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Revis˜o: Parte II a

Cl´udio N. Meneses a
claudio.meneses@ufabc.edu.br

17 de Setembro de 2010

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. . . . . . . . . . . 1.4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Conte´ do u ´ 1 TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1. . .4. . . . . . . . . . . . . 1. .4. ue 1. . . . .4. . . . . . . . . . .2 Problemas sobre Seq¨ˆncias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . c˜ a ´ 1. . .2 Prova por Contradi¸ao . . . . . .5 Miscelˆnea . . . . . . . . . . . . . . . . 3 . . . . . . . . . . . . .4 Prova por Indu¸ao Matem´tica . . . . . . . . . . a 5 5 6 8 8 12 13 16 17 19 . . . 1. . . . . . . . . . . . . . . .3 Prova usando a Contra-positiva . . .1 Prova Direta . . .1 Problemas sobre Arvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Problemas sobre Divisibilidade . . . . . . . .4. . . . c˜ 1. 1.3 Problemas sobre Conjuntos . . . . . . . . . .

4 ´ CONTEUDO .

3 Se o triˆngulo retˆngulo XY Z com lados de comprimentos x e y e hipotenuza a a de comprimento z tem uma ´rea de z 2 /4. ent˜o n2 ´ um n´mero inteiro par. sem deixar d´vidas. Prova: Temos como hip´tese “n ´ um inteiro ´ o e ımpar ” e tese “n2 ´ um inteiro ´ e ımpar ”. que determinada e u afirma¸˜o ´ verdadeira. o Exemplo 1.Cap´ ıtulo 1 ´ TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ O objetivo de quem escreve uma prova ´ mostrar. Cada etapa da prova deve seguir algum princ´ ıpio l´gico. Existem v´rias maneiras de se escrever uma a a prova. veremos a seguir algumas dessas maneiras. a uma afirma¸ao de conclus˜o. Ent˜o existe um n´mero inteiro k tal que n = 2k + 1. Seja n um n´mero inteiro par. chamada de Tese ca o c˜ a (T). Seja n um n´mero inteiro ´ u ımpar. e u Exemplo 1. intercalada com algum formalismo matem´tico. e u a e u Prova: Assim. Portanto. a u n2 = (2k + 1)2 = 4k 2 + 4k + 1 = 2(2k 2 + 2k) + 1 = 2k1 + 1 onde k1 = 2k 2 + 2k. 1. ent˜o n2 ´ um inteiro ´ a e ımpar. Ent˜o existe um n´mero inteiro k tal que n = 2k. Assim. a prova ´ expressa utilizando uma l´ ca e e ıngua natural. Geralmente. Exemplo 1.1 Se n ´ um inteiro ´ e ımpar. ent˜o o triˆngulo XY Z ´ is´sceles. n2 ´ um n´mero inteiro ´ e u ımpar. Portanto.1 Prova Direta A prova direta consiste em uma seq¨ˆnca de afirma¸oes cuja verdade nos leva de alguma ue c˜ afirma¸˜o inicial. n2 ´ um n´mero inteiro par. a a a e o 5 . u a u n2 = (n)(n) = (2k)(2k) = 4k 2 = 2(2k 2 ). chamada Hip´tese (H).2 Se n ´ um n´mero inteiro par.

Assim. e ca e u e Suponha que r ´ ´ e ımpar. Elevando ambos os lados o da equa¸ao x − y = 0 ao quadrado. Complete a prova mostrando que algo que se sabe ser falso decorre c˜ logicamente de H e n˜o T. obtemos xy/2 = (x2 + y 2 )/4. TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ Prova: Um triˆngulo ´ is´sceles quando dois de seus lados tem comprimentos iguais. e o a a a e Prova: Da hip´tese. seguir´ que x = 0. a ´rea de XY Z ´ xy/2 = o o a a a a e a z 2 /4. Assim. cn > an + bn . e c o comprimento da hipotenuza.6 Se n ´ um n´mero inteiro maior do que 2. e porque x ≥ 0 pela hip´tese.6 ´ CAP´ ITULO 1. c˜ a 2 2 2 2 2 2 2 2 z = x + y e substituindo x + y por z . ent˜o a ´rea do triˆngulo ´ z 2 /4. a ´rea de XY Z ´ xy/2. De onde concluimos que x2 − 2xy + y 2 = 0.7 Se r ´ um n´mero inteiro e r2 ´ par. precisamos mostrar que x = y no triˆngulo XY Z. a e . e ca e u e ent˜o r ´ par. obtemos x2 + y 2 = 2xy. Portanto. ent˜o x = 0 e y = 0. 1. e u Exemplo 1. onde m = 2k 2 + 2k ´ inteiro.5 Se x e y s˜o n´meros reais n˜o-negativos tal que x + y = 0. que ´ uma contradi¸˜o. obtemos z = 2xy.4 Se um triˆngulo retˆngulo XY Z com lados de comprimentos x e y e hipotenuza a a de comprimento z ´ is´sceles. se r ´ um n´mero inteiro e r2 ´ par. Pelo teorema de Pit´goras. existe um inteiro k tal que r = 2k + 1. Assim r2 = (2k + 1)2 = 4k 2 + 4k + 1 = 2(2k 2 + 2k) + 1 = 2m + 1. e assim x = −y ≤ 0. ou z /4 = xy/2. ent˜o cn > an + bn . e 2 Portanto r ´ ´ e ımpar. a e o Assim. x2 + y 2 = z 2 . x = y. Prova: Primeiro vamos provar que x ≤ 0. ent˜o r ´ par. Comece supondo a hip´tese a c˜ a o H e a nega¸ao da tese T. a e u e a e Exemplo 1. Suponha que r ´ um n´mero inteiro e r2 ´ par. x − y = 0. ou equivalentemente. Fatorando esta equa¸ao obtemos (x − y)2 = 0 e portanto c˜ x = y. Exemplo 1. Sendo r ´ ımpar. a e b os comprimentos dos lados de um triˆngulo retˆngulo. segue que cn > a2 (an−2 ) + b2 (bn−2 ).2 Prova por Contradi¸˜o ca A prova por contradi¸˜o (ou absurdo) consiste em provar uma afirma¸ao do tipo“Se H ca c˜ ent˜o T” provando a afirma¸ao “H e n˜o T implica falsidade”. z 2 /4 ´ a ´rea do a a a a e e a triˆngulo. a Da hip´tese e da f´rmula da ´rea de um triˆngulo retˆngulo. temos que 0 = x + y = 0 + y = y. o a Pela hip´tese y ≥ 0 e x + y = 0. Pelo teorema de Pit´goras. Prova: A prova ´ por contradi¸˜o. Observando que cn−2 > an−2 e cn−2 > bn−2 . Da f´rmula o da ´rea de um triˆngulo retˆngulo. Para ver que y = 0. a a a Prova: Temos que cn = c2 cn−2 = (a2 +b2 )cn−2 . a a u a a Exemplo 1. porque x = 0 e o x + y = 0.

8 Sejam a. ent˜o x ∈ B. ou equivalentemente p2 = 2q 2 .6 Mostre que. ent˜o n2 = 3k + 1 para algum e u a ıvel a inteiro k. a 1. onde x. ent˜o x ∈ B. se x ∈ A \ C.5 Mostre que existe uma infinidade de n´meros primos. Assim. B e C s˜o conjuntos. Mas isto contradiz o fato de que y = 4. a EXERC´ ICIOS 1. Suponha x ∈ B. Fazendo a substitui¸ao na equa¸˜o c˜ ca x2 + 2y = 17. e que r2 = 2. u 1.7). 1. se x2 + y = 13 e y = 4. c. isto e a e ´ mdc(p. Mostre que se e u √ 3 x+5 1 = x2 + 6 x ent˜o x = 8.7 Suponha que x ´ um n´mero real tal que x = 0. C e D quatro conjuntos e suponha que A\B ⊆ C ∩D e seja x ∈ A.9 Se x2 + 2y = 17 e y = 4. B.2. Como p2 ´ duas vezes algum inteiro (neste caso e q 2 ). d n´meros reais tais que 0 < a < b e d > 0. Ent˜o a x ∈ A \ B. a a Prova: Suponha x ∈ A \ C. Portanto temos uma contradi¸ao.1 Sejam A. e como A \ B ⊆ C. a Prova: Suponha x2 + 2y = 17 e y = 4. Mostre que se a < b ent˜o u a (a+b) 2 < b. Portanto x ∈ B. a 1. Mostre que se 0 < a < b ent˜o a2 < b2 . Ent˜o e a 2 2 2 2 2 2 2 2q = p = (2k) = 4k . Assim existe um inteiro k tal que p = 2k. se r ´ um n´mero real tal que r = 2. y ∈ R. Isto mostra e e que p e q s˜o pares e tˆm o inteiro 2 como divisor comum.2 Sejam a e b n´meros reais. se n ´ um n´mero inteiro n˜o divis´ por 3. . e x ´ um elemento a e arbitr´rio. b. e assim y = 4. Mostre que se ac > bd ent˜o u a c > d. PROVA POR CONTRADICAO ¸˜ Exemplo 1. a e c˜ 2 Assim.1.8 Se r ´ um n´mero real tal que r2 = 2. segue que e a 2 2 2 = p /q . temos que p ´ par (Ver exemplo 1. ent˜o x = 3. Suponha x = 3. Assuma tamb´m que p e q n˜o tˆm nenhum divisor comum. ent˜o r n˜o ´ racional. Mostre que se x ∈ D ent˜o x ∈ B. ent˜o r n˜o ´ racional. obtemos 9 + 2y = 17. Portanto q ´ par e assim q ´ par. 1. Se x ∈ A \ C. se x2 + 2y = 17 e y = 4. que implica q = 2k .4 Mostre que. q) = 1 (mdc = m´ximo divisor comum). Isto significa que x ∈ A e x ∈ C. x ∈ C. Como r2 = 2 e r = p/q. ent˜o x = 3. Mas isto contradiz o fato que x ∈ C. ent˜o x = 3. / a 1. e u a a e Exemplo 1. Assim.3 Sejam a e b n´meros reais. a Exemplo 1. onde p e q s˜ n´meros inteiros com e o u q = 0. A \ B ⊆ C. e u a a e 7 Prova: Assuma que r ´ um racional da forma p/q.10 Suponha que A. u a 1.

a prova ´ expressa utilizando uma l´ ca e e ıngua natural. De maneira diferente do que acontece com u outros m´todos de demonstra¸˜o.8 ´ CAP´ ITULO 1. 4. n˜o ´ poss´ a c˜ a e ıvel garantir que Sn = n2 seja verdadeira para valores de n superiores a 5. para qualquer o e o inteiro n. a O Princ´ ıpio da Indu¸˜o Matem´tica consiste em uma ferramenta valiosa para provarca a mos resultados envolvendo n´meros inteiros. isto ´. Assim. 3. TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ 1. Antes de formalizarmos os passos da indu¸ao matem´tica.4 Prova por Indu¸˜o Matem´tica ca a O objetivo de quem escreve uma prova ´ mostrar. a indu¸˜o matem´tica segue alguns passos bem definidos e ca ca a para provar alguma afirma¸˜o. ca c˜ a vamos observar um exemplo. 4. sem deixar d´vidas.3 Prova usando a Contra-positiva A contra-positiva de uma afirma¸ao “Se H ent˜o C” ´ “Se n˜o C ent˜o n˜o H”. c˜ Seja Sn a soma n (2i − 1). intercalada com algum formalismo matem´tico.11 Prove que n (2i − 1) = 1 + 3 + 5 + . Vamos analisar alguns casos c˜ o particulares na tentativa de encontrar alguma lei de forma¸ao dessa soma. podemos usar a contra-positiva para provar a veracidade de uma afirma¸ao.. = 1 = 4 = 9 = 16 = 25 . 3.. 5. Uma afirma¸˜o c˜ a e a a a ca “Se H ent˜o C” e sua contra-positiva “Se n˜o C ent˜o n˜o H” s˜o equivalentes. sem que para isso somemos todos os inteiros ´ ımpares menores ou iguais a 2n − 1. Vamos construir uma tabela para Sn com n = 1. i=1 Prova: Queremos descobrir uma f´rmula que nos dˆ o valor deste somat´rio. Entretanto. que determinada e u afirma¸˜o ´ verdadeira. Em v´rias circunstˆncias ´ mais f´cil provar a contra-positiva c˜ a a e a que a afirma¸˜o original. Podemos usar nossa intui¸ao para tentar descobrir essa f´rmula. Exemplo 1. 5: i=1 n Sn 1 1 2 1+3 3 1+3+5 4 1+3+5+7 5 1+3+5+7+9 Da tabela podemos observar que: a) Sn = Sn−1 + (2n − 1). ca 1. 2. + (2n − 1) = n2 . 2. s˜o a a a a a e a ambas verdadeiras ou ambas falsas. Geralmente. s˜o afirma¸oes verdadeiras para n = 1. b) Sn = n2 .

3. Como e pela hip´tese (a) P (1) ´ verdaderia. visto que ela vale para n ≤ 6. porque P (t) foi assumida ser falsa. Al´m disso. provamos que P (n) ´ verdadeira para todo inteiro e positivo. Suponhamos que.1 (Primeiro Princ´ ıpio da Indu¸˜o Matem´tica) ca a Seja P (n) uma propriedade relativa aos inteiros positivos. P (t − 1) ´ verdadeira. (E bem conhecido que todo conjunto n˜o vazio de inteiros positivos cont´m um inteiro a e positivo que ´ m´ e ınimo. e e c˜ Portanto. 5. isto ´. S7 = 72 = 49 = (62 + (2 · 7) − 1). e o Analisemos o que foi feito at´ agora: e (i) Verificamos que a f´rmula ´ verdadeira para alguns valores num´ricos e em particular o e e para n = 1. Tendo e e como base a primeira afirma¸ao que fizemos. 4. para n = k. Pela hip´tese (b). pelo exposto em (ii).4. i=1 Vamos formalizar o procedimento descrito acima. Assim. a e Prova: Por contradi¸ao. (ii) Provamos que se a equa¸˜o Sn = n2 ´ verdadeira para n = k ´ tamb´m verdadeira para ca e e e n = k + 1. isto ´. que ´ a mesma f´rmula da nossa conjectura.´ 1. e assim por diante. e e Ent˜o. segue que P ((t − 1) + 1) = P (t) o e ´ tamb´m verdadeira. . Sn = Sn−1 + (2n − 1). isto ´. Esta igualdade nos sugere uma maneira de provar que a conjectura Sn = n2 seja verdadeira para qualquer valor positivo de n. e ent˜o P (n) ´ verdadeira para todo n ≥ 1. ent˜o t = 1. Este ´ denominado Well-ordering Axiom. ent˜o existe um m´ a e a ınimo inteiro positivo t ∈ S tal que P (t) ´ falsa. Logo. Teorema 1.) e Se S n˜o ´ vazio. e podemos concluir que ela ´ verdadeira para n = 6. visto o e a e e que t − 1 < t. e e para qualquer que seja o valor de n. Como sabemos que a conjectura ´ verdadeira para n = 1. Sk = k 2 . PROVA POR INDUCAO MATEMATICA ¸˜ 9 A igualdade Sn = Sn−1 + (2n − 1) ´ verdadeira para qualquer valor de n. Seja S = {x|x ´ um inteiro positivo e P (x) ´ uma declara¸ao c˜ e e c˜ ´ falsa}. que nos leva a uma contradi¸ao. S6 = 62 = 36 = (52 + (2 · 6) − 1). podemos concluir que a conjectura a ´ verdadeira para n = 7. pelo exposto em (ii). se substituirmos n por k + 1. a conjectura ´ verdadeira. 2. 2n − 1. como P (t − 1) ´ verdadeira. S tem que ser vazio. sendo k um inteiro positivo. temos que: c˜ Sk+1 = Sk + (2 (k + 1) − 1) = k 2 + 2k + 1 = (k + 1)2 . pois a soma dos e n primeiros inteiros ´ ımpares ´ igual ` soma dos (n − 1) primeiros inteiros ´ e a ımpares adicionada ao n-´simo inteiro ´ e ımpar. n (2i − 1) = n2 . Se (a) P (n) ´ verdadeira para n = 1 e e (b) P (k) verdadeira implica que P (k + 1) ´ verdadeira.

Prova: Devemos provar que a express˜o n3 + (n + 1)3 + (n + 2)3 ´ um m´ltiplo de 9. que ca a n i= i=1 n (n + 1) . e u Assumimos que k 3 + (k + 1)3 + (k + 2)3 = 9L. usando o princ´ ıpio da indu¸˜o matem´tica. Temos (k + 1)3 + [(k + 1) + 1]3 + [(k + 1) + 2]3 = (k + 1)3 + (k + 2)3 + (k + 3)3 = (k + 1)3 + (k + 2)3 + k 3 +9k 2 + 27k + 27 = 9L + 9k 2 + 9 · 3k + 9 · 3 = 9(L + k 2 + 3k + 3) = 9M . para a e u qualquer inteiro n. Provemos para n = 1 : 13 + (1 + 1)3 + (1 + 2)3 = 1 + 8 + 27 = 36 que ´ m´ltiplo de 9.10 ´ CAP´ ITULO 1. 2 Prova: Para n = 1 1 i = 1. i=1 Assuma que para n = k k i= i=1 k(k + 1) . TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ Exemplo 1. Devemos mostrar e que (k + 1)3 + [(k + 1) + 1]3 + [(k + 1) + 2]3 = 9M para algum inteiro M . 2 . 2 Devemos mostrar que para n = k + 1 k+1 i= i=1 (k + 1)(k + 2) . onde L ´ um inteiro.12 Mostre que a soma dos cubos de trˆs inteiros consecutivos ´ um m´ltiplo de e e u 9. onde M = L + k 2 + 3k + 3. e e u Exemplo 1.13 Prove. Logo a soma dos cubos de trˆs inteiros consecutivos ´ um m´ltiplo de 9.

e a e ı ca a Exemplo 1. a a u k + 1 = a · b ´ m´ltiplo de primos. e a e a e a • k + 1 n˜o ´ primo. 2 = Existe uma forma do princ´ ıpio da indu¸˜o matem´tica que por vezes ´ mais conveniente ca a e de ser usada.´ 1. isto ´.2 (Segundo Princ´pio de Indu¸˜o) ı ca Seja P (n) uma proposi¸˜o sobre inteiros positivos. pois 2 ´ primo. PROVA POR INDUCAO MATEMATICA ¸˜ Temos que k+1 k 11 i=[ i=1 i=1 i] + (k + 1) k(k + 1) + (k + 1) 2 k(k + 1) + 2(k + 1) = 2 (k + 1)(k + 2) = . Ora. que k + 1 ´ primo ou e e e produto de primos. se P (k) ´ verdadeira ent˜o P (k + 1) ´ verdadeira. c˜ Teorema 1. c e Para n = 2. e assuma o seguinte. se P (y) ´ verdadeira para todo inteiro positivo y < k. c a e e Precisamos provar que isto implica que P (k + 1) ´ verdadeira. e ent˜o P (k) ´ verdadeira. ent˜o P (a) e P (b) ca a a s˜o verdadeiras. e Prova: Vamos considerar P (n) a senten¸a: n ´ primo ou produto de primos. ´ equivalente ao princ´ c e ıpio da indu¸ao. P (a) ´ uma afirma¸˜o verdadeira e e ca (b) Para todo inteiro k ≥ a. a e ca Teorema 1. Ent˜o k + 1 = a · b. Se (a) Para todo inteiro a. grafos e teoria dos n´meros. P (n) s˜o verdadeiras para n ≤ k.4. temos duas possibilidades mutuamente exclusivas para k + 1: • k + 1 ´ primo. usando o princ´pio da indu¸˜o matem´tica.14 Prove. isto ´. P (3).3 Seja P (n) uma proposi¸˜o sobre inteiros positivos. e e Vamos considerar a senten¸a v´lida para n = k. portanto. P (2) ´ verdadeira. e u O m´todo de indu¸˜o matem´tica pode ser usado para resolver v´rios problemas em e ca a a matem´tica discreta. que todo inteiro maior do que 1 ´ primo ou produto de primos. Ent˜o P (k + 1) ´ verificada. a e b s˜o primos ou m´ltiplos de primos e. k ´ primo ou produto de primos. na verdade. Se ca (a) P (1) ´ uma afirma¸˜o verdadeira e e ca (b) Para qualquer inteiro positivo k. Fazendo a suposi¸˜o que P (2). c˜ . Neste caso. e assuma o seguinte. Embora pare¸a diferente. · · · . onde 1 < a < k + 1 e 1 < b < k + 1. Alguns destes problemas s˜o apresentados a u a nas se¸oes que seguem.

Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ correta para uma ATC de profundidade d − 1. Assim c˜ o e o n´mero de n´s folhas nesta ´rvore ´ 3d−1 . e Prova: Base: Se d = 0.17 Prove que o n´mero de n´s de uma Arvore m-´ria de Completa (AMC) de u o a d+1 −1 m profundidade d ´ m−1 . assim T o c˜ o ´ a tem 2d −1 n´s internos. Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ correta para uma ABC de profundidade d − 1.4.16 Prove que o n´mero de n´s de uma Arvore Tern´ria Completa (ATC) de u o a d+1 −1 3 profundidade d ´ 2 . Seja c˜ o e T uma ABC de profundidade d.12 ´ CAP´ ITULO 1. respectivamente. TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ 1. Este ´ de fato o n´mero de n´s de uma ABC de a e u o profundidade 0. Portanto. Logo. e de cada destas folhas originam m novas u o a e folhas para produzir a AMC de profundidade d. u o d 0+1 ´ Exemplo 1. o n´mero de n´s de uma u o ATC de profundidade d ´ : e 3d − 1 3d − 1 + 2 × 3d + 3d = 2 2 3d+1 − 1 = 2 −1 onde 3 2 vem da hip´tese de indu¸ao para uma ATC de profundidade d − 1 e 3d vem do o c˜ n´mero de n´s folhas de uma ATC de profundidade d. o consistindo de dois n´s folhas para cada n´ folha de uma ABC de profundidade d − 1. (m > 1).1 ´ Problemas sobre Arvores ´ Exemplo 1. e e u o Prova: Base: Se d = 0.15 Prove que o n´mero de n´s de uma Arvore Bin´ria Completa (ABC) de u o a d+1 profundidade d ´ 2 e − 1. ent˜o a AMC tem um unico n´. Portanto. E f´cil ver que uma ABC de profundidade d tem 2d folhas. o o n´mero total de n´s de T ´ 2d − 1 + 2d = 2 × 2d − 1 = 2d+1 − 1 u o e ´ Exemplo 1. Pela o o hip´tese de indu¸ao sabemos que uma ABC de profundidade d − 1 tem 2d − 1 n´s. Os n´s de T podem ser vistos como um conjunto de n´s o o internos constituindo uma ABC de profundidade d − 1 mais um conjunto de n´s folhas. o n´mero de n´s em uma AMC de u o profundidade d ´: e . c˜ o a Assim o n´mero de n´s folhas nesta ´rvore ´ md−1 . Este ´ de fato o n´mero de n´s de uma ATC de a profundidade 0. ent˜o 3 2 −1 = 1. Prova: Base: Se d = 0. Note que de cada destes n´s folhas origina 3 u o a e o novas folhas para produzir uma ATC de profundidade d. ent˜o 20+1 − 1 = 1. e assim est´ confirmado por a ´ o a m1 −1 = 1. m−1 Indu¸ao: Assuma que a f´rmula est´ correta para uma AMC de profundidade d − 1.

Observe que uk+1 = uk + 2 (Para obter o (k + 1)-´simo inteiro ´ e ımpar positivo ´ suficiente adicionar 2 ao k-´simo inteiro e e ´ ımpar. e Prova: Base: Se n = 1.u3 = 5. a o e a Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ v´lida para os primeiros n−1 inteiros positivos ´ c˜ o e a ımpares. a o e Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ correta para n = k ≥ 1.4. isto ´. . isto ´. e 2 isto ´. + (2n − 1) = n . c˜ Exemplo 1. e m vem do n´mero de n´s folhas em uma AMC de profundidade d. Portanto. uk = 2k − 1.19 Prove que a soma dos primeiros n inteiros positivos ´ ımpares ´ dada por n2 . (Dica: u1 = 1. Sn = 1 + 3 + 5 + 7 + . isto ´. Assim a f´rmula ´ correta para n = 1.20 Prove que a soma dos primeiros n inteiros positivos pares ´ dada por n(n + e 1).u2 = 3. PROVA POR INDUCAO MATEMATICA ¸˜ md − 1 md − 1 + (m − 1)md + md = m−1 m−1 d = m − 1 + md+1 − md = d 13 md+1 − 1 m−1 onde m −1 vem do n´mero de n´ em uma AMC de profundidade d − 1 (pela hip´tese de u s o m−1 d indu¸˜o).18 Encontre uma f´rmula para o n-´simo inteiro ´ o e ımpar positivo.u4 = 7.2 Problemas sobre Seq¨ˆncias ue Exemplo 1. + 2n = n(n + 1). Sn = 2 + 4 + 6 + 8 + .4. e Sn = (n − 1)2 + 2n − 1 = n2 onde (n − 1)2 representa a soma dos primeiros n − 1 inteiros positivos ´ ımpares (pela hip´tese o de indu¸ao). . e .´ 1. . . ent˜o u1 = 2 × 1 − 1 = 1.) Conjectura: un = 2n − 1. . ca u o 1. Desejamos c˜ o e e mostrar que para n = k + 1. . Assim a f´rmula ´ v´lida para n = 1. . Note que o n-´simo inteiro positivo ´ e e ımpar ´ dado por 2n−1. uk+1 = 2(k + 1) − 1 = 2k + 1. Sn−1 = (n−1)2 . ent˜o S1 = 1 = 12 = 1. Prova: Base: Se n = 1. e a Exemplo 1.) Ent˜o a uk+1 = 2k − 1 + 2 = 2k + 1 que ´ o que desej´vamos mostrar.

n−1 k = (n−1)n . a o e a 2 Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ v´lida para a soma dos primeiros n−1 inteiros positivos. Note que o n-´simo inteiro positivo par ´ dado por 2n. isto ´. TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ Prova: Base: Se n = 1. c˜ o e a isto ´. n. c˜ Exemplo 1. . e k=1 k=1 k=1 6 n n−1 k = k=1 k=1 2 k 2 + n2 (n − 1)(n)(2n − 1) + n2 6 (n2 − n)(2n − 1) + 6n2 6 2n3 − 2n2 − 2n2 + n = 6n2 6 2n3 − 3n2 + 6n2 + n 6 3 2 2n + 3n + n 6 n(2n2 + 3n + 1) 6 n(n + 1)(2n + 1) 6 = = = = = = = Note que 2n2 + 3n + 1 = (n + 1)(2n + 1). Assim a f´rmula ´ v´lida para a o e a n = 1. Note que n k 2 ´ obtido adcionando n2 a n−1 k 2 . ent˜o 1 = 1×2 = 1. + n = n(n+1) .21 Mostre que n k=1 k2 = n(n+1)(2n+1) . Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ v´lida para os primeiros n − 1 inteiros positivos pares. Portanto a f´rmula ´ v´lida a o e a 6 para n = 1. 6 Prova: Base: Se n = 1. Portanto. c˜ o e a e n−1 2 k = (n−1)(n)(2n−1) . ent˜o S1 = 2 = 1(1 + 1) = 2. c˜ o e a e isto ´. Adicionando o n-´simo elemento. 2 Prova: Base: Se n = 1. e e e Sn = (n − 1)n + 2n = n2 + n = n(n + 1) onde (n − 1)n representar a soma dos primeiros n − 1 inteiros positivos pares (pela hip´tese o de indu¸ao). ent˜o 12 = 1 = 1(1+1)(2×1+1) = 1.22 Mostre que 1 + 2 + . Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ v´lida para os primeiros n − 1 elementos. Assim. Portanto a f´rmula ´ v´lida para n = 1. a soma dos primeiros n − 1 e k=1 2 .14 ´ CAP´ ITULO 1. . Exemplo 1. Sn−1 = (n − 1)n.

q−1 (q = 1. n . a k=1 k obtemos: e k=1 k = ( 2 n k3 = ( k=1 (n − 1)n 2 ) + n3 2 n2 − n 2 ) + n3 2 n2 n = ( − )2 + n3 2 2 4 n3 n2 n − + + n3 = 4 2 4 n4 − 2n3 + n2 + 4n3 = 4 4 3 n + 2n + n2 = 4 n(n + 1) 2 =( ). Adicionando o n-´simo elemento. . .23 Mostre que 13 + 23 + . PROVA POR INDUCAO MATEMATICA ¸˜ inteiros positivos obtemos: n 15 k= k=1 (n − 1)n +n 2 (n − 1)n + 2n 2 n2 − n + 2n = 2 2 n +n = 2 n(n + 1) = . + q n = Prova: Base: Se n = 0.´ 1. Assim. c˜ o e e n−1 3 n−1 3 (n−1)n 2 3 3 ) + n . ent˜o q 0 = 1 = a q 1 −1 q−1 q n+1 −1 . a o e Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ correta para os primeiros n − 1 elementos. o e a . Assim a f´rmula ´ v´lida para n = 1. = 1. + n3 = (1 + 2 + . + n)2 = ( n(n+1) )2 . q = 0). . .24 Prove que q 0 + q 1 + q 2 + . . 2 = Exemplo 1.4. 2 =( Exemplo 1. ent˜o 13 = 1 = 12 = 1. . isto ´. 2 Prova: Base: Se n = 1. a f´rmula ´ correta para n = 1.

(a) Mostre que an = 2an−1 (N˜o ´ necess´rio usar o a e a indu¸˜o aqui). + |xn | Prova: Base: Se n = 1. + xn | ≤ |x1 | + |x2 | + . c˜ o e a e n−1 k q n −1 k n q = q−1 . n} (incluindo o u conjunto vazio e o pr´prio conjunto). . Como x = y mod m e multiplicando os correspondentes lados de congruˆncias ´ e e n−1 n−1 ainda uma congruˆncia. . Mostre que para e u n n todo n ≥ 1.27 Denote por an o n´mero de subconjuntos de {1. x. . .+xn−1 | ≤ c˜ o e a e |x1 | + |x2 | + . a o e a Indu¸ao: Assuma que para n = k −1 ≥ 1 a f´rmula ´ v´lida.y mod m. u |x1 + x2 + . Portanto o resultado segue por indu¸ao. Prova: Base: Se n = 1. x2 . a o e a Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ v´lida para algum inteiro n−1 ≥ 1. a f´rmula ´ v´lida para n = 1. Mostre que para quaisquer n n´meros reais x1 . xn−1 = y n−1 c˜ o e a e mod m. . Adicione o n´mero real |xn | a ambos os lados desta express˜o para u a obter: |x1 + x2 + . . 2. . x = y mod m. c˜ Exemplo 1. . . ent˜o x = y mod m. |x1 +x2 +. . . TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ v´lida para a soma dos primeiros n elementos.25 Suponha que m ´ um n´mero inteiro fixo e x = y mod m. Portanto. . . q . ca u |x + y| ≤ |x| + |y|. ent˜o |x1 | ≤ |x1 |. isto ´. . Adicionando o (n + 1)-´simo elemento. . + xn−1 | + |xn | ≤ |x1 | + |x2 | + .x e = y. xn . isto ´. . + xn−1 + xn | ≤ |x1 | + |x2 | + . a k=0 q obtemos: e n qk = k=0 qn − 1 + qn q−1 q n − 1 + q n+1 − q n q−1 n+1 q −1 = . + |xn−1 |.26 A inequa¸˜o triangular diz que para quaisquer dois n´meros reais x e y. .16 n−1 k=0 ´ CAP´ ITULO 1. + |xn−1 | + |xn | 1. . Assim a f´rmula ´ v´lida para n = 1. q−1 = Exemplo 1.3 Problemas sobre Conjuntos Exemplo 1. + |xn−1 | + |xn | |x1 + x2 + . Mas esta ultima express˜o reduz-se a ´ a xn = y n mod m. isto ´. . . . 3. . . ca .4. .

Da parte (a) vimos que an = 2an−1 . e ıvel Prova: Base: Para n = 0. Prova: Base: Para n = 1. (b) Advinhe a f´rmula para o valor de an e use indu¸ao para provar que vocˆ est´ certo.4 Problemas sobre Divisibilidade Exemplo 1. o c˜ e a Conjectura: O n´mero de subconjuntos de An = {1. Ak+1 = c˜ e e k+3 2k+3 11 + 12 . .4. Precisamos mostrar que a asser¸ao ´ verdadeira para c˜ e n+1 2n−1 n. Observe que todos os subconjuntos de An−1 s˜o os subconjuntos de a An . Desejamos mostrar que a declara¸ao ´ verdadeira para n = k + 1. Indu¸ao: Assuma que a asser¸ao ´ verdadeira para n − 1 ≥ 1. PROVA POR INDUCAO MATEMATICA ¸˜ 17 Prova: Seja An−1 = {1.29 Prove que para um natural n ≥ 0. isto ´. Denote u por An = An−1 ∪ {n}.28 Prove que para todo inteiro positivo n ≥ 1. 11n+1 + 122n−1 ´ divis´ por e ıvel 133. u e 1 Prova: Base: Se n = 1. Portanto. Assim a declara¸˜o ´ verdadeira para n = 0. ca e Indu¸ao: Suponha que a declara¸ao ´ verdadeira para n = k ≥ 0. Assim a asser¸ao ´ a c˜ e verdadeira para n = 1. isto ´. an = 2 × 2n−1 = 2n . Assim an = 2an−1 . Assim a conjectura ´ verdadeira para n = 1. Note que Ak+1 = 11k+3 + 122k+3 = 11 × 11k+2 + 122 × 122k+1 = 11 × 11k+2 + (133 + 11)122k+1 = 11 × 11k+2 + 133 × 122k+1 + 11 × 122k+1 = 11(11k+2 + 122k+1 ) + 133 × 122k+1 . 3. ent˜o an = 2 = 2 . .4. Seja an−1 o n´mero de subconjuntos An−1 . . 11 e + 12 ´ divis´ por 133. isto ´. e portantoA0 ´ divis´ por e ıvel 133. . 122n−1 + 11n+1 ´ divis´ por 133. . 2. . Note tamb´m que os subconjuntos restantes de An s˜o obtidos incluindo o elemento n e a para cada subconjunto de An−1 . n} ´ dado por 2n . . A0 = 112 + 121 = 121 + 12 = 133. . o c˜ 1.´ 1. n − 1}. a express˜o tem valor 112 + 121 = 133. e ıvel Exemplo 1. a e Indu¸ao: Assuma que a conjectura ´ verdadeira para um conjunto com n − 1 elementos. 2. Considere um conjunto An tal que An = An−1 ∩n. Note que e ıvel 122n−1 + 11n+1 = 122 (122n−3 + 11n ) − 122 × 11n + 11n+1 = 122 (133t) − 122 × 11n + 11n+1 = 122 (133t) − 11n (122 − 11) = 144 × 133t − 11n × 133 = 133 × 144t − 133 × 11n = 133(144t − 11n ) Portanto. c˜ e An−1 . Pela hip´tese de indu¸ao temos an−1 = 2n−1 . Ent˜o precisa existir um c˜ c˜ e a n 2n−3 inteiro t tal que 11 + 12 = 133t. Ak = 11k+2 + c˜ c˜ e e 122k+1 . An = 11n+2 + 122n+1 ´ divis´ por 133.

f3n ´ par. isto ´. e ıvel .31 Os n´meros de Fibonacci s˜o expressos como: fn = fn−1 + fn−2 . Note que e e ıvel 32n−1 + 1 = 32 (32n−3 + 1) − 32 − 30 = 32 × 4t − 8 = 4 × 9t − 4 × 2 = 4(9t − 2) Assim provamos que 32n−1 + 1 ´ divis´ por 4. e ı Prova: Base: Para n = 1. . e ıvel e e Prova: Base: Para n = 1. 32n−1 + 1 ´ divis´ por 4. f3n ´ par. e ıvel Prova: Base: Para n = 1. Portanto e ıvel (k + 1)3 + (k + 2)3 + (k + 3)3 ´ divis´ por 9. 32n−1 + 1 ´ divis´ por 4. isto ´. k 3 + (k + 1)3 + c˜ ca e e (k + 2)3 ´ divis´ por 9. n + 1. e ıvel Assim a asser¸˜o ´ verdadeira para n = 1. Exemplo 1. assim 11(11k+2 +122k+1 ) ´ tamb´m o ca e ıvel e e divis´ por 133. isto ca e ´. e u Mostre que para todo inteiro positivo n ≥ 1 f3n ´ divis´ por 2. 13 + 23 + 33 = 1 + 8 + 27 = 36. cada um dos quais ´ divis´ por 9. a e Exemplo 1.30 Prove que para qualquer inteiro positivo n ≥ 1. . n > 2. n + 2. f4 = 3. e portanto ´ divis´ por 9. temos 32×1−1 + 1 = 31 + 1 = 4.. f2 = 1. Ent˜o precisa existir um c˜ c˜ e a inteiro t tal que 32n−3 + 1 = 4t. e ıvel Exemplo 1. Indu¸ao: Assuma que a asser¸ao ´ verdadeira para n − 1 ≥ 1. Assim a asser¸˜o ´ verdadeira para n = 1.18 ´ CAP´ ITULO 1. f3n−3 = 2m para c˜ c˜ e e algum inteiro m. f1 = u a 1. Assim f1 = 1. Precisamos mostrar que a asser¸˜o ´ verdadeira para n. isto ´. isto ´ . Claramente 133 × 122k+1 ´ divis´ por 133. TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ pela hip´tese de indu¸˜o 11k+2 +122k+1 ´ divis´ por 133. Precisamos mostrar que f3n ´ par. Note que e ıvel (k + 1)3 + (k + 2)3 + (k + 3)3 = (k + 1)3 + (k + 2)3 + k 3 + 9k 2 + 27k + 27 = [k 3 + (k + 1)3 + (k + 2)3 ] + 9(k 2 + 3k + 3) pode ser escrito como a soma de dois termos. f2 = 1. Portanto Ak+1 ´ divis´ por ıvel e ıvel e ıvel 133. ca e Indu¸ao: Suponha que a asser¸˜o ´ verdadeira para n = k ≥ 1. e u n. e ıvel c˜ e e 3 3 3 (k + 1) + (k + 2) + (k + 3) ´ divis´ por 9. Precisamos mostrar que a asser¸ao ´ verdadeira para k + 1. ´ divis´vel por 9. e ca e Indu¸ao: Assuma que a asser¸ao ´ verdadeira para n − 1 ≥ 1. f3 = 2. .32 Prove que a soma dos cubos de trˆs n´meros inteiros positivos consecutivos. Seja fn o n-´simo n´mero de Fibonacci. f3 = 2 ´ par. Note qie e f3n = f3n−1 + f3n−2 = f3n−2 + f3n−3 + f3n−2 = 2f3n−2 + 2m = 2(f3n−2 + m) Ent˜o. Assim a asser¸˜o ´ verdadeira ca e para n = 1.

f3 2 Indu¸ao: Assuma que a asser¸˜o ´ verdadeira para n − 1 > 2. ca e Prova: Base: Para n = 3.35 Seja fn+1 e fn os (n + 1)-´simo e n-´simo n´meros de Fibonacci. Portanto 52n−1 + 1 ´ divis´ por 6. Note que e u e ıvel 8n − 1 = 8(8n−1 − 1) + 8 − 1 = 8 × 7t + 7 = 7(8t + 1) Assim 8n − 1 ´ um m´ltiplo de 7. 8n−1 − 1 = 7t. e u e ıvel Exemplo 1. e ıvel Prova: Base: Para n = 1. e u e ıvel 1. onde c˜ c˜ e e n t ´ um n´mero inteiro. Assim a asser¸˜o ´ verdadeira para n = 3. 51 + 1 = 6. Precisamos mostrar que 8 − 1 ´ divis´ por 7. PROVA POR INDUCAO MATEMATICA ¸˜ Exemplo 1. e ıvel 19 Prova: Base: Para n = 1.5 Miscelˆnea a e e u Exemplo 1. Precisamos mostrar que 52n−1 + 1 ´ divis´ por 6.33 Prove que para todo positivo n ≥ 1. c˜ c˜ e e para algum inteiro m. isto ´. 1 < f4 = 3 < 2. isto ´. Assim a asser¸ao ´ verdadeira para n = 1. 8n − 1 ´ divis´ por 7.4. e portanto 8n − 1 ´ divis´ por 7. 81 − 1 = 7. Mostre que 1 < fn < 2 para todo n > 2.4. isto ´.´ 1. c˜ e Indu¸ao: Assuma que a asser¸ao ´ verdadeira para n − 1 ≥ 1. c˜ ca e e 1< Precisamos mostrar que 1< Da hip´tese de indu¸ao temos: o c˜ fn−1 1 < <1 2 fn Note que fn+1 = fn + fn−1 fn+1 < 2. 52n−3 + 1 = 6m. Assim a asser¸ao ´ verdadeira para n = 1.34 Prove que 52n−1 + 1 ´ divis´ por 6. c˜ e Indu¸ao: Assuma que a asser¸ao ´ verdadeira para n − 1 ≥ 1. respectifn+1 vamente. Note que e ıvel 52n−1 + 1 = 52 (52n−3 + 1) − 52 + 1 = 52 × 6m − 24 = 6(25m − 4) Assim 52n−1 + 1 ´ m´ltiplo de 6. fn fn < 2. fn−1 .

36 Prove que n2 < 2n para todo inteiro positivo n > 4. ent˜o por transitividade (k + 1)2 < 2k+1 . Exemplo 1.2) obtemos: 2k 2 > k 2 + 2k + 1 = (k + 1)2 Como (k + 1)2 < 2k 2 e 2k 2 < 2k+1 . k − 1 > 3 > 2. Portanto 1 < < 2. assim 1 + α < 2. Note que sendo a k > 4. n − 2 < 2 (1.2) n2 −n . 52 = 25 < 25 = 32. Assim a asser¸ao ´ verdadeira c˜ e 6 para n = 11. TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ fn+1 fn + fn−1 = fn fn fn fn−1 = + fn fn = 1 + α.37 Prove que para todo n ≥ 11. 12 −11 Prova: Base: Para n = 11. Exemplo 1. isto ´. temos: (k − 1)(k + 1) > 2k k 2 − 1 > 2k k 2 > 2k + 1 Adicionando k 2 a ambos os lados de (1.1) ent˜o multiplicando o lado esquerdo e o lado direito de da inequa¸ao (1. (k + 1)2 < 2k+1 . a c˜ respectivamente. Indu¸ao: Suponha que a asser¸˜o ´ verdadeira para n − 1 ≥ 11. Assim a asser¸˜o ´ verdadeira para n = 5. Multiplic˜ ca e a cando ambos os lados desta inequa¸˜o por 2 temos: ca 2k 2 < 2 × 2k = 2k+1 Precisamos mostrar que a asser¸˜o ´ verdadeira para n = k + 1 > 5. isto ´. ´ CAP´ ITULO 1. Prova: Base: Para n = 5. ca e Indu¸ao: Assuma que a asser¸˜o ´ verdadeira para n = k > 4.20 Assim. Visto que k+1>k (1. ca e e Se provarmos que (k + 1)2 < 2k 2 . Ent˜o. temos que para n = k + 1 a asser¸˜o ´ verdadeira sempre ca e que ela for verdadeira para n = k. fn fn+1 fn < α < 1. 11 − 2 = 9 < 11 12 = 9 + 1 . k 2 < 2k . c˜ ca e e n−1−2< (n − 1)2 − (n − 1) 12 (n − 1)2 − (n − 1) n−3< 12 (1. onde α = Da hip´tese de indu¸ao o c˜ 1 2 fn−1 .1) por (k − 1) e 2.3) .

Prova: Base: Para n = 0. π radianos. de um e triˆngulo. Adicionando 1 a ambos os lados da c˜ e inequa¸˜o (1. a e Exemplo 1. Indu¸ao: Suponha que a f´rmula ´ verdadeira para n = k ≥ 1. ´ π radianos. 2n−14 12 > 0. Precisamos mostrar c˜ o e k+1 que a f´rmula ´ verdadeira para n = k + 1. Assim a asser¸ao ´ verdadeira para n = 0.´ 1. Primeiro notamos que o e e 1 Sk+1 = Sk + (k+1)(k+2) . Pela hip´tese de indu¸ao a soma dos ˆngulos de P ´ (n + 1)π radianos. a e c˜ e Indu¸ao: Assuma que a soma dos ˆngulos de um pol´ c˜ a ıgono convexo de n + 3 lados ´ e (n + 1)π radianos. Assim.39 Prove que Sn = 1 1×2 + 1 2×3 + 1 3×4 + . 12 Exemplo 1. isto ´. Como P ´ convexo.4.3) temos: ca n−3+1< (n − 1)2 − (n − 1) +1 12 (n − 1)2 − (n − 1) + 12 n−2< 12 n2 − 2n + 1 − n + 1 + 12 = 12 2 n −n 2n − 14 = −( ) 12 12 Como n ≥ 11.. A soma dos ˆngulos de P ´ igual a soma dos ˆngulos de T . a soma dos ˆngulos de uma pol´ a ıgono de 3 lados.38 Prove que a soma dos ˆngulos de um pol´ a ıgono convexo de n + 3 lados ´ e (n + 1)π radianos. podemos e decompor P em um triˆngulo T e um pol´ a ıgono convexo P de n + 3 lados.. . isto ´. ent˜o S1 = 1×2 = 1 = 1(1+1) = 1 . Sk+1 = k+2 . + 1 n×(n+1) = n . PROVA POR INDUCAO MATEMATICA ¸˜ 21 Precisamos mostrar que a asser¸ao ´ verdadeira n. n+1 1 1 Prova: Base: Se n = 1. Ent˜o a n−2< n2 − n . a o c˜ a e soma dos ˆngulos de P ´ π + (n + 1)π = (n + 2)π radianos. mais a soma dos ˆngulos a e a e a de P . isto ´. Seja P um pol´ ıgono convexo de n + 4 lados. Assim a f´rmula ´ correta para a o e 2 2 n = 1.

+ 2n−1 . o e Indu¸ao: Suponha que a f´rmula ´ correta para n = k ≥ 1. isto ´. para n = k + 1. Sk = 2k −1. Assim a f´rmula ´ correta para n = 1. Prova: Base: Para n = 1. Precisamos c˜ o e e mostrar que a f´rmula ´ correta para n = k + 1. Note que uk+1 = uk + 3 Pela hip´tese de indu¸ao uk = 3k − 2. . u2 = 3 × 2 − 2. Assim a f´rmula ´ correta para n = 1. isto ´. (Dica: u1 = 3 × 1 − 2.22 Pela hip´tese de indu¸ao Sk = o c˜ ´ CAP´ ITULO 1. e uk = uk−1 + 3. Note que o e e Sk+1 = Sk + 2k+1−1 = 2k − 1 + 2 k = 2 × 2k − 1 = 2k+1 − 1 . Prova: Base: Para n = 1. . Ent˜o o c˜ a uk+1 = 3k − 2 + 3 = 3k + 1 Exemplo 1. S3 = 2. (Dicas: (1) S1 = 2 − 1. Sk+1 = 2k+1 − 1. isto ´.) Conjectura: un = 3n − 2. Exemplo 1. c˜ o e e Precisamos mostrar que uk+1 = 3(k + 1) − 2 = 3k + 1. TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ k . se ´ conhecido que u1 = 1 e que para qualquer natural k > 1. u1 = 1 = 3 × 1 − 2 = 1. S1 = 1 = 21 − 1 = 1. S2 = 22 − 1. Sn = n n+1 1 (k + 1)(k + 2) k 1 + k + 1 (k + 1)(k + 2) k 2 + 2k + 1 (k + 1)(k + 2) (k + 1)(k + 1) (k + 1)(k + 2) k+1 k+2 para qualquer inteiro positivo n.) Conjectura: Sn = 2n − 1.40 Encontre un . ou (2) examine 2Sn − Sn . uk = 3k − 2. k+1 Ent˜o a Sk+1 = Sk + = = = = Assim.41 Encontre a soma: Sn = 1 + 2 + 22 + 23 + . o e Indu¸ao: Assuma que a f´rmula ´ correta para algum n = k ≥ 1.

43 Prove que Sn = 12 + 32 + 52 + . . o e a e Sk+1 = 12 + 32 + 52 + . + (−1)n−1 n2 = (−1)n−1 = n(n+1) . o e e Sk+1 = 1 − 22 + 32 − . Assim a f´rmula v´lida a o a 3 3 para n = 1. Sk = 12 + 32 + 52 + c˜ o e a e k(2k−1)(2k+1) 2 . + (−1)k−1 k 2 + (−1)k (k + 1)2 = (−1)k Note que Sk+1 = Sk + (−1)k + (k + 1)2 = (−1)k−1 k(k+1) + (−1)k (k + 1)2 2 = (−1)k [(k + 1) − f rack2](k + 1) = (−1)k (k+1)(k+2) 2 Exemplo 1. Sn = 1 = (−1)1−1 1(1+1) = 10 × 1 = 1. . . PROVA POR INDUCAO MATEMATICA ¸˜ Exemplo 1. + (2k − 1)2 + (2k + 1)2 = (k+1)(2(k+1)−1)((2k+1)+1) 3 = (k+1)(2k+1)(2k+3) 3 Note que Sk+1 = Sk + (2k + 1)2 = k(2k−1)(2k+1) + (2k + 1)(2k + 1) 3 = k(2k−1)(2k+1)+3(2k+1)(2k+1) 3 = (2k+1[k(2k−1)+3(2k+1)]) 3 2 = (2k+1)(2k 3−k+6k+3) 2 = (2k+1)(2k +5k+3) 3 = (2k+1)[(k+1)(2k+3)] 3 = (k+1)(2k+1)(2k+3) 3 EXERC´ ICIOS . . + (2n − 1)2 = n(2n−1)(2n+1) . . Indu¸ao: Suponha que a f´rmula ´ v´lida para n = k ≥ 1. c˜ o e e Sk = 1 − 22 + 32 − . isto ´. .´ 1. ent˜o Sn = 1 = 1(2×1−1)(2×1+1) = 3 = 1. . + (2k − 1) = . . isto ´. . 2 23 Prova: Base: Para n = 1. isto ´. + (−1)k−1 k 2 = (−1)k−1 k(k + 1) 2 (k + 1)(k + 2) 2 Precisamos mostrar que a f´rmula ´ correta para n = k + 1. 3 Prova: Base: Se n = 1. 3 Precisamos mostrar que para n = k + 1 a f´rmula ´ v´lida.42 Prove que Sn = 1 − 22 + 32 − 42 + . isto ´. .4. . Indu¸ao: Suponha que a f´rmula ´ correta para n = k ≥ 1. . Assim a f´rmula ´ v´lida o e a 2 para n = 1.

a 1. + (3n − 2) = 2n (3n − 1) 3.13 Seja An a ´rea de um quadrado de lado 2n .9 Prove que: 1.11 Prove que n n 2 i = i=1 i=1 3 i .24 1. 2 + 4 + 6 + .14 Mostre que 4n + 15n − 1 ´ m´ltiplo de 9.12 Prove que. TECNICAS DE DEMONSTRACAO ¸˜ 2. u (2) = 5. + n2 = n(n+1)(2n+1) 6 1. para n > 2.10 Prove que. sendo x um n´mero real diferente de 1. sendo x ≥ 0. 1 + 4 + 7 + .. + xn = i=0 xn+1 − 1 .. que u (n) = 2n + (−1)n . ı ca a . com n ≥ 1. 1. 12 + 22 + 32 + . 1 1·3 + 1 3·5 + 1 5·7 + . x−1 1. para todo n.. e 1.15 Defina recursivamente. Mostre que o resto da divis˜o a a de An por 3 ´ 1. + 2n = n (n + 1) ´ CAP´ ITULO 1. qualquer que seja n ≥ 1. a aplica¸˜o u (n) por ca u (1) = 1. ent˜o u a n xi = 1 + x + x2 + . + 1 (2n−1)(2n+1) = 1 2n+1 4.. ent˜o (1 + x)n ≥ 1 + xn .. u (n + 1) = u (n) + 2u (n − 1) . usando o segundo princ´pio da indu¸˜o matem´tica.. para todo n ≥ 1. Prove. e u 1.....

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