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Quarta-feira, 29 de junho de 2011

Migalhas quentes

Assédio moral
2ª turma do TRT mantém condenação de empresa de telefonia celular por dano moral Os desembargadores da 2ª turma do TRT/MA, por unanimidade, condenaram a empresa de telefonia celular Vivo S/A a pagar indenização de R$ 50 mil a exempregada. Os desembargadores mantiveram a condenação do juízo da primeira instância, embora tenham reduzido o valor condenado, que na sentença original foi de R$ 100 mil. A decisão ocorreu no recurso ordinário interposto pela Vivo S/A contra sentença do juízo da 5ª vara do Trabalho de São Luís, que julgou procedente em parte a reclamação trabalhista proposta por uma ex-empregada e condenou ainda empresa ao pagamento de horas extras, com adicional de 50% e reflexos em outras verbas trabalhistas; multa de 1% por litigância de má-fé e indenização de 20%, ambas sobre o valor da condenação, entre outros. Na sentença, ao constatar que duas testemunhas da empresa reclamada haviam mentido nos seus depoimentos, o magistrado também determinou o encaminhamento de cópias de principais peças do processo ao MPF, a fim de que seja feita denúncia pelo crime de falso testemunho. O relator do processo, desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, afirma, em seu voto, que a reclamante (ex-empregada) alegava que era maltratada pela gerente da empresa, por meio de xingamentos perante os colegas de trabalho, ao mesmo tempo em que a gerente menosprezava seu estado de saúde decorrente de uma gravidez de risco. O relator garantiu, ainda, que os depoimentos das testemunhas confirmaram que a reclamante, de fato, sofria assédio moral. "Dessa forma, entendo que restou configurado o assédio moral. A culpa do empregador, neste caso, está em não ter fiscalizado os atos de seu empregado que ocupava cargo de direção e por isso deve responder por seus

ou seja. SEBASTIÃO MOREIRA MARANHÃO NETO DES(A). à imagem. determinando a exclusão do cômputo das horas extras e do dsr o período em que a reclamante efetivamente gozou férias. bem como o período em que esteve de licença maternidade. segundo ele. etc. RELATOR(A): GERSON DE OLIVEIRA COSTA FILHO DES(A). PROLATOR(A) DO ACÓRDÃO: GERSON DE OLIVEIRA COSTA FILHO DATA DE JULGAMENTO: 15/02/2011 . assim como pela redução da condenação em horas extras para cinco horas extras semanais e o descanso semanal remunerado (dsr) para apenas um por mês.DATA DE PUBLICAÇÃO: 21/02/2011 EMENTA .:Dr(s). o desembargador votou pela exclusão da condenação referente às férias. é satisfativo e punitivo.:Dr(s). a fim de favorecer a empresa. a indenização tem um duplo caráter. No mesmo relatório. uma vez que. porque ao mesmo tempo em que objetiva compensar o sofrimento da vítima. mesmo depois de serem advertidas que tais condutas constituíam crime de falso testemunho tipificado no CP (clique aqui). ressaltou o relator em seu voto. por entender que existiu. no processo. SUZANE DE FATIMA G. Adv. Veja abaixo a íntegra do acórdão. forte indício de que as testemunhas faltaram com a verdade. O desembargador também votou pela manutenção da sentença quanto à condenação em multa e indenização por litigância de má-fé. ao ser comprovado que houve alteração da verdade. ________ NUMERO ÚNICO: 00907-2008-015-16-00-6-RO RECORRENTE: VIVO S. busca desestimular a prática de atos lesivos à honra. Quanto à denúncia ao MPF. foi maculado o princípio da lealdade. Para Gerson de Oliveira. o relator também manteve a decisão da primeira instância. • Processo : 00907-2008-015-16-00-6 - clique aqui. à boa fama. PEREIRA DE CASTRO RECORRIDO: ANA KARINA SÁ TAVARES DA SILVA Adv.A.atos".

2003/2004 e 2004/2005 e indenização por danos morais (R$ 100. férias com 1/3. A condenação em horas extraordinárias deve ser limitada àquelas efetivamente trabalhadas. Odete da Conceição Franco de Sá Tupinambá e Margarida Berthier da Silva. relatados e discutidos os presentes autos de Recurso Ordinário oriundos da 5. APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E EQUIDADE. por ter considerado que as testemunhas da reclamada. nos autos da ação trabalhista ajuizada por ANA KARINA SÁ TAVARES DA SILVA. por todo o período trabalhado. condenando a reclamada a pagar no prazo de quinze dias o valor do crédito referente a 14 (quatorze) horas extras semanais com adicional de 50%. a fim de que seja oferecida denúncia pelo crime de falso testemunho. durante todo o período laborado. determinou o encaminhamento de cópias das principais peças dos autos ao Ministério Público Federal. DSR e FGTS com 40%. com reflexos sobre aviso prévio. 02 (dois) repousos mensais em dobro. devendo ser aplicada ao litigante que procede dessa forma multa e indenização previstas em lei. CONFIGURAÇÃO. Condenou ainda em multa de 1% por litigância de má-fé e indenização de 20%.º salários. pagamento dobrado das férias dos períodos de 2002/2003. .MA.NBT.SUCESSORA DA NORTE BRASIL TELECOM S.A. acolheu a alegação de prescrição quinquenal e no mérito julgou procedentes em parte os pedidos. MULTA E INDENIZAÇÃO. FIXAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO.HORAS EXTRAS. mentiram em seu depoimento. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. que após a regular instrução do feito.00). O magistrado deve fixar o valor da indenização por dano moral fulcrado nos princípios da razoabilidade e da equidade. Constitui litigância de má-fé alterar a verdade dos fatos. de forma a satifazer a vítima pelo prejuízo sofrido e punir o empregador pelo dano causado.Recurso ordinário conhecido e parcialmente provido. Configura assédio moral a conduta reiterada do superior hierárquico tendente a causar vexame ao subordinado.NBT. . ASSÉDIO MORAL.(recorrente) e ANA KARINA SÁ TAVARES DA SILVA (recorrida).ª Vara do Trabalho de São Luís . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela VIVO S.ª Vara do Trabalho de São Luís/MA em que são partes VIVO S. ambas sobre o valor da condenação. inconformada com a decisão proferida pelo Juiz da 5.A.000. Por último. SUCESSORA DA NORTE BRASIL TELECOM S. Vistos. QUANTIFICAÇÃO.A.A. 13..

inciso V.º. .º. bem como o valor atribuído ao mencionado dano. Diz ainda que a falta de observação das convenções coletivas pelo maigstrado "a quo" viola os artigos 7. porquanto segundo o empresa o ônus de provar que não gozava férias era da reclamante que não conseguiu se desincumbir desse encargo. alegando que o julgador não considerou o requerimento da conversão das férias em abono pecuniário feito pela recorrida. Insurge-se outrossim o recorrente contra a condenação em férias. já que deve ser observado os critérios da proporcionalidade e da razoabilidade. todos os empregados tinham liberdade de fixar seus próprios horários por meio da marcação do ponto por exceção. que previam antes do ano de 2005. No concernente ao assédio moral.Quanto às horas extras alega a recorrente que o magistrado não levou em consideração as alegação da defesa. argumentando que este fato é motivo que deve ser levado em conta para minorar o efeito do mencionado dano moral na esfera da autora. Diz ainda que a acareação feita pelo juiz foi insuficiente uma vez que suas testemunhas foram firmes nos seus depoimentos. aduz a reclamada que não concorda com a conclusão a que chegou o magistrado ao lhe condenar em danos morais com base nos depoimentos das testemunhas da recorrida e de uma de suas testemunhas.º. Por fim. Ainda sobre este tema. Ainda com relação ao labor extraordinário. bem como os acordos coletivos. mesmo após terem sido advertidas que poderiam responder pelo crime de falso testemunho e que pelo simples andar da audiência não poderia o magistrado afirmar com veemência quem estaria mentindo: se as suas testemunhas ou aquelas arroladas pela reclamante. além disso. inciso XXVI e 8. argumenta a empresa que as testemunhas informaram que a reclamante extrapolava a jornada em média uma hora por dia e nos fins de semanas isto acontecia apenas nos períodos de campanha e que por isso o montante a que foi condenado não encontra respaldo legal. da Constituição Federal. alega que se desincumbiu satisfatoriamente do ônus da prova e que. assim como também não observou a questão relativa à prova. faltou à reclamante a imediatidade entre os fatos ocorridos e o ajuizamento da ação. a recorrente começa alegando que se houve o dano. da CF/88. previsto no artigo 5. inciso VI. a quantia fixada para a indenização dos danos está acima da realidade daquela fixada pelos nossos tribunais.

que previam que antes do ano de 2005..Devidamente notificada a autora apresentou contrarrazões às fls.. em média. pugnando pela manutenção integral da decisão recorrida. todos os empregados tinham liberdade de fixar seus próprios horários por meio da marcação do ponto por exceção. do mesmo modo que é inconteste que esta trabahava em média um . analisando os depoimentos das testemunhas tanto as indicadas pelo reclamante como pelo reclamado estes informaram que o horário era extrapolado. disse que "às vezes a jornada de trabalho ultrapassava em média 30 min. Com efeito.. É o relatório. algumas vezes havia labor aos sábados e domingos. em 1 hora por dia e que..." Já a outra testemunha da recorrente. entendo que não possui qualquer razão nesta parte. isto porque ficou provado no caso dos autos que a reclamante efetivamente laborava em horário extraordinário. bem como os acordos coletivos.. além disso. não há nenhuma dúvida de que a jornada de trabalho diária era extrapolada pela recorrida. sob a alegação de que não foi levado em conta os argumentos da defesa. Mérito No tocante ao inconformismo do recorrente na sua condenação em horas extras. Pelo conhecimento." Por conseguinte. 195/211. VOTO ADMISSIBILIDADE O recurso preenche todos os requisitos de admissibilidade. Odete da Conceição Franco de Sá Tupinanbá. Nesse contexto foi dito pela testemunha Eliziane Mousinho Lima que "a jornada da relamante extrapolava em média 1 hora por dia. pelo que se deduz do depoimento testemunhal." Também foi dito pela testemunha da reclamada Mágda Lúcia Ageme Soares que "às vezes a jornada ultrapassava 1 hora.

Também está correto o inconformismo do reclamado no que diz respeito a sua condenação em 2 repousos semanais remunerados por mês. nos termos do art. mesmo tendo algumas das testemunhas dito que as férias não eram efetivamente gozadas. porquanto as testemunhas informaram que o trabalho em fins de semana ocorriam apenas por exceção em média uma vez por mês. dou provimento ao recurso nesta parte para reduzir a condenação em horas extras para 5 horas extras semanais.sábado e um domingo por mês. I.) cumpriu apenas o período de estabilidade e gozou um período de férias e foi dispensada em seguida pela reclamada."(fls. tem razão a reclamada-recorrente quando alega que o montante de horas em sobrelabor encontradas pelo juiz foi superior à efetivamente trabalhadas. uma vez que trabalhando 1 hora extra por dia. diante da contradição no depoimento da reclamante e da falta de informação na inicial que possibilite auferir quais os meses que a autora deixou de gozar férias. Diante do exposto. mas não soube especificar sobre que período se referiam esses dias. totalizam cinco horas extras semanais e não 14 horas. a reclamante sobre esta questão iniciou dizendo ter gozado apenas quinze dias de férias. I. Contudo. não chegando a retornar ao serviço. extinguindo o feito sem resolução do mérito nesta parte. no mesmo depoimento declarou "que após o parto (. Não bastasse isso. 267. bem como o DSR em apenas 1 por mês. Contraditoriamente.. c/c 295. uma vez que na parte conclusiva da inicial não foi pedido a condenação do reclamado em férias. ou minorar o valor da .. ambos do CPC. como entendeu o magistrado. assim como o período em que esteve de licença-maternidade. No que diz respeito ao assédio moral o recorrente alega diversos motivos para se eximir. No tocante à irresignação do recorrente sobre a sua condenação em férias tenho que lhe assiste razão nesta parte porque. Por conseguinte. dou provimento ao recurso para excluir da condenação as férias. 155/156) Desta forma. no caso em tela o pedido feito é completamente inepto. considero o pedido inepto. Ressalta-se que deve-se excluir do cômputo das horas extras e do descanso semanal remunerado o período em que a reclamante efetivamente gozou férias. cinco dias por semana.

1982.972/01. ressaltando-se que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata (art.. acrescentando que a reclamante não se desincumbiu do ônus da prova. que estabelece a dignidade da pessoa humana como fundamento da República (art. III) e assegura a indenização proporcional ao dano moral causado (arts. V e X). 5º. chamado infereior hierpárquico. para legislar. tão logo tornaram-se competente para apreciar esta questão. exerce um direito-função sobre a atividade humana profissional de outra. 5. 1 .Os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional (a exemplo dos PL's n°s 2. São Paulo: Saraiva. segundo o interesse social da instituição.161/02. que tem como um dos seus fundamentos a dignidade da pessoa humana.369/03.970/01. 1º. não irão criar no . 4. § 1º). p. como se pode denotar dos aresto transcrito:AGRAVO DE INSTRUMENTO DA RECLAMADA.faculdade em virtude da qual uma pessoa. 80/09. ASSÉDIO MORAL.591/01. no que respeita à ordem profissional da empresa". sem que nada pudesse ser feito. 6.48. como a ". governar e sancionar. Contudo. o sujeito passivo.condenação. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. Escondido debaixo deste instituto. somente nas últimas décadas o assédio moral vem sendo visto como um fenômeno que degrada o ambiente de trabalho e vem merecendo uma atenção especial dos doutrinadores e tribunais trabalhistas. Pode-se dizer que por muito tempo o assédio sobreviveu à sombra do poder hieráriquico. 4. o sujeito ativo chamado superior hieraárquico. fulcrados na nossa Carta Magna.O suporte jurídico que autoriza o julgador a impor a condenação ao pagamento de indenização por assédio moral decorre da própria Constituição Federal. se forem aprovados.971/01 e 7. O dano moral no caso vertente é decorrente da denúncia de assédio moral. 5. 2 . Por um lado. Não é desconhecido de ninguém que o assédio moral não é um instituto novo e pode ser conceituado de forma sintética como uma série de atos ou de determinados procedimentos destinados a expor o trabalhador a situações incômodas e humilhantes perante seus colegas. diz que não concorda com a conclusão a que chegou o magistrado ao lhe condenar em danos morais com base nos depoimentos das testemunhas da recorrida e de uma de suas testemunhas. 5º. que estão coibindo esta prática tão maléfica ao obreiro.742/01.202/10). 5. o empregador muitas vezes assediava moralmente o seu subordinado. que é conceituado por Luiz José de Mesquita in Direto disciplinar do trabalho..

contraiando a verdade. Sra. levando inclusive a uma gravidez prematura. Maria Helena fazendo piadinhas com o . entretanto. mas. E mais.26454097. a Sra. 4 Estabelecido o contexto.Agravo de instrumento a que se nega provimento. Relatora Ministra: Kátia Magalhães Arruda. 3 Tanto é assim que. Alegou a reclamante em seu depoimento que era maltratada pela gerente da empresa recorrente a Sra. denunciou ainda que todas as três testemunhas foram orientadas nesse sentido." Por sua vez. que inclusive denunciou ter sido contactada pela mencionada gerente para depor em favor da empresa. 5ª Turma. positivar no âmbito da legislação federal a matéria que já é objeto da jurisprudência pacífica dos tribunais. através de xingamentos perante aos colegas e menosprezando o seu estado de saúde decorrente de uma gravidez de risco. fica afastada a viabilidade do conhecimento do recurso de revista por eventual afronta ao art. 4º da LICC e 8º da CLT. Magda Lúcia Ageme Soares. Cláudia Cristina Campelo Calvet Torres disse "que quando retornou da licença maternidade presenciou a Sra. está em vigor a Lei nº 11. que a presonalidade da Sra. da CF/88. Processo: AIRR .948/09. 5º. pois esta humilhava e maltrava os empregados.. Maria Helena era inconstante.mundo jurídico a autorização para a condenação ao pagamento de indenização por assédio moral. passo a analisar o caso em si. Efetivamente. 4º veda a concessão ou a renovação de quaisquer empréstimos ou financiamentos pelo BNDES a empresas da iniciativa privada cujos dirigentes sejam condenados por assédio moral.0036 Data de Julgamento: 27/10/2010. a testemunha Eliziane Mousinho Lima disse que "no período em que laborou outra gerente na reclamada o clima era ameno. Consultando os depoimentos testemunhal se constata que efetivamente tais fatos ocorriam pois as testemunhas confirmaram. Feitas estas considerações.12. II. após ter assumido a gerência a Sra. cuja construção hermenêutica decorre não apenas da força normativa da Constituição Federal como também da expressa autorização dos arts. cujo art.. incluindo aqui uma testemunha da reclamada. sim. mesmo ainda não havendo lei federal que positive o conceito jurídico de assédio moral. 5 .5. Maria Helena o clima ficou tenso. Maria Helena Diniz. Data de Divulgação: DEJT 05/11/2010.2006.

é de bom alvitre trazer à colação o depoimento da testemunha da reclamada a Sra.. Maria Helena chegou a humilhar a reclamante. que a Sra. Neste particular. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo. pois o comportamento da gerente é típico deste tipo de ilícito que pode inclusive enjesar o rompimento do contrato do trabalho por parte do empregado. Maria Helena maltratando a reclamante e que esta inclusive chegou a pedir que a depoente se afastasse da reclamante sem motivo aparente.O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando:a) omisiss. Afirma. 483. que a . Maria Helena é muito exigente e cobra muito os resultados dos empregados..nome da reclamante. Também não resta dúvida do nexo causal porquanto a causadora dos contragimentos à reclamante era empregada de confiança da recorrente que tinha entre suas funções dirigir o trabalho de outros empregados. que já presenciou a Sra. "b". verbis: Art. diante dos depoimentos das testemunhas não há como negar que a reclamante de fato sofria assédio moral. mantenho a sentença no tocante à condenação em danos morais. entendo que restou configurado o assédio moral. 483 . ainda. Maria Helena sempre fala palavrões. mas não sabe dizer os motivos. Magda Lúcia Ageme Soares. Dessa forma." Ora. Por conseguinte. A culpa do empregador neste caso está em não ter fiscalizado os atos de seu empregado que ocupava cargo de direção e por isso deve responder por seus atos. da CLT. Concluída esta parte resta agora analisar a questão do quantum fixado na sentença. nos termos do art. que a Sra. Maria Helena é temperamental e agressiva com os empregados. alegou a recorrente que a falta de imediatidade entre os fatos ocorridos e o ajuizamento da ação é motivo que deve ser levado em conta para minorar o efeito do mencionado dano moral. a qual afirmou que "a Sra. que a Sra. que a reclamante era enrolona durante a gravidez. pois não tinha certeza se a reclamante estava dizendo a verdade em relação às dores da gravidez." Por fim.

insta ressaltar que a quantificação do valor que visa a compensar a dor da pessoa requer bom senso por parte do julgador. O quantum indenizatório tem um duplo caráter. satisfativo-punitivo. arbitrar o valor da indenização decorrente de dano moral. Doutra parte. A razoabilidade do valor deve atender a critérios básicos . vez que a indenização apesar de ter caráter punitivo e finalidade pedagógica.sentença recorrida não observou os principios da razoabilidade. d) pautar-se pela razoabilidade e equitatividade na estipulação. a boa fama. Essa fixação deve-se pautar. relacionam-se alguns critérios em que o juiz deverá apoiar-se a fim de que possa com eqüidade e. a fim de se evitar valores extremos (ínfimos ou vultosos). incorrendo a reclamada em conduta ilícita. Tenho que não merece prosperar as alegações da recorrente isto porque na maioria das vezes o obreiro se submete a situações vexatórias e angustiantes diante da necessidade de manutenção do seu emprego. restou comprovada pelas provas testemunhais careadas nos autos que a reclamada sofreu e foi exposta a situações humilhantes e vexatórias perante seus colegas. c) considerar a personalidade e o poder econômico do ofensor. De início ressalta-se que a indenização do dano moral deve ser estabelecida quando for apurada a existência de dano. ou seja. sofrendo abalo a sua honra e imagem. 8º da CLT e 5º. etc. a redução do montante da indenização. à imagem. V da Constituição Federal. da proporcionalidade e da vedação do enriquecimento sem causa. devendo o julgador agir como moderação. Argumenta que na doutrina como na jurisprudência têm direcionado no sentido de que o valor da indenização por dano moral deve ser fixado de forma razoável. e punitivo porque visa a desestimular a prática de atos lesivos à honra. In casu. ou alternativamente. tendo o juiz a liberdade para fixar o quantum . das pessoas. efetivamente. Nesse sentido. portanto. pugna a recorrente pela exclusão da indenização por danos morais. b) a intensidade do sofrimento da vítima. com prudência. não visa propiciar o enriquecimento da parte lesada. Na doutrina. na lógica do razoável. Satisfativo porque visa a compensar o sofrimento da vítima. previstos no art. a saber: a) considerar a gravidade objetiva do dano.

000. nesta parte. o juízo de primeiro grau. Destarte. porquanto. magistrado "a quo". Arrematando. 17. diz o art." No caso em tela. ofensas físicas e morais). o art. Maria Helena no sentido de escamotear a verdade.000. Com efeito. causando-lhes dor. neste processo existiu forte indício de que as testemunhas faltaram com a verdade mesmo depois de advertidas que a sua conduta constuia crime de falso . inciso II. quais sejam: a ofensa pela reclamada.que devem ser considerados quanto à estipulação de indenização por danos morais. incisos I e II. modifico a sentença de 1º grau. com vistas a não torná-la fonte de enriquecimento ilícito. quanto à questão da determinação de que fosse oficiado ao Ministério Público Federal e do Trabalho. mantenho a sentença também quanto à condenação em multa e indenização por litigância de má-fé. aos bens incorpóreos da reclamante (a autoestima. Entretanto. Por seu turno.00 (cinquenta mil reais). do CPC que "são deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo: expor os fatos em juízo conforme a verdade" e "proceder com lealdade e boa-fé". desconfigurando a utilidade da pena. também entendo que não merece guarida o recurso neste ponto isto porque foi a própria testemunha da reclamada quem denunciou que as testemunhas foram orientadas pela Sra. sofrimento e vergonha. 14. porém. com o escopo de compensar os prejuízos advindos do infortúnio. a honra. No que toca irresignação do recorrente por litigância de má-fé. portanto.00 ( cem mil reais ). conservando o caráter reparador e desencorajador da pena. mostra-se razoável fixar o valor da condenação em R$ 50. não restou qualquer dúvida que de que houve alteração da verdade dos fatos. fim de favorecer a empresa (fls. em tendo sido maculado o princípio da lealdade processual. 158/159). mais uma vez está correto o i. a privacidade. Além do mais um valor superior a este tornaria a punição vultuosa. reconhecendo a ocorrência do evento danoso do qual advém o direito à indenização. não observou os critérios da moderação e razoabilidade ao fixar o valor da indenização em R$ 100. prescereve que "reputa-se litigante de má-fé aquele que alterar a verdade dos fatos. a imagem e o nome. Por conseguinte. mediante calúnia.

ACORDAM os Desembargadores da Segunda Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 16.000. ACÓRDÃO Por tais fundamentos. ISSN 1983-392X Notícias de destaque Justiça do RJ diz que paródia é um costume do entretenimento e nega ação movida pela Globo contra a Record O juízo da 5ª vara Cível do RJ julgou improcedente ação movida pela Rede Globo contra a Record. devendo excluir do cômputo das horas extras e do DSR o período em que a reclamante efetivamente gozou as férias. no mérito. conhecer do recurso e.testemunho tipificado no Código Penal e que a recorrente permite a degradação do ambiente do trabalho mantendo em seus quadros pessoas que sob o pretexto de ser hierarquicamente superior maltrata seus subordinados. acolheu o pedido de tutela antecipada das empresas .00 (cem mil reais) para R$ 50. assim como o período em que esteve de licença maternidade. Justiça carioca proíbe comercialização de refrigerantes com rótulos parecidos com os da Coca-Cola A juíza de Direito Maria da Penha Nobre Mauro. ________ Esta matéria foi colocada no ar originalmente em 23 de fevereiro de 2011. realizadas na Record respectivamente pelos humoristas Tom Cavalcante e Pedro Manso. assim como reduzir a condenação em horas extras para 5 (cinco) horas extras semanais e o DSR para apenas 1 (um) por mês. bem como reduzir o dano moral de R$ 100. da 5ª vara Empresarial do Rio de Janeiro/RJ. por unanimidade. a Globo sustentou que a Record estaria violando direitos marcários e autorais e praticando concorrência desleal.000. por realizar paródias de algumas de suas obras – em específico as de Ana Maria Braga e Fausto Silva. em que se discute a legitimidade de paródias realizadas no programa Show do Tom. No processo. dar-lhe provimento parcial para excluir a condenação em férias.00 (cinquenta mil reais).ª Região.

Migalhas de Peso • Porandubas nº 280 . • • • • As 7 mais da semana Outras notícias Palavras-chave Dilma sanciona lei vetando artigo que beneficiaria bancos Migalhas Quentes • STJ .Informação veiculada em site da Justiça tem valor oficial Migalhas Quentes • • • • TRT/MA Dano moral Assédio moral Ação trabalhista .Migalhas de Peso • STF adia julgamento sobre aviso prévio proporcional ao tempo de serviço .Migalhas Quentes • Lei 12.403/11 altera dispositivos do CPP .Migalhas Quentes • STJ .The Coca-Cola Company e Coca-Cola Indústrias Ltda e deferiu liminar para que a Amazon Flavors interrompa todo e qualquer uso comercial dos refrigerantes Ice Cola e Ice Zero com embalagens e rótulos parecidos com os das bebidas Coca-Cola e Coca-Cola Zero.Parte perde prazo de 20 anos para cobrar União e deixa de receber R$ 17 bilhões .Migalhas Quentes • STJ garante direito de habitação de esposa casada sob o regime de separação de bens .Migalhas Quentes • O novo Código Comercial e a lei das S/A .Migalhas de Peso • MPF pede a condenação da Unimed em 23 cidades do país Migalhas Quentes • TRF da 2ª região nega indenização a advogada que processou OAB por fornecer seu endereço à polícia .Migalhas Quentes • PEC submete decisões do STF à aprovação do Congresso Migalhas Quentes • O projeto para um novo código de processo civil: o código possível .

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