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Avaliação Neuropsicológica do Retardo Mental Utilizando o Trail Making Test

Myriam Christina Alves Rodrigues
Daniela Sacramento Zanini Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Goiânia, 2010

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Avaliação Neuropsicológica do Retardo Mental Utilizando o Trail Making Test

Myriam Christina Alves Rodrigues
Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Artigo apresentado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Coordenação da Pós-Graduação. Departamento de Psicologia. Como requisito parcial a aprovação do Curso de Especialização em Neuropsicologia.

Banca Examinadora

Prof ª Dr ª Daniela Sacramento Zanini Presidente da Banca: Professor Supervisor

Profª Esp. Marielza Magalhães de Almeida Professora Convidada

Data da avaliação: ___/___/_____.

Conclusões: Indivíduos com retardo mental apresentaram déficits cognitivos. Resultados: Os dados indicaram um desempenho inferior no Trail Making Test para o Grupo Clínico em comparação ao Grupo Controle. pareados por idade e sexo. Método: foi aplicado o Trail Making Test para realizar uma comparação quantitativa das funções executivas entre grupos. The determination of the profile of difficulties may contribute to the development of more effective interventions. retardo mental. velocidade de processamento e atenção sustentada em crianças e adolescentes com retardo mental (Grupo Clínico) e sem diagnóstico de retardo mental (Grupo Controle). A determinação desse perfil de dificuldades pode contribuir para o desenvolvimento de intervenções mais eficazes.3 Resumo Objetivo: Avaliar as funções executivas: habilidade de sequenciamento. perception. There are few studies investigating the cognitive impairment in people with mental retardation. viso-motor function. Method was applied to the Trail Making Test to perform an executive function of the quantitative comparison between groups. mental retardation. funções executivas Abstract Objective: To evaluate the executive functions: sequencing ability. Trail Making Test. processing speed and sustained attention in children and adolescents with mental retardation (Clinical Group) and no diagnosis of mental retardation (control group). cada um composto por quatro participantes. Conclusions: Individuals with mental retardation showed cognitive deficits. Keywords: neuropsychological assessment. Palavras-chaves: avaliação neuropsicológica. percepção. visual search. Results: Data indicated a poorer performance in Trail Making Test for the Clinical Group as compared to the control group. função visuo-motora. Trail Making Test. Há poucos estudos que investigam os danos cognitivos em população com retardo mental. each consisting of four participants. executive functions . busca visual. matched for age and sex.

memória não podem ser . o qual afirmava que a Neuropsicologia era a área específica da Psicologia que tinha como objetivo peculiar a investigação do papel de sistemas cerebrais individuais em formas complexas de atividades mentais. linguagem. pensamento. Refere que os processos mentais. que incluem sensações. Em primeiro lugar. Luria acreditava que o propósito da Neuropsicologia era generalizar idéias concernentes à base cerebral do funcionamento complexo da mente humana e discutir os sistemas do cérebro que participam na construção de percepção e ação. Assim. de movimento e atividade consciente dirigida a metas ( Luria. Sustenta-se em fundamentos da neurociência e da psicologia. distingue o funcionamento cerebral como funcionamento de um tecido particular e a função como sistema funcional complexo. Um dos grandes precursores da Neuropsicologia foi Luria (1902-1977). no entanto. visando ao tratamento dos distúrbios cognitivos e comportamentais decorrentes de alterações no funcionamento do SNC. 1981). tanto nas condições normais como nas patológicas.4 Avaliação Neuropsicológica do Retardo Mental Utilizando o Trail Making Test Myriam Christina Alves Rodrigues Daniela Zanini Pontifícia Universidade Católica de Goiás A Neuropsicologia é uma ciência que procura estabelecer as relações existentes entre o funcionamento do sistema nervoso central (SNC) e as funções cognitivas e o comportamento. de fala e inteligência. apresenta uma alternativa à questão tão discutida das localizações cerebrais. Luria (1981). percepção. Por muitos anos houve discussões entre os cientistas em localizar no cérebro as estruturas cerebrais responsáveis pela função mental e comportamental específica.

O primeiro regula a vigília e o tônus cortical. Saboya. Esses desempenhos habilitam o indivíduo a lidar com problemas novos e complexos planejando e prevendo meios de solucioná-los. O segundo realiza a análise e síntese da informação recebida. 1995. 2006. inibição de processos e informações concorrentes e monitoramento. podem-se distinguir no cérebro três grandes sistemas funcionais. memória operacional.5 considerados simples faculdades localizadas em áreas particulares e concretas do cérebro. emocionais e comportamentais. isto é. São conseqüências de processos neuronais complexos responsáveis por gerir e direcionar as capacidades cognitivas. seletividade de estímulos. mas como sistemas funcionais complexos. . 2003). (Kristensen. iniciativa e execução de comportamentos destinados à concretização de objetivos. Neuropsicologia das Funções Executivas O termo funções executivas designa a um conjunto de funções cognitivas envolvidas no planejamento. programação e planejamento de seqüências. de médio e de longo prazo. Para Luria (1981). Mattos. Além disso. flexibilidade. Knijnik & Soncini. que visam à execução de uma determinada tarefa constante. O terceiro se ocupa dos movimentos de busca que dão à conduta perceptiva seu caráter ativo. antecipando as conseqüências. autocontrole. As funções executivas necessitam de subcomponentes específicos do comportamento como volição. Porém os mecanismos para executá-la podem ser variáveis. habilidades para explorar. Kaefer. selecionar. Lezak. possibilita verificar continuamente o próprio desempenho e alterar de modo flexível às estratégias de solução em função das contingências. monitorar e direcionar a atenção.

já sendo possível identificar comprometimentos em tais funções em bebês de 9 a 12 meses. Gazzaniga. Fuentes & Leite. Bueno & Santos 2004). Sedo. a capacidade de imitar e de aprender com a observação do comportamento dos outros. 2002). Na perspectiva ontogenética. ou seja. o uso de ferramentas. A neuropsicologia desenvolveu várias pesquisas sobre o córtex pré-frontal e as funções executivas com o objetivo de atender as investigações realizadas por cientistas. a formação de coalizões. as habilidades comunicativas e a capacidade de lidar com grupos (Malloy-Diniz. 2001). monitoradas em suas várias etapas de controle e à regulação do processamento da informação do cérebro (Andrade. as funções executivas desenvolvem-se entre 6 e 8 anos de idade. as funções executivas comparadas a outras funções cognitivas atingem sua maturidade tardiamente. como o altruísmo recíproco. mantém relações múltiplas e freqüentemente recíprocas com outras estruturas encefálicas. Estas ações precisam ser flexíveis e adaptativas e. e esse desenvolvimento continua até o final da adolescência e o início da idade adulta. que identificaram nessas áreas um local de conexão entre diversos processos cognitivos e a interconexão entre a cognição e a emoção (Cozolino.6 As funções executivas preservadas caracterizam o comportamento do indivíduo que interage no mundo de maneira intencional envolvendo a formulação de um plano de ação que se baseia em experiências prévias e demandas do ambiente atual. mesmo apresentando maturação tardia. o desenvolvimento dessas funções inicia-se no primeiro ano de vida. 2008). Em termos filogenéticos. Alguns componentes estão relacionados a natureza humana universal. sendo caracterizado como um importante marco adaptativo humano (Barkley. 2002. Ivry & Mangun. Entretanto. O córtex pré-frontal atinge uma grande parte da massa total do córtex. as funções executivas atingiram um grande desenvolvimento em nossa espécie. por vezes. Essas relações .

O desenvolvimento de procedimentos de intervenção e reabilitação de pacientes com seqüelas cerebrais responsáveis pelas funções executivas. . 2007). em especial a região pré-frontal. Avaliação Neuropsicológica das Funções Executivas Vários instrumentos são utilizados na avaliação neuropsicológica que avaliam as funções executivas agrupados em baterias flexíveis. Possuem as únicas representações corticais de informação procedentes do sistema límbico (Capovilla. Testes e escalas são aplicados para fornecer informações sobre diferentes componentes desse grupo de processos cognitivos. 2008).. 1958) como instrumento de avaliação. Déficits nessas funções produzem transtornos psicológicos e patologias psiquiátricas e neurológicas. Os cientistas chegaram à conclusão que as funções executivas incidem em um grupo de habilidades importantes para a adaptação do indivíduo às rotinas diárias. & cols. dependerá da análise e compreensão do funcionamento do grupo dessas funções. e com várias estruturas subcorticais. temporal e occipital. 1995. O presente trabalho utilizou o Trail Making Test (Reitan. Veja exemplo desses instrumentos em (Malloy-Diniz. Spreen & Strauss. sobretudo com o tálamo. Trail Making Test . 1998) é amplamente utilizado para avaliar disfunções ou lesões cerebrais nos diagnótiscos neuropsicológicos.7 interligam-se a conexões com regiões de associação do córtex parietal. Goldberg (2002) também considera as funções executivas como resultado da atividade dos lobos frontais.TMT O Trail Making Test (TMT) (Lezak. Tornando-se a base para o desenvolvimento de novas habilidades sociais e o desempenho ocupacional funcional.

8 Avalia função executiva. avaliando também a flexibilidade cognitiva. Cozza. A análise fatorial investiga a dependência de um conjunto de variáveis manifestas em relação a um número menor de variáveis latentes. em ambas as partes. Pesquisadores como Oliveria-Souza e cols. 25 números e letras estão circulados e tem como critério ligar os números e letras alternadamente. Capovilla. Assim. Um outro fator é a avaliação do desempenho cognitivo. O teste consiste de duas partes (A e B).. que devem ser aplicadas antes do início de cada etapa. Capovilla e Macedo (20060. (2000). Nessa parte é solicitado ao examinando que ligue os números com uma linha contínua. investigaram a hipótese de que a Parte B do TMT contém um fator de alternância cognitiva independente das dimensões visuoperceptivas e visuomotoras. Montiel. Capovilla. O teste também apresenta duas folhas de treino para cada parte. A capacidade de alternar entre categorias é um importante atributo deste teste. a análise fatorial do TMT demonstrou. ou seja. velocidade de processamento e atenção sustentada. Capovilla. percepção. Montiel. 2008). especificamente habilidade de sequenciamento. função visuo-motora. que o TMT investiga o fator da rápida busca visual e da seqüência visuo-espacial. com 25 números circulados e distribuídos aleatoriamente na Parte A. Na parte B. A parte B incorpora mais complexidade ao teste. No Brasil estudos de Capovilla (2006). qualificando-o como um dos indicadores mais confiáveis para avaliação da normalidade do funcionamento neurocomportamental. Macedo . busca visual. Capovilla. Macedo e Capovilla (2005). quando se emprega este tipo de análise está frequentemente interessado no comportamento de uma variável ou grupos de variáveis em covariação com outras. O escore total é dado pelo tempo gasto para completar cada parte (Malloy-Diniz & cols. Ambas as partes seguem ordem progressiva.

A característica essencial dessa é quando a pessoa tem um funcionamento intelectual significativamente inferior à média. foram conduzidos para investigar o comprometimento neuropsicológico em diversos casos. Segundo a American Association on Mental Retardation . que seria inferior à média estatística das pessoas e. habilidades sociais. trabalho. também. Alguns instrumentos foram desenvolvidos para avaliar funções executivas em crianças. saúde e segurança. auto-suficiência.AAMR (2006) o Retardo Mental – RM. 2006) que teve como objetivo avaliar aspectos de manutenção da atenção e capacidade de alternar entre estímulos relevantes. uso de recursos comunitários. lazer. A definição para a Deficiência Mental diz respeito ao funcionamento intelectual. dentro de cinco dimensões que caracterizam uma incapacidade marcada por limitações no desempenho intelectual e nos comportamentos conceituais. habilidades acadêmicas. assim como maior precisão no desenvolvimento de intervenções em diversos distúrbios e transtornos como a Deficiência Mental. segundo o sistema de classificação DSM-IV-TR™.9 e Dias (2006). foi desenvolvido versões de alguns testes classicamente usados como o Teste de Trilhas – Partes A e B (Montiel & Capovilla. deve ser visto dentro de uma perspectiva multidimensional. para a elucidação do funcionamento neurobiológico. editado pela American Psychiatric Association (2002). relacionamento interpessoal. ou seja. sociais e práticos. Para avaliar a atenção. . em relação à dificuldade de adaptação ao entorno. principalmente. acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação. Atualmente. a avaliação de funções executivas vem contribuir. auto-cuidados. vida doméstica.

O grupo de TDAH apresentou maior distração. como a atenção e o controle inibitório. Stroop e TMT em comparação ao grupo sem TDAH. Albuquerque e Simões (2008) utilizaram a avaliação neuropsicológica nos casos infantis da . que investigaram alterações no córtex pré-frontal como responsáveis pelos comportamentos típicos do TDAH . memória de trabalho. tais como o déficit em comportamento inibitório. planejamento. (2005). O estudo de Rzezak. Ambos indicaram comprometimentos de alguns componentes das funções executivas em crianças com TDAH. 2005) apontou correlações negativas entre desatenção/hiperatividade e escores nos TMT. menor organização e modulação dos conjuntos de resposta. Valente (2003) avaliou as funções executivas em crianças com TDAH. Torre de Londres. analisou crianças com TDAH e verificou desempenhos rebaixados nos Testes de Geração Semântica. Teve como objetivo identificar dificuldades na atenção. Almeida (2005) que investigou a depressão infantil nos aspectos sociais e neuropsicológicos. Sá. Os resultados indicaram que há déficit executivo. Lyszkowaki e Johaannpeter (2002). fornecendo evidências de validade concorrente de tais testes na identificação de crianças com sintomas de desatenção e hiperatividade. Capovilla. Guimarães. Assef e Cozza (2007) avaliaram o conceito de funções executivas e seu comprometimento em crianças com TDAH. Memória de Trabalho Auditiva e Visual. Rohde. Guerreiro e Valente (2005) analisou a disfunção do lobo frontal em crianças e adolescentes com epilepsia de lobo temporal e sua possível correlação com a ocorrência de transtornos psiquiátricos. Fuentes.Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Assef.10 Baterias de testes neuropsicológicos incluindo o TMT foram utilizadas em vários estudos clínicos como os de Knapp. (Cozza. intenções e controle motor durante o processo de resolução de problemas. em dois estudos comparativos. menor controle motor. auto-regulação e limiar para ação dirigida a objetivo definido.

devido ao maior número de erros e maior amplitude de oscilação da atenção visual concentrada. dificuldade em inibir um comportamento e direcioná-lo ao objetivo proposto pela tarefa e dificuldade na flexibilidade cognitiva. Orsati (2006) avaliou as Habilidades Executivas com o TMT em 10 crianças e adolescentes com Transtornos Invasivos do Desenvolvimento – TID. Borges e Dell’Aglio (2009) pesquisaram as manifestações de sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático – TEPT e os possíveis déficits cognitivos em um grupo de meninas vítimas de abuso sexual infantil . Em todos os estudos os autores ressaltam a necessidade de pesquisas para maiores investigações e validações dos instrumentos de avaliação neuropsicológica e suas correlações nas avaliações dos diversos casos patológicos e psicopatológicos. Foi encontrado desempenho inferior em todos os testes aplicados nos indivíduos afásicos.ASI. Os pesquisadores encontraram correlação entre ASI e TEPT. como: falta de regulação da atenção voluntária. Silva (2009) estudou as funções executivas em 14 indivíduos afásicos e não afásicos. aplicado em crianças e adolescentes com RM e sem diagnóstico clínico. O presente trabalho teve como objetivo comparar e analisar os dados obtidos através do TMT. . A autora encontrou alterações neuropsicológicas nos indivíduos. em comparação ao grupo controle formado por meninas sem história ASI. Os processos cognitivos investigados foram: a atenção. Assim como as possíveis contribuições da neuropsicologia no processo de investigação dos déficits cognitivos em pacientes com RM. principalmente nos testes em que o limite de tempo foi controlado. Os resultados indicaram déficits nas áreas estudadas. além dos sintomas de TEPT. as funções executivas e a linguagem.11 perturbação de oposição e desafio (POD).

termo de consentimento. questionário sóciodemográfico e submetidos ao TMT. são: ter idade entre 6 anos e 16 anos e 11 meses com diagnóstico de alteração no desenvolvimento. Ambos os Grupos preencheram o SQR. Instrumentos Para o presente estudo foram utilizados: 1. são: ter idade entre 6 anos e 16 anos e 11 meses. se utilizará a pontuação de sete ou mais respostas afirmativas na sub-escala de . 1986). e a segunda com quatro questões para detecção de distúrbios “psicóticos”. É composto por 24 questões subdivididas em duas seções: a primeira com 20 questões elaboradas para detecção de distúrbios “neuróticos”. 1. Critérios de inclusão para o grupo sem queixas clínicas de transtornos neuropsiquiátricos (Grupo Controle). Não possuir atraso no desenvolvimento. disfunções cognitivas ou doenças neuropsiquiátricas.Self Report Questionary (SRQ) : O SRQ é um questionário de identificação de distúrbios psiquiátricos em nível de atenção primária. (1980) e validado no Brasil por (Mari & Willians. disfunções cognitivas ou transtornos neuropsiquiátricos. foi desenvolvido por Harding e cols.12 Método Participantes Participaram da pesquisa oito indivíduos entre 10 a 15 anos de ambos os sexos. Pontuação abaixo ou igual a sete no Questionário .Para uma pessoa ser considerada como possível caso. Foram selecionados quatro indivíduos para o grupo clínico e por pareamento estabeleceram-se os quatro participantes do grupo controle.Self Report Questionary (SQR). Critérios de inclusão com diagnóstico de transtornos neuropsiquiátricos (Grupo Clínico). Questionário . Para seleção da amostra foi utilizado critério de convergência.

2. Teste TMT com as seguintes instruções: Administração do Teste¹ Parte A: Exemplo A . In: A Compendium of Neuropsychological Tests: Administration. & STRAUSS. do 2 ao 3 (apontar o nº 3). do 3 ao 4 (apontar o 4). E. Trace as linhas o mais rápido que puder.Este ponto foi obtido anteriormente através de determinação da sensibilidade. 1999). p. 3. lateralidade (esquerda. um grupo com maior probabilidade de não o ter (questões de número 88 a 111 do levantamento de 1988). 3. informações como : a.Neste estudo. 2. Pronto! Pode começar!” _________________________________ 1 Extraída e traduzida do SPREEN. Questionário sócio-demográfico. e assim por diante. New York: Oxford University Press. 1998. especificidade e dos valores preditivos positivos e negativos em outras amostras (Smaira. Visuomotor. Norms. Visual. 2 ed. escola (pública ou particular). Kerr-Corrêa & Contel. and Auditory Tests. número de pessoas que residem na mesma casa.533. Inicie no número 1 (apontar o nº “1”) e trace uma linha até o número 2 (apontar o nº 2 ). até chegar ao fim (apontar o círculo marcado “FIM” ). and Commentary. o ponto de corte permitirá a obtenção de dois grupos: de um lado os indivíduos com maior probabilidade de ter um quadro psiquiátrico e de outro. .Colocar a folha de amostra da Parte A na frente do sujeito. Dados pessoais. medicações que utiliza e se já sofreu acidente ou intervenção cirurgica. renda familiar.12.Cap. dar-lhe um lápis e dizer: “Nesta página (apontar) estão alguns números. direita).13 sintomas neuróticos e/ou uma ou mais respostas afirmativas nas quatro questões da sub-escala de sintomas psicóticos. em ordem. O. Não levante o lápis do papel.

pegue a mão do sujeito e guie o lápis (com a parte sem ponta para baixo) através da trilha. do 2 ao 3 (apontar o nº 3). do 3 ao 4 (apontar o 4). do 2 ao 3 (apontar o nº 3). diga: “Bom! Vamos tentar o próximo. Pronto! Comece!” Se o sujeito for bem sucedido desta vez. Se o sujeito completar o item do exemplo corretamente e de um modo que mostre que sabe o que faz. em ordem. Se você errar. Lembre-se. e assim por diante. Lembre-se. Você deve ir do número um (apontar) ao dois (apontar). Ponha seu lápis com a ponta para baixo. até chegar ao círculo marcado “FIM” (apontar). Lembre-se. marque. trabalhe o mais rápido que puder. Não pule nenhum. do 3 ao 4 (apontar o 4). Não pule nenhum.” Vire a folha e dê a parte A do teste. até chegar ao fim (apontar). Se o sujeito ainda assim não completar o exemplo A. “Você pulou este círculo (aponte para aquele que foi omitido). Aqui é aonde você deve iniciar (aponte para o “1”). o examinador marca a parte errada e diz: “Vá daqui” (apontar para o último círculo completado corretamente na seqüência). Comece no número 1 (apontar) e trace uma linha até o número 2 (apontar o nº 2 ). e assim por diante. vá para a parte A do teste. mas vá de um número à outro na ordem apropriada. “Você iniciou no círculo errado. “Por favor. Faça do mesmo modo. mantenha o lápis no papel e continue direto até o próximo círculo. comece no número um (apontar) e trace uma linha até o número 2 (apontar o nº 2 ). do dois ao três (apontar) e assim por diante até alcançar o círculo marcado com “Fim” (apontar).” 2. repita o procedimento até o sujeito acertar ou tornar-se evidente que não pode fazê-lo.” 3. Se não.Se o sujeito cometer algum erro no exemplo A. Teste – “Nesta página existem números de 1 à 15 (ou 1 à 25 para adultos). trabalhe o mais rápido que puder.” Após o erro ter sido explicado. em ordem. Então diga: “Agora tente. mostre e explique. mas vá de um número à outro. As seguintes explicações de erro são possíveis: 1. Pronto! Comece!” .

e assim por diante até alcançar o círculo marcado com “Fim” (apontar). na mesma posição em que a folha da parte A foi colocada. Erros contam somente no tempo aumentado da performance. Aponte com a mão direita para a amostra e diga: “Nesta página (apontar) estão alguns números e letras. . Não pare de cronometrar o tempo. até chegar ao fim (apontar o círculo marcado “FIM” ). “Você pulou este círculo (aponte para aquele que foi omitido). Trace as linhas o mais rápido que puder. Parte B: Exemplo B . do 2 para o B (apontar). mas advirta-o para tocar o círculo. primeiro você tem um número (apontar para o “1”). do B para o 3 (apontar). chame sua atenção imediatamente e o sujeito tem que proceder do ponto onde ocorreu o erro. e assim por diante. Se o examinando completar a parte A sem erros. do A para o 2 (apontar o nº “2”). remova a folha do teste.Ponha a folha do exemplo da Parte B para cima. Se o sujeito cometer algum erro. depois uma letra (apontar para “A”).” Se estiver claro que o sujeito pretendeu tocar o círculo mas o omitiu. do B para o 3 (apontar o “3”). na frente do examinando.15 Marque o tempo. depois uma letra (apontar para “B”). em ordem. do 3 ao “C” (apontar para o “C”).” Proceda imediatamente ao exemplo da parte B. mostre e explique. do 2 para o B (apontar o “B”). Então diga: “Muito bem! Agora vamos tentar o próximo. Pronto! Comece!” Se o sujeito errar no exemplo B. “Você iniciou no círculo errado. Você deve ir do número um (apontar) para A (apontar). Grave o tempo em segundos. e assim por diante. não conte como uma omissão.” 2. Lembre-se. então um número (apontar para o “2”). As seguintes explicações de erro são possíveis: 1. Inicie no número 1 (apontar o nº “1”) e trace uma linha até a letra A (apontar o “A”). Aqui é aonde você deve iniciar (aponte para o “1”). do A para o 2 (apontar).

“Você só foi até este círculo (apontar). Se o examinando completar a parte B sem erros. Teste – Se o sujeito completou o item do exemplo corretamente. até chegar ao fim (apontar para o círculo marcado “FIM”). Pronto! Comece!” Se o sujeito for bem sucedido desta vez. do 2 ao B (apontar o “B”). primeiro você tem um número (apontar para o “1”). Pronto! Comece!” Marque o tempo. mas vá de um círculo a outro na ordem apropriada. e assim por diante. Trace as linhas o mais rápido que puder. Vamos tentar o próximo.” Vire a página e proceda imediatamente para a parte B e diga: “Nesta página há números e letras. e assim por diante. do B ao 3 (apontar o “3”). Não pare de cronometrar o tempo. Não pule nenhum. chame sua atenção imediatamente e o sujeito tem que proceder do ponto onde ocorreu o erro. diga: “Bom. Grave o tempo em segundos. Faça do mesmo modo. Se não. Você deveria ter ido até o círculo marcado “FIM” (apontar)”. depois uma letra (apontar para “A”). Então diga: “Agora tente. comece no número um (apontar) e trace uma linha até o A (apontar para o “A”). do B ao 3 (apontar o “3”). Se o sujeito ainda assim não completar o exemplo B. 4. “Por favor. o examinador marca a parte errada e diz: “Vá daqui” (apontar para o último círculo completado corretamente na seqüência). Se o sujeito cometer algum erro.16 3. do A ao 2 (apontar o “2”). até chegar ao círculo marcado “FIM” (apontar). repita o procedimento até o sujeito acertar ou tornar-se evidente que não pode fazê-lo. Lembre-se. pegue a mão do sujeito e guie o lápis (com a parte sem ponta para baixo) através dos círculos. . Lembre-se. do A ao 2 (apontar o “2”). remova a folha do teste. do 2 ao B (apontar para o “B”). e assim por diante.” Após os erros terem sido explicados. Erros contam somente no tempo aumentado da performance. Comece no número um (apontar) e trace uma linha até o A (apontar o “A”). vá para a parte B do teste. do 3 ao “C” (apontar para o “C”). mantenha o lápis no papel e continue direto até o próximo círculo.

O teste neuropsicológico aplicado foi o TMT. O tempo de coleta variou para cada participante entre 2 a 3 dias. flexibilidade mental. conforme o termo de consentimento livre e esclarecido. bem como do caráter voluntário da participação. A coleta de dados ocorreu em locais privados e silenciosos da escolha do participante. Que tem como objetivo avaliar a velocidade de atenção. concedendo sua permissão. Os dados obtidos do grupo clínico foram comparados com a amostra do grupo controle. do que para o Grupo Controle – GC. Somente o participante 1GC apresentou erro na parte B. o participante assinou este termo. Resultados No TMT o tempo de execução tanto da parte A quanto na B foi significativamente maior para o Grupo Clínico – GCL. Em ambas as tabelas foram apresentados as médias e os desvios padrões respectivos a idade e sexo dos participantes. representados nas Tabelas 1 e 2. sequenciamento. o sigilo e o direito de desistência sem quaisquer prejuízos. busca visual e função motora. A análise foi comparativa descritiva e quantitativa. As características do teste e seu procedimento de aplicação foram descritos anteriormente na introdução e no método (instrumentos). respectivamente.17 Procedimento Após receber esclarecimentos sobre os objetivos da pesquisa e sua importância. .

vide Tabela 2.7 20 14.8 13 16 6.3 12 1 0 0 0 59 40 16 36 52.6 2. não conseguindo concluir o teste. Dados de identificação do Grupo Controle.6 12 . Grupo Controle Parte A Nome 1GC 2GC 3GC 4GC Sexo M M F M Idade 10 11 15 15 Erros 0 0 0 0 TMT Parte B DP 14.5 38.8 13 16 6. Tabela 2.5 14. Grupo Clínico Parte A Nome 1GCL 2GCL 3GCL 4GCL Sexo M M F M Idade 10 11 15 15 Erros 0 7 1 0 Tempo Média DP 0 94 80 29 20. Dados de identificação do Grupo Clínico resultados do TMT e média e desvio padrão.6 2.5 38. resultados do TMT e média e desvio padrão.1 5. O participante 2GCL apresentou 7 erros na parte A e 20 erros na parte B.8 25 29 No Grupo Clínico houve maior erro de execução do que o Grupo Controle.18 Tabela 1.3 12 TMT Parte B Erros Tempo Média DP 0 20 3 3 0 146 243 98 52.5 14.8 25 29 14. O participante 1GCL errou todas as seqüências.1 5.6 12 Tempo Média DP Erros Tempo Média 29 14 10 18 20.7 20 14.

MED Figura 1. 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 10M 11M 15F 15M Part. Clin. respectivos a parte A e B. 260 240 220 200 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 10M 11M 15F 15M Part.19 As figuras abaixo mostram o tempo de execução do TMT entre os grupos controle e clínico. MED . Part. Cont. Cont. Clin. Em ambas as partes o grupo clínico apresenta tempo de execução acima da média que correspondem respectivamente ao sexo e idade na tabela padronizada do TMT para a forma infantil. Média em proporção a idade e sexo. Tempo de execução do TMT parte A por participante do grupo clínico e controle. Part.

e cols. velocidade de processamento perceptual e flexibilidade mental. Kristensen. Tempo de execução do TMT parte B por participante do grupo clínico e controle. dificuldades de escaneamento visual. (2003) e Montiel e Capovilla (2006). No entanto. supõem-se que o paciente possa ter dificuldades em seguimento conceitual complexo. flexibilidade mental e função motora. Lezak (1995) define o termo funções executivas como uma série de habilidades cognitivas e princípios e organização necessária para lidar com situações flutuantes e ambíguas do relacionamento social e para uma conduta apropriada. Nitrini e cols. Capovilla (2006). não é possível obter-se números precisos se a dificuldade for a lentidão motora. Discussão Na literatura científica existem pesquisas a respeito de funções executivas e validações de instrumentos neuropsicológicos que investigam essas funções. (2005) declaram que o TMT avalia atenção seletiva. baixa coordenação motora. responsável e efetiva. Média em proporção a idade e sexo.20 Figura 2. 2006. desempenho abaixo do esperado na parte A e B pode indicar dano cerebral. Esse autor ainda ressalta que esse é um teste de escaneamento visual envolvendo a velocidade motora e funções de atenção. Já Spreen e Straus (1998) definem como um teste de rapidez. Bueno e Santos (2004). . como nos estudos de Andrade. atenção. baixa motivação ou confusão conceitual. Mas. Mattos. Capovilla (2007) destaca que o TMT tem como objetivo avaliar aspectos de manutenção da atenção e capacidade de alternar entre estímulos relevantes. Segundo Lezak (1995) na análise neuropsicológica do teste quanto ao tempo para realizar a parte A é muito menor do que na parte B.

É sugerido. Como o de omissão (quando um elemento não é conectado) e erros de perseveração (quando na parte B não há alternância entre letras e números). (2006) citado por Fuentes e cols. também. assim como outros testes pode ser sensível à vulnerabilidade a muitos outros tipos de déficits. o domínio da linguagem e a habilidade de compreender e seguir comandos. dividindo o tempo gasto na parte B pelo tempo gasto na parte A. (2008). na memória e na cognição devido as estruturas que . que seja computada a quantidade de erros ocorridos no teste. tais como lentidão motora. ou seja. esquadrilhamento visual e flexibilidade para mudar conjuntos cognitivos. Os argumentos ressaltados por esses autores contribuem para analisar os resultados do TMT aplicado nos participantes com RM. Os quais foram observados tempo elevado na execução do teste e um número alto de erros cometidos. tem prejuízos no aprendizado. tanto proporções altas ou quanto baixas podem indicar um desempenho ruim no teste. Escores menores que dois indicariam dificuldades relacionadas à parte A do teste e escores maiores que três indicariam dificuldades na parte B. o TMT não deve ser o único instrumento de avaliação dos déficits cognitivos dos casos de RM. Entretanto. Mitrushina e cols. Assim. Outro fator a ser considerado é a baixa escolarização. às limitações desses pacientes no processo de aprendizagem acadêmica. No entanto. que poderia estar baseada em fatores periféricos. Os autores sugerem que o escore ideal seria o equivalente à proporção 2 < x < 3. como dano nervoso e acuidade visual diminuída. pois requer concentração. Segundo Vasconcelos (2004). é importante observar segundo os critérios da AAMR quanto ao desempenho intelectual. Tanto os critérios de tempo gasto e erros cometidos para realizar a parte B podem ser indicativos de inflexibilidade cognitiva. sugere a realização da comparação do tempo gasto para completar ambas as partes.21 Hales (2006) declara que o TMT é um dos testes mais sensíveis para indicar a presença de dano cerebral. Assim.

apraxia construtiva e quadro de disnomia. perceptuais. Os benefícios viriam em forma de melhorar os desempenhos cognitivos e de readaptação social. Os resultados encontrados indicaram baixa produção intelectual para a faixa etária. 2008 em um estudo de caso único de RM. . de memória. na qualificação de sintomas e o delineamento de futuras intervenções psicológicas e educacionais. É de extrema importância a produção de pesquisas com o objetivo de desenvolver procedimentos de reabilitação cognitiva nessa população. executivas e de linguagem. atencionais.22 participam na mediação da plasticidade sináptica que estão defeituosas. no qual as autoras apresentaram as contribuições da avaliação neuropsicológica no estabelecimento do nível cognitivo. O que atende as características apresentadas no rebaixamento dos participantes com RM nas áreas intelectuais. motoras. Essas observações foram encontradas no estudo de Andrade e Ferreira. Existem poucos estudos neuropsicológicos que avaliam as funções executivas em pacientes com RM.

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