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Kant-A menoridade humana Kant define a palavra esclarecimento como a saída do homem de sua menoridade.

Segundo esse pensador, o homem é responsável por sua saída da menoridade. Kant define essa menoridade como a incapacidade do homem de fazer uso do seu próprio entendimento. A permanência do homem na menoridade se deve ao fato de ele não ousar pensar. A covardia e a preguiça são as causas que levam os homens a permanecerem na menoridade. Um outro motivo é o comodismo. É bastante cômodo permanecer na área de conforto. É cômodo que existam pessoas e objetos que pensem e façam tudo e tomem decisões em nosso lugar. É mais fácil que alguém o faça, do que fazer determinado esforço, pois já existem outros que podem fazer por mim. Os homens quando permanecem na menoridade, são incapazes de fazer uso das próprias pernas,são incapazes de tomar suas próprias decisões e fazer suas próprias escolhas. Em seu texto O que é o Iluminismo?, Kant sintetiza seu otimismo iluminista em relação à possibilidade de o homem seguir por sua própria razão, sem deixar enganar pelas crenças, tradições e opiniões alheias. Nele, descreve o processo de ilustração como sendo "a saída do homem de sua menoridade", ou seja, um momento em que o ser humano, como uma criança que cresce e amadurece, se torna consciente da força e inteligência para fundamentar a sua própria maneira de agir, sem a doutrina ou tutela de outrem. Kant afirma que é difícil para o homem sozinho livrar-se dessa menoridade, pois ela se apossou dele como uma segunda natureza. Aquele que tentar sozinho terá inúmeros impedimentos, pois seus tutores sempre tentarão impedir que ele experimente tal liberdade. Para Kant, são poucos aqueles que conseguem pelo exercício do próprio espírito libertar-se da menoridade. Vida Kant nasceu, viveu e morreu em Königsberg (atual Kaliningrado), na altura pertencente à Prússia. Foi o quarto dos nove filhos de Johann Georg Kant, um artesão fabricante de correias (componente das carroças de então) e da mulher Regina. Nascido numa família protestante (Luterana), teve uma educação austera numa escola pietista, que frequentou graças à intervenção de um pastor. Ele próprio foi um cristão devoto por toda a sua vida. Passou grande parte da juventude como estudante, sólido mas não espetacular, preferindo o bilhar ao estudo. Tinha a convicção curiosa de que uma pessoa não podia ter uma direcção firme na vida enquanto não atingisse os 39 anos. Com essa idade, era apenas um metafísico menor numa universidade prussiana, mas foi então que uma breve crise existencial o assomou. Pode argumentar-se que teve influência na posterior direcção. Kant foi um respeitado e competente professor universitário durante quase toda a vida, mas nada do que fez antes dos 50 anos lhe garantiria qualquer reputação histórica. Viveu uma vida extremamente regulada: o passeio que fazia às 15:30 todas as tardes era tão pontual que as mulheres domésticas das redondezas podiam acertar os relógios por ele.

Achava o argumento de Hume irrefutável. então. Filosofia . insistindo que a companhia era boa para a constituição física. em particular. política e a aplicação da filosofia à vida. Hegel. Os trabalhos de Kant são a sustentação e ponto de início da moderna filosofia alemã. para indicar apenas os maiores. que cada evento estará causalmente conectado com outros. atinge hoje em dia grande destaque entre os estudiosos da filosofia moral. estava a trabalhar numa projetada "quarta crítica". Apesar da reputação que ganhou. um dos livros mais importantes e influentes da moderna filosofia. Schelling. unificando o seu sistema. que lidava com a moralidade de forma similar ao modo como a primeira crítica lidava com o conhecimento. apesar de não podermos saber necessariamente verdades sobre o mundo "como ele é em si". Kant sentiu-se profundamente inquietado. ele desenvolveu a noção de um argumento transcendental para mostrar que. Quando morreu. que não conferem conhecimento factual e nem nos obrigam a agir: o julgamento estético (do Belo e Sublime) e julgamento teleológico (Construção de Coisas Como Tendo "Fins"). O seu edifício da filosofia crítica foi completado com a Crítica da Razão Prática. da física. mas as conclusões inaceitáveis. Schopenhauer.Kant nunca deixou a Prússia e raramente saiu da cidade natal. inscrevem-se na linhagem desse pensamento que representa um etapa decisiva na história da filosofia e está longe de ter esgotado a sua fecundidade. a produção de Kant foi incessante. Uma das obras. Durante 10 anos não publicou nada e. da aritmética. Por volta de 1770. É nesta obra que o filósofo delimita as funções da ação moralmente fundamentada e apresenta conceitos como o "Imperativo categórico" e a "Boa vontade". frutificou com força e riqueza só comparáveis à do socratismo na história da filosofia grega. com 46 anos. Neste livro. este manuscrito foi então publicado como Opus Postumum. que lidava com os vários usos dos nossos poderes mentais. por ter chegado à conclusão de que seu sistema estava incompleto. A Fundamentação da Metafísica dos Costumes é considerada por muitos filósofos a mais importante obra já escrita sobre a moral. Hume é por muitos considerados um empirista ou um cético. Como Kant os entendeu. como diz Hegel. era considerado uma pessoa muito sociável: recebia convidados para jantar com regularidade. etc. e a Crítica do Julgamento. até a morte em 1804. que aparições no espaço e no tempo obedecem a leis da geometria. Morrera em 12 de fevereiro de 1804 na mesma cidade que nascera e permanecera durante toda sua vida. o julgamento estético e teleológico conectam os nossos julgamentos morais e empíricos um ao outro.[2] Kant escreveu alguns ensaios medianamente populares sobre história. Por exemplo. em suma. Nos cerca de vinte anos seguintes. em 1781 publicou o massivo "Crítica da Razão Pura". muitos autores o consideram um naturalista. Fichte. estamos forçados a percepcionar e a pensar acerca do mundo de certas formas: podemos saber com certeza um grande número de coisas sobre "o mundo como ele nos aparece". Kant leu a obra do filósofo escocês David Hume.

("Estética transcendental" e "Analítica transcendental"). O espaço é o objeto de intuição e não conceito. O tempo é. Para os juízos sintéticos a priori são admissíveis na matemática porque essa ciência se fundamenta no espaço e no tempo. quando aplicada. Os juízos da ciência devem ser. Podemos pensar o espaço sem coisas. A geometria pura. partes da Crítica da razão pura). cujas operações (soma. Ora.O trabalho filosófico de Kant está na confluência do racionalismo. tal como existe. e. a independência americana e a Revolução Francesa. a priori. a ciência sempre diria o mesmo (e não é assim). intuição pura. Nos primeiros (o quadrado tem quatro lados e quatro ângulos internos). a forma a priori da sensibilidade interna e externa. Objeto de intuição. coincide totalmente com a experiência. a posteriori resultam da experiência e sobrepõem ao sujeito no predicado um atributo que nele não se acha previamente contido (o calor dilata os corpos ). Na apresentação "transcendental" do espaço. do empirismo inglês (David Hume) e a ciência física-matemática de Isaac Newton. Se o conhecimento é relação.). mas "para nós". O espaço é a priori. porque o espaço é a forma a priori da sensibilidade externa. Kant determina as condições subjetivas ou transcendentais da objetividade. pois não podemos ter intuição do objeto de um conceito (pedra. formas a priori da sensibilidade. que coincidem com a experiência e a tornam cognoscível. por isso. quer dizer. também. internos ou externos. um conjunto de leis a priori. fundados no princípio de identidade. etc. privados e incertos. ou relacionamento (do sujeito com o objeto). de saber como são possíveis os juízos sintéticos a priori na matemática e na física. Uma indagação eminente que o levara à sintetização do pensar: Que juízos constituem a ciência físico matemática? Caso fossem analíticos. o pressupõem. o espaço não é nem uma coisa nem outra. não pode ser conceito. mas não podemos conceber os acontecimentos fora do tempo. Forma vazia. pode conhecer as coisas "em si". se fossem sintéticos um hábito sem fundamento (o calor dilata os corpos porque costuma dilatá-los). intuições puras e não conceitos de coisas como objetos. torna possíveis por exemplo os juízos sintéticos a priori na aritmética. e sintéticos objetivos.). Seu caminho histórico está assinalado pelo governo de Frederico II. cavalo. Podemos concebê-lo sem acontecimentos. O cálculo infinitesimal (Leibniz) arremata essa compenetração definindo a lei de desenvolvimento de um ponto em qualquer direção do espaço. mas não coisa sem espaço. A ciência se arranja de juízos que podem ser analíticos e sintéticos. gênero ou espécie. ao mesmo tempo. a priori. A matemática é pois. são universais e necessários. e só há um espaço (o nada. As questões de partida do Kantismo são o problema do conhecimento. Esse privilégio explica a compenetração da geometria e da aritmética. não. universais e necessários. etc. fundados na experiência. mas é sua condição de possibilidade. referindo ao espaço). o predicado aponta um atributo contido no sujeito. Trata-se pois. Tais juízos independem da experiência. Os sintéticos. A geometria analítica (Descartes) permite reduzir as figuras a equações e vice-versa. carro. pois. . e a ciência. e se são possíveis na metafísica ("Dialética transcendental". ocorrendo sucessivamente. não deriva da experiência. sendo. O tempo é. subtração.

Em suma. "antinomias".[3] Na "dialética transcendental".As condições de possibilidade do conhecimento sensível são. aplica arbitrariamente as categorias e pretende conhecer o incognoscível. dando-lhe novo sentido. Se existisse não se poderia a conhecer enquanto tal. a existência e a inexistência de Deus. Compreendemos que a natureza é regida por leis matemáticas que ordenam com rigor o comportamento das coisas (o que permite ciências como engenharia. de nosso entendimento. Juízo Estético de Kant O juízo estético é abordado no livro Crítica da Faculdade do Juízo. à quantidade. por isso. A "coisa em si" (alma. enquanto se manifestam. além disso. Ora. Em suma. a tornam possível. mas o sujeito que determina o objeto. Há um conhecimento a priori da natureza. como chega a razão a formar esses objetos? Sintetizando além da experiência. serem possíveis o determinismo com certa regularidade). A metafísica é impossível como ciência. "indiferentemente". como se acabe de ver. Não há como saber das coisas com apenas percepções sensíveis. ou aparecem. As condições do conhecimento são. Kant analisa a possibilidade dos juízos sintéticos a priori na física. enfim. não nos é dada em experiência alguma. determiná-la. as formas a priori da sensibilidade. a negação e a limitação. Assim. ao absoluto. particulares e contingentes. Ultrapassando os limites da experiência. devem proceder de nós mesmos. que as classifica de acordo com a quantidade. a relação e a modalidade. a finitude e a infinitude do universo. devemos estar orientados . portanto. Nas célebres. Tais categorias são as condições de possibilidade dos juízos sintéticos a priori em física. realizada por Kant. sua consistência e as relações de causa e efeito. Não é o objeto que determina o sujeito. porque aspira ao infinito. Kant mostra que a razão pura demonstra. pois não se pode chegar mais. todavia. etc. "fenômenos. As diversas formas do juízo deverão. em seguida. Não existe a "coisa em si". a qualidade. conter as diversas formas da realidade. Na "Dedução transcendental" das categorias. puros. Essa formas estão estudadas desde Aristóteles. ou seja. o objeto só se torna cognoscível na medida em que o sujeito cognoscente o reveste das condições de cognoscibilidade. Kant volta a classificação aristotélica. Ora. anteriores à experiência e que. à modalidade. essência do cosmos. finalmente Kant examina a possibilidade dos juízos sintéticos a priori na metafísica. As categorias são conceitos. A ciência da natureza postula a existência de objetos. a liberdade e o determinismo. colocar a realidade e. a possibilidade. Só é possível conhecer coisas extensas no espaço e sucessivas no tempo. a função principal dos juízos é pôr. correspondem a unidade. as condições prévias da objetividade. De acordo com Kant para se ter uma investigação crítica a respeito do belo. etc. à qualidade a essência. Se as categorias universais. ao incondicionado. a causalidade e a ação recíproca. Em tal descoberta consiste a "inversão copernicana". Na "analítica transcendental". impressões. portanto. fazendo a síntese das sínteses. Deus. A função principal dos juízos da natureza. e nada se poderia dizer a seu respeito. a relação a substância. a pluralidade e a totalidade.). a existência e a necessidade.. o objeto só se torna cognoscível na medida em que o sujeito que determina o objeto. a priori.

é universal e congraça o julgamento estético. o belo "é o que agrada universalmente. E. o fato de que existe um direito cosmopolitano relacionado com os diferentes modos do conflito dos indivíduos intervirem nas relações com outros indivíduos. somada as diferentes opiniões que foram apresentadas pelos indivíduos.pelo poder de julgar. Se nos colocarmos como observador. torna aquele valor universal. ratificando Kant. de acordo com a percepção. após a contemplação da Monalisa. como eu ou você. encontraremos desde pessoas especializadas em arte até leigos. O juízo estético está relacionado ao prazer ou desprazer que o objeto analisado nos imprime e. Kant traz no terceiro artigo definitivo de um tratado de paz perpetua. representa uma reivindicação para tornar universal um juízo subjetivo. A universalidade do juízo estético é detectada por envolver um exercício persuasivo de convencimento de outro sujeito que aquela determinada forma da natureza ou da arte é bela. Detendo-nos na análise dos comentários favoráveis notaremos que. Os sujeitos têm em comum um princípio de avaliação moral livre que determina a avaliação estética e. Portanto a investigação crítica que Kant se refere diz respeito às possibilidades e limitações das faculdades subjetivas que agem sob princípios formulados e que pertencem à essência do pensamento. perceberemos que os mais diversos comentários serão tecidos a cerca dessa obra tão famosa. ao passo que. A paz perpétua A paz perpétua trata que o direito cosmopolítico deve circunscrever-se às condições de uma hospitalidade universal. E a indagação básica que move essa investigação crítica a respeito do belo é: existe algum valor universal que conceitue o belo e que reivindique que outras pessoas. julga o belo como universal. a partir da minha apreciação de uma forma bela da natureza ou da arte. em Paris. Dessa forma. sem relação com qualquer conceito". A pessoa que está em seu território. especulativo e prático. no seu domínio. Então isso comprova que não existe uma definição exata a cerca do belo. o belo não está arraigado em nenhum conceito. que vão empregar cada qual um conceito. dessa forma. confirmem essa posição? Ou então somos obrigados a admitir que todo objeto que julgamos como sendo belo é uma valoração subjetiva? O poder de julgar. nos dá respaldo para afirmar que o gosto tem que ser discutido. mas sim um sentimento que é universal e necessário. Como podemos desnudar o fenômeno que explica o nosso gosto? Se fizermos uma experiência com vários indivíduos e o defrontarmos com um objeto de arte. Pois. Essa situação fica bem evidente quando visitamos um museu. En chegaremos à tão conclusão de que a observação atenta e valorativa daquele objeto. dos vários indivíduos que vão apreciar a obra de Leonardo da Vinci. pode repelir o visitante se este interfere em seu domínio. . portanto. Digamos que essa experiência fosse realizada no Museu do Louvre. pertencendo a todo sujeito. com o quadro Monalisa. Para Kant apenas sobre gosto se discute. observaremos que as impressões causadas serão as mais diversas. como se refere Kant.

Kant foi um dos grandes construtores de sistemas. aquelas duas áreas. Uma citação famosa . Também. os indivíduos devem se comportar pacificamente com o intuito de se alcançar a paz de convívio mútuo. numa teoria sistemática. o do direito de apresentar-se na sociedade. Filosofia de Kant em geral "Só a crítica pode cortar pela raiz o materialismo. a incredulidade dos espíritos fortes. por último. Esta Hipótese Nebular é amplamente reconhecida como a primeira teoria moderna da formação do sistema solar e é precursora das actuais teorias da formação estelar. Metafísica e epistemologia de Kant . Por fim. o fatalismo. Mesmo que o espaço seja limitado. O direito de cada um na superfície terrestre pode ser limitada no sentido da superfície. de um direito que persiste em todos os homens. Veja que o ato de hostilidade está presente no ato do direito de hospitalidade. Então. o direito da posse comunitária da superfície terrestre pertence a todos aqueles que gozam da condição humana.No entanto. levando a cabo a ideia de crítica nos seus estudos da metafísica. cujo objectivo primário era "criticar" as limitações das nossas capacidades intelectuais. a violação do direito cosmopolitano e o direito público da humanidade criará condições para o favorecimento da paz perpetua. sendo indispensável para a compreensão do direito cosmopolítico de modo a garantir as condições necessárias para termos uma hospitalidade universal. proporcionando a esperança de uma possível aproximação do estado pacífico. visto que tal direito persiste a toda espécie humana. sem interferir nele. o ateísmo. ética e estética. também o idealismo e o cepticismo. não seria possível hostiliza-lo." Apesar de ter adaptado a ideia de uma filosofia crítica. mas sim."o céu estrelado por sobre mim e a lei moral dentro de mim" .é um resumo dos seus esforços: ele pretendia explicar. que são sobretudo perigosos para as escolas e dificilmente se propagam no público. O seu interesse na ciência também o levou a propor em 1755 que o sistema solar fora criado a partir de uma nuvem de gás na qual os objectos se condensaram devido à gravidade. Esta teoria envolvia a assunção de forças naturais de que os homens não se apercebem. existindo uma tolerância de todos a fim de que se alcance uma convivência plena. O relacionamento entre as pessoas está na construção dos direitos de cada um. o fanatismo e a superstição. não se trata de um direito que obrigato riamente o visitante poderia exigir daquele que o tem assim. caso o visitante mantenha-se pacifico. que se podem tornar nocivos a todos e. Isaac Newton tinha desenvolvido a teoria da física sob a qual Kant queria edificar a filosofia. mas que são usadas para explicar o movimento de corpos físicos. Já o indivíduo deve tolerar a presença do outro.

Mas além das formas da sensibilidade. as categorias são próprias do conhecimento da experi ncia. Apesar da interpretação exacta desta frase ser contenciosa. Até aqui foi assumido que todo o nosso conh ecimento deve conformarse aos objectos Mas todas as nossas tentativas de estender o nosso conhecimento de objectos pe o estabe ecer de qualquer coisaa p o a seu respeito por meios de conceitos.que nos fornece categorias a pri ri . da " filosofia crítica com a revol ção copernicana na astronomia. diz Kant. como são possíveis juízos sintéticos a pri ri? São possíveis porque há uma faculdade da razão . a obra.         © ©   © ¢ ¨ § ¦¥ ¤¢ ¢£ ¢ ¡ . Na perspectiva de Kant. Kant escreveu esse livro portentoso. é resultado da leitura de Hume e do seu despertar do sono dogmático. uma vez que a mente tem que ter estas categorias. Em segundo lugar. não nos é possível conhecer a coisa em si. não consci ncias. Contudo. e os limites da física são os limites da estrutura fundamental da mente. De acordo com o próprio autor.O li mai li e mai i l ente de Kant é a C íti R (1781). por falhar. que seria uma faculdade da razão. mas que só podem ser usadas na experi ncia. Daí porque. também conhecida como "primeira crítica". Elasnão podem ser empregadas fora do campo da experi ncia. Nada pode ser percebido excepto através destas formas.que nos permitem emitir juízos sobre o mundo.como causa e efeito . por isso. uma maneira de a compreender é através da comparação de Kant. o conhecimento a pri ri de algumas coisas. Tente imaginar alguma coisa que existe fora do tempo e que não tem extensão no espaço. se supusermos que os objectos devem corresponder ao nosso conhecimento. de forma a poder compreender a massa -interpretada que se apresenta às nossas sussurrante de experi ncia crua. Na primeira crítica.o entendimento . que ver se temos ou não mais sucesso nas tarefas da metafísica. a saber: Kant se perguntou como são possí eis juí os sintéticos a pri ri? Para responder a essa pergunta. no segundo prefácio à "Crítica da Razão Pura. por tentativas. Kant denominou a filosofia crítica de "idealismo transcendental". Assim. ou aquilo que não está no campo fenomenológico da experi ncia. Assim. na filosofia crítica de Kant. já vemos que não podemos conhecer fora do espaço e do tempo. O entendimento nos fornece as categorias com as quais podemos operar as sínteses do diverso da experi ncia.[3] A mente humana não pode produzir tal ideia. há. Kant vai mostrar que tempo e espaço são formas fundamentais de percepção (formas da sensibilidade) que existem como ferramentas da mente. de mais de 800 páginas. acabaram. ela remove o mundo real (a que Kant chamou o mundo numenal ou númeno) da arena da percepção humana. Temos pois. Kant vai nos dizer que há também o entendimento. nesta suposição.

ou uma obrigação que temos independentemente da nossa vontade ou desejos (em contraste com o imperativo hipotético).oferecem as "condições epistémicas". e não se pode definir o campo até que se tenha definido o limite do campo da física .espaço e tempo . As nossas obrigações morais podem ser resultantes do imperativo categórico. O idealismo transcendental descreve este método de procura as condições da r possibilidade do nosso conhecimento do mundo. Para Berkeley. em síntese. que explica todas as outras obrigações morais que temos: o imperativo categórico. espaço e tempo.   ilosofi o l Immanuel Kant desenvolve a filosofia moral em três obras: Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785). Antes. Kant tinha querido discutir os sistemas metafísicos mas descobriu "o escândalo da filosofia": não se pode definir os termos correctos para um sistema metafísico até que se defina o campo. que não somos capazes de conhecer inteiramente os objetivos reais e que o nosso conhecimento sobre os objetos reais é apenas fruto do que somos capazes de pensar sobre eles. Age de tal modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal. a filosofia crítica de Kant pergunta quais as condições a pri ri para que o nosso conhecimento do mundo se possa concretizar. requeridas para que conheçamos objectos no mundo dos fenómenos. Para K a ant. Kant é provavelmente mais bem conhecido pela teoria sobre uma obrigação moral única e geral. uma coisa é um objecto apenas se puder ser percepcionada. que ele acreditava serem mais ou menos equivalentes (apesar de opinião contrária de muitos comentadores):    . Crítica da Razão Prática (1788) e Crí ica do t Julgamento (1790). O imperativo categórico. em termos gerais. Nesta área. percepção não é o critério da existência dos objectos. as condições de sensibilidade . O imperativo categórico pode ser formulado em três formas. esta tese não é equivalente à dependência-mental no sentido do idealismo de Berkeley. Mas esse idealismo transcendental de Kant deverá ser distinguido de sistemas idealistas. Kant afirma.Tal como Copérnico revolucionou a astronomia ao mudar o ponto de vista. como os de Berkeley. no sentido de discussão do mundo perceptível.física. Enquanto Kant acha que os fenómenos dependem das condições da sensibilidade. para usar a frase de Henry Allison. é uma obrigação incondicional.

§ A primeira formulação (a fórmula da lei universal) diz: "Age somente em concordância com aquela máxima através da qual tu possas ao mesmo tempo querer que ela venha a se tornar uma lei universal". quer na tua pessoa como de qualquer outra. . Diz que deveremos agir por forma a que possamos pensar de nós próprios como leis universais legislativas através das nossas máximas. § A terceira fórmula (a fórmula da autonomia) é uma síntese das duas prévias. Podemos pensar em nós como tais legisladores autônomos apenas se seguirmos as nossas próprias leis. sempre ao mesmo tempo como fim. nunca meramente como meio". § A segunda fórmula (a fórmula da humanidade) diz: "Age por forma a que uses a humanidade.