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Revista de Engenharia e Tecnologia

ISSN 2176-7270

DETERMINAÇÕES DO GRAU DE SATURAÇÃO DE ALGUNS SOLOS AO FINAL DO ENSAIO CBR
Wosniacki, Carlos Augusto (UFPR) E-mail: carloswosniacki@ig.com.br Vogt, Vanessa (UFPR) E-mail: vany_vogt@hotmail.com Moreira, Luis Fernando (UFPR) E-mail: moreira_luisfernando@yahoo.com.br Quadros, Carla de (UFPR) E-mail: carlafernandadequadros@yahoo.com.br Nascimento,Ney (UFPR) E-mail: neyan@ufpr.br Resumo: Este artigo apresenta os resultados obtidos através de ensaios CBR-(Califórnia Bearing Ratio), realizados com amostras dos solos Guabirotuba e Camarinha da Região Metropolitana da cidade de Curitiba-PR, e os solos Silte (Formação Ponta Grossa) e Areia (Formação Furnas) da região de Ponta Grossa- PR, dos quais foram determinados também granulometria e índices físicos. Observou-se que eles não apresentaram saturação completa ao final das 96 horas de imersão em água, conforme pretendido pelos ensaios CBR. Palavras-chave: Compactação, Grau de saturação, CBR

EVALUATION OF THE DEGREE OF SATURATION FOR SOME SOILS AT THE END OF CBR TESTS
Abstract: This paper presents values of degree of saturation obtained at the end of CBR (California Bearing Ratio) tests. Soil samples collected from different geological formations in the State of Paraná, namely Guabirotuba - Curitiba, Camarinha - Balsa Nova, Furnas and Ponta Grossa, were characterized, prepared and submitted to compaction, soaking in water and penetration, according to CBR standard. It was noticed that, regardless the type of soils tested and after 96 hours of inundation, none of the specimens showed 100% saturation, as it was expected. This conclusion suggests a bigger soaking period for soils, especially the ones having bigger silt or clay fraction. Key words: compaction - degree of saturation - CBR

1. Introdução O objetivo desse trabalho é avaliar a hipótese de que após os quatro dias de imersão (NBR 9895 e DNER-ME 093/94), a amostra pode não ter ficado totalmente saturada. Índices físicos foram obtidos, especialmente o teor de umidade final dos ensaios CBR, na tentativa de se quantificar e melhor entender o estado das amostras após o período de inundação. Para tal, quatro amostras de solos foram coletadas, representando materiais naturais típicos do Paraná. Os locais de coletas dos solos analisados foram escolhidos a partir das características mineralógicas e granulométricas de cada sítio, levando em consideração as suas histórias geológicas, pedológicas em um perfil hipotético desde Curitiba até a cidade de Ponta Grossa. O ponto A foi selecionado pela facilidade do acesso para a coleta e também porque a Formação Guabirotuba vem apresentando, ao longo dos anos, surpresas geotécnicas quanto a expansão de suas argilas em obras civis. Para a seleção do ponto B optou-se por um local em que os solos fossem provenientes da alteração de rochas metamórficas. Já os pontos C e D atenderam a necessidade de se analisar solos provenientes das maiores unidade geológicas do segundo planalto do Paraná, Formação Ponta Grossa e Formação Furnas respectivamente. 2. Coleta das Amostras Quatro amostras de solos granulares foram coletadas: uma em Curitiba, uma na região metropolitana de Campo Largo e duas nas imediações da cidade de Ponta Grossa. Esses pontos de coleta foram também selecionados com a finalidade de se obter materiais com diferentes histórias pedológicas e procedência geológica diversa, portanto, com constituições mineralógicas e granulométricas variadas.
V. 2, N . 3, Dez/2010
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playas. Para a coleta foi necessário abrir um poço de 1. marcadas por intercalações de lâminas milimétricas de silte arenoso e areias finas a grossas. No local da coleta verificou-se que o solo apresentava-se muito alterado (A5/A4) e coeso (C2/C3). próximo a Rua das Araucárias na cidade de Curitiba. de caráter silto argiloso. coordenadas planas 66. Lopes (1966). em uma camada métrica erosiva.802E/7.1 Amostra A ISSN 2176-7270 A primeira amostra foi coletada no Contorno Sul BR 376. Figura 1. depositados diretamente sobre o embasamento gnaissico migmatítico.Localização Amostra A . proveniente das porções basais da Formação Guabirotuba da Bacia Sedimentar de Curitiba. acesso secundário para a cidade de Araucária. e no topo por solos orgânicos.762N e elevação de 915m (Figura 1). N . caracterizado pela presença de estruturas sedimentares primárias preservadas. Definido na base por contato brusco com litotípos gnáissicos alterados e intemperizados.177. avermelhados. Dez/2010 o Página 16 . V. km 598+100. com pouca ou nenhuma areia. caracterizando solo residual silto arenoso. 3.50 x 0.Contorno Sul próximo a entrada de Araucária – Fonte: Google Map O sítio foi classificado qualitativamente como de solo silte arenoso. onde se obtiveram 50 kg de material (Figura 2).00 x 1. 2. em talude natural no terreno.50 m . como estratificação cruzada acanalada.Revista de Engenharia e Tecnologia 2. Foi definido por Bigarella e Salamuni (1962) como sedimentos fluvio-lacustres ou fluvio.

em uma seqüência vertical de solo residual da Formação Camarinha até solos com característica de talus coberto por mata de capoeira.Sitio e coleta da amostra A 2. em tons vermelhos a alaranjados. V.182. O local de coleta é caracterizado por relevo ondulado.121m (Figura 3). na cidade de Campo Largo. coordenadas planas 637.207 E/7. com característica de solo silto arenoso contendo constantes nódulos de argila.589N e elevação de 1. passa a solos variegados cinza claro.Fonte :Google Map Localmente os solos desenvolvem-se pouco espessos e heterogêneos.Localização da amostra B – Estrada da Serrinha . N . Dez/2010 o Página 17 .Revista de Engenharia e Tecnologia ISSN 2176-7270 Figura 2. com cristas irregulares e encostas naturais planas a convexas. 3. de transição. de 1m a 5m. 2. A composição geral do solo residual é silto arenoso. e na porção superior de talus. Figura 3 .2 Amostra B A segunda amostra foi coletada no antigo acesso de Campo Largo a Ponta Grossa. conhecida também como Estrada da Serrinha. A porção intermediária.

na rodovia PR-151. delimitado por linha de matacões (geralmente quartzo). O mesmo autor identificou e descreveu a unidade como siltitos intercalados por lentes conglomeráticas e arcosianas.50 m.50 x 1. do topo para a base. 2. com os litotipos do Grupo Açungui. onde se coletou a amostra de solo cortando o talude.3 Amostra C A terceira amostra foi coletada na cidade de Ponta Grossa.00m. material orgânico com 0. Para a coleta abriu-se uma trincheira vertical de 1. N .068N e elevação 804m. com blocos de rocha alterada em meio a solo residual com estruturas primárias preservadas (Figura 4).50 m e alteração de rocha. distante 200 metros da interseção com a rodovia PR-438 saída para Teixeira Soares. 3. e no topo pela discordância angular com as rochas da Supersequência Rio Ivaí. da Bacia do Paraná. desmembrando-a do Grupo Açungui. em um talude de corte. V. Figura 4 – Coleta e sitio da amostra B 2. coordenadas planas 585. O solo na trincheira apresentou.550E /7. Dez/2010 o Página 18 .212. caracterizado-a por discordância angular na base.00 x 1.Revista de Engenharia e Tecnologia ISSN 2176-7270 Muratori (1966) apresentou formalmente a Formação Camarinha como unidade geológica mapeável. seguido por solo silte arenoso cinza também com 0. figura 5.

V. (2007) como contendo folhelhos acinzentados ou amarelados quando alterados. 3. Dez/2010 o Página 19 . e arenitos finos. proveniente da alteração dos folhelhos da Formação Ponta Grossa ( Figura 6). micácios intercalados por lâminas de siltitos.Fonte :Google Map O solo coletado possui característica pelítica.Localização amostra C .Revista de Engenharia e Tecnologia ISSN 2176-7270 Figura 5 . Essa foi caracterizada por Rostirolla et. N . 2. al.

coordenadas 587647E/7.Revista de Engenharia e Tecnologia ISSN 2176-7270 Figura 6 .229429N e elevação de 860 m (Figura 7).4 Amostra D A quarta amostra foi coletada na cidade de Ponta Grossa. no perímetro urbano.Fonte :Google Map V. Figura 7 – Localização Amostra D . 3. Localmente há um contato por falha da Formação Ponta Grossa com a Formação Furnas. em jazida situada nas proximidades da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). N . Dez/2010 o Página 20 .Sítio e perfil da amostra C 2. 2. na rodovia PR-151.

limite de liquidez e limite de plasticidade foram realizados no Laboratório de Mecânica dos Solos da Universidade Estadual de Ponta Grossa. limite de liquidez (LL). sendo que os ensaios de compactação. Superintendência Regional dos Campos Gerais. Os ensaios nas amostras A e B foram realizados no laboratório da Fugro In Situ Geotecnia Ltda. Apresentação dos resultados 4. Tratam-se de arenitos finos a muito finos. Todas as amostras foram previamente secas à sombra. granulometria por peneiramento e sedimentação. As amostras foram acondicionadas em recipientes plásticos e posteriormente secas em estufa. análise granulométrica. teor de umidade natural.1 Umidade Natural Durante a coleta foram retiradas amostras para a determinação da umidade natural. 4. compactação com Proctor Normal. 2007). e os ensaios de massa específica dos grãos. Tabela 2.Revista de Engenharia e Tecnologia ISSN 2176-7270 O solo desenvolveu-se sobre sedimentos da Formação Furnas e sofreu pouco transporte. Os ensaios nas amostras C e D foram realizados em dois laboratórios distintos.50 V. da fase de transição para a Formação Ponta Grossa (Rostirolla et. Dez/2010 o Página 21 . com lentes pelíticas em transição no topo para a Formação Ponta Grossa (Figura 8).32 32. A preparação das amostras para os ensaios de caracterização seguiu as recomendações da NBR 6457/84. N . 3.Umidade natural Amostra A B C D Descrição Guabirotuba Camarinha Silte Arenito Umidade (%) 17. Figura 8 – Sitio e perfil do solo D 3.55 21.80 25. CBR. massa específica dos grãos (γs). limite plasticidade (LP). CBR e umidade natural foram executados no laboratório do DER – Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná. e umidade após o ensaio de CBR. Ensaios Laboratoriais As amostras foram submetidas a ensaios de caracterização. 2. al. localmente constituídos por arenitos conglomeráticos. As umidades obtidas estão descritas na Tabela 1.

3% 10.1% 35.6 ↔ 2 mm) Pedregulho (2 ↔ 60 mm) Tabela 4-Granulometria A 46.9% 0.8% 8.6% 16. silte argilo arenoso e areia silte argilosa.7% 7.06 ↔ 0. D são respectivamente: argila silte arenosa. 4. para os limites onde o solo deixa o estado sólido passando para o estado plástico (LP) e o limite que o solo deixa se ser plástico e se torna líquido (LL). Na Figura 9 pode-se observar a faixa de variação da umidade em cada amostra. Esses resultados estão relacionados com o peso específico seco das V.06 mm) Areia Fina (0.4 Massa específica dos grãos A determinação da massa específica dos grãos foi obtida através do ensaio previsto na norma DNER-ME 093/94. 3.002 ↔ 0. Foram utilizados os procedimentos da norma NBR 7181/84. respectivamente.3 Limites de Atterberg Os limites de plasticidade e liquidez foram obtidos seguindo o procedimento das normas NBR 7180/84 e 6459/84. Tabela 6-Limites De Atterberg Amostra A B C D LL 58% 27% 46% 20% LP 23% 16% 36% 20% IP 35% 12% 10% 0% Figura 9 – Limites de Atterberg 4.6% B 9.2 ↔ 0.002 mm) Silte (0. A Tabela 3 mostra o resumo do resultado dos ensaios para cada amostra. Tais limites visam avaliar o comportamento dos solos com a variação da umidade. Amostra Argila (< 0. Dez/2010 o Página 22 .6% C 39% 54% 2% 2% 2% 1% D 10% 12% 40% 38% 0% 0% Da análise dos ensaios granulométricos conclui-se que as amostras A.Revista de Engenharia e Tecnologia 4. 2. Os resultados obtidos encontram-se descritos na Tabela 5. N .2 Granulometria ISSN 2176-7270 Para os solos provenientes de cada local foram realizados ensaios de granulometria com sedimentação a fim de se definir as faixas de tamanhos dos grãos. enquanto que para a determinação do índice de plasticidade se utiliza a diferença entre o LL e o LP.8% 11.5% 27.6 mm) Areia Grossa (0.9% 2.2% 22. B.2 mm) Areia Média (0. C. pedregulho areno siltosa.

821 26.5 Ensaio de compactação (Proctor Normal) Os ensaios de compactação foram realizados com a energia prevista para o Proctor Normal seguindo-se o procedimento descrito na norma NBR 7182/1986. determinando-se uma possível expansão no ensaio CBR. A figura 10 mostra a relação entre os teores de umidade e as massas específicas aparentes secas das amostras. segundo o procedimento normalizado. tendo sido feitas as leituras de expansão até o último dia. seca (%) (kN/m³) 28. 153 4. 2. Dez/2010 o Página 23 .Umidade ótima e massa específica Massa Umidade específica ótima ap. V.2 12.462 15. 3.510 16.6 Expansão Com o objetivo de se verificar o comportamento das amostras em presença da água.323 17. conforme ilustra a Tabela 5.Revista de Engenharia e Tecnologia ISSN 2176-7270 amostras. por 4 dias.353 Amostra Descrição A B C Figura 10 – Ensaio de Compactação (Proctor Normal) D Guabirotuba Camarinha Silte Arenito 4. Com esse ensaio foi possível determinar as umidades ótimas e as massas especificas aparentes secas correspondentes para cada amostra. No gráfico da figura 11 pode-se visualizar a expansão das amostras em cada cilindro e na Tabela 06 a expansão das amostras compactadas na umidade ótima (PN). foram deixados submersos em água. Foram utilizados picnômetros de 50 ml.7 13. 458 26. Amostra A B C D Tabela 7-Massa específica dos grãos Descrição Massa específica dos grãos (kN/m³) Guabirotuba Camarinha Silte Arenito 26. 320 26.9 14. os cilindros com solo compactado. N . para a realização dos mesmos.7 19. Tabela 8. Os valores obtidos estão descritos na Tabela 4.

Dez/2010 o Página 24 . Foi seguido o procedimento da NBR 9895/87. foram retiradas amostras de solos. V. 10 e 11 estão os resumidos os valores encontrados em cada cilindro de amostra testada.2 12.6 11. N .7 12. 2.Expansão na umidade ótima Umidade ótima (%) Expansão (%) Amostra Descrição A B C D Figura 11 – Expansão no CBR Guabirotuba Camarinha Silte Arenito 28.Revista de Engenharia e Tecnologia ISSN 2176-7270 Tabela 9. para se determinar a umidade no meio do corpo de prova ao final do ensaio. e seus respectivos graus de saturação.00 4.7 13.10 5.2 12. 9.9 4. Na Figura12 pode-se visualizar o CBR encontrado para cada cilindro e na Tabela 07 está correlacionado o CBR encontrado com a umidade ótima para cada amostra. na metade da altura de todos os cilindros. Nas Tabelas 8.30 0.55 5. Tabela 10 .9 2.CBR encontrado na umidade ótima Amostra A B C D Figura 12 – Ensaio CBR Descrição Guabirotuba Camarinha Silte Arenito Umidade ótima CBR (%) 28.6 1.7 13. o solo foi submetido a penetração em prensa de CBR.1 4. para determinação do seu índice de suporte.7 19.7 19.7 California Bearing Ratio Após imersão em água.8 Grau de Saturação Após a realização dos ensaios CBR. 3.

Revista de Engenharia e Tecnologia Tabela 11.94 B2 18.320 17.225 15.97 18.Grau de Saturação da amostra A AMOSTRA A Cilindro Densidade (kN/m³) Umidade ensaio (%) Massa esp.6 67.413 28. dos grãos (kN/m³) Densidade Seca (kN/m³) Índice de vazios Umidade final (%) Grau de saturação final (%) D1 15.153 14. dos grãos (kN/m³) Densidade Seca (kN/m³) Índice de vazios Umidade final (%) Grau de saturação final (%) A1 17.7 26.285 0. dos grãos (kN/m³) Densidade Seca (kN/m³) Índice de vazios Umidade final (%) Grau de saturação final (%) B1 18.409 0.777 13.84 22.7 51.821 13.83 18.28 A2 17.6 26.07 26.774 10.3 26.81 17.821 12.1 26.320 17.6 26.3 26.85 24. 3.18 C5 15.93 27.153 13.7 26. 458 13.259 0.153 13.51 16.04 30.7 26.44 C2 15.54 16.153 14.121 0.77 C3 15.83 17.307 0.431 17.821 13.40 V.1 75. 458 13.108 16.47 Tabela 13 – Grau de saturação da amostra C AMOSTRA C Cilindro Densidade (kN/m³) Umidade ensaio (%) Massa esp.51 17.94 D3 16.8 83.9 26. N .3 26.2 67.0 26.327 0.7 26.862 0.05 29.030 24.89 17.8 26. Dez/2010 o Página 25 .963 16.110 1.54 17.20 25.06 B5 19.320 17.236 12.9 90.4 86.6 26.363 0.7 65.972 28.61 B3 19.734 0.2 26.884 25.2 55.610 12.25 D4 16.412 21. dos grãos (kN/m³) Densidade Seca (kN/m³) Índice de vazios Umidade final (%) Grau de saturação final (%) C1 15.2 76.0 57.82 D2 16.933 9.404 7.6 80.203 1.Grau de saturação amostra D AMOSTRA D Cilindro Densidade (kN/m³) Umidade ensaio (%) Massa esp.89 22.320 17.6 72.821 12.510 19.947 1.91 Tabela 12 – Grau de saturação amostra B AMOSTRA B Cilindro Densidade (kN/m³) Umidade ensaio (%) Massa esp.7 87.6 52.3 57.2 26. 458 14.27 B4 19.5 92.716 18.3 26.057 0.56 A4 17.471 0.64 Tabela 14 .3 56.153 14.79 ISSN 2176-7270 A3 18.72 D5 15.353 14. 458 14.964 0.273 0.9 80.8 26.53 17.664 1. 2.821 12.2 26.170 1.107 23.320 17.12 26.462 0.97 C4 15.

Da UFPR. DNER/DrDTc (IPR) 05/04/1994. porém a saturação completa poderá ocorrer com maior tempo de imersão. Curitiba. ABNT . Instituto de Geologia. n°. 1984. os mesmos não apresentaram saturação de 100% ao final do prazo estabelecido em normas. 1966. ABNT . Caracteres Texturais dos Sedimentos da Bacia de Curitiba. V. J. NBR 6459/84. Para tanto. Salamuni. Solo – Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização. UFPR. 20p 1966. NBR 7181/84. Dez/2010 o Página 26 . os autores consideram necessária a execução de novos ensaios para que se possam confirmar os dados obtidos de grau de saturação. Devido à variedade de solos existentes e aos poucos ensaios realizados.Determinação do limite de plasticidade. Adaptação da DNER-ME 049/74 à DNER-PRO 101/93. NBR 7182/86. Lopes. verificaram-se pontos no topo. A. limites de Atterberg. 7. 1984. verificando se há alteração da mesma durante o ensaio. Outra proposta é realizar os ensaios de compactação em cilindros duplicados. nº.. 1962 DNER-ME 093/94.Determinação do limite de liquidez. Bol. que mesmo com diferentes tipos de solos. massa específica dos grãos e CBR caracterizaram que os solos previamente escolhidos possuem distintos atributos. 1984. NBR 6457/84. ABNT . 1986. ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas. de forma que se possa retirar a umidade antes e depois do ensaio de CBR. Rio Janeiro. Nota explicativa da folha geológica de Campo Largo. 2. Quanto ao grau de saturação final. Muratori.Revista de Engenharia e Tecnologia ISSN 2176-7270 Os ensaios realizados de granulometria. verificou-se que não atingiu 100% em nenhuma das amostras testadas. N . tendo características granulométricas e demais índices físicos distintos. 1984. Solo . pode também ter ocorrido perda de umidade. 21p. Bol. no meio e na base de cada corpo de prova.Associação Brasileira de Normas Técnicas. Devido ao manuseio das amostras para o ensaio de CBR. determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas. Notas explicativas da folha geológica de Curitiba. Norma Rodoviária – Método de Ensaio. que não apresentaram divergências significativas de resultados. 20. Solo – Ensaio de compactação. verificou-se durante a execução do ensaio que tipicamente escorria água da amostra. do Instituto de Geologia da UFPR. ocasionalmente muito curto para alguns solos. 5. ABNT . alterando eventualmente o tempo de inundação ora recomendado. J. Solos. 6. Rio Janeiro.Associação Brasileira de Normas Técnicas. Curitiba. Propõem-se para trabalhos futuros deixar as amostras em imersão em água por mais tempo. Rio Janeiro. Bol. como os aqui apresentados.U. R. verificando a saturação ao longo do tempo até se obter o valor de grau de saturação máximo.Associação Brasileira de Normas Técnicas. Rio Janeiro. Conclusões e Propostas Conclui-se após a análise dos resultados. Isso pode ter ocorrido devido ao tempo de imersão em água (96 horas). NBR 7180/84. Solo . Referências Bigarella. 3.Associação Brasileira de Normas Técnicas. Nesse intervalo de tempo. Isto calibraria melhor o ensaio para tipos de solos. Rio Janeiro. Solo – Análise Granulométrica. pois retiram-se as amostras do tanque e deixam-nas por 15 minutos antes da penetração na prensa.J.A.

Curitiba. 3. Rio Janeiro. 2007. Relatório Final. Vesely. R. ABNT . Rostirolla.F.000. 1987. Freitas. Solo – Índice de suporte Califórnia. Escala: 1:100. Mapeamento Geológico da Folha de Ponta Grossa.C.Revista de Engenharia e Tecnologia ISSN 2176-7270 NBR 9895/87. S.P. V. 2.. Dez/2010 o Página 27 .Associação Brasileira de Normas Técnicas. F. N . Mineropar.