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EPIFISIOLISE • • Definição : É o deslizamento da epífise proximal do fêmur, na verdade, a cabeça fica em seu lugar no acetábulo e o colo se desloca para

anterior e lateral. Epidemiologia : • Incidência – 2 : 100.000 • Sexo – meninos 2,4 : 1 menina • Faixa etária – meninos 10-16, meninas 10-14 anos. • Lado – esquerdo 2 : 1 direito • Obesidade – 73% dos meninos e 49% das meninas estão acima do 90o percentil • Bilateralidade – 50 a 80% Anatomia Patológica : • Sinovial hipertrofiada e infiltração de células inflamatórias. • Alargamento fisário – a zona hipertrófica passa de 15 para 80% da espessura total da fise. • Maturação anormal da cartilagem e ossificação endocondral. • Não se sabe se estas alterações são causa ou conseqüências da epifisiolise. Etiologia : é desconhecida, vários fatores estão implicados : • História prévia de trauma está presente em 26% dos casos. • Fatores mecânicos – obesidade, diminuição da anteversão femoral ou mesmo retroversão do colo (aumentam a força de cisalhamento). • Eisenstein e Rothchild – propuseram tratar-se de uma condição imunológica sistêmica, pois há um aumento de imunoglobulinas e complemento C3. • Distúrbio endócrino – aumento dos níveis de estrogênio diminuem a altura fisária, fortalecendo-a, já a testosterona, aumenta a altura fisária. • Hereditariedade – em 5% dos casos. Clínica : • Dor no quadril, região inguinal ou joelho (N. obturador) • Diminuição da mobilidade, claudicação. • Varia de acordo com a apresentação da doença: • Pré-deslizamento : • Claudicação • Dor intermitente • Dor às rotações • Radiologia – osteopenia, borramento fisário, relação colo-fise normal. • Aguda : 10% dos casos. • Instalação súbita da dor. • Membro encurtado e rodado externamente, não apóia. • Radiologia – mostra desvio. • Crônica : é a mais comum.

Preferencial. • Sinal de Steel – sobreposição da área deslocada da cabeça femoral no colo (imagem em crescente). • • . retirada do material (não é obrigatória). no AP e perfil. • Apenas 30-40% dos quadris são sintomáticos durante o deslizamento. Complicações : 20-40% dos casos. Melhor fixação. Utiliza-se tração prévia por 10-30 dias Rx de controle de 4/4 semanas por 12 semanas. diminui a percentagem da cabeça seccionada pela linha superior.• • • • • Dor de duração superior há 3 semanas. pois pode aumentar o desvio). a maioria relacionadas à penetração da articulação. • Radiologia : • Alargamento e irregularidade fisária. Sinal de Drehnam + Radiologia – remodelação ao longo do colo. • No perfil – desvio posterior (evitar fazer na fase aguda. • TAC – às vezes detecta deslizamentos não visíveis ao Rx simples. Crônica agudizada : • História arrastada • Tem aumento súbito da dor associado à aumento do deslizamento. levando à osteonecrose e condrólise. Claudicação. • A degeneração articular está diretamente relacionada ao grau do desvio. maior a severidade do desvio. na epifisiolise. escaras (16%) e condrólise (19-67%) Fixação in situ : é o tto. • Classificação de Southwick – pela mensuração do ângulo entre a cabeça e a diáfise femoral. • Boyer – propôs a mensuração da diferença dos ângulos de Southwick entre os dois quadris : • 0-30o – brando • 30-50o – moderado • >50o – severo História Natural : • A completa evolução permanece desconhecida. Tratamento : • • • • • • • • • • Objetivo – estabilizar a fise. Gesso : 82 a 97% de bons resultados. Complicações : osteonecrose (7%). • Quanto maior a duração dos sintomas. • Linhas de Klein – tangentes às margens do colo femoral. com pouca agressão tecidual. Desvantagens – fechamento precoce da fise. evitando deslizamentos adicionais.

• .5 a 21% 2. • Quando a epifisiolise for bilateral. rotação neutra e ligeira abdução. • É o procedimento de escolha em adolescentes e adultos jovens. mas maior o risco de necrose. Osteotomias intertrocanterianas : • • Uniplanares – corrige rotações interna/externa Biplanares e multiplanares – retiram cunha. • Osteonecrose em 11 a 20%. • Procedimentos de salvação: • Indicados quando a cabeça femoral se torna deformada e a articulação rígida. não necessita posterior retirada de material de síntese. • Osteotomia – criam uma deformidade compensatória. postergam efeitos degenerativos. pois apesar da grande incidência de bilateralidade. Desvantagens – maior sangramento per-operatório. Osteotomia transtrocanteriana rotacional – descrita por SUGIOKA. necessita gesso no P. 1. • Artrodese : • 78% de satisfação. • Não é recomendada de rotina. 1.• • • • • • Stanton e Sheldom – relataram fechamento fisário 10. pois este já está familiarizado com os sintomas. 1. • Manipulação fechada traz um alto índice de necrose (31%). • 20o de flexão. Redução do grau de deslizamento: • Métodos que reduzem o desvio. permite a retirada de osteófitos. Epifisiodese com enxerto : Tem um menor risco de penetração articular. Osteonecrose e condrólise ocorrem raramente.O. Osteotomia cuneiforme – em pacientes com fise aberta. • Osteonecrose em 4. • Baixo índice de osteonecrose • Permite pouca correção (35 a 55o). Osteotomia de base do colo femoral – retirada de cunha ântero-superior. melhor a correção da deformidade. menor estabilidade. Fixação contralateral profilática : • É controversa. existem as complicações da fixação.2 meses antes do fisiológico. • Prefere-se orientar o paciente. • Pode ser considerada somente na aguda ou crônica agudizada com risco de evoluir com grande limitação da mobilidade. • Artroplastia : • Tem grande incidência de complicações. • Quanto mais proximal a osteotomia. maior tempo de hospitalização. pode-se realizar artroplastia em um lado e artrodese no outro. • Retirada de cunha justo ao osso justafisário.

• Mais comum em mulheres. • Cursa com dor. • Ocorre reconstituição da articulação em até 64%. casos de familiaridade. diversas teorias – imunológica. • Pode ser iatrogênica : • Manipulação • Parafuso invadindo a cortical posterior • Secundária à osteotomias. rigidez e diminuição do espaço articular. • Pode evoluir para anquilose. . com bom resultado funcional. doença metabólica ou endócrina.• • Indicada nos pacientes de difícil seguimento. • AINH • Mobilidade passiva. • Osteonecrose: 10-15% • Mais relacionada à quadris instáveis e agudos. • Tratamento : • Mobilidade ativa e passiva • Restrição de apoio • Retirada do material de síntese. • É proporcional à gravidade do deslizamento. • Tratamento : • Restrição de apoio. que levam à degeneração articular e diminuição da mobilidade. Complicações : As principais são a osteonecrose e condrólise. pressão excessiva . • Condrólise: 16 a 20% • Etiologia desconhecida. isquemia. • Acredita-se que ocorre por lesão à circulação intra ou extra-óssea da cabeça femoral.