituições que promovem e fomentam o desenvolvimento do Estado. como mineração. esperando-se que quando consolidada venha aglutinar outras associações e cooperativas de outras regiões do Estado. Sendo os beneficiários todos os apicultores da Bahia.75% a. Vale salientar a participação financeira no Projeto de entidades parceiras que operam com a atividade no Estado. Ainda em nível nacional o ministério da fazenda através do banco central tem Programa de Desenvolvimento da apicultura . o Instituto de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais (INDI) se destaca como uma agência única e moderna. o BDMG.a. reforçar setores já consolidados. agregação à renda do produtor em torno de 12 milhões de reais/ano.formalização da Cooperativa Central. em fase de negociação. magnésio). a exemplo do SEBRAE E BN. Tendo como incentivos e serviços: Assistência técnicas da EBDA e profissionais autônomos. treinamento de apicultores no Centro de Profissionalização de Apicultores-CENTRAPIS. alumínio. O Governo de Minas Gerais possui um eficiente e ágil sistema de apoio ao empresário. financiamento através de Bancos Oficiais. e recentemente. Para tanto. UFBA/EAUFBA. consolidar a indústria de autopeças e contribuir para o desenvolvimento das indústrias química. que tem como finalidade incentivar o desenvolvimento da apicultura no Brasil o limite é de R$ 20 mil por produtor a taxa de juros: 8.

o apoio governamental carece de uma postura mais pro ativa no que respeita ao fomento. comportar uma linha de crédito para o financiamento de investimentos em apicultura. através do trabalho do INDI e dos demais órgãos de fomento. estímulo à ampliação de investimentos na área de biotecnologia agrícola tropical e difusão de novas tecnologias. ela apresentou uma taxa média de crescimento acumulada da produção física. uma simples consulta às páginas dos Centros de Pesquisa da EMBRAPA na Internet não revela. Já o Rio de Janeiro. biotecnologia. Com efeito. notadamente a fruticultura. caiu 8. para a indústria de transformação. maior parque industrial do Brasil.Segundo o INDI 2005 “O Governo do Estado. do Ministério da Agricultura. Paraná. em sua maioria. neste momento. porém. de 39. constatando-se uma atitude de pouca divulgação quanto aos benefícios potenciais da criação de abelhas em simbiose com o cultivo de lavouras de importância econômica. em seus programas. Dezessete e meio por cento dos recursos do CT-Agronegócio é oriundo da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). serviços técnicos especializados ou profissionais. não dispõe de maior respaldo da pesquisa científica e tecnológica para a condução dos apiários e criação em moldes racionais. Pecuária e Abastecimento. ao passo que São Paulo.65% no mesmo período.7%.75%. No período de 1992 a 2004. cresceu 32. Apesar de o PRODEAGRO – Programa de Desenvolvimento do Agronegócio. a existência de projetos de pesquisa visando quantificar a influência de uma polinização planejada na produtividade .26% e o parque industrial brasileiro como um todo 32. sustentar que os Estados brasileiros melhor colocados na produção de mel e outros derivados – Rio Grande do Sul. atualização tecnológica da indústria agropecuária.” Ainda em Minas Gerais CT-Agronegócio – Fundo Setorial de Agronegócio que tem como foco desse fundo é a capacitação científica e tecnológica nas áreas de agronomia. com juros anuais de 8. roylties.55%. economia e sociologia agrícola. vem conseguindo manter a indústria mineira em destaque no cenário nacional. cuja arrecadação advém da incidência de alíquota de 10% sobre a remessa de recursos ao exterior para pagamento de assistência técnica. veterinária. que disputa com Minas Gerais a posição de segunda economia do País. Santa Catarina e Piauí – instituíram formas de apoio e estímulo à apicultura. É oportuno.

As fronteiras da maioria dos campos de estudo estão sendo constantemente redefinidas á medida em que as bases materiais. 10. “administração de marketing é a analise. técnicos e financeiros que promovem o seu desenvolvimento em todo o Estado. gerada nas universidades e cursos de pós-graduação. Ele . No Estado de Minas Gerais. O MKT é muito abrangente e é utilizada diariamente pelas organizações. A Lei 14. Marketing no Setor Apícola O Marketing não está relacionado somente apenas com propaganda veiculada nos meios de comunicação. em certa medida. até mesmo porque de certa maneira existe a falta de conhecimento por parte dos apicultores e conseqüentemente por falta de divulgação dos órgãos públicos responsáveis e pela atividade apícola ocorrer de forma descentralizada. o que também foi comprovado com as entrevistas realizadas com vários atores locais. pessoa. A escassa informação existente é. de outubro de 2001. tecnológicas e culturais da sociedade passam por mudanças. o planejamento. No sul de Minas Gerais especificamente na região de Alfenas e num raio de 100km. MKT não é uma exceção.009.das lavouras. criou o PROMEL Programa de Incentivo à Apicultura do Estado de Minas Gerais. sem que seja percebido. O estudo de MKT está sendo pesquisado de várias formas pelos especialistas na área e deverá ser continuo devido as constantes mudanças que estão ocorrendo no meio mercadológico e empresarial. A criação desse Programa foi Fruto de um trabalho conjunto de associações de apicultores. segundo as entrevistas realizadas não foi encontrada nenhuma forma concreta de apoio tanto financeiro como técnico destinado à atividade apícola. Segundo Phellipe Kotler 1998. particularmente das fruteiras. A referida Lei fomenta a apicultura. técnicos e assessores. professores. dotando a atividade de estrutura e recursos materiais. ele deve necessariamente significar diferentes coisas e assumir diferentes tarefas á medida em que a sociedade passa de estágio de desenvolvimento econômico para outro. a implantação e o controle de programas destinados a levar o efeito às trocas desejadas com públicos visados e tendo por objetivo o ganho pessoal ou mútuo.

muitas vezes é confundido como se fosse somente propaganda. etc. Pode-se concluir que o Marketing. pergunta sempre ao apicultor: É puro mesmo? E quer saber características – porque o mel cristaliza. custo. comercialização. investimento. marketing e comercialização. desde a época das trocas de mercadorias pelos antigos povos e recentemente começou a ser explorado com mais intensidade no mercado globalizado. sem terem conhecimento adequado de manejo. perguntam sobre o pólen e até o veneno das abelhas. padronizada e está sendo executada de forma isolada. promoção e praça. constatou-se totalmente a falta de infra-estrutura referente ao setor no que tange ao marketing e comercialização dos produtos apícolas. O ramo da apicultura na região está se expandindo com crescentes números de pequenos agricultores instalando colméias em todos os espaços existentes. A atividade apícola na região conforme entrevistas realizadas pode ser comparada com o crescimento desordenado de cidades da região. “Todo consumidor de mel e mesmo de outros produtos das abelhas. A origem do MKT é de muitos anos. para que servem como consumir própolis. A atividade não é planejada. instituições de ensino e apicultores.se baseia fortemente na adaptação e na coordenação de produto. O MKT é muito mais abrangente e atinge além das organizações produtoras de bens ou serviços à vida cotidiana das pessoas. má qualidade de vida dos habitantes. onde não há infra-estrutura adequada. vendendo os produtos sem ter noção de mercado. A administração de marketing trabalha tanto na adaptação de produtos e de mensagens ás atitudes e aos comportamentos já existentes quanto no ajustamento de atitudes e de comportamento aos novos produtos e idéias”. geléia real. não explorando a potencialidade natural de nossa região.” . desemprego. O setor apícola na região é pouco conhecido e não existe um planejamento e nem mesmo perspectivas para que a atividade apícola seja divulgada maciçamente e expandida em curto. onde cada um produz conforme aprendeu. preço. sendo esta atividade de suma importância econômico-financeira para os apicultores do município de Alfenas e região. médio e longo prazo. Nas entrevistas realizadas com representantes de órgãos públicos. Segundo a Revista Brasileira de Apicultura 1991.

75 . flora e fauna. para que se possa verificar a real situação dos apicultores e do setor apícola na região. entidades de ensino. tem onde comercializar.328 70. iniciando assim um novo ciclo do setor que é de suma importância para a economia dos municípios da região e traz benefícios ao meio ambiente. TABELA 1 . em 2003. “depois de bater recordes na produção e exportação de grãos.8% do mercado mundial). em 2001 para R$ 46 milhões. País China Argentina México Alemanha Volume (toneladas) 84.72 3. Tudo o que a gente produz.894 67. Os dados quanto aos principais exportadores de mel no mundo em 2003 encontram-se na Tabela a baixo. órgãos públicos. A exportação de MEL teve um aumento muito representativo nos últimos anos. E apicultores do Brasil principalmente no sul de Minas Gerais reconhecem ainda que faltam apicultores no mercado. passou para 20 mil toneladas em 2003. O comércio externo tem dado muito incentivo à produção de mel. 11. já são 500 mil Apicultores no Brasil. 2. pelo trabalho que as abelhas desenvolvem junto à natureza. o Brasil aparece na quinta posição com cerca de 19.161 Valor (mil US$) 106. Os números mostram porque o homem do campo anda empolgado com a perspectiva de bons negócios. Nesse cenário. o resultado seja divulgado aos apicultores.27 2.Nas entrevistas realizadas não se constatou a presença do Marketing no setor apícola da região.273 mil toneladas exportadas (4. podendo ainda aumentar mais ainda a exportação. Nossa esperança é que após a finalização deste trabalho APL apícola. associações comerciais e comunidade em geral.27%) do mercado mundial.26 2.499 25.5 milhões de colméias instaladas. Principais exportadores de mel no mundo em 2003.947 79. passaram de R$ 700 mil.018 21. Exportação de Mel De acordo com o site: PORTAL DO AGRONEGÓCIO.291 Valor unitário (US$/kg) 1. A Alemanha atua tanto como grande País importador como também por exportador (5. De 18 toneladas em 1999. os produtores rurais descobriram mais um produto que faz sucesso lá fora: a exportação de mel praticamente triplicou nos últimos dois anos”.001 159.

A explicação para o excesso de procura está no exterior.040 47.Brasil Hungria Canadá Turquia Chile Espanha Vietnã Outros Total 19. Os brasileiros aproveitaram a oportunidade e provaram que também têm qualidade para competir no mercado internacional. Não há uma empresa com marca forte.633 10. Os chineses. tendo por base a biodiversidade de nossa flora. até um passado recente. Tal fato ocorreu quando os maiores exportadores mundiais. coloca o Brasil em situação privilegiada de fornecimento de produtos nesse setor.776 12.807 15. maiores produtores do mundo.36 3.29 3. tiveram suas exportações vetadas por questões de ordem sanitária.46 2. fatores externos acabaram beneficiando a apicultura nacional.253 36.59 2. sem contaminações de quaisquer espécies. porém com formulações naturais. antibiótico cancerígeno. sendo praticamente. cerca de 5% do mercado internacional.667 945.584 45. fazendo com que ocorresse uma surpreendente elevação das exportações. mais diretamente. De maneira similar a outros países.917 260. por produtos que atendam a anseios específicos do consumidor.421 33. deixaram de vender porque o mel de lá foi contaminado com antibióticos.273 15. que consiga atender a demanda dos consumidores por produtos de alta qualidade com preços competitivos. A procura por produtos naturais.35 A produção do mel brasileiro representava.810 11.545 52.186 38.59 3. este mercado tem crescido pela procura por produtos naturais de alta qualidade e.30 1. .548 100. Recentemente. toda produção destinada para o mercado interno. O que era um negócio da China. notadamente a constatação da presença do cloranfenicol. a rusticidade de nossas abelhas e as características do nosso clima. a nível internacional.385 18.041 14.79 2. China e Argentina.14 2. agora também é do Brasil. empregado no combate a doenças das abelhas (China) e processos antidumping movido pelos Estados Unidos (Argentina).547 2.690 401.

325 3. TABELA 2 .735 1. tem-se que o mesmo tem crescido nos últimos anos.372 % 04 56.642 2.183 5.634 4. contudo.282 1.814 244 123 zero 2 0 61 2.036 3.02/kg em 2004. seguido de Santa Catarina com 27.245 8.5 21.337 2003 T Mil US$ 14.40 - 4.554 2004 T Mil US$ 17.278 3. Cabe lembrar que ocorre também movimentação de mel dentro do país.518 4.385 6.272 8 9. do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Bahia Outros Total 197 1.72 0.590 1.028 37 .748 4.462 2.00/kg do produto.042 237 147 zero 50 0 67 2.340 621 477 297 128 42.42 % em 2004.90 1.896 3. pode ser verificado crescimento expressivo a partir de 2001.53 1.59 5.81 0.73%.73 11.682 11. G. No geral.98 8.342 1. Teresina-PI e Fortaleza-CE.07/kg em 2000 para US$ 2.59% e Ceará com 15. Exportações totais de mel do Brasil por estado entre 2001 e 2004 2001 Estado São Paulo Santa Catarina Ceará Piauí Paraná R.44 11.349 6. Verifica-se majoritária participação do estado de São Paulo com 56.524 3.718 1.Na Tabela abaixo são apresentados dados quanto às exportações brasileiras por estado entre 2001 e 2004.568 814 1 0 245 1 20 23. partindo de US$ 1. Com relação ao preço praticado.42 27.793 5.691 1.387 2.010 1. dada condição extremamente favorável no mercado externo.15 1.996 1. verifica-se que a tendência mundial é o re-estabelecimento do preço praticado historicamente que é de US$ 1.483 T Mil US$ 250 2.912 165 555 1. a produções de alguns estados pode estar sendo comercializada por centros concentradores da produção com São Paulo-SP. Cita-se como exemplo o caso do Baixo Jaguaribe-CE que enviam grande parte de sua produção para esses três centros.900 88 0 61 579 122 48 61 45.140 19.966 741 849 77 902 0 0 12.640 2002 T Mil US$ 10. logo.511 4.

dar apoio às associações de produtores de mel. incentivar a certificação do produto como orgânico. O Ministério da Agricultura pretende minimizar os futuros problemas com medidas como buscar outros mercados fora da Europa para que o mel brasileiro seja comercializado. . ou resíduos de medicamentos. A UE estipulou um prazo de seis meses. Estados como o Ceará e Piauí. Inclusive. para o ministério reestruturar o Programa Nacional de Controle de Resíduos a fim de se adequar às normas da UE para exportação. em pequenas propriedades. detalhando as ações de fiscalização e controle de resíduos no mel. solicitar os requisitos sanitários desses países. o embargo não se aplicará às remessas do produto em trânsito antes da entrada em vigor da medida. são um dos que mais devem sentir com a medida. alegando que o país não tem equivalência com o bloco no que se refere às diretivas para controle de resíduos e qualidade do produto”. a partir do dia vinte de março de 2006. o ministério argumentará que o Programa Nacional de Controle de Resíduos para o exercício 2006 inclui o monitoramento do produto e prevê exames de 19. Apicultores brasileiros estão enfrentando dificuldades. Para tentar retomar as vendas para o mercado europeu. O produto brasileiro não apresenta qualquer problema em termos de qualidade.Segundo o site CAMINHOS DO CAMPO. e em nenhum dos casos foi encontrada alguma impureza. nos anos de 2004 e 2005. implementar as promoções do mel brasileiro. cerca de mil amostras a mais que em 2005.1 milhões em mel. que juntos exportaram no ano passado US$ 4. O eventual embargo ao produto brasileiro gera um grande impacto social para o país. E para tentar convencer a UE a retomar as importações do mel brasileiro. “a União Européia suspendeu no dia vinte de março de 2006 a importação de mel produzido no Brasil. os técnicos do Ministério da Agricultura prestarão novos esclarecimentos à Direção de Saúde e Proteção do Consumidor da UE. laboratórios da Alemanha realizaram mais de 160 testes nos produtos.613 amostras. verificar programas de educação sanitária e formação para que consiga ampliar a exportação do mel. pois o mel brasileiro é produzido. Pela decisão do bloco. há pelo menos um mês. em virtude do embargo que proibiu o Brasil de exportar mel. em sua maioria.

visitas. fazendo com que muitos produtores desistam da idéia de exportação. representante da instituição de ensino. Conseqüentemente por falta de divulgação dos órgãos públicos responsáveis e pela atividade apícola ocorrer de forma descentralizada. deve-se motivar e mobilizar os apicultores. Conclusão Conclui-se que após terminar as várias etapas realizadas no trabalho APL Apicultura (pesquisas. instituições. Acredita-se na potencialidade da região e com o término do diagnóstico (trabalho) leva-se ao conhecimento de todos os envolvidos através da universidade. Não foi encontrada nenhuma forma concreta de apoio tanto financeiro como técnico destinado à atividade apícola. até mesmo porque de certa maneira existe a falta de conhecimento por parte dos apicultores. foi à preocupação e a boa vontade por parte dos apicultores entrevistados. o resultado final do trabalho referente à formação de APLs na região de Alfenas. . A potencialidade da região do sul de Minas Gerais na atividade apícola (Muzambinho. para que se possa alavancar o progresso sócio-econômico do município e região. Carvalhópolis. entrevistas. 12. poder público e sociedade em geral aplicar os conhecimentos e viabilização e implantação de APLs que poderão trazer benefícios e desenvolvimento a todos. especificamente na região de Alfenas abrangendo um raio de 100 Km. etc).Nas entrevistas realizadas com os apicultores de Boa Esperança não se constatou uma taxa muito baixa de exportação de mel e própolis. As informações foram de que para se adequar junto aos órgãos fiscalizadores e certificadores de marca é muito difícil e demanda muita paciência. O lado positivo que se observou das entrevistas. Não se pode somente tomar conhecimento dos resultados. mesmo com o setor desfragmentado atualmente. Constata-se que a atividade no sul de Minas Gerais. esta totalmente desorganizada. o que também foi comprovado com as entrevistas realizadas com vários atores locais. Boa Esperança. em buscar soluções para que a atividade apícola possa se tornar realidade e viável a formação de APL na região. Machado e outras) já foi comprovada por pesquisadores japoneses que estiveram estudando as condições naturais para a produção de mel e própolis para serem exportadas para o Japão (fonte: entrevista professora).

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